FedEx prepara 34 novas unidades no Brasil em expansão de R$ 75 milhões
Depois de deixar o transporte doméstico, companhia direciona operação para logística internacional e Supply Chain, amplia armazéns e rede em diferentes regiões do país
Meses após encerrar as operações de transporte doméstico no Brasil, a FedEx iniciou uma nova fase de expansão no país. A companhia anunciou mais de R$ 75 milhões em investimentos para reforçar os serviços internacionais e de Supply Chain, com previsão de 34 novas unidades e ampliações em estruturas logísticas já existentes.
O movimento mostra para onde a empresa está direcionando a operação brasileira desde a mudança de estratégia anunciada no início de 2026. As coletas nacionais foram encerradas em 6 de fevereiro e a desmobilização das estruturas internas seguiu até junho. Desde então, a FedEx passou a concentrar esforços no transporte internacional, tanto aéreo quanto rodoviário, e em soluções de cadeia logística.
Parte do investimento será usada na abertura de centros de serviço multifuncionais, que vão reunir em um mesmo ponto diferentes etapas da operação. Esses espaços poderão atender remessas internacionais, estoques avançados, distribuição de última milha para equipamentos de ponto de venda e entregas críticas.
Até o fim de setembro, estão previstas novas instalações em Curitiba, Itabuna, João Pessoa, Ribeirão Preto, Aracaju, Goiânia e Rio de Janeiro. O plano de 34 unidades também contempla centros já abertos em localidades como São Luís, São José dos Campos, Londrina, Joinville, Florianópolis, Campinas, Pouso Alegre e Pacaembu, em São Paulo.
A expansão não ficará restrita a novas unidades. Em Cajamar, a capacidade de armazenagem será elevada de 55 mil para 90 mil posições-palete. Já em Jaboatão dos Guararapes, o armazém passará de 16 mil m² para 26 mil m² e receberá modernizações para adequação aos padrões Triple A.
Ao mesmo tempo, a empresa está ampliando o escopo dos serviços oferecidos aos clientes. A proposta é assumir etapas que vão desde o acompanhamento de fornecedores e do transporte internacional até o desembaraço aduaneiro, armazenagem e preparação dos produtos para entrada no mercado brasileiro.
Uma das novas soluções é voltada a empresas que dependem de peças de reposição. Nesses casos, a FedEx poderá acompanhar toda a cadeia, incluindo prazo de produção, frete internacional, processos aduaneiros e serviços adicionais ligados à movimentação e preparação das mercadorias.
“Os investimentos reforçam nosso compromisso com a operação da companhia no Brasil e com uma estratégia de crescimento de longo prazo voltada ao fortalecimento dos nossos serviços”, afirmou Camila Lima, vice-presidente de Operações da FedEx no Brasil. “Estamos criando condições para oferecer aos clientes soluções cada vez mais conectadas, flexíveis e eficientes”.
A nova etapa de investimentos também se soma a outras mudanças feitas pela companhia ao longo de 2026. Neste ano, a FedEx ampliou a operação rodoviária internacional com uma rota entre Brasil e Paraguai, integrada à South America Road Network, a SARN. O serviço oferece transporte porta a porta, saídas regulares e conexão com os hubs de São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.
A operação internacional por estrada utiliza frota própria habilitada para esse tipo de transporte e reforça a estratégia de conexão regional da companhia após a saída do mercado doméstico.
Outro movimento recente foi a ampliação da frota elétrica. A FedEx incorporou 17 novas vans de emissão zero às operações do Sul e Sudeste e passou a operar com 53 veículos elétricos no país.
Presente no Brasil desde 1989, a companhia justificou a reorganização da operação como parte de um esforço para fortalecer a rede global e responder às mudanças do mercado.
Resumo redes: Com o fim das coletas nacionais, em fevereiro, e a desmobilização das estruturas internas, em junho, a FedEx passou a concentrar esforços no transporte internacional, tanto aéreo quanto rodoviário, e em soluções de cadeia logística.