Indústria do Amazonas discute novos processos de importação e integração logística para 2027

2° Fórum de Comércio Exterior do Amazonas reuniu empresas, operadores logísticos e órgãos federais para tratar do Portal Único, do Novo Processo de Importação e da modernização de portos e aeroportos

Integrantes de painel sobre logística inteligente sentados à mesa durante o 2° Fórum de Comércio Exterior, em Manaus.
Foto: Cieam

A indústria do Amazonas colocou no centro do debate as mudanças nos processos de importação e a necessidade de maior integração entre empresas, operadores logísticos e órgãos federais até 2027. Os temas fizeram parte da programação do 2° Fórum de Comércio Exterior do Amazonas (COMEXA), realizado no auditório da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) na última sexta-feira (11).

Promovido pelo Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), o encontro reuniu representantes do setor produtivo, da área logística e de órgãos ligados ao comércio exterior. A programação abordou o avanço do Portal Único, o Novo Processo de Importação (NPI) e o uso de tecnologia na infraestrutura logística da região.

Foto: Cieam

Um dos painéis tratou da evolução do tratamento administrativo no Portal Único de Comércio Exterior e da modernização dos processos de anuência. Participaram Elisa Boccia, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Regis Ribeiro, do Exército Brasileiro; Gabriela Jordão, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro); Marcelo Calbo e Tatiana Malaspina, da Receita Federal; e Ícaro Sevalho, da Suframa.

A integração entre sistemas e órgãos foi apresentada como um dos pontos importantes para dar mais fluidez às operações. O debate também passou pela busca por mais segurança jurídica, redução de etapas e maior previsibilidade para as empresas que atuam com importação no Amazonas.

A modernização de portos, aeroportos e terminais foi discutida em outro painel, voltado à transformação digital da logística amazônica. Participaram Jhony Fidelis, do Grupo Chibatão; Felinto Barreto, da Super Terminais; Airton Guimarães, coordenador de Tecnologia da Informação da Aurora EADI; Jackson Campos, da AGL; Paulo Almeida, da Task; e Clauber Campos, da KEM Cargo.

A programação também reservou um painel específico para o Novo Processo de Importação, com foco nos desafios de implantação, integração e perspectivas para 2027. A discussão reuniu Mônica Duarte, da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC); Fabiano Souza, da Receita Federal; Ícaro Sevalho, da Suframa; e Elisa Boccia, da Anvisa.

Para o presidente executivo do Cieam, Lucio Flávio Morais de Oliveira, aproximar quem regula das empresas que produzem e transportam pode ajudar a resolver gargalos que afetam a competitividade da indústria local.

"O COMEXA consolida o papel do Cieam de articular soluções estruturantes para a nossa indústria. Quando reunimos no mesmo ambiente os órgãos que regulam e as empresas que produzem e transportam, criamos pontes diretas para destravar gargalos históricos. Em um cenário global cada vez mais dinâmico e exigente, garantir celeridade aduaneira e logística eficiente na Amazônia é condição inegociável para preservar empregos, atrair novos investimentos e manter a competitividade do Polo Industrial de Manaus”, pontuou Lucio Flávio.

O coordenador da Comissão Cieam de Comércio Exterior e responsável pelo fórum, Celiomar Gomes, destacou que a adaptação ao Portal Único e às novas exigências do comércio internacional depende de capacitação, integração entre sistemas e alinhamento entre os diferentes agentes envolvidos nas operações.

"A evolução para o Portal Único e as novas exigências do comércio internacional exigem capacitação contínua, integração sistêmica e colaboração. O sucesso desta segunda edição do COMEXA reside exatamente em traduzir regras complexas em práticas reais para as indústrias e operadores logísticos do nosso estado. A harmonização das atuações dos órgãos anuentes, aliada à modernização dos nossos portos e terminais, constrói a previsibilidade necessária para posicionar o Amazonas na vanguarda do comércio exterior até 2027”, frisou Celiomar Gomes.

As conclusões e propostas levantadas ao longo dos painéis deverão servir de base para diretrizes técnicas e encaminhamentos do Cieam junto a órgãos federais e reguladores nos próximos meses.

Foto: Cieam

Resumo redes: 2° Fórum de Comércio Exterior do Amazonas reuniu, na última sexta-feira (11), representantes da indústria, operadores logísticos e órgãos federais para tratar do Portal Único, do Novo Processo de Importação e da modernização de portos e aeroportos.