CMA CGM cobrará € 150 por TEU em cargas do Norte da Europa para Manaus a partir de 15 de novembro
Nova sobretaxa de alta temporada atinge contratos de até três meses; Armadora também anuncia cobranças de até US$ 900 em rotas de exportação
As cargas transportadas do Norte da Europa para Manaus terão um novo custo no frete marítimo a partir de 15 de novembro. A armadora francesa CMA CGM anunciou, em comunicado, na sexta-feira (16), a aplicação de uma sobretaxa de alta temporada de € 150 por TEU, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, em operações que incluem o abastecimento da capital amazonense. A medida alcança cargas secas e será aplicada a contratos com validade trimestral ou inferior.
A cobrança considera a data de carregamento das mercadorias e permanecerá em vigor até novo aviso. Além da capital amazonense, os portos de Fortaleza, no Ceará, e Vila do Conde, no Pará, também estão entre os destinos brasileiros abrangidos pela nova tarifa.
A origem das cargas contempla países do Norte da Europa, incluindo as regiões da Escandinávia e do Báltico, além da costa atlântica da Espanha. Portugal, por sua vez, ficou fora da área de aplicação da medida. A sobretaxa também será aplicada a embarques destinados à América Central, com exceção do México, a parte do Caribe e à costa atlântica da Colômbia e da Venezuela.
O adicional abrange contêineres de carga seca, incluindo equipamentos especiais e mercadorias com dimensões fora do padrão convencional, classificadas como Out of Gauge (OOG). No Caribe, algumas localidades foram excluídas da cobrança, entre elas as Antilhas Francesas, a Guiana Francesa, Saint Martin e Gustavia.
Exportações brasileiras terão sobretaxas de até US$ 900 por contêiner
Em outro comunicado, a CMA CGM estabeleceu novos valores para o transporte de mercadorias no sentido contrário, partindo do Brasil e de outros países sul-americanos em direção a mercados europeus, africanos e do Oriente Médio.
Para embarques com origem em portos brasileiros, exceto os da região Nordeste, a cobrança será de US$ 700 por contêiner de 20 pés e US$ 900 por unidade de 40 pés. As mesmas tarifas serão aplicadas às cargas provenientes da Argentina, do Uruguai e do Paraguai, considerando os carregamentos realizados a partir de 15 de novembro.
A abrangência inclui destinos no Norte da Europa, países bálticos e escandinavos, Mediterrâneo Oriental e Ocidental, Adriático, Mar Negro, Norte da África, Oriente Médio e Mar Vermelho. A armadora estabeleceu uma exceção para mercadorias embarcadas em Rosário, na Argentina, com destino ao Golfo do Oriente Médio, que não estarão sujeitas a essa sobretaxa.
Diferentemente da tarifa anunciada para os embarques europeus com destino ao Brasil, definida em euros e calculada por TEU, os adicionais nas exportações sul-americanas foram estabelecidos em dólares, com valores específicos para contêineres de 20 e 40 pés.
Novas tarifas serão adicionadas aos custos do transporte
As medidas fazem parte da aplicação da chamada Peak Season Surcharge (PSS), uma sobretaxa utilizada pelas companhias marítimas em determinados períodos de maior demanda ou pressão operacional sobre as rotas de transporte.
No caso das exportações brasileiras, a CMA CGM esclareceu que os novos valores serão acrescentados aos fretes básicos, sem necessariamente representar a totalidade das despesas adicionais envolvidas na operação.
Dependendo das características do embarque, os contratantes também poderão arcar com cobranças relacionadas ao combustível, movimentação de contêineres nos terminais de origem e destino, segurança, despesas locais e encargos de contingência.
Resumo redes: A sobretaxa atinge cargas secas, inclusive equipamentos especiais e volumes fora de padrão, em contratos trimestrais ou mais curtos. Fortaleza (CE) e Vila do Conde (PA) também estão entre os destinos brasileiros abrangidos pela tarifa. Em outra medida, a armadora fixou cobranças de US$ 700 e até US$ 900 sobre exportações da maior parte do Brasil, conforme o tamanho do contêiner.