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# Governador do Amazonas pede a Lula que gás natural seja incluído nas regras do Redata para datacenters
- URL: https://www.jornalopolo.com.br/governador-do-amazonas-pede-a-lula-que-gas-natural-seja-incluido-nas-regras-do-redata-para-datacenters/
- Published: 2026-09-18T16:54:03.000Z
- Updated: 2026-09-18T16:54:03.000Z
- Description: No documento, Roberto Cidade argumenta que deixar o gás natural de fora pode reduzir as condições do Amazonas de disputar novos investimentos em centros de processamento de dados
- Author: Redação
- Tags: Energia, #Instagram-ok, #story-ok, #Facebook-ok, #video-nao

O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União), enviou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um pedido para que o gás natural seja incluído entre as fontes de energia aceitas na regulamentação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). O ofício foi encaminhado nesta quinta-feira (17), enquanto o Governo Federal discute as regras que serão aplicadas aos empreendimentos beneficiados pelo programa.

No documento, Cidade argumenta que deixar o gás natural de fora pode reduzir as condições do Amazonas de disputar novos investimentos em centros de processamento de dados. A avaliação é que estados cuja infraestrutura energética ainda precisa ser ampliada poderiam perder espaço para regiões que já dispõem de outras fontes em escala suficiente para atender empreendimentos desse porte.

> “O Amazonas não reivindica autorização automática para qualquer projeto, flexibilização dos compromissos ambientais ou tratamento privilegiado. Reivindica o direito de competir”, afirma o governador no documento.

A discussão ocorre poucos dias depois da sanção do Redata. O regime concede benefícios tributários para implantação, modernização e ampliação de datacenters no país, incluindo suspensão de PIS/Pasep, Cofins e IPI na aquisição de equipamentos de tecnologia da informação e comunicação. Para produtos sem equivalente nacional, também está prevista a suspensão do Imposto de Importação.

## Gás ainda depende de regulamentação

O ponto em discussão não é a participação do Amazonas no Redata. O estado não está excluído do programa. A questão é quais fontes poderão ser usadas pelos datacenters para cumprir as exigências energéticas e ambientais estabelecidas pelo regime.

A legislação prevê que os empreendimentos utilizem fontes renováveis ou de baixa emissão e determina que os parâmetros sejam detalhados em regulamentação. O tratamento dado ao gás natural ainda está sendo discutido dentro do Governo Federal. O Ministério de Minas e Energia defende seu uso pelos datacenters, enquanto há resistência no Ministério da Fazenda.

Nesta semana, o assessor especial da Fazenda Rafael Dubeux também confirmou que a possibilidade de considerar o gás natural entre as fontes de abastecimento está em análise e deverá ser tratada em uma portaria específica.

Para o Amazonas, essa definição tem peso na estratégia de atração desses empreendimentos. O próprio Governo estadual já colocou a disponibilidade de energia firme associada ao gás natural entre os fatores que podem sustentar a instalação de data centers no estado. Em decreto publicado em janeiro, o Amazonas foi apontado como potencial polo para esse tipo de operação justamente pela disponibilidade da fonte e pela necessidade de estabilidade energética em projetos de elevado consumo.

## Disputa por novos investimentos

O pedido amazonense ocorre em um momento de tentativa do governo federal de levar parte dos novos investimentos em infraestrutura digital para fora dos mercados hoje mais concentrados. O Redata prevê condições diferenciadas para projetos instalados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com redução de algumas contrapartidas exigidas pelo programa.

Além do Amazonas, Sergipe encaminhou manifestação semelhante a Lula. O governador Fábio Mitidieri também pediu que o gás natural seja reconhecido na regulamentação, argumentando que a fonte faz parte da estrutura energética disponível para projetos planejados no estado.

Resumo redes: No documento, Roberto Cidade argumenta que deixar o gás natural de fora pode reduzir as condições do Amazonas de disputar novos investimentos em centros de processamento de dados. A avaliação é que estados cuja infraestrutura energética ainda precisa ser ampliada poderiam perder espaço para regiões que já dispõem de outras fontes em escala suficiente para atender empreendimentos desse porte.