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# Interior, bioeconomia, emprego e logística entram no centro das propostas dos candidatos a vice no Amazonas
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- Published: 2026-09-19T20:02:48.000Z
- Updated: 2026-09-19T20:02:48.000Z
- Description: Dra. Shádia Fraxe (Avante), Alessandra Campêlo (PSD), Serafim Corrêa (PSB) e Léo Balbi (PSOL) participaram de sabatina na TV Norte Amazonas na noite desta sexta-feira (18)
- Author: Redação
- Tags: Eleições, #Instagram-ok, #Facebook-ok, #story-ok, #video-nao

A economia do interior, a dependência da Zona Franca de Manaus, a bioeconomia, a infraestrutura logística e a geração de emprego estiveram entre os principais assuntos levados aos candidatos a vice-governador do Amazonas durante sabatina promovida pela TV Norte Amazonas na noite desta sexta-feira (18). O encontro reuniu quatro das principais cinco chapas que disputam o Governo do Estado e colocou os candidatos diante de perguntas elaboradas por representantes de diferentes áreas da sociedade.

Participaram Dra. Shádia Fraxe (Avante), vice de David Almeida; Alessandra Campêlo (PSD), que compõe a chapa de Omar Aziz; Léo Balbi (PSOL), vice de Isael Munduruku; e o atual vice-governador Serafim Corrêa (PSB), candidato novamente ao lado de Roberto Cidade. O Coronel Aníbal (PL), candidato a vice de Maria do Carmo, foi o único convidado ausente. Segundo a coligação “Mudar é Urgente”, ele não compareceu por conflito de agenda e compromissos de campanha.

Conduzida pela jornalista Patrícia de Paula, a sabatina deu a cada participante até dois minutos para responder sete perguntas, além do mesmo tempo para as considerações finais. Entre os responsáveis pelos questionamentos estavam o pedreiro e estudante de direito Edilson Takahara; as jornalistas Paula Litaiff e Grace Soares; a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Marcela Amazonas; o comentarista político Davidson Cavalcante, representando o professor Cleomar Lima; Daniele Silva, secretária executiva da Cáritas Arquidiocesana de Manaus; e Márcio Paixão, presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas e Roraima (Corecon-AM/RR).

O espaço dedicado aos candidatos a vice buscou dar visibilidade a uma função que vai além da substituição do titular do Executivo. O ocupante do cargo também pode participar da articulação política e acompanhar políticas públicas e projetos da administração estadual, conforme destacou a organização da sabatina.

### Dra. Shádia coloca BR-319 e setor primário entre as prioridades econômicas

Na chapa de David Almeida, Dra. Shádia Fraxe apresentou o setor primário e a infraestrutura logística entre os pontos que, segundo ela, precisam ganhar espaço na estratégia de desenvolvimento econômico do Amazonas. Durante a sabatina, defendeu investimentos na agropecuária e no extrativismo e chamou atenção para o impacto das estiagens sobre quem produz no interior.

A candidata afirmou que a descida dos rios afeta duas etapas decisivas para a economia dos municípios: a chegada de insumos e o escoamento da produção até Manaus. Entre as medidas defendidas está a ampliação do auxílio estadual destinado a produtores que sofram perdas durante períodos de seca. Shádia também relacionou a concentração da atividade econômica na capital à necessidade de criar condições para geração de renda em outras regiões do estado.

Na infraestrutura, a BR-319 apareceu como uma das principais bandeiras da chapa. A candidata defendeu uma articulação entre Governo do Estado, União, Prefeitura de Manaus e a bancada política do Amazonas para avançar na pavimentação da rodovia e reduzir a dependência logística do transporte aéreo e fluvial.

> “Nós não podemos mais aceitar que essas rixas políticas façam com que fiquemos isolados. Com David Almeida isso não existirá. Ele, como governador, vai se unir à prefeitura, ao Governo Federal e aos demais políticos para que, de fato, essa BR seja asfaltada e nos ligue ao restante do Brasil”.

Shádia associou a defesa da ligação terrestre também à segurança do abastecimento do estado. Ao tratar do tema, citou a crise enfrentada pelo Amazonas durante a pandemia de Covid-19, quando a falta de oxigênio hospitalar expôs as dificuldades logísticas de Manaus e do interior.

> “Um dos exemplos que quase matou toda nossa população foi na época da pandemia, quando não tínhamos esse caminho e nem oxigênio conseguíamos adquirir de outros lugares do país. Já passou da hora. David Almeida, juntamente com toda a nossa equipe, está determinado a fazer com que a BR-319 seja prioridade máxima em infraestrutura. Vai a Brasília, vai ao Governo Federal, e todas as esferas de poder estarão juntas nesse asfaltamento”.

A mobilidade urbana de Manaus também entrou na discussão. Shádia apontou o crescimento da frota como um dos desafios da capital e mencionou as intervenções viárias realizadas pela prefeitura, entre elas viadutos e novas alças de circulação. Segundo a candidata, a proposta da chapa é ampliar essa atuação em parceria com a administração municipal.

Ela citou ainda um projeto previsto no plano de governo para criar uma grande via de contorno, margeando Manaus e fazendo conexões entre pontos estratégicos da cidade. A intenção, de acordo com Shádia, é abrir novas alternativas para distribuir o fluxo de veículos e reduzir a pressão sobre os principais corredores viários.

> “É um problema em que várias esferas precisam estar juntas, pensando na melhor forma. Os engenheiros de trânsito já trabalham nisso. E o grande projeto será essa avenida que vai margear toda a cidade de Manaus, ligando pontos principais para que a gente possa melhorar o escoamento do trânsito”.

Ao falar sobre gestão pública, Shádia adotou um discurso de revisão das contas e dos contratos estaduais. Ex-secretária municipal de Saúde, ela afirmou que uma eventual administração de David Almeida pretende realizar auditorias e avaliar despesas e serviços contratados pelo Governo do Amazonas.

A candidata disse que a primeira etapa seria levantar a situação financeira da administração, verificar contratos em execução, pagamentos já realizados e serviços efetivamente entregues. Segundo ela, contratos poderão ser revistos ou reduzidos caso a equipe técnica identifique necessidade.

> “Nós assumiremos o Governo do Estado e abriremos a caixa-preta. Vamos enfrentar esse cenário com auditorias, analisando os contratos, fazendo todas as ponderações com técnicos e, se for necessário, reduzindo contratos e avaliando o que está sendo executado e o que não está. A primeira coisa é colocar transparência em tudo o que é feito no Estado: em que pé estão os contratos, o que tem sido pago e o que tem sido executado”.

Dentro dessa revisão das prioridades orçamentárias, a saúde seria colocada no centro da gestão. Shádia afirmou que a chapa pretende trabalhar para zerar a fila do Sisreg e disse que, se necessário, recursos de outras áreas seriam redirecionados para ampliar a realização de exames, cirurgias e outros procedimentos.

> “Mesmo que não haja orçamento suficiente, nosso principal objetivo é zerar a fila do Sisreg. Se for necessário, vamos reduzir recursos de outras áreas, porque a fila do Sisreg não é formada por números. São pessoas, são vidas à espera de um exame, de uma cirurgia, de um procedimento. É necessário priorizar vidas”.

Emprego e formação profissional também foram ligados pela candidata à estratégia econômica da chapa. Ao citar a experiência da gestão municipal, Shádia afirmou que Manaus saiu de uma taxa de desemprego superior a 18% para cerca de 11% e relacionou esse movimento à abertura de oportunidades de trabalho na capital. Os números foram apresentados por ela durante a sabatina.

Na educação, a candidata destacou os programas de bolsas mantidos pela prefeitura e disse que a proposta é levar iniciativas semelhantes ao interior. Segundo Shádia, mais de 200 mil bolsas foram oferecidas, incluindo oportunidades para cursos de idiomas e pós-graduação. Ela também mencionou o passe livre estudantil e os resultados da rede municipal no Ideb.

Para Shádia, o desafio seguinte seria evitar uma ruptura entre os avanços que atribui ao ensino municipal e a etapa seguinte da formação dos estudantes, sob responsabilidade da rede estadual. A candidata usou o desempenho educacional como argumento para defender maior integração entre políticas de qualificação, ensino e geração de emprego.

> “Nós não podemos deixar que a continuação desse estudo pare no ensino médio, que é a educação que o Governo do Estado hoje cuida. Precisamos fazer com que esse jovem continue estudando, se qualificando e tenha condições de entrar no mercado de trabalho”.

### Alessandra abordou produção no interior, bioeconomia e qualificação ligada às vagas

Vice na chapa de Omar Aziz, Alessandra Campêlo apresentou uma estratégia baseada na exploração das diferentes vocações econômicas do Amazonas. Agricultura, mineração, pesca e aquicultura apareceram entre as atividades mencionadas para criar oportunidades fora de Manaus e reduzir a necessidade de migração de jovens do interior em busca de trabalho na capital.

> “Não é correto um homem ou uma mulher, um jovem que termina seus estudos pensar em deixar a sua terra, a sua família, simplesmente para poder sonhar com um futuro melhor. A gente precisa garantir, criar condições para que quem está no interior, se for da sua vontade ali viver, poder ali se desenvolver e prosperar”.

Segundo Alessandra, a definição das atividades precisa considerar o potencial de cada região. A candidata também defendeu que o estado deixe de atuar apenas como fornecedor de matérias-primas e avance sobre etapas capazes de elevar o valor dos produtos amazônicos.

Nesse ponto, a bioeconomia e a biotecnologia ganharam espaço em suas respostas. Ela citou copaíba, andiroba e outros recursos tradicionalmente utilizados na Amazônia como matérias-primas com possibilidade de aproveitamento em cadeias industriais, além de mencionar biojoias, medicamentos, cosméticos e perfumaria.

> “A gente pretende transformar o que o Amazonas tem agregando valor a esses produtos. A gente fala aí desde biojoias a medicamentos. A gente tem hoje, por exemplo, o óleo do pau-rosa que nós produzimos aqui e que é um dos maiores fixadores usados pela indústria internacional de cosméticos, de perfumes, por exemplo, e que a gente precisa ter valor agregado, a gente precisa fortalecer a produção.”

Rio Preto da Eva apareceu como exemplo desse movimento, com as produções de café e açaí. Para Alessandra, determinadas atividades precisam avançar do extrativismo para a agroindústria, permitindo que parte maior do valor gerado permaneça no próprio Amazonas.

> “Quando você apenas colhe da natureza, aquilo tem um valor, mas quando você agrega valor àquilo transformando em produtos que possam ser vendidos no mercado nacional e internacional, você agrega valor e riqueza e, além disso, você gera emprego e renda”.

A estratégia passaria ainda por conectar produtores e comunidades à estrutura científica já instalada no estado.

> “A gente precisa juntar isso com a vida das pessoas. A gente precisa aproximar a UEA, aproximar a Fapeam, aproximar a Universidade Federal, o Inpa, a Embrapa, toda essa rede de pesquisa e de produção científica da realidade dos nossos homens e mulheres que temos na Amazônia”.

Na área de emprego, a candidata propôs criar um programa de estágio remunerado voltado a estudantes que deixam a escola ou a universidade.

> “O estágio remunerado vai fazer com que o estudante, ao sair da escola ou da universidade, ele fique durante seis meses num programa de trainee, pago com bolsa pelo governo do estado, para adquirir experiência dentro de empresas públicas e privadas. E ao sair daquele estágio, o aluno vai ter acesso a um certificado que vai demonstrar que ele tem experiência”.

Ela também defendeu redirecionar a oferta do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) para ocupações demandadas efetivamente pelas empresas.

> “A gente também vai voltar o Cetam para a capacitação nas áreas que a indústria precisa, nas áreas que o mercado, o comércio precisam. Não adianta a gente ter cursos que não são voltados para as vagas que já existem no mercado de trabalho”.

Ao falar da Zona Franca de Manaus, Alessandra atribuiu à Reforma Tributária maior segurança ao modelo e afirmou que o cenário estaria atraindo “quase duzentas novas indústrias” para o Amazonas.

A gestão do dinheiro público também entrou na discussão econômica. Ao criticar contratações realizadas pelo Estado, Alessandra prometeu cumprimento das regras de licitação e da Lei de Responsabilidade Fiscal, disponibilização dos pagamentos no Portal da Transparência e abertura para fiscalização externa.

> “O que nós pretendemos fazer é seguir a lei. Se o estado segue a lei das licitações, se o estado segue a lei de responsabilidade fiscal, se o estado age corretamente, não há como não haver transparência, não há como não fiscalizar, até porque é obrigação do estado colocar os dados em todo o sistema do Portal da Transparência”.

### Serafim propõe zoneamento, bioeconomia e grandes projetos para o interior

Serafim Corrêa defendeu uma combinação de grandes investimentos, exploração de recursos naturais, bioeconomia, educação profissional e identificação das vocações econômicas de cada município. Para o candidato, as diferenças entre as regiões impedem a adoção de uma única fórmula de desenvolvimento para todo o Amazonas.

> “Nós temos que olhar para a frente, olhar para o futuro. O Amazonas é um estado de dimensões continentais e precisamos ter soluções adequadas para cada município, porque cada um tem uma realidade diferente”.

Uma das ferramentas defendidas por Serafim foi a implantação do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) em todo o estado. O instrumento serviria para orientar decisões sobre as atividades mais adequadas a cada território e, na proposta apresentada pelo candidato, funcionaria em conjunto com novos investimentos, exploração de recursos naturais e cadeias ligadas à bioeconomia.

Serafim citou como exemplo os projetos de gás no interior, especialmente na região de Silves e Itapiranga. Segundo ele, a presença da Eneva representa um dos maiores investimentos privados já realizados fora de Manaus e mostra que empreendimentos de grande porte podem alterar a dinâmica econômica dos municípios quando acompanhados de infraestrutura e formação de mão de obra.

Ao mesmo tempo, o candidato defendeu que o desenvolvimento do interior não dependa apenas de grandes projetos. Nesse ponto, colocou a bioeconomia como uma alternativa capaz de aproveitar a biodiversidade e os conhecimentos das populações tradicionais em conjunto com novas tecnologias.

> “Temos também o plano de bioeconomia. É utilizar os saberes das populações tradicionais em conjunto com novas tecnologias, trabalhando com a nossa biodiversidade. Juntando grandes projetos e bioeconomia, nós podemos gerar atividade econômica no interior e criar melhores condições de vida”.

A formação profissional seria outro componente dessa estratégia. Serafim citou o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e vinculou a capacidade de atrair investimentos para fora da capital à existência de trabalhadores qualificados nos próprios municípios.

> “Não se leva investimento para o interior se não houver o mínimo de educação. E educação é a chave de tudo. Temos o Cetam para preparar as futuras gerações, oferecer qualificação para uma atividade econômica e permitir que essas pessoas tenham uma profissão, trabalhem e gerem renda para o Amazonas”.

No setor de energia, o candidato também destacou o uso do gás natural produzido no estado. Ele associou a abertura do mercado à exploração do Campo de Azulão e afirmou que a geração de energia a partir do gás permitiu ao Amazonas deixar de ser apenas importador e passar também a fornecer energia ao sistema elétrico.

Serafim citou a produção destinada ao Linhão de Tucuruí e afirmou que parte dessa energia é direcionada para atender Roraima. Para ele, o próximo passo deve ser ampliar a substituição do óleo diesel pelo gás natural nas unidades de geração do interior, embora reconheça que esse processo dependa também de decisões e investimentos do Governo Federal.

> “O Amazonas, que era importador de energia, hoje também exporta energia, e uma energia mais limpa, produzida a partir do gás. Levar o gás para substituir o óleo diesel em todas as unidades é um desafio que está colocado. De nossa parte, tudo aquilo que pudermos fazer para avançar, faremos”.

No debate sobre recursos minerais, Serafim se declarou favorável ao Projeto Potássio Autazes. Ele apresentou o empreendimento como uma oportunidade de conciliar a demanda brasileira por fertilizantes com a geração de emprego e renda no interior do Amazonas e criticou a demora no processo de licenciamento.

> “O Projeto de Potássio em Autazes reúne duas necessidades: a do Brasil, principalmente do agronegócio, que depende desse insumo, e a do interior do Amazonas, que precisa de geração de emprego e renda. O que considero um absurdo é que tenham sido necessários cerca de 15 anos para que a licença ambiental fosse autorizada, em meio a idas e vindas e decisões judiciais”.

O candidato também criticou a atuação do Ministério Público Federal no caso e afirmou discordar das contestações apresentadas contra o licenciamento. Na avaliação de Serafim, o projeto deve avançar com diálogo, observância das regras ambientais e participação das populações afetadas.

> “De posse dessa licença, a empresa pode avançar. Mas, novamente, o Ministério Público Federal entrou e contestou essa decisão. Eu penso de forma diferente e entendo que é possível compatibilizar o projeto com a necessidade de geração de emprego e renda no interior”.

### Léo Balbi defende transporte fluvial, turismo comunitário e fortalecimento da produção local

Léo Balbi levou a discussão econômica para a relação entre infraestrutura, comunidades e conservação da floresta. Questionado sobre como reduzir o custo da movimentação de pessoas e mercadorias entre Manaus e os demais municípios, destacou o peso do transporte fluvial no Amazonas e defendeu que as soluções logísticas considerem as características ambientais e sociais do território.

> “O caminho para o interior, ele é de via fluvial, na maioria das vezes. E para a gente respeitar esses espaços a gente precisa viver naquele lugar, conviver com aquelas pessoas, entender como vivem cada uma delas e abrir as portas da sede do governo para ouvir a população é prioridade”.

Na avaliação apresentada pelo candidato, melhorar as ligações intermunicipais precisa servir tanto às atividades econômicas de maior porte quanto a quem produz nas comunidades. O planejamento, segundo ele, deveria levar em conta a durabilidade e a qualidade da infraestrutura sem afastar a conservação ambiental.

> “A gente tem que entender que esse espaço é fundamental para que a gente consiga melhorar a economia do nosso estado, escoar nossas produções, mas também tem que lembrar do agricultor familiar que vive naquela comunidade, da família que vive lá em uma situação de precariedade e a gente precisa fazer essas ligações intermunicipais que durem muito tempo, com qualidade”.

Balbi também colocou o turismo de base comunitária entre as possibilidades de diversificação econômica. Ele citou comunidades indígenas que trabalham com turismo e bioeconomia e defendeu que essas atividades sejam utilizadas para abrir outras fontes de receita no estado. A defesa do turismo comunitário como alternativa de geração de renda foi registrada na cobertura do encontro.

A agricultura familiar apareceu associada a esse circuito. Balbi recorreu às festas tradicionais ligadas à produção regional — como o guaraná em Maués, o cupuaçu em Presidente Figueiredo e a laranja em Itacoatiara — para argumentar que o fortalecimento das cadeias produtivas também pode movimentar visitantes e comércio nos municípios.

> “A gente precisa voltar a fortalecer o produtor rural, o agricultor familiar, para que a gente também consiga retornar a essa memória que a gente tem afetiva de estar no interior do estado e fortalecer essas pessoas”.

Segundo o candidato, uma política voltada ao interior deveria permitir que a renda gerada por essas atividades circulasse nos próprios municípios e criasse condições econômicas para a permanência da população.

> “A ideia é que a gente consiga buscar políticas para afirmar que as pessoas fiquem nos seus municípios, nas suas cidades, buscando a melhoria daquele espaço, rodando o mercado financeiro naquele lugar e sendo priorizadas por quem está olhando e trabalhando o governo do estado nesse momento”.

Resumo redes: Dra. Shádia Fraxe (Avante), Alessandra Campêlo (PSD), Serafim Corrêa (PSB) e Léo Balbi (PSOL) participaram de sabatina na TV Norte Amazonas na noite desta sexta-feira (18). Coronel Aníbal (PL) foi o único convidado ausente. Acesse jornalopolo.com.br e confira o que foi proposto por cada candidato.