IA: Gree quer que ar-condicionado ‘pense’ antes de gastar energia
Multinacional chinesa amplia portfólio e lança o G-Side que reúne inteligência embarcada, baixo nível de ruído e maior eficiência energética
O ar-condicionado deixou de apenas resfriar o ambiente. Agora, também começa a "entender" como o consumidor utiliza o equipamento para reduzir o consumo de energia. Essa é a estratégia da Gree, que está ampliando sua linha de aparelhos produzidos na Zona Franca de Manaus com recursos de inteligência artificial (IA), conectividade e automação.
Segundo a empresa, os sistemas utilizam IA para analisar informações como temperatura do ambiente, frequência de uso e preferências do usuário. Com isso, o próprio equipamento ajusta automaticamente seu funcionamento para reduzir o consumo de energia sem comprometer a refrigeração.
"No segmento de climatização, a tecnologia deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser parte central da decisão de compra", pontua Carlos Murano, head de vendas da Gree.
Além disso, os novos modelos contam com controle por aplicativo e integração com assistentes de voz, recursos que acompanham a expansão das chamadas casas inteligentes.
A empresa destaca que a fabricação na Zona Franca de Manaus permite adaptar os produtos com maior rapidez às necessidades do mercado brasileiro, além de facilitar o controle dos processos produtivos.
"A produção nacional nos dá flexibilidade para responder mais rapidamente às necessidades do consumidor local, além de garantir maior controle sobre qualidade e processos", diz Murano.
Dentro dessa estratégia, a Gree também ampliou seu portfólio. Um dos lançamentos é o G-Side, apresentado na Febrava 2025 e comercializado no Brasil desde junho, reunindo inteligência embarcada, baixo nível de ruído e maior eficiência energética.
"Existe um movimento claro de ampliação do acesso à tecnologia dentro da climatização. O desafio das fabricantes é equilibrar inovação, desempenho e proposta de valor", avalia o executivo.