Elgin projeta crescer 21,5% em Bens de Consumo em 2026
Divisão de Bens de Consumo e Eletrificação avançou 24,4% no primeiro semestre, enquanto a companhia ampliou portfólio, distribuição e ações de formação técnica para sustentar a expansão
A Elgin espera encerrar 2026 com alta de 21,5% na receita da divisão de Bens de Consumo e Eletrificação, depois de registrar crescimento de 24,4% no primeiro semestre frente ao mesmo período de 2025. O avanço veio acompanhado de maior volume comercializado e foi sustentado principalmente pelas linhas de pilhas, proteção elétrica e iluminação.
A maior expansão ocorreu em pilhas, com alta de 33%. A companhia passou a trabalhar a categoria com foco em desempenho, lançou as pilhas ultra alcalinas Sonic e um carregador para modelos recarregáveis AA e AAA. Segundo dados do sistema de importação da Receita Federal citados pela empresa, a Elgin ocupa a liderança em recarregáveis e a terceira posição em pilhas alcalinas.
A distribuição também ganhou escala. A companhia tornou-se fornecedora exclusiva de pilhas da Ri Happy em um contrato de três anos, que prevê cerca de meio milhão de blisters no primeiro ano e presença em mais de 300 lojas. A marca passou ainda a patrocinar o espetáculo “Botando Pilha”, do humorista Carioca.
Proteção elétrica cresce 29,3%
A linha de proteção elétrica avançou 29,3% no primeiro semestre. Parte da estratégia de aproximação com o mercado passou pela Caravana Elgin, programa gratuito de capacitação técnica que percorreu dez cidades nesta edição, de Manaus a Florianópolis.
Todas as etapas receberam um módulo sobre segurança em instalações elétricas, além de um painel demonstrativo com disjuntores, dispositivos de proteção contra surtos (DPS) e interruptores diferenciais residuais (IDR). Em quatro anos, a iniciativa já certificou mais de 10 mil profissionais.
Na iluminação, a receita cresceu 19,5%. A Elgin afirma ocupar a primeira posição em lâmpadas bulbo com base nos mesmos dados de importação e ampliou o portfólio com spots para trilho, luminárias de sobrepor e embutir, fitas LED, refletores e produtos de emergência.
O segmento de iluminação reúne mais de 500 indústrias e movimentou R$ 8 bilhões em 2023, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux).
Crescimento ocorre com construção em ritmo menor
A expansão acontece em um cenário menos favorável para reforma e construção. A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) prevê crescimento de apenas 0,5% nas vendas do setor em 2026, abaixo da estimativa inicial de 1,9%.
Para Marcel Serafim, diretor executivo de Bens de Consumo e Eletrificação da Elgin, ainda há espaço para avanço mesmo em segmentos consolidados.
“Mercados maduros não significam mercados sem oportunidades. Quando conseguimos entender melhor o cliente, reagir mais rápido e colocar o produto certo no canal certo, ainda existe muito espaço para ganhar participação”, afirma.
Para 2027, a companhia pretende manter crescimento de dois dígitos, ampliar a distribuição e entrar em novas categorias ligadas ao varejo alimentar e ao mercado de produtos para o lar.
“Não queremos depender de uma única categoria ou de um único canal. A estratégia é utilizar a força da marca, nossa capilaridade comercial e nossa capacidade de desenvolvimento de produtos para entrar em mercados nos quais podemos construir posições relevantes”, diz Serafim.
Resumo redes: A divisão de Bens de Consumo e Eletrificação da Elgin cresceu 24,4% no primeiro semestre, puxada por pilhas (+33%), proteção elétrica (+29,3%) e iluminação (+19,5%). A empresa ampliou portfólio e distribuição, fechou contrato de três anos com a rede Ri Happy e mira crescimento de dois dígitos em 2027, com novas categorias e canais.