David Almeida coloca conclusão do Anel Leste entre propostas para melhorar logística do PIM

Candidato ao Governo do Amazonas afirma que corredor de 18,3 quilômetros pode reduzir a circulação de caminhões na Zona Leste e facilitar o transporte de cargas do Distrito Industrial; Qualificação de jovens do Mauazinho também entrou entre as propostas apresentadas

David Almeida fala ao microfone durante evento político em Manaus, cercado por apoiadores.
Foto: Divulgação

O candidato ao Governo do Amazonas David Almeida (Avante) colocou a retomada e a conclusão do Anel Viário Leste entre as propostas voltadas à melhoria da logística do Polo Industrial de Manaus (PIM). O corredor, com 18,3 quilômetros de extensão, é considerado estratégico para o deslocamento de cargas entre o Distrito Industrial e outras áreas da capital, além de ser apontado como alternativa para reduzir a presença de caminhões e carretas nas vias urbanas da Zona Leste.

A declaração foi feita na quarta-feira (9), no Mauazinho. Ao abordar os problemas de mobilidade da região, David relacionou diretamente a conclusão da obra ao fluxo diário de veículos pesados que atendem às indústrias instaladas no PIM.

“O Mauazinho está ao lado do coração industrial de Manaus. Quem conhece, entende o impacto do trânsito de caminhões e carretas. Como governador, vamos retomar e concluir o Anel Leste. É uma obra importante para a mobilidade, para o transporte da produção e para quem vive e trabalha nessa região”, afirmou.

O Anel Leste foi projetado justamente para criar uma alternativa de circulação na região e melhorar a conexão viária em uma área próxima ao Distrito Industrial. A conclusão da obra chegou a ser prevista pelo Governo do Amazonas para dezembro de 2022, mas o cronograma não foi cumprido. Em julho de 2023, o próprio Estado informou que os serviços haviam alcançado 55% de execução.

A situação do corredor ganha peso para o Polo Industrial pela localização do Mauazinho e de outros bairros da Zona Leste próximos às áreas de produção e circulação de mercadorias. A região recebe diariamente caminhões utilizados no transporte de matérias-primas, componentes e produtos acabados, o que faz da infraestrutura viária um dos pontos diretamente relacionados à operação logística das empresas.

Na proposta apresentada por David, a conclusão do Anel Leste funcionaria como uma alternativa para melhorar o deslocamento dos veículos pesados e diminuir parte da pressão exercida pelo transporte de cargas sobre as ruas e avenidas utilizadas também pelos moradores da região.

Além da infraestrutura, o candidato associou a proximidade do Mauazinho com o Polo Industrial à necessidade de ampliar o acesso dos moradores às oportunidades de emprego geradas pelas empresas. A qualificação profissional, principalmente de jovens que buscam a primeira colocação no mercado de trabalho, foi apresentada como outro eixo da proposta para a Zona Leste.

“O jovem do Mauazinho mora praticamente ao lado do Distrito Industrial. Não faz sentido ter emprego sendo gerado perto de casa e esse jovem não ter qualificação para disputar uma vaga. O papel do governo é aproximar educação, formação profissional e oportunidade”, disse.

A ideia defendida durante o evento é aproximar formação profissional, educação e mercado de trabalho, com atenção especial às comunidades situadas no entorno do PIM. Para David, a localização desses bairros deveria representar uma vantagem para quem busca oportunidades nas indústrias, desde que existam políticas de capacitação capazes de preparar os moradores para as exigências das empresas.

Durante o encontro, David Almeida também citou intervenções realizadas no Mauazinho enquanto prefeito de Manaus. Entre as ações mencionadas estão o recapeamento de 60 ruas, reformas de unidades de educação e saúde, recuperação de áreas afetadas por erosões e melhorias em equipamentos esportivos.

Resumo redes: Candidato ao Governo do Amazonas afirma que corredor de 18,3 quilômetros pode reduzir a circulação de caminhões na Zona Leste e facilitar o transporte de cargas do Distrito Industrial. Obra estratégica está parada desde 2023.