Honda completa 25 anos de produção de motores e máquinas em Manaus e se aproxima de 500 mil unidades
Operação iniciada em 2001 tornou o Brasil o único polo produtivo do segmento da Honda na América do Sul; Equipamentos fabricados na capital amazonense atendem desde atividades profissionais até a mobilidade de comunidades ribeirinhas
A Honda chega a 2026 com dois marcos na operação de Motores e Máquinas no Brasil: 25 anos de fabricação no Polo Industrial de Manaus e a aproximação da marca de 500 mil unidades produzidas no país. A unidade amazonense concentra toda a produção sul-americana desse segmento da companhia e hoje fabrica motores estacionários e motobombas utilizados em atividades profissionais e no deslocamento de comunidades onde os rios funcionam como principal via de transporte.
A história da divisão no Brasil começou antes da produção local. Em 1973, a Honda passou a importar e comercializar equipamentos destinados principalmente aos usos agrícola, profissional e recreativo. A fabricação nacional começou em 2001 no mesmo complexo de Manaus onde são produzidas as motocicletas da marca, fazendo do Brasil o único polo produtivo de Motores e Máquinas da Honda na América do Sul.
O primeiro modelo a sair da linha amazonense foi o motor GX160K1 QD. Atualmente, a fábrica produz três modelos de motores estacionários para o mercado brasileiro. Ao longo desses 25 anos, a oferta também foi ampliada: além dos motores e motobombas fabricados em Manaus, a companhia comercializa no país geradores e roçadeiras.
“Cada produto que sai de nossa fábrica carrega um propósito que vai além da engenharia e da tecnologia. É motivo de orgulho saber que os motores produzidos em Manaus conectam comunidades e apoiam o trabalho de pescadores, agricultores e empreendedores, contribuindo para a geração de renda”, diz Lourival Barros, Division Head de Produção, Qualidade e Logística da Moto Honda da Amazônia.

Barros complementa:
Os marcos de 25 anos de produção local de Produtos de Força e de 500 mil unidades fabricadas no Brasil representam não apenas uma conquista industrial, mas também a continuidade do compromisso da Honda com o desenvolvimento das pessoas e das regiões onde atua”.
Uma história que começou no Japão
A trajetória desse negócio dentro da Honda remonta a 1953, no Japão, quando a companhia iniciou a produção do motor Tipo H. O equipamento foi desenvolvido para reduzir o esforço físico de trabalhadores da agricultura e da pesca.
A partir daquele primeiro motor, o portfólio cresceu e passou a reunir motores estacionários, geradores, motobombas, roçadeiras, cortadores de grama e motores de popa. A empresa associa essa linha à proposta de ampliar mobilidade e facilitar atividades profissionais, especialmente em regiões com limitações de infraestrutura e acesso.
Na Amazônia, essa lógica ganhou uma aplicação particular. Em grande parte da região, os rios ocupam o lugar que estradas têm em outros pontos do país e são utilizados para acesso ao trabalho, escola, saúde, transporte de mercadorias e desenvolvimento de atividades econômicas.
Motores ganham papel central nos rios
Em comunidades ribeirinhas do Norte, pequenas embarcações dependem dos motores para manter deslocamentos cotidianos. As condições de navegação, porém, mudam ao longo do ano conforme o nível dos rios sobe ou desce.

Nos períodos de seca, quando a profundidade diminui de forma acentuada, os motores estacionários podem se tornar uma das poucas alternativas viáveis para manter a mobilidade dessas populações. A Honda destaca entre as características de seus equipamentos a durabilidade, confiabilidade, baixo nível de ruído, economia de combustível e menores emissões, associadas à tecnologia de motores quatro tempos.
“Buscamos estar próximos dos nossos clientes para compreender suas necessidades e os desafios que enfrentam diariamente. Ao trabalhar lado a lado com as comunidades ribeirinhas, aprendemos que um motor é muito mais do que um equipamento. Para muitas pessoas, ele é o meio que possibilita acesso ao trabalho, à educação, à saúde e a novas oportunidades. Essa proximidade nos permite desenvolver soluções cada vez mais relevantes e fortalecer a relação de confiança que a Honda constrói com seus clientes há décadas”, afirma Anderson Meireles, Head Comercial de Motores e Máquinas e Marine.

Catalão mostra uso dos equipamentos no cotidiano
Um dos exemplos apresentados pela Honda é a comunidade flutuante do Catalão, localizada próxima ao encontro dos rios Negro e Solimões, nas proximidades de Manaus.
Formada desde a década de 1960, a comunidade abriga atualmente cerca de 115 famílias. Todas as casas ficam sobre estruturas flutuantes que acompanham naturalmente as oscilações sazonais do nível das águas. Além de ser um atrativo turístico da região, o Catalão reúne moradores que adaptaram atividades, deslocamentos e formas de geração de renda à dinâmica dos rios.

Moradora do Catalão há mais de 30 anos, a produtora rural e líder comunitária Raimunda Ferreira Viana utiliza motores em diferentes momentos da rotina. Os equipamentos fazem parte dos deslocamentos até a cidade, do transporte dos netos para a escola e do funcionamento da casa de farinha, atividade ligada à renda da comunidade. Ela também utiliza diariamente uma motobomba Honda.
“Não existe vida aqui sem um motor estacionário. Eu preciso do meu transporte. Eu confio no meu motor”, pontua Raimunda.
A relação dos moradores com os motores aparece também na pesca. José Marinho chegou ao Catalão em 1994 e começa sua rotina por volta das quatro horas da manhã, quando sai de embarcação em direção aos pontos onde pesca para garantir o sustento da família.
O equipamento é utilizado tanto na atividade pesqueira quanto no transporte e permite percorrer longas distâncias para levar pescado fresco até a cidade. Segundo o relato apresentado pela Honda, trajetos que anteriormente exigiam horas de deslocamento a remo passaram a ser feitos em poucos minutos.
“Para nós, um motor é como um carro ou uma motocicleta para quem vive na cidade. Precisamos de um motor para nos locomover. Meu motor Honda nunca me deixou na mão. Nós confiamos nele”, ressalta José.
Transporte e geração de renda
Outro morador citado pela empresa é o comerciante e mecânico Lázaro Neto. Na comunidade, ele utiliza motores para transportar mercadorias e realizar deslocamentos cotidianos, relacionando diretamente o equipamento à continuidade das atividades econômicas e à geração de renda.
Por trabalhar também com manutenção, Lázaro destaca aspectos técnicos dos motores, como resistência das peças e robustez da construção. Em uma área onde problemas mecânicos podem deixar o usuário isolado por horas e distante de qualquer apoio, essas características ganham importância adicional.
“A Honda é a melhor de todas. As peças são mais resistentes, duráveis e seguras. O motor é tudo. É ele que me leva para todos os lugares. O que me ajuda a sustentar minha família é o meu motor”, declara Lázaro.
A Honda afirma que pretende manter a operação sul-americana orientada pelo mesmo princípio que levou à criação de seu primeiro motor, em 1953: empregar tecnologia para ampliar mobilidade, produtividade e possibilidades de trabalho para diferentes públicos.

Resumo redes: Operação iniciada em 2001 tornou o Brasil o único polo produtivo do segmento da Honda na América do Sul. Equipamentos fabricados na capital amazonense atendem desde atividades profissionais até a mobilidade de comunidades ribeirinhas.