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# Aima começa a montar elétricas no PIM em setembro em parceria com a DBS. Fábrica própria confirmada para 2027
- URL: https://www.jornalopolo.com.br/aima-comeca-a-montar-eletricas-no-pim-em-setembro-em-parceria-com-a-dbs-fabrica-propria-confirmada-para-2027/
- Published: 2026-08-19T15:52:25.000Z
- Updated: 2026-08-19T18:43:44.000Z
- Description: Fabricante ainda não definiu onde vai instalar sua unidade industrial no Brasil, mas Manaus está no radar
- Author: Redação
- Tags: Duas Rodas, AIMA, DBS, #video-ok, #story-ok

Líder chinesa em veículos elétricos de duas rodas, a Aima está a poucas semanas de colocar sua produção brasileira de pé. A fabricante de motos e bicicletas (em sua maioria, elétricas) começa em setembro um projeto-piloto de montagem de veículos em Manaus, por meio de parceria com a DBS, e prevê entregar as primeiras unidades já em novembro. Será a primeira operação de montagem da empresa no Brasil.

A produção utilizará o sistema CKD (Completely Knock Down), no qual conjuntos de componentes chegam para serem montados localmente.

> “Um dos motivos foi também você ter uma indústria já preparada para duas rodas, e boa parte das indústrias de duas rodas está consolidada lá em Manaus”, disse Marisol Yao, diretora comercial da Aima no Brasil, destacando o potencial do PIM.

Fora da China, já mantém fábricas na Índia e na Indonésia. Com o início da montagem em Manaus, o Brasil se tornará o terceiro país estrangeiro com uma operação industrial da Aima.

Em 2025, a Aima vendeu cerca de 11,64 milhões de veículos, sendo 8,33 milhões de bicicletas elétricas, 2,62 milhões de motos/ciclomotores elétricos de duas rodas e 607 mil triciclos elétricos.

### Produzir aqui para vender aqui

A nacionalização também faz parte da tentativa de fortalecer a presença da marca depois de oito anos atuando no mercado brasileiro. Para a Aima, montar os veículos no país pode facilitar tanto a disponibilidade dos produtos quanto a oferta de peças para manutenção.

> “Isso consolida muito você fazer com que o consumidor tenha produtos e peças aqui no mercado”, ressaltou Yao.

A produção brasileira também chega acompanhada de mudanças nos próprios veículos. A empresa diz que vem adaptando os modelos originalmente desenvolvidos para outros mercados às condições encontradas no Brasil.

Entre os pontos identificados estão a necessidade de mais autonomia, potência e resistência, além de alterações em pneus e amortecedores.

> “Requer autonomia, requer potência, porque, querendo ou não, o nosso biotipo é diferente do asiático. Então, a gente precisa agregar isso para poder consolidar um produto que seja mais resistente para a gente aqui”, explicou.

As condições das vias brasileiras também entraram nessa conta. Segundo a executiva, as diferenças em relação ao pavimento encontrado na Ásia levaram a empresa a buscar uma estrutura mais robusta para os modelos vendidos por aqui.

### Delivery no radar

É principalmente no delivery e nos deslocamentos curtos que a Aima enxerga espaço para as motos elétricas competirem com as opções a combustão. A avaliação considera especialmente os modelos de menor potência. “Se forem produtos de baixa potência, sim, para uso de curta distância. Por exemplo, o entregador de delivery”.

Para esse uso crescer, a infraestrutura precisa acompanhar. Yao cita como alternativa as estações onde o motociclista pode trocar uma bateria descarregada por outra carregada, em vez de esperar pelo carregamento.

> “Hoje grandes parceiros estão colocando estações de recarga para troca de bateria”, disse.

A aposta nas elétricas também passa por uma característica perceptível nas ruas: o menor ruído. Para Yao, isso pode fazer diferença principalmente nas entregas realizadas à noite, algo que, segundo ela, já é observado no mercado asiático.

> “Hoje a gente na Ásia já vê muito isso. A poluição sonora, com certeza, afeta um pouco também nosso dia a dia. Os motoqueiros que fazem entrega noturna, acho que isso vai aliviar um pouco o pessoal que quer descansar no dia a dia”, afirmou.

### Aima quer chegar a 100 lojas

A fábrica não é a única frente de crescimento da chinesa no Brasil. A Aima possui atualmente 50 lojas próprias da bandeira no país e pretende dobrar esse número, chegando a 100.

A expansão ocorre enquanto a fabricante aposta no crescimento da mobilidade elétrica, principalmente para deslocamentos curtos e atividades como entregas.

Para a companhia, a redução dos gastos com manutenção e o crescimento da infraestrutura de recarga e troca de baterias podem ajudar a colocar mais veículos elétricos nas ruas.

### Fábrica própria

A fabricante chinesa confirmou que já trabalha para ter uma fábrica própria no país a partir de 2027, dentro de um plano de expansão de longo prazo.

Os primeiros movimentos para tirar o projeto do papel já começaram. A ideia é que a própria companhia fique à frente da produção, enquanto fornecedores e empresas brasileiras entrem como parceiros da operação.

O endereço, porém, continua em aberto. Manaus e São Paulo aparecem entre as possibilidades avaliadas, segundo fontes ligadas ao projeto, mas a definição ainda depende do avanço das discussões, que estão em fase inicial.

A fábrica também pode nascer olhando além do Brasil. Nos bastidores, existe a expectativa de que a unidade seja utilizada futuramente para abastecer outros mercados da América do Sul.