Honda está completando 50 anos em Manaus: fábrica produz uma moto a cada 19 segundos e já ultrapassa 32 milhões de unidades
Fábrica emprega mais de 9 mil pessoas, produz cerca de 7 mil motocicletas por dia e tem R$ 1,6 bilhão em investimentos previstos até 2029
Precursora do segmento de motocicletas na Zona Franca de Manaus, a Moto Honda da Amazônia está completado 50 anos em 2026. A fabricante participou do desenvolvimento de uma cadeia que, ao longo das últimas cinco décadas, passou a reunir fornecedores, mão de obra especializada e conhecimento industrial. Hoje, segundo a Abraciclo, Manaus abriga o maior polo de Duas Rodas fora da Ásia, resultado de uma trajetória que também contribuiu para a qualificação de profissionais na capital amazonense.
A unidade amazonense teve sua inauguração oficial em 4 de novembro de 1976, data que marca a saída da primeira motocicleta de uma linha de montagem na região. A primeira foi a CG, modelo que, sozinho, já ultrapassou a marca de 15 milhões de unidades produzidas na capital.

Hoje, a fábrica amazonense concentra toda a produção de motocicletas Honda no Brasil, emprega mais de 9 mil profissionais e fabrica atualmente cerca de 7 mil motos da marca por dia. São cerca de 20 modelos, com cilindradas que vão de 110 cc a 1.100 cc, destinados tanto ao mercado brasileiro quanto à exportação para mais de 15 países. Na linha de montagem mais rápida da Honda em Manaus, uma motocicleta é produzida a cada 19 segundos.
A planta amazonense é apontada pela fabricante como a unidade mais verticalizada do grupo no mundo, ou seja, concentra internamente uma ampla quantidade de etapas necessárias à fabricação das motocicletas. A operação mantém ainda uma cadeia com mais de 120 fornecedores diretos de peças e matérias-primas. No mercado brasileiro, a marca conta com mais de 1.100 pontos de venda.

Em fevereiro deste ano, outro número colocou em perspectiva o tamanho dessa trajetória: a Honda da Amazônia alcançou 32 milhões de motocicletas produzidas desde 1976.
Em 2025, a companhia fechou com mais de 1,5 milhão de motocicletas produzidas na fábrica amazonense, crescimento de 17% em relação a 2024 e o melhor resultado anual desde 2011, quando a produção havia chegado a 1,69 milhão de unidades.
E os números de 2026 mantêm essa trajetória: somente no primeiro semestre, saíram das linhas de Manaus 801 mil motocicletas, 4,7% a mais que no mesmo período de 2025. Nos emplacamentos, a fabricante contabilizou 772 mil unidades nos primeiros seis meses do ano, avanço de 11% na comparação anual.
A expectativa da Honda é fechar 2026 com 1,6 milhão de motocicletas produzidas. A expansão ocorre junto ao lançamento de novos modelos, entre eles CB1000 Hornet 2027, CB300F Twister 2027 e Biz 125 EX Kuromi.
O investimento previsto para sustentar esse movimento nos próximos anos foi anunciado em outubro de 2025: R$ 1,6 bilhão, destinado às operações até 2029. Os recursos estão ligados à atualização da estrutura produtiva, novos produtos e melhorias nos processos industriais.

Formação na indústria
A estratégia da Honda em Manaus também passa pela formação de profissionais. Em julho deste ano, a fabricante e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) lançaram uma pós-graduação in company em Ergonomia Aplicada à Indústria 4.0.
A especialização foi criada para preparar profissionais para um ambiente industrial com presença cada vez maior de automação, tecnologias digitais e processos produtivos avançados. O conteúdo também envolve segurança do trabalho, eficiência operacional e adaptação dos trabalhadores às transformações trazidas pela Indústria 4.0.
Ao todo, 33 especialistas serão formados entre 2026 e 2027. Para o diretor de Administração e Finanças da Moto Honda da Amazônia, João Mezari, o investimento em qualificação faz parte da estratégia da companhia.
“As pessoas estão no centro da nossa estratégia. Acreditamos que investir em conhecimento é fundamental para fortalecer competências, posicionar inovação e contribuir para o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, afirmou.