30% dos brasileiros querem comprar celular na Black Friday, mas 51% estão com a renda comprometida

Cenário coloca as opções de financiamento entre os fatores capazes de influenciar a conversão das vendas

Diversos modelos de smartphones expostos em suportes de segurança em uma prateleira de loja de varejo.
Foto: Reprodução/Plox

A Black Friday deve encontrar um consumidor interessado em trocar de celular, mas com menos espaço disponível no orçamento. Pesquisa encomendada pelo Google à Offerwise mostra que 30% dos brasileiros pretendem comprar um aparelho durante a data promocional deste ano, colocando a categoria na segunda posição entre as maiores intenções de compra. Ao mesmo tempo, 51% dos entrevistados afirmam estar com a renda comprometida.

O levantamento, realizado em julho com 2 mil brasileiros de diferentes regiões e faixas de renda, expõe um desafio para o varejo: existe demanda pelo produto, mas parte relevante do público pode encontrar dificuldade para concluir a compra. Nesse cenário, as condições de pagamento passam a dividir espaço com preço, estoque e divulgação na preparação para a Black Friday.

“Na Black Friday, o varejo costuma concentrar seus esforços em preço, estoque e divulgação, mas existe outra frente importante: o acesso ao pagamento. Se o consumidor escolhe o produto, chega ao ponto de venda e não tem limite suficiente ou aprovação de crédito, todo o investimento feito para levá-lo até ali termina em uma frustração para o cliente e uma venda perdida”, afirma Wagner Mendonça, vice-presidente e Country Manager da PayJoy no Brasil.

Preço do smartphone coloca financiamento na decisão

O impacto tende a ser mais evidente em produtos de maior valor, como smartphones. Quando o consumidor não dispõe de recursos para pagamento à vista ou de limite suficiente no cartão, modalidades alternativas de financiamento podem definir se o interesse pelo aparelho será convertido em venda.

A PayJoy atua justamente nesse mercado por meio de parceiros varejistas. A fintech financia smartphones utilizando uma análise que combina tecnologia proprietária e dados alternativos, enquanto o próprio aparelho adquirido funciona como garantia da operação por meio de software.

Segundo a empresa, esse modelo permite a aprovação de mais de 80% das propostas de crédito recebidas. A companhia afirma ainda que assume integralmente o risco de inadimplência e fica responsável pela administração das cobranças.

Para o varejista, a estrutura permite acrescentar uma opção de financiamento no ponto de venda sem incorporar diretamente ao próprio balanço o risco de crédito e a gestão de eventuais atrasos dos consumidores.

Conversão entra no planejamento da Black Friday

A combinação entre forte intenção de compra e orçamento pressionado amplia o papel das condições financeiras na estratégia comercial. No caso dos celulares, não basta apenas atrair o consumidor com ofertas se a forma de pagamento disponível impedir a conclusão da operação.

Essa questão coloca o financiamento como mais uma variável do planejamento da Black Friday, especialmente em categorias nas quais o preço final representa uma barreira relevante para parte dos compradores.

“O financiamento precisa entrar no planejamento da Black Friday junto com preço, estoque e divulgação. Quando o varejista oferece uma opção adequada ao perfil daquele consumidor, ele consegue alcançar um público maior sem assumir um risco adicional”, acrescenta Mendonça.

Resumo redes: Celulares aparecem como a segunda categoria com maior intenção de compra na Black Friday, segundo pesquisa do Google com 2 mil brasileiros. Com mais da metade dos entrevistados relatando renda comprometida, alternativas de crédito ganham espaço no planejamento do varejo para transformar interesse em compra efetiva.