Corrente de comércio do Amazonas chega a US$ 1,91 bilhão em agosto; China lidera importações e Colômbia, exportações

Compras externas somaram US$ 1,82 bilhão no mês, segundo maior valor de 2026; No acumulado até agosto, 85% das importações são de bens intermediários, usados como insumos na produção

Pátio do terminal portuário Super Terminais em Manaus com centenas de contêineres coloridos empilhados à beira do Rio Negro.
Foto: Reprodução

O comércio exterior do Amazonas movimentou US$ 1,91 bilhão em agosto, com forte peso das compras feitas no exterior. As importações chegaram a US$ 1,825 bilhão, enquanto as exportações somaram US$ 91,88 milhões, deixando saldo negativo de US$ 1,73 bilhão na balança comercial do Estado.

As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (16) pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Amazonas (Sedecti).

O volume importado ficou praticamente no mesmo nível de julho, quando havia alcançado US$ 1,829 bilhão, maior resultado mensal de 2026 até agora. Agosto aparece logo atrás e mantém as entradas de mercadorias em um patamar bem acima do observado no início do ano: em janeiro, por exemplo, o valor havia sido de quase US$ 1,476 bilhão.

A trajetória ao longo dos oito primeiros meses também mostra essa aceleração:

Créditos: Sedecti

Insumos industriais concentram mais de 85% das compras até agosto

De janeiro a agosto, as importações amazonenses acumularam US$ 12,634 bilhões. O valor já ultrapassa tudo o que foi importado durante 2023 inteiro, quando o total ficou em aproximadamente US$ 12,626 bilhões. O recorde anual da série apresentada permanece com 2024, em US$ 16,135 bilhões, seguido de 2025, com cerca de US$ 16,065 bilhões.

Evolução das importações | Créditos: Sedecti

O perfil dessas compras ajuda a explicar o tamanho da conta externa amazonense. Dos US$ 12,634 bilhões acumulados neste ano, US$ 10,788 bilhões foram classificados como bens intermediários, categoria que reúne produtos utilizados como insumos em processos produtivos. Sozinhos, eles representam cerca de 85,4% de tudo o que o Amazonas importou até agosto.

A composição conversa diretamente com o perfil fabril do Estado e com a demanda por insumos do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Bem atrás aparecem combustíveis e lubrificantes, com US$ 1,003 bilhão; bens de capital, com US$ 658,2 milhões; e bens de consumo, com US$ 184,2 milhões. Na prática, a maior fatia das importações amazonenses não está concentrada em mercadorias destinadas diretamente ao consumo final, mas em itens que entram na cadeia produtiva.

Importação por categoria no acumulado do ano | Créditos: Sedecti

China lidera entre fornecedores

A China foi o principal país fornecedor do Amazonas em agosto. Entre as mercadorias compradas do país, o destaque foi “outros suportes gravados, para reprodução de fenômenos diferentes de som ou imagem”, que movimentaram US$ 92,01 milhões e responderam por 13,70% das importações de origem chinesa.

Outro fluxo relevante veio da Coreia do Sul, com US$ 157,75 milhões em memórias. O produto respondeu por 67,83% das importações provenientes daquele mercado no recorte apresentado pela Balança Comercial do Amazonas.

Foto: Reprodução

No interior, Itacoatiara aparece como destaque das importações municipais. Foram US$ 25,92 milhões em óleos de petróleo e de minerais betuminosos vindos dos Estados Unidos. Em Nova Olinda do Norte, a principal operação apontada foi de outros veículos aéreos, também de origem norte-americana, no valor de US$ 3,67 milhões.

Colômbia fica na frente entre os destinos das exportações

Na outra ponta do comércio exterior, a Colômbia foi o principal destino das exportações amazonenses em agosto. O item de maior destaque foram “outras preparações alimentícias”, com US$ 10,53 milhões, equivalentes a 54,90% do total vendido pelo Amazonas ao mercado colombiano.

A China também aparece entre os compradores dos produtos amazonenses. O levantamento registra US$ 15,33 milhões em ferronióbio enviados ao país asiático, equivalentes a 85,07%.

No recorte municipal, Presidente Figueiredo se destacou nas exportações com US$ 15,33 milhões em ferro-ligas destinadas à China. Já Tefé teve como principal operação US$ 529,27 mil em cocos e castanhas vendidos ao mesmo mercado.

Foto: Reprodução

Resumo redes: As importações chegaram a US$ 1,825 bilhão, enquanto as exportações somaram US$ 91,88 milhões, deixando saldo de US$ -1,73 bilhão na balança comercial do Estado. A composição conversa diretamente com o perfil fabril do Estado e com a demanda por insumos do Polo Industrial de Manaus.