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# Estudo mostra que seca nos rios de Manaus pode elevar custo de contêineres em 147%
- URL: https://www.jornalopolo.com.br/estudo-mostra-que-seca-nos-rios-de-manaus-pode-elevar-custo-de-conteineres-em-147/
- Published: 2026-09-18T12:09:39.000Z
- Updated: 2026-09-18T12:09:39.000Z
- Description: Documento foi apresentado à agência reguladora para subsidiar a decisão de parâmetros técnicos; Levantamento foi realizado pela A&M Infra, da consultoria Alvarez & Marsal a pedido da Abac
- Author: Folha Press
- Tags: Logística, #Instagram-ok, #Facebook-ok, #story-ok, #video-contexto, #video-nota-8

A diminuição de profundidade nos rios usados para levar cargas a Manaus pode elevar em 147% o custo unitário de contêineres. Se o calado for menor de 3,2 metros, a capacidade de transporte cai 55% e o preço mais do que dobra, segundo dados de estudo feito a pedido da Abac (Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem).

O levantamento foi realizado pela A&M Infra, da consultoria Alvarez & Marsal.

> "O estudo foi apresentado à Antaq \[Agência Nacional de Transportes Aquaviários\] como uma ferramenta de apoio à atuação regulatória da agência, especialmente para subsidiar a definição de parâmetros técnicos que possam indicar o momento adequado para o início de restrições à navegação na região amazônica em períodos de seca", afirma o diretor-executivo da Anac, Luis Resano.

Se a profundidade tiver restrições de dois metros, a capacidade cai 35% e o custo unitário aumenta 63%, diz o estudo. Os resultados são teóricos e servem para dimensionar a ordem de grandeza do impacto, não representando números de empresas específicas. O efeito ocorre porque parte dos custos da viagem permanece mesmo com menos carga transportada, somando-se atrasos e armazenagem adicional.

A preocupação é que o período de estiagem neste ano seja semelhante ao de 2023, quando a baixa profundidade em outubro chegou a inviabilizar a passagem de navios por semanas. A movimentação de contêineres naquele ano, em Manaus, caiu 85% em relação a agosto.

Em 2024, mesmo com o uso de píeres flutuantes em Itacoatiara, o transporte de cargas recuou 55% em outubro e 41% em novembro, na comparação com julho. A capital amazonense não possui ligação ferroviária, e a BR-319, única rota rodoviária com o Centro-Sul, segue sem pavimentação.

> "O trabalho também evidencia os impactos econômicos enfrentados pelas empresas de navegação à medida que o nível dos rios diminui, demonstrando que, mesmo com a adoção de medidas paliativas para manter as operações, há aumento relevante dos custos e impactos sobre a eficiência logística. Ele é fundamental para manter a operação sustentável", completa Resano.

O estudo analisa também a LWS (Low Water Surcharge), sobretaxa cobrada para compensar custos extraordinários da operação em períodos de baixa navegabilidade e manter a continuidade do serviço.

Resumo redes: Com calado abaixo de 3,2 metros, a capacidade de transporte pode cair 55%, fazendo o custo por contêiner mais que dobrar. O estudo da A&M Infra também aponta que, com restrição de dois metros, a capacidade recua 35% e o custo unitário sobe 63%, pressionando a logística para Manaus.