Balança comercial do Amazonas movimenta quase US$ 1,97 bilhão em setembro

As exportações alcançaram US$ 133,72 milhões, alta de 22,9% em relação a agosto, enquanto as importações somaram US$ 1,83 bilhão, crescimento de 0,7%

Guindaste portuário içando um contêiner azul em meio a pilhas de contêineres coloridos em um terminal de carga.
Foto: Reprodução

O Amazonas alcançou em setembro seu maior valor mensal de exportações de 2026, com US$ 133,72 milhões em vendas ao exterior, crescimento de 22,9% em relação a agosto. Apesar do avanço, as importações permaneceram quase 14 vezes superiores, atingindo US$ 1,83 bilhão e levando a balança comercial a um déficit de US$ 1,70 bilhão. Somadas as duas operações, a corrente de comércio chegou a US$ 1.968.377.716., conforme cálculos baseados no relatório da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).

O resultado das exportações superou os US$ 131,58 milhões registrados em março, até então o melhor desempenho do ano. As importações também atingiram seu maior valor mensal de 2026, ultrapassando os US$ 1,82 bilhão de julho. Em relação ao mês anterior, as compras internacionais cresceram 0,7%.

China concentra negócios de ferronióbio e produtos industriais

A China ocupou posição de destaque nas duas direções do comércio exterior amazonense. Nas exportações, o ferronióbio movimentou US$ 21,74 milhões, representando 65,60% das vendas destinadas ao país asiático. Já entre as importações chinesas, sobressaíram os suportes gravados para reprodução de fenômenos diferentes de som ou imagem, com US$ 120,52 milhões, equivalentes a 16,77% das compras realizadas daquele mercado.

Outros dois países tiveram participação relevante. A Colômbia recebeu US$ 17,24 milhões em preparações alimentícias, produto responsável por 74,96% das exportações amazonenses para o mercado colombiano. Na direção contrária, a Coreia do Sul forneceu US$ 130,71 milhões em memórias, que concentraram 66,11% do valor importado daquele país.

Bens intermediários respondem por quase 85% das importações

A composição das compras internacionais mostra a predominância de bens intermediários, categoria que inclui produtos utilizados em processos produtivos. Entre janeiro e setembro, essas importações somaram US$ 12,26 bilhões, correspondentes a 84,8% de tudo o que o Amazonas adquiriu do exterior.

As demais categorias apresentaram valores significativamente menores. Os combustíveis e lubrificantes movimentaram cerca de US$ 1,25 bilhão, seguidos pelos bens de capital, com US$ 725,20 milhões, e bens de consumo, com US$ 229,15 milhões.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, as importações chegaram a US$ 14,465 bilhões, valor equivalente a aproximadamente 90% de tudo o que foi importado durante o ano inteiro de 2025, quando as compras externas somaram US$ 16,06 bilhões. O recorde anual da série apresentada pela Sedecti foi registrado em 2024, com US$ 16,14 bilhões.

O levantamento também mostra que as importações se mantiveram acima de US$ 1,8 bilhão nos últimos três meses analisados, depois de terem recuado para US$ 1,49 bilhão em junho.

Presidente Figueiredo se destaca nas exportações; Itacoatiara, nas importações

Fora de Manaus, Presidente Figueiredo apareceu entre os destaques das exportações, com US$ 21,74 milhões em ferro-ligas enviadas à China. Itacoatiara também participou das vendas externas, com US$ 399,23 mil em madeira serrada destinada aos Estados Unidos.

No fluxo de importações, Itacoatiara registrou US$ 8,37 milhões em óleos de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, e preparações derivadas desses materiais, provenientes dos Estados Unidos. Já Rio Preto da Eva contabilizou US$ 501,43 mil em poliacetais adquiridos da China.

Os dados integram o Relatório da Balança Comercial do Amazonas, produzido pelo Departamento de Estatística e Geoprocessamento (Degeo), vinculado à Secretaria Executiva de Planejamento (Seplan) da Sedecti. O estudo utiliza informações do ComexStat para acompanhar mensalmente as exportações, importações e relações comerciais do estado.

Resumo redes: As exportações alcançaram US$ 133,72 milhões, alta de 22,9% em relação a agosto, enquanto as importações somaram US$ 1,83 bilhão, crescimento de 0,7%. A China se destacou como principal destino das exportações e principal fornecedor do estado, com destaque para ferronióbio e suportes gravados, respectivamente. As informações são da Sedecti.