> ## Content Index
> Fetch the complete content index at: https://www.jornalopolo.com.br/llms.txt
> Use this file to discover other available public pages before exploring further.

# Indústria do Amazonas calcula cerca de R$ 3 bilhões em prejuízos com secas e defende maiores investimentos em estudos técnicos
- URL: https://www.jornalopolo.com.br/industria-do-amazonas-calcula-cerca-de-r-3-bilhoes-em-prejuizos-com-secas-e-defende-maiores-investimentos-em-estudos-tecnicos/
- Published: 2026-09-03T18:18:11.000Z
- Updated: 2026-09-03T18:18:11.000Z
- Description: Cieam defende investimentos de R$ 15 milhões a R$ 30 milhões em projetos de pesquisa sobre a dinâmica dos rios amazônicos em parceria com instituições como SGB, Ufam, UEA e Inpa
- Author: Redação
- Tags: Logística, Cieam, #Instagram-ok, #story-ok, #Facebook-ok, #video-contexto, #video-nota-8

As secas enfrentadas pelo Amazonas nos últimos anos já teriam provocado cerca de R$ 3 bilhões em prejuízos à indústria, segundo estimativa apresentada durante o 12º Fórum de Logística do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). Diante da repetição de eventos extremos e dos impactos sobre o transporte de cargas, a entidade passou a defender maior investimento em estudos técnicos capazes de melhorar a previsibilidade das condições de navegação.

O coordenador da Comissão de Logística do Cieam, Augusto César Barreto Rocha, afirmou que projetos de pesquisa entre instituições regionais poderiam receber entre R$ 15 milhões e R$ 30 milhões. Entre os órgãos citados estão o Serviço Geológico do Brasil, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

> “Tem sido muito caro para a indústria enfrentar a seca, foram cerca de R$ 3 bilhões de prejuízos acumulados nos últimos anos. Não faz sentido o país não viabilizar R$ 15 milhões ou R$ 30 milhões para projetos conjuntos com o Serviço Geológico do Brasil, Ufam, UEA e Inpa para estudar a hidrodinâmica real dos nossos rios. A indústria é contra o aumento de custos e taxas adicionais, mas é parceira de primeira hora na cobrança técnica e na construção de saídas definitivas baseadas em dados”, declarou.

A preocupação ganha força em meio à nova vazante dos rios amazônicos. Durante o fórum, representantes da Marinha informaram que, em agosto, o ritmo de descida observado nas réguas de Manaus e Itacoatiara ficou acima do registrado em 2023, aumentando a necessidade de planejamento antecipado por parte da indústria e dos operadores da navegação.

> *“Ainda vivemos em um campo de incertezas em relação ao que vai acontecer na estiagem. Tivemos um ritmo de vazante no mês de agosto para as réguas de Manaus e Itacoatiara com intensidade acima da de 2023, o que nos obrigou a emitir comunicados balizados no pior cenário para que a indústria e os armadores pudessem se planejar*”*, informou* o capitão de Mar e Guerra André Lysâneas Teixeira Carvalhaes, da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental.

A avaliação apresentada no encontro é de que ampliar a produção de dados sobre o comportamento dos rios pode ajudar o poder público e o setor produtivo a antecipar cenários e definir intervenções antes que as restrições à navegação provoquem impactos mais severos sobre o transporte de insumos e produtos do Polo Industrial de Manaus.

O fórum reuniu representantes do Cieam, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), da Marinha do Brasil e do Ministério de Portos e Aeroportos. Além das pesquisas, foram discutidas medidas como dragagens e alternativas de longo prazo para melhorar a infraestrutura hidroviária da região.

Leia também: [Vazante dos rios em Manaus e Itacoatiara supera ritmo de 2023, alerta Marinha. Dnit soma mais de R$ 500 milhões investidos em frentes de dragagem](https://www.jornalopolo.com.br/vazante-dos-rios-em-manaus-e-itacoatiara-supera-ritmo-de-2023-alerta-marinha-dnit-soma-mais-de-r-500-milhoes-investidos-em-frentes-de-dragagem/)

Resumo redes: O coordenador da Comissão de Logística do Cieam, Augusto César Barreto Rocha, defende investimentos de R$ 15 milhões a R$ 30 milhões em projetos de pesquisa sobre a dinâmica dos rios amazônicos, em parceria com instituições como SGB, Ufam, UEA e Inpa.