Interesse por carros eletrificados cresce no Brasil e chega a 71,4% entre potenciais compradores
Percentual é 7 pontos maior que o registrado em 2025, quando 64,4% demonstravam a mesma intenção
O interesse dos brasileiros por carros híbridos e elétricos ganhou força em 2026. Entre os consumidores que ainda não possuem um veículo eletrificado, 71,4% afirmam considerar um modelo desse tipo na próxima compra.
O percentual é 7 pontos maior que o registrado em 2025, quando 64,4% demonstravam a mesma intenção. Os dados são de um levantamento do Webmotors Autoinsights com 1,2 mil usuários que pesquisaram veículos na plataforma em junho deste ano.
Os entrevistados sem carro híbrido ou elétrico representam 91% da amostra.
Híbridos ainda lideram preferência
Apesar do avanço dos modelos totalmente elétricos, os híbridos continuam à frente na intenção de compra. Entre os participantes, 39,9% consideram adquirir um veículo com propulsão mista.
Outros 22,6% avaliam tanto modelos híbridos quanto elétricos, enquanto 8,9% demonstram preferência exclusiva por automóveis a bateria. Há ainda 13% que consideram entrar nesse mercado, mas ainda não definiram qual tecnologia escolher.
Ao mesmo tempo, diminuiu a resistência aos eletrificados. Em 2025, 23,9% dos entrevistados descartavam a compra de híbridos ou elétricos. Neste ano, essa parcela caiu para 15,6%.
Preço pesa mais que apelo ambiental
O levantamento mostra que a decisão de compra está fortemente ligada ao custo. Para 72% dos entrevistados, a relação entre preço e eficiência financeira é o principal fator considerado na escolha de um veículo eletrificado.
A autonomia aparece depois, citada por 43%. A reputação da marca pesa para 37%, enquanto design e inovação e aspectos ambientais aparecem empatados, com 34% das menções.
A disposição para gastar também mostra um consumidor atento ao preço. Para 47%, um valor de até R$ 100 mil seria considerado razoável na compra de um veículo sustentável.
Outros 35% aceitariam pagar entre R$ 100 mil e R$ 150 mil, enquanto 14,3% apontaram uma faixa de até R$ 200 mil.
Para o CEO da Webmotors, Eduardo Jurcevic, os números indicam que os brasileiros estão deixando de olhar os eletrificados apenas pelo aspecto ambiental e passando a avaliar mais diretamente o impacto no orçamento e no uso diário.
“Os resultados do nosso estudo mostram que os usuários brasileiros estão começando a enxergar o carro eletrificado com mais praticidade, avaliando o impacto que essa solução pode ter no bolso e na rotina. O fato de o baixo custo de rodagem surgir tão à frente da pauta ambiental indica que a expansão dessa fatia de mercado no país passa, neste momento, pela capacidade de entregar uma relação clara entre investimento e retorno”.
Segundo Jurcevic, a tendência é que a categoria ganhe espaço à medida que os consumidores percebam melhor essa relação entre custo e uso e encontrem versões mais acessíveis no mercado.
“À medida que essa percepção se fortalece e as versões se tornam mais acessíveis, é natural que a categoria amplie sua presença nas decisões de compra”.
Resumo redes: O percentual é 7 pontos maior que o registrado em 2025, quando 64,4% demonstravam a mesma intenção. Os dados são de um levantamento do Webmotors Autoinsights com 1,2 mil usuários que pesquisaram veículos na plataforma em junho deste ano.