Indústria do Amazonas cobra do próximo governador acompanhamento da Reforma Tributária até 2033

Para o Cieam, a aprovação de novas regras tributárias não encerra a discussão sobre a Zona Franca de Manaus. Com a transição do novo sistema prevista até 2033, a entidade defende acompanhamento político para preservar a competitividade do modelo e dar previsibilidade às empresas

Mesa diretora com representantes do Cieam e Fieam durante encontro com candidatos em Manaus.
Foto: Cieam

O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) quer que o próximo governador acompanhe de perto a transição da Reforma Tributária até 2033 e mantenha articulação com o Governo Federal, a bancada parlamentar e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). A cobrança foi apresentada pelo presidente do Conselho Superior da entidade, Luiz Augusto Barreto Rocha, durante encontro da indústria com candidatos ao Governo do Amazonas, realizado na segunda-feira (14), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), em Manaus.

Para o Cieam, a aprovação das novas regras tributárias não encerrou a discussão sobre a Zona Franca de Manaus. A atenção agora se volta à regulamentação e à implementação gradual do novo sistema, processo que começou em 2026 e tem conclusão prevista para 2033. O setor industrial avalia que essa etapa exigirá acompanhamento político para preservar as vantagens competitivas do modelo e dar previsibilidade às empresas instaladas no Estado.

“A interlocução ética entre o setor produtivo e a classe política é indispensável para mantermos as conquistas da Reforma Tributária e acompanharmos de perto a transição até 2033, exigindo do próximo governador uma articulação decisiva com o governo federal, a bancada parlamentar e a Suframa”, frisou Luiz Augusto.

Na avaliação do dirigente, a agenda do próximo governo não deve ficar restrita aos incentivos fiscais. O Cieam também cobra medidas para modernizar o Polo Industrial de Manaus (PIM), ampliar a inovação e a qualificação da mão de obra e enfrentar problemas que afetam diretamente a competitividade das empresas.

“Mas nossa agenda vai além da defesa dos incentivos fiscais: precisamos aproveitar a segurança jurídica conquistada para modernizar o PIM, estimular a inovação, qualificar os trabalhadores e superar gargalos históricos, como rodovias limitadas, portos precários, deficiências energéticas, secas e o descompasso de desenvolvimento entre a capital e o interior”, acrescentou.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, também defendeu que o próximo governo estadual mantenha a infraestrutura e a competitividade da Zona Franca entre as prioridades. Segundo ele, os problemas tributários e logísticos continuam interferindo nas condições de operação da indústria amazonense.

“O diálogo entre a classe empresarial e os candidatos ao Executivo estadual é basilar para assegurarmos previsibilidade e sustentabilidade ao nosso ecossistema econômico. A indústria é o motor de arrecadação e geração de empregos do Amazonas. Precisamos de governantes comprometidos com a melhoria da nossa infraestrutura, a defesa intransigente das vantagens comparativas da ZFM e a ampliação da competitividade regional diante dos desafios tributários e logísticos que enfrentamos”, declarou Antônio Silva.

As cobranças foram apresentadas no encontro “A Indústria na Agenda dos Candidatos ao Governo do Estado do Amazonas”, promovido conjuntamente por Cieam e Fieam. Participaram David Almeida (Avante), Omar Aziz (PSD), Roberto Cidade (União Brasil) e Maria do Carmo Seffair (PL), que discutiram temas como Zona Franca, infraestrutura e logística, transição energética, desregulamentação e novos vetores econômicos para o Estado.

O debate reuniu ainda representantes de empresas do PIM e dirigentes do setor industrial, entre eles o presidente executivo do Cieam, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, e o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), José Jorge do Nascimento Júnior. Para as entidades, o próximo ciclo de governo terá de combinar a defesa da Zona Franca com investimentos em infraestrutura, inovação e diversificação econômica, além de reduzir as diferenças de desenvolvimento entre Manaus e o interior.

Resumo redes: Para o Cieam, a aprovação das novas regras tributárias não encerrou a discussão sobre a Zona Franca de Manaus. A atenção agora se volta à regulamentação e à implementação gradual do novo sistema, processo que começou em 2026 e tem conclusão prevista para 2033. O setor industrial avalia que essa etapa exigirá acompanhamento político para preservar as vantagens competitivas do modelo e dar previsibilidade às empresas instaladas no Estado.