Indústria de motos brasileira eleva previsão para 2,35 milhões emplacamentos em 2026
Revisão acrescenta 50 mil unidades à estimativa anterior, em um cenário de crescimento das vendas e maior procura por motocicletas de alta cilindrada
O mercado brasileiro de motocicletas deve encerrar 2026 com 2,35 milhões de unidades emplacadas, segundo a nova projeção da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). A estimativa anterior era de 2,3 milhões de veículos, mas o desempenho das vendas nos primeiros nove meses do ano levou a entidade a revisar os números, acrescentando 50 mil motocicletas à previsão inicial.
De janeiro a setembro, o Brasil registrou 1.783.972 motocicletas emplacadas, crescimento de 10,5% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado mantém a perspectiva de um volume recorde de emplacamentos ao final do ano, em um mercado impulsionado pela demanda e pela chegada de novos modelos.
Além do crescimento no volume de vendas, o setor observa mudanças nas preferências de parte dos consumidores. Embora as motocicletas utilitárias e de entrada permaneçam predominantes, os modelos de alta cilindrada vêm apresentando uma expansão expressiva, acompanhando a procura por veículos com maior desempenho, conforto e recursos tecnológicos.
Alta cilindrada avança 19,7% e amplia presença no mercado
O movimento também aparece nos indicadores industriais. Entre janeiro e setembro, a produção de motocicletas de alta cilindrada alcançou 46.543 unidades, um crescimento de 19,7% na comparação anual. O percentual supera o avanço de 6% previsto para a fabricação total de motocicletas em 2026.
Para a Abraciclo, o desempenho reflete o interesse de consumidores que procuram características diferentes daquelas oferecidas pelos modelos tradicionalmente utilizados no deslocamento cotidiano.
“Há um movimento crescente por modelos de maior desempenho, conforto e tecnologia. É um público que busca uma experiência de pilotagem diferenciada”, explica Marcos Bento, presidente da Abraciclo.
Os registros de emplacamentos divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram a presença de modelos aventureiros e esportivos entre as motocicletas de maior cilindrada mais vendidas em 2026.
A BMW R 1300 GS Adventure, de 1.300 cm³, aparece na liderança da relação apresentada, seguida pela Triumph Tiger 900 e pela Kawasaki Z900.
Confira os cinco modelos de alta cilindrada destacados no levantamento:
- BMW R 1300 GS Adventure — 1.300 cm³ | 2.566 unidades
- Triumph Tiger 900 — 888 cm³ | 2.207 unidades
- Kawasaki Z900 — 948 cm³ | 1.962 unidades
- BMW R 1300 GS — 1.300 cm³ | 1.383 unidades
- BMW F 900 GS — 895 cm³ | 1.302 unidades
Os números mostram o espaço ocupado por fabricantes como BMW, Triumph e Kawasaki nesse segmento, que reúne consumidores interessados tanto em motocicletas voltadas a viagens quanto em modelos de perfil esportivo.
Produção em Manaus deve alcançar 2,1 milhões de motocicletas
O crescimento do mercado brasileiro também levou a Abraciclo a atualizar suas projeções para a indústria instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM). A entidade estima que as fábricas da capital amazonense produzam 2,1 milhões de motocicletas em 2026, volume 6% superior ao registrado no ano passado.
Apesar da expansão dos modelos de alta cilindrada, as motocicletas utilitárias e de entrada continuam respondendo pela maior parte da fabricação. De janeiro a setembro, essas categorias somaram 1.295.499 unidades produzidas.
Resumo redes: A revisão acrescenta 50 mil unidades à estimativa anterior. Entre janeiro e setembro, foram emplacadas 1.783.972 motocicletas no Brasil, aumento de 10,5% sobre igual período de 2025.