Indústria do Amazonas recua 5,7% em agosto, segunda maior queda do país

Após crescimento de 14,3% em julho, produção industrial amazonense registra retração na comparação mensal, mas avança 0,5% em relação a agosto de 2025

Trabalhadora com luvas verdes e óculos de proteção manipula peça metálica em linha de montagem industrial.
Foto: Reprodução

A produção industrial do Amazonas recuou 5,7% em agosto de 2026, na comparação com julho, na série com ajuste sazonal. O resultado foi a segunda maior queda entre os 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficando atrás apenas do Pará (-7,3%).

A retração ocorreu após o crescimento de 14,3% registrado pela indústria amazonense em julho. No Brasil, a produção industrial caiu 0,6% em agosto, com resultados negativos em dez dos 15 locais pesquisados. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgados nesta quinta-feira (8).

Apesar da queda na comparação mensal, a indústria do Amazonas apresentou crescimento de 0,5% em relação a agosto de 2025. O resultado colocou o estado entre os seis locais com variação positiva nessa comparação, enquanto a produção industrial brasileira recuou 1,2%. Entre os maiores avanços nacionais estiveram Rio de Janeiro (8,3%), Espírito Santo (8,0%) e Mato Grosso do Sul (3,8%).

Produção acumula queda de 2,5% no ano

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, a produção industrial amazonense registrou retração de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho ficou abaixo da média nacional, que apresentou crescimento de 0,8%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a indústria do Amazonas recuou 1,0%, resultado menos negativo que o observado em julho (-1,9%). No Brasil, o indicador acumulado em 12 meses apresentou avanço de 0,6%.

A média móvel trimestral da produção industrial do Amazonas também apresentou resultado negativo em agosto, com queda de 1,9% em relação ao nível do mês anterior. O indicador, que permite acompanhar a tendência recente da atividade industrial, registrou recuo em 12 dos 15 locais pesquisados. No país, a média móvel trimestral caiu 0,7%.

Bebidas e outros equipamentos de transporte contribuem para resultado positivo na comparação anual

Na comparação entre agosto de 2026 e agosto de 2025, a atividade de fabricação de bebidas apresentou a maior contribuição positiva para a indústria amazonense, com 2,36 pontos percentuais na composição da taxa geral. A fabricação de outros equipamentos de transporte também contribuiu positivamente, com 1,51 ponto percentual.

Por outro lado, as principais influências negativas vieram das atividades de máquinas e equipamentos (-1,97 ponto percentual) e produtos químicos (-1,40 ponto percentual). O resultado dessas e das demais atividades levou ao crescimento de 0,5% da indústria geral do Amazonas nessa comparação.

Sobre a pesquisa

A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) acompanha a evolução da quantidade produzida pelas indústrias extrativas e de transformação. Seus indicadores permitem analisar o desempenho da atividade industrial em diferentes períodos e regiões do país.

Resumo redes: A queda ocorre na produção física, indicador do IBGE que considera o volume de produtos fabricados. As principais influências negativas vieram das atividades de máquinas e equipamentos e de produtos químicos. Já a produção de bebidas e a de equipamentos de transporte tiveram resultados positivos. O Amazonas ficou atrás apenas do Pará, que registrou queda de 7,3%.