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# Líder do setor farmacêutico, EMS projeta faturamento de R$ 13,5 bilhões em 2026 e prepara salto de 33% na produção em Manaus
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- Published: 2026-09-09T15:51:16.000Z
- Updated: 2026-09-09T16:17:46.000Z
- Description: Pelo sexto ano consecutivo no topo do setor no Valor 1000, EMS vai investir R$ 1 bilhão em nova fábrica no Polo Industrial de Manaus
- Author: Redação
- Tags: Setor Farmacêutico, #Instagram-ok, #story-ok, #Facebook-ok, #video-empresa, #video-nota-8, #video-ok, #video-auto

A EMS está projetando fechar 2026 com faturamento próximo de R$ 13,5 bilhões, um crescimento de aproximadamente 25% sobre o ano anterior, que encerrou com R$ 9,31 bilhões em vendas líquidas. A farmacêutica também prevê investir R$ 1 bilhão em 2027 para construir uma nova fábrica na capital amazonense, ao lado da atual unidade da companhia, com a meta de elevar a produção de comprimidos de 1,5 bilhão para 2 bilhões de unidades por mês até 2028.

É um salto de 500 milhões de comprimidos por mês, 33% a mais na capacidade instalada. A nova planta vai produzir tanto medicamentos genéricos quanto outras linhas do portfólio da empresa, colocando Manaus no centro da estratégia de expansão da farmacêutica para os próximos anos.

A diversificação do portfólio e a presença em diferentes segmentos do mercado farmacêutico são apontadas pelo vice-presidente da empresa, Marcus Sanchez, como alguns dos fatores que ajudaram a reduzir a exposição às oscilações do mercado e sustentar o crescimento.

> "Mais do que um resultado pontual, esse desempenho reflete uma estratégia construída ao longo dos últimos anos, com investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, ampliação da capacidade produtiva e fortalecimento de áreas consideradas estratégicas para o futuro da companhia", disse.

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Novamed, fábrica de comprimidos da EMS, localizada em Manaus | Foto: Suframa

### Liderança

A empresa também chega a esse momento com uma posição de destaque no setor. O Grupo EMS tem 26% do mercado de medicamentos genéricos, segundo a auditoria Close-Up, enquanto a EMS, principal empresa do grupo, responde por 16% desse mercado. No Valor 1000, anuário produzido pelo Valor Econômico em parceria com a Época Negócios, a companhia aparece pelo sexto ano consecutivo na liderança do setor farmacêutico e de cosméticos.

Esse crescimento não está acontecendo apenas pela venda de medicamentos tradicionais. Um dos movimentos mais importantes da empresa em 2026 foi justamente a entrada mais forte no mercado de medicamentos da classe GLP-1, que inclui as chamadas canetas emagrecedoras. A EMS lançou uma caneta à base de semaglutida que, segundo a companhia, já está entre os cinco medicamentos de maior faturamento da indústria no varejo, de acordo com dados da Close-Up.

A farmacêutica também trabalha com produtos à base de liraglutida. As canetas Olire e Lirux, lançadas em agosto de 2025, foram desenvolvidas no Brasil. A empresa afirma ter aproximadamente 82,4% de participação no faturamento do mercado de liraglutida em prescrição, praticamente sem concorrência formal, segundo Marcus Sanchez.

Em agosto deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou ainda a produção de uma nova caneta de semaglutida que será fabricada sob o registro da Germed e comercializada pela Brace Pharma, unidade de prescrição médica do Grupo EMS. A agência também aprovou a caneta de semaglutida genérica da EMS.

A corrida pelos GLP-1 ajuda a entender uma parte da estratégia de investimentos da companhia, mas a expansão vai além desse mercado. A EMS destina cerca de 6% do faturamento anual ao Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, instalado junto à fábrica de Hortolândia, em São Paulo. O espaço reúne aproximadamente 1,5 mil pesquisadores, incluindo 155 profissionais com título de PhD, e trabalha no desenvolvimento de associações farmacêuticas e novas soluções para a indústria.

A empresa também busca diminuir a dependência de insumos farmacêuticos ativos importados. Nesse processo, a operação internacional ganhou importância. O grupo conta com a Galenika, na Sérvia, que participou da transferência de tecnologia da linha baseada em GLP-1, além de uma fábrica no México. A EMS pretende avançar para outros mercados, com planos de atuar na Europa por meio de parceiros e, futuramente, manter uma fábrica própria nos Estados Unidos.

Enquanto a companhia olha para fora, o Brasil segue recebendo investimentos para aumentar a capacidade industrial. A unidade de Hortolândia, por exemplo, recebeu R$ 1,2 bilhão em investimentos e tem capacidade para produzir cerca de 20 milhões de canetas por ano, podendo dobrar esse volume conforme a demanda.

### Tecnologia

A EMS também vem investindo em tecnologia e controle da própria operação. Segundo a companhia, as fábricas passam por processos de digitalização e automação das linhas, além da adoção de sistemas integrados de gestão para acompanhar produção, qualidade, logística e distribuição. Um sistema de rastreamento por código de barras acompanha os lotes de medicamentos desde a fabricação até distribuidores e farmácias, permitindo localizar os produtos em caso de necessidade de recall.

A agenda ambiental também aparece na estratégia do grupo. Entre as iniciativas citadas está um parque eólico de 108 megawatts no Rio Grande do Sul, além do tratamento da água descartada pelas fábricas antes de seu retorno à natureza.

A próxima etapa, segundo a empresa, é continuar ampliando a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos de alta complexidade e fortalecer a cadeia produtiva nacional.

Resumo redes: Com o investimento de R$ 1 bilhão, anunciado para 2027 e direcionado às operações no PIM, a meta da farmacêutica é elevar a produção de comprimidos de 1,5 bilhão para 2 bilhões de unidades por mês até 2028.