China e Japão entram na rota do Cieam para novos negócios e modernização do Polo Industrial de Manaus

Entidade prepara uma missão empresarial à Ásia voltada a indústrias associadas e lideranças locais, com foco em novos negócios, tecnologia, inteligência artificial, robótica e atração de investimentos

Participantes da 5ª Reunião da Comissão Cieam de Relacionamento Internacional em mosaico de videoconferência.
Foto: Cieam

China e Japão entraram no radar do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) como destinos estratégicos para ampliar conexões internacionais do Polo Industrial de Manaus. A entidade prepara uma missão empresarial à Ásia voltada a indústrias associadas e lideranças locais, com foco em novos negócios, tecnologia, inteligência artificial, robótica e atração de investimentos.

O planejamento foi discutido durante a 5ª Reunião da Comissão Cieam de Relacionamento Internacional, coordenada por Sérgio Capela. A proposta foi apresentada a partir de projetos e conexões desenvolvidos por Fernanda Queiroz, fundadora da consultoria Venda China Global e idealizadora da iniciativa Amazônia-China Connect.

A agenda prevê uma imersão na Canton Fair, maior feira multissetorial do mundo, além de visitas a conglomerados globais, como o Alibaba, e a empresas ligadas a inteligência artificial e robótica em Hangzhou e Xangai.

No Japão, a programação deve incluir agendas técnicas em Tóquio, com hubs de inovação e centros ligados a pesquisa e desenvolvimento.

Referências para o Polo de Manaus

A aproximação com a Ásia também busca expor empresários do Amazonas a modelos de desenvolvimento industrial e estratégias usadas por outras regiões para atrair investimentos.

Capela participou recentemente, em Hangzhou, de um evento promovido pelo Centro Chinês para Cooperação no Desenvolvimento de Zonas Econômicas Especiais dos países do BRICS (BSCC). Segundo ele, a experiência mostrou que a disputa por investimentos internacionais vai muito além dos incentivos fiscais.

“Tive a oportunidade de representar o Cieam no evento do BRICS e ver de perto como outros países e cidades estão se posicionando para atrair investimentos. Eles não mostram apenas incentivos fiscais, mas focam com muita força em infraestrutura, robótica avançada e logística”, diz.

Na avaliação do coordenador, o Amazonas precisa adotar uma postura mais ativa para ampliar sua presença nessa disputa.

“Nós temos no Amazonas um potencial espetacular e uma mão de obra qualificada, mas precisamos ser mais agressivos e ir para cima. Essa missão não deve ser vista como um custo, mas como um investimento estratégico em conhecimento, networking e futuro para o nosso polo e para a nossa região. Não podemos ficar para trás”.

Participação das empresas

O presidente executivo do Cieam, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, também participou da reunião. Para a entidade, o fortalecimento dessas conexões precisa envolver não apenas o setor privado, mas também diferentes esferas de governo.

A ideia é dar sustentação institucional à iniciativa e criar condições para que as empresas consigam planejar a participação com antecedência.

Durante a reunião, lideranças e conselheiros defenderam maior flexibilidade no calendário de adesão à missão. O objetivo é permitir que os custos sejam incorporados ao planejamento orçamentário das companhias interessadas.

Resumo redes: A entidade prepara uma missão empresarial à Ásia voltada a indústrias associadas e lideranças locais, com foco em novos negócios, tecnologia, inteligência artificial, robótica e atração de investimentos. A agenda prevê uma imersão na Canton Fair, maior feira multissetorial do mundo, além de visitas a conglomerados globais, como o Alibaba, e a empresas ligadas a inteligência artificial e robótica em Hangzhou e Xangai.