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# Estiagem pode elevar preços de produtos em até 10% no comércio de Manaus a partir de novembro
- URL: https://www.jornalopolo.com.br/estiagem-pode-elevar-precos-de-produtos-em-ate-10-no-comercio-de-manaus-a-partir-de-novembro/
- Published: 2026-10-30T22:34:16.000Z
- Updated: 2026-10-30T22:34:16.000Z
- Description: A estimativa é do presidente da CDL Manaus, Ralph Assayag, e considera a alta dos custos do transporte fluvial
- Author: Redação
- Tags: Comércio, #Instagram-ok, #Facebook-ok, #story-ok, #video-contexto, #video-nota-8, #video-ok, #video-auto

O comércio de Manaus poderá registrar aumentos de 8% a 10% nos preços de produtos a partir de novembro, em consequência dos custos adicionais de transporte provocados pela estiagem no Amazonas. A estimativa é do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), Ralph Assayag, apresentada em entrevista à BandNews Difusora.

Apesar da previsão de reajustes, Assayag afirma que não há risco de desabastecimento na capital neste momento. A expectativa do setor é de que os preços comecem a se estabilizar no início de dezembro, com a melhora das condições de navegação e a normalização do transporte de cargas.

Outro fator que pode pressionar os custos é a chamada *taxa da seca*, sobretaxa aplicada por empresas de navegação em determinadas condições. O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Bruno Loureiro, acompanha os possíveis efeitos dessa cobrança sobre o transporte de mercadorias destinadas ao estado.

Desde 2025, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) reforçou as regras para a aplicação da taxa, exigindo análise regulatória e comprovação dos custos extraordinários provocados pela estiagem. Entre as condições previstas está o nível do Rio Negro abaixo de 17,70 metros. As empresas também precisam comunicar a intenção de cobrança com antecedência mínima de 30 dias.

Nesta sexta-feira, 30 de outubro, o rio apresenta [16,50 metros](https://portodemanaus.com.br/nivel-do-rio-negro/?ref=jornalopolo.com.br), abaixo do limite estabelecido pela agência. Atingir esse nível, porém, não autoriza automaticamente a cobrança. As transportadoras precisam demonstrar os custos adicionais e os impactos efetivos da estiagem sobre suas operações.

A preocupação do setor comercial tem como referência a seca histórica de 2023, quando o Rio Negro atingiu 12,70 metros. Naquele ano, as dificuldades no transporte de cargas provocaram cerca de R$ 1,4 bilhão em custos adicionais para a indústria amazonense.

Diante desse histórico, o comércio acompanha os efeitos da estiagem sobre os fretes e a possibilidade de repasse das despesas aos preços finais dos produtos. A intensidade dos reajustes dependerá das condições de transporte nos próximos meses.

Resumo redes: A estimativa é do presidente da CDL Manaus, Ralph Assayag, e considera a alta dos custos do transporte fluvial. A entidade não prevê risco imediato de desabastecimento.