EMS é reconhecida como Empresa do Ano em prêmio da Veja Negócios e lidera entre as farmacêuticas
Ranking considera o desempenho financeiro das empresas nos últimos quatro anos, a partir de indicadores como receita, patrimônio, lucro, rentabilidade e endividamento
A EMS saiu com dois dos principais reconhecimentos do prêmio TOP30 – As Melhores Empresas do Brasil, da Veja Negócios. Além de liderar o setor farmacêutico, a companhia foi escolhida como Empresa do Ano na premiação realizada nesta segunda-feira (24), em São Paulo.
O resultado foi construído a partir do desempenho financeiro das empresas entre 2022 e 2025. O levantamento, elaborado em parceria com a Austin Rating, analisou companhias de 30 setores da economia e considerou critérios de porte e desempenho, como receita líquida, ativo total, patrimônio líquido, lucro, rentabilidade e endividamento.
No setor farmacêutico, a EMS alcançou 74,88 pontos e ficou na liderança pelo segundo ano consecutivo. Nos quatro anos analisados, a empresa registrou rentabilidade média de 28,5% ao ano. A Merck foi quem mais se aproximou, com média anual de 23,1%.

Além disso, a EMS teve receita líquida média de R$ 8,6 bilhões no período, à frente da Eurofarma, que registrou média de R$ 8,3 bilhões, segundo os dados da Austin Rating.
O reconhecimento chega em um momento de expansão da farmacêutica. A companhia entrou com força no mercado de canetas emagrecedoras à base de semaglutida, movimento favorecido pelo fim da patente do Ozempic, e já alcançou participação de 30% nesse segmento.
Manaus tem fábrica da EMS
Parte importante da estrutura que sustenta a operação da farmacêutica está no Polo Industrial de Manaus (PIM). A Novamed, que integra o Grupo EMS e opera na Zona Franca de Manaus, responde atualmente por cerca de 80% da produção de medicamentos sólidos da companhia.
A planta foi projetada para fabricar medicamentos sólidos em grande escala, como comprimidos, cápsulas e drágeas, e é apontada como uma das cinco maiores e mais modernas fábricas desse tipo no mundo. Atualmente, sua capacidade chega a 1,5 bilhão de unidades por mês.
Esse tipo de medicamento tem peso decisivo nos negócios da EMS: os comprimidos representam cerca de 70% da receita da farmacêutica. E a operação de Manaus deve ganhar ainda mais espaço nos próximos anos.

A companhia prepara um ciclo de investimentos de R$ 1 bilhão que inclui a construção de uma nova fábrica de comprimidos anexa à estrutura existente. O projeto está previsto para começar em 2027. Com a expansão, a capacidade deve passar dos atuais 1,5 bilhão para 2 bilhões de comprimidos por mês, ou 24 bilhões por ano.
A expansão não deve ficar restrita ao aumento de volume. Em junho, durante visita da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), a empresa informou que avalia entrar em novos segmentos de medicamentos sólidos, entre eles os orodispersíveis, comprimidos que se desintegram rapidamente na boca e podem ser ingeridos sem água, facilitando o uso por pessoas com dificuldade para engolir.
O movimento industrial vem acompanhado de investimentos em pesquisa. Em maio, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 27,5 milhões para ampliar as atividades do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação ligadas à operação da farmacêutica em Manaus.