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# CMA CGM e DSV recorrem a óleo de cozinha usado para reduzir 12 mil toneladas de CO₂ no transporte marítimo
- URL: https://www.jornalopolo.com.br/cma-cgm-e-dsv-recorrem-a-oleo-de-cozinha-usado-para-reduzir-12-mil-toneladas-de-co2-no-transporte-maritimo/
- Published: 2026-10-15T14:17:48.000Z
- Updated: 2026-10-15T14:17:48.000Z
- Description: Acordo de dois anos utilizará a solução ACT+ e amplia as alternativas de frete de baixo carbono oferecidas pela operadora logística aos seus clientes
- Author: Redação
- Tags: Descarbonização, #Instagram-ok, #Facebook-ok, #story-ok, #video-nao

A utilização de biocombustíveis produzidos a partir de óleo de cozinha usado será a principal aposta de uma nova parceria entre a companhia de navegação CMA CGM e a operadora logística DSV para diminuir o impacto ambiental do transporte marítimo. Conforme informações divulgadas pelo site Mundo Logística, as empresas estabeleceram uma meta conjunta de redução de 12 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) ao longo de dois anos, por meio da substituição de combustíveis convencionais por alternativas de menor emissão.

Para alcançar o resultado, a DSV passará a utilizar a ACT+, solução de transporte marítimo de baixo carbono desenvolvida pela CMA CGM. A iniciativa prevê o emprego de biocombustíveis de segunda geração, obtidos a partir de óleo de cozinha usado, conhecidos pela sigla UCOME. A tecnologia integra as alternativas adotadas pelo setor de navegação para reduzir as emissões associadas à movimentação internacional de cargas.

O compromisso também amplia a relação comercial entre as duas companhias. Com a adesão, a DSV passa a integrar o grupo de clientes que incorporaram a ACT+ às suas estratégias ambientais, oferecendo novas possibilidades de transporte de menor emissão às empresas que contratam seus serviços.

A iniciativa está alinhada à meta da DSV de alcançar emissões líquidas zero até 2050, considerando tanto suas operações quanto toda a cadeia de valor. Para a companhia, o avanço da descarbonização logística depende da cooperação entre os diferentes participantes do comércio internacional, especialmente diante da necessidade de desenvolver alternativas que possam ser utilizadas em maior escala.

> “Na DSV, reduzir as emissões nas cadeias de suprimentos globais exige uma forte colaboração e soluções escaláveis. Por meio de nossa parceria com a CMA CGM e do uso da solução ACT+, estamos expandindo o acesso a opções de transporte marítimo de menor emissão de carbono para nossos clientes. Este acordo reflete nosso compromisso compartilhado em avançar no transporte de baixo carbono e ajudar os clientes a atingirem suas metas de sustentabilidade”, disse Michael Hollstein, vice-presidente sênior de Produto Marítimo Global da DSV.

### CMA CGM prepara frota de 200 navios com combustível duplo até 2031

O acordo com a DSV faz parte de uma transformação mais ampla na operação marítima da CMA CGM, que vem ampliando os investimentos em embarcações capazes de utilizar diferentes fontes de energia. A companhia projeta chegar a 2031 com aproximadamente 200 navios equipados com sistemas de combustível duplo, incluindo gás natural liquefeito (GNL) e metanol, com capacidade de utilizar alternativas energéticas de baixo carbono.

Um dos avanços mais recentes dessa estratégia ocorreu em 2026, com a incorporação do CMA CGM NOTRE DAME. Com capacidade para transportar 24.212 TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés —, a embarcação é considerada a maior atualmente em operação sob bandeira francesa.

O navio inaugura uma série de dez porta-contêineres de nova geração movidos a GNL, concebidos para ampliar a capacidade de transporte da companhia e integrar sua política de modernização da frota.

A adoção dessas tecnologias está associada à meta da CMA CGM de alcançar emissões líquidas zero até 2050\. O planejamento combina a melhoria da eficiência energética das operações, a ampliação do uso de combustíveis de baixo carbono e o desenvolvimento de soluções em conjunto com clientes, fornecedores e outras empresas da cadeia logística.

### Estratégia de descarbonização começou em 2017

A renovação energética da frota da CMA CGM teve um marco em 2017, quando o presidente e CEO da companhia, Rodolphe Saadé, decidiu investir na utilização de gás natural liquefeito como alternativa de propulsão para grandes navios porta-contêineres.

Três anos depois, em 2020, a empresa recebeu o CMA CGM Jacques Saadé, primeiro porta-contêineres do mundo com capacidade para 23 mil TEUs movido a GNL. A embarcação representou um avanço na adoção desse tipo de combustível em navios de grande porte.

O mesmo ano também marcou a criação da ACT, lançada por meio da CMA CGM+, plataforma de serviços complementares da companhia. A iniciativa abriu caminho para a oferta de soluções comerciais relacionadas à redução das emissões do transporte marítimo, posteriormente ampliadas com alternativas como a ACT+.

### Parceria busca ampliar acesso ao transporte de baixo carbono

Além da renovação da frota, a CMA CGM considera a participação dos clientes um elemento importante para acelerar a adoção de combustíveis alternativos. Nesse contexto, o contrato com a DSV associa a oferta de serviços marítimos às metas ambientais das empresas que dependem do transporte internacional de mercadorias.

Amandine Paulet, vice-presidente e diretora comercial adjunta da CMA CGM, destacou que a parceria demonstra a importância da colaboração entre empresas para desenvolver uma logística mais resiliente e sustentável, sem deixar de oferecer serviços de alto desempenho.

> “Temos orgulho de fazer isso com a DSV. Juntos, construindo o futuro do transporte marítimo”, afirmou.

Resumo redes: O acordo amplia o uso da solução ACT+ pela operadora logística e reforça a oferta de fretes com menor impacto climático para seus clientes. A armadora já incorporou em 2026 o CMA CGM NOTRE DAME, de 24.212 TEUs, primeiro de dez navios de nova geração movidos a GNL. Até 2031, planeja operar cerca de 200 embarcações bicombustíveis, enquanto as duas empresas buscam emissões líquidas zero até 2050.