> ## Content Index
> Fetch the complete content index at: https://www.jornalopolo.com.br/llms.txt
> Use this file to discover other available public pages before exploring further.

# Aggreko conclui compra de seis usinas da BBF no Amazonas e passa a operar 32 unidades de geração no estado
- URL: https://www.jornalopolo.com.br/aggreko-conclui-compra-de-seis-usinas-da-bbf-no-amazonas-e-passa-a-operar-32-unidades-de-geracao-no-estado/
- Published: 2026-10-19T15:37:04.000Z
- Updated: 2026-10-19T15:37:04.000Z
- Description: Com os novos ativos, capacidade instalada sobe para 149,1 MW; Termelétricas atendem localidades do interior que não estão conectadas à rede nacional de energia
- Author: Redação
- Tags: Energia, #Instagram-ok, #Facebook-ok, #story-ok, #video-nao

O fornecimento de energia em localidades remotas do Amazonas, onde o acesso depende principalmente do transporte fluvial e não há conexão com a rede nacional de transmissão, ganhou uma nova configuração operacional. A Aggreko concluiu a compra de seis usinas termelétricas pertencentes à Brasil Bio Fuels (BBF), assumindo o controle integral do Consórcio Geração Amazonas (CGA). Com a aquisição, a companhia passa a concentrar a operação de 32 usinas no estado, cada uma responsável pelo abastecimento de uma localidade.

A negociação acrescenta 11,4 megawatts (MW) à estrutura de geração da empresa, que teve sua capacidade instalada ampliada de 137,7 MW para 149,1 MW. O crescimento ocorre por meio da incorporação de unidades já existentes, destinadas ao atendimento de comunidades e municípios que dependem de sistemas locais de produção de eletricidade.

### Aquisição abrange seis localidades do interior amazonense

Quatro das termelétricas adquiridas estão distribuídas entre três municípios: Belém dos Solimões, em Tabatinga; Estirão do Equador e Palmeiras do Javari, em Atalaia do Norte; e Feijoal, em Benjamin Constant. As outras duas unidades estão localizadas nos municípios de Envira e Ipixuna.

Nessas regiões, a ausência de conexão com o Sistema Interligado Nacional (SIN) exige estruturas próprias para manter o abastecimento. Além da geração contínua, a operação depende do deslocamento de profissionais, equipamentos e suprimentos por rotas predominantemente fluviais, condição que torna a manutenção das instalações uma atividade logística importante.

Segundo a Aggreko, os geradores funcionam de maneira ininterrupta e têm previsão de permanecer em operação pelos próximos oito anos. A ampliação para 32 unidades também aumenta a escala das atividades de supervisão e manutenção conduzidas pela companhia no Amazonas.

### Monitoramento à distância e equipe de 250 profissionais

Para acompanhar as instalações espalhadas pelo interior, a empresa utiliza uma plataforma de supervisão denominada CORE. O sistema permite identificar quais equipamentos estão em funcionamento e acompanhar indicadores como o consumo de combustível, oferecendo informações para orientar decisões operacionais sem a necessidade de deslocamentos presenciais em todas as atividades de monitoramento.

A operação amazonense emprega aproximadamente 250 profissionais, incluindo os trabalhadores da equipe instalada em Manaus. Embora parte do acompanhamento possa ser feita remotamente, intervenções técnicas e serviços de manutenção continuam exigindo o envio de equipes e materiais às localidades atendidas.

Para o diretor-geral da Aggreko no Brasil, Marco Contin, a concentração dessas unidades sob uma única operação amplia as possibilidades de utilização de ferramentas tecnológicas e de soluções energéticas adaptadas à região.

> “A consolidação desses ativos reforça o compromisso da Aggreko com a confiabilidade do fornecimento de energia em regiões estratégicas do Brasil. Ao reunir 32 usinas, ampliamos nossa capacidade de aplicar tecnologia, conhecimento operacional e novas soluções energéticas na Amazônia”.

### Energia solar e baterias estão entre as alternativas estudadas

Além de expandir a geração termelétrica, a Aggreko considera incorporar outras tecnologias às instalações que já administra no Amazonas. Entre as possibilidades analisadas estão sistemas híbridos, nos quais os geradores térmicos funcionariam em conjunto com equipamentos de energia solar e armazenamento em baterias.

A combinação dessas fontes é avaliada como uma alternativa para melhorar a eficiência das usinas e diminuir a utilização de combustível. Sua aplicação, entretanto, depende das condições de cada localidade, da disponibilidade de recursos renováveis e da capacidade de manter a regularidade do fornecimento de eletricidade.

A companhia ainda não identificou quais das 32 usinas poderiam receber essas soluções. Também não foram divulgados valores de investimento ou prazos para a eventual implantação dos projetos, que permanecem em fase de avaliação.

Marco Contin ressalta que a distância dos grandes centros e as limitações de infraestrutura exigem modelos de operação específicos, tanto para a manutenção das usinas atuais quanto para a adoção de novas tecnologias.

> “Nos sistemas isolados, existem localidades que ainda precisam de soluções para garantir o fornecimento de energia. A Aggreko tem experiência para atuar em regiões onde a infraestrutura e a logística exigem um modelo diferente de operação. Esse conhecimento nos permite buscar soluções mais eficientes e adequadas às necessidades de cada localidade”.

Resumo redes: Quatro das termelétricas adquiridas estão distribuídas entre três municípios: Belém dos Solimões, em Tabatinga; Estirão do Equador e Palmeiras do Javari, em Atalaia do Norte; e Feijoal, em Benjamin Constant. As outras duas unidades estão localizadas nos municípios de Envira e Ipixuna.