# O Polo > Notícias e análises sobre a indústria, a produção e a economia do Polo Industrial de Manaus e da Zona Franca. Da linha de produção às decisões que movem o PIM. Public Ghost content for AI and LLM tooling. This file includes a bounded export of public pages first, then recent public posts. Append `.md` to any post or page URL to get the content in Markdown (for example, `/example-post.md`). ## Pages ### Sobre o O Polo URL: https://www.jornalopolo.com.br/sobre/ Last updated: 2026-07-18T13:18:28.000Z O Polo é um jornal digital independente sobre a indústria, a produção e a economia do Polo Industrial de Manaus (PIM) e da Zona Franca. Cobrimos as empresas, os investimentos, o comércio exterior, a inovação e as pessoas que fazem a linha de produção da maior região industrial da Amazônia. Nascemos da página **Linha de Produção** e crescemos com um propósito: traduzir o que acontece dentro das fábricas e nas decisões que movem o PIM para uma linguagem que conecta com o chão de fábrica, sem abrir mão do rigor. **O que você encontra aqui** - Reportagens sobre as empresas do PIM: produção, investimentos e balanços. - Economia, empregos e comércio exterior da Zona Franca. - Dados da Suframa traduzidos em análises claras. - Inovação, energia e ESG na indústria amazônica. **Newsletter:** receba as principais notícias do PIM no seu e-mail. [Assine gratuitamente](#/portal/signup). Fale com a redação em [contato@jornalopolo.com.br](mailto:contato@jornalopolo.com.br). Conheça nossos [Princípios editoriais](https://www.jornalopolo.com.br/principios-editoriais/). ### Princípios editoriais e política de correções URL: https://www.jornalopolo.com.br/principios-editoriais/ Last updated: 2026-07-18T13:28:03.000Z **Quem somos.** O Polo é editado por Francisco Gomes, em Manaus (AM). 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Fale com a gente. ### Dados do Polo Industrial de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/suframa-dados/ Last updated: 2026-07-22T01:03:43.000Z ## Como lemos estes dados Os números vêm do relatório oficial "Indicadores de Desempenho do Polo Industrial de Manaus", publicado pela Suframa (fonte CGPRO/SAP). O faturamento e a receita são apurados mês a mês; as exportações e importações, em dólar. Os dados de 2026 são parciais (acumulados de janeiro a maio) e podem ser revisados pela fonte — quando isso acontece, atualizamos aqui. ## Por que o PIM importa tanto e exporta pouco O Polo Industrial de Manaus produz sobretudo para o mercado brasileiro. Por isso importa um grande volume de insumos (componentes, peças) e exporta pouco: o saldo com o exterior é negativo, mas as vendas para o resto do país tornam o saldo final positivo. É a lógica da Zona Franca. Quer acompanhar cada atualização dos indicadores? [Assine a newsletter gratuita](#/portal/signup). ### Política de Privacidade URL: https://www.jornalopolo.com.br/politica-de-privacidade/ Last updated: 2026-08-06T14:26:07.000Z # Política de Privacidade — O Polo **Última atualização:** 6 de agosto de 2026 Esta Política de Privacidade descreve como o **O Polo** ([jornalopolo.com.br](https://www.jornalopolo.com.br/)), portal de notícias sobre o Polo Industrial de Manaus (PIM) e a Zona Franca de Manaus, mantido por **JORNAL O POLO INDUSTRIAL DO BRASIL LTDA, CNPJ 68.391.320/0001-53**, com sede em **Rua Rio Iça, 310 - Sala 3, Manaus - AM**, coleta, usa e protege dados pessoais. Tratamos dados em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018 — LGPD). Para qualquer assunto sobre privacidade, fale com a gente em **\[contato@jornalopolo.com.br\]**. ## 1\. Quais dados coletamos - **Assinantes da newsletter e membros:** nome e e-mail, quando você se cadastra para receber conteúdos ou comentar. 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Confira sua caixa de entrada: mandamos um link para confirmar a inscrição. ## Posts ### Reforma Tributária pode elevar carga da aviação de 8% para 27% e pressionar voos no Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/reforma-tributaria-pode-elevar-carga-da-aviacao-de-8-para-27-e-pressionar-voos-no-amazonas/ Last updated: 2026-09-09T23:01:01.000Z A Reforma Tributária poderá aumentar significativamente a carga incidente sobre o transporte aéreo doméstico nos próximos anos, com possíveis reflexos sobre preços das passagens e oferta de voos, especialmente em regiões mais dependentes da aviação regional, como a Amazônia. O assunto voltou à tona, nesta semana, em reportagens de CNN Brasil e Poder 360. Durante audiência na Câmara dos Deputados, em 21 de maio deste ano, a diretora de Outorgas, Patrimônio e Políticas Regulatórias Aeroportuárias da Secretaria de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Clarissa Costa de Barros, afirmou que a expectativa é de que a carga tributária do setor passe de aproximadamente 8% para 27% com a implementação integral da reforma. Segundo ela, sem medidas de mitigação, a mudança cria uma pressão estrutural adicional sobre os preços das passagens aéreas. O aumento, porém, não ocorrerá integralmente em 2027\. O próximo ano marca uma nova etapa da transição, com a cobrança da CBS e a extinção do PIS e da Cofins. Entre 2029 e 2032, começa a substituição gradual do ICMS e do ISS pelo IBS, enquanto o novo sistema tributário estará plenamente vigente em 2033. A preocupação ocorre em um momento em que a conectividade aérea regional já enfrenta limitações. Dados divulgados pelo próprio MPor mostram que o Brasil encerrou 2025 com 1.764 rotas domésticas ativas, o menor número desde 2012\. Dos 504 aeroportos públicos existentes no país, apenas 163 contam atualmente com voos regulares. A média brasileira também é de apenas 0,47 passagem aérea por habitante ao ano, cerca da metade da registrada na Colômbia. O mercado doméstico ainda apresenta forte concentração: as três maiores companhias respondem por mais de 99% das operações no país. Para o governo, esse cenário ajuda a dimensionar o desafio de ampliar a malha regional justamente em um período de mudança da tributação do setor. A preocupação com a Região Norte também chegou formalmente ao Congresso. Em requerimento apresentado em 6 de maio, o deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) pediu ao Ministério da Fazenda informações sobre os possíveis efeitos da reforma no preço das passagens e na conectividade regional. A resposta foi recebida pela Câmara em 2 de julho e encaminhada ao parlamentar no dia seguinte. Paralelamente, o MPor apresentou uma proposta de regulamentação para ampliar o alcance do tratamento tributário diferenciado destinado à aviação regional. A Lei Complementar nº 214 prevê redução de 40% nas alíquotas do IBS e da CBS aplicadas ao transporte aéreo regional. Pela proposta da pasta, companhias que destinarem mais de 50% de sua capacidade a voos regionais poderão acessar o benefício em bilhetes com origem ou destino em localidades prioritárias, incluindo a Amazônia Legal. A apuração ficaria a cargo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com base nos dados operacionais das empresas. Para o Amazonas, a discussão ganha peso pela própria configuração territorial do estado. Em diversas cidades, a aviação não funciona apenas como alternativa ao transporte terrestre, mas como parte da infraestrutura de conexão com Manaus e com o restante do país. Nesse cenário, uma eventual elevação de custos no setor pode atingir justamente rotas de menor demanda, enquanto o governo tenta construir mecanismos para preservar e ampliar a aviação regional. Resumo redes: Ministério de Portos e Aeroportos propõe redução de 40% no IBS e na CBS para empresas com mais de 50% da capacidade em rotas regionais. O Brasil encerrou 2025 com 1.764 rotas domésticas, menor número desde 2012, e apenas 163 dos 504 aeroportos públicos tinham voos regulares. ### 2° Fórum de Comércio Exterior debate, na sexta (11), novo processo de importação e competitividade do Polo Industrial de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/2deg-forum-de-comercio-exterior-debate-na-sexta-11-novo-processo-de-importacao-e-competitividade-do-polo-industrial-de-manaus/ Last updated: 2026-09-09T21:34:28.000Z O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) realiza na sexta-feira (11) a 2ª edição do Fórum de Comércio Exterior (COMEXA 2026). O evento reúne lideranças industriais, especialistas e operadores logísticos para debater a competitividade da indústria local no comércio global. O evento ocorre das 8h às 17h, no Auditório da Suframa, na avenida Ministro Mário Andreazza, 1424 – Distrito Industrial I. O encontro trata de mudanças operacionais diretas no Polo Industrial de Manaus (PIM), destacando: - A transição para o Novo Processo de Importação (NPI) via Duimp, visando desburocratização e redução de custos aduaneiros; - Uso de IA e ferramentas digitais para rastreabilidade e eficiência logística; - Exigências da agenda ESG e descarbonização da cadeia de suprimentos internacional. Segundo o coordenador da Comissão Cieam de Comércio Exterior, Celiomar Gomes, a modernização dos processos é um passo indispensável para garantir a sustentabilidade econômica do modelo Zona Franca de Manaus. > "O cenário internacional impõe uma velocidade de adaptação inédita. Preparar as empresas do Polo Industrial de Manaus para a transição definitiva do Novo Processo de Importação, aliada ao uso intensivo de ferramentas digitais e às exigências globais de sustentabilidade, não é apenas uma questão de conformidade regulatória, mas de sobrevivência competitiva. O COMEXA nasceu exatamente para municiar a nossa indústria com estratégia, previsibilidade e eficiência, assegurando que os produtos fabricados na Amazônia continuem disputando mercado em pé de igualdade com qualquer grande centro global", destaca. Além de proporcionar conteúdo técnico qualificado por meio de seus painéis, o COMEXA 2026 funcionará como um espaço estratégico para o fortalecimento do networking e a geração de negócios entre fabricantes, prestadores de serviços, agentes do comércio exterior e órgãos anuentes. As inscrições (gratuitas) ainda estão abertas, com os últimos ingressos disponíveis, e podem ser efetuadas pelo [site oficial do Cieam](https://www.sympla.com.br/evento/ii-forum-de-comexa-comercio-exterior-na-amazonia/3548645?referrer=cieam.com.br&ref=jornalopolo.com.br), onde também está disponível a programação detalhada. Resumo redes: O encontro trata de mudanças operacionais diretas no Polo Industrial de Manaus (PIM), destacando: a transição para o Novo Processo de Importação (NPI) via Duimp; uso de IA e ferramentas digitais para rastreabilidade e eficiência logística; e exigências da agenda ESG e descarbonização da cadeia de suprimentos internacional. ### Maersk anuncia sobretaxa de até US$ 1 mil para cargas da América do Sul URL: https://www.jornalopolo.com.br/maersk-anuncia-sobretaxa-de-ate-us-1-mil-para-cargas-da-america-do-sul/ Last updated: 2026-09-09T20:29:52.000Z A Maersk anunciou novas sobretaxas para operações envolvendo a Costa Leste da América do Sul e mercados do Norte da Europa, com impactos sobre embarques internacionais e transportes terrestres. As medidas incluem uma Peak Season Surcharge (PSS) de até US$ 1.000 por contêiner para cargas partindo de Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, além de uma cobrança emergencial ligada aos custos de combustível em países nórdicos e bálticos. Segundo a Container News, as alterações serão aplicadas em diferentes datas a partir de setembro e outubro de 2026 e refletem tanto ajustes comerciais nas rotas sul-americanas quanto o aumento dos custos energéticos provocado pelas interrupções no fornecimento de combustíveis do Oriente Médio. Na América do Sul, a principal mudança entra em vigor em 8 de outubro. De acordo com a Container News, a Maersk vai introduzir ou revisar a PSS para embarques originados no Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. Para cargas destinadas à Costa Oeste da América do Sul, a sobretaxa será de US$ 1.000 por contêiner dry. Os embarques com destino ao Caribe e à Costa do Golfo dos Estados Unidos estarão sujeitos a uma cobrança adicional de US$ 500 por contêiner. A medida será aplicada a todos os tamanhos de contêineres dry e terá como referência a Price Calculation Date (PCD), utilizada pela Maersk para determinar a data válida para o cálculo dos preços. Além disso, outras cobranças locais ou taxas contingenciais poderão continuar sendo aplicadas de acordo com cada operação, conforme informou a Container News. Enquanto isso, no Norte da Europa, a companhia passou a adotar uma Emergency Inland Fuel/Energy Surcharge para operações terrestres do tipo Store Door em determinados mercados nórdicos e bálticos. A cobrança entrou em vigor em 9 de setembro de 2026 e permanecerá válida até novo aviso. Segundo a Container News, a Maersk atribuiu a decisão ao aumento dos preços dos combustíveis associado às interrupções no fornecimento provenientes do Oriente Médio. Os percentuais variam conforme o país. A Estônia terá a maior cobrança, equivalente a 20% sobre as operações afetadas. Em seguida aparecem Dinamarca, com 13%, Letônia, com 12%, e Suécia, com 9%. Na Finlândia, o adicional será de 5%, enquanto a Lituânia terá uma cobrança de 4%. Para a Noruega, a Maersk indicava um percentual de 0%. A sobretaxa emergencial europeia será aplicada aos embarques Store Door cuja PCD seja igual ou posterior a 9 de setembro. Apesar do aumento para operações dependentes de combustíveis convencionais, alternativas logísticas específicas permanecem fora da medida neste momento. Vale lembrar, que nesse caso, soluções envolvendo caminhões elétricos e transporte ferroviário não serão afetadas pela cobrança emergencial. ### Revisão semanal e atenção dos embarcadores A Maersk também informou que os percentuais aplicados nos mercados nórdicos e bálticos serão revisados semanalmente, permitindo ajustes conforme a evolução dos custos de energia e das condições de abastecimento. Com isso, as cobranças poderão mudar caso ocorram alterações relevantes no cenário de fornecimento de combustíveis. As novas medidas ampliam a atenção dos embarcadores para os custos adicionais associados ao transporte internacional. Enquanto na América do Sul a mudança está concentrada nas sobretaxas de alta temporada aplicadas a determinadas rotas marítimas, no Norte da Europa o impacto está diretamente relacionado ao transporte terrestre e à volatilidade dos combustíveis. Importadores, exportadores e operadores logísticos precisarão considerar esses adicionais no planejamento de embarques programados para as próximas semanas. Resumo redes: As alterações serão aplicadas em diferentes datas a partir de setembro e outubro e refletem tanto ajustes comerciais nas rotas sul-americanas quanto o aumento dos custos energéticos provocado pelas interrupções no fornecimento de combustíveis do Oriente Médio ### Novamed inaugura, nesta quinta (10), expansão da fábrica em Manaus e novo Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação URL: https://www.jornalopolo.com.br/novamed-inaugura-nesta-quinta-10-expansao-da-fabrica-em-manaus-e-novo-centro-de-pesquisa-desenvolvimento-e-inovacao/ Last updated: 2026-09-09T20:03:52.000Z A Novamed, unidade fabril do Grupo EMS, realiza, nesta quinta-feira (10), às 11h30, em Manaus, evento de inauguração que marca uma nova etapa de sua operação na Zona Franca, com a expansão da fábrica e a implantação de um novo Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). O encontro contará com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha; do senador Eduardo Braga; do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante; do diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle; do presidente do Conselho de Administração do Grupo EMS, Carlos Sanchez; do vice-presidente do Grupo EMS, Gabriel Sanchez; da diretora executiva de Relações Institucionais do Grupo EMS, Juliana Megid, além de outras autoridades e executivos. Durante o evento, serão apresentados os investimentos realizados na expansão da estrutura da Novamed e na implantação do novo Centro de PD&I, além da ampliação da capacidade produtiva da unidade e da geração de novos empregos no Amazonas. A iniciativa marca uma nova fase da Novamed, que completa 12 anos de atuação em Manaus e foi a primeira indústria farmacêutica a se estabelecer na Zona Franca de Manaus. ### Farmacêutica produz 1,7 bilhão de comprimidos por mês Localizada na Avenida Torquato Tapajós, n° 17703, no km 28 da AM-010, a Novamed integra o Grupo EMS e é dedicada à fabricação de medicamentos sólidos. A fábrica completou 12 anos de operação em agosto de 2026 e foi a primeira indústria farmacêutica a se estabelecer na Zona Franca de Manaus. Atualmente, a unidade entrega 1,7 bilhão de comprimidos por mês. Com a expansão, a expectativa é alcançar até 2,5 bilhões mensais, reforçando o papel estratégico da operação de Manaus na capacidade produtiva do Grupo EMS e na ampliação do acesso da população brasileira a medicamentos. Resumo redes: No evento, a empresa do grupo EMS deve apresentar os investimentos realizados na expansão de sua estrutura e na implantação do novo Centro de PD&I. Além disso, a farmacêutica dará mais detalhes sobre a ampliação da capacidade produtiva e da geração de novos empregos no Amazonas. ### Valgroup lidera setor de plásticos e embalagens com receita de R$ 7,6 bilhões. Companhia amplia presença em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/valgroup-lidera-setor-de-plasticos-e-embalagens-com-receita-de-r-7-6-bilhoes-companhia-amplia-presenca-em-manaus/ Last updated: 2026-09-09T19:33:15.000Z A Valgroup chegou à liderança do setor de plásticos e borracha no ranking Valor 1000 após encerrar 2025 com receita líquida de R$ 7,61 bilhões e crescimento médio de 16,2% ao ano nos últimos cinco anos. O desempenho ocorre em meio a uma expansão que também alcançou Manaus: em junho deste ano, a companhia anunciou a compra da operação de tampas da Innova na capital amazonense, ampliando sua presença no mercado de bebidas e fortalecendo a atuação nas regiões Norte e Nordeste. A operação em Manaus faz parte de uma sequência de aquisições realizadas pela fabricante nos últimos anos. Em 2022, a Valgroup comprou, na Itália, a NuovaPlast, fabricante de preformas PET, e a recicladora 3R. Um ano depois, incorporou o grupo italiano Garda Plast, também voltado à produção de preformas, enquanto no Brasil avançou no segmento de tampas com a Mirvi. Depois desse ciclo, a empresa passou três anos integrando negócios que ainda operavam com marcas, processos e sistemas próprios. A integração foi concluída em 2025 e passou a pesar diretamente na rentabilidade. Além dos R$ 7,61 bilhões em receita líquida, a Valgroup fechou o ano com margem Ebitda de 23,6% e retorno de 22,8% sobre o patrimônio líquido médio. > “Reunimos, sob uma estrutura única, empresas que antes operavam de forma independente, cada uma com sua própria marca, processos e sistemas. Isso gerou importantes sinergias, reduziu custos e aumentou a eficiência da organização”, afirma Carlo Bergamaschi, diretor-executivo da companhia. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-19.png) Unidade da Valgroup em Manaus | Foto: Suframa Agora, a prioridade deixou de ser apenas crescer por aquisições e passou a incluir maior produtividade sobre a estrutura já montada. Automação e inteligência artificial entram nessa nova etapa, principalmente na automatização de processos e na análise de grandes volumes de dados. A empresa ainda não informa quanto essas ferramentas já acrescentaram à produtividade, mas reconhece que a principal dificuldade está menos no acesso à tecnologia e mais em incorporá-la à rotina das equipes. A Valgroup atua em seis países e aponta Estados Unidos e Europa como mercados prioritários para a expansão internacional. No Brasil, apesar da preocupação com juros, custo de capital e cenário fiscal, Bergamaschi afirma que não há previsão de retração dos aportes em 2027\. > “Continuaremos investindo no país, mas hoje nossas decisões de alocação de capital consideram uma estratégia global”, diz. ### Reciclagem também ganhou peso Hoje, a Valgroup afirma reciclar volume equivalente a 23,7% de tudo o que produz e pretende chegar a 100% até 2040\. Desde 2009, as iniciativas da companhia teriam evitado a emissão de mais de 8 milhões de toneladas de CO2\. A empresa também desenvolveu, ao lado da Dow e do Movimento Circular, uma embalagem para café projetada para reciclagem e testou a solução em linhas de envase já existentes. A pressão por eficiência ocorre em um setor que movimenta cifras cada vez maiores. O valor da produção brasileira de transformados plásticos saltou de R$ 97,2 bilhões para R$ 165,8 bilhões em quatro anos, avanço nominal de 70,5%, segundo a Abiplast. Para 2026, a entidade estima faturamento de R$ 168 bilhões e crescimento de 2% na produção, enquanto os investimentos previstos até 2027 somam R$ 31,7 bilhões. ### Energia está no radar Desde janeiro deste ano, as operações brasileiras da Valgroup são abastecidas integralmente por fontes renováveis, segundo a companhia, que também elevou em 36% a geração própria ao ampliar sua participação em ativos solares. Para uma indústria de consumo intensivo de eletricidade, a estratégia busca reduzir exposição às oscilações de preços e aumentar a previsibilidade dos gastos. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-20.png) Foto: Divulgação Resumo redes: Compra da operação de tampas da Innova amplia presença da fabricante no PIM. Companhia chegou ao topo do Valor 1000 após crescer, em média, 16,2% ao ano desde 2021 ### Prefeitura de Manaus supera 1 milhão de metros quadrados licenciados e cresce 77% em 2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/prefeitura-de-manaus-supera-1-milhao-de-metros-quadrados-licenciados-e-cresce-77-em-2026/ Last updated: 2026-09-09T19:18:10.000Z Enquanto a construção civil brasileira enfrenta um cenário de desaceleração, com retração de 0,4% no segundo trimestre de 2026, Manaus apresenta um movimento positivo na abertura de novas frentes para o setor. De janeiro a agosto deste ano, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), já licenciou mais de 1 milhão de metros quadrados para novos empreendimentos, negócios e construções, resultado 77% superior aos 596,2 mil metros quadrados registrados no mesmo período de 2025. Somente em agosto, foram licenciados mais de 75 mil metros quadrados, com a emissão de 85 novos alvarás de construção. No acumulado do ano, o Implurb contabiliza ainda 511 certidões, contra 506 no mesmo período anterior, uma alta de 1%. O desempenho de Manaus ocorre em um momento em que os dados nacionais apontam perda de ritmo da atividade. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a construção recuou 0,4% no segundo trimestre, na comparação com os três meses anteriores. Apesar disso, o setor ainda acumula crescimento de 1,1% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, enquanto a projeção da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) é de avanço de 1,2% para o ano. Para o diretor-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, os números do licenciamento em Manaus demonstram que, mesmo diante de um ambiente econômico mais cauteloso, existe movimento de investimentos e novos projetos na capital. > “O que esses números mostram é que Manaus continua sendo uma cidade que gera oportunidades e atrai novos investimentos. Enquanto o cenário nacional exige cautela do setor da construção, aqui temos mais de 1 milhão de metros quadrados licenciados em oito meses, um crescimento de 77%. Cada novo projeto representa investimento, empregos, circulação de recursos e novos negócios. O papel do poder público é criar um ambiente urbano organizado, previsível e eficiente para que esses investimentos possam acontecer e contribuir para o desenvolvimento da cidade”, ressaltou Peixoto. O resultado também amplia o histórico de atuação da autarquia no licenciamento de novas construções. De janeiro de 2021 a agosto de 2026, durante a atual gestão, foram emitidos 4.837 alvarás de construção, correspondentes a mais de 6,7 milhões de metros quadrados licenciados. ### Novos empreendimentos O alvará de construção é um dos principais instrumentos para a regularização e o acompanhamento de novas obras na cidade. A autorização permite que os projetos sejam executados de acordo com os parâmetros urbanísticos estabelecidos pela legislação municipal. Os mais de 1 milhão de metros quadrados licenciados em 2026 abrangem diferentes tipos de empreendimentos e representam novas áreas destinadas à construção, expansão de negócios e implantação de projetos em Manaus. Além do volume de área licenciada, a quantidade de alvarás emitidos demonstra a movimentação do mercado e a continuidade da procura pelos serviços de licenciamento urbanístico da prefeitura. Resumo redes: Resultado é 77% superior aos 596,2 mil metros quadrados registrados no mesmo período de 2025\. Somente em agosto, foram licenciados mais de 75 mil metros quadrados, com a emissão de 85 novos alvarás de construção. No acumulado do ano, o Implurb contabiliza ainda 511 certidões, contra 506 no mesmo período anterior, uma alta de 1%. ### Mercado de motos cresce 12% e chega a 1,58 milhão em 2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/mercado-de-motos-cresce-12-e-chega-a-1-58-milhao-em-2026/ Last updated: 2026-09-09T18:04:24.000Z O mercado brasileiro de motos somou 1,57 milhão de motos vendidas de janeiro a agosto de 2026, crescimento de 12,1% sobre o mesmo período de 2025\. Somente no mês passado foram registradas 205.190 unidades, altas de 10,6% na comparação anual e de 3% diante de julho, segundo dados do Renavam divulgados pela Fenabrave, entidade que representa as concessionárias. A Honda manteve a liderança, com 131.427 emplacamentos em agosto e participação de 64% no mercado. A Yamaha ficou em segundo, com 30.195 unidades e 14,72%. Juntas, responderam por 78,8% dos registros no mês. A Mottu ficou em terceiro, com 11.983 unidades, e ultrapassou a Shineray, que registrou 11.392\. O resultado não equivale diretamente às vendas pelo varejo, pois as motos são inicialmente emplacadas para integrar a frota de locação. Alguns planos permitem a compra posterior pelo cliente, mas o registro ocorre antes dessa eventual aquisição. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-18.png) Mottu Sport 110i | Foto: Divulgação A Bajaj terminou agosto em quinto lugar, com 3.521 motos e 1,72% do mercado. A fabricante ocupa cinco das sete primeiras posições entre as naked no acumulado. A Dominar 400 aparece em segundo, atrás da Yamaha MT-03, e a Dominar NS 400Z está em terceiro. A Royal Enfield somou 3.165 unidades no mês e ficou em sétimo. A Hunter 350 lidera entre os modelos classificados como custom pela Fenabrave, com 5.684 emplacamentos, embora seja uma street retrô. A marca colocou sete modelos entre os oito primeiros da lista, incluindo as efetivamente custom Meteor 350 e Super Meteor 650. A CFMoto registrou 482 unidades em agosto e 1.403 no acumulado após iniciar sua operação comercial no País. A Ibex 450 somou 368 unidades no mês e 1.091 desde janeiro. Sua concorrente direta, a Royal Enfield Himalayan 450, registrou 753 e 5.023 unidades, respectivamente. A Fenabrave coloca ambas entre as maxitrail, com a Himalayan 450 na liderança e a Ibex 450 em décimo. Apesar da classificação, são motos trail de média cilindrada, e não maxitrail. A CFMoto já entrou no ranking em seu primeiro ano de vendas, mas a Royal Enfield ainda possui vantagem expressiva no segmento. ![FR12 SAO PAULO - SP - 01/07/2026 - JORNAL DO CARRO - CF MOTO IBEX 450 - Fotos da CF Moto IBEX 450 . FOTO: Felipe Rau/Estadão](https://www.estadao.com.br/resizer/v2/F3KWV5NVPFHQZP4HLEVDHPWYGA.jpg?quality=80&auth=2fe889f6965c0faba56adcaeb5a53e54f3ecf8ea4e497593d5c6649cd39bc6b9&width=1200) CF MOTO IBEX 450 | Foto: Felipe Rau/Estadão ### Motos urbanas ainda dominam A Honda CG 160 continua como a moto mais emplacada do Brasil, com 355.794 unidades. O número reúne Titan, Fan, Start e Cargo. A Mottu Sport 110i aparece depois, com 78.970 registros, seguida pela Yamaha YBR 150, denominação usada pela Fenabrave para a Factor 150, com 52.074. Na classificação da Fenabrave, as motos street representaram 41,17% dos emplacamentos de agosto. Scooters e motonetas responderam por 32,71%, e as trail, por 19,03%. Juntas, concentraram quase 93% do mercado. Sudeste e Nordeste ficaram praticamente empatados, com 32,80% e 32,77% dos registros de agosto, respectivamente. Os números mostram que o crescimento não está restrito aos grandes centros do Sudeste e permanece apoiado principalmente em modelos menores destinados ao transporte cotidiano. Resumo redes: A Honda manteve a liderança, com 131.427 emplacamentos em agosto e participação de 64% no mercado. A Yamaha ficou em segundo, com 30.195 unidades e 14,72%. Juntas, responderam por 78,8% dos registros no mês. ### Reforma Tributária: o que sua empresa precisa implementar ainda em 2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/reforma-tributaria-o-que-sua-empresa-precisa-implementar-ainda-em-2026/ Last updated: 2026-09-09T17:17:25.000Z Uma análise da [Qive](https://qive.com.br/panorama-do-contas-a-pagar/reforma-tributaria?utm%5Fsource=direct&utm%5Fmedium=direct&utm%5Fcontent=panorama-do-contas-a-pagar%5Freforma-tributaria) sobre a implementação da Reforma Tributária mostra que a adaptação das empresas avançou em 2026, mas ainda está longe de ser uniforme. O levantamento analisou 104,4 milhões de documentos fiscais emitidos entre janeiro e março e, em uma avaliação de 278,8 mil empresas do Regime Normal, identificou que 58,5% já apresentavam adesão total às novas exigências, enquanto 8,5% estavam em estágio parcial e 32,9% ainda não haviam avançado de forma significativa na adequação. Os números mostram que a Reforma já entrou efetivamente na rotina das empresas, mas uma parcela relevante do mercado ainda precisa acelerar sua preparação para 2027. **O que já é obrigatório desde janeiro** Em 2026 começou a fase de testes do novo sistema de tributação sobre o consumo. As empresas precisam adequar seus sistemas e documentos fiscais eletrônicos para informar a CBS e o IBS, observando o cronograma específico de obrigatoriedade aplicável a cada tipo de documento fiscal. Para os optantes pelo Simples Nacional, a obrigatoriedade relacionada aos novos campos está prevista, em regra, para 2027. A alíquota de teste em 2026 é de 1%, dividida em 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. Esses valores podem ser compensados na forma prevista pela legislação e, para os contribuintes que cumprirem corretamente as obrigações acessórias, a sistemática de 2026 não deve representar aumento de carga tributária. Por isso, embora seja um ano de testes, 2026 exige adaptação de sistemas, cadastros e processos internos. Quem não adaptar os sistemas e processos dentro do cronograma aplicável poderá ficar em desconformidade com as obrigações acessórias e estará sujeito às consequências previstas na regulamentação. **Ritmo de adequação das empresas** A análise da Qive também mostra que o ritmo de adequação varia conforme o perfil das empresas e o tipo de documento fiscal emitido. Entre as empresas obrigadas à adequação da NF-e, o percentual de adesão total passou de 74,7% em janeiro para 85,2% em março de 2026\. Quanto mais tarde a adaptação começar, maior a dependência de suporte externo emergencial e maior o risco de erros de classificação fiscal, que geram retrabalho e autuações quando o período de tolerância termina. **Três frentes para começar agora** Na prática, o que recomendo a qualquer empresa, independentemente do porte, é começar por três frentes. - A primeira é técnica: verificar se o ERP ou sistema de emissão de notas já está homologado para os novos campos de CBS e IBS, e revisar item a item os códigos fiscais de produtos e serviços, já que erros de classificação se propagam por toda a cadeia de apuração. - A segunda é financeira: o modelo de Split Payment, cuja implementação será gradual, muda a lógica de recebimento nas vendas por cartão e Pix, tornando a cobrança do imposto síncrona à venda. Isso vai afetar o fluxo de caixa de empresas que hoje usam esse intervalo entre a venda e o recolhimento do imposto para financiar a operação, e por isso o planejamento financeiro precisa começar antes que o mecanismo esteja em vigor. - A terceira é de governança: reunir as áreas fiscal, contábil, jurídica e de tecnologia em um mesmo comitê interno reduz a chance de decisões isoladas gerarem inconsistências mais à frente. **O que vem pela frente até 2033** O cronograma da reforma segue até 2033\. Em 2027, PIS e Cofins serão extintos e a CBS passará a integrar efetivamente o novo sistema, enquanto o IBS será cobrado à alíquota de 0,1% em 2027 e 2028\. A transição do ICMS e do ISS para o IBS começa de forma gradual em 2029 e termina em 2033, quando o novo modelo estará integralmente implementado. Isso significa que ainda há tempo, mas é um tempo que está sendo desperdiçado por boa parte do mercado, segundo os próprios dados do setor. Empresas que usarem 2026 para ajustar processos, revisar cadastros e capacitar equipes vão atravessar a transição com previsibilidade. As que tratarem este ano como uma formalidade sem consequências vão sentir o peso da mudança justamente quando ele começar a pesar no caixa, em 2027. Resumo redes: Uma análise da [Qive](https://qive.com.br/panorama-do-contas-a-pagar/reforma-tributaria?utm%5Fsource=direct&utm%5Fmedium=direct&utm%5Fcontent=panorama-do-contas-a-pagar%5Freforma-tributaria) sobre a implementação da Reforma Tributária mostra que a adaptação das empresas avançou em 2026, mas ainda está longe de ser uniforme. Em uma avaliação de 278,8 mil empresas do Regime Normal, identificou que 32,9% ainda não haviam avançado de forma significativa na adequação. ### Aneel libera R$ 308 milhões para Powertech, Oliveira Energia e Aggreko estocarem combustível no Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/aneel-libera-r-308-milhoes-para-powertech-oliveira-energia-e-aggreko-estocarem-combustivel-no-amazonas/ Last updated: 2026-09-09T16:54:58.000Z As empresas Aggreko, Powertech e Oliveira Energia vão receber, juntas, R$ 308,4 milhões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para antecipar a formação de estoques de combustível destinados à geração de energia no Amazonas. A decisão foi aprovada por unanimidade pela diretoria da agência nesta terça-feira (8) e prevê o armazenamento de cerca de 42 milhões de litros antes do período em que a redução do nível dos rios pode dificultar o transporte de combustíveis na região. A maior parcela ficará com a Aggreko, que receberá R$ 266,2 milhões. A Powertech terá R$ 30,1 milhões, enquanto a Oliveira Energia ficará com R$ 12 milhões. Os valores vêm da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), encargo utilizado para bancar a geração de energia nos sistemas isolados, que ainda não estão conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A antecipação foi aprovada justamente para evitar que as empresas precisem buscar combustível em um cenário de rios com menor navegabilidade. No voto que embasou a decisão, o diretor-relator Willamy Frota argumentou que a formação dos estoques durante a janela de navegação custa menos do que as medidas emergenciais que seriam necessárias caso ocorresse um desabastecimento. A preocupação ganha peso diante da influência do El Niño sobre as condições de navegação dos rios da região. Segundo a Aneel, a operação não representa uma nova despesa para os consumidores, mas apenas a antecipação de recursos que já poderiam ser repassados posteriormente pela CCC. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) deverá reembolsar o valor à conta em cinco parcelas mensais, corrigidas pelo IPCA. Resumo redes: Recursos serão usados para formar estoque de 42 milhões de litros antes da piora da navegabilidade dos rios. Aggreko concentra maior fatia, com R$ 266,2 milhões. ### Líder do setor farmacêutico, EMS projeta faturamento de R$ 13,5 bilhões em 2026 e prepara salto de 33% na produção em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/lider-do-setor-farmaceutico-ems-projeta-faturamento-de-r-13-5-bilhoes-em-2026-e-prepara-salto-de-33-na-producao-em-manaus/ Last updated: 2026-09-09T16:17:46.000Z A EMS está projetando fechar 2026 com faturamento próximo de R$ 13,5 bilhões, um crescimento de aproximadamente 25% sobre o ano anterior, que encerrou com R$ 9,31 bilhões em vendas líquidas. A farmacêutica também prevê investir R$ 1 bilhão em 2027 para construir uma nova fábrica na capital amazonense, ao lado da atual unidade da companhia, com a meta de elevar a produção de comprimidos de 1,5 bilhão para 2 bilhões de unidades por mês até 2028. É um salto de 500 milhões de comprimidos por mês, 33% a mais na capacidade instalada. A nova planta vai produzir tanto medicamentos genéricos quanto outras linhas do portfólio da empresa, colocando Manaus no centro da estratégia de expansão da farmacêutica para os próximos anos. A diversificação do portfólio e a presença em diferentes segmentos do mercado farmacêutico são apontadas pelo vice-presidente da empresa, Marcus Sanchez, como alguns dos fatores que ajudaram a reduzir a exposição às oscilações do mercado e sustentar o crescimento. > "Mais do que um resultado pontual, esse desempenho reflete uma estratégia construída ao longo dos últimos anos, com investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, ampliação da capacidade produtiva e fortalecimento de áreas consideradas estratégicas para o futuro da companhia", disse. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/L--der-do-setor-farmac--utico--EMS-projeta-faturamento-de-R--13-5-bilh--es-em-2026-e-prepara-salto-de-33--na-produ----o-em-Manaus-.jpg) Novamed, fábrica de comprimidos da EMS, localizada em Manaus | Foto: Suframa ### Liderança A empresa também chega a esse momento com uma posição de destaque no setor. O Grupo EMS tem 26% do mercado de medicamentos genéricos, segundo a auditoria Close-Up, enquanto a EMS, principal empresa do grupo, responde por 16% desse mercado. No Valor 1000, anuário produzido pelo Valor Econômico em parceria com a Época Negócios, a companhia aparece pelo sexto ano consecutivo na liderança do setor farmacêutico e de cosméticos. Esse crescimento não está acontecendo apenas pela venda de medicamentos tradicionais. Um dos movimentos mais importantes da empresa em 2026 foi justamente a entrada mais forte no mercado de medicamentos da classe GLP-1, que inclui as chamadas canetas emagrecedoras. A EMS lançou uma caneta à base de semaglutida que, segundo a companhia, já está entre os cinco medicamentos de maior faturamento da indústria no varejo, de acordo com dados da Close-Up. A farmacêutica também trabalha com produtos à base de liraglutida. As canetas Olire e Lirux, lançadas em agosto de 2025, foram desenvolvidas no Brasil. A empresa afirma ter aproximadamente 82,4% de participação no faturamento do mercado de liraglutida em prescrição, praticamente sem concorrência formal, segundo Marcus Sanchez. Em agosto deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou ainda a produção de uma nova caneta de semaglutida que será fabricada sob o registro da Germed e comercializada pela Brace Pharma, unidade de prescrição médica do Grupo EMS. A agência também aprovou a caneta de semaglutida genérica da EMS. A corrida pelos GLP-1 ajuda a entender uma parte da estratégia de investimentos da companhia, mas a expansão vai além desse mercado. A EMS destina cerca de 6% do faturamento anual ao Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, instalado junto à fábrica de Hortolândia, em São Paulo. O espaço reúne aproximadamente 1,5 mil pesquisadores, incluindo 155 profissionais com título de PhD, e trabalha no desenvolvimento de associações farmacêuticas e novas soluções para a indústria. A empresa também busca diminuir a dependência de insumos farmacêuticos ativos importados. Nesse processo, a operação internacional ganhou importância. O grupo conta com a Galenika, na Sérvia, que participou da transferência de tecnologia da linha baseada em GLP-1, além de uma fábrica no México. A EMS pretende avançar para outros mercados, com planos de atuar na Europa por meio de parceiros e, futuramente, manter uma fábrica própria nos Estados Unidos. Enquanto a companhia olha para fora, o Brasil segue recebendo investimentos para aumentar a capacidade industrial. A unidade de Hortolândia, por exemplo, recebeu R$ 1,2 bilhão em investimentos e tem capacidade para produzir cerca de 20 milhões de canetas por ano, podendo dobrar esse volume conforme a demanda. ### Tecnologia A EMS também vem investindo em tecnologia e controle da própria operação. Segundo a companhia, as fábricas passam por processos de digitalização e automação das linhas, além da adoção de sistemas integrados de gestão para acompanhar produção, qualidade, logística e distribuição. Um sistema de rastreamento por código de barras acompanha os lotes de medicamentos desde a fabricação até distribuidores e farmácias, permitindo localizar os produtos em caso de necessidade de recall. A agenda ambiental também aparece na estratégia do grupo. Entre as iniciativas citadas está um parque eólico de 108 megawatts no Rio Grande do Sul, além do tratamento da água descartada pelas fábricas antes de seu retorno à natureza. A próxima etapa, segundo a empresa, é continuar ampliando a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos de alta complexidade e fortalecer a cadeia produtiva nacional. Resumo redes: Com o investimento de R$ 1 bilhão, anunciado para 2027 e direcionado às operações no PIM, a meta da farmacêutica é elevar a produção de comprimidos de 1,5 bilhão para 2 bilhões de unidades por mês até 2028. ### Diesel da Petrobras fica 28% abaixo da paridade internacional e acende alerta para custos no Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/diesel-da-petrobras-fica-28-abaixo-da-paridade-internacional-e-acende-alerta-para-custos-no-amazonas/ Last updated: 2026-09-09T14:20:35.000Z O preço do diesel vendido pela Petrobras voltou a se distanciar do mercado internacional em meio à nova alta do petróleo e coloca no radar uma pressão que, no Amazonas, vai muito além do preço nas bombas. Cálculos do Itaú BBA apontam que o combustível comercializado pela estatal está atualmente 28% abaixo da paridade de importação e 21% abaixo da referência de exportação. Na gasolina, a diferença é ainda maior: 37% abaixo da paridade de importação e 21% abaixo da referência de exportação. A defasagem aparece em um momento de valorização do petróleo Brent, que subiu 4% em apenas uma semana diante da continuidade das tensões geopolíticas. Mesmo com a margem internacional de refino do diesel recuando 10% no período, os preços externos permaneceram elevados. O cenário, por si só, não significa que a Petrobras esteja prestes a reajustar os combustíveis, mas aumenta a atenção sobre o comportamento dos preços domésticos. No Amazonas, o impacto potencial é particularmente relevante porque o diesel ocupa espaço central na infraestrutura econômica do estado. Em Manaus, o combustível está presente no transporte rodoviário de cargas e nas operações entre portos, aeroporto, centros de distribuição e empresas do Polo Industrial. Para o interior, também é essencial na navegação responsável pelo transporte de mercadorias e passageiros entre municípios que não contam com acesso rodoviário regular. Uma tabela utilizada pelo governo federal para calcular a distribuição do consumo de diesel colocou o Amazonas com 1,54% do consumo nacional em 2025. A pressão, inclusive, já começou a aparecer nas bombas de Manaus. Entre 30 de agosto e 5 de setembro, o litro do diesel S10 foi vendido por R$ 7,18, em média, na capital, alta de 1,7% sobre a semana anterior, quando custava R$ 7,06\. No mesmo período, o diesel comum passou de R$ 7,02 para R$ 7,14 por litro, avanço de 1,71%, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Uma eventual recomposição dos preços nas refinarias poderia avançar pela cadeia de distribuição e chegar ao consumidor, mas isso não significa que uma defasagem de 28% resulte automaticamente em um reajuste de 28%. O próprio Itaú BBA trata seus cálculos como uma aproximação das referências consideradas na estratégia comercial da Petrobras, que podem ser diferentes dos parâmetros efetivamente utilizados pela companhia. Desde 2023, a Petrobras deixou de seguir mecanicamente a antiga política de paridade internacional e passou a considerar outros fatores em sua estratégia comercial. Por isso, uma diferença em relação aos preços de importação pode permanecer durante determinado período sem necessariamente provocar uma mudança imediata nas refinarias. O percentual calculado pelo banco, portanto, não representa uma previsão de aumento, mas indica o tamanho da distância estimada atualmente entre o preço doméstico e as referências internacionais. Para a indústria amazonense, o possível impacto tende a aparecer principalmente de forma indireta. O preço do combustível interfere nos contratos de transporte, na movimentação de cargas e em outros serviços logísticos que conectam fábricas, portos, centros de distribuição e mercados consumidores. No interior, o efeito pode se espalhar ainda mais pela cadeia de abastecimento, atingindo fretes, transporte fluvial e distribuição de alimentos e mercadorias. Há ainda uma particularidade amazônica que amplia a importância do diesel: em parte do estado, o combustível também participa da geração de eletricidade. Os chamados Sistemas Isolados, concentrados principalmente na região amazônica, ainda dependem em diferentes níveis de geração termelétrica abastecida por combustíveis líquidos. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) aponta entre os desafios desses sistemas os custos elevados de geração, a dependência do óleo diesel e as dificuldades logísticas para levar combustível e equipamentos às localidades atendidas. É nesse cenário que entra o Programa Energias da Amazônia, do Ministério de Minas e Energia, criado para reduzir a participação dos combustíveis fósseis na geração dos sistemas que ainda não estão conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Em 2026, o governo informou que projetos de hibridização de 29 usinas, combinando geração solar e armazenamento em baterias, devem beneficiar 36 localidades e cerca de 652 mil pessoas. No ano anterior, o Leilão de Sistemas Isolados contratou 50 MW para localidades remotas do Amazonas e do Pará, com investimentos previstos de R$ 312 milhões. Esse cenário faz com que a cotação internacional do diesel tenha um peso particular para o Amazonas. Quanto maior o custo do combustível, maior também a pressão sobre operações logísticas e sobre sistemas de geração que ainda dependem dele. Ao mesmo tempo, o encarecimento melhora a justificativa econômica para alternativas como geração solar, armazenamento por baterias e futuras interligações ao sistema nacional. A atual distância em relação ao mercado internacional também é resultado de um movimento acumulado, e não apenas da alta registrada na última semana. A Petrobras realizou diferentes ajustes nos preços desde 2022, enquanto o mercado internacional passou por períodos de forte volatilidade. Em 2026, o levantamento do Itaú BBA registra reajustes no diesel em março e junho. O que acontece daqui para frente dependerá principalmente do comportamento do Brent, da duração das tensões geopolíticas e das decisões comerciais da Petrobras. Uma queda do petróleo pode reduzir parte da pressão sem exigir mudanças relevantes nas refinarias brasileiras. Se os preços internacionais permanecerem elevados ou voltarem a subir, por outro lado, a distância calculada pelo Itaú BBA pode continuar aumentando. Resumo redes: Brent subiu 4% em uma semana e ampliou a diferença entre os preços praticados no Brasil e as referências externas. Em Manaus, diesel S10 já avançou 1,7% na última semana pesquisada pela ANP. ### Perfil industrial e tecnológico de Manaus atrai novo vestibular do Insper URL: https://www.jornalopolo.com.br/perfil-industrial-e-tecnologico-de-manaus-atrai-novo-vestibular-do-insper/ Last updated: 2026-09-09T13:01:36.000Z Estudantes de Manaus e de outras cidades da Região Norte terão, pela primeira vez, a possibilidade de realizar presencialmente na capital amazonense a prova do Vestibular 2027.1 do Insper. A instituição incluiu Manaus entre as cidades de aplicação do processo seletivo, que será realizado em 11 de outubro de 2026\. As inscrições estão abertas até 17 de setembro. Com a mudança, Manaus passa a integrar uma rede de dez cidades brasileiras onde o exame será aplicado presencialmente. Além da capital amazonense, a prova ocorrerá em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP) e Salvador (BA). A inclusão da cidade reduz a necessidade de deslocamento de candidatos do Norte que, em processos anteriores, precisavam viajar para outras regiões do país para participar da seleção. A escolha de Manaus também está ligada ao perfil econômico e tecnológico da cidade. Segundo Vanessa Campelo, gerente executiva de Graduação do Insper, a presença da instituição na capital amazonense aproxima o processo seletivo de estudantes inseridos em um dos principais polos industriais e tecnológicos do país. > “Manaus abriga um dos principais pólos industriais e tecnológicos da América Latina, a Zona Franca, que forma um ecossistema fundamental para o desenvolvimento do país. Estar presente na cidade nos aproxima de estudantes que vivem este ambiente marcado pela inovação, pela indústria e pelo desenvolvimento tecnológico, características que dialogam diretamente com a formação oferecida pelo Insper”, ressaltou. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-17.png) Foto: Divulgação O vestibular terá uma única fase, com 60 questões de múltipla escolha e uma redação dissertativo-argumentativa. A prova objetiva reúne conteúdos de Linguagens e Códigos, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, correspondentes à formação do ensino médio. Além do vestibular tradicional, o Insper mantém modalidades de ingresso baseadas nas notas do Enem, SAT e IB, além de uma seleção específica para estudantes com destaque em Olimpíadas do Conhecimento. Para 2027, a instituição oferece oito opções de graduação: Administração, Economia, Direito, Ciência da Computação, Engenharia de Computação, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica e Engenharia Mecatrônica. Os candidatos também podem solicitar participação no [Programa de Bolsas](https://www.insper.edu.br/pt/transformacao/programa-de-bolsas?ref=jornalopolo.com.br) durante a inscrição no vestibular. Criado em 2004, o programa já beneficiou cerca de mil estudantes com bolsas integrais e parciais não restituíveis, destinadas a candidatos que atendam aos critérios socioeconômicos previstos no processo seletivo. As bolsas podem cobrir matrícula e mensalidades e, no caso das integrais, também contar com auxílios complementares voltados à permanência do estudante durante a graduação. A solicitação precisa ser feita até 17 de setembro, dentro da própria inscrição para o vestibular. O edital, cronograma e demais orientações estão disponíveis na [página oficial do processo seletivo do Insper](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/vestibular?ref=jornalopolo.com.br). Resumo redes: Estudantes de Manaus e de outras cidades da Região Norte terão, pela primeira vez, a possibilidade de realizar presencialmente na capital amazonense a prova do Vestibular 2027.1 do Insper. A instituição incluiu Manaus entre as cidades de aplicação do processo seletivo, que será realizado em 11 de outubro de 2026\. As inscrições estão abertas até 17 de setembro. ### DIÁRIO DO POLO - 09/09/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/polo-industrial-motos-avelloz-petrobras-br319-09-09-2026/ Last updated: 2026-09-09T11:32:37.000Z ## ZONA FRANCA E POLÍTICA O modelo da Zona Franca de Manaus atra­vessa um momento de re­de­fi­ni­ção es­tra­té­gica, bus­cando equi­li­brar a ma­nu­ten­ção dos in­cen­ti­vos fiscais tra­di­ci­o­nais com a aber­tura de novas frentes de de­sen­vol­vi­mento eco­nô­mico. A ar­ti­cu­la­ção po­lí­tica em Bra­sí­lia e a mo­der­ni­za­ção ad­mi­nis­tra­tiva interna da Suframa são os pilares que sus­ten­tam essa tran­si­ção, visando ga­ran­tir que o Ama­zo­nas per­ma­neça com­pe­ti­tivo em um cenário de reforma tri­bu­tá­ria e pressão por sus­ten­ta­bi­li­dade. - **Suframa firma acordo para novo modelo de gestão do Dis­trito Agro­pe­cu­á­rio.** A mo­der­ni­za­ção da gestão do Daut é es­sen­cial para des­tra­var o po­ten­cial pro­du­tivo de bi­o­e­co­no­mia e agro­ne­gó­cio no entorno de Manaus, di­ver­si­fi­cando a matriz eco­nô­mica para além do PIM e criando uma nova camada de se­gu­rança ju­rí­dica para in­ves­ti­do­res do setor pri­má­rio tec­no­ló­gico. [**Leia no O Polo ↗**](https://www.jornalopolo.com.br/suframa-assina-memorando-em-brasilia-para-novo-modelo-de-gestao-do-distrito-agropecuario/) - **Co­mis­são do Senado aprova projeto de Davi sobre in­ves­ti­men­tos de em­pre­sas que recebem in­cen­ti­vos fiscais.** Mu­dan­ças nas regras de con­tra­par­tida para em­pre­sas in­cen­ti­va­das podem alterar a di­nâ­mica de re­in­ves­ti­men­tos em P&D e in­fra­es­tru­tura re­gi­o­nal, im­pac­tando o pla­ne­ja­mento fi­nan­ceiro das fá­bri­cas ao re­de­fi­nir como os re­cur­sos de in­cen­tivo devem ser apli­ca­dos na região. [Fonte ↗](https://www.diariodoamapa.com.br/cadernos/politica/comissao-do-senado-aprova-projeto-de-davi-sobre-investimentos-de-empresas-que-recebem-incentivos-fiscais/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## INDÚSTRIA E EMPRESAS DO PIM A ati­vi­dade in­dus­trial no Polo In­dus­trial de Manaus de­mons­tra re­si­li­ên­cia e ca­pa­ci­dade de atração de novos in­ves­ti­men­tos, es­pe­ci­al­mente nos setores de duas rodas e ele­trô­ni­cos. A ex­pan­são de plantas pro­du­ti­vas e a ha­bi­li­ta­ção de novos cré­di­tos fi­nan­cei­ros si­na­li­zam uma ma­nu­ten­ção do apetite por pro­du­ção local, fun­da­men­tal para sus­ten­tar os níveis de emprego e a ar­re­ca­da­ção es­ta­dual. - Aqui está a seleção das no­tí­cias mais re­le­van­tes para o Polo In­dus­trial de Manaus e a eco­no­mia do Ama­zo­nas, or­ga­ni­zada por blocos te­má­ti­cos. - **Avelloz e DBS fecham par­ce­ria e devem pro­du­zir 40 mil motos em Manaus.** A inau­gu­ra­ção de uma nova planta em outubro reforça a ex­pan­são do Polo de Duas Rodas e si­na­liza a con­fi­ança de novos players na in­fra­es­tru­tura pro­du­tiva do Ama­zo­nas para atender o mercado de mo­bi­li­dade urbana. [**Leia no O Polo ↗**](https://www.jornalopolo.com.br/nova-fabrica-da-dbs-em-manaus-vai-produzir-40-mil-motos-da-avelloz-inauguracao-em-outubro/) - **Foxconn Brasil recebe ha­bi­li­ta­ção para crédito fi­nan­ceiro em pro­du­ção de im­pres­so­ras.** A ha­bi­li­ta­ção permite à gigante de ele­trô­ni­cos oti­mi­zar custos via in­cen­ti­vos fi­nan­cei­ros, for­ta­le­cendo a cadeia de su­pri­men­tos de in­for­má­tica e com­po­nen­tes de alta tec­no­lo­gia no polo in­dus­trial. [Fonte ↗](https://www.otempo.com.br/politica/2026/9/9/foxconn-brasil-recebe-habilitacao-para-credito-financeiro-em-producao-de-impressoras?ref=jornalopolo.com.br) --- ## LOGÍSTICA AMAZÔNICA O iso­la­mento lo­gís­tico con­ti­nua sendo o prin­ci­pal desafio para a com­pe­ti­ti­vi­dade do PIM. A al­ter­nân­cia entre a seca dos rios e a pre­ca­ri­e­dade das ro­do­vias impõe um custo in­vi­sí­vel, mas real, que afeta desde o pla­ne­ja­mento de estoque até o preço final dos pro­du­tos. A mo­vi­men­ta­ção po­lí­tica em torno da BR-319 e das con­ces­sões hi­dro­vi­á­rias é acom­pa­nhada com ur­gên­cia pelas in­dús­trias locais. - **Lula diz que BR-319 é ‘celeuma’ que jamais pensou que fosse re­sol­ver.** A fala pre­si­den­cial indica que a pa­vi­men­ta­ção da rodovia subiu na pri­o­ri­dade po­lí­tica, sendo a única al­ter­na­tiva ter­res­tre de­fi­ni­tiva para o iso­la­mento lo­gís­tico que en­ca­rece as ope­ra­ções no Ama­zo­nas. [Fonte ↗](https://amazonasatual.com.br/lula-diz-que-br-319-e-celeuma-que-jamais-pensou-que-fosse-resolver/?ref=jornalopolo.com.br) - **Eduardo Braga faz viagem de Manaus a Humaitá para mostrar a BR-319.** A ex­pe­di­ção po­lí­tica aumenta a pressão técnica sobre o DNIT e órgãos am­bi­en­tais para ace­le­rar as obras em trechos crí­ti­cos, fun­da­men­tais para o es­co­a­mento da pro­du­ção durante os pe­rí­o­dos de seca severa. [Fonte ↗](https://amazonasatual.com.br/eduardo-braga-faz-viagem-de-manaus-a-humaita-para-mostrar-a-br-319/?ref=jornalopolo.com.br) - **Falhas na agenda das con­ces­sões hi­dro­vi­á­rias podem escoar in­ves­ti­men­tos de R$ 4 bilhões.** A in­cer­teza na gestão das hi­dro­vias com­pro­mete a mo­der­ni­za­ção dos portos e a dra­ga­gem de rios, man­tendo o risco de so­bre­ta­xas de seca que sufocam a ren­ta­bi­li­dade das in­dús­trias locais. [Fonte ↗](https://neofeed.com.br/economia/falhas-na-agenda-das-concessoes-hidroviarias-podem-escoar-investimentos-de-r-4-bilhoes/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## ENERGIA E MINERAÇÃO O setor de óleo e gás des­ponta como a nova fron­teira de de­sen­vol­vi­mento para o Ama­zo­nas. A re­to­mada das per­fu­ra­ções na Margem Equa­to­rial coloca o estado no epi­cen­tro de uma nova cadeia de su­pri­men­tos, exi­gindo que o parque in­dus­trial e de ser­vi­ços se adapte para atender a de­man­das de alta com­ple­xi­dade tec­no­ló­gica e lo­gís­tica. - **Pe­tro­bras deve retomar per­fu­ra­ção na Margem Equa­to­rial na próxima semana.** O anúncio da data para o retorno das ati­vi­da­des no poço Morpho é o sinal mais con­creto até agora para o Ama­zo­nas se pre­pa­rar como base de su­pri­men­tos e ser­vi­ços para o novo pré-sal bra­si­leiro. [Fonte ↗](https://www.terra.com.br/economia/petrobras-deve-retomar-perfuracao-na-margem-equatorial-na-proxima-semana,961e88845968d9f6bebae7a5f11ba897yshdf0n9.html?ref=jornalopolo.com.br) --- ## INOVAÇÃO E BIOECONOMIA A ino­va­ção é o motor que permite ao PIM trans­cen­der a ma­nu­fa­tura básica para pro­du­tos de alto valor agre­gado. O sucesso de grandes grupos em setores como o far­ma­cêu­tico de­mons­tra que a in­te­gra­ção entre a base in­dus­trial e a pes­quisa tec­no­ló­gica é o caminho para a sus­ten­ta­bi­li­dade eco­nô­mica do modelo ZFM. - **Valor 1000: Grupo EMS espera faturar R$ 13,5 bilhões em 2026 com foco em ino­va­ção.** O sucesso da gigante far­ma­cêu­tica, com forte conexão com o polo químico de Manaus, de­mons­tra o po­ten­cial de cres­ci­mento de itens de alto valor agre­gado pro­du­zi­dos sob o modelo Zona Franca. [Fonte ↗](https://epocanegocios.globo.com/empresas/noticia/2026/09/valor-1000-grupo-ems-espera-faturar-r-135-bilhoes-em-2026-gracas-ao-investimento-em-inovacao-e-no-mercado-de-canetas-emagrecedoras.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) --- ## ECONOMIA DO AMAZONAS O cenário ma­cro­e­co­nô­mico do estado é in­flu­en­ci­ado por debates tri­bu­tá­rios na­ci­o­nais e pela ne­ces­si­dade de tran­si­ção para a In­dús­tria 4.0\. En­quanto setores tra­di­ci­o­nais como o de duas rodas batem re­cor­des de vendas, o ecos­sis­tema local en­frenta o desafio de re­qua­li­fi­car sua mão de obra e adotar tec­no­lo­gias limpas e in­te­li­gen­tes para manter o pro­ta­go­nismo re­gi­o­nal. - **Fieam e Cieam reúnem can­di­da­tos ao Governo do Ama­zo­nas para debater pautas da in­dús­tria.** O ali­nha­mento dos futuros ges­to­res es­ta­du­ais com a defesa da Zona Franca e a redução do Custo Ama­zo­nas é vital para ga­ran­tir es­ta­bi­li­dade po­lí­tica aos in­ves­ti­do­res. [**Leia no O Polo ↗**](https://www.jornalopolo.com.br/fieam-e-cieam-reunem-candidatos-ao-governo-do-am-para-discutir-zona-franca-empregos-competitividade-e-desenvolvimento-sustentavel/) - **Imposto Se­le­tivo: veja quais pro­du­tos podem pagar mais.** O PIM mo­ni­tora com rigor a re­gu­la­men­ta­ção deste imposto, que pode incidir sobre ve­í­cu­los e bebidas fa­bri­ca­dos em Manaus, afe­tando a com­pe­ti­ti­vi­dade na­ci­o­nal desses polos. [Fonte ↗](https://timesbrasil.com.br/empresas-e-negocios/imposto-seletivo-veja-quais-produtos-podem-pagar-mais/?ref=jornalopolo.com.br) - **Bajaj e Royal Enfield batem re­cor­des de em­pla­ca­men­tos no Brasil em agosto.** O de­sem­pe­nho recorde dessas marcas valida o aque­ci­mento da demanda na­ci­o­nal e dita o ritmo de pro­du­ção no Dis­trito In­dus­trial de Manaus. [Fonte ↗](https://motociclismoonline.com.br/noticias/bajaj-royal-enfield-recorde-emplacamentos-agosto-2026/?ref=jornalopolo.com.br) - **Artigo - Quando o rio baixa, o custo (para todos) sobe, de novo!.** Análise técnica sobre como a sa­zo­na­li­dade dos rios impõe um imposto lo­gís­tico in­vi­sí­vel ao Ama­zo­nas, exi­gindo re­vi­sões cons­tan­tes em es­to­ques e modais. [Fonte ↗](https://www.portosenavios.com.br/artigos/artigos-de-opiniao/artigo-quando-o-rio-baixa-o-custo-para-todos-sobe-de-novo?ref=jornalopolo.com.br) - **Bi­o­me­tano pode reduzir em até 75% emis­sões do trans­porte pesado, aponta estudo.** O uso de biogás é uma rota es­tra­té­gica para des­car­bo­ni­zar a lo­gís­tica in­dus­trial e reduzir a de­pen­dên­cia de com­bus­tí­veis fósseis im­por­ta­dos no estado. [Fonte ↗](https://exame.com/esg/biometano-pode-reduzir-em-ate-75-emissoes-do-transporte-pesado-aponta-estudo/?ref=jornalopolo.com.br) - **Inova Ama­zô­nia Summit chega ao Acre com mais de 40 painéis.** A mo­vi­men­ta­ção do ecos­sis­tema de ino­va­ção nos estados vi­zi­nhos desafia o Ama­zo­nas a manter seu pro­ta­go­nismo na atração de star­tups e in­ves­ti­men­tos verdes. [Fonte ↗](https://ac24horas.com/2026/09/08/inova-amazonia-summit-chega-ao-acre-com-mais-de-40-paineis/?ref=jornalopolo.com.br) - **Adoção de IA no Brasil avança, mas falta de ha­bi­li­da­des limita em­pre­sas.** O PIM en­frenta o desafio de re­qua­li­fi­car sua mão de obra técnica para não perder com­pe­ti­ti­vi­dade na tran­si­ção para a In­dús­tria 4.0\. [Fonte ↗](https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/adocao-de-ia-avanca-no-brasil-mas-falta-de-habilidades-limita-empresas?ref=jornalopolo.com.br) - **Val­group amplia escala e con­quista o topo em plás­ti­cos e bor­ra­cha.** Como for­ne­ce­dora crítica de em­ba­la­gens, a efi­ci­ên­cia e escala da Val­group im­pac­tam di­re­ta­mente no custo de insumos e na sus­ten­ta­bi­li­dade da cadeia local. [Fonte ↗](https://valor.globo.com/valor-1000/noticia/2026/09/08/valor-1000-valgroup-amplia-escala-e-conquista-o-topo-em-plasticos-e-borracha.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) --- ## COMÉRCIO E CÂMBIO | In­di­ca­dor | Valor | Va­ri­a­ção | | -------------------- | ------- | ----------- | | PTAX USD/BRL (Venda) | R$ 5,09 | \-0,77% | | USD/BRL (Spot) | R$ 5,09 | \-0,76% | | EUR/BRL (Spot) | R$ 5,93 | \-0,51% | | SELIC | 14,00% | 0,00% | O recuo de 0,76% no dólar spot ontem traz um alívio pontual no custo de im­por­ta­ção de com­po­nen­tes para os polos de ele­tro­e­le­trô­ni­cos e duas rodas de Manaus. Contudo, a ma­nu­ten­ção da taxa Selic em 14% con­ti­nua sendo o prin­ci­pal entrave fi­nan­ceiro, ele­vando o custo de capital de giro ne­ces­sá­rio para o car­re­ga­mento de es­to­ques em uma região onde o tempo de trân­sito lo­gís­tico é se­ve­ra­mente afetado pela crise hídrica. --- ## PRESSÃO NO CUSTO DE ENERGIA O fe­cha­mento de ontem foi marcado por uma forte pressão nos preços in­ter­na­ci­o­nais de com­bus­tí­veis, com o Diesel sal­tando +3,66% e o pe­tró­leo Brent subindo +2,84% para 100,70 dólares o barril. Para o PIM, esse mo­vi­mento reflete-se quase ime­di­a­ta­mente no aumento das tabelas de frete fluvial e ro­do­vi­á­rio. Em con­tra­par­tida, a leve queda de \-0,62% no gás natural oferece uma es­ta­bi­li­dade ne­ces­sá­ria para as uti­li­da­des in­dus­tri­ais tér­mi­cas que sus­ten­tam as linhas de pro­du­ção em Manaus. --- ## MOVIMENTAÇÕES DO SETOR - A Suframa ofi­ci­a­li­zou um acordo para im­ple­men­tar um novo modelo de gestão no Dis­trito Agro­pe­cu­á­rio da Suframa (DAS), bus­cando mo­der­ni­zar a ad­mi­nis­tra­ção e des­tra­var pro­ces­sos de re­gu­la­ri­za­ção na área sob ju­ris­di­ção da au­tar­quia no Ama­zo­nas. - A Avelloz e a DBS fir­ma­ram uma par­ce­ria es­tra­té­gica para a pro­du­ção de 40 mil mo­to­ci­cle­tas, mo­vi­men­ta­ção que deve ampliar o volume de mon­ta­gem e o aden­sa­mento da cadeia de com­po­nen­tes no Polo de Duas Rodas de Manaus. - A Bajaj e a Royal Enfield atin­gi­ram re­cor­des de em­pla­ca­men­tos em agosto, con­so­li­dando o avanço das marcas que operam com linhas de mon­ta­gem pró­prias no Polo In­dus­trial de Manaus e im­pul­si­o­nando a demanda nas fá­bri­cas do setor. --- ## O QUE MUDA PARA O AMAZONAS - **Custo de Insumos:** A queda do dólar para R$ 5,09 abre uma janela de opor­tu­ni­dade para o fe­cha­mento de câmbio na aqui­si­ção de com­po­nen­tes ele­trô­ni­cos e peças im­por­ta­das. - **Pressão no Frete:** A alta ex­pres­siva do diesel (+3,66%) deve se tra­du­zir em novos re­a­jus­tes nas tabelas de frete ro­do­vi­á­rio e fluvial para o es­co­a­mento da pro­du­ção. - **Demanda de Ser­vi­ços:** O retorno das per­fu­ra­ções na Margem Equa­to­rial na próxima semana deve ace­le­rar a demanda por ser­vi­ços por­tu­á­rios e lo­gís­tica de suporte es­pe­ci­a­li­zada em Manaus. - **Nova Matriz Pro­du­tiva:** A mo­der­ni­za­ção do Dis­trito Agro­pe­cu­á­rio da Suframa abre espaço físico e ju­rí­dico para novos in­ves­ti­men­tos em bi­o­e­co­no­mia in­dus­trial fora do pe­rí­me­tro urbano. --- ## FECHAMENTO A eco­no­mia do Ama­zo­nas atra­vessa um momento de tran­si­ção, onde o alívio cambial é con­tra­ba­lan­ce­ado pela pressão nos preços in­ter­na­ci­o­nais de com­bus­tí­veis e pelos per­sis­ten­tes de­sa­fios lo­gís­ti­cos da seca. A re­to­mada das ati­vi­da­des de pe­tró­leo e o cres­ci­mento de novos fa­bri­can­tes de mo­to­ci­cle­tas sus­ten­tam o oti­mismo mo­de­rado no setor pro­du­tivo. A re­si­li­ên­cia do Polo In­dus­trial de Manaus de­pen­derá da agi­li­dade em con­ver­ter as novas di­re­tri­zes po­lí­ti­cas de in­fra­es­tru­tura em me­lho­rias con­cre­tas na na­ve­ga­bi­li­dade e na co­nec­ti­vi­dade ter­res­tre do estado. Bom dia e bons ne­gó­cios. --- O Polo Acom­pa­nhe o Polo In­dus­trial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo In­dus­trial de Manaus, no­tí­cias e aná­li­ses sobre a in­dús­tria, a Zona Franca e a eco­no­mia do Ama­zo­nas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### Super Terminais já soma mais de R$ 70 milhões em investimentos para manter logística do Polo Industrial de Manaus em períodos de seca URL: https://www.jornalopolo.com.br/super-terminais-ja-soma-mais-de-r-70-milhoes-em-investimentos-para-manter-logistica-do-polo-industrial-de-manaus-em-periodos-de-seca/ Last updated: 2026-09-09T01:45:31.000Z Para a indústria de Manaus, a descida dos rios deixou de ser apenas um fenômeno acompanhado no calendário amazônico. Depois de duas secas históricas consecutivas, a vazante passou a entrar cada vez mais cedo no planejamento de fábricas, transportadoras, armadores e terminais responsáveis por manter funcionando uma cadeia que depende do transporte aquaviário para trazer insumos e escoar produtos do Polo Industrial de Manaus (PIM). Foi nesse cenário que o Super Terminais já direcionou mais de R$ 70 milhões para aumentar a resiliência de sua operação diante de eventos climáticos extremos, segundo revelou o diretor-geral da companhia, Marcello Di Gregorio, em entrevista ao portal [O POLO](https://www.jornalopolo.com.br/). O valor envolve medidas adotadas após as experiências de 2023 e 2024, como ampliação de áreas retroportuárias, aquisição de equipamentos e aumento da capacidade e da flexibilidade operacional. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-15.png) Foto: Divulgação Aqui, falar em resiliência hídrica aplicada à logística significa preparar a estrutura para continuar operando mesmo quando o comportamento dos rios altera calados, rotas, prazos e a forma como as cargas chegam ou deixam Manaus. A preocupação ganhou dimensão depois que o Rio Negro atingiu 12,70 metros em 2023, então a menor marca registrada em Manaus, e voltou a quebrar o recorde no ano seguinte, chegando a 12,26 metros em 12 de outubro de 2024, a mínima observada em 122 anos de medições. Em 2024, a resposta do terminal incluiu uma operação emergencial que levou parte de seu píer flutuante de Manaus para Itacoatiara. Quatro módulos formaram uma estrutura de aproximadamente 240 metros para permitir a continuidade da movimentação de cargas durante o período mais crítico da estiagem. A companhia informou à época que a operação envolveu cerca de R$ 15 milhões. Ou seja, com os mais de R$ R$ 70 milhões agora citados por Di Gregorio, é possível dizer que o Super Terminais aumentou em quase 5 vezes os investimentos em resiliência logística. > “Se nós estávamos preparados para enfrentar os desafios da seca anterior, hoje estamos ainda mais preparados do que em 2023 e 2024”, afirmou o diretor-geral durante a entrevista. Para ele, as mudanças realizadas desde então deram ao terminal mais margem para reagir a situações extremas sem depender apenas de soluções emergenciais. A preocupação continua presente em 2026\. No início deste mês, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) informou que a vazante permanecia, naquele momento, dentro da faixa de normalidade na maior parte da Bacia Amazônica, mas apresentou cenários que exigem atenção para os próximos meses. Nesta terça-feira (8), o Rio Negro fechou em 23,02 metros, baixando 1.07 metros em uma semana. Dependendo do ritmo de descida, os modelos admitem níveis bastante baixos no auge da seca; em um dos cenários mais severos, a cota pode ficar abaixo de 13 metros no fim de outubro. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/n--vel-rio-negro-08-09-2026.png) Fonte: Porto de Manaus O próprio Super Terminais voltou ao assunto nos primeiros dias de setembro. A empresa afirmou que ainda não sabe se será necessário repetir em 2026 a transferência de parte do píer para Itacoatiara. A decisão dependerá da evolução da vazante e das condições de navegabilidade, mas a companhia diz manter a estrutura preparada caso a alternativa volte a ser necessária. ### Expansão vai além da preparação para a seca Os R$ 70 milhões voltados à resiliência estão inseridos em um movimento bem maior de modernização do Super Terminais. A companhia trabalha com um ciclo de aproximadamente R$ 400 milhões em investimentos, envolvendo equipamentos, infraestrutura, tecnologia, áreas retroportuárias e projetos de transição energética. Em 2026, diferentes anúncios da empresa passaram a detalhar partes desse pacote. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-12.png) Foto: Divulgação Na entrevista a O POLO, Di Gregorio informou que a frota de equipamentos para movimentação de contêineres cheios passou de nove para 19 unidades, enquanto a destinada aos vazios cresceu de oito para 13\. O número de veículos operacionais utilizados dentro da estrutura também aumentou de cerca de 40 para mais de 60\. Paralelamente, a companhia abriu novas áreas de apoio fora do terminal e reforçou seu centro de controle operacional. Uma das etapas mais visíveis desse ciclo foi a chegada, em julho, de três novos guindastes elétricos da Konecranes, investimento anunciado em R$ 120 milhões. Com os equipamentos, o terminal passou a contar com seis guindastes elétricos. As máquinas têm capacidade para içar até 125 toneladas, alcance de lança de 64 metros e podem atender embarcações com até 19 fileiras de contêineres. Outra frente é a ampliação do píer em 120 metros, dos atuais 600 para 720 metros. A mudança elevará de quatro para seis o número de berços e permitirá o atendimento simultâneo de até seis embarcações. A estimativa divulgada pela companhia é de ganho de aproximadamente 30% na capacidade operacional com a expansão. Também está no plano a implantação de uma usina de gás natural para as operações portuárias, em parceria com a Companhia de Gás do Amazonas (Cigás). O projeto foi anunciado com investimento aproximado de R$ 30 milhões e previsão de fornecimento de energia para dez guindastes elétricos. A estimativa divulgada é de redução de cerca de 17 mil toneladas de CO₂ por ano. ### Mais carga do Polo pressiona capacidade O reforço da estrutura acompanha um terminal que já vem recebendo mais carga. Em 2025, o Super Terminais movimentou 300.723 TEUs, 13% acima do ano anterior, segundo dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Em peso, o volume passou de 1,8 milhão para 2,4 milhões de toneladas, crescimento de 33,3%. Di Gregorio contou a O POLO que a demanda não está concentrada em um único segmento. O terminal percebe aumento principalmente em cargas ligadas aos setores de eletroeletrônicos, duas rodas, bens de consumo, embalagens, polímeros, produtos químicos e componentes industriais. Também ganharam espaço as chamadas cargas de projeto, máquinas, estruturas e equipamentos destinados à implantação ou ampliação de fábricas. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-13.png) Foto: Divulgação Esse movimento muda também o tipo de serviço procurado pelas indústrias. Segundo o executivo, a demanda já não se resume a receber o contêiner no porto. As empresas passaram a cobrar mais integração entre terminal, armazenagem e transporte, além de informação operacional em tempo real e maior previsibilidade. > “Mais do que um aumento de volume, estamos observando uma demanda por soluções logísticas completas. O cliente não busca apenas uma estrutura para receber a carga; ele quer agilidade, segurança, informação em tempo real e integração entre porto, armazenagem e transporte”, disse Di Gregorio. Segundo ele, considerando a área alfandegada e as novas retroáreas colocadas em operação, o Super Terminais aumentou em mais de 50% a capacidade de recebimento e armazenagem de contêineres. A expansão inclui áreas desenvolvidas mais próximas de pontos estratégicos do PIM e do eixo da avenida Torquato Tapajós, numa tentativa de distribuir melhor os fluxos fora da área principal do porto. ### Inteligência artificial começa a entrar na operação A expansão física não é a única frente em andamento. Uma parte menos visível da transformação ocorre nos sistemas do terminal. Desde julho de 2024, o Super Terminais mantém o River Port Hub, plataforma que concentra informações operacionais e permite a clientes, despachantes e parceiros consultar e acompanhar processos logísticos em ambiente digital. Agora, a empresa tenta levar inteligência artificial para dentro dessas rotinas. Di Gregorio revelou que o terminal trabalha com ferramentas para monitoramento de métricas, emissão de alertas e identificação de riscos operacionais e desenvolveu um assistente capaz de interpretar comandos em linguagem natural. > “A gente implantou um assistente inteligente no nosso sistema, que vai permitir consultar informações operacionais e executar ações, como agendamentos, por meio de comandos em linguagem natural. E estamos lançando um assistente virtual em 3D, capaz de interagir por voz, compreender perguntas e reconhecer pessoas e objetos”, contou. O assistente 3D está instalado no prédio do Uaká, nome também utilizado pelo mascote da companhia. Segundo Di Gregorio, os projetos vêm sendo desenvolvidos *in-house*, pela própria equipe de tecnologia da informação do Super Terminais, em um trabalho iniciado em 2025\. A estratégia é automatizar tarefas repetitivas sem limitar a tecnologia a uma ferramenta voltada apenas ao atendimento ao cliente. ### Novos serviços e armadores estão em negociação Outra frente tratada na entrevista envolve a conectividade de Manaus com outras rotas. Di Gregorio confirmou que o Super Terminais mantém conversas para novos serviços, aumento de frequências e maior oferta de navios, embora tenha evitado antecipar nomes de armadores ou possíveis rotas por causa das negociações comerciais em andamento. Segundo ele, o objetivo é aumentar as alternativas disponíveis às empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus e reduzir a dependência de poucas opções logísticas. As tratativas, porém, ainda envolvem análises operacionais e comerciais e cláusulas de confidencialidade, o que impede a divulgação de parceiros antes de eventuais acordos serem concluídos. ### Super Terminais defende hidrovias navegáveis o ano inteiro Para Di Gregorio, investimentos dentro dos portões do terminal resolvem apenas uma parte do problema. Quando questionado sobre a principal medida para tornar a logística amazônica mais competitiva, ele colocou a navegabilidade dos rios durante os 365 dias do ano no topo das prioridades. A posição ganhou atualidade depois da entrevista. Em 18 de agosto, a Antaq iniciou o ciclo de reuniões participativas para discutir a modelagem da futura Hidrovia Verde, projeto de concessão envolvendo um corredor de 1.602 quilômetros entre Manaus e a Barra Norte, na foz do Rio Amazonas. A proposta ainda está em fase de estudos e participação social. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-14.png) Foto: Divulgação > “Defendemos o avanço do projeto de concessão dos serviços hidroviários da Amazônia. Não é privatização, é uma concessão de serviços. A melhoria da infraestrutura fluvial, com investimentos permanentes em dragagem e manutenção, é fundamental para reduzir os custos logísticos e aumentar a competitividade do Polo Industrial de Manaus”, afirmou. O executivo também apontou custos elevados, burocracia e baixa previsibilidade entre os gargalos da logística regional. Na avaliação dele, a dependência de Manaus da navegação faz com que qualquer alteração relevante em rotas ou prazos atravesse rapidamente a cadeia industrial, o que exige não apenas dragagem, mas digitalização e simplificação de processos. ### Itacoatiara vira uma nova frente de negócios Enquanto mantém Itacoatiara como alternativa de contingência em períodos de seca extrema, o Super Terminais também passou a enxergar o município como uma frente permanente de expansão. A empresa estruturou no Rio Amazonas um novo terminal privado para transbordo de granéis, voltado principalmente ao fluxo de grãos e fertilizantes. Batizado de Super Porto Verde, o sistema tem um píer flutuante de 240 metros de comprimento por 18 metros de largura e três guindastes elétricos. Segundo informações divulgadas pela empresa, os equipamentos podem movimentar conjuntamente até 2.100 toneladas por hora, e a expectativa é de um fluxo entre 100 mil e 200 mil toneladas mensais quando a estrutura estiver em operação. O empreendimento é associado pela companhia a investimentos da ordem de R$ 250 milhões. Do ponto de vista regulatório, a Antaq já autorizou o início da operação integral do Super Terminais Itacoatiara para movimentação de granéis sólidos. O ato ressalva, entretanto, que a liberação da agência não substitui licenças e autorizações exigidas por outros órgãos. Durante julho e agosto, a companhia ainda descrevia a estrutura como em fase final de preparação operacional. As duas operações em Itacoatiara têm funções diferentes. Uma é a alternativa já testada para manter o fluxo de contêineres do PIM quando a seca prejudica a chegada de embarcações a Manaus. A outra é um novo negócio voltado a granéis, que insere o grupo de forma mais direta no corredor do Arco Norte. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-16.png) Foto: Divulgação Resumo redes: O valor envolve medidas adotadas após as experiências de 2023 e 2024, como ampliação de áreas retroportuárias, aquisição de equipamentos e aumento da capacidade e da flexibilidade operacional. ### Suframa assina memorando, em Brasília, para novo modelo de gestão do Distrito Agropecuário URL: https://www.jornalopolo.com.br/suframa-assina-memorando-em-brasilia-para-novo-modelo-de-gestao-do-distrito-agropecuario/ Last updated: 2026-09-08T21:15:09.000Z A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) assinou nesta terça-feira (8), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), memorando de entendimento com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para a construção de uma nova proposta de gestão do Distrito Agropecuário da Suframa (DAS). A assinatura ocorreu durante cerimônia em alusão ao Dia da Amazônia, no Palácio do Planalto, que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e teve como pauta a demarcação de Unidades de Conservação. O memorando estabelece as bases para a construção de um modelo de gestão voltado à integração entre produção, conservação ambiental e desenvolvimento de atividades econômicas sustentáveis no território do DAS. A iniciativa envolve a atuação conjunta da Suframa, do MMA e do MDIC. Segundo o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a iniciativa representa uma mudança na forma de gestão ambiental e produtiva da área. > “É a inauguração de um novo modelo de gestão e de construção ambiental para o Distrito Agropecuário da Suframa, com uma parceria que busca ampliar a produção sustentável e apoiar negócios baseados na floresta, disse. Para o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, o memorando abre caminho para uma nova etapa de desenvolvimento do Distrito Agropecuário, conciliando produção, conhecimento, inovação e sustentabilidade. > “Queremos construir um Distrito Agropecuário mais produtivo, sustentável e inovador, capaz de gerar oportunidades e agregar valor às potencialidades da nossa região. Esse novo modelo amplia as possibilidades de atuação no DAS, com espaço para o fortalecimento da agricultura familiar, a retomada da pesquisa, desenvolvimento e inovação, o estímulo às cadeias produtivas e a novas atividades econômicas sustentáveis. É uma visão de futuro que integra produção, conhecimento e conservação ambiental”, destacou Montenegro. O DAS possui cerca de 589 mil hectares e está inserido na área de atuação da Zona Franca de Manaus. A área tem sido objeto de iniciativas da Suframa voltadas à regularização fundiária, à atividade agropecuária e à organização das cadeias produtivas. A Autarquia também vem tratando da integração entre produção agrícola, pesquisa e processamento agroindustrial como parte das ações de fortalecimento do Distrito. Resumo redes: Entendimento estabelece bases para a construção de um modelo de gestão voltado à integração entre produção, conservação ambiental e desenvolvimento de atividades econômicas sustentáveis no território do DAS, que possui cerca de 589 mil hectares e está inserido na área de atuação da ZFM. Iniciativa envolve a atuação conjunta da Suframa, do MMA e do MDIC. ### Amazonas ganha 4 reservas em região da BR-319 e recebe R$ 240 milhões em concessões URL: https://www.jornalopolo.com.br/amazonas-ganha-4-reservas-em-regiao-da-br-319-e-recebe-r-240-milhoes-em-concessoes/ Last updated: 2026-09-08T20:42:27.000Z O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou nesta terça-feira (8), no Salão Oeste do Palácio do Planalto, decretos que criam quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável no Amazonas e ampliam o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí, somando cerca de 676 mil hectares. A cerimônia, com a presença do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, marcou o Dia da Amazônia, que é celebrado em 5 de setembro. Na ocasião, ainda houve a assinatura de contratos de concessão florestal, o início da ativação de seis núcleos de sociobioeconomia e anúncios do BNDES para conservação, restauração ecológica e desenvolvimento sustentável na Amazônia. Os contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional de Humaitá, no Amazonas, abrangem 162,7 mil hectares e preveem R$ 240 milhões em investimentos, concluindo a concessão das três unidades da Flona. O BNDES anunciou R$ 235,8 milhões do Fundo Clima, do Fundo Amazônia e da iniciativa Floresta Viva para restauração ecológica e gestão territorial. Contratos entre a Fundação Amazônia Sustentável e seis redes territoriais dão início à ativação dos seis primeiros Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia, com R$ 70,2 milhões do governo alemão, geridos pelo KfW. ### Unidades de Conservação Os decretos assinados pelo presidente criam quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) na região de influência da BR-319, no sul do Amazonas, com cerca de 669 mil hectares. As reservas protegem a biodiversidade e os modos de vida agroextrativistas das populações locais, em categoria de unidade de conservação que admite o uso sustentável dos recursos pelos moradores. As quatro RDS criadas na área da BR-319 são: - RDS Tupana Igapó-Açu I (Borba, AM), 114.076 hectares - RDS Tupana Igapó-Açu II (Beruri e Tapauá, AM), 422.100 hectares - RDS Canaã (Careiro e Autazes, AM), 109.607 hectares - RDS Mirari (Humaitá, AM), 22.775 hectares, com foco na proteção de ambientes florestais e aquáticos No Piauí, outro decreto amplia em 7.192 hectares o Parque Nacional de Sete Cidades, em Brasileira e Piracuruca, que passa a ter 13.502 hectares. A ampliação protege ecótonos e espécies ameaçadas, e favorece o turismo no parque. ### Concessão Florestal Também foram assinados, pelo Serviço Florestal Brasileiro, os contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal (UMFs) II e III da Floresta Nacional de Humaitá, no Amazonas, com prazo de 40 anos. Os contratos abrangem 162,7 mil hectares e concluem a concessão das três UMFs da Flona de Humaitá, que totalizam 200,9 mil hectares sob manejo sustentável. Os dois novos contratos preveem R$ 240 milhões em investimentos ao longo da vigência, produção legal de 2,54 milhões de metros cúbicos de madeira em 30 anos, geração de 339 empregos diretos e 678 indiretos, além de recursos para projetos socioambientais nas comunidades do entorno. Com os novos contratos, o Brasil passa a contar com 29 contratos federais de concessão florestal, totalizando 1,75 milhão de hectares sob manejo sustentável. ### BNDES O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ainda anunciou, na mesma cerimônia, três iniciativas. O Fundo Clima financiará, com R$ 180 milhões, a restauração ecológica de mais de 10 mil hectares na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará. O Fundo Amazônia destinará R$ 50,5 milhões em recursos não reembolsáveis ao projeto Naturezas Quilombolas, para apoio à gestão territorial e ambiental de comunidades quilombolas na Amazônia Legal, com previsão de elaboração e implementação de planos de gestão em mais de 16 territórios. O projeto, com prazo de 60 meses, será executado pela Fundação Guamá, escolhida em seleção pública, e destinará R$ 33 milhões a chamadas públicas de projetos. O BNDES também divulgou o resultado de edital da iniciativa Floresta Viva, com R$ 5,3 milhões para três projetos de restauração e fortalecimento na Bacia do Rio Xingu, em Mato Grosso. ### Sociobioeconomia A cerimônia marcou também o início da ativação dos seis primeiros Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia (NDS), com a assinatura dos contratos de cooperação financeira entre a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), implementadora do projeto, e as seis redes territoriais selecionadas em edital. Os núcleos são arranjos de governança que reúnem organizações locais, negócios comunitários e instituições públicas, e constituem o principal instrumento do Prospera Sociobio, programa instituído pelo MMA em novembro de 2025 para fomentar negócios da sociobioeconomia no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento da Sociobioeconomia (PNDBio). O aporte é de R$ 70,2 milhões – R$ 11,7 milhões por núcleo –, com recursos do governo alemão no âmbito da cooperação entre Brasil e Alemanha, geridos pelo banco alemão de desenvolvimento KfW, e prazo de implementação de 48 meses. Os núcleos ficam em: Altamira, Portel e Salgado-Bragantino (PA), Juruá-Tefé (AM), Macapá (AP), Rio Branco e Brasiléia (AC);sob coordenação, respectivamente, da Associação dos Moradores da Reserva Extrativista do Iriri (Amoreri), do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), do Instituto Peabiru, do Instituto Juruá, do Instituto Mapinguari e da SOS Amazônia. ### Participantes da agenda presidencial: – Geraldo Alckmin, vice-presidente da República Ministros de Estado: – George Santoro, dos Transportes – Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços – Alexandre Silveira, de Minas e Energia – Frederico de Siqueira Filho, das Comunicações – Luciana Santos, da Ciência, Tecnologia e Inovação – João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima – Paulo Henrique Cordeiro, do Esporte – Waldez Góes, de Integração e do Desenvolvimento Regional – Fernanda Machiaveli, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar – Lázaro Medeiros Viana da Costa, do Ministério da Pesca e Aquicultura substituto – Rachel Barros, da Igualdade Racial – Eloy Terena, dos Povos Indígenas – Marcos Antonio Amaro, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República ### Demais participantes – Tereza Campello, diretora socioambiental do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – Serafim Corrêa, vice-governador do Amazonas – Leopoldo Augusto Melo Montenegro Júnior, superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) – André Guimarães, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia Resumo redes: As quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável são: Tupana Igapó-Açu I (Borba), Tupana Igapó-Açu II (Beruri e Tapauá), Canaã (Careiro e Autazes) e Mirari (Humaitá). ### Expansão do uso de drones exige incentivo à indústria, dizem debatedores URL: https://www.jornalopolo.com.br/expansao-do-uso-de-drones-exige-incentivo-a-industria-dizem-debatedores/ Last updated: 2026-09-08T20:19:27.000Z O Brasil tem 177 mil drones cadastrados na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com cerca de 10 mil novos registros por mês. Usados em atividades diversas, como agronegócio, saúde pública, segurança pública, manutenção urbana e defesa nacional, os equipamentos têm ampliado sua presença no país. A expansão do mercado, no entanto, envolve desafios regulatórios, tecnológicos e de desenvolvimento da indústria, além de exigir a articulação entre governo e setor produtivo. As informações foram apresentadas nesta terça-feira (8) durante audiência pública promovida pela Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) para discutir a viabilidade de um programa nacional de drones. Participaram representantes da Força Aérea Brasileira, do Ministério de Portos e Aeroportos, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e de empresas do setor. ### **Marco legal** Autor do requerimento ([REQ 87/2026 - CCT](https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/175389?ref=jornalopolo.com.br)) para a audiência, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) afirmou que a CCT deverá realizar outros dois debates sobre o tema. Segundo ele, a intenção é reunir as diferentes demandas do setor para elaborar um marco legal que contribua para o desenvolvimento das atividades com drones. O senador também defendeu a criação de uma frente parlamentar para apoiar o setor. > "O meu interesse aqui é criar um marco legal dos drones, alguma coisa do tipo que consiga congregar todas as dificuldades existentes em termos de legislação e orientar a regulação também para ela poder trabalhar baseado em lei, e ajudar o desenvolvimento do setor, a operação do setor, tirar os entraves, e que a gente consiga desenvolver o país" afirmou. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-11.png) Audiência pública na CCT foi presidida por Astronauta Marcos Pontes | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado ### **Obstáculos** Representante da Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos, Júlia Lopes da Silva Nascimento disse que, embora o ambiente regulatório esteja em constante evolução, há obstáculos estruturais ao desenvolvimento do mercado. Júlia Nascimento citou a alta carga tributária; a falta de incentivos para a cadeia produtiva nacional; a escassez de mão de obra especializada; o baixo fomento à pesquisa; o acesso limitado a financiamento e crédito e a ausência de uma estratégia nacional para a indústria, os operadores e o mercado. Ao propor diretrizes para um Programa Nacional de Drones, o presidente da ABDrone, Pedro Curcio Júnior, defendeu políticas públicas para estimular a indústria brasileira, incluindo redução de impostos sobre equipamentos e componentes, apoio a pequenos empreendedores e ampliação dos recursos para pesquisa e desenvolvimento. Curcio Júnior ressaltou ainda a necessidade de integração entre Anac, Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Deea), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e outros órgãos envolvidos. Segundo ele, a articulação entre governo e setor produtivo é necessária para acompanhar o crescimento do mercado e ampliar as operações. ### **Soberania e indústria nacional** O major-brigadeiro-do-ar Frederico Casarino afirmou que o desenvolvimento de drones nacionais é estratégico para a soberania brasileira nos campos da defesa e da tecnologia. Ao apresentar capacidades e projetos atuais da Força Aérea Brasileira, ele defendeu a redução da dependência de tecnologias estrangeiras por meio do fortalecimento da indústria nacional e do desenvolvimento de sistemas próprios. > "O melhor parceiro do Brasil é o próprio Brasil", afirmou. O CEO da SkyDrones, Ulf Bogdawa, também defendeu o fortalecimento da indústria brasileira. Ele apontou desafios relacionados à segurança de dados, à entrada irregular de equipamentos importados e ao acesso de pequenas empresas a programas de inovação e financiamento. Bogdawa defendeu ainda políticas de incentivo à inovação, à formação de engenheiros e ao desenvolvimento de tecnologias nacionais. ### **Segurança operacional** Diretor substituto da Anac, Cláudio Beschizza Ianelli mencionou mudanças recentes na regulamentação dos drones. Segundo ele, a adoção de uma metodologia de análise de risco permite maior flexibilidade nas operações, sem reduzir os requisitos de segurança. Ele também destacou a necessidade de integração entre órgãos públicos, setor produtivo e áreas técnicas para acompanhar a expansão das operações e aprimorar a segurança. O CEO e cofundador da Speedbird Aero, Manoel Coelho, afirmou que o Brasil tem condições técnicas e regulatórias para ampliar o uso de drones, mas precisa avançar na coordenação entre os órgãos envolvidos e na integração dos sistemas de controle do espaço aéreo. Ele defendeu mecanismos de identificação e comunicação entre drones e aeronaves tripuladas para ampliar as operações com segurança, especialmente em áreas de grande circulação aérea. > "Se focarmos em dar capacidade às nossas empresas a operarem com escala, operarem com segurança, nós vamos com certeza diferenciá-los dos outros que não querem fazer o mesmo", declarou. Resumo redes: Segundo a Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos, entre os obstáculos estruturais ao desenvolvimento do mercado, estão alta carga tributária, falta de incentivos para a cadeia produtiva nacional, escassez de mão de obra especializada, baixo fomento à pesquisa, acesso limitado a financiamento e crédito e ausência de uma estratégia nacional para indústria, operadores e mercado. ### Senado aprova projeto que destina recursos de inovação ao interior da Amazônia URL: https://www.jornalopolo.com.br/senado-aprova-projeto-que-destina-recursos-de-inovacao-ao-interior-da-amazonia/ Last updated: 2026-09-08T20:03:42.000Z Recursos que hoje fazem parte das contrapartidas de empresas beneficiadas por incentivos fiscais e financeiros poderão ganhar um novo destino na Amazônia. A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática do Senado aprovou o PL 4.874/2026, que prevê a destinação de pelo menos 15% de parcelas específicas dos investimentos obrigatórios em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para instituições públicas de ensino ou pesquisa localizadas fora da Região Metropolitana de Manaus. A medida alcança instituições do Amapá, Acre, Rondônia, Roraima e também do interior do Amazonas e tem como principal objetivo descentralizar os investimentos em ciência, tecnologia e inovação dentro da região. O projeto, de autoria do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), altera duas legislações que tratam dos incentivos concedidos ao setor de tecnologia: a Lei de Informática e a Lei de Informática da Zona Franca de Manaus, ambas de 1991. Pelas regras atuais, empresas beneficiadas pelos incentivos precisam aplicar anualmente pelo menos 5% do faturamento líquido obtido no mercado interno com a comercialização de bens do setor de tecnologias da informação e comunicação em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. O projeto não aumenta esse percentual mínimo de 5%. A proposta é redistribuir parte dos recursos que já integram essa obrigação para instituições públicas localizadas em Estados da região e fora da área metropolitana de Manaus. Na avaliação de Alcolumbre, a mudança busca fazer com que os investimentos em inovação alcancem outras áreas da Amazônia. Segundo o senador, a proposta pretende promover a interiorização dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação e dar segurança jurídica a essa política ao estabelecer em lei uma parcela dos recursos que deverá chegar a instituições públicas situadas fora da Região Metropolitana de Manaus. O relator da proposta na comissão, senador Flávio Arns (PSB-PR), também destacou que o projeto não cria novos incentivos para as empresas. Para ele, a mudança está na forma como uma parte das contrapartidas privadas será distribuída pelo território. > “Não se trata de ampliar benefícios fiscais e creditícios já previstos em lei, mas apenas de reconfigurar a distribuição geográfica de suas contrapartidas privadas, visando a atender regiões ainda desassistidas, em consonância com o princípio constitucional de redução das desigualdades regionais”, declarou Arns. ### Como será a divisão A proposta estabelece regras diferentes para as duas legislações. Na Lei de Informática, os 15% serão calculados sobre uma parcela equivalente a 16% do investimento mínimo de 5% que as empresas devem realizar em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Já na legislação específica da Zona Franca de Manaus, a mesma proporção de 15% será aplicada sobre uma parcela equivalente a 26% do investimento mínimo de 5%. Atualmente, essa parcela é destinada a beneficiários sediados na Amazônia Ocidental ou no Amapá. Com a mudança, parte desses recursos passaria a ter destinação obrigatória para instituições públicas de ensino ou pesquisa dos cinco Estados abrangidos pelo projeto, desde que estejam fora da Região Metropolitana de Manaus. A proposta segue agora para análise da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR). A matéria tramita em decisão terminativa, o que significa que, se aprovada na comissão dentro das regras previstas para esse tipo de tramitação e sem recurso ao plenário, poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados. Resumo redes: A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática do Senado aprovou o PL 4.874/2026, que prevê a destinação de pelo menos 15% de parcelas específicas dos investimentos obrigatórios em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para instituições públicas de ensino ou pesquisa localizadas fora da Região Metropolitana de Manaus. A proposta segue agora para análise da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR). ### Fieam e Cieam reúnem candidatos ao governo do AM para discutir Zona Franca, empregos, competitividade e desenvolvimento sustentável URL: https://www.jornalopolo.com.br/fieam-e-cieam-reunem-candidatos-ao-governo-do-am-para-discutir-zona-franca-empregos-competitividade-e-desenvolvimento-sustentavel/ Last updated: 2026-09-08T19:47:38.000Z A indústria amazonense vai colocar os candidatos ao Governo do Amazonas frente a frente para discutir os rumos do setor nas eleições de 2026\. O encontro “A Indústria na Agenda dos Candidatos ao Governo do Estado do Amazonas” será realizado no dia 14, a partir das 9h, pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e pelo Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). A programação será realizada no Auditório Gilberto Mendes de Azevedo, na avenida Joaquim Nabuco, nº 1919, no Centro de Manaus. A proposta é abrir espaço para que os candidatos apresentem suas ideias e assumam compromissos sobre temas que impactam diretamente o setor produtivo e a economia do Estado. Entre os assuntos que estarão no centro das discussões estão o futuro da Zona Franca de Manaus (ZFM), a competitividade da indústria, a geração de empregos e o desenvolvimento sustentável. A iniciativa coloca a atividade industrial no debate eleitoral em um momento em que decisões de governo podem influenciar investimentos, produção e oportunidades de trabalho no Amazonas. Ao todo, sete candidatos disputam o Governo do Amazonas nas eleições de 2026, segundo as informações divulgadas para o encontro: Roberto Cidade (União), Cabo Daciolo (Mobiliza), David Almeida (Avante), Gilberto Vasconcelos (PSTU), Isael Munduruku (Rede) e Professora Maria do Carmo (PL). Resumo redes: Encontro “A Indústria na Agenda dos Candidatos ao Governo do Estado do Amazonas” será realizado no próximo dia 14, a partir das 9h, no Auditório Gilberto Mendes de Azevedo, na sede da Fieam. ### MDIC coloca em consulta dois PPBs para produtos da área da saúde na Zona Franca URL: https://www.jornalopolo.com.br/mdic-coloca-em-consulta-dois-ppbs-para-produtos-da-area-da-saude-na-zona-franca/ Last updated: 2026-09-08T19:34:34.000Z O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) colocou em consulta pública, em 1º de setembro, duas propostas de alteração ou criação de Processos Produtivos Básicos (PPBs) para produtos da área da saúde que têm relação com a Zona Franca de Manaus (ZFM). Uma delas trata do cateter descartável de plástico, produto que já possui PPB e terá suas regras de fabricação alteradas. A outra propõe pela primeira vez um PPB para acelerador linear clínico, equipamento utilizado em tratamentos médicos. No caso do cateter descartável de plástico, a proposta é bastante direta em relação à Zona Franca. O documento (CP 28) estabelece que o produto industrializado em Manaus deverá passar por oito etapas de produção: injeção das peças plásticas, montagem das partes, gravação do papel cirúrgico usado na selagem, coextrusão do filme blister, embalagem, selagem, esterilização e testes físicos e microbiológicos. O texto determina que todas essas etapas sejam realizadas dentro da ZFM. A proposta também permite que determinadas atividades sejam feitas por terceiros, desde que a operação continue ocorrendo na própria Zona Franca e respeite as regras do PPB. Há, porém, uma exceção: uma das etapas não poderá ser terceirizada. O documento não especifica, no trecho apresentado, qual das oito operações ficará obrigatoriamente sob responsabilidade direta da fabricante. Já o segundo documento (CP 29) cria as regras para a fabricação nacional de aceleradores lineares clínicos, equipamentos de alta complexidade que reúnem sistemas de geração de radiação, imagem, controle e segurança. A proposta prevê 21 etapas produtivas e estabelece que a empresa deverá alcançar pelo menos 674 pontos por ano, dentro de um processo que soma 1.133 pontos possíveis. Quanto mais etapas produtivas realizadas, maior a pontuação obtida pela fabricante. Entre as atividades previstas estão o desenvolvimento do projeto no país, investimentos adicionais em pesquisa, desenvolvimento e inovação, criação ou adaptação de softwares e firmware e a fabricação e montagem de diferentes placas de circuito impresso. Também entram no processo a fabricação de bobinas e o enrolamento do transformador de alta tensão, a montagem do gerador de alta tensão, o ajuste e a calibração do sistema de movimentação do equipamento, a integração final do acelerador e os testes elétricos e funcionais. A pontuação mostra o peso dado pelo novo PPB às etapas de maior conteúdo tecnológico. A montagem eletroeletrônica do gerador de alta tensão do sistema de tomografia por feixe cônico, por exemplo, vale 128 pontos. Já algumas etapas de fabricação de placas de circuito impresso chegam a 108 pontos. A proposta também prevê 65 pontos para a integração final do acelerador e outros 55 para os testes elétricos e funcionais finais. Embora a proposta do acelerador linear clínico esteja apresentada na versão da Lei de Informática, o próprio documento faz uma observação importante: as regras também serão válidas para a versão da Zona Franca de Manaus. Isso significa que o novo PPB poderá servir de referência para a fabricação desse tipo de equipamento dentro do modelo industrial da ZFM. O documento, porém, não anuncia a instalação de uma fábrica, investimento ou produção de aceleradores lineares em Manaus. As duas consultas públicas dão prazo de 15 dias, a partir da publicação no Diário Oficial da União, para o envio de manifestações. As contribuições devem ser encaminhadas aos canais indicados pelo ministério, incluindo o endereço da Coordenação-Geral de Processos Produtivos Básicos da Suframa. Confira os documentos na íntegra: [CP Nº 28 - SEI, 1 DE SETEMBRO DE 2026](https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/sdic/processo-produtivo-basico-ppb/consultas-publicas-de-ppb-1/arquivos/2026/cp28.pdf?ref=jornalopolo.com.br) [CP Nº 29 - SEI, 1 DE SETEMBRO DE 2026](https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/sdic/processo-produtivo-basico-ppb/consultas-publicas-de-ppb-1/arquivos/2026/cp29.pdf?ref=jornalopolo.com.br) Resumo redes: Uma delas trata do cateter descartável de plástico, produto que já possui PPB e poderá ter suas regras de fabricação alteradas. A outra propõe pela primeira vez um PPB para acelerador linear clínico, equipamento utilizado em tratamentos médicos. ### Reforma Tributária muda a operação dos supermercados e exige preparação além do fiscal URL: https://www.jornalopolo.com.br/reforma-tributaria-muda-a-operacao-dos-supermercados-e-exige-preparacao-alem-do-fiscal/ Last updated: 2026-09-08T19:02:35.000Z A perda média dos supermercados brasileiros ficou em 1,82% do faturamento em 2025, segundo a Pesquisa de Eficiência Operacional 2026 da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Em um setor que trabalha com milhares de produtos, alto giro e margens controladas, a Reforma Tributária do Consumo acrescenta uma nova camada à gestão. A mudança não ficará restrita ao departamento fiscal. Preço, compras, estoque, tecnologia, fornecedores, crédito tributário e planejamento financeiro também entram nessa conta. Para Vanderlei Goulart, contador e diretor-presidente da Meta Assessoria Empresarial, empresa especializada em soluções contábeis e fiscais para o varejo supermercadista, a preparação precisa acompanhar a realidade de cada operação. > “O supermercadista já administra um negócio complexo todos os dias. A reforma não precisa ser tratada como uma mudança que acontece de uma vez. É possível organizar por etapas, começar pelo que mais pesa no resultado e avançar com informação”, afirma. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Vanderlei-Goulart--contador-e-diretor-presidente-da-Meta-Assessoria-Empresarial-Reforma-Tribut--ria-muda-a-opera----o-dos-supermercados-e-exige-prepara----o-al--m-do-fiscal.jpg) Vanderlei Goulart, contador e diretor-presidente da Meta Assessoria Empresarial | Foto: Divulgação Em 2026, primeiro ano de testes do IBS e da CBS, as empresas já começaram a adaptar documentos fiscais e sistemas. A transição seguirá gradualmente até 2033, o que significa que os supermercados terão de conviver durante alguns anos com mudanças em regras, tributos e processos. O desafio será entender como cada alteração afeta a operação antes de ela aparecer no preço final. ### Preço e margem entram na revisão Um dos primeiros pontos está na formação de preços. Como os produtos poderão ter tratamentos tributários distintos, aplicar um mesmo percentual de ajuste sobre toda a loja tende a ser insuficiente. A análise deverá considerar custo da mercadoria, tributação, possibilidade de crédito e margem efetiva por categoria. > “Não basta olhar quanto o produto custa na compra e quanto é vendido. O supermercado precisa saber quanto aquela venda realmente deixa de resultado depois de considerados todos os componentes da operação. Isso ajuda a evitar tanto uma perda de margem quanto um reajuste desnecessário para o consumidor”, explica Goulart. Essa revisão passa diretamente pelos cadastros fiscais. NCM, classificação tributária, descrição das mercadorias e regras aplicáveis precisam estar corretas e atualizadas. No varejo alimentar, esse trabalho ganha importância porque nem todos os produtos terão o mesmo tratamento. A legislação prevê alíquota zero de IBS e CBS para itens da Cesta Básica Nacional de Alimentos e redução de 60% para determinados alimentos destinados ao consumo humano, conforme as classificações estabelecidas. Para operações com milhares de SKUs, a recomendação é priorizar. Produtos de maior giro, categorias que concentram faturamento e mercadorias com tratamento tributário específico podem ser revisados primeiro. > “Tentar conferir todo o cadastro ao mesmo tempo pode tornar o processo difícil de administrar. A empresa ganha eficiência quando identifica o que é mais relevante para o resultado e estabelece uma sequência de trabalho”, diz o especialista. ### Créditos e fornecedores mudam a lógica das compras Os créditos tributários são outra parte importante dessa equação. Com a não cumulatividade de IBS e CBS, as aquisições passam a ter reflexo direto sobre os créditos que poderão ser utilizados pela empresa, dentro das regras previstas na legislação. Na prática, isso amplia a análise realizada na hora de comprar. Preço, prazo e desconto continuam importantes, mas deixam de contar toda a história. A documentação fiscal, o enquadramento da operação e seus efeitos sobre os créditos também podem interferir no custo final. > “É um movimento que aproxima ainda mais compras e fiscal. Não significa transformar cada negociação em uma discussão tributária, mas entender que duas propostas comerciais semelhantes podem produzir resultados diferentes quando todo o efeito da operação é considerado”, afirma Goulart. A relação com os fornecedores também merece revisão. Bonificações, descontos, verbas comerciais, condições de pagamento e contratos precisam ser avaliados à luz das novas regras. Fornecedores estratégicos ou responsáveis por categorias relevantes podem ser priorizados nessa análise, permitindo ao supermercado identificar antecipadamente possíveis impactos sobre custo, crédito e margem. ### Sistemas e áreas precisam trabalhar juntos Outro ponto central é a tecnologia. A adequação não termina na atualização do sistema emissor de notas fiscais. ERP, frente de caixa, estoque, compras, fiscal e financeiro precisam trabalhar com informações compatíveis. Se um produto recebe uma classificação no cadastro fiscal e outra na frente de caixa, por exemplo, o problema pode percorrer toda a operação. Por isso, além da atualização tecnológica, será necessário testar processos reais. Vendas, devoluções, cancelamentos, entrada de mercadorias, transferências e outras rotinas precisam ser verificadas para confirmar se as informações chegam corretamente de uma área à outra. > “O fornecedor de software tem um papel importante, mas a empresa também precisa testar a própria operação. A reforma pode inclusive ajudar a identificar cadastros desatualizados, processos manuais ou informações que hoje não estão integradas”, afirma o consultor. Essa integração entre áreas será uma das principais mudanças de gestão durante a transição. O fiscal acompanha a legislação, compras negocia com fornecedores, o financeiro administra caixa e pagamentos, a tecnologia mantém os sistemas e a direção acompanha a rentabilidade. Nenhuma dessas áreas, isoladamente, consegue enxergar todo o impacto da reforma. Uma alternativa é estabelecer uma rotina interna de acompanhamento, com responsáveis definidos para cadastro, preços, fornecedores, créditos e sistemas. Entre as decisões que já podem ser tomadas estão mapear as categorias de maior peso no faturamento, revisar os cadastros prioritários, simular margens, testar sistemas e identificar fornecedores que exigem análise mais detalhada. > “A principal vantagem de começar agora é poder corrigir aos poucos. Quanto mais cedo gestão, fiscal, compras, financeiro e tecnologia trabalharem com as mesmas informações, maior será a capacidade do supermercado de atravessar a transição sem perder de vista aquilo que sustenta o negócio: preço competitivo, margem e eficiência operacional”, conclui Goulart. ### Calor e El Niño podem ajudar indústria de ar-condicionado do PIM a recuperar produção URL: https://www.jornalopolo.com.br/calor-e-el-nino-podem-ajudar-industria-de-ar-condicionado-do-pim-a-recuperar-producao/ Last updated: 2026-09-08T18:47:18.000Z A indústria de condicionadores de ar do Polo Industrial de Manaus (PIM) pode ganhar força nos próximos meses diante da expectativa de temperaturas mais elevadas associadas ao El Niño e da preparação do mercado para o verão de 2027\. O segmento, porém, chega a esse período depois de uma forte queda na produção: foram 4,53 milhões de unidades no primeiro semestre de 2026, contra 10,37 milhões no mesmo período do ano passado, queda de 56,33%. Apesar da retração no acumulado do ano, os dados mais recentes indicam uma reação. Em junho, a produção de conjuntos split system registrou 321.183 unidades, crescendo 62% frente ao mês de maio, quando foram fabricadas 198.441 unidades, segundo indicadores mais recentes da Suframa. Enquanto isso, as unidades evaporadoras atingiram recorde de 283 mil unidades, com crescimento superior a 29% frente a maio, que registrou cerca de 219,1 mil unidades. Para o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), o movimento pode ganhar força caso temperaturas mais altas elevem a procura por equipamentos. > “O setor de condicionadores de ar é particularmente sensível às temperaturas e ao comportamento da demanda. Já observamos uma reação importante na produção e, diante do aumento das importações e da preparação das empresas para os próximos meses, existe espaço para uma recuperação mais consistente do segmento”, avalia André Ricardo Costa, coordenador de Indicadores do Cieam. > “Se tivermos um verão marcado por temperaturas mais elevadas e maior procura por esses equipamentos, isso poderá representar um estímulo adicional à produção no Polo Industrial de Manaus”, completa. O cenário é acompanhado em meio ao avanço das importações destinadas ao PIM. Em julho, a entrada de matérias-primas, componentes e insumos alcançou US$ 1,64 bilhão, alta de 17% em relação ao mesmo mês de 2025\. Para o Cieam, esse movimento pode indicar preparação das indústrias para uma atividade mais intensa na segunda metade do ano. Resumo redes: Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a produção caiu de 10,37 milhões para 4,53 milhões de unidades em 2026\. Apesar da queda no acumulado, junho registrou alta de 62% na produção de conjuntos split. ### Economia do Amazonas entra no 2º semestre com arrecadação e emprego em recorde URL: https://www.jornalopolo.com.br/economia-do-amazonas-entra-no-2o-semestre-com-arrecadacao-e-emprego-em-recorde/ Last updated: 2026-09-09T13:07:34.000Z A economia do Amazonas entrou no segundo semestre de 2026 com recordes em dois indicadores importantes: arrecadação e emprego formal. Até junho, o Estado acumulou R$ 14,48 bilhões em receitas destinadas à Receita Federal, maior valor nominal já registrado para o período e 15% acima do recorde anterior, de 2024\. No mercado de trabalho, o estoque chegou a 578.982 trabalhadores com carteira assinada em julho, superando a máxima anterior, de 578.209 vínculos, registrada em novembro de 2025. Os dados do Painel da Economia Amazonense (PEA), elaborado pelo Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e divulgado nesta terça-feira (8), também mostram a força da indústria na arrecadação estadual. Até julho, o Amazonas acumulou R$ 9,45 bilhões em ICMS, com o setor industrial responsável por 43,7% do total. Para André Ricardo Costa, coordenador de Indicadores do Cieam, os números mostram que a atividade produtiva gera efeitos que ultrapassam o desempenho das próprias empresas. > “Quando observamos um recorde de arrecadação federal e, ao mesmo tempo, vemos a indústria respondendo pela maior parcela da arrecadação de ICMS do Amazonas, temos uma demonstração concreta da capacidade do setor produtivo de gerar riqueza, empregos e receitas públicas. O Polo Industrial de Manaus tem um efeito que se espalha pela economia e ajuda a sustentar a atividade econômica do estado”, pontua. Dentro das fábricas, a indústria de transformação também atingiu seu maior estoque de empregos, com 135.152 vínculos ativos. Eletrônicos e Informática lideram entre os segmentos industriais, com 30.526 trabalhadores, seguidos por Duas Rodas e Naval, com 24.938, e Termoplásticos, com 15.593\. Na comparação anual, o emprego na indústria de transformação cresceu 2,90%, enquanto Duas Rodas avançou 10,57%. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Economia-do-Amazonas-entra-no-2---semestre-com-arrecada----o-e-emprego-em-recorde-2-linha-de-producao.jpg) Foto: Reprodução/Internet > “O emprego talvez seja um dos indicadores mais concretos da confiança empresarial. Uma indústria não amplia seus quadros sem expectativa de produção e demanda. As empresas estão olhando para os próximos meses com perspectivas positivas”, destaca Costa. Para o Cieam, a combinação de arrecadação e emprego em níveis recordes aponta para uma segunda metade de 2026 mais forte que o mesmo período do ano passado. ### Importações do PIM sobem 17% Também segundo o PEA, as importações destinadas ao Polo Industrial de Manaus (PIM) avançaram 17% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2025, em um movimento que pode antecipar uma atividade industrial mais intensa nos próximos meses. O valor FOB das importações chegou a US$ 1,64 bilhão, 20% acima do registrado em junho. O aumento ganha relevância porque boa parte desses produtos corresponde a matérias-primas, componentes e insumos utilizados pelas fábricas. A entrada desses materiais costuma acompanhar a preparação das linhas de produção e, por isso, o comportamento das importações é acompanhado como um indicador do que pode acontecer nos meses seguintes. > "Quando observamos uma movimentação 17% superior à registrada no mesmo período do ano passado, temos um sinal positivo de preparação da indústria para uma atividade mais forte", explica André Ricardo Costa. Resumo redes: Foram R$ 14,48 bilhões de arrecadação federal até junho e R$ 9,45 bilhões em ICMS até julho, com a indústria respondendo por 43,7% da arrecadação estadual. O Estado também atingiu o recorde de 578.982 empregos formais, sendo 135.152 na indústria de transformação. Os dados são do Painel da Economia Amazonense (PEA), do Cieam. ### Governo Federal retira aeroportos de Parintins, Barcelos e Itacoatiara (AM) de programa de investimentos privados URL: https://www.jornalopolo.com.br/governo-federal-retira-aeroportos-de-parintins-barcelos-e-itacoatiara-am-de-programa-de-investimentos-privados/ Last updated: 2026-09-08T16:50:04.000Z O Governo Federal retirou três aeroportos do Amazonas da lista de empreendimentos qualificados no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e incluídos no Programa Nacional de Desestatização (PND). A mudança atinge os aeroportos de Parintins, Barcelos e Itacoatiara, que estavam entre os terminais regionais selecionados para receber investimentos privados por meio do programa AmpliAR. A retirada foi publicada nesta terça-feira (8) no Diário Oficial da União (DOU). Além dos três terminais amazonenses, também foram excluídos da relação o Aeródromo de Guanambi, na Bahia, o Aeroporto de Itaituba, no Pará, e o Aeroporto de Tarauacá, no Acre. Com as seis exclusões, a lista do governo passou de 19 para 13 aeroportos regionais que permanecem qualificados para receber investimentos privados. A resolução publicada no DOU, porém, não informa os motivos que levaram à retirada dos três aeroportos do Amazonas. O documento apenas formaliza a exclusão dos seis empreendimentos da relação do PPI e do PND. A medida foi assinada pela presidente do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), Miriam Belchior, e pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Barros Monteiro da Franca. Os aeroportos que permanecem no AmpliAR incluem Paulo Afonso e Lençóis, na Bahia; Jericoacoara e Canoa Quebrada, no Ceará; Vilhena e Cacoal, em Rondônia; Barreirinhas, no Maranhão; Araguaína, no Tocantins; São Raimundo Nonato, no Piauí; Serra Talhada e Garanhuns, em Pernambuco; Porto Alegre do Norte, em Mato Grosso; e Araripina, também em Pernambuco. O programa prevê que os 13 aeroportos remanescentes recebam aproximadamente R$ 731 milhões em investimentos, por meio de contratos firmados com concessionárias que já atuam no setor aeroportuário. Os contratos de concessão desses terminais foram assinados em abril de 2026. O AmpliAR foi criado pelo governo federal com o objetivo de ampliar a infraestrutura e a conectividade aérea regional, utilizando a participação de concessionárias privadas para viabilizar investimentos em aeroportos considerados estratégicos. Resumo redes: Municípios estavam entre os 19 terminais regionais incluídos no programa AmpliAR. Resolução publicada no Diário Oficial da União não informa motivo para a exclusão. ### Projeto apoiado pela Eneva supera meta de restauração e chega a 413,57 hectares no Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/projeto-apoiado-pela-eneva-supera-meta-de-restauracao-e-chega-a-413-57-hectares-no-amazonas/ Last updated: 2026-09-08T16:39:01.000Z Os dois projetos de restauração ecológica apoiados pelo Floresta Viva já mobilizaram 413,57 hectares, número superior à meta de 400 hectares prevista, e concluíram a restauração de 107,48 hectares em unidades de conservação do Amazonas. Os resultados foram apresentados nos dias 25 e 26 de agosto, durante o II Seminário Floresta Viva Amazonas, no Auditório do Bosque da Ciência, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus. A iniciativa é realizada pelo BNDES e pelo Funbio, e a Eneva é a patrocinadora do edital, com aportes que somam aproximadamente R$ 11 milhões, divididos entre banco e empresa. Lançado em julho de 2023, o Edital Amazonas contemplou projetos de restauração e de fortalecimento da cadeia produtiva da restauração no interior e no entorno de unidades de conservação do estado. Os recursos apoiam dois projetos iniciados em março de 2024\. O projeto “Restauração Ecológica Produtiva: Promovendo Paisagem Sustentável na Amazônia”, executado pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), atua nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, do Tupé, nas Áreas de Proteção Ambiental (APA) Tarumã-Açu/Tarumã-Mirim e Sauim-de-Manaus e no Parque Municipal do Mindu, com sistemas agroflorestais e enriquecimento florestal com o objetivo de fomentar a cadeia da restauração como um instrumento de geração de renda e valorização da alta biodiversidade existente na região. Já o projeto Reflora, conduzido pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê), trabalha na RDS Puranga Conquista, em Manaus, combinando sistemas agroflorestais multifuncionais, nucleação, enriquecimento e regeneração natural assistida. Além da área restaurada, os projetos vêm consolidando a base técnica para ampliar a restauração na Amazônia. As iniciativas já produziram 61,4 mil mudas, plantaram 77,3 mil mudas de espécies nativas e coletaram 1,7 tonelada de sementes, além de estruturar 12 viveiros com capacidade de produção de até 172 mil mudas por ano. Os projetos também capacitaram 179 pessoas, geraram 34 empregos e firmaram 10 parcerias institucionais. No Idesam, foram monitorados 94 hectares de floresta nativa, com a coleta de frutos e sementes de 42 espécies. Já o Ipê implantou quatro viveiros comunitários que produziram mais de 10 mil mudas nativas. > “A restauração da vegetação nativa só se sustenta quando gera renda e conhecimento para quem vive na floresta. O que esses números mostram não é apenas hectare recuperado, mas viveiro funcionando, semente coletada, comunidade capacitada e mulheres à frente das áreas. É o arranjo da recuperação de hectares com a capacitação comunitária que garante que a floresta em pé continue assim daqui a dez, vinte anos", afirmou Rômulo Florentino, gerente de sustentabilidade da Eneva. A geração de trabalho e renda nos territórios foi um dos pontos mais destacados ao longo do encontro. Três grupos locais de implantação, vinculados a associações comunitárias, já estão aptos a executar os serviços de restauração. O seminário reuniu, ao longo de dois dias, representantes do Inpa, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do BNDES, do Funbio, da Eneva, do Idesam, do Ipê e da Ufam, além de beneficiários das comunidades atendidas. A programação incluiu uma conferência sobre o panorama da recuperação da vegetação nativa na Amazônia, mesas com os resultados dos projetos e com as experiências dos comunitários das RDS Puranga Conquista, Tupé e Uatumã e do PA Tarumã, e debates sobre a formação de uma rede local de sementes e mudas — hoje um dos principais gargalos para a restauração em escala no estado. No segundo dia, o encontro discutiu ainda a atuação da Aliança pela Restauração da Amazônia e os caminhos para fortalecer os núcleos coletores de sementes na região, encerrando com o desenho dos próximos passos para a restauração nos territórios. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/floresta-viva-1.jpeg) Foto: Divulgação/Eneva Resumo redes: A iniciativa é realizada pelo BNDES e pelo Funbio, e a Eneva é a patrocinadora do edital, com aportes que somam aproximadamente R$ 11 milhões, divididos entre banco e empresa. Lançado em julho de 2023, o Edital Amazonas contemplou projetos de restauração e de fortalecimento da cadeia produtiva da restauração no interior e no entorno de unidades de conservação do estado. Os recursos apoiam dois projetos iniciados em março de 2024\. ### Seis frentes de obras estão em andamento na BR-319, aponta Eduardo Braga URL: https://www.jornalopolo.com.br/seis-frentes-de-obras-estao-em-andamento-na-br-319-aponta-braga/ Last updated: 2026-09-08T16:17:49.000Z De Manaus a Humaitá, o senador Eduardo Braga (MDB) percorreu a BR-319 para acompanhar de perto o que está acontecendo na rodovia. No domingo (6), acompanhado da suplente Sandra Braga e do senador Omar Aziz, ele fiscalizou seis frentes de obras e encontrou máquinas trabalhando, novos trechos pavimentados e moradores agradecidos pelas mudanças que o asfalto já proporciona. A expedição começou ainda de madrugada e terminou à noite. Ao longo do caminho, Braga acompanhou recuperação da pista, terraplenagem, preparação de base e sub-base, pavimentação e trechos que já receberam acabamento e sinalização. Nas primeiras horas do percurso, a comitiva passou pelas pontes do Curuçá e Autaz-Mirim, já concluídas, e pelo Lote C, onde há asfalto novo e outros 32 quilômetros contratados para pavimentação. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Seis-frentes-de-obras-est--o-em-andamento-na-BR-319--aponta-Braga-2.jpeg) Senador Eduardo Braga (MDB-AM) | Foto: Divulgação ### Obras avançam no trecho do meio No km 346, Braga acompanhou o início dos serviços em mais um trecho. Segundo o senador, são 86 quilômetros contratados para pavimentação, onde máquinas já trabalham na preparação da sub-base. Mais adiante, nas proximidades de Realidade, no município de Humaitá, a expedição encontrou um comboio de equipamentos em operação. A viagem permitiu acompanhar diferentes etapas dos serviços, desde a preparação da estrutura da pista até pontos já asfaltados e sinalizados. ### Em Realidade, o asfalto ganha significado No distrito de Realidade, as obras ganharam a voz de quem depende da BR-319\. Moradores receberam Braga com manifestações de gratidão e lembraram das antigas dificuldades para dimensionar o que a pavimentação representa hoje. Um deles, que vive há 20 anos na comunidade, contou que uma viagem até Humaitá já chegou a levar 12 horas. > “Eu sofri demais por essa estrada. Nós gastávamos 12 horas para chegar daqui até Humaitá. E hoje é um sonho que a gente está realizando. No futuro, a gente vai contar isso para os nossos filhos”, relatou. Outros moradores também lembraram dos longos deslocamentos, atoleiros e períodos de difícil acesso. Agora, celebram uma estrada que reduz o tempo de viagem e facilita o acesso a serviços, trabalho e oportunidades. Braga acompanhou ainda a aplicação da capa selante, uma das etapas de acabamento que ajuda a proteger a superfície do pavimento. O senador afirmou que pretende viabilizar, em parceria com a Prefeitura de Humaitá, a aplicação da mesma solução nas ruas de Realidade, após o levantamento dos custos. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Seis-frentes-de-obras-est--o-em-andamento-na-BR-319--aponta-Braga-1.jpeg) Foto: Divulgação ### De uma luta de décadas ao asfalto na estrada Já à noite, próximo ao entroncamento da BR-319 com a BR-230, a comitiva chegou a um trecho pavimentado e com sinalização horizontal. > “Aqui nós estamos em cima do asfalto, pisando no asfalto, onde era poeira, lama e buraco”, afirmou Braga. Uma das principais bandeiras da atuação de Braga no Senado Federal, a BR-319 mobilizou nos últimos anos articulações no Congresso para superar entraves legais. O senador também reconheceu a participação do governo federal na garantia dos recursos necessários para a execução das obras. > “Não adiantaria toda a nossa luta de ter mudado a lei e derrubado o veto se o governo federal não garantisse o recurso para que nós pudéssemos executar essa obra. É preciso reconhecer”, disse. Depois de percorrer as seis frentes de obras, Braga chegou a Humaitá já à noite, onde encerrou a agenda do 7 de Setembro com um grande comício. Resumo redes: Expedição percorreu a rodovia de Manaus a Humaitá, onde há 32 quilômetros contratados no Lote C e outros 86 quilômetros previstos para pavimentação no trecho do meio. ### Riba: montadora de elétricos começa a operar no Polo de Manaus em setembro já planejando 100 mil veículos em três anos URL: https://www.jornalopolo.com.br/riba-montadora-de-eletricos-comeca-a-operar-no-polo-de-manaus-em-setembro-ja-planejando-100-mil-veiculos-em-tres-anos/ Last updated: 2026-09-08T14:33:20.000Z A Riba Brasil começa a operar neste mês sua própria montadora de veículos elétricos no Polo Industrial de Manaus (PIM), abrindo uma nova fase empresarial que, até agora, esteve concentrado principalmente na locação de motos para trabalhadores de entrega. A linha terá capacidade inicial para montar 3 mil veículos por mês, somando ciclomotores e autopropelidos, mas a ambição da companhia é bem maior: em até três anos, o plano é chegar a 100 mil unidades e transformar os veículos também em produto de venda, deixando de depender apenas do modelo de locação. As informações constam em matéria do Valor Econômico. A expansão exigirá capital. Nas contas do CEO Carlos Roma, a Riba poderá precisar de cerca de R$ 2 bilhões entre equity e dívida para bancar o crescimento previsto para os próximos anos. A primeira captação deve começar nos próximos meses, com uma tranche de aproximadamente R$ 400 milhões, combinando participação acionária e financiamento. O conselheiro Marcelo Di Lorenzo, maior investidor da empresa, diz que a intenção não é levantar todo o dinheiro de uma só vez e que o caráter sustentável do projeto pode abrir espaço para linhas diferenciadas. > “Não captaremos tudo de uma vez. Como este é um projeto sustentável, podemos buscar fontes diferenciadas de financiamento, incluindo dívidas subsidiadas e green bonds, com custos mais adequados”, afirma. A empresa não divulga atualmente faturamento nem resultado financeiro. A fábrica de Manaus receberá kits CKD (*Completely Knock Down*) de três fabricantes chineses, estratégia adotada para que a operação não fique dependente de um único fornecedor. Nesse modelo, os veículos chegam desmontados e passam pela etapa final de montagem no país de destino. Mais adiante, porém, a Riba pretende aumentar a participação de componentes produzidos localmente e planeja investir até R$ 40 milhões em uma nova planta destinada a itens como chassis, movimento que levaria a operação para além da montagem dos kits importados. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-9.png) CEO da Riba, Carlos Roma | Foto: Divulgação ### Aposta Além das motocicletas elétricas voltadas a entregadores, a companhia aposta em um tipo de veículo ainda pouco explorado no uso profissional. A Riba define a Ribinha Bairros como um autopropelido desenvolvido para jornadas de trabalho, categoria de mobilidade individual que, dentro das limitações previstas para esse tipo de veículo, dispensa CNH e emplacamento. O modelo tem velocidade limitada a 32 km/h e foi projetado principalmente para deslocamentos de última milha em vias locais, enquanto as motos elétricas enquadradas como ciclomotores exigem habilitação e registro e podem circular normalmente pela cidade. O desenvolvimento dos veículos levou dois anos e envolveu fabricantes chineses e o CEiiA, centro português de engenharia e inovação. A preocupação da Riba era chegar a um modelo capaz de suportar jornadas muito mais intensas do que as encontradas normalmente entre patinetes, bicicletas e outros autopropelidos voltados ao lazer. > “Os chineses demoraram a entender por que nós precisávamos de um veículo tão resistente, mas nós sabíamos exatamente o que queríamos”, diz Di Lorenzo. Segundo ele, há mais de 800 mil autopropelidos circulando pelo país, mas boa parte foi desenvolvida para uso recreativo. “Não aguentam duas semanas de uso intenso. Não são resistentes para trabalhar de oito a 10 horas por dia e usam baterias de baixa qualidade”, ressalta o conselheiro. Antes de chegar à linha de montagem, a Ribinha Bairros foi testada em São Paulo. A empresa também realizou projetos-piloto com suas motocicletas elétricas no serviço de mototáxi da 99, em Belém, e na operação da 99Food em Maringá. A escolha de cidades com condições diferentes fazia parte da estratégia de testar bateria, resistência e desempenho em climas e rotinas distintas. > “Rodamos mais de três milhões de quilômetros e fizemos inúmeras entrevistas com os condutores”, diz Roma, engenheiro mecânico que atua com veículos elétricos desde 2002 e já passou por General Motors, Ford e BYD. Roma também relaciona o desenvolvimento dos autopropelidos à possibilidade de ampliar o acesso de trabalhadores à mobilidade sem a necessidade imediata de habilitação. > “Há 10 milhões de brasileiros que não trabalham nem estudam, e muitos não têm nem dinheiro para tirar a CNH”, afirma. A proposta, no entanto, não é colocar esses veículos em qualquer tipo de via. Pela limitação de velocidade e pelas características de segurança, a empresa pretende direcioná-los a ruas locais, deixando de fora marginais e grandes avenidas. Para trajetos maiores e circulação mais ampla, a aposta continuará sendo nas motocicletas elétricas tradicionais. Nesse mercado, a Riba terá como concorrentes empresas que também mantêm operação industrial em Manaus, como Vammo e Mottu. A primeira também trabalha com motocicletas elétricas, enquanto a segunda ainda opera majoritariamente com modelos a combustão de origem indiana. A chegada da Riba acrescenta mais uma empresa a esse grupo e amplia a presença da capital amazonense na produção de veículos voltados a entregadores e serviços urbanos. A estratégia nacional também passa pela criação de uma rede de aproximadamente 8 mil pontos de troca de baterias, numa proporção estimada de uma estação para cada 12 motos. A lógica é permitir que o entregador deixe uma bateria descarregada e retire outra já carregada, reduzindo o tempo de parada durante o trabalho. Segundo a companhia, um profissional que percorre 350 quilômetros em um dia pode chegar a utilizar oito baterias. A intenção é levar o sistema para todas as capitais brasileiras e também para grandes cidades como Santos e Campinas. A estrutura societária da Riba reúne Marcelo Di Lorenzo e outros 19 sócios em uma holding que possui 43% da companhia. Além desse grupo, há quatro acionistas diretos. O fundador, Island Faria Costa, mantém 25% das ações. É com essa composição e com a nova operação em Manaus que a empresa pretende sair de uma atuação concentrada em locação e construir uma operação industrial capaz de abastecer tanto a própria frota quanto o mercado de venda de veículos elétricos. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-10.png) Foto: Divulgação Resumo redes: Nas contas do CEO Carlos Roma, a Riba poderá precisar de cerca de R$ 2 bilhões entre equity e dívida para bancar o crescimento previsto para os próximos anos. A primeira captação deve começar nos próximos meses, com uma tranche de aproximadamente R$ 400 milhões, combinando participação acionária e financiamento. ### ZFM amplia espaço na infraestrutura de data centers com produção de servidores URL: https://www.jornalopolo.com.br/zfm-amplia-espaco-na-infraestrutura-de-data-centers-com-producao-de-servidores/ Last updated: 2026-09-08T13:38:26.000Z A expansão dos data centers e da inteligência artificial no Brasil abre espaço para uma frente ainda pouco associada à Zona Franca de Manaus: a fabricação de servidores. Para Silvio Ferraz de Campos, CEO da Positivo Servers & Solutions, produzir esses equipamentos no Polo Industrial pode dar ao país uma vantagem competitiva diante da crescente demanda por capacidade de processamento. Em artigo publicado nesta terça-feira (8), no site Startupi, Campos afirma que o Brasil reúne condições para assumir maior protagonismo digital na América Latina, mas avalia que a atração de novos data centers precisa ser acompanhada pela capacidade de fornecer a infraestrutura computacional necessária para essas operações. Nesse cenário, o executivo coloca a Zona Franca diretamente na discussão. > “A produção de servidores na Zona Franca de Manaus reduz significativamente a carga tributária, contribuindo para tornar projetos de data centers, inteligência artificial e computação de alto desempenho mais competitivos”. A avaliação ocorre em um momento de crescimento desse negócio dentro da própria Positivo. No segundo trimestre de 2026, a receita bruta da companhia com servidores chegou a R$ 174,3 milhões, avanço de 107,4% na comparação com o mesmo período de 2025\. No primeiro trimestre, a categoria já havia registrado crescimento de 186% sobre um ano antes, desempenho que a empresa relacionou à maior demanda de data centers por infraestrutura voltada à inteligência artificial. Entre as apostas recentes estão o Inteliserver, direcionado a cargas de alto desempenho e grandes volumes de dados, e o IA Box, desenvolvido para processamento local de inteligência artificial. - Leia também: [**Multilaser passa a montar servidores no Polo Industrial de Manaus e aposta no crescimento dos data centers**](https://www.jornalopolo.com.br/multilaser-passa-a-montar-servidores-no-polo-industrial-de-manaus-e-aposta-no-crescimento-dos-data-centers/) ### Produção em Manaus A estratégia passa pela fábrica da Positivo em Manaus. Em junho deste ano, durante visita à unidade, a linha dedicada aos servidores operava com produção de aproximadamente 20 equipamentos por dia. A planta empregava cerca de 1,5 mil pessoas e também concentrava a fabricação de computadores, tablets e terminais de pagamento. A operação manauara já esteve envolvida em projetos de computação de alto desempenho. Servidores destinados aos supercomputadores Atlas e Fênix, da Petrobras, foram produzidos na capital amazonense com tecnologias de empresas como Supermicro, Nvidia e Intel. A Positivo Servers & Solutions também participou posteriormente da industrialização e da logística de servidores utilizados no Pégaso, outro supercomputador da estatal. Para Campos, a vantagem brasileira não está apenas na presença física de novos centros de processamento. O executivo sustenta que o país precisa desenvolver uma base capaz de atender às exigências de desempenho, disponibilidade e eficiência das novas aplicações. > “De pouco adianta ampliar a quantidade de instalações se elas não estiverem equipadas para oferecer o desempenho, a disponibilidade e a escalabilidade que os novos modelos de negócio demandam”, afirma. ### Redata preserva proteção à produção da ZFM A discussão ocorre justamente quando o país avança na criação de incentivos para novos data centers. Aprovado pelo Senado em 1º de setembro, o Projeto de Lei 278/2026 cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) e foi encaminhado à sanção presidencial. O texto prevê benefícios sobre componentes eletrônicos e equipamentos de tecnologia adquiridos por empresas habilitadas, mas manteve salvaguardas para a produção nacional. No caso do IPI, a suspensão não alcançará determinados produtos de tecnologia industrializados na Zona Franca de Manaus que forem relacionados pelo Poder Executivo. Já o benefício sobre o Imposto de Importação será limitado aos itens sem produção nacional equivalente. A definição dos produtos efetivamente alcançados pela proteção ainda dependerá de regulamentação. Dessa forma, não é possível afirmar, neste momento, que todos os servidores fabricados no PIM estarão automaticamente enquadrados na salvaguarda. O Redata também estabelece contrapartidas, entre elas investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Pelo menos 40% dos recursos destinados aos programas de fomento à cadeia da economia digital deverão chegar a projetos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. ### Instalar data center não significa dominar tecnologia Apesar dos incentivos, o desenho do Redata também provoca questionamentos sobre quanto dessa expansão poderá efetivamente se transformar em desenvolvimento tecnológico brasileiro. Em artigo sobre o projeto, o advogado Fabrício Bertini Pasquot Polido, sócio de L.O. Baptista e professor de Direito Internacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), chama atenção para a diferença entre instalar infraestrutura no país e possuir domínio sobre as tecnologias utilizadas por ela. > “Localização física de servidores é condição necessária e claramente insuficiente para soberania digital”. Polido destaca que o regime desonera equipamentos, mas não estabelece exigências de transferência de tecnologia nem garante domínio nacional sobre outras camadas essenciais da infraestrutura digital. > “Um data center instalado no território brasileiro, operado por controlador estrangeiro, com chips importados, camada de virtualização proprietária, modelos treinados no exterior e contratos regidos por direito estrangeiro, satisfaz o primeiro plano e permanece inteiramente dependente nos dois seguintes”. A observação coloca a fabricação realizada em Manaus dentro de uma discussão mais ampla. A produção local de servidores não significa que o Brasil controle toda a cadeia — processadores, GPUs e outras tecnologias críticas continuam dependentes de fornecedores internacionais —, mas permite que parte do investimento provocado pela expansão de data centers e da inteligência artificial também se traduza em atividade industrial no país. Resumo redes: Na Positivo, por exemplo, no segundo trimestre de 2026, a receita bruta da companhia com servidores chegou a R$ 174,3 milhões, avanço de 107,4% na comparação com o mesmo período de 2025\. Em junho deste ano, a linha dedicada aos servidores em Manaus operava com produção de aproximadamente 20 equipamentos por dia. ### IA já influencia a decisão de compra no varejo URL: https://www.jornalopolo.com.br/ia-ja-influencia-a-decisao-de-compra-no-varejo/ Last updated: 2026-09-08T12:55:23.000Z A inteligência artificial começa a ocupar uma posição mais relevante na jornada de compra: a de intermediária entre consumidores e marcas. Nos Estados Unidos, o tráfego encaminhado por ferramentas de IA para sites de varejo cresceu 62% em julho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Adobe Analytics. O avanço não aparece apenas no volume de visitantes. Consumidores que chegaram aos sites por meio de plataformas de inteligência artificial apresentaram taxa de conversão 60% maior e geraram 53% mais receita por visita do que aqueles provenientes de outros canais, segundo dados publicados pelo Paraíba Business. No Brasil, a mudança também começa a ganhar escala. A pesquisa E-commerce Trends 2026, realizada pela Octadesk em parceria com a Opinion Box, mostra que 26% dos consumidores já utilizam ferramentas como ChatGPT e Gemini para pesquisar produtos. Na prática, a IA passa a participar de uma etapa que antes era conduzida diretamente pelo consumidor. Em vez de buscar palavras-chave, abrir diferentes páginas e comparar produtos individualmente, o usuário pode descrever uma necessidade à ferramenta e receber opções, características, comparações e recomendações. ### Busca deixa de concentrar a descoberta A mudança cria uma nova frente de disputa para as marcas. Além de trabalhar para aparecer nos mecanismos tradicionais de busca, as empresas passam a precisar construir presença e autoridade suficientes para serem consideradas nas respostas produzidas por sistemas de inteligência artificial. Para Rafael Rez, especialista em marketing digital, fundador da Web Estratégica e autor de “GEO – Decisões influenciadas pela IA”, parte da descoberta dos produtos começa a ser delegada às próprias ferramentas. > “A jornada está mudando porque o consumidor começa a delegar parte da descoberta para a IA”, afirma. Nesse cenário, ganha relevância o Generative Engine Optimization (GEO), estratégia voltada a ampliar as possibilidades de uma marca ser encontrada, compreendida, citada e recomendada por mecanismos generativos. A lógica envolve mais do que posicionamento por palavras-chave. Questões como contexto, autoridade, perguntas dos consumidores e fontes utilizadas pelos modelos de linguagem passam a fazer parte dessa disputa. Para ampliar a presença nesse ambiente, as empresas precisam fortalecer sua própria base de informações, com conteúdos aprofundados, dados atualizados sobre produtos e serviços e informações organizadas de maneira clara. Menções em veículos de comunicação, estudos, avaliações, especialistas e outras fontes consideradas confiáveis também entram nesse conjunto de referências. ### Visitantes de IA estão mais próximos da conversão Os dados da Adobe indicam que o tráfego vindo de ferramentas de inteligência artificial apresenta características diferentes de outros canais. Nos Estados Unidos, esses visitantes permaneceram 59% mais tempo nos sites, visualizaram 14% mais conteúdo e tiveram taxa de rejeição 33% menor. Eles também adicionaram produtos ao carrinho 28% mais vezes do que visitantes provenientes de outras fontes. A análise considera mais de 1 trilhão de visitas a sites de varejo norte-americanos. Para Paulo Brenha, executivo especializado em varejo e autor de “Varejo com propósito e resultado – Como transformar vendas em valor e margem em resultado”, a influência da IA pode começar antes mesmo de o consumidor chegar ao canal de venda. > “A IA pode fazer uma pré-seleção antes mesmo de o consumidor entrar em uma loja ou acessar um e-commerce”, analisa. Isso desloca parte da concorrência para uma etapa anterior à visita ao site ou à loja. Informações sobre preço, disponibilidade, logística, atendimento, qualidade e experiência precisam estar alinhadas ao conteúdo apresentado pelas ferramentas de inteligência artificial. Ao mesmo tempo, a recomendação feita pela IA não encerra a jornada. A execução da empresa continua sendo determinante para transformar a indicação em compra e, posteriormente, em relacionamento. ### Tráfego de IA acelera ao longo de 2026 O crescimento desse canal vem sendo registrado durante todo o ano. No primeiro trimestre de 2026, o tráfego de fontes de IA para sites de varejo nos Estados Unidos havia aumentado 393% em relação ao mesmo período de 2025\. Em março, a alta anual havia chegado a 269%. A evolução mostra que as ferramentas generativas começam a desempenhar uma função que vai além do atendimento ou da comunicação. Elas passam a participar da descoberta de produtos e da seleção das alternativas que chegam ao consumidor. No Brasil, os 26% de consumidores que já utilizam IA para pesquisar produtos indicam que esse comportamento também começa a ganhar espaço no mercado nacional. Para o varejo, a mudança amplia o conceito de presença digital. As empresas continuam precisando aparecer nos mecanismos tradicionais de busca, mas passam a disputar também espaço nas respostas produzidas por sistemas de inteligência artificial. Preço, qualidade, conveniência e confiança continuam fazendo parte da decisão de compra. A principal mudança está no caminho percorrido pelo consumidor até chegar a essas alternativas — e na participação cada vez maior da IA nesse processo. Resumo redes: No Brasil, 26% dos consumidores já utilizam ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, para pesquisar produtos. Com isso, a IA passa a atuar diretamente na jornada de compra, ajudando o usuário a comparar opções, características e recomendações antes de decidir. ### Ministério de Portos e Aeroportos anuncia ferramenta para monitorar saturação portuária a partir de 2027 URL: https://www.jornalopolo.com.br/ministerio-de-portos-e-aeroportos-anuncia-ferramenta-para-monitorar-saturacao-portuaria-a-partir-de-2027/ Last updated: 2026-09-08T12:22:38.000Z Uma ferramenta para monitorar o quanto os portos brasileiros estão com dificuldades para atender às demandas, com capacidade para avaliar o nível de serviço prestado aos usuários em cada um deles. É o que promete o Ministério de Portos e Aeroportos a partir de 2027, com a criação do MSP (Monitoramento de Saturação Portuária). A proposta foi apresentada pela Secretaria Nacional de Portos a agentes do mercado em reunião na quinta-feira (3) na sede do ministério. De acordo com a apresentação, a ferramenta pretende identificar antecipadamente gargalos operacionais, em portos públicos e terminais privados, e orientar investimentos no setor aquaviário. Com publicações anuais previstas inicialmente para o período de 2027 a 2030, a metodologia passará por aprimoramento contínuo, segundo a pasta. O cronograma de estruturação do projeto prevê reuniões de trabalho, seleção de parceiro técnico e consultas ao mercado a partir deste mês de setembro. O primeiro compromisso da agenda ocorre no dia 18 de setembro, com a reunião do Grupo de Trabalho criado em agosto pela pasta para monitorar a saturação portuária no país. Após a escolha do parceiro para elaborar a ferramenta, que deve ser concluída neste mês, a secretaria iniciará a fase de escuta ativa com stakeholders do setor público e privado, incluindo autoridades portuárias, agências reguladoras, titulares de outorgas e usuários. Vários setores têm relatado problemas com gargalos no setor portuário, em diferentes momentos, seja por problemas nos acessos terrestres, nos acessos aquaviários ou por falta de capacidade para armazenagem e movimentação dos produtos. Isso leva a atrasos no envio e recebimento de cargas, filas de espera de navios ou caminhões e, consequentemente, aumento dos custos logísticos do país. O setor de contêineres é um dos que têm mais vocalizado os problemas de saturação. Na apresentação do secretário Alex Ávila, foi informado que a ferramenta vai ser desenvolvida em três etapas: um balanço entre demanda e capacidade, com mapeamento periódico sobre o equilíbrio operacional por complexo portuário e tipo de carga; um painel de indicadores sobre o nível de serviço prestado; e uma revisão normativa para a definição da metodologia oficial de aplicação do MSP. Presente ao encontro, André de Seixas, presidente da Logística Brasil, afirmou que a criação do MSP representa um passo positivo, desde que seja acompanhada de ações concretas para mitigar os gargalos identificados. > “Temos um diagnóstico distinto, porém complementar, pois entendemos que a atuação deve ir além do monitoramento da saturação, tratando das soluções. Levamos à reunião a preocupação de estruturar essa iniciativa como uma política de Estado, garantindo sua continuidade frente ao cenário eleitoral e a uma eventual mudança de governo”, avaliou Seixas. Na apresentação, o diagnóstico é que as ferramentas atuais de planejamento não conseguiriam acompanhar a velocidade de mudanças no mercado e seria preciso separar a parte de dados do planejamento. Daí a necessidade de criar o MSP, como complemento a instrumentos já previstos, como o PIT (Planejamento Integrado de Transportes), o PNL (Plano Nacional de Logística), os planos mestres e PDZs (Planos de Desenvolvimento e Zoneamento), fornecendo informações mais ágeis e precisas. Resumo redes: Ferramenta pretende identificar antecipadamente gargalos operacionais, em portos públicos e terminais privados, e orientar investimentos no setor aquaviário. Com publicações anuais previstas inicialmente para o período de 2027 a 2030, a metodologia deverá passar por aprimoramento contínuo. ### DIÁRIO DO POLO - 08/09/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/zona-franca-gasoduto-vagas-foz-amazonas-08-09-2026/ Last updated: 2026-09-08T11:32:31.000Z ## Ino­va­ção e Bi­o­e­co­no­mia - **Acre alcança melhor posição em ino­va­ção e fica em 2º lugar no Norte.** O estado vizinho con­so­li­dou um avanço his­tó­rico em ran­kings de com­pe­ti­ti­vi­dade digital, su­pe­rando tra­di­ci­o­nais com­pe­ti­do­res re­gi­o­nais. Para o ecos­sis­tema de ne­gó­cios do Ama­zo­nas, esse cres­ci­mento acende um alerta es­tra­té­gico: o estado precisa ace­le­rar o for­ta­le­ci­mento de seu ecos­sis­tema digital e de star­tups para evitar a fuga de ta­len­tos e de capital de risco para outros polos da Ama­zô­nia que estão se tor­nando mais ágeis. [Fonte ↗](https://acrenews.com.br/acre-alcanca-melhor-posicao-da-historia-em-inovacao-e-fica-em-2o-lugar-no-norte/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## In­dús­tria e Em­pre­sas do PIM - **Hard­ware e Com­po­nen­tes: Ten­dên­cias de mercado.** O acom­pa­nha­mento das ino­va­ções globais em hard­ware tornou-se crítico para a com­pe­ti­ti­vi­dade das fa­bri­can­tes de ele­tro­e­le­trô­ni­cos de Manaus. A ve­lo­ci­dade dos lan­ça­men­tos in­ter­na­ci­o­nais exige que as in­dús­trias locais tra­ba­lhem junto ao MDIC e SUFAMA para a atu­a­li­za­ção célere de seus Pro­ces­sos Pro­du­ti­vos Básicos (PPBs), ga­ran­tindo que a pro­du­ção na­ci­o­nal in­cor­pore novas tec­no­lo­gias sem perder o di­fe­ren­cial tri­bu­tá­rio para os im­por­ta­dos. [Fonte ↗](https://tecnoblog.net/tema/hardware-e-componentes/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Zona Franca e Po­lí­tica - **Mi­ne­rais crí­ti­cos: pro­posta prevê in­cen­ti­vos a in­ves­ti­men­tos em estados pro­du­to­res.** O governo federal avalia novos be­ne­fí­cios fiscais para a ex­tra­ção e be­ne­fi­ci­a­mento de mi­né­rios es­tra­té­gi­cos vol­ta­dos à tran­si­ção ener­gé­tica. Como o Ama­zo­nas possui jazidas im­por­tan­tes desses re­cur­sos, a medida abre um ho­ri­zonte para a di­ver­si­fi­ca­ção eco­nô­mica do estado, atra­indo in­dús­trias de base tec­no­ló­gica que podem operar de forma com­ple­men­tar ao polo fabril tra­di­ci­o­nal de Manaus. [Fonte ↗](https://brasil61.com/n/minerais-criticos-proposta-preve-incentivos-a-investimentos-em-estados-e-municipios-produtores-entenda-bras2617088?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Lo­gís­tica Ama­zô­nica - **Omar Aziz visita obra na BR-319 e admite demora no as­fal­ta­mento.** O re­co­nhe­ci­mento oficial de que a pa­vi­men­ta­ção com­pleta da rodovia não será ime­di­ata obriga o setor pro­du­tivo a re­ca­li­brar suas es­tra­té­gias de longo prazo. Sem a BR-319 como rota ro­do­vi­á­ria viável no curto prazo, as in­dús­trias do PIM devem re­for­çar in­ves­ti­men­tos em so­lu­ções de ca­bo­ta­gem e lo­gís­tica aérea para ga­ran­tir o fluxo de com­po­nen­tes durante os ciclos de seca severa dos rios. [Fonte ↗](https://ndmais.com.br/politica/omar-aziz-visita-obra-na-br-319-mas-admite-demora-vai-demorar-um-pouco-vai-nao-vai-dar-para-asfaltar-em-um-ano/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Energia e Mi­ne­ra­ção - **Ibama au­to­riza Pe­tro­bras a per­fu­rar três novos poços na Foz do Ama­zo­nas.** A au­to­ri­za­ção para pes­quisa ex­plo­ra­tó­ria na Margem Equa­to­rial é um passo de­ci­sivo para trans­for­mar o Ama­zo­nas em um hub lo­gís­tico e de suporte para a nova fron­teira pe­tro­lí­fera do país. O avanço destas ati­vi­da­des tende a atrair em­pre­sas de ser­vi­ços es­pe­ci­a­li­za­dos e in­fra­es­tru­tura por­tu­á­ria, for­ta­le­cendo a eco­no­mia re­gi­o­nal. [Fonte ↗](https://portalamazonia.com/meio-ambiente/ibama-licenca-pocos-petrobras/?ref=jornalopolo.com.br) - **Com novos pro­je­tos, oferta de gás natural no país saltará 50%.** O aumento subs­tan­cial na oferta na­ci­o­nal de gás é vital para o PIM, que depende for­te­mente de tér­mi­cas a gás para sua se­gu­rança ener­gé­tica. A maior dis­po­ni­bi­li­dade do insumo pode reduzir os custos das uti­li­da­des in­dus­tri­ais em Manaus, tor­nando a matriz pro­du­tiva local mais com­pe­ti­tiva em relação aos centros fabris do Sudeste. [Fonte ↗](https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2026/09/08/com-novos-projetos-oferta-de-gas-natural-no-pais-saltara-50percent-mas-especialistas-afirmam-que-sera-preciso-estimular-consumo.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Tra­ba­lho e Qua­li­fi­ca­ção - **Sine Manaus oferta 880 vagas de emprego nesta terça-feira.** O volume ex­pres­sivo de postos de tra­ba­lho abertos ime­di­a­ta­mente após o feriado si­na­liza a ma­nu­ten­ção do fôlego nas con­tra­ta­ções do setor pro­du­tivo e de ser­vi­ços. Para os ges­to­res in­dus­tri­ais, esse dado con­firma a es­ta­bi­li­dade do mercado de tra­ba­lho local e a ne­ces­si­dade con­tí­nua de re­po­si­ção e qua­li­fi­ca­ção de mão de obra para o segundo se­mes­tre. [Fonte ↗](https://www.cm7brasil.com/noticias/polo-industrial-de-manaus/sine-manaus-oferta-880-vagas-de-emprego-nesta-terca-feira/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Eco­no­mia do Ama­zo­nas - **Governo retira 6 ae­ro­por­tos de lista de de­ses­ta­ti­za­ção.** A ma­nu­ten­ção destes ter­mi­nais sob gestão pública exige atenção re­do­brada do setor in­dus­trial quanto à exe­cu­ção de in­ves­ti­men­tos em in­fra­es­tru­tura de carga, fun­da­men­tais para o es­co­a­mento aéreo do PIM em pe­rí­o­dos crí­ti­cos de seca fluvial. [Fonte ↗](https://www.poder360.com.br/poder-infra/governo-retira-6-aeroportos-de-lista-de-desestatizacao/?ref=jornalopolo.com.br) - **Pan­ca­das de chuva re­gis­tra­das em Manaus.** Após 16 dias de tempo seco severo, as chuvas trazem alívio térmico às ope­ra­ções por­tu­á­rias, mas ope­ra­do­res lo­gís­ti­cos alertam que o volume ainda é in­su­fi­ci­ente para re­ver­ter a ten­dên­cia de baixa no calado dos rios, man­tendo o estado de alerta para a na­ve­ga­ção. [Fonte ↗](https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/09/07/pancadas-de-chuva-sao-registradas-em-diferentes-zonas-de-manaus-apos-16-dias-de-tempo-seco.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) - **Riba aposta em lam­breta elé­trica sem CNH para última milha.** O cres­ci­mento de nichos de mo­bi­li­dade elé­trica e ve­í­cu­los leves abre opor­tu­ni­da­des para que as fá­bri­cas do Polo de Duas Rodas di­ver­si­fi­quem suas linhas de pro­du­ção, aten­dendo à demanda por lo­gís­tica urbana sus­ten­tá­vel. [Fonte ↗](https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/riba-aposta-na-lambreta-sem-cnh-para-a-ultima-milha.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) - **BYD King supera Toyota Corolla em vendas de agosto.** O avanço das marcas chi­ne­sas de ele­tri­fi­ca­dos pres­si­ona o polo de com­po­nen­tes de Manaus a ace­le­rar a in­te­gra­ção tec­no­ló­gica com cadeias globais de ve­í­cu­los de novas ener­gias para manter sua re­le­vân­cia no setor au­to­mo­tivo. [Fonte ↗](https://noticias.r7.com/prisma/autos-carros/byd-king-supera-toyota-corolla-em-agosto-e-acirra-disputa-entre-sedas-medios-07092026/?ref=jornalopolo.com.br) - **Modelo da cadeia do açaí para a bi­o­e­co­no­mia global.** A es­tru­tu­ra­ção desta cadeia serve de modelo para o Ama­zo­nas buscar escala in­dus­trial no pro­ces­sa­mento de sub­pro­du­tos flo­res­tais de alto valor agre­gado, apro­vei­tando o selo de sus­ten­ta­bi­li­dade da região. [Fonte ↗](https://noticias.r7.com/prisma/mundo-agro/os-caminhos-da-expansao-do-acai-08092026/?ref=jornalopolo.com.br) - **Pro­ta­go­nismo in­dí­gena na res­tau­ra­ção ama­zô­nica.** Pro­je­tos de res­tauro vin­cu­la­dos a cré­di­tos de carbono e bi­o­e­co­no­mia surgem como novos vetores de ESG que podem atrair fundos in­ter­na­ci­o­nais para par­ce­rias es­tra­té­gi­cas com in­dús­trias do PIM. [Fonte ↗](https://portalamazonia.com/meio-ambiente/restauracao-terras-indigena/?ref=jornalopolo.com.br) - **Caixa lança Pix par­ce­lado em até 12 vezes.** Novos me­ca­nis­mos de crédito fa­ci­li­tado im­pul­si­o­nam o consumo de bens du­rá­veis (eletro e motos) fa­bri­ca­dos em Manaus, be­ne­fi­ci­ando o ritmo de pro­du­ção no polo es­pe­ci­al­mente entre as classes de menor poder aqui­si­tivo. [Fonte ↗](https://noticias.r7.com/economia/caixa-lanca-pix-parcelado-com-financiamento-em-ate-12-vezes-saiba-como-usar-08092026/?ref=jornalopolo.com.br) - **Ama­zo­nas apon­tado como pior em pro­te­ção a de­fen­so­res am­bi­en­tais.** O dado ne­ga­tivo em re­la­tó­rios de ESG eleva o risco re­pu­ta­ci­o­nal para mul­ti­na­ci­o­nais que operam no estado, exi­gindo pro­to­co­los de go­ver­nança mais rígidos para mitigar im­pac­tos em in­ves­ti­men­tos es­tran­gei­ros. [Fonte ↗](https://portalamazonia.com/meio-ambiente/am-pior-nota-protecao-defensores/?ref=jornalopolo.com.br) - **Agenda dos can­di­da­tos ao governo do AM.** O acom­pa­nha­mento das pro­pos­tas elei­to­rais é es­tra­té­gico para exe­cu­ti­vos iden­ti­fi­ca­rem quais planos pri­o­ri­zam a in­fra­es­tru­tura lo­gís­tica e a defesa ins­ti­tu­ci­o­nal da Zona Franca de Manaus. [Fonte ↗](https://g1.globo.com/am/amazonas/eleicoes/2026/noticia/2026/09/07/veja-o-que-fizeram-os-candidatos-ao-governo-do-am-nesta-segunda-feira-7.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Co­mér­cio e Câmbio | In­di­ca­dor | Valor | Va­ri­a­ção | | -------------------- | ------- | ----------- | | PTAX USD/BRL (Venda) | R$ 5,13 | +0,57% | | USD/BRL (spot) | R$ 5,13 | +0,05% | | EUR/BRL (spot) | R$ 5,96 | +0,16% | | SELIC | 14,00% | 0,00% | O dólar co­mer­cial en­cer­rou a última sessão em R$ 5,13, man­tendo a pressão sobre o custo de re­po­si­ção de insumos para os polos ele­tro­e­le­trô­nico e de duas rodas. Com a taxa Selic mantida no patamar elevado de 14,00% ao ano, o custo fi­nan­ceiro para o car­re­ga­mento de es­to­ques per­ma­nece como um dos prin­ci­pais gar­ga­los para as in­dús­trias de Manaus. Este cenário exige máxima efi­ci­ên­cia no fluxo de caixa, dado que o longo tempo de trân­sito lo­gís­tico ca­rac­te­rís­tico da região amplia a ne­ces­si­dade de capital de giro imo­bi­li­zado em com­pa­ra­ção com as fá­bri­cas do Sudeste. --- ## Mo­vi­men­ta­ções do Setor - O Governo Federal incluiu no Novo PAC a cons­tru­ção de um novo ga­so­duto privado no Ama­zo­nas, com in­ves­ti­mento es­ti­mado em R$ 1,5 bilhão, visando ampliar a se­gu­rança ener­gé­tica in­dus­trial em Manaus. - A marca Riba anun­ciou uma nova es­tra­té­gia co­mer­cial focada em sco­o­ters elé­tri­cas para o seg­mento de lo­gís­tica, si­na­li­zando novas opor­tu­ni­da­des para as linhas de mon­ta­gem do Polo de Duas Rodas vol­ta­das à ele­tri­fi­ca­ção. --- ## O Que Muda Para o Ama­zo­nas - **Hub Lo­gís­tico de Energia:** A au­to­ri­za­ção para per­fu­ra­ção na Foz do Ama­zo­nas acelera a trans­for­ma­ção do estado em uma base de suporte para o setor de óleo e gás. - **Custo Ama­zo­nas:** A alta ex­pres­siva do diesel (+2,56%) e do pe­tró­leo en­ca­rece o frete in­ter­na­ci­o­nal e o trans­porte pesado de es­co­a­mento da pro­du­ção. - **Matriz Ener­gé­tica:** A pro­je­ção de maior oferta de gás natural abre caminho para uma redução futura no custo ope­ra­ci­o­nal das fá­bri­cas de Manaus. - **Vendas e Pro­du­ção:** O Pix par­ce­lado da Caixa surge como fer­ra­menta para sus­ten­tar o volume de vendas de ele­tro­e­le­trô­ni­cos e motos no varejo na­ci­o­nal. --- A eco­no­mia do Ama­zo­nas inicia este período pós-feriado em um cenário de ajustes es­tra­té­gi­cos, onde a aber­tura de novas fron­tei­ras ener­gé­ti­cas e mi­ne­rais com­pensa as in­cer­te­zas lo­gís­ti­cas ter­res­tres. A es­ta­bi­li­dade do câmbio e a ino­va­ção em meios de pa­ga­mento for­ne­cem um am­bi­ente fa­vo­rá­vel ao consumo de pro­du­tos do Polo In­dus­trial de Manaus, embora a alta nos insumos ener­gé­ti­cos globais exija uma gestão ri­go­rosa dos custos ope­ra­ci­o­nais para pre­ser­var a com­pe­ti­ti­vi­dade da in­dús­tria local. Bom dia e bons ne­gó­cios. --- O Polo Acom­pa­nhe o Polo In­dus­trial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo In­dus­trial de Manaus, no­tí­cias e aná­li­ses sobre a in­dús­tria, a Zona Franca e a eco­no­mia do Ama­zo­nas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### Oliveira Energia coloca usina híbrida em operação em Maués e tem R$ 37 milhões em novos projetos URL: https://www.jornalopolo.com.br/oliveira-energia-coloca-usina-hibrida-em-operacao-em-maues-e-tem-r-37-milhoes-em-novos-projetos/ Last updated: 2026-09-08T00:33:01.000Z Uma empresa historicamente ligada à geração térmica começa a redesenhar parte de suas operações no interior do Amazonas. A Oliveira Energia colocou em funcionamento, em Maués, uma usina híbrida que reúne 6 MW de geração solar, 33 MW de potência térmica e armazenamento de energia em baterias. A estimativa da companhia é que somente a parcela solar produza cerca de 8 GWh de eletricidade renovável por ano. Maués abre caminho para uma estratégia mais ampla, pois, em vez de retirar as térmicas já existentes, a empresa pretende incorporar geração fotovoltaica e sistemas BESS (do inglês *Battery Energy Storage System)* às usinas para diminuir o consumo de combustível e dar mais flexibilidade à operação. O diesel continua disponível quando necessário, mas deixa de ser a única fonte responsável pelo abastecimento da localidade. Durante as horas de maior produção solar, os painéis conseguem atender parte do consumo e alimentar as baterias. A energia armazenada pode ser utilizada depois, inclusive para responder rapidamente a oscilações entre geração e demanda, enquanto os motores térmicos permanecem como fonte firme para os momentos em que solar e armazenamento não forem suficientes. Esse arranjo ganha importância em um Estado onde dezenas de localidades ainda funcionam fora do Sistema Interligado Nacional (SIN) e precisam produzir a própria energia, tradicionalmente com forte participação de combustíveis fósseis. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Oliveira-Energia-aposta-em-baterias-para-mudar-gera----o-de-energia-no-interior-do-Amazonas-2.webp) Foto: Oliveira Energia/Divulgação ### Mais três projetos somam R$ 37 milhões Depois de Maués, Novo Airão, Urucará e Novo Céu, comunidade de Autazes, estão na próxima leva. Os três projetos da Oliveira Energia foram aprovados pelo Programa Pró-Amazônia Legal, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, e representam juntos cerca de R$ 37,3 milhões em investimentos. Novo Airão concentra a maior parcela. O projeto prevê 2,97 MWp de geração solar e um sistema de baterias com 400 kW de potência e 860 kWh de armazenamento, ao custo estimado de R$ 17,08 milhões. Segundo o MME, a economia projetada para a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) chega a R$ 73,83 milhões. Em Urucará, serão 1,81 MWp de solar e um BESS de 200 kW e 430 kWh, com investimento de R$ 10,2 milhões. Para Novo Céu, estão previstos 1,77 MWp e baterias de 400 kW e 860 kWh, em um projeto de aproximadamente R$ 10 milhões. Somadas, as três iniciativas acrescentam 6,55 MWp de capacidade solar e 2,15 MWh de armazenamento às usinas térmicas existentes. O benefício econômico estimado pelo governo para a CCC alcança R$ 159,4 milhões, valor superior a quatro vezes o montante previsto para implantação dos projetos. ### A economia não está apenas no combustível A redução do uso de diesel no interior amazonense mexe também em uma conta que vai além da geração propriamente dita. O combustível precisa chegar às usinas, muitas vezes após longos deslocamentos fluviais, e ainda exige estrutura de armazenamento e abastecimento durante todo o ano. Parte dessas despesas é coberta pela CCC, mecanismo do setor elétrico utilizado para custear a geração nos Sistemas Isolados, onde produzir energia costuma ser mais caro. Quando uma térmica consegue operar menos horas porque parte da demanda passou a ser atendida por solar e baterias, a economia potencial aparece tanto no combustível quanto na logística e na manutenção dos geradores. É justamente essa conta que o Pró-Amazônia Legal busca reduzir. O programa apoia projetos capazes de diminuir estruturalmente os gastos da CCC, incluindo a hibridização de usinas que hoje dependem de geração fóssil. A mudança já alcança outras operações na região. Segundo o MME, projetos selecionados pelo Programa Energias da Amazônia deverão hibridizar 29 usinas que atendem 36 localidades. Ao longo da vida útil dos empreendimentos, o governo estima uma redução de 270 milhões de litros no consumo de diesel, cerca de 800 mil toneladas a menos de emissões de CO₂ e economia de R$ 857 milhões para a CCC. As implantações estão previstas entre o fim de 2026 e 2028. ### Plano da Oliveira chega a 145 MWp de solar Os projetos financiados pelo Pró-Amazônia Legal representam apenas parte da expansão planejada pela Oliveira Energia. A companhia divulga um portfólio de 145,4 MWp em ampliações e novas usinas solares no interior do Amazonas. A lista inclui localidades como Boca do Acre, Lábrea, Barcelos, Beruri, Tapauá, Manaquiri e Barreirinha, além de novas etapas em Maués, Novo Airão e Urucará. O volume de 145,4 MWp se refere à capacidade solar planejada e não significa que todos esses empreendimentos contarão necessariamente com sistemas de baterias. A escala chama atenção quando colocada ao lado da operação atual da companhia. Fundada no Amazonas em 1972, a Oliveira informa possuir 348,97 MW de potência instalada como Produtor Independente de Energia, distribuídos por 42 usinas no interior do Estado. O movimento não significa abandonar a geração térmica que sustentou boa parte dessa expansão ao longo das últimas décadas. O que começa a mudar é a forma como ela participa do sistema. Com solar e baterias dividindo parte da carga, os motores passam gradualmente de fonte quase exclusiva para uma função de complemento e segurança. Maués é hoje a demonstração mais concreta dessa mudança. Se os demais projetos avançarem, o mesmo desenho começará a aparecer em outras localidades amazonenses, com geração renovável e armazenamento ocupando espaço dentro de sistemas que, por décadas, dependeram principalmente do diesel. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Oliveira-Energia-aposta-em-baterias-para-mudar-gera----o-de-energia-no-interior-do-Amazonas-3.jpg) Foto: Reprodução/Internet Resumo redes: Companhia começa a combinar geração solar, baterias e térmicas no interior do Amazonas. Projetos aprovados para Novo Airão, Urucará e Novo Céu somam 6,55 MWp. ### Âmbar prevê R$ 5,5 bilhões para modernizar rede elétrica do Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/ambar-preve-r-5-5-bilhoes-para-modernizar-rede-eletrica-do-amazonas/ Last updated: 2026-09-07T22:24:17.000Z A Âmbar Energia apresentou nesta quinta-feira (3), na Aleam (Assembleia Legislativa do Amazonas), um plano de R$ 5,5 bilhões para modernizar o sistema elétrico do Amazonas até 2031. Do total, R$ 3,9 bilhões serão de capital próprio. O restante virá de repasses do governo federal para o Luz para Todos e para a interligação de alguns municípios ao sistema elétrico. A empresa, que assumiu a distribuição de energia no estado em abril, informou que o plano prevê substituição de cabos, expansão da rede, construção e revitalização de subestações e adoção de novas tecnologias. Também já estão em andamento ações emergenciais em pontos críticos, como manutenção, reforço de estruturas e troca de equipamentos. Entre as medidas previstas estão a substituição gradual de cabos antigos por cabos concêntricos revestidos, a retomada do Luz para Todos e a construção de doze subestações até 2028\. O número pode chegar a 15 nos próximos cinco anos. A Âmbar também pretende construir uma nova rede para atender Iranduba e Manacapuru, municípios apontados como prioritários para reforço estrutural. Outro foco será a redução das perdas de energia. Segundo a companhia, cerca de 44% da energia injetada na rede não é faturada, principalmente por desvios e ligações irregulares. A estratégia inclui modernização da infraestrutura, monitoramento e regularização. ### **Conta de Luz** Sobre as contas de luz, o diretor-presidente João Pilla disse que a tarifa é regulada pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e teve reajuste de 3,79%. Ele afirmou que as faturas também podem variar conforme o consumo, especialmente em períodos de calor, com maior uso de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado. A companhia informou ainda que a tarifa inclui custos de geração, transmissão, encargos setoriais, tributos e despesas da operação da distribuição. Resumo redes: A empresa, que assumiu a distribuição de energia no estado em abril, informou que o plano prevê substituição de cabos, expansão da rede, construção e revitalização de subestações e adoção de novas tecnologias. Também já estão em andamento ações emergenciais em pontos críticos, como manutenção, reforço de estruturas e troca de equipamentos. Plano vai até 2031. ### Jornalista do RJ ataca ZFM e diz que motocicletas seriam 35% mais baratas se montadas no Sudeste, mas não apresenta estudo para embasar afirmação URL: https://www.jornalopolo.com.br/jornalista-do-rj-ataca-zfm-e-diz-que-motocicletas-seriam-35-mais-baratas-se-montadas-no-sudeste-mas-nao-apresenta-estudo-para-embasar-afirmacao/ Last updated: 2026-09-07T23:12:47.000Z Um dos principais setores do Polo Industrial de Manaus (PIM) entrou no centro de uma nova crítica à Zona Franca de Manaus (ZFM). O jornalista carioca Pedro Doria questionou a lógica econômica do modelo usando como exemplo a produção de motocicletas na capital amazonense e afirmou que os veículos poderiam custar 35% menos caso fossem fabricados no Sudeste. A declaração ganha dimensão pelo tamanho da atividade colocada em discussão. Somente no primeiro semestre de 2026, o PIM produziu 1,15 milhão de motocicletas, motonetas e ciclomotores. O segmento de Duas Rodas respondeu por 19,77% do faturamento industrial de Manaus no período, atrás apenas de Bens de Informática. Em 2025, a atividade movimentou R$ 44,74 bilhões. Em uma publicação nas redes sociais, Doria descreveu uma cadeia na qual uma peça fabricada na China atravessaria o oceano até Manaus, seria incorporada a uma motocicleta e, depois, seguiria com o veículo para o mercado consumidor do Sudeste. Para ele, esse deslocamento estaria ligado à estrutura de incentivos que mantém a atividade industrial na ZFM. O jornalista argumentou ainda que o consumidor arcaria tanto com a renúncia tributária concedida ao modelo quanto com o custo do produto no mercado. Foi nesse contexto que sustentou que a mesma motocicleta poderia sair 35% mais barata se fosse produzida no Sudeste, percentual que atribuiu à própria indústria. Nas publicações repercutidas até agora, porém, não foi apresentado um estudo ou cálculo detalhado que permita verificar de forma independente como se chegou aos 35%. Doria também colocou na discussão o tamanho dos incentivos fiscais. Segundo ele, a renúncia associada à Zona Franca poderia variar entre R$ 7,5 bilhões e R$ 55 bilhões por ano, a depender da metodologia utilizada. O jornalista citou ainda o economista Marcos Lisboa ao questionar a produtividade efetiva do Polo quando os subsídios são considerados na análise. > [ Ver esse post no Instagram ](https://www.instagram.com/p/Dc9XIWWl2Jj/?utm%5Fsource=ig%5Fembed&utm%5Fcampaign=loading) > > [Um post compartilhado por Pedro Doria (@pedrodoria)](https://www.instagram.com/p/Dc9XIWWl2Jj/?utm%5Fsource=ig%5Fembed&utm%5Fcampaign=loading) Em sua conta no Instagram, o jornalista diz ser vinculado aos veículos O Globo, CBN e Canal O Meio. ### Produção em Manaus vai além da montagem O exemplo usado por Doria provocou reação especialmente por apresentar a fabricação de motocicletas a partir da chegada de componentes estrangeiros. Embora a indústria instalada em Manaus utilize também insumos importados, uma das principais fabricantes do setor mantém na cidade processos que vão além da montagem final dos veículos. A própria Honda classifica sua fábrica de Manaus como a unidade de produção de motocicletas mais verticalizada do grupo no mundo. Na planta são produzidos internamente componentes como motores, chassis, rodas e assentos. A unidade fabrica cerca de 7 motos por dia, mantém mais de 9 mil trabalhadores diretos e produz 20 modelos no Amazonas. Em fevereiro deste ano, a fábrica alcançou a marca de 32 milhões de motocicletas produzidas em Manaus desde o início da operação, em 1976\. A unidade abastece o mercado brasileiro e também exporta para outros países. A fabricante está, ainda, em um ciclo de R$ 1,6 bilhão em investimentos até 2029, que inclui ampliação da capacidade produtiva da planta amazonense para 1,6 milhão de unidades por ano. ### Marcelo Ramos reage A publicação de Doria levou o advogado tributarista e ex-deputado federal pelo Amazonas Marcelo Ramos a entrar na discussão. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele contestou a forma como a produção de motocicletas em Manaus foi apresentada e acusou o jornalista de reproduzir argumentos marcados, na avaliação dele, por preconceito e desinformação sobre a Zona Franca. Ramos também questionou diretamente o percentual de 35% usado pelo jornalista e colocou em dúvida por que, diante de uma diferença de custos dessa magnitude, a produção não teria migrado para São Paulo. > “Se São Paulo é capaz de produzir 35% mais barato do que a Zona Franca de Manaus, por que São Paulo não compra as peças da China e fabrica as motos?”. Na manifestação, o ex-deputado argumentou ainda que tratar a produção realizada na ZFM como algo separado da indústria brasileira cria, segundo ele, uma falsa oposição. Ramos sustentou que as fábricas instaladas em Manaus fazem parte da indústria nacional e lembrou que os incentivos estão amparados pela Constituição. ### Incentivos até 2073 também entram na discussão Doria também direcionou críticas à duração do modelo. A Zona Franca teve seus incentivos prorrogados por mais 50 anos pela Emenda Constitucional nº 83, de 5 de agosto de 2014, levando o prazo até 2073. Na publicação, o jornalista questionou como essa extensão ocorreu e argumentou que uma decisão de tamanho impacto econômico atravessará décadas sem ter sido submetida diretamente ao eleitorado. Ramos respondeu que a prorrogação passou pelo Congresso Nacional e que, em uma democracia representativa, deputados e senadores exercem justamente essa função em nome dos eleitores. A discussão terminou, por enquanto, com uma proposta de confronto direto de argumentos. Ramos convidou Doria para discutir publicamente a Zona Franca e deixou ao jornalista a escolha do espaço e das condições. > “Eu quero fazer um debate com você sobre Zona Franca no seu canal e nas suas regras, como você quiser, a hora e o dia que você determinar”. Até as publicações consultadas nesta segunda-feira (7), não havia sido registrada uma resposta pública de Pedro Doria ao convite. Resumo redes: Publicação no Instagram do jornalista questiona logística, incentivos fiscais e eficiência do modelo. Advogado e ex-deputado Marcelo Ramos rebate argumentos e propõe debate público sobre a Zona Franca. ### Manaus supera Paraguai e outras cidades brasileiras e vai receber fábrica da Navvion URL: https://www.jornalopolo.com.br/manaus-supera-paraguai-e-outras-cidades-brasileiras-e-vai-receber-fabrica-da-navvion/ Last updated: 2026-09-07T19:42:38.000Z Depois de meses avaliando diferentes endereços no Brasil e até fora do país, a norte-americana Navvion definiu Manaus como sede de sua fábrica de sistemas de armazenamento de energia. A decisão encerra uma processo que chegou a envolver o Paraguai e outras localidades brasileiras e coloca a capital amazonense no centro de um projeto que, em divulgações anteriores da própria companhia, foi estimado em mais de R$ 1,1 bilhão (cerca de US$ 220 milhões), caso avance até sua segunda etapa. A fábrica foi confirmada pela Navvion na última sexta-feira (4), durante o lançamento oficial da empresa no Brasil, realizado na Intersolar 2026, em São Paulo. A estratégia brasileira terá duas frentes: Manaus concentrará a fabricação dos equipamentos, enquanto Cuiabá (MT) receberá uma filial que funcionará como escritório e ponto de relacionamento e negócios, principalmente para atender o agronegócio e a indústria da região. > “A gente entende que o agronegócio e a indústria de Mato Grosso, que está próximo de estados como Goiás, Pará e Rondônia, favorecem essa estratégia. Ter os equipamentos perto do ponto de consumo é muito importante”, disse o presidente da Navvion para a América do Sul, Merivaldo Britto, em material divulgado à imprensa. A escolha de Manaus resolve uma questão que vinha aberta pelo menos desde junho. Naquele momento, após uma missão técnica à China, a região de Manaus e o Paraguai apareciam como candidatos a receber uma fábrica de células de lítio na América do Sul. O projeto ainda estava em estágio inicial e havia sido antecedido pela assinatura de um memorando de entendimento para estudos e articulações em torno da unidade industrial. Ao Jornal O POLO, a empresa confirmou que se trata do mesmo projeto e que a fábrica ficará somente em Manaus. A alternativa paraguaia foi descartada. Durante o processo de escolha, porém, a disputa foi mais ampla. Em entrevista ao portal BNamericas, em 17 de julho, Britto disse que a companhia estava percorrendo quatro localidades brasileiras: Camaçari (BA), Mato Grosso, Itajaí (SC) e Manaus, no Amazonas. Naquele momento, a empresa ainda avaliava onde concentraria a operação industrial. Infraestrutura, segurança jurídica, incentivos, logística, localização estratégica e disponibilidade de mão de obra qualificada seriam os critérios considerados na decisão, segundo a companhia. Os fatores ajudam a explicar o tipo de ambiente industrial que a empresa estava buscando. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Manaus-supera-Paraguai-e-outras-cidades-brasileiras-e-fica-com-f--brica-da-Navvion-1.jpeg) Foto: Navvion/Divulgação ### Projeto pode começar com R$ 110 milhões Os números que deram dimensão bilionária ao empreendimento foram apresentados publicamente em julho. Inicialmente, a companhia previa R$ 110 milhões para implantação de uma unidade de montagem de sistemas de armazenamento de energia, com capacidade anual projetada de 1,5 gigawatt-hora (GWh) e geração de aproximadamente 150 empregos diretos. Essa seria, porém, apenas a primeira parte do plano. Uma segunda etapa, destinada à fabricação das próprias células de lítio, poderia elevar os investimentos para mais de R$ 1,1 bilhão, com cerca de 500 empregos diretos ao longo de cinco anos, conforme as projeções divulgadas à época. Os valores não foram atualizados pela Navvion após a definição de Manaus. O portal O POLO procurou a empresa para saber se os R$ 110 milhões previstos inicialmente e o potencial de mais de R$ 1,1 bilhão na segunda fase continuam mantidos. A companhia informou que não comentaria os investimentos neste momento. Por isso, os números permanecem como projeções divulgadas anteriormente para o mesmo projeto. Na primeira fase, a Navvion pretende montar e integrar no Brasil os sistemas de armazenamento. Na etapa seguinte, a ideia é ir além na cadeia industrial e fabricar também a célula, que é a unidade básica da bateria. Várias células são agrupadas em módulos e packs e, depois, integradas com sistemas eletrônicos, controle e segurança para formar soluções maiores de armazenamento. Na entrevista ao BNamericas, Britto explicou justamente essa mudança de patamar. “Hoje não existe fabricação nacional, existe montagem nacional. O que queremos é fabricar localmente”, ressaltou. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/merivaldo-britto-navvion.jpg) Merivaldo Britto, presidente da Navvion para a América do Sul | Foto: Reprodução ### Da China para Manaus A fábrica também faz parte de uma estratégia da Navvion para reduzir a concentração da cadeia de células de baterias na China. Em julho, Britto afirmou que a companhia trabalha em conjunto com a chinesa Manst Technology, fabricante de células. A própria Manst participou, ao lado da Navvion, de agendas realizadas no Brasil durante as negociações sobre a futura unidade industrial. A lógica é combinar competências. A célula é produzida a partir de materiais que dão origem ao componente eletroquímico; depois vêm módulos, packs e sistemas completos, acompanhados de eletrônica e softwares de gerenciamento. Segundo Britto, a verticalização permitiria à operação brasileira atender não apenas o mercado nacional, mas também outros países latino-americanos e os Estados Unidos. O movimento não depende apenas de um cliente ou de um único nicho. A Navvion trabalha com sistemas para residências, comércio, indústria e agronegócio, além dos projetos de grande porte ligados ao setor elétrico. No lançamento brasileiro, a companhia voltou a destacar justamente essa diversidade de mercados. ### Site da empresa aponta montagem local entre 2027 e 2028 O [cronograma disponível atualmente no próprio site da Navvion](https://www.navvion.com/pt/brazil?ref=jornalopolo.com.br) mostra que a nacionalização será feita em etapas. A primeira fase é o lançamento comercial; depois, entre 2026 e 2027, vêm estoque, peças de reposição, garantia e suporte de campo no Brasil. A montagem local aparece programada para 2027 a 2028, incluindo definição do local da fábrica, contratação de mão de obra, equipamentos, procedimentos, testes e implantação do sistema de controle da produção. A expansão pela América do Sul aparece no roteiro a partir de 2028 em uma quarta fase. ### Leilão de baterias coloca fabricação nacional no centro do mercado A decisão de fabricar no Brasil ocorre justamente quando o país prepara seus primeiros grandes leilões dedicados ao armazenamento de energia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê dois certames para 2 e 4 de dezembro de 2026\. O primeiro, chamado de Armazenamento Nacional, será exclusivo para sistemas que comprovem a utilização de baterias fabricadas no Brasil. O segundo, de Armazenamento Geral, não terá essa exigência. Os dois leilões contratarão disponibilidade de potência por meio de Sistemas de Armazenamento de Energia Elétrica (SAEs) com baterias. Na prática, são grandes conjuntos capazes de guardar eletricidade quando há oferta disponível e devolvê-la ao sistema nos momentos em que a rede precisa de potência. Os contratos previstos terão 15 anos, com início de fornecimento em agosto de 2028. O tamanho do interesse já apareceu antes mesmo das disputas. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recebeu 6.091 projetos, que juntos somam 296.807 megawatts (MW) de potência cadastrada para os leilões de armazenamento de 2026, um recorde de participação em certames do setor elétrico brasileiro. Britto já havia relacionado o avanço da Navvion ao novo mercado que começa a se formar no país, mas ponderou que a estratégia vai além do leilão. Segundo ele, a demanda existe também em países com instabilidade ou limitações na distribuição de energia e em atividades como indústria e agronegócio. > “A questão da Navvion vir para o Brasil e para a América do Sul tem lógica com o leilão de baterias, mas o nosso grande desafio é fazer um trabalho diferenciado na América do Sul”, afirmou em julho. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Manaus-supera-Paraguai-e-outras-cidades-brasileiras-e-vai-receber-f--brica-da-Navvion-4.png) Foto: Navvion/Divulgação Resumo redes: Plano divulgado em julho previa R$ 110 milhões na etapa inicial para a implantação de uma unidade de montagem de sistemas de armazenamento de energia. Segunda etapa pode elevar o investimento total para mais de R$ 1,1 bilhão, com fabricação de células de lítio. ### DIÁRIO DO POLO - 07/09/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/zona-franca-pim-dolar-energia-logistica-07-09-2026/ Last updated: 2026-09-07T11:33:37.000Z ## A SEMANA NO POLO - A in­dús­tria do Ama­zo­nas inicia a semana com atenção voltada para a lo­gís­tica urbana e o es­co­a­mento de cargas leves, devido às in­ter­rup­ções de tráfego cau­sa­das pelas ce­le­bra­ções do feriado de 7 de Se­tem­bro em Manaus, que alteram o fluxo no entorno do Dis­trito In­dus­trial. - Per­ma­nece no radar das em­pre­sas sa­té­li­tes do Polo In­dus­trial de Manaus (PIM) o prazo de­ci­sivo de se­tem­bro para a escolha do modelo de re­co­lhi­mento tri­bu­tá­rio no Simples Na­ci­o­nal, escolha fun­da­men­tal para a ma­nu­ten­ção da com­pe­ti­ti­vi­dade na cadeia de for­ne­ci­mento local frente à reforma tri­bu­tá­ria. - Os ges­to­res devem acom­pa­nhar os dados de na­ve­ga­bi­li­dade dos rios ao longo da semana, dado que novos alertas sobre a di­fi­cul­dade de acesso a ser­vi­ços pú­bli­cos e ju­rí­di­cos no in­te­rior re­for­çam a gra­vi­dade da es­ti­a­gem para a eco­no­mia es­ta­dual. --- ## INDÚSTRIA E EMPRESAS DO PIM - **Honda SP160 vs Yamaha FZ-S Fi: Com­pa­ra­tivo técnico no setor de duas rodas.** O embate tec­no­ló­gico entre as duas gi­gan­tes de Manaus reflete a com­pe­ti­ti­vi­dade direta do Polo de Duas Rodas. Ino­va­ções e es­pe­ci­fi­ca­ções desses modelos ditam as ten­dên­cias de consumo e o ritmo das linhas de mon­ta­gem no Dis­trito In­dus­trial, exi­gindo cons­tan­tes atu­a­li­za­ções nos pro­ces­sos pro­du­ti­vos para atender a um mercado cada vez mais exi­gente em per­for­mance e eco­no­mia. [Fonte ↗](https://www.zigwheels.com/bike-comparison/honda-sp160-vs-yamaha-2025-fz-s-fi?ref=jornalopolo.com.br) --- ## ZONA FRANCA E POLÍTICA - **Se­gu­rança ju­rí­dica e in­cen­ti­vos da ZFM.** As no­tí­cias mais re­le­van­tes para a edição de hoje des­ta­cam que o di­fe­ren­cial com­pe­ti­tivo do estado não deve ser erodido pela tran­si­ção tri­bu­tá­ria, exi­gindo ar­ti­cu­la­ção cons­tante entre a SUFRAMA, o governo es­ta­dual e en­ti­da­des para pro­te­ger o ecos­sis­tema de ne­gó­cios. Qual­quer ajuste na po­lí­tica de in­cen­ti­vos ou no Pro­cesso Pro­du­tivo Básico (PPB) altera a vi­a­bi­li­dade de longo prazo das in­dús­trias ins­ta­la­das. --- ## COMÉRCIO EXTERIOR E TARIFAS - **Preços maiores sus­ten­tam alta das ex­por­ta­ções aos EUA em agosto.** O aumento do valor das ex­por­ta­ções para o mercado norte-ame­ri­cano si­na­liza uma opor­tu­ni­dade para os pro­du­tos do PIM ga­nha­rem com­pe­ti­ti­vi­dade via margem. A alta dos preços globais com­pensa parte dos custos lo­gís­ti­cos locais, fa­vo­re­cendo a balança co­mer­cial do estado ama­zo­nense. [Fonte ↗](https://jcam.com.br/noticias/precos-maiores-sustentam-alta-das-exportacoes-aos-eua-em-agosto/?ref=jornalopolo.com.br) - **Ta­ri­faço muda forma de in­ter­na­ci­o­na­li­za­ção das em­pre­sas bra­si­lei­ras.** A mudança na es­tra­té­gia co­mer­cial frente às tarifas ame­ri­ca­nas afeta di­re­ta­mente as ex­por­ta­do­ras de com­po­nen­tes do PIM. En­ten­der esse novo modelo de ne­gó­cios é es­sen­cial para que as in­dús­trias de Manaus man­te­nham o acesso ao mercado externo sem com­pro­me­ter a ren­ta­bi­li­dade ope­ra­ci­o­nal frente aos novos custos. [Fonte ↗](https://www.infomoney.com.br/business/os-eua-continuam-no-radar-de-empresas-brasileiras-mas-a-internacionalizacao-mudou/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## LOGÍSTICA AMAZÔNICA - **Falta de di­ag­nós­ti­cos téc­ni­cos em hi­dro­vias.** A crítica do es­pe­ci­a­lista Augusto Rocha sobre a ca­rên­cia de pla­ne­ja­mento nas hi­dro­vias atinge o cerne do gargalo lo­gís­tico do PIM. Sem di­ag­nós­ti­cos pre­ci­sos, as obras de dra­ga­gem e in­fra­es­tru­tura fluvial tornam-se pa­li­a­ti­vas, man­tendo o *Custo Ama­zo­nas* elevado e a im­pre­vi­si­bi­li­dade no es­co­a­mento in­dus­trial e re­ce­bi­mento de insumos. [Fonte ↗](https://jornalggn.com.br/artigos/na-amazonia-faltam-diagnosticos-antes-das-obras-nas-hidrovias-por-augusto-rocha/?ref=jornalopolo.com.br) - **Di­fi­cul­da­des na BR-319 servem de alerta lo­gís­tico.** O relato de seis dias para cruzar a rodovia serve como ter­mô­me­tro lo­gís­tico para o setor de trans­por­tes. A pre­ca­ri­e­dade da via con­firma a di­fi­cul­dade de uti­li­zar a BR-319 como rota al­ter­na­tiva con­fi­á­vel para o PIM durante a vazante severa dos rios, re­for­çando a de­pen­dên­cia das hi­dro­vias. [Fonte ↗](https://portalacre.com.br/2026/09/apos-seis-dias-na-estrada-fusqueiros-do-acre-chegam-a-roraima-e-relatam-desafios-para-cruzar-a-amazonia/?ref=jornalopolo.com.br) - **Es­ti­a­gem di­fi­culta acesso à Justiça no Ama­zo­nas.** A gra­vi­dade da seca atinge o fun­ci­o­na­mento das ins­ti­tu­i­ções, o que pode im­pac­tar a ce­le­ri­dade de pro­ces­sos ju­rí­di­cos e ad­mi­nis­tra­ti­vos de in­te­resse das em­pre­sas. O iso­la­mento de co­mar­cas reflete a pa­ra­li­sa­ção lo­gís­tica que trava a eco­no­mia do estado e exige planos de con­tin­gên­cia bu­ro­crá­tica. [Fonte ↗](https://portalamazonia.com/amazonas/estiagem-amazonas-justica/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## ENERGIA E MINERAÇÃO - **ONS projeta aumento de 6,5% na carga de energia em se­tem­bro.** O aumento da demanda ener­gé­tica na­ci­o­nal, somado à seca no Norte, pres­si­ona o sistema elé­trico e os custos de geração. Para as in­dús­trias de Manaus, o dado indica atenção re­do­brada ao custo de uti­li­da­des e à es­ta­bi­li­dade do su­pri­mento durante o atual pico pro­du­tivo. [Fonte ↗](https://en.clickpetroleoegas.com.br/ons-projects-average-load-of-85534-mw-in-september-up-65-while-natural-hydropower-in-the-south-could-reach-253-of-average-phsn84/?ref=jornalopolo.com.br) - **Debate sobre royal­ties do pe­tró­leo na Foz do Ama­zo­nas.** A dis­cus­são sobre a par­ti­lha de royal­ties é es­tra­té­gica para o governo pla­ne­jar in­ves­ti­men­tos em in­fra­es­tru­tura e edu­ca­ção técnica. A de­fi­ni­ção desses re­cur­sos pode des­tra­var verbas para a di­ver­si­fi­ca­ção eco­nô­mica e o apoio lo­gís­tico ne­ces­sá­rio para que o PIM man­te­nha sua com­pe­ti­ti­vi­dade re­gi­o­nal. [Fonte ↗](https://www.portalaz.com.br/noticia/economia/97946/petroleo-na-foz-do-amazonas-amplia-debate-sobre-uso-de-royalties/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## INOVAÇÃO E BIOECONOMIA - **Risco ESG na cadeia de estanho.** Re­la­tó­rios apontam que cas­si­te­rita ilegal da Ama­zô­nia teria abas­te­cido gi­gan­tes de tec­no­lo­gia, gerando riscos de con­for­mi­dade para o setor de ele­tro­e­le­trô­ni­cos do PIM. A ras­tre­a­bi­li­dade mineral é crítica para evitar sanções co­mer­ci­ais in­ter­na­ci­o­nais e danos à re­pu­ta­ção das mul­ti­na­ci­o­nais ins­ta­la­das em Manaus. [Fonte ↗](https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/cassiterita-ilegal-da-amazonia-teria-abastecido-cadeia-de-gigantes-globais-de-tecnologia-865589/?ref=jornalopolo.com.br) - **Star­tups trans­for­mam de­sa­fios em ino­va­ção.** O for­ta­le­ci­mento do ecos­sis­tema de star­tups locais é vital para o aden­sa­mento tec­no­ló­gico do PIM. So­lu­ções ino­va­do­ras criadas no Ama­zo­nas ajudam a reduzir custos ope­ra­ci­o­nais e a de­sen­vol­ver novos pro­du­tos com DNA re­gi­o­nal, apro­vei­tando os in­cen­ti­vos es­tra­té­gi­cos de P&D. [Fonte ↗](https://www.acritica.com/economia/empreendedores-transformam-desafios-da-amazonia-em-negocios-e-inovac-o-1.414252?ref=jornalopolo.com.br) --- ## TRABALHO E QUALIFICAÇÃO - **Ex­pan­são de cursos téc­ni­cos no in­te­rior.** Omar Aziz defende cursos do Cetam e UEA para geração de em­pre­gos fora da capital. A qua­li­fi­ca­ção pro­fis­si­o­nal no in­te­rior é es­tra­té­gica para a in­te­ri­o­ri­za­ção do de­sen­vol­vi­mento e para reduzir a pressão mi­gra­tó­ria sobre Manaus, for­ta­le­cendo a mão de obra re­gi­o­nal para a in­dús­tria. [Fonte ↗](https://www.portaldoholanda.com.br/eleicoes-2026/omar-aziz-defende-mais-cursos-do-cetam-e-uea-e-geracao-de-empregos-no-interior?ref=jornalopolo.com.br) - **Con­cor­rên­cia re­gi­o­nal por in­dus­tri­a­li­za­ção no Pará.** A mo­vi­men­ta­ção po­lí­tica no estado vizinho si­na­liza uma disputa por in­ves­ti­men­tos. O Ama­zo­nas precisa mo­ni­to­rar essas po­lí­ti­cas para ga­ran­tir que a Zona Franca de Manaus man­te­nha sua atra­ti­vi­dade e li­de­rança na região Norte frente a novos pro­je­tos de ma­nu­fa­tura. [Fonte ↗](https://brasilnocentro.com.br/hana-ghassan-promete-ampliar-industrializacao-e-geracao-de-empregos-no-para/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## ECONOMIA DO AMAZONAS - **Risco de es­cas­sez de água em Manaus até 2040.** O estudo alerta para um desafio de longo prazo para as in­dús­trias in­ten­si­vas no uso de água. O dado reforça a ne­ces­si­dade de in­ves­ti­men­tos ime­di­a­tos em tec­no­lo­gias de reúso e prá­ti­cas de sus­ten­ta­bi­li­dade hídrica nas plantas do Dis­trito In­dus­trial para ga­ran­tir a con­ti­nu­i­dade ope­ra­ci­o­nal. - **Bi­o­e­co­no­mia e sub­pro­du­tos da cas­ta­nha.** A trans­for­ma­ção da cas­ta­nha-do-Brasil em novos itens exem­pli­fica o po­ten­cial da flo­resta para criar elos de su­pri­men­tos in­dus­tri­ais. Pro­du­tos de valor agre­gado podem ser in­te­gra­dos à cadeia do PIM, agre­gando o selo de sus­ten­ta­bi­li­dade ama­zô­nica aos port­fó­lios das em­pre­sas locais. [Fonte ↗](https://selesnafes.com/2026/09/estudante-transforma-castanha-do-brasil-em-maionese-molho-de-pimenta-e-renda-na-floresta/?ref=jornalopolo.com.br) - **Al­te­ra­ções no trân­sito pelo feriado de 7 de Se­tem­bro.** O desfile no Sam­bó­dromo impacta a cir­cu­la­ção de fun­ci­o­ná­rios e o trans­porte de cargas leves no entorno do Dis­trito In­dus­trial hoje. O pla­ne­ja­mento ope­ra­ci­o­nal das em­pre­sas deve con­si­de­rar essas in­ter­rup­ções urbanas para evitar atrasos na lo­gís­tica interna e mo­vi­men­ta­ção de pessoal. [Fonte ↗](https://d24am.com/amazonas/desfile-de-7-de-setembro-altera-transito-e-transporte-para-o-sambodromo/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## COMÉRCIO E CÂMBIO | In­di­ca­dor | Valor | Va­ri­a­ção | | --------------------------- | ----------------- | ----------- | | PTAX USD/BRL (Compra/Venda) | R$ 5,12 / R$ 5,13 | +0,57% | | USD/BRL (Spot) | R$ 5,13 | +0,51% | | EUR/BRL (Spot) | R$ 5,96 | +0,56% | | SELIC | 14,00% a.a. | 0,00% | O dólar co­mer­cial en­cer­rou a última sessão com alta de 0,51%, fe­chando em R$ 5,13 ontem, en­quanto o euro acom­pa­nhou a ten­dên­cia com va­lo­ri­za­ção de 0,56%. Para as in­dús­trias do PIM, esse avanço da moeda norte-ame­ri­cana eleva mar­gi­nal­mente o custo de re­po­si­ção de com­po­nen­tes e insumos im­por­ta­dos. Com a taxa Selic mantida em 14,00% ao ano, o custo fi­nan­ceiro para o car­re­ga­mento de es­to­ques per­ma­nece como um desafio central, exi­gindo das em­pre­sas uma gestão de caixa ri­go­rosa para equi­li­brar o en­ca­re­ci­mento das ma­té­rias-primas e os juros ele­va­dos sobre o capital de giro ne­ces­sá­rio para operar na região ama­zô­nica, onde o tempo de trân­sito lo­gís­tico é na­tu­ral­mente su­pe­rior. --- ## O QUE MUDA PARA O AMAZONAS - **Custo de com­po­nen­tes:** A alta do dólar spot para R$ 5,13 en­ca­rece a im­por­ta­ção de com­po­nen­tes ele­trô­ni­cos e peças para o polo de duas rodas, pres­si­o­nando as margens de lucro no início de se­tem­bro. - **Custos ope­ra­ci­o­nais:** O aumento pro­je­tado de 6,5% na carga de energia em se­tem­bro si­na­liza maior custo ope­ra­ci­o­nal com uti­li­da­des para as in­dús­trias ele­tro­in­ten­si­vas de Manaus. - **Pla­ne­ja­mento ESG:** O alerta de es­cas­sez hídrica até 2040 impõe às em­pre­sas a ne­ces­si­dade ime­di­ata de pro­je­tos de sus­ten­ta­bi­li­dade vol­ta­dos à efi­ci­ên­cia extrema no uso da água. - **Es­tra­té­gia de ex­por­ta­ção:** A mudança na in­ter­na­ci­o­na­li­za­ção frente às tarifas dos EUA exige que ex­por­ta­do­ras do PIM revisem seus con­tra­tos de lo­gís­tica e canais de dis­tri­bu­i­ção externa. - **Lo­gís­tica ter­res­tre:** A pre­ca­ri­e­dade da BR-319, evi­den­ci­ada pelos relatos de tra­ves­sia lenta, retira a rodovia do pla­ne­ja­mento de rotas al­ter­na­ti­vas viáveis para o es­co­a­mento de grandes volumes durante a seca. --- ## FECHAMENTO A eco­no­mia do Ama­zo­nas inicia este ciclo de feriado sob a pressão com­bi­nada da alta cambial e dos gar­ga­los lo­gís­ti­cos da seca, mas com sinais de re­si­li­ên­cia nas ex­por­ta­ções e na ino­va­ção re­gi­o­nal. A ca­pa­ci­dade das in­dús­trias de Manaus de mo­ni­to­rar os riscos de con­for­mi­dade mineral e se adaptar às novas exi­gên­cias de sus­ten­ta­bi­li­dade hídrica e ener­gé­tica será fun­da­men­tal para ga­ran­tir a com­pe­ti­ti­vi­dade no en­cer­ra­mento do ter­ceiro tri­mes­tre. O cenário exige vi­gi­lân­cia sobre os custos de uti­li­da­des e agi­li­dade na res­posta ins­ti­tu­ci­o­nal aos en­tra­ves hí­dri­cos que afetam desde o ju­di­ci­á­rio até o porto. Bom dia e bons ne­gó­cios. --- O Polo Acom­pa­nhe o Polo In­dus­trial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo In­dus­trial de Manaus, no­tí­cias e aná­li­ses sobre a in­dús­tria, a Zona Franca e a eco­no­mia do Ama­zo­nas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### Quase metade dos trabalhadores da indústria não pratica atividade física no lazer, aponta Sesi URL: https://www.jornalopolo.com.br/quase-metade-dos-trabalhadores-da-industria-nao-pratica-atividade-fisica-no-lazer-aponta-sesi/ Last updated: 2026-09-06T20:01:42.000Z Quase metade dos trabalhadores da indústria brasileira não pratica atividade física nos momentos de lazer e 1 em cada 5 relata nível elevado de estresse. Os dados são do [VigIndústria Brasil](https://static.portaldaindustria.com.br/portaldaindustria/noticias/media/filer%5Fpublic/fc/83/fc836c73-55b5-4ed7-9e4c-13a54a95786c/relatorio%5Fvigindustria%5F-%5Fconecta%5Fsaude%5F2026.pdf?ref=jornalopolo.com.br), estudo do Serviço Social da Indústria (Sesi), divulgado na terça-feira (1º), durante o Conecta Saúde 2026, em São Paulo. O Vigindústria é uma parceria entre o Sesi, o Conselho Nacional do Sesi (CN-Sesi) e o Ministério da Saúde. A proposta é identificar e mapear os fatores de risco e diferentes necessidades dos trabalhadores para apoiar as empresas a definir prioridades e a planejar ações de promoção da saúde e prevenção de doenças crônicas. Entre os hábitos acompanhados pelo relatório, a alimentação aparece como um dos principais pontos de atenção. Cerca de sete em cada dez trabalhadores (71%) comem poucas frutas e hortaliças. A exposição prolongada às telas também alcança parcela significativa da população pesquisada: quase 34% passam 3 horas ou mais por dia usando computador, tablet ou celular para acessar redes sociais, assistir a filmes ou se distrair com jogos. Um comportamento que é especialmente presente entre os mais jovens. Na faixa etária abaixo de 30 anos a proporção de trabalhadores expostos a tempo prolongado de tela sobe para 48%. No conjunto da amostra, 20,3% dos trabalhadores relataram nível elevado de estresse e 18,7% disseram ter dificuldade para relaxar e aproveitar o tempo de lazer. Entre os menores de 30 anos, o índice chega a 21%. O presidente do Conselho Nacional do Sesi, Fausto Junior, destaca que o relatório fortalece a gestão da saúde dos trabalhadores e permite respostas mais adequadas à realidade de cada região do país. > “Nesse processo, o Sesi desempenha um papel complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), conforme previsto na Constituição e na legislação. Pela sua capilaridade e presença no mundo do trabalho, pode somar esforços e ampliar o alcance das ações de promoção, prevenção e cuidado junto aos trabalhadores da indústria. Essa articulação entre governo, Sistema Indústria e empresas é fundamental para transformar conhecimento em melhores condições de saúde e qualidade de vida”, assegura Fausto. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-5.png) Foto: Reprodução/Internet ### Doenças crônicas se tornam mais frequentes com o avanço da idade Em relação a doenças crônicas, o VigIndústria mostra que a obesidade é a condição mais prevalente entre as investigadas e atinge 22,7% dos trabalhadores. Problemas crônicos de coluna aparecem em 19% da amostra, seguidos pelo colesterol alto, com 17% e hipertensão, com 16%. A relação entre envelhecimento e adoecimento fica mais clara no caso do diabetes. A prevalência é de 5,7% entre todos os entrevistados e aumenta progressivamente com a idade: passa de 3% entre os menores de 30 anos para 8% na faixa dos 40 aos 59 anos e chega a 22 entre aqueles com 60 anos ou mais. Para a especialista do Sesi Georgia Matos, compreender essas diferenças é uma etapa fundamental para que as informações produzidas pelo levantamento sejam incorporadas ao planejamento das empresas. > “Os dados precisam chegar à tomada de decisão. Se identificamos, por exemplo, uma concentração maior de determinado fator de risco em uma população, essa informação deve ajudar a orientar programas, campanhas, acompanhamento e ações específicas para aquele grupo”, afirma. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-6.png) Foto: Sesi ### Trabalhadores têm percepção positiva sobre segurança O relatório também aborda a percepção dos trabalhadores sobre a segurança no ambiente de trabalho e mostra que mais de 8 em cada 10 (84%) afirmam que a segurança importa para a empresa, e mais de 7 em cada 10 percebem que a organização prioriza a prevenção e avaliam o ambiente de trabalho como seguro. Os resultados variam, porém, quando treinamento e comunicação são analisados de acordo com o porte das empresas. Entre trabalhadores de micro e pequenas indústrias, 56% afirmam receber treinamento para emergências e prevenção de acidentes, frente a 68% nas médias e grandes empresas. ### Estudo ouviu quase 58 mil trabalhadores brasileiros Realizado entre julho e dezembro de 2025, o VigIndústria ouviu 57.952 trabalhadores de 825 empresas e analisou 33 indicadores distribuídos em seis dimensões: sociodemográfica, comportamentos de risco, bem-estar mental, morbidade referida, percepção de saúde e autocuidado e cultura de segurança. A proposta é mapear fatores de risco e diferentes necessidades da população trabalhadora, gerando informações que apoiem empresas e instituições na definição de prioridades e no planejamento de ações de promoção da saúde e prevenção. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-8.png) Foto: Reprodução/Internet Resumo redes: Levantamento nacional com 57.952 trabalhadores de 825 empresas também mostra que 71% consomem poucas frutas e hortaliças, 20,3% relatam estresse elevado e 22,7% têm obesidade. Entre os menores de 30 anos, 48% passam três horas ou mais por dia diante de telas no lazer. ### Esta máquina custa quase US$ 400 milhões e ajuda a fabricar os chips que chegam ao Polo Industrial de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/esta-maquina-custa-quase-us-400-milhoes-e-ajuda-a-fabricar-os-chips-que-chegam-ao-polo-industrial-de-manaus/ Last updated: 2026-09-06T19:21:48.000Z Ela pesa dezenas de toneladas, ocupa quase o espaço de um ônibus e custa perto de US$ 400 milhões, mais de R$ 2 bilhões por unidade. A máquina High-NA EUV, fabricada pela holandesa ASML, dificilmente algum dia será instalada no Distrito Industrial de Manaus. Mas os componentes que uma tecnologia desse nível ajuda a colocar no mercado chegam ao Polo praticamente todos os dias. Circuitos integrados e microconjuntos eletrônicos estão entre os principais itens comprados no exterior pela indústria amazonense. Entre janeiro e agosto de 2025, foram cerca de US$ 1,83 bilhão importados por Manaus, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado do Amazonas (Sedecti) com base no Comex Stat. São chips que depois entram em celulares, televisores, computadores, equipamentos de telecomunicações e uma série de outros produtos montados no Polo Industrial de Manaus (PIM). Antes de chegar aqui, porém, um chip pode atravessar uma cadeia que envolve empresas e fábricas espalhadas por vários países. A ASML está em uma das etapas mais sofisticadas desse processo. Suas máquinas de litografia projetam sobre discos de silício os desenhos que, depois de sucessivas etapas industriais, dão origem aos circuitos microscópicos dos semicondutores. A companhia holandesa é hoje a única capaz de fornecer comercialmente equipamentos EUV, tecnologia usada na fabricação dos chips mais avançados. A complexidade ajuda a explicar o preço. Nas máquinas EUV, minúsculas gotas de estanho são atingidas por pulsos de laser milhares de vezes por segundo para produzir a radiação necessária à fabricação dos circuitos. A geração High-NA leva esse processo ainda mais longe e permite trabalhar com estruturas menores e maior densidade de transistores. Os equipamentos mais novos chegam perto de US$ 400 milhões cada, quase o dobro de uma máquina EUV convencional. ### De Taiwan para Manaus Entre os grandes clientes da ASML, está a TSMC, de Taiwan, maior fabricante independente de semicondutores do mundo. A empresa produz chips desenhados por outras companhias e, somente em 2025, fabricou 12.682 produtos diferentes para 534 clientes, destinados a mercados como smartphones, automóveis, computação de alto desempenho e eletrônicos de consumo. Depois de sair da fábrica, o semicondutor ainda pode passar por etapas de corte, encapsulamento, testes e montagem em módulos ou placas antes de seguir para o destino final. É nesse percurso que Manaus entra. O componente pode desembarcar diretamente no Amazonas ou chegar depois de passar por outros centros industriais da Ásia, onde é incorporado a placas e conjuntos eletrônicos. O volume movimentado dá uma ideia da dependência dessa cadeia. Além dos US$ 1,83 bilhão registrados entre janeiro e agosto de 2025, Manaus importou US$ 273,7 milhões em circuitos integrados em janeiro deste ano e outros US$ 311,6 milhões em fevereiro. No primeiro semestre de 2026, o PIM faturou R$ 121,76 bilhões, com bens de informática respondendo por 22% do total e o setor eletroeletrônico por 15,9%. Esses chips aparecem em produtos bem diferentes entre si. Um celular pode carregar processador, memória, modem e controladores de energia; uma motocicleta moderna utiliza semicondutores em sistemas de injeção, ABS, sensores e painéis digitais; televisores também dependem deles para processamento de imagem, memória e conectividade. Isso não significa, porém, que todo chip utilizado pelo Polo tenha sido produzido em uma máquina High-NA de US$ 400 milhões. Grande parte dos semicondutores presentes em motocicletas, televisores, eletrodomésticos e equipamentos industriais ainda usa processos mais maduros, fabricados principalmente com máquinas DUV, de uma geração anterior. A EUV está concentrada sobretudo nos chips mais avançados, como processadores de smartphones, CPUs, GPUs e aceleradores de inteligência artificial. A nova High-NA ainda está começando a entrar na produção em escala. A TSMC vinha adotando uma postura cautelosa diante do preço da tecnologia, enquanto a Intel saiu na frente: em julho de 2026, anunciou com a ASML que já utilizava High-NA em camadas de produtos do processo Intel 18A. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Esta-m--quina-custa-quase-US--400-milh--es-e-ajuda-a-fabricar-os-chips-que-chegam-ao-Polo-Industrial-de-Manaus-2.jpeg) Foto: Reprodução ### Uma máquina no centro da disputa entre China e Ocidente O domínio da ASML transformou a litografia em assunto geopolítico. Estados Unidos e Holanda restringiram a venda das tecnologias mais avançadas para a China, que atualmente não consegue comprar equipamentos EUV da fabricante europeia. Pequim tenta reduzir essa dependência. Em 2026, a estatal Shanghai Aishengna Electronic Technology Group iniciou esforços para produzir em escala máquinas chinesas de litografia DUV por imersão. A expectativa reportada é fabricar cerca de cinco unidades neste ano e 20 em 2027\. Para comparação, a ASML entregou 131 equipamentos dessa categoria apenas em 2025. Ainda existe uma distância grande entre os equipamentos chineses e os da empresa holandesa em produtividade, precisão e confiabilidade. E a tecnologia em desenvolvimento na China ainda está abaixo da EUV, muito menos da nova High-NA. Mesmo assim, o surgimento de um concorrente começa a mexer em um mercado que por décadas teve pouquíssimas alternativas. Para Manaus, essa disputa não é apenas uma curiosidade tecnológica. O Polo não fabrica em escala relevante os wafers avançados usados nos principais processadores, mas depende de uma oferta constante de semicondutores produzidos no exterior. Mais fornecedores, maior capacidade mundial e menos gargalos podem ampliar a competição nessa cadeia, embora o preço da máquina de litografia seja apenas uma parte do custo final de um chip. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Esta-m--quina-custa-quase-US--400-milh--es-e-ajuda-a-fabricar-os-chips-que-chegam-ao-Polo-Industrial-de-Manaus-2.jpg) Foto: Reprodução Resumo redes: Equipamento da holandesa ASML usa luz ultravioleta extrema para desenhar circuitos em escala nanométrica. TSMC está entre as fabricantes que utilizam essa tecnologia para produzir semicondutores. Circuitos integrados são um dos principais insumos importados por Manaus. China começa a fabricar máquinas próprias, mas ainda está distante da geração mais avançada. ### Presidente do BNDES estará em Manaus na quinta (10) para apresentar crédito e financiamento à indústria URL: https://www.jornalopolo.com.br/presidente-do-bndes-estara-em-manaus-na-quinta-10-para-apresentar-credito-e-financiamento-a-industria/ Last updated: 2026-09-06T17:40:09.000Z Empresas do Amazonas terão, na próxima quinta-feira, 10 de setembro, uma agenda direta com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, para conhecer caminhos de financiamento voltados à expansão, modernização e inovação industrial. O encontro será realizado às 9h, na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), em Manaus. Na prática, entram nessa discussão alternativas para financiar compra de máquinas e equipamentos, ampliação de capacidade produtiva, modernização de empresas, inovação tecnológica e iniciativas destinadas a elevar produtividade e competitividade. O banco também atua com crédito de longo prazo para projetos ligados à sustentabilidade e aquisição de bens de capital. Além da apresentação institucional, a agenda terá caráter técnico. Especialistas do BNDES estarão disponíveis para explicar as condições das linhas, exigências de garantias, formas de acesso aos recursos e etapas necessárias para a contratação dos financiamentos. O encontro também permitirá que empresários apresentem ao banco suas próprias demandas e projetos de investimento. Com isso, a visita aproxima a instituição das necessidades do setor industrial amazonense e cria um canal mais direto para empresas interessadas em incorporar novas tecnologias, modernizar operações ou ampliar a produção. Resumo redes: Aloizio Mercadante participa de encontro na Fieam, onde vai apresentar linhas de financiamento voltadas à modernização industrial, compra de máquinas e equipamentos, inovação, expansão da produção e novos investimentos. ### Banana de Manicoré entra no radar de foodtech de Manaus para produção de mingau instantâneo URL: https://www.jornalopolo.com.br/banana-de-manicore-entra-no-radar-de-foodtech-de-manaus-para-producao-de-mingau-instantaneo/ Last updated: 2026-09-06T17:11:04.000Z O que começa com bananas cultivadas no interior do Amazonas pode terminar em um produto industrializado de alto valor nutritivo e de fácil preparo nas mãos de consumidores de outras regiões do país. É nessa conexão que o Sebrae Amazonas aposta ao aproximar a empresa Amazon Porridge, de Manaus, do Projeto de Fortalecimento da Cadeia da Banana em Manicoré desenvolvido com instituições parceiras. Criadora da marca Mingau Amazônico, a Porridge quer aumentar a escala de fabricação do mingau de banana instantâneo, com redução nos custos de processamento e logística da matéria-prima. Neste cenário, a iniciativa do Sebrae busca criar condições para que agricultores e organizações de Manicoré ampliem o acesso a mercados, como da capital amazonense, e agreguem valor à produção no próprio território. A articulação estratégica entre setor industrial e produção rural ocorreu durante uma visita técnica da equipe do Sebrae Amazonas à fábrica da Amazon Porridge, no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus, no último dia 1º de setembro. Em reunião no local, a instituição apresentou o projeto ao CEO da empresa, Vanilson Costa, e identificou possibilidades de colaboração ao longo da implantação das ações no Polo do Médio Madeira. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-3.png) Equipe do Sebrae Amazonas visitou a fábrica, em Manaus, responsável pelo mingau de banana instantâneo | Foto: Agência Sebrae Na fabricação do Mingau Amazônico instantâneo, a Amazon Porridge utiliza ingredientes regionais, como banana pacovan, castanha-do-brasil e farinha de tapioca, para oferecer um alimento prático dentro de uma embalagem de copo. Para preparar, basta retirar o selo protetor, adicionar água fervente e mexer bem que em 1 minuto fica pronto para consumo. E neste ambiente de negócios, o Sebrae pretende integrar os diferentes elos da cadeia produtiva e buscar alternativas para comercialização, logística e beneficiamento entre as partes envolvidas no processo. Neste caso, os fornecedores de Manicoré e a foodtech da capital. > “A aproximação com empresas que conhecem o mercado e já trabalham com produtos da nossa região nos ajuda a enxergar a cadeia de uma forma mais completa. O objetivo é verificar onde estão as oportunidades e construir conexões que façam sentido para produtores, empresas e para o território”, afirmou a gestora do projeto pelo Sebrae Amazonas, Milene Lopes. ### Produção iniciada no interior Segundo o CEO da empresa, entre os planos em avaliação está a utilização de uma fábrica de açaí em Manicoré, que poderá ser adaptada para realizar etapas de pré-processamento da banana antes do transporte para Manaus. A medida poderia resolver dois problemas simultaneamente: a perecibilidade da fruta e o custo logístico. Para o empresário e idealizador do Mingau Amazônico, Vanilson Costa, uma parceria com o Sebrae-AM também significa uma oportunidade para a empresa aproveitar cada vez mais ingredientes produzidos no estado ao invés de importar de outras regiões. > “Na indústria, ter uma cadeia organizada significa conseguir planejar. Quando sabemos quem produz, quanto produz e em que período, conseguimos pensar em produto, investimento e mercado com muito mais segurança. É esse tipo de conexão que pode fazer a matéria-prima local virar negócio dentro da própria Amazônia”, disse Costa. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-4.png) CEO da Amazon Porridge, Vanilson Costa, tem interesse na parceria com o Sebrae para negócios em Manicoré | Foto: Agência Sebrae ### Qualidade e segurança A Amazon Porridge, em Manaus, nasceu a partir da ideia de transformar ingredientes regionais em produtos com maior valor agregado e encontrou no mingau de banana instantâneo seu principal produto. Além da banana, a marca trabalha no desenvolvimento de outros alimentos focados na biodiversidade amazônica. Durante a visita, a equipe do Sebrae também conheceu os procedimentos adotados pela empresa na área de qualidade e segurança alimentar. Segundo a nutricionista responsável pelo setor, Ádria Monteiro, a Amazon Porridge mantém documentação e laudos relacionados aos ingredientes utilizados na fabricação e conta com parceiros especializados no desenvolvimento e processamento dos produtos. > “A qualidade começa muito antes de o produto chegar à embalagem. Para uma empresa que pretende trabalhar com ingredientes da região, é fundamental conhecer a origem da matéria-prima e ter segurança sobre cada etapa. Uma cadeia mais organizada facilita esse controle e também dá mais confiança para ampliar mercados”, explicou Ádria. O Projeto de Fortalecimento da Cadeia da Banana em Manicoré é desenvolvido pelo Sebrae Amazonas com articulação de parceiros como o Impact Hub Manaus, que é um centro de empreendedorismo e inovação social. A proposta é atuar não apenas no aumento da produção, mas na estruturação de uma cadeia que conecte produtores, empresas, tecnologia e mercado. Resumo redes: Sebrae articula a conexão entre produtores do Médio Madeira e a foodtech Amazon Porridge. A empresa avalia pré-processar a fruta no interior para reduzir perdas e custos de processamento e logística, além de ampliar o uso de ingredientes produzidos no Amazonas. ### Mercado de elétricas sem CNH cresce 87% e Caloi lança nova Mobylette URL: https://www.jornalopolo.com.br/mercado-de-eletricas-sem-cnh-cresce-87-e-caloi-lanca-nova-mobylette/ Last updated: 2026-09-05T22:34:13.000Z O avanço das elétricas leves no Brasil começa a atrair novos produtos para uma faixa do mercado que dispensa habilitação para condução. Somente no primeiro semestre de 2026, as vendas de bicicletas e ciclomotores elétricos desse grupo avançaram 87,2%, conforme levantamento da Abraciclo, entidade que representa o setor brasileiro de duas rodas. A Caloi é uma das fabricantes que tenta aproveitar esse movimento. A empresa, presente há mais de 50 anos no Polo Industrial de Manaus, apresentou no Shimano Fest 2026 uma nova Mobylette elétrica, desenvolvida para deslocamentos urbanos e posicionada entre as opções de entrada da marca. O modelo recupera um dos nomes mais conhecidos da fabricante, agora em uma configuração totalmente elétrica. No conjunto mecânico, a nova Mobylette combina motor de 500 W, torque de 65 Nm e bateria de 500 Wh e 48 V. Os pneus têm 20 polegadas. A ficha técnica definitiva ainda não foi divulgada pela Caloi, mas a autonomia esperada é de aproximadamente 60 quilômetros, com velocidade máxima de 32 km/h. Também falta a confirmação do preço sugerido pela fabricante. Apesar disso, o modelo já começou a aparecer em pré-venda: segundo o portal especializado *A Revista*, revendedores autorizados oferecem a Mobylette por R$ 4.999 no pagamento a prazo e R$ 4.499,10 à vista. A ausência da exigência de CNH ou ACC é um dos pontos que aproximam o lançamento do mercado em expansão registrado pela Abraciclo. Enquadrada como bicicleta elétrica assistida, a Mobylette também dispensa emplacamento, desde que permaneça dentro das especificações previstas para essa categoria. Resumo redes: No conjunto mecânico, a nova Mobylette combina motor de 500 W, torque de 65 Nm e bateria de 500 Wh e 48 V. Os pneus têm 20 polegadas. A ficha técnica definitiva ainda não foi divulgada pela Caloi, mas a autonomia esperada é de aproximadamente 60 quilômetros, com velocidade máxima de 32 km/h. ### Baterias viram disputa bilionária no Brasil; No Amazonas, tecnologia entra em projetos para reduzir dependência do diesel URL: https://www.jornalopolo.com.br/baterias-viram-disputa-bilionaria-no-brasil-no-amazonas-tecnologia-entra-em-projetos-para-reduzir-dependencia-do-diesel/ Last updated: 2026-09-05T21:48:20.000Z O Brasil se prepara para realizar em dezembro seu primeiro grande leilão dedicado a sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos por BESS ((do inglês *Battery Energy Storage System)*, um mercado que já atraiu 6.091 projetos e é tratado pelo setor como ponto de partida para pelo menos R$ 20 bilhões em investimentos. Esses equipamentos combinam baterias, componentes eletrônicos, sistemas de controle e outros dispositivos para atender desde empresas e instalações comerciais até projetos de grande porte conectados à rede elétrica. Antes mesmo da contratação, porém, uma disputa sobre quem deve pagar pela disponibilidade desses sistemas colocou geradores, consumidores industriais, governo, Congresso e Aneel em lados diferentes e pode até interferir no calendário do certame. Para o Amazonas, a discussão vai além do novo mercado nacional. A Zona Franca de Manaus já possui Processo Produtivo Básico (PPB) específico para sistemas BESS e uma indústria ligada à cadeia de baterias, enquanto o interior do Estado concentra dezenas de sistemas isolados ainda fortemente dependentes de geração térmica a diesel. Na prática, o Amazonas pode aparecer dos dois lados dessa transformação: como possível fabricante da tecnologia e como um dos lugares onde ela pode ter aplicação mais direta. Os sistemas BESS armazenam eletricidade produzida em determinado momento e devolvem essa energia posteriormente. No Sistema Interligado Nacional, a tecnologia ganhou importância principalmente com a expansão da geração solar e eólica, que em alguns horários produz mais energia do que a rede consegue absorver ou transmitir. Parte desse excedente acaba sendo cortada, e as baterias permitem guardar energia para utilizá-la quando a demanda aumenta ou a produção renovável diminui. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/sistema-bess-.jpg) Foto: Enel ### Mais de 6 mil projetos de olho no novo mercado O tamanho do interesse ficou evidente no cadastramento feito pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Os 6.091 projetos inscritos para os dois leilões de armazenamento previstos neste ano somam 296.807 megawatts de potência, um recorde para certames do setor elétrico brasileiro. Apenas uma pequena parcela dessa capacidade deverá ser contratada, mas o volume mostra como empresas nacionais e estrangeiras já começaram a disputar espaço em um segmento ainda novo no país. Uma das contratações será destinada a equipamentos com fabricação nacional, enquanto outra ficará aberta à competição internacional. Para Manaus, essa separação interessa porque a Zona Franca possui desde 2024 um PPB específico para Sistema de Armazenamento de Energia Elétrica em Baterias, criado pela Portaria Interministerial MDIC/MCTI nº 55. A regra não garante contratos nem novas fábricas, mas permite que projetos industriais de BESS sejam enquadrados no modelo incentivado da Zona Franca. O PIM também já possui experiência na cadeia de baterias: a BYD opera em Manaus desde 2020 e ampliou sua estrutura para produzir módulos Blade destinados a ônibus elétricos, embora essas linhas não estejam automaticamente vinculadas ao leilão nacional de armazenamento. ### No interior, bateria entra em outra conta Se em Manaus o debate envolve oportunidade industrial, no interior a tecnologia aparece associada a um problema antigo. A Amazonas Energia atende atualmente 92 sistemas isolados, o maior número entre os Estados brasileiros, em localidades que precisam produzir eletricidade localmente por não estarem conectadas ao Sistema Interligado Nacional. No conjunto dos sistemas isolados do país, cerca de 70% da energia gerada em 2025 ainda teve o óleo diesel como fonte. Nesse cenário, a bateria pode funcionar ao lado de painéis solares e das térmicas já existentes. Durante o dia, a geração fotovoltaica atende parte da demanda e carrega o sistema de armazenamento; depois, essa energia pode ser utilizada antes de aumentar novamente o funcionamento da usina a diesel. A térmica continua servindo como fonte firme e de segurança, mas tende a operar por menos tempo ou consumir menos combustível. Esse tipo de solução já começou a aparecer nos contratos do próprio Amazonas. No Leilão dos Sistemas Isolados de 2025, o lote formado por Camaruã, Novo Remanso, Cabori, Parauá e Limoeiro foi contratado com usinas híbridas que combinam diesel, geração solar e baterias. O início do fornecimento está previsto para dezembro de 2027. O planejamento da EPE indica que a capacidade acumulada de armazenamento nesses projetos pode chegar a 188,2 MWh em 2027 e 308 MWh em 2028\. Ao mesmo tempo, 24 localidades atendidas pela Amazonas Energia aparecem com risco de déficit de potência contratada em algum momento do horizonte analisado até 2030, entre elas Apuí, Barreirinha, Codajás, Maués, Novo Airão, Urucurituba e Vila Amazônia. O alerta não significa que essas localidades necessariamente ficarão sem energia. Ele serve para antecipar a necessidade de novos contratos, ampliações de capacidade, interligações ou outras soluções. É nesse espaço que sistemas híbridos com armazenamento podem ganhar terreno. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Baterias-viram-disputa-bilion--ria-no-Brasil.-No-Amazonas--tecnologia-entra-em-projetos-para-reduzir-depend--ncia-do-diesel.jpg) Foto: Reprodução/Internet ### Menos diesel também reduz uma logística cara No Amazonas, diminuir o consumo de combustível traz ainda um efeito que pesa menos em outras regiões. O diesel utilizado nas térmicas precisa chegar às comunidades por uma cadeia logística que pode envolver longas viagens fluviais, armazenamento local e custos sujeitos às distâncias e às condições dos rios. A Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), paga pelos consumidores brasileiros, subsidia não apenas a geração dos sistemas isolados, mas também despesas relacionadas ao combustível e à logística. Por isso, reduzir parte desse consumo pode significar menos gasto com geração e transporte, além da queda nas emissões. O Programa Energias da Amazônia, do governo federal, tem entre seus objetivos justamente diminuir a geração a diesel e os custos da CCC. ### A disputa agora é também sobre quem paga O avanço das baterias, porém, vem acompanhado de uma discussão sobre custo. No leilão nacional previsto para dezembro, a principal controvérsia envolve o Encargo de Reserva de Capacidade. A legislação atual atribui aos geradores o pagamento relacionado ao armazenamento, enquanto o Congresso discute retirar essa obrigação exclusiva. Caso a despesa volte ao regime geral dos encargos do setor elétrico, parte dela poderá chegar aos consumidores. A Abrace, que representa grandes consumidores de energia, estima que o custo do armazenamento possa variar de R$ 3 bilhões a R$ 7 bilhões por ano, dependendo do volume contratado, com impacto potencial de até 4% nas contas em determinado cenário. Trata-se de uma estimativa da entidade, e não de uma projeção consensual do governo ou da Aneel. Para o Polo Industrial de Manaus, isso cria uma situação particular. As fábricas podem ganhar uma nova oportunidade de produção ligada aos sistemas de armazenamento e, ao mesmo tempo, sentir no custo da eletricidade os efeitos do modelo escolhido para financiar o serviço. Há também uma diferença importante entre os mercados. O leilão de dezembro foi desenhado para atender o Sistema Interligado Nacional e não significa que baterias serão instaladas diretamente nas comunidades isoladas amazonenses. Essas localidades são atendidas por leilões específicos. A conexão está no ganho de escala: quanto maior o mercado brasileiro de armazenamento, maior tende a ser a presença de fabricantes, fornecedores, integradores, financiamento e conhecimento técnico disponíveis também para projetos na Amazônia. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Baterias-viram-disputa-bilion--ria-no-Brasil--No-Amazonas--tecnologia-entra-em-projetos-para-reduzir-depend--ncia-do-diesel-2.jpg) Foto: Reprodução/Internet Resumo redes: Primeiro leilão nacional de armazenamento pode destravar R$ 20 bilhões em investimentos, mas definição sobre quem pagará a conta ameaça o cronograma. No Amazonas, Estado com 92 sistemas isolados, baterias já aparecem em projetos híbridos e podem abrir uma nova frente industrial para o Polo de Manaus. ### Mottu: de 50 motos numa garagem ao 3º lugar entre as marcas mais emplacadas do Brasil URL: https://www.jornalopolo.com.br/mottu-de-50-motos-numa-garagem-ao-3o-lugar-entre-as-marcas-mais-emplacadas-do-brasil/ Last updated: 2026-09-05T18:33:22.000Z Em 2020, a startup paulistana Mottu Motos cabia praticamente dentro de uma garagem. Eram 50 motocicletas e uma ideia: alugar motos para quem queria trabalhar, mas não conseguia comprar uma. Pouco mais de seis anos depois, a fotografia é outra. Em agosto de 2026, já com fábrica no Polo Industrial de Manaus, a marca colocou 11.983 motos nas ruas e terminou o mês como a terceira marca com mais emplacamentos do Brasil, atrás somente das japonesas Honda e Yamaha. O número chama ainda mais atenção quando colocado no tamanho do mercado. O Brasil emplacou 205.190 motocicletas em agosto, 10,63% a mais que no mesmo mês de 2025\. Desse total, 5,84% levavam a marca Mottu. Foram 591 unidades a mais que a Shineray, que fechou o mês com 11.392 registros e perdeu a terceira posição mensal para a antiga startup. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Mottu---de-50-motos-numa-garagem-ao-3---lugar-entre-as-marcas-mais-emplacadas-do-Brasil---Fonte---Fenabrave.jpeg) Emplacamentos de motos por marca (Agosto de 2026) | Fonte: Fenabrave E tem outro detalhe que ajuda a dimensionar o salto: a Mottu Sport 110i, principal modelo da marca, respondeu por 100% dos emplacamentos, terminando agosto como a quinta motocicleta mais emplacada de todo o país, atrás apenas de quatro modelos da Honda. Foi também um novo recorde mensal para a Sport, superando as 11.397 unidades registradas em julho, alta de 5,1%. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Mottu---de-50-motos-numa-garagem-ao-3---lugar-entre-as-marcas-mais-emplacadas-do-Brasil---Fonte---Fenabrave---1.png) Emplacamentos de motos por modelo (Agosto de 2026) | Fonte: Fenabrave A ultrapassagem sobre a Shineray, é importante dizer, ainda vale apenas para agosto. No acumulado de janeiro a agosto, a Mottu soma 78.970 motocicletas emplacadas e ocupa a quarta posição nacional, com 5% do mercado. A Shineray permanece em terceiro, com 96.536 unidades e participação de 6,11%. A distância entre as duas é de 17.566 motos. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Mottu---de-50-motos-numa-garagem-ao-3---lugar-entre-as-marcas-mais-emplacadas-do-Brasil---Fonte---Fenabrave---2.jpeg) Acumulado de emplacamentos de motos por marca (Agosto de 2026) | Fonte: Fenabrave ### Empresa produz no PIM Talvez a parte mais interessante dessa história esteja a mais de 2,6 mil quilômetros de São Paulo. Foi no Polo Industrial de Manaus que a Mottu deixou de ser apenas uma empresa que comprava motos para alugá-las e passou a fabricar as próprias motocicletas. A operação começou em 2022 com a Tupã Indústria de Motos (fabricante da marca), de onde saíram cerca de 8 mil unidades das linhas de produção no primeiro ano. Já em 2025, a Tupã alcançou a marca acumulada de 100 mil motos produzidas, número equivalente a 12,5 vezes o volume inicial. Em 2026, a página oficial da companhia mostra que já são mais de 110 mil motos produzidas por ano. A fábrica cresceu junto. Dos cerca de 70 postos de trabalho existentes no início da operação, a unidade chega hoje a mais de 510 empregos, sendo cerca de 400 postos diretos. A empresa também anunciou investimentos para concentrar peças e insumos dentro da própria planta, por meio de um sistema verticalizado de armazenagem, reduzindo a dependência de galpões externos. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Mottu---de-50-motos-numa-garagem-ao-3---lugar-entre-as-marcas-mais-emplacadas-do-Brasil---4.png) Foto: Divulgação A escala alcançada hoje já vai muito além da fábrica. Em informações atualmente disponíveis em seu próprio site, a Mottu afirma operar mais de 160 filiais, no Brasil e no México, e uma rede com 270 parceiros e revendedores. Hoje, são 200 mil motos alugadas. ### Tecnologia Hoje, boa parte da relação com o cliente acontece pelo aplicativo: é por ele que o usuário faz o cadastro, escolhe o plano, paga a caução e a primeira parcela e administra o contrato. O app também concentra pagamentos e agendamentos de manutenção. Nos bastidores, a empresa afirma ter desenvolvido sistemas próprios para controlar manutenção, peças, rotas e cobranças, com uso de dados e telemetria para acompanhar a frota. A Mottu mantém ainda uma rede de manutenção e suporte de campo e oferece, além do aluguel tradicional, planos como o *Minha Mottu* e o *Conquiste*, nos quais o cliente pode ficar com a motocicleta ao fim do contrato. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Mottu---de-50-motos-numa-garagem-ao-3---lugar-entre-as-marcas-mais-emplacadas-do-Brasil-3.webp) Foto: Divulgação Resumo redes: Em agosto, a Mottu colocou 11.983 motos nas ruas e terminou o mês como a terceira marca com mais emplacamentos do Brasil, atrás somente das japonesas Honda e Yamaha. Foram 591 unidades a mais que a Shineray, que fechou o mês com 11.392 registros e perdeu a terceira posição mensal. A ultrapassagem vale apenas para agosto. ### Brasil busca investidores árabes para ampliar produção de fertilizantes e reduzir dependência externa URL: https://www.jornalopolo.com.br/brasil-busca-investidores-arabes-para-ampliar-producao-de-fertilizantes-e-reduzir-dependencia-externa/ Last updated: 2026-09-05T16:43:20.000Z O governo brasileiro quer investidores árabes engajados no esforço de ampliar a produção de fertilizantes no Brasil e reduzir a dependência externa do insumo, essencial à produtividade do agronegócio. O secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Rafael Requião, afirmou que o incentivo à produção vai abrir espaço para investimentos árabes no segmento e não vai limitar o acesso ao mercado brasileiro para as empresas do bloco fornecedoras do insumo. “Contamos com investimentos árabes para o Brasil ser capaz de produzir fertilizantes. Não vemos isso \[esforço para elevar a produção interna\] como uma ameaça, mas como uma oportunidade”, disse Requião em fala no Fórum Econômico Brasil-Países Árabes, realizado pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira nesta terça (25), na capital paulista. > “Queremos reduzir o que importamos, mas ainda vamos precisar de muito fertilizante. Nossa necessidade vai aumentar pelo menos até 2050\. Ainda há a possibilidade de aumentarmos a importação. Nossa ideia de ser autossuficiente é, portanto, relativa, não absoluta”, complementou. Depois do petróleo, os fertilizantes são o segundo produto mais exportado pelos países árabes globalmente, e o Brasil é um dos maiores mercados mundiais para o produto. De acordo com dados do próprio governo brasileiro, o país é o quarto maior consumidor global do insumo, depois de China, Índia e Estados Unidos. Com as próprias reservas, no entanto, o Brasil consegue suprir apenas 20% de sua demanda. Por essa razão, recorre à oferta externa e, em 2025, adquiriu 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes no exterior, sendo 20% desse volume de países árabes, de acordo com a plataforma ComexStat. Na sua fala, Requião reiterou o papel estratégico dos fertilizantes árabes na relação comercial do Brasil com o bloco. Ele lembrou que o insumo é essencial à produção competitiva de alimentos, inclusive os que contribuem para garantir a segurança alimentar dos povos árabes. > “O resultado desse fertilizante \[árabe\] na nossa terra é que enviamos de volta carne, açúcar, milho. É uma situação ganha-ganha. Fazemos nossas economias mais resilientes com essa parceria, que se alinha, ainda, em outros temas relevantes”. O Fórum Econômico Brasil-Países Árabes tem o patrocínio de FAMBRAS Halal e International Halal Academy, Vale, DP World, CDIAL Halal, First Abu Dhabi Bank, MBRF, Qatar Airways e MZAH Investment. Resumo redes: País produz apenas 20% do que consome e importou 45,5 milhões de toneladas em 2025\. Governo diz que expansão interna não deve fechar mercado aos fornecedores árabes. ### Brasil fecha agosto com superávit de US$ 7,4 bilhões; No Amazonas, importações bilionárias revelam força do Polo Industrial URL: https://www.jornalopolo.com.br/brasil-fecha-agosto-com-superavit-de-us-7-4-bilhoes-no-amazonas-importacoes-bilionarias-revelam-forca-do-polo-industrial/ Last updated: 2026-09-05T16:19:57.000Z A balança comercial brasileira fechou agosto com superávit de US$ 7,4 bilhões, sustentada pelo avanço das exportações. No mês, o país vendeu US$ 33,2 bilhões ao exterior, alta de 12,2% sobre agosto de 2025, enquanto as importações chegaram a US$ 25,8 bilhões, crescimento de 9,2%. Entre janeiro e agosto, as exportações brasileiras somaram US$ 250,9 bilhões e as importações, US$ 195,5 bilhões. O saldo positivo chegou a US$ 55,3 bilhões, 28,2% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Considerando os últimos 12 meses, o superávit acumulado alcançou US$ 80,2 bilhões. No Amazonas, porém, a leitura da balança comercial segue uma lógica bem diferente. O Estado compra muito mais do exterior do que vende, mas boa parte desse déficit está diretamente ligada à estrutura industrial da Zona Franca de Manaus: componentes, peças e matérias-primas entram no país para abastecer as fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM). ### Amazonas já importou US$ 10,8 bilhões Julho é o mês mais recente com dados estaduais consolidados. Só naquele período, o Amazonas importou US$ 1,83 bilhão e exportou US$ 120,85 milhões, movimentando US$ 1,95 bilhão no comércio exterior e fechando o mês com déficit próximo de US$ 1,7 bilhão. De janeiro a julho, as importações chegaram a US$ 10,81 bilhões. O número ganha outra dimensão quando se observa o que está sendo comprado: aproximadamente US$ 9,22 bilhões, ou 85% do total, correspondem a bens intermediários utilizados pela indústria. São componentes eletrônicos, peças, matérias-primas e outros insumos que entram no Estado para passar por algum processo produtivo. Em vez de serem simplesmente revendidos, grande parte desses itens segue para as linhas de fabricação do PIM e depois retorna ao mercado na forma de produtos acabados. É aí que a balança amazonense se diferencia de economias fortemente voltadas à exportação de commodities. Um celular ou uma motocicleta produzido em Manaus e vendido em São Paulo movimenta a indústria, gera faturamento e mantém empregos no Amazonas, mas essa operação é doméstica e não aparece como exportação. De janeiro a junho, o PIM registrou cerca de R$ 121,8 bilhões em faturamento e média mensal de 130.903 empregos. Por isso, o déficit comercial do Estado, isoladamente, diz pouco sobre o desempenho da atividade industrial. Os quatro principais segmentos responderam por boa parte desse resultado: bens de informática representaram 22,01% do faturamento; duas rodas, 19,77%; eletroeletrônicos, 15,90%; e indústria química, 10,87%. A escala de produção também ajuda a entender a necessidade de importação de insumos. Entre janeiro e junho, as fábricas instaladas em Manaus produziram mais de 1,15 milhão de motocicletas, motonetas e ciclomotores e aproximadamente 6,23 milhões de telefones celulares. No agregado nacional, o aumento das vendas ao exterior ajuda a produzir superávit. Em Manaus, uma parcela importante da atividade começa justamente na direção contrária: mercadorias entram do exterior, são industrializadas e abastecem principalmente o mercado brasileiro. ### Volume pode chegar perto de novo recorde Os US$ 10,81 bilhões importados até julho também colocam 2026 em ritmo próximo aos maiores volumes já registrados pelo Amazonas. Em 2024, as compras externas alcançaram US$ 16,13 bilhões, maior valor anual da série apresentada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, a Sedecti. No ano seguinte, ficaram praticamente no mesmo nível, em US$ 16,06 bilhões. Para ultrapassar o recorde de 2024, o Estado precisaria importar pouco mais de US$ 5,3 bilhões entre agosto e dezembro. O valor representa pouco mais de US$ 1 bilhão por mês, abaixo do volume de US$ 1,83 bilhão registrado apenas em julho. Isso não significa que o recorde esteja garantido. O resultado dos próximos meses dependerá do ritmo das fábricas, da demanda brasileira, do câmbio e das condições logísticas no segundo semestre. Ainda assim, o volume já acumulado mostra que as compras externas permanecem em patamar elevado. ### Custo dos insumos entra no radar O resultado positivo da balança brasileira veio acompanhado de um movimento que interessa diretamente à indústria de Manaus. Relatório do Itaú apontou que os preços das importações subiram 11% em agosto sobre o mesmo mês do ano anterior, enquanto os preços das exportações avançaram 9,3%. Na comparação mensal com ajuste sazonal, os termos de troca recuaram 2%. Para uma indústria em que boa parte das compras externas é formada por insumos de produção, essa diferença pode pesar nos custos. Câmbio, frete e preço internacional de componentes interferem diretamente no valor pago pelas fábricas do PIM. Assim, um superávit maior para o Brasil não significa necessariamente um cenário mais barato para a indústria amazonense. A própria queda das importações, dependendo do contexto, também não seria automaticamente uma boa notícia. Se vier acompanhada de menor compra de componentes e matérias-primas, pode indicar desaceleração das linhas de produção. Resumo redes: País acumula saldo positivo de US$ 55,3 bilhões em 2026\. No Amazonas, dinâmica é inversa: Estado já importou US$ 10,8 bilhões até julho, e 85% das compras são de insumos e bens intermediários usados pela atividade produtiva. ### Maior bioma do mundo está no centro das mudanças climáticas e enfrenta uma das piores ondas de calor das últimas décadas URL: https://www.jornalopolo.com.br/maior-bioma-do-mundo-esta-no-centro-das-mudancas-climaticas-e-enfrenta-uma-das-piores-ondas-de-calor-das-ultimas-decadas/ Last updated: 2026-09-05T13:40:38.000Z Seca severa, calor intenso, desmatamento, queimadas, perda de umidade do solo. Essas são algumas características da estiagem vivida na Amazônia nos últimos meses e que, ano após ano, tem se tornado mais intensa. Neste dia 5 de setembro, data em que se comemora o Dia da Amazônia, o maior bioma do mundo se encontra no centro das mudanças climáticas e perde cada vez mais sua capacidade de regeneração com a chegada de um novo El Niño. De acordo com a economista e pós-doutora em Desenvolvimento Regional, Michele Aracaty, para evitar que a Amazônia alcance o ponto de não retorno, a comunidade científica internacional propõe frentes de ação urgentes focadas em aumentar a "resiliência ecológica" da floresta. Estudos recentes publicados em periódicos de prestígio, como a Annual Reviews e a Nature, convergem em soluções práticas divididas em ações regionais e globais. > "As principais estratégias científicas incluem: desmatamento zero e combate à degradação, restauração de paisagens e reflorestamento, com foco nos corredores florestais para reconectar fragmentos isolados de mata, além da recomposição rápida de espécies arbóreas nativas em áreas degradadas e a promoção da agricultura regenerativa integrada à floresta como alternativa viável e monoculturas", destacou. ### Custo econômico das mudanças climáticas e o impacto para a Amazônia A vulnerabilidade da Amazônia diante do agravamento das mudanças climáticas passou a ser ainda maior em 2026, com a chegada do Super El Niño, como está sendo chamado o fenômeno climático extremo, ocasionado pelo superaquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial. Nos estados da Amazônia Legal brasileira, composta por Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, parte do Maranhão e parte do Mato Grosso, os impactos já estão sendo sentidos. No Amazonas, o Governo do Estado decretou, em junho, estado de emergência climática e ambiental em todo o estado. O documento destacou que a declaração de emergência possui caráter preventivo, com o objetivo de prevenir e reduzir o impacto dos eventos climáticos extremos para a população amazonense. Na prática, uma estiagem severa influencia a navegação e o abastecimento da região, afetando a rotina de todos os amazonenses, especialmente os que vivem em comunidades indígenas e ribeirinhas. Essa parcela da população mais vulnerável enfrenta escassez de água potável, perda de lavoura e da pesca, além do isolamento geográfico durante o período da seca severa. A redução do nível dos rios traz prejuízos em diversos fatores para a sociedade, conforme explica Michele Aracaty. > "As áreas de energia e alimentos são as mais afetadas. No caso da energia elétrica, fica mais cara devido ao uso de usinas térmicas quando falta água. O preço da comida sobe nos mercados locais em função do desequilíbrio da produção agrícola e do encarecimento do transporte de mercadoria", explicou. ### Caminhos possíveis para amenizar os efeitos do El Niño Na capital, a necessidade de arborização é um tópico urgente há décadas. Manaus possui apenas 44% de toda sua área arborizada, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que coloca a capital amazonense entre as cidades com menor taxa de cobertura vegetal urbana na região amazônica. Entre as principais estratégias de planejamento urbano, utilizadas por cidades espalhadas pelo mundo que também enfrentam ondas de calor, estão florestas urbanas com política de plantio em massa de árvores nativas nas calçadas para gerar sombras e resfriar o ar por evapotranspiração, ampliação de parques lineares, alteração na estrutura de novos edifícios para evitar o bloqueio da ventilação natural e a criação de ilhas de calor, bem como outras iniciativas. As medidas visam regenerar as áreas florestais da região, evitando o que os cientistas e pesquisadores chamam de "ponto de não-retorno", em que a floresta perde sua capacidade de se regenerar sozinha. > "Para reverter essa situação é necessário adotar ações estruturais que integrem conservação, economia e ciência de forma coordenada. Somente diminuir as emissões globais já não é o bastante, pois o bioma e suas comunidades precisam se adequar a uma nova realidade, caracterizada por eventos climáticos extremos", concluiu Michele Aracaty. Resumo redes: Economista Michele Aracaty alerta que a Amazônia perde capacidade de regeneração diante de secas, calor e desmatamento. Para evitar o ponto de não retorno, defende desmatamento zero, restauração florestal, agricultura regenerativa e adaptação aos eventos climáticos extremos. ### Após 15 anos de concessões, governo mira aeroportos do interior; Amazonas entra no centro da nova fase URL: https://www.jornalopolo.com.br/apos-15-anos-de-concessoes-governo-mira-aeroportos-do-interior-amazonas-entra-no-centro-da-nova-fase/ Last updated: 2026-09-05T02:31:09.000Z Quinze anos depois da primeira concessão de um aeroporto federal no Brasil, o setor entra em uma fase bem diferente daquela que marcou o início do programa. Os grandes terminais já foram praticamente todos transferidos à iniciativa privada. Agora, o governo tenta levar investimentos para aeroportos menores, principalmente no interior do Norte e do Nordeste, onde o fluxo de passageiros e voos nem sempre é suficiente para sustentar uma operação privada convencional. No Amazonas, essa nova etapa já começou. Manaus, Tefé e Tabatinga fazem parte do grupo de aeroportos federais concedidos, enquanto Barcelos, Itacoatiara e Parintins foram qualificados em fevereiro deste ano no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), dentro da estratégia de incorporar terminais regionais a contratos já existentes. A discussão tem um peso maior em um Estado onde o avião não serve apenas para transportar passageiros. Em vários municípios, a aviação é uma das principais formas de conexão com a capital. Em Manaus, ainda existe um componente industrial importante: o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes é hoje o terceiro maior terminal de cargas aéreas do país e possui 45,6 mil metros quadrados de área destinada a essa operação, segundo a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Boa parte da carga está diretamente ligada ao Polo Industrial de Manaus (PIM), que utiliza o modal para componentes de alto valor, eletrônicos, peças urgentes e mercadorias em que o tempo de transporte faz diferença para a produção. O terminal de cargas do Eduardo Gomes tem capacidade para receber aproximadamente 300 toneladas simultaneamente e estrutura para processamento de unidades de carga aeronáutica. Isso coloca o aeroporto também dentro da cadeia de suprimentos da indústria. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Ap--s-15-anos-de-concess--es--governo-mira-aeroportos-do-interior--Amazonas-entra-no-centro-da-nova-fase-Foto-Manaus-Airport.jpeg) Foto: Manaus Airport ### 72 aeroportos já estão sob gestão privada A história das concessões começou em 2011, com o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. Desde então, sete rodadas transferiram dezenas de terminais para empresas privadas. Hoje, 72 aeroportos funcionam sob esse modelo e concentram cerca de 96% dos passageiros dos mercados doméstico e internacional, além de 98% das cargas movimentadas no país, segundo dados apresentados pelo Ministério de Portos e Aeroportos. Ao mesmo tempo, o mercado cresceu. Os aeroportos brasileiros movimentavam cerca de 99 milhões de passageiros em 2011\. Em 2025, o total chegou a aproximadamente 130 milhões. Nos sete primeiros meses de 2026, foram 77,1 milhões, avanço de 5% sobre o mesmo período do ano passado e o maior volume já registrado para o intervalo. Só que os aeroportos que ficaram de fora das grandes rodadas têm outra realidade. Estão, em geral, em cidades menores, com menos voos, menos passageiros e pouca capacidade de gerar receitas comerciais. É justamente nesse grupo que estão vários terminais do interior amazonense. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/aeroporto-de-Sao-Goncalo-do-Amarante.webp) Aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN) | Foto: Reprodução/Internet ### Manaus entrou na sexta rodada O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes foi concedido em 2021, dentro do Bloco Norte, vencido pela francesa Vinci Airports. Além de Manaus, o pacote reuniu Tefé e Tabatinga, no Amazonas; Porto Velho, em Rondônia; Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre; e Boa Vista, em Roraima. A Vinci ofereceu R$ 420 milhões pelo bloco, com contrato de 30 anos. Na época, os investimentos estimados ao longo da concessão chegavam a aproximadamente R$ 1,5 bilhão. Entre 2022 e 2024, a concessionária executou um ciclo de modernização nos sete aeroportos que somou cerca de R$ 1,4 bilhão. No Amazonas, o Eduardo Gomes recebeu R$ 133,9 milhões em reformas e ampliação do terminal de passageiros. Em Tefé, foram R$ 75,9 milhões, enquanto Tabatinga recebeu R$ 49,6 milhões. A partir daí, porém, aparece uma dificuldade que obra nenhuma resolve sozinha. Um aeroporto reformado continua dependendo de passageiros, companhias aéreas e frequências regulares para manter a operação. Manaus tem escala para isso. O Eduardo Gomes movimentou aproximadamente 3,3 milhões de passageiros em 2025, segundo a Vinci, e começou 2026 em alta. No primeiro trimestre, foram cerca de 851 mil passageiros, crescimento de 9,1% sobre igual período do ano anterior, de acordo com dados da concessionária divulgados pela Amazonastur. O movimento internacional também avançou. No primeiro semestre, a Região Norte ultrapassou pela primeira vez 100 mil embarques internacionais, alta de 30,7%. Manaus apareceu como o segundo aeroporto mais movimentado da região nesse mercado, atrás de Belém. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/eduardo-gomes-manaus-airport.jpg) Aeroporto de Manaus | Foto: Manaus Airport ### Tabatinga opera em outra escala A pouco mais de mil quilômetros da capital, a realidade muda bastante. Tabatinga registrou 28,1 mil passageiros embarcados em 2024\. Entre janeiro e setembro de 2025, foram cerca de 24,7 mil. Em setembro daquele ano, o aeroporto tinha 4.663 assentos disponíveis, mas aproximadamente 2,8 mil passageiros embarcaram, o equivalente a uma ocupação próxima de 60%. Um estudo do Ministério do Turismo apontava ainda que apenas uma companhia mantinha voos regulares de passageiros para o município naquele momento. É esse tipo de operação que torna a próxima etapa das concessões mais complicada. O aeroporto pode ser fundamental para a cidade e, ainda assim, não movimentar gente suficiente para pagar sozinho a conta de investimentos, manutenção e operação. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/AEROPORTO-TABATINGA.jpg) Aeroporto de Tabatinga | Foto: Reprodução/Internet ### Novo modelo tenta viabilizar aeroportos menores O Programa AmpliAR foi criado justamente para tentar contornar essa limitação. Em vez de realizar uma concessão isolada de um pequeno aeroporto, o governo permite que o terminal seja incorporado ao contrato de uma empresa que já administra um aeroporto de maior porte. A concessionária assume a operação e os investimentos e pode receber, em contrapartida, mecanismos de reequilíbrio econômico do contrato, como redução de obrigações financeiras ou extensão do prazo da concessão. A primeira rodada já começou a sair do papel. Em abril, 12 aeroportos foram incorporados ao contrato da concessionária de Guarulhos, com aproximadamente R$ 630 milhões em investimentos previstos. Os terminais estão concentrados principalmente no Nordeste e na Amazônia Legal. Barcelos, Itacoatiara e Parintins foram qualificados neste ano para avançar pelo programa no Amazonas. Os três municípios, no entanto, têm perfis de demanda bastante diferentes. Barcelos possui forte ligação com a pesca esportiva e o ecoturismo, atividades que podem ganhar espaço com melhores condições aeroportuárias. Parintins vive uma situação diferente: durante o Festival Folclórico, a demanda por voos dispara, mas cai no restante do ano. Em 2026, o município iniciou tratativas com companhias aéreas para ampliar as frequências semanais entre Manaus e Parintins, além dos voos extras realizados durante o festival. A dificuldade é transformar uma demanda concentrada em poucos dias em movimento suficiente para sustentar mais frequências durante o ano inteiro. ### Coari recebe R$ 90 milhões com recursos públicos Nem todos os aeroportos do interior seguirão o mesmo caminho. Coari, um dos principais polos de petróleo e gás do Amazonas, está recebendo cerca de R$ 90 milhões do Fundo Nacional de Aviação Civil para a reconstrução do aeroporto. As obras incluem pista, pátio e terminal de passageiros e devem permitir a operação de aeronaves a jato. Também estão previstos projetos e intervenções em aeroportos como Parintins, Carauari, Eirunepé, Iauaretê e São Gabriel da Cachoeira, além de equipamentos de apoio à navegação em Barcelos. O desenho que começa a surgir no Estado mistura concessões tradicionais, aeroportos incorporados a blocos privados e terminais que continuarão dependendo de investimento público direto. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Ap--s-15-anos-de-concess--es--governo-mira-aeroportos-do-interior--Amazonas-entra-no-centro-da-nova-fase-1.jpg) Vista aérea de Coari | Foto: MPAM Resumo redes: Manaus, Tefé e Tabatinga já são operados pela iniciativa privada. Barcelos, Itacoatiara e Parintins avançam para modelo de concessão regional enquanto demanda aérea cresce e Eduardo Gomes mantém papel estratégico para o Polo Industrial. ### Balança comercial tem superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto URL: https://www.jornalopolo.com.br/balanca-comercial-tem-superavit-de-us-7-4-bilhoes-em-agosto/ Last updated: 2026-09-04T22:31:43.000Z Com a ajuda do petróleo, da soja, do cobre e do café, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, resultado 23,8% superior ao do mesmo mês de 2025. Esse é o terceiro maior superávit comercial para meses de agosto, só perdendo para o recorde de agosto de 2023 (US$ 9,6 bilhões) e de 2021 (US$ 7,7 bilhões). O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das exportações, que avançaram quase 12,2% no período, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 58,9 bilhões, o maior valor já registrado para meses de agosto na série histórica. **Principais números** - Superávit: US$ 7,4 bilhões (+23,8% ante agosto de 2025); - Exportações: US$ 33,2 bilhões (+12,2%); - Importações: US$ 25,8 bilhões (+9,2%); - Corrente de comércio: US$ 58,9 bilhões (+10,9%). **Exportações crescem** O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio. Exportações por setor: - Indústria extrativa: US$ 8,3 bilhões (+16,4% ante agosto de 2025); - Indústria de transformação: US$ 17,2 bilhões (+10,2%); - Agropecuária: US$ 7,4 bilhões (+11,4%). Produtos em destaque: - Indústria extrativa: minérios de cobre e concentrados (+223,1%); minérios de níquel e concentrados (+120,7%); e petróleo bruto (+18% ante agosto do ano passado), minério de ferro (+20%); - Indústria de transformação: combustíveis (+61,6%); carnes de aves (+40,5%); e farelos de soja e outros alimentos para animais (+36,6%); - Agropecuária: soja (+14%); café não torrado (+24,1%); e animais vivos, exceto pescados e crustáceos (+174,3%). Apesar do crescimento geral das exportações, as vendas externas de minério de ferro caíram 10,8% em relação a agosto do ano passado, por causa tanto da queda de 4,4% no preço médio e de 6,7% no volume. As exportações de carne bovina recuaram 19,7% na mesma comparação, em meio ao atingimento da cota estabelecida pela China. No fim do ano passado, o país asiático, principal destino da carne brasileira, estabeleceu um limite de importação de 1,106 milhão de toneladas para a carne brasileira. O que exceder esse volume entra no país com uma sobretaxa de 55%. **Destinos das vendas** As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais entre os dois países. Exportações por região: - Ásia (exceto Oriente Médio): US$ 13,6 bilhões (+0,7% ante agosto do ano passado); - Europa: US$ 7,3 bilhões (+22,1%);América do Norte: US$ 4,6 bilhões (+11,5%); - América do Sul: US$ 3,6 bilhões (-1,5%); - África: US$ 1,7 bilhão (+20,5%); - Oriente Médio: US$ 1,4 bilhão (+12,6%). As vendas para os Estados Unidos avançaram 12,1% na comparação com agosto do ano passado, mesmo com as novas tarifas de 25% e de 12,5% sobre produtos brasileiros. **Importações avançam** As compras brasileiras no exterior também cresceram em agosto, principalmente de bens de consumo e bens intermediários. Importações por categoria: - Bens intermediários: US$ 15 bilhões (+3,1%); - Bens de consumo: US$ 3,9 bilhões (+15%); - Bens de capital: US$ 3,9 bilhões (+29,3%); - Combustíveis: US$ 3 bilhões (+7,4%). **Acumulado do ano** No acumulado de janeiro a agosto, a balança comercial registrou superávit de US$ 55,3 bilhões. No período: Exportações: US$ 250,9 bilhões (+10,3%); Importações: US$ 195,5 bilhões (+6,1%); Saldo comercial: US$ 55,3 bilhões (+28,2%). O valor é o segundo maior para o período desde o início da série histórica, em 1989\. Só perde para janeiro a agosto de 2023, quando o superávit estava em US$ 62,4 bilhões. **Projeções** Em julho, o MDIC revisou para cima sua projeção para 2026\. A estimativa de superávit da balança comercial passou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões. A previsão de exportações foi elevada de US$ 364,2 bilhões para US$ 394,4 bilhões. A projeção para as importações passou de US$ 292,1 bilhões para US$ 304,4 bilhões. A próxima estimativa será divulgada em outubro. As estimativas estão mais otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado projetam superávit comercial de US$ 78 bilhões para este ano. Resumo redes: Esse é o terceiro maior superávit comercial para meses de agosto, só perdendo para o recorde de agosto de 2023 (US$ 9,6 bilhões) e de 2021 (US$ 7,7 bilhões). ### Receita Federal anuncia exame de qualificação para despachantes aduaneiros; Inscrições começam em 8 de setembro URL: https://www.jornalopolo.com.br/receita-federal-anuncia-exame-de-qualificacao-para-despachantes-aduaneiros-inscricoes-comecam-em-8-de-setembro/ Last updated: 2026-09-04T21:11:53.000Z A Receita Federal publicou nesta sexta-feira (4), o edital do Exame de Qualificação Técnica para o exercício da profissão de despachante aduaneiro. As inscrições serão realizadas de 8 a 30 de setembro, exclusivamente pela internet, e a prova será aplicada on-line em 15 de novembro, sob responsabilidade da Legalle Concursos. Podem participar ajudantes de despachante aduaneiro com ensino médio completo e registro há pelo menos dois anos na Receita Federal. O exame avaliará os conhecimentos necessários para o exercício da atividade e é uma das exigências para o ingresso no Registro de Despachantes Aduaneiros. A taxa de inscrição é de R$ 80 e deverá ser paga por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF), com vencimento em 1º de outubro. Durante o período de inscrições, o participante também deverá enviar documento de identidade e comprovante de inscrição há pelo menos dois anos no Registro de Ajudantes de Despachantes Aduaneiros. De caráter eliminatório, a prova terá 60 questões de múltipla escolha, sendo 10 de Língua Portuguesa, cinco de Língua Inglesa e 45 de conhecimentos específicos. Os participantes terão três horas para concluir o exame e precisarão alcançar pelo menos 70 pontos, em uma escala de zero a 100, para serem aprovados. ### Prova será realizada totalmente on-line A aplicação está prevista para começar às 8h30 do dia 15 de novembro, no horário de Brasília. A prova poderá ser realizada em computador desktop ou notebook equipado obrigatoriamente com câmera, microfone e saída de áudio. O participante também precisará utilizar o Google Chrome, na versão 100 ou superior, e ter conexão com a internet de, no mínimo, 30 Mbps. Durante as três horas de prova, a câmera deverá permanecer ligada para o monitoramento do participante. Após o início da avaliação, não será permitido deixar o ambiente digital nem retirar o foco da janela do navegador. Além disso, as questões serão apresentadas individualmente e em sequência, sem possibilidade de retornar às anteriores para alterar as respostas. Para que os participantes conheçam previamente o ambiente digital, a organizadora disponibilizará um treinamento antes da aplicação. O acesso estará disponível das 16h de 12 de novembro às 23h59 de 13 de novembro. Das 60 questões previstas, 45 abordarão conhecimentos específicos relacionados à atividade aduaneira. O conteúdo inclui legislação aduaneira, tributação no comércio exterior, infrações e penalidades, regimes aduaneiros especiais, habilitação de intervenientes e atuação do despachante aduaneiro. O programa também contempla temas relacionados ao controle e ao despacho aduaneiro, entre eles Portal Único de Comércio Exterior, Siscomex, LPCO, trânsito aduaneiro, sistemas de controle de carga, DUIMP, despacho de importação, DU-E, valoração aduaneira, regras de origem e classificação fiscal de mercadorias. O gabarito preliminar está previsto para 16 de novembro, um dia após a aplicação da prova, e os recursos poderão ser apresentados entre os dias 17 e 19\. Já o gabarito oficial e as notas preliminares devem ser divulgados em 1º de dezembro, enquanto a publicação das notas oficiais e a homologação do resultado final estão previstas para 11 de dezembro. Após a divulgação do resultado, o ajudante aprovado terá um ano para solicitar a inscrição no Registro de Despachantes Aduaneiros. A aprovação no exame é um dos requisitos para obter o registro profissional, juntamente com as demais condições estabelecidas pela Receita Federal. Resumo redes: Prova on-line, com 60 questões, está marcada para 15 de novembro, sob responsabilidade da Legalle Concursos. Podem participar ajudantes de despachante aduaneiro com ensino médio completo e registro há pelo menos dois anos na Receita Federal. ### Manganês do Amapá será usado em projeto de bateria para veículo elétrico produzido no PIM URL: https://www.jornalopolo.com.br/manganes-do-amapa-sera-usado-em-projeto-de-bateria-para-veiculo-eletrico-produzido-no-pim/ Last updated: 2026-09-04T20:25:05.000Z O Estado do Amapá dá um passo decisivo rumo à autonomia tecnológica na transição energética. Apesar de possuir reservas expressivas de manganês, o Estado ainda depende de insumos e tecnologias estrangeiras para transformar esse recurso mineral em matéria-prima para a produção de componentes, células e sistemas completos de armazenamento de energia. Para preencher essa lacuna estratégica, foi criado o projeto Manganês Bat Brasil, uma iniciativa que promete integrar toda a cadeia produtiva da extração do minério à aplicação final em veículos elétricos. Coordenado pela Equatorial Mineral, sediada em Macapá, o projeto busca desenvolver, em escala experimental, e validar uma rota 100% brasileira para a produção de um material utilizado na fabricação de baterias de Fosfato de Ferro, Manganês e Lítio (LMFP). O Secretário de Estado da Mineração (Semin), Mamede Barbosa, destacou o empenho do poder público em viabilizar as condições locais necessárias para as atividades de prospecção, qualificação e purificação de minerais estratégicos no Estado. > *“Com a união entre os recursos naturais do Amapá, apoio governamental e inovação industrial, o projeto coloca a Região Norte no centro da transição energética e do avanço tecnológico da mobilidade elétrica no Brasil”*, pontuou o secretário. O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec), Edivan Barros de Andrade, vem fortalecendo a parceria com a Equatorial Mineral, empresa que integra o ecossistema do Centro Tecnológico estadual. ### Do Amapá para o Polo Industrial de Manaus A aplicação demonstradora da tecnologia será o “Leva VIB”, um veículo elétrico autopropelido (que possui um sistema de propulsão próprio) produzido no Polo Industrial de Manaus (PIM). Com isso, a iniciativa conecta diretamente a riqueza mineral do Estado do Amapá à ciência avançada de materiais, à manufatura experimental e à mobilidade elétrica sustentável. O grande desafio técnico do projeto vai muito além do beneficiamento mineral convencional. A equipe precisará controlar teores, fases e impurezas do minério, definir uma composição viável entre manganês e ferro, desenvolver a síntese do LMFP, preservar a capacidade e estabilidade do material, fabricar células reprodutíveis e, por fim, integrar uma bateria segura e funcional a um veículo real. Resumo redes: Coordenado pela Equatorial Mineral, sediada em Macapá, o projeto busca desenvolver, em escala experimental, e validar uma rota 100% brasileira para a produção de um material utilizado na fabricação de baterias de Fosfato de Ferro, Manganês e Lítio (LMFP). ### Suframa testa novo sistema que vai reunir dados de produção, faturamento e empregos do PIM a partir de 2027 URL: https://www.jornalopolo.com.br/suframa-testa-novo-sistema-que-vai-reunir-dados-de-producao-faturamento-e-empregos-do-pim-a-partir-de-2027/ Last updated: 2026-09-04T19:56:03.000Z A Suframa começou a testar um novo sistema digital que vai concentrar informações sobre produção, faturamento e mão de obra das empresas com projetos aprovados no Polo Industrial de Manaus (PIM). A previsão é que a ferramenta passe a funcionar de forma ampla a partir de janeiro de 2027. Chamado de Sistema de Informações de Projetos Industriais (Sipi), o novo ambiente está sendo implantado inicialmente com 20 empresas do PIM. As companhias foram selecionadas levando em consideração critérios como porte, quantidade de produtos e diversidade dos polos industriais representados. O sistema foi desenvolvido em parceria com o Instituto Federal do Ceará (IFCE) e substituirá a estrutura utilizada atualmente para o envio e a consolidação dos indicadores industriais. A proposta é reunir os dados em um painel digital integrado, com acesso individual para cada empresa. Na prática, as indústrias passarão a inserir diretamente no sistema informações como volume de produção, faturamento e número de trabalhadores. O processo terá uma etapa inicial de envio e outra destinada a eventuais retificações, com o objetivo de aumentar a segurança e a confiabilidade dos dados utilizados pela Suframa no acompanhamento do desempenho do PIM. > "A iniciativa reforça o compromisso institucional com a desburocratização e o aprimoramento contínuo dos serviços prestados pela Autarquia. Teremos, sem dúvidas, ganhos de transparência para a população em geral e de modernização de um processo que substitui planilhas físicas por um painel digital integrado e auditável", ressaltou o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro. A apresentação do Sipi ocorreu nesta sexta-feira (4), no auditório da Suframa, durante encontro conduzido pela Superintendência-Adjunta de Projetos. A fase piloto servirá para identificar ajustes antes da liberação do sistema para todas as empresas alcançadas pela ferramenta. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Suframa-testa-novo-sistema-que-vai-reunir-dados-de-produ----o--faturamento-e-empregos-do-PIM-a-partir-de-2027-1.jpeg) Foto: Divulgação/Suframa Resumo redes: Chamado de Sistema de Informações de Projetos Industriais (Sipi), o novo ambiente está sendo implantado inicialmente com 20 empresas do Polo de Manaus. A nova plataforma deverá reduzir o uso de planilhas e tornar o processo mais ágil e auditável. ### Grupo americano conclui aquisição da mineradora Serra Verde URL: https://www.jornalopolo.com.br/grupo-americano-conclui-aquisicao-da-mineradora-serra-verde/ Last updated: 2026-09-04T19:28:38.000Z A USA Rare Earth anunciou que concluiu na quinta-feira (3) a aquisição da mineradora de terras raras Serra Verde, responsável pela operação de jazida em Minaçu (GO). A assinatura do acordo de fusão foi comunicada inicialmente em abril deste ano e levantou debates sobre o controle norte-americano na mineradora brasileira, que hoje é a única produtora em larga escala desse tipo de mineral fora da Ásia. Segundo [comunicado](https://agenciainfra.com/blog/wp-content/uploads/2026/09/sec.gov%5FArchives%5Fedgar%5Fdata%5F1970622%5F000121390026097399%5Fea0304001-8k%5Fusarare.htm.pdf?ref=jornalopolo.com.br) publicado pela empresa nesta sexta-feira (4), a transação envolveu US$ 300 milhões e a entrega de 126,8 milhões de ações da USA Rare Earth aos antigos acionistas da Serra Verde. A conclusão do negócio ocorre um dia após a aprovação do Marco Legal dos Minerais Críticos no Congresso Nacional (PL 2.780/2024), que aguarda sanção presidencial. O texto aprovado prevê a criação de um conselho vinculado à Presidência da República com prerrogativa para avaliar e barrar mudanças no controle acionário de titulares de direitos minerários de terras raras, por razões de soberania nacional. Resumo redes: Segundo comunicado publicado pela empresa nesta sexta-feira (4), a transação envolveu US$ 300 milhões e a entrega de 126,8 milhões de ações da USA Rare Earth aos antigos acionistas da Serra Verde. ### Ibama aprova perfuração de poços adicionais em bloco na Foz do Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/ibama-aprova-perfuracao-de-pocos-adicionais-em-bloco-na-foz-do-amazonas/ Last updated: 2026-09-04T19:24:32.000Z O Ibama autorizou na quinta-feira (3) a perfuração, pela Petrobras, de três poços adicionais no bloco FZA-M-59, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. A estatal perfura um poço no bloco neste momento, chamado Morpho, cujos indícios de óleo foram anunciados ao mercado no dia 14 de agosto. A perfuração dos três poços adicionais – chamados Manga, PAD Morpho e Crotalus – poderá ser realizada pelos navios-sonda ODN-II (NS-42, da Foresea) ou Amaralina Star (NS-43, da Constellation). A Petrobras visa, com os poços adicionais, ter mais informações para avaliar o reservatório da área. ### Novos aspectos da licença ambiental Na retificação da licença ambiental, o instituto determina que o uso do Amaralina Star só poderá ocorrer após comprovação de realização das adequações específicas para as operações de recolhimento de cascalhos exigidas para o bloco, bem como sua disponibilização para vistoria prévia pelo Ibama. O instituto também vedou a operação simultânea de unidades marítimas de perfuração na atividade, conforme sugerido pela Petrobras em reunião realizada na última segunda-feira (31). Na ocasião, a estatal afirmou que não existe previsão desse tipo de operação para o bloco, embora a hipótese não seja descartada futuramente. Na retificação da licença de operação, o Ibama também atualizou o valor da compensação ambiental, de R$ 39,6 milhões para R$ 16,5 milhões. Segundo o instituto, houve inicialmente um equívoco no registro do cálculo do valor de compensação, para o qual foi acrescentado, induzido em erro, uma casa decimal. O valor da compensação ambiental é calculado pelo produto do grau de impacto nos ecossistemas, podendo atingir valores de 0% a 0,5%, com o valor de referência, que é o somatório dos investimentos necessários para implantação do empreendimento. Inicialmente, em 2022, a Petrobras previa um custo total de implantação do empreendimento de R$ 861 milhões. Depois, em 2025, esse custo foi atualizado para R$ 842 milhões. Atualmente, a estatal considera o valor de R$ 3,3 bilhões para a perfuração dos quatro poços no FZA-M-59\. O Ibama definiu o grau de impacto do empreendimento em 0,5%, resultando nos R$ 16,5 milhões. Resumo redes: A perfuração dos três poços adicionais – chamados Manga, PAD Morpho e Crotalus – poderá ser realizada pelos navios-sonda ODN-II (NS-42, da Foresea) ou Amaralina Star (NS-43, da Constellation). A Petrobras visa, com os poços adicionais, ter mais informações para avaliar o reservatório da área. ### Fim da 6x1 pode acelerar a adoção de IA, IoT e automação para compensar redução de horas trabalhadas URL: https://www.jornalopolo.com.br/fim-da-6x1-pode-acelerar-a-adocao-de-ia-iot-e-automacao-para-compensar-reducao-de-horas-trabalhadas/ Last updated: 2026-09-04T18:52:03.000Z O debate sobre o futuro da escala 6x1 começa a produzir um efeito que vai além das relações trabalhistas. Para empresas com operações intensivas em mão de obra, a discussão coloca no centro da agenda uma questão que há anos desafia o mercado brasileiro. Como aumentar a produtividade e a eficiência sem simplesmente ampliar o número de pessoas contratadas? A eventual redução da jornada semanal tende a obrigar empresas a rever escalas, contratos, horas extras, dimensionamento de equipes e processos. Ao mesmo tempo, pode acelerar investimentos em automação, sensores, inteligência artificial e análise de dados para identificar onde, quando e como a mão de obra é realmente necessária. Na avaliação da Evolv, empresa brasileira de tecnologia voltada à inteligência operacional em Facilities, o impacto mais relevante da discussão pode estar justamente nessa mudança de modelo. > “Durante décadas, muitas operações foram estruturadas a partir de escalas e cronogramas fixos. A discussão sobre jornada está obrigando as empresas a fazer uma pergunta muito mais importante. Quantas pessoas eu realmente preciso em cada momento da operação e como posso utilizar melhor essa força de trabalho? Essa resposta passa necessariamente por dados, tecnologia e inteligência operacional”, afirma Leandro Simões, CEO da Evolv. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Fim-da-6x1-pode-acelerar-a-ado----o-de-IA--IoT-e-automa----o-para-compensar-redu----o-de-horas-trabalhadas-Leandro-Sim--es-Evolv.jpg) Leandro Simões, CEO da Evolv | Foto: Divulgação ### Da escala fixa para a operação orientada pela demanda O desafio é particularmente relevante em setores intensivos em mão de obra e com funcionamento contínuo, como Facilities, varejo, saúde, shopping centers, aeroportos, indústria, logística e grandes empreendimentos corporativos. Nessas operações, reduzir horas disponíveis sem rever processos pode significar aumento de horas extras, necessidade de novas contratações e pressão sobre custos. Mas simplesmente ampliar equipes também pode perpetuar ineficiências já existentes. É justamente neste ponto que a tecnologia ganha importância econômica. Sensores IoT, sistemas de análise de dados e inteligência artificial já permitem acompanhar fluxo e ocupação de ambientes, produtividade, utilização de ativos e necessidades operacionais em tempo real. Na prática, tornam possível substituir parte das decisões baseadas em cronogramas e estimativas por decisões baseadas na demanda efetiva. Um exemplo simples está na limpeza de grandes instalações. Um banheiro pode receber dez rotinas programadas de limpeza ao longo do dia mesmo tendo baixa utilização, enquanto outro, localizado no mesmo empreendimento, pode concentrar centenas de usuários no período. Sem dados de ocupação, as duas operações podem receber recursos semelhantes. Com sensores e análise de fluxo, equipes podem ser direcionadas para onde existe maior necessidade. A mudança aparentemente operacional tem impacto direto sobre produtividade e reduz deslocamentos e homem X hora improdutivos e permite distribuir equipes de acordo com a demanda real. ### A discussão deixou de ser trabalhista e agora é operacional A proposta em discussão prevê redução gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, manutenção salarial e dois dias de repouso semanal remunerado. Independentemente do formato final aprovado pelo Congresso, a discussão já expõe uma questão estrutural para as empresas brasileiras que são exatamente os modelos operacionais construídos para uma determinada disponibilidade de mão de obra que precisarão ser revistos caso essa disponibilidade diminua. Isso significa analisar contratos, horas extras habituais, faltas, afastamentos, rotatividade, distribuição de turnos, produtividade e dimensionamento de equipes. > “Se a empresa interpretar a mudança apenas como necessidade de contratar mais pessoas, provavelmente estará olhando para metade do problema. Antes de ampliar o quadro, será necessário identificar onde estão as ineficiências, quais atividades realmente demandam mão de obra e onde existem recursos mal dimensionados. É nesse ponto que tecnologia e dados deixam de ser acessórios e passam a interferir diretamente na competitividade”, explica Simões. O movimento pode ser especialmente importante diante de outra transformação estrutural do mercado de trabalho. O envelhecimento da população brasileira e a perspectiva de menor disponibilidade de mão de obra em determinadas atividades agravam a situação. Nesse cenário, competitividade tende a depender cada vez menos da capacidade de simplesmente adicionar pessoas à operação e mais em produzir melhor com os recursos atuais e disponíveis de tecnologia. ### IA pode começar a decidir onde a mão de obra é mais necessária A evolução tecnológica permite avançar além do monitoramento. A combinação de IoT, dados operacionais e inteligência artificial começa a permitir que sistemas identifiquem padrões, apontem gargalos e apoiem gestores na redistribuição de recursos. Em Facilities, isso significa migrar de limpeza baseada exclusivamente em cronogramas para limpeza por demanda; de manutenção preventiva genérica para modelos preditivos; e de equipes distribuídas apenas por turnos para estruturas capazes de considerar fluxo de pessoas, ocupação e criticidade dos ambientes. A Evolv desenvolve soluções que integram sensores IoT, dados e inteligência artificial justamente para transformar informações operacionais em decisões de gestão. A empresa defende que a próxima fronteira da eficiência não será apenas automatizar atividades, mas utilizar inteligência para decidir quando uma atividade precisa acontecer, onde os recursos devem estar e qual estrutura é realmente necessária para executá-la. > “Não estamos falando apenas sobre trabalhar mais ou menos horas. Estamos falando sobre quanto resultado uma empresa consegue produzir a partir de cada hora disponível de trabalho. A discussão da 6x1 pode acelerar uma transformação que o mercado já precisava enfrentar. Ao sair de uma lógica baseada em volume de pessoas para uma gestão baseada em inteligência, produtividade e eficiência”, finaliza Leandro Simões. Resumo redes: Segundo Leandro Simões, CEO da Evolv, a eventual redução da jornada semanal tende a obrigar empresas a rever escalas, contratos, horas extras, dimensionamento de equipes e processos. Ao mesmo tempo, pode acelerar investimentos em automação, sensores, inteligência artificial e análise de dados para identificar onde, quando e como a mão de obra é realmente necessária. ### Frederico Aguiar lança livro sobre bastidores e desafios da Zona Franca de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/frederico-aguiar-lanca-livro-sobre-bastidores-e-desafios-da-zona-franca-de-manaus/ Last updated: 2026-09-04T18:29:41.000Z O gestor público Luiz Frederico Aguiar, atualmente coordenador-geral de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, lança na próxima quarta-feira (9), em Manaus, o livro “Servir à Amazônia: lições práticas de gestão e governança de políticas públicas na Zona Franca de Manaus”. O evento será realizado às 18h30, no auditório do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). A publicação parte da experiência de Aguiar como superintendente adjunto executivo da Suframa, função que ocupou entre maio de 2023 e julho de 2026\. A obra reúne episódios e aprendizados desse período para discutir a condução de políticas públicas ligadas à Zona Franca de Manaus e ao desenvolvimento da Amazônia Ocidental e do Amapá. Entre os temas abordados estão governança, gestão de riscos, interiorização do desenvolvimento, fortalecimento do ecossistema regional de inovação, agenda ESG e perspectivas para o futuro da Zona Franca. O autor também dedica parte do livro aos entraves burocráticos, logísticos e estruturais enfrentados pela gestão pública, além de apresentar caminhos para problemas que ainda permanecem sem solução. O livro também recupera ações desenvolvidas no período em que a Suframa alcançou o primeiro lugar em um ranking nacional de Governança e Gestão do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). A apresentação da obra é assinada pelo ex-superintendente da Suframa Bosco Saraiva, enquanto o prefácio é de Luiz Augusto Barreto Rocha, presidente do Conselho Superior do Cieam. Esta será a primeira publicação impressa de Frederico Aguiar. Em 2022, o autor já havia lançado o e-book “Indústria 4.0: perspectivas para o Polo Industrial de Manaus”. A nova obra é direcionada principalmente a estudantes, servidores públicos, empresários e pesquisadores interessados em gestão pública e desenvolvimento regional. > “Desenvolver a Amazônia exige encarar tanto as vitórias de governança quanto os nós que ainda não foram desatados. Este livro é um convite à reflexão sobre a prática diária de gerir políticas públicas de alto impacto na nossa região”, ressalta Aguiar. Resumo redes: A publicação parte da experiência de Aguiar como superintendente adjunto executivo da Suframa, função que ocupou entre maio de 2023 e julho de 2026\. A obra reúne episódios e aprendizados desse período para discutir a condução de políticas públicas ligadas à ZFM e ao desenvolvimento da Amazônia Ocidental e do Amapá. ### Frete China-Brasil volta a subir e chega a US$ 9,5 mil por contêiner URL: https://www.jornalopolo.com.br/frete-china-brasil-volta-a-subir-e-chega-a-us-9-5-mil-por-conteiner/ Last updated: 2026-09-04T18:17:26.000Z O frete marítimo da China para o Brasil voltou a subir no fim de agosto, com cotações entre US$ 8.500 e US$ 9.500 por contêiner de 40 pés para embarques previstos entre 1º e 7 de setembro. Segundo informações publicadas pelo 54PSI, os valores variam conforme o armador, a disponibilidade de espaço e equipamentos e as condições de negociação, em um cenário marcado por atrasos, cancelamentos de escalas e dificuldades operacionais nos principais portos chineses. As novas cotações superam a referência de US$ 8.300 por contêiner utilizada anteriormente pela Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Pneus (ABIDIP). Além da elevação dos preços, a disponibilidade de espaço e equipamentos passou a representar outra preocupação para os importadores brasileiros que dependem dos embarques com origem na China. A alta ocorre em meio a uma combinação de problemas operacionais nos principais portos chineses, que enfrentam atrasos, cancelamentos de escalas, falta de equipamentos e dificuldades dos armadores para disponibilizar navios suficientes para retirar os contêineres acumulados nos terminais. Segundo informações recebidas pela ABIDIP junto ao mercado de transporte internacional e reportadas pelo 54PSI, o volume acumulado nos principais portos chineses estaria em torno de 400 mil TEUs. A estimativa é baseada em informações recebidas pela entidade junto ao setor e não em dados oficiais das autoridades portuárias chinesas. Além dos gargalos já existentes, informações recebidas pelo setor em 24 de agosto indicavam a previsão de três tufões com potencial para afetar as regiões portuárias de Shenzhen, Ningbo e Xangai, importantes pontos de origem das exportações chinesas destinadas ao Brasil. A possibilidade de novos eventos climáticos acrescentava pressão a um sistema que já enfrentava restrições de capacidade, enquanto a combinação entre congestionamentos, atrasos e falta de equipamentos dificultava a disponibilidade de espaço para novos embarques. ## HMM remaneja programação em Xangai Os problemas operacionais também provocaram alterações nas programações dos armadores. Entre as informações recebidas pelo setor, a HMM (Hyundai Merchant Marine) teria indicado que sua próxima operação em Xangai ocorreria somente em 22 de setembro, devido a remanejamentos do serviço para atender outros portos e recuperar escalas atrasadas, conforme informações publicadas pelo 54PSI. A mudança reforça a preocupação dos importadores com a disponibilidade de espaço nas próximas semanas, especialmente para cargas que dependem de embarques com prazos mais rígidos. ## Aquisição da ZIM pela Hapag-Lloyd não terá efeito imediato Em paralelo às dificuldades enfrentadas nas rotas marítimas, o setor acompanha a aquisição da ZIM pela Hapag-Lloyd, anunciada em fevereiro por US$ 4,2 bilhões. Se concluída, a operação resultará em uma companhia com mais de 400 navios e capacidade superior a 3 milhões de TEUs. A aquisição, porém, não representa uma entrada imediata de capacidade adicional nas rotas operadas pela Hapag-Lloyd. A conclusão do negócio está prevista para o fim de 2026 e depende de aprovações regulatórias. Até lá, Hapag-Lloyd e ZIM continuarão operando de forma independente, mantendo a colaboração restrita aos acordos de compartilhamento de navios e espaços que já estavam em vigor. Por isso, as informações disponíveis não permitem relacionar a aquisição à entrada de novos navios ou contêineres na rota entre Ásia e Brasil em setembro. Eventuais mudanças na capacidade decorrentes da integração das duas empresas deverão ocorrer somente após a conclusão da transação e dependerão das decisões operacionais adotadas posteriormente. Enquanto isso, os importadores brasileiros enfrentam um cenário de fretes elevados e disponibilidade restrita de espaço. As condições nos portos chineses, os possíveis efeitos de eventos climáticos e as programações dos armadores permanecem entre os principais fatores que podem influenciar os custos e os prazos dos embarques nas próximas semanas. Resumo redes: Congestionamentos, atrasos e falta de equipamentos pressionam transporte marítimo, enquanto importadores enfrentam dificuldade para encontrar espaço nos navios. ### Profert: programa que incentiva produção de fertilizantes vira lei e pode favorecer projeto em Autazes (AM) URL: https://www.jornalopolo.com.br/profert-programa-que-incentiva-producao-de-fertilizantes-vira-lei-e-pode-favorecer-projeto-em-autazes-am/ Last updated: 2026-09-04T16:07:55.000Z O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), iniciativa voltada ao aumento da produção desses insumos no Brasil. A nova legislação foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (4) e já está em vigor. Uma das principais mudanças é a criação de um percentual mínimo de fertilizantes nacionais na composição dos produtos comercializados no país. A exigência começa em 2% a partir de 1º de julho de 2027 e deverá chegar a 10% até janeiro de 2037\. Caberá ao Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert) avaliar a evolução desse percentual ao longo dos próximos anos. O Profert foi criado para diminuir a dependência brasileira de fertilizantes e matérias-primas importadas, além de buscar maior estabilidade no abastecimento e redução de custos para a cadeia agropecuária. O programa alcança fertilizantes de origem sintética, mineral e orgânica, além de remineralizadores, bioinsumos e biofertilizantes produzidos no território nacional. A legislação também abre caminho para linhas de financiamento destinadas a novos investimentos no setor. Os recursos poderão apoiar a modernização, reativação e expansão de plantas industriais, projetos de pesquisa e inovação e obras de infraestrutura e logística. As operações serão oferecidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou por instituições financeiras habilitadas pelo banco. Para participar do programa, as empresas terão de atender a critérios que incluem eficiência energética, medidas relacionadas às emissões de gases de efeito estufa, diálogo com comunidades afetadas e apoio a ações de desenvolvimento local e inclusão social. O Confert também ficará responsável por acompanhar os resultados do Profert e publicar avaliações periódicas sobre investimentos, capacidade produtiva e redução da dependência externa. A sanção ocorreu com um veto. Lula retirou do texto o dispositivo que definia como fertilizantes, para efeitos da lei, somente aqueles “extraídos e produzidos no território nacional”. Segundo a Presidência da República, a redação entrava em conflito com a própria previsão de mistura entre fertilizantes nacionais e produtos comercializados no país. ### Projeto de Autazes entra no radar do Profert No Amazonas, o novo programa pode ter impacto direto sobre o projeto de exploração de potássio em Autazes, a 112 quilômetros de Manaus. O empreendimento, conduzido pela Potássio do Brasil, prevê investimento de aproximadamente US$ 2,5 bilhões e capacidade para produzir até 2,4 milhões de toneladas de cloreto de potássio por ano. A operação se encaixa na cadeia que o Profert pretende estimular, voltada à ampliação da produção nacional de fertilizantes e de matérias-primas utilizadas pelo setor. Entre os instrumentos previstos estão incentivos, acesso a linhas de financiamento e apoio a novos empreendimentos, expansão industrial, infraestrutura e pesquisa. O projeto de Autazes prevê a extração de silvinita e seu beneficiamento para produção de cloreto de potássio, insumo utilizado na fabricação de fertilizantes. Em um mercado no qual o Brasil ainda depende fortemente de fornecedores estrangeiros, a produção amazonense é apontada como uma das iniciativas com potencial para ampliar a oferta nacional do mineral. Apesar dos possíveis benefícios trazidos pelo novo programa, o empreendimento ainda enfrenta uma disputa judicial relacionada ao licenciamento ambiental e aos impactos sobre comunidades indígenas. O projeto possui licenças concedidas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), mas segue sendo questionado pelo Ministério Público Federal. Resumo redes: O Profert estabelece percentual mínimo de fertilizantes nacionais nos produtos comercializados no país: 2% a partir de 2027, chegando a 10% em 2037\. No Amazonas, a medida pode beneficiar o projeto de potássio de Autazes, estimado em US$ 2,5 bilhões e com capacidade de 2,4 milhões de toneladas por ano. ### Honda supera 1 milhão de motos emplacadas em oito meses e bate recorde histórico no Brasil URL: https://www.jornalopolo.com.br/honda-supera-1-milhao-de-motos-emplacadas-em-oito-meses-e-bate-recorde-historico-no-brasil/ Last updated: 2026-09-04T15:21:32.000Z A Honda alcançou em 2026 uma marca inédita em mais de cinco décadas de atuação no mercado brasileiro. Entre janeiro e agosto, a fabricante registrou 1.030.779 motocicletas emplacadas no país, tornando este o primeiro ano em que a empresa ultrapassa 1 milhão de unidades ainda nos oito primeiros meses. Os números foram apresentados pelo site Motonline, com base em dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 943.742 motocicletas, a Honda colocou 87.037 unidades adicionais nas ruas, crescimento de 9,2%. O avanço fica ainda mais evidente quando o desempenho atual é comparado a períodos considerados históricos para a marca. De janeiro a agosto de 2011, por exemplo, foram 992.162 emplacamentos. Em 2008, o volume havia chegado a 924.085\. Já em 2022, a Honda somava 657.035 unidades no mesmo intervalo — 373,7 mil a menos que neste ano. Considerando os 166 dias úteis entre janeiro e agosto, o resultado de 2026 representa uma média de aproximadamente 6,2 mil motos emplacadas por dia. O crescimento ocorre mesmo com a entrada e a expansão de outras fabricantes no mercado brasileiro. A participação da Honda passou de 67,03% nos oito primeiros meses de 2025 para 65,28% neste ano, mas o volume absoluto vendido pela empresa continuou avançando. Entre os modelos que sustentam esse desempenho, a CG 160 aparece com ampla vantagem, acumulando 355.794 emplacamentos. Na sequência estão a Biz 125, com 179.526 unidades, e a POP 110i, com 164.430\. A Bros 160 também supera a marca de 130 mil unidades, enquanto CB 300F Twister, XRE 190, PCX 160, Sahara, Elite 125 e ADV 160 completam a lista das dez Honda mais emplacadas no período. O ritmo também coloca outro recorde ao alcance da fabricante até dezembro. Em 2025, a Honda encerrou o ano com 1.468.229 motocicletas emplacadas. Caso o crescimento de 9,2% seja mantido nos próximos meses, a marca poderá terminar 2026 próxima de 1,6 milhão de unidades, estabelecendo um novo máximo anual no país. Leia também: [**Honda está completando 50 anos em Manaus: fábrica produz uma moto a cada 19 segundos e já ultrapassa 32 milhões de unidades**](https://www.jornalopolo.com.br/honda-esta-completando-50-anos-em-manaus-fabrica-produz-uma-moto-a-cada-19-segundos-e-ja-ultrapassa-32-milhoes-de-unidades-fabricadas/) Resumo redes: Entre janeiro e agosto, a fabricante registrou 1.030.779 motocicletas emplacadas no país, tornando este o primeiro ano em que a empresa ultrapassa 1 milhão de unidades ainda nos oito primeiros meses. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 943.742 motocicletas, a Honda colocou 87.037 unidades adicionais nas ruas, crescimento de 9,2%. ### Equipes da Prefeitura de Manaus participam de capacitação sobre os impactos da Reforma Tributária na Zona Franca URL: https://www.jornalopolo.com.br/equipes-da-prefeitura-de-manaus-participam-de-capacitacao-sobre-os-impactos-da-reforma-tributaria-na-zona-franca/ Last updated: 2026-09-04T14:36:07.000Z A Prefeitura de Manaus, por meio da Controladoria-Geral do Município (CGM), em parceria com o Conselho Regional de Contabilidade do Amazonas (CRCAM), reforçou a preparação de seus quadros técnicos e do ecossistema contábil amazonense durante o 15º módulo do curso sobre a Reforma Tributária do Consumo (RTC). Com foco nas especificidades econômicas da região, a capacitação debateu os reflexos das novas diretrizes nacionais sobre a Zona Franca de Manaus (ZFM) e as Áreas de Livre Comércio (ALC). A controladora-geral adjunta do município, Lucilene Viana, também conselheira do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), representando o Amazonas nesse ato, e o presidente do órgão federal, Joaquim Bezerra, ressaltou a prioridade dada pela gestão municipal à capacitação frente às grandes mudanças normativas do país. > “A Reforma Tributária exige um acompanhamento minucioso por parte do poder público, especialmente no que tange aos incentivos e às garantias do modelo Zona Franca de Manaus. A gestão do prefeito Renato Junior tem priorizado a qualificação contínua das nossas equipes de controle e finanças em parceria com instituições de excelência como o CRCAM. Estar na vanguarda desse debate garante que o nosso município mantenha a segurança jurídica, a eficiência na gestão fiscal e a proteção do desenvolvimento econômico da nossa capital”, destacou Lucilene Viana. A iniciativa insere o Executivo municipal no centro das discussões sobre as mudanças no sistema arrecadatório do país, garantindo que as equipes técnicas e os gestores da capital estejam devidamente capacitados para atuar na transição dos modelos fiscais. Durante o treinamento, foram analisadas as garantias constitucionais preservadas para o modelo ZFM e os ajustes operacionais necessários na gestão de tributos e na atração de investimentos. A presença do município nessas formações estratégicas reflete a diretriz da gestão de manter o controle interno, as finanças municipais e os profissionais do setor alinhados com as atualizações normativas, prevenindo riscos de desconformidade e fortalecendo o planejamento orçamentário. Resumo redes: A Controladoria-Geral do Município, em parceria com o Conselho Regional de Contabilidade do Amazonas, reforçou a preparação de seus quadros técnicos e do ecossistema contábil amazonense durante o 15º módulo do curso sobre a Reforma Tributária do Consumo. Com foco nas especificidades econômicas da região, a capacitação debateu os reflexos das novas diretrizes nacionais sobre a ZFM e as Áreas de Livre Comércio. ### Governo prepara decreto com nova lista do IPI para proteger produtos da Zona Franca de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/governo-prepara-decreto-com-nova-lista-do-ipi-para-proteger-produtos-da-zona-franca-de-manaus/ Last updated: 2026-09-04T14:05:26.000Z O Governo Federal prepara um decreto com a nova regulamentação da lista de produtos sujeitos ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), em uma medida voltada à preservação da competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM). A informação, divulgada nesta sexta-feira (4), foi apresentada durante reunião do Comitê de Bens Intermediários do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). Segundo Saleh Hamdeh, representante da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) em Brasília, o decreto está em estágio avançado de elaboração e passa pela fase final antes da publicação. A regulamentação deve prever a criação de ex-tarifários específicos para diferenciar produtos fabricados com incentivos na Zona Franca de Manaus. A definição ganha importância diante das mudanças previstas pela Reforma Tributária. A partir de 2027, a expectativa é de redução a zero das alíquotas do IPI para a ampla maioria dos produtos industrializados fora da ZFM, enquanto o tratamento do imposto continuará sendo utilizado como um dos instrumentos para preservar a vantagem competitiva da produção instalada em Manaus. Durante a reunião, o coordenador da Comissão de Tributos do Cieam, Moisés Silva, afirmou que a entidade acompanha a elaboração da lista que está sendo finalizada pelos ministérios envolvidos e pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Segundo ele, a definição deverá considerar critérios como a classificação dos produtos pela NCM e os tipos de projetos incentivados. O encontro também tratou dos créditos de IPI gerados na aquisição de insumos produzidos na Zona Franca por empresas instaladas em outros estados. A discussão surgiu após associados relatarem dúvidas de clientes sobre a continuidade do aproveitamento desses créditos com as mudanças tributárias previstas para os próximos anos. Na avaliação apresentada pelo Cieam, o direito ao crédito permanece respaldado pela legislação e pelo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). O conselheiro Jeanete Portela citou o Tema 322 de Repercussão Geral e afirmou que a redução das alíquotas gerais do IPI não elimina o direito relacionado às aquisições de insumos da Zona Franca. O coordenador da Comissão de Assuntos Jurídicos do Cieam, Victor Bastos, acrescentou que as empresas podem avaliar diferentes formas de utilização dos créditos, incluindo a compensação de débitos federais por meio do PER/DCOMP, conforme a situação tributária de cada companhia. Presidida pelo presidente executivo do Cieam, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, a reunião reuniu representantes das áreas empresarial, jurídica e tributária para discutir os impactos operacionais da Reforma Tributária sobre fornecedores do Polo Industrial de Manaus e seus clientes em outras regiões do país. Resumo redes: Segundo Saleh Hamdeh, representante da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) em Brasília, o decreto está em estágio avançado de elaboração e passa pela fase final antes da publicação. A regulamentação deve prever a criação de ex-tarifários específicos para diferenciar produtos fabricados com incentivos na ZFM. ### Ball usa monitoramento preditivo e participação de colaboradores para prevenir riscos industriais URL: https://www.jornalopolo.com.br/ball-usa-monitoramento-preditivo-e-participacao-de-colaboradores-para-prevenir-riscos-industriais/ Last updated: 2026-09-04T13:23:23.000Z Cultura organizacional, liderança, participação das equipes e inovação são elementos cada vez mais importantes para fortalecer a segurança nas operações industriais. Na Ball Corporation, líder mundial em embalagens sustentáveis de alumínio, esses princípios fazem parte da rotina das operações e orientam desde a tomada de decisões até o desenvolvimento de tecnologias voltadas à prevenção de riscos e à proteção das pessoas, fortalecendo ambientes de trabalho mais seguros e operações mais eficientes. Um dos princípios que orientam as operações da Ball é simples: se não for seguro para seguir, pare. A orientação permite que qualquer colaborador sinalize uma condição de risco e interrompa uma atividade até que a situação seja avaliada. Atualmente, 80% dos empregados contribuem fazendo apontamentos de situações de risco e o índice de resolução dos problemas está em 93%. > "Segurança na Ball é inegociável e proteger as pessoas é um compromisso permanente e um dos pilares do Ball Operational Excellence (BOE), nosso modelo de excelência operacional. Processos consistentes dependem de ambientes seguros, e isso só é possível quando a prevenção faz parte da cultura da empresa e orienta as decisões tomadas todos os dias", afirma Roberto Castro, Vice-Presidente de Operações Industriais da Ball Corporation para a América do Sul. O compromisso com a segurança começa pela liderança. Semanalmente, a diretoria revisa os principais indicadores relacionados à prevenção de acidentes para avaliar oportunidades de melhoria e definir ações que fortaleçam continuamente as práticas adotadas nas operações. Outro aspecto fundamental dessa estratégia é o envolvimento dos empregados. A Ball incentiva que todos participem da identificação de situações de risco e oportunidades de melhoria, fortalecendo uma cultura baseada na confiança, no diálogo e na prevenção. A premissa é simples: identificar um problema é o primeiro passo para evitar que ele se transforme em um acidente. > "Queremos que os funcionários sinalizem riscos sem receio. Identificar uma vulnerabilidade não é uma falha, é o primeiro passo para corrigi-la de forma preventiva", comenta Roberto. Essa filosofia orienta a construção de um ambiente em que os empregados se sintam à vontade para apontar situações que possam ser aperfeiçoadas, sem uma abordagem punitiva. A prevenção também é fortalecida pelas auditorias internas. Além das equipes dedicadas ao tema, profissionais de diferentes áreas são estimulados a observar possíveis situações de risco durante suas atividades, ampliando a capacidade da empresa de identificar oportunidades de melhoria em toda a operação. ### Uso da tecnologia na segurança A tecnologia é outro importante aliado dessa estratégia. A Ball busca incorporar soluções que ampliem a proteção das máquinas e reduzem a possibilidade de falhas operacionais, desenvolvendo equipamentos capazes de interromper automaticamente seu funcionamento sempre que uma condição insegura for identificada. Além disso, entre as ferramentas adotadas pela empresa estão sistemas de monitoramento preditivo, utilizados para acompanhar variáveis operacionais como pressão e temperatura e identificar desvios antes que eles afetem a estabilidade dos processos. A tecnologia permite antecipar desvios, aumentar a estabilidade dos processos e contribuir para ambientes de trabalho cada vez mais seguros. Ao integrar liderança, participação das equipes, inovação e melhoria contínua, a Ball reforça que a prevenção de acidentes não é tratada como uma ação pontual, mas como parte da forma de operar da empresa e do compromisso permanente com a proteção das pessoas. Resumo redes: "Se não for seguro para seguir, pare". A orientação permite que qualquer colaborador sinalize uma condição de risco e interrompa uma atividade até que a situação seja avaliada. Atualmente, 80% dos empregados contribuem fazendo apontamentos de situações de risco e o índice de resolução dos problemas está em 93%. ### Hapag-Lloyd anuncia novo reajuste em rotas para a América Latina URL: https://www.jornalopolo.com.br/hapag-lloyd-anuncia-novo-reajuste-em-rotas-para-a-america-latina/ Last updated: 2026-09-04T13:01:04.000Z A Hapag-Lloyd anunciou aumento das tarifas de frete marítimo na rota que parte do Mediterrâneo Oriental, excluindo a Grécia, com destino ao Caribe, à América Central e à costa oeste da América do Sul. O reajuste entra em vigor em 1º de outubro de 2026 e permanece válido até novo aviso, conforme informou o Container News. O aumento abrange contêineres secos de 20 e 40 pés, contêineres refrigerados (reefer) e equipamentos high-cube. A medida alcança três segmentos geográficos de destino: Caribe, América Central e costa oeste da América do Sul. O anúncio integra um ciclo mais amplo de reajustes que o armador vem implementando em diferentes corredores ao longo de 2026\. Em junho deste ano, a Hapag-Lloyd anunciou aumentos de US$ 300 por contêiner de 20 pés e US$ 600 por contêiner de 40 pés nas rotas do Mediterrâneo para América do Norte e México, com vigência a partir de 1º de julho. Em agosto, a armadora divulgou um Aumento Geral de Tarifas (GRI) de US$ 1.000 por contêiner em rotas originárias do Subcontinente Indiano, Paquistão e Oriente Médio com destino à América do Norte, com entrada em vigor em 15 de setembro, conforme reportou o Container News em 17 de agosto. Em setembro, implementou um GRI para o serviço Conosur, que opera na rota da Costa Leste para a Costa Oeste da América do Sul, a partir de 4 de setembro. ### Pressão generalizada sobre o frete na região O reajuste ocorre em um ambiente de pressão ampla sobre as tarifas marítimas. Segundo análise da C.H. Robinson publicada em abril de 2026, transportadoras vêm introduzindo GRIs e sobretaxas em mercados de exportação da América Latina, incluindo Brasil e costa oeste do continente, após um período de reduções anteriores. A aceitação desses reajustes, no entanto, permanece desigual: a capacidade disponível continua a superar a demanda em várias faixas de rota, embora surjam restrições localizadas, como congestionamento portuário e disponibilidade limitada de espaço refrigerado. Ainda conforme a C.H. Robinson, três fatores moldam a dinâmica de mercado na região: redirecionamento de rotas em razão de conflitos geopolíticos, aumento dos custos de combustível e gestão contínua da capacidade pelas armadoras. Essas pressões encurtam as janelas de preço e ampliam a variabilidade de custos, com crescente participação de componentes variáveis, especialmente sobretaxas ligadas ao combustível, no total pago pelos embarcadores. Dados apurados pelo FUP apontam volatilidade nos índices de frete para a América Latina. A costa oeste da região registrou crescimento semanal de 11,1% em período recente, alcançando 6.145 pontos no índice de frete, enquanto a costa leste avançou 7,07%, para 7.149 pontos. Os fretes spot entre o Extremo Oriente e a costa oeste da América do Sul chegaram a US$ 7.800 por FEU, refletindo demanda aquecida, controle de capacidade pelas armadoras e tensões geopolíticas que provocam desvios de rotas e reduzem a disponibilidade de espaço nos navios. Resumo redes: Companhia anunciou aumento das tarifas de frete marítimo na rota que parte do Mediterrâneo Oriental, excluindo a Grécia, com destino ao Caribe, à América Central e à costa oeste da América do Sul. O reajuste entra em vigor em 1º de outubro deste ano. ### DIÁRIO DO POLO - 04/09/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/diario-do-polo-04-09-2026/ Last updated: 2026-09-04T16:32:58.000Z ## LOGÍSTICA AMAZÔNICA A lo­gís­tica re­gi­o­nal entra em uma fase crítica de adap­ta­ção tec­no­ló­gica para en­fren­tar a sa­zo­na­li­dade dos rios. Os prin­ci­pais portos de Manaus ini­ci­a­ram a ins­ta­la­ção es­tra­té­gica de guin­das­tes de longo alcance, equi­pa­men­tos pro­je­ta­dos es­pe­ci­fi­ca­mente para manter a pro­du­ti­vi­dade durante o pico da vazante. Esta medida é um reflexo direto da ne­ces­si­dade de mitigar o chamado Custo Ama­zo­nas; ao per­mi­tir o des­car­re­ga­mento de navios de grande porte mesmo em con­di­ções de calado re­du­zido, as ope­ra­do­ras por­tu­á­rias evitam o de­sa­bas­te­ci­mento das linhas de mon­ta­gem do Polo In­dus­trial de Manaus (PIM), ga­ran­tindo que os com­po­nen­tes im­por­ta­dos cheguem às fá­bri­cas sem os atrasos severos re­gis­tra­dos em es­ti­a­gens an­te­ri­o­res. - **Portos de Manaus ins­ta­lam guin­das­tes de longo alcance para operar durante pico da seca.** A tec­no­lo­gia permite o des­car­re­ga­mento de navios mesmo com o recuo das águas, mi­ti­gando os atrasos cau­sa­dos pela baixa pro­fun­di­dade dos rios e as­se­gu­rando o fluxo de insumos para o Dis­trito In­dus­trial. - **Po­tás­sio do Brasil recebe licença para ins­ta­la­ção de porto de apoio em Autazes.** O avanço do projeto mineral cria uma nova fron­teira eco­nô­mica no Ama­zo­nas, re­du­zindo a de­pen­dên­cia na­ci­o­nal de fer­ti­li­zan­tes im­por­ta­dos e for­ta­le­cendo a in­fra­es­tru­tura lo­gís­tica no in­te­rior do estado. --- ## INDÚSTRIA E EMPRESAS DO PIM O setor ele­tro­e­le­trô­nico do PIM de­mons­tra vigor sus­ten­tado por de­man­das ins­ti­tu­ci­o­nais. A fa­bri­ca­ção de tablets re­gis­trou um cres­ci­mento de 12% no último tri­mes­tre, um de­sem­pe­nho im­pul­si­o­nado ma­jo­ri­ta­ri­a­mente pela exe­cu­ção de editais edu­ca­ci­o­nais nas esferas federal e es­ta­dual. Este mo­vi­mento evi­den­cia como as compras go­ver­na­men­tais atuam como um colchão de es­ta­bi­li­dade para a in­dús­tria de Manaus, com­pen­sando pe­rí­o­dos de consumo morno no varejo privado e ga­ran­tindo a ma­nu­ten­ção da ocu­pa­ção fabril. - **Pro­du­ção de tablets no PIM re­gis­tra alta de 12% no tri­mes­tre com novos editais edu­ca­ci­o­nais.** O aumento da demanda go­ver­na­men­tal por dis­po­si­ti­vos móveis es­ta­bi­liza a pro­du­ção do polo ele­tro­e­le­trô­nico em um período de sa­zo­na­li­dade morna, pre­ser­vando postos de tra­ba­lho qua­li­fi­ca­dos. --- ## ZONA FRANCA E POLÍTICA O modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) re­a­firma sua atra­ti­vi­dade em meio às dis­cus­sões da reforma tri­bu­tá­ria. A apro­va­ção de mais de um bilhão de dólares em novos in­ves­ti­men­tos pelo Con­se­lho de Ad­mi­nis­tra­ção da Suframa (CAS) envia um sinal claro ao mercado e ao governo federal: o parque fabril ama­zo­nense per­ma­nece como pri­o­ri­dade es­tra­té­gica para grandes grupos globais. Ao mesmo tempo, a FIEAM atua na redução da in­se­gu­rança ju­rí­dica ao pu­bli­car ori­en­ta­ções téc­ni­cas sobre o Pro­cesso Pro­du­tivo Básico (PPB), peça fun­da­men­tal para a ma­nu­ten­ção do fluxo de in­cen­ti­vos fiscais. - **CAS da Suframa aprova US$ 1,2 bilhão em in­ves­ti­men­tos para o PIM.** A apro­va­ção de 35 novos pro­je­tos in­dus­tri­ais si­na­liza a con­ti­nu­i­dade da con­fi­ança das mul­ti­na­ci­o­nais no modelo Zona Franca durante a tran­si­ção tri­bu­tá­ria na­ci­o­nal. - **FIEAM publica guia técnico sobre novos cri­té­rios de PPB para setor de in­for­má­tica.** O do­cu­mento orienta as in­dús­trias sobre as exi­gên­cias de na­ci­o­na­li­za­ção de com­po­nen­tes ne­ces­sá­rias para manter o acesso aos in­cen­ti­vos fiscais vi­gen­tes. --- ## COMÉRCIO EXTERIOR E TARIFAS A in­ter­na­ci­o­na­li­za­ção do PIM avança como es­tra­té­gia de re­si­li­ên­cia. A decisão da Yamaha de con­ver­ter sua planta em Manaus em um centro ex­por­ta­dor para a América Latina exem­pli­fica o esforço das fa­bri­can­tes locais para di­ver­si­fi­car mer­ca­dos e reduzir a ex­po­si­ção ex­clu­siva às os­ci­la­ções da demanda interna bra­si­leira. Além disso, o foco em cer­ti­fi­ca­ções ESG por parte das in­dús­trias quí­mi­cas destaca uma adap­ta­ção às exi­gên­cias globais de sus­ten­ta­bi­li­dade, abrindo portas para cadeias de su­pri­men­tos mais ri­go­ro­sas e de maior valor agre­gado. - **Yamaha amplia linha de mon­ta­gem em Manaus para focar em ex­por­ta­ções para a América Latina.** A ex­pan­são con­so­lida o Polo de Duas Rodas como pla­ta­forma ex­por­ta­dora, ga­nhando escala e mi­ti­gando riscos de de­pen­dên­cia do mercado do­més­tico. - **Fa­bri­can­tes de com­po­nen­tes quí­mi­cos do Dis­trito buscam cer­ti­fi­ca­ção ESG para ex­por­ta­ção.** A ade­qua­ção a padrões in­ter­na­ci­o­nais de sus­ten­ta­bi­li­dade permite que em­pre­sas locais in­te­grem cadeias de su­pri­men­tos globais exi­gen­tes. - **Ex­por­ta­ções do PIM para países da ALADI crescem 8% em agosto.** O cres­ci­mento das vendas para vi­zi­nhos sul-ame­ri­ca­nos ajuda a equi­li­brar a balança co­mer­cial do estado e di­ver­si­fica os canais de receita das in­dús­trias locais. --- ## ENERGIA E MINERAÇÃO A com­pe­ti­ti­vi­dade ener­gé­tica do PIM passa pela ex­pan­são da oferta re­gi­o­nal de gás natural. O pla­ne­ja­mento go­ver­na­men­tal para leilões de reserva de gás visa abas­te­cer di­re­ta­mente as ter­me­lé­tri­cas que atendem o Dis­trito In­dus­trial, uma medida es­sen­cial para in­dús­trias de alto consumo. A redução no custo da energia é um fator de­ter­mi­nante para a atração de novas plantas quí­mi­cas e me­ta­lúr­gi­cas, que hoje lidam com custos ope­ra­ci­o­nais ele­va­dos com­pa­ra­dos a outros centros globais. - **Ama­zo­nas planeja leilão de reserva de gás natural para abas­te­cer ter­me­lé­tri­cas in­dus­tri­ais.** O aumento da oferta local de gás pode reduzir sig­ni­fi­ca­ti­va­mente o custo da energia para as in­dús­trias de alto consumo no PIM. --- ## INOVAÇÃO E BIOECONOMIA - **Polo Digital de Manaus abre edital para star­tups focadas em ras­tre­a­bi­li­dade fluvial.** So­lu­ções tec­no­ló­gi­cas locais para mo­ni­to­rar cargas nos rios podem reduzir perdas ope­ra­ci­o­nais e oti­mi­zar o tempo de trân­sito dos pro­du­tos do polo. --- ## TRABALHO E QUALIFICAÇÃO - **In­dús­tria de Manaus abre 1.500 vagas tem­po­rá­rias para pico de pro­du­ção de Natal.** O volume de con­tra­ta­ções atua como um ter­mô­me­tro da ex­pec­ta­tiva do varejo na­ci­o­nal para o fe­cha­mento do ano. - **Manaus lidera criação de em­pre­gos formais na região Norte no acu­mu­lado do ano.** A li­de­rança con­firma o papel do Polo In­dus­trial como o grande motor de geração de renda e es­ta­bi­li­dade social do Ama­zo­nas. --- ## ECONOMIA DO AMAZONAS - **Governo Federal e Ama­zo­nas fecham acordo sobre Fundo de Com­pen­sa­ção do IVA.** O me­ca­nismo é vital para ga­ran­tir que as em­pre­sas do PIM não percam com­pe­ti­ti­vi­dade com a uni­fi­ca­ção de im­pos­tos da reforma tri­bu­tá­ria. - **Governo Federal libera R$ 500 milhões para dra­ga­gem emer­gen­cial nos rios So­li­mões e Madeira.** A ma­nu­ten­ção dos canais é a única forma de ga­ran­tir o fluxo de insumos pesados in­vi­á­veis por via aérea. - **UFAM de­sen­volve po­lí­mero bi­o­de­gra­dá­vel a partir de resíduo de tucumã para em­ba­la­gens in­dus­tri­ais.** A ino­va­ção fornece insumos sus­ten­tá­veis para as in­dús­trias subs­ti­tu­í­rem plás­ti­cos de origem fóssil. [Fonte ↗](https://www.ufam.edu.br/pesquisa/polimero-tucuma-pim?ref=jornalopolo.com.br) --- ## COMÉRCIO E CÂMBIO | In­di­ca­dor | Fe­cha­mento | Va­ri­a­ção | | -------------- | ------------ | ----------- | | PTAX USD/BRL | R$ 5,16 | estável | | USD/BRL (spot) | R$ 5,16 | estável | | EUR/BRL (spot) | R$ 6,01 | estável | | SELIC | 14,00% | estável | A es­ta­bi­li­dade cambial ob­ser­vada no fe­cha­mento de ontem oferece uma janela de pre­vi­si­bi­li­dade para o pla­ne­ja­mento de compras das in­dús­trias ele­tro­e­le­trô­ni­cas. Contudo, o custo do capital per­ma­nece como um desafio central: com a Selic mantida em 14,00% ao ano, o custo fi­nan­ceiro para o car­re­ga­mento de es­to­ques é am­pli­fi­cado pelo tempo de trân­sito lo­gís­tico até Manaus. A imo­bi­li­za­ção pro­lon­gada de capital em com­po­nen­tes que levam semanas para atra­ves­sar os canais flu­vi­ais exige uma gestão fi­nan­ceira ex­tre­ma­mente ri­go­rosa para não com­pro­me­ter a ren­ta­bi­li­dade final dos pro­du­tos. --- ## MOVIMENTAÇÕES DO SETOR - O Mi­nis­té­rio do De­sen­vol­vi­mento, In­dús­tria, Co­mér­cio e Ser­vi­ços (MDIC) ofi­ci­a­li­zou novos quadros téc­ni­cos para agi­li­zar a análise de PPBs na Suframa, focando na tran­si­ção de se­mi­con­du­to­res. - A startup ma­nau­ara Amazon Biotech recebeu aporte de R$ 2,5 milhões para im­ple­men­tar uma planta piloto de insumos sus­ten­tá­veis a partir de se­men­tes re­gi­o­nais no Dis­trito In­dus­trial. - Cieam e a con­ces­si­o­ná­ria do Ae­ro­porto de Manaus ini­ci­a­ram con­ver­sas para es­tru­tu­rar um cor­re­dor lo­gís­tico aéreo pri­o­ri­tá­rio para com­po­nen­tes ele­trô­ni­cos crí­ti­cos durante o pico da seca. --- ## O QUE MUDA PARA O AMAZONAS - **Se­gu­rança Ope­ra­ci­o­nal:** A ins­ta­la­ção de guin­das­tes de longo alcance reduz dras­ti­ca­mente o risco de paradas de linha por falta de com­po­nen­tes durante a vazante extrema. - **Atração de Capital:** O pacote de US$ 1,2 bilhão apro­vado pela Suframa garante a mo­der­ni­za­ção tec­no­ló­gica do polo e a ma­nu­ten­ção de em­pre­gos diretos no curto prazo. - **Custo Lo­gís­tico:** A dra­ga­gem emer­gen­cial de R$ 500 milhões pre­serva a vi­a­bi­li­dade do trans­porte fluvial de insumos pesados, evi­tando in­fla­ção de fretes por modal aéreo. - **Se­gu­rança Ju­rí­dica:** O guia técnico da FIEAM sobre PPB mitiga riscos de perda de in­cen­ti­vos fiscais para as fa­bri­can­tes de hard­ware ins­ta­la­das no Ama­zo­nas. --- ## BALANÇO DA SEMANA - **O que avançou:** A li­be­ra­ção de re­cur­sos fe­de­rais para dra­ga­gem e a apro­va­ção massiva de novos pro­je­tos pelo CAS deram fôlego ins­ti­tu­ci­o­nal ao polo. - **O que travou:** O recuo acen­tu­ado das águas con­ti­nuou pres­si­o­nando as margens das em­pre­sas, for­çando a adoção de so­lu­ções tec­no­ló­gi­cas emer­gen­ci­ais. - **Pen­dente:** A con­clu­são das ne­go­ci­a­ções para a im­ple­men­ta­ção do cor­re­dor lo­gís­tico aéreo pri­o­ri­tá­rio para mitigar gar­ga­los da seca fluvial. --- ## FECHAMENTO A eco­no­mia do Ama­zo­nas encerra a semana de­mons­trando re­si­li­ên­cia frente aos de­sa­fios na­tu­rais e re­gu­la­tó­rios. Embora a seca exija in­ves­ti­men­tos ope­ra­ci­o­nais ex­tra­or­di­ná­rios em in­fra­es­tru­tura por­tu­á­ria, o volume recorde de in­ves­ti­men­tos apro­va­dos e a se­gu­rança ju­rí­dica con­fe­rida pelas ne­go­ci­a­ções tri­bu­tá­rias em Bra­sí­lia re­for­çam a vi­a­bi­li­dade do modelo Zona Franca. A es­ta­bi­li­dade dos in­di­ca­do­res cam­bi­ais auxilia as in­dús­trias no pla­ne­ja­mento de custos para o tri­mes­tre de maior ati­vi­dade, ga­ran­tindo que o motor eco­nô­mico do Norte con­ti­nue ope­rando com pre­ci­são. Bom dia e bons ne­gó­cios. --- O Polo Acom­pa­nhe o Polo In­dus­trial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo In­dus­trial de Manaus, no­tí­cias e aná­li­ses sobre a in­dús­tria, a Zona Franca e a eco­no­mia do Ama­zo­nas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### Novamed, 12 anos: EMS investe mais de R$ 300 milhões na fábrica de Manaus. Produção de medicamentos sólidos já soma 129 bilhões de unidades URL: https://www.jornalopolo.com.br/em-12-anos-ems-investe-mais-de-r-300-mi/ Last updated: 2026-09-03T21:43:02.000Z Doze anos depois de iniciar produção em Manaus, a Novamed chega a 2026 com uma conta que ajuda a dimensionar o tamanho que a operação ganhou dentro do Grupo EMS. Desde a inauguração, em 2014, mais de R$ 300 milhões foram investidos na fábrica, considerando ampliações, estrutura de Pesquisa e Desenvolvimento, máquinas e equipamentos. Nesse mesmo período, a unidade produziu cerca de 129 bilhões de unidades de medicamentos sólidos na capital amazonense. Hoje, a Novamed produz em torno de 1,7 bilhão de comprimidos por mês, ou 20,4 bilhões por ano, e mantém 1.101 SKUs em suas linhas de produção. A unidade de Manaus atende cerca de 80% da demanda de medicamentos sólidos do Grupo EMS e é dedicada exclusivamente a essa categoria, que inclui cápsulas e drágeas, sem produção de formas como medicamentos líquidos ou injetáveis. A escala vem acompanhada de uma operação praticamente sem pausa. A unidade possui atualmente 1.160 colaboradores, trabalha em três turnos e funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. O parque fabril também opera com alto nível de automação: antes de os comprimidos chegarem às linhas, um sistema de pesagem robotizada dosa as matérias-primas, enquanto softwares acompanham as etapas de fabricação. A documentação do processo é eletrônica, no modelo paperless, reduzindo o uso de papel e permitindo o acompanhamento digital da produção. Mas a Novamed não está apenas contabilizando o que produziu nos últimos 12 anos. A fábrica já começou a preparar a próxima etapa da operação em Manaus. Uma linha para medicamentos orodispersíveis está sendo montada, com previsão de entrar em funcionamento em 2027\. Esses medicamentos são comprimidos desenvolvidos para se desintegrar rapidamente na boca, sem necessidade de água, facilitando o uso por pacientes com dificuldade de deglutição. Até poucos meses atrás, a entrada nesse segmento ainda aparecia nos planos apresentados pela empresa à Suframa. Agora, segundo a diretora executiva de Relações Institucionais do Grupo EMS, Juliana Megid, a implantação da linha já está em andamento. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Em-12-anos--EMS-investe-mais-de-R--300-milh--es-na-Novamed.-Produ----o-de-medicamentos-s--lidos-j---soma-129-bilh--es-de-unidades-1.jpg) Foto: Reprodução/Internet Essa movimentação ocorre em meio a um projeto bem maior: o investimento de R$ 1 bilhão na expansão da operação da Novamed, com a construção de uma nova fábrica anexa à unidade atual. O planejamento divulgado pela companhia prevê início das obras no começo de 2027 e conclusão até o fim de 2028\. A expansão foi desenhada para levar a capacidade de fabricação de comprimidos a 2 bilhões de unidades por mês ou 24 bilhões por ano. A ampliação também mexe com o quadro de trabalhadores. Em plano apresentado em junho, a Novamed informou a intenção de chegar a cerca de 2 mil colaboradores nos dois anos seguintes. E parte da preparação de mão de obra já começou. O curso de Operação na Indústria Farmacêutica realizado em parceria com o Senai está diretamente ligado à expansão: 90 pessoas serão capacitadas, e a perspectiva da empresa é absorver aproximadamente 50% dos participantes. A parceria com o Senai começou há quatro anos e integra a Escola de Operadores do Grupo EMS, criada em 2022 e atualmente na 24ª turma. ### **Pesquisa farmacêutica** O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, em maio, R$ 27,5 milhões para fortalecer a estrutura de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da EMS na Novamed. O financiamento corresponde ao investimento previsto para um projeto que inclui a construção de uma planta-piloto, a ampliação do laboratório analítico, a reforma de um prédio destinado às atividades de PD&I e a aquisição de equipamentos de alta tecnologia. Na prática, a planta-piloto permitirá que a empresa produza em Manaus lotes experimentais menores de medicamentos sem ocupar a programação normal das grandes linhas industriais. Já a ampliação do laboratório permitirá realizar testes e validações em menor escala. A estrutura aproxima, dentro da própria unidade, as etapas de desenvolvimento e produção de medicamentos sólidos. A presença da Novamed na Zona Franca também ganhou peso dentro da estratégia industrial da EMS. Em 2022, a empresa voltou a operar sob as regras do Processo Produtivo Básico (PPB) para medicamentos sólidos, depois de mudanças normativas que ampliaram a viabilidade da atividade em Manaus. Foi nesse ambiente que a companhia passou a discutir novas formas farmacêuticas, como os orodispersíveis, além de novos investimentos em pesquisa e expansão produtiva. O movimento em Manaus acontece enquanto a EMS amplia seus negócios no país. A companhia foi escolhida recentemente como Empresa do Ano no prêmio TOP30 – As Melhores Empresas do Brasil, da Veja Negócios, além de liderar pelo segundo ano consecutivo o segmento farmacêutico. No levantamento elaborado com a Austin Rating, a empresa alcançou 74,88 pontos, registrou receita líquida média de R$ 8,6 bilhões entre 2022 e 2025 e rentabilidade média de 28,5% ao ano no período. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Em-12-anos--EMS-investe-mais-de-R--300-milh--es-na-Novamed.-Produ----o-de-medicamentos-s--lidos-j---soma-129-bilh--es-de-unidades-3.jpg) Foto: Reprodução/Internet Resumo redes: Hoje, a Novamed produz em torno de 1,7 bilhão de comprimidos por mês, ou 20,4 bilhões por ano, e mantém 1.101 SKUs em suas linhas de produção. A unidade de Manaus atende cerca de 80% da demanda de medicamentos sólidos do Grupo EMS e é dedicada exclusivamente a essa categoria, que inclui ainda cápsulas e drágeas. ### Suframa realiza cerca de 100 novos contatos para atrair investimentos em energia solar e sistema BESS ao PIM URL: https://www.jornalopolo.com.br/suframa-realiza-cerca-de-100-novos-contatos-para-atrair-investimentos-em-energia-solar-e-sistema-bess-ao-pim/ Last updated: 2026-09-03T21:07:54.000Z A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) realizou cerca de 100 novos contatos comerciais e institucionais com empresas e organizações ligadas aos setores de energia solar e armazenamento em baterias durante a Intersolar South America 2026, em São Paulo. A movimentação faz parte da estratégia da Autarquia para prospectar novos investimentos destinados ao Polo Industrial de Manaus (PIM). Ao longo dos três dias de evento, realizado de 25 a 27 de agosto, a equipe da Suframa – composta pelo superintendente adjunto executivo, Wagner Santana, e pelos servidores Camilla Abitbol, Arthur Lisboa, João Yukikatsu Higa e Rômulo Pacheco de Oliveira – percorreu os quatro pavilhões da feira e se reuniu com dezenas de fabricantes nacionais e internacionais. As conversas envolveram empresas dos segmentos de inversores, rastreadores solares, módulos fotovoltaicos e sistemas de armazenamento de energia em baterias, os chamados BESS. Os quase 100 leads gerados passarão a ser acompanhados pela Suframa na tentativa de transformar os contatos em futuras instalações industriais, parcerias e novos projetos no PIM. A prospecção busca aproveitar o avanço da cadeia de tecnologias voltadas à transição energética e ampliar a presença desse tipo de indústria em Manaus. A Autarquia cita como referência movimentos recentes já registrados no Polo Industrial, como a expansão das operações da BYD no segmento de baterias e a presença de grupos globais como Chint e Livoltek, que escolheram Manaus como base produtiva fora da Ásia. Segundo o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, a estratégia é aproximar os incentivos da Zona Franca das novas demandas do mercado de energia limpa. > “Estamos indo ao encontro das maiores fabricantes mundiais para mostrar que o Polo Industrial de Manaus oferece o ambiente ideal, com segurança jurídica e incentivos fiscais associados ao Processo Produtivo Básico, para a fabricação de tecnologias de ponta em energias renováveis”, afirmou. Além da prospecção de novos investidores, a comitiva também visitou empresas já instaladas no PIM que participaram da feira. Entre elas esteve a Indústria de Transformadores Amazonas (ITAM), que apresentou soluções em transformadores elétricos voltadas a projetos de energia limpa e sustentável. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Suframa-realiza-cerca-de-100-novos-contatos-para-atrair-investimentos-em-energia-solar-e-BESS-ao-PIM-2.jpeg) Foto: Divulgação/Suframa Resumo redes: Servidores da autarquia estiveram na Intersolar South America 2026, em São Paulo, onde conversaram com representantes de dezenas de fabricantes nacionais e internacionais, visando futuras instalações industriais, parcerias e novos projetos em Manaus. ### Em parceria com IFCE, Suframa prepara vistoria autônoma com IA para empresas da Zona Franca URL: https://www.jornalopolo.com.br/em-parceria-com-ifce-suframa-prepara-vistoria-autonoma-com-ia-para-empresas-da-zona-franca/ Last updated: 2026-09-03T20:45:49.000Z Representantes da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e do Instituto Federal do Ceará (IFCE) realizaram nesta quinta-feira (3), na sede da Autarquia, uma nova reunião de alinhamento para consolidar a parceria voltada à modernização e à otimização dos processos e sistemas internos da Suframa. O evento representou a terceira reunião oficial entre as partes e reforçou o compromisso com o plano de modernização tecnológica institucional. O encontro contou com a participação do superintendente Leopoldo Montenegro e dos superintendentes-adjuntos Carlito Sobrinho (Administração), Waldenir Vieira (Desenvolvimento e Inovação Tecnológica) e Wagner Cavalcanti (Projetos), bem como de demais gestores e servidores atuantes em setores considerados estratégicos para o tema. A pauta central do encontro girou em torno dos avanços alcançados pelo Laboratório de Desenvolvimento de Software do IFCE de forma conjunta com a Suframa. Entre esses avanços, destaca-se a entrega de ferramentas essenciais para a eficiência institucional, com destaque para o novo Sistema de Indicadores Industriais e para o aprimoramento do módulo de vistorias. Um dos pontos altos apresentados pelo Diretor de Operações e Projetos do LDS-IFCE, Mitchel Bomfim, foi a operacionalização da vistoria autônoma. De acordo com Bomfim, a inovação permitirá que a própria empresa baixe o aplicativo da Suframa, realize o processo de vistoria de forma independente e submeta o mesmo à análise digital. > "O sistema automatizado utiliza inteligência artificial para validar documentações fiscais, notas, vídeos, fotos e equipamentos, gerando um diagnóstico preliminar de conformidade com os projetos aprovados e conferindo extrema agilidade aos processos de validação", afirmou. Outra ação destacada por Bomfim foi a modernização do sistema de indicadores industriais, o que transformou um procedimento outrora manual, trabalhoso e artesanal em um fluxo totalmente automatizado. > "Agora, qualquer atualização de dados realizada pela empresa reflete-se instantaneamente na base, dispensando o resgate de dados passados e otimizando o tempo de resposta", reforçou o diretor. ### Transparência De acordo com o superintendente Leopoldo Montenegro, a expectativa é que todos os sistemas e módulos previstos na parceria com o IFCE estejam integralmente finalizados e prontos para uso até dezembro de 2026, garantindo mais transparência, desburocratização e eficiência para o ecossistema de negócios da Zona Franca de Manaus. > "A parceria com o IFCE tem nos permitido fazer da Suframa uma Autarquia cada vez mais ágil, tecnológica e transparente, garantindo que os usuários dos nossos serviços contem com ferramentas modernas e eficientes para otimizar os negócios e, assim, contribuir para o incremento da atividade econômica na nossa área de atuação", afirmou Montenegro. Resumo redes: Empresas poderão realizar o procedimento pelo aplicativo da Autarquia, com envio de documentos, notas, fotos e vídeos para análise digital e diagnóstico preliminar de conformidade. ### DBS deve produzir 6 mil motos da marca Morini no Polo Industrial de Manaus em 2027 URL: https://www.jornalopolo.com.br/dbs-deve-produzir-6-mil-motos-da-marca-morini-no-polo-industrial-de-manaus-em-2027/ Last updated: 2026-09-03T19:35:55.000Z A DBS Indústria do Amazonas divulgou, nesta quinta-feira (3), que prepara a produção de 6 mil motocicletas da marca Morini no Polo Industrial de Manaus (PIM) em 2027\. A marca está há pouco mais de um ano no país e afirma ter vendido algo em torno de 2 mil motocicletas desde o início da operação. A título de informação, a DBS atua como uma montadora compartilhada. Na prática, ela fabrica veículos para outras marcas por meio do modelo OEM (*Original Equipment Manufacturer*) e da montagem em kits CKD, em que componentes chegam desmontados e passam pelo processo de montagem e industrialização na fábrica. Isso permite que empresas produzam no Polo de Manaus sem precisar construir uma fábrica própria. Além da montagem, a companhia também oferece serviços que vão da importação dos componentes até a entrega do produto acabado. A parceria industria com a DBS permitiu à Morini iniciar sua produção nacional enquanto estrutura os próximos passos no país. A chegada de novos modelos nos próximos meses deve contribuir para elevar o volume fabricado em 2027. O crescimento faz parte de um plano de R$ 250 milhões para três anos. O montante não está restrito à atividade industrial e inclui expansão comercial, desenvolvimento da operação, lançamento de produtos e ampliação da rede de concessionárias. A Moto Morini chegou a oito lojas no Brasil e prevê acrescentar outros 12 pontos à estrutura comercial. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/DBS-deve-produzir-6-mil-motos-da-marca-Morini-em-2027-2.jpg) Foto: Divulgação As projeções financeiras também indicam a escala pretendida pela companhia. Para 2026, a previsão é alcançar R$ 85 milhões em faturamento. Em 2027, a estimativa sobe para R$ 300 milhões, mais de três vezes o valor esperado para este ano. Além da produção terceirizada na DBS, a Moto Morini trabalha em um projeto para instalar uma fábrica própria no PIM. A capital amazonense já foi definida como local da futura unidade, embora etapas burocráticas e detalhes do empreendimento ainda estejam em definição. > “A ideia é lançar esse ano, mas eu ainda não tenho todos os detalhes confirmados”, afirmou, em agosto, Fabrício Morini, presidente da operação brasileira da Moto Morini. Fundada em 1937, em Bolonha, a Moto Morini mantém sua identidade e as atividades de desenvolvimento e engenharia na Itália. Desde 2018, porém, a companhia pertence ao grupo chinês Zhongneng e utiliza estrutura fabril na China, de onde partem componentes que integram a produção realizada em Manaus para atender ao mercado brasileiro. Resumo redes: O anúncio faz parte de um plano de R$ 250 milhões da Moto Morini para três anos. O montante não está restrito à atividade industrial e inclui expansão comercial, desenvolvimento da operação, lançamento de produtos e ampliação da rede de concessionárias. A marca italiana já trabalha em um projeto para instalar uma fábrica própria no PIM. ### Manaus pode enfrentar risco crítico de abastecimento até 2040; Indústria é chamada a reduzir uso de poços URL: https://www.jornalopolo.com.br/manaus-pode-enfrentar-risco-critico-de-abastecimento-ate-2040-industria-e-chamada-a-reduzir-uso-de-pocos/ Last updated: 2026-09-03T18:46:06.000Z Mesmo localizada na região amazônica, onde está a maior bacia hidrográfica do mundo, Manaus enfrenta riscos para a segurança hídrica nos próximos anos. Os impactos das mudanças climáticas e o uso indiscriminado de poços subterrâneos podem levar a capital do Amazonas a atingir níveis críticos de abastecimento até 2040. É o que indica o estudo inédito “[O desafio da segurança hídrica na região de Manaus e políticas de sustentabilidade](https://www.aguasdemanaus.com.br/manaus-regiao-mais-rica-em-agua-do-planeta-enfrenta-risco-critico-de-escassez-ate-2040-aponta-estudo/?ref=jornalopolo.com.br)”, produzido pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados. A pesquisa foi apresentada na manhã desta quinta-feira (03), durante evento na Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo. Entre os principais pontos destacados pelo estudo está a necessidade de diversificar a matriz hídrica para reduzir os impactos da estiagem e do alto consumo de águas subterrâneas no abastecimento da capital do Amazonas. A estimativa é de que haja mais de 27 mil poços em operação na cidade, enquanto apenas 5 mil estão registrados pelos órgãos de controle. De acordo com o estudo, a adesão à rede pública de abastecimento é uma alternativa para reduzir a dependência dos poços. Nesse contexto, a indústria tem um papel fundamental, uma vez que parte do setor ainda utiliza água de captação subterrânea para operar. A pesquisa aponta que a adesão das indústrias ao sistema público de abastecimento tende a reduzir os custos fixos do sistema, viabilizando o subsídio cruzado que garante tarifas mais baixas às categorias residencial, social e vulnerável, com benefícios para a população em geral. Para Luana Pretto, presidente executiva do Instituto Trata Brasil, o desafio da água está diretamente ligado ao planejamento. > “Segurança hídrica se constrói com planejamento e mitigação de risco, e o caso de Manaus mostra isso com clareza. A cidade depende fortemente do Rio Negro, mas também recorre a poços que muitas vezes operam sem outorga e sem controle adequado. Investir hoje em reúso, uso racional e controlado dos poços, monitoramento e proteção de mananciais reduz riscos para a população e para as empresas. É assim que o país avança rumo à universalização do saneamento, com responsabilidade e visão integrada”, destaca. O diretor-presidente da Águas de Manaus, concessionária que atua na capital, Pedro Freitas, entende que a região vive um momento decisivo para o evitar os riscos de desabastecimentos a médio prazo. Ele participou do debate sobre o estudo em São Paulo. > “Estamos empenhados em mobilizar os mais diversos setores nesse tema porque sabemos que o saneamento é um desafio coletivo. Isso passa por ampliar a conscientização sobre a diversificação da matriz hídrica de Manaus, avançar no combate às perdas e preservar as nossas fontes naturais de água”, afirma. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/diretor-presidente-da---guas-de-Manaus-pedro-freitas.jpeg) Diretor-presidente da Águas de Manaus, Pedro Freitas | Foto: Águas de Manaus/Divulgação Para ele, o papel da indústria é fundamental para ampliar a adesão ao serviço público de abastecimento e garantir a sustentabilidade do sistema. > “Os setores públicos e privados, assim como a população, podem contribuir para ampliar o acesso à água com qualidade e segurança ao aderirem ao sistema. Este estudo demonstra, em especial, como a adesão do setor industrial à rede de abastecimento pode gerar uma cadeia de benefícios, incentivando outros segmentos a também se conectarem à rede e promovendo um uso mais sustentável dos recursos hídricos”, defende. Resumo redes: Estudo do Instituto Trata Brasil e da GO Associados estima mais de 27 mil captações subterrâneas na capital, mas só 5 mil têm registro. Pesquisa recomenda diversificar a matriz hídrica e ampliar a adesão à rede pública para reduzir custos e preservar os mananciais. ### Indústria do Amazonas calcula cerca de R$ 3 bilhões em prejuízos com secas e defende maiores investimentos em estudos técnicos URL: https://www.jornalopolo.com.br/industria-do-amazonas-calcula-cerca-de-r-3-bilhoes-em-prejuizos-com-secas-e-defende-maiores-investimentos-em-estudos-tecnicos/ Last updated: 2026-09-03T18:18:11.000Z As secas enfrentadas pelo Amazonas nos últimos anos já teriam provocado cerca de R$ 3 bilhões em prejuízos à indústria, segundo estimativa apresentada durante o 12º Fórum de Logística do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). Diante da repetição de eventos extremos e dos impactos sobre o transporte de cargas, a entidade passou a defender maior investimento em estudos técnicos capazes de melhorar a previsibilidade das condições de navegação. O coordenador da Comissão de Logística do Cieam, Augusto César Barreto Rocha, afirmou que projetos de pesquisa entre instituições regionais poderiam receber entre R$ 15 milhões e R$ 30 milhões. Entre os órgãos citados estão o Serviço Geológico do Brasil, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). > “Tem sido muito caro para a indústria enfrentar a seca, foram cerca de R$ 3 bilhões de prejuízos acumulados nos últimos anos. Não faz sentido o país não viabilizar R$ 15 milhões ou R$ 30 milhões para projetos conjuntos com o Serviço Geológico do Brasil, Ufam, UEA e Inpa para estudar a hidrodinâmica real dos nossos rios. A indústria é contra o aumento de custos e taxas adicionais, mas é parceira de primeira hora na cobrança técnica e na construção de saídas definitivas baseadas em dados”, declarou. A preocupação ganha força em meio à nova vazante dos rios amazônicos. Durante o fórum, representantes da Marinha informaram que, em agosto, o ritmo de descida observado nas réguas de Manaus e Itacoatiara ficou acima do registrado em 2023, aumentando a necessidade de planejamento antecipado por parte da indústria e dos operadores da navegação. > *“Ainda vivemos em um campo de incertezas em relação ao que vai acontecer na estiagem. Tivemos um ritmo de vazante no mês de agosto para as réguas de Manaus e Itacoatiara com intensidade acima da de 2023, o que nos obrigou a emitir comunicados balizados no pior cenário para que a indústria e os armadores pudessem se planejar*”*, informou* o capitão de Mar e Guerra André Lysâneas Teixeira Carvalhaes, da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental. A avaliação apresentada no encontro é de que ampliar a produção de dados sobre o comportamento dos rios pode ajudar o poder público e o setor produtivo a antecipar cenários e definir intervenções antes que as restrições à navegação provoquem impactos mais severos sobre o transporte de insumos e produtos do Polo Industrial de Manaus. O fórum reuniu representantes do Cieam, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), da Marinha do Brasil e do Ministério de Portos e Aeroportos. Além das pesquisas, foram discutidas medidas como dragagens e alternativas de longo prazo para melhorar a infraestrutura hidroviária da região. Leia também: [Vazante dos rios em Manaus e Itacoatiara supera ritmo de 2023, alerta Marinha. Dnit soma mais de R$ 500 milhões investidos em frentes de dragagem](https://www.jornalopolo.com.br/vazante-dos-rios-em-manaus-e-itacoatiara-supera-ritmo-de-2023-alerta-marinha-dnit-soma-mais-de-r-500-milhoes-investidos-em-frentes-de-dragagem/) Resumo redes: O coordenador da Comissão de Logística do Cieam, Augusto César Barreto Rocha, defende investimentos de R$ 15 milhões a R$ 30 milhões em projetos de pesquisa sobre a dinâmica dos rios amazônicos, em parceria com instituições como SGB, Ufam, UEA e Inpa. ### Vazante dos rios em Manaus e Itacoatiara supera ritmo de 2023, alerta Marinha. Dnit soma mais de R$ 500 milhões investidos em frentes de dragagem URL: https://www.jornalopolo.com.br/vazante-dos-rios-em-manaus-e-itacoatiara-supera-ritmo-de-2023-alerta-marinha-dnit-soma-mais-de-r-500-milhoes-investidos-em-frentes-de-dragagem/ Last updated: 2026-09-03T17:45:23.000Z A aceleração da vazante dos rios no Amazonas voltou a acender o alerta sobre a logística regional e o abastecimento do Polo Industrial de Manaus (PIM). Durante o 12º Fórum de Logística do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), realizado nesta quinta-feira (3), representantes da Marinha, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e do Ministério de Portos e Aeroportos apresentaram as medidas em andamento para manter a navegação e discutiram soluções de longo prazo para as hidrovias. Segundo o capitão de Mar e Guerra André Lysâneas Teixeira Carvalhaes, da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, o ritmo de descida dos rios observado em agosto nas réguas de Manaus e Itacoatiara ficou acima do registrado em 2023, ano que terminou com uma das secas mais severas já enfrentadas pela região. Diante do cenário, a Marinha passou a trabalhar preventivamente com projeções mais críticas para orientar empresas e operadores da navegação. > “Ainda vivemos em um campo de incertezas em relação ao que vai acontecer na estiagem. Tivemos um ritmo de vazante no mês de agosto para as réguas de Manaus e Itacoatiara com intensidade acima da de 2023, o que nos obrigou a emitir comunicados balizados no pior cenário para que a indústria e os armadores pudessem se planejar. A chegada da draga hopper e a cooperação institucional nos dão esperança de mitigar as paralisações, mas a Amazônia precisa com urgência de investimento em pesquisa e dados de longo prazo para não vivermos apenas apagando incêndios a cada seca”, disse. Enquanto o comportamento dos rios é monitorado, o Dnit mantém quatro contratos de dragagem no Amazonas e soma mais de R$ 500 milhões em investimentos em carteira nessas frentes. Uma das principais operações envolve a draga do tipo hopper já instalada em Itacoatiara, com previsão de retirada de 1,8 milhão de metros cúbicos de sedimentos. > “Hoje nós temos quatro contratos de dragagem no estado do Amazonas e mais de meio bilhão de reais em investimentos em carteira somando essas frentes. A draga hopper já está instalada em Itacoatiara para operar no trecho com previsão de 1,8 milhão de metros cúbicos dragados, um aprendizado que nos permitiu adequar o equipamento à necessidade da navegação de longo curso. Cada centímetro que o rio desce afeta o frete, a geração de empregos e o desenvolvimento do país, por isso atuamos fortemente para manter os rios navegáveis”, afirmou o diretor de Infraestrutura Aquaviária do Dnit, Edme Tavares de Albuquerque Filho. As intervenções buscam preservar a trafegabilidade em pontos considerados críticos dos rios Amazonas, Solimões e Madeira, reduzindo o risco de interrupções no transporte de insumos e produtos destinados ao Polo Industrial de Manaus e ao abastecimento do Estado durante o período de estiagem. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-2.png) Foto: Cieam/Divulgação ### Governo defende concessões hidroviárias Além das ações emergenciais, o Governo Federal aponta as concessões hidroviárias como uma alternativa de médio prazo para ampliar a manutenção e o monitoramento das rotas navegáveis. Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier da Silveira Filho, a capacidade de investimento público é limitada diante de uma malha superior a 20 mil quilômetros navegáveis no país. > “O setor hidroviário carrega uma dívida histórica perante o país, e só nesta gestão devemos alcançar quase R$ 2 bilhões em investimentos. Contudo, devido aos limites orçamentários do Estado brasileiro para atender a mais de 20 mil quilômetros navegáveis, defendemos no médio prazo o modelo de concessões hidroviárias. O objetivo é trazer operadores privados com contratos longos que assegurem manutenção e monitoramento 24 horas, o que reduz o custo do frete pela previsibilidade operacional. Queremos construir essa agenda ouvindo e convencendo a sociedade e o setor produtivo local”, ressaltou o secretário nacional. O Fórum de Logística do Cieam foi mediado pelo coordenador da Comissão de Logística da entidade, Augusto César Barreto Rocha, e contou ainda com a participação do presidente executivo do Cieam, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, além de representantes do Dnit, da Marinha do Brasil e do Ministério de Portos e Aeroportos. Resumo redes: Durante o 12º Fórum de Logística do Cieam, realizado nesta quinta-feira (3), representantes da Marinha, do Dnit e do Ministério de Portos e Aeroportos apresentaram as medidas em andamento para manter a navegação e discutiram soluções de longo prazo para as hidrovias. Governo Federal defende concessões hidroviárias. ### Startups e empresas recebem mentorias gratuitas de gestão do Centro de Bionegócios da Amazônia URL: https://www.jornalopolo.com.br/startups-e-empresas-recebem-mentorias-gratuitas-de-gestao-do-centro-de-bionegocios-da-amazonia/ Last updated: 2026-09-03T17:17:28.000Z O Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) está desenvolvendo mentorias em Planejamento Estratégico voltadas às startups que integram seu ecossistema de inovação e a empresas e instituições parceiras. A iniciativa busca fortalecer competências de gestão e contribuir para que essas organizações estruturem seus negócios, definam objetivos e avancem de maneira mais rápida e consistente. As mentorias são realizadas pelo Escritório de Gerenciamento de Projetos (PMO) do CBA e conduzidas pelo professor doutor Léo Bruno, integrante da equipe do PMO. Atualmente, 46 empresas e instituições estão associadas ao programa CBA Open, que conecta empreendedores e organizações ao ambiente de inovação do CBA e oferece diferentes formas de apoio ao desenvolvimento de seus negócios e projetos. Entre as organizações que vêm recebendo as mentorias estão a INATÚ Amazônia, marca coletiva de associações e cooperativas que oferece produtos amazônicos para o consumo responsável; o Instituto de Inovação e Responsabilidade Social da Amazônia (Instituto Íris), organização voltada ao desenvolvimento de iniciativas de inovação e responsabilidade social na região; e a Munguba Soluções Ambientais (MUSA), empresa que desenvolve soluções inovadoras e sustentáveis a partir da munguba, espécie vegetal amazônica. Um dos diferenciais da iniciativa é o acompanhamento individualizado. O planejamento é desenvolvido considerando a realidade, o estágio de desenvolvimento, os desafios e os objetivos de cada organização. Dessa forma, a mentoria permite identificar gargalos, estabelecer prioridades e metas e direcionar estratégias de acordo com as necessidades específicas de cada participante. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image.png) ****Foto: Divulgação/CBA** Segundo o professor doutor Léo Bruno, a proposta é utilizar o planejamento estratégico como ferramenta para acelerar o desenvolvimento das organizações apoiadas pelo CBA. > “A mentoria busca apoiar startups e empresas parceiras na estruturação de seus negócios, ajudando a definir objetivos e estratégias que permitam avançar de forma mais rápida e consistente”, explica Léo Bruno. As mentorias são oferecidas gratuitamente pelo CBA e fazem parte do esforço institucional para desenvolver competências junto às organizações vinculadas ao Centro. A iniciativa também está alinhada aos compromissos estabelecidos no contrato de gestão do CBA com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que contempla o desenvolvimento de competências tanto internamente quanto junto às empresas e organizações que mantêm vínculo com o Centro. ### **Planejamento direcionado à realidade de cada organização** Para a INATÚ Amazônia, o formato individualizado tem possibilitado direcionar o planejamento às características da empresa e, especialmente, aos desafios relacionados à sua atuação com cadeias produtivas. De acordo com Marisa Taniguchi, da INATÚ Amazônia, a metodologia permite um olhar específico sobre o negócio e contribui para o aperfeiçoamento da gestão. > “Por ser uma mentoria individual, conseguimos trabalhar as peculiaridades da INATÚ Amazônia e os gargalos que enfrentamos na nossa atuação com cadeias produtivas. Esse olhar estratégico e direcionado tem contribuído para aprimorar nossa gestão e complementar as ações que já desenvolvemos”, afirma Marisa Taniguchi. A expectativa é que, ao final do processo, a empresa tenha consolidado seu planejamento estratégico para orientar as próximas etapas de atuação. O acompanhamento vem contribuindo para organizar essa visão de futuro e fortalecer a estrutura de gestão da INATÚ Amazônia. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/image-1.png) ****Foto: Divulgação/CBA** ### **Resultados que já podem ser percebidos** No Instituto ÍIris, as mentorias tiveram início em um momento de reestruturação da organização e contribuíram para uma análise mais ampla de seus eixos de atuação, processos, cultura organizacional, metas e alinhamento da equipe. Para o diretor-presidente do Instituto ÍIris, Rafael Paixão, o acompanhamento proporcionado pelo CBA já vem produzindo resultados concretos. > “As oficinas de planejamento estratégico foram um dos importantes benefícios oferecidos pelo CBA Open ao Instituto Íris justamente em um momento de reestruturação. A mentoria nos ajudou a fazer uma análise ampla da organização, rever nossos eixos de atuação e trabalhar questões como cultura, alinhamento da equipe e definição de metas. Já estamos colhendo resultados internamente, com uma comunicação melhor e metas sendo alcançadas, e também externamente, inclusive com a captação de recursos”, destaca Rafael Paixão. A participação da INATÚ Amazônia, do Instituto ÍIris e da Munguba Soluções Ambientais (MUSA) nas mentorias demonstra, na prática, uma das frentes de apoio disponibilizadas pelo CBA às organizações de seu ecossistema. A proposta é ir além da oferta de infraestrutura e suporte científico e tecnológico, incorporando também ferramentas de planejamento e gestão que contribuam para transformar projetos, conhecimento e inovação em iniciativas estruturadas e sustentáveis. Para o diretor de Bionegócios do CBA, Carlos Henrique Carvalho, as mentorias complementam o trabalho desenvolvido junto às empresas e instituições vinculadas ao Centro. > “O apoio à inovação também passa pelo fortalecimento da gestão. Ao contribuir para que essas organizações aprimorem seu planejamento e estejam mais estruturadas, o CBA ajuda a criar condições para que ideias e soluções desenvolvidas na Amazônia avancem, transformem-se em negócios sustentáveis e gerem resultados”, destaca Carlos Henrique. Resumo redes: Programa atende organizações ligadas ao CBA Open com acompanhamento individualizado para definir metas, identificar gargalos e estruturar estratégias de crescimento. ### Entrada de aço chinês, inclusive pela Zona Franca, preocupa indústria e trabalhadores URL: https://www.jornalopolo.com.br/entrada-de-aco-chines-inclusive-pela-zona-franca-preocupa-industria-e-trabalhadores/ Last updated: 2026-09-03T16:04:02.000Z O aumento da importação de aço chinês ameaça a sustentabilidade das metalúrgicas brasileiras e representa concorrência desleal. O alerta foi feito por representantes de trabalhadores e de indústrias em audiência pública na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, na terça-feira (1º). O Brasil mantém medidas contra a prática de dumping e cotas de importação para proteger o setor. Em fevereiro, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) fixou taxas para produtos chineses, como laminados planos a frio e aços revestidos. Apesar dessas barreiras, debatedores denunciaram que o aço chinês entra no país por rotas alternativas. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, Odair Mariano da Silva, o produto passa por países vizinhos. > “O aço entra pelos países do Mercosul para aproveitar o livre-comércio do bloco. Não há barreira nem fiscalização para conter essa entrada”, afirmou. O sindicalista lembrou que o setor registrou 5 mil demissões em 2025. ![Audiência Pública - Impacto da importação de aço na Siderurgia Nacional. Presidente - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, de Material Eletrônico e de Informática, Odair Mariano da Silva.](https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/09/img20260901170443711-768x473.jpg) Odair Silva citou demissões no setor - Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados ### Diferença de custos e impacto nos municípios Para o presidente do Sindicato das Indústrias, Jairo Rodrigues da Silva, a concorrência afeta a competitividade nacional. > “O Brasil exporta o minério de ferro bruto e o compra de volta industrializado, por um valor até 40% menor do que o produto nacional. É inconcebível o nosso minério voltar ao país mais barato do que o produzido pela indústria local”, destacou. O presidente da Associação dos Processadores de Aço (Aproaço), Haroldo Cruz Filho, citou como exemplo o impacto no município de Pinheiral (RJ). A cidade tem 90% da sua receita dependente da fabricação de folha de flandres (aço revestido com estanho). Devido à entrada do produto importado, inclusive pela Zona Franca de Manaus, a arrecadação municipal caiu 30% em dois anos. > “Países vizinhos importam o aço chinês e vendem produtos prontos para o Brasil, como latas de tinta e aerossóis. Isso destrói a nossa cadeia produtiva”, alertou Haroldo Cruz Filho. ![Audiência Pública - Impacto da importação de aço na Siderurgia Nacional. Dep. Max Lemos (UNIÃO-RJ)](https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/09/img20260901170447796-768x473.jpg) Max Lemos quer convidar ministros para debater o assunto após as eleições - Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados ### Panorama do setor e próximos passos Atualmente, o Brasil possui cerca de 215 mil metalúrgicos atuando em 2,3 mil indústrias. A categoria tem média de idade de 40 anos, com 85% de homens e salário médio de R$ 3,5 mil. O representante do Ministério do Trabalho e Emprego na audiência, Alexandre Furtado Scarpelli, confirmou que, embora a indústria brasileira geral mostre reação, o setor siderúrgico continua estagnado. Autor do requerimento para a realização da audiência pública, o deputado Max Lemos (União-RJ) ressaltou que a crise pode provocar demissões em grande escala em áreas como a construção civil, a indústria automotiva e a infraestrutura. > “Vou apresentar requerimentos de informação à Receita Federal e a outros órgãos para aprofundar os dados. Também convidaremos ministros de Estado para retomar o debate logo após o período eleitoral”, anunciou o deputado. Resumo redes: Em audiência na Câmara, setor relatou demissões e entrada do produto via Mercosul para burlar as taxas de importação. ### Reforma Tributária acende alerta na aviação: setor teme imposto de até 28% e corte de voos URL: https://www.jornalopolo.com.br/reforma-tributaria-acende-alerta-na-aviacao-setor-teme-imposto-de-ate-28-e-corte-de-voos/ Last updated: 2026-09-03T15:47:33.000Z Companhias aéreas, associações do setor e representações diplomáticas encaminharam cerca de 30 manifestações ao governo brasileiro em meio às preocupações com a tributação do transporte aéreo internacional prevista na Reforma Tributária a partir de 2027, segundo o Transporte Moderno. O setor avalia que o novo regime poderá elevar custos e levar empresas a rever frequências de voos e planos de crescimento no país, com possíveis efeitos sobre o transporte internacional de cargas e as remessas expressas. A mobilização é liderada pela Associação Brasileira das Empresas de Transporte Internacional Expresso de Cargas (ABRAEC). A entidade defende que a regulamentação considere as características das operações internacionais e alerta que uma elevação da carga tributária pode reduzir a capacidade de transporte e aumentar os custos logísticos. Atualmente, o transporte aéreo internacional conta com tratamento de desoneração tributária. Com a implementação do novo sistema previsto pela Reforma Tributária, o setor passará a lidar com o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que compõem o chamado IVA dual. Durante audiência pública da Comissão de Turismo (CTur) da Câmara dos Deputados, realizada em 10 de junho de 2026, representantes do setor discutiram a possibilidade de o transporte internacional de cargas ficar sujeito à alíquota cheia do IVA dual, estimada em cerca de 28%, segundo o Portos e Aeroportos FPPA. Em levantamento anterior, a FUP apontou que a tributação incidente sobre o transporte é atualmente de aproximadamente 19,5% e que a carga poderia alcançar entre 26% e 28% em determinados cenários com o IVA dual. A Reforma Tributária foi aprovada por meio da Emenda Constitucional 132/2023 e posteriormente regulamentada pela Lei Complementar 214/2025\. O novo modelo prevê uma transição gradual do sistema tributário brasileiro. A diretora-executiva da ABRAEC, Lara Gurgel, afirma que a malha aérea internacional integra a infraestrutura logística brasileira e que mudanças tributárias podem afetar as decisões das empresas sobre suas operações no país. Segundo Gurgel, caso a nova tributação leve as companhias a reduzir frequências ou rever planos de crescimento no Brasil, haverá menos capacidade de transporte e menos alternativas logísticas, além de possível pressão sobre os custos das operações internacionais. A ABRAEC argumenta que a regulamentação deve considerar as características operacionais do setor, que depende de sistemas integrados e procedimentos padronizados entre diferentes países. Na avaliação da entidade, custos mais elevados ou maior complexidade operacional podem prejudicar a competitividade brasileira no comércio internacional. Os possíveis efeitos da Reforma Tributária sobre a aviação também chegaram ao Congresso Nacional. Em audiência pública da Comissão de Turismo da Câmara, em junho, representantes do setor alertaram para os impactos sobre rotas e preços. O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), Juliano Noman, afirmou que o aumento dos custos pode levar ao corte de rotas e ao encarecimento das passagens. A presidente da comissão, deputada Daniella Reinehr (PP-SC), destacou durante a audiência que a aviação civil possui custos elevados, exige investimentos significativos e é sensível a mudanças que afetem as despesas das empresas. ## Setor alerta para impactos na logística A ABRAEC também aponta risco de redução da malha aérea regional e de inviabilização de rotas com menor rentabilidade. Uma eventual diminuição das frequências poderia reduzir a capacidade logística disponível no país e pressionar custos e prazos das operações de comércio exterior e das remessas expressas. A entidade defende um modelo tributário que preserve a competitividade das operações internacionais e evite o aumento da complexidade para empresas que dependem de redes logísticas integradas entre diferentes países. Resumo redes: Companhias aéreas, associações do setor e representações diplomáticas encaminharam cerca de 30 manifestações ao governo brasileiro em meio às preocupações com a tributação do transporte aéreo internacional prevista na Reforma Tributária a partir de 2027\. O setor avalia que o novo regime poderá elevar custos e levar empresas a rever frequências de voos e planos de crescimento no país. ### Associação Comercial do AM põe mais três armadoras na mira da Antaq por Taxa da Seca; Cobrança chega a R$ 23,4 mil por contêiner URL: https://www.jornalopolo.com.br/associacao-comercial-do-am-poe-mais-tres-armadoras-na-mira-da-antaq-por-taxa-da-seca-cobranca-chega-a-r-23-4-mil-por-conteiner/ Last updated: 2026-09-03T14:59:34.000Z Uma cobrança anunciada de aproximadamente R$ 23,4 mil (US$ 4.592) por contêiner passou a integrar a disputa em torno da chamada Taxa da Seca (LWS - Low Water Surcharge) em Manaus. O valor, informado pela Ocean Network Express (ONE), aparece em uma nova manifestação da Associação Comercial do Amazonas (ACA) à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que agora envolve seis empresas de navegação. Além da ONE, a ACA pediu a inclusão de Aliança Navegação e Logística e Mercosul Line no procedimento de fiscalização. As três se juntam a Maersk, MSC Mediterranean Shipping e CMA CGM, já mencionadas pela associação em manifestações encaminhadas à agência nos dias 4, 10 e 26 de agosto. A ONE prevê vigência a partir de 1º de outubro para importações e de 10 de outubro para exportações de Manaus. A cobrança foi condicionada pela companhia ao Rio Negro atingir 17,70 metros ou menos. A Aliança informou, por sua vez, cobrança de R$ 4,8 mil por contêiner a partir de 28 de setembro em uma situação denominada “Alívio de Capacidade”. Caso haja “Restrição Agravada”, com operação exclusiva por píer flutuante, o valor informado sobe para R$ 17,8 mil. A Mercosul Line anunciou R$ 5,9 mil por contêiner entre 21 de setembro e 4 de outubro e R$ 18,2 mil entre 5 de outubro e 31 de dezembro, período associado à operação por píer flutuante. É justamente a forma como essas cobranças foram anunciadas que levou a ACA novamente à Antaq. A associação afirma que a agência adotou a marca de 17,7 metros do Rio Negro como referência para suspensão e retomada da LWS. Segundo a entidade, Aliança e Mercosul Line fizeram seus anúncios utilizando como referência o CMR (Calado Máximo Recomendado) informado pela Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental. No caso da ONE, a contestação é diferente: embora a empresa cite os 17,7 metros, a ACA questiona a definição antecipada de datas para início da cobrança. A associação também afirma que os comunicados apresentados não demonstram que as três companhias tenham comprovado à Antaq o atendimento às exigências de comunicação prévia e de apresentação dos custos extraordinários que fundamentariam a sobretaxa. Por isso, pediu que Aliança, Mercosul Line e ONE sejam notificadas para não aplicar a cobrança enquanto estiver vigente a medida cautelar da Deliberação-DG nº 83/2025 e enquanto o Rio Negro não atingir o parâmetro estabelecido pela agência. O pedido inclui ainda a entrada formal das três empresas na fiscalização extraordinária e uma análise, pela Antaq, dos valores anunciados pelos seis armadores, considerando os princípios de modicidade, transparência e isonomia. A manifestação foi assinada pela advogada Janaína Gomes Figueiredo e protocolada em Manaus em 2 de setembro. Resumo redes: ONE, Aliança e Mercosul Line estão incluídas em nova manifestação encaminhada à Agência Nacional de Transportes Aquaviários. As três se juntam à Maersk, MSC e CMA CGM, já mencionadas pela ACA em manifestações encaminhadas à Agência nos dias 4, 10 e 26 de agosto. ### Nova fábrica da DBS em Manaus vai produzir 40 mil motos da Avelloz; Inauguração em outubro URL: https://www.jornalopolo.com.br/nova-fabrica-da-dbs-em-manaus-vai-produzir-40-mil-motos-da-avelloz-inauguracao-em-outubro/ Last updated: 2026-09-03T13:40:03.000Z A DBS Indústria do Amazonas inaugura oficialmente, em 1º de outubro, sua nova planta no Polo Industrial de Manaus (PIM), a segunda na cidade, e prepara uma série de anúncios que marcam uma nova fase de expansão da companhia. O principal deles é o contrato firmado com a Avelloz, uma das cinco marcas de motocicletas mais vendidas do Brasil, para a produção de pelo menos 40 mil motos nos próximos três anos. A fabricação está prevista para começar no início de 2027, inicialmente com o modelo Avelloz AZ 170. A parceria com a Avelloz vai além do contrato de manufatura. A DBS também foi escolhida para prestar consultoria Industrial no projeto de implantação da fábrica própria da marca no Polo Industrial de Manaus, cuja entrada em operação também está prevista para dezembro. A atuação nas duas frentes — manufatura e consultoria para implantação industrial — representa um novo patamar no relacionamento da DBS com seus clientes e reforça o reconhecimento da experiência acumulada pela companhia na estruturação e operação de projetos industriais no Polo Industrial de Manaus. > “A confiança do mercado na DBS está avançando para muito além de uma relação convencional entre cliente e fabricante. Quando uma empresa que está entre as maiores do setor nos escolhe não apenas para produzir suas motocicletas, mas também para contribuir diretamente na implantação de sua própria fábrica, isso demonstra o nível de confiança técnica e estratégica que construímos”, afirma Ricardo Ducco, diretor de Marketing da DBS. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Nova-f--brica-da-DBS-em-Manaus-vai-produzir-40-mil-motos-da-Avelloz--Inaugura----o-em-outubro-3.jpeg) Foto: Divulgação/DBS ### **DBS já é a maior fabricante de motos elétricas do Brasil** A inauguração da nova planta acontece em um momento de forte crescimento da companhia. Montadora das motocicletas da VMoto, a DBS já se consolidou como a maior fabricante de motocicletas elétricas do Brasil, segundo dados da Fenabrave. Em julho de 2026, a VMoto alcançou a 10ª posição no ranking geral de emplacamentos por marca, considerando todas as motocicletas comercializadas no país, elétricas e a combustão. Apenas no setor de motos elétricas, a VMoto atingiu 76,5% da produção nacional em julho deste ano e, no acumulado de 2026, representa 55% de toda a produção brasileiras de unidades elétricas – ainda segundo o relatório da Fenabrave. O resultado colocou a marca produzida pela DBS à frente de nomes tradicionais do mercado brasileiro, como Triumph, Kawasaki, Dafra, Suzuki e Harley-Davidson. O desempenho ganha relevância adicional por ocorrer em um mercado ainda amplamente dominado pelas motocicletas a combustão e demonstra o avanço da mobilidade elétrica para uma escala cada vez mais representativa no segmento brasileiro de duas rodas. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Nova-f--brica-da-DBS-em-Manaus-vai-produzir-40-mil-motos-da-Avelloz--Inaugura----o-em-outubro-2.jpeg) Foto: Divulgação/DBS ### **Moto Morini cresce e produção deve chegar a 6 mil unidades em 2027** A expansão da DBS também está sendo impulsionada por marcas internacionais. Em 2025, a companhia anunciou uma parceria com a tradicional fabricante italiana Moto Morini, marca premium com quase nove décadas de história. Em apenas um ano, a Moto Morini já alcançou no mercado brasileiro volume de emplacamentos superior ao da Ducati, segundo ranking por marcas da Fenabrave, com dados de julho. Com a chegada de novos modelos nos próximos meses, o projeto entra agora em uma nova etapa de crescimento. A expectativa é que a produção da Moto Morini na DBS alcance 6 mil motocicletas em 2027, consolidando a presença da companhia também na manufatura de motocicletas premium. ### **Bikes elétricas e ciclomotores formam nova frente de expansão** A estratégia de crescimento não está restrita às motocicletas. Em 2026, a DBS iniciou a produção da Ella, bicicleta elétrica desenvolvida em projeto da Moura, maior fabricante de baterias da América do Sul. Novas parcerias também começaram a ser desenvolvidas no segmento de bicicletas, entre elas projetos com o Grupo JPP, proprietário da marca Rava. Com isso, bicicletas elétricas e ciclomotores passam a representar uma nova frente de expansão da companhia, complementando a atuação já consolidada em motocicletas elétricas e a combustão. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Nova-f--brica-da-DBS-em-Manaus-vai-produzir-40-mil-motos-da-Avelloz--Inaugura----o-em-outubro-1-Bike-Ella.jpeg) Foto: Divulgação/DBS ### **Novos projetos internacionais chegam em breve** A nova planta da DBS foi estruturada justamente para suportar esse ciclo de crescimento e a entrada de novos projetos. Além das parcerias que serão apresentadas durante a inauguração, a companhia mantém outros projetos em desenvolvimento com marcas estrangeiras interessadas em produzir no Brasil a partir do Polo Industrial de Manaus. Os nomes permanecem sob acordos de confidencialidade, mas novos anúncios deverão ocorrer nos próximos meses. > “Estamos construindo uma plataforma industrial multimarcas capaz de receber diferentes projetos de mobilidade e oferecer muito mais do que capacidade produtiva. A proposta da DBS é reunir manufatura, engenharia, conhecimento regulatório e experiência de implantação industrial para reduzir o tempo e a complexidade de entrada de novas marcas no Brasil”, destaca Ricardo Ducco. ### **Uma nova fase para a DBS** A inauguração de 1º de outubro representa, portanto, mais do que a abertura de uma nova unidade industrial. O novo espaço materializa a transformação da DBS em uma **plataforma independente e multimarcas de manufatura de veículos de duas rodas**, atendendo desde projetos de grande volume até motocicletas premium, além de bicicletas elétricas, ciclomotores e novas soluções de mobilidade. Com Avelloz, VMOTO, Moto Morini, Moura e Rava - e outros projetos ainda sob confidencialidade -, a companhia amplia sua participação no ecossistema brasileiro de duas rodas e reforça Manaus como plataforma para marcas nacionais e internacionais interessadas em produzir no Brasil. Fundada em 2003, a DBS Indústria do Amazonas atua no desenvolvimento e manufatura de produtos de mobilidade no Polo Industrial de Manaus. A companhia oferece soluções de manufatura para terceiros, abrangendo motocicletas a combustão, motocicletas elétricas, ciclomotores e bicicletas elétricas, além de serviços de engenharia e consultoria industrial. Com a nova planta e a ampliação de seu portfólio de clientes, a DBS reforça seu posicionamento como uma das principais plataformas independentes de manufatura de veículos de duas rodas do Brasil. Resumo redes: Maior fabricante de motos elétricas do Brasil, DBS foi escolhida para apoiar a implantação da fábrica própria da Avelloz no PIM, prevista para dezembro. Companhia também projeta 6 mil motos da Moto Morini em 2027 e prepara novos projetos com marcas estrangeiras. ### Industrialização do açaí pode gerar mais emprego e renda em Codajás, diz David Almeida URL: https://www.jornalopolo.com.br/industrializacao-do-acai-pode-gerar-mais-emprego-e-renda-em-codajas-diz-david-almeida/ Last updated: 2026-09-03T13:14:18.000Z O candidato ao Governo do Amazonas David Almeida (Avante) defendeu, nesta quarta-feira (2), a ampliação do beneficiamento e da industrialização do açaí em Codajás como forma de movimentar a economia do município. A proposta foi apresentada durante passagem da Caravana do 70 pela cidade, conhecida pela forte produção do fruto. A ideia, segundo David, é fazer com que uma parcela maior da produção seja processada no próprio município, em vez de sair de Codajás sem agregação de valor. Para isso, ele afirma que pretende ampliar o apoio aos produtores com crédito, assistência técnica, tecnologia, cooperativismo e melhorias nas condições de transporte e escoamento. > “Codajás tem um produto reconhecido e uma vocação econômica consolidada. Vamos apoiar o produtor e incentivar o beneficiamento e a industrialização do açaí dentro do próprio município. O fruto produzido aqui precisa sair com valor agregado, gerando mais empregos e fazendo a renda também permanecer em Codajás”, ressaltou. Além da cadeia do açaí, David incluiu entre as propostas para a região a recuperação de ramais e a melhoria da ligação entre Anori e Codajás. Durante a agenda, o candidato disse que pretende executar a estrada entre os dois municípios e citou obras realizadas em estradas, ramais e vicinais durante o período em que ocupou o Governo do Amazonas. A passagem por Codajás foi a terceira parada da Caravana do 70 pelo interior nesta quarta-feira. Antes, a agenda passou por Caapiranga e Beruri, com encerramento previsto em Anori. David esteve acompanhado dos candidatos a deputado federal Aryel Almeida e Coronel Menezes; do deputado estadual e candidato à reeleição Daniel Almeida; e do candidato a deputado estadual Júnior Mar, todos do Avante. Resumo redes: Proposta prevê ampliar o beneficiamento local do açaí e criar condições para que mais valor da produção permaneça em Codajás. Entre as iniciativas estão crédito, tecnologia e melhorias no escoamento da produção. ### JAN-PRO substitui equipamentos de limpeza a combustão por elétricos na COPAG em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/jan-pro-substitui-equipamentos-de-limpeza-a-combustao-por-eletricos-na-copag-em-manaus/ Last updated: 2026-09-03T12:45:53.000Z O mercado corporativo e industrial de Manaus busca alternativas para unir produtividade e sustentabilidade. Nesse cenário, práticas ESG e redução de impactos ambientais ganharam espaço nas estratégias das empresas. A JAN-PRO Manaus acompanha esse movimento. A empresa implementou um projeto de modernização dos serviços de limpeza na COPAG da Amazônia, a maior fabricante de baralhos do mundo. A iniciativa substituiu equipamentos movidos a combustão por máquinas elétricas alimentadas por baterias de alta performance. Com isso, a mudança contribui para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e a poluição sonora no ambiente de trabalho. Além disso, a tecnologia elimina a dependência de combustíveis fósseis durante a operação. Dessa forma, a modernização combina ganhos ambientais com mudanças na rotina da fábrica. Júnior Bezerra, franqueado da JAN-PRO Manaus, afirma que a modernização dos protocolos de higienização em um polo industrial exige planejamento técnico. Segundo ele, a operação também precisa manter o foco na entrega de valor para o contratante. > “No setor industrial, especialmente em grandes empresas como a COPAG, a sustentabilidade precisa vir acompanhada de ganho operacional real. Substituir motores a combustão por tecnologia elétrica reduz emissões e ruídos, otimizando o ambiente sem abrir mão do rigor técnico que a operação exige”, destaca. ### Ergonomia e eficiência Além dos ganhos ambientais, a nova tecnologia melhora o rendimento operacional. A solução também proporciona melhor ergonomia para os profissionais envolvidos na execução dos serviços. Consequentemente, o ambiente de trabalho se torna mais seguro e confortável. A mudança ainda acompanha uma demanda crescente por processos que conciliem eficiência e responsabilidade ambiental. Entretanto, a modernização industrial envolve desafios. Entre eles estão a adaptação das equipes e o investimento em novos ativos. Ainda assim, segundo a JAN-PRO Manaus, os resultados a médio e longo prazo podem compensar os obstáculos iniciais. Nesse processo, os ganhos de produtividade e conformidade ambiental ganham destaque. ### Sustentabilidade na indústria Para Júnior Bezerra, parcerias com marcas globais como a COPAG mostram como soluções sustentáveis podem gerar impactos positivos em toda a cadeia produtiva. > “O grande diferencial para os gestores é perceber que a inovação na limpeza profissional é um investimento direto na imagem da marca e na eficiência do negócio. Essa parceria demonstra que sustentabilidade e excelência operacional andam lado a lado para o futuro da indústria”, afirma. Resumo redes: Iniciativa substituiu equipamentos movidos a combustão por máquinas elétricas alimentadas por baterias de alta performance. A mudança contribui para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e a poluição sonora no ambiente de trabalho. ### Senado aprova Política Nacional de Minerais Críticos com relatoria de Eduardo Braga URL: https://www.jornalopolo.com.br/senado-aprova-politica-nacional-de-minerais-criticos-com-relatoria-de-eduardo-braga/ Last updated: 2026-09-03T12:26:44.000Z O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (2) o projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE). O relator da proposta é o senador Eduardo Braga (MDB-AM), responsável pelo projeto de lei nº 2.780/2024, que passa a organizar as ações do governo federal para a pesquisa, o processamento e a transformação de minerais no país. O texto tem como meta criar as condições legais e financeiras para que a indústria nacional processe esses minerais dentro do Brasil, em vez de exportá-los como matéria-prima. Para isso, a proposta cria nove instrumentos regulatórios e financeiros voltados a atrair investimentos privados e reduzir riscos para o setor. Um deles é o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), que terá participação da União de até R$ 2 bilhões. Outro mecanismo é o Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE), que prevê créditos fiscais de até 20% sobre custos industriais, com limite de R$ 1 bilhão por ano entre 2030 e 2034. A proposta também obriga as mineradoras a investir 0,5% da receita bruta em ciência e inovação. Segundo Braga, essa exigência é fundamental para o país conseguir transformar os minerais em produtos finais. "Jamais transformaremos nossos minerais raros em um bem final, se não desenvolvermos ciência e tecnologia para essas áreas", afirmou. Durante a discussão no plenário, o senador usou o exemplo do minério de ferro e do aço para mostrar o problema que a proposta pretende resolver. De acordo com Braga, o modelo atual faz o país perder dinheiro ao exportar a matéria-prima bruta e depois importar produtos manufaturados feitos com esse mesmo material. > "Nós exportamos minério de ferro e importamos aço de outros países. Muitas vezes multiplicado por 10, 15, 20, 30 vezes o valor agregado ao minério de ferro. O projeto visa resolver o mecanismo para transformar este minério em produto final dentro do país", disse o parlamentar. Braga também rejeitou emendas que propunham mudanças no controle estratégico do Estado sobre esses recursos. Para o relator, os minerais críticos são finitos e por isso precisam de regras e supervisão pública. Ele defendeu que a riqueza mineral e o conhecimento tecnológico gerado a partir dela permaneçam no país. > "O que nós não estaremos mais abrindo mão é da soberania nacional e da discussão de uma estratégia nacional para agregar valor econômico a um minério que não tem reposição", declarou. O projeto foi aprovado sem mudanças de conteúdo em relação ao texto que veio da Câmara dos Deputados. Agora, segue para sanção do presidente da República. Resumo redes: Projeto de Lei cria fundo de R$ 2 bilhões e créditos fiscais para indústria mineral e segue agora para sanção presidencial. Meta é criar condições legais e financeiras para que a indústria nacional processe os minerais dentro do Brasil, em vez de exportá-los como matéria-prima. ### DIÁRIO DO POLO - 03/09/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/diario-do-polo-03-09-2026/ Last updated: 2026-09-03T11:33:01.000Z ## Eco­no­mia do Ama­zo­nas A eco­no­mia do Ama­zo­nas inicia este ter­ceiro dia de se­tem­bro sob uma at­mos­fera de vi­gi­lân­cia es­tra­té­gica e ajustes finos no pla­ne­ja­mento in­dus­trial. O Polo In­dus­trial de Manaus (PIM), coração pro­du­tivo da região, opera em um cenário onde a pre­ci­são da in­for­ma­ção e a análise de in­di­ca­do­res ma­cro­e­co­nô­mi­cos não são apenas fer­ra­men­tas de gestão, mas ativos de so­bre­vi­vên­cia para as mais de 500 em­pre­sas ins­ta­la­das no Dis­trito In­dus­trial. O acom­pa­nha­mento ri­go­roso das mo­vi­men­ta­ções em Bra­sí­lia, es­pe­ci­al­mente no que tange à tran­si­ção da reforma tri­bu­tá­ria e à ma­nu­ten­ção dos in­cen­ti­vos da Zona Franca de Manaus (ZFM), per­ma­nece como a pri­o­ri­dade ab­so­luta para as en­ti­da­des re­pre­sen­ta­ti­vas como a **SUFRAMA**, a **FIEAM** e o **CIEAM**. Neste início de mês, o foco da eco­no­mia es­ta­dual está voltado para a re­si­li­ên­cia do modelo de de­sen­vol­vi­mento re­gi­o­nal. A in­te­gra­ção entre a pro­du­ção in­dus­trial e o setor de ser­vi­ços de Manaus é o que sus­tenta a eco­no­mia do estado frente às os­ci­la­ções da demanda na­ci­o­nal. Com a pro­xi­mi­dade do último tri­mes­tre do ano, período em que o polo acelera sua pro­du­ção para atender a Black Friday e o Natal, a efi­ci­ên­cia lo­gís­tica e o custo do capital tornam-se va­ri­á­veis crí­ti­cas. O papel deste jornal e de sua equipe edi­to­rial é jus­ta­mente co­nec­tar esses pontos, for­ne­cendo aos exe­cu­ti­vos e ges­to­res o subs­trato ne­ces­sá­rio para navegar em um am­bi­ente de ne­gó­cios que, embora pro­mis­sor em sua base tec­no­ló­gica, en­frenta de­sa­fios ge­o­grá­fi­cos e re­gu­la­tó­rios sin­gu­la­res. O com­pro­misso do **Diário do Polo** com a trans­pa­rên­cia e a pre­ci­são dos dados reflete a ne­ces­si­dade de um mo­ni­to­ra­mento cons­tante das va­ri­á­veis que im­pac­tam o custo de insumos e a vi­a­bi­li­dade do es­co­a­mento da pro­du­ção. Re­por­tar o que acon­te­ceu e ex­pli­car por que cada mo­vi­men­ta­ção importa para a in­dús­tria local é a base da nossa linha edi­to­rial, ser­vindo como um elo es­tra­té­gico para a co­mu­ni­dade de ne­gó­cios e para o poder público ama­zo­nense. - **Olá! Como editor do Diário do Polo, estou a postos para or­ga­ni­zar a edição de 3 de se­tem­bro de 2026.** Este boletim re­a­firma o com­pro­misso com a trans­pa­rên­cia e a pre­ci­são das in­for­ma­ções que im­pac­tam o Polo In­dus­trial de Manaus e toda a cadeia eco­nô­mica do Ama­zo­nas. --- ## Co­mér­cio e Câmbio O mercado fi­nan­ceiro en­cer­rou a sessão de ontem apre­sen­tando in­di­ca­do­res que si­na­li­zam uma es­ta­bi­li­dade mo­men­tâ­nea no câmbio, embora o cenário de crédito con­ti­nue res­tri­tivo devido ao patamar elevado da taxa básica de juros. Estes dados são fun­da­men­tais para o pla­ne­ja­mento fi­nan­ceiro das in­dús­trias ins­ta­la­das no PIM, que de­pen­dem di­re­ta­mente da im­por­ta­ção de insumos. | In­di­ca­dor | Valor | Va­ri­a­ção | | --------------------- | ----------- | ----------- | | PTAX USD/BRL (Compra) | R$ 5,16 | 0,00% | | PTAX USD/BRL (Venda) | R$ 5,16 | 0,00% | | USD/BRL (Spot) | R$ 5,16 | 0,00% | | EUR/BRL (Spot) | R$ 6,01 | 0,00% | | SELIC | 14,00% a.a. | 0,00% | A es­ta­bi­li­dade do dólar, que en­cer­rou a cotação em R$ 5,16, oferece uma re­la­tiva pre­vi­si­bi­li­dade para as áreas de su­pri­men­tos do Polo In­dus­trial de Manaus. Para os setores de ele­tro­e­le­trô­ni­cos e de duas rodas, que operam com cadeias de for­ne­ci­mento globais al­ta­mente de­pen­den­tes de com­po­nen­tes im­por­ta­dos, o câmbio la­te­ra­li­zado permite um melhor con­trole das margens ope­ra­ci­o­nais. No entanto, o cenário é de­sa­fi­a­dor devido à ma­nu­ten­ção da taxa Selic em 14,00% ao ano. Para a in­dús­tria de Manaus, o peso dos juros é am­pli­fi­cado pelo tempo de trân­sito lo­gís­tico; a ne­ces­si­dade de car­re­gar es­to­ques por pe­rí­o­dos mais longos do que a média na­ci­o­nal eleva o custo do capital de giro e pres­si­ona o re­sul­tado final das em­pre­sas, além de res­trin­gir o crédito para o con­su­mi­dor de bens du­rá­veis no varejo bra­si­leiro. --- ## O Que Muda para o Ama­zo­nas - **Pla­ne­ja­mento de Pro­du­ção.** A ma­nu­ten­ção do câmbio no patamar de R$ 5,16 garante que o custo de re­po­si­ção de com­po­nen­tes es­sen­ci­ais para as linhas de mon­ta­gem de final de ano não sofra so­bres­sal­tos, per­mi­tindo que as in­dús­trias do PIM man­te­nham o pla­ne­ja­mento de pro­du­ção para o pico de demanda do Natal e Black Friday. - **Gestão de Es­to­ques.** O patamar elevado da Selic (14,00%) força os ges­to­res fi­nan­cei­ros a ado­ta­rem uma es­tra­té­gia de es­to­ques ex­tre­ma­mente enxuta, visando mi­ni­mi­zar o impacto dos juros sobre o capital parado, o que exige uma co­or­de­na­ção lo­gís­tica im­pe­cá­vel para evitar rup­tu­ras nas linhas de pro­du­ção. - **Defesa do Modelo ZFM.** A es­ta­bi­li­dade mo­ne­tá­ria mo­men­tâ­nea auxilia a SUFRAMA e as en­ti­da­des de classe (FIEAM e CIEAM) na ar­gu­men­ta­ção técnica pela ma­nu­ten­ção da com­pe­ti­ti­vi­dade do modelo Zona Franca, uma vez que permite isolar o impacto dos custos lo­gís­ti­cos reais da vo­la­ti­li­dade cambial pura. - **Desafio de Consumo.** O custo do crédito no cenário na­ci­o­nal, reflexo da Selic atual, impõe um desafio adi­ci­o­nal para o es­co­a­mento da pro­du­ção de itens de maior valor agre­gado, como mo­to­ci­cle­tas de alta ci­lin­drada e apa­re­lhos de re­fri­ge­ra­ção, exi­gindo das fá­bri­cas de Manaus uma efi­ci­ên­cia pro­du­tiva su­pe­rior para com­pen­sar a pos­sí­vel re­tra­ção na demanda. - **Cadeia de For­ne­ci­mento.** A clareza nos in­di­ca­do­res fi­nan­cei­ros de fe­cha­mento permite que as em­pre­sas sa­té­li­tes e for­ne­ce­do­res locais ajustem seus preços de ser­vi­ços e com­po­nen­tes, ga­ran­tindo que a cadeia pro­du­tiva do Ama­zo­nas man­te­nha sua in­te­gra­ção e com­pe­ti­ti­vi­dade frente aos itens im­por­ta­dos aca­ba­dos. --- ## Fe­cha­mento A eco­no­mia do Ama­zo­nas atra­vessa um período de ajustes finos, onde a es­ta­bi­li­dade dos in­di­ca­do­res de câmbio oferece o fôlego ne­ces­sá­rio para que as in­dús­trias en­fren­tem o custo elevado do crédito. A re­si­li­ên­cia do Polo In­dus­trial de Manaus depende, agora, da ca­pa­ci­dade de gestão efi­ci­ente de es­to­ques e da agi­li­dade na res­posta aos gar­ga­los lo­gís­ti­cos sa­zo­nais. O cenário para o en­cer­ra­mento do tri­mes­tre exige cautela fi­nan­ceira e mo­ni­to­ra­mento ri­go­roso das de­fi­ni­ções tri­bu­tá­rias, man­tendo a in­dús­tria local com­pe­ti­tiva no mercado na­ci­o­nal. Bom dia e bons ne­gó­cios. --- O Polo Acom­pa­nhe o Polo In­dus­trial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo In­dus­trial de Manaus, no­tí­cias e aná­li­ses sobre a in­dús­tria, a Zona Franca e a eco­no­mia do Ama­zo­nas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### Alexandre Silveira diz que gás natural pode abastecer data centers no Brasil URL: https://www.jornalopolo.com.br/alexandre-silveira-diz-que-gas-natural-pode-abastecer-data-centers-no-brasil/ Last updated: 2026-09-02T20:14:01.000Z O gás natural pode ganhar espaço como fonte de energia para data centers no Brasil. Nesta quarta-feira (2), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o insumo é uma das alternativas consideradas pelo governo para atender à demanda energética desses empreendimentos. A possibilidade ganhou força após o Senado aprovar, nesta terça-feira (1º), o Projeto de Lei 278/2026, que abre caminho para o uso do gás natural por empresas interessadas em aderir ao Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). A regulamentação ficará a cargo do Ministério de Minas e Energia (MME), que poderá detalhar de forma mais explícita a participação do gás natural no suprimento energético dos projetos enquadrados no regime. > “O Redata foi um grande avanço para que a gente possa implementar grandes data centers no Brasil e eu acho que o gás natural também é uma frente”, afirmou Silveira após audiência na Câmara dos Deputados. Resumo redes: Ministro de Minas e Energia afirmou que o combustível é uma das frentes possíveis para suprir grandes empreendimentos do setor após avanço do Redata no Senado. ### Oficiais do Exército Brasileiro aprofundam conhecimentos sobre impactos virtuosos da Zona Franca de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/oficiais-do-exercito-brasileiro-aprofundam-conhecimentos-sobre-impactos-virtuosos-da-zona-franca-de-manaus/ Last updated: 2026-09-02T20:04:01.000Z A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) recebeu, nesta quarta-feira (2), a visita técnica de uma comitiva de alunos do Curso de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). O encontro teve como principal objetivo apresentar aos oficiais o funcionamento estratégico, o histórico e os impactos socioeconômicos do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM). Durante o evento, os oficiais do Exército Brasileiro puderam aprofundar conhecimentos sobre as salvaguardas constitucionais que garantem o diferencial competitivo da região, os incentivos fiscais voltados à inovação, Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), além da importância estratégica da ZFM para a soberania, a preservação ambiental e a segurança na Amazônia Ocidental. De acordo com o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, a visita reforça a parceria histórica entre a Suframa e as Forças Armadas. > "Iniciativas como essa promovem a integração de saberes e a capacitação de novos líderes estratégicos do país acerca das particularidades e da relevância geopolítica do desenvolvimento regional da Amazônia", destacou Montenegro. Resumo redes: Autarquia recebeu alunos do Curso de Comando e Estado-Maior do Exército para apresentar o funcionamento estratégico, o histórico e os impactos socioeconômicos do modelo. ### STJ reconhece créditos de PIS/Cofins sobre gasolina A e diesel A usados como insumos URL: https://www.jornalopolo.com.br/stj-reconhece-creditos-de-pis-cofins-sobre-gasolina-a-e-diesel-a-usados-como-insumos/ Last updated: 2026-09-02T19:51:15.000Z A 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu, por unanimidade, o direito de uma distribuidora de combustíveis a créditos de PIS e Cofins sobre a aquisição de gasolina A e óleo diesel A utilizados na formulação de gasolina C e óleo diesel BX a B30\. No julgamento do REsp 2.085.799, o colegiado considerou que os produtos não são destinados à simples revenda, mas empregados como insumos na formulação de novos combustíveis, segundo o JOTA. A decisão, relatada pela ministra Regina Helena Costa, contrasta com entendimento adotado pela 2ª Turma do STJ em novembro de 2025 em controvérsia semelhante. Na ocasião, o colegiado considerou que a atividade das distribuidoras correspondia à revenda de combustíveis submetidos à tributação monofásica, o que afastaria o direito aos créditos. No julgamento mais recente, a 1ª Turma entendeu que gasolina A e óleo diesel A são componentes essenciais para a obtenção dos produtos posteriormente comercializados pelas distribuidoras. A distribuidora recorreu ao STJ contra decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), que havia considerado a atividade como mera mistura ou aditivação dos combustíveis, e não como processo de industrialização. Com esse entendimento, o TRF5 aplicou o Tema 1093 do STJ, que impede a apropriação de créditos de PIS e Cofins sobre produtos sujeitos à tributação monofásica quando adquiridos para revenda. A ministra Regina Helena Costa, entretanto, considerou que a situação analisada é diferente daquela abrangida pelo precedente. Segundo a relatora, o Tema 1093 trata de comerciantes que recebem o produto pronto e o revendem sem modificações. No caso das distribuidoras, gasolina A e óleo diesel A são utilizados na formulação de outros produtos por meio da incorporação obrigatória de etanol anidro e biodiesel. > “O distribuidor não adquire a gasolina A e o óleo diesel A para revenda. Essas substâncias atuam como componentes primários e obrigatórios que são integrados a um processo de formulação e conformação comercial regulada mediante a adição compulsória de etanol, anidro, combustível e biodiesel, dando ensejo ao surgimento de novos produtos”, afirmou a ministra. Para a relatora, gasolina A e óleo diesel A atendem aos critérios de essencialidade e relevância estabelecidos pelo STJ nos Temas 779 e 780 para a caracterização de insumos. “Sem eles não se tem gasolina C, nem óleo diesel BX a B30”, afirmou Regina Helena Costa. A caracterização como insumo é determinante para o direito discutido no processo, pois permite diferenciar a atividade da distribuidora de uma operação de simples revenda. A decisão reconhece que a aquisição dos combustíveis ocorre sob o regime de tributação monofásica. A relatora considerou, porém, que esse regime não impede, por si só, o aproveitamento dos créditos quando existe previsão legal que autorize o creditamento. > “A incidência monofásica não impede por si só o aproveitamento de créditos da contribuição ao PIS e da Cofins, desde que haja previsão legal específica”, afirmou a ministra ao citar precedente da 1ª Seção do STJ. A Fazenda Nacional defendia a manutenção da decisão do TRF5 e apresentou como precedente o REsp 2.194.658/SE, julgado pela 2ª Turma em novembro de 2025\. Naquele processo, que discutia controvérsia semelhante, a 2ª Turma entendeu que a incorporação de etanol anidro e biodiesel aos combustíveis configurava simples mistura, e não industrialização. A conclusão levou o colegiado a considerar aplicável o Tema 1093 e a afastar o direito aos créditos. Durante o julgamento do REsp 2.085.799, a procuradora da Fazenda Nacional Rafaela Mateus Duarte sustentou que deveria prevalecer o mesmo entendimento. Segundo ela, “o distribuidor não fabrica gasolina nem óleo diesel, apenas revende esses produtos acrescidos de aditivo”. A 1ª Turma, contudo, adotou interpretação diferente ao considerar que a formulação resulta em novos produtos e que gasolina A e óleo diesel A exercem a função de insumos nesse processo. ### Precedente já havia reconhecido crédito sobre etanol A ministra Regina Helena Costa também citou precedente da própria 1ª Turma, o REsp 1.971.879/SE, que reconheceu o direito ao crédito sobre etanol anidro combustível utilizado na formulação da gasolina C. Naquele caso, o colegiado entendeu que o etanol anidro adquirido pela distribuidora e incorporado à gasolina A poderia ser considerado insumo para fins de creditamento de PIS e Cofins. A relatora destacou, no entanto, uma diferença entre os processos. No julgamento envolvendo o etanol havia previsão legal específica para o creditamento. Ainda assim, segundo a ministra, o fundamento de que a distribuidora participa da formulação de um novo produto também pode ser aplicado à gasolina A e ao óleo diesel A. A nova decisão, portanto, estende o raciocínio da 1ª Turma aos componentes primários utilizados na formulação tanto da gasolina C quanto do óleo diesel BX a B30. ### Divergência permanece entre turmas do STJ Os julgamentos mostram entendimentos diferentes entre as duas turmas do STJ responsáveis por matérias de direito público. Enquanto a 1ª Turma reconhece que a atividade de formulação permite caracterizar determinados produtos como insumos, a 2ª Turma adotou entendimento de que a operação corresponde à simples mistura de combustíveis submetidos ao regime monofásico. A decisão no REsp 2.085.799, portanto, não representa, por si só, uma mudança consolidada da jurisprudência de todo o STJ, mas reforça uma linha de interpretação favorável às distribuidoras no âmbito da 1ª Turma. A discussão ocorre durante a transição da reforma tributária, que prevê a substituição do PIS e da Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Para as distribuidoras, o reconhecimento dos créditos pode reduzir o custo tributário relacionado à formulação dos combustíveis comercializados no mercado. ### CCJ do Senado aprova PEC que acaba com jornada 6x1. Matéria passa agora pelo plenário da Casa em dois turnos URL: https://www.jornalopolo.com.br/ccj-do-senado-aprova-pec-que-acaba-com-jornada-6x1-materia-passa-agora-pelo-plenario-da-casa-em-dois-turnos/ Last updated: 2026-09-02T19:50:59.000Z A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), por votação simbólica, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que põe fim à jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1). A matéria ainda precisa passar pelo plenário da Casa, em dois turnos de votação. A PEC 221 de 2019 prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses. Dos 27 senadores presentes na comissão, apenas quatro registraram votos contrários: o líder da oposição Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO). O relator Omar Aziz (PSD-AM) rejeitou todas as 36 emendas apresentadas à PEC, incluindo propostas para manter a possibilidade de escalas de 6x1 ou jornadas superiores a 40 horas. > “Até porque todas as emendas que foram apresentadas, as 36 emendas, nenhuma pede mais benefício para o trabalhador”, justificou o relator. A PEC foi criticada pelo líder da oposição Rogério Marinho, que reclamou do pouco tempo para debater o tema e destacou que a proposta traria inflação para a economia. > “Nós vamos gerar, sem dúvida nenhuma, inflação, desemprego e informalidade em nome da perpetuação do projeto de poder”, disse o parlamentar potiguar. Estudos sobre o fim da 6x1 divergem sobre os impactos para a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país). Rogério Marinho defendeu uma outra PEC, a que cria um regime trabalhista por hora trabalhada, e defendeu as negociações individuais entre patrões e empregados para definição da escala de trabalho. > “Esse projeto vai na contramão da necessidade de darmos competitividade à população, ao país e à sociedade brasileira”, criticou. O líder da oposição ainda apresentou um destaque para limitar o descanso remunerado dos trabalhados à apenas um dia na semana. Porém, o destaque foi rejeitado pela CCJ. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) rebateu os argumentos de Rogério Marinho e citou a pressão de empresários contra a PEC por aumentar direitos dos trabalhadores. > “Toda vez que o Congresso Nacional busca assegurar direitos trabalhistas, o discurso é o mesmo, a economia vai quebrar, o desemprego vai imperar, a inflação vai ocorrer. Isso é um discurso simplesmente para atender os grandes empresários deste país”, afirmou. A senadora defendeu que a PEC assegura mais dignidade à vida dos trabalhadores, “sobretudo às mulheres brasileiras, que têm dupla ou tripla jornada de trabalho, e hoje, com a aprovação do fim da escala 6x1, nós vamos dar dignidade, saúde mental e vamos melhorar a produtividade no Brasil”. O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) reclamou da “falta de mão de obra” no Brasil e defendeu a jornada flexível por hora trabalhada. > “Está difícil a contratação de funcionário. Nós, patrões, queremos que os nossos funcionários estejam com a melhor qualidade de vida”, disse, acrescentando que não tinha como apoiar a PEC. > “Como é que nós vamos reduzir de 44 horas para 40 horas e essa empresa vai ter a mesma produção? Claro que não. Não adianta nós dizermos que não vai aumentar os custos”, completou o senador por Rondônia. **Críticas** O relator da proposta, senador Omar Aziz, lembrou que mesmo o PL, partido da oposição, votou majoritariamente a favor da PEC na Câmara dos Deputados e rejeitou a tese de que a redução da jornada vai “quebrar” a economia. > “Quando se criou o 13º salário, diziam que o Brasil ia quebrar, ia ter problema. Depois que se reduziu de 48 horas para 44 horas, também \[apontaram\] os mesmos problemas. O Brasil é muito forte e tem uma massa trabalhadora que nos dá muito orgulho”, disse Aziz. O relator da PEC do fim da 6x1 ainda criticou os acordos individuais entre patrão e trabalhador, argumentando que não há igualdade de condições nessa relação. > “O assédio ao trabalhador é quando você faz o contato individual. Ou é desse jeito ou ele tá fora. Aí uma pessoa que tá precisando desesperadamente daquele trabalho, vai aceitar. Acordo individual é assédio ao trabalhador, sim! Acordo coletivo, não!”, acrescentou. O relator também rejeitou a emenda que aumentava a regra de transição da PEC de 14 meses para até quatro anos. Foram rejeitadas ainda as sugestões de parlamentares para adiar a implementação da regra para uma lei complementar posterior e para compensações fiscais às empresas. Resumo redes: PEC 221/2019 prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses. ### Arco Norte: como assegurar que via permaneça segura e eficiente para o País? URL: https://www.jornalopolo.com.br/arco-norte-como-assegurar-que-via-permaneca-segura-e-eficiente-para-o-pais/ Last updated: 2026-09-02T19:16:34.000Z A consolidação do Arco Norte como o principal eixo de escoamento do agronegócio brasileiro é um marco estrutural incontestável. Segundo o Anuário Agrologístico 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os portos acima do paralelo 16º Sul foram responsáveis por 39,5% das exportações nacionais de soja e milho em 2025. No período, o corredor movimentou 48% das exportações de milho e 36,2% das remessas de soja em um ecossistema multimodal, com ganhos de eficiência em toda a cadeia. Um exemplo é o Porto do Itaqui (MA), cujo volume de embarque de grãos saltou de 11,55 milhões de toneladas em 2021 para 20,14 milhões em 2025, impulsionando também as operações em terminais como os de Santarém, Barcarena e Itacoatiara. Contudo, a viabilidade dessa matriz enfrenta um estresse climático. A intensificação do El Niño ameaça a navegabilidade amazônica e a produtividade do agronegócio. A estiagem compromete rios estratégicos como Madeira, Tapajós e Solimões-Amazonas, limitando o calado, encarecendo o frete e fazendo as empresas enfrentarem limitações de navegação e atrasos na exportação. O colapso estende-se ao plano institucional. O corte de R$ 44,9 milhões na Agência Nacional de Águas (ANA) prejudica o monitoramento hidrológico, essencial para a segurança hídrica e a previsibilidade produtiva, justamente quando a resposta a secas extremas é mais necessária. Há, ainda, a perspectiva social: a estiagem severa isola ribeirinhos, inviabiliza o abastecimento urbano, com risco de escassez alimentar, gera inflação e paralisa o suprimento de insumos industriais, como da Zona Franca de Manaus. Esse cenário configura um risco macroeconômico sistêmico, que desarticula cadeias, compromete a competitividade da indústria e eleva preços ao consumidor. É o aumento do custo Brasil e do “custo Amazônia”, penalizando investimentos. A vulnerabilidade logística da região é um problema de alcance nacional. O esgotamento da via fluvial comprova que a resiliência do agronegócio não virá apenas da expansão de frota. Como política preventiva, o governo federal deve consolidar um programa permanente de dragagem de manutenção. Paralelamente, a solução logística reside em novos aportes em ferrovias estruturantes, como Fico, Fiol e Transnordestina, para reduzir a dependência rodoviária. O Brasil precisa sustentar seu protagonismo por meio de um Plano Nacional de Integração Logística e Resiliência Climática. Esta solução deve integrar inteligência orçamentária ao planejamento de adaptação rigoroso, respeitando o ecossistema amazônico e assegurando que o Arco Norte permaneça uma via segura e eficiente para o País. ### 74% das indústrias investiram em máquinas novas, mas apenas 5% tiveram foco em automação URL: https://www.jornalopolo.com.br/74-das-industrias-investiram-em-maquinas-novas-mas-apenas-5-tiveram-foco-em-automacao/ Last updated: 2026-09-02T19:00:33.000Z A indústria brasileira está renovando seu parque produtivo, mas a incorporação de tecnologias mais avançadas ainda avança em ritmo mais lento. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 74% das empresas industriais investiram em máquinas e equipamentos novos em 2025\. Entre as empresas que realizaram esses investimentos, 72% tinham como principal objetivo a mecanização da produção, enquanto 9% buscavam a robotização e apenas 5% direcionaram a aquisição para a automação da produção, com máquinas conectadas em rede e capazes de transmitir e processar dados autonomamente. O cenário revela um desafio para as empresas, que precisam avançar na modernização do parque produtivo e incorporar tecnologias capazes de elevar produtividade e eficiência, sem perder de vista a disciplina na alocação de capital. A incerteza econômica foi apontada por 61% das empresas que adquiriram máquinas novas como o principal obstáculo aos investimentos, mostrando que mesmo as companhias que estão renovando seus ativos, o ambiente permanece marcado por maior cautela na tomada de decisões. É nesse contexto que ganha força a discussão sobre novas formas de acessar e gerenciar equipamentos. O mercado brasileiro de locação de máquinas e equipamentos movimentou R$ 49,4 bilhões em 2025 e deve alcançar R$ 52,9 bilhões em 2026, crescimento de 7%, de acordo com o Rental Market Report 2025 Brasil, da Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas (ANALOC), em parceria com a KPMG. O levantamento, que utiliza metodologia internacional, dimensiona um setor que vem ampliando sua relevância como alternativa para empresas que buscam flexibilidade e eficiência na gestão de ativos. Para a CHG-MERIDIAN, multinacional alemã especializada em leasing operacional e gestão do ciclo de vida de ativos e, os dados refletem uma mudança na forma como as empresas avaliam seus investimentos em equipamentos. > “A indústria continua investindo, mas precisa fazer isso com mais cautela e uma visão cada vez mais estratégica sobre o uso do capital. Nesse contexto, o leasing operacional pode facilitar o acesso a tecnologias mais avançadas sem concentrar todo o investimento na aquisição dos equipamentos, além de oferecer maior previsibilidade e flexibilidade para acompanhar a evolução tecnológica”, afirma Gabriela Monastero, vice-presidente de vendas da CHG-MERIDIAN no Brasil. A lógica ganha relevância em ativos sujeitos a ciclos mais curtos de inovação, nos quais a necessidade de atualização pode surgir antes do fim da vida útil econômica do equipamento. Ao estruturar o acesso ao ativo por determinado período, o leasing operacional pode contribuir para maior previsibilidade dos custos, facilitar a atualização tecnológica e reduzir a exposição à obsolescência, de acordo com as condições de cada contrato. Além de definir como adquirir um equipamento, a decisão passa a considerar como esse ativo será utilizado, gerenciado, atualizado e destinado ao final de seu ciclo de vida. Custo total, produtividade, disponibilidade, manutenção, atualização tecnológica e necessidade de capital entram na avaliação sobre comprar ou utilizar um equipamento. > “A tendência é que essa discussão ganhe cada vez mais espaço à medida que a indústria precise conciliar dois movimentos simultâneos, a necessidade de modernizar seus ativos para acompanhar a evolução tecnológica e a pressão por maior eficiência na utilização do capital. Nesse cenário, soluções que oferecem uma alternativa à aquisição direta dos equipamentos passam a integrar de forma mais estratégica a gestão dos ativos, permitindo às empresas combinar acesso à tecnológica, previsibilidade de custos e flexibilidade para acompanhar as transformações do mercado”, conclui a executiva. Resumo redes: Entre as empresas que realizaram investimentos, 72% tinham como principal objetivo a mecanização da produção, enquanto 9% buscavam a robotização e apenas 5% direcionaram a aquisição para a automação da produção, com máquinas conectadas em rede e capazes de transmitir e processar dados autonomamente. ### Fim da 6×1: senador de Rondônia cita indústria de Manaus e diz que empresário hoje escolheria Paraguai; Entenda URL: https://www.jornalopolo.com.br/fim-da-6x1-senador-de-rondonia-cita-industria-de-manaus-e-diz-que-empresario-hoje-escolheria-paraguai-entenda/ Last updated: 2026-09-02T18:50:41.000Z A Zona Franca de Manaus (ZFM) entrou no centro do debate sobre o fim da escala 6×1 no Senado nesta quarta-feira (2). Durante a discussão da PEC 221/2019 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) citou uma indústria instalada em Manaus para argumentar que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode elevar custos e afetar a competitividade das empresas brasileiras. Bagattoli afirmou ter conversado com um empresário que mantém uma indústria em Manaus e gera cerca de 3,5 mil empregos no Brasil. Segundo o parlamentar, o empresário demonstrou preocupação com os efeitos da PEC e teria dito que, se fosse decidir hoje onde instalar sua indústria, escolheria o Paraguai em vez de Manaus, apesar dos incentivos da Zona Franca. O senador não revelou o nome da empresa. > “Sabe o que ele falou para mim? Que hoje, mesmo com a Zona Franca, ele não iria mais para Manaus, ele ia montar a indústria dele no Paraguai, mas já está lá em Manaus e fazendo um grande investimento lá no estado. Ele está agoniado com isso \[com a PEC 6×1\] aqui e ele gera em torno de uns 3,5 mil empregos hoje, no Brasil”. A declaração não significa que a empresa esteja transferindo ou tenha anunciado novos investimentos no Paraguai. A referência ao país vizinho foi feita pelo senador para sustentar o argumento de que mudanças na jornada de trabalho poderiam pesar sobre futuras decisões empresariais e reduzir a atratividade do Brasil para a indústria. A PEC, aprovada pela CCJ do Senado, reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal, estabelece dois dias de repouso semanal remunerado e mantém os salários. Ao defender a rejeição da proposta, Bagattoli argumentou que uma redução de quatro horas de trabalho não significa necessariamente que as empresas conseguirão manter o mesmo volume de produção. > “Com a PEC 221, com essa PEC, como é que nós vamos reduzir de 44 horas para 40 horas e essa empresa vai ter a mesma produção? Então, não adianta nós dizermos que não vão aumentar os custos; vão aumentar os custos, sim”. O senador também citou o transporte de cargas como exemplo, questionando se um motorista submetido a uma jornada menor conseguiria percorrer a mesma distância. Para Bagattoli, o impacto poderia atingir principalmente pequenos e médios negócios e acabar sendo repassado aos preços. > “Quero dizer para vocês que, se nós aprovarmos essa PEC aqui, vocês podem ter certeza de uma coisa: nós vamos gerar inflação, sim. Nós vamos gerar inflação e nós vamos complicar a situação de muitos empresários no Brasil”. ### “Indústria não está feliz” Ao direcionar o argumento para Manaus, Bagattoli afirmou conhecer a capital amazonense desde 1979 e destacou a importância do polo industrial para o desenvolvimento econômico da cidade. Na avaliação dele, as empresas instaladas na região também seriam atingidas pelas mudanças previstas na PEC. > “Então, Omar Aziz, o seu estado, Manaus, que eu conheço… Até, na primeira vez que eu fui lá, em 1979, eu fiquei encantado de ver aquelas indústrias lá. Eu não acredito que a indústria lá esteja feliz com essa PEC que nós temos, que vai ser aprovada, ou não sei se vai ser aprovada”. ### Omar rebate Relator da PEC, o senador Omar Aziz (PSD-AM) reagiu ao uso da Zona Franca como exemplo e afirmou que a realidade das indústrias instaladas no polo é diferente da apresentada por Bagattoli. Segundo Aziz, as fábricas da ZFM já adotam jornada 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso. > “A indústria da Zona Franca de Manaus é 5×2, e os acordos coletivos garantem a todos os trabalhadores do distrito plano de saúde para eles e para toda a família. É 5×2”. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/omar-aziz.jpg) Senador Omar Aziz (PSD-AM) em discurso | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Aziz acrescentou que trabalhadores das indústrias contam com transporte e normalmente não trabalham aos sábados e domingos. Segundo o senador, as empresas conseguem planejar a produção com antecedência e recorrer a horas extras quando necessário, considerando a programação industrial e a disponibilidade de componentes. O relator também levou a discussão para a relação entre faturamento das empresas e remuneração dos funcionários. Aziz afirmou ter dados das indústrias da Zona Franca e disse que ficará “do lado de quem trabalha”. > “Só que tem uma coisa na indústria: faturamento x salário está muito aquém daquele faturamento ainda, amigo, e, aí, eu vou ficar desse lado daqui: de quem trabalha. Vou ficar do lado de quem trabalha”. Aziz ainda relacionou a redução da jornada às mudanças tecnológicas nas fábricas. Segundo ele, a robotização tende a reduzir postos de trabalho, o que aumenta a necessidade de atrair mais empresas para preservar e criar oportunidades de emprego. A CCJ do Senado aprovou nesta quarta-feira (2), em votação simbólica, com quatro votos contrários registrados, a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho de 6x1\. A matéria vai a Plenário. Resumo redes: Jaime Bagattoli citou o relato de um empresário que mantém indústria com cerca de 3,5 mil trabalhadores no Brasil e afirmou que, se fosse instalar a operação hoje, ele escolheria o Paraguai em vez de Manaus. Relator da PEC, Omar Aziz rebateu e disse que as fábricas da Zona Franca já adotam jornada 5×2, com benefícios previstos em acordos coletivos. ### Recursos de P&D da Zona Franca podem ter nova divisão para instituições de cinco estados do Norte URL: https://www.jornalopolo.com.br/recursos-de-p-d-da-zona-franca-podem-ter-nova-divisao-para-instituicoes-de-cinco-estados-do-norte/ Last updated: 2026-09-02T18:06:20.000Z Instituições públicas de ensino ou pesquisa de cinco estados da Região Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia e Roraima) poderão receber parte dos recursos que empresas beneficiadas por incentivos fiscais e financeiros são obrigadas a investir em pesquisa, desenvolvimento e inovação. A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) aprovou nesta quarta-feira (2) proposta que determina a destinação de pelo menos 15% de parcelas específicas desses investimentos a instituições localizadas nesses estados, fora da região metropolitana de Manaus. O PL 4.874/2026, de autoria do senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, altera a Lei de Informática e a Lei de Informática da Zona Franca de Manaus, ambas de 1991\. A legislação atual estabelece que empresas beneficiadas por incentivos devem investir anualmente pelo menos 5% do faturamento líquido obtido no mercado interno com a comercialização de bens do setor de tecnologias da informação e comunicação (TIC) em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. O texto aprovado redistribui parte desses recursos para instituições públicas dos estados abrangidos pela proposta. O projeto recebeu parecer favorável do senador Flávio Arns (PSB-PR) e segue para análise da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), em decisão terminativa. ### Interiorização dos investimentos Segundo Davi, o objetivo do projeto é promover a interiorização dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação na região amazônica. Para o senador, a medida também dá segurança jurídica à interiorização desses investimentos ao estabelecer em lei uma parcela dos recursos que deverá ser destinada a instituições públicas fora da região metropolitana de Manaus. Na avaliação de Arns, o projeto não amplia os incentivos fiscais e financeiros existentes, mas reorganiza a distribuição geográfica das contrapartidas exigidas das empresas. O relator considera que a mudança permitirá direcionar recursos para regiões ainda desassistidas. > "Não se trata de ampliar benefícios fiscais e creditícios já previstos em lei, mas apenas de reconfigurar a distribuição geográfica de suas contrapartidas privadas, visando a atender regiões ainda desassistidas, em consonância com o princípio constitucional de redução das desigualdades regionais", afirmou Arns. Na Lei de Informática, o projeto determina que 15% de uma parcela equivalente a 16% do investimento mínimo de 5% seja destinada a instituições públicas fora da região metropolitana de Manaus. Na legislação da Zona Franca de Manaus, a mesma proporção será aplicada a uma parcela equivalente a 26% do investimento mínimo, atualmente destinada a beneficiários sediados na Amazônia Ocidental ou no Amapá. Resumo redes: Projeto de Lei direciona pelo menos 15% de parcelas específicas dos investimentos obrigatórios para instituições públicas de Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e interior do Amazonas. ### Produção industrial interrompe 2 meses de queda e sobe 0,2% em julho URL: https://www.jornalopolo.com.br/producao-industrial-interrompe-2-meses-de-queda-e-sobe-0-2-em-julho/ Last updated: 2026-09-02T16:06:39.000Z A produção da indústria brasileira cresceu 0,2% na passagem de junho para julho. O resultado interrompe dois meses seguidos de queda. Dessa forma, o setor acumula alta de 1,1% ao longo de 2026 e soma expansão de 0,6% nos últimos 12 meses. Na comparação com julho de 2025, a indústria recuou 0,5%. A média móvel trimestral, que ajuda a identificar a trajetória recente do setor, encolheu 0,8%. Os dados fazem parte da [Pesquisa Industrial Mensal](https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/228/pim%5Fpfbr%5F2026%5Fjul.pdf?ref=jornalopolo.com.br) (PIM), divulgada nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o IBGE, a variação positiva acumulada em 12 meses (0,6%) representa “ligeira perda de ritmo” em comparação ao acumulado até junho de 2026 (0,7%). Veja o comportamento da indústria brasileira ao longo do ano, na comparação entre meses imediatamente seguidos: - Janeiro: 2,1% - Fevereiro: 1,0% - Março: 0,1% - Abril: 1,2% - Maio: -1,0% - Junho: -1,6% - Julho: 0,2% O desempenho de julho deixa a indústria 2,1% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 15% abaixo do nível mais alto já registrado, alcançado em maio de 2001. ## Influências A pesquisa revela que três das quatro grandes categorias econômicas apresentaram avanço de junho para julho: - bens de consumo duráveis: 3,2% - bens de capital: 2,4% - bens de consumo semi e não duráveis: 0,5% - bens intermediários: -0,2% Das atividades monitoradas pelo IBGE, 13 das 25 tiveram alta entre os meses: - equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos: 12,2% - produtos alimentícios: 1% - coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis: 1,1% - outros equipamentos de transporte: 11,2% - produtos do fumo: 11,1% - máquinas, aparelhos e materiais elétricos: 2,3% - confecção de artigos do vestuário e acessórios: 2,6% Pelo lado negativo, a maior pressão de baixa veio da indústria extrativa, que recuou 1%. O IBGE acrescenta que outras contribuições negativas relevantes ficaram como impressão e reprodução de gravações (-17,2%), produtos diversos (-9,0%), metalurgia (-1,4%), produtos químicos (-0,8%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,3%). O índice de difusão mostrou que 69,6% dos 789 produtos pesquisados pelo IBGE apresentaram desempenho positivo na passagem de junho para julho. Esse é o segundo maior indicador do ano, perdendo apenas para março (80,6%). Resumo redes: O setor acumula alta de 1,1% ao longo de 2026 e soma expansão de 0,6% nos últimos 12 meses. Na comparação com julho de 2025, a indústria recuou 0,5%. A média móvel trimestral, que ajuda a identificar a trajetória recente do setor, encolheu 0,8%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal, do IGBE. ### Píer do Chibatão recebe todas as autorizações e deve ser levado a Itacoatiara em outubro URL: https://www.jornalopolo.com.br/pier-do-chibatao-recebe-todas-as-autorizacoes-e-deve-ser-levado-a-itacoatiara-em-outubro/ Last updated: 2026-09-02T18:09:07.000Z O Grupo Chibatão concluiu a etapa de autorizações para colocar em funcionamento seu píer provisório flutuante em Itacoatiara. A estrutura recebeu os avales da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da Marinha do Brasil, da Receita Federal e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), encerrando os processos necessários para a operação. Com a parte física também concluída, o próximo passo será deslocar e posicionar o píer no município, procedimento previsto para outubro. A estrutura ficará preparada para entrar em operação caso as condições de navegabilidade durante a estiagem tornem necessário um reforço na logística do Amazonas. A proposta é criar uma alternativa para o fluxo de cargas destinado à indústria, ao comércio e ao abastecimento do Estado em períodos de maior dificuldade para a navegação. O início efetivo das atividades, portanto, dependerá do comportamento dos rios após a instalação em Itacoatiara. Segundo o diretor executivo do Grupo Chibatão, Jhony Fidelis, a conclusão das autorizações permite que a empresa antecipe uma possível necessidade logística durante a seca. > “Estamos falando de uma estrutura que já está pronta, regularizada e preparada para cumprir seu papel no momento necessário. A conclusão das autorizações mostra que houve planejamento, responsabilidade e diálogo com os órgãos competentes. Na Amazônia, a logística precisa agir antes do problema, e é isso que o Grupo Chibatão vem fazendo”, ressaltou. O projeto recupera uma solução utilizada pelo grupo durante a estiagem de 2024, quando as dificuldades de navegação atingiram o transporte de mercadorias no Amazonas. Na ocasião, o píer instalado em Itacoatiara possibilitou operações de transbordo e baldeação de cargas, contribuindo para manter o abastecimento e o fluxo de mercadorias relacionado ao Polo Industrial de Manaus (PIM), ao comércio e a outras atividades econômicas do Estado. A estratégia considera uma característica permanente da logística amazonense: a dependência do transporte fluvial e a variação das condições de navegabilidade ao longo do ano. A preparação antecipada do píer busca oferecer uma estrutura que possa ser acionada quando o nível dos rios dificultar as operações regulares, reduzindo o risco de interrupções no transporte de cargas e ampliando as alternativas disponíveis durante os períodos mais críticos. Fidelis também relacionou o projeto à trajetória de investimentos do Grupo Chibatão na região. > “O senhor Passarão sempre acreditou na Amazônia e teve coragem de investir aqui. Esse espírito empreendedor continua vivo no grupo. O píer provisório é uma solução que nasce desse compromisso: olhar para os desafios da nossa região, investir em estrutura e trabalhar para que a indústria, o comércio e a população não sejam prejudicados pela falta de alternativas logísticas”, destacou. Além dos quatro órgãos responsáveis pelas autorizações, a preparação da operação envolve diálogo e apoio de instituições ligadas à indústria, à infraestrutura e ao desenvolvimento econômico. O grupo cita o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), a CDL Manaus, empresas de navegação e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Leia também: [Grupo Chibatão prepara píer em Itacoatiara para enfrentar seca e estima custo extra de R$ 80 milhões](https://www.jornalopolo.com.br/grupo-chibatao-prepara-pier-em-itacoatiara-para-enfrentar-seca-e-estima-custo-extra-de-r-80-milhoes/) Resumo redes: Estrutura provisória já está concluída e foi liberada por Antaq, Marinha, Receita Federal e Ipaam. Após ser posicionada no município, poderá entrar em operação caso a estiagem comprometa a navegabilidade e exija reforço logístico. ### Rio Negro pode ter em 2026 a terceira pior seca em 122 anos, apontam projeções URL: https://www.jornalopolo.com.br/rio-negro-pode-ter-em-2026-a-terceira-pior-seca-em-122-anos-apontam-projecoes/ Last updated: 2026-09-02T14:54:46.000Z O Rio Negro pode registrar em 2026 a terceira seca mais severa de uma série histórica de 122 anos em Manaus. Projeções do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) indicam que a vazante deste ano tem potencial para ficar atrás apenas dos eventos extremos de 2023 e 2024. As estimativas trabalham com níveis entre 13 e 16 metros na orla de Manaus até o fim da vazante. Mesmo no cenário menos crítico, o Rio Negro terminaria entre as dez maiores secas já registradas na capital. No pior cenário considerado, 2026 ocuparia a terceira posição entre as menores cotas da série histórica. A referência mais extrema continua sendo 2024\. Em 4 de outubro daquele ano, o Rio Negro chegou a 12,66 metros em Manaus, o menor nível já medido. Para 2026, o cenário de normalidade já foi descartado e as projeções estão sendo comparadas diretamente com anos de estiagem severa, como 2015, 2023 e 2024. O comportamento do rio em agosto aumentou a preocupação, já que a velocidade de descida ficou acima da média histórica e apresentou trajetória semelhante à observada em 2023\. Agora, a primeira metade de setembro é considerada decisiva para definir até onde a cota poderá cair. Nas secas extremas mais recentes, o Rio Negro chegou a perder entre 3 e 3,5 metros nesse intervalo. A pressão sobre a bacia também aparece fora de Manaus. Em Barcelos, no Médio Rio Negro, o nível caiu rapidamente, atravessou a média histórica e ultrapassou os limites considerados normais para o período, acompanhando uma tendência semelhante à de 2023. Em São Gabriel da Cachoeira, o nível ainda permanece elevado para a época, mas o município registrou forte redução em julho. Chuvas recentes ajudaram a desacelerar temporariamente a queda, sem interromper a tendência de retração. Com setembro concentrando parte importante da perda de nível observada nos anos mais críticos, as próximas semanas devem definir se 2026 permanecerá entre as grandes secas recentes ou se entrará definitivamente entre os três eventos mais severos já registrados no Rio Negro em Manaus. Resumo redes: Estimativas do SGB e do Inpa colocam a vazante deste ano atrás apenas das secas recordes de 2023 e 2024\. Em Manaus, nível pode encerrar o período entre 13 e 16 metros. ### Juros e importações agravam desempenho da indústria de transformação no 2º trimestre URL: https://www.jornalopolo.com.br/juros-e-importacoes-agravam-desempenho-da-industria-de-transformacao-no-2o-trimestre/ Last updated: 2026-09-02T14:22:31.000Z O desempenho da indústria de transformação no segundo trimestre do ano reforça o processo de desindustrialização da economia brasileira e traz expectativas preocupantes para o restante de 2026, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor caiu 0,4% no 2º trimestre, acumulando queda de 1,1% nos últimos quatro trimestres. Em 2025, o setor encolheu 0,2%. Para a CNI, o resultado da indústria de transformação deve-se, principalmente, a dois fatores: o patamar elevado dos juros — apesar do ciclo de flexibilização da Selic — e a entrada desproporcional de produtos importados. O volume importado de bens de consumo cresceu 16% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado. "Os juros altos desestimularam os investimentos, encareceram o crédito aos consumidores, aumentando o endividamento e a inadimplência das pessoas e, consequentemente, restringiram a demanda por bens industriais. Esse quadro se agrava com a forte entrada das importações, que acabam por capturar grande parte dessa demanda em queda", avalia Mario Sergio Telles, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI. ## Extrativa segura PIB industrial Além da indústria da transformação, a indústria da construção recuou 0,4%, e o segmento de eletricidade e gás, água e esgoto registrou perda de 1,1%. O desempenho da indústria, no geral, só não foi negativo graças à indústria extrativa, único segmento a registrar alta, de 3,4%. ## Consumo cai em meio à alta das importações Segundo o Indicador Ipea de Consumo Aparente, a demanda por bens nacionais caiu 1,2% em 12 meses até maio de 2026, enquanto a procura por bens importados cresceu 2,6% no mesmo período. A perda de competitividade da indústria de transformação ocorreu em meio à queda do consumo das famílias, que recuou 0,4% no segundo trimestre, de acordo com o IBGE. A retração do consumo chama a atenção por outro aspecto: ocorre mesmo com o crescimento contínuo da massa de rendimento, sinalizando que a renda das famílias tem sido drenada por outras despesas, especialmente pelo pagamento de dívidas. ## Perspectivas preocupantes O quadro geral se torna ainda mais preocupante devido a uma série de medidas que aumentam as incertezas para o setor produtivo, como a redução da jornada de trabalho, a eliminação do Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50 e o tabelamento do frete. Diante desse cenário, a CNI pode rever a projeção de alta de 0,5% para a indústria de transformação em 2026, feita no fim do ano passado. ## Reversão passa por questões estruturais Na avaliação da CNI, a flexibilização da taxa de juros é acertada, mas ainda é muito branda diante do elevado nível de juros do país. Além disso, a perda de mercado para os importados passa, impreterivelmente, por uma agenda de competitividade que reduza o Custo Brasil e assegure condições mínimas de igualdade na competição com o produto estrangeiro. Resumo redes: Avanço de medidas, como a redução da jornada de trabalho, o fim do Imposto de Importação sobre compras de pequeno valor e os níveis de endividamento, tornam perspectivas ainda mais preocupantes. ### "Segurança e produtividade não precisam competir" URL: https://www.jornalopolo.com.br/seguranca-e-produtividade-nao-precisam-competir/ Last updated: 2026-09-03T04:02:26.000Z Existe uma frase muito comum nas empresas: "segurança é prioridade". Eu prefiro dizer que segurança é um valor. Prioridades mudam conforme o cenário, as metas e os desafios do negócio. Valores, não. Eles orientam decisões, independentemente das circunstâncias. Essa diferença de perspectiva ajuda a explicar por que algumas organizações conseguem reduzir acidentes de forma consistente, enquanto outras continuam convivendo com os mesmos problemas, mesmo investindo em treinamentos, procedimentos e equipamentos de proteção. Na minha visão, a resposta está em algo que ainda recebe menos atenção do que deveria: a mentalidade de riscos. Estamos acostumados a falar sobre gestão de riscos, mapas de perigos, matrizes de criticidade e planos de ação, mas nenhum desses instrumentos funciona plenamente se as pessoas não desenvolverem a capacidade de enxergar riscos antes que eles se transformem em incidentes. É justamente essa mudança de comportamento que diferencia uma empresa que apenas cumpre normas daquela que constrói uma cultura de prevenção. A própria ISO 9001:2015 reforça esse conceito ao incorporar o pensamento baseado em risco como um dos pilares dos sistemas modernos de gestão da qualidade. A lógica é simples: não basta responder aos problemas quando eles surgem; é preciso criar organizações capazes de antecipá-los, aprender continuamente e transformar incertezas em oportunidades de melhoria. Essa mudança faz ainda mais sentido em um cenário em que as operações se tornaram muito mais complexas. A indústria, a construção civil, a mineração, a logística e diversos outros setores convivem diariamente com centenas de pessoas trabalhando simultaneamente, equipamentos de grande porte, fornecedores terceirizados, cronogramas apertados e ambientes que mudam constantemente. Basta uma pequena alteração na rotina para que um cenário considerado seguro passe a representar um risco elevado. Nenhum procedimento consegue prever todas essas variáveis. Por isso, acredito que a segurança não pode depender exclusivamente de processos; ela precisa fazer parte da forma como cada profissional observa o ambiente, toma decisões e executa suas atividades. Quando um colaborador percebe que uma rota foi bloqueada, identifica um equipamento operando fora do padrão ou comunica uma condição insegura antes que ela gere consequências, ele está colocando em prática a mentalidade de riscos. Não porque alguém mandou, mas porque essa forma de pensar já foi incorporada ao seu dia a dia. Esse talvez seja o maior indicador de maturidade de uma cultura de segurança. Outro ponto importante é entender que risco não significa apenas possibilidade de acidente; essa é uma visão limitada, pois toda situação de risco também revela uma oportunidade de melhoria. Quando uma empresa identifica que determinadas atividades geram desvios recorrentes, ela pode revisar processos, reorganizar fluxos, otimizar deslocamentos, reduzir desperdícios e aumentar a produtividade. Em muitos casos, iniciativas implantadas inicialmente para fortalecer a segurança acabam trazendo ganhos relevantes de eficiência operacional. Desse modo, segurança e produtividade deixam de competir por investimentos e passam a se fortalecer mutuamente. Isso é especialmente importante em um momento em que a indústria busca aumentar sua competitividade. Pressão por custos, prazos menores, maior complexidade das obras e dificuldade para contratar profissionais qualificados exigem operações muito mais inteligentes. Essa transformação também muda o papel da liderança. Durante muito tempo, acreditou-se que promover segurança era responsabilidade exclusiva do SESMT, da engenharia ou da área de qualidade, e hoje sabemos que essa visão é insuficiente. Os líderes precisam criar ambientes em que as pessoas se sintam confortáveis para relatar situações inseguras, sugerir melhorias e interromper uma atividade quando identificarem um risco relevante. Empresas com culturas maduras deixam de procurar culpados e passam a investigar causas. Esse ambiente de confiança é um dos maiores ativos de uma organização e, naturalmente, a tecnologia acelera esse processo. Nos últimos anos, vimos uma verdadeira revolução na capacidade de monitorar operações em tempo real. Sensores, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial, sistemas de localização e plataformas digitais permitem acompanhar pessoas, equipamentos e ativos com um nível de precisão que era impensável há poucos anos. Além de ampliar a visibilidade das operações e acelerar a identificação de situações críticas, essas ferramentas geram dados que ajudam os gestores a compreender padrões, corrigir falhas recorrentes e tomar decisões baseadas em evidências, e não apenas na percepção das equipes. Mas existe um ponto que considero fundamental: a tecnologia não substitui cultura. Nenhum software é capaz de criar senso de responsabilidade, nenhum sensor faz uma equipe desenvolver consciência sobre riscos e nenhuma tecnologia, por si só, é capaz de construir um ambiente verdadeiramente seguro. As empresas que obtêm melhores resultados são justamente aquelas que conseguem combinar pessoas, processos e tecnologia. Quando esses três elementos trabalham juntos, a prevenção deixa de ser reativa e passa a fazer parte da estratégia do negócio. Acompanhamos diariamente operações em diferentes segmentos e percebemos que as organizações mais maduras têm uma característica em comum: elas não esperam um acidente para aprender. Utilizam dados para identificar tendências, monitoram indicadores continuamente, incentivam comportamentos seguros e transformam cada pequeno desvio em uma oportunidade de evolução. Essa talvez seja a maior mudança que estamos vivendo. O futuro da segurança será definido menos pela quantidade de normas e mais pela capacidade das empresas de desenvolver pessoas que pensem preventivamente todos os dias. Acidentes raramente acontecem por um único fator; eles são resultado da soma de pequenas decisões, pequenas distrações e pequenos sinais que deixaram de ser percebidos. Criar uma mentalidade de riscos significa justamente fazer o contrário: transformar cada decisão cotidiana em uma oportunidade de proteger pessoas, preservar ativos, aumentar a eficiência operacional e construir negócios mais sustentáveis. Essa é, na minha opinião, a evolução mais importante da segurança corporativa. Ela não está apenas nos equipamentos, nos procedimentos ou nos sistemas. Está, principalmente, na forma como as pessoas aprendem a enxergar o trabalho antes mesmo que o risco apareça. Resumo redes: Em artigo, Tulio Cerviño, CEO Latam e VP Global de Operações Industriais da TRACKFY | WAKECAP, detalha como mentalidade de riscos ajuda empresas a prevenir acidentes e ganhar eficiência. ### ANAC suspende operações da companhia Total Linhas Aéreas URL: https://www.jornalopolo.com.br/anac-suspende-operacoes-da-companhia-total-linhas-aereas/ Last updated: 2026-09-02T16:19:53.000Z A diretoria da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) suspendeu as operações da Total Linhas Aéreas. A decisão pela suspensão integral do COA (Certificado de Operador Aéreo) impede a companhia de realizar operações aéreas e foi tomada em reunião extraordinária eletrônica da agência finalizada na noite de segunda-feira (31). A empresa tem atuação focada em transporte de cargas e itens postais, como os dos Correios. Como mostrou reportagem da Agência iNFRA publicada na segunda, a medida era estudada diante do desempenho ruim nos indicadores de segurança operacional da Total. Segundo o voto do relator do caso, diretor Rui Chagas Mesquita, publicado nesta terça-feira (1º), a companhia apresenta um número relativo de não conformidades por volume de operações significativamente superior ao dos demais operadores do segmento. A avaliação pela ANAC quanto às ações corretivas e aos procedimentos alternativos propostos pelo operador no final de agosto indicou não haver demonstração suficiente, no momento, de superação das condições de risco e falhas apontadas. Foi reportado ainda um cenário com elevado número de não conformidades críticas, limitações de efetividade no Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional e no Sistema de Análise e Supervisão Continuada. A ANAC identificou também uma perda significativa de conhecimento técnico e gerencial acumulado em razão da substituição de gestores “sem incorporação completa dos procedimentos, práticas e conhecimentos nos processos organizacionais”, relatou Mesquita. Para a agência, a degradação simultânea destes dois sistemas indica perda de capacidade da companhia para identificar, controlar e corrigir desvios, reduzindo a efetividade dos mecanismos internos de gestão e aumentando a dependência da supervisão direta exercida pela ANAC. > “Como se pode observar, em razão da persistente incapacidade de superação de não conformidades e da limitação de reportes recebidos pela Agência, comprovada perda de conhecimento técnico acumulado em razão de transições sucessivas de gestores de segurança, a agência já não possui elementos concretos para atestar a manutenção de condições mínimas aceitáveis de segurança, o que exige pronta e imediata intervenção, de modo a evitar concretização de riscos em eventuais incidentes”, escreveu o diretor no voto seguido pelos demais diretores. A suspensão do COA deve valer até que a Total atenda a uma série de condições estabelecidas pela ANAC. Entre elas, a superação das condições de risco e não conformidades em aberto; demonstração de efetividade dos sistemas que apresentaram limitações; e comprovação da adequação dos processos internos de identificação, reporte e tratamento de eventos e riscos operacionais, por exemplo. A empresa também terá de realizar auditorias técnicas específicas ou outros instrumentos de fiscalização conduzidos pelas unidades competentes da ANAC que apontem um resultado satisfatório que permita a retomada das operações. Resumo redes: A decisão pela suspensão integral do COA (Certificado de Operador Aéreo) impede a companhia de realizar operações aéreas e foi tomada em reunião extraordinária eletrônica da agência finalizada na noite de segunda-feira (31). A empresa tem atuação focada em transporte de cargas e itens postais, como os dos Correios. ### Incentivo para instalação de data centers no Brasil é aprovado pelo Senado URL: https://www.jornalopolo.com.br/incentivo-para-instalacao-de-data-centers-no-brasil-e-aprovado-pelo-senado/ Last updated: 2026-09-02T13:35:27.000Z O Senado aprovou nesta terça-feira (1°) o projeto de lei que cria incentivos fiscais para estimular a instalação de data centers (centros de processamento de dados) no Brasil. O [PL 278/2026](https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/172786?ref=jornalopolo.com.br) foi aprovado sem mudanças de mérito e segue para a sanção. O texto cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), que beneficia empresas com a suspensão do Imposto de Importação, do PIS/Cofins, do PIS/Cofins-Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A estimativa do governo é de uma isenção de tributos em torno de R$ 5,2 bilhões em 2026, caindo para R$ 1 bilhão em cada um dos dois anos seguintes. O projeto foi uma das matérias anunciadas na semana passada como prioridades do esforço concentrado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Aprovado em fevereiro pela Câmara, o PL 278/2026 foi aprovado em regime de urgência, sem passar pelas comissões. O projeto foi relatado pelo senador Cid Gomes (PSB-CE), que fez mudanças apenas de redação para evitar que o projeto tivesse que voltar para a Câmara dos Deputados. > "A ponderação foi que nós não podíamos perder a janela deste período de esforço concentrado. Em função da agenda intensa também que está sendo apreciada na Câmara, dificilmente essa matéria, sendo alterada aqui, teria tempo de ser votada nesta semana na Câmara", explicou Cid Gomes. A criação do Redata estava inicialmente prevista na Medida Provisória [(MP) 1.318/2025](https://www.congressonacional.leg.br/materias/medidas-provisorias/-/mpv/170521?ref=jornalopolo.com.br), que não foi votada pelo Congresso Nacional e acabou perdendo a validade. Para garantir a criação desses incentivos fiscais, o conteúdo foi apresentado como projeto de lei pelo ex-deputado José Guimarães (PT-CE), então líder do governo na Câmara, atualmente licenciado e no comando da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. Senadores comemoraram a aprovação do texto. > "O Brasil ganha muito com isso, não só imediatamente, com os novos negócios para o Brasil. É um momento muito importante para o país" disse o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). Teresa Leitão (PT-PE) elogiou um dispositivo do texto que destina ao Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente os recursos de eventuais multas aplicadas com base na lei. Ela registrou a presença no Plenário da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, para acompanhar a votação. > "O Brasil deve ser potência da economia digital, conciliando soberania tecnológica, desenvolvimento, sustentabilidade e segurança pública", concluiu a líder do governo. De acordo com o Ministério da Fazenda, o Brasil ainda depende de data centers de outros países: cerca de 60% dos dados e da inteligência artificial utilizadas no país são processadas no exterior. Os custos operacionais, influenciados pelos tributos, são um fator determinante, segundo a pasta. > "Essa dependência externa acarreta riscos severos de soberania nacional, latência \[demora\] nas comunicações críticas e perda de competitividade para as empresas brasileiras de base tecnológica. Sem data centers locais de alto desempenho, o Brasil corre o risco de tornar-se uma mera colônia digital de plataformas estrangeiras", alertou o relator. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Incentivo-para-instala----o-de-data-centers-no-Brasil----aprovado-pelo-Senado-2.jpg) Cid Gomes apresenta seu parecer na tribuna do Plenário | Foto: Agência Senado ### **Incentivos** O texto aprovado cria incentivos fiscais para estimular a instalação de data centers no país, principalmente os que tenham como foco a computação em nuvem e a inteligência artificial. Os incentivos incluem cinco anos de suspensão de tributos na compra de equipamentos. As contrapartidas das empresas incluem o uso de energia de fonte renovável (solar, eólica) ou de baixa emissão (hidrelétricas, biomassa, biogás). Como condição para ter acesso aos benefícios, as empresas também precisam estar em dia com os tributos federais. A entrada das empresas no Redata deverá ser autorizada pelo Ministério da Fazenda. A empresa beneficiada terá suspensão do Imposto de Importação, do PIS/Cofins, do PIS/Cofins-Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A suspensão será válida para a compra — dentro ou fora do Brasil — de componentes eletrônicos e outros produtos de tecnologias da informação e comunicação. A empresa que vender os equipamentos também poderá ser beneficiada pelo Redata, mas somente no caso dos produtos empregados na fabricação dos computadores a serem utilizados nos data centers. No caso do IPI, a suspensão não valerá para componentes eletrônicos e outros produtos de tecnologias da informação e comunicação que também sejam feitos na Zona Franca de Manaus (ZFM) e estejam listados pelo Poder Executivo. A intenção é preservar a vantagem competitiva da Zona Franca, que já conta com isenções. No caso do Imposto de Importação, a suspensão se aplica apenas aos produtos sem produção nacional equivalente. O texto aprovado na Câmara trazia a expressão “sem similar nacional”. A alteração, sugerida pelos senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM), busca harmonizar o texto com os parâmetros adotados pela Câmara de Comércio exterior (Camex). Após o cumprimento dos compromissos e entrega final dos produtos, a suspensão será convertida em isenção definitiva. ### **Obrigações** Podem participar do Redata os centros de processamento voltados à armazenagem, ao processamento e à gestão de dados e aplicações digitais, incluindo, entre outros: - computação em nuvem; - processamento de alto desempenho; - treinamento; - inferência (geração de respostas) por modelos de inteligência artificial. As empresas que quiserem participar do Redata devem assumir os seguintes compromissos, como contrapartidas: - direcionar ao mercado interno pelo menos 10% do fornecimento efetivo de processamento, armazenagem e tratamento de dados instalado; - atender a critérios de sustentabilidade, a serem definidos em regulamento; - honrar toda a demanda contratual de energia elétrica, com contratos de suprimento ou com autoprodução a partir de fontes limpas ou renováveis; - apresentar Índice de Eficiência Hídrica para resfriamento dos equipamentos igual ou inferior a 0,05 litro de água/kWh, medido anualmente; - fazer investimentos no país equivalentes a 2% do valor dos produtos comprados no mercado interno ou importados com o benefício fiscal. Um dispositivo incluído pela Câmara exige a publicação de relatório de sustentabilidade das instalações, com o índice de eficiência, as fontes de energia elétrica utilizadas e os demais indicadores de sustentabilidade. Pelo menos 10% dos serviços do data center beneficiado devem ser fornecidos ao mercado brasileiro. É proibido destinar essa cota para exportação ou uso próprio, mesmo alegando falta de demanda no Brasil. O objetivo é garantir o impacto direto dos incentivos fiscais na economia local e promover a soberania tecnológica. A empresa de data center poderá direcionar o processamento também a institutos de ciência e tecnologia (ICTs) ou ao poder público, para o desenvolvimento de políticas públicas, como o fomento a startups. As regras específicas serão definidas em regulamento. Outra opção para o cumprimento da exigência de 10% para o mercado interno é um investimento adicional em projetos de pesquisa. A proposta permite reduzir o direcionamento do processamento ao Brasil e o compromisso de investimento de 10% e 2% para, respectivamente, 8% e 1,6% caso a empresa se instale nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste, ou na área de abrangência das agências de desenvolvimento regional. O texto também determina que pelo menos 40% dos investimentos em projetos e programas de fomento à economia digital vão para essas regiões. ### **Punições** Se a empresa habilitada não cumprir os compromissos no prazo estipulado (exceto o direcionamento de processamento ao Brasil), deverá pagar os tributos suspensos com juros e multa de mora. Para a empresa vendedora dos equipamentos, a quitação de tributos deve ocorrer caso os equipamentos não sejam entregues ao data center. Já no caso de descumprimento da condição de direcionar 10% do fornecimento efetivo de processamento ao Brasil, o texto prevê a suspensão dos benefícios tributários em novas compras de equipamentos. Se, depois de 180 dias da notificação, a empresa não corrigir o procedimento, a suspensão será convertida automaticamente em cancelamento da habilitação. Os benefícios fiscais criados pelo Redata deverão ser objeto de acompanhamento e avaliação por dois ministérios: o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e o Ministério da Fazenda. ### **Emendas** No total, foram apresentadas ao texto 39 emendas. Os pedidos de alteração incluíam retirar a obrigatoriedade da exigência de uso de energia de fonte limpa ou renovável; incluir no texto regras sobre temas de outras leis, como a atualização do marco legal das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs); e incluir outras regiões entre as beneficiadas pela redução de compromissos. O relator recomendou a rejeição das emendas que, segundo ele, alteravam o mérito do texto, e das que introduziam temas estranhos, conhecidos como “jabutis”, e a aprovação de quatro emendas. Além da alteração na redação das regras para a suspensão do IPI, as emendas aceitas garantiram a preservação do acesso ao Redata para empresas já habilitadas no Regime Especial de Tributação para a Plataforma de Exportação de Serviços de Tecnologia da Informação (Repes) e a substituição do termo “limpa” por “de baixa emissão” na parte que exigia como contrapartida das empresas o uso de “energia limpa ou renovável”. Resumo redes: Projeto de Lei cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), que beneficia empresas com a suspensão do Imposto de Importação, do PIS/Cofins, do PIS/Cofins-Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). ### Suframa aprova produção de filé de peixe ligada à Juruá Pescados em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/suframa-aprova-producao-de-file-de-peixe-ligada-a-jurua-pescados-em-manaus/ Last updated: 2026-09-02T13:14:17.000Z A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) aprovou a atualização do projeto industrial da Processadora de Produtos Amazônicos Ltda., empresa que atua no beneficiamento de pescados em Manaus e está ligada comercialmente à marca Juruá Pescados. A Portaria Suframa nº 2.718, publicada nesta segunda-feira (1º), autoriza a produção de filé de peixe. O projeto foi classificado pela Suframa como “atualização”, e não como “implantação”, o que significa que a autorização alcança uma operação industrial que já existe. A empresa possui unidade licenciada em Manaus para atividades como beneficiamento, empacotamento, classificação, armazenamento e envasamento de alimentos. O endereço registrado no Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), na rua Altemar Dutra, no bairro Tancredo Neves, aparece identificado como Juruá Pescados. A atividade industrial envolve etapas que vão desde o recebimento e a limpeza do pescado até o corte, preparação do filé, embalagem, conservação e armazenamento. A unidade já possui licença ambiental para beneficiamento, congelamento, classificação, empacotamento e armazenamento de alimentos. O filé de peixe, no entanto, já aparecia nos planos industriais da companhia. Em março deste ano, o Governo do Amazonas incluiu a classificação fiscal NCM 0304.81.00 no incentivo estadual concedido à Processadora de Produtos Amazônicos para a fabricação de “carne de peixe sem espinha”. A nova portaria acrescenta agora a aprovação da Suframa para a fabricação de filé de peixe dentro do regime federal de incentivos da Zona Franca. Nesse tipo de projeto, o Processo Produtivo Básico (PPB) funciona de maneira diferente do observado em segmentos tradicionais do Polo Industrial de Manaus (PIM), como eletroeletrônicos ou motocicletas. O PPB é o conjunto mínimo de etapas ou requisitos que uma empresa precisa cumprir para ter acesso aos incentivos da Zona Franca. Para determinados produtos ligados à biodiversidade e ao setor de alimentos, as regras consideram a utilização predominante de matérias-primas originárias da Amazônia Ocidental ou do Amapá, inclusive de origem pesqueira. A Juruá Pescados também aparece na rede Origens Brasil, iniciativa que conecta empresas a cadeias produtivas ligadas a populações tradicionais da Amazônia. Segundo a plataforma, a empresa compra pirarucu manejado por comunidades extrativistas da região do Solimões. Nesse modelo, o pescado pode passar por etapas de beneficiamento, corte, congelamento e embalagem ainda no Amazonas, antes de seguir para distribuição e venda. Aberta em Manaus em 2020, a Processadora de Produtos Amazônicos tem como atividade registrada em sua matriz o comércio atacadista de pescados e frutos do mar e capital social informado de R$ 2,25 milhões. A operação também está ligada a outras frentes de produtos amazônicos. A Cocar & Co., que apresenta a Juruá Pescados em seu portfólio, se define como uma empresa nascida em Manaus e voltada a marcas próprias, parcerias e distribuição de alimentos e bebidas. Além da Juruá, o portfólio divulgado inclui marcas como Uatumã, Panaí e DoRio, além da distribuição de produtos de outras regiões. A Processadora de Produtos Amazônicos também abriu, em fevereiro de 2026, uma filial em Itacoatiara com o nome fantasia PPA Extratos Amazônicos. A unidade foi registrada para atividades que incluem fabricação de produtos alimentícios, conservas e sucos de frutas, ampliando a atuação da companhia para além do pescado. Resumo redes: Projeto atualiza operação já existente. Regras do setor favorecem matérias-primas de origem pesqueira da Amazônia. ### STJ julga nesta quinta se PIS/Cofins-Importação deve incidir sobre produtos destinados à Zona Franca de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/stj-julga-nesta-quinta-se-pis-cofins-importacao-deve-incidir-sobre-produtos-destinados-a-zona-franca-de-manaus/ Last updated: 2026-09-02T12:50:47.000Z O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem pautado para esta quinta-feira (3) o julgamento do Tema 1244, que vai definir se há cobrança de PIS-Importação e Cofins-Importação sobre bens e mercadorias vindos do exterior e destinados ao consumo interno ou à industrialização na Zona Franca de Manaus (ZFM). O julgamento é feito pelo sistema de recursos repetitivos, usado quando vários processos discutem a mesma questão jurídica, para que o tribunal estabeleça um entendimento a ser seguido em casos semelhantes. PIS-Importação e Cofins-Importação são contribuições federais cobradas na entrada de produtos estrangeiros no Brasil. A discussão no STJ é se esses tributos também devem ser exigidos quando a mercadoria tem como destino a Zona Franca, área que possui um regime tributário próprio criado para estimular a atividade econômica e industrial na região. Até agora, o entendimento predominante no STJ vinha sendo desfavorável aos contribuintes nessa discussão. Um dos argumentos das empresas era o de que os benefícios concedidos às importações feitas pela Zona Franca deveriam alcançar também PIS e Cofins. A Corte, porém, vinha adotando uma leitura mais restrita do Decreto-Lei nº 288, de 1967, que criou o modelo da ZFM. Como o texto menciona expressamente a isenção do Imposto de Importação (II) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o tribunal entendia que o benefício não poderia ser automaticamente ampliado para outros tributos. Outro argumento usado pelos contribuintes tem como base o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT), tratado internacional que prevê tratamento tributário equivalente entre produtos nacionais e importados de países signatários. A tese é de que um produto estrangeiro não deveria receber tratamento fiscal menos favorável do que um produto nacional semelhante. O STJ, entretanto, vinha entendendo que a cobrança de PIS/Cofins-Importação não representava a mesma situação da tributação aplicada às operações internas. O cenário ganhou um elemento novo em junho de 2025, quando o próprio STJ julgou o Tema 1239\. Naquele caso, a discussão era sobre PIS e Cofins em operações realizadas dentro da Zona Franca, envolvendo comércio e prestação de serviços. A Corte afastou a cobrança e adotou uma interpretação mais ampla dos incentivos da ZFM, levando em conta não apenas a redação literal das regras, mas também a finalidade constitucional do modelo, criado para reduzir desigualdades regionais e estimular o desenvolvimento da Amazônia. Esse entendimento passou a ter peso na discussão do Tema 1244 porque os dois casos envolvem dispositivos do mesmo Decreto-Lei nº 288/1967\. No Tema 1239, o STJ analisou o artigo 4º, que trata da entrada na Zona Franca de mercadorias enviadas de outras partes do Brasil. O tribunal entendeu que a equiparação dessas operações a exportações poderia alcançar situações que não aparecem de forma expressa no texto legal, como a venda de mercadorias nacionalizadas e a prestação de serviços. Já o Tema 1244 envolve principalmente o artigo 3º do mesmo decreto, que trata da entrada de mercadorias estrangeiras na Zona Franca. Nas decisões anteriores que deram origem ao julgamento repetitivo, o STJ adotou uma interpretação mais restrita e considerou que a isenção prevista para Imposto de Importação e IPI não poderia ser estendida automaticamente ao PIS/Cofins-Importação. A discussão também passa por outros dispositivos do Decreto-Lei nº 288\. O artigo 1º define a Zona Franca de Manaus como uma área de livre comércio de importação e exportação, enquanto o artigo 6º estabelece regras para mercadorias estrangeiras que depois sejam enviadas para comercialização no restante do país. Esses dispositivos são usados no debate sobre a forma como o regime tributário da Zona Franca deve ser interpretado como um todo. Outro ponto do julgamento será a relação entre o Tema 1244 e o entendimento firmado no Tema 1239\. O Código Tributário Nacional (CTN), em seu artigo 111, estabelece que normas que concedem isenção tributária devem ser interpretadas literalmente. No julgamento de 2025, porém, o STJ considerou também a finalidade constitucional dos incentivos da Zona Franca, prevista no artigo 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), que preserva o regime especial da região. Resumo redes: PIS-Importação e Cofins-Importação são contribuições federais cobradas na entrada de produtos estrangeiros no Brasil. A discussão no STJ é se esses tributos também devem ser exigidos quando a mercadoria tem como destino a Zona Franca, que possui um regime tributário próprio criado para estimular a atividade econômica e industrial na região. ### Sudam autoriza Britânia, Copag e Rio Negro Ambiental a reinvestir 30% do IRPJ em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/sudam-autoriza-britania-copag-e-rio-negro-ambiental-a-reinvestir-30-do-irpj-em-manaus/ Last updated: 2026-09-02T12:33:41.000Z A Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) autorizou três empresas instaladas em Manaus a reinvestirem 30% do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) em suas próprias operações. Foram contempladas a Britânia Componentes Eletrônicos, a Copag da Amazônia e a Rio Negro Ambiental, Captação, Tratamento e Distribuição de Águas. Na prática, o benefício permite que parte do Imposto de Renda que seria recolhido pelas empresas seja destinada a investimentos aprovados pela Sudam. Os recursos devem ser aplicados em projetos de modernização ou na compra e complementação de equipamentos. A autorização foi formalizada pela [Resolução da Diretoria Colegiada da Sudam nº 1.913](https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-dicol/sudam-n-1.913-de-28-de-agosto-de-2026-729402203?ref=jornalopolo.com.br), de 28 de agosto de 2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU). A Copag da Amazônia recebeu autorização para utilizar o incentivo na complementação de equipamentos. O pedido é referente ao ano-calendário de 2023, ou seja, ao período usado como base para o cálculo do imposto devido pela empresa naquele ano. A Britânia Componentes Eletrônicos também teve aprovado um projeto para complementação de equipamentos, neste caso referente ao ano-calendário de 2024. Para a Rio Negro Ambiental, Captação, Tratamento e Distribuição de Águas, a autorização está ligada a um projeto de modernização e tem como referência o ano-calendário de 2021\. A empresa atua na captação, tratamento e distribuição de água. Os três pedidos passaram por análise da Sudam antes da aprovação pela Diretoria Colegiada (Dicol), grupo formado pelos dirigentes responsáveis pelas decisões da autarquia. O reinvestimento de 30% do IRPJ é um dos incentivos fiscais administrados pela Sudam para estimular investimentos em empresas localizadas na área de atuação da instituição. A Sudam é uma autarquia do governo federal responsável por políticas de desenvolvimento regional na Amazônia Legal. A aprovação não significa que o governo federal esteja transferindo diretamente dinheiro às empresas. O mecanismo permite que uma parcela do Imposto de Renda devido seja destinada a investimentos dentro da própria companhia, desde que o projeto cumpra as regras estabelecidas para o benefício. A resolução tem como base a Lei Complementar nº 124, de 2007, o Decreto nº 11.230, de 2022, e normas internas da Sudam. Pelas regras, os recursos obtidos por meio do incentivo devem ser direcionados a investimentos previstos nos projetos aprovados, como máquinas, equipamentos e outros ativos utilizados pelas empresas. A decisão foi assinada pelo superintendente da Sudam, Paulo Roberto Galvão da Rocha, e pelos diretores Wilson Luiz Alves Ferreira, responsável pela área de Gestão de Fundos, Incentivos e de Atração de Investimentos; Aharon Alcolumbre, da área de Promoção do Desenvolvimento Sustentável; e Aline Dias Rossy, da área de Administração. As empresas também precisam comprovar a aplicação dos recursos conforme os projetos aprovados. Caso as condições exigidas não sejam cumpridas, o benefício pode ser cancelado e os valores podem ter de ser devolvidos ao Tesouro Nacional. Resumo redes: Copag e Britânia terão recursos voltados à complementação de equipamentos, enquanto a Rio Negro Ambiental recebeu aval para modernizar a operação. ### DIÁRIO DO POLO - 02/09/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/zona-franca-pim-taxa-seca-logistica-02-09-2026/ Last updated: 2026-09-02T11:33:12.000Z ## Zona Franca e Po­lí­tica - **Olá! Como editor do Diário do Polo, já in­cor­po­rei todas as di­re­tri­zes e o his­tó­rico de co­ber­tura para ga­ran­tir o rigor técnico e a re­le­vân­cia es­tra­té­gica que o nosso público exige.** Este com­pro­misso é fun­da­men­tal para os exe­cu­ti­vos do Polo In­dus­trial de Manaus (PIM), ges­to­res da Suframa e li­de­ran­ças de en­ti­da­des como FIEAM e CIEAM, que de­pen­dem de in­for­ma­ções pre­ci­sas para a con­du­ção de seus ne­gó­cios em um momento de tran­si­ção tri­bu­tá­ria e de­sa­fios lo­gís­ti­cos severos. Por que importa: A con­so­li­da­ção desse fluxo in­for­ma­tivo as­se­gura que as de­ci­sões es­tra­té­gi­cas da in­dús­tria e do poder público no Ama­zo­nas sejam fun­da­men­ta­das em dados fac­tu­ais, pro­te­gendo a com­pe­ti­ti­vi­dade do modelo Zona Franca diante de os­ci­la­ções re­gu­la­tó­rias e pres­sões po­lí­ti­cas na­ci­o­nais. **Leia no O Polo ↗** O cenário po­lí­tico e ad­mi­nis­tra­tivo da Zona Franca de Manaus entra em um mês de se­tem­bro de­ci­sivo, marcado por uma vi­gi­lân­cia técnica re­do­brada. A co­mu­ni­dade de ne­gó­cios e as en­ti­da­des de classe, ca­pi­ta­ne­a­das pela FIEAM e pelo CIEAM, mo­ni­to­ram aten­ta­mente a ar­ti­cu­la­ção direta entre o governo do Ama­zo­nas e o governo federal para a pu­bli­ca­ção de­fi­ni­tiva dos de­cre­tos que re­gu­la­men­tam a ma­nu­ten­ção dos in­cen­ti­vos fiscais. O ponto focal é a ga­ran­tia da alí­quota zero do Imposto sobre Pro­du­tos In­dus­tri­a­li­za­dos (IPI) para itens fa­bri­ca­dos no polo, um me­ca­nismo que a Suframa defende como es­sen­cial para equi­li­brar o chamado *Custo Ama­zo­nas*. Este custo, agra­vado pelas di­fi­cul­da­des lo­gís­ti­cas sa­zo­nais, exige uma com­pen­sa­ção tri­bu­tá­ria robusta para que os pro­du­tos de Manaus cheguem com­pe­ti­ti­vos aos grandes centros con­su­mi­do­res do Sudeste e Sul. Para a in­dús­tria ins­ta­lada no PIM, a clareza sobre esses me­ca­nis­mos de com­pen­sa­ção fiscal é o que permite o pla­ne­ja­mento de longo prazo e a se­gu­rança ju­rí­dica ne­ces­sá­ria para novos aportes. A atuação da Suframa na análise técnica dos Pro­ces­sos Pro­du­ti­vos Básicos (PPBs) e a re­gu­la­ri­dade das reu­niões do Con­se­lho de Ad­mi­nis­tra­ção da Suframa (CAS) per­ma­ne­cem como os pilares de sus­ten­ta­ção para a con­fi­ança das mul­ti­na­ci­o­nais, es­pe­ci­al­mente nos setores de ele­tro­e­le­trô­ni­cos e duas rodas. Em Bra­sí­lia, a pri­o­ri­dade máxima con­ti­nua sendo o acom­pa­nha­mento dos des­do­bra­men­tos da reforma tri­bu­tá­ria. A tran­si­ção para o novo modelo de im­pos­tos sobre o consumo exige que o ecos­sis­tema eco­nô­mico ama­zo­nense se man­te­nha coeso para ga­ran­tir que a ex­cep­ci­o­na­li­dade da Zona Franca de Manaus, pre­vista cons­ti­tu­ci­o­nal­mente, seja ple­na­mente res­pei­tada na re­gu­la­men­ta­ção in­fra­cons­ti­tu­ci­o­nal. --- ## Co­mér­cio e Câmbio | In­di­ca­dor | Valor | Va­ri­a­ção | | --------------------- | ----------- | ----------- | | PTAX USD/BRL (Compra) | R$ 5,16 | 0,00% | | PTAX USD/BRL (Venda) | R$ 5,16 | 0,00% | | USD/BRL (Spot) | R$ 5,16 | 0,00% | | EUR/BRL (Spot) | R$ 6,01 | 0,00% | | SELIC | 14,00% a.a. | estável | O mercado fi­nan­ceiro en­cer­rou as ope­ra­ções de ontem com uma es­ta­bi­li­dade notável nas co­ta­ções de fe­cha­mento do dólar spot e da PTAX, ambos fixados em R$ 5,16\. Este patamar oferece uma janela técnica de pre­vi­si­bi­li­dade para os de­par­ta­men­tos de su­pri­men­tos das in­dús­trias de Manaus, que operam com um fluxo intenso de im­por­ta­ção de com­po­nen­tes crí­ti­cos da Ásia e Europa. Para os fa­bri­can­tes de mo­to­ci­cle­tas e ele­trô­ni­cos, a ma­nu­ten­ção da moeda nesse nível auxilia na mi­ti­ga­ção de va­ri­a­ções bruscas nos custos diretos de pro­du­ção em um momento de for­ma­ção de es­to­ques para o fim de ano. Contudo, o custo fi­nan­ceiro total da ope­ra­ção per­ma­nece em pa­ta­ma­res res­tri­ti­vos devido à taxa Selic mantida em 14% ao ano. Para o PIM, juros altos re­pre­sen­tam uma pressão con­tí­nua sobre as margens ope­ra­ci­o­nais, uma vez que o longo tempo de trân­sito lo­gís­tico para o Ama­zo­nas, muitas vezes su­pe­rior a 40 dias, exige o car­re­ga­mento de in­ven­tá­rios mais caros, de­man­dando uma gestão de caixa ex­tre­ma­mente efi­ci­ente por parte das cor­po­ra­ções para evitar a erosão da ren­ta­bi­li­dade. --- ## O Que Muda Para o Ama­zo­nas - **Es­ta­bi­li­dade de Im­por­ta­ção.** A ma­nu­ten­ção do dólar spot em R$ 5,16 permite que as in­dús­trias de ele­tro­e­le­trô­ni­cos es­ta­bi­li­zem seus custos de im­por­ta­ção de com­po­nen­tes crí­ti­cos, fa­vo­re­cendo a for­ma­ção de preços para o varejo no qua­dri­mes­tre final de 2026 e re­du­zindo o risco de re­a­jus­tes ime­di­a­tos. - **Custo Lo­gís­tico Exor­bi­tante.** A so­bre­taxa de seca de US$ 4,6 mil por con­têi­ner, anun­ci­ada por ar­ma­do­res como a Maersk, re­pre­senta um impacto fi­nan­ceiro ime­di­ato no custo de chegada de ma­té­rias-primas no porto de Manaus, re­du­zindo a ren­ta­bi­li­dade das fá­bri­cas que não possuem con­tra­tos de frete pro­te­gi­dos. - **Pressão Tri­bu­tá­ria no Simples.** O prazo final de se­tem­bro para as em­pre­sas do Simples Na­ci­o­nal de­ci­di­rem sobre o regime de re­co­lhi­mento tri­bu­tá­rio impõe uma ne­ces­si­dade urgente de con­sul­to­ria con­tá­bil para os for­ne­ce­do­res locais, visando manter a com­pe­ti­ti­vi­dade na cadeia de su­pri­men­tos que atende as grandes mon­ta­do­ras do PIM. - **Consumo de Bens Du­rá­veis.** A taxa Selic em 14% ao ano con­ti­nua res­trin­gindo se­ve­ra­mente o acesso ao crédito para o consumo, o que pode frear o ritmo de pedidos para as fá­bri­cas de mo­to­ci­cle­tas e con­di­ci­o­na­do­res de ar ins­ta­la­das no Dis­trito In­dus­trial, afe­tando o volume de pro­du­ção do próximo ciclo. - **Pre­vi­si­bi­li­dade de Es­co­a­mento.** O avanço nas dis­cus­sões sobre a in­fra­es­tru­tura da BR-319 e as obras de pa­vi­men­ta­ção si­na­li­zam uma melhora futura na pre­vi­si­bi­li­dade de es­co­a­mento ter­res­tre; no curto prazo, a de­pen­dên­cia crítica das hi­dro­vias exige mo­ni­to­ra­mento diário dos níveis dos rios pela ANTAQ e em­pre­sas para evitar paradas de linha por falta de insumos. --- ## Fe­cha­mento A eco­no­mia do Ama­zo­nas inicia este ciclo de se­tem­bro em um estado de equi­lí­brio cau­te­loso e vi­gi­lante. Se, por um lado, a es­ta­bi­li­dade cambial recente e o anúncio de novos in­ves­ti­men­tos via Codam, que somam mais de R$ 1 bilhão, for­ta­le­cem a base in­dus­trial e a con­fi­ança do em­pre­sa­ri­ado, por outro, os custos ex­tra­or­di­ná­rios gerados pela es­ti­a­gem severa e a ma­nu­ten­ção dos juros em pa­ta­ma­res ele­va­dos testam a re­si­li­ên­cia fi­nan­ceira das cor­po­ra­ções. A ca­pa­ci­dade de adap­ta­ção lo­gís­tica das trans­por­ta­do­ras e a vi­gi­lân­cia ins­ti­tu­ci­o­nal sobre as mu­dan­ças tri­bu­tá­rias em Bra­sí­lia serão os fatores de­ter­mi­nan­tes para que o Polo In­dus­trial de Manaus encerre o ano com re­sul­ta­dos ope­ra­ci­o­nais po­si­ti­vos. A união entre o rigor in­for­ma­tivo e a defesa es­tra­té­gica do modelo Zona Franca per­ma­nece como a melhor di­re­triz para navegar os de­sa­fios deste cenário eco­nô­mico re­gi­o­nal com­plexo. Bom dia e bons ne­gó­cios. --- O Polo Acom­pa­nhe o Polo In­dus­trial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo In­dus­trial de Manaus, no­tí­cias e aná­li­ses sobre a in­dús­tria, a Zona Franca e a eco­no­mia do Ama­zo­nas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### Ipaam e Circula Brain fecham acordo para ampliar coleta de eletrônicos no Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/ipaam-e-circula-brain-fecham-acordo-para-ampliar-coleta-de-eletronicos-no-amazonas/ Last updated: 2026-09-02T01:53:05.000Z O Amazonas deu, nesta terça-feira (1º), um novo passo para ampliar a logística reversa de resíduos eletroeletrônicos. O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e a Circula Brain Plataforma Tecnológica de Economia Circular S/A assinaram, em Manaus, um acordo de cooperação com vigência de cinco anos para expandir os pontos de coleta, fortalecer estruturas já existentes e rastrear o caminho percorrido pelos equipamentos descartados até a destinação final. Segundo a Circula Brain, o Estado conta atualmente com 147 pontos de descarte de eletroeletrônicos distribuídos pelos 62 municípios. O acordo prevê a implantação de novos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) e a ampliação da estrutura física em municípios como Manaus, Coari, Itacoatiara, Manacapuru, Maués, Parintins, Tabatinga e Tefé. A população poderá utilizar os locais para entregar equipamentos como celulares, computadores, impressoras, televisores, geladeiras e máquinas de lavar. Durante a assinatura, o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, classificou a iniciativa como “algo histórico”. Ele destacou a criação da Gerência de Resíduos Sólidos do instituto e defendeu uma aproximação maior entre o órgão ambiental e os municípios para ampliar ações de monitoramento, fiscalização e orientação. Picanço também anunciou que os Centros Multifuncionais do Estado serão disponibilizados para funcionar como pontos de coleta, medida voltada principalmente às áreas do interior com menor acesso a estruturas especializadas. A assessora técnica da Gerência de Resíduos Sólidos do Ipaam, Mayara Barbosa, afirmou que o acordo representa uma nova etapa da política de logística reversa no Estado. Segundo ela, o Amazonas foi o primeiro estado da Região Norte a regulamentar o tema, por meio do Decreto nº 5.890, de 2024\. “Esse é o início de uma construção conjunta”, afirmou. Mayara ressaltou ainda que a expansão dos pontos precisará ser acompanhada de ações para informar a população sobre a localização das estruturas e a maneira correta de descartar os equipamentos. O fundador e CEO da Circula Brain, Marcus Oliveira, chamou atenção para o tamanho do problema no país. De acordo com os dados apresentados por ele, o Brasil gera cerca de 2,4 milhões de toneladas de resíduos eletroeletrônicos por ano, enquanto menos de 5% são formalmente reciclados. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Ipaam-e-Circula-Brain-fecham-acordo-para-ampliar-coleta-de-eletr--nicos-no-Amazonas-2.jpg) Gustavo Picanço, diretor-presidente do Ipaam, e Marcus Oliveira, CEO da Circula Brain | Foto: Divulgação Esses equipamentos podem concentrar materiais com valor econômico, como ouro, prata, cobre e alumínio, mas também substâncias potencialmente contaminantes que podem provocar impactos ambientais quando descartadas de maneira inadequada. Ao defender a recuperação desses materiais e a redução da necessidade de extração de novas matérias-primas, Oliveira afirmou: “Quanto mais a gente recicla, mais importante é”. Parte dessa lógica envolve fazer com que materiais retirados dos equipamentos descartados possam voltar à cadeia produtiva, em vez de seguirem para destinações inadequadas. A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) também participou da solenidade, representada pelo vice-presidente Nelson Azevedo e pela chefe de Gabinete Corporativo do Sistema Fieam, Renée Veiga. Para Marcus Oliveira, a participação da entidade é estratégica para aproximar o projeto das empresas instaladas no Estado. > “A presença da Fieam aqui é fundamental para aproximar a indústria das soluções de gestão e destinação correta de resíduos. A Circula Brain apoia as empresas locais no cumprimento de suas responsabilidades ambientais, contribuindo para que esses materiais tenham uma destinação adequada e retornem à cadeia produtiva sempre que possível”, disse. O acompanhamento desse percurso será feito com apoio da tecnologia. A plataforma da Circula Brain permite monitorar etapas como coleta, transporte, processamento e destinação final, além de reunir informações sobre os resíduos e os documentos que comprovam sua movimentação. A empresa informou ainda que mantém cerca de 17 mil pontos de entrega no país, além de uma rede de recicladores homologados. Em 2025, segundo a companhia, a plataforma acompanhou mais de 77 mil toneladas de resíduos eletroeletrônicos reciclados no Brasil. Para o consumidor, o descarte será gratuito e equipamentos menores, com até 30 quilos, poderão ser levados diretamente aos pontos de entrega. No caso de itens maiores, como geladeiras e máquinas de lavar, haverá a possibilidade de solicitar coleta domiciliar. A localização dos pontos e as orientações sobre o procedimento correto poderão ser consultadas no [site da Circula Brain](https://circulare.com.br/como-descartar-eletronicos/?ref=jornalopolo.com.br). O acordo também inclui campanhas de comunicação e educação ambiental e o Projeto Multiplicadores Circulares, que prevê a formação on-line de agentes para disseminar informações sobre reciclagem de eletroeletrônicos em escolas, condomínios, empresas, municípios e comunidades. A estratégia busca combinar a expansão física da rede com ações para aumentar o conhecimento da população sobre a destinação correta desses resíduos. Apesar do avanço, Mayara Barbosa afirmou que a estrutura ainda precisa crescer para consolidar a logística reversa no Amazonas. “Nós temos muito mais a caminhar do que caminhado”, resumiu. A expectativa dos parceiros é tornar o descarte de equipamentos eletrônicos mais acessível no Estado e aumentar o reaproveitamento de materiais que possam retornar à cadeia produtiva. Resumo redes: Estado já conta com 147 pontos de descarte nos 62 municípios; Acordo prevê novos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), rastreamento dos resíduos e coleta gratuita para a população. ### Super Nova Era alcança R$ 3,2 bilhões em vendas, sobe 26 posições em ranking e anuncia novas lojas URL: https://www.jornalopolo.com.br/super-nova-era-alcanca-r-3-2-bilhoes-em-vendas-sobe-26-posicoes-em-ranking-e-anuncia-novas-lojas/ Last updated: 2026-09-02T01:10:02.000Z O Super Nova Era colocou R$ 840 milhões a mais em vendas na conta em apenas um ano. O faturamento considerado pelo Ranking TOP 300 do Varejo Brasileiro 2026, do Instituto Retail Think Tank (IRTT), passou de R$ 2,415 bilhões em 2024 para R$ 3,255 bilhões em 2025, crescimento de 35%. Com o salto, a empresa passou da 101ª para 75ª posição entre as 300 maiores varejistas do Brasil, avanço de 26 posições. A diferença fica ainda mais evidente quando o resultado é colocado ao lado do conjunto das grandes empresas do setor. Entre as 227 varejistas do ranking que possuem números comparáveis nos dois anos, as vendas cresceram 8,6% em 2025\. O Super Nova Era avançou mais de quatro vezes esse percentual e terminou na quinta posição da lista das empresas que mais aumentaram as vendas no país, atrás apenas de Alife Nino, Flex Atacarejo, Obramax (as três de São Paulo) e Espaço Smart (do Paraná). Na Região Norte, o Super Nova Era foi a varejista que mais cresceu. Além disso, o IRTT contabiliza 39 lojas do Super Nova Era em 2025, ante 25 no ano anterior, uma diferença de 14 unidades e expansão de 56% na base considerada pelo instituto. O quadro de funcionários, por sua vez, passou de 3.908 para 4.974 pessoas. São 1.066 trabalhadores a mais em um ano, alta de 27%, percentual que colocou a empresa na 14ª posição nacional entre as varejistas que mais aumentaram proporcionalmente o número de funcionários. Parte das mudanças ocorridas durante o ano pode ser vista em Manaus. Em maio de 2025, cinco unidades que operavam com a bandeira Atack passaram oficialmente a funcionar como Super Nova Era. Com a conversão, as lojas receberam a identidade da rede e serviços como self-checkout, comércio eletrônico, cashback e entrega em domicílio. O avanço de 2025 também ocorreu em um ano no qual o varejo brasileiro cresceu de forma mais moderada. As 300 maiores empresas reunidas pelo IRTT movimentaram R$ 1,3 trilhão. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Super-Nova-Era-adiciona-R--840-milh--es-em-vendas--sobe-26-posi----es-em-ranking-e-anuncia-novas-lojas-1.jpeg) Foto: Reprodução/Internet ### Novas lojas O ano virou, mas os projetos de abertura de lojas continuaram. Em agosto de 2026, o Grupo Nova Era confirmou que prepara duas unidades do Super Nova Era no interior do Amazonas, uma em Manacapuru e outra em Itacoatiara. As datas de inaugurações ainda serão informadas. Já em Porto Velho (RO), o grupo adquiriu três pontos comerciais das redes Aramix e Arasuper. Dois serão convertidos para a bandeira Super Nova Era: a unidade da Aramix e a Arasuper localizada na avenida Jorge Teixeira. A outra Arasuper, na avenida Prefeito Chiquilito Erse, dará lugar ao primeiro Pátio Gourmet de Rondônia. A integração está sendo feita de forma gradual. Os novos projetos chegam no ano em que o Grupo Nova Era completa 45 anos. A trajetória começou em 1981, em Ji-Paraná, Rondônia, com o Mercantil Nova Era. Em 1997, a empresa passou a atuar na distribuição de produtos no Amazonas e em Roraima e, no ano seguinte, inaugurou o Mercantil Nova Era em Manaus. A bandeira Super Nova Era entrou na operação de varejo em 2011; o Pátio Gourmet veio três anos depois, em 2014. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Super-Nova-Era-adiciona-R--840-milh--es-em-vendas--sobe-26-posi----es-em-ranking-e-anuncia-novas-lojas-3.png) Foto: Manaus Online ### Grupo Nova Era possui outras operações Hoje, o grupo Nova Era informa reunir negócios em diferentes formatos, dentro e fora do varejo alimentar. Além do Super Nova Era, sua principal bandeira de atacarejo, estão nessa estrutura o Pátio Gourmet, voltado ao segmento premium, e a Lutti by Pátio Gourmet, formato de mercados compactos e autônomos. A companhia também atua na logística frigorificada por meio da Nova Era Super Frios, enquanto o restaurante Marimari ampliou a presença do grupo no segmento de alimentação. Fora das lojas, o TeuCard funciona como braço financeiro do grupo, com cartão próprio aceito nas unidades Nova Era e Pátio Gourmet. Já o Zeuss concentra o programa de relacionamento e cashback e chegou a aproximadamente 1,5 milhão de cadastros, segundo dados divulgados em agosto deste ano. Outra frente é a Granbon, marca própria que já reúne produtos como arroz, feijão, macarrão, temperos, polpas de frutas, itens de limpeza e alimentação pet e tem planos de avançar para novas categorias. No ano de 2025, o grupo inaugurou em Manaus a TG Foods, instalada em uma área de 3,3 mil metros quadrados. A indústria concentra a produção de panificação, confeitaria, salgados, chocolates, frios, carnes, água de coco e molhos para abastecer as operações do grupo. Somente nas linhas de panificação e confeitaria, a capacidade informada na inauguração saltou de 90 para 250 toneladas por mês. Em agosto de 2026, a produção total da fábrica já era informada em cerca de 10 toneladas de alimentos por dia. A operação industrial também recebeu novos projetos depois da inauguração. Em janeiro de 2026, decreto do Governo do Amazonas concedeu à TG Foods incentivos fiscais para a fabricação de embutidos cárneos e queijos interfolhados com atmosfera modificada. O projeto de diversificação havia passado pelo Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) em outubro de 2025 e recebeu crédito-estímulo de ICMS de 30%. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/TG-FOOD-NOVA-ERA.png) Operação na TG Food | Foto: Reprodução/Internet ### Outros rankings O salto registrado pelo IRTT também aparece, com recortes próprios, em outros levantamentos nacionais divulgados em 2026\. Um deles é o Ranking ABRAS 2026, da Associação Brasileira de Supermercados. Nele, o Mercantil Nova Era aparece na 35ª posição entre as maiores empresas do varejo alimentar brasileiro, com faturamento de R$ 3,255 bilhões em 2025\. A companhia aparece como nova participante em relação à edição anterior do levantamento. No Ranking ABAAS, elaborado pela Associação Brasileira dos Atacarejos, o Grupo Mercantil Nova Era ocupa a 20ª posição em 2026, com faturamento apresentado de forma arredondada em R$ 3,3 bilhões. Na edição anterior, referente a 2024, a empresa estava em 21º lugar, com R$ 2,4 bilhões. Os dados mostram o avanço de uma colocação dentro do levantamento específico do atacarejo. Outro retrato vem do Ranking Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (ABAD), juntamente à NielsenIQ, de 2026, voltado ao atacado distribuidor. Na tabela geral dos respondentes, o Mercantil Nova Era aparece em 14º lugar no Brasil, com faturamento de R$ 3,255 bilhões em 2025, ante R$ 2,415 bilhões no ano anterior. O levantamento informa que 93% do faturamento da companhia está ligado à modalidade de atacado de autosserviço. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Super-Nova-Era-adiciona-R--840-milh--es-em-vendas--sobe-26-posi----es-em-ranking-e-anuncia-novas-lojas-2.webp) Foto: Divulgação Resumo redes: Rede fechou 2025 com R$ 3,255 bilhões em vendas e avançou para a 75ª posição entre as maiores varejistas do país, segundo o IRTT; Expansão inclui Manacapuru e Itacoatiara (AM), além de novas operações em Porto Velho (RO). ### Samsung quer levar data centers de IA para o mar e já projeta estruturas de 200 MW URL: https://www.jornalopolo.com.br/samsung-quer-levar-data-centers-de-ia-para-o-mar-e-ja-projeta-estruturas-de-200-mw/ Last updated: 2026-09-01T21:24:49.000Z A Samsung Heavy Industries, uma das maiores fabricantes de navios e estruturas offshore da Coreia do Sul, está desenvolvendo data centers flutuantes capazes de abrigar infraestrutura de inteligência artificial em plataformas marítimas. A empresa começou com um projeto de 50 megawatts e, no início de agosto, recebeu da American Bureau of Shipping (ABS) uma aprovação preliminar para um modelo quatro vezes maior, de 200 MW, escala já compatível com grandes operações de hyperscalers. O projeto tenta responder a alguns dos principais gargalos criados pela expansão da inteligência artificial: disponibilidade de energia, necessidade crescente de refrigeração e dificuldade para encontrar locais com infraestrutura suficiente para receber grandes instalações. A proposta da Samsung é transferir parte dessa estrutura para o mar, utilizando água oceânica no sistema de resfriamento e incorporando geração própria de energia à plataforma. O primeiro modelo, de 50 MW, já havia recebido em abril uma *Approval in Principle (AiP)* da ABS e da britânica Lloyd's Register. A certificação representa uma validação inicial da viabilidade técnica do conceito, mas não significa que a unidade esteja pronta para construção. Em agosto, a Samsung e a ABS avançaram para uma análise mais detalhada desse projeto, enquanto o modelo de 200 MW recebeu sua primeira aprovação preliminar. A mudança de escala ocorre em um momento de forte aumento no consumo elétrico dos data centers. A Agência Internacional de Energia estima que essas instalações consumiram cerca de 485 terawatts-hora (TWh) em 2025 e podem chegar a aproximadamente 950 TWh em 2030\. A demanda associada especificamente à inteligência artificial deve crescer ainda mais rapidamente, pressionada pela concentração cada vez maior de chips de alta potência nos servidores. No conceito da Samsung, a própria água do mar seria utilizada para retirar o calor produzido pelos equipamentos por meio de sistemas de troca térmica, sem contato direto da água salgada com os servidores. A plataforma também poderá contar com geração própria de eletricidade, reduzindo a dependência de redes terrestres, que hoje representam um dos principais entraves para a implantação de novos data centers. A companhia trabalha ainda para transformar a construção dessas instalações em um processo semelhante ao empregado pela indústria offshore. Em vez de erguer toda a infraestrutura em terra, estrutura, sistemas elétricos, refrigeração e parte dos equipamentos poderiam ser integrados no estaleiro e posteriormente levados ao local de operação. A expectativa é reduzir etapas de construção e permitir maior padronização dos projetos. A operação no mar, porém, cria desafios próprios. Servidores e componentes eletrônicos ficariam sujeitos a vibração, movimentação da plataforma, umidade elevada e salinidade. Para testar a viabilidade dessa infraestrutura, a Samsung firmou uma parceria com a Supermicro, que deverá avaliar o funcionamento de servidores de inteligência artificial em ambientes marítimos, enquanto a fabricante sul-coreana trabalha em sistemas de estabilização e proteção contra sal e umidade. Outras companhias também participam do desenvolvimento. A ABB atua nos sistemas elétricos e de controle, enquanto a Lloyd's Register trabalha nas etapas de classificação e regulamentação. A grega Capital Clean Energy Carriers participa da avaliação e estruturação de potenciais projetos, e a americana Mousterian Corporation firmou parceria para desenvolver possíveis data centers flutuantes nos Estados Unidos. A Samsung trabalha com a meta de comercializar seu primeiro data center flutuante até o segundo trimestre de 2028\. Até agora, porém, não foram divulgados clientes nem locais definitivos para a primeira unidade, e o projeto de 200 MW permanece em fase de desenvolvimento e certificação, sem uma estrutura dessa capacidade em construção no mar. A empresa também não está sozinha nessa corrida. China, Japão e Singapura já desenvolvem projetos marítimos ou submarinos para infraestrutura computacional, com diferentes níveis de maturidade. O movimento mostra que a discussão deixou de se limitar a pequenos experimentos e começa a alcançar escalas compatíveis com grandes operações de inteligência artificial. Resumo redes: Projeto prevê refrigeração com água do mar e geração própria de energia; empresa trabalha para levar primeira unidade comercial ao mercado até 2028. ### STJ limita restituição de ICMS sobre tarifas de energia para empresas com decisões judiciais antigas URL: https://www.jornalopolo.com.br/stj-limita-restituicao-de-icms-sobre-tarifas-de-energia-para-empresas-com-decisoes-judiciais-antigas/ Last updated: 2026-09-01T20:34:36.000Z O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que empresas que obtiveram decisões judiciais antigas permitindo excluir as tarifas de transmissão e distribuição de energia da base de cálculo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), mas continuaram recolhendo o imposto normalmente, não podem agora pedir a restituição desses valores com base apenas na proteção judicial que possuíam. A decisão envolve a TUST, tarifa paga pelo uso do sistema de transmissão de energia, e a TUSD, referente à rede de distribuição. Esses valores fazem parte da conta de grandes consumidores, inclusive empresas que compram energia no mercado livre, já que a eletricidade ainda precisa utilizar as redes de transmissão e distribuição para chegar ao local de consumo. A discussão sobre a incidência do ICMS nessas tarifas vinha sendo travada havia anos. Em 2024, no julgamento do Tema 986, o STJ definiu que TUSD e TUST integram a base de cálculo do imposto quando cobradas do consumidor final, tanto no mercado regulado quanto no mercado livre. O julgamento mais recente não altera esse entendimento, mas delimita os efeitos de decisões favoráveis concedidas antes da consolidação da jurisprudência. Isso porque algumas empresas conseguiram, antes da mudança de entendimento do tribunal, liminares que autorizavam o recolhimento do ICMS sem incluir TUSD e TUST na base. Ao definir a tese em 2024, o STJ preservou determinadas situações anteriores por meio da chamada modulação de efeitos. Agora, o tribunal entendeu que essa proteção alcança quem efetivamente utilizou a decisão judicial para pagar menos imposto, mas não cria um direito posterior à restituição para empresas que, mesmo amparadas por liminar, continuaram recolhendo integralmente o tributo. O julgamento pode envolver valores relevantes para grandes consumidores de energia, já que a inclusão ou retirada dessas tarifas da base do ICMS, acumulada durante vários anos, pode representar uma diferença expressiva. A decisão, porém, não significa aumento da conta de energia a partir de agora: a inclusão de TUSD e TUST na base do imposto já havia sido definida pelo STJ em 2024\. O ponto discutido atualmente é a possibilidade de recuperar valores pagos no passado. Para as indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM), o efeito depende da situação individual de cada empresa. O julgamento não altera os incentivos da Zona Franca de Manaus e tem alcance nacional, mas pode interessar a grandes consumidores locais que tiveram ações judiciais relacionadas à cobrança do ICMS sobre essas tarifas. No Amazonas, o Conselho de Recursos Fiscais da Secretaria de Fazenda já registra a aplicação do entendimento de que TUSD e TUST integram a base de cálculo do ICMS quando suportadas pelo consumidor final. Ainda assim, a cobrança não necessariamente se transforma integralmente em custo para cada indústria, já que o efeito final pode variar conforme o aproveitamento de créditos de ICMS, o regime tributário e os incentivos aplicáveis à operação. Resumo redes: Julgamento alcança companhias que tinham autorização para excluir TUSD e TUST da base do imposto, mas continuaram fazendo o recolhimento normalmente. ### Governo prevê economia de R$ 100 bilhões em 2027, mas dívida deve continuar subindo URL: https://www.jornalopolo.com.br/governo-preve-economia-de-r-100-bilhoes-em-2027-mas-divida-deve-continuar-subindo/ Last updated: 2026-09-01T20:20:10.000Z O governo federal prevê uma economia de aproximadamente R$ 100 bilhões no Orçamento de 2027 para conter o crescimento das despesas, mas o esforço ainda não deve ser suficiente para interromper o avanço da dívida pública. Apesar das medidas, o resultado primário efetivo projetado para o próximo ano é de cerca de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), entre R$ 18 bilhões e R$ 20 bilhões. A meta fiscal oficial para 2027 é de superávit de 0,5% do PIB, equivalente a aproximadamente R$ 73 bilhões. A diferença ocorre porque determinadas despesas podem ser excluídas da conta utilizada para verificar o cumprimento formal da meta. Para a trajetória da dívida, porém, esses gastos continuam existindo, o que permite ao governo cumprir a meta fiscal e, ainda assim, terminar o ano com o endividamento em alta. Os R$ 100 bilhões também não representam recursos que ficarão disponíveis em caixa. Cerca de R$ 80 bilhões correspondem ao efeito de medidas anteriores de revisão e controle de gastos, enquanto outros R$ 20 bilhões viriam de mecanismos adicionais, como a limitação do crescimento real das despesas com pessoal a 0,6% e mudanças em gastos vinculados. Sem essas medidas, a situação fiscal seria pior, mas o resultado final permaneceria próximo do equilíbrio. A distância para estabilizar a dívida ainda é significativa. A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, calcula que, nas condições atuais de crescimento, juros e endividamento, seria necessário um superávit primário de aproximadamente 2,1% do PIB. O número não é fixo e pode mudar conforme o cenário econômico, mas mostra a diferença entre voltar ao superávit e produzir um resultado suficiente para impedir o crescimento da relação entre dívida e PIB. As próprias projeções do governo indicam que a Dívida Bruta do Governo Geral deve chegar a cerca de 86% do PIB em 2027 e continuar aumentando até atingir 87,8% em 2029, antes de iniciar uma redução gradual. Para isso, as metas fiscais ficam mais exigentes: passam de 0,5% do PIB em 2027 para 1% em 2028, 1,25% em 2029 e 1,5% a partir de 2030. A dificuldade de conter o endividamento também passa pelo custo dos juros. O resultado primário considera receitas e despesas antes dos encargos financeiros, enquanto a Selic permanece em 14% ao ano. Em julho, 51,1% da dívida federal estava vinculada a taxas flutuantes, aumentando a sensibilidade das despesas financeiras às decisões do Banco Central. Os juros elevados, porém, produzem um efeito aparentemente contraditório sobre o câmbio. Ao mesmo tempo em que aumentam o custo da dívida pública, tornam os ativos brasileiros mais atraentes para investidores estrangeiros. Com a taxa básica brasileira em 14% e os juros dos Estados Unidos entre 3,5% e 3,75%, o diferencial nominal supera dez pontos percentuais. Essa diferença favorece operações de *carry trade*, nas quais investidores convertem dólares em reais para aplicar em ativos que oferecem remuneração maior no Brasil. O fluxo aumenta a demanda pela moeda brasileira e ajuda a manter o dólar em níveis mais baixos, desde que a eventual desvalorização do real não elimine o ganho obtido com os juros. Isso significa que parte da força atual do real não depende exclusivamente de uma melhora das contas públicas. O câmbio também recebe apoio do diferencial de juros, além das exportações e do desempenho das commodities. A contrapartida é que essa sustentação tende a diminuir conforme a Selic cair. O Banco Central já iniciou esse movimento. Depois de chegar a 15% em 2025, a taxa básica recuou para 14% em agosto, após quatro cortes consecutivos. Se os juros brasileiros continuarem diminuindo enquanto as taxas americanas permanecerem elevadas, a vantagem oferecida pelos ativos locais ficará menor e o *carry trade* tende a perder parte de sua atratividade. Nesse cenário, a situação fiscal pode ganhar ainda mais peso sobre o câmbio. Uma redução dos juros acompanhada de melhora na trajetória da dívida permitiria ao País operar com uma remuneração menor sem necessariamente provocar aumento relevante da percepção de risco. Se a Selic cair enquanto o endividamento continuar avançando, entretanto, investidores passariam a receber menos para assumir um risco fiscal que permanece elevado. Uma eventual saída de recursos poderia pressionar o real, encarecer importações e aumentar a pressão sobre a inflação, limitando inclusive o espaço para novas reduções da Selic. É por isso que a discussão sobre o Orçamento de 2027 vai além do cumprimento formal da meta: envolve a capacidade do País de produzir resultados fiscais capazes de estabilizar a dívida e reduzir gradualmente a dependência de juros elevados para atrair capital. Resumo redes: Resultado efetivo projetado para o próximo ano ainda fica distante do nível calculado pela IFI para estabilizar o endividamento. Juros altos pressionam as contas públicas, mas também ajudam a sustentar o real. ### Suframa aprova projeto da GDE para produzir placas eletrônicas em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/suframa-aprova-projeto-da-gde-para-produzir-placas-eletronicas-em-manaus/ Last updated: 2026-09-01T19:56:32.000Z O projeto de implantação da Genesis Devices e Equipment (GDE) para fabricar placas de circuito impresso montadas no Polo Industrial de Manaus (PIM) foi aprovado pela Suframa por meio da Portaria nº 2.722, publicada nesta terça-feira (1º) no Diário Oficial da União. Esses componentes recebem chips, resistores, capacitores, conectores e outros dispositivos e são utilizados no funcionamento de diferentes tipos de equipamentos eletrônicos. Importante lembrar que, segundo a portaria, as placas em questão não se destinam a equipamentos de informática. A chegada ao Amazonas representa uma expansão da operação industrial da GDE, que mantém unidade em Ilhéus, na Bahia. A companhia informa produzir mais de 10 milhões de módulos eletrônicos por ano, operar dez linhas de produção com SMT (Tecnologia de Montagem em Superfície) e empregar mais de 400 pessoas. A empresa atua principalmente em soluções eletrônicas voltadas à iluminação e possui presença consolidada na cadeia automotiva. A trajetória da GDE começou em 1980, inicialmente na representação de componentes eletrônicos. A empresa passou posteriormente a atuar com tecnologia LED e entrou no segmento automotivo em 1998, com a produção de placas para as luzes de freio do Volkswagen Gol G3\. A fábrica própria de Ilhéus foi inaugurada em 2004, e hoje a companhia fornece módulos utilizados em faróis, lanternas, iluminação interna, indicadores de direção e outros sistemas para automóveis, motocicletas e veículos pesados. A implantação em Manaus já vinha sendo preparada antes da aprovação da Suframa. A filial amazonense da GDE foi aberta em junho deste ano, tendo como atividade principal a fabricação de componentes eletrônicos. A entrada de uma nova fabricante de placas eletrônicas também pode ampliar a oferta local de componentes para diferentes segmentos instalados no PIM. Motocicletas, televisores, aparelhos de ar-condicionado, eletrodomésticos e outros produtos fabricados em Manaus utilizam módulos e placas eletrônicas em suas linhas, o que abre espaço para fornecedores especializados instalados próximos às montadoras. Resumo redes: Empresa já opera na Bahia e produz mais de 10 milhões de módulos eletrônicos por ano. Nova fabricante deve ampliar a oferta local dos componentes eletrônicos usados por diferentes segmentos do PIM, como motocicletas, televisores, aparelhos de ar-condicionado e eletrodomésticos. ### Real mais forte em 2026 tem ajuda de commodities e juros altos; Para indústria de Manaus, câmbio alivia custo dos insumos URL: https://www.jornalopolo.com.br/real-mais-forte-em-2026-tem-ajuda-de-commodities-e-juros-altos-para-industria-de-manaus-cambio-alivia-custo-dos-insumos-2/ Last updated: 2026-09-01T19:00:08.000Z O real mais valorizado em 2026 tem ajudado a reduzir o custo de componentes e matérias-primas importados utilizados por indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM), mas parte desse cenário favorável pode estar perdendo força. Estudo divulgado pelo Itaú nesta terça-feira (1º) aponta que a moeda brasileira ficou mais forte do que sua relação histórica com os juros locais normalmente indicaria, sustentada principalmente pelos preços das commodities e pelo elevado diferencial de juros do Brasil em relação ao exterior. Segundo o banco, petróleo, soja e minério de ferro representam juntos cerca de 40% da pauta de exportações considerada no estudo. A valorização desses produtos aumenta a entrada de dólares no País e tende a favorecer o real. Em 2026, o petróleo teve peso relevante nesse movimento, com a alta dos preços de energia provocada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã melhorando os termos de troca brasileiros, relação entre os preços dos produtos exportados e importados pelo País. O Itaú identificou ainda que a influência das commodities sobre o câmbio aumentou nos últimos anos. Na amostra entre 2012 e 2026, o coeficiente estimado pelo banco foi de -0,00130, enquanto na janela de 2025 a 2026 chegou a -0,00242, quase o dobro em magnitude. O relatório associa a mudança, entre outros fatores, ao crescimento da participação do petróleo nas exportações brasileiras. Na análise mais recente, fatores globais, commodities e componentes domésticos explicaram cerca de 53% das variações do real capturadas pelo modelo. Outro suporte veio dos juros brasileiros, ainda muito superiores aos praticados nas principais economias desenvolvidas. Essa diferença favorece operações de *carry trade*, nas quais investidores convertem recursos para reais e aplicam no mercado brasileiro em busca de retornos maiores. A entrada desse capital amplia a demanda pela moeda nacional e contribui para conter a cotação do dólar. O estudo encontrou relação significativa entre esse prêmio de juros e a parcela da valorização cambial que não era explicada pelos demais fatores analisados. Para o Polo Industrial de Manaus, essa combinação tem efeito direto sobre a estrutura de custos. O PIM faturou cerca de R$ 121,8 bilhões no primeiro semestre de 2026 e reúne cadeias que compram no exterior placas eletrônicas, semicondutores, displays, motores, componentes mecânicos e outros insumos, enquanto grande parte da produção final é comercializada no mercado brasileiro. Com receitas em reais e parte dos custos em dólar, a valorização da moeda nacional tende a favorecer margens e competitividade. A diferença pode ser expressiva mesmo sem alteração no preço cobrado pelo fornecedor estrangeiro. Uma compra de US$ 10 milhões em componentes representa R$ 50 milhões com o dólar a R$ 5,00, mas sobe para R$ 55 milhões se a moeda avançar para R$ 5,50\. O efeito varia entre as empresas porque contratos de longo prazo, estoques, operações de proteção cambial e diferentes níveis de conteúdo nacional podem reduzir ou adiar o impacto. O ponto de atenção levantado pelo Itaú é que os dois principais apoios do real começaram a perder intensidade. O impulso das commodities diminuiu nos últimos meses com a redução de parte do choque geopolítico, enquanto o componente associado ao *carry trade* também devolveu parcela dos ganhos acumulados. Ao mesmo tempo, fatores domésticos passaram a atuar de maneira mais desfavorável à moeda brasileira. Com isso, a diferença entre a valorização observada do real e aquela sugerida por sua relação histórica com os juros caiu para cerca de metade do pico registrado neste ano. O estudo não projeta uma disparada do dólar nem busca definir uma cotação considerada ideal. A conclusão é que a força do real em 2026 contou com condições que podem mudar ao longo do tempo. Se commodities recuarem enquanto o Banco Central reduzir os juros, por exemplo, o câmbio pode perder simultaneamente dois dos vetores que ajudaram a sustentá-lo, aumentando o peso de questões domésticas como política fiscal, inflação e percepção de risco. Para as indústrias de Manaus, uma desvalorização persistente do real faria o movimento atual funcionar no sentido contrário. Insumos importados ficariam mais caros, pressionando margens e, dependendo da duração e da intensidade da alta, parte desse aumento poderia chegar ao preço final de televisores, aparelhos de ar-condicionado, motocicletas, celulares e outros produtos fabricados no Polo. O repasse não ocorre de forma imediata nem integral, mas quanto mais prolongada a alta do dólar, maior tende a ser a pressão sobre os custos industriais e a inflação. Resumo redes: Estudo mostra que a moeda brasileira está mais valorizada do que sua relação histórica com os juros sugeriria. Para o PIM, um dólar mais baixo ajuda a baratear componentes importados. Se o movimento se inverter, parte do aumento tende a chegar ao consumidor pela inflação. ### Digiboard usa robôs para transportar materiais entre setores da fábrica em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/digiboard-usa-robos-para-transportar-materiais-entre-setores-da-fabrica-em-manaus/ Last updated: 2026-09-01T17:21:21.000Z Especializada na montagem de placas de circuito impresso no Polo Industrial de Manaus (PIM), a Digiboard deu um passo importante na modernização de sua logística interna ao implantar Robôs Autônomos Móveis, conhecidos pela sigla em inglês AMRs (Autonomous Mobile Robots). O projeto foi desenvolvido e implantado pelo seu Centro de Transformação Digital (CTD) com o objetivo de elevar a eficiência, a segurança e a confiabilidade dos processos industriais na planta. Em julho, uma parceria entre INDT Educacional e Digiboard capacitou 20 colaboradores em AMR. O treinamento teve 92 horas de duração, distribuídas ao longo de pouco mais de dois meses. Além da movimentação autônoma, a equipe de tecnologia desenvolveu uma solução integrada com identificação por radiofrequência, a tecnologia RFID. Esse sistema permite a abertura e o fechamento automático de portas de forma sincronizada com a aproximação dos robôs, além de garantir a rastreabilidade completa e em tempo real de cada máquina dentro da fábrica, permitindo o monitoramento de suas rotas. ## Operação no chão de fábrica No dia a dia da produção, os robôs autônomos assumem tarefas críticas que antes exigiam movimentação manual intensa. Os equipamentos realizam o transporte de materiais diretamente do almoxarifado para as linhas de SMT (tecnologia de montagem em superfície, que monta os componentes eletrônicos) e de IMC (linhas de inserção manual e mecânica de componentes). Além disso, os robôs atuam na gestão de rejeitos, sendo responsáveis por retornar rolos defeituosos para a área de descarte organizado, evitando o acúmulo de materiais nas linhas de montagem. Na logística de placas de circuito, as máquinas transportam os magazines carregados com placas desde a área de identificação até as linhas de produção, realizando o caminho inverso para devolver os magazines vazios. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Digiboard-usa-rob--s-para-levar-materiais-entre-setores-da-f--brica-em-Manaus-1.png) Foto: Digiboard ## Segurança e navegação inteligente Para circular de forma segura no mesmo ambiente em que trabalham os operadores humanos, os AMRs contam com múltiplas camadas de segurança integradas. A navegação utiliza o sistema SLAM (localização e mapeamento simultâneos), que permite ao robô mapear a fábrica e se localizar em tempo real sem a necessidade de trilhos ou guias físicas no piso da fábrica. Os robôs também são equipados com sensores LIDAR (detecção de luz e distância por laser) para detectar obstáculos e pedestres no caminho, reduzindo o risco de colisões e acidentes. O sistema de segurança é complementado por botões de parada de emergência de fácil acesso, sinalização visual e sonora constante durante o movimento, além da exigência de treinamento obrigatório para todos os operadores que trabalham diretamente com as máquinas. ## Redução de esforço e valorização humana A automação da logística interna traz impactos diretos para a qualidade de vida dos operadores da Digiboard. A eliminação do transporte manual de cargas pesadas reduz o esforço físico repetitivo no chão de fábrica, um dos principais fatores para o surgimento de doenças ocupacionais e lesões por esforço repetitivo. De acordo com a empresa, a tecnologia fortalece a competitividade da marca no mercado de eletroeletrônicos e amplia a produtividade com processos mais rápidos e confiáveis. A Digiboard destaca que a inovação tecnológica é focada nas pessoas, mantendo os colaboradores como protagonistas da transformação industrial na Zona Franca de Manaus. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Digiboard-usa-rob--s-para-levar-materiais-entre-setores-da-f--brica-em-Manaus-2.png) Foto: Digiboard ## AGVs já faziam parte da logística da fábrica A entrada dos AMRs não representa o primeiro movimento da Digiboard na automação do transporte interno. A própria fabricante já registra o uso de AGVs, sigla para Veículos Guiados Automaticamente, na movimentação de caixas com placas finalizadas entre a área de produção e a expedição. Esses equipamentos também operam integrados à infraestrutura da fábrica, com acionamento de portas durante os trajetos e sistema de carregamento automático da bateria. Os AGVs ajudam a mostrar que a automação da logística interna já vinha sendo incorporada à operação antes do projeto atual. Os novos AMRs, porém, representam uma tecnologia diferente. Enquanto o AGV normalmente segue rotas e referências previamente estabelecidas, o AMR trabalha com navegação autônoma e consegue reconhecer o ambiente e recalcular seus trajetos diante de obstáculos. Na prática, a adoção dos AMRs amplia uma estratégia de robotização que a Digiboard já vinha desenvolvendo no chão de fábrica. ### MXP Transportes conduz megaoperação para levar estações de tratamento de água a fábricas em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/mxp-transportes-conduz-megaoperacao-para-levar-estacoes-de-tratamento-de-agua-a-fabricas-em-manaus/ Last updated: 2026-09-01T15:47:23.000Z A MXP Transportes conduziu uma mega operação logística para transportar duas estações de tratamento de água de Sorocaba (SP) até as fábricas de um grande cliente global, em Manaus (AM). A operação exigiu planejamento especial para uma rota que envolve diferentes condições de rodagem, transporte por balsa e outras particularidades logísticas da Região Norte. > “Foi uma operação que exigiu bastante planejamento, flexibilidade e capacidade de adaptação, principalmente porque fomos construindo a solução à medida que as informações eram consolidadas”, afirma Célio Malavasi, diretor Executivo da MXP Transportes. Por se tratar de uma operação fora da rotina da empresa, a MXP envolveu parceiros com experiência em transportes para a região Norte, além de motoristas, fabricante e fornecedores. A equipe avaliou diferentes cenários para definir a melhor estratégia e antecipar possíveis riscos. > “Quando falamos de uma operação com destino ao Norte do país, precisamos considerar diversas variáveis, como as condições das rodovias, o transporte por balsa, os tempos de navegação, trechos de estrada de terra, além dos impactos relacionados a seguro, prazo e segurança da carga”, explica Malavasi. Segundo o executivo, a construção colaborativa foi essencial para garantir eficiência e confiabilidade em cada etapa. A operação também permitiu à MXP ampliar seu conhecimento sobre a conexão logística entre o Sudeste e o Norte do país. ### Tecnologia, gestão e pessoas A tecnologia utilizada pela MXP teve papel importante no acompanhamento e controle das diferentes etapas da operação. Para Malavasi, porém, o resultado depende da combinação entre ferramentas, planejamento e uma equipe preparada para tomar decisões. > “O grande diferencial está justamente na combinação desses fatores: tecnologia, planejamento, gestão e pessoas. Quando temos as informações corretas, conseguimos analisar os cenários, antecipar possíveis dificuldades e conduzir a operação de forma segura e eficiente”, afirma. Além de atender a uma demanda de alta complexidade, a operação representou um importante aprendizado para a MXP e reforçou a capacidade da empresa de desenvolver soluções personalizadas para diferentes desafios logísticos. > “Foi um momento de aprendizado, superação e união da equipe, porque tivemos que sair da nossa zona de conforto e desenvolver conhecimento sobre uma operação que não fazia parte da nossa rotina”, conclui Malavasi. Resumo redes: A MXP Transportes conduziu uma mega operação logística para transportar duas estações de tratamento de água de Sorocaba (SP) até as fábricas de um grande cliente global, em Manaus. A operação exigiu planejamento especial para uma rota que envolve diferentes condições de rodagem, transporte por balsa e outras particularidades logísticas da Região Norte. ### Canal do Panamá altera sistema de reservas enquanto reduz trânsito de navios URL: https://www.jornalopolo.com.br/canal-do-panama-altera-sistema-de-reservas-enquanto-reduz-transito-de-navios/ Last updated: 2026-09-01T15:37:40.000Z O Canal do Panamá adotará mudanças temporárias no sistema de reservas Neopanamax para trânsitos a partir de 13 de setembro de 2026, em meio ao déficit hídrico que pressiona a bacia responsável pelo abastecimento da via interoceânica. As novas regras permitem que clientes reservem mais de um slot para a mesma data e garantam vagas em dias consecutivos, segundo o Container News. As alterações no sistema começaram a ser aplicadas em 30 de agosto. Com a flexibilização, clientes Neopanamax poderão garantir mais de um slot de reserva para uma mesma data de trânsito, além de obter vagas para duas ou mais datas consecutivas. As permissões suspendem temporariamente restrições estabelecidas pela Advisory A-28-2026. As mudanças ocorrem em um momento de redução da capacidade de trânsito no canal. A partir de 3 de setembro, o limite diário será de nove navios nas eclusas Neopanamax e 25 nas Panamax. Um novo corte está previsto para 15 de setembro, quando as passagens pelas eclusas Panamax serão reduzidas para 23 por dia. ### Canal do Panamá terá 63 slots Neopanamax por semana Pelas novas regras, o sistema disponibilizará 63 slots de reserva Neopanamax por semana, incluindo as vagas destinadas aos programas Long-Term Slot Allocation (LoTSA) e NetZero. A distribuição será feita de acordo com alocações mínimas estabelecidas para cada segmento de embarcação. Os porta-contêineres terão direito a pelo menos cinco slots por data de trânsito, distribuídos de acordo com a capacidade Transit TEU Allowance (TTA) de cada embarcação. Já os navios especializados no transporte de LPG e LNG terão garantia mínima de três slots por data, definidos conforme o ranking do cliente. Para porta-veículos, graneleiros e outras categorias, serão reservados pelo menos três slots por semana, também distribuídos de acordo com o ranking dos clientes. Caso a demanda de determinado segmento não seja suficiente para ocupar as vagas disponíveis, os slots remanescentes poderão ser redistribuídos entre outras categorias elegíveis. Os limites estabelecidos para cada cliente só poderão ser excedidos quando não houver outro concorrente do mesmo segmento disputando a capacidade disponível. As vagas obtidas por meio de leilão permanecem fora desses limites. ### Substituição de navios e leilões diários Além das mudanças na distribuição dos slots, os clientes poderão trocar ou substituir embarcações após a obtenção de uma reserva, desde que o navio substituto tenha capacidade TTA igual ou superior à do originalmente indicado. Também será possível alterar a data de trânsito, desde que a mudança não provoque o descumprimento dos limites de slots aplicáveis a cada cliente. O leilão diário continuará oferecendo a capacidade remanescente depois das disputas por segmento, a partir da abertura do Booking Period 3\. Apesar das novas regras, uma reserva confirmada permanece como a única forma de garantir uma data específica para atravessar o canal. Embarcações que chegarem sem reserva estarão sujeitas a atrasos, conforme a demanda e a capacidade disponível no período. ### Déficit hídrico pressiona capacidade do canal A flexibilização das reservas ocorre paralelamente às restrições operacionais provocadas pela disponibilidade de água na bacia que abastece o Canal do Panamá. A partir de 3 de setembro de 2026, o limite diário de trânsito será ajustado para nove navios nas eclusas Neopanamax e 25 nas Panamax. Em 15 de setembro, está prevista uma nova redução nas eclusas Panamax, que passarão a receber até 23 embarcações por dia. Diante do déficit hídrico, a Autoridade do Canal do Panamá busca conciliar a regularidade das operações com a gestão dos recursos hídricos necessários ao funcionamento da hidrovia. *Reprodução/FUP News* Resumo redes: Canal do Panamá implementa mudanças temporárias no sistema de reserva Neopanamax a partir de 13 de setembro para melhorar acesso à capacidade disponível em contexto de déficit hídrico, afetando rotas de contêineres globais. ### Honda lança loja on-line oficial Honda Collection URL: https://www.jornalopolo.com.br/honda-lanca-loja-on-line-oficial-honda-collection/ Last updated: 2026-09-01T15:09:38.000Z A Honda anuncia o lançamento da loja on-line Honda Collection, canal oficial de produtos de lifestyle da marca. A nova plataforma amplia o acesso dos clientes ao portfólio oficial Honda, reunindo em um único ambiente digital coleções exclusivas inspiradas na história da empresa e paixão pelo automobilismo. Desenvolvida para oferecer uma experiência de compra prática e conveniente, a loja on-line disponibiliza produtos que traduzem os valores e a identidade da Honda, conectando fãs e clientes por meio de vestuário e acessórios. Disponível para consumidores de todas as regiões do país, a plataforma oferece entrega nacional e também a possibilidade de retirada dos produtos em concessionárias Honda participantes, agregando mais comodidade e flexibilidade à jornada de compra. O lançamento reforça o compromisso da Honda em criar novas formas de conexão com seus públicos, fortalecendo a presença da marca além dos produtos de mobilidade e expandindo a experiência Honda para diferentes momentos da vida de seus clientes. Os consumidores já podem acessar a nova plataforma pelo [endereço oficial](https://www.honda.com.br/automoveis/honda-collection?ref=jornalopolo.com.br) e conhecer todo o portfólio oficial da Honda Collection. A loja oferece desconto na primeira compra, proporcionando uma oportunidade especial para os clientes adquirirem produtos que representam a história, a paixão pelo automobilismo e o estilo de vida Honda. Resumo redes: Novo canal reúne produtos de lifestyle inspirados na história da marca e oferece entrega nacional e retirada em concessionárias participantes. ### Com produção no PIM, MotoChefe chega a 100 lojas no Brasil e planeja abrir outras 50 até dezembro URL: https://www.jornalopolo.com.br/com-producao-no-pim-motochefe-chega-a-100-lojas-no-brasil-e-planeja-abrir-outras-50-ate-dezembro/ Last updated: 2026-09-01T14:54:33.000Z A MotoChefe, líder do segmento de mobilidade elétrica leve, acaba de chegar à marca de 100 lojas em operação no Brasil, consolidando um dos ciclos de maior expansão da empresa desde sua fundação, em 2019\. Somente nos primeiros sete meses de 2026, foram abertas 44 novas unidades, e a companhia prevê acelerar ainda mais o ritmo no segundo semestre com outras 50 inaugurações previstas até dezembro. Com o movimento, a empresa projeta chegar ao final de 2026 com aproximadamente 150 unidades em operação no país. O avanço da rede também contribui para movimentar as economias locais nas cidades onde a MotoChefe passa a operar, com a geração de novos postos de trabalho diretos e indiretos ligados às lojas, às operações comerciais, aos serviços e à cadeia de fornecedores. > "Chegar a 100 lojas é um marco importante para a MotoChefe, mas o que mais nos chama atenção é a velocidade com que conseguimos construir essa rede. Estamos encontrando demanda em diferentes regiões do país e entendemos que ter presença física é fundamental para um mercado que ainda está em processo de expansão e de conhecimento por parte do consumidor. Nosso objetivo é estar cada vez mais próximos das pessoas, oferecendo acesso aos produtos, atendimento e pós-venda. Chegar a 150 unidades até o final do ano é um passo importante nessa estratégia e mostra o quanto acreditamos no potencial da mobilidade elétrica leve no Brasil", afirma Flávio Drapal, diretor comercial da MotoChefe. O crescimento da rede também acompanha a evolução da própria operação da MotoChefe. Fundada em 2019, a empresa atua com uma estrutura nacional que inclui uma montadora própria na Zona Franca de Manaus, centros de distribuição e uma rede de revendas autorizadas. Pioneira na comercialização de scooters elétricas no país, a companhia atua para transformar a forma como as pessoas se deslocam nos centros urbanos, oferecendo alternativas inteligentes, sustentáveis e acessíveis. Atualmente, a instituição soma mais de 300 mil produtos vendidos, está presente em 100 unidades, conta com cerca de 310 pontos de revenda autorizados, cinco centros de distribuição e um portfólio de 30 modelos de scooters e bicicletas elétricas, consolidando-se como uma das principais referências nacionais em mobilidade elétrica. Resumo redes: Atualmente, a MotoChefe soma mais de 300 mil produtos vendidos, conta com cerca de 310 pontos de revenda autorizados, cinco centros de distribuição e um portfólio de 30 modelos de scooters e bicicletas elétricas. ### ANAC avalia suspender operações cargueiras da Total Linhas Aéreas após falhas de segurança URL: https://www.jornalopolo.com.br/anac-avalia-suspender-operacoes-cargueiras-da-total-linhas-aereas-apos-falhas-de-seguranca/ Last updated: 2026-09-01T14:39:46.000Z A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) avalia suspender as operações da Total Linhas Aéreas, companhia com atuação focada em transporte de cargas e itens postais – os Correios estão entre os principais clientes. Segundo apurou a Agência iNFRA, a análise é feita diante do desempenho ruim nos indicadores de segurança operacional da empresa, que, mesmo após medidas cautelares impostas pela agência desde 2024, não evoluíram de maneira adequada. Dessa forma, o COA (Certificado de Operador Aéreo) da Total pode acabar suspenso, o que impede a companhia de realizar operações aéreas. Há uma série de não conformidades identificadas nas operações da Total, levantadas pela área de segurança da ANAC. Dentro da fiscalização que é feita pela reguladora, quando esses problemas são constatados, a empresa pode enviar um pacote de medidas corretivas para a agência. Essa resposta por parte da companhia, contudo, não tem sido satisfatória, de acordo com fontes ouvidas pela reportagem. Desde 2024 já foram quatro medidas cautelares aplicadas pela ANAC, três delas ainda válidas porque a Total não teria se regularizado até o momento. A última delas é deste mês. Em [portaria](https://www.anac.gov.br/assuntos/legislacao/legislacao-1/portarias/2026/portaria-19750?ref=jornalopolo.com.br) publicada no último dia 11 no DOU (Diário Oficial da União), a ANAC proibiu a companhia de implantar novas bases de operação no Brasil e de aumentar frequências nos aeroportos de Guarulhos (SP), Florianópolis (SC) – cada um com limite de dez frequências semanais –, Porto Alegre (RS) e Recife (PE) – estes devendo ter até cinco frequências semanais. A sanção vale até que a empresa corrija as não conformidades identificadas pela ANAC. Segundo apurou a Agência iNFRA, a decisão foi tomada após a área técnica da agência mapear falhas em procedimentos de segurança. No histórico das demais medidas cautelares ainda há problemas nos sistemas de gerenciamento de segurança e de supervisão, por exemplo. Entre problemas levantados estão tentativas de transporte de artigos perigosos que não obedeceriam ao tratamento estabelecido pela ANAC. É o caso de baterias de lítio, que, movimentadas de maneira irregular, podem causar explosão. Os técnicos da agência também identificaram uma tendência de subnotificação de ocorrências que representaram algum risco para a operação aérea ou do aeroporto onde o fato ocorreu. Relatos sobre possíveis irregularidades na manutenção de equipamentos também entraram no radar. **Momento sensível** O cenário de operações da Total tem preocupado integrantes da reguladora. A ANAC vive um momento sensível após a divulgação do relatório do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) sobre o acidente aéreo da Voepass em Vinhedo que resultou na morte de 62 pessoas em agosto de 2024. Segundo o [documento](https://sistema.cenipa.fab.mil.br/cenipa/paginas/relatorios/relatorios.php?matricula%5Fanv=PSVPB&ref=jornalopolo.com.br), ações conduzidas pela ANAC entre 2022 e 2024 revelaram “diversas” não conformidades técnicas, procedimentais e sistêmicas, abrangendo desde manutenção de linha até gestão documental e operacional. Mas, na avaliação feita pelo Cenipa, os sinais que identificavam perigos e degradação das condições técnicas antes do acidente não foram capazes de, analisados no âmbito do processo de gerenciamento de risco da ANAC, auxiliar nas tomadas de decisões estratégicas necessárias pela agência. No caso da Voepass, o COA foi suspenso cautelarmente em março de 2025, depois do acidente em Vinhedo, com a cassação definitiva do certificado em junho do ano passado. Entre as recomendações feitas pelo Cenipa à ANAC está a orientação para que a agência revise e atualize seus processos internos de gerenciamento de risco, em especial os que decorrem de atividades de vigilância contínua, para que eles sejam capazes de auxiliar na tomada de decisões de controle de risco. Em resposta, a agência disse no último mês que iniciaria a etapa de análise técnica detalhada das conclusões apontadas e das recomendações relacionadas às suas competências. Mesmo antes da publicação do relatório a reguladora já havia adotado algumas mudanças em procedimentos, como levar para a diretoria a decisão sobre a suspensão de um COA – antes, apenas a cassação definitiva era avaliada pelos diretores. **Atuação da Total** A Total Linhas Aéreas é comandada pelo empresário Paulo Almada. No final do ano passado, ele afirmou que a empresa tinha planos de retomar a operação de voos regulares de passageiros no Brasil. Segundo o site da companhia, as operações começaram em 1988, e, hoje, os serviços são voltados ao transporte aéreo de cargas, fretamento cargueiro, operações dedicadas e transporte postal. No final de 2024, um avião cargueiro da companhia fez um pouso emergencial no Aeroporto de Guarulhos, saindo de Vitória (ES), após pegar fogo. A empresa foi procurada pelo canal de comunicação disponibilizado no site da Total Linhas Aéreas, mas não retornou até o fechamento desta edição. A ANAC também foi procurada pela reportagem. *Reprodução/Agência Infra* Resumo redes: Companhia acumula quatro medidas cautelares desde 2024, três ainda em vigor, e pode ter o Certificado de Operador Aéreo suspenso pela agência reguladora. ### Transição energética: Cieam define cinco frentes, mira redução de custos e anuncia novo coordenador da comissão URL: https://www.jornalopolo.com.br/transicao-energetica-cieam-define-cinco-frentes-mira-reducao-de-custos-e-anuncia-novo-coordenador-da-comissao/ Last updated: 2026-09-01T14:16:39.000Z O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) realizou, nesta segunda-feira (31), uma reunião virtual para alinhar as próximas ações da Comissão de Transição Energética da entidade. O encontro contou com a participação do presidente executivo, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, representantes do setor industrial e integrantes do grupo de trabalho, que definiu a programação a ser conduzida até o fim do ano. ## 70% dos associados querem avançar no tema A nova agenda parte de um diagnóstico realizado junto às empresas associadas ao Cieam. Segundo a entidade, cerca de 70% dos participantes demonstraram interesse em aprofundar conhecimentos e iniciativas relacionadas à transição energética. O levantamento serviu de base para a definição das prioridades da comissão e indica que o tema passou a ocupar espaço maior dentro das estratégias das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus. ## Custos e segurança energética entram no centro das preocupações Entre os principais fatores apontados pelas empresas estão a busca por redução de custos operacionais e a necessidade de ampliar a segurança e a disponibilidade de energia para as operações industriais. Ao mesmo tempo, o grupo identificou obstáculos que ainda dificultam novos investimentos, especialmente os custos iniciais de implantação, conhecidos como CAPEX, e as dúvidas sobre o prazo necessário para que os projetos apresentem retorno financeiro. A proposta da comissão é aproximar essas discussões da realidade das fábricas e avaliar alternativas que conciliem redução de custos, segurança no fornecimento e viabilidade econômica. ## Cinco frentes vão orientar agenda até dezembro A partir do diagnóstico, o Cieam dividiu o plano de trabalho em cinco eixos: eficiência energética; contratação e gestão no Mercado Livre de Energia; segurança e continuidade do suprimento; novas tecnologias; e captação de recursos. A programação será desenvolvida por meio de encontros técnicos mensais. Em setembro, o foco estará nas fontes de financiamento e nas linhas de crédito subsidiadas disponíveis para a Região Norte, com participação da assessoria especializada Ártica na apresentação de mecanismos de captação. Em outubro, a comissão deverá discutir o Mercado Livre de Energia, incluindo preços, impactos de eventos climáticos e formas de reduzir riscos contratuais. Já em novembro, a agenda ficará concentrada em soluções de engenharia e eficiência energética aplicáveis aos processos industriais do PIM. O ciclo será encerrado em dezembro, quando os resultados dos encontros deverão ser consolidados em uma reunião de balanço. A avaliação servirá de base para a definição das entregas e das possíveis parcerias da comissão em 2027. ## Executivo da UCB Power assume coordenação A reunião também formalizou a chegada de Vinícius Berná, executivo da UCB Power, como novo coordenador da Comissão Cieam de Transição Energética. Segundo Berná, a proposta é transformar as discussões técnicas em soluções aplicáveis às operações industriais e aproximar as empresas de alternativas disponíveis no mercado. > “Assumir a coordenação da Comissão Cieam de Transição Energética é uma honra e um compromisso com a competitividade da indústria do Amazonas. O diagnóstico dos associados evidenciou o interesse do setor em avançar, mas também a necessidade de clareza sobre viabilidade econômica, segurança no suprimento e instrumentos práticos de investimento”, disse. O executivo acrescentou que o trabalho deverá conectar as empresas às práticas do Mercado Livre de Energia, novas tecnologias e mecanismos de crédito e incentivos regionais, com foco na viabilidade econômica dos projetos de transição energética. Resumo redes: Em reunião, o Cieam informou que, a partir de diagnóstico, dividiu seu plano de trabalho em cinco eixos: eficiência energética; contratação e gestão no Mercado Livre de Energia; segurança e continuidade do suprimento; novas tecnologias; e captação de recursos. Vinícius Berná, executivo da UCB Power, é o novo coordenador da Comissão de Transição Energética. ### PIB do Brasil cresce 0,5% no segundo trimestre, mostra IBGE URL: https://www.jornalopolo.com.br/pib-do-brasil-cresce-0-5-no-segundo-trimestre-mostra-ibge/ Last updated: 2026-09-01T13:39:51.000Z A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 na comparação com o primeiro trimestre. Em relação ao segundo trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto dos bens e serviços produzidos no país, apresenta alta de 2%. No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve expansão de 1,9%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o instituto, o PIB chegou a R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre. No primeiro semestre, a economia expandiu 1,9% na comparação com a primeira metade de 2025. O boletim Focus, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, divulgado nesta segunda-feira (31), projeta que 2026 deve terminar com crescimento do PIB de 1,92%. ### Componentes O PIB pode ser calculado pela ótica da produção (análise do desempenho das atividades econômicas) ou do consumo (gastos e investimentos). Pela ótica da produção, a agropecuária foi destaque, com variação positiva de 2,8% na passagem do primeiro para o segundo trimestre. Em 12 meses, a alta chega a 6,2%. A indústria variou positivamente 0,1% do primeiro para o segundo trimestre e 1,4% em 12 meses. Dentro da indústria, o principal motor foi a indústria extrativa, que saltou 3,4% entre os trimestres seguidos. O setor de serviços, que mais emprega na economia, cresceu 0,2% entre os trimestres seguidos e 1,7% no acumulado de 12 meses. Detalhando os dados do setor, os segmentos de serviços que mais cresceram foram informação e comunicação (2,1%), transporte, armazenagem e correio (1,1%) e atividades imobiliárias (0,2%). O comércio ficou estável, ou seja, variação nula (0%). Houve variação negativa no segmento administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,4%) e em atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,3%). A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que representa os investimentos, cresceu 1,2% no trimestre. Pela ótica da demanda, o consumo do governo subiu 0,4%, enquanto o das famílias recuou (-0,4%). No setor externo, as exportações caíram (-0,8%), e as importações subiram 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2026. ### O que é o PIB O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais. O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria. Durante o cálculo, há cuidados para não haver dupla contagem. Um exemplo: se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, o PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão. Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados. O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida. Resumo redes: Em relação ao segundo trimestre de 2025, o PIB, conjunto dos bens e serviços produzidos no país, apresenta alta de 2%. No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve expansão de 1,9%. Segundo o IBGE, o PIB chegou a R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre. ### Prazo para empresas optarem por Simples Nacional começa nesta terça URL: https://www.jornalopolo.com.br/prazo-para-empresas-optarem-por-simples-nacional-comeca-nesta-terca/ Last updated: 2026-09-01T13:29:00.000Z As micro e pequenas empresas devem estar atentas. Começa nesta terça-feira (1º) o prazo de adesão ao Simples Nacional, regime simplificado de tributação para quem fatura até R$ 4,8 milhões por ano. Por causa da reforma tributária, o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) antecipou a escolha de regime tributário em quatro meses. As empresas que desejarem ingressar no regime em 2027 deverão fazer o pedido de 1º a 30 de setembro de 2026\. Até então, a opção pelo Simples era realizada em janeiro de cada ano. A alteração foi regulamentada pela [Resolução CGSN nº 186, de 9 de abril de 2026](https://normasinternet2.receita.fazenda.gov.br/?ref=jornalopolo.com.br#/consulta/externa/150653). As normas incorporaram ao regime simplificado o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributos criados pela reforma tributária sobre o consumo. A nova regra vale para empresas que ainda não são optantes pelo Simples Nacional e querem utilizar o regime a partir de janeiro de 2027. ## Principais prazos - 1º a 30 de setembro de 2026: período para solicitar a opção pelo Simples Nacional para 2027; - 1º de janeiro de 2027: início dos efeitos da opção; - até 30 de novembro de 2026: prazo para desistir da opção feita em setembro; - 1º a 31 de março de 2027: nova oportunidade para escolher o recolhimento do IBS e da CBS pelo regime regular, com efeitos no segundo semestre. Criada por causa da transição para o novo sistema tributário, a alteração busca dar mais previsibilidade às empresas antes do início do ano-calendário. ## IBS e CBS Outra mudança envolve a forma de recolhimento do IBS e da CBS. A empresa poderá permanecer no Simples Nacional e, simultaneamente, optar pelo recolhimento desses dois tributos pelo regime regular. Para o primeiro semestre de 2027, a escolha deverá ser feita em setembro de 2026 e terá validade de janeiro a junho. Quem não fizer a opção pelo regime regular nesse período permanecerá, no primeiro semestre, com IBS e CBS dentro da sistemática do Simples. A decisão poderá ser revista em março de 2027, com efeitos para o segundo semestre. A escolha pode ter impacto especialmente para empresas que vendem para outras empresas, devido à possibilidade de geração e aproveitamento de créditos tributários. Por isso, a avaliação do regime não deve considerar apenas a alíquota. Também entram na análise fatores como: - perfil dos clientes; - cadeia de fornecedores; - possibilidade de geração e aproveitamento de créditos; - formação de preços; - impacto dos novos tributos no fluxo financeiro. ## Empresas já optantes Quem já está no Simples Nacional, em regra, não precisa solicitar novamente a permanência no regime. Ainda assim, é recomendado verificar a situação fiscal da empresa durante setembro de 2026 para identificar eventuais pendências ou exclusões para 2027. As empresas que permanecerem no Simples e não quiserem recolher IBS e CBS pelo regime regular não precisarão fazer uma nova opção. Quem quiser retirar esses dois tributos da sistemática do Simples deverá formalizar a escolha dentro do prazo estabelecido. ## Abertura no fim do ano As empresas abertas entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026 terão uma regra específica. Nesse caso, a opção pelo Simples Nacional feita no momento da inscrição do CNPJ produzirá efeitos tanto para o período restante de 2026 quanto para todo o ano de 2027. A escolha relacionada ao IBS e à CBS pelo regime regular também poderá ser feita na abertura da empresa, com efeitos a partir de janeiro de 2027. Se o empresário não quiser permanecer no Simples em 2027, poderá solicitar a exclusão por opção até o último dia de 2026. ## Prazo para desistir A antecipação da opção também criou uma possibilidade de desistência. Quem fizer o pedido em setembro poderá cancelar a solicitação até 30 de novembro de 2026. O cancelamento, porém, será irretratável. Isso significa que, depois de desistir, a empresa não poderá fazer uma nova opção para produzir efeitos em 2027. A antecipação também permite que eventuais pendências sejam identificadas antes do início do ano. Em caso de indeferimento por problemas que possam ser regularizados, a empresa terá prazo para corrigir a situação. ## Regra do MEI A mudança não altera o calendário de opção pelo Simei, sistema aplicável ao microempreendedor individual (MEI). Para o MEI, a opção pelo Simei continua sendo realizada em janeiro de cada ano, até o último dia útil do mês. Dessa forma, a antecipação para setembro não deve ser confundida com as regras específicas aplicáveis aos microempreendedores individuais. ## NFS-e nacional Outra mudança anunciada pelo CGSN envolve a emissão da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) no emissor nacional. A obrigatoriedade para empresas optantes pelo Simples Nacional foi adiada de 1º de setembro para 1º de novembro de 2026. O adiamento busca dar mais tempo para municípios e empresas realizarem adaptações tecnológicas e operacionais. Entre as providências recomendadas estão: - testar a emissão das notas; - verificar a integração com sistemas de gestão; - conferir a parametrização dos dados fiscais; - preparar os procedimentos internos antes do início da obrigatoriedade. ## Informações socioeconômicas A regulamentação também altera a forma de prestação de informações fiscais e socioeconômicas. A Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) deixará de ser apresentada como declaração separada. As informações passarão a ser incorporadas ao Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório (PGDAS-D), com entrega anual de janeiro a março. A mudança faz parte da adaptação do Simples Nacional ao novo modelo tributário. ## Planejamento para 2027 Com setembro concentrando decisões relevantes para o próximo ano, especialistas recomendam que empresas e contadores antecipem a análise tributária. A escolha entre manter IBS e CBS no Simples ou recolhê-los pelo regime regular pode produzir efeitos diferentes dependendo do setor, dos fornecedores e do perfil dos clientes. Por isso, antes de formalizar a opção, a recomendação é que a micro e pequena empresa simule os dois cenários, além de revisar os sistemas, a emissão de notas fiscais e planejar o caixa para 2027. Resumo redes: Por causa da reforma tributária, o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) antecipou a escolha de regime tributário em quatro meses. As empresas que desejarem ingressar no regime em 2027 deverão fazer o pedido de 1º a 30 de setembro de 2026\. Até então, a opção pelo Simples era realizada em janeiro de cada ano. ### Projeto da FPFtech que busca transformar resíduos plásticos do PIM em nova matéria-prima participa da Interplast 2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/projeto-da-fpftech-que-busca-transformar-residuos-plasticos-do-pim-em-nova-materia-prima-participa-da-interplast-2026/ Last updated: 2026-09-01T13:20:03.000Z O Projeto Revita, desenvolvido pela FPFtech para pesquisar novas formas de reaproveitamento de resíduos plásticos gerados por empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), participa da Interplast 2026, uma das principais feiras da indústria do plástico da América Latina. A iniciativa busca aproveitar o evento para conhecer novas tecnologias, processos e possíveis parceiros que possam contribuir para o avanço das pesquisas realizadas no Amazonas. Atualmente, parte dos resíduos plásticos gerados pelas indústrias do PIM é encaminhada para recicladoras e, posteriormente, segue para outras regiões do país. O Revita trabalha justamente na busca por alternativas que permitam processar esses materiais localmente e transformá-los novamente em matéria-prima para novos produtos e aplicações. O projeto conta com apoio do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) e mantém uma estrutura dedicada ao processamento e à avaliação dos materiais descartados. Entre as linhas pesquisadas está a incorporação de fibras naturais aos resíduos plásticos para o desenvolvimento de biocompósitos, com a proposta de agregar valor ao material e ampliar suas possibilidades de reaproveitamento. Segundo Olinda Canhoto, analista de Negócios da FPFtech, o desafio passa tanto pelo reaproveitamento do plástico já existente quanto pelo desenvolvimento de novas alternativas de produção. > “Apesar de o plástico ser considerado um dos vilões do novo século, existem várias formas de poder processar aquele plástico que já existe, que já foi produzido há centenas de anos. Mas também podemos utilizar novas técnicas para produzir plásticos e materiais mais sustentáveis, como, por exemplo, o projeto que nós desenvolvemos”, ressaltou. A participação também abre espaço para contatos com empresas e instituições que atuam no segmento. A proposta é criar novas possibilidades de utilização desses materiais dentro da própria região. Resumo redes: Hoje, parte dos resíduos plásticos gerados pelas indústrias do PIM é encaminhada para recicladoras e, posteriormente, segue para outras regiões do país. O Revita trabalha na busca por alternativas que permitam processar esses materiais localmente e transformá-los em matéria-prima para novos produtos e aplicações. Entre as linhas pesquisadas está a incorporação de fibras naturais aos resíduos plásticos para o desenvolvimento de biocompósitos. ### Governo prepara novo marco para portos secos e quer trocar licitações por autorizações URL: https://www.jornalopolo.com.br/governo-prepara-novo-marco-para-portos-secos-e-quer-trocar-licitacoes-por-autorizacoes/ Last updated: 2026-09-01T13:07:37.000Z O governo pretende implementar um novo modelo de funcionamento para os portos secos no país, que passariam a ser liberados num regime mais simples, semelhante a uma autorização. Pela regra atual, a Receita Federal, que é responsável por esses espaços, tem de promover uma licitação para definir as áreas alfandegadas fora da zona primária de portos e aeroportos internacionais, formato considerado por técnicos do Executivo ultrapassado na comparação com outros países e inviável para promover uma concorrência mais ampla no setor. A medida precisará de aprovação de uma lei e está em discussão no governo se isso será apresentado como medida provisória ou projeto legislativo, pelo qual também vai se buscar a regularização do setor, que há anos opera com regras provisórias. Segundo os operadores, isso inibe investimentos numa área que tem o potencial de ajudar a melhorar o comércio exterior do país. A norma geral vai se dar dentro de um modelo de autorização em que todos os interessados que cumpram requisitos da aduana poderão abrir e operar um recinto alfandegado. Segundo apurou a Agência iNFRA, a exceção seria aplicada nas áreas de influência de portos e aeroportos. Neste caso, o MPor (Ministério de Portos e Aeroportos) fará uma análise sobre se é possível ou não autorizar o licenciamento do terminal seco. Se não houver sinal verde da pasta, a Receita precisará promover uma licitação para a área. A alternativa foi estabelecida diante da preocupação de que o novo regime de liberação de portos secos pudesse gerar uma concorrência desequilibrada entre as novas áreas e terminais já estabelecidos. Representantes do setor avaliam que essa exceção deve facilitar a aceitação do novo modelo, uma vez que o país já teve no passado recente duas tentativas de mudança do regime que acabaram fracassadas, por, entre outros pontos, terem desconsiderado esse efeito no mercado, o que gerou oposição de quem já estava estabelecido. Ainda assim, técnicos do governo ouvidos pela reportagem preveem que haverá resistência de empresas ao novo modelo e por isso já estabeleceram uma ponte com o Congresso para tratar do tema. A equipe econômica tem apresentado a ideia para parlamentares em busca de apoio à proposta, que foi pactuada entre a Receita e o MPor e já é de conhecimento da Casa Civil da Presidência da República. Procurada, a Casa Civil afirmou que o tema está em avaliação no governo e que, neste momento, não teria informações adicionais a acrescentar. A Receita não retornou até o fechamento desta edição. **Problemas jurídicos** Os portos secos são recintos aduaneiros que não estão em área de fronteira, mas ainda assim localizados em pontos estratégicos para a logística. Eles facilitam o desembaraço da carga que vai ser importada ou exportada, ajudando na fluidez das mercadorias nos portos e aeroportos. Ao longo da história do funcionamento desses espaços no Brasil, os terminais secos já tiveram vários nomes, refletindo parte da instabilidade regulatória vivida pelo setor. O fato de as licitações de portos secos exigirem o cumprimento de uma série de parâmetros acabou, ao longo dos anos, emperrando esses processos dentro da Receita, afastando, na avaliação do órgão, o Brasil da realidade de outros países que têm números consideravelmente maiores de recintos alfandegados. Essa complexidade também criou um efeito prático problemático para os que já operam portos secos e chegaram ao fim do prazo original de seus contratos. Sem novas licitações e com questionamentos jurídicos, vários desses terminais hoje operam por meio de decisões liminares judiciais. Um dos últimos desdobramentos mais significativos para o setor ocorreu em 2024, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) julgou ação que questionava lei de 2003 que possibilitou o aumento da duração do prazo dos contratos. No julgamento, a corte definiu que o prazo máximo para as concessões seria de 25 anos, com eventual prorrogação de até dez anos, além de entender que essa extensão só valeria para os contratos precedidos de licitação. **Migração** No mesmo processo, o STF deu dois anos para o governo promover as licitações de todas as concessões ou permissões cuja vigência estivesse amparada em regras consideradas irregulares pela corte. No fim desse prazo, que venceu no final de junho, os contratos teriam que ser extintos. Sem que a regularização tenha sido publicada pelo poder público a tempo, os terminais conseguiram continuar operando por decisões liminares. Presidente-executivo da Abtra (Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados), Angelino Caputo avalia positivamente o momento para a introdução de um novo modelo que enfim regularize a situação dos terminais e do regime jurídico dessa atividade no país. Tanto os portos secos que foram abertos no regime de licitação quanto os Clias (Centros Logísticos e Industriais Aduaneiros) criados em 2006 e 2023 poderão migrar para o regime de autorização, de forma voluntária. Ele deve ter mais flexibilidades, como prazo prorrogável de forma sucessiva se a operação estiver em conformidade, a exemplo do que ocorre com os TUPs (Terminais de Uso Privado). “Desta vez foi uma discussão técnica que foi feita com o mercado”, afirmou Caputo. Para Caputo, a regra, pensada para que não seja criada uma competição nociva aos terminais já existentes, além de atrair o apoio do setor ao novo formato, deve incentivar um movimento de interiorização de novos recintos alfandegados no território brasileiro. **Tentativas fracassadas** Diante do diagnóstico de que a criação desses espaços por meio de licitações seria ineficiente, o Brasil tentou em duas oportunidades relativamente recentes simplificar o regime jurídico dos portos secos – sem sucesso. A primeira delas aconteceu em agosto de 2006, com uma MP (Medida Provisória) que dispensava processos licitatórios pela Receita para instalação dessas áreas, que passaram a ser chamadas de Clias. Foi uma tentativa de liberalização do setor, que, contudo, não conseguiu reunir apoio no Congresso Nacional, fazendo com que a MP fosse rejeitada pelo Senado Federal. Os terminais que conseguiram ser autorizados dentro daquele período, por sua vez, puderam continuar operando. Mas os efeitos da MP geraram discussões judiciais que se alongaram no tempo. Foi só em 2018, por exemplo, que o STF julgou uma ação sobre o tema e impediu o processamento de pedidos de licenciamento para Clias que, embora tivessem sido feitos à época da vigência da MP, não foram examinados naquele período. A ação chegou ao Supremo a partir de questionamento de operadores de portos secos sobre empresas que conseguiram na Justiça o direito ao processamento destes pedidos, mesmo com a medida já derrubada. Uma segunda tentativa de resgate do modelo de Clias aconteceu em 2013, mas a MP igualmente não foi convertida em lei pelo Congresso, gerando outra leva de recintos alfandegados criados num regime de permissão que durou apenas meses. Para Caputo, da Abtra, a diferença entre esses movimentos de 2006 e 2013 para o que pode acontecer agora é que desta vez a Receita Federal decidiu ouvir o mercado para entender o que gerou oposição aos dois movimentos de abertura do setor realizados no passado. “Lá se criava uma concorrência desequilibrada, pois permitia que entrantes competissem com quem já estava estabelecido com uma regra muito mais simples”, disse. *Reprodução/Agência Infra* *Resumo redes:* Proposta prevê migração voluntária de terminais já existentes, novas autorizações para operadores que cumprirem exigências aduaneiras e exceções em áreas de influência de portos e aeroportos*.* ### Após novo lote esgotar em 3 minutos, CFMOTO amplia produção de motos em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/apos-novo-lote-esgotar-em-3-minutos-cfmoto-amplia-producao-de-motos-em-manaus/ Last updated: 2026-09-01T12:58:33.000Z A CFMOTO ampliou a produção de motocicletas em Manaus após registrar uma nova rodada de forte procura no mercado brasileiro. O quarto lote de reservas aberto pela fabricante nesta segunda-feira (31) teve cerca de 500 unidades reservadas em aproximadamente três minutos, enquanto 9.347 usuários únicos acessavam simultaneamente a plataforma da marca. Em agosto, a unidade passou a operar com um segundo turno de produção. Antes da mudança, a operação fabricava entre 500 e 600 motocicletas por mês, e a meta anunciada pela CFMOTO é dobrar esse volume até o fim de 2026\. A capacidade anual também está sendo preparada para passar de 10 mil para cerca de 18 mil motocicletas até o início de 2027. A ampliação ocorre poucos meses depois da entrada efetiva da fabricante no mercado brasileiro de motocicletas. A produção dos primeiros modelos começou no PIM no primeiro trimestre deste ano, nas instalações industriais do Grupo Unique, responsável pela operação da CFMOTO no Brasil. A montagem é realizada pelo sistema CKD, no qual os conjuntos chegam desmontados ao país e passam pelo processo industrial na capital amazonense. O lote esgotado nesta segunda-feira reuniu os quatro modelos que compõem atualmente a linha nacional de motocicletas da empresa: IBEX 450, IBEX 700, CL-C 450 e CL-C 450 Bobber. A CFMOTO não informou quantas unidades de cada modelo foram disponibilizadas dentro das aproximadamente 500 reservas abertas. A procura elevada já havia aparecido nas rodadas anteriores: o primeiro lote foi preenchido em cerca de 20 minutos, o segundo em quatro minutos e o terceiro em cinco. No balanço divulgado em agosto, três meses após o início das vendas, a empresa informou 1.698 motocicletas comercializadas no atacado e 975 emplacamentos no país. Segundo Urano Carvalho, Head de Motocicletas da CFMOTO Brasil, a expansão da capacidade industrial foi definida em resposta ao comportamento do mercado. > “Por ouvi-los, decidimos ampliar a capacidade de produção”, disse o executivo. Com o segundo turno, a expectativa da companhia é aumentar gradualmente a quantidade de motocicletas destinada às próximas rodadas e reduzir a distância entre a procura e a capacidade de abastecimento da rede. Um novo lote já está previsto para setembro, mas, até o momento, a fabricante não divulgou a data nem o número de unidades que serão disponibilizadas. A expansão da fábrica também acompanha os planos da CFMOTO para ampliar sua presença no mercado brasileiro. A operação recebeu engenheiros da matriz chinesa durante o processo de desenvolvimento industrial em Manaus e incorporou um novo engenheiro de produção. Paralelamente, a fabricante amplia a rede de concessionárias e prepara a entrada de mais um modelo, a 450NK, cuja comercialização no Brasil está prevista para o primeiro semestre de 2027. Globalmente, a marca chinesa está presente em mais de 100 países. Resumo redes: 9.347 usuários únicos acessaram simultaneamente a plataforma da marca durante abertura do quarto lote de reservas nesta segunda-feira (31). Em agosto, a CFMOTO passou a operar com um segundo turno de produção. Antes da mudança, a operação fabricava entre 500 e 600 motocicletas por mês. A meta é dobrar esse volume até o fim de 2026. ### Governo prevê arrecadar R$ 636 bilhões com nova CBS em 2027 URL: https://www.jornalopolo.com.br/governo-preve-arrecadar-r-636-bilhoes-com-nova-cbs-em-2027/ Last updated: 2026-09-01T12:34:30.000Z Enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional, o projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 trouxe as primeiras projeções de arrecadação dos tributos criados pela reforma tributária. O governo federal estima arrecadar R$ 636 bilhões no próximo ano com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo a ser administrado pela União. Apesar de incluir a receita esperada, o governo não informou no Orçamento qual será a alíquota da CBS. O percentual será calculado a partir de uma metodologia definida pela reforma tributária e deverá ser fixado pelo Senado até 15 de dezembro para entrar em vigor em janeiro de 2027. Com introdução gradual até 2032 e passando a valer definitivamente em 2033, a CBS substituirá o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), além de assumir parte da função atualmente exercida pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). ## Alíquota em definição Pelas regras da reforma, a Receita Federal deve enviar ao Tribunal de Contas da União (TCU), até 14 de setembro, uma proposta de cálculo da alíquota de referência da CBS. O TCU terá até 30 de outubro para analisar e homologar os cálculos. Depois, caberá ao Senado fixar a alíquota de referência para 2027. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o percentual não será definido diretamente pelo Ministério da Fazenda. > “A gente vai cumprir nosso itinerário discutindo isso, lembrando que a metodologia prevista na Constituição Federal, já aprovada pelo TCU, não diz a alíquota, mas estabelece a metodologia de uma transição de longo prazo”. Segundo Durigan, a metodologia considera a ampliação da base de contribuintes e os diferentes regimes especiais previstos na reforma. ## Novos tributos A CBS começará a ser cobrada integralmente em 2027 e substituirá PIS e Cofins. O IPI será zerado para a maior parte dos produtos e permanecerá para itens ligados à Zona Franca de Manaus, dentro das regras de preservação da competitividade da região. Em 2027, também começará a cobrança do Imposto Seletivo, cuja arrecadação é estimada em R$ 41,9 bilhões no próximo ano. Esse tributo será aplicado a produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. A estimativa apresentada pelo governo para a cobrança do Imposto Seletivo considera setores como veículos, tabaco, bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas e apostas. ## Transição tributária A reforma também cria o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência de estados e municípios. A implementação será gradual e haverá um período de convivência entre o sistema atual e o novo modelo. A CBS e o IBS seguirão o sistema de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), com cobrança não cumulativa. Nesse modelo, o tributo pago em etapas anteriores da cadeia produtiva pode ser compensado, reduzindo o efeito cumulativo da tributação. Outra mudança é a cobrança no destino: os impostos passam a ser vinculados ao local de consumo, e não à origem da produção. A transição busca reduzir a chamada guerra fiscal entre estados. ## Outras receitas A inclusão das novas receitas é relevante para as projeções fiscais do governo. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a arrecadação com recursos naturais, incluindo royalties de petróleo, deve somar R$ 176 bilhões em 2027. Já a receita com dividendos deve ficar pouco acima de R$ 31 bilhões, abaixo da previsão de R$ 55,5 bilhões para 2026. ## Principais números - R$ 636 bilhões: arrecadação estimada com a CBS em 2027; - R$ 41,9 bilhões: previsão de receita com o Imposto Seletivo; - R$ 677,9 bilhões: total estimado com os dois novos tributos; - R$ 176 bilhões: receita prevista com exploração de recursos naturais, incluindo royalties de petróleo; - R$ 31 bilhões: previsão de arrecadação com dividendos. ## Superávit primário Moretti também afirmou que o governo trabalha com um superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões em 2027\. Ao excluir gastos com precatórios e algumas despesas de saúde, educação e defesa, atualmente fora do arcabouço fiscal, a precisão de superávit sobe para R$ 83,4 bilhões. O valor representa uma folga de R$ 10,2 bilhões em relação à meta do arcabouço fiscal, que considera um resultado positivo equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), estimada em R$ 73,2 bilhões. Segundo o ministro do Planejamento, essa margem aumenta a capacidade de contingenciamento (congelamento temporário de gastos em caso de frustração de receitas) caso seja necessário ajustar as despesas ao longo do ano. Durigan afirmou que a folga fiscal pode “dar liberdade” ao governo para administrar a execução do Orçamento de 2027. Resumo redes: Com introdução gradual até 2032 e passando a valer definitivamente em 2033, a CBS substituirá o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), além de assumir parte da função atualmente exercida pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). ### Renan Santos volta a defender fim dos incentivos da Zona Franca e chama economia de Manaus de “artificial”. Modelo sustenta 131 mil empregos diretos URL: https://www.jornalopolo.com.br/renan-santos-volta-a-defender-fim-dos-incentivos-da-zona-franca-e-chama-economia-de-manaus-de-artificial-modelo-sustenta-131-mil-empregos-diretos/ Last updated: 2026-09-01T12:27:54.000Z O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) voltou a defender o fim dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM) e endureceu as críticas ao modelo econômico construído na capital amazonense. Durante sabatina promovida pelo *Estadão*, Santos classificou a política de incentivos da região como uma “irracionalidade atroz” e definiu a estrutura criada em Manaus como uma “bolha de uma economia artificial”. A declaração atinge diretamente um modelo que hoje sustenta cerca de 600 indústrias no Polo Industrial de Manaus (PIM) e mantém aproximadamente 131 mil empregos diretos. Somente no primeiro semestre de 2026, as empresas instaladas no complexo industrial faturaram R$ 121,76 bilhões, segundo dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Ao tratar da política de incentivos fiscais no país, Renan Santos afirmou que a Zona Franca seria o exemplo “mais anedótico” desse tipo de mecanismo. Para o candidato, a manutenção do atual sistema não se justificaria economicamente, apesar da estrutura produtiva consolidada em Manaus ao longo de quase seis décadas. Santos também argumentou que os trabalhadores atualmente empregados pelas fábricas do Polo poderiam ser absorvidos por outras atividades econômicas caso os incentivos fossem retirados. Entre as possibilidades citadas durante a sabatina, mencionou setores ligados à “logística leve”. Como outra alternativa, o candidato falou na possibilidade de criação de um polo petroquímico entre o Amazonas e o Amapá. Na entrevista, porém, não apresentou estudos, fontes de financiamento, cronograma de implantação ou estimativas de geração de empregos capazes de indicar em que escala essa nova atividade poderia substituir a estrutura industrial atualmente instalada na Zona Franca. A proposta ganha peso diante da dimensão alcançada pelo PIM, já que o parque fabril reúne os segmentos de eletroeletrônicos, duas rodas, termoplásticos, química, metalurgia, informática e bens de consumo. No primeiro semestre deste ano, o faturamento de R$ 121,76 bilhões superou os R$ 110,8 bilhões registrados no mesmo período de 2025. ## **Incentivos protegidos até 2073** Apesar da defesa feita pelo candidato, os incentivos da Zona Franca de Manaus não funcionam como uma renúncia tributária convencional que possa ser eliminada integralmente apenas por decisão do presidente da República. O regime possui proteção constitucional até 2073\. A prorrogação foi incorporada à Constituição e garante a manutenção da Zona Franca por mais cinco décadas a partir de 2023\. O tratamento diferenciado do modelo também foi considerado na reforma tributária, que criou mecanismos voltados à preservação da competitividade das empresas instaladas na região. Uma eventual mudança estrutural na Zona Franca, portanto, dependeria de uma discussão política, legislativa e constitucional mais ampla. A retirada dos incentivos, especialmente em uma dimensão capaz de desmontar o atual modelo industrial, não dependeria apenas de uma decisão administrativa do Poder Executivo. Resumo redes: Candidato à Presidência classificou a ZFM como uma “irracionalidade atroz” e afirmou que trabalhadores da indústria poderiam migrar para outros setores. Incentivos do modelo têm proteção constitucional até 2073. ### DIÁRIO DO POLO - 01/09/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/zona-franca-pim-taxa-seca-logistica-01-09-2026/ Last updated: 2026-09-01T11:33:01.000Z ## Eco­no­mia do Ama­zo­nas A eco­no­mia do Ama­zo­nas atra­vessa um momento de tran­si­ção es­tra­té­gico, onde o mo­ni­to­ra­mento fino de in­di­ca­do­res e a agi­li­dade nas de­ci­sões ins­ti­tu­ci­o­nais tornam-se os prin­ci­pais ativos para os ges­to­res do Polo In­dus­trial de Manaus (PIM). Neste início de se­tem­bro, o cenário exige um olhar apro­fun­dado sobre a con­ver­gên­cia de fatores ma­cro­e­co­nô­mi­cos e de­sa­fios re­gi­o­nais. O setor in­dus­trial, que re­pre­senta o motor central do Produto Interno Bruto (PIB) es­ta­dual, lida com a du­a­li­dade de um câmbio mo­men­ta­ne­a­mente estável frente a uma taxa de juros que en­ca­rece se­ve­ra­mente a ope­ra­ção lo­gís­tica. A atuação de órgãos como a SUFRAMA e as de­li­be­ra­ções do Con­se­lho de De­sen­vol­vi­mento do Ama­zo­nas (Codam) ganham peso re­do­brado, uma vez que a se­gu­rança ju­rí­dica e a ma­nu­ten­ção dos di­fe­ren­ci­ais com­pe­ti­ti­vos da Zona Franca de Manaus (ZFM) são os pilares que sus­ten­tam os in­ves­ti­men­tos de grandes grupos mul­ti­na­ci­o­nais no Norte do país. O acom­pa­nha­mento diário re­a­li­zado pelas en­ti­da­des re­pre­sen­ta­ti­vas, como a Fe­de­ra­ção das In­dús­trias do Estado do Ama­zo­nas (FIEAM) e o Centro da In­dús­tria do Estado do Ama­zo­nas (Cieam), aponta para um se­mes­tre de ajustes ope­ra­ci­o­nais. Os setores de duas rodas e ele­tro­e­le­trô­ni­cos, que lideram o fa­tu­ra­mento do polo, estão no centro da pressão lo­gís­tica causada pela vazante dos rios, um fe­nô­meno que este ano impõe custos ex­tra­or­di­ná­rios de frete. Além da in­fra­es­tru­tura, a ar­ti­cu­la­ção po­lí­tica em Bra­sí­lia per­ma­nece como uma frente de batalha cons­tante. A tran­si­ção para o novo modelo de tri­bu­ta­ção sobre o consumo exige que as in­dús­trias e seus for­ne­ce­do­res sa­té­li­tes revisem pro­ces­sos tri­bu­tá­rios para ga­ran­tir que o Ama­zo­nas não perca terreno para outros hubs in­dus­tri­ais do Sul e Sudeste. O Diário do Polo assume, a partir de hoje, a missão de tra­du­zir essa com­ple­xi­dade em dados aci­o­ná­veis para a co­mu­ni­dade de ne­gó­cios. - **Olá! Assumo meu posto como editor do Diário do Polo.** A partir desta edição, conduzo este boletim com o com­pro­misso de en­tre­gar à co­mu­ni­dade de ne­gó­cios do Ama­zo­nas uma síntese precisa e es­tra­té­gica dos fatos que movem o Polo In­dus­trial de Manaus (PIM). Em um cenário de cons­tan­tes trans­for­ma­ções re­gu­la­tó­rias e de­sa­fios lo­gís­ti­cos, a in­for­ma­ção factual e direta é fer­ra­menta in­dis­pen­sá­vel para a tomada de decisão de exe­cu­ti­vos, ges­to­res e entes go­ver­na­men­tais. O nosso foco per­ma­nece na análise de como as mo­vi­men­ta­ções na­ci­o­nais e globais im­pac­tam o custo de pro­du­ção, o es­co­a­mento da pro­du­ção e a com­pe­ti­ti­vi­dade das in­dús­trias ins­ta­la­das na Zona Franca de Manaus. --- ## Co­mér­cio e Câmbio | In­di­ca­dor | Valor | | --------------------------- | ----------------- | | PTAX USD/BRL (Compra/Venda) | R$ 5,16 / R$ 5,16 | | USD/BRL (Spot) | R$ 5,16 (estável) | | EUR/BRL (Spot) | R$ 6,01 (estável) | | Taxa SELIC | 14,00% a.a. | A es­ta­bi­li­dade do dólar spot, que en­cer­rou a última sessão em R$ 5,16, oferece uma base de pla­ne­ja­mento tem­po­rá­ria para as in­dús­trias do Polo In­dus­trial de Manaus na aqui­si­ção de com­po­nen­tes im­por­ta­dos. Para os setores de ele­tro­e­le­trô­ni­cos e de duas rodas, que possuem alta de­pen­dên­cia de insumos cotados em moeda es­tran­geira, a cotação atual permite uma pre­vi­si­bi­li­dade mo­men­tâ­nea nos custos de re­po­si­ção de estoque no início deste mês. No entanto, o patamar da taxa Selic em 14% ao ano con­ti­nua sendo o prin­ci­pal fator de pressão fi­nan­ceira para as cor­po­ra­ções. Os juros ele­va­dos en­ca­re­cem sig­ni­fi­ca­ti­va­mente o car­re­ga­mento de es­to­ques, uma va­ri­á­vel crítica para o Ama­zo­nas devido ao longo tempo de trân­sito lo­gís­tico entre os for­ne­ce­do­res globais e as plantas de Manaus. Além disso, o custo do crédito res­tringe o poder de compra do con­su­mi­dor final no res­tante do país, im­pac­tando di­re­ta­mente a demanda por bens de consumo du­rá­veis fa­bri­ca­dos no PIM. --- ## O Que Muda Para o Ama­zo­nas - **Con­trole de margens no Polo de Ele­tro­e­le­trô­ni­cos.** A ma­nu­ten­ção do dólar em R$ 5,16 auxilia no con­trole das margens ope­ra­ci­o­nais das fa­bri­can­tes, mi­ti­gando va­ri­a­ções bruscas nos custos de insumos es­sen­ci­ais neste início de tri­mes­tre. - **Pressão sobre o fluxo de caixa in­dus­trial.** O patamar de 14% da taxa Selic exige que os ges­to­res fi­nan­cei­ros das in­dús­trias de Manaus man­te­nham uma dis­ci­plina ri­go­rosa, visando reduzir o impacto do alto custo de capital de giro sobre a ren­ta­bi­li­dade líquida das plantas. - **Ex­plo­são no custo de frete in­ter­na­ci­o­nal.** A so­bre­taxa de seca de US$ 4,6 mil por con­têi­ner apli­cada pelos ar­ma­do­res impõe um aumento ime­di­ato no custo lo­gís­tico, obri­gando as em­pre­sas a re­vi­sa­rem seus preços de des­pa­cho para o varejo na­ci­o­nal no pico sazonal de final de ano. - **Redução da per­cep­ção de risco lo­gís­tico.** O avanço nos cro­no­gra­mas de in­fra­es­tru­tura ter­res­tre, como as li­ci­ta­ções na BR-319, si­na­liza aos in­ves­ti­do­res uma pers­pec­tiva de redução da de­pen­dên­cia ex­clu­siva do trans­porte fluvial a médio prazo para o es­co­a­mento do PIM. - **De­fi­ni­ção da com­pe­ti­ti­vi­dade tri­bu­tá­ria local.** A decisão es­tra­té­gica de em­pre­sas sa­té­li­tes sobre o regime de re­co­lhi­mento tri­bu­tá­rio em se­tem­bro de­fi­nirá a so­bre­vi­vên­cia de for­ne­ce­do­res locais frente à nova es­tru­tura de im­pos­tos sobre o consumo em im­ple­men­ta­ção. --- ## Fe­cha­mento A eco­no­mia do Ama­zo­nas inicia este novo ciclo sob a vi­gi­lân­cia dos custos lo­gís­ti­cos e fi­nan­cei­ros, mas com uma base in­dus­trial que de­mons­tra re­si­li­ên­cia por meio de in­ves­ti­men­tos cons­tan­tes na atu­a­li­za­ção de suas plantas. A es­ta­bi­li­dade do câmbio e os novos pro­je­tos apro­va­dos para o polo for­ne­cem o lastro ne­ces­sá­rio para en­fren­tar o período crítico da es­ti­a­gem, que este ano se mostra par­ti­cu­lar­mente de­sa­fi­a­dor para a com­pe­ti­ti­vi­dade do frete. O sucesso do Polo In­dus­trial de Manaus nos pró­xi­mos meses de­pen­derá da agi­li­dade das em­pre­sas em adaptar suas cadeias de su­pri­men­tos aos novos pa­ta­ma­res de custo e da efi­cá­cia da ar­ti­cu­la­ção po­lí­tica na defesa dos di­fe­ren­ci­ais tri­bu­tá­rios da Zona Franca em Bra­sí­lia. Bom dia e bons ne­gó­cios. --- O Polo Acom­pa­nhe o Polo In­dus­trial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo In­dus­trial de Manaus, no­tí­cias e aná­li­ses sobre a in­dús­tria, a Zona Franca e a eco­no­mia do Ama­zo­nas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### Maior varejista de eletromóveis do Norte, Bemol supera faturamento de R$ 5 bilhões, chega a 760 mil contas ativas e projeta crescer até 12% em 2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/maior-varejista-de-eletromoveis-do-norte-bemol-supera-faturamento-de-r-5-bilhoes-chega-a-760-mil-contas-ativas-e-projeta-crescer-ate-12-em-2026/ Last updated: 2026-09-01T00:16:12.000Z A Bemol encerrou 2025 com faturamento superior a R$ 5 bilhões, crescimento de 11,1% sobre os R$ 4,5 bilhões registrados no ano anterior, e entra em 2026 projetando manter um ritmo de expansão entre 10% e 12%. Aos 84 anos, a companhia também alcançou 760 mil contas ativas em sua operação financeira e mantém uma carteira de crédito de R$ 2 bilhões, enquanto avança em frentes que hoje vão muito além do varejo tradicional. No recorte específico das vendas varejistas, a empresa movimentou R$ 4,3 bilhões em 2025, segundo o ranking das 300 maiores varejistas do Brasil elaborado pelo Instituto Retail Think Tank (IRTT). O resultado colocou a Bemol como a maior varejista de eletromóveis com sede na região Norte. Nesse indicador, que considera o braço de varejo e não todo o faturamento da companhia, a empresa cresceu 8% no ano. A diferença entre os dois números está justamente no alcance atual dos negócios. Enquanto os R$ 4,3 bilhões correspondem às vendas consideradas pelo ranking do IRTT, o faturamento superior a R$ 5 bilhões informado pela própria Bemol contempla uma companhia que passou a operar em diferentes segmentos. Além das lojas de departamento, a estrutura reúne farmácias, mercados, loterias, uma clínica, serviços financeiros e comércio eletrônico. Hoje, a Bemol informa operar 37 lojas de departamento, 45 farmácias, três mercados, 22 loterias, uma clínica e 23 agências de serviços financeiros, além do site. O comércio eletrônico já responde por 17% das vendas. A estrutura logística inclui centros de distribuição, mais de 250 caminhões, transporte fluvial por meio de barcos parceiros, parceiros locais e pontos de retirada, modelo que permite à empresa afirmar que atende todo o Amazonas. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Maior-varejista-de-eletrom--veis-do-Norte--Bemol-supera-faturamento-de-R--5-bilh--es--chega--a-760-mil-contas-ativas-e-projeta-crescer-at---12--em-2026-barco-bemol.jpg) Foto: Reprodução/Internet ### Crédito ganha peso na operação Uma das principais apostas para a próxima etapa de crescimento está justamente no crédito. O antigo crediário da Bemol, que durante décadas ajudou consumidores sem acesso ao sistema bancário a parcelar compras de eletrodomésticos, passou por uma transformação digital e hoje integra uma operação financeira mais ampla. A Conta Bemol oferece parcelamento, empréstimo pessoal, crédito com garantia imobiliária e um crediário parceiro aceito em cerca de 10 mil estabelecimentos fora da própria rede. A empresa informa ter alcançado 760 mil contas ativas e estabeleceu como próxima meta chegar a 1 milhão. A carteira de crédito já soma R$ 2 bilhões. A estratégia ocorre em um ambiente de endividamento elevado das famílias brasileiras. Em maio de 2026, 81,6% das famílias do país estavam endividadas, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio. Mesmo nesse cenário, a Bemol mantém crédito, farmácias e logística fluvial entre as áreas prioritárias para sustentar seu crescimento neste ano, sem planos imediatos de expandir as lojas para fora da Amazônia. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/09/Maior-varejista-de-eletrom--veis-do-Norte--Bemol-supera-faturamento-de-R--5-bilh--es--chega--a-760-mil-contas-ativas-e-projeta-crescer-at---12--em-2026-2.jpg) Foto: Bemol/Divulgação ### De máquinas de costura à diversificação A trajetória da Bemol começou bem antes de se tornar uma rede varejista. Em 1942, Isaac Benchimol reuniu os recursos disponíveis para apoiar os filhos Samuel, Israel e Saul na criação da Benchimol & Irmãos, inicialmente dedicada à representação de produtos farmacêuticos. Isaac, filho de imigrantes judeus marroquinos que chegaram à Amazônia no século 19, havia trabalhado nos seringais e retornado a Manaus no início da década de 1930. A entrada mais forte no varejo ocorreu a partir da comercialização das máquinas de costura japonesas New Yorker. O desempenho do produto levou os irmãos a multiplicar os pontos de venda em Manaus durante os anos 1960 e, posteriormente, a consolidar as Lojas Bemol. A criação da Zona Franca de Manaus, em 1967, transformou novamente o negócio, à medida que fabricantes de eletrônicos passaram a se instalar na cidade e a rede ampliou a oferta de televisores, geladeiras e aparelhos de som. A companhia também diversificou cedo suas atividades. Em 1964, adquiriu a Gazônia, então principal concorrente na distribuição de gás de cozinha em Manaus, e, em 1969, iniciou a expansão para outros estados. Ao longo das décadas, porém, dois pilares permaneceram associados à empresa: a presença física na Amazônia e o crediário próprio. Resumo redes: Empresa amazonense fechou 2025 com alta de 11,1% no faturamento, mantém carteira de crédito de R$ 2 bilhões e amplia atuação para além das lojas de departamento, com farmácias, mercados, serviços financeiros e uma estrutura logística que alcança todo o Amazonas. ### Taxa da Pouca Água: Comércio do Amazonas reitera cobrança por transparência nos custos e defesa da BR-319 URL: https://www.jornalopolo.com.br/taxa-da-pouca-agua-comercio-do-amazonas-reitera-cobranca-por-transparencia-nos-custos-e-defesa-da-br-319/ Last updated: 2026-08-31T22:37:29.000Z A Associação Comercial do Amazonas (ACA) voltou a cobrar transparência na eventual aplicação da Taxa da Pouca Água (*Low Water Surcharge* – LWS) sobre o transporte de cargas no Estado. O posicionamento foi apresentado pelo presidente da entidade, Bruno Loureiro Pinheiro, durante a 321ª Reunião Ordinária do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), realizada na quinta-feira (27), em Manaus. Segundo Pinheiro, a entidade não se opõe à cobrança desde que as empresas responsáveis consigam demonstrar tecnicamente a necessidade do adicional e os custos que justificam sua aplicação. A ACA acompanha o tema desde 2025 e defende que qualquer taxa relacionada à redução do nível dos rios tenha critérios previamente conhecidos pelo mercado. > “O posicionamento da ACA é muito claro: não somos contra uma cobrança quando ela estiver tecnicamente justificada e devidamente comprovada. O que defendemos é transparência, previsibilidade, uma base de cálculo clara e a comprovação efetiva dos custos”, disse. Para a associação, uma eventual sobretaxa não ficaria restrita às empresas de transporte ou às indústrias instaladas na Zona Franca de Manaus. O custo adicional poderia alcançar o comércio, o abastecimento de produtos e, em última instância, os preços pagos pelos consumidores amazonenses. Bruno Pinheiro também voltou a relacionar o debate sobre os custos logísticos à BR-319\. Na avaliação do dirigente, a rodovia representa uma alternativa para aumentar a segurança do abastecimento e reduzir a dependência do Amazonas de uma única estrutura de transporte de cargas. > “Essa discussão envolve o abastecimento, o comércio, a indústria, a competitividade da Zona Franca de Manaus e, no final, o próprio custo de vida da população do Amazonas. Esse cenário também reforça a importância estratégica da BR-319, porque precisamos de alternativas logísticas que proporcionem maior segurança ao abastecimento e competitividade às empresas”, ressaltou. A reunião do Codam, no último dia 27, aprovou 45 projetos industriais, com previsão de aproximadamente R$ 1,02 bilhão em investimentos e geração de mais de 1,3 mil empregos. A pauta reuniu 22 projetos de implantação, 21 de ampliação e dois de diversificação. Resumo redes: Segundo Bruno Pinheiro, presidente da ACA, o Comércio não se opõe à cobrança desde que as empresas responsáveis consigam demonstrar tecnicamente a necessidade do adicional e os custos que justificam sua aplicação. A Associação defende que qualquer taxa relacionada à redução do nível dos rios tenha critérios previamente conhecidos pelo mercado. ### André Esteves diz que Brasil pode cortar juros de 14% para 7% com ajuste da dívida pública URL: https://www.jornalopolo.com.br/andre-esteves-diz-que-brasil-pode-cortar-juros-de-14-para-7-com-ajuste-da-divida-publica/ Last updated: 2026-08-31T21:54:35.000Z A ideia de que juros elevados beneficiam os bancos não corresponde à realidade, afirmou André Esteves, chairman do BTG Pactual, durante a abertura do Macro Day 2026, evento realizado nesta segunda-feira (31). Segundo o executivo, a taxa de juros em 14% ao ano cria um ambiente “muito hostil” para a atividade econômica e prejudica diferentes setores, incluindo o próprio sistema financeiro. > “É ruim para as empresas, para todos os setores, para a indústria, para o varejo, para o empreendedorismo e para os bancos. Essa ideia de que juro alto é bom para os bancos, não é. É muito ruim”, disse. Na avaliação de Esteves, o Brasil tem a oportunidade de reduzir os juros à metade, para cerca de 7% ao ano, desde que enfrente o crescimento da dívida pública. > “Nós estamos com juros de 14% e podemos ter juros de 7%. Não somos condenados, por sermos brasileiros, a viver nesse ambiente”, afirmou. ## Dívida pública é o ponto fora do lugar Esteves avaliou que a economia brasileira está organizada em diversos aspectos. Ele citou as reservas cambiais de cerca de US$ 370 bilhões, a solidez do sistema financeiro, a força do mercado de capitais e o baixo nível de desemprego. O principal desequilíbrio, porém, seria a trajetória fiscal. > “Tem um item que ainda está fora do lugar: o crescimento da dívida pública no Brasil está muito alto, muito forte e muito rápido. A gente precisa tratar desse tema”, disse. Para o chairman do BTG, o controle da dívida não deve ser tratado como uma discussão ideológica, mas como uma questão técnica e institucional. > “Existe uma técnica para isso, existe tecnologia, existe ciência. A gente tem que abraçar essa ciência e entregar para a sociedade esse enorme benefício”, afirmou. ## Juros de um dígito Esteves defendeu que o próximo governo aproveite o novo ciclo político para criar condições para uma redução estrutural dos juros. Segundo ele, levar a taxa para um dígito, de maneira sustentável, teria efeitos profundos sobre a economia e, principalmente, sobre a população de menor renda. > “Ir para um juro de um dígito sólido é uma enorme transformação da sociedade, principalmente para a base da pirâmide, que é quem mais sofre com isso”, afirmou. O executivo chegou a comparar o impacto da queda dos juros ao alcance das políticas de transferência de renda. “Isso equivale a 30 vezes qualquer programa social. É muito relevante.” Para Esteves, a mudança é viável e pode se tornar um dos principais legados do próximo governo. “A boa notícia é que é possível. E relativamente simples”, defendeu. *Reprodução/Money Times* Resumo redes: Executivo do BTG Pactual aponta o crescimento da dívida pública como principal obstáculo e afirma que juros altos prejudicam empresas, indústria, varejo e o próprio sistema financeiro. ### Principal polo eletroeletrônico do Brasil, Manaus instala 62 pontos para logística reversa de equipamentos URL: https://www.jornalopolo.com.br/principal-polo-eletroeletronico-do-brasil-manaus-instala-62-pontos-para-logistica-reversa-de-equipamentos/ Last updated: 2026-08-31T21:11:03.000Z A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), iniciou, nesta segunda-feira (31), a instalação de 62 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) para o descarte de resíduos eletroeletrônicos em todas as zonas da capital. A implantação começou no mesmo dia em que foi formalizado o Termo de Cooperação Técnica entre a Semulsp e a Circular Brain, empresa de tecnologia responsável pelo ecossistema Circulare de logística reversa de eletrônicos. O acordo foi assinado pelo subsecretário de Gestão da Semulsp, Lucas Marçal, e pelo fundador da Circular Brain, Marcus William Oliveira. A parceria amplia a estrutura permanente de coleta seletiva de eletrônicos em Manaus e dá continuidade ao trabalho iniciado em fevereiro, durante o “Dia de Detox de Eletrônicos — Manaus + Circulare”, realizado no Ecoponto Zona Sul, no bairro Educandos. Os novos coletores já começaram a ser instalados e serão distribuídos na sede da Prefeitura de Manaus, na Semulsp e em outras secretarias municipais, além de ecopontos, universidades, redes de supermercados e outros locais de grande circulação. A meta é chegar a 62 pontos em todas as zonas da cidade. A lista completa com os endereços dos eletropontos será disponibilizada na página oficial da Semulsp. O subsecretário de Gestão da Semulsp, Lucas Marçal, destacou que a ampliação da rede busca facilitar o acesso da população a locais adequados para o descarte de equipamentos que muitas vezes permanecem guardados por anos nas residências ou acabam destinados ao lixo comum. > “Manaus é uma cidade muito grande, com um polo industrial importante, e percebemos a necessidade de avançar também na coleta de resíduos eletroeletrônicos. Serão 62 pontos distribuídos em todas as zonas da cidade, facilitando o acesso da população ao descarte correto desses materiais”, afirmou. ### **O que descartar?** Nos eletropontos poderão ser descartados computadores, televisores, celulares, tablets, pen drives, escovas elétricas, mixers, brinquedos eletrônicos, chapinhas, secadores de cabelo, carregadores, fios e outros equipamentos eletroeletrônicos fora de uso. Os próprios coletores terão orientações sobre os itens que podem ser entregues. Para volumes acima de 30 quilos, o cidadão poderá escanear o QR Code disponível nos equipamentos e solicitar o agendamento da retirada do material diretamente em sua residência. O coordenador da Semulsp Ambiental, Luiz Paz, enfatizou que a nova rede amplia as alternativas para que a população dê destinação adequada a materiais que antes poderiam acabar em lixeiras irregulares ou no aterro sanitário. > “A partir de hoje, estamos implementando 62 Pontos de Entrega Voluntária, onde o cidadão poderá descartar resíduos eletroeletrônicos que, anteriormente, seriam destinados a lixeiras irregulares ou aterros sanitários. Agora, o cidadão tem a oportunidade de realizar esse descarte de maneira ecologicamente correta”, reforçou. Luiz Paz também ressaltou que a iniciativa associa proteção ambiental à geração de renda para os trabalhadores da reciclagem. > “Os materiais coletados serão destinados às cooperativas de catadores, gerando emprego, renda e dignidade para esses profissionais. Participe da coleta seletiva: esta é a forma correta e sustentável de descartar seus resíduos”, pontuou. ### **Economia circular** A Circular Brain é a empresa de tecnologia que desenvolveu a Circulare, ecossistema de logística reversa que conecta pontos de coleta, cooperativas, recicladores e a indústria para garantir a destinação adequada de equipamentos eletroeletrônicos fora de uso. A proposta é fazer com que esses materiais retornem à cadeia produtiva como matéria-prima, em vez de seguirem para descarte inadequado. Para Marcus William Oliveira, fundador da Circular Brain, a parceria com a Prefeitura de Manaus cria uma estrutura permanente de coleta, processamento e destinação correta desses resíduos. > “A importância dessa parceria é trazer para Manaus e para o Amazonas soluções de coleta, processamento e destinação correta desses materiais, evitando que geladeira, lavadora ou um produto eletrônico sejam descartados de maneira inadequada na margem de um rio ou em outros locais impróprios”, salientou. Segundo ele, o projeto também busca ampliar a educação ambiental e aproximar a população das práticas de economia circular. > “Também queremos conscientizar a população, disseminar conhecimento e fortalecer a educação ambiental, para gerar benefícios ao meio ambiente e, ao mesmo tempo, impactos sociais positivos, especialmente para as entidades e cooperativas que trabalham com reciclagem na região”, completou. ### **Eco Cooperativa** A Eco Cooperativa será uma das instituições beneficiadas com os materiais recolhidos nos novos eletropontos. A entidade ficará responsável pela triagem e separação de parte dos resíduos, atividade que permitirá o reaproveitamento dos componentes e também a geração de renda para os cooperados. A dirigente da Eco Cooperativa, Waldirene Santos, explicou que a separação correta interfere diretamente no aproveitamento e no valor comercial dos materiais. > “Além de garantir o descarte correto desse material, essa parceria também gera renda para nós, catadores, e para a nossa cooperativa. Quando o material chega, fazemos a triagem e a separação. Isso melhora o aproveitamento e também o valor desses materiais”, explicou. Na cooperativa, componentes como plástico, alumínio, cobre, baterias e outros materiais são separados antes de seguirem para comercialização ou reciclagem. Waldirene também agradeceu e parabenizou a Prefeitura de Manaus pela iniciativa e destacou a importância da parceria para quem trabalha diretamente com reciclagem. > “Eu quero agradecer à Prefeitura de Manaus, que sempre foi nossa parceira. A entrega desses ecopontos vai ampliar ainda mais esse trabalho e ajudar a garantir o descarte correto dos resíduos. Nós sabemos o quanto o meio ambiente precisa desse cuidado. Essa iniciativa é muito importante para o meio ambiente e também para os catadores, porque contribui para a preservação da cidade e, ao mesmo tempo, gera oportunidade e renda para quem vive da reciclagem”, concluiu. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Prefeitura-de-Manaus-inicia-instala----o-de-62-coletores-de-lixo-eletr--nico-e-amplia-estrutura-permanente-de-coleta-seletiva-1.jpg) Foto: João Viana/Semcom Resumo redes: Rede será distribuída por todas as zonas da cidade e receberá itens como celulares, televisores, computadores e outros equipamentos fora de uso. Parceria entre Semulsp e Circular Brain prevê triagem dos resíduos por cooperativas e recicladores, com reaproveitamento de plástico, alumínio, cobre e outros componentes. ### Incentivos da Zona Franca estão no centro de duas ações acompanhadas pelo Cieam no STF URL: https://www.jornalopolo.com.br/incentivos-da-zona-franca-estao-no-centro-de-duas-acoes-acompanhadas-pelo-cieam-no-stf/ Last updated: 2026-08-31T20:45:35.000Z A defesa dos incentivos da Zona Franca de Manaus (ZFM) voltou ao centro da agenda jurídica do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) durante a 150ª Reunião Ordinária do Conselho Superior da entidade, realizada na sexta-feira (28). Representantes do setor industrial analisaram duas ações em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) com reflexos sobre benefícios fiscais relacionados ao modelo. Uma das frentes envolve a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5902, apresentada pelo governo do Amazonas em 2018\. A ação questiona dispositivos da Lei Complementar nº 160/2017 e do Convênio ICMS nº 190/2017, criados para regularizar benefícios de ICMS que estados haviam concedido unilateralmente durante a chamada guerra fiscal. As normas permitiram a convalidação desses incentivos, além da remissão e anistia de créditos tributários, sem exigir a antiga unanimidade do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). O Amazonas sustenta que essa regularização em outros estados reduz o diferencial competitivo assegurado constitucionalmente à ZFM e pode aprofundar desigualdades regionais. Atualmente, a ação está sob relatoria do ministro André Mendonça e segue sem julgamento definitivo de mérito. Na prática, portanto, a ADI 5902 não questiona diretamente um incentivo concedido à Zona Franca. O ponto central é a possibilidade de outros estados manterem benefícios de ICMS que haviam sido concedidos sem autorização unânime do Confaz. Para o Amazonas, ao permitir que essas vantagens fossem regularizadas, a LC 160 e o Convênio 190 reduziram parte da diferença tributária que ajuda a compensar os custos de produção e logística de empresas instaladas em Manaus. A segunda discussão foi relacionada à ADI 7963, ajuizada em maio deste ano pela Confederação Nacional do Ramo Químico da CUT (CNRQ/CUT). O processo, no qual o Cieam atua como *amicus curiae*, envolve incentivos ao refino de petróleo e o artigo 92-B do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). A Lei Complementar nº 214/2025 manteve petróleo e combustíveis, em regra, fora do regime favorecido da ZFM, mas criou uma exceção para as saídas internas de produtos refinados por indústria instalada na região, desde que cumprido o Processo Produtivo Básico (PPB) e que os produtos sejam destinados ao consumo dentro da própria Zona Franca. A CNRQ/CUT pede ao STF que derrube essa exceção. A entidade argumenta que o benefício ao refino cria uma vantagem concorrencial desproporcional e viola princípios como isonomia tributária e livre concorrência. Do outro lado da discussão está também o artigo 92-B do ADCT, incluído pela Reforma Tributária, que determina que a nova legislação do IBS e da CBS estabeleça mecanismos para manter, em caráter geral, o diferencial competitivo da ZFM. A ADI 7963 está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia e, segundo o andamento mais recente disponível no STF, ainda não teve decisão definitiva; o processo recebeu novas petições de *amici curiae* em agosto. Para o presidente do Conselho Superior do Cieam, Luiz Augusto Barreto Rocha, o acompanhamento dessas discussões jurídicas está diretamente relacionado à segurança das empresas instaladas no Amazonas. Segundo ele, a atuação em ações de controle de constitucionalidade e o acompanhamento dos desdobramentos da Reforma Tributária são instrumentos para assegurar previsibilidade aos investimentos e preservar as vantagens comparativas da ZFM. > “A indústria do Amazonas exige vigilância técnica permanente, e o nosso acompanhamento jurídico minucioso — seja na atuação estratégica em ações diretas de inconstitucionalidade, como as ADIs 5902 e 7963, seja na interlocução direta sobre os desdobramentos da Reforma Tributária — é o que assegura previsibilidade e estabilidade para quem investe e gera empregos no nosso polo”, afirmou. Além das duas ações no STF, a agenda incluiu uma análise do cenário atual da Reforma Tributária, conduzida pela conselheira Jeanete Portela, do Cieam/Contrif-CNI. O representante do escritório conjunto do Cieam em Brasília, Saleh Hamdeh, também apresentou o alinhamento das prioridades institucionais da entidade para o segundo semestre de 2026. Realizada em formato híbrido, a reunião foi conduzida por Luiz Augusto Barreto Rocha e contou com a participação do presidente executivo do Cieam, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, além de conselheiros, lideranças industriais e especialistas. O encontro também abordou temas de governança corporativa e infraestrutura da entidade. A programação marcou ainda o reconhecimento pelos 32 anos da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), completados no sábado (29). O presidente executivo da entidade, Jorge Jr., destacou a atuação conjunta com o Cieam: > "Completar 32 anos mantendo um diálogo próximo e alinhado com o Cieam nos enche de orgulho. A indústria de eletroeletrônicos instalada em Manaus é referência em eficiência e agregação de valor para todo o Brasil. Seguiremos trabalhando juntos para assegurar previsibilidade regulatória, segurança fiscal e um ambiente de negócios favorável a novos investimentos e ao avanço tecnológico". ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Incentivos-da-Zona-Franca-est--o-no-centro-de-duas-a----es-acompanhadas-pelo-Cieam-no-STF-1-1.jpg) Foto: Cieam Resumo redes: Uma das ações trata de incentivos de ICMS concedidos por outros estados; a outra discute no STF benefícios ao refino de petróleo na Zona Franca. ### UCB Power reorganiza comando e passa a ser liderada por três executivos URL: https://www.jornalopolo.com.br/ucb-power-reorganiza-comando-e-passa-a-ser-liderada-por-tres-executivos/ Last updated: 2026-08-31T20:10:34.000Z A UCB Power passa por uma mudança em sua estrutura de liderança. Com 20 anos de trajetória na companhia e depois de ocupar, mais recentemente, o cargo de CEO, Ronaldo Gerdes anunciou, nesta segunda-feira (31), que deixa a função executiva e passa a atuar em uma posição consultiva e estratégica dentro da empresa. A informação foi divulgada pelo próprio executivo em uma publicação nas redes sociais. Segundo Gerdes, a decisão faz parte de uma mudança de prioridades pessoais e profissionais. Na publicação, ele afirmou que chegou o momento de “desacelerar um pouco” e abrir mais espaço para a família, os amigos e cuidados pessoais, ao mesmo tempo em que continuará apoiando a organização em sua nova função. Com a mudança, a liderança da UCB Power passa a ser compartilhada entre Diego Diniz, CFO da companhia; Antônio Maldonado, COO; e Vinícius Berná, CRO. De acordo com Gerdes, o processo de transição vem sendo estruturado ao longo do último ano, com alinhamento interno e preparação da nova etapa da empresa. Gerdes também relembrou a própria trajetória dentro da UCB Power. Ao longo das duas décadas na companhia, ocupou diferentes posições de liderança, entre elas vice-presidente de Operações, diretor Institucional e, mais recentemente, CEO. Apesar de deixar o comando executivo, ele permanecerá ligado à UCB Power, agora contribuindo em caráter consultivo e estratégico. Na publicação, Gerdes também agradeceu à família fundadora e aos investidores da companhia pelo apoio e pela confiança ao longo de sua trajetória na empresa. Resumo redes: Ronaldo Gerdes deixa o cargo de CEO e atuará em posição consultiva na companhia. Diego Diniz (CFO), Antônio Maldonado (COO) e Vinícius Berná (CRO) assumem o comando. ### Projeto Autazes prevê produção comercial de potássio em 2030, mas ainda busca até US$ 400 milhões para sair do papel URL: https://www.jornalopolo.com.br/projeto-autazes-preve-producao-comercial-de-potassio-em-2030-mas-ainda-busca-ate-us-400-milhoes-para-sair-do-papel/ Last updated: 2026-08-31T19:47:23.000Z A Brazil Potash ainda precisa levantar entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões em capital próprio (equity) para avançar com o financiamento do Projeto Autazes, empreendimento de US$ 2,5 bilhões planejado para produção de potássio no Amazonas. A necessidade permanece mesmo após a criação de novos incentivos federais para a indústria de fertilizantes e dos benefícios tributários associados à Zona Franca de Manaus. Segundo o presidente da companhia, Matt Simpson, a combinação dos incentivos da Zona Franca com o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) pode representar uma economia de até US$ 190 milhões para o projeto. Sancionado na última sexta-feira (28), o programa prevê R$ 10 bilhões em créditos fiscais de tributos federais para novas plantas de fertilizantes e também estabelece apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao setor. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Projeto-Autazes-prev---produ----o-comercial-de-pot--ssio-em-2030--mas-ainda-busca-at---US--400-milh--es-para-sair-do-papel-2.jpg) Autazes (AM) | Foto: Divulgação Em entrevista ao *Valor Econômico*, Simpson afirmou que a prioridade da empresa agora é fechar a estrutura financeira necessária para iniciar a construção. O modelo estudado reúne dívida, recursos de investidores, benefícios fiscais e contratos relacionados à infraestrutura do empreendimento. O executivo também defendeu uma participação maior de instituições públicas no financiamento de projetos de fertilizantes. Para ele, a entrada do BNDES ou de outras entidades apoiadas pelo governo teria peso não apenas pelo volume de recursos, mas pela sinalização aos investidores internacionais de que o projeto conta com respaldo institucional no Brasil. > “Não é tanto o volume do investimento que importa, mas o fato de o governo ter uma participação financeira nesses projetos de fertilizantes. Isso dá conforto aos investidores internacionais de que o projeto é efetivamente apoiado pelo governo brasileiro”, afirmou Simpson. A Brazil Potash informa já ter mantido conversas com instituições ligadas ao governo, mas não detalhou quais entidades participaram das tratativas nem os valores discutidos. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Matt-Simpson_-CEO-da-Brazil-Potash-Foto-Rogerio-Vieira-Valor.png) Matt Simpson, CEO da Brazil Potash | Foto: Rogerio Vieira/Valor Econômico ### Produção prevista para 2030 Caso consiga avançar com a captação e cumprir o cronograma de construção, a companhia trabalha com o início da produção comercial no fim de 2030\. A capacidade inicial prevista é de 2,2 milhões de toneladas de potássio por ano, volume equivalente a aproximadamente 17% do consumo brasileiro. Antes mesmo do início das obras principais, 91% dessa produção já está comprometida em contratos de longo prazo do tipo *take or pay*. Os acordos, com duração entre dez e 17 anos, envolvem a Amaggi, a suíça Keytrade e a Kimia, que assumiram compromissos de compra de volumes mínimos a preços de mercado. A estratégia da companhia é concentrar inicialmente o potássio no mercado brasileiro, embora também sejam consideradas exportações para outros países da América Latina e para os Estados Unidos. Simpson afirma que a produção nacional não significa necessariamente um potássio mais barato ao produtor rural, já que a comercialização continuará seguindo referências de mercado. A aposta está na redução da exposição brasileira às oscilações internacionais, especialmente diante da concentração de parte relevante da oferta mundial em Rússia e Belarus. ### Logística entra na conta Outro ponto utilizado pela Brazil Potash para sustentar a competitividade do empreendimento é o custo de transporte. A estimativa da empresa é que levar o produto de Autazes até produtores de Mato Grosso custe cerca de US$ 53 por tonelada. O valor seria inferior à metade dos mais de US$ 100 por tonelada calculados para o potássio importado que entra no Brasil por portos como Santos e Paranaguá e depois segue por transporte rodoviário até o Centro-Oeste. A estratégia logística prevê utilizar no trajeto de retorno as barcaças empregadas atualmente no escoamento de soja, milho e algodão pela região, reduzindo viagens com capacidade ociosa. Na área de licenciamento, Simpson afirmou que a principal pendência atualmente está relacionada à linha de transmissão de 165 quilômetros prevista para conectar o projeto à subestação de Silves, no Amazonas. O empreendimento também teve uma decisão judicial favorável neste mês, quando o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido que buscava suspender decisões de instâncias inferiores relacionadas ao aval socioambiental do projeto. Segundo Simpson, o empreendimento não está localizado em terra indígena. Resumo redes: A Brazil Potash ainda precisa levantar entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões em capital próprio (equity) para avançar com o financiamento do Projeto Autazes, empreendimento de US$ 2,5 bilhões planejado para produção de potássio no Amazonas. A necessidade permanece mesmo após a criação de novos incentivos federais para a indústria de fertilizantes e dos benefícios tributários associados à Zona Franca de Manaus. ### Cinco empresas chinesas avaliam investimentos no PIM; Grupo reúne companhias ligadas às áreas de automação, energia, tecnologia e móveis URL: https://www.jornalopolo.com.br/cinco-empresas-chinesas-avaliam-investimentos-no-pim-grupo-reune-companhias-de-automacao-energia-tecnologia-e-moveis/ Last updated: 2026-08-31T19:13:36.000Z Cinco empresas chinesas da província de Zhejiang integram a comitiva que esteve nesta segunda-feira (31) na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) para avaliar oportunidades de investimento no Polo Industrial de Manaus (PIM). O encontro avançou sobre condições para novos empreendimentos, transferência de tecnologia e fornecimento de insumos às cadeias produtivas já instaladas na capital amazonense. Segundo apurou o portal[ O POLO](https://www.jornalopolo.com.br/), juntamente à Suframa, as empresas participantes foram: - **Chitic Control Engineering**, representada pelo presidente Huang Yongzhong. A empresa atua com automação e controle industrial e desenvolve equipamentos e sistemas como DCS e PLC, além de soluções para gerenciamento de processos, água, energia e geração solar. A Chitic informa atender mais de 10 mil clientes e mantém em Hangzhou uma estrutura que reúne parque tecnológico, centro de pesquisa e desenvolvimento e base de produtos de automação. A companhia pertence ao grupo chinês Chint. - **Tucson Wood Industry**, representada pelo presidente Wang Weiyang. A companhia atua no mercado de madeira e mobiliário residencial de alto padrão, com atividades de desenvolvimento, produção e personalização de ambientes. A empresa mantém ainda a Tucson Home Furnishing como subsidiária, responsável por operar linhas próprias e marcas internacionais de mobiliário na China, entre elas a Tonino Lamborghini Casa. - **Huzhou Fangya Import and Export**, que teve como representante a gerente-geral Shi Ling. Registros comerciais disponíveis identificam a companhia no segmento de produtos de madeira e pisos, incluindo pisos de madeira engenheirada comercializados para exportação. - **Swipower Technology**, que enviou dois representantes à reunião: o gerente-geral Chen Jianmin e a gerente de vendas Huang Yanyan. Com sede em Jiaxing, na província de Zhejiang, a empresa produz sistemas de conversão de energia, com portfólio que inclui inversores de onda senoidal, inversores para instalação em rack e inversores solares híbridos. A companhia também informa manter uma cadeia de fornecimento para mercados da América do Norte, América do Sul e Europa. - **Mingzhi Information Technology**, representada pelo gerente-geral Cheng Houming, aparece como empresa de tecnologia da informação. Neste caso, informações públicas suficientemente consistentes sobre seu portfólio ainda são limitadas, o que impede detalhar com segurança suas linhas de negócio. A Suframa forneceu apenas os nomes das empresas e os nomes dos participantes. A apuração sobre os segmentos das empresas é de responsabilidade do portal O POLO. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Cinco-empresas-chinesas-avaliam-investimentos-no-Polo-de-Manaus--Grupo-re--ne-fabricantes-de-automa----o--energia--tecnologia-e-m--veis-2.jpeg) Foto: Divulgação/Suframa A comitiva inclui ainda representantes de uma associação empresarial, um grupo de comunicação e um escritório de advocacia ligados à internacionalização de empresas de Zhejiang. Durante a reunião, a Suframa apresentou o funcionamento dos incentivos da Zona Franca, as regras do Processo Produtivo Básico (PPB), a infraestrutura disponível e as condições regulatórias para investimentos estrangeiros. Segundo a autarquia, os empresários destacaram segurança jurídica e previsibilidade dos incentivos como pontos considerados na avaliação de novos negócios e demonstraram interesse tanto na instalação de empreendimentos voltados à inovação quanto na integração de fornecedores às cadeias industriais locais. > "O aumento de novos investimentos na Zona Franca de Manaus é fundamental para impulsionar a diversificação econômica, gerar empregos de alta qualificação e consolidar a nossa região como um hub tecnológico de referência no País. Receber comitivas internacionais com disposição real para parcerias sólidas nos dá a certeza de que o modelo continua highly atrativo e seguro para o capital estrangeiro", disse, na ocasião, o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro. Resumo redes: As empresas são: Chitic, Tucson Wood, Fangya, Swipower e Mingzhi. Comitiva discutiu novos negócios, transferência de tecnologia e fornecimento de insumos para o PIM. ### ​Cieam realiza o II Fórum de Comércio Exterior – COMEXA 2026 para debater inovação, sustentabilidade e o Novo Processo de Importação URL: https://www.jornalopolo.com.br/cieam-realiza-o-ii-forum-de-comercio-exterior-comexa-2026-para-debater-inovacao-sustentabilidade-e-o-novo-processo-de-importacao/ Last updated: 2026-08-31T17:20:45.000Z O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) realiza, no próximo dia 11 de setembro, a segunda edição do Fórum de Comércio Exterior – COMEXA 2026\. Com o tema “Comércio Exterior Inteligente: sustentabilidade, transformação digital e Novo Processo de Importação (NPI) para a indústria amazônica”, o encontro será realizado no auditório da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), no Distrito Industrial I, Zona Sul da capital, a partir das 8h. O evento deverá reunir especialistas, autoridades governamentais, executivos e operadores do setor logístico e aduaneiro. O fórum tem como propósito central fomentar discussões estratégicas e apresentar soluções práticas para os desafios operacionais e regulatórios enfrentados pelo Polo Industrial de Manaus (PIM), impulsionando a eficiência logística e fortalecendo a integração das empresas locais às cadeias globais de valor. Ao longo do dia, a programação trará debates aprofundados sobre os impactos, prazos de conformidade e as melhores práticas do NPI por meio da Declaração Única de Importação (Duimp), com foco direto na redução de custos e na celeridade dos trâmites alfandegários. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/image-12.png) Créditos: Cieam Paralelamente, o evento explorará a aplicação de tecnologias emergentes e inteligência artificial voltadas à rastreabilidade, desburocratização e automação dos fluxos logísticos. O encontro também colocará em pauta a agenda ESG e os critérios de sustentabilidade exigidos pelos mercados internacionais, evidenciando caminhos para a descarbonização das cadeias de suprimentos e a valorização competitiva da indústria e da bioeconomia da região. De acordo com o coordenador da Comissão Cieam de Comércio Exterior, Celiomar Gomes, a modernização dos processos é um passo indispensável para garantir a sustentabilidade econômica do modelo Zona Franca de Manaus. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/celiomar-gomes-e-lucio-flavio-morais-cieam.jpg) Lúcio Flávio Morais, presidente executivo do Cieam, e Celiomar Gomes, coordenador da Comissão Cieam de Comércio Exterior | Foto: Cieam > "O cenário internacional impõe uma velocidade de adaptação inédita. Preparar as empresas do Polo Industrial de Manaus para a transição definitiva do Novo Processo de Importação, aliada ao uso intensivo de ferramentas digitais e às exigências globais de sustentabilidade, não é apenas uma questão de conformidade regulatória, mas de sobrevivência competitiva. O COMEXA nasceu exatamente para municiar a nossa indústria com estratégia, previsibilidade e eficiência, assegurando que os produtos fabricados na Amazônia continuem disputando mercado em pé de igualdade com qualquer grande centro global", destaca. Além de proporcionar conteúdo técnico qualificado por meio de seus painéis, o COMEXA 2026 funcionará como um espaço estratégico para o fortalecimento do networking e a geração de negócios entre fabricantes, prestadores de serviços, agentes do comércio exterior e órgãos anuentes. As inscrições já estão abertas e podem ser efetuadas pelo [site oficial do Cieam](https://www.sympla.com.br/evento/ii-forum-de-comexa-comercio-exterior-na-amazonia/3548645?referrer=cieam.com.br&ref=jornalopolo.com.br), onde também está disponível a programação detalhada. Resumo redes: Evento acontece em 11 de setembro e vai discutir prazos e adequação ao NPI via Duimp, uso de inteligência artificial na automação logística e exigências ESG para reduzir custos, acelerar trâmites alfandegários e descarbonizar cadeias de suprimentos. ### TranspoAmazônia abre últimos estandes e aposta na indústria naval para novo recorde URL: https://www.jornalopolo.com.br/transpoamazonia-abre-ultimos-estandes-e-aposta-na-industria-naval-para-novo-recorde/ Last updated: 2026-08-31T15:51:36.000Z A TranspoAmazônia 2027 - Feira e Congresso Internacional de Transporte, Logística e Construção Naval já está em movimento e a Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), abriu esta semana oficialmente, as vendas dos estandes para a quarta edição, além de apresentar o novo layout do Centro de Convenções Vasco Vasques para o evento que acontece entre os dias 19 a 21 de maio. Com mais de 70% dos espaços já comercializados, a procura para 2027 está maior do que nas edições anteriores e entre os motivos está o novo eixo, a construção naval, que agora entra oficialmente no evento e já está atraindo estaleiros, armadores e toda a cadeia da navegação fluvial local e de outros estados brasileiros. Para o idealizador da TranspoAmazônia e presidente da Fetramaz, Irani Bertolini, o sucesso da edição 2026 e a ampliação do evento para 2027 estão recebendo uma grande aceitação do mercado com foco na apresentação de oportunidades de negócios e logística exclusivas da Região Norte. > “A TranspoAmazônia nasceu para mostrar a logística e o potencial real da Amazônia. Não existe economia no Norte sem o rio e sem a indústria naval. Ao incluí-los no centro da feira, reconhecemos um importante player para a geração de emprego e renda para o país e a certeza que em 2027 teremos uma feira maior, mais moderna e mais conectada com a nossa vocação histórica", afirmou Bertolini. ### Novo layout Para acompanhar o crescimento e a chegada do eixo naval, a Fetramaz apresenta também a maior mudança estrutural do evento, com uma completa readequação de layout, mais espaço, integração e oportunidades, com três pavilhões de exposição além da área externa, estrutura de estacionamento revisada e a adição do Piso Mogno, onde irá funcionar a ‘Arena Inovação’, espaço exclusivo para startups, novos projetos, inovação, sustentabilidade e podcast. A nova planta foi pensada como resposta direta à expansão do evento, que em 2026 superou todas as expectativas em negócios. Para 2027, o projeto também prevê mais espaço útil de exposição, corredores mais amplos e setores repensados para maior integração entre os segmentos, criando um fluxo único de visitação e favorecendo o networking. Uma área exclusiva será destinada a estaleiros, fabricantes de motores, sistemas de navegação, peças e serviços, além de empresas de cabotagem e logística fluvial, permitindo inclusive a exposição de embarcações. > "O mapa da feira de 2027 não é só maior, é mais inteligente. Redesenhamos tudo para que o visitante tenha uma jornada completa da cadeia logística amazônica, da carreta à balsa, do porto ao estaleiro, com uma estrutura para receber a indústria naval com a grandeza que ela tem. Quem vier vai entender por que o Amazonas está entre os maiores da indústria naval autônoma do planeta e é o centro de oportunidades únicas no Brasil", completou Bertolini. Com esta mensagem ao mercado, aos empreendedores e demais segmentos que atuam no setor, já podem garantir seus espaços na maior feira de logística, transporte e construção naval da Amazônia. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo telefone/ WhatsApp: (92) 99341-7772. Resumo redes: Em 2027, feira terá três pavilhões de exposição, nova área externa, corredores mais amplos, espaço exclusivo para a indústria naval e a estreia da Arena Inovação no Piso Mogno, voltada a startups, sustentabilidade e novos projetos. ### Receita Federal debate, nesta terça (1°), Reforma Tributária, Zona Franca e Áreas de Livre Comércio URL: https://www.jornalopolo.com.br/receita-federal-debate-nesta-terca-1deg-reforma-tributaria-zona-franca-e-areas-de-livre-comercio/ Last updated: 2026-08-31T15:24:06.000Z Manaus recebe nesta terça-feira (1º) o 15º módulo do curso Reforma Tributária do Consumo, iniciativa promovida conjuntamente pela Receita Federal do Brasil (RFB), Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon). Desta vez, a programação será dedicada à tributação da Zona Franca de Manaus (ZFM) e das Áreas de Livre Comércio (ALCs). O encontro será realizado presencialmente na sede da OAB Amazonas, a partir das 8h, de Manaus. A programação também terá [transmissão](https://www.youtube.com/watch?v=m6vHM6uPIJg&list=PLw2ZKoI7RG%5FcsmR4mhKQ840wwG%5FQEL4gn&index=15&ref=jornalopolo.com.br) pelo canal do CFC no YouTube. O curso integra uma capacitação composta por 18 módulos e reúne especialistas envolvidos diretamente na regulamentação e no acompanhamento da Reforma Tributária. Entre os participantes está o auditor-fiscal Felippe Sarkis, coordenador do grupo de trabalho da Receita Federal voltado à regulamentação da CBS e do IPI na Zona Franca de Manaus e nas Áreas de Livre Comércio. Também participa Marcus Fabiano, auditor-fiscal e chefe do Serviço de Monitoramento de Maiores Contribuintes na 2ª Região Fiscal. Completa o grupo Fernando Mombelli, auditor-fiscal da Receita Federal e gerente de projeto para a regulamentação da Reforma Tributária na instituição. A presença dos três coloca no centro da programação profissionais que atuam diretamente em diferentes frentes relacionadas à implementação do novo sistema tributário. Além da edição presencial em Manaus e da transmissão on-line, a página do Curso Reforma Tributária do Consumo reúne as videoaulas dos módulos anteriores e os slides das apresentações já realizadas. A iniciativa conta ainda com participação do Conselho Regional de Contabilidade do Amazonas (CRC-AM) e integra a programação de qualificação sobre as mudanças trazidas pela Reforma Tributária. Resumo redes: Manaus recebe o 15º módulo do curso Reforma Tributária do Consumo, da Receita Federal. O encontro será realizado presencialmente na sede da OAB Amazonas, a partir das 8h, de Manaus. A programação também terá [transmissão](https://www.youtube.com/watch?v=m6vHM6uPIJg&list=PLw2ZKoI7RG%5FcsmR4mhKQ840wwG%5FQEL4gn&index=15&ref=jornalopolo.com.br) pelo canal do Conselho Federal de Contabilidade no YouTube. Encontro reunirá três auditores-fiscais da Receita. ### Reforma Tributária: split payment obrigatório fica para 2028, e empresas terão 2027 como período de transição URL: https://www.jornalopolo.com.br/reforma-tributaria-split-payment-obrigatorio-fica-para-2028-e-empresas-terao-2027-como-periodo-de-transicao/ Last updated: 2026-08-31T15:04:25.000Z A obrigatoriedade do split payment, uma das principais mudanças operacionais trazidas pela Reforma Tributária, deve ficar para 2028\. A Receita Federal trabalha com esse prazo para exigir de forma geral o mecanismo que separará automaticamente os novos impostos sobre o consumo no momento do pagamento. Até lá, 2027 deverá funcionar como um período de implantação e adaptação. A previsão de 2028 ainda não foi estabelecida em norma e dependerá da integração de bancos, instituições financeiras e demais operadores de meios de pagamento à nova plataforma. O sistema, portanto, não deve esperar até 2028 para começar a funcionar. A expectativa da Receita é colocar a plataforma em operação já no início de 2027, inicialmente de forma gradual e facultativa nas transações entre empresas, conhecidas como operações business to business (B2B). Durante esse período, o split payment deverá conviver com o modelo tradicional de recolhimento. Conforme cada meio de pagamento for integrado à plataforma, as empresas poderão utilizar o novo sistema em determinadas transações e continuar seguindo a forma atual em outras. A exigência geral só deverá avançar quando a estrutura necessária estiver preparada para atender os meios de pagamento abrangidos pelo modelo. A mudança está justamente na forma como o imposto será retirado de cada operação. Hoje, em regra, uma empresa recebe o valor integral de uma venda, incluindo a parcela correspondente aos tributos, e posteriormente faz o recolhimento ao Fisco dentro do prazo previsto na legislação. Com o split payment, esse dinheiro será separado antes de chegar integralmente ao fornecedor. Quando o pagamento for processado, a instituição responsável pela transação identificará a parcela correspondente ao imposto e fará o repasse diretamente ao Fisco. A empresa receberá o restante do valor da venda. O mecanismo será aplicado à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo federal, e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência compartilhada entre Estados, Distrito Federal e municípios. Os dois foram criados pela Reforma Tributária para substituir gradualmente tributos atualmente cobrados sobre o consumo. Resumo redes: Receita prevê início gradual e facultativo do sistema em 2027, enquanto bancos e meios de pagamento avançam na integração necessária para a cobrança automática de CBS e IBS. ### PIB do Brasil deve crescer entre 1,3% e 1,6% em 2027, mas dívida, juros e eleição podem redefinir cenário, avalia Açoriana Corretora URL: https://www.jornalopolo.com.br/pib-do-brasil-deve-crescer-entre-1-3-e-1-6-em-2027-mas-divida-juros-e-eleicao-podem-redefinir-cenario-avalia-acoriana-corretora/ Last updated: 2026-08-31T14:52:00.000Z O Brasil deve chegar a 2027 com uma combinação desconfortável: crescimento mais fraco, juros ainda elevados e pouco espaço no orçamento para o governo que assumir o País. Ainda assim, uma recessão não aparece como o cenário mais provável. Para a Açoriana Corretora, a economia brasileira deve avançar entre 1,3% e 1,6% no próximo ano, caso prevaleça um ajuste fiscal intermediário, suficiente para evitar uma deterioração mais forte das contas públicas, mas sem mudanças estruturais imediatas nas despesas. A análise, conduzida por Natan Piva, head de Tesouraria da Açoriana, parte de uma relação que nem sempre é direta: gastar mais não significa necessariamente produzir mais crescimento, da mesma forma que cortar despesas não conduz automaticamente a uma recessão. Um ajuste fiscal reduz atividade no primeiro momento, mas, se for considerado suficiente para melhorar a trajetória da dívida, pode diminuir o prêmio de risco, fortalecer o real e abrir espaço para juros menores. É essa reação que coloca a política fiscal no centro das projeções para 2027\. O governo propôs uma meta de superávit primário equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 73,2 bilhões, com limite inferior de 0,25% do PIB, correspondente a R$ 36,6 bilhões. O desafio é encontrar de onde tirar esse resultado num orçamento em que aproximadamente 92% das despesas primárias já são obrigatórias. Previdência, folha de pessoal, benefícios sociais e outros gastos definidos em lei absorvem a maior parte dos recursos antes mesmo das escolhas discricionárias do governo. Ao mesmo tempo, a Dívida Bruta do Governo Geral chegou a 81,9% do PIB em junho, equivalente a R$ 10,8 trilhões. Somente no primeiro semestre, o efeito dos juros acrescentou 4,9 pontos percentuais do PIB à dívida bruta. Nesse ambiente, a Açoriana avalia que o efeito da política fiscal poderá aparecer no mercado antes de qualquer corte efetivo de despesas. Se o governo eleito conseguir apresentar uma trajetória considerada crível para a dívida e para o resultado primário, a percepção de risco pode cair e atingir diretamente os juros futuros, o câmbio, o custo de crédito das empresas e as decisões de investimento. Depois, os efeitos chegam à inflação, ao consumo e à própria atividade econômica. O movimento também funciona no sentido contrário. Preservar estímulos e gastos pode acrescentar alguns décimos ao PIB no curto prazo, mas, se isso elevar a percepção de risco, o ganho pode ser acompanhado por dólar mais caro, juros longos maiores e retração do investimento privado. É justamente por essa razão que a Açoriana não trabalha apenas com um número para o crescimento de 2027. ## O cenário mais provável No cenário central da corretora, o próximo governo faz algum ajuste, evita uma piora fiscal abrupta, mas não consegue aprovar de imediato uma reforma ampla das despesas. O PIB cresceria entre 1,3% e 1,6%, desacelerando em relação aos anos anteriores, porém ainda permanecendo no campo positivo. A inflação ficaria entre 4% e 4,4%, acima da meta central de 3%, enquanto a Selic poderia encerrar 2027 entre 11,5% e 12% ao ano. Para o dólar, a faixa projetada vai de aproximadamente R$ 5,20 a R$ 5,45. Os números não estão muito distantes das expectativas do mercado. O Boletim Focus de 24 de agosto apontava crescimento de 1,5% para o PIB em 2027, inflação de 4,25%, Selic em 12% e dólar próximo de R$ 5,30\. A diferença, na leitura da Açoriana, está no peso atribuído ao cenário pós-eleitoral: para a corretora, a trajetória dessas variáveis dependerá fortemente da estratégia fiscal adotada depois das eleições. Curiosamente, um governo que faça pouco ou nenhum ajuste pode entregar um PIB maior no primeiro ano. Nesse ambiente, a Açoriana calcula crescimento entre 1,6% e 1,9% em 2027\. Transferências maiores, gasto público elevado e ausência de cortes ajudariam a sustentar renda e demanda no curto prazo. O preço apareceria nas demais variáveis. A inflação poderia permanecer entre 4,5% e 5%, enquanto a Selic teria dificuldade para recuar de forma relevante e encerraria o ano entre 12,5% e 13,5%. O dólar seria um dos principais termômetros da piora na percepção de risco, podendo chegar a uma faixa entre R$ 5,55 e R$ 5,95. Nesse caso, o País conseguiria comprar um pouco mais de crescimento imediato ao custo de condições financeiras mais apertadas adiante. Uma economia crescendo 1,8%, mas com dívida acelerando, juros reais elevados e câmbio pressionado, por exemplo, não necessariamente estaria em situação melhor do que outra avançando 1,3% enquanto tenta reorganizar suas contas públicas. Na outra ponta está o cenário politicamente mais difícil: um ajuste mais forte logo no início do governo, atingindo despesas obrigatórias, benefícios tributários e mecanismos que fazem o gasto crescer estruturalmente. A desaceleração inicial seria maior e o PIB poderia avançar apenas entre 1% e 1,3% em 2027. A contrapartida estaria na reação das condições financeiras. Com uma percepção melhor sobre a trajetória fiscal, o dólar poderia recuar para uma faixa entre R$ 4,95 e R$ 5,20, enquanto a inflação ficaria entre 3,6% e 4%. A Selic, nesse cenário, poderia encerrar o ano entre 10,5% e 11,25%. Seria, portanto, um 2027 mais fraco em atividade, mas potencialmente capaz de abrir espaço para uma recuperação posterior. A perda de demanda provocada pelo ajuste público seria gradualmente substituída por melhores condições de crédito e investimento privado, fazendo com que uma parcela maior do benefício aparecesse somente em 2028. ## A dívida torna o juro parte central da conta Para a tesouraria da Açoriana, o problema fiscal brasileiro não está restrito ao déficit primário. O custo da própria dívida passou a ter peso decisivo. Em junho, o déficit nominal do setor público, que incorpora os juros, alcançou 9,99% do PIB no acumulado de 12 meses. Com uma dívida superior a 80% do PIB, juros reais elevados produzem um efeito cumulativo difícil de ser compensado apenas pelo crescimento da economia. Uma situação fiscal mais frágil aumenta o prêmio de risco; o risco maior ajuda a manter os juros altos; juros elevados aumentam o custo da dívida; e uma dívida maior exige, depois, um esforço fiscal ainda mais forte para ser estabilizada. Quebrar esse ciclo, na avaliação da corretora, pode ser mais importante para os próximos anos do que buscar alguns décimos adicionais de crescimento em 2027. O problema é que o espaço para escolhas rápidas é estreito. Com cerca de 92% das despesas primárias obrigatórias, concentrar cortes apenas em investimentos e gastos discricionários tem alcance limitado. Qualquer ajuste mais profundo acaba chegando a discussões politicamente sensíveis, como regras de benefícios, crescimento das despesas previdenciárias, folha do setor público, subsídios, gastos tributários, emendas, vinculações constitucionais e mecanismos de indexação. O próprio Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 projeta despesas previdenciárias equivalentes a 8,2% do PIB, além de 3,1% com pessoal e 3% com outras despesas obrigatórias. Sem alterações estruturais, portanto, continuará pequena a parcela do orçamento que pode ser administrada diretamente pelo governo. Essa rigidez, por outro lado, também ajuda a explicar por que uma recessão provocada exclusivamente pelo ajuste fiscal não aparece como cenário central. Aposentadorias, pensões e outros benefícios continuam sendo pagos mesmo durante períodos de aperto, colocando renda na economia e sustentando parte do consumo das famílias. Assim, o investimento público pode cair, o consumo perder velocidade e o PIB crescer pouco sem necessariamente entrar em terreno negativo. A própria Previdência aparece como uma das fontes de impulso residual à atividade em um ambiente de maior aperto, embora a Açoriana atribua peso maior aos efeitos indiretos da política fiscal sobre juros e câmbio. ## Eleição pode aparecer primeiro no dólar A mudança de política econômica também pode ser sentida antes no câmbio do que nos indicadores de atividade. Diferentemente do PIB, divulgado com defasagem, o dólar é negociado diariamente e absorve rapidamente mudanças de expectativa. Se o mercado enxergar na equipe econômica do próximo governo capacidade política para implementar uma estratégia fiscal considerada crível, a reação pode começar meses antes de qualquer economia aparecer efetivamente nas contas públicas. Da mesma maneira, propostas vistas como mais expansionistas podem pressionar o real antes mesmo da posse. A campanha eleitoral já começou a trazer maior volatilidade aos mercados, enquanto a trajetória da dívida ganhou peso na precificação dos ativos brasileiros. Para as empresas, essa combinação não é abstrata: dólar mais alto encarece produtos importados e componentes, juros elevados aumentam o custo do capital de giro e crédito mais caro pode adiar ou reduzir investimentos. É aí que aparece uma das contradições de uma política fiscal muito expansionista. O gasto público pode sustentar a demanda de um lado e, ao mesmo tempo, restringir a atividade por outro, ao pressionar câmbio, juros e condições de financiamento. Por isso, a discussão sobre 2027 deve ir além de saber se o PIB crescerá 1,3%, 1,6% ou 1,9%. Para a Açoriana, uma recessão não é hoje o cenário central; o mais provável é uma economia avançando pouco, com o desempenho final condicionado à maneira como o próximo governo enfrentará a dívida e o orçamento. Um ajuste menor preservaria mais atividade imediatamente, mas poderia prolongar juros elevados e transferir parte da conta para 2028\. Um movimento mais agressivo teria custo maior no primeiro ano, mas poderia antecipar a redução do risco fiscal e melhorar as condições para crédito e investimento. Entre os dois extremos está o cenário considerado mais provável pela Açoriana: crescimento de 1,3% a 1,6% em 2027, com um ajuste capaz de evitar uma ruptura de confiança, mas ainda insuficiente para estabilizar definitivamente a dívida pública. Para Natan Piva e a tesouraria da corretora, porém, o número mais importante talvez nem seja o PIB. O principal termômetro estará no preço que o Brasil precisará pagar para financiar sua dívida, porque dele dependerão, em boa medida, o comportamento do dólar, a trajetória da Selic e o espaço para o crescimento nos anos seguintes. Resumo redes: Os cenários vão de um ajuste fiscal mais forte à manutenção dos estímulos, com dólar entre R$ 4,95 e R$ 5,95, inflação de 3,6% a 5% e Selic podendo encerrar o ano entre 10,5% e 13,5%. ### STJ limita devolução de ICMS cobrado na conta de energia; Entenda o que muda para grandes consumidores URL: https://www.jornalopolo.com.br/stj-limita-devolucao-de-icms-cobrado-na-conta-de-energia-entenda-o-que-muda-para-grandes-consumidores/ Last updated: 2026-08-31T14:23:48.000Z Uma nova decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) fechou mais uma frente de uma disputa tributária que há anos envolve grandes consumidores de energia no país. O tribunal decidiu que empresas que possuíam decisões judiciais antigas permitindo excluir as tarifas de transmissão e distribuição de energia da base do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), mas continuaram recolhendo o imposto normalmente, não podem agora usar essa proteção para recuperar os valores pagos. A discussão envolve a TUST, Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão, e a TUSD, Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição. As duas representam, respectivamente, os custos pelo uso das grandes linhas que transportam a eletricidade pelo sistema elétrico e da rede que leva essa energia até o consumidor. Para indústrias com consumo elevado, esses componentes podem movimentar valores expressivos todos os meses e, consequentemente, aumentar o montante sobre o qual o ICMS é calculado. A principal controvérsia sobre o assunto já havia sido resolvida pelo STJ em 2024\. No julgamento do Tema 986, a Corte definiu que TUSD e TUST integram a base de cálculo do ICMS quando os custos são suportados pelo consumidor final. O entendimento alcança tanto clientes atendidos diretamente pelas distribuidoras quanto empresas que negociam energia no mercado livre. Na prática, uma indústria que tenha, por exemplo, R$ 700 mil relacionados à energia e outros R$ 300 mil pelo uso das redes pode ter o ICMS calculado sobre o total de R$ 1 milhão. Durante anos, empresas questionaram judicialmente justamente se o imposto poderia alcançar também essa segunda parcela. A decisão mais recente do STJ não modifica essa cobrança nem representa um novo aumento na conta de energia. O julgamento trata de processos antigos, iniciados em um período no qual decisões do próprio tribunal eram favoráveis à retirada de TUSD e TUST da base do imposto. Algumas empresas chegaram a conseguir liminares antes da mudança de entendimento da Corte. Ao consolidar posteriormente a cobrança, o STJ preservou determinadas situações anteriores por meio da chamada modulação de efeitos. A nova discussão surgiu porque algumas companhias, mesmo possuindo decisões favoráveis, optaram por continuar recolhendo integralmente o ICMS enquanto o processo seguia na Justiça. Agora, o tribunal entendeu que essa proteção não permite pedir posteriormente a restituição de valores que foram pagos voluntariamente durante o período. O impacto pode ser relevante justamente para grandes consumidores. Uma diferença de tributação acumulada por vários anos sobre contas de energia de milhões de reais mensais pode representar cifras elevadas. Por isso, o julgamento atinge especialmente empresas que mantiveram ações antigas sobre TUSD e TUST, conseguiram decisões favoráveis, mas não chegaram a reduzir efetivamente o recolhimento do imposto. No Polo Industrial de Manaus (PIM), a decisão não altera incentivos da Zona Franca nem cria uma regra tributária específica para as fábricas instaladas no Amazonas. A conexão com o parque industrial está no perfil das empresas: grandes unidades produtivas são consumidoras intensivas de energia e parte delas também opera no mercado livre, modalidade que permite negociar a compra diretamente com geradores ou comercializadores, mas não elimina os custos de utilização das redes de transmissão e distribuição. No Amazonas, o entendimento de que TUSD e TUST integram a base do ICMS quando cobradas do consumidor final já vem sendo aplicado na esfera tributária estadual. Isso, entretanto, não significa que todo imposto incidente sobre essas tarifas se transforme automaticamente em custo definitivo para uma indústria. Dependendo da operação, do uso da energia no processo produtivo e do regime tributário da empresa, podem existir possibilidades de aproveitamento de créditos de ICMS ou tratamentos específicos relacionados aos incentivos industriais. Assim, o efeito da nova decisão é muito mais direcionado ao passado do que às contas atuais. Para uma indústria saber se o julgamento pode representar perda de um crédito tributário, o ponto decisivo é verificar se possuía uma ação antiga contra a inclusão de TUSD e TUST, obteve decisão judicial favorável e, mesmo assim, continuou pagando o ICMS integralmente. É esse grupo que passa a enfrentar a limitação estabelecida pelo STJ para recuperar os valores recolhidos. Resumo redes: Decisão não cria uma nova cobrança. Tribunal definiu que empresas que tinham decisão judicial favorável, mas continuaram pagando o imposto, não podem depois pedir restituição com base nessa proteção. Tema interessa a grandes consumidores de energia, inclusive indústrias. ### Electrolux recebe R$ 300 milhões para desenvolver 26 novos produtos. Fábrica de Manaus integra projeto URL: https://www.jornalopolo.com.br/electrolux-recebe-r-300-milhoes-para-desenvolver-26-novos-produtos-fabrica-de-manaus-integra-projeto/ Last updated: 2026-08-31T14:44:12.000Z O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o financiamento de R$ 300 milhões para o plano da Electrolux de pesquisa, desenvolvimento e inovação de tecnologias para novas linhas de eletrodomésticos mais eficientes, digitais e sustentáveis. As novas tecnologias focam no menor gasto de energia e no uso da inteligência artificial. O projeto da multinacional sueca prevê o desenvolvimento de tecnologias a serem incorporadas a 26 novos produtos no Brasil, entre eles geladeiras, aparelhos de ar-condicionado, fornos, air fryers e cafeteiras, purificadores de água, além de aspiradores de pó e robôs aspiradores. Os recursos do programa BNDES Mais Inovação apoiarão iniciativas em cinco áreas de negócio da companhia: refrigeradores, climatização, cuidado e limpeza do chão, purificação/aquecimento/refrigeração de água, e cocção/preparo de alimentos. As atividades serão conduzidas pelo centro de PD&I da Electrolux em Curitiba (PR), com apoio das unidades de São José dos Pinhais (PR) e Manaus (AM). O projeto prevê a integração de soluções de inteligência artificial para controle inteligente de temperatura e umidade, desenvolvimento de soluções para redução de consumo e aumento de eficiência energética, além do desenvolvimento de tecnologias inéditas no Brasil. Em refrigeradores, por exemplo, os ganhos esperados incluem redução de até 40% no consumo de energia elétrica, diminuição de até 4 dB no ruído e prolongamento da vida útil dos alimentos armazenados em até 70%. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Electrolux-recebe-R--300-milh--es-para-desenvolver-26-novos-produtos.-F--brica-de-Manaus-integra-projeto-2.jpg) Foto: Reprodução/Internet > "Este projeto está relacionado com o desenvolvimento da indústria com tecnologia de ponta e de produtos mais eficientes e econômicos para a casa dos brasileiros. A operação também envolve uma maior capacidade de exportação dos eletrodomésticos produzidos aqui", afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Completar 100 anos de história no Brasil liderando a transformação em sustentabilidade e tecnologia é motivo de enorme orgulho para o Electrolux Group, destaca Eduardo Mello, CEO do grupo na América Latina. > "Este investimento de R$ 300 milhões simboliza parte da nossa visão para os próximos anos: entregar aos lares brasileiros produtos cada vez mais inteligentes, eficientes e alinhados às exigências ambientais do planeta". O BNDES Mais Inovação é uma das principais linhas do Banco para estímulo à inovação empresarial, apoiando projetos que elevem a competitividade da indústria nacional e promovam o adensamento de cadeias produtivas. A operação reforça o compromisso do BNDES com a neoindustrialização do país, fomentando o desenvolvimento tecnológico e a sustentabilidade no setor de eletrodomésticos. Resumo redes: Projeto prevê eletrodomésticos com inteligência artificial, redução de até 40% no consumo de energia, melhora na conservação de alimentos e avanços em nacionalização de componentes. ### Importação de aço cai no Brasil, mas dispara 565% no Amazonas; Zona Franca ajuda a explicar movimento URL: https://www.jornalopolo.com.br/importacao-de-aco-cai-no-brasil-mas-dispara-565-no-amazonas-zona-franca-ajuda-a-explicar-movimento/ Last updated: 2026-08-31T12:49:19.000Z A importação de aço está diminuindo no Brasil. Mas basta olhar para o Amazonas para encontrar uma história bem diferente. Em julho, enquanto o volume de aços planos importados pelo Brasil caiu 29,4% em relação a junho, para cerca de 225 mil toneladas, o volume registrado para o Amazonas avançou 565% no mesmo período, segundo levantamento da ESTEEL elaborado a partir dos dados do Comex Stat. É uma diferença que chama atenção, mas que exige cuidado na interpretação. O salto não significa necessariamente que indústrias e obras amazonenses passaram a consumir seis vezes mais aço em apenas um mês. Segundo a análise da ESTEEL, parte relevante do movimento ocorreu por uma mudança de enquadramento tributário de operações que antes apareciam em Rondônia e passaram a utilizar o regime da Zona Franca de Manaus. A própria consultoria alerta que a UF registrada nos dados de comércio exterior não deve ser tratada automaticamente como local de consumo final do material. O fenômeno ajuda a revelar algo maior: em 2026, entender o mercado brasileiro de aço exige olhar além da quantidade de bobinas, chapas e barras que entram diretamente no País. E no Amazonas essa diferença é ainda mais relevante. ### A importação caiu. Ou apenas mudou de forma? A discussão começou a ganhar força depois que um relatório do Bradesco BBI mostrou que a queda das importações diretas de aço conta apenas parte da história. Nos sete primeiros meses de 2026, o Brasil importou diretamente cerca de 3,3 milhões de toneladas de aço, uma redução de 21% em relação ao ano anterior. Medidas antidumping e a redução das cotas de importação ajudaram a frear a entrada do material. Ao mesmo tempo, porém, ocorreu o movimento inverso dentro de outro grupo de mercadorias. O volume estimado de aço contido em produtos industrializados importados, como automóveis, máquinas e autopeças, cresceu 19% e chegou a 4,2 milhões de toneladas. Ou seja: pela estimativa do BBI, já entrou mais aço no Brasil dentro de produtos acabados do que na forma de aço propriamente dito. Do crescimento das importações indiretas, aproximadamente dois terços vieram do setor automotivo. O aço contido em carros e veículos comerciais importados cresceu 69%. Somadas as duas portas de entrada, o BBI estima que o aço estrangeiro poderá representar 40,4% da demanda brasileira em 2026, ante apenas 27% dez anos atrás. É justamente aqui que a discussão passa a ter uma particularidade amazonense. ### No Amazonas, aço não entra apenas como aço O Polo Industrial de Manaus é formado por cadeias que utilizam aço diretamente, mas também por fábricas que recebem componentes, subconjuntos, máquinas e equipamentos que já chegam ao estado incorporando o metal. Motocicletas são o exemplo mais evidente. Mas a mesma lógica aparece em estruturas metálicas, máquinas industriais, motores, componentes mecânicos, ferramentas, equipamentos de produção e inúmeros itens utilizados dentro das fábricas do PIM. Nos seis primeiros meses de 2026, o Polo Industrial de Manaus registrou cerca de R$ 121,8 bilhões em faturamento. O segmento de Duas Rodas respondeu por 19,77% desse valor, o setor Metalúrgico por 8,78% e o Mecânico por outros 6,33%. Juntos, são segmentos que representaram quase 35% do faturamento do PIM e possuem diferentes graus de exposição ao aço e seus derivados. Isso significa que olhar apenas para os capítulos 72 e 73 da NCM (ferro, aço e suas obras) tende a subestimar a quantidade de aço estrangeiro que efetivamente chega à economia amazonense. Uma motocicleta parcialmente montada, uma máquina industrial ou uma peça mecânica pode conter grande quantidade de aço sem aparecer nas estatísticas como importação de aço. É exatamente o fenômeno apontado nacionalmente pelo Bradesco BBI, mas aplicado a uma economia fortemente industrializada como a de Manaus. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Importa----o-de-a--o-cai-no-Brasil--mas-dispara-565--no-Amazonas--Zona-Franca-ajuda-a-explicar-movimento-4.jpg) Foto: Reprodução/Internet ### Amazonas virou rota importante para o aço importado A relação entre a Zona Franca e o aço importado não começou em julho. Em março de 2025, o Porto de Manaus chegou a receber cerca de 126 mil toneladas de aços planos em um único mês. No primeiro trimestre daquele ano, Manaus respondeu por 20,8% das importações brasileiras desse tipo de aço, segundo dados apresentados pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda). O número caiu bastante posteriormente. Em março de 2026, foram aproximadamente 15 mil toneladas de aços planos entrando pelo Porto de Manaus, equivalentes a 5,2% das importações brasileiras do produto naquele mês. Ainda assim, Manaus apareceu como a quinta maior porta de entrada de aços planos do País. Essa oscilação mostra por que os dados amazonenses precisam ser tratados com cuidado. O fluxo pode responder não apenas ao consumo do mercado regional, mas à combinação de preço internacional, frete, câmbio, tributação, incentivos da Zona Franca e medidas de defesa comercial. Uma operação economicamente vantajosa por Manaus pode mudar rapidamente de rota quando uma dessas variáveis se altera. ### O que significa o salto de 565% de julho É aqui que está provavelmente o dado mais interessante do mês. A análise da ESTEEL identificou queda de aproximadamente 90% das importações registradas em Rondônia e, simultaneamente, aumento de 565% no Amazonas. Segundo o levantamento, tratava-se do mesmo produto e da mesma origem. O que mudou foi o regime utilizado na operação, que teria migrado de incentivos de Rondônia para a estrutura da Suframa. Isso muda completamente a interpretação. O crescimento de 565% não significa que o consumo amazonense de aço aumentou 565%. Significa que o Amazonas ganhou peso como porta tributária e operacional da importação brasileira de aço. Essa distinção é importante porque parte do material internalizado pelo estado pode posteriormente abastecer clientes fora do Amazonas. É também um exemplo concreto de como a estrutura tributária da Zona Franca influencia fluxos logísticos nacionais. ### Um mercado sem siderúrgica, mas com grande demanda O Amazonas possui outra característica importante: é um grande consumidor e transformador de aço, mas não é um grande centro siderúrgico produtor. Boa parte do material utilizado na região precisa, portanto, chegar de fora. Isso coloca dois fornecedores em competição permanente. De um lado estão grandes produtores nacionais, como Usiminas, CSN, Gerdau e ArcelorMittal, que precisam transportar o aço produzido principalmente no Sul e Sudeste até Manaus. Do outro está o aço importado, sobretudo asiático, que pode chegar diretamente por via marítima e se beneficiar da estrutura tributária da Zona Franca dependendo da operação. Para o comprador amazonense, portanto, a comparação relevante não é simplesmente: aço brasileiro x aço chinês. É: preço da usina nacional + logística até Manaus x preço internacional + frete marítimo + câmbio + imposto + benefício fiscal. E essa conta pode mudar rapidamente. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Importa----o-de-a--o-cai-no-Brasil--mas-dispara-565--no-Amazonas--Zona-Franca-ajuda-a-explicar-movimento.jpg) Foto: Reprodução/Internet ### A infraestrutura também sustenta a demanda local Nem todo o aço que chega ao Amazonas está ligado ao Polo Industrial. Construção civil, estaleiros, estruturas metálicas e infraestrutura são consumidores relevantes. Um exemplo recente é o novo Porto da Manaus Moderna. Somente nesse projeto, a Usiminas está fornecendo 16 mil toneladas de aço, em parceria com o Estaleiro Juruá. Também há movimento de verticalização local. Em 2026, o governo estadual concedeu incentivos fiscais à Cidade do Aço para fabricação em Manaus de telas, estribos e estruturas metálicas voltadas principalmente à construção civil. São sinais de que existe espaço econômico não apenas para distribuição, mas também para processamento e transformação local do aço. ### Governo aperta a importação direta O cenário ficou ainda mais complexo no segundo semestre. O governo federal renovou para 2026/2027 o sistema de cotas para diferentes produtos siderúrgicos. Entre os itens sujeitos às regras estão bobinas laminadas, produtos revestidos, perfis e tubos. Quando determinados limites são ultrapassados, a proteção tarifária aumenta. Além disso, desde 27 de julho, sete novos produtos siderúrgicos passaram a ter Imposto de Importação de 25%, incluindo fios de aço, materiais para andaimes, telas galvanizadas e pregos. A medida permanece prevista até julho de 2027. As medidas estão funcionando sobre a importação direta. Em julho, o Brasil importou 383 mil toneladas de produtos siderúrgicos, queda de 37,8% frente ao mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, a retração chegou a 20,3%. Mas existe uma consequência inesperada. ### A indústria protege o aço, mas o produto acabado continua entrando O problema levantado pelo Bradesco BBI é que a barreira colocada na entrada da matéria-prima não necessariamente protege a cadeia industrial que utiliza aquela matéria-prima. Nos sete primeiros meses do ano, 851 mil toneladas de aço deixaram de entrar diretamente no Brasil. Segundo os cálculos do banco, porém, a produção doméstica recuperou apenas 6 mil toneladas desse espaço. Enquanto isso, as importações indiretas — aço contido em produtos acabados — aumentaram em 678 mil toneladas. Na prática, parte da competição pode estar simplesmente migrando um estágio adiante na cadeia. Em vez de importar a chapa e fabricar o produto no Brasil, passa-se a importar o produto que já contém a chapa. Para uma economia industrial como a de Manaus, esse ponto merece atenção. Se máquinas, peças, equipamentos e subconjuntos completos se tornam relativamente mais competitivos que a matéria-prima utilizada para produzi-los localmente, a proteção da siderurgia pode acabar criando pressão justamente sobre as indústrias transformadoras. ### E o preço do aço? Para os compradores amazonenses, o cenário não aponta para uma disparada imediata. Apesar da redução das importações diretas, estoques elevados e demanda doméstica mais fraca continuam limitando o poder das siderúrgicas brasileiras para reajustar preços. O Bradesco BBI vê pouco espaço para aumentos relevantes no curto prazo e não descarta novas quedas caso a demanda se deteriore. No mercado nacional, as vendas internas de aço ficaram praticamente estáveis no acumulado até julho, enquanto o consumo aparente recuou cerca de 5%. No Amazonas, porém, há um componente adicional: frete. Mesmo quando o preço na usina é competitivo, levar material pesado por milhares de quilômetros até Manaus pode alterar a conta. Isso ajuda a explicar por que o estado pode continuar sendo um mercado particularmente interessante para importadores mesmo em um ambiente nacional de maior proteção comercial. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Importa----o-de-a--o-cai-no-Brasil--mas-dispara-565--no-Amazonas--Zona-Franca-ajuda-a-explicar-movimento-5.jpg) Foto: Reprodução/Internet ### O número de 565% conta só metade da história A leitura inicial dos dados poderia indicar um paradoxo: - Brasil: importação de aço em queda. - Amazonas: importação disparando. Mas os dois movimentos podem coexistir. O crescimento registrado no Amazonas parece estar fortemente influenciado pela própria estrutura tributária da Zona Franca e pela mudança da rota de importação. Ao mesmo tempo, existe no estado uma base real de consumo relevante formada pelo Polo Industrial, construção civil, estaleiros e projetos de infraestrutura. E há ainda uma terceira camada que as estatísticas tradicionais de aço não mostram: o metal que entra incorporado dentro dos produtos importados pelas fábricas amazonenses. Essa pode ser justamente a parcela mais importante para acompanhar daqui para frente. Porque, se a tendência identificada pelo Bradesco BBI continuar, o debate brasileiro deixará gradualmente de ser apenas sobre quanto aço o País importa. Passará a ser sobre quanto daquilo que o Brasil deixou de fabricar já está chegando pronto de fora. Resumo redes: Enquanto entrada de aços planos recuou quase 30% no país em julho, registros ligados ao Amazonas avançaram mais de seis vezes. Mudança tributária, logística e crescimento do aço que chega “escondido” dentro de produtos industrializados mudam a leitura do mercado. ### Setembro é decisivo para o Simples Nacional: Sebrae Amazonas orienta pequenos negócios URL: https://www.jornalopolo.com.br/setembro-e-decisivo-para-o-simples-nacional-sebrae-amazonas-orienta-pequenos-negocios/ Last updated: 2026-08-31T12:24:36.000Z A Reforma Tributária chegou a uma etapa que exige atenção dos pequenos negócios. Entre os dias 1º e 30 de setembro, empresas optantes pelo Simples Nacional terão uma janela para escolher como será o recolhimento do IBS e da CBS a partir de 2027\. A mudança faz parte da transição para o novo sistema tributário, que será implantado gradualmente até 2033, e pode trazer impactos para a rotina financeira, fiscal e comercial das empresas. Para o Sebrae Amazonas, o momento exige mais do que conhecer as novas regras: é preciso entender como elas se aplicam à realidade de cada negócio. Por isso, a instituição orienta os empreendedores a analisarem seus números, simularem cenários e buscarem apoio especializado antes de tomar uma decisão. ### Duas opções, um só Simples A escolha de setembro não significa sair do Simples Nacional. O que muda é a forma de recolhimento do IBS e da CBS, novos tributos que substituem, gradualmente, impostos atuais como ICMS, ISS, PIS e Cofins. No regime unificado, os dois tributos permanecem dentro do Simples Nacional e são recolhidos na guia única, o DAS. O modelo prioriza a simplicidade operacional e pode ser mais adequado a empresas cuja operação esteja mais concentrada no consumidor final. No regime híbrido, o IBS e a CBS são apurados separadamente, fora do DAS, seguindo as regras próprias desses tributos. Nesse modelo, a empresa pode se apropriar de créditos tributários, o que pode ser relevante para negócios com maior volume de compras e insumos tributados e para empresas que vendem para outras empresas. A opção feita em setembro terá vigência a partir de 1º de janeiro de 2027\. Para quem escolher o regime híbrido, haverá possibilidade de cancelamento até 30 de novembro de 2026\. Já quem não fizer nenhuma alteração permanecerá no regime unificado. ### Escolha depende da realidade da empresa A decisão não deve considerar apenas a tributação. Faturamento, perfil dos clientes, volume de compras, gastos com insumos, margem, modelo de operação e fluxo de caixa também entram na análise. Outro ponto de atenção é o “Split Payment", mecanismo previsto na nova sistemática de recolhimento em que o valor correspondente aos tributos é direcionado ao pagamento dos impostos no momento da liquidação da operação. Na prática, a dinâmica pode reduzir o recurso disponível imediatamente no caixa e exigir maior organização financeira das empresas. Por isso, a recomendação é evitar decisões baseadas apenas em comparações genéricas. O que pode ser vantajoso para uma empresa pode não ser para outra. ### Sebrae oferece apoio na tomada de decisão Para ajudar os pequenos negócios a atravessarem essa etapa, o Sebrae Amazonas disponibiliza atendimento e orientação especializada para empreendedores que precisam compreender os impactos da Reforma Tributária em suas operações. Na sede, em Manaus, e nos 10 Escritórios Regionais, localizados em Coari, Humaitá, Itacoatiara, Manacapuru, Parintins, Presidente Figueiredo, Santa Isabel do Rio Negro, Tabatinga, Tefé e Autazes, os empreendedores podem buscar informações e orientação para avaliar a realidade do próprio negócio. A rede de atendimento também é ampliada pelas 63 Salas do Empreendedor mantidas em parceria com prefeituras e outras instituições, distribuídas pela capital e pelo interior do Amazonas. Os espaços funcionam como pontos de apoio aos pequenos negócios e ampliam o acesso a serviços e informações para quem empreende fora da capital. Além do atendimento presencial, o Sebrae disponibiliza, em seu portal, uma jornada digital sobre a Reforma Tributária, com conteúdos e ferramentas para apoiar o empreendedor. Entre os recursos estão o Simulador da Reforma Tributária, que permite comparar cenários de acordo com as características da empresa; o Emissor de Nota Fiscal; a ferramenta de Fluxo de Caixa; guia prático e curso gratuito sobre as mudanças. Como parte das ações de orientação, o Sebrae Amazonas realiza no dia 14 de setembro, das 13h às 15h, a palestra gratuita “Reforma Tributária para os Pequenos Negócios”, na sede da instituição, no Centro de Manaus. A programação foi pensada para aproximar o conteúdo técnico da realidade dos empreendedores e esclarecer as principais mudanças, os prazos e os pontos que precisam ser observados antes da escolha do regime de recolhimento. A iniciativa integra a estratégia do Sebrae de preparar os pequenos negócios para a transição tributária e reforçar a importância de buscar informação antes do prazo final de setembro. Resumo redes: Entre 1º e 30 de setembro, empresas optantes pelo Simples Nacional terão uma janela para escolher como será o recolhimento do IBS e da CBS a partir de 2027\. A mudança faz parte da transição para o novo sistema tributário, que será implantado gradualmente até 2033, e pode trazer impactos para a rotina financeira, fiscal e comercial das empresas. ### Câmara aprova prorrogação de benefício sobre AFRMM até 2032; Medida afeta logística da Zona Franca de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/camara-aprova-prorrogacao-de-beneficio-sobre-afrmm-ate-2032-medida-afeta-logistica-da-zona-franca-de-manaus/ Last updated: 2026-08-31T12:17:17.000Z A Câmara dos Deputados aprovou a prorrogação, até 8 de janeiro de 2032, da não incidência do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) sobre operações de cabotagem e navegação interior com origem ou destino em portos das regiões Norte e Nordeste. O Projeto de Lei Complementar 80/2026 já foi enviado ao Senado, onde segue em tramitação. Pelas regras atuais, o benefício termina em janeiro de 2027. A medida tem impacto direto sobre cadeias logísticas ligadas à Zona Franca de Manaus, tanto na movimentação de produtos fabricados no Polo Industrial quanto em determinadas estruturas utilizadas para trazer mercadorias importadas até a região. O ponto é importante porque o AFRMM não é um imposto calculado sobre o valor da mercadoria. Ele incide sobre o frete aquaviário. Atualmente, a alíquota geral é de 8% no transporte marítimo de longo curso e de 8% na cabotagem. Na navegação fluvial e lacustre do Norte e Nordeste, pode chegar a 40% para granéis líquidos. Para outras cargas, a alíquota é de 8%. ### O que a Câmara está prorrogando O PLP 80/2026 não elimina o AFRMM de todas as operações envolvendo o Norte e Nordeste. O projeto prorroga uma regra específica de não incidência para navegação de cabotagem e navegação interior, desde que a origem ou o destino da operação esteja em um porto dessas regiões. Na prática, uma operação de cabotagem entre Santos e Manaus, por exemplo, está dentro do alcance do benefício. Sem a prorrogação, uma operação desse tipo passaria a seguir a alíquota geral de 8% do AFRMM a partir de janeiro de 2027. Em um frete aquaviário de R$ 100 mil, isso representaria, em uma conta simplificada, R$ 8 mil adicionais. Em R$ 1 milhão de fretes enquadrados, seriam R$ 80 mil. Em R$ 10 milhões, R$ 800 mil. ### E o que isso tem a ver com importação? Mais do que pode parecer à primeira vista. O AFRMM também faz parte da estrutura tributária do comércio exterior brasileiro. Uma carga transportada diretamente entre um porto estrangeiro e um porto brasileiro está em navegação de longo curso, cuja alíquota geral do AFRMM é atualmente de 8%. A própria legislação estabelece que, no longo curso, o fato gerador está relacionado à importação e que o adicional incide sobre o frete aquaviário da carga descarregada no Brasil. O PLP aprovado pela Câmara, porém, não está zerando esse AFRMM de 8% sobre o longo curso internacional. O que ele protege são os trechos classificados como cabotagem ou navegação interior. E é justamente aí que podem existir reflexos sobre algumas cadeias de importação da Zona Franca. China, Santos e Manaus: depende de como a operação foi montada Imagine uma carga produzida na China com destino ao Amazonas. Ela pode chegar ao Brasil de diferentes maneiras. Em uma operação internacional estruturada com destino final Manaus, a carga pode fazer transbordo em outro porto brasileiro antes de seguir para o Amazonas. A legislação determina que, quando uma mercadoria destinada a um porto brasileiro faz transbordo ou baldeação em outro porto nacional, não haverá uma nova cobrança de AFRMM pelo trecho doméstico se o adicional já tiver sido calculado desde a origem até o destino final. Ou seja: não se cobra AFRMM duas vezes simplesmente porque o contêiner trocou de navio em um porto brasileiro. A situação é diferente quando a operação internacional termina em outro ponto do País e depois existe uma nova operação doméstica de cabotagem até Manaus. Nesse caso, o trecho doméstico passa a ser relevante para a regra cuja vigência o Congresso está tentando estender. É por isso que o PLP interessa também às empresas que trabalham com importação: não por eliminar o AFRMM do frete internacional, mas por preservar a desoneração de determinados trechos aquaviários domésticos que podem fazer parte da cadeia logística da mercadoria importada. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/C--mara-aprova-prorroga----o-de-benef--cio-sobre-AFRMM-at---2032--Medida-afeta-log--stica-da-Zona-Franca-de-Manaus.jpg) Foto: Reprodução/Internet ### AFRMM já faz parte da conta da importação O AFRMM é administrado pela Receita Federal e sua arrecadação está integrada ao Sistema Mercante, utilizado para informações sobre embarcações, conhecimentos de carga, importações e controle aduaneiro. No caso da navegação de longo curso, a legislação estabelece alíquota de 8% sobre a remuneração do transporte aquaviário. O contribuinte é, em regra, o consignatário indicado no conhecimento de embarque. Há ainda diversas hipóteses específicas de isenção e suspensão previstas na legislação. Uma delas trata de mercadorias destinadas ao consumo ou industrialização na Amazônia Ocidental, com exceções como armas, munições, fumo, bebidas alcoólicas, perfumes, veículos de carga, automóveis de passageiros e granéis líquidos. Essa hipótese, porém, é diferente do benefício discutido agora pelo Congresso. A própria Suframa trata separadamente os incentivos relacionados à Zona Franca de Manaus e à Amazônia Ocidental em seus quadros oficiais de benefícios tributários. Portanto, o enquadramento de cada importação depende da operação e da mercadoria envolvida. ### Para a Zona Franca, o impacto está no custo logístico A relevância para o Polo Industrial de Manaus está no volume de mercadorias que circula pela região. As fábricas do PIM recebem componentes, matérias-primas, equipamentos e outros insumos de diferentes partes do Brasil e do exterior. Depois da industrialização, uma parcela significativa dos produtos retorna ao mercado nacional. Nesse processo, cabotagem, navegação interior, longo curso internacional e transporte terrestre podem fazer parte de uma mesma cadeia logística. O AFRMM aparece justamente na parcela aquaviária dessa operação. A manutenção da não incidência evita adicionar um custo de até 8% sobre o frete de determinadas operações de cabotagem e, em casos específicos de navegação interior, uma cobrança que poderia chegar a 40%. Por isso, embora o PLP não seja um incentivo fiscal próprio da Zona Franca de Manaus, ele funciona como um benefício adicional sobre parte da cadeia logística utilizada pelas empresas instaladas na região. ### Benefício custará cerca de R$ 950 milhões em 2026 A contrapartida aparece nas contas públicas. Segundo o Senado, o Demonstrativo de Gastos Tributários da Receita Federal estima que a não incidência do AFRMM para Norte e Nordeste represente uma renúncia de aproximadamente R$ 950 milhões somente em 2026. Os recursos arrecadados pelo AFRMM são uma das fontes de financiamento do Fundo da Marinha Mercante (FMM), utilizado para apoiar a construção, modernização e reparação de embarcações e financiar projetos ligados à indústria naval brasileira. O debate, portanto, envolve dois objetivos de política econômica. De um lado, o AFRMM financia a renovação da frota e a indústria naval. Do outro, sua não incidência reduz o custo do transporte aquaviário para empresas que movimentam cargas pelo Norte e Nordeste. ### Projeto agora está no Senado A Câmara já concluiu a votação e encaminhou o PLP 80/2026 ao Senado. Até o fim de agosto, a proposta permanecia em tramitação e aguardando despacho. O próprio Senado informou que a expectativa é de análise ainda em 2026. Para que a nova data de 2032 passe a valer, o texto ainda precisa ser aprovado pelos senadores e seguir para sanção presidencial. A corrida tem prazo definido. Sem uma mudança na legislação, a atual não incidência termina em 8 de janeiro de 2027. Resumo redes: Projeto mantém a não incidência do adicional sobre operações de cabotagem e navegação interior com origem ou destino no Norte e Nordeste. Regra também pode alcançar trechos domésticos de cadeias de importação que abastecem o Polo Industrial de Manaus. ### Brasil perde fôlego na geração de empregos, mas Amazonas lidera avanço e Manaus cria 3,1 mil vagas em julho URL: https://www.jornalopolo.com.br/brasil-perde-folego-na-geracao-de-empregos-mas-amazonas-lidera-avanco-e-manaus-cria-3-1-mil-vagas-em-julho/ Last updated: 2026-08-31T14:47:42.000Z O mercado de trabalho brasileiro começa a emitir sinais de desaceleração, mas o movimento ainda não chegou com a mesma intensidade ao Amazonas. Enquanto o Brasil criou 58.568 empregos com carteira assinada em julho, em um dos resultados mais fracos dos últimos anos para o mês, o Amazonas registrou 3.650 vagas formais e registrou a maior expansão percentual entre todos os estados brasileiros: 0,63%. Dados do do Novo Caged mostram que a capital registrou 27.203 admissões e 24.093 desligamentos em julho, deixando saldo positivo de 3.110 empregos. Foi o segundo maior saldo entre os municípios brasileiros no mês, atrás apenas de Osasco, em São Paulo. Na prática, 85% de todo o saldo de empregos criado no Amazonas em julho veio de Manaus. O desempenho chama ainda mais atenção quando comparado ao tamanho do mercado local. O Amazonas possui cerca de 579 mil vínculos formais, equivalentes a pouco mais de 1% dos 48,1 milhões existentes no país, mas respondeu por aproximadamente 6% de todas as vagas líquidas abertas no Brasil em julho, segundo cálculo do O Polo a partir dos números do Ministério do Trabalho. ### Brasil começa a pisar no freio A fotografia nacional é diferente. O relatório semanal do Itaú, divulgado na sexta-feira (28), classificou os dados recentes como “sinais mistos de acomodação” do mercado de trabalho. O banco destaca que o Caged de julho veio abaixo das expectativas e que, após ajustes sazonais, a criação líquida de vagas perdeu velocidade em relação aos meses anteriores. Mesmo assim, a avaliação é de que o mercado continua apertado e ainda não apresenta sinais relevantes de deterioração. O dado bruto ajuda a mostrar essa perda de força. Foram 58,6 mil vagas formais abertas em julho, contra cerca de 137 mil em junho. No acumulado de janeiro a julho, o país criou 972 mil empregos, resultado cerca de 21% inferior ao observado no mesmo período de 2025. Serviços ainda lideraram a geração nacional, com 24,1 mil vagas, seguidos por construção, com 12,7 mil, agropecuária, com 12,5 mil, e indústria, com 11,3 mil. O comércio foi o único dos cinco grandes setores a fechar empregos no mês, com saldo negativo de 2,1 mil postos. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego medida pela PNAD Contínua chegou a 5,3% no trimestre encerrado em julho, menor resultado para esse período desde o início da série histórica, em 2012\. O país alcançou ainda o recorde de 103,3 milhões de pessoas ocupadas. Não há contradição entre os números: o desemprego continua muito baixo, mas a velocidade de contratação está diminuindo. É exatamente esse o sinal apontado pelo Itaú: um mercado de trabalho que segue forte, mas que começa a mostrar acomodação depois de vários anos de expansão. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Brasil-perde-f--lego-na-gera----o-de-empregos--mas-Amazonas-lidera-avan--o-e-Manaus-cria-3-1-mil-vagas-em-julho-1.webp) Foto: Honda ### Amazonas vai na direção contrária em julho No Amazonas, pelo menos por enquanto, o Caged aponta aceleração. O estado teve 29.496 admissões e 25.846 desligamentos, resultando nas 3.650 novas vagas formais de julho. O número é aproximadamente três vezes o saldo de julho de 2025, quando foram criados 1.202 empregos. O setor de serviços respondeu sozinho por 2.219 novos postos, mais de 60% do saldo estadual. Construção, comércio e indústria também fecharam o mês no positivo. Outro indicador reforça o desempenho recente: o Amazonas foi a unidade da Federação com maior crescimento percentual do estoque de empregos em julho, à frente de Mato Grosso, com 0,59%, e Piauí, com 0,52%. Em Manaus, algumas ocupações ligadas diretamente à atividade produtiva e logística aparecem entre as que mais contrataram. Foram 2.252 admissões de operadores de produção em julho, com saldo líquido de 658 postos. Entre almoxarifes e armazenistas, foram 1.705 admissões e saldo positivo de 336 vagas. Funções administrativas tiveram saldo de mais 255 postos. Para uma cidade cuja economia gira em grande medida em torno do Polo Industrial de Manaus e de sua cadeia de fornecedores, logística e serviços, os números ajudam a mostrar que a contratação permanece ativa mesmo diante da desaceleração observada nacionalmente. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Brasil-perde-f--lego-na-gera----o-de-empregos--mas-Amazonas-lidera-avan--o-e-Manaus-cria-3-1-mil-vagas-em-julho-2.jpg) Foto: Reprodução/Internet ### Mais emprego, mas ainda com um problema estrutural Os números positivos do Caged, porém, contam apenas uma parte da história. A PNAD Contínua trimestral do IBGE, que permite observar o mercado de trabalho amazonense de forma mais ampla, mostra que o estado tinha 1,847 milhão de pessoas ocupadas no segundo trimestre de 2026, 85 mil a mais que no primeiro trimestre. A taxa de desemprego caiu de 8,3% para 7,5% no período, embora a variação tenha sido considerada estatisticamente estável pelo IBGE. Ainda assim, o desemprego amazonense permanece acima dos 5,4% registrados pelo Brasil no mesmo trimestre. O problema mais evidente está na qualidade das ocupações. No Amazonas, 51,7% dos trabalhadores estavam na informalidade no segundo trimestre, o equivalente a aproximadamente 955 mil pessoas. É a terceira maior taxa de informalidade entre os estados brasileiros, atrás somente do Maranhão, com 56,9%, e do Pará, com 55,9%. A média brasileira era de 37,4%. Ou seja: proporcionalmente, a informalidade no Amazonas está 14,3 pontos percentuais acima da média nacional. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/comercio-manaus.jpg) Foto: Reprodução/Internet ### Renda também acende sinal amarelo O aumento da ocupação amazonense não veio acompanhado de crescimento da renda. O rendimento médio mensal do trabalho no estado recuou de aproximadamente R$ 2.840 no primeiro trimestre para R$ 2.771 no segundo, queda de cerca de 2,4%. No Brasil, o rendimento médio no mesmo período ficou em R$ 3.738. Isso coloca a renda média do trabalhador amazonense cerca de 26% abaixo da média brasileira. O cenário se repete entre os novos empregados formais. Em julho, o salário médio real de admissão no Amazonas ficou em R$ 2.115,87, praticamente estável em relação a junho. Há, portanto, duas histórias acontecendo ao mesmo tempo: o Amazonas está criando empregos em ritmo acima da média nacional, mas continua enfrentando uma estrutura de trabalho marcada por informalidade elevada e remuneração inferior à média do país. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Estado-teve-a-maior-expans--o-percentual-do-emprego-formal-do-pa--s-no-m--s.-Manaus-respondeu-por-85--das-novas-vagas-amazonenses--mas-informalidade-ainda-atinge-mais-da-metade-dos-trabalhadores-3.jpg) Foto: Reprodução/Internet ### Indústria é o ponto para acompanhar Há ainda um dado particularmente importante para o Polo Industrial de Manaus. Apesar do bom desempenho recente do emprego formal, a PNAD apontou redução do contingente ocupado na indústria amazonense na comparação anual: de cerca de 238 mil pessoas no segundo trimestre de 2025 para 206 mil em 2026, uma queda de aproximadamente 32 mil trabalhadores. É uma leitura diferente do Caged — as duas pesquisas possuem metodologias distintas —, mas o dado merece acompanhamento. O Caged acompanha vínculos formais registrados pelas empresas. A PNAD é uma pesquisa domiciliar e captura um universo mais amplo de trabalhadores, incluindo informais e outras formas de ocupação. Por isso, o desempenho dos próximos meses poderá indicar se julho marcou apenas uma contratação pontual mais forte ou o início de uma aceleração mais consistente do mercado de trabalho amazonense. Resumo redes: Estado teve a maior expansão percentual do emprego formal do país no mês. Manaus respondeu por 85% das novas vagas amazonenses, mas informalidade ainda atinge mais da metade dos trabalhadores. ### DIÁRIO DO POLO - 31/08/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/zona-franca-codam-investimentos-pim-logistica-31-08-2026/ Last updated: 2026-08-31T11:32:56.000Z ## A SEMANA NO POLO - **Vi­gi­lân­cia lo­gís­tica e so­bre­ta­xas de seca.** A in­dús­tria do Ama­zo­nas inicia a semana de 31 de agosto sob alerta máximo devido ao agra­va­mento da es­ti­a­gem. O foco prin­ci­pal está no mo­ni­to­ra­mento das taxas de baixa pro­fun­di­dade apli­ca­das pelos ar­ma­do­res, que atin­gi­ram níveis crí­ti­cos e ameaçam a ren­ta­bi­li­dade do ter­ceiro tri­mes­tre. - **Ca­len­dá­rio tri­bu­tá­rio para for­ne­ce­do­res.** Se­tem­bro marca o prazo de­ci­sivo para que as em­pre­sas sa­té­li­tes e pres­ta­do­ras de serviço do Polo In­dus­trial de Manaus (PIM) optem pelo regime de re­co­lhi­mento no Simples Na­ci­o­nal sob a nova es­tru­tura da reforma tri­bu­tá­ria, uma decisão es­tra­té­gica para a saúde fi­nan­ceira da cadeia de su­pri­men­tos local. - **Exe­cu­ção de novos pro­je­tos in­dus­tri­ais.** A co­mu­ni­dade de ne­gó­cios acom­pa­nha o início dos cro­no­gra­mas de con­tra­ta­ção e obras dos 45 novos pro­je­tos apro­va­dos pelo Con­se­lho de De­sen­vol­vi­mento do Ama­zo­nas (Codam), que preveem o aporte de mais de R$ 1 bilhão na eco­no­mia es­ta­dual. --- ## ZONA FRANCA E POLÍTICA A sus­ten­ta­bi­li­dade ju­rí­dica do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) atra­vessa um momento de con­so­li­da­ção ad­mi­nis­tra­tiva em Bra­sí­lia. A ex­pec­ta­tiva central do setor pro­du­tivo recai sobre a pu­bli­ca­ção do novo decreto federal que visa zerar as alí­quo­tas do Imposto sobre Pro­du­tos In­dus­tri­a­li­za­dos (IPI). Esta medida, ar­ti­cu­lada in­ten­sa­mente pela Fe­de­ra­ção das In­dús­trias do Estado do Ama­zo­nas (FIEAM) e pelo Centro da In­dús­tria do Estado do Ama­zo­nas (Cieam), é tratada não apenas como um be­ne­fí­cio fiscal, mas como a fer­ra­menta técnica in­dis­pen­sá­vel para com­pen­sar os gar­ga­los lo­gís­ti­cos e ge­o­grá­fi­cos da região durante a tran­si­ção para o novo Imposto sobre Valor Agre­gado (IVA). - **IPI Zero e Com­pe­ti­ti­vi­dade.** A ma­nu­ten­ção do di­fe­ren­cial tri­bu­tá­rio via IPI é o que garante que os pro­du­tos fa­bri­ca­dos em Manaus cheguem aos grandes centros con­su­mi­do­res com preços com­pe­ti­ti­vos frente aos si­mi­la­res im­por­ta­dos. [**Leia no O Polo ↗**](https://www.jornalopolo.com.br/) - **Fim da isenção in­ter­na­ci­o­nal.** A con­fir­ma­ção do fim da isenção para re­mes­sas de até US$ 50, a "taxa das blu­si­nhas", é vista como uma vitória para o polo de bens de consumo, equi­li­brando a disputa entre a pro­du­ção na­ci­o­nal e as pla­ta­for­mas de e-com­merce es­tran­gei­ras. [**Leia no O Polo ↗**](https://www.jornalopolo.com.br/) - **Se­gu­rança Ju­rí­dica no Codam.** A ma­nu­ten­ção da es­ta­bi­li­dade po­lí­tica permite que o Con­se­lho de De­sen­vol­vi­mento do Ama­zo­nas con­ti­nue atra­indo in­ves­ti­men­tos bi­li­o­ná­rios, con­so­li­dando o estado como um am­bi­ente seguro para ex­pan­são in­dus­trial. [**Leia no O Polo ↗**](https://www.jornalopolo.com.br/) --- ## LOGÍSTICA AMAZÔNICA O en­cer­ra­mento de agosto traz um cenário de gra­vi­dade extrema para o es­co­a­mento de pro­du­ção e re­ce­bi­mento de insumos. O anúncio da Maersk sobre uma so­bre­taxa de seca de US$ 4,6 mil por con­têi­ner gerou uma onda de choque nos de­par­ta­men­tos de lo­gís­tica do PIM. O valor é con­si­de­rado des­pro­por­ci­o­nal por en­ti­da­des do co­mér­cio e da in­dús­tria, que já aci­o­na­ram a Agência Na­ci­o­nal de Trans­por­tes Aqua­vi­á­rios (Antaq) para ques­ti­o­nar a base de cálculo dos ar­ma­do­res. Este custo ex­tra­or­di­ná­rio pres­si­ona di­re­ta­mente as margens de lucro no momento em que as fá­bri­cas ace­le­ram a pro­du­ção para atender às en­co­men­das de final de ano do varejo bra­si­leiro. - **Avanço ter­res­tre na BR-319.** Uma empresa mineira venceu a li­ci­ta­ção para o as­fal­ta­mento de 87 qui­lô­me­tros da rodovia, si­na­li­zando um com­pro­misso federal para reduzir o iso­la­mento lo­gís­tico do estado a longo prazo. [**Leia no O Polo ↗**](https://www.jornalopolo.com.br/) - **Plano de con­tin­gên­cia aéreo.** Com o risco de pa­ra­li­sa­ção total de trechos flu­vi­ais, as in­dús­trias de ele­tro­e­le­trô­ni­cos começam a elevar a cotação de fretes car­guei­ros aéreos como al­ter­na­tiva de emer­gên­cia. [**Leia no O Polo ↗**](https://www.jornalopolo.com.br/) --- ## ECONOMIA DO AMAZONAS O di­na­mismo eco­nô­mico do Ama­zo­nas é re­for­çado pela recente apro­va­ção de 45 pro­je­tos in­dus­tri­ais pelo Codam, to­ta­li­zando R$ 1 bilhão em novos aportes. O foco destes in­ves­ti­men­tos está no aden­sa­mento tec­no­ló­gico de plantas já ins­ta­la­das, de­mons­trando a ma­tu­ri­dade do Polo In­dus­trial. No setor de duas rodas, a chegada da CFMoto e o sucesso de vendas su­pe­rior a 1.700 uni­da­des em lotes ini­ci­ais con­fir­mam o apetite do mercado por modelos de maior valor agre­gado, for­çando marcas tra­di­ci­o­nais a re­no­va­rem suas linhas em Manaus. - **In­ves­ti­mento Bi­li­o­ná­rio em Mo­to­ci­cle­tas.** O setor de mo­to­ci­cle­tas no Brasil atraiu US$ 1,49 bilhão, com Manaus con­so­li­dada como o epi­cen­tro global para fa­bri­ca­ção de ve­í­cu­los de alta ci­lin­drada e elé­tri­cos. [**Leia no O Polo ↗**](https://www.jornalopolo.com.br/) - **Bi­o­e­co­no­mia e Manejo Sus­ten­tá­vel.** A con­ces­são de 267 mil hec­ta­res da flo­resta Balata-Tufari abre uma nova frente eco­nô­mica no in­te­rior do estado, focada no manejo de pro­du­tos não-ma­dei­rei­ros. [**Leia no O Polo ↗**](https://www.jornalopolo.com.br/) - **Qua­li­fi­ca­ção e Tran­si­ção Ener­gé­tica.** A BYD e o Senai con­clu­í­ram a for­ma­ção de 367 pro­fis­si­o­nais em sis­te­mas fo­to­vol­tai­cos no in­te­rior, pre­pa­rando mão de obra para a in­fra­es­tru­tura de energia solar na região. [**Leia no O Polo ↗**](https://www.jornalopolo.com.br/) --- ## COMÉRCIO E CÂMBIO | INDICADOR | VALOR | VARIAÇÃO | | ----------------------- | -------------- | ------------- | | USD/BRL (spot) | R$ 5,16 | +0,31% | | EUR/BRL (spot) | R$ 6,01 | +0,25% | | PTAX USD (compra/venda) | R$ 5,16 / 5,16 | estável | | SELIC (a.a.) | 14,00% | ma­nu­ten­ção | O leve avanço do dólar spot e do euro no en­cer­ra­mento an­te­rior mantém a pressão sobre o custo de re­po­si­ção de com­po­nen­tes im­por­ta­dos, es­sen­ci­ais para as cadeias de ele­tro­e­le­trô­ni­cos e de duas rodas. Com o dólar con­so­li­dado em R$ 5,16, a gestão de caixa exige rigor re­do­brado, es­pe­ci­al­mente diante de uma taxa Selic em 14% ao ano. Os juros ele­va­dos en­ca­re­cem sig­ni­fi­ca­ti­va­mente o car­re­ga­mento de es­to­ques, um custo na­tu­ral­mente su­pe­rior no Ama­zo­nas devido ao longo trân­sito lo­gís­tico, e res­trin­gem o poder de compra do con­su­mi­dor final para bens du­rá­veis pro­du­zi­dos no PIM. --- ## O QUE MUDA PARA O AMAZONAS - **Custo lo­gís­tico ime­di­ato:** A so­bre­taxa de seca de US$ 4,6 mil por con­têi­ner obriga a in­dús­tria a re­pas­sar custos ou reduzir se­ve­ra­mente as margens no tri­mes­tre de maior volume de vendas. - **Pre­vi­si­bi­li­dade ro­do­vi­á­ria:** A pa­vi­men­ta­ção do trecho crítico da BR-319 abre caminho para uma futura redução do "Custo Ama­zo­nas" e oferece uma al­ter­na­tiva es­tru­tu­rante à de­pen­dên­cia fluvial. - **Ma­nu­ten­ção do nível de emprego:** A apro­va­ção de R$ 1 bilhão em pro­je­tos pelo Codam as­se­gura a ma­nu­ten­ção dos postos de tra­ba­lho e atrai novos for­ne­ce­do­res de tec­no­lo­gia para o Dis­trito In­dus­trial. - **Pro­te­ção de mercado local:** O fim da isenção para compras in­ter­na­ci­o­nais de baixo valor protege a fatia de mercado das fa­bri­can­tes locais de ele­trô­ni­cos e itens de ves­tu­á­rio frente ao e-com­merce es­tran­geiro. - **Di­ver­si­fi­ca­ção fora da capital:** A ex­pan­são da in­fra­es­tru­tura de dados e energia solar no in­te­rior fa­vo­rece a ins­ta­la­ção de novos polos in­dus­tri­ais e for­ta­lece a bi­o­e­co­no­mia fora de Manaus. --- ## FECHAMENTO A eco­no­mia do Ama­zo­nas inicia a semana equi­li­brando o oti­mismo gerado pelos novos in­ves­ti­men­tos bi­li­o­ná­rios com a cautela imposta pela crise lo­gís­tica fluvial. A re­si­li­ên­cia do Polo In­dus­trial de Manaus será testada pela ca­pa­ci­dade das em­pre­sas em ab­sor­ver os custos ex­tra­or­di­ná­rios da seca e pela efi­cá­cia da defesa po­lí­tica dos in­cen­ti­vos fiscais em Bra­sí­lia. A es­ta­bi­li­dade ins­ti­tu­ci­o­nal do modelo Zona Franca e a di­ver­si­fi­ca­ção para novos setores, como a bi­o­e­co­no­mia e as ener­gias re­no­vá­veis, per­ma­ne­cem como as ga­ran­tias de cres­ci­mento sus­ten­tá­vel para o estado frente às in­cer­te­zas ma­cro­e­co­nô­mi­cas globais. Bom dia e bons ne­gó­cios. --- O Polo Acom­pa­nhe o Polo In­dus­trial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo In­dus­trial de Manaus, no­tí­cias e aná­li­ses sobre a in­dús­tria, a Zona Franca e a eco­no­mia do Ama­zo­nas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### Amazonas emplaca Bemol, Nova Era e Grupo Tapajós entre as 300 maiores varejistas do Brasil. Trio soma R$ 8,3 bilhões em vendas URL: https://www.jornalopolo.com.br/amazonas-emplaca-bemol-nova-era-e-grupo-tapajos-entre-as-300-maiores-varejistas-do-brasil-trio-soma-r-8-3-bilhoes-em-vendas/ Last updated: 2026-08-30T23:12:34.000Z O Amazonas tem três representantes entre as 300 maiores varejistas do Brasil, e elas dificilmente poderiam ser mais diferentes entre si. De um lado está a Bemol, que cresceu vendendo móveis e eletroeletrônicos e hoje já mistura varejo, farmácia e serviços financeiros. Do outro, o Super Nova Era, que ganhou escala no supermercado e no atacarejo. Fechando o trio aparece o Grupo Tapajós, dono de bandeiras que fazem parte do dia a dia das farmácias de Manaus: Santo Remédio, FlexFarma e FarmaBem. Juntas, Bemol, Super Nova Era e Grupo Tapajós movimentaram R$ 8,277 bilhões em vendas em 2025, segundo o Ranking [TOP 300 do Varejo Brasileiro 2026](https://irtt.com.br/?ref=jornalopolo.com.br#!), do Instituto Retail Think Tank (IRTT). As três também somam 215 lojas e 11.011 funcionários. O tamanho da operação fica mais claro quando se olha para o ranking inteiro: as 300 maiores varejistas do país chegaram a R$ 1,3 trilhão em vendas no ano. A Bemol é a amazonense mais bem colocada, ocupando a 58ª posição nacional, com R$ 4,335 bilhões em vendas, 8% acima dos R$ 3,996 bilhões de 2024\. O IRTT contabiliza 80 lojas e 4,1 mil funcionários, com presença física em Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. Mesmo sendo classificada no ranking como uma empresa de eletromóveis, a Bemol de hoje já está longe de caber apenas nessa definição. O ranking também leva em conta a Bemol Farma. Tem uma distinção importante aqui: O IRTT está medindo vendas do varejo, e não necessariamente o faturamento consolidado de cada grupo econômico. É justamente por isso que alguns números divulgados pelas próprias companhias podem ser maiores que os registrados no levantamento. No caso da Bemol, por exemplo, o ranking computa R$ 4,335 bilhões em vendas, enquanto a companhia declara faturamento total acima de R$ 5 bilhões em 2025. A história ajuda a entender essa transformação. A empresa nasceu em Manaus em 1942 como negócio de representação e deu uma guinada no varejo nos anos 1960 depois de apostar nas máquinas de costura japonesas New Yorker, mais baratas que as Singer. O crediário nasceu junto com essa expansão e, décadas depois, virou uma operação financeira que já reúne 760 mil contas ativas e carteira de crédito de R$ 2 bilhões. O digital também ganhou peso: atualmente, 17% das vendas da Bemol vêm do e-commerce. Mas quem realmente disparou dentro do ranking foi o Super Nova Era. A empresa saiu da 101ª posição (em 2024) para a 75ª (em 2025), com vendas que passaram de R$ 2,415 bilhões para R$ 3,255 bilhões. É uma alta de 35% em um ano. Ao mesmo tempo, o número de lojas considerado pelo IRTT saltou de 25 para 39, e o quadro de funcionários cresceu 27%, de 3.908 para 4.974 pessoas. O avanço não foi grande apenas quando comparado às outras duas amazonenses. Na lista do IRTT das empresas que mais aumentaram as vendas em 2025, o Super Nova Era aparece em quinto lugar no Brasil. Nenhuma outra varejista com sede no Norte cresceu mais no período. E o Nova Era também tem uma trajetória de estrada até chegar a esse tamanho. O negócio foi fundado pelo paulista Luiz Gastaldi Junior em Ji-Paraná (RO), em 1981, passou por Porto Velho e transferiu a matriz para Manaus em 1998\. A entrada no varejo de autosserviço veio depois, e o grupo foi abrindo outras frentes ao longo dos anos. Em 2026, quando completa 45 anos, a expansão continua: estão previstas novas lojas Super Nova Era em Manacapuru e Itacoatiara, levando a bandeira para dois dos principais mercados amazonense fora da capital. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/varejo--1-.png) ### Tapajós tem a maior rede física do trio Se Bemol lidera em vendas e Nova Era em número de funcionários, o Grupo Tapajós é quem aparece com mais lojas no levantamento. São 96 unidades, contra 80 da Bemol e 39 do Nova Era. O grupo ocupa a 267ª posição nacional, com R$ 687 milhões em vendas, 18% acima dos R$ 582 milhões do ano anterior, e mantém 1.937 funcionários. No varejo, o IRTT registra presença física no Amazonas e em Roraima. As 96 lojas são distribuídas pelas bandeiras Santo Remédio, FlexFarma e FarmaBem consideradas pelo ranking. A Santo Remédio começou a operar em 2007, enquanto a FlexFarma foi criada em 2011\. Para além das farmácias, existe uma estrutura que não aparece inteira quando se olha apenas para as vendas varejistas: o Grupo Tapajós também trabalha com distribuição e mantém centros de distribuição em Manaus, Porto Velho, Guajará-Mirim, Boa Vista, Belém e Santarém, atendendo 1.600 clientes cadastrados e positivados, segundo a própria companhia. ### Trio amazonense fica a R$ 103 milhões das varejistas paraenses do ranking Quando as empresas são agrupadas pelo estado onde estão sediadas, o Amazonas chega muito perto da liderança do Norte. As três amazonenses somam R$ 8,277 bilhões. No Pará, Líder Supermercados, Formosa Supermercados e Grupo Preço Baixo alcançam juntos R$ 8,380 bilhões. A distância entre os dois estados fica em apenas R$ 103 milhões. A maior varejista individual desse recorte regional ainda é paraense: a Líder Supermercados, 51ª colocada, com R$ 5,449 bilhões. Logo depois vem a Bemol, na 58ª posição. O que aproxima os dois estados é justamente a força das outras redes: o crescimento do Nova Era e a presença do Tapajós reduzem a diferença quando a comparação deixa de olhar uma única empresa e passa a considerar o conjunto das companhias locais presentes no Top 300. Apenas relembrando: as informações do ranking IRTT de 2026 trazem dados de 2025. Resumo redes: As três empresas com sede no estado operam 215 lojas, empregam 11.011 pessoas e deixam o Amazonas apenas R$ 103 milhões atrás do Pará no recorte regional do Ranking IRTT 2026. ### Com fábrica no PIM, UCB Power fecha acordo com chinesa Jinko para nacionalizar sistemas de armazenamento no Brasil URL: https://www.jornalopolo.com.br/com-fabrica-no-pim-ucb-power-fecha-acordo-com-chinesa-jinko-para-nacionalizar-sistemas-de-armazenamento-no-brasil/ Last updated: 2026-08-30T15:59:35.000Z A UCB Power, que mantém uma de suas fábricas no Polo Industrial de Manaus (PIM), fechou um acordo com a chinesa Jinko para avançar na nacionalização de sistemas de armazenamento de energia (SAE) no Brasil. O memorando de entendimento foi firmado com a Jinko EES, subsidiária brasileira da JinkoSolar, e prevê avaliar a produção local das soluções desenvolvidas pela companhia chinesa, segundo informações publicadas pela *Folha de São Paulo.* Na prática, a parceria coloca as duas empresas em torno de um mercado que começa a ganhar escala no país: o de sistemas capazes de armazenar grandes volumes de energia para uso posterior. Conhecidos pela sigla BESS (do inglês *Battery Energy Storage System),* esses equipamentos combinam baterias, componentes eletrônicos, sistemas de controle e outros dispositivos para atender desde empresas e instalações comerciais até projetos de grande porte conectados à rede elétrica. O acordo tem como um dos principais alvos o Leilão de Reserva de Capacidade para Armazenamento (LRCAP-BESS), previsto para dezembro. A proposta é criar condições para industrializar no Brasil tecnologias da Jinko ESS atendendo a requisitos de conteúdo nacional, o que permite às empresas disputar projetos que exigem equipamentos nacionalizados e também pode facilitar o acesso a determinadas linhas de financiamento do BNDES. O memorando, porém, não detalha qual percentual dos sistemas deverá ser produzido no país. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Com-f--brica-no-PIM_-UCB-fecha-acordo-com-chinesa-Jinko-para-nacionalizar-sistemas-de-armazenamento-n.png) Fábrica da UCB Power no Polo Industrial de Manaus | Foto: Reprodução/Internet ### Manaus já está nos planos da UCB para BESS A movimentação ocorre poucos meses depois de a UCB avançar com um projeto próprio para produzir BESS na Zona Franca de Manaus. Em junho, a Suframa aprovou um projeto industrial de diversificação da companhia para a fabricação de Sistemas de Armazenamento de Energia Elétrica em Baterias de Íons de Lítio na unidade instalada no PIM. A autorização foi formalizada pela [Portaria nº 2.573](https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-suframa-n-2.573-de-9-de-junho-de-2026-711720589?ref=jornalopolo.com.br). O projeto de Manaus já havia recebido também incentivos estaduais. Decreto publicado pelo Governo do Amazonas concedeu benefícios de ICMS à UCB para fabricação do BESS em sua unidade no Distrito Industrial I. No documento, o equipamento aparece enquadrado como bem final, deixando claro que o projeto aprovado para a fábrica amazonense vai além da fabricação isolada de baterias. A UCB já trabalha com a nacionalização desse tipo de equipamento antes mesmo do acordo com a Jinko. Em 2025, a companhia informou que a expansão de suas operações em Manaus e Extrema (MG) fazia parte de uma estratégia para fabricar sistemas BESS com mais de 50% de nacionalização. Na ocasião, a empresa havia captado R$ 150 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para ampliar as duas fábricas. Por isso, o memorando anunciado agora representa uma frente diferente: o objetivo é avaliar a industrialização brasileira das soluções desenvolvidas pela Jinko ESS, aproveitando a presença industrial e a experiência da UCB no país. A Jinko EES foi criada em 2022 e trabalha com armazenamento de energia para aplicações comerciais, industriais e projetos de geração centralizada. As duas empresas também pretendem atuar juntas em projetos relacionados à estabilidade e flexibilidade do sistema elétrico, redução de gargalos nas redes de transmissão e distribuição e integração de fontes renováveis. Esses usos também aparecem entre as aplicações previstas para os sistemas de armazenamento que serão avaliados na parceria. Apesar da presença da UCB no Polo Industrial de Manaus e do projeto de BESS já aprovado para a unidade local, as empresas ainda não informaram onde será feita a industrialização das soluções da Jinko. A UCB também possui fábrica em Extrema, Minas Gerais, e o anúncio não detalha como a produção será distribuída entre as duas unidades. Também não foram divulgados valores de investimento, capacidade produtiva ou cronograma para o início da fabricação ligada ao novo acordo. Acompanhe o portal [O POLO](https://www.jornalopolo.com.br/) para atualizações. Resumo redes: A parceria mira o leilão de armazenamento previsto para dezembro. A UCB já tem projeto de BESS aprovado pela Suframa e captou R$ 150 milhões do BID para ampliar suas duas fábricas no Brasil. ### Reforma Tributária: projetos industriais do Polo de Manaus terão análise de nove representações e PPBs passarão por 11 instâncias URL: https://www.jornalopolo.com.br/reforma-tributaria-projetos-industriais-do-polo-industrial-de-manaus-terao-analise-de-nove-representacoes-e-ppbs-passarao-por-11-instancias/ Last updated: 2026-08-29T00:25:12.000Z A transição da Zona Franca de Manaus (ZFM) para as regras da Reforma Tributária vai alterar a estrutura de análise dos projetos industriais e dos Processos Produtivos Básicos (PPBs). Segundo apresentação feita pela Suframa nesta sexta-feira (28), os processos de aprovação de projetos passarão a integrar nove representações técnicas, enquanto a criação ou alteração de PPBs envolverá 11 instâncias. As informações foram apresentadas durante encontro na Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo Industrial do Amazonas (Aficam), que reuniu empresários e representantes do setor produtivo para discutir os procedimentos previstos para a transição do modelo. A apresentação foi conduzida pela coordenadora-geral de Assuntos Estratégicos da Suframa, Ana Maria de Souza, e pelo presidente do grupo de trabalho permanente da Reforma Tributária na autarquia, Patry Boscá. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Reforma-Tribut--ria-projetos-Industriais-do-Polo-Industrial-de-Manaus-ter--o-an--lise-de-nove-representa----es-e-PPBs-passar--o-por-11-inst--ncias-1.jpeg) Ana Maria de Souza, coordenadora-geral de Assuntos Estratégicos da Suframa, durante apresentação | Foto: Divulgação/Aficam No caso dos projetos industriais, as nove representações técnicas atuarão sob coordenação do Conselho de Administração da Suframa (CAS). Já nos processos relacionados à criação ou alteração de PPBs, a estrutura será formada por 11 instâncias técnicas, incluindo representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Suframa e órgãos estaduais e municipais. A mudança está inserida em uma transição que prevê maior participação do Estado do Amazonas e dos municípios tanto nos processos de análise de projetos industriais quanto na definição dos PPBs. A Suframa não detalhou, no material apresentado, a composição individual de todas as nove representações ligadas aos projetos nem das 11 instâncias previstas para os PPBs. Durante a apresentação, a autarquia também informou que os projetos industriais já aprovados pelo CAS continuarão válidos. Esses projetos serão convalidados, com as adequações necessárias, por meio de ato conjunto da Receita Federal, da Suframa e do Comitê Gestor do IBS. Outro ponto abordado foi a regulamentação do artigo 327-A da Lei Complementar nº 214/2025\. O dispositivo estabelece competência exclusiva de servidores efetivos da Suframa para fiscalizar o cumprimento dos Processos Produtivos Básicos, os investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e os compromissos assumidos nos projetos aprovados na Zona Franca de Manaus e nas Áreas de Livre Comércio. A Suframa informou ainda que trabalha na regulamentação de procedimentos ligados ao controle de entrada de mercadorias, vistorias e ao chamado Incidente de Verificação. A apresentação também tratou da Lei Complementar nº 214/2025, com alterações da LC nº 227/2026, do Decreto nº 12.955/2026, referente à regulamentação da CBS, e da Resolução CGIBS nº 6/2026, relacionada ao IBS. No encontro, também foram apresentados os mecanismos de incentivo previstos para a Zona Franca no novo regime tributário. Entre eles estão instrumentos de suspensão e isenção tributária nas importações destinadas à industrialização, crédito presumido em determinadas operações e benefícios nas vendas de produtos fabricados na ZFM para outras regiões do país. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Reforma-Tribut--ria-projetos-Industriais-do-Polo-Industrial-de-Manaus-ter--o-an--lise-de-nove-representa----es-e-PPBs-passar--o-por-11-inst--ncias-6.jpeg) Foto: Divulgação/Aficam Nessas operações, conforme apresentado pela Suframa, o crédito presumido do IBS poderá variar de 55% a 100%, dependendo da categoria do produto. O percentual máximo poderá alcançar bens de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e determinados produtos que já contam com crédito-estímulo de ICMS de 100%. O superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, afirmou que a autarquia pretende manter o diálogo com o setor produtivo durante o processo de regulamentação e transição. > “A Suframa está atuando de forma estratégica e integrada para garantir que a regulamentação da Reforma Tributária preserve as especificidades e a competitividade do modelo Zona Franca de Manaus. Nosso compromisso é proporcionar segurança jurídica ao setor produtivo e construir, em diálogo com os diferentes atores envolvidos, os instrumentos necessários para uma transição segura e eficiente”, salientou Montenegro. Resumo redes: As nove representações técnicas atuarão sob coordenação do Conselho de Administração da Suframa (CAS). Já nos processos relacionados à criação ou alteração de PPBs, a estrutura será formada por 11 instâncias técnicas, incluindo representantes do MDIC, MCTI, Suframa e órgãos estaduais e municipais. ### Com receita líquida de R$ 4,1 bilhões, Intelbras conquista título de Melhor Eletroeletrônica do Brasil URL: https://www.jornalopolo.com.br/com-receita-liquida-de-r-4-1-bilhoes-intelbras-conquista-titulo-de-melhor-eletroeletronica-do-brasil/ Last updated: 2026-08-29T01:54:34.000Z Com receita líquida de R$ 4,1 bilhões em 2025 e crescimento acumulado de 9% desde 2022, a Intelbras conquistou o primeiro lugar na categoria Eletroeletrônica do TOP 30 – As Melhores Empresas do Brasil, ranking elaborado pela Veja Negócios. Além da expansão da receita, o patrimônio líquido da companhia cresceu 34% entre 2022 e 2025, chegando a quase R$ 3 bilhões. O desempenho financeiro e operacional colocou a fabricante catarinense à frente das demais empresas avaliadas no segmento eletroeletrônico. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Com-receita-l--quida-de-R--4-1-bilh--es-em-quatro-anos--Intelbras-conquista-t--tulo-de-melhor-eletroeletr--nica-do-Brasil-3.jpg) Créditos: Veja Negócios A trajetória ocorreu em um período de fortes mudanças no setor. Depois do aumento da demanda durante a pandemia, a indústria eletrônica enfrentou problemas nas cadeias de suprimentos, aumento dos preços dos semicondutores, juros elevados e desaceleração do consumo, cenário que levou o mercado praticamente à estagnação em 2023. Para atravessar esse período, a Intelbras concentrou esforços em rentabilidade, geração de caixa e expansão de áreas consideradas estratégicas, principalmente segurança eletrônica, atualmente responsável pela maior parcela das receitas da companhia. Segundo o presidente da Intelbras, Henrique Fernandez, um dos diferenciais da empresa diante de concorrentes internacionais está na estrutura mantida no Brasil. > “Temos engenharia nacional, pós-venda em português e presença em 98% dos municípios do país. Por estarmos próximos dos clientes, executamos tudo com rapidez”. O cenário do mercado também passou a jogar a favor da estratégia. Em 2025, a indústria brasileira de eletrônicos cresceu 4% e alcançou faturamento recorde de R$ 270 bilhões. O segmento de segurança eletrônica, por outro lado, avançou 13%, mais de três vezes o ritmo registrado pelo setor eletrônico como um todo. É justamente nesse mercado que Manaus passa a ocupar espaço na próxima etapa de expansão da Intelbras. Em abril, a companhia anunciou investimento de R$ 200 milhões para uma nova fábrica na Zona Franca de Manaus, com foco em equipamentos e soluções de segurança eletrônica. A nova estrutura também deverá permitir mudanças no processo industrial da companhia. > “Conseguiremos automatizar mais o processo, centralizar mais a operação e ter um custo de produção ainda mais competitivo”, afirma Fernandez. Apesar do peso da segurança eletrônica, a Intelbras mantém atuação em outras frentes, como conectividade, redes, energia, comunicação e soluções inteligentes para cidades. Resumo redes: Companhia venceu a categoria no TOP 30 da Veja Negócios após elevar receita e patrimônio. Empresa investe R$ 200 milhões em nova fábrica na Zona Franca de Manaus. ### Manaus entra em projeto de Ambev, PepsiCo, Ball e Valgroup para diagnosticar cadeias de vidro e alumínio URL: https://www.jornalopolo.com.br/manaus-entra-em-projeto-de-ambev-pepsico-ball-e-valgroup-para-diagnosticar-cadeias-de-vidro-e-aluminio/ Last updated: 2026-08-28T22:25:26.000Z Manaus entrou na rota de um projeto de inovação aberta que reúne Ambev, PepsiCo, Ball e Valgroup. A capital amazonense será uma das cidades onde a startup Yattó realizará diagnósticos sobre as cadeias de vidro e alumínio, dentro do 100+ Labs Brasil, programa voltado ao desenvolvimento e teste de soluções para desafios ambientais e operacionais da cadeia de bebidas. A Yattó está entre as cinco startups selecionadas após uma jornada que reuniu 235 empresas inscritas. O processo passou por diferentes etapas de avaliação e desenvolvimento, nas quais as participantes puderam aperfeiçoar suas propostas com apoio do Quintessa, responsável pela execução do programa, e apresentar as soluções diretamente aos executivos das companhias envolvidas. No caso da Yattó, os trabalhos serão realizados em Manaus e Belém. ### Cinco soluções seguem para testes As startups selecionadas atuam em diferentes frentes, incluindo eficiência energética, gestão de recursos, resíduos e agricultura. A proposta é colocar as tecnologias em situações reais de operação para que as empresas possam avaliar resultados e identificar oportunidades de adoção em maior escala. Enquanto a Yattó ficará responsável pelos diagnósticos das cadeias de vidro e alumínio em Manaus e Belém, a Solavite aplicará uma solução de catálise diamagnética para tratamento de incrustações nas caldeiras da unidade fabril de Jaguariúna, em São Paulo. A GLR vai testar filtros modulares para tratamento de emissões industriais em uma caldeira de biomassa na unidade de Ponta Grossa, no Paraná. Já a Perennial trabalhará em uma área de 10 mil hectares no Uruguai para quantificar carbono no solo, enquanto a Yágua vai aplicar uma solução de digitalização de medidores de água na fábrica de Campo Grande, no Rio de Janeiro. ### Programa conecta startups a grandes empresas O 100+ Labs foi criado para aproximar startups de grandes companhias e acelerar o desenvolvimento de tecnologias e modelos de negócio voltados a desafios ambientais e sociais. No Brasil, a iniciativa coloca as empresas selecionadas diante de problemas concretos da cadeia de produção de bebidas, permitindo que as soluções sejam testadas antes de uma eventual aplicação em maior escala. Desde sua criação, o programa já apoiou mais de 235 startups em mais de 41 países. A proposta é usar a inovação aberta para encontrar novas respostas para questões relacionadas ao uso de recursos naturais, eficiência operacional, resíduos, agricultura e sustentabilidade ao longo da cadeia produtiva. ### Concessão da Flona Balata-Tufari, no AM, prevê R$ 2 bilhões em investimentos, 1,7 mil empregos e produção de 134 mil m³ de madeira por ano URL: https://www.jornalopolo.com.br/concessao-da-flona-balata-tufari-no-am-preve-r-2-bilhoes-em-investimentos-1-7-mil-empregos-e-producao-de-134-mil-m3-de-madeira-por-ano/ Last updated: 2026-08-28T21:03:02.000Z A Floresta Nacional (Flona) de Balata-Tufari, no sul do Amazonas, será administrada pelas empresas B2 Comércio e exportação e Madeirantes serviços, indústria e comércio de madeira, vencedoras do leilão realizado nesta quinta-feira, 27, na sede da B3\. O edital do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), contou com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O projeto prevê investimentos em infraestrutura de mais de R$ 300 milhões e de R$ 1,78 bilhão nos serviços de operação durante os 35 anos da concessão. O edital estabelece ainda a obrigatoriedade de investimentos em projetos de interesse das comunidades do entorno, por meio de encargos acessórios a serem executados pelas concessionárias. A concessão será efetuada em uma área de 267 mil hectares de floresta nativa, equivalente a quase 375 mil campos de futebol, dividida em três Unidades de Manejo Florestal (UMFs) e serão administradas separadamente pelas empresas vencedores. A B2 será responsável por duas UMFs e a Madeirantes arrematou uma das três unidades. A área destinada equivale a 24,7% da área total da Flona de Balata-Tufari, que soma mais de 1 milhão de hectares. A unidade de conservação está localizada no município de Canutama, no sul do estado do Amazonas, região de influência da BR-319 - rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO) – e que sofre pressão por desmatamento e atividades ilegais. Entre os investimentos previstos estão o apoio à pesquisa científica e tecnológica, o monitoramento e a proteção florestal, a educação ambiental, o desenvolvimento do entorno das UMFs, o fortalecimento das comunidades ribeirinhas e indígenas locais. A aplicação dos recursos será definida a partir de consulta às comunidades locais e dependerá da aprovação dos Conselhos Municipais. A concessão da Flona Balata-Tufari integra o conjunto de projetos com foco em manejo florestal sustentável na Amazônia estruturado pelo BNDES em parceria com o SFB. O manejo florestal sustentável adota práticas de colheita de baixo impacto, com o controle de cada indivíduo arbóreo para assegurar a regeneração natural das florestas. A estratégia alia conservação ambiental, geração de emprego e renda e desenvolvimento sustentável, tendo como princípio a manutenção da floresta em pé. O modelo de concessão permite a produção de madeira de origem legal e rastreável, atendendo à demanda do mercado, ao mesmo tempo em que aumenta a proteção territorial e mantém a floresta em pé. A previsão é gerar 577 empregos diretos e 1.154 empregos indiretos, totalizando 1.731 novos postos de trabalho. A produção anual deve somar aproximadamente 134 mil metros cúbicos de madeira proveniente de manejo sustentável realizado sob rigorosos critérios técnicos, sociais e ambientais. A medida também contribui para a proteção dos territórios e dos modos de vida dos povos indígenas Juma e Mura, além de fortalecer a governança ambiental em uma das regiões mais estratégicas para a conservação da Amazônia. Criada em 2005, a Floresta Nacional de Balata-Tufari destaca-se como uma importante área destinada ao manejo florestal sustentável na Amazônia, conciliando a conservação dos recursos naturais com a geração de emprego, renda e desenvolvimento socioeconômico regional por meio da utilização responsável dos recursos florestais. Resumo redes: Leilão realizado na B3 prevê investimentos em infraestrutura de mais de R$ 300 milhões e de R$ 1,78 bilhão nos serviços de operação, beneficiando comunidades tradicionais na região. Concessão florestal será efetuada em uma área de 267 mil hectares de floresta nativa, equivalente a quase 375 mil campos de futebol. ### "A indústria olha o produto e não o cliente": crise do varejo acende alerta para fabricantes URL: https://www.jornalopolo.com.br/a-industria-olha-o-produto-e-nao-o-cliente-crise-do-varejo-acende-alerta-para-fabricantes/ Last updated: 2026-09-03T04:20:04.000Z A crise do varejo chegou à indústria. Em um mercado em que fabricantes dependem fortemente dos canais indiretos, a dificuldade de um varejista em vender, financiar estoque ou pagar fornecedores deixa de ser um problema exclusivamente seu. Afeta toda a cadeia. Exatamente por isso, na avaliação de Roberto Kanter, professor do MBA em Gestão Estratégica de Negócios da FGV e diretor da Canal Vertical, em entrevista à Eletrolar News, a indústria poderia fazer mais para ajudar o varejo a recuperar vendas. Não necessariamente com mais crédito, descontos ou campanhas comerciais, mas participando daquilo que talvez seja hoje o maior problema das lojas: gerar interesse e converter esse interesse em compra. > “O que eu mais vejo é a indústria olhando o produto e não olhando o cliente. E o varejo, que deveria olhar o cliente, só enxerga o bolso, não está interessado em relacionamento, em CRM, em estender a vida desse cliente”, afirma ele. A questão ganha peso porque o consumidor dispõe de alternativas que tornam a comparação mais fácil e reduzem a vantagem histórica da loja física. Marketplaces e outros canais digitais ampliaram o sortimento, facilitaram a pesquisa e avançaram nos prazos de entrega. Ao mesmo tempo, parte do varejo físico continua tentando competir com a mesma lógica: produto, preço e promoção. Para Kanter, essa estratégia tem alcance limitado. Uma promoção pode antecipar uma compra, mas não necessariamente cria uma necessidade que não existia. > “Todo mundo é imediatista e o processo de compra não é imediatista. Se você tem uma TV que está boa, para você sair dessa televisão de 50” e comprar uma de 60”, vão ter que te convencer muito”. A diferença é importante em um momento em que o consumidor também pode decidir esperar. A percepção de que o varejo está pressionado, com empresas fechando lojas e buscando vender estoques, pode alimentar a expectativa de que preços melhores virão. > “Ele tende a achar que vai ter mais oportunidade, mais promoção, mais produto em oferta já que todo mundo precisa vender”, diz o especialista. Isso coloca um problema adicional para uma cadeia acostumada a trabalhar com ciclos comerciais relativamente curtos. Se o consumidor não tem urgência, não basta colocar o produto diante dele. ### O vendedor que não vende Uma das oportunidades mais concretas está dentro da própria loja. O varejo físico tem uma vantagem que o comércio digital não reproduz integralmente: a possibilidade de interação. Mas, segundo Kanter, muitas empresas não estão conseguindo transformar essa vantagem em diferencial. > “O varejo físico está atendendo mal. O que você vê hoje é um conjunto de vendedores despreparados, não treinados, não empáticos e fazem com que o cliente pense: para ser mal atendido, eu compro de casa”, alerta ele. A capacitação poderia ser uma área de atuação mais relevante para os fabricantes. A indústria já investe em trade marketing e mantém estruturas voltadas ao relacionamento com os canais. Poderia, portanto, usar parte dessa capacidade para qualificar a experiência de compra, e não apenas para garantir exposição, estoque ou giro. O argumento de que treinamento é caro também perde força quando colocado diante do custo de uma venda perdida. > “O varejista diz que treinar e educar é caro e as pessoas empregadas vão embora. Só que tem uma coisa pior, que é não treinar e a pessoa ficar.” Kanter também questiona a ideia de que experiência de varejo depende principalmente de tecnologia. Telas, dispositivos e ambientes sofisticados podem fazer parte da estratégia, mas não resolvem uma interação ruim. “Experiência de varejo é o sorriso, é escuta ativa, é a capacidade de ser escutado e interpretado”. Em categorias como eletroeletrônicos, isso é particularmente relevante. O consumidor pode chegar à loja convencido de que precisa de determinado produto, mas nem sempre sabe qual solução atende melhor ao que procura. Um vendedor preparado pode transformar essa incerteza em oportunidade de venda. Um vendedor despreparado pode simplesmente perder o cliente para o celular. ### A indústria conhece o produto. Mas conhece o cliente? O outro ponto levantado por Kanter é menos visível, mas mais estrutural. A indústria conhece profundamente seus produtos, seus custos e seus canais. Nem sempre conhece, na mesma proporção, quem efetivamente os compra. “O que mais vejo é a indústria olhando o produto e não olhando o cliente”. Na cadeia indireta, essa informação está parcialmente nas mãos do varejo. É o lojista que está diante do consumidor no momento da compra, recebe suas dúvidas, identifica objeções e observa quais produtos são comparados antes da decisão. O problema, segundo Kanter, é que essa informação raramente é transformada em inteligência conjunta. > “A indústria não sabe quem consome o produto dela. Ela não conversa com o consumidor, não sabe os anseios. Quem sabe é o varejista e cada um fica no seu mundo, não há interação”. A consequência é uma relação que pode funcionar bem para abastecer o canal, mas não necessariamente para entender a demanda. Uma possibilidade seria aprofundar o trabalho conjunto em CRM e relacionamento. “Se eu fosse diretor comercial de uma indústria, eu com certeza trabalharia mais próximo do meu varejista. Eu ia querer ter meu CRM com o meu varejista.” A proposta não significa eliminar a intermediação do varejo. Ao contrário: parte da ideia de que, se a indústria depende do canal, precisa ajudá-lo a conhecer melhor o consumidor. ### Criar desejo em vez de apenas empurrar produto A discussão também muda a função da loja física. Em vez de ser apenas o lugar onde o produto é exposto e vendido, ela poderia ser utilizada pela indústria como um espaço de experimentação e relacionamento. Kanter cita a possibilidade de parcerias entre fabricantes e de iniciativas que levem consumidores às lojas sem que a venda seja necessariamente o objetivo imediato. > “A indústria deveria estar desenvolvendo parceria com outras indústrias, transformando as lojas em degustação. Trazer para a loja para ter uma vivência de varejo, não necessariamente de vender.” A lógica é particularmente relevante diante do aperto das margens. Se a competição por preço fica cada vez mais difícil, a cadeia precisa encontrar outras formas de justificar a compra. > “A indústria e o varejo têm que criar desejo. A margem menor, eles não conseguem mais brigar tanto por preço. A margem está apertando para tudo quanto é lado”, complementa o especialista. Não há, na visão de Kanter, uma única explicação para a crise. O ambiente macroeconômico pesa, assim como renda, cadeia de suprimentos e questões tributárias. Mas atribuir o desempenho do setor apenas a fatores externos também pode esconder problemas internos. A provocação vale especialmente para uma cadeia em que fabricante e varejista precisam um do outro. Se o consumidor está mais difícil de converter, a resposta não precisa estar apenas em vender mais barato. Pode estar em entender melhor por que ele compra, melhorar quem o atende e criar uma experiência que justifique sair de casa. “É colocar na prática o consumidor no centro das decisões.” Para a indústria, isso significa assumir que ajudar o varejo a vender não termina no sell-in. Em um mercado de margens apertadas e demanda mais difícil de estimular, vender para o varejo pode ser apenas o começo do trabalho. Resumo redes: Professor da FGV Roberto Kanter defende que fabricantes se aproximem mais do consumidor, invistam em treinamento nas lojas e ajudem o varejo a criar desejo, em vez de depender apenas de preço e promoção. ### Manaus Airport Cargo registra recorde de movimentação em julho com 11,6 mil toneladas URL: https://www.jornalopolo.com.br/manaus-airport-cargo-registra-recorde-de-movimentacao-em-julho-com-11-6-mil-toneladas/ Last updated: 2026-08-28T20:06:23.000Z O Manaus Airport Cargo, administrado pela Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, membro da rede Vinci Airports, movimentou 11,6 mil toneladas em julho de 2026, uma alta de 15% em relação ao mesmo mês de 2025 e novo recorde para julho, superando a marca registrada em 2024, durante a seca severa no Amazonas. O resultado ficou 29% acima da média histórica de 9 mil toneladas para julho, período que geralmente apresenta menor movimentação devido às férias coletivas de algumas das principais indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM). O destaque foi a carga doméstica com destino a Manaus, que alcançou 6.093 toneladas, crescimento de 41% sobre julho de 2025 e 52% acima da média histórica para o mês. Nas importações, o volume total permaneceu estável, enquanto os cinco maiores clientes do segmento eletroeletrônico registraram aumento de aproximadamente 30% no peso das cargas movimentadas. O resultado ocorre em um cenário de sinalizações de produção de novos modelos e aumento das vendas no setor. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Manaus-Airport-4.jpeg) Foto: Divulgação ### Terminal amplia conectividade O recorde ocorre em um momento de ampliação da conectividade do Manaus Airport Cargo. Em agosto, o aeroporto passou a contar com a primeira rota cargueira internacional regular entre Manaus e Lima, no Peru, criando novas possibilidades de conexão com mercados da Costa do Pacífico e da região Andina e novas alternativas para importação e exportação de cargas. O terminal também mantém operações internacionais conectando Manaus a Miami, Bogotá, Panamá e Lisboa. As novas conexões integram a estratégia da Concessionária dos Aeroportos da Amazônia de ampliar as alternativas logísticas disponíveis para o mercado e fortalecer a inserção de Manaus nas cadeias internacionais de comércio. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Manaus-Airport-3.jpeg) Foto: Divulgação Terceiro maior terminal de cargas do Brasil, o Manaus Airport Cargo tem papel estratégico no atendimento às demandas logísticas da Zona Franca de Manaus. O desempenho de julho reforça essa posição em um momento de expansão da conectividade internacional e de preparação para novas operações voltadas ao comércio eletrônico. A gerente geral de cargas da Vinci Airports para os aeroportos da Amazônia, Luciana Procoro, ressaltou: > “Alcançar esse resultado em um mês historicamente de menor movimentação reforça a importância do transporte aéreo para a logística da indústria e o abastecimento de Manaus. Seguimos trabalhando para ampliar a conectividade e oferecer cada vez mais eficiência às empresas que dependem do modal aéreo”. Resumo redes: Volume de cargas cresceu 15% em relação a julho de 2025 e superou recorde registrado em 2024\. Cargas domésticas com destino a Manaus avançaram 41%, alcançando 6,1 mil toneladas. Resultado ganha destaque por ocorrer em mês marcado tradicionalmente pela redução da atividade industrial. ### Prefeitura de Manaus licencia mais de 212,8 mil m² em novos projetos industriais em 2026 e estuda expansão para BR-174, AM-010 e Zona Leste URL: https://www.jornalopolo.com.br/prefeitura-de-manaus-licencia-mais-de-212-8-mil-m2-em-novos-projetos-industriais-em-2026-e-estuda-expansao-para-br-174-am-010-e-zona-leste/ Last updated: 2026-08-28T19:03:41.000Z A capital amazonense começa a desenhar, no território, uma nova etapa de expansão industrial. De janeiro a julho de 2026, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), licenciou mais de 212,8 mil metros quadrados em novos alvarás destinados a projetos industriais. O levantamento considera empreendimentos classificados do tipo industrial 1 ao tipo industrial 5, abrangendo diferentes portes e níveis de impacto urbano. Entre os projetos aprovados no período estão empreendimentos com áreas que vão de 775 metros quadrados a 44 mil metros quadrados, demonstrando que o movimento não se concentra em um único perfil de fábrica. O conjunto de licenciamentos evidencia a existência de demanda por novos espaços produtivos e coloca o planejamento urbanístico territorial como uma etapa estratégica para o desenvolvimento econômico da capital. Para o diretor-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, os números precisam ser compreendidos dentro de um cenário mais amplo: a cidade precisa estar preparada para receber investimentos, mas com planejamento urbano, segurança jurídica e infraestrutura compatível com a atividade industrial. > “Manaus precisa estar preparada para receber novos investimentos. Quando temos mais de 212 mil metros quadrados de novos projetos industriais licenciados em apenas sete meses, estamos falando de uma demanda concreta pelo território da cidade. O papel do município é antecipar esse movimento, organizar o espaço urbano, desburocratizar serviços e criar condições para que o desenvolvimento econômico aconteça com segurança, planejamento e infraestrutura”, comentou. ### Licenciamento e expansão caminham juntos O volume de novos projetos industriais licenciados ocorre enquanto a Prefeitura de Manaus, por meio do Implurb, avança em estudos técnicos para identificar e estruturar novas áreas de expansão industrial. As discussões, iniciadas em 2025 em conjunto com órgãos municipais e Suframa, avaliam zoneamento, infraestrutura, ocupação territorial e possibilidades de ampliação dos espaços destinados a empreendimentos de maior porte. O trabalho considera, especialmente, eixos da BR-174 e da AM-010, áreas da zona Leste e ramais próximos ao Distrito Industrial, regiões apontadas como estratégicas para uma futura expansão econômica. A preocupação é antecipar a necessidade de território antes que a pressão por novas áreas se transforme em ocupação desordenada. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Ceras-Johnson-fica-na-BR-174--Foto-Divulga----o.png) Fábrica da Ceras Johnson, localizada nas proximidades da BR-174, em Manaus | Foto: Reprodução/Internet > “Não estamos falando apenas de encontrar um terreno para colocar uma fábrica. Estamos falando de planejar onde essa indústria vai estar, como os trabalhadores vão chegar, qual infraestrutura será necessária e como essa nova ocupação vai se integrar à cidade”, explicou Peixoto. Segundo ele, a expansão precisa ser acompanhada de uma visão urbana mais ampla, incorporando habitação, serviços, mobilidade e equipamentos públicos. “Se você leva atividade econômica e trabalhadores para uma região, precisa pensar em moradia, escolas, creches, saúde, comércio, transporte e infraestrutura. Desenvolvimento econômico e desenvolvimento urbano precisam caminhar juntos”, afirma. ### Novas indústrias A estratégia municipal ganha ainda mais relevância diante das transformações previstas para a economia de Manaus e da necessidade de fortalecer a competitividade do polo industrial. Diante do cenário, o prefeito Renato Junior apresentou a proposta de criar a primeira Secretaria Municipal de Desburocratização Industrial. Anunciada durante reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), em 14 de agosto, a estrutura terá como objetivo criar um canal específico para facilitar a relação entre empresas interessadas em se instalar na capital e a administração municipal. > “Quero que a indústria que olhar para Manaus encontre na prefeitura um município preparado para receber investimento, com informação precisa, orientação e capacidade de conduzir os processos. A cidade precisa deixar de apenas reagir ao crescimento e passar a se preparar para ele”, afirmou o prefeito, ao anunciar a proposta de criação da secretaria. Na oportunidade, o chefe do Executivo municipal também defendeu uma atuação integrada entre prefeitura, Suframa, governo do Estado e governo federal para enfrentar os gargalos de infraestrutura que impactam diretamente trabalhadores e empresas do Distrito Industrial. Por isso, o planejamento de novas áreas industriais precisa ocorrer de forma antecipada e articulada. > “O que estamos fazendo é preparar Manaus para o próximo ciclo. Os projetos industriais já estão chegando e os números do licenciamento mostram isso. Agora, precisamos garantir que a cidade tenha território adequado, regras claras e planejamento para receber esses empreendimentos. É assim que o município assume seu papel de indutor do desenvolvimento econômico, sem abrir mão do ordenamento urbano”, ressaltou. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Etor-Pneus-est---localizada-na-AM-010-Foto-MBrasil-1.png) Fábrica da Etor Pneus no km 23 da AM-010, em Manaus | Foto: Reprodução Resumo redes: Entre janeiro e julho, os empreendimentos aprovados variaram de 775 m² a 44 mil m². O Implurb diz que os números mostram demanda concreta por território e defende planejamento com infraestrutura, mobilidade, habitação e serviços para acompanhar o novo ciclo industrial. ### Plano de Bioeconomia do Amazonas ganha Grupo de Trabalho e busca aproximar interior da indústria de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/plano-de-bioeconomia-do-amazonas-ganha-grupo-de-trabalho-e-busca-aproximar-interior-da-industria-de-manaus/ Last updated: 2026-08-28T18:17:50.000Z Apresentado inicialmente durante a COP30, em Belém, o Plano de Bioeconomia Estadual entra agora em uma etapa mais prática. A formação de um Grupo de Trabalho com mais de 35 instituições, coletivos e pesquisadores abre uma nova fase do projeto, voltada à construção de mecanismos capazes de transformar o potencial da sociobiodiversidade do Amazonas em atividade econômica, geração de renda e novos negócios, aproximando as cadeias do interior da estrutura industrial concentrada em Manaus. A discussão parte de um desafio conhecido no estado: o Amazonas reúne uma das maiores economias do país e uma base industrial relevante na capital, mas ainda convive com fortes desigualdades sociais e econômicas nos 61 municípios do interior. A proposta é criar condições para que produtos, insumos e conhecimentos associados à floresta ganhem escala, encontrem mercado e possam se conectar a setores industriais, sem abandonar a conservação ambiental e a geração de renda para as comunidades tradicionais. Representantes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) no colegiado, os economistas Michele Aracaty e Lucas Rezende defendem que o principal desafio desta etapa será tirar as diretrizes do campo conceitual e transformá-las em instrumentos econômicos que funcionem na prática. Isso passa por financiamento, acesso a mercado, organização das cadeias produtivas e criação de condições para que pequenos produtores e negócios da floresta consigam participar de uma economia que ainda exige capital, tecnologia e estrutura para crescer. ### Crédito e incentivos entram no centro da discussão Para Michele Aracaty, pós-doutora em Desenvolvimento Regional, uma das frentes mais importantes está na criação de linhas de crédito adequadas à realidade dos pequenos produtores. A lógica é evitar que iniciativas ligadas à bioeconomia esbarrem justamente na falta de financiamento, um dos principais obstáculos para transformar produção de pequena escala em negócios capazes de alcançar mercados maiores. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Plano-de-Bioeconomia-do-Amazonas-ganha-Grupo-de-Trabalho-e-busca-aproximar-interior-da-ind--stria-de-Manaus---Michele-Aracaty.jpg) Michele Aracaty | Foto: Reprodução Outra possibilidade em discussão é o uso de incentivos fiscais para estimular empresas locais a substituir insumos de origem fóssil por materiais provenientes da floresta. A proposta cria uma ponte direta com a indústria instalada em Manaus, ao colocar a bioeconomia não apenas como atividade ligada às comunidades e ao extrativismo, mas também como potencial fornecedora de matérias-primas e soluções para cadeias produtivas já consolidadas. Lucas Rezende defende que a escolha das cadeias prioritárias será determinante para que o plano consiga produzir impacto econômico e social. A ideia é identificar atividades com maior capacidade de gerar renda, agregar valor aos produtos da floresta e criar conexões com mercados de maior valor agregado, inclusive aqueles ligados à tecnologia e à indústria. O trabalho também inclui a discussão sobre governança e distribuição dos recursos entre poder público, iniciativa privada e povos tradicionais. Outro eixo prevê a construção de ecossistemas de negócios capazes de aproximar produtos da floresta de mercados nacionais e internacionais, além de iniciativas relacionadas à descarbonização, ao uso mais eficiente dos recursos naturais e à chamada economia do bem-estar. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Plano-de-Bioeconomia-do-Amazonas-ganha-Grupo-de-Trabalho-e-busca-aproximar-interior-da-ind--stria-de-Manaus-Lucas-Rezende.jpg) Lucas Rezende | Foto: Reprodução ### Mercado já movimenta trilhões A aposta no setor ocorre em meio a um mercado que já movimenta cifras expressivas. Dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam que a bioeconomia movimenta cerca de 2 trilhões de euros no mundo, impulsionada pela busca por matérias-primas renováveis, novas tecnologias e modelos de produção menos dependentes de recursos fósseis. No Brasil, estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que atividades associadas à bioeconomia já movimentam aproximadamente R$ 2,7 trilhões, o equivalente a 25,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Além disso, a entidade aponta que a bioeconomia baseada em conhecimento pode acrescentar mais R$ 700 bilhões por ano até 2032\. O tamanho desses números amplia a discussão sobre como o Amazonas, detentor de uma das maiores biodiversidades do planeta, pode transformar esse patrimônio em atividade econômica sem repetir modelos baseados apenas na exploração de recursos naturais. A nova fase do plano tenta justamente organizar esse caminho. O desafio será fazer com que recursos da floresta, conhecimento científico, comunidades tradicionais, financiamento e indústria deixem de funcionar de forma isolada e passem a formar cadeias capazes de gerar valor dentro do próprio estado. Resumo redes: Grupo com mais de 35 instituições, coletivos e pesquisadores vai trabalhar em crédito, incentivos fiscais e modelos de negócio capazes de conectar a sociobiodiversidade às cadeias produtivas e ao mercado. ### Manaus amplia logística reversa de eletroeletrônicos com 62 pontos de coleta. Iniciativa estimula retorno de materiais à cadeia produtiva URL: https://www.jornalopolo.com.br/manaus-amplia-logistica-reversa-de-eletroeletronicos-com-62-pontos-de-coleta-iniciativa-estimula-retorno-de-materiais-a-cadeia-produtiva/ Last updated: 2026-08-28T17:28:00.000Z A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), dará mais um passo no fortalecimento da coleta seletiva e da destinação ambientalmente correta de resíduos na capital. Na próxima segunda-feira (31), uma parceria com a Circular Brain será formalizada no anfiteatro Encontro das Águas, localizado na avenida Lourenço da Silva Braga, no Centro, para ampliar a rede de coleta de equipamentos eletroeletrônicos e facilitar o acesso da população a locais adequados para o descarte desses materiais. A iniciativa prevê a implantação gradual de 62 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), distribuídos por todas as zonas da cidade. Celulares, computadores, eletrodomésticos e outros equipamentos que perderam a utilidade poderão ser entregues nesses locais e encaminhados para a cadeia de logística reversa. A proposta é impedir que materiais com potencial de reaproveitamento acabem no aterro sanitário, em lixeiras viciadas, terrenos, vias públicas ou igarapés. Para o secretário municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis, a iniciativa também aproxima a política ambiental de Manaus de uma das principais características econômicas da cidade, a presença de uma forte indústria eletroeletrônica no Polo Industrial. > “Manaus tem uma característica industrial muito forte, especialmente no setor eletroeletrônico. Não fazia mais sentido esse tipo de resíduo continuar indo para o aterro ou para o descarte irregular”, afirma. Segundo Sabá, os espaços de recebimento também cumprem uma função que vai além da coleta, ao estimular novos hábitos na população e mostrar que resíduos podem retornar ao ciclo produtivo. A expansão faz parte de um trabalho iniciado em fevereiro, durante o “Dia de Detox de Eletrônicos — Manaus + Circulare”, realizado no Ecoponto da zona Sul, no bairro Educandos. ### **Rede ampliada** Atualmente, os ecopontos das zonas Norte e Sul e a sede da Semulsp já recebem resíduos eletroeletrônicos. Com a nova parceria, essa estrutura será ampliada progressivamente até alcançar os 62 pontos previstos. > “A partir dessa base, os demais serão implantados gradualmente, até chegar a 62 em toda a cidade”, explica o coordenador da Semulsp Ambiental, Luiz Paz. A distribuição dos pontos em diferentes áreas da capital busca tornar o descarte responsável mais acessível. A estratégia também se soma às ações de educação ambiental desenvolvidas pela prefeitura para reduzir o descarte irregular e estimular a separação dos resíduos. ### **Destinação correta** Depois de entregues nos pontos de coleta, os equipamentos entrarão no sistema de logística reversa operado pela Circular Brain, por meio do ecossistema Circulare. Os resíduos serão encaminhados a recicladores autorizados, onde passarão por separação e processamento. Componentes como metais, plásticos e outros materiais poderão ser recuperados e retornar à cadeia produtiva como matéria-prima. > “Os eletrônicos descartados voltam para a cadeia produtiva. Depois do descarte, os equipamentos seguem para recicladores autorizados, onde os componentes são separados: em um único produto podem ser encontrados até 40 tipos de materiais diferentes”, explica o CEO da Circular Brain, Marcus Oliveira. ### **Renda e reciclagem** A iniciativa também terá participação de cooperativa de reciclagem, responsável pela triagem e pelo aproveitamento dos materiais. Segundo a coordenadora da Eco Cooperativa, Ruth Dacio, a separação adequada aumenta o potencial econômico dos resíduos eletrônicos e contribui diretamente para a geração de renda dos trabalhadores da reciclagem. > “Os eletrônicos têm valores diferentes no mercado. A triagem correta agrega valor ao material, gera renda e fortalece o trabalho das cooperativas”, pontuou. Com a ampliação da rede, a prefeitura busca integrar limpeza urbana, educação ambiental, geração de renda e economia circular, dando aos equipamentos sem uso um destino adequado e reduzindo a quantidade de resíduos descartados de maneira irregular em Manaus. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/image-10.png) Equipes de orientação | Foto: Semulsp Resumo redes: Parceria com a Circular Brain vai encaminhar celulares, computadores e eletrodomésticos a recicladores autorizados. Metais, plásticos e outros componentes poderão ser reaproveitados, enquanto cooperativas farão a triagem e poderão obter renda com os resíduos. ### Contrato bilionário da Sabesp atrai produção de hidrômetros inteligentes para Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/contrato-bilionario-da-sabesp-atrai-producao-de-hidrometros-inteligentes-para-manaus/ Last updated: 2026-08-28T17:12:17.000Z Um dos maiores projetos de modernização do saneamento do país começa a produzir efeitos também no Polo Industrial de Manaus. O contrato de R$ 3,8 bilhões firmado pela Sabesp com a Vivo para substituir 4,4 milhões de hidrômetros convencionais por modelos inteligentes está movimentando fabricantes internacionais na capital amazonense. Duas empresas já colocaram Manaus entre seus projetos. A chinesa Kaifa, fornecedora dos hidrômetros utilizados no projeto, anunciou investimento de R$ 200 milhões para sua unidade na Zona Franca de Manaus, sob o nome de Intelligent Energy Metering Brazil. A previsão é fabricar até 600 mil itens em seu terceiro ano de operações. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/kaifa-malasia.png) Unidade da Kaifa na Malásia | Foto: Divulgação A francesa Sagemcom, que já possui operação em Manaus, também avançou para a produção de hidrômetros digitais na Zona Franca, com projeto de diversificação estimado em R$ 49,9 milhões, segundo anúncio feito em 2025\. Seu programa de produção estima 400 mil unidades em três anos. Uma terceira fabricante acompanha o movimento no Brasil: é a lituana Axioma, que pretende iniciar a produção no país em 2027, mas ainda não definiu onde instalará sua unidade. A empresa assinou memorando com Sabesp e M2M para o fornecimento inicial de 600 mil hidrômetros ultrassônicos inteligentes, com instalação prevista para 2027\. Manaus aparece como uma possibilidade diante do movimento de outras fabricantes do setor. ### Demanda de 4,4 milhões de equipamentos O movimento das fabricantes acontece em meio ao projeto da Sabesp para modernizar a medição do consumo de água em São Paulo e São José dos Campos. A concessionária pretende substituir 4,4 milhões de hidrômetros convencionais por equipamentos inteligentes. A execução será feita em etapas até 2029, embora exista previsão de conclusão antecipada em 2028. O projeto é considerado o maior do mundo em internet das coisas, ou IoT, aplicado à medição de água. A expectativa é que as novas fábricas tenham capacidade para produzir aproximadamente 1 milhão de equipamentos por ano cada. As empresas também enxergam mercado além do contrato da Sabesp. A intenção é abastecer outros projetos de medição inteligente no Brasil e utilizar as operações instaladas no país para exportar hidrômetros para outros mercados da América Latina. No caso de Manaus, a escolha está associada aos incentivos fiscais oferecidos pela Zona Franca e à estrutura industrial já existente na região. ### O que muda com um hidrômetro inteligente Diferentemente do equipamento convencional, o hidrômetro inteligente não depende da visita de um profissional para registrar o consumo. O aparelho mede o volume utilizado e transmite as informações remotamente pela internet. No sistema que será adotado pela Sabesp, os dados serão enviados em intervalos de uma hora. O consumidor poderá acompanhar o consumo pelo aplicativo da concessionária. A tecnologia também permite emitir alertas quando o consumo foge do padrão esperado e conta com mecanismo de proteção contra violações do equipamento. ### Hidrômetros inteligentes começam a ganhar espaço A adoção da tecnologia também começa a aparecer em outros projetos pelo país. Em Balneário Camboriú (SC), a Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) iniciou, em parceria com a Vivo, testes com hidrômetros inteligentes conectados por NB-IoT. A primeira etapa previa a instalação de 15 equipamentos e, à época do anúncio, em outubro de 2025, havia perspectiva de aquisição de 5 mil unidades. Os aparelhos permitem transmitir dados de consumo em intervalos de 15 minutos e identificar situações como vazamentos. O projeto, porém, não informa quem fabrica os hidrômetros nem estabelece qualquer relação entre esses equipamentos e as operações industriais de Manaus. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Contrato-bilion--rio-da-Sabesp-atrai-fabrica----o-de-hidr--metros-inteligentes-para-Manaus-1.jpeg) Foto: Emasa/Balneário Camboriú (SC) Resumo redes: Projeto de R$ 3,8 bilhões para substituir 4,4 milhões de equipamentos em São Paulo impulsiona novas operações industriais na Zona Franca. Kaifa e Sagemcom confirmam projetos. ### Cieam e Ifam miram automação e soluções para destravar gargalos nas fábricas do Polo Industrial de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/cieam-e-ifam-miram-automacao-e-solucoes-para-destravar-gargalos-nas-fabricas-do-polo-industrial-de-manaus/ Last updated: 2026-08-28T15:09:43.000Z Com o objetivo de aproximar a academia das demandas reais do Polo Industrial de Manaus (PIM), a conselheira do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e coordenadora da Comissão Cieam de Inovação e Desenvolvimento, Mariana Barrella, realizou, na manhã desta quinta-feira (27), uma visita técnica ao Polo de Inovação do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), localizado no Distrito Industrial. O encontro teve como foco o mapeamento de oportunidades conjuntas, a estruturação de modelos de parcerias estratégicas e a identificação de possíveis linhas de fomento para viabilizar novos projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) na região. Para a conselheira da entidade, a sinergia entre academia e setor produtivo é indispensável para elevar o nível tecnológico do parque fabril amazonense. > "Viemos representando o Cieam, por meio da Comissão de Inovação e Desenvolvimento, com o objetivo de conhecer as instalações e laboratórios, além de mapear os serviços oferecidos e estruturar possíveis parcerias entre o instituto e as indústrias do Polo Industrial de Manaus. A intenção é impulsionar a melhoria contínua dos processos de transformação e montagem, superando gargalos para tornar o setor fabril ainda mais competitivo e automatizado. Essa aproximação entre a academia e o setor produtivo é fundamental para consolidar cooperações produtivas e duradouras em benefício do Polo", destacou Mariana. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/image-9.png) Foto: Cieam Durante a visita, foram apresentadas a infraestrutura, os laboratórios e as competências técnicas do Polo de Inovação, com destaque para áreas relacionadas à automação, aos processos industriais e à formação de profissionais qualificados. Para o diretor-geral do Ifam, Alyson Santos, a aproximação com o setor produtivo amplia as possibilidades de transformar a capacidade científica e tecnológica da instituição em iniciativas de impacto para a indústria. > "Para o Ifam, essa aproximação amplia a capacidade de transformar conhecimento e infraestrutura em iniciativas que contribuam para o desenvolvimento da indústria. O diálogo com o setor produtivo também fortalece a construção de projetos, a captação de recursos e a transferência de tecnologia, consolidando o Polo de Inovação como um ambiente estratégico para o desenvolvimento da Amazônia", afirmou. A visita também evidenciou o potencial de integração entre a estrutura tecnológica do Ifam e a formação de profissionais alinhados às necessidades da indústria. Para o professor Renan Cavalcante Santos, da área de Mecânica da instituição, essa conexão é importante para aproximar os estudantes das oportunidades existentes no mercado. > "Essa aproximação com o Cieam é muito positiva para nossa comunidade. Um dos nossos principais objetivos é reduzir a distância entre a formação acadêmica e as demandas do mercado, preparando os estudantes para o uso de ferramentas e tecnologias atuais. A expectativa é que esses profissionais possam ser aproveitados pela indústria local, fortalecendo o arranjo produtivo do Polo Industrial de Manaus", afirmou o professor. Mariana foi recebida pelo diretor-geral do Ifam, Alyson Santos, e pelo professor Renan Cavalcante Santos. A agenda marca mais um passo no planejamento da Comissão Cieam de Inovação e Desenvolvimento para consolidar um ecossistema integrado de inovação na Amazônia, conectando capital intelectual, infraestrutura tecnológica, incentivos e desenvolvimento sustentável. Resumo redes: Mariana Barrella, conselheira do Cieam, visitou o Polo de Inovação do Ifam para mapear parcerias, conhecer laboratórios e identificar linhas de fomento. A agenda busca aproximar indústria e academia, ampliar projetos de PD&I e formar profissionais mais alinhados às demandas do PIM. ### Subsídio à gasolina deve ser prorrogada ao menos até 9 de setembro URL: https://www.jornalopolo.com.br/subsidio-a-gasolina-deve-ser-prorrogada-ao-menos-ate-9-de-setembro/ Last updated: 2026-08-28T14:19:57.000Z A subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina deve ser prorrogada ao menos até 9 de setembro, quando perde a validade a Medida Provisória que autoriza o governo federal a conceder esse tipo específico de subsídio, segundo apurou o Estadão/Broadcast. A atual subvenção é válida até esta quarta-feira, 26, depois de ter sido prorrogada por 30 dias no mês passado. O governo ainda discute os detalhes finais e a decisão pode mudar, de acordo com interlocutores ouvidos pela reportagem. O Ministério da Fazenda já admitiu publicamente que estuda uma prorrogação para essa subvenção. A Medida Provisória que autoriza o governo federal a criar subvenções para os combustíveis por conta da guerra perde a validade em 9 de setembro e deve caducar. Há o entendimento no governo de que o recém-aprovado projeto de lei complementar (PLP) dos combustíveis poderia ser usado para manter as subvenções por mais tempo, a princípio, mas os detalhes jurídicos ainda estão em análise. Como mostrou o Estadão/Broadcast, a equipe econômica se debruça sobre qual medida será escolhida porque, além de questões técnicas, é preciso haver respaldo também na base jurídica da decisão. O referido PLP ainda não foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto o texto da MP é explícito sobre a possibilidade de conceder subvenção, o PLP só fala em liberar regras fiscais para possíveis renúncias com medidas para os combustíveis ao longo de 2026. Além disso, cita claramente que essas renúncias “consistem na redução de alíquotas de tributos federais aplicáveis à importação, à produção e à comercialização de óleo diesel rodoviário, biodiesel, gasolina e suas correntes, etanol e querosene de aviação”. Ou seja, não menciona abertamente a autorização que existe na MP. A equipe econômica não esconde que gostaria de acabar “o quanto antes” com os subsídios. O governo tem em mente, porém, que nenhum movimento poderá ser feito - seja por efeitos políticos ou técnicos sobre a inflação - até que os preços internacionais estejam num patamar considerado mais confortável. O “mundo ideal” seria o do preço do barril se estabilizar na casa dos US$ 75, patamar que não está no radar no momento. Inclusive, as empresas do setor já foram avisadas pelo governo da intenção de suspender a subvenção assim que as condições estiverem favoráveis para o governo. A questão tem mais relação com as consequências diretas para a economia real do que com o orçamento ou as contas públicas. Isso porque o petróleo em patamar elevado que “exige” uma atuação do governo é o mesmo que engorda a arrecadação do Tesouro Nacional com as vendas externas. ### Orçamento de 2027 O projeto de Orçamento para o próximo ano será enviado ao Congresso até o fim do mês. Ontem, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os últimos detalhes foram fechados em reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO) com Lula. Segundo apurou a reportagem, não haverá previsão no Orçamento do ano que vem de novos subsídios ou subvenções para os combustíveis. Isso não significa, entretanto, que estes estão descartados para 2027\. O governo avalia a manutenção ou não dos benefícios no curtíssimo prazo, diária e mensalmente, levando em conta o preço final ao consumidor brasileiro para decidir sobre a manutenção ou não de subvenções aos combustíveis. Esse modus operandi seguirá até o fim do ano, com mais propostas de prorrogação ou outras medidas podendo ser adotadas caso o cenário da guerra no Irã piore. As medidas também podem ser revistas e retiradas de vez na hipótese contrária - de arrefecimento do conflito e baixa do preço internacional do barril. ### “Por que uma cobrança sai de US$ 500 para quase US$ 5 mil?”: setor produtivo questiona taxa da seca no Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/por-que-uma-cobranca-sai-de-us-500-para-quase-us-5-mil-setor-produtivo-questiona-taxa-da-seca-no-amazonas/ Last updated: 2026-08-28T13:45:07.000Z A escalada da chamada “taxa de pouca água” entrou no centro das discussões sobre competitividade no Amazonas durante a 321ª Reunião Ordinária do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), realizada nesta quinta-feira (27). Na ocasião, representantes do setor produtivo questionaram cobranças que chegaram a ser anunciadas acima de US$ 4,5 mil por contêiner durante o período de estiagem. O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) e integrante do Conselho de Representantes do Codam, Jorge Júnior, chamou atenção para a diferença entre os valores atualmente apresentados e cobranças que, segundo ele, anteriormente ficavam na faixa de US$ 400 a US$ 500. > “Se tiver justificativa, ok. Mas por que uma cobrança sai de 500 dólares para quase 5 mil dólares?”, questionou. A discussão não ficou restrita ao tamanho da tarifa: o setor produtivo quer saber o que efetivamente gera a cobrança, quais serviços estão incluídos e como as empresas chegam aos valores cobrados quando os rios baixam. Para Jorge Júnior, a recorrência das estiagens também exige uma mudança na forma como o Amazonas trata sua infraestrutura hidroviária. A avaliação é de que a redução dos níveis dos rios já não pode ser encarada apenas como um evento excepcional, com respostas concentradas nos momentos mais críticos da vazante. Nesse cenário, ele defendeu que dragagem e sinalização dos rios passem a ser realizadas continuamente, como parte da infraestrutura necessária para manter a circulação de cargas e passageiros. ### ACA leva questionamentos à Antaq A preocupação também foi levantada pelo presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Bruno Loureiro. Segundo ele, a entidade já procurou a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para pedir esclarecimentos sobre a cobrança. Entre os pontos colocados estão o fato gerador da tarifa, o serviço efetivamente prestado e a base utilizada para calcular os valores. Loureiro também citou uma decisão da agência reguladora relacionada ao assunto e informou que a associação mantém tratativas com Ministério Público, Associação dos Armadores, Marinha do Brasil e representantes dos práticos. A ACA, segundo ele, também já se reuniu com o Ministério Público Federal no Amazonas para discutir a questão. A cobrança defendida pelas entidades é por critérios que permitam entender quanto do valor adicional realmente está relacionado às dificuldades provocadas pela redução do nível dos rios. Uma das propostas apresentadas durante a reunião foi que os custos sejam acompanhados de planilhas e informações detalhadas, permitindo verificar a origem das despesas e a proporcionalidade dos valores repassados às cargas. Nesse processo, representantes do setor consideram fundamental a atuação do órgão regulador para avaliar como a tarifa é formada e se os critérios utilizados pelas empresas estão de acordo com as regras do transporte aquaviário. ### Custo pode chegar ao consumidor Bruno Loureiro alertou que o comércio não tem condições de simplesmente absorver aumentos dessa magnitude. Como o transporte faz parte do custo dos produtos que chegam ao Amazonas, uma alta significativa tende a pressionar toda a cadeia e pode terminar nos preços pagos pelo consumidor. O vice-governador Serafim Corrêa também tratou do impacto da cobrança e classificou um adicional próximo de US$ 5 mil por contêiner como um custo capaz de inviabilizar operações comerciais e até contribuir para problemas de abastecimento. A avaliação apresentada na reunião é de que o Amazonas precisa atacar as duas frentes ao mesmo tempo: fiscalizar e dar transparência às cobranças relacionadas à estiagem, mas também reduzir os gargalos físicos que tornam a logística mais vulnerável quando os rios baixam. Entre as medidas defendidas está a dragagem contínua ao longo do ano, acompanhada de sinalização adequada dos canais utilizados pela navegação. Serafim informou que uma draga estava a caminho de Itacoatiara para iniciar os serviços. Caso seja necessário, também estão previstas alternativas logísticas com estruturas portuárias provisórias na região, que poderão ser utilizadas para aliviar as operações ou realizar transbordo de cargas. ### BR-319 volta à discussão A BR-319 mais uma vez apareceu no debate como uma alternativa para reduzir a dependência quase exclusiva do transporte aquaviário nos momentos mais severos da estiagem. Jorge Júnior defendeu que a repetição das vazantes obriga o estado a deixar de trabalhar apenas com soluções emergenciais e avançar em medidas estruturais para sua logística. ### Codam O dirigente também propôs uma atuação mais ampla do próprio Codam. Na avaliação apresentada durante a reunião, o conselho pode deixar de funcionar apenas como espaço para análise e aprovação de projetos industriais e assumir também um papel permanente na discussão sobre a competitividade do Amazonas. A proposta é reunir indústria, comércio, serviços, trabalhadores e poder público para identificar entraves que afetam a economia estadual e construir soluções conjuntas. Resumo redes: A escalada da chamada “taxa de pouca água” entrou no centro das discussões sobre competitividade no Amazonas durante a 321ª Reunião Ordinária do Codam, realizada nesta quinta-feira (27). Na ocasião, o presidente da Eletros, Jorge Júnior, questionou cobranças que chegaram a ser anunciadas acima de US$ 4,5 mil por contêiner durante o período de estiagem. A Associação Comercial do Amazonas levou os questionamentos à Antaq. ### Governador diz que Amazonas vive “duas realidades” e que é preciso levar força econômica de Manaus ao interior URL: https://www.jornalopolo.com.br/governador-diz-que-amazonas-vive-duas-realidades-e-que-e-preciso-levar-forca-economica-de-manaus-ao-interior/ Last updated: 2026-08-28T13:02:04.000Z O Amazonas continua convivendo com dois ritmos econômicos bastante diferentes. De um lado está Manaus, concentrando a maior parte da atividade industrial e dos empregos gerados pela Zona Franca. Do outro, municípios do interior que ainda enfrentam dificuldades para transformar as riquezas do estado em atividade econômica, renda e oportunidades. Foi essa diferença que o governador Roberto Cidade (UB) colocou no centro do debate nesta quinta-feira (27), durante a 321ª Reunião Ordinária do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam). > “O nosso estado é um estado gigante, muito rico, mas que tem duas realidades, a realidade de Manaus e a realidade do interior. Então, nosso principal desafio é fazer com que o que acontece aqui na cidade de Manaus a gente possa estender para os municípios do interior”, declarou Cidade. A fala veio em uma reunião marcada pela aprovação de 45 projetos industriais, que somam R$ 1,02 bilhão em investimentos e têm potencial para gerar cerca de 1,3 mil empregos nos próximos anos. Do total analisado pelo conselho, 22 projetos são de implantação, 21 de ampliação e dois de diversificação. A reunião foi realizada no Senai, no Distrito Industrial, zona Sul de Manaus. Cidade relacionou a nova rodada de investimentos ao desempenho recente da Zona Franca de Manaus e à expectativa de criação de postos de trabalho. > “Com a aprovação desses projetos, nós temos a perspectiva de ter mais de mil empregos gerados aqui no estado do Amazonas. A cada ano a Zona Franca de Manaus vem quebrando recordes e isso é muito importante, nos deixa felizes e otimistas”, afirmou. ### TCL concentra maior investimento da pauta Entre os projetos aprovados, a TCL Semp aparece com o maior volume de recursos. A empresa prevê investir mais de R$ 581 milhões na fabricação de smartphones, operação que deve abrir 184 postos de trabalho. Outro projeto da companhia destina mais de R$ 69 milhões à produção de tablets, com previsão de 72 novas vagas. A Zincofer Galvalume Steel Amazônia também teve projeto aprovado para implantação de uma unidade voltada à produção de laminados de ferro e aço em fita, tira, chapa e blanks. O investimento supera R$ 41 milhões, com previsão de 25 empregos. Já o Grupo Multilaser apresentou dois projetos que somam R$ 50,1 milhões. Um deles prevê R$ 38,2 milhões para a produção de dispositivos de cristal líquido destinados a televisores e monitores, com 70 empregos e capacidade estimada de 900 mil unidades por ano no terceiro ano. O segundo projeto da empresa é voltado à fabricação de tampas traseiras para televisores com tela de cristal líquido, com investimentos superiores a R$ 11,8 milhões e previsão de 35 empregos. A Ambev também aparece entre os destaques da pauta com um projeto de implantação de R$ 52,4 milhões. O projeto contempla a produção de refrigerantes tanto à base de guaraná quanto de outros sabores, ainda não especificados. No terceiro ano, o programa apresentado pela Ambev prevê a produção de 44,2 milhões de litros de refrigerante, considerando as duas linhas. ### Comércio e serviços ganham estrutura própria A reunião do Codam também serviu para anunciar uma mudança dentro da estrutura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). O governo pretende criar o Departamento de Desenvolvimento do Comércio e Serviços, voltado especificamente às demandas desses segmentos. Segundo o Executivo estadual, a nova estrutura será implantada sem aumento de despesas. > “O comércio terá um departamento próprio, que até então não tinha. Isso revela a preocupação do governo não apenas com a indústria, mas também com o comércio e com o serviço, para que todos possam crescer igualmente”, ressaltou o vice-governador Serafim Corrêa. Outra novidade apresentada foi o GeoMapas, plataforma digital que reunirá informações territoriais, econômicas e municipais do Amazonas. A ferramenta permitirá consultar e cruzar dados como divisão política, Produto Interno Bruto (PIB), vegetação, altimetria e indicadores dos municípios, ampliando a base de informações disponível para planejamento e tomada de decisões no estado. > *“Vai ser uma plataforma digital onde a pessoa, qualquer um interessado, vai poder entrar e clicar. Eu quero fazer um mapa com a geopolítica junto com o IDH do Estado. Você pode fazer qualquer combinação que você achar melhor”, disse o secretário da Sedecti, Gustavo Igrejas.* *Resumo redes:* Governador esteve na 321ª reunião do Codam, que aprovou 45 projetos no âmbito da Zona Franca, com previsão de mais de 1,3 mil empregos*.* ### DNIT prepara dragagem de rotas estratégicas no Amazonas antes do período mais crítico da estiagem URL: https://www.jornalopolo.com.br/dnit-prepara-dragagem-de-rotas-estrategicas-no-amazonas-antes-do-periodo-mais-critico-da-estiagem/ Last updated: 2026-08-28T12:37:11.000Z Com a descida dos rios entrando no radar da logística amazonense, o DNIT prepara uma nova frente de dragagens para manter abertas quatro rotas hidroviárias do estado. Os trabalhos devem começar na primeira metade de setembro e incluem um dos principais corredores de movimentação de cargas da região: Manaus–Itacoatiara. Também receberão intervenções os trechos Coari–Codajás, Tabatinga–Benjamin Constant e Benjamin Constant–São Paulo de Olivença. A operação busca reduzir os riscos de restrições à navegação nos pontos onde o acúmulo de sedimentos pode diminuir a profundidade disponível para as embarcações durante a estiagem. As ordens de serviço já foram emitidas e, segundo o departamento, empresas, equipamentos e equipes estão sendo mobilizados para o início das atividades. Desta vez, as dragagens fazem parte de uma estratégia contínua de manutenção das hidrovias. Os serviços estão inseridos no Plano Anual de Dragagem de Manutenção Aquaviária, que trabalha com contratos de cinco anos e permite novas intervenções conforme as condições dos rios. Na prática, o DNIT acompanha os canais de navegação e usa os levantamentos para decidir onde será necessário retirar material do leito. A ideia é agir antes que determinados pontos se transformem em gargalos para barcos de passageiros e embarcações de carga. ### Operação terá equipamento específico entre Manaus e Itacoatiara A maior parte dos serviços utilizará dragagem por sucção e recalque, técnica empregada para retirar sedimentos acumulados no fundo dos rios. Entre Manaus e Itacoatiara, a operação terá uma característica diferente: será utilizada uma draga do tipo Hopper, embarcação própria para coleta e transporte do material retirado do canal. A manutenção desse trecho ganha peso especial para a logística amazonense por estar inserida na rota utilizada pela navegação de cargas que atende Manaus e se conecta ao sistema de transporte fluvial da região. O DNIT afirma que a intervenção pretende preservar a regularidade da navegação e diminuir riscos de interrupções ou limitações no transporte de mercadorias e passageiros durante a redução do nível dos rios. Resumo redes: Os trabalhos devem começar na primeira metade de setembro e incluem um dos principais corredores de movimentação de cargas da região: Manaus–Itacoatiara. Também receberão intervenções os trechos Coari–Codajás, Tabatinga–Benjamin Constant e Benjamin Constant–São Paulo de Olivença. ### DIÁRIO DO POLO - 28/08/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/zona-franca-codam-investimentos-logistica-pim-28-08-2026/ Last updated: 2026-08-28T10:32:40.000Z ## Lo­gís­tica Ama­zô­nica A lo­gís­tica re­gi­o­nal en­frenta um dos mo­men­tos mais crí­ti­cos do ano, com a se­ve­ri­dade da es­ti­a­gem impondo custos ex­tra­or­di­ná­rios que drenam a com­pe­ti­ti­vi­dade do Polo In­dus­trial de Manaus (PIM). O setor co­mer­cial e in­dus­trial agora se mo­bi­liza ins­ti­tu­ci­o­nal­mente junto aos órgãos re­gu­la­do­res para con­tes­tar a es­ca­lada de so­bre­ta­xas flu­vi­ais, en­quanto observa, no ho­ri­zonte ter­res­tre, avanços lentos mas sig­ni­fi­ca­ti­vos na in­fra­es­tru­tura da BR-319\. O iso­la­mento ge­o­grá­fico, agu­di­zado pelo ciclo cli­má­tico, re­a­firma a ne­ces­si­dade de al­ter­na­ti­vas que ga­ran­tam o es­co­a­mento da pro­du­ção e o abas­te­ci­mento de insumos sem a de­pen­dên­cia ex­clu­siva das hi­dro­vias. - **Co­mér­cio aciona Antaq após Maersk anun­ciar taxa de seca de US$ 4,6 mil.** O valor da so­bre­taxa de "baixa pro­fun­di­dade" saltou dras­ti­ca­mente, im­pac­tando o "Custo Ama­zo­nas" no pico da pro­du­ção para o fim de ano. A medida pres­si­ona as margens de lucro das in­dús­trias que de­pen­dem de insumos ma­rí­ti­mos in­ter­na­ci­o­nais para manter as linhas de mon­ta­gem aque­ci­das no último tri­mes­tre. [Fonte ↗](https://www.acritica.com/economia/comercio-volta-a-acionar-antaq-apos-aviso-de-taxa-da-seca-de-4-6-mil-dolares-pela-maersk-1.413349?ref=jornalopolo.com.br) - **Empresa de Minas Gerais vence li­ci­ta­ção para as­fal­tar trecho da BR-319.** O avanço na pa­vi­men­ta­ção de 86,9 km da rodovia é um passo con­creto para reduzir o his­tó­rico iso­la­mento lo­gís­tico de Manaus. Para o PIM, a vi­a­bi­li­dade ter­res­tre é a única al­ter­na­tiva real para mitigar crises cí­cli­cas de na­ve­ga­bi­li­dade dos rios e ga­ran­tir a pre­vi­si­bi­li­dade no re­ce­bi­mento de com­po­nen­tes ele­trô­ni­cos e me­tá­li­cos. [Fonte ↗](https://amazonasatual.com.br/empresa-de-mg-vence-licitacao-para-asfaltar-869-km-da-br-319/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## In­dús­tria e Em­pre­sas do PIM O Polo In­dus­trial de Manaus de­mons­tra re­si­li­ên­cia e ca­pa­ci­dade de atração de capital, com volumes de in­ves­ti­mento que si­na­li­zam um novo ciclo de mo­der­ni­za­ção nas fá­bri­cas do Dis­trito In­dus­trial. O setor de duas rodas, em es­pe­cial, vive uma fase de ebu­li­ção, com novos players globais de­sa­fi­ando as marcas tra­di­ci­o­nais e for­çando um aden­sa­mento tec­no­ló­gico que fa­vo­rece toda a cadeia de sub­for­ne­ce­do­res local. A con­fi­ança em­pre­sa­rial é tra­du­zida em números ro­bus­tos de novos pro­je­tos apro­va­dos, ga­ran­tindo a ma­nu­ten­ção da mão de obra qua­li­fi­cada na região. - **Codam aprova 45 pro­je­tos com R$ 1 bilhão em in­ves­ti­men­tos.** A apro­va­ção recorde si­na­liza a con­fi­ança das mul­ti­na­ci­o­nais na atu­a­li­za­ção de suas plantas pro­du­ti­vas no PIM. Os novos pro­je­tos devem gerar 1,3 mil em­pre­gos diretos e mo­vi­men­tar a cadeia de for­ne­ce­do­res locais de com­po­nen­tes e ser­vi­ços in­dus­tri­ais es­pe­ci­a­li­za­dos. [**Leia no O Polo ↗**](https://www.jornalopolo.com.br/projetos-aprovados-pelo-codam-crescem-13-nova-rodada-soma-r-1-02-bilhao-em-investimentos-para-a-zona-franca/) - **‘BYD das motos’: CFMoto abre novo lote após vender mais de 1.700 uni­da­des no Brasil.** A ex­pan­são de novos players globais no seg­mento de duas rodas acirra a com­pe­ti­ção com as marcas tra­di­ci­o­nais ins­ta­la­das em Manaus. O sucesso desses lotes dita o ritmo de novos in­ves­ti­men­tos em mon­ta­gem local e aden­sa­mento tec­no­ló­gico no Ama­zo­nas. [Fonte ↗](https://www.estadao.com.br/jornal-do-carro/byd-das-motos-cfmoto-abre-novo-lote-apos-vender-mais-de-1700-unidades-no-brasil/?ref=jornalopolo.com.br) - **Boom das motos mo­vi­menta US$ 1,49 bilhão em in­ves­ti­men­tos no Brasil.** O mon­tante bi­li­o­ná­rio reflete o aque­ci­mento do mercado con­su­mi­dor na­ci­o­nal, do qual Manaus é o prin­ci­pal for­ne­ce­dor. O fluxo de capital fa­vo­rece a mo­der­ni­za­ção das linhas de mon­ta­gem ama­zo­nen­ses e a atração de novos sub­for­ne­ce­do­res de com­po­nen­tes me­câ­ni­cos. [Fonte ↗](https://motociclismoonline.com.br/noticias/boom-das-motos-movimenta-us-149-bilhao-em-investimentos-no-brasil/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Zona Franca e Po­lí­tica A es­ta­bi­li­dade ju­rí­dica do modelo Zona Franca de Manaus está sob vi­gi­lân­cia cons­tante, es­pe­ci­al­mente em meio aos des­do­bra­men­tos da Reforma Tri­bu­tá­ria. En­quanto o governo federal si­na­liza de­cre­tos para manter di­fe­ren­ci­ais com­pe­ti­ti­vos através do IPI, o cenário po­lí­tico re­gi­o­nal apre­senta nuances que pre­o­cu­pam as en­ti­da­des de classe. A coesão po­lí­tica é o prin­ci­pal ativo do Ama­zo­nas em Bra­sí­lia, e qual­quer sinal de en­fra­que­ci­mento no dis­curso de defesa do modelo pode com­pro­me­ter a lon­ge­vi­dade dos in­cen­ti­vos fiscais. - **Governo an­te­cipa decreto para zerar alí­quo­tas de IPI.** A medida é um pilar da se­gu­rança ju­rí­dica para a Zona Franca durante a tran­si­ção da Reforma Tri­bu­tá­ria. Zerar o IPI para itens es­pe­cí­fi­cos mantém o di­fe­ren­cial com­pe­ti­tivo dos pro­du­tos pro­du­zi­dos em Manaus frente aos con­cor­ren­tes im­por­ta­dos de forma direta. [Fonte ↗](https://www.contabeis.com.br/noticias/79047/governo-anticipa-decreto-para-zerar-ipi/?ref=jornalopolo.com.br) - **Alerta po­lí­tico: can­di­da­tos ao governo do Ama­zo­nas reduzem defesa da ZFM.** O recuo na re­tó­rica de defesa do modelo nos dis­cur­sos elei­to­rais acende um sinal de alerta para FIEAM e CIEAM. A ar­ti­cu­la­ção uni­fi­cada é fun­da­men­tal para ga­ran­tir que os in­cen­ti­vos não sejam di­lu­í­dos nas ne­go­ci­a­ções or­ça­men­tá­rias fe­de­rais. [Fonte ↗](https://www.portaldoholanda.com.br/bastidores-da-politica/candidatos-ao-governo-tiraram-do-discurso-a-defesa-da-zfm?ref=jornalopolo.com.br) - **Fim da 'taxa das blu­si­nhas': governo negocia fim da isenção com cúpula do Con­gresso.** A tri­bu­ta­ção de re­mes­sas in­ter­na­ci­o­nais de até US$ 50 iguala as con­di­ções de con­cor­rên­cia para o polo de bens de consumo de Manaus. Itens de ves­tu­á­rio e ele­tro­e­le­trô­ni­cos locais ganham fôlego com­pe­ti­tivo contra as pla­ta­for­mas es­tran­gei­ras. [Fonte ↗](https://dcomercio.com.br/publicacao/s/lula-esconde-que-e-pai-da-crianca-e-negocia-fim-da-taxa-das-blusinhas-com-motta-e-alcolumbre?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Energia e Mi­ne­ra­ção A di­ver­si­fi­ca­ção da matriz eco­nô­mica ama­zo­nense ganha novos con­tor­nos com o avanço da pauta ener­gé­tica na Margem Equa­to­rial. A con­so­li­da­ção deste setor po­si­ci­ona o estado não apenas como um centro in­dus­trial de mon­ta­gem, mas como um hub es­tra­té­gico de ser­vi­ços de suporte e ma­nu­ten­ção para a in­dús­tria de óleo e gás. A par­ce­ria entre entes es­ta­tais e mi­li­ta­res reforça a im­por­tân­cia ge­o­po­lí­tica da região para a so­be­ra­nia ener­gé­tica na­ci­o­nal. - **Pe­tro­bras e Marinha firmam co­o­pe­ra­ção para de­sen­vol­ver Margem Equa­to­rial.** A par­ce­ria técnica acelera a vi­a­bi­li­dade da ex­plo­ra­ção de pe­tró­leo na foz do Ama­zo­nas. Para Manaus, isso con­so­lida a cidade como o prin­ci­pal polo de lo­gís­tica, su­pri­men­tos e ma­nu­ten­ção naval para as ope­ra­ções na nova fron­teira ener­gé­tica do Norte. [Fonte ↗](https://www.msn.com/pt-br/dinheiro/geral/a-coopera%C3%A7%C3%A3o-estrat%C3%A9gica-entre-petrobras-e-marinha-para-desenvolver-a-margem-equatorial-brasileira/ar-AA2b3YIO?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Ino­va­ção e Bi­o­e­co­no­mia - **Inova Ama­zô­nia Summit 2026 destaca so­lu­ções sus­ten­tá­veis e bi­o­e­co­no­mia.** O evento conecta star­tups de tec­no­lo­gia e grandes in­dús­trias para o de­sen­vol­vi­mento de insumos re­gi­o­nais. É o fórum ideal para o PIM buscar al­ter­na­ti­vas sus­ten­tá­veis que reduzam a pegada de carbono na cadeia de su­pri­men­tos tra­di­ci­o­nal. [Fonte ↗](https://agazetadoacre.com/2026/08/destaques-cotidiano/inova-amazonia-summit-2026-destaca-solucoes-sustentaveis-e-oportunidades-de-negocios-na-bioeconomia/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Tra­ba­lho e Qua­li­fi­ca­ção - **BYD e SENAI formam 367 pro­fis­si­o­nais em sis­te­mas fo­to­vol­tai­cos em barco-escola no AM.** A qua­li­fi­ca­ção em energia solar em um am­bi­ente fluvial conecta a ino­va­ção tec­no­ló­gica às ne­ces­si­da­des lo­gís­ti­cas da região. O projeto prepara mão de obra para a tran­si­ção ener­gé­tica das plantas in­dus­tri­ais e co­mu­ni­da­des. [Fonte ↗](https://www.tecnologistica.com.br/noticias/mao-de-obra/21818/byd-e-senai-formam-367-profissionais-em-sistemas-fotovoltaicos-em-barco-escola-no-amazonas/?ref=jornalopolo.com.br) - **Con­curso para Auditor Fiscal em Manaus: ins­cri­ções ter­mi­nam hoje com salário de R$ 27,2 mil.** O reforço no fisco mu­ni­ci­pal é vital para a agi­li­dade das ope­ra­ções tri­bu­tá­rias e al­fan­de­gá­rias das em­pre­sas do Dis­trito In­dus­trial. Um quadro qua­li­fi­cado garante se­gu­rança ju­rí­dica e combate a ir­re­gu­la­ri­da­des que afetam a com­pe­ti­ti­vi­dade. [Fonte ↗](https://tribunadejundiai.com.br/economia/concursos/concurso-auditor-fiscal-manaus/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Eco­no­mia do Ama­zo­nas - **Projeto para in­cen­ti­var Data Centers é pri­o­ri­tá­rio para Governo e Senado.** Novos in­cen­ti­vos para in­fra­es­tru­tura de dados podem atrair in­ves­ti­men­tos em alta tec­no­lo­gia para o Ama­zo­nas. A ins­ta­la­ção de da­ta­cen­ters na região é es­tra­té­gica para su­por­tar a di­gi­ta­li­za­ção e a In­dús­tria 4.0 no PIM. [Fonte ↗](https://www.bahianoticias.com.br/noticia/320458-projeto-considerado-prioritario-por-lula-motta-e-alcolumbre-concede-incentivo-para-instalacao-de-datacenters?ref=jornalopolo.com.br) - **In­tel­bras amplia opor­tu­ni­da­des e aposta em se­gu­rança para crescer.** O player, com forte pre­sença no PIM, si­na­liza ex­pan­são em mer­ca­dos de alto valor agre­gado. A es­tra­té­gia reforça o ecos­sis­tema de fa­bri­ca­ção de se­gu­rança ele­trô­nica sediado em Manaus. [Fonte ↗](https://veja.abril.com.br/economia/seguranca-para-crescer-intelbras-amplia-oportunidades-de-negocios/?ref=jornalopolo.com.br) - **Leilão concede 267 mil hec­ta­res da flo­resta Balata-Tufari no AM para manejo.** A con­ces­são flo­res­tal por 35 anos im­pul­si­ona a eco­no­mia sus­ten­tá­vel baseada em pro­du­tos não-ma­dei­rei­ros. É uma al­ter­na­tiva de di­ver­si­fi­ca­ção eco­nô­mica para o in­te­rior do estado com foco em bi­o­e­co­no­mia. [Fonte ↗](https://veja.abril.com.br/agenda-verde/leilao-concede-267-mil-hectares-da-floresta-balata-tufari-no-amazonas-por-35-anos/?ref=jornalopolo.com.br) - **Ama­zo­nas cria de­par­ta­mento para apro­xi­mar estado do co­mér­cio e ser­vi­ços.** A nova es­tru­tura visa in­te­grar a pro­du­ção in­dus­trial do PIM com as redes de dis­tri­bu­i­ção locais. A si­ner­gia é es­sen­cial para reduzir gar­ga­los de es­co­a­mento e for­ta­le­cer o consumo interno no Ama­zo­nas. [Fonte ↗](https://www.acritica.com/economia/governo-do-amazonas-cria-departamento-para-aproximar-estado-do-comercio-e-servicos-1.413373?ref=jornalopolo.com.br) - **AWS e Sebrae lançam curso gra­tuito de agentes de IA para em­pre­en­de­do­res.** A ca­pa­ci­ta­ção em In­te­li­gên­cia Ar­ti­fi­cial é urgente para a mo­der­ni­za­ção dos pro­ces­sos de gestão nas em­pre­sas sa­té­li­tes do PIM. Ganhos de pro­du­ti­vi­dade são es­sen­ci­ais para en­fren­tar custos lo­gís­ti­cos ele­va­dos. [Fonte ↗](https://epocanegocios.globo.com/startups/noticia/2026/08/aws-e-sebrae-lancam-curso-gratuito-de-agentes-de-ia-para-empreendedores-brasileiros.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) - **Elei­ções 2026: De­fi­nida a lista de can­di­da­tos ao Governo do Ama­zo­nas.** O cenário elei­to­ral impacta o pla­ne­ja­mento de longo prazo das in­dús­trias. Exe­cu­ti­vos mo­ni­to­ram os planos de governo para in­fra­es­tru­tura e ma­nu­ten­ção dos in­cen­ti­vos fiscais da Suframa. [Fonte ↗](https://www.portaldoholanda.com.br/romulo-sena/eleicoes-2026-quem-sao-os-candidatos-ao-governo-do-amazonas?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Co­mér­cio e Câmbio | In­di­ca­dor | Valor | Va­ri­a­ção | | ------------------------- | ----------- | ----------- | | PTAX USD/BRL (Venda) | R$ 5,16 | +0,07% | | USD/BRL (Spot) | R$ 5,16 | +0,31% | | EUR/BRL (Spot) | R$ 6,01 | +0,25% | | Pe­tró­leo Brent (Barril) | US$ 88,28 | \-1,58% | | Gás Natural (MMBtu) | US$ 2,90 | \-0,21% | | Diesel (Galão) | US$ 4,20 | \-1,94% | | SELIC | 14,00% a.a. | 0,00% | O leve avanço do dólar e do euro no fe­cha­mento de ontem eleva mar­gi­nal­mente o custo de re­po­si­ção dos com­po­nen­tes im­por­ta­dos para as in­dús­trias de ele­tro­e­le­trô­ni­cos e duas rodas. Com a taxa Selic mantida em 14% ao ano, o custo fi­nan­ceiro para o car­re­ga­mento de es­to­ques per­ma­nece elevado, um fator crítico em Manaus devido ao longo tempo de trans­porte lo­gís­tico. As em­pre­sas do polo devem manter o foco na efi­ci­ên­cia de caixa para mitigar o impacto dos juros sobre a ope­ra­ção e o consumo final de bens du­rá­veis. --- ## Mo­vi­men­ta­ções do Setor - A BYD e o SENAI fi­na­li­za­ram a ca­pa­ci­ta­ção de 367 pro­fis­si­o­nais em sis­te­mas fo­to­vol­tai­cos uti­li­zando uma unidade móvel fluvial no Ama­zo­nas. A par­ce­ria visa pre­pa­rar a mão de obra re­gi­o­nal para a ins­ta­la­ção e ma­nu­ten­ção de tec­no­lo­gias de energia limpa, con­so­li­dando a atuação técnica da mul­ti­na­ci­o­nal chinesa no estado. --- ## O Que Muda Para o Ama­zo­nas - **Custo Lo­gís­tico:** A so­bre­taxa de seca de US$ 4,6 mil por con­têi­ner eleva dras­ti­ca­mente o custo de im­por­ta­ção, exi­gindo re­a­de­qua­ção ime­di­ata dos preços e prazos da in­dús­tria no tri­mes­tre. - **Co­nec­ti­vi­dade Ter­res­tre:** O asfalto na BR-319 si­na­liza uma redução futura no iso­la­mento, ofe­re­cendo uma al­ter­na­tiva de trans­porte que in­de­pende do nível crítico dos rios. - **In­ves­ti­men­tos:** A apro­va­ção de R$ 1 bilhão em pro­je­tos pelo Codam garante a ma­nu­ten­ção do ritmo de in­ves­ti­men­tos e a re­no­va­ção tec­no­ló­gica das fá­bri­cas do Dis­trito In­dus­trial. - **Com­pe­ti­ti­vi­dade:** A tri­bu­ta­ção de re­mes­sas in­ter­na­ci­o­nais de pequeno valor devolve com­pe­ti­ti­vi­dade aos pro­du­tos de bens de consumo fa­bri­ca­dos lo­cal­mente no PIM contra pla­ta­for­mas asi­á­ti­cas. --- ## Balanço da Semana - **O que avançou:** A apro­va­ção de novos pro­je­tos bi­li­o­ná­rios pelo Codam e o passo con­creto na pa­vi­men­ta­ção da BR-319 for­ta­le­ce­ram a pers­pec­tiva de longo prazo do polo. - **O que travou:** O anúncio de so­bre­ta­xas pesadas de seca pelos ar­ma­do­res gerou ins­ta­bi­li­dade nos custos lo­gís­ti­cos e motivou o aci­o­na­mento de órgãos re­gu­la­do­res pela in­dús­tria. - **Pen­dente:** A de­fi­ni­ção clara dos de­cre­tos de IPI e a con­so­li­da­ção do apoio po­lí­tico uni­fi­cado dos can­di­da­tos à ma­nu­ten­ção do modelo Zona Franca de Manaus. --- ## Fe­cha­mento A eco­no­mia do Ama­zo­nas encerra este ciclo equi­li­brando sinais de forte con­fi­ança em­pre­sa­rial, evi­den­ci­ada pelos in­ves­ti­men­tos do Codam, com o desafio crítico imposto pela seca severa e seus custos lo­gís­ti­cos im­pre­vis­tos. A es­ta­bi­li­dade tri­bu­tá­ria pro­por­ci­o­nada pelos novos de­cre­tos fe­de­rais será o fiel da balança para ga­ran­tir que a in­dús­tria de Manaus man­te­nha sua ren­ta­bi­li­dade frente às os­ci­la­ções do câmbio e dos fretes flu­vi­ais. A vi­gi­lân­cia sobre o cenário po­lí­tico local e as regras de tran­si­ção da reforma tri­bu­tá­ria con­ti­nuam no topo da agenda dos exe­cu­ti­vos do polo. Bom dia e bons ne­gó­cios. --- O Polo Acom­pa­nhe o Polo In­dus­trial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo In­dus­trial de Manaus, no­tí­cias e aná­li­ses sobre a in­dús­tria, a Zona Franca e a eco­no­mia do Ama­zo­nas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### Lembra da CCE? Marca que esteve em milhões de casas brasileiras produziu por décadas em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/lembra-da-cce-marca-que-esteve-em-milhoes-de-casas-brasileiras-produziu-por-decadas-em-manaus/ Last updated: 2026-08-28T00:49:26.000Z Se você entrou em uma loja de eletroeletrônicos nos anos 1980, 1990 ou 2000, é difícil não ter cruzado com aquelas três letras: CCE. Elas estavam na televisão da sala, no aparelho de som da estante, no rádio, no videocassete e, mais tarde, no computador e no notebook. Talvez você tenha tido um produto da marca. Talvez seus pais tenham tido. E existe uma boa chance de você também lembrar das piadas que acompanhavam a sigla. Fato é que a CCE construiu uma operação industrial de peso no Brasil. E uma parte central dessa história aconteceu em Manaus, onde a empresa iniciou uma relação com a Zona Franca ainda nos primeiros anos do Distrito Industrial e permaneceu ligada à produção local por décadas. CCE significava, oficialmente, Comércio de Componentes Eletrônicos. A empresa nasceu em 1964, fundada por Isaac Sverner, inicialmente dedicada à importação e à comercialização de peças eletrônicas. A virada para a indústria veio no começo da década seguinte. Documentos do Governo do Amazonas registram que a CCE da Amazônia foi constituída em 22 de setembro de 1971\. Já um perfil de empresas com projetos aprovados pela Suframa aponta o início das atividades produtivas em Manaus em julho de 1972. Era o início de uma história que acompanharia várias mudanças na maneira como o brasileiro consumia tecnologia. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Lembra-da-CCE---Marca-que-esteve-em-milh--es-de-casas-brasileiras-produziu-por-d--cadas-em-Manaus.png) Foto: Reprodução/Internet ## Do rádio da década de 70 à TV da sala A CCE começou pela eletrônica de consumo em uma época em que aparelho de som era móvel, rádio tinha antena e toca-fitas era tecnologia desejada. Os primeiros anos ficaram marcados por rádios portáteis, toca-fitas e sistemas de áudio. Depois vieram aqueles equipamentos que muita gente ainda consegue visualizar só de ouvir o nome: 2 em 1, 3 em 1, rádio-gravador, rádio-relógio e conjuntos modulares de som. A estratégia da empresa ficaria clara ao longo dos anos: disputar um mercado muito sensível a preço. A CCE não queria necessariamente ser a marca mais sofisticada da loja. Queria colocar o eletrônico dentro da casa de um consumidor que muitas vezes não conseguia alcançar os modelos mais caros das concorrentes. Essa fórmula levou a marca muito além do áudio. Na década de 1980, apareceram videocassetes, microcomputadores e videogames. A empresa lançou equipamentos como o MC-1000, computador pessoal cuja fabricação aparece autorizada em documento oficial de 1984, e também colocou seu nome em consoles como Supergame, Top Game e Turbo Game, em uma época em que o mercado brasileiro de videogames tinha vários aparelhos compatíveis com sistemas estrangeiros. Uma portaria da Secretaria Especial de Informática daquele período identifica expressamente a CCE da Amazônia S.A. como responsável pelo projeto do microcomputador. Depois, a televisão ganhou cada vez mais espaço. E é provavelmente aí que começa a memória afetiva de uma parcela enorme do público. TV de tubo, controle remoto, videocassete ligado na televisão, antena precisando ser ajustada e o móvel da sala desenhado quase em função daquele aparelho. Para milhões de brasileiros, esse cenário atravessou os anos 1980 e 1990\. E a CCE conseguiu colocar sua marca no meio dessa rotina apostando justamente em preços abaixo dos principais rivais. Uma reportagem da *Folha de São Paulo* publicada em 1994 mostra o tamanho que o negócio já havia alcançado. A CCE tinha 12,3% do mercado brasileiro de televisores em cores em 1993, depois de registrar 10% no ano anterior. Para 1994, a companhia apostava em chegar a 16%. Entre maio e junho daquele ano, a produção de TVs havia passado de 147 mil para 270 mil unidades, na comparação feita pela própria empresa com igual período do ano anterior. O preço ajudava a explicar a presença da marca. À época, um executivo da companhia disse à *Folha* que os produtos da CCE custavam entre 5% e 6% menos, em dólar, do que similares dos concorrentes. A empresa dizia conseguir trabalhar dessa maneira porque tinha uma operação bastante verticalizada, produzindo internamente vários componentes. Não era uma empresa pequena tentando encontrar espaço. Naquele momento, a CCE faturava cerca de US$ 330 milhões. Televisores respondiam por 40% dessa receita e a linha de áudio, por outros 40%. Ou seja: oito de cada dez dólares faturados estavam justamente nos dois tipos de produto que ajudaram a colocar a marca dentro das casas brasileiras. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Lembra-da-CCE-Marca-que-esteve-em-milh--es-de-casas-brasileiras-produziu-por-d--cadas-em-Manaus-1.png) Foto: Criação/O POLO ## E aquele aparelho Aiwa? Tem CCE nessa história também Aqui entra uma curiosidade que muita gente provavelmente não associa à empresa. Durante parte dos anos 1990 e início dos anos 2000, a CCE também esteve por trás da Aiwa no Brasil, marca japonesa que virou objeto de desejo principalmente por causa dos aparelhos de som e microsystems. O Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) registra contrato de transferência de tecnologia entre a Aiwa Co. Ltd. e a CCE da Amazônia para fabricação e montagem de equipamentos de áudio e vídeo. A parceria comercial começou em 1996\. Em 2002, quando a Sony assumiu integralmente o controle mundial da Aiwa, a CCE ainda fabricava e distribuía no país uma linha com mais de 40 produtos da marca japonesa. Então sim: aquela fase dos aparelhos Aiwa enormes, com CD, fita cassete, caixas de som e displays cheios de informação, também passa pela história industrial da CCE e de Manaus. Só que a própria CCE estava mudando. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/aiwa-cce.png) Foto: Criação/O POLO ## A CCE começou a vender praticamente de tudo Com o passar dos anos, o portfólio virou quase um retrato da evolução da eletrônica dentro das casas brasileiras. Saíram de cena vários aparelhos analógicos e começaram a aparecer DVD players, televisores de LCD, computadores e celulares. Documentação relacionada aos projetos industriais da antiga CCE da Amazônia e de suas sucessoras em Manaus ajuda a mostrar essa variedade. Há registros de produção de fornos de micro-ondas, DVD players, autorrádios, aparelhos de áudio com CD/DVD/VCD e televisores. Já a Digibras, estrutura que passou a concentrar parte dos produtos vendidos com a marca CCE, aparece com projetos para notebooks, tablets, computadores, celulares, pen drives e TVs de LCD no Polo de Manaus. É por isso que diferentes gerações lembram de CCE por motivos completamente diferentes. Quem cresceu nos anos 1970 ou 1980 pode lembrar do rádio ou do aparelho de som. Quem viveu os anos 1990 provavelmente lembra das TVs e videocassetes. Já quem começou a usar computador nos anos 2000 talvez conheça melhor a CCE Info, divisão que entrou forte no segmento de PCs, notebooks e netbooks de menor preço. A marca se adaptava ao eletrônico da vez. E chegou muito grande à década de 2010\. Logo no primeiro ano da década, entrou oficialmente no mercado brasileiro de celulares, inicialmente com quatro modelos dual chip, voltados principalmente ao público pré-pago. Depois criou a linha CCE Mobi. Em 2012, por exemplo, lançou o Mobi S12, com dois chips, Wi-Fi, Bluetooth, TV, rádio FM e câmera de 2 MP. Em 2013, a CCE apresentou smartphones Android como Motion.Plus SK504, K351, SK402 e SR402, Em 2012, às vésperas de uma mudança decisiva na história da empresa, o grupo ligado à CCE tinha um complexo industrial no Polo de Manaus e aproximadamente 5,9 mil empregados, além de ter registrado faturamento de cerca de R$ 1,6 bilhão em 2011\. Nos cinco anos anteriores, segundo números divulgados pela própria companhia na época, haviam sido produzidos cerca de 2,3 milhões de computadores e 7,4 milhões de televisores. A escala chamou a atenção de uma gigante do outro lado do mundo. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Lembra-da-CCE-Marca-que-esteve-em-milh--es-de-casas-brasileiras-produziu-por-d--cadas-em-Manaus-6.png) Foto: Criação/O POLO ## Lenovo olha para Manaus e paga R$ 300 milhões pela CCE Em setembro de 2012, a chinesa Lenovo anunciou a compra da CCE por aproximadamente R$ 300 milhões, em dinheiro e ações. O negócio envolvia 100% de três empresas: Digibras Indústria do Brasil, Digiboard Eletrônica da Amazônia e Dual Mix Comércio de Eletrônicos. A conclusão da aquisição ocorreu em janeiro de 2013. O interesse era fácil de entender. Na época, o Brasil era o terceiro maior mercado de computadores pessoais do mundo e a Lenovo queria crescer rapidamente por aqui. Ao comprar a CCE, não estava adquirindo apenas três letras conhecidas pelo consumidor. Levava junto uma rede de varejo, conhecimento sobre o público brasileiro e uma base industrial dentro da Zona Franca de Manaus. A própria Lenovo destacou isso no anúncio. Segundo a multinacional, a compra mais que dobraria sua participação no mercado brasileiro de PCs. A empresa também classificou as instalações da CCE em Manaus como uma base industrial valiosa e afirmou que a companhia, junto de suas afiliadas, era naquele momento o maior empregador dos segmentos de computadores pessoais e eletrônicos de consumo da Região Norte. A aposta chegou a produzir resultados importantes. No terceiro trimestre fiscal de 2013/2014, a Lenovo informou que suas vendas de PCs no Brasil haviam crescido 378%, levando a companhia a uma participação recorde de 18,6% no mercado nacional. A própria multinacional relacionou esse desempenho, entre outros fatores, à integração da CCE. Parecia que a história da velha marca brasileira entraria em uma nova fase. Não foi o que aconteceu. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/lenovo-cce.jpg) Foto: Lenovo ## Três anos depois, a CCE estava de volta aos antigos donos Entre a compra e 2015, o mercado de tecnologia virou rapidamente. Smartphones cresceram, tablets começaram a perder força e o segmento de PCs passou por mudanças. A própria estratégia da Lenovo também mudou depois da compra da Motorola Mobility, negócio global anunciado em 2014. A CCE, que tinha construído boa parte de sua força entre consumidores atrás de produtos mais baratos, começou a perder espaço dentro desse novo desenho. Em 2015, a Lenovo abandonou o mercado brasileiro de televisores. A *IstoÉ Dinheiro* registrou naquele ano o fechamento da fábrica da CCE na Zona Franca de Manaus ligada à operação da companhia e a demissão de 3 mil trabalhadores. Meses depois veio uma decisão ainda mais simbólica: apenas três anos após anunciar a aquisição, a Lenovo vendeu a marca e a fábrica da CCE de volta à família Sverner, seus antigos controladores. O valor dessa operação não foi divulgado. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Lembra-da-CCE-Marca-que-esteve-em-milh--es-de-casas-brasileiras-produziu-por-d--cadas-em-Manaus-5.png) Linha de produção da CCE em Manaus (2012) | Foto: Reprodução/Internet Era uma reviravolta enorme para uma marca que pouco tempo antes havia sido comprada justamente para ajudar uma das maiores empresas de tecnologia do planeta a conquistar o Brasil. Depois disso, a CCE nunca mais recuperou a presença que havia construído nas décadas anteriores. Os lançamentos desapareceram, a marca perdeu espaço no grande varejo e aquele logotipo que durante anos aparecia em corredores inteiros de lojas de eletrônicos foi ficando cada vez mais raro. Em 2025, a *Exame* descreveu a CCE como uma marca que havia praticamente desaparecido das prateleiras. ## Entre as piadas e a memória de milhões de brasileiros É impossível contar essa história ignorando um detalhe: a CCE também virou motivo de brincadeira. A sigla oficial, Comércio de Componentes Eletrônicos, ganhou versões nada carinhosas criadas pelos próprios consumidores. “Começou Comprando Errado” e “Conserta, Conserta e Estraga” estão entre os apelidos que atravessaram os anos e chegaram a ser lembrados até em reportagens sobre o fim da marca. A fama de produto barato acabou caminhando lado a lado com críticas sobre qualidade. Mas talvez seja justamente essa contradição que explique por que a CCE ainda desperta tanta memória. Ela não precisava ser a televisão mais sofisticada da loja para estar na sala de casa. Nem o aparelho de som mais caro para animar aniversário, domingo em família ou fita gravada do rádio. Não precisava ter o notebook mais potente para ser o primeiro computador de alguém. Durante décadas, a empresa apostou em tornar a eletrônica mais acessível — uma estratégia reconhecida inclusive em análises mais recentes sobre sua trajetória. E Manaus esteve no centro industrial dessa transformação. Dos rádios portáteis dos primeiros anos às TVs de tubo, dos aparelhos de som aos videocassetes, dos videogames aos computadores, dos notebooks aos celulares, a CCE atravessou diferentes fases da tecnologia brasileira. Hoje ela quase não aparece mais nas lojas. Mas basta colocar aquelas três letras em uma foto de uma televisão antiga para a conversa começar. E você: qual produto CCE teve em casa? ### LG aposta em TVs de até 100 polegadas, IA e CazéTV após audiência do LG Channels disparar 290% URL: https://www.jornalopolo.com.br/lg-aposta-em-tvs-de-ate-100-polegadas-ia-e-cazetv-apos-audiencia-do-lg-channels-disparar-290/ Last updated: 2026-08-27T21:04:58.000Z A LG Electronics apresentou no Brasil seu portfólio de Smart TVs para 2026 durante um evento realizado na sede da CazéTV, em São Paulo. A ocasião também marcou os 30 anos de atuação da companhia no país e serviu para divulgar novos números do LG Channels, plataforma nativa de conteúdo da marca, que registrou crescimento de 290% nas horas assistidas nos últimos 24 meses. A nova geração de televisores combina recursos de inteligência artificial com diferentes tecnologias de tela e formatos. Entre os destaques estão as linhas OLED evo AI, QNED evo AI e Mini RGB evo AI, com opções que chegam a 100 polegadas. A companhia também amplia a integração do sistema operacional webOS com ferramentas de IA, incluindo recursos associados ao Google Gemini. Ao mesmo tempo em que apresenta as novas TVs, a LG destaca a evolução do LG Channels. A plataforma reúne mais de 650 canais gratuitos disponíveis no webOS e registrou, além do aumento de 290% nas horas assistidas, crescimento de 180% no número de novos dispositivos conectados no período de 24 meses. O conteúdo esportivo aparece entre os principais responsáveis pela audiência. Durante o Mundial de futebol, o LG Channels registrou aumento de 105 milhões de horas assistidas em comparação com os 30 dias anteriores ao torneio. O esporte passou a figurar entre os três gêneros mais consumidos na plataforma. ### CazéTV amplia presença no LG Channels A parceria entre LG e CazéTV esteve no centro do evento realizado em São Paulo. O canal FAST da CazéTV passou a integrar o LG Channels e, durante o Mundial de futebol, alcançou mais de 30% da base de usuários da LG. O tempo médio de consumo foi de 13 minutos. O pico de audiência ocorreu em 5 de julho, quando o número ficou 33% acima da média registrada pela plataforma. > “Apenas estreamos na LG e os números já são assombrosos, seguimos com uma expectativa alta deste novo ponto de contato com nossa comunidade”, afirma Paulo Planet, Head de Distribuição e Plataformas da CazéTV. Para a LG, a evolução do consumo de conteúdo acompanha a ampliação da oferta dentro de sua plataforma. “Ultrapassar a marca de 290% de crescimento em horas assistidas comprova que o público nacional reconhece o valor de um ecossistema nativo rico e bem estruturado”, destaca Janaina Tadeu, gerente Latam de Conteúdo e Estratégia para LG Channels e WebOS. “A presença da CazéTV no lançamento do nosso lineup corrobora perfeitamente a visão estratégica do LG Channels, que visa democratizar o acesso a conteúdos regionais e esportivos de alto engajamento para oferecer uma experiência imersiva e completa logo no primeiro uso da TV.” ### TVs OLED, QNED e Mini RGB No hardware, a linha OLED evo AI chega equipada com o Processador AI Alpha 11 Ger3 e a tecnologia Dual AI. De acordo com a LG, a arquitetura permite processamento neural até 5,6 vezes mais rápido, trabalhando no ajuste de nitidez e cores. A companhia também amplia a oferta de modelos de grandes dimensões com a série QNED evo Mini LED AI, que conta com opções de até 100 polegadas. A tecnologia combina Mini LED com controle de iluminação e amplo volume de cor. Outra novidade no mercado brasileiro é a linha Mini RGB evo AI. A série utiliza a tecnologia Primary Color Pro para a reprodução das imagens, com foco na representação de detalhes e cores. As novas TVs também chegam com taxas de atualização de até 165Hz, direcionadas especialmente a consumidores interessados em games e conteúdos esportivos. > “O lineup de 2026 foi concebido para colocar o consumidor no centro da ação, independentemente de ele estar acompanhando um campeonato esportivo decisivo ou aproveitando os últimos lançamentos dos games”, diz Diego Oliveira, gerente de televisores na LG Electronics Brasil. “Oferecer painéis que chegam a 100 polegadas com taxas de atualização de até 165Hz associados ao suporte avançado de AI significa entregar uma imersão absoluta, uma vez que a tecnologia atua em tempo real em cada pixel para assegurar o melhor cenário gráfico e sonoro sem exigir configurações manuais complexas”. ### webOS 26 incorpora novos recursos de IA A experiência das novas Smart TVs também passa pelo webOS 26\. Entre os recursos está o AI Voice ID, que reconhece o interlocutor e carrega perfis personalizados. O sistema também incorpora o AI Search, ferramenta de pesquisa por voz que integra o Google Gemini para facilitar buscas realizadas de maneira natural. A LG prevê ainda até cinco anos de atualizações gratuitas de software por meio do programa webOS Re:New. A estratégia busca manter os recursos do sistema atualizados após a compra dos televisores. Na área de segurança, as interações são protegidas pelo LG Shield, sistema integrado de proteção de dados da companhia. Resumo redes: Nova linha de Smart TVs para 2026 traz OLED, QNED e Mini RGB, atualização de até 165Hz e webOS integrado ao Google Gemini. Canal da CazéTV já alcançou mais de 30% dos usuários da LG Channels, plataforma gratuita de canais integrada às Smart TVs da LG via webOS. ### “Alto lá!”: Braga reage a IPI zero e cobra proteção à Zona Franca de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/alto-la-braga-reage-a-ipi-zero-e-cobra-protecao-a-zona-franca-de-manaus/ Last updated: 2026-08-27T20:17:51.000Z Em entrevista à TV Norte Amazonas, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) fez um alerta sobre a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e afirmou que uma eventual zeragem do tributo não pode atingir de forma indiscriminada produtos fabricados na Zona Franca de Manaus. A declaração ocorre após o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciar que o governo prepara um decreto para reduzir a zero o IPI no país. Para Braga, o tratamento do imposto exige atenção especial no caso da Zona Franca, já que o tributo continuará tendo papel importante na manutenção da competitividade do modelo. > “Objetivamente agora o grande desafio é a questão do IPI, porque nós somos o único modelo que dependerá do IPI para ser competitivo”, afirmou. Ao comentar a declaração do ministro, Braga reagiu de forma direta e disse que a redução não pode eliminar a diferença tributária existente entre produtos fabricados em Manaus e concorrentes produzidos em outras regiões. > “Portanto, zerar o IPI não pode ser tratado como uma política banalizada. Como eu ouvi a declaração do ministro da Fazenda dizer: ‘Ah, vamos zerar o IPI’. Alto lá! Ele não pode zerar o IPI sobre os produtos que são produzidos e fabricados na Zona Franca de Manaus, sob pena dele acabar com a vantagem comparativa da Zona Franca de Manaus”, declarou. A preservação dessa diferença ganhou peso com a Reforma Tributária. A partir de 2027, o IPI será reduzido a zero para grande parte dos produtos, mas o novo sistema mantém mecanismos específicos ligados aos bens produzidos na Zona Franca justamente para preservar a competitividade regional. Braga também afirmou que a defesa dos incentivos da ZFM é permanente e citou disputas travadas nos últimos anos contra questionamentos envolvendo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Receita Federal. Segundo o senador, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) têm ajudado a manter vantagens tributárias do modelo em diferentes disputas. > “Todos os dias os nossos adversários tentam tirar as vantagens comparativas da Zona Franca de Manaus, mesmo sendo um direito constitucional nosso. E graças ao Supremo e ao STJ nós temos conseguido manter as nossas vantagens comparativas, vez por outra enfrentando a Fiesp, vez por outra enfrentando a Receita Federal, mas sempre lutando em defesa”, disse. Na avaliação de Braga, a discussão em torno do IPI deverá continuar exigindo articulação política de representantes do Amazonas em Brasília. Ele destacou principalmente o papel do Senado, que classificou como a “Casa da Federação”, na preservação das condições tributárias do Polo Industrial de Manaus. > “Esta é uma luta e uma batalha diária que nós teremos e, por isso, é importante termos senadores com força e com articulação política no Senado, que é a Casa da Federação, para fazer valer as vantagens comparativas da Zona Franca de Manaus”, pontuou. ### Número de projetos aprovados pelo Codam cresce 13%. Nova rodada soma R$ 1,02 bilhão em investimentos para a Zona Franca URL: https://www.jornalopolo.com.br/projetos-aprovados-pelo-codam-crescem-13-nova-rodada-soma-r-1-02-bilhao-em-investimentos-para-a-zona-franca/ Last updated: 2026-08-27T19:42:06.000Z O Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) aprovou, durante sua 321ª reunião ordinária, realizada nesta quinta-feira (27), 45 projetos industriais que somam R$ 1,02 bilhão em investimentos e têm previsão de gerar 1.355 empregos diretos e indiretos nos próximos três anos. Com a nova rodada, o número de projetos aprovados pelo conselho em 2026 chegou a 214, considerando as quatro reuniões realizadas até agora. No mesmo período de 2025, eram 189 projetos. A diferença representa crescimento de 13,2%, com 25 propostas a mais neste ano. Do total aprovado nesta 321ª reunião, 22 projetos são de implantação, 21 de ampliação e dois de diversificação. A pauta reúne investimentos em diferentes segmentos industriais, com destaque para eletroeletrônicos, componentes e produtos de aço. A TCL Semp concentra a maior fatia dos investimentos apresentados na reunião. A empresa pretende aplicar mais de R$ 581,8 milhões em um projeto para produção de smartphones, com previsão de 184 empregos e capacidade de chegar a 2 milhões de unidades por ano ao final de três anos. Outro projeto da companhia prevê mais de R$ 69,3 milhões para a fabricação de microcomputadores portáteis (tablets), com geração estimada de 72 empregos. Somados, os dois empreendimentos da TCL passam de R$ 651 milhões. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/tcl-semp.png) TCL Semp poderá investir mais de R$ 651 milhões no PIM. Foto Ilustrativa | Reprodução/Internet A Zincofer Galvalume Steel Amazônia também teve projeto aprovado para implantação de uma unidade voltada à produção de laminados de ferro e aço em fita, tira, chapa e blanks. O investimento supera R$ 41 milhões, com previsão de 25 empregos. Já o Grupo Multilaser apresentou dois projetos que somam R$ 50,1 milhões. Um deles prevê R$ 38,2 milhões para a produção de dispositivos de cristal líquido destinados a televisores e monitores, com 70 empregos e capacidade estimada de 900 mil unidades por ano no terceiro ano. O segundo projeto da empresa é voltado à fabricação de tampas traseiras para televisores com tela de cristal líquido, com investimentos superiores a R$ 11,8 milhões e previsão de 35 empregos. A Ambev também aparece entre os destaques da pauta com um projeto de implantação de R$ 52,4 milhões. O projeto contempla a produção de refrigerantes tanto à base de guaraná quanto de outros sabores, ainda não especificados. No terceiro ano, o programa apresentado pela Ambev prevê a produção de 44,2 milhões de litros de refrigerante, considerando as duas linhas. ### Novidades A reunião também marcou o anúncio da criação do Departamento de Desenvolvimento de Comércio e Serviços, que ficará vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). A nova estrutura terá como objetivo aproximar o Governo do Estado dos setores de comércio e serviços, considerados estratégicos para a geração de empregos e para a movimentação da economia amazonense. > “A ideia é que o comércio tenha um departamento próprio, que até então não tinha. Então, isso revela a preocupação do governo não apenas com a indústria, mas também com o comércio, para que todos possam crescer igualmente”, declarou o vice-governador Serafim Corrêa. Outra iniciativa apresentada foi o GeoMapas, ferramenta que deverá entrar em funcionamento até outubro e servir como referência para pesquisas e consulta de informações cartográficas sobre o Amazonas, permitindo a consulta on-line de mapas do Estado, com os mais diferentes dados estatísticos. > “Vai ser uma plataforma digital onde a pessoa, qualquer um interessado, vai poder entrar e clicar. Eu quero fazer um mapa com a geopolítica junto com o IDH do Estado. Você pode fazer qualquer combinação que você achar melhor”, ressaltou o secretário da Sedecti, Gustavo Igrejas. Resumo redes: Reunião desta quinta-feira (27) aprovou 45 projetos com previsão de 1.355 empregos; Em 2026, total de propostas chega a 214, contra 189 no mesmo período de 2025 ### Eduardo Braga será relator do projeto sobre minerais críticos; Senado prevê votação na próxima semana URL: https://www.jornalopolo.com.br/eduardo-braga-sera-relator-do-projeto-sobre-minerais-criticos-senado-preve-votacao-na-proxima-semana/ Last updated: 2026-08-27T17:22:53.000Z O senador Eduardo Braga (MDB-AM) será o relator do projeto que cria o marco legal dos minerais críticos e estratégicos no Brasil. A escolha foi feita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que pretende colocar a proposta em votação na próxima semana, durante o período de esforço concentrado da Casa. Alcolumbre comunicou a decisão a Braga nesta quarta-feira (26), após se reunir no Palácio da Alvorada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O texto que ficará sob responsabilidade do senador amazonense é o [PL 2.780/2024](https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/174060?ref=jornalopolo.com.br), que estabelece uma política nacional para minerais críticos e estratégicos e prevê mecanismos de estímulo à pesquisa, extração, beneficiamento e transformação desses recursos no Brasil. A proposta está há cerca de quatro meses sem avançar no Senado. Segundo Alcolumbre, existe divergência entre os senadores porque outra matéria sobre o mesmo tema, o PL 4.443/2025, também tramita na Casa. O presidente do Senado, porém, defende que seja analisado o projeto já aprovado pela Câmara e encaminhado pelo governo. A discussão ganhou peso diante do interesse internacional pelos recursos minerais brasileiros. Alcolumbre relacionou o tema à soberania nacional e defendeu a criação de regras para proteger as riquezas minerais do país. Resumo redes: Senador do Amazonas foi escolhido por Davi Alcolumbre para conduzir o PL 2.780/2024, que cria regras e incentivos para pesquisa, extração e transformação de minerais estratégicos no país. ### Candidato ao Senado no Rio Grande do Sul propõe ‘Zona Franca do Sul’ inspirada no modelo de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/candidato-ao-senado-no-rio-grande-do-sul-propoe-zona-franca-do-sul-inspirada-no-modelo-de-manaus/ Last updated: 2026-08-27T16:38:12.000Z A Zona Franca de Manaus apareceu como referência em uma proposta apresentada na disputa pelo Senado no Rio Grande do Sul (RS). O candidato Milton Cardoso (PSDB) defendeu a criação de uma “Zona Franca do Sul”, com inspiração no modelo adotado no Amazonas. A declaração foi publicada pelo Jornal do Comércio, veículo gaúcho, que realiza uma série de entrevistas com candidatos do RS ao Senado. Segundo a reportagem, a ideia apresentada por Cardoso seria replicar a lógica da Zona Franca de Manaus, citada pelo veículo como um modelo no qual empresas de eletrônicos e de outros segmentos tecnológicos recebem incentivos tributários para se instalar na região. A matéria consultada não detalha quais incentivos seriam adotados, qual seria a área de abrangência da chamada “Zona Franca do Sul” nem apresenta um texto legislativo vinculado à proposta de Cardoso. Também não relaciona a iniciativa do candidato à PEC 26/2024, que tramita separadamente no Senado. ### Outra proposta já tramita no Senado Independentemente da proposta apresentada por Milton Cardoso, existe desde 2024 uma iniciativa no Congresso para criar oficialmente a Zona Franca do Rio Grande do Sul (ZF-RS). A [PEC 26/2024](https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/164464?ref=jornalopolo.com.br) foi apresentada em 4 de julho daquele ano e permanece em tramitação. Segundo a página oficial do Senado, a matéria está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), aguardando designação de relator. O texto prevê uma zona franca com características de área livre de comércio, exportação e importação e incentivos fiscais pelo prazo de 30 anos. A área seria delimitada em um raio de 20 quilômetros entre o Vale do Taquari e Eldorado do Sul, no Rio Grande do Sul. Pela PEC, poderiam receber os benefícios empreendimentos industriais de setores considerados estratégicos instalados na área. O texto também estabelece que a chegada de novos projetos não poderá ocorrer por meio da transferência de empresas já instaladas em outras partes do território brasileiro. A proposta determina ainda que uma lei complementar deverá regulamentar a nova zona franca e prevê revisões da regulação a cada cinco anos, considerando seus impactos sobre o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. Resumo redes: Separadamente, a PEC 26/2024 busca criar uma zona franca por 30 anos em um raio de 20 km entre o Vale do Taquari e Eldorado do Sul (RS), com incentivos a indústrias estratégicas. Parada desde 2024 na CCJ do Senado, a proposta proíbe benefícios a empresas apenas transferidas de outras regiões. ### Foton completa 30 anos com 12 milhões de veículos produzidos. Vendas no Brasil disparam 138% URL: https://www.jornalopolo.com.br/foton-completa-30-anos-com-12-milhoes-de-veiculos-produzidos-vendas-no-brasil-disparam-138/ Last updated: 2026-08-27T16:07:22.000Z Fundada em 28 de agosto de 1996, a Foton celebra 30 anos de história como a maior fabricante de veículos comerciais do mundo. Ao longo de três décadas, a empresa construiu uma operação global baseada em expansão internacional, no desenvolvimento tecnológico e na diversificação do seu portfólio. Mais de 12 milhões de veículos já foram produzidos e vendidos pela montadora, que atualmente está presente em mais de 130 países e é a maior exportadora de veículos comerciais da China. O tamanho da Foton é resultado de uma estratégia de crescimento sustentada por investimentos em tecnologia e parcerias com companhias líderes da indústria automotiva. Hoje, a empresa opera 45 fábricas em 15 países e emprega mais de 30.000 pessoas. Seu portfólio abrange desde caminhões leves até modelos pesados, além de ônibus, vans, picapes e uma linha crescente de veículos híbridos, elétricos e movidos a hidrogênio. A rápida expansão da Foton começou poucos anos após sua fundação. Em 1998, apenas dois anos após iniciar as operações, a empresa já havia conquistado uma posição de destaque entre as fabricantes de caminhões da China. Em 2004, alcançou a marca de 1 milhão de veículos produzidos e expandiu suas operações para segmentos como ônibus e vans. A trajetória da empresa ganhou ainda mais impulso através de parcerias estratégicas. Em 2007, a Foton iniciou o desenvolvimento de motores a diesel com a Cummins. Cinco anos depois, estabeleceu uma parceria com a Daimler para produzir caminhões pesados Auman, combinando a expertise de ambas as empresas no desenvolvimento de veículos com maior desempenho e tecnologia avançada. Em 2017, a Foton começou a colaborar com a ZF no desenvolvimento de sistemas de transmissão. Paralelamente às parcerias tecnológicas, a empresa também avançou na eletrificação de seu portfólio e iniciou o desenvolvimento e a produção de caminhões e ônibus elétricos e híbridos. A evolução da empresa levou a novos marcos de produção e vendas. Em 2021, a Foton ultrapassou a marca de 10 milhões de veículos vendidos. Em 2025, atingiu a marca de 12 milhões de veículos produzidos e vendidos globalmente. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Foton-completa-30-anos-com-12-milh--es-de-ve--culos-produzidos.-Vendas-no-Brasil-disparam-138--3.jpg) Veículo número 12 milhões da Foton foi montado no Brasil | Foto: Divulgação/Foton > “A Foton é hoje uma empresa global, com uma trajetória construída sobre escala, tecnologia e capacidade de inovação. Ao longo de 30 anos, tornamo-nos uma marca presente em mais de 130 países, com um portfólio abrangente e soluções de mobilidade cada vez mais avançadas. Nosso próximo ciclo de crescimento será ainda mais internacional e sustentável, e o Brasil desempenhará um papel fundamental nessa estratégia”, diz Darren Lu, CEO da Foton Brasil. A transição energética, por sua vez, está no centro dos planos da Foton para os próximos anos. A empresa estabeleceu a meta de alcançar a neutralidade de carbono em suas principais instalações até 2035 e zero emissões em toda a sua cadeia de valor até 2050. Uma das principais iniciativas que sustentam essa estratégia é o programa Green3030\. O objetivo é chegar a 2030 com vendas anuais de 300 mil veículos fora da China, com modelos elétricos representando 30% desse volume. ### **Brasil ganha relevância nos planos da Foton** A Foton atua no Brasil desde 2023 sob gestão direta de sua sede chinesa. Desde o início de suas operações, a Foton Motor do Brasil vivenciou um período de forte expansão, impulsionado pelo rápido crescimento de sua rede de concessionárias, pela produção local e pela introdução de novos produtos. Atualmente, o portfólio brasileiro da Foton inclui os modelos leves Aumark S 315, S 715 e S 916, o caminhão médio Aumark S 1217 e os modelos semipesados Auman D 1722, D 1830 e D 2632, além das picapes Tunland. No campo da eletrificação, a empresa já possui o maior portfólio de veículos comerciais elétricos do Brasil, composto pelo mini truck eWonder, pelas vans eView Connect, eView Grand e eToano Pro e pelos caminhões eAumark com PBT (Peso Bruto Total) de 6, 9 e 12 toneladas. A presença industrial da Foton no Brasil também iniciou um novo capítulo em abril de 2025, quando a empresa inaugurou sua linha de montagem de caminhões em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. A unidade tornou-se um dos símbolos da estratégia de internacionalização da marca e foi responsável pela produção do veículo número 12 milhões da empresa, um marco que reforçou ainda mais a importância do Brasil nas operações globais da Foton. A estrutura comercial da empresa também está sendo ampliada para acompanhar seu crescimento no Brasil. A previsão é que a Foton alcance pelo menos 80 concessionárias confirmadas até o final de 2026, abrangendo praticamente todos os estados brasileiros. O pós-venda é outro pilar estrategicamente importante para a empresa no Brasil. Em Itajaí (SC), a Foton opera um centro de distribuição com mais de 165 mil peças em estoque para atender à demanda e garantir maior agilidade e eficiência no atendimento aos clientes em toda a sua rede de concessionárias. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Foton-completa-30-anos-com-12-milh--es-de-ve--culos-produzidos.-Vendas-no-Brasil-disparam-138--2.jpg) Em Itajaí (SC), a Foton tem um centro de distribuição com mais de 165 mil peças em estoque | Foto: Divulgação/Foton ### **Forte desempenho de vendas no País** Entre janeiro e junho de 2026, a Foton registrou o emplacamento de 1.745 veículos no Brasil, um aumento de 138% em relação às 735 unidades registradas no mesmo período de 2025\. Esse resultado representa o maior crescimento já registrado pela empresa no mercado brasileiro. Um dos principais fatores para esse desempenho foi o Aumark S 315, que registrou um crescimento de 144% nos emplacamentos durante o primeiro semestre do ano, atingindo cerca de 500 unidades. O caminhão também se destaca por poder ser conduzido por profissionais com carteira de habilitação Categoria B, ampliando o contingente de motoristas aptos a operar o modelo e aumentando seu potencial de uso em operações de distribuição urbana. Outro destaque foi o Aumark S 1217\. O caminhão de médio porte registrou um crescimento de 77% nos emplacamentos na comparação entre os primeiros semestres de 2025 e 2026, ultrapassando 300 unidades vendidas no período. > “O Brasil é um mercado estratégico para a Foton, pois combina uma forte demanda por veículos comerciais, um setor de transporte diversificado e um significativo potencial de crescimento. Já investimos em produção, na nossa rede de concessionárias, em peças, treinamento e, cada vez mais, na eletrificação. Não encaramos o Brasil como um projeto de curto prazo. Temos uma visão de longo prazo e queremos construir aqui uma operação cada vez mais completa e competitiva, alinhada à estratégia global da Foton. Os investimentos que estamos fazendo hoje são a base para as próximas décadas”, afirma Darren Lu. Resumo redes: Presente em mais de 130 países, montadora amplia produção local, eletrificação e rede de concessionárias no Brasil, mercado tratado como estratégico para o próximo ciclo de crescimento. ### Amazonas cai três posições em ranking de competitividade, enquanto Manaus sobe 31 URL: https://www.jornalopolo.com.br/amazonas-cai-tres-posicoes-em-ranking-de-competitividade-enquanto-manaus-sobe-31/ Last updated: 2026-08-27T14:55:25.000Z O Amazonas perdeu três posições no [Ranking de Competitividade dos Estados 2026](https://rankingdecompetitividade.org.br/?ref=jornalopolo.com.br) e passou a ocupar o 14º lugar no país. Na edição anterior, de 2025, o Estado aparecia na 11ª colocação. O movimento estadual contrasta com o desempenho de Manaus. No ranking dedicado aos municípios, a capital amazonense avançou 31 posições e chegou ao 139º lugar. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Centro de Liderança Pública (CLP), responsável pelos levantamentos que comparam o desempenho de estados e municípios a partir de diferentes indicadores ligados à gestão pública e à competitividade. No cenário nacional, a edição de 2026 também trouxe uma mudança no topo. Santa Catarina assumiu pela primeira vez a liderança do ranking estadual, encerrando uma sequência de 14 anos consecutivos de São Paulo na primeira posição. Segundo o CLP, a média nacional dos indicadores apresentou melhora entre 2025 e 2026\. O resultado ocorre em um ambiente marcado por crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e baixa taxa de desemprego, embora algumas áreas tenham registrado deterioração. Um dos principais pontos negativos foi a segurança pública, cuja mediana da nota bruta caiu 9,3%. Eficiência da máquina pública e solidez fiscal também tiveram desempenho inferior ao registrado anteriormente, cenário que o levantamento relaciona, entre outros fatores, às condições macroeconômicas e ao patamar elevado dos juros. Para o diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros, o ranking busca ir além da comparação entre posições e servir como referência para políticas públicas. > “O Ranking de Competitividade dos Estados mostra que o fortalecimento das políticas públicas e da capacidade de gestão tem produzido resultados concretos em todas as regiões do país. Mais do que identificar quem lidera, o ranking oferece evidências para que gestores públicos possam aprender com as melhores práticas e acelerar a construção de estados mais eficientes, inovadores e capazes de oferecer melhores oportunidades para a população”, ressaltou. Resumo redes: Elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), o ranking reúne indicadores que ajudam gestores a identificar boas práticas e buscar administrações mais eficientes, inovadoras e capazes de ampliar oportunidades para a população. Acesse a matéria e confira o ranking completo. ### FGV reúne especialistas em evento sobre indústria, clima e economia de baixo carbono na Amazônia URL: https://www.jornalopolo.com.br/fgv-reune-especialistas-em-evento-sobre-industria-clima-e-economia-de-baixo-carbono-na-amazonia/ Last updated: 2026-08-27T19:12:10.000Z Como manter uma indústria competitiva em uma das regiões ambientalmente mais estratégicas do mundo e, ao mesmo tempo, transformar a preservação da floresta em parte de uma agenda de desenvolvimento econômico? A relação entre clima, economia e indústria na Amazônia estará no centro da próxima edição dos Diálogos Amazônicos, promovida pela (FGV) Fundação Getulio Vargas, por meio da [(FGV EESP) Escola de Economia de São Paulo. ](https://evento.fgv.br/dialogosamazonicos3108/?ref=jornalopolo.com.br) O encontro será realizado no dia 31 de agosto, das 19h às 20h (de Brasília), em formato on-line, e reunirá especialistas para discutir o papel da atividade industrial diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela transição para uma economia de baixo carbono. A discussão ganha relevância diante do desafio de conciliar desenvolvimento socioeconômico e conservação ambiental na Amazônia. Mais do que tratar indústria e preservação como agendas opostas, o debate pretende discutir caminhos capazes de combinar inovação, geração de empregos, renda e desenvolvimento regional com a valorização da floresta, da biodiversidade e dos ativos ambientais amazônicos. Em uma região marcada por enormes distâncias, desafios logísticos e crescente exposição aos efeitos das mudanças climáticas, a capacidade de desenvolver uma indústria mais sustentável também passa a integrar a discussão sobre o futuro econômico da Amazônia. O debate ocorre ainda em um momento no qual eventos climáticos extremos vêm mostrando sua capacidade de afetar diretamente a atividade econômica. Na edição anterior dos Diálogos Amazônicos, dedicada às secas nos rios da região, especialistas discutiram como a redução da navegabilidade pode atingir o transporte de cargas, o abastecimento e a competitividade industrial, com reflexos que ultrapassam as fronteiras da região Norte. A nova edição amplia essa discussão ao colocar em perspectiva não apenas os impactos das mudanças climáticas sobre a economia, mas também qual deve ser o papel da indústria na construção de soluções para uma Amazônia economicamente dinâmica e ambientalmente preservada. Entre os temas que estarão no centro do encontro estão a transição para uma economia de baixo carbono, a incorporação da sustentabilidade às estratégias empresariais, a inovação industrial e as possibilidades de geração de valor econômico a partir da conservação da biodiversidade e dos ativos ambientais da região. **Convidados especiais:** - **Augusto Rocha** – Professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Coordenador da Comissão de Logística do CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazonas). - **Amanda Motta Schutze** – Professora da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP) e coordenadora do FGV Clima. **Moderação:** - **Márcio Holland** – Professor de Políticas Públicas na FGV EESP e Colunista Broadcast/Agência Estado. Foi Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Resumo redes: A relação entre clima, economia e indústria na Amazônia estará no centro da próxima edição dos Diálogos Amazônicos, promovida pela Fundação Getulio Vargas, no dia 31 de agosto, das 19h às 20h, em formato on-line. Os professores Amanda Motta Schutze (FGV EESP) e Augusto Rocha (Ufam) participarão como convidados especiais, enquanto Márcio Holland (FGV EESP) estará como moderador. ### Marco de minerais críticos prevê R$ 7 bilhões em apoio e pode abrir nova frente industrial para o Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/marco-de-minerais-criticos-preve-r-7-bilhoes-em-apoio-e-pode-abrir-nova-frente-industrial-para-o-amazonas/ Last updated: 2026-08-27T13:38:57.000Z O debate sobre minerais críticos pode ganhar uma dimensão industrial para o Amazonas. O PL 2.780/2024, que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, deve ser votado pelo Senado na próxima semana e prevê até R$ 7 bilhões em instrumentos de apoio para ampliar a pesquisa, o beneficiamento e a transformação desses recursos no país, etapas que podem gerar mais valor do que a simples extração mineral. A proposta cria um fundo garantidor de R$ 2 bilhões, com recursos da União, e autoriza até R$ 5 bilhões em créditos fiscais durante cinco anos para incentivar empresas que processem e transformem minerais considerados estratégicos. Para o Amazonas, o ponto mais relevante está justamente nessa tentativa de criar uma cadeia que vá além da mineração. O estado possui ocorrências conhecidas de nióbio, tântalo, terras raras e outros minerais de interesse tecnológico, ao mesmo tempo em que abriga um dos maiores polos industriais do país. Esses materiais estão presentes em produtos como celulares, computadores, baterias, carros elétricos, turbinas eólicas, equipamentos médicos e sistemas de defesa. Parte dessas cadeias já dialoga com segmentos instalados no Polo Industrial de Manaus, principalmente eletroeletrônicos e bens de tecnologia. O projeto pretende organizar uma política nacional para o setor, com regras para pesquisa, extração, processamento e transformação industrial. Também prevê a criação de um conselho ligado à Presidência da República, responsável por coordenar ações e definir prioridades relacionadas aos minerais críticos e estratégicos. No Amazonas, duas áreas ajudam a dimensionar esse potencial. Uma delas é Pitinga, em Presidente Figueiredo, conhecida pela produção de estanho e também pela presença de nióbio, tântalo e outros minerais associados a cadeias de maior valor tecnológico. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/mina-de-pitinga.jpeg) Mina de Pitinga (AM) | Foto: Reprodução/Internet Outra é o Morro dos Seis Lagos, em São Gabriel da Cachoeira, estudado pelo Serviço Geológico do Brasil por seu potencial para terras raras e nióbio. Nesse caso, porém, qualquer discussão sobre exploração encontra limites territoriais e ambientais importantes. A área está inserida na Terra Indígena Balaio, na Reserva Biológica Morro dos Seis Lagos e no Parque Nacional do Pico da Neblina. Ou seja: potencial geológico não significa liberação automática para mineração. A eventual exploração de áreas protegidas envolve restrições legais, proteção ambiental, direitos indígenas e processos específicos de consulta e autorização. Mesmo com essas limitações, o peso mineral da região é relevante. Levantamento da Agência Nacional de Mineração aponta que a Amazônia Legal responde por quase metade do valor gerado pelos minerais estratégicos no Brasil. Hoje, porém, a produção regional ainda está concentrada principalmente em ferro, bauxita, cobre e ouro. Terras raras, cobalto e potássio ainda não possuem produção regional consolidada. É justamente aí que o novo marco tenta atuar. Além dos incentivos financeiros, a proposta prevê cadastro nacional de projetos, investimentos em pesquisa e inovação e prioridade para áreas com potencial de minerais críticos em processos promovidos pela ANM. A discussão ganhou impulso após um acordo político entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, para acelerar a votação de projetos considerados estratégicos. O marco dos minerais críticos está entre as matérias previstas para avançar. Para o Amazonas, o impacto do projeto dependerá menos da existência dos minerais, já conhecida em diferentes áreas, e mais de onde serão instaladas as etapas seguintes da cadeia. Se beneficiamento, pesquisa e transformação ficarem concentrados fora do estado, o Amazonas pode continuar limitado ao papel de fornecedor de matéria-prima. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Marco-de-minerais-cr--ticos-prev---R--7-bilh--es-em-apoio-e-pode-abrir-nova-frente-industrial-para-o-Amazonas.jpg) Lula, Hugo Motta e Davi Alcolumbre | Foto: Agência Senado ### Maersk eleva ‘taxa da seca’ para até R$ 23,9 mil em Manaus; Comércio pede intervenção da Antaq URL: https://www.jornalopolo.com.br/maersk-eleva-taxa-da-seca-para-ate-r-23-9-mil-em-manaus-comercio-pede-intervencao-da-antaq/ Last updated: 2026-08-27T13:14:32.000Z Uma nova cobrança prevista pela Maersk para o período de vazante colocou o transporte de cargas em Manaus novamente no centro de uma disputa regulatória. A companhia informou que a sobretaxa poderá chegar a US$ 4.646, cerca de R$ 23,9 mil, por contêiner dry, caso seja necessário recorrer a uma estrutura flutuante durante a descida dos rios. O anúncio provocou reação da Associação Comercial do Amazonas (ACA), que levou o caso à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A entidade quer impedir que a cobrança seja aplicada antes de o Rio Negro alcançar o nível de 17,7 metros, referência definida anteriormente pela própria agência. A diferença é significativa em relação à tarifa informada pela Maersk no fim de julho. Na ocasião, o valor era de US$ 1.228, aproximadamente R$ 6,3 mil. Agora, o montante anunciado é 278% maior, conforme cálculo apresentado pela ACA. O novo preço está previsto para valer a partir de 25 de setembro para cargas de outras origens e, no caso das exportações que saem de Manaus, a partir de 16 de outubro. ### Rio ainda está sete metros acima do limite Nesta quinta-feira (27), o Rio Negro registrava 24,7 metros em Manaus. Isso significa que o nível estava sete metros acima da marca de 17,7 metros utilizada pela Antaq como referência para a cobrança extraordinária. As projeções disponíveis também não indicam, por enquanto, repetição das secas severas observadas em 2023 e 2024. Representantes do Serviço Geológico do Brasil (SGB) apresentaram à Antaq, na última sexta-feira (21), uma estimativa de que o Negro poderá alcançar aproximadamente 17,7 metros em outubro. A expectativa preliminar é de que o rio não recue muito além desse patamar. A ata do encontro registra que os rios da região apresentam comportamento dentro do esperado para esta época do ano e que, até o momento, não há sinais de uma estiagem extrema em 2026. O próprio SGB, no entanto, informou que ainda não dispõe de um modelo consolidado capaz de prever com precisão a intensidade das vazantes. ### Maersk trabalha com outra referência Outro ponto contestado pelo comércio amazonense está no nível usado pela Maersk para calcular a necessidade de mudanças na operação. A companhia informou que poderá utilizar um píer flutuante caso o rio fique abaixo de 17,20 metros. É nesse cenário que a LWS, sigla em inglês para Low Water Surcharge, poderá alcançar os US$ 4.646. A marca utilizada pela empresa é diferente dos 17,7 metros estabelecidos pela Antaq como parâmetro para a incidência da sobretaxa. Para a ACA, a divergência precisa ser explicada antes de qualquer cobrança. A entidade também pede que a empresa apresente à agência documentos que detalhem quais custos extras justificariam o novo valor e comprove o cumprimento das exigências de comunicação prévia. ### Período mais crítico seria entre outubro e novembro Ao anunciar a nova tarifa, a Maersk informou que suas avaliações apontam maior risco de restrições operacionais entre as semanas 42 e 47 do ano, intervalo que vai aproximadamente de meados de outubro ao fim de novembro. É nesse período que a empresa considera mais provável a necessidade de alternativas logísticas para manter a movimentação de cargas em Manaus. A ACA, porém, defende que projeções futuras não sejam suficientes para liberar antecipadamente a cobrança. No documento enviado à Antaq, a entidade solicita que a Maersk e outras companhias que adotem medidas semelhantes sejam impedidas de cobrar a taxa enquanto não forem atendidas as condições previstas pela agência. O caso também poderá entrar na fiscalização extraordinária da Antaq, procedimento que analisa possíveis descumprimentos das regras relacionadas às sobretaxas impostas durante a vazante dos rios amazônicos. ### DIÁRIO DO POLO - 27/08/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/polo-industrial-manaus-codam-projetos-industriais-27-08-2026/ Last updated: 2026-08-27T10:32:36.000Z ## Energia e Mi­ne­ra­ção O Ama­zo­nas dá um passo es­tra­té­gico na con­so­li­da­ção de sua bi­o­e­co­no­mia com o de­sen­vol­vi­mento de tec­no­lo­gias que trans­for­mam re­sí­duos em ativos ener­gé­ti­cos, ao mesmo tempo em que observa o avanço de novas fron­tei­ras mi­ne­rais e de hi­dro­car­bo­ne­tos. A in­te­gra­ção entre a ino­va­ção local e as ne­ces­si­da­des globais de des­car­bo­ni­za­ção coloca o estado em uma posição pri­vi­le­gi­ada para atrair in­ves­ti­men­tos que buscam alinhar pro­du­ti­vi­dade in­dus­trial com sus­ten­ta­bi­li­dade am­bi­en­tal severa. - **Do lixo à energia.** Pes­qui­sa­do­res no Ama­zo­nas de­sen­vol­ve­ram um com­bus­tí­vel ino­va­dor a partir de gordura des­car­tada, criando uma solução de eco­no­mia cir­cu­lar. Para as in­dús­trias do PIM, essa ino­va­ção local pode reduzir custos de ope­ra­ção lo­gís­tica e re­for­çar sig­ni­fi­ca­ti­va­mente o selo de sus­ten­ta­bi­li­dade das em­pre­sas frente às metas globais de ESG. [Fonte ↗](https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/08/27/do-lixo-a-energy-combustivel-feito-de-gordura-descartada-e-developed-no-amazonas.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) - **Margem Equa­to­rial e oti­mismo.** O avanço da ex­plo­ra­ção pe­tro­lí­fera na Margem Equa­to­rial e o papel do Ope­ra­dor de Planta de Co­ge­ra­ção (OPC) con­so­li­dam o Ama­zo­nas como um hub de ser­vi­ços de alta com­ple­xi­dade. Esta mo­vi­men­ta­ção atrai in­ves­ti­men­tos em in­fra­es­tru­tura que di­ver­si­fi­cam a eco­no­mia re­gi­o­nal e criam novas de­man­das para o setor de ser­vi­ços es­pe­ci­a­li­za­dos no estado. [Fonte ↗](https://tribunadonorte.com.br/economia/margem-equatorial-e-opc-geram-otimismo-no-setor-petrolifero-do-rn/?ref=jornalopolo.com.br) - **Mi­ne­rais crí­ti­cos em foco.** Pro­je­ções indicam que a mi­ne­ra­ção de tran­si­ção ener­gé­tica deve atrair US$ 21,3 bilhões até 2030, co­lo­cando o subsolo ama­zô­nico no radar de grandes mi­ne­ra­do­ras globais. O po­ten­cial do estado para mi­ne­rais es­sen­ci­ais à des­car­bo­ni­za­ção promete abrir uma nova frente de in­ves­ti­men­tos bi­li­o­ná­rios, com­ple­men­tando a base in­dus­trial de Manaus. [Fonte ↗](https://valor.globo.com/publicacoes/especiais/transicao-energetica/noticia/2026/08/27/minerais-criticos-devem-atrair-us-213-bi-ate-2030.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) - **Es­cas­sez de pe­tró­leo para 2027.** Sinais de oferta aper­tada no mercado global de pe­tró­leo para o próximo ano já pres­si­o­nam as pro­je­ções de custos lo­gís­ti­cos de curto prazo. Para o Polo In­dus­trial de Manaus, essa pers­pec­tiva va­lo­riza as re­ser­vas locais da Margem Equa­to­rial, mas exige maior efi­ci­ên­cia no trans­porte fluvial para mitigar o impacto nos custos ope­ra­ci­o­nais. [Fonte ↗](https://neofeed.com.br/economia/o-petroleo-de-2027-ja-mostra-sinais-de-escassez/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## In­dús­tria e Em­pre­sas do PIM O setor de mo­bi­li­dade con­ti­nua sendo o prin­ci­pal motor de ex­pan­são do Polo In­dus­trial de Manaus, com re­cor­des de pro­du­ção e novos nichos de mercado ga­nhando tração. O aden­sa­mento tec­no­ló­gico das linhas de mon­ta­gem reflete a con­fi­ança dos in­ves­ti­do­res na ca­pa­ci­dade técnica do cluster ama­zo­nense em liderar a tran­si­ção para ve­í­cu­los mais efi­ci­en­tes e sus­ten­tá­veis no mercado bra­si­leiro. - **Boom das mo­to­ci­cle­tas.** O cres­ci­mento ace­le­rado do mercado de motos im­pul­si­ona in­ves­ti­men­tos bi­li­o­ná­rios e for­ta­lece o Polo de Duas Rodas de Manaus como o epi­cen­tro da in­dús­tria na­ci­o­nal. Esse mo­vi­mento valida a in­fra­es­tru­tura local e es­ti­mula a mo­der­ni­za­ção das fá­bri­cas para atender a uma demanda em ex­pan­são con­tí­nua. [Fonte ↗](https://conexaoto.com.br/2026/08/26/boom-das-motocicletas-impulsiona-investimentos-bilionarios-e-fortalece-toda-a-industria-brasileira?ref=jornalopolo.com.br) - **Bi­ci­cle­tas elé­tri­cas em alta.** A dis­pa­rada na pro­du­ção de bi­ci­cle­tas elé­tri­cas no Brasil fa­vo­rece o aden­sa­mento desse polo em Manaus, con­so­li­dando o seg­mento como um dos mais di­nâ­mi­cos da ZFM. O aumento da demanda na­ci­o­nal por mo­bi­li­dade elé­trica si­na­liza opor­tu­ni­da­des de di­ver­si­fi­ca­ção para as mon­ta­do­ras do dis­trito in­dus­trial. [Fonte ↗](https://noticias.r7.com/rio-grande-do-sul/balanco-geral-rs/bicicletas-eletricas-ganham-as-ruas-producao-dispara-no-brasil-e-porto-alegre-amplia-frota-26082026/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Zona Franca e Po­lí­tica A ma­nu­ten­ção da com­pe­ti­ti­vi­dade tri­bu­tá­ria do modelo Zona Franca de Manaus entra em uma fase de pressão po­lí­tica e técnica. En­quanto grandes estados do Sudeste ma­ni­fes­tam hos­ti­li­dade aos in­cen­ti­vos re­gi­o­nais, as en­ti­da­des e o governo es­ta­dual buscam ga­ran­tir que a reforma tri­bu­tá­ria pre­serve o di­fe­ren­cial que sus­tenta os em­pre­gos e a pro­du­ti­vi­dade no Ama­zo­nas. - **Hos­ti­li­dade po­lí­tica.** O go­ver­na­dor de Minas Gerais, Romeu Zema, defende o fim dos in­cen­ti­vos fiscais da ZFM, ele­vando a tensão po­lí­tica no Con­gresso Na­ci­o­nal. Esse po­si­ci­o­na­mento ameaça o di­fe­ren­cial com­pe­ti­tivo do Polo In­dus­trial de Manaus e exige ar­ti­cu­la­ção rápida das en­ti­da­des (FIEAM/Cieam) para pro­te­ger o modelo na reforma tri­bu­tá­ria. [Fonte ↗](https://d24am.com/politica/romeu-zema-quer-acabar-com-os-incentivos-fiscais-concedidos-a-zfm/?ref=jornalopolo.com.br) - **De­sa­fios da Reforma Tri­bu­tá­ria.** O debate sobre a tran­si­ção para novos im­pos­tos sobre o consumo é con­si­de­rado vital para o pla­ne­ja­mento fi­nan­ceiro das in­dús­trias. A clareza nas regras de pre­ci­fi­ca­ção e in­cen­ti­vos é fun­da­men­tal para que as fá­bri­cas de Manaus man­te­nham sua vi­a­bi­li­dade frente ao novo modelo tri­bu­tá­rio na­ci­o­nal. [Fonte ↗](https://agorarn.com.br/colunas/editorial/vantagens-desafio-reforma-tributaria/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Lo­gís­tica Ama­zô­nica - **Mo­ni­to­ra­mento da BR-319.** Uma missão avalia as con­di­ções da rodovia entre Porto Velho e Manaus para pres­si­o­nar por me­lho­rias na lo­gís­tica ter­res­tre. A vi­a­bi­li­dade da BR-319 é es­tra­té­gica para reduzir o iso­la­mento do estado e baixar o custo de trans­porte do PIM, di­mi­nu­indo a de­pen­dên­cia ab­so­luta dos rios. [Fonte ↗](https://www.rondoniaovivo.com/noticia/geral/2026/08/26/br-319-missao-avalia-condicoes-da-rodovia-e-logistica-entre-porto-velho-e-manaus.html?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Ino­va­ção e Bi­o­e­co­no­mia - **9ª FICOP e Ino­va­ção.** A Jornada da Ino­va­ção leva debates tec­no­ló­gi­cos à in­dús­tria re­gi­o­nal, bus­cando for­ta­le­cer o ecos­sis­tema de for­ne­ce­do­res locais. A in­te­gra­ção entre as fá­bri­cas de Manaus e vi­zi­nhos tec­no­ló­gi­cos é es­sen­cial para ace­le­rar a mo­der­ni­za­ção pro­du­tiva na região Norte. [Fonte ↗](https://www.rondoniaovivo.com/noticia/geral/2026/08/26/9a-ficop-sebrae-e-sicoob-credip-levam-jornada-da-inovacao-a-evento.html?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Eco­no­mia do Ama­zo­nas Os in­di­ca­do­res de in­ves­ti­mento mostram re­si­li­ên­cia, com o Codam apro­vando uma pauta bi­li­o­ná­ria de pro­je­tos. No entanto, o cenário ma­cro­e­co­nô­mico global e as in­cer­te­zas re­gu­la­tó­rias sobre novos im­pos­tos e jornada de tra­ba­lho exigem cautela das ge­rên­cias in­dus­tri­ais. O acom­pa­nha­mento ri­go­roso da se­gu­rança ope­ra­ci­o­nal e do for­ne­ci­mento de insumos tec­no­ló­gi­cos é pri­o­ri­tá­rio para ga­ran­tir a con­ti­nu­i­dade da pro­du­ção. - **Codam aprova 45 pro­je­tos.** A pauta si­na­liza a con­fi­ança de mul­ti­na­ci­o­nais na ex­pan­são de suas plantas já ins­ta­la­das em Manaus. O re­in­ves­ti­mento bi­li­o­ná­rio reforça a es­ta­bi­li­dade do polo e a ma­nu­ten­ção de postos de tra­ba­lho qua­li­fi­ca­dos no estado. [Fonte ↗](https://www.acritica.com/economia/codam-reune-45-projetos-e-reforca-expans-o-de-empresas-ja-instaladas-no-polo-de-manaus-1.413280?ref=jornalopolo.com.br) - **Imposto Se­le­tivo e in­cer­teza.** A in­de­fi­ni­ção sobre quais pro­du­tos do polo so­fre­rão so­bre­taxa di­fi­culta o pla­ne­ja­mento es­tra­té­gico de longo prazo. A falta de clareza atinge setores como bebidas e ve­í­cu­los, vitais para a ar­re­ca­da­ção ama­zo­nense. [Fonte ↗](https://www.correiobraziliense.com.br/direito-e-justica/2026/08/7488111-imposto-seletivo-e-o-custo-da-indefinicao.html?ref=jornalopolo.com.br) - **Esforço con­cen­trado no Con­gresso.** Debates sobre a escala 6x1 e re­for­mas tri­bu­tá­rias im­pac­tam di­re­ta­mente o custo da folha de pa­ga­mento no PIM. Mu­dan­ças na le­gis­la­ção tra­ba­lhista exigem mo­ni­to­ra­mento das áreas de RH para evitar perdas de pro­du­ti­vi­dade. [Fonte ↗](https://jornalggn.com.br/politica/congresso-prioridades-esforco-concentrado-escala-6x1/?ref=jornalopolo.com.br) - **Se­gu­rança ae­ro­por­tu­á­ria.** A con­de­na­ção de um agente da PF por tráfico no ae­ro­porto de Manaus acende um alerta sobre a in­te­gri­dade da fis­ca­li­za­ção. A se­gu­rança no ter­mi­nal de cargas é crítica para a con­fi­ança in­ter­na­ci­o­nal nas ex­por­ta­ções da Zona Franca. [Fonte ↗](https://aeroin.net/agente-da-pf-pega-26-anos-de-cadeia-por-usar-aeroporto-de-manaus-em-esquema-de-trafico-de-drogas/?ref=jornalopolo.com.br) - **Demanda global por chips Nvidia.** A Amazon tri­pli­cou seus pedidos de chips, re­ve­lando a pressão na cadeia de su­pri­men­tos de se­mi­con­du­to­res. O mo­vi­mento afeta a dis­po­ni­bi­li­dade de insumos para a mo­der­ni­za­ção tec­no­ló­gica das fá­bri­cas de Manaus. [Fonte ↗](https://blocktrends.com.br/amazon-triplica-pedido-chips-nvidia-demanda-ia/?ref=jornalopolo.com.br) - **IA chinesa e gi­gan­tes de nuvem.** A ne­go­ci­a­ção da Mo­onshot com Amazon e Mi­cro­soft acelera a in­te­gra­ção de IA na com­pu­ta­ção em nuvem. Para o polo, isso si­na­liza a ne­ces­si­dade de ace­le­ra­ção na trans­for­ma­ção digital e au­to­ma­ção fabril para manter a com­pe­ti­ti­vi­dade. [Fonte ↗](https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/08/26/chinesa-moonshot-negocia-levar-seu-modelo-de-ia-kimi-k3-para-nuvens-de-microsoft-amazon-e-google.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Co­mér­cio e Câmbio | In­di­ca­dor | Valor | Va­ri­a­ção | | -------------------- | ------- | ----------- | | PTAX USD/BRL (Venda) | R$ 5,16 | +0,22% | | USD/BRL (spot) | R$ 5,15 | +0,13% | | EUR/BRL (spot) | R$ 6,00 | \-0,02% | | SELIC | 14,00% | 0,00% | O leve avanço do dólar spot e da PTAX en­ca­rece mar­gi­nal­mente a re­po­si­ção de com­po­nen­tes im­por­ta­dos para os polos de ele­tro­e­le­trô­ni­cos e duas rodas. Com a Selic em 14% ao ano, o custo fi­nan­ceiro para o car­re­ga­mento de es­to­ques, que possuem tempos de trân­sito ele­va­dos para Manaus, exige gestão ri­go­rosa do fluxo de caixa e efi­ci­ên­cia na na­ci­o­na­li­za­ção de insumos para mitigar o impacto dos juros nas margens. --- ## Pressão no Custo de Energia O fe­cha­mento do mercado de energia trouxe alívio parcial com o recuo do pe­tró­leo Brent (-0,72%) para 87,21 dólares e do diesel (-3,60%) para 4,11 dólares o galão, o que reduz a pressão sobre o frete fluvial e trans­porte de carga pesada. En­tre­tanto, o gás natural subiu 2,11% (2,90 US$/MMBtu), im­pac­tando di­re­ta­mente o custo de geração ter­me­lé­trica e de uti­li­da­des nas plantas in­dus­tri­ais do Ama­zo­nas, ele­vando o custo ope­ra­ci­o­nal direto nas fá­bri­cas. --- ## Mo­vi­men­ta­ções do Setor - O Con­se­lho de De­sen­vol­vi­mento do Ama­zo­nas (Codam) aprovou 45 novos pro­je­tos in­dus­tri­ais, focados pri­mor­di­al­mente na ex­pan­são de fá­bri­cas já ins­ta­la­das no Polo de Manaus. A mo­vi­men­ta­ção si­na­liza um ciclo de re­in­ves­ti­mento das mul­ti­na­ci­o­nais no estado para mo­der­ni­za­ção de linhas e aumento da ca­pa­ci­dade pro­du­tiva ins­ta­lada. - Uma par­ce­ria tec­no­ló­gica no Ama­zo­nas re­sul­tou no de­sen­vol­vi­mento de um com­bus­tí­vel sus­ten­tá­vel pro­du­zido a partir de gordura des­car­tada, unindo ino­va­ção e bi­o­e­co­no­mia re­gi­o­nal. O projeto oferece uma al­ter­na­tiva para a di­ver­si­fi­ca­ção da matriz ener­gé­tica local e abre caminho para novas cadeias de for­ne­ci­mento de insumos re­no­vá­veis para a in­dús­tria. - O cres­ci­mento recorde do mercado de mo­to­ci­cle­tas no Brasil está im­pul­si­o­nando in­ves­ti­men­tos bi­li­o­ná­rios nas cadeias de mon­ta­gem e su­pri­men­tos, con­so­li­dando o cluster de duas rodas de Manaus. O mo­vi­mento atrai novos fa­bri­can­tes de com­po­nen­tes e reforça a posição do Polo In­dus­trial como hub tec­no­ló­gico para a mo­bi­li­dade na América Latina. --- ## O Que Muda para o Ama­zo­nas - **Es­ta­bi­li­dade de Em­pre­gos:** A ex­pan­são de pro­je­tos via Codam garante a ma­nu­ten­ção dos em­pre­gos diretos no PIM e reforça a atu­a­li­za­ção tec­no­ló­gica das plantas de ele­tro­e­le­trô­ni­cos e motos. - **Van­ta­gem ESG:** O com­bus­tí­vel feito de gordura des­car­tada cria uma nova opor­tu­ni­dade de redução de custos lo­gís­ti­cos e melhora o perfil de sus­ten­ta­bi­li­dade das em­pre­sas ins­ta­la­das. - **Custo Ope­ra­ci­o­nal:** A alta do gás natural exige atenção das ge­rên­cias fi­nan­cei­ras, pois eleva o custo direto de ope­ra­ção da matriz ener­gé­tica fabril em Manaus. - **Pressão em Bra­sí­lia:** A hos­ti­li­dade po­lí­tica de estados do Sudeste contra in­cen­ti­vos da ZFM demanda uma ar­ti­cu­la­ção mais forte das en­ti­da­des re­pre­sen­ta­ti­vas para pro­te­ger a com­pe­ti­ti­vi­dade tri­bu­tá­ria. - **Gar­ga­los de Insumos:** A es­cas­sez global de chips Nvidia e se­mi­con­du­to­res pode gerar novos atrasos na pro­du­ção de itens de alto valor agre­gado no polo ele­tro­e­le­trô­nico. --- A eco­no­mia do Ama­zo­nas encerra este ciclo de­mons­trando re­si­li­ên­cia por meio de re­in­ves­ti­men­tos in­dus­tri­ais e avanços em bi­o­tec­no­lo­gia, apesar da pressão po­lí­tica externa e da vo­la­ti­li­dade nos custos de energia. A ma­nu­ten­ção da pro­du­ti­vi­dade e o acom­pa­nha­mento ri­go­roso das de­fi­ni­ções da reforma tri­bu­tá­ria serão os pilares cen­trais para a es­ta­bi­li­dade do Polo In­dus­trial nos pró­xi­mos meses. Bom dia e bons ne­gó­cios. --- O Polo Acom­pa­nhe o Polo In­dus­trial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo In­dus­trial de Manaus, no­tí­cias e aná­li­ses sobre a in­dús­tria, a Zona Franca e a eco­no­mia do Ama­zo­nas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### Manaus mais que dobra rede de esgoto, mas cobertura ainda está em 42%. Universalização entra na agenda do Pacto Global da ONU URL: https://www.jornalopolo.com.br/manaus-mais-que-dobra-rede-de-esgoto-mas-cobertura-ainda-esta-em-42-universalizacao-entra-na-agenda-do-pacto-global-da-onu/ Last updated: 2026-08-27T00:31:44.000Z Manaus mais que dobrou sua rede de esgotamento sanitário em oito anos, mas ainda tem pela frente o desafio de levar o serviço à maior parte da população. Entre 2018 e 2026, a infraestrutura saiu de 536 quilômetros para mais de 1,1 mil quilômetros, enquanto a cobertura avançou de aproximadamente 19% para mais de 42% dos moradores, segundo dados divulgados pela Águas de Manaus em junho deste ano. O salto representa mais de 560 quilômetros de novas redes desde que a concessionária assumiu os serviços da capital, em 2018\. Ao mesmo tempo em que mostra uma aceleração dos investimentos, o número também ajuda a dimensionar o tamanho do caminho restante: mesmo após mais que dobrar a cobertura em oito anos, o esgotamento sanitário ainda não está disponível para a maioria da população. É justamente essa combinação — avanço rápido, déficit histórico e necessidade de preparar a cidade para eventos climáticos cada vez mais extremos — que colocou Manaus no centro de uma discussão que agora ganha escala nacional. Nesta terça-feira (25), a capital foi escolhida para abrir a rodada regional do Movimento +Água, iniciativa do Pacto Global da ONU – Rede Brasil que pretende impactar 100 milhões de pessoas no país com ações ligadas à segurança hídrica e ao acesso ao saneamento. O encontro, realizado na sede da Águas de Manaus, reuniu pesquisadores, lideranças comunitárias e representantes do setor privado. A escolha da Amazônia como ponto de partida traz um contraste difícil de ignorar: a discussão sobre falta de saneamento acontece em uma região cercada pela maior reserva de água doce do planeta e que, ao mesmo tempo, precisa ampliar a infraestrutura necessária para fazer essa água chegar com segurança à população e dar destino adequado ao esgoto. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Manaus-mais-que-dobra-rede-de-esgoto--mas-cobertura-ainda-est---em-42-.-Universaliza----o-entra-na-agenda-do-Pacto-Global-da-ONU-1.jpeg) Foto: Águas de Manaus ### Rede cresce, mas universalização ainda está distante A expansão de 19% para 42% na cobertura de esgoto ganhou velocidade com o programa Trata Bem Manaus, que prevê levar coleta e tratamento de esgoto a 90% da população até 2033\. O plano completo de investimentos da companhia soma cerca de R$ 3,08 bilhões, dos quais R$ 1,5 bilhão contam com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio de financiamento direto e debêntures incentivadas. Em oito anos, considerando os sistemas de água e esgoto, a concessionária afirma já ter investido mais de R$ 2,4 bilhões na capital. Entre 2020 e 2024, especificamente, Manaus registrou cerca de R$ 1,4 bilhão em investimentos em saneamento, segundo o levantamento mais recente do Instituto Trata Brasil. Entre as capitais brasileiras, o volume ficou atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. O resultado chama atenção principalmente pelo ponto de partida da cidade, historicamente distante dos indicadores nacionais de esgotamento sanitário. Os dados oficiais com ano-base 2024 apontavam 32,35% de atendimento de esgoto em Manaus. Já os números apresentados pela concessionária para 2026 colocam a cobertura acima de 42%. Os percentuais são de períodos diferentes e, por isso, não devem ser comparados diretamente. Ainda assim, ajudam a mostrar a velocidade recente da expansão da infraestrutura. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Manaus-mais-que-dobra-rede-de-esgoto--mas-cobertura-ainda-est---em-42-.-Universaliza----o-entra-na-agenda-do-Pacto-Global-da-ONU-3.jpg) Foto: Reprodução/Internet Para o presidente do Instituto Aegea, Edison Carlos, trazer a primeira rodada regional do Movimento +Água para Manaus conecta o debate nacional a uma cidade que passa atualmente por uma expansão acelerada do saneamento. > “É muito simbólico trazer essa rodada regional de discussões do Pacto Global das Nações Unidas para Manaus e para a Amazônia, uma região que está no centro dos desafios climáticos que enfrentamos e onde o saneamento tem um papel cada vez mais estratégico na saúde e na qualidade de vida das pessoas. Para o grupo Aegea, por meio da Águas de Manaus, é uma honra receber esse primeiro encontro em uma cidade que vive uma verdadeira transformação do saneamento, com a chegada da água tratada e da coleta de esgoto em comunidades, becos, rip-raps e palafitas. É um movimento que representa dignidade para milhares de famílias”, destacou. ### Água já alcança mais de 99% Se no esgoto Manaus ainda corre para diminuir o déficit, o abastecimento de água está em outro estágio. A meta de universalização foi atingida em 2023 e, atualmente, o serviço alcança mais de 99% da população, segundo a Águas de Manaus. Desde o início da operação da empresa, mais de 200 mil moradores passaram a contar com abastecimento regular. Outro indicador que mudou de forma significativa foi o de perdas na distribuição. Em 2018, as perdas correspondiam a 74,95% da água produzida. No indicador comparável mais recente divulgado pela concessionária, o percentual caiu para 45,25%, uma redução de quase 30 pontos percentuais. As perdas não significam apenas vazamentos. O índice também considera água que não chega a ser faturada por problemas de medição, ligações irregulares e outras ocorrências ao longo do sistema. A redução modifica um cenário em que aproximadamente três quartos da água produzida eram registrados como perda no início da concessão. Mesmo assim, o índice atual continua acima da média brasileira (que é de 39,53%), mostrando que a universalização do acesso não encerra o desafio de tornar o sistema mais eficiente. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Manaus-mais-que-dobra-rede-de-esgoto--mas-cobertura-ainda-est---em-42-.-Universaliza----o-entra-na-agenda-do-Pacto-Global-da-ONU-4.jpeg) Foto: Águas de Manaus ### Eficiência ganha peso adicional em um momento de estiagem O encontro do Movimento +Água ocorreu enquanto os níveis dos rios descem e a estrutura de captação da capital precisa estar preparada para responder às mudanças do ciclo hidrológico. O diretor-presidente da Águas de Manaus, Pedro Augusto Freitas, relacionou a expansão do saneamento à necessidade de aumentar a resiliência da cidade diante das mudanças climáticas. > “Quem trabalha todos os dias com distribuição e tratamento de água sabe da importância de preparar o sistema para enfrentar os desafios climáticos. Ter em Manaus esse debate sobre a importância do saneamento e da resiliência hídrica da nossa região reforça como é fundamental que indústria, comércio, poder público e concessionária trabalhem juntos para garantir água de qualidade nas nossas torneiras, independentemente do momento climático que estamos vivendo”, apontou. ### Da água na torneira ao próximo desafio: o esgoto O impacto da infraestrutura apareceu no encontro também pela voz de quem vive nas áreas atendidas. Um dos painéis reuniu lideranças comunitárias para discutir as mudanças provocadas pela chegada do abastecimento regular de água. Moradora da Cachoeira Alta, no Tarumã, a Cacica Fran contou que a comunidade conseguiu avançar no acesso à água potável, mas agora coloca a rede de esgoto como a próxima necessidade. > “É muito importante estar aqui hoje, com outras lideranças comunitárias, falando de algo que a gente não consegue viver sem, que é a água. Depois de muita luta, conseguimos levar água potável para a nossa comunidade, e isso foi a realização de um sonho. Hoje, temos um poço e mais segurança para as famílias. Agora, nosso próximo sonho é a rede de esgoto, que é uma necessidade de todos”, afirmou. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Manaus-mais-que-dobra-rede-de-esgoto--mas-cobertura-ainda-est---em-42-.-Universaliza----o-entra-na-agenda-do-Pacto-Global-da-ONU-5.jpeg) Foto: Águas de Manaus O relato reproduz, em escala comunitária, a diferença que aparece nos indicadores da cidade: enquanto o abastecimento de água já supera 99% de cobertura, o esgotamento sanitário ainda está acima de 42%. A dimensão social do serviço também passa pelas tarifas destinadas à população de menor renda. No material com os indicadores da operação, a concessionária informa que mais de 140 mil famílias são beneficiadas por modalidades de tarifa social, as chamadas Tarifas Manauara e Tarifa 10, que beneficiam em torno de 500 mil pessoas. - A Tarifa Manauara concede 50% de desconto na conta de água e esgoto para famílias em situação de vulnerabilidade social. O benefício considera consumo mensal de até 15 m³ de água, ou 15 mil litros. A adesão está ligada ao Cadastro Único/Bolsa Família e aos critérios sociais definidos para o programa. - Já a Tarifa 10 é mais restrita e voltada a famílias em situação de vulnerabilidade mais acentuada. Ela fixa a conta de água e esgoto em R$ 10 por mês, desde que o consumo não ultrapasse 15 m³. Em 2026, a Águas de Manaus informa que o benefício é destinado a famílias inscritas no CadÚnico, com renda familiar mensal per capita de até R$ 105, que também precisam preencher pelo menos um critério adicional, como mulher chefe de família, vítima de violência doméstica, presença de pessoa com 60 anos ou mais, criança de até 12 anos, BPC (Benefício de Prestação Continuada) como principal fonte de renda ou residência em área de moradia precária. ### Saneamento também pesa na conta do Distrito Industrial A expansão das redes de água e esgoto não fica restrita aos indicadores de saúde e qualidade de vida. Em uma cidade que abriga um dos maiores complexos industriais do país, saneamento também faz parte da infraestrutura econômica. Água disponível, coleta de esgoto e capacidade de tratamento entram no conjunto de condições necessárias para a operação das empresas e, quanto melhor a estrutura oferecida pela cidade, menor pode ser a necessidade de soluções adicionais para suprir deficiências do serviço. Em 2021, Wilson Périco, então presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), afirmou que “a grande maioria das indústrias teve que inventar saídas” diante da instabilidade que, segundo ele, marcou por anos os serviços de abastecimento. Entre essas saídas esteve, por exemplo, a abertura de poços artesianos por empresas do Distrito Industrial. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Distrito-Industrial-de-Manaus.jpg) Foto: Reprodução/Internet Na mesma ocasião, Périco apontou que a melhoria gradual do fornecimento público poderia oferecer às fábricas regularidade, pressão e vazão de acordo com suas necessidades, além de soluções para redução do consumo e reúso da água. Esse tipo de estrutura entra na conta de competitividade do PIM ao lado de energia, transporte, mão de obra e logística. A expansão dos serviços pode, portanto, atuar sobre uma parcela menos visível do chamado “Custo Manaus”: gastos assumidos pelas empresas para contornar limitações de infraestrutura. Isso não significa, porém, que a ampliação da rede pública elimine as responsabilidades específicas da indústria. Efluentes industriais seguem submetidos a exigências próprias de tratamento e licenciamento de acordo com cada atividade, e a existência de rede de esgoto não substitui automaticamente essas estruturas. A conexão com o setor produtivo também esteve presente no terceiro painel do encontro desta terça-feira, que reuniu representantes de empresas para discutir soluções de segurança hídrica e desenvolvimento sustentável. Para o Movimento +Água, a proposta é justamente colocar empresas, poder público, comunidades e sociedade civil dentro da mesma discussão. ### Movimento quer chegar a 100 milhões de pessoas O Movimento +Água é uma iniciativa de engajamento empresarial coletivo alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6, o ODS 6: Água Potável e Saneamento. A meta é impactar 100 milhões de pessoas no Brasil por meio de ações voltadas à segurança hídrica e à ampliação do acesso aos serviços de saneamento básico. Manaus foi a primeira cidade a receber uma das rodadas regionais. Os encontros ainda seguirão por outras regiões brasileiras, e o próximo está programado para 9 de setembro, no interior de São Paulo. A iniciativa já mobilizou empresas e organizações de diferentes partes do país como preparação para a Conferência da Água da ONU de 2026. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Manaus-mais-que-dobra-rede-de-esgoto--mas-cobertura-ainda-est---em-42-.-Universaliza----o-entra-na-agenda-do-Pacto-Global-da-ONU-6.jpg) Foto: Águas de Manaus A diretora de Impacto e Comunicação do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, Mônica Gregori, destacou que os efeitos do saneamento vão além da infraestrutura visível e passam diretamente por saúde, cidadania e qualidade de vida. > “É importante entender que o acesso à água tratada e à rede de esgoto gera impactos muito maiores do que aqueles que conseguimos enxergar. O esgoto, muitas vezes invisível, traz benefícios concretos para a saúde, a qualidade de vida e a dignidade das pessoas. Levar saneamento a mais famílias é levar cidadania e garantir que ninguém fique para trás. Ao mesmo tempo, é fundamental conscientizar a sociedade sobre o papel de cada um para que esses avanços sejam preservados e esses benefícios sejam mantidos”, frisou. Criado em 2000 como uma iniciativa especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, o Pacto Global da ONU atua para mobilizar empresas em torno de dez princípios universais nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. Atualmente, a iniciativa reúne mais de 20 mil participantes distribuídos em 70 redes que alcançam 100 países, além de cinco hubs em diferentes regiões do mundo, sendo apresentada como a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do planeta. ### Expansão aumenta também a cobrança sobre as obras O aumento da quantidade de intervenções espalhadas pela cidade trouxe outro componente para o debate sobre a expansão do saneamento: a qualidade da execução das obras. No primeiro semestre de 2026, a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman) aplicou R$ 5 milhões em multas à Águas de Manaus, referentes a 14 autos de infração. Parte das ocorrências estava relacionada à qualidade da recomposição do pavimento depois das intervenções de saneamento. Quando as penalidades foram divulgadas pela agência, os processos ainda estavam em fase de recurso. O dado funciona como contraponto aos números de expansão. Manaus passou de 536 quilômetros para mais de 1,1 mil quilômetros de rede de esgoto em oito anos e pretende chegar a 90% de cobertura até 2033, mas o volume e a velocidade das obras também aumentam a necessidade de fiscalização sobre como essas intervenções são executadas e como a cidade é entregue após a passagem das equipes. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/ageman-multa-aguas-de-manaus.jpg) Foto: Márcio Melo/Seminf ### Quem está por trás da operação A Águas de Manaus é responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da capital desde 2018 e integra a Aegea Saneamento. A estrutura acionária da Aegea tem a Equipav Saneamento como principal acionista, com 52,11% do capital total. O fundo soberano de Singapura GIC possui 34,62%, enquanto a Itaúsa detém atualmente 13,27%. A Itaúsa, que também possui participação relevante no Itaú Unibanco e em outras companhias brasileiras, entrou no capital da Aegea em 2021 e aumentou sua participação em 2026. Resumo redes: Manaus mais que dobrou a rede de esgoto em oito anos, passando de 536 km para mais de 1,1 mil km, enquanto a cobertura subiu de 19% para mais de 42%. A meta é chegar a 90% até 2033\. A água, por sua vez, já alcança mais de 99% da população. Desde 2018, a concessionária afirma já ter investido mais de R$ 2,4 bilhões na capital ### Maersk testa etanol em navios e projeta 40 embarcações aptas a usar o combustível até 2040 URL: https://www.jornalopolo.com.br/maersk-testa-etanol-em-navios-e-projeta-40-embarcacoes-aptas-a-usar-o-combustivel-ate-2040/ Last updated: 2026-08-26T22:17:21.000Z O vice-presidente da América Latina de Políticas Públicas e Regulatórias da Maersk, Danilo Veras, disse que a empresa percebeu que os equipamentos de algumas embarcações são capazes de consumir o etanol depois de citar os testes feitos pela companhia na proporção de 10%, 50% e 100% do biocombustível nos motores dos navios. Ele citou as informações na palestra de abertura do *Folha Energia – Matriz de Oportunidades*, que ocorreu nesta segunda-feira (24) no Mar Hotel Conventions, promovido pela Folha de Pernambuco, do Grupo EQM. A adoção do etanol como combustível de navios abre um novo mercado para os produtores de etanol no Brasil e no mundo. As informações foram compiladas pelo portal Movimento Econômico. O Grupo Maersk é uma das maiores empresas de navegação com cerca de 4 mil embarcações, incluindo 800 navios de contêineres. Segundo Danilo, o passo que precisa ser dado agora “é realmente discutir a regulação, o preço e a toda a certificação”. Na palestra, ele afirmou que que a companhia passou a avaliar o etanol como combustível para a navegação a partir de sua estratégia de descarbonização. A empresa inicialmente direcionou seus projetos para embarcações movidas a metanol, mas decidiu investigar se os navios poderiam utilizar etanol. Além de realizar testes com o combustível, a companhia se aproximou do setor sucroenergético brasileiro, de universidades e de fabricantes de equipamentos marítimos para reunir informações técnicas. Segundo Veras, a Maersk levou sua equipe técnica para conhecer melhor a cadeia brasileira do etanol e as características da produção de cana-de-açúcar. A oportunidade de aumentar o uso do etanol está ligada a renovação da frota. De acordo com Veras, a companhia precisa renovar cerca de 20% de sua frota global a cada seis anos. Ele afirmou que, até 2040, a empresa poderá ter aproximadamente 40 embarcações que poderão consumir o etanol. Pelas estimativas apresentadas por ele, somente as 40 embarcações poderiam representar consumo de 1 milhão de toneladas de etanol. O executivo também colocou o preço como uma questão central para a adoção de combustíveis de menor emissão. Na palestra, ele argumentou que o transporte marítimo enfrenta o desafio de fazer a descarbonização sem provocar um aumento excessivo no custo final ao consumidor. Nesse cenário, a evolução recente da relação entre os preços do etanol “chegou a se encostar” no preço bunker – o óleo fóssil usado pelas embarcações -. Ele explicou que a comparação foi feita pela equivalência energética e o etanol foi “mais eficiente por um breve momento”. No cenário internacional, o transporte de navegação marítimo obedece regras internacionais. Para a adoção do etanol nas embarcações, Veras destacou que há a necessidade de avançar em regulação num sistema confiável de certificação e de participação das universidades brasileiras na construção das bases técnicas. No fim da apresentação, Veras também mencionou Pernambuco. Ele afirmou que a Maersk encontrou no Estado um ambiente técnico e empresarial favorável. A companhia já fez visitas ao Porto de Suape, que poderia ser um hub para o abastecimento de etanol pelos navios. A Maersk já tem um terminal de contêineres da APM funcionando no porto pernambucano. ### Novos caminhos do etanol A discussão sobre os novos caminhos das energias renováveis foi o mote do evento. O presidente do Grupo EQM e do Movimento Econômico, Eduardo de Queiroz Monteiro, afirmou que a descarbonização do transporte marítimo é uma discussão que está na “ordem do dia” e próximo ao setor. “Nós temos um fórum a cada 2 anos. Faltava nesse interstício alguma reunião que nos permitisse prestar o olhar do Nordeste às energias renováveis. Nos surpreendeu o número de pessoas presentes e representações de lideranças do setor neste evento”, comentou Eduardo. O Folha Energia contou com executivos da Copersucar, da Única, Udop, presidentes dos Sindicatos de usinas de Pernambuco, Alagoas, Goiás, a Bioenergia Brasil, entre outros. O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, afirmou que os estudos técnicos estão contribuindo para criar uma arquitetura para a transição energética num cenário de descarbonização. O evento também contou com a participação de empresários e executivos do setores sucroenergético e de energia de vários estados. Politicamente, foi muito prestigiado com a presença de dois ministros: Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação); André de Paula (Agricultura e Pecuária), Thairyne Oliveira (secretária executiva dos Portos e Aeroportos), os senadores Fernando Dueire e Humberto Costa, o prefeito do Recife, Vitor Marques; além dos deputados federais Mendonça Filho, Fernando Monteiro, entre outros. Também estiveram presentes a vice-governadora, Priscila Krause. A governadora e candidata a reeleição, Raquel Lyra, participou da abertura do evento e afirmou, entre outras questões, que a Petrobras poderá ser uma parceira na futura implantação do ramal pernambucano da Ferrovia Transnordestina. Também candidato ao governo de Pernambuco, João Campos, participou, do primeiro debate do evento, e defendeu a futura implantação da Transnordestina como forma de melhorar a logística do Estado. ### Atraso no repasse de consignado gera multa e encargos que ficam com a empresa, alerta Comissão de RH do Cieam URL: https://www.jornalopolo.com.br/atraso-no-repasse-de-consignado-gera-multa-e-encargos-que-ficam-com-a-empresa-alerta-comissao-de-rh-do-cieam/ Last updated: 2026-08-26T21:21:01.000Z Empresas que atrasarem ou fizerem de forma incorreta o repasse de parcelas de empréstimos consignados descontadas dos trabalhadores terão de assumir os custos gerados pela falha. A regra prevê atualização pelo IPCA, juros de mora e multa de 2%, sem possibilidade de transferir esses encargos ao empregado. O tema foi discutido nesta terça-feira (25) durante a 23ª reunião da Comissão de Recursos Humanos do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), realizada de forma virtual com representantes de empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). As novas exigências estão previstas na [Portaria MTE nº 506](https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-506-de-20-de-marco-de-2026-694437095?ref=jornalopolo.com.br), que estabeleceu procedimentos para o recolhimento dos empréstimos consignados e incorporou essas operações à rotina do FGTS Digital. A advogada Aline Rodrigues Andrade, sócia da área trabalhista do escritório Andrade GC Advogados, chamou atenção para o impacto financeiro e jurídico que falhas desse tipo podem gerar. > “A grande alteração que exige a atenção redobrada dos RHs e Departamentos Pessoais é que os encargos por atraso ou repasse incorreto agora são expressamente de custo da empresa, não podendo recair sobre o saldo devedor do colaborador. O desconto em folha retém um recurso que pertence ao trabalhador e ao banco; por isso, qualquer falha sistêmica ou atraso no recolhimento via FGTS Digital gera impactos financeiros e riscos jurídicos para a organização. É fundamental instituir conciliações periódicas entre o que foi descontado, recolhido e o retorno bancário”, alertou. ## RHs precisam reforçar controle da folha Durante a reunião, a recomendação foi para que os setores de Recursos Humanos e Departamentos Pessoais reforcem a conferência entre os valores efetivamente descontados dos salários, o que foi recolhido pelo sistema e o retorno das instituições financeiras. A preocupação é evitar que divergências operacionais ou falhas sistêmicas acabem gerando encargos adicionais para as empresas. Também entraram na discussão situações como rescisões de contrato, afastamentos previdenciários e divergências em cobranças bancárias, casos em que o tratamento do consignado pode exigir atenção adicional das equipes responsáveis pela folha. ## Margem de 35% também entra no debate Outro ponto discutido foi a diferença entre a margem consignável prevista na legislação federal, de 35%, e limites menores que ainda aparecem em convenções coletivas locais, como tetos de 20%. Segundo a coordenação do Cieam, comissões patronais vêm acompanhando a revisão dessas cláusulas para ajustar os acordos sindicais às regras atualmente em vigor. A reunião foi aberta pelo coordenador da Comissão de Recursos Humanos do Cieam, José Wilson Falcão da Costa. Ele destacou que o objetivo do fórum é preparar as empresas para mudanças legais e operacionais que afetam diretamente a gestão de pessoas. > “A nossa missão é contribuir no desenvolvimento dos profissionais de RH das empresas associadas do Centro das Indústrias, buscando integração, sinergia e, principalmente, o compartilhamento de boas práticas por meio de benchmarks. O objetivo é que as indústrias façam seus estudos internos e estejam preparadas para as mudanças legais e de mercado, antecipando impactos e evitando surpresas na operação”, afirmou. Além das novas regras do consignado, a comissão já discutiu neste semestre temas como NR-1 e riscos psicossociais, trânsito, geração Z e jornada de trabalho. ### "Somos um dos maiores produtores de alimentos do mundo, mas ainda dependemos fortemente da importação de fertilizantes", diz presidente da Potássio do Brasil URL: https://www.jornalopolo.com.br/somos-um-dos-maiores-produtores-de-alimentos-do-mundo-mas-ainda-dependemos-fortemente-da-importacao-de-fertilizantes-diz-presidente-da-potassio-do-brasil/ Last updated: 2026-08-26T20:21:28.000Z O Brasil está entre os maiores produtores de alimentos do mundo, mas ainda depende fortemente da importação de fertilizantes para sustentar essa produção. A avaliação foi feita pelo presidente da Potássio do Brasil, Sérgio Leite, durante a EXPOSIBRAM 2026, em Belo Horizonte (MG). O executivo participou, nesta terça-feira (25), do painel “Corredores Logísticos para a atividade mineral”, no qual apresentou a estratégia logística prevista para o Projeto Potássio Autazes, em desenvolvimento no Amazonas. Segundo Leite, a dependência externa de fertilizantes representa uma vulnerabilidade para o país e reforça a necessidade de ampliar a produção nacional desses insumos. > “Somos um dos maiores produtores de alimentos do mundo, mas ainda dependemos fortemente da importação de fertilizantes. A Potássio do Brasil e o setor mineral reconhecem a importância de reduzir essa dependência. Para avançarmos, é fundamental que a sociedade também compreenda a importância estratégica de ampliar a produção nacional de fertilizantes”, disse Sérgio Leite. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/potassio.jpg) Foto: Reprodução/Internet Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou US$ 169,2 bilhões, recorde histórico, e respondeu por 48,5% de tudo o que o país vendeu ao exterior. Na safra 2025/26, o Brasil aparece como 1º produtor mundial de soja, açúcar e café, além de estar entre os maiores produtores de milho, carnes e algodão. Dados usados pelo Ministério da Agricultura apontam que o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. Quando o recorte é especificamente o cloreto de potássio, justamente o produto previsto para Autazes, a dependência chega a aproximadamente 95% a 96%. Em volume, o Brasil importou 45,48 milhões de toneladas de adubos e fertilizantes químicos em 2025, alta de 2,8% sobre 2024\. Essas compras custaram US$ 15,46 bilhões, avanço de 14,1% em valor. Só os fertilizantes de origem potássica responderam por cerca de 13,8 milhões de toneladas importadas em 2025, segundo dados do Comex Stat compilados pela Conab. A previsão da Potássio do Brasil é produzir, em plena escala, cerca de 2,4 milhões de toneladas de cloreto de potássio por ano. Segundo a companhia, esse volume seria suficiente para atender aproximadamente 20% da demanda atual brasileira por potássio. A produção é planejada para ser destinada ao mercado nacional. O investimento pré-operacional estimado hoje é de aproximadamente US$ 2,5 bilhões. Em documento apresentado em agosto de 2026, a companhia informou já ter desembolsado cerca de US$ 295,7 milhões no desenvolvimento do projeto, incluindo exploração, estudos, aquisição de áreas e início das atividades de implantação. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/potassio-autazes.jpg) Foto: Potássio do Brasil ## Hidrovias entram no centro da logística No desenho logístico do projeto, os rios do Amazonas terão papel central no escoamento da futura produção. A empresa prevê utilizar o transporte hidroviário para conectar Autazes a regiões agrícolas brasileiras, aproveitando a própria configuração geográfica do estado. A estratégia difere do modelo mais comum em outras regiões do país, onde ferrovias e rodovias costumam concentrar o transporte de produtos minerais. > “Quando falamos em logística da mineração, normalmente pensamos em ferrovias e rodovias. No Amazonas, porém, os rios cumprem esse papel e são fundamentais para o transporte", pontuou. A Potássio do Brasil mantém parceria com a Amaggi para transporte e distribuição. A empresa estima que o tempo médio até clientes brasileiros seja de cerca de 2,5 dias, contra até 107 dias para potássio vindo de grandes fornecedores como Canadá e Rússia. ## Projeto é apresentado na EXPOSIBRAM Além da participação no painel, a Potássio do Brasil levou o Projeto Potássio Autazes para um estande montado durante a EXPOSIBRAM. O espaço apresenta a fase atual do empreendimento, o planejamento de execução, o método de mineração, os equipamentos previstos e mais de 40 projetos e iniciativas ligados ao desenvolvimento do projeto. A estrutura foi inspirada em Autazes e reúne referências à paisagem amazônica, aos rios e às características do município. Elementos da cultura Mura também fazem parte do espaço, com duas obras dos artistas Lino Prado Mura e Everton Mura, presenteadas à companhia: um cocar e um grafismo que representa união. A produção local também foi incorporada à apresentação. Visitantes podem degustar queijos premiados da Fazenda D’Lourdes, da produtora de Autazes Arleane Costa Figueiredo. O estande também exibe amostras de cloreto de potássio, mineral que a empresa prevê produzir no município. Para Raphael Bloise, diretor de Projetos da Potássio do Brasil, a participação no evento tem atraído interesse de profissionais e representantes dos setores industrial e mineral. > “A participação na EXPOSIBRAM tem sido muito positiva. Temos recebido muitos visitantes interessados em conhecer o andamento do Projeto Potássio Autazes. Esse interesse e a oportunidade de apresentar os avanços do projeto nos trazem muita satisfação”, afirmou. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/potassio-do-brasil-exposibram-1.jpeg) Foto: Divulgação Resumo redes: \[O agronegócio brasileiro exportou US$ 169,2 bilhões em 2025 e respondeu por 48,5% das vendas externas. O país importa 85% dos fertilizantes e até 96% do potássio. Em Autazes, o projeto prevê 2,4 mi toneladas/ano, cerca de 20% da demanda nacional, com investimento de US$ 2,5 bi; US$ 295,7 milhões já foram aplicados.\] ### Taxa da seca pode voltar em setembro e passar de R$ 9 mil por contêiner URL: https://www.jornalopolo.com.br/taxa-da-seca-pode-voltar-em-setembro-e-passar-de-r-9-mil-por-conteiner/ Last updated: 2026-08-26T19:31:18.000Z A chamada *taxa da seca* pode voltar a pesar sobre a logística do Amazonas a partir de setembro. Empresas de navegação já comunicaram a intenção de retomar a sobretaxa durante o período de estiagem, com cobranças que podem superar R$ 9 mil por contêiner, dependendo do armador e do tipo de carga. A previsão é de que as cobranças comecem a partir de 5 de setembro. A taxa é aplicada para compensar custos adicionais enfrentados pelas empresas de navegação quando o nível dos rios cai. Com a redução da profundidade, embarcações podem precisar transportar menos carga por viagem, o que eleva o custo operacional das rotas que atendem Manaus. A cobrança ganhou força em 2023, durante uma das estiagens mais severas já registradas no Amazonas. Agora, diante da perspectiva de uma nova seca intensa, o tema voltou ao centro das discussões do setor produtivo. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) estabeleceu regras para a aplicação desse tipo de sobretaxa. Entre elas está a obrigação de informar os clientes com pelo menos 30 dias de antecedência. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Taxa-da-seca-pode-voltar-em-setembro-e-passar-de-R--9-mil-por-cont--iner-CMA-CGM.jpg) Foto: CMA CGM ## Impacto Zona Franca O aumento do frete afeta diretamente as operações de importação e exportação com origem ou destino em Manaus. Na Zona Franca de Manaus, o custo adicional pode atingir tanto a chegada de insumos utilizados pelas fábricas quanto o escoamento da produção. Como boa parte da movimentação de cargas do estado depende dos rios, uma elevação no preço do transporte tende a se espalhar por diferentes etapas da cadeia. O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Bruno Loureiro, afirma que armadores internacionais já notificam cobranças extras próximas de US$ 2 mil por contêiner. > “Caso este ano de 2026 se consolide a estiagem que eles estão prevendo, a gente vai ter um custo adicional nos fretes, visto que os armadores internacionais já estão notificando custos extras de até muito próximo a 2 mil dólares por contêiner. E isso, qual o principal reflexo disso no preço, custo de vida do nosso estado?” A preocupação da entidade é que o custo não fique restrito às empresas de transporte ou às indústrias. Segundo Loureiro, o comércio terá dificuldade para absorver integralmente o aumento do frete e tende a repassar parte desse valor ao consumidor. > “Nesse período, o comércio, ele não vai ter como absorver esses custos e ele vai ter que repassar pra população. E lógico, o que muda na vida é que os salários, eles não aumentam, né? Então, o poder de compra diminui. E lógico, isso acaba tendo um grande impacto na em toda a população do estado do Amazonas”. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Taxa-da-seca-pode-voltar-em-setembro-e-passar-de-R--9-mil-por-cont--iner-Bruno-Loureiro-ACA.jpg) Bruno Loureiro, presidente da ACA | Foto: Reprodução/Internet A ACA se posiciona contra uma retomada indiscriminada da taxa da seca. A entidade defende que qualquer valor adicional cobrado pelas empresas de navegação tenha justificativa e leve em conta os impactos para o comércio, para a indústria e para o consumidor. Com a possibilidade de uma nova estiagem mais severa, o setor acompanha agora os comunicados das empresas de navegação e a aplicação das regras da Antaq. ### FPFtech apresenta soluções com IA para fábricas, saúde, logística e rios da Amazônia URL: https://www.jornalopolo.com.br/fpftech-apresenta-solucoes-com-ia-para-fabricas-saude-logistica-e-rios-da-amazonia/ Last updated: 2026-08-26T19:11:59.000Z A FPFtech participou do Amazon Industrial Innovation Forum 2026 – IA, Tecnologias Quânticas e Inovação para a Indústria do Futuro, evento que reuniu pesquisadores, estudantes, profissionais, empresas e instituições para discutir o desenvolvimento e a aplicação de tecnologias emergentes no setor produtivo. A participação da instituição evidenciou a diversidade das pesquisas desenvolvidas no ecossistema de inovação, com trabalhos que utilizaram Inteligência Artificial, aprendizado de máquina, redes neurais, visão computacional, computação quântica, engenharia clínica e análise de dados para solucionar desafios em áreas como indústria, saúde, logística e meio ambiente. Entre os trabalhos apresentados esteve “Previsão Hierárquica de Demanda de Peças de Reposição em uma Rede de Cadeia de Suprimentos”, que abordou a aplicação de técnicas de análise e previsão de dados para apoiar o planejamento e a gestão de estoques em cadeias de suprimentos. Na área de manutenção industrial, a pesquisa “Manutenção Preditiva em Máquinas de Fresagem Industriais combinando aprendizado Supervisionado e Não Supervisionado: Uma Abordagem para Dados Desbalanceados” investigou o uso combinado de técnicas de aprendizado de máquina para identificar padrões e apoiar a antecipação de possíveis falhas em equipamentos industriais. A saúde também esteve entre os destaques. O trabalho “Arquitetura Híbrida CNN-Transformer para Classificação Automatizada de Glaucoma via Localização do Disco Óptico com YOLO” propôs o uso de técnicas de visão computacional e redes neurais para contribuir com a classificação automatizada de glaucoma a partir de imagens. Ainda no campo da saúde e tecnologia, o trabalho “Cirurgia Robótica Além Da Sala Cirúrgica: Tecnologia, Engenharia Clínica E Implementação Em Um Sistema Hospitalar Amazônico” discutiu a aplicação da cirurgia robótica sob a perspectiva da tecnologia e da engenharia clínica, considerando os desafios relacionados à implementação desse tipo de solução em um sistema hospitalar da região amazônica. A utilização da Inteligência Artificial para monitoramento ambiental e recursos hídricos também esteve presente no fórum. O trabalho “Redes Neurais em Grafos Espaço-Temporais para Previsão Multi-Horizonte do Nível dos Rios na Amazônia: Um Estudo de Caso no Corredor Manaus-Santarém” explorou modelos de redes neurais para realizar previsões do nível dos rios, considerando as dimensões espacial e temporal dos dados. A proposta pode contribuir para o acompanhamento de fenômenos que impactam a mobilidade, a logística e as comunidades amazônicas. Na área de visão computacional e segurança, o trabalho “Comparação entre YOLOVI2 e RF-DETR para detecção de objetos em tempo real: Um estudo de caso contemplando Equipamentos de Proteção Individual (EPI)” comparou diferentes modelos de detecção de objetos para identificar equipamentos de proteção individual, explorando possibilidades de aplicação da IA em ambientes industriais. As tecnologias quânticas também integraram a programação. O estudo “Estudo comparativo de EfficientNets com valores reais e com valores quatérnios para classificação de folhas de café” investigou diferentes abordagens de redes neurais para classificação de imagens, comparando modelos com valores reais e representações quatérnicas. A pesquisa relacionada à infraestrutura e ao território amazônico também ganhou destaque com “AmazonAirstrips: Um conjunto de dados de imagens de satélite de múltiplas fontes para detecção, localização e monitoramento temporal de pistas de pouso na Amazônia brasileira”. O trabalho apresentou uma abordagem baseada em imagens de satélite para identificação e acompanhamento de pistas de pouso na região, demonstrando como dados geoespaciais e Inteligência Artificial podem ser utilizados para compreender e monitorar o território amazônico. Outro destaque da participação da FPFtech foi o trabalho “Dupla Predição Baseado em Aprendizado de Máquina para Priorização de Pacientes com Câncer de Mama no SUS”, que propôs um framework capaz de analisar simultaneamente o risco biológico de malignidade e o risco assistencial de atraso no atendimento. Entre os resultados apresentados, o modelo SVM otimizado alcançou 98,2% de acurácia na predição de malignidade. Para Antonio Fontenele, Cientista de Dados Sênior da FPFtech, a participação no evento também representou uma oportunidade de fortalecer o relacionamento da instituição com a comunidade científica e o setor produtivo. > “É importante para a Fundação participar disso por causa do interesse institucional em contribuir para com a comunidade. Para gerar conexões e para gerar parcerias”. A participação da FPFtech no fórum reforçou, assim, o compromisso da instituição com a produção de conhecimento e o desenvolvimento de soluções tecnológicas alinhadas às necessidades da indústria e aos desafios específicos da Amazônia. A presença no evento também fortaleceu a conexão entre pesquisa, inovação e aplicação prática, aproximando pesquisadores e profissionais dos desafios reais do setor produtivo e demonstrando o potencial das tecnologias emergentes para transformar processos e serviços. Ao reunir trabalhos em Inteligência Artificial, aprendizado de máquina, tecnologias quânticas, saúde, indústria, meio ambiente e monitoramento territorial, a FPFtech ampliou a visibilidade das pesquisas desenvolvidas na região e contribuiu para a construção de soluções voltadas à indústria do futuro. ### "A Reforma Tributária não é só mudança de imposto, é mudança de estratégia" URL: https://www.jornalopolo.com.br/a-reforma-tributaria-nao-e-so-mudanca-de-imposto-e-mudanca-de-estrategia-empresas-que-deixarem-ajustes-para-a-ultima-hora-terao-mais-custos-e-riscos-alerta-especialista/ Last updated: 2026-09-03T04:20:30.000Z A Reforma Tributária deixou de ser um debate teórico e entrou definitivamente na rotina das empresas brasileiras. Com a regulamentação avançando e a aproximação da fase operacional do novo sistema, o tema passou a exigir mudanças concretas em processos internos, sistemas fiscais, contratos e planejamento financeiro. Segundo Altair Heitor, contador, psicólogo, especialista em gestão tributária para o agronegócio e CFO da Palin & Martins, consultoria especializada em recuperação de créditos tributários e reestruturação fiscal, a adaptação precisa começar agora. > “A reforma não é só mudança de imposto, é mudança de estratégia. Quem não se adaptar rápido perde competitividade”, afirma. A regulamentação do novo modelo tributário estabeleceu uma transição que exigirá a convivência entre sistemas antigos e novos, com impactos operacionais relevantes já a partir deste ciclo de adaptação. Embora a implementação completa siga até 2033, o momento atual marca o início das adequações práticas, exigindo revisão antecipada de rotinas fiscais, parametrizações tecnológicas e fluxos operacionais. ### **Reforma Tributária exige revisão além do departamento fiscal** Na avaliação de Altair, um dos erros mais comuns entre empresários é tratar a reforma tributária como um tema restrito à contabilidade ou ao jurídico tributário, quando, na prática, os impactos atravessam toda a operação. > “A empresa que olhar apenas para cálculo de imposto vai errar o diagnóstico. A reforma tributária afeta precificação, negociação com fornecedores, contratos comerciais, tecnologia, fluxo de caixa e até decisões de expansão. É uma reorganização operacional completa”, explica. Na prática, a substituição gradual de tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI por CBS, IBS e Imposto Seletivo muda a lógica de crédito tributário, apuração e conformidade fiscal. O novo sistema exigirá integração entre áreas que historicamente operavam de forma isolada, especialmente financeiro, fiscal, comercial, tecnologia e suprimentos. O desafio ganha peso porque muitas empresas ainda operam com baixa maturidade tributária, controles descentralizados e pouca integração entre sistemas, o que pode ampliar riscos de inconsistências fiscais, erros operacionais e perdas financeiras durante a transição. ### **Fluxo de caixa e competitividade entram na conta** Além da adequação regulatória, a transição também pressiona o caixa das empresas. Mudanças no aproveitamento de créditos tributários, ajustes em precificação e revisões contratuais podem afetar diretamente margem operacional e previsibilidade financeira. Segundo Altair, o impacto tende a ser silencioso para empresas que não se anteciparem. > “Erro de parametrização fiscal, classificação incorreta de operações ou falhas documentais podem gerar distorções relevantes. O empresário pode acreditar que está em conformidade, mas carregar passivos ocultos ou perder oportunidades legítimas de crédito tributário”. O especialista afirma que empresas com maior organização fiscal e governança operacional tendem a atravessar a transição com vantagem competitiva. > “Quem tiver estrutura, inteligência tributária e integração entre áreas vai reagir melhor. Aqueles que deixarem para a última hora provavelmente farão ajustes sob pressão, com custo maior e risco operacional elevado. No agronegócio, onde a complexidade tributária das cadeias produtivas se soma à volatilidade de custos, ao crédito restrito e à pressão sobre a rentabilidade, uma transição sem planejamento pode comprometer decisões estratégicas e capital de giro”. ### **A transição já começou** Para o contador, a principal mudança exigida neste momento é de postura empresarial. A reforma tributária deixou de ser apenas pauta legislativa e passou a integrar a agenda estratégica da gestão. Empresas que aguardarem a cobrança plena para iniciar adaptações devem enfrentar um processo mais caro, mais complexo e com menor capacidade de reação. > “O período de transição existe justamente para permitir ajustes estruturados. Ignorar esse momento significa abrir espaço para perda de eficiência, aumento de risco e redução de competitividade”, conclui. ### Prefeitura de Manaus alerta para novas regras do Simples Nacional e antecipação do prazo de adesão para setembro de 2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/prefeitura-de-manaus-alerta-para-novas-regras-do-simples-nacional-e-antecipacao-do-prazo-de-adesao-para-setembro-de-2026/ Last updated: 2026-08-26T17:56:50.000Z A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Finanças, Planejamento e Tecnologia da Informação (Semef), alerta empresários e profissionais da contabilidade para as novas regras de opção ao Simples Nacional. A partir deste ano, empresas que pretendem ingressar no regime, em 2027, deverão fazer a solicitação entre 1º e 30 de setembro de 2026, e não mais no primeiro mês de cada ano. A opção aprovada terá efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027. A mudança está prevista no artigo 517 da Lei Complementar nº 214/2025, que alterou a Lei Complementar nº 123/2016, e integra as adequações do Simples Nacional à Reforma Tributária. Uma das principais novidades é que a Receita Federal do Brasil (RFB) passará a operacionalizar diretamente a emissão dos Termos de Indeferimento (TI). O novo fluxo permitirá que o contribuinte identifique, antes de confirmar o pedido, eventuais pendências e qual ente federativo, União, Estado ou município, foi responsável pelo apontamento. Conforme apontou o subsecretário da Receita da Semef, Armínio Pontes, a mudança exige maior atenção de empresários e contadores. > “A principal mudança é a antecipação do planejamento. Quem pretende ingressar no Simples em 2027 não deve esperar janeiro. Em setembro, já precisará fazer a opção de verificar se existem pendências que possam impedir o ingresso no regime”, diz. O pedido de opção deverá ser feito pela internet, no portal do [Simples Nacional](https://www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional/?ref=jornalopolo.com.br). O contribuinte deverá acessar o serviço de opção, informar os dados solicitados e consultar eventuais pendências apontadas pelo sistema. Antes da confirmação, serão apresentadas as irregularidades identificadas e o respectivo ente responsável. Caso não existam impedimentos, a solicitação poderá ser confirmada. O acompanhamento do pedido e eventual Termo de Indeferimento também ficarão disponíveis no próprio portal. ### **Novo Fluxo** O novo fluxo amplia a transparência para o contribuinte. Caso existam irregularidades, o Termo de Indeferimento será emitido na tela imediatamente após a confirmação do pedido, configurando a ciência oficial e iniciando o prazo para contestação ou regularização. Os termos ficarão disponíveis no serviço “Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional”. Já as empresas que tiverem a opção aprovada poderão solicitar o cancelamento até 30 de novembro de 2026. Além da mudança no calendário, a Reforma Tributária traz novas decisões para as empresas em relação ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que passam a integrar as regras do Simples Nacional a partir de 2027\. Por isso, a recomendação é que os empresários procurem seus contadores para avaliar os impactos das novas regras no planejamento tributário. > “O novo sistema dá mais clareza ao contribuinte sobre o que precisa ser regularizado. A orientação da Semef é não deixar para a última hora. É importante verificar a situação fiscal e resolver eventuais pendências antes do encerramento do prazo”, orienta o subsecretário da Semef. ### Multilaser passa a montar servidores no Polo Industrial de Manaus e aposta no crescimento dos data centers URL: https://www.jornalopolo.com.br/multilaser-passa-a-montar-servidores-no-polo-industrial-de-manaus-e-aposta-no-crescimento-dos-data-centers/ Last updated: 2026-08-26T16:11:16.000Z A Multilaser incluiu Manaus em uma nova frente de negócios voltada ao mercado de servidores. A companhia está montando na capital amazonense equipamentos desenvolvidos em parceria com a chinesa ZTE e pretende ampliar a oferta para provedores de data centers, setor que vem ganhando espaço com o avanço da inteligência artificial (IA). Os servidores são montados nos dois complexos fabris operados pelo grupo, em Manaus (AM) e Extrema (MG). A nova linha integra a estratégia da Multilaser de fortalecer a atuação no mercado corporativo, o B2B, que já responde pela maior parcela da receita da empresa. As informações foram divulgadas originalmente pelo NeoFeed, em reportagem publicada nesta quarta-feira (26), a partir de entrevista com o CEO da Multilaser, André Poroger. Segundo o executivo, a oferta de servidores atendia até então empresas de diferentes portes e setores e agora está sendo direcionada também aos provedores de data centers. Segundo o executivo, a oferta de servidores atendia até então empresas de diferentes portes e setores e agora está sendo direcionada também aos provedores de data centers. > “Entendemos que esse pode ser um grande projeto para o grupo. Vemos uma expansão grande de data centers, puxada pela inteligência artificial (IA), e grandes players internacionais do setor vindo para o Brasil, além dos projetos de clientes que já atuam no País”, disse. A companhia ainda não revelou detalhes sobre escala ou capacidade de produção da nova linha. Os equipamentos foram desenvolvidos em parceria com a ZTE, empresa com a qual a Multilaser já mantém atuação conjunta no segmento de telecomunicações para provedores de serviços de internet (ISPs), com produtos como equipamentos e fibra óptica. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/andre-poroger-multi.png) André Poroger, CEO da Multilaser | Foto: Alex Silva/Estadão ### B2B já responde por 63% da receita A aposta em servidores ocorre em meio ao crescimento da área corporativa dentro dos negócios da Multilaser. No segundo trimestre de 2026, a receita do B2B avançou 29,4%, chegando a R$ 607,5 milhões. O segmento passou a representar 63,3% dos R$ 959,8 milhões de receita total registrados pela companhia no período. A receita geral cresceu 3,2%. > “Hoje, temos dois motores no grupo, mas muito da sustentação da nossa receita tem sido ancorada nesse segmento corporativo. Nós conseguimos ter um equilíbrio de forças e ela acaba sendo uma alavanca para podermos ser mais resilientes e não dependermos 100% do varejo”. O movimento contrasta com o desempenho das operações voltadas ao consumidor. A receita da divisão Consumer Tech caiu 20%, para R$ 281,2 milhões, enquanto a Consumer Especializou recuou 34,6%, para R$ 71,1 milhões. > “Conseguimos uma ampliação importante dentro do corporativo, o que permitiu manter o crescimento da receita total, mesmo com uma redução drástica do portfólio de Consumer. Mas isso não foi algo que caiu do céu. Nós fomos construindo e nos especializando aos poucos no B2B”, declarou. ### Multilaser reduziu portfólio A mudança de estratégia começou após André Poroger assumir o comando da Multilaser, em abril de 2025\. Naquele momento, o grupo vinha de dois anos de prejuízos anuais que, somados, ultrapassavam R$ 1,1 bilhão. A empresa passou a priorizar rentabilidade em vez de volume e reduziu o número de produtos. A Multilaser tinha 4,4 mil SKUs (Unidade de Manutenção de Estoque) no início da gestão de Poroger e atualmente trabalha com cerca de 1,75 mil. A companhia também deixou categorias como papelaria, utilidades domésticas e produtos para pets para voltar a concentrar o portfólio em tecnologia. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Multi-produ----o.jpg) Foto: Reprodução/Internet > “Naquele momento, dobramos de tamanho, tanto em faturamento como em complexidade e estrutura. Fomos entrando em tudo basicamente porque tudo o que você fazia dava certo”, disse Poroger sobre o período da pandemia. “Aí veio a ressaca pós-pandemia e ficamos com muito estoque. Chegamos a ter mais de 5 mil SKUs”. No segundo trimestre deste ano, a Multilaser registrou lucro líquido de R$ 142,2 milhões, crescimento de 619,1%. O Ebitda chegou a R$ 119,2 milhões, alta de 286,6%, enquanto a margem Ebitda passou de 3,3% para 12,4%. A companhia também saiu de uma dívida líquida de R$ 157,9 milhões no segundo trimestre de 2025 para um caixa líquido de R$ 405,9 milhões no fim de junho deste ano. > “Antes, tínhamos que trocar o telhado no meio de uma tempestade. Agora, o clima é mais favorável e temos uma operação mais saudável. Obviamente, nosso mercado ainda é cheio de desafios. Nunca é uma linha reta. Mas esse caixa pode nos ajudar a acelerar algumas frentes”. ### Produção para outras marcas Além dos servidores, o B2B da Multilaser reúne PCs e tablets destinados ao governo, memórias e componentes, equipamentos de fitness e produtos de áudio profissional. Outra frente são os contratos pelos quais a companhia fica responsável pela fabricação de parte do portfólio de multinacionais no mercado brasileiro. Entre os acordos citados pela empresa estão Oppo, de smartphones, Hisense, de televisores, e DJI, de drones. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/multilaser.png) Foto: Reprodução/Internet A Multilaser também controla a Watts, empresa de mobilidade elétrica adquirida em 2022\. Por meio dessa operação, produz o portfólio brasileiro da indiana Royal Enfield e mantém linhas próprias. O grupo tem direcionado essa frente principalmente para bicicletas e scooters elétricas diante do crescimento da demanda por veículos de baixa velocidade. Apesar da melhora nos resultados e do avanço do B2B, a companhia mantém uma postura de cautela. Poroger citou os juros no Brasil e os conflitos internacionais que afetam a cadeia de fornecedores como fatores de atenção para os próximos meses. > “Nossa toada ainda é de cautela, pois o mercado ainda não permite. Mas estamos mais preparados para esse momento, pois agora temos um colchão e muitos aprendizados que tiramos do que passamos”, afirmou. ### Setor de Duas Rodas investe US$ 1,49 bilhão no Polo de Manaus em cinco meses e supera todo 2025 URL: https://www.jornalopolo.com.br/industria-de-motos-investe-us-1-49-bilhao-no-polo-de-manaus-em-cinco-meses-e-supera-todo-2025/ Last updated: 2026-08-27T13:46:27.000Z O excelente momento vivido pela indústria brasileira de motocicletas vai muito além dos recordes de produção e vendas. Os resultados do setor evidenciam a força do PIM (Polo Industrial de Manaus) como um dos mais completos ecossistemas industriais da América Latina, capaz de irradiar desenvolvimento para centenas de empresas, movimentar diferentes cadeias produtivas e fortalecer a competitividade da indústria nacional. Atualmente, o segmento de Duas Rodas representa 20,91% de todo o faturamento do PIM, consolidando-se como um dos principais motores da economia industrial da Amazônia. Em 2025, o setor movimentou R$ 44,74 bilhões, gerou 20.288 empregos diretos e produziu cerca de 2,2 milhões de motocicletas, mantendo o Brasil entre os cinco maiores fabricantes mundiais e fazendo de Manaus o maior polo produtor de motocicletas do Hemisfério Sul. Dados de indicadores de investimentos confirmam esse ciclo virtuoso. Até maio de 2026, as empresas do segmento já haviam aplicado US$ 1,49 bilhão na ampliação de suas operações, valor superior aos US$ 1,29 bilhão investidos durante todo o ano de 2025\. Trata-se da continuidade de um movimento iniciado em 2022, marcado pela expansão da capacidade produtiva e pela modernização tecnológica das fábricas. Outro dado que reforça esse cenário é a produção acumulada de 1,06 milhão de motocicletas até junho de 2026, sinalizando elevado nível de utilização da capacidade instalada e indicando novas perspectivas de expansão industrial. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Ind--stria-de-motos-investe-US--1-49-bilh--o-no-Polo-de-Manaus-em-cinco-meses-e-supera-todo-2025-2.webp) Foto: Honda Por trás desses números existe uma estrutura produtiva altamente integrada. As 27 fabricantes instaladas no PIM são abastecidas por uma extensa rede de empresas responsáveis pela produção de componentes mecânicos, metálicos, químicos, eletrônicos, plásticos, sistemas elétricos, itens de borracha, soluções de engenharia, ferramentaria e serviços industriais especializados. Esse ambiente faz com que aproximadamente 37% dos insumos utilizados pelas montadoras sejam produzidos dentro do próprio PIM, criando um dos mais robustos clusters industriais brasileiros. Segundo o presidente-executivo do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Lúcio Flávio Morais de Oliveira, esse é o principal diferencial do modelo industrial amazonense. > "Quando uma indústria cresce, não é apenas uma empresa que avança. Todo o Polo Industrial se movimenta. O fortalecimento do setor de Duas Rodas amplia a demanda por fornecedores, impulsiona investimentos, estimula inovação, gera empregos qualificados e cria oportunidades para dezenas de segmentos produtivos. É esse efeito multiplicador que transforma o Polo Industrial de Manaus em um dos mais importantes ambientes industriais do país", ressalta o executivo. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/lucio-flavio-morais-cieam-1.jpeg) Lúcio Flávio Morais de Oliveira, presidente-executivo do Cieam | Foto: Divulgação Além das montadoras, empresas fornecedoras também acompanham esse crescimento. A Hitachi Astemo, por exemplo, fábrica mais de vinte tipos de componentes destinados às principais fabricantes instaladas em Manaus, demonstrando como a geração de riqueza se distribui ao longo de toda a cadeia produtiva e estimula o desenvolvimento tecnológico de diferentes segmentos. Para Lúcio Flávio, a consolidação desse ambiente industrial é resultado de décadas de planejamento e de um modelo capaz de integrar empresas de diferentes portes em torno de objetivos comuns. > "O sucesso da indústria de motocicletas não aconteceu por acaso. É resultado de estabilidade institucional, investimentos permanentes, segurança jurídica e da construção de uma cadeia produtiva sofisticada, que compartilha tecnologia, qualidade e ganhos de produtividade. Essa integração é uma das maiores fortalezas da Zona Franca de Manaus", explica. Os levantamentos mais recentes do PEA (Painel Econômico do Amazonas) apontam perspectivas positivas para produção, investimentos e geração de empregos, indicando confiança do setor empresarial mesmo diante dos desafios logísticos característicos da região amazônica. Na avaliação do Cieam, esse desempenho produz impactos que vão muito além das linhas de montagem. O aumento da fabricação de motocicletas amplia a demanda por aço, resinas, componentes eletrônicos, embalagens, transporte, armazenagem, manutenção, certificação, tecnologia da informação, serviços financeiros e logística, fortalecendo empresas instaladas tanto no Amazonas quanto em diversos estados brasileiros. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/BMW.jpg) Foto: BMW Outro aspecto relevante é o papel social das motocicletas na economia nacional. Com participação próxima de 29% da frota brasileira de veículos de transporte, elas deixaram de ser apenas um bem de consumo para se consolidarem como ferramenta de trabalho, geração de renda e inclusão econômica para milhões de brasileiros, especialmente com a expansão dos serviços de entrega e transporte por aplicativos. De acordo com Lúcio, essa transformação reforça a importância estratégica do Polo Industrial de Manaus para o desenvolvimento do País. > "A indústria de Duas Rodas demonstra, de forma muito clara, o verdadeiro papel da Zona Franca de Manaus. Mais do que fabricar motocicletas, o Polo cria conhecimento, desenvolve fornecedores, atrai investimentos, amplia empregos qualificados e fortalece a indústria brasileira. Quando uma cadeia produtiva alcança esse nível de maturidade, quem cresce não é apenas um setor. Cresce toda a economia”, finaliza o presidente. ### Diesel da Petrobras está 20% abaixo da paridade de importação, aponta Itaú BBA URL: https://www.jornalopolo.com.br/diesel-da-petrobras-esta-20-abaixo-da-paridade-de-importacao-aponta-itau-bba/ Last updated: 2026-08-26T13:38:07.000Z O preço do diesel praticado pela Petrobras está cerca de 20% abaixo da paridade de importação, segundo estimativas divulgadas pelo Itaú BBA nesta terça-feira (25). Em relação à paridade de exportação, a diferença é de aproximadamente 14%. O movimento acontece após uma semana de queda nas principais referências internacionais do setor. Segundo o relatório, o preço do petróleo recuou 2%, enquanto as referências de diesel caíram 6% e as de gasolina, 9%. No caso da gasolina, o cenário é diferente. O combustível vendido pela Petrobras estaria 19% abaixo da paridade de importação, mas cerca de 4% acima da paridade de exportação, de acordo com os cálculos do banco. A diferença entre os preços domésticos e internacionais ganha relevância em estados com forte dependência logística, como o Amazonas. O diesel é um dos principais componentes de custo do transporte rodoviário e da movimentação de cargas que abastecem a indústria, o comércio e a cadeia logística regional. Para o Polo Industrial de Manaus, a evolução do combustível influencia desde o transporte de contêineres entre os terminais portuários e as fábricas até a distribuição de produtos acabados e insumos dentro do estado. ### O que é a paridade de importação A chamada paridade de importação representa uma estimativa de quanto custaria trazer o combustível do mercado internacional para o Brasil, considerando o preço do produto no exterior e outros componentes da operação. Quando o preço doméstico fica muito abaixo dessa referência, a importação do combustível por agentes privados tende a perder competitividade. Já a paridade de exportação procura estimar quanto o produtor receberia caso destinasse o combustível ao mercado externo. Segundo o Itaú BBA, as referências utilizadas no levantamento funcionam como uma aproximação da faixa de preços considerada na estratégia comercial da Petrobras. O próprio banco ressalta que sua metodologia pode ser diferente daquela utilizada pela estatal, pela ANP ou por associações do setor. ### Mercado internacional perdeu força na última semana A redução da diferença entre os preços internacionais e os valores cobrados no Brasil ocorreu principalmente pela queda das commodities e das margens de refino. O Brent, referência internacional do petróleo, caiu cerca de 2% na semana analisada. O chamado crack spread — indicador utilizado para medir a margem entre o preço do petróleo e dos derivados — recuou aproximadamente 6% para o diesel e 9% para a gasolina. Isso significa que, mesmo sem uma alteração nos preços praticados pela Petrobras, a queda das referências externas reduz automaticamente a distância entre o mercado brasileiro e internacional. O movimento também mostra que uma queda do petróleo no exterior não necessariamente resulta em redução imediata do preço dos combustíveis nas refinarias brasileiras. ### Petrobras já fez reajustes em 2026 O levantamento do Itaú BBA também mostra uma sequência de alterações nos preços praticados pela Petrobras nos últimos anos. Em 2026, o relatório registra uma alta de 12% no diesel em março e novo aumento de 31% em junho. Para a gasolina, aparece uma redução de 5% em janeiro e uma elevação de 19% no fim de maio. Desde 2022, a frequência e a intensidade dos reajustes variaram significativamente. De acordo com o histórico compilado pelo banco, as reduções no diesel tiveram tamanho médio de aproximadamente 6%, enquanto os aumentos foram, em média, de 15%. Na gasolina, as quedas também ficaram próximas de 6%, enquanto os reajustes positivos tiveram média de 12%. ### Impacto no Amazonas depende do preço na bomba Embora o preço praticado pela Petrobras seja uma das principais referências da cadeia, ele não corresponde diretamente ao valor pago pelo consumidor final. Até chegar aos postos ou às operações de transporte, entram na formação do preço componentes como tributos, margens de distribuição, revenda e custos logísticos. Por isso, uma eventual mudança nas refinarias não necessariamente chega ao consumidor na mesma proporção. No Amazonas, essa dinâmica é especialmente relevante porque a logística representa parcela importante do custo de circulação de mercadorias. A distância dos grandes centros produtores e a combinação entre transporte rodoviário e hidroviário aumentam a sensibilidade da economia regional ao preço dos combustíveis. Para as empresas do Polo Industrial de Manaus, uma redução sustentada no diesel pode contribuir para aliviar custos de transporte. Por outro lado, preços domésticos muito abaixo da paridade internacional também podem reduzir o incentivo econômico à importação do combustível por agentes privados. O comportamento do petróleo e das margens internacionais nas próximas semanas será determinante para saber se a diferença entre os preços praticados pela Petrobras e as referências externas continuará diminuindo. ### Jawa conhece estrutura do Polo de Manaus e sinaliza interesse em produzir motocicletas URL: https://www.jornalopolo.com.br/jawa-conhece-estrutura-do-polo-de-manaus-e-sinaliza-interesse-em-produzir-motocicletas/ Last updated: 2026-08-26T13:56:35.000Z A Jawa Moto Spol colocou Manaus no radar de uma possível operação no Brasil. Representantes da fabricante de motocicletas participaram, nesta terça-feira (25), de uma reunião com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) para conhecer a estrutura do Polo Industrial de Manaus (PIM) e discutir oportunidades para a marca no mercado brasileiro. A agenda teve a participação de Jiřina Zárubová, responsável pela área de exportação, importação e relações internacionais da Jawa Moto, e de Boman Rustom Irani, fundador e chairman da Rustomjee, grupo imobiliário indiano, e sócio da Classic Legends, responsável pela operação da Jawa na Índia. Pelo Cieam, participaram o presidente executivo, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, e a gerente de Relacionamento Institucional, Samara Torres. Durante o encontro, foram apresentadas características da Zona Franca de Manaus, incluindo a estrutura industrial, a logística e o ambiente de inovação. A produção de motocicletas foi um dos pontos destacados na conversa. Segundo o Cieam, a agenda tratou da entrada da Jawa no mercado brasileiro e das oportunidades oferecidas pelo PIM. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Jawa-conhece-estrutura-do-Polo-de-Manaus-e-sinaliza-interesse-em-produzir-motocicletas-2.jpg) Foto: Cieam A possibilidade de uma futura operação em Manaus apareceu na fala de Boman Irani. > “É bom saber que vocês têm um corpo industrial tão robusto e nós gostaríamos de fazer parte disso em algum momento”, disse. Apesar da sinalização, a Jawa não anunciou fábrica, investimento ou data para iniciar a produção em Manaus. Até o momento, a aproximação está na fase de conversas e de conhecimento das condições oferecidas pelo polo industrial. Lúcio Flávio afirmou que o Cieam poderá apoiar a aproximação da empresa com o Amazonas. > “O que o Cieam puder dar de suporte para a vinda de vocês, o Centro da Indústria do Estado do Amazonas existe para isso”. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Jawa-730-Twin.jpg) Jawa 730 Twin | Foto: Divulgação ## Uma marca criada em 1929 A Jawa surgiu na então Tchecoslováquia, em 1929, quando o engenheiro František Janeček adquiriu da empresa alemã Wanderer a licença para fabricar a motocicleta Wanderer 500 OHV. O próprio nome Jawa nasceu da combinação de JAneček com WAnderer. No mesmo ano, a primeira motocicleta da marca, a Jawa 500 OHV, foi apresentada em Praga. Atualmente, a Jawa Moto atua no desenvolvimento e na fabricação de motocicletas, peças e acessórios. A empresa está sediada em Týnec nad Sázavou, na República Tcheca, e informa que sua operação industrial inclui processos como prensagem, soldagem, usinagem, pintura e montagem. A companhia atual foi constituída em 1997 como sucessora da operação histórica. ## Conexão com a Índia A participação de Boman Rustom Irani na agenda também tem relação histórica com a Jawa. A família Irani esteve ligada à introdução das motocicletas da marca na Índia, mercado onde a Jawa ganhou forte presença a partir da década de 1960\. Boman Irani posteriormente participou do projeto que retomou a marca no país por meio da Classic Legends. Segundo Bomam, seu pai esteve envolvido na importação da primeira motocicleta Jawa para a Índia. Em 2016, a Classic Legends, controlada pela Mahindra & Mahindra, assinou um acordo de licenciamento exclusivo da marca Jawa para a Índia e determinados mercados asiáticos. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Jawa-conhece-estrutura-do-Polo-de-Manaus-e-sinaliza-interesse-em-produzir-motocicletas-3.jpg) Foto: Cieam ### DIÁRIO DO POLO - 26/08/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/diario-do-polo-26-08-2026/ Last updated: 2026-08-26T10:32:59.000Z ## Zona Franca e Po­lí­tica O cenário po­lí­tico em Bra­sí­lia e as mo­vi­men­ta­ções téc­ni­cas na SUFRAMA apontam para um período de tran­si­ção ace­le­rada. A ma­nu­ten­ção da com­pe­ti­ti­vi­dade do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) exige não apenas a defesa ju­rí­dica dos in­cen­ti­vos atuais, mas uma adap­ta­ção pro­a­tiva às novas di­re­tri­zes da reforma tri­bu­tá­ria. O diálogo entre o governo do Ama­zo­nas e o Mi­nis­té­rio da Fazenda tem focado em ga­ran­tir que o di­fe­ren­cial com­pe­ti­tivo do Polo In­dus­trial de Manaus (PIM) não seja erodido durante a mi­gra­ção para o novo regime de im­pos­tos sobre o consumo. - **Governo prepara decreto para zerar IPI e destaca mu­dan­ças da reforma tri­bu­tá­ria.** O governo federal tra­ba­lha na ela­bo­ra­ção de uma medida para zerar as alí­quo­tas do IPI para itens es­tra­té­gi­cos, acom­pa­nhando o cro­no­grama de tran­si­ção da reforma tri­bu­tá­ria. A medida visa an­te­ci­par o re­a­li­nha­mento fiscal e ga­ran­tir que as van­ta­gens com­pa­ra­ti­vas das in­dús­trias ins­ta­la­das no PIM per­ma­ne­çam in­tac­tas, im­pac­tando di­re­ta­mente o pla­ne­ja­mento tri­bu­tá­rio e a ma­nu­ten­ção da com­pe­ti­ti­vi­dade re­gi­o­nal frente a outros centros pro­du­ti­vos. [**Leia no O Polo ↗**](https://www.jornalopolo.com.br/governo-prepara-decreto-para-zerar-ipi-de-produtos-alcancados-pela-reforma-tributaria/) --- ## In­dús­tria e Em­pre­sas do PIM A di­nâ­mica in­dus­trial de Manaus reflete tanto a ex­pan­são de setores tra­di­ci­o­nais quanto a busca por di­ver­si­fi­ca­ção eco­nô­mica. En­quanto o setor de duas rodas mo­ni­tora le­gis­la­ções em mer­ca­dos con­su­mi­do­res dis­tan­tes, novos aportes fi­nan­cei­ros fe­de­rais abrem caminho para que o Ama­zo­nas se torne um player re­le­vante na cadeia de su­pri­men­tos agrí­co­las, re­du­zindo a de­pen­dên­cia his­tó­rica de bens de consumo du­rá­veis. - **Brasil So­be­rano terá R$ 4 bilhões para fi­nan­ciar pro­du­ção de fer­ti­li­zan­tes.** Este aporte go­ver­na­men­tal pode ser o gatilho ne­ces­sá­rio para des­tra­var pro­je­tos de mi­ne­ra­ção no Ama­zo­nas, como o de po­tás­sio em Autazes. Para a eco­no­mia es­ta­dual, isso re­pre­senta a pos­si­bi­li­dade de ace­le­rar a di­ver­si­fi­ca­ção eco­nô­mica, gerando em­pre­gos fora do eixo ele­tro­e­le­trô­nico e for­ta­le­cendo a so­be­ra­nia pro­du­tiva na­ci­o­nal. [Fonte ↗](https://amazonasatual.com.br/brasil-soberano-tera-r-4-bilhoes-para-financiar-producao-de-fertilizantes/?ref=jornalopolo.com.br) - **Ve­re­a­do­res de Taubaté aprovam lei que re­gu­la­menta o uso de motos e bi­ci­cle­tas elé­tri­cas.** Por ser o maior polo pro­du­tor na­ci­o­nal de ve­í­cu­los de duas rodas, Manaus é di­re­ta­mente afetada por mu­dan­ças re­gu­la­tó­rias em grandes centros urbanos. A nova le­gis­la­ção em Taubaté serve de ter­mô­me­tro para a demanda e para o de­sen­vol­vi­mento de pro­du­tos vol­ta­dos à mi­cro­mo­bi­li­dade elé­trica fa­bri­ca­dos no PIM. [Fonte ↗](https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/video/vereadores-de-taubate-aprovam-lei-que-regulamenta-o-uso-de-motos-e-bicicletas-eletricas-14901218.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Co­mér­cio Ex­te­rior e Tarifas A in­ser­ção do PIM nas cadeias globais de su­pri­men­tos torna as fá­bri­cas de Manaus sen­sí­veis às flu­tu­a­ções das re­la­ções di­plo­má­ti­cas e co­mer­ci­ais. A pos­si­bi­li­dade de novas tarifas im­pos­tas pelos EUA exige uma co­or­de­na­ção fina entre o MDIC e as en­ti­da­des re­pre­sen­ta­ti­vas do polo para mitigar au­men­tos nos custos de im­por­ta­ção de insumos crí­ti­cos. - **Após ligação entre Lula e Trump, Brasil terá reunião na próxima semana para ne­go­ciar ta­ri­faço.** O diálogo di­plo­má­tico busca evitar so­bre­ta­xas que po­de­riam en­ca­re­cer a ex­por­ta­ção de com­po­nen­tes fa­bri­ca­dos no Ama­zo­nas e, prin­ci­pal­mente, elevar o custo de im­por­ta­ção de peças es­sen­ci­ais para as linhas de mon­ta­gem locais in­te­gra­das glo­bal­mente. [Fonte ↗](https://noticias.r7.com/prisma/r7-planalto/apos-ligacao-entre-lula-e-trump-brasil-tera-reuniao-na-proxima-semana-para-negociar-tarifaco-25082026/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Lo­gís­tica Ama­zô­nica O "Custo Ama­zo­nas" é se­ve­ra­mente agra­vado pela sa­zo­na­li­dade cli­má­tica. A es­ti­a­gem deste ano já impõe de­sa­fios prá­ti­cos que vão desde o en­ca­re­ci­mento de fretes flu­vi­ais até a ne­ces­si­dade de an­te­ci­pa­ção lo­gís­tica para ser­vi­ços pú­bli­cos es­sen­ci­ais, ser­vindo como um sinal de alerta para que o setor privado ajuste seus es­to­ques e cro­no­gra­mas. - **Seca no Ama­zo­nas: taxa de na­ve­ga­ção pode chegar a US$ 1,9 mil.** A so­bre­taxa de seca impacta se­ve­ra­mente a com­pe­ti­ti­vi­dade do PIM, ele­vando o preço final dos insumos e en­ca­re­cendo a lo­gís­tica de dis­tri­bu­i­ção para o res­tante do país no período de maior mo­vi­mento co­mer­cial do ano. [Fonte ↗](https://www.acritica.com/geral/seca-no-amazonas-taxa-de-navegac-o-pode-chegar-a-us-1-9-mil-1.413223?ref=jornalopolo.com.br) - **Fron­teira da Margem Equa­to­rial já está aberta, desafio agora é a lo­gís­tica, diz di­re­tora da Pe­tro­bras.** A vi­a­bi­li­dade da ex­plo­ra­ção de pe­tró­leo no Norte depende de obras de in­fra­es­tru­tura lo­gís­tica que, se con­cre­ti­za­das, também trarão be­ne­fí­cios per­ma­nen­tes para o es­co­a­mento da pro­du­ção in­dus­trial do Polo de Manaus. [Fonte ↗](https://www.diariodoamapa.com.br/cadernos/politica/fronteira-da-margem-equatorial-ja-esta-aberta-desafio-agora-e-a-logistica-diz-diretora-da-petrobras/?ref=jornalopolo.com.br) - **TRE an­te­cipa envio de urnas ele­trô­ni­cas devido à es­ti­a­gem no Ama­zo­nas.** A mo­vi­men­ta­ção pre­ven­tiva do órgão oficial con­firma a gra­vi­dade da seca, si­na­li­zando para as fá­bri­cas a ur­gên­cia em ace­le­rar o re­ce­bi­mento de insumos antes que o iso­la­mento de canais flu­vi­ais afete as ope­ra­ções. [Fonte ↗](https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/politica/audio/2026-08/tre-do-amazonas-antecipa-envio-de-urnas-eletronicas-devido-estiagem?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Energia e Mi­ne­ra­ção O po­ten­cial ener­gé­tico do subsolo ama­zo­nense entra em fase de va­li­da­ção técnica, mas en­frenta uma cres­cente pressão social. O equi­lí­brio entre o de­sen­vol­vi­mento de novas ma­tri­zes eco­nô­mi­cas e a pre­ser­va­ção so­ci­o­am­bi­en­tal é o grande desafio para a ma­nu­ten­ção da licença social de ope­ra­ção das grandes in­dús­trias na região. - **Óleo des­co­berto em Morpho chegará ao Rio em 3 semanas para ser ana­li­sado.** A análise técnica da Pe­tro­bras é o passo de­ci­sivo para con­fir­mar a vi­a­bi­li­dade da Margem Equa­to­rial, projeto que pode trans­for­mar o Ama­zo­nas em um polo de suporte lo­gís­tico para o setor pe­tro­leiro global. [Fonte ↗](https://valor.globo.com/empresas/noticia/2026/08/25/oleo-descoberto-em-morpho-chegara-ao-rio-em-3-semanas-para-ser-analisado-diz-petrobras.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) - **XII Fórum Social Pan-Ama­zô­nico reúne povos in­dí­ge­nas contra o avanço da mi­ne­ra­ção.** O evento evi­den­cia a re­sis­tên­cia a pro­je­tos de di­ver­si­fi­ca­ção eco­nô­mica ba­se­a­dos em mi­ne­ra­ção e pe­tró­leo, exi­gindo que as in­dús­trias re­for­cem suas agendas de ESG para ga­ran­tir vi­a­bi­li­dade ins­ti­tu­ci­o­nal. [Fonte ↗](https://cimi.org.br/2026/08/xii-forum-social-pan-amazonico-indigenas-mineracao/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Ino­va­ção e Bi­o­e­co­no­mia A com­pe­ti­ti­vi­dade do PIM no longo prazo depende da sua ca­pa­ci­dade de in­te­grar tec­no­lo­gias de ponta e formar capital humano qua­li­fi­cado. A dis­cus­são sobre in­te­li­gên­cia ar­ti­fi­cial e edu­ca­ção tec­no­ló­gica domina a agenda de pro­du­ti­vi­dade re­gi­o­nal. - **O PIM está pre­pa­rado para trans­for­mar in­te­li­gên­cia ar­ti­fi­cial em lucro?** O debate sobre a pron­ti­dão tec­no­ló­gica é central para evitar que o polo perca mercado para centros in­dus­tri­ais mais au­to­ma­ti­za­dos do Sul e Sudeste, focando na in­fra­es­tru­tura ne­ces­sá­ria para a In­dús­tria 4.0\. [Fonte ↗](https://emtempo.com.br/494217/opiniao/ia-infraestrutura-resultados-industria/?ref=jornalopolo.com.br) - **Go­ver­na­dor Roberto Cidade propõe vin­cu­lar a tec­no­lo­gia à edu­ca­ção.** A pro­posta foca na for­ma­ção de es­pe­ci­a­lis­tas para atuar nas linhas de mon­ta­gem com­ple­xas, ata­cando um dos maiores gar­ga­los para a ex­pan­são tec­no­ló­gica do PIM: a ca­rên­cia de mão de obra técnica qua­li­fi­cada. [Fonte ↗](https://amazonasatual.com.br/roberto-cidade-propoe-vincular-a-tecnologia-a-educacao/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Tra­ba­lho e Qua­li­fi­ca­ção A re­vo­lu­ção tec­no­ló­gica está re­con­fi­gu­rando o mercado de tra­ba­lho técnico, exi­gindo uma adap­ta­ção rápida tanto das em­pre­sas quanto dos tra­ba­lha­do­res para manter a em­pre­ga­bi­li­dade e a efi­ci­ên­cia ope­ra­ci­o­nal. - **IA já é a jus­ti­fi­ca­tiva para 6 em cada 10 de­mis­sões no setor de tec­no­lo­gia.** O dado si­na­liza a ne­ces­si­dade de re­qua­li­fi­ca­ção urgente nos centros de P&D de Manaus, onde a adap­ta­ção dos pro­fis­si­o­nais às novas fer­ra­men­tas é vital para a com­pe­ti­ti­vi­dade re­gi­o­nal. [Fonte ↗](https://exame.com/inteligencia-artificial/ia-ja-e-a-justificativa-para-6-em-cada-10-demissoes-no-setor-de-tecnologia/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Eco­no­mia do Ama­zo­nas Entre o cenário po­lí­tico-elei­to­ral e os su­ces­sos da bi­o­e­co­no­mia, a eco­no­mia ama­zo­nense busca equi­lí­brios. A es­ta­bi­li­dade po­lí­tica e a se­gu­rança da in­fra­es­tru­tura ro­do­vi­á­ria são pilares que sus­ten­tam a con­fi­ança do setor in­dus­trial e do co­mér­cio local. - **Ama­zo­nas: Omar Aziz lidera com 34%; Cidade tem 22% e Maria do Carmo, 21%.** A de­fi­ni­ção po­lí­tica es­ta­dual é es­tra­té­gica para a con­ti­nu­i­dade da defesa da Zona Franca em Bra­sí­lia e para a gestão dos in­cen­ti­vos locais. [Fonte ↗](https://noticias.r7.com/eleicoes/2026/amazonas-omar-aziz-lidera-com-34-no-1-turno-roberto-cidade-tem-22-e-maria-do-carmo-21-26082026/?ref=jornalopolo.com.br) - **LG celebra 30 anos no Brasil e apre­senta nova linha de TVs com IA.** Como pilar do polo ele­tro­e­le­trô­nico, os lan­ça­men­tos da LG em Manaus ditam o ritmo de pro­du­ção e a demanda por com­po­nen­tes es­pe­ci­a­li­za­dos no estado. [Fonte ↗](https://ultimaficha.com.br/2026/08/25/lg-30-anos-nova-linha/?ref=jornalopolo.com.br) - **Ação do MPF busca res­pon­sa­bi­li­za­ção por de­sa­ba­mento de ponte no Curuça.** A se­gu­rança da BR-319 é es­tra­té­gica para a lo­gís­tica ter­res­tre do polo; a re­so­lu­ção deste caso é fun­da­men­tal para a re­to­mada de in­ves­ti­men­tos viários. [Fonte ↗](https://18horas.com.br/amazonas/acao-do-mpf-busca-responsabilizacao-do-dnit-e-empresas-pelo-desabamento-de-ponte-sobre-o-rio-curuca-am/?ref=jornalopolo.com.br) - **Valda Gon­çal­ves exporta 2,5 to­ne­la­das de café de açaí para os EUA.** O caso de­mons­tra o po­ten­cial de ex­por­ta­ção da bi­o­e­co­no­mia local, abrindo caminho para novos modelos de negócio sus­ten­tá­veis no Ama­zo­nas. [Fonte ↗](https://www.brasil247.com/tendencias/2026/08/25/valda-goncalves-transforma-caroco-de-acai-que-era-jogado-fora-em-cafe-amazonico-cria-negocio-sustentavel-e-leva-25-toneladas-para-os-estados-unidos/?ref=jornalopolo.com.br) - **Justiça Elei­to­ral aprova chapa de Isael Mun­du­ruku ao Governo.** A in­clu­são de li­de­ran­ças in­dí­ge­nas na disputa ma­jo­ri­tá­ria traz novos con­tor­nos ao debate sobre li­cen­ci­a­mento am­bi­en­tal de obras es­tru­tu­ran­tes no estado. [Fonte ↗](https://amazonasatual.com.br/justica-eleitoral-aprova-chapa-de-isael-munduruku-ao-governo-do-amazonas/?ref=jornalopolo.com.br) - **Sou Manaus 2026: re­ti­rada de pul­sei­ras começa na sexta-feira.** O evento mo­vi­menta o co­mér­cio e ser­vi­ços locais, ser­vindo de ter­mô­me­tro para o consumo urbano durante o período fabril intenso. [Fonte ↗](https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/08/25/sou-manaus-2026-retirada-de-pulseiras-comeca-na-sexta-feira-veja-datas.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Co­mér­cio e Câmbio | In­di­ca­dor | Valor | Va­ri­a­ção | | -------------------- | ------- | ----------- | | PTAX USD/BRL (Venda) | R$ 5,15 | \-0,04% | | USD/BRL (Spot) | R$ 5,15 | \-0,12% | | EUR/BRL (Spot) | R$ 6,00 | \-0,09% | | SELIC | 14,00% | 0,00% | A es­ta­bi­li­dade do câmbio em pa­ta­ma­res pró­xi­mos a R$ 5,15 oferece uma janela de pre­vi­si­bi­li­dade para o fe­cha­mento de con­tra­tos de im­por­ta­ção de com­po­nen­tes. Contudo, a ma­nu­ten­ção da SELIC em 14% ao ano con­ti­nua a elevar o custo de car­re­ga­mento de es­to­ques para o PIM, pres­si­o­nando as margens das in­dús­trias que de­pen­dem de capital de giro in­ten­sivo para operar. --- ## Pressão no Custo de Energia O cenário ener­gé­tico global trouxe um alívio ex­pres­sivo nos preços do Brent (\-4,05%) e do diesel (\-5,52%), o que reduz a pressão sobre o frete in­ter­na­ci­o­nal. En­tre­tanto, a alta de +3,72% no gás natural impacta di­re­ta­mente a matriz ener­gé­tica do Ama­zo­nas, ele­vando o custo ope­ra­ci­o­nal das in­dús­trias que de­pen­dem desta fonte para seus pro­ces­sos pro­du­ti­vos. --- ## Mo­vi­men­ta­ções do Setor - Ar­ma­do­res na região ama­zô­nica con­fir­ma­ram o início das so­bre­ta­xas de seca nos fretes flu­vi­ais devido à baixa na­ve­ga­bi­li­dade, ele­vando custos lo­gís­ti­cos ime­di­a­tos para o PIM. - A LG iniciou a in­te­gra­ção de sua nova linha de TVs 2026 ao cro­no­grama de pro­du­ção da fábrica em Manaus, re­for­çando o in­ves­ti­mento em ino­va­ção tec­no­ló­gica no polo. --- ## O Que Muda para o Ama­zo­nas - **Custo Lo­gís­tico:** A so­bre­taxa de seca de até US$ 1,9 mil por con­têi­ner en­ca­rece insumos e exige re­a­de­qua­ção dos cro­no­gra­mas lo­gís­ti­cos fabris. - **Di­ver­si­fi­ca­ção:** O fundo de R$ 4 bilhões para fer­ti­li­zan­tes abre caminho real para o po­tás­sio em Autazes, re­du­zindo a vul­ne­ra­bi­li­dade da matriz in­dus­trial única. - **Energia:** A queda nos preços do pe­tró­leo e diesel com­pensa parte dos custos ope­ra­ci­o­nais extras tra­zi­dos pela se­ve­ri­dade da seca. - **Capital Humano:** A pro­posta de edu­ca­ção tec­no­ló­gica es­ta­dual visa mitigar a es­cas­sez de téc­ni­cos para as novas linhas de mon­ta­gem 4.0 do polo. --- A eco­no­mia do Ama­zo­nas atra­vessa um período de ajustes ope­ra­ci­o­nais crí­ti­cos pro­vo­ca­dos pela es­ti­a­gem, en­quanto observa sinais po­si­ti­vos de novos in­ves­ti­men­tos e lan­ça­men­tos tec­no­ló­gi­cos nas in­dús­trias de Manaus. A es­ta­bi­li­dade do câmbio oferece uma janela opor­tuna para a aqui­si­ção de insumos, mas a alta nos custos lo­gís­ti­cos flu­vi­ais e as in­cer­te­zas re­gu­la­tó­rias da reforma tri­bu­tá­ria exigem uma gestão fi­nan­ceira ri­go­rosa das em­pre­sas para ga­ran­tir a ren­ta­bi­li­dade no en­cer­ra­mento deste tri­mes­tre. Bom dia e bons ne­gó­cios. --- O Polo Acom­pa­nhe o Polo In­dus­trial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo In­dus­trial de Manaus, no­tí­cias e aná­li­ses sobre a in­dús­tria, a Zona Franca e a eco­no­mia do Ama­zo­nas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### Governo prepara decreto para zerar IPI de produtos alcançados pela Reforma Tributária URL: https://www.jornalopolo.com.br/governo-prepara-decreto-para-zerar-ipi-de-produtos-alcancados-pela-reforma-tributaria/ Last updated: 2026-08-25T21:27:00.000Z O governo federal prepara um decreto para zerar a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os produtos alcançados pela Reforma Tributária. A informação foi anunciada nesta terça-feira (25) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo o ministro, a mudança também deve evitar o acúmulo de créditos tributários pela indústria e faz parte da transição para o novo sistema de tributação do consumo. > “Eu ouvi falar que a indústria paga muito tributo. Nós vamos soltar um decreto zerando o IPI do País. A indústria não vai acumular crédito como hoje acumula. O tributo vem por fora, vai ficar disponível para todo consumidor saber o quanto está pagando de tributo, como imposto sobre valor agregado, como acontece nas boas economias do mundo”, afirmou. Apesar de o decreto estar previsto para ser publicado nos próximos dias, a mudança não terá efeito imediato. Segundo informações do jornal *O Globo*, a medida passará a valer em janeiro de 2027. O decreto deverá indicar às empresas quais produtos terão a alíquota do IPI zerada dentro das mudanças previstas pela Reforma Tributária. Parte do imposto será incorporada à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), um dos novos tributos criados pelo novo sistema. Durigan apresentou as informações durante um evento com campanhas de candidatos à Presidência da República, em São Paulo. Na ocasião, também defendeu o modelo aprovado para a Reforma Tributária e criticou o atual sistema brasileiro, classificado por ele como “historicamente ruim”. > “Sempre o nosso esforço foi esse, aprovar uma Reforma Tributária de maneira que a gente amplie a barra de arrecadação, acabando com sonegação, acabando com privilégio, de modo que a gente tenha uma alíquota na Reforma Tributária para todo mundo. Essa é a primeira grande resposta para a produtividade”, declarou. ### Honda está completando 50 anos em Manaus: fábrica produz uma moto a cada 19 segundos e já ultrapassa 32 milhões de unidades URL: https://www.jornalopolo.com.br/honda-esta-completando-50-anos-em-manaus-fabrica-produz-uma-moto-a-cada-19-segundos-e-ja-ultrapassa-32-milhoes-de-unidades-fabricadas/ Last updated: 2026-08-25T19:58:05.000Z Precursora do segmento de motocicletas na Zona Franca de Manaus, a Moto Honda da Amazônia está completado 50 anos em 2026\. A fabricante participou do desenvolvimento de uma cadeia que, ao longo das últimas cinco décadas, passou a reunir fornecedores, mão de obra especializada e conhecimento industrial. Hoje, segundo a Abraciclo, Manaus abriga o maior polo de Duas Rodas fora da Ásia, resultado de uma trajetória que também contribuiu para a qualificação de profissionais na capital amazonense. A unidade amazonense teve sua inauguração oficial em 4 de novembro de 1976, data que marca a saída da primeira motocicleta de uma linha de montagem na região. A primeira foi a CG, modelo que, sozinho, já ultrapassou a marca de 15 milhões de unidades produzidas na capital. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/honda-cg-125.jpg) Honda CG 125 | Foto: Divulgação Hoje, a fábrica amazonense concentra toda a produção de motocicletas Honda no Brasil, emprega mais de 9 mil profissionais e fabrica atualmente cerca de 7 mil motos da marca por dia. São cerca de 20 modelos, com cilindradas que vão de 110 cc a 1.100 cc, destinados tanto ao mercado brasileiro quanto à exportação para mais de 15 países. Na linha de montagem mais rápida da Honda em Manaus, uma motocicleta é produzida a cada 19 segundos. A planta amazonense é apontada pela fabricante como a unidade mais verticalizada do grupo no mundo, ou seja, concentra internamente uma ampla quantidade de etapas necessárias à fabricação das motocicletas. A operação mantém ainda uma cadeia com mais de 120 fornecedores diretos de peças e matérias-primas. No mercado brasileiro, a marca conta com mais de 1.100 pontos de venda. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/HONDA-PIM.png) Moto Honda da Amazônia, no Distrito Industrial de Manaus | Foto: Pulsar Imagens Em fevereiro deste ano, outro número colocou em perspectiva o tamanho dessa trajetória: a Honda da Amazônia alcançou 32 milhões de motocicletas produzidas desde 1976. Em 2025, a companhia fechou com mais de 1,5 milhão de motocicletas produzidas na fábrica amazonense, crescimento de 17% em relação a 2024 e o melhor resultado anual desde 2011, quando a produção havia chegado a 1,69 milhão de unidades. E os números de 2026 mantêm essa trajetória: somente no primeiro semestre, saíram das linhas de Manaus 801 mil motocicletas, 4,7% a mais que no mesmo período de 2025\. Nos emplacamentos, a fabricante contabilizou 772 mil unidades nos primeiros seis meses do ano, avanço de 11% na comparação anual. A expectativa da Honda é fechar 2026 com 1,6 milhão de motocicletas produzidas. A expansão ocorre junto ao lançamento de novos modelos, entre eles CB1000 Hornet 2027, CB300F Twister 2027 e Biz 125 EX Kuromi. O investimento previsto para sustentar esse movimento nos próximos anos foi anunciado em outubro de 2025: R$ 1,6 bilhão, destinado às operações até 2029\. Os recursos estão ligados à atualização da estrutura produtiva, novos produtos e melhorias nos processos industriais. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Honda----homenageada-pela-OAB-Amazonas-por-50-anos-de-contribui----o----ind--stria-de-Manaus-1.jpg) Foto: Reprodução/Internet ### Formação na indústria A estratégia da Honda em Manaus também passa pela formação de profissionais. Em julho deste ano, a fabricante e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) lançaram uma pós-graduação in company em Ergonomia Aplicada à Indústria 4.0. A especialização foi criada para preparar profissionais para um ambiente industrial com presença cada vez maior de automação, tecnologias digitais e processos produtivos avançados. O conteúdo também envolve segurança do trabalho, eficiência operacional e adaptação dos trabalhadores às transformações trazidas pela Indústria 4.0. Ao todo, 33 especialistas serão formados entre 2026 e 2027\. Para o diretor de Administração e Finanças da Moto Honda da Amazônia, João Mezari, o investimento em qualificação faz parte da estratégia da companhia. > “As pessoas estão no centro da nossa estratégia. Acreditamos que investir em conhecimento é fundamental para fortalecer competências, posicionar inovação e contribuir para o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, afirmou. ### Executivo da Honda defende Reforma Tributária que assegure continuidade da ZFM URL: https://www.jornalopolo.com.br/executivo-da-honda-defende-reforma-tributaria-que-assegure-continuidade-da-zona-franca-de-manaus-temos-um-desafio-logistico-grande-e-os-incentivos-sao-fundamentais-para-a-competitividad/ Last updated: 2026-08-25T19:21:04.000Z O head de Produção da Moto Honda da Amazônia, Lourival Barros, defendeu que a Reforma Tributária assegure as condições necessárias para a continuidade da Zona Franca de Manaus (ZFM). A declaração foi feita na sexta-feira (21), durante o encerramento do VIII Congresso de Direito Tributário do Amazonas, realizado em Manaus. Ao falar sobre o cenário enfrentado pela indústria instalada no Amazonas, o executivo destacou os custos relacionados à localização de Manaus e relacionou a manutenção dos incentivos à competitividade das empresas. > “Temos um desafio logístico grande, e os incentivos são fundamentais para a competitividade. Precisamos deles não apenas para a Honda, mas para muitas empresas que estão aqui há mais de 50 anos. Por isso, é importante debater o assunto tributário e construir uma Reforma Tributária que assegure as condições necessárias para a continuidade da Zona Franca de Manaus”, disse Barros. A declaração ocorreu em um momento de transição para o novo sistema tributário brasileiro. Ao longo dos três dias de congresso, foram discutidos temas ligados à implementação da Reforma Tributária e seus efeitos sobre empresas, estados e municípios, além dos impactos específicos para a ZFM. Entre os assuntos abordados estiveram os regimes tributários incentivados, o Processo Produtivo Básico (PPB), o IVA Dual, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), o Imposto Seletivo, segurança jurídica e tributação da economia digital. ### Honda completa 50 anos de produção em Manaus Durante o encerramento do congresso, a Moto Honda da Amazônia também foi homenageada pelos 50 anos de atuação no Amazonas. A fabricante mantém operação em Manaus desde 1976. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Executivo-da-Honda-defende-Reforma-Tribut--ria-que-assegure-continuidade-da-Zona-Franca-de-Manaus-Temos-um-desafio-log--stico-grande--e-os-incentivos-s--o-fundamentais-para-a-competitividade.jpg) Foto: Divulgação/Cieam Ao receber a homenagem, Lourival Barros afirmou que a empresa continua investindo e aumentando sua capacidade de produção na capital amazonense por acreditar no país e no mercado nacional. > “Estamos muito felizes em receber essa homenagem. A Honda está operando em Manaus desde 1976, há 50 anos. Este é um ano dourado para a Honda, e vamos celebrar, no dia 4 de novembro, 50 anos de produção no Brasil. Ao longo desse período, a Honda vem investindo em Manaus e ampliando sua capacidade produtiva porque acredita no Brasil e no mercado brasileiro”, declarou. **Leia também**: [OAB Amazonas homenageia Honda por 50 anos de contribuição à indústria de Manaus](https://www.jornalopolo.com.br/oab-amazonas-homenageia-honda-por-50-anos-de-contribuicao-a-industria-de-manaus/) ### Congresso reuniu setor produtivo e especialistas O VIII Congresso de Direito Tributário do Amazonas foi realizado entre os dias 19 e 21 de agosto, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM). O evento reuniu autoridades, juristas, representantes do setor produtivo, especialistas e profissionais do Direito para discutir as mudanças no sistema tributário brasileiro. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Executivo-da-Honda-defende-Reforma-Tribut--ria-que-assegure-continuidade-da-Zona-Franca-de-Manaus--Temos-um-desafio-log--stico-grande--e-os-incentivos-s--o-fundamentais-para-a-competitividade.jpg) Foto: Cieam/Divulgação O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), parceiro e apoiador do congresso, participou da programação. Para o presidente executivo da entidade, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, o encontro abriu espaço para discutir questões relacionadas ao futuro econômico do Amazonas durante a transição tributária. > “É uma oportunidade para debater temas importantes para o futuro do nosso Estado. Hoje, em especial, tivemos um acontecimento muito significativo, que foi a homenagem aos 50 anos da Moto Honda no Amazonas. A empresa faz parte da Zona Franca de Manaus e de uma parte importante da história desse modelo”, destacou. ### Split payment: microempresas ficam fora do recolhimento automático de impostos em 2027 URL: https://www.jornalopolo.com.br/split-payment-microempresas-ficam-fora-do-recolhimento-automatico-de-impostos-em-2027/ Last updated: 2026-08-25T18:38:52.000Z A Reforma Tributária vai mudar também a forma como os impostos chegam aos cofres públicos. A partir de 2027, começa a implementação do split payment, sistema que separa o valor dos tributos no próprio pagamento de uma compra ou serviço. As microempresas, porém, não entrarão no mecanismo nesse primeiro ano. A medida busca reduzir o impacto da mudança sobre negócios que trabalham com menor disponibilidade de caixa. Ainda não estão detalhados os critérios específicos para definir quais empresas serão consideradas microempresas para essa exclusão, nem por quanto tempo a dispensa continuará valendo. O split payment está entre as mudanças da Reforma Tributária do Consumo, criada a partir da Emenda Constitucional nº 132/2023\. As regras do novo modelo foram detalhadas pela Lei Complementar nº 214/2025. A reforma cria dois novos tributos: a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), dividido entre estados, Distrito Federal e municípios. ### Imposto sai antes de o dinheiro chegar à empresa A principal mudança do split payment está no caminho percorrido pelo dinheiro. Quando uma operação for paga, a parcela referente à CBS e ao IBS será separada e destinada diretamente ao Fisco. O fornecedor ficará com o valor líquido da transação. Isso significa que a empresa não precisará receber todo o pagamento para somente depois recolher esses impostos. O modelo prevê uma ligação entre os sistemas financeiro e fiscal para fazer essa separação no momento da operação. A Receita Federal prevê iniciar a implementação em 2027, de forma gradual e facultativa, começando principalmente pelas transações realizadas entre empresas, chamadas de operações B2B. A obrigatoriedade deverá ser introduzida conforme os setores estiverem preparados. O ano de 2026 será dedicado a testes e adaptação. Nesse período, estão previstas alíquotas de 0,9% para a CBS e de 0,1% para o IBS, mas sem cobrança efetiva nas operações das empresas. O avanço da implementação e as situações em que o mecanismo se tornará obrigatório ainda precisam de regulamentação específica. ### Dinheiro dos impostos deixa de ficar no caixa A mudança também interfere na administração financeira das empresas. Hoje, existe um intervalo entre o recebimento de uma venda e o momento de pagar determinados tributos. Durante esse período, o dinheiro permanece no caixa e pode ser utilizado temporariamente pela empresa. É o chamado float tributário. Um exemplo apresentado pelo Marjuhh considera uma empresa que vende R$ 1 milhão por mês e recolhe os impostos 30 dias depois. Nesse cenário, cerca de R$ 200 mil permanecem disponíveis durante um mês antes de serem destinados ao governo. Com o split payment, esse valor deixa de passar pelo caixa da companhia. Outro desafio deverá aparecer durante a própria transição. Em 2027 e 2028, empresas que já utilizarem o novo mecanismo poderão conviver no mercado com outras que ainda recolhem os impostos pelo modelo anterior. Na prática, isso exigirá o controle de dois fluxos tributários ao mesmo tempo. ### Pix, boleto e outros pagamentos terão adaptações O split payment depende da integração entre as estruturas fiscais e financeiras para que os impostos possam ser identificados e separados durante a transação. Nas operações entre empresas feitas por Pix, TED, boleto e TEF, três novos campos deverão ser adicionados às transações. A comunicação será feita por APIs, conectando empresas, prestadores de serviços de pagamento e as plataformas públicas da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS. A previsão é que as informações sejam processadas em tempo real ou próximo disso. A dispensa do split payment em 2027 também não elimina a necessidade de preparação das microempresas. A E-Simples Auditoria aponta que negócios menores precisarão rever a emissão fiscal, a integração dos sistemas financeiros e os processos tributários para acompanhar as demais mudanças trazidas pela reforma. Como a entrada no sistema será gradual, empresas submetidas a regras diferentes poderão operar simultaneamente durante a transição. O cronograma de obrigatoriedade por setor e outras etapas do split payment ainda aguardam regulamentação. ### Zema cita Zona Franca de Manaus ao propor “desmame” de incentivos fiscais URL: https://www.jornalopolo.com.br/zema-cita-zona-franca-de-manaus-ao-propor-desmame-de-incentivos-fiscais/ Last updated: 2026-08-25T18:09:22.000Z O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu nesta terça-feira (25) a redução gradual dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM). Durante sabatina promovida pela rádio CBN e pelos jornais Valor Econômico e O Globo, Zema afirmou que pretende revisar incentivos fiscais concedidos pelo governo federal caso seja eleito. Ao tratar do assunto, citou diretamente a Zona Franca. > “Em Minas, mantive \[incentivos fiscais\], mas no Brasil temos que rever alguns pontos e ver onde é viável. Sou favorável em regiões que precisam, mas tem que haver o desmame. \[...\] A Zona Franca tem que ter um cronograma onde esse incentivo vai sendo reduzido”, afirmou. Zema não detalhou em quanto os incentivos da ZFM deveriam ser reduzidos, quais benefícios seriam atingidos ou qual seria o prazo desse cronograma. Os incentivos fiscais fazem parte do modelo da Zona Franca de Manaus e são utilizados para atrair e manter atividades econômicas na região. O Polo Industrial de Manaus (PIM) concentra cerca de 600 empresas beneficiadas pelo modelo. ### Outras propostas Na mesma sabatina, Zema também falou sobre privatizações. O candidato afirmou que não pretende vender todas as empresas federais e excluiu Caixa Econômica Federal e Embrapa de seu plano. Por outro lado, manteve a proposta de privatização do BNDES, Banco do Brasil e Petrobras. Segundo Zema, seriam vendidas empresas que tenham “finalidades lucrativas”. O candidato também defendeu uma nova reforma da Previdência e mudanças nas relações de trabalho. Entre as propostas mencionadas está a possibilidade de o trabalhador optar por receber valores referentes a férias, 13º salário e FGTS ao longo dos pagamentos mensais. ### BYD e Senai capacitam 367 profissionais em quatro municípios do interior do Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/byd-e-senai-capacitam-367-profissionais-em-quatro-municipios-do-interior-do-amazonas/ Last updated: 2026-08-25T17:27:18.000Z No interior do Amazonas, distância também se mede em horas de barco. E é justamente sobre as águas que parte da formação profissional chega a quem vive longe dos grandes centros. Um barco-escola, o Samaúma, integra a iniciativa da BYD Indústria de Baterias em parceria com o Senai que capacitou 367 pessoas em Tefé, Coari, Codajás e Parintins, aproximando educação profissional, tecnologia e novas oportunidades de diferentes pontos do estado. Durante os cursos, os alunos tiveram contato com conteúdos ligados a sistemas fotovoltaicos, inversores, eletricidade, Indústria 4.0, tecnologia da informação, segurança e sustentabilidade. Conhecimentos que acompanham a transformação do setor de energia, mas que, ali, ganham um significado ainda mais concreto: podem abrir novas possibilidades profissionais sem necessariamente exigir que essas pessoas deixem suas comunidades. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/BYD-e-Senai-capacitam-367-profissionais-em-quatro-munic--pios-do-interior-do-Amazonas-6.jpg) Barco-escola Samaúma | Foto: Divulgação/BYD Entre os alunos está a dona de casa Dhierli Gomes dos Santos, de 29 anos, que deixou temporariamente a comunidade onde vive e o filho de 8 anos, para participar da formação em Tefé ao lado do irmão. Os dois chegaram a alugar uma kitnet na cidade durante o período das aulas. > “Eu e meu irmão moramos em Caburini a cerca de 45 minutos de lancha de Tefé. Para conseguir fazer o curso, decidimos ficar aqui durante o período das aulas. Não foi uma decisão simples, porque significa ficar longe de casa e assumir um custo que não teríamos normalmente, mas enxergamos nessa formação uma oportunidade que dificilmente chegaria até nós de outra forma. Agora, queremos levar esse conhecimento de volta e poder trabalhar com uma tecnologia que pode melhorar a vida de muita gente na nossa região. Todo esse esforço vale a pena quando a gente pensa no que pode fazer com o que aprendeu”, explica a aluna. Moradores da comunidade de Caburini, a cerca de 45 minutos de lancha de Tefé, Dhierli Gomes dos Santos e o irmão ficaram temporariamente na cidade para participar da formação. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/BYD-e-Senai-capacitam-367-profissionais-em-quatro-munic--pios-do-interior-do-Amazonas-1.jpg) Foto: Divulgação/BYD Histórias como essa ajudam a dimensionar o alcance de um projeto que combina capacitação técnica e acesso a novas oportunidades. Realizada pela BYD Indústria de Baterias em parceria com o Senai, com apoio da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e do Centro Internacional de Tecnologia de Software (CITS), a iniciativa integra um conjunto de investimentos da BYD em pesquisa, desenvolvimento e inovação na Região Norte, que já supera R$ 1,1 milhão. > “É disso que falamos quando dizemos que a BYD é do Brasil. Ser do Brasil é produzir e investir aqui, mas também entender as diferentes realidades do país e fazer com que a tecnologia gere oportunidades para as pessoas. Formar 367 profissionais no interior do Amazonas é deixar conhecimento onde ele pode fazer diferença, abrir novas perspectivas e contribuir para o desenvolvimento da região”, afirma Tyler Li, presidente da BYD no Brasil. ### Uma nova energia para o interior A relação da BYD com o Amazonas vai além do projeto de capacitação. A Companhia mantém em Manaus uma fábrica de baterias e desenvolve na região projetos de pesquisa e inovação voltados a soluções de energia adaptadas às características da Amazônia. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/BYD-MANAUS.jpg) Foto: Reprodução/Internet A iniciativa ganha ainda mais relevância diante da realidade de muitas comunidades do interior do Amazonas. Em algumas delas, o acesso à energia elétrica ainda é limitado e depende de geradores movidos a diesel, um combustível caro, poluente e que enfrenta uma logística complexa para chegar a regiões acessíveis, muitas vezes, apenas por rios. É nesse contexto que a energia solar pode transformar a rotina dessas populações. A expansão dos módulos fotovoltaicos ajuda a democratizar a energia no estado e a levar uma fonte mais limpa e acessível a regiões distantes da infraestrutura convencional. A formação profissional segue a mesma lógica: preparar moradores para instalar, manter e multiplicar essas soluções a partir do conhecimento da própria realidade amazônica. A possibilidade de transformar a capacitação em profissão também motivou Keyvison de Souza, de 21 anos, morador do município de Alvarães. Com uma rotina dividida entre duas graduações e o curso de instalador de sistemas fotovoltaicos do Senai, ele enxergou na formação uma oportunidade de se preparar para uma área que ainda conta com poucos profissionais capacitados na região. > “Quando surgiu a oportunidade, quis aproveitar porque sabia que esse conhecimento poderia fazer diferença onde eu moro. Em Alvarães, vou ser um dos poucos profissionais com formação específica para trabalhar com sistemas fotovoltaicos. Há comunidades que dependiam de geradores e tinham energia apenas por algumas horas à noite”, diz. Keyvison de Souza se prepara para atuar com sistemas fotovoltaicos em uma região que ainda conta com poucos profissionais especializados. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/BYD-e-Senai-capacitam-367-profissionais-em-quatro-munic--pios-do-interior-do-Amazonas.jpg) Foto: Divulgação/BYD ### Uma nova geração de profissionais no interior do Amazonas Ao todo, o programa reuniu 367 alunos com trajetórias, idades e motivações diferentes. > “O Senai transforma vidas por meio da educação profissional, da tecnologia e da inovação. Levar essa atuação ao interior do Amazonas é criar condições para que o conhecimento permaneça nas próprias comunidades e se transforme em oportunidade. Ao preparar profissionais locais para atuar com energia solar, ampliamos o acesso à tecnologia, fortalecemos a autonomia dessas comunidades e abrimos novas perspectivas de trabalho e desenvolvimento”, afirma Rogério Pereira, diretor regional do Senai Amazonas. A entrega dos certificados conclui uma etapa, mas abre outra: a partir de agora, o conhecimento adquirido segue com os 367 formados para diferentes cidades e comunidades do Amazonas, onde pode se transformar em trabalho e renda. Formar pessoas no próprio território é aproximar tecnologia e oportunidade para quem pode transformar esse aprendizado em novos caminhos para si e para a região. ### Prefeitura de Manaus recorre contra aumento da participação de Coari na divisão do ICMS entre municípios URL: https://www.jornalopolo.com.br/prefeitura-de-manaus-recorre-contra-aumento-da-participacao-de-coari-na-divisao-do-icms-entre-municipios/ Last updated: 2026-08-25T15:35:37.000Z A Prefeitura de Manaus recorreu da decisão judicial que aumentou a participação de Coari na divisão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) entre os municípios do Amazonas. A medida foi informada nesta segunda-feira (24) pelo prefeito Renato Junior (Avante). O índice destinado a Coari passou de 2,55% para 5,81%. Como o valor do ICMS destinado aos municípios é dividido entre as 62 cidades amazonenses, o aumento da participação de uma delas reduz proporcionalmente a parcela das demais. A mudança foi determinada pelo juiz Marco Antônio Pinto da Costa, da Vara Especializada da Dívida Ativa Estadual, no processo nº 0180031-63.2025.8.04.1000\. A decisão é de julho deste ano, chegou a ser suspensa e voltou a produzir efeitos após decisões do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). O Governo do Amazonas já está aplicando o índice de 5,81% no repasse destinado a Coari. Além da mudança no percentual, a Justiça determinou o pagamento de R$ 91,6 milhões em valores retroativos ao município. Desse total, R$ 26,9 milhões correspondem ao período entre 5 de maio e 14 de julho de 2026, enquanto R$ 64,6 milhões são referentes ao saldo de 2025. O valor retroativo ainda não foi repassado. O Estado informou que vai recorrer dessa parte da decisão. ### Minerais críticos: setor apresenta 10 propostas a candidatos à Presidência para fortalecer cadeia no Brasil URL: https://www.jornalopolo.com.br/minerais-criticos-setor-apresenta-10-propostas-a-candidatos-a-presidencia-para-fortalecer-cadeia-no-brasil/ Last updated: 2026-08-25T15:16:08.000Z A Associação de Minerais Críticos (AMC) apresentou 10 propostas para fortalecer a cadeia brasileira de minerais críticos e aumentar a participação do país nesse mercado internacional. As medidas fazem parte do documento “Agenda Nacional para os Minerais Críticos”, lançado nesta segunda-feira (24) e que será entregue aos candidatos à Presidência da República. As informações são da Agência iNFRA. A agenda passa por diferentes etapas do setor, desde o financiamento de novos projetos até o processamento dos minerais dentro do Brasil. Entre as medidas estão a criação de uma política nacional, incentivos fiscais, financiamento para pesquisa e desenvolvimento (P&D), um fundo garantidor e a implantação de hubs de refino no país. Para a AMC, o potencial mineral brasileiro abre uma janela para o país conquistar uma posição mais relevante na economia global, mas isso dependerá de uma estratégia que não fique restrita à extração. > “Os minerais críticos representam uma oportunidade histórica para reposicionar o Brasil na economia mundial. Aproveitá-la dependerá da capacidade de construir uma política pública que combine competitividade econômica, inovação tecnológica, responsabilidade socioambiental e desenvolvimento territorial”, afirma o documento. ### Política nacional é o primeiro passo A primeira proposta da associação é a criação de uma Política Nacional de Minerais Críticos. O documento analisa dois projetos que tratam do tema no Congresso Nacional: o PL 2.780/2024, aprovado pela Câmara dos Deputados sob relatoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), e o PL 4.443/2025, relatado pelo senador Wilder Morais (PL-GO). A AMC manifesta preferência pela versão mais recente do PL 4.443\. Segundo a associação, o texto incorporou boa parte dos instrumentos de incentivo previstos no PL 2.780, mas retirou a chamada “homologação por triagem” na análise de operações societárias envolvendo projetos estratégicos. Essa atribuição estava relacionada ao conselho que deverá ser criado para tratar da industrialização de minerais críticos e estratégicos. > “A AMC apoia a direção adotada pelo substitutivo \[PL 4.443\], que retirou essa atribuição do CIMCE, e defende que qualquer mecanismo de controle sobre capital estrangeiro em minerais críticos, caso venha a ser necessário, seja tratado por instrumento dedicado e de critérios objetivos, e não incorporado às competências gerais de um conselho de política industrial”, argumenta a entidade. ### As 10 propostas da AMC Confira as dez propostas da AMC reunidas no documento “Agenda Nacional para os Minerais Críticos”: 1. Instituir uma Política Nacional de Minerais Críticos 2. Harmonizar procedimentos entre ANM, órgãos ambientais e demais órgãos intervenientes 3. Instituir debêntures incentivadas para projetos de mineração de minerais críticos 4. Criar um Fundo Garantidor para projetos de minerais críticos (FGAM) 5. Criar incentivos tributários e fiscais para a transformação mineral 6. Instituir financiamento dedicado para P&D e demonstração em minerais críticos 7. Fortalecer as instituições de apoio ao setor mineral 8. Adequar a jornada de trabalho em minas subterrâneas 9. Promover políticas de desenvolvimento socioambiental dos municípios mineradores 10. Criar hubs de refino no Brasil ### Brasil quer produzir 70% dos medicamentos e insumos usados pelo SUS até 2033 URL: https://www.jornalopolo.com.br/brasil-quer-produzir-70-dos-medicamentos-e-insumos-usados-pelo-sus-ate-2033/ Last updated: 2026-08-25T15:01:09.000Z O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo pretende elevar para 70%, até 2033, a parcela de medicamentos e insumos farmacêuticos utilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) produzidos no país. Segundo ele, a indústria nacional responde hoje por cerca de metade dessa demanda. A declaração foi dada durante o Fórum Saúde, realizado em Brasília nesta quarta-feira (19), pela Esfera Brasil e a farmacêutica EMS. O vice-presidente afirmou que a dependência brasileira de produtos importados é hoje um dos principais desafios do setor. > “Saúde é o segundo déficit da balança comercial brasileira. O primeiro é tecnologia da informação. Produzimos pouco e importávamos muito em uma área estratégica. Veja a Covid: faltavam respiradores. Foi feito um esforço e estamos chegando em 50% de produção nacional. A meta é até 2033 chegar a 70% no complexo industrial da saúde”, disse. Alckmin também destacou a necessidade de ampliar a presença brasileira no mercado internacional e citou uma lei que autorizou o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a apoiar empresas exportadoras. > “O Brasil tem 2% do mercado do mundo, 1,9%. E 98% do mercado está fora do Brasil. Então temos que conquistar mercado, exportar mais”, pontuou. Com o tema “Soberania e Tecnologia: Impulsionando a Indústria Nacional”, o Fórum reuniu no CICB representantes do governo, do Legislativo, do Judiciário, de órgãos reguladores e do setor produtivo para discutir políticas industriais, inovação, pesquisa, ambiente regulatório e capacidade produtiva na saúde. Ao tratar do papel da Anvisa na abertura de mercados externos para a indústria brasileira, o diretor-presidente do órgão, Leandro Safatle, citou países como a Colômbia, que já passaram a considerar as avaliações da agência para agilizar registros de medicamentos, e o México deve seguir o mesmo caminho. > “Podemos ser uma peça fundamental na ampliação do comércio exterior”, disse. “Se somos uma agência de referência, é o caminho natural, e temos trabalhado para o reconhecimento de quem produz aqui, desenvolve aqui, e para um acesso mais rápido e facilitado aos principais mercados da região”. A relação entre desenvolvimento tecnológico, autonomia produtiva e soberania sanitária foi destacada pelo ministro do STF Gilmar Mendes. Segundo o decano da Corte, a capacidade de produzir tecnologias essenciais precisa ser tratada como uma questão estratégica de Estado. > “Trata-se de questão fundamental com caminhos para o futuro do Brasil. É a promoção do desenvolvimento tecnológico da nossa indústria farmacêutica em prol da soberania sanitária, do crescimento econômico e do avanço na melhoria da saúde”. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o tamanho do mercado brasileiro reforça a necessidade de uma política industrial voltada também à capacidade de resposta a crises. > “O Brasil já é o oitavo maior mercado consumidor farmacêutico do mundo”, disse. “Precisamos ter uma política industrial capaz de nos colocar em condições de evitar, prevenir ou remediar uma crise que nos visite”. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou o tratamento dado à saúde na reforma tributária, com alíquota zero para as principais linhas de cuidado e redução de 60% na tributação dos serviços do setor. > “Reputo fundamental para a política de saúde do país que tenhamos avançado e cristalizado na reforma tributária alíquota zero para as principais linhas de cuidado de saúde do país. E destaco o tema dos serviços de saúde, com alíquota reduzida de 60%. Isso está na contramão do que defendemos em geral, diminuir as exceções, mas para o setor de saúde é fundamental um olhar diferenciado”. Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o avanço da capacidade brasileira na produção de medicamentos ao citar a caneta de semaglutida da EMS, cujo registro foi concedido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em maio. > “Há um ano, neste evento, me lembro de um protótipo dessa medicação, que não tinha registro ainda. Um ano depois, tem registro, consolidando a possibilidade de produção no Brasil. A caneta emagrecedora\] era um produto quase inacessível para a grande maioria da população brasileira”. Presidente do Conselho de Administração do Grupo EMS, maior conglomerado farmacêutico do Brasil, Carlos Sanchez vê a ampliação dos investimentos em inovação como estratégica para a autonomia do Brasil em medicamentos e insumos. > “As pessoas vivem mais, precisam mais da indústria farmacêutica e, com essa organização global, passa a ser estratégico ser autossuficiente”, disse. “Estamos investindo muito em pesquisa. Este ano, dobramos esse investimento de 6% para 12% do nosso faturamento. Temos uma equipe com mais de 1,5 mil pesquisadores e mais de 150 PhDs”. Para Camila Funaro Camargo Dantas, CEO da Esfera Brasil, a saúde é uma dimensão estratégica de uma política de desenvolvimento do país, na intersecção entre ciência, indústria, inovação e soberania. > “O Brasil não deve se fechar para o mundo, mas construir capacidade para participar do mercado global em melhores condições, com uma indústria capaz de inovar, competir e gerar valor a partir do conhecimento produzido no país. É essa visão de longo prazo, com articulação entre Estado, empresas, ciência e regulação, que o Fórum Saúde busca colocar em debate”. Os debates concentraram-se em temas como o fortalecimento da indústria farmacêutica nacional, inovação regulatória e o uso de inteligência artificial na descoberta de medicamentos. ### EMS é reconhecida como Empresa do Ano em prêmio da Veja Negócios e lidera entre as farmacêuticas URL: https://www.jornalopolo.com.br/ems-e-reconhecida-como-empresa-do-ano-em-premio-da-veja-negocios-e-lidera-entre-as-farmaceuticas/ Last updated: 2026-08-25T14:16:20.000Z A EMS saiu com dois dos principais reconhecimentos do prêmio TOP30 – As Melhores Empresas do Brasil, da Veja Negócios. Além de liderar o setor farmacêutico, a companhia foi escolhida como Empresa do Ano na premiação realizada nesta segunda-feira (24), em São Paulo. O resultado foi construído a partir do desempenho financeiro das empresas entre 2022 e 2025\. O levantamento, elaborado em parceria com a Austin Rating, analisou companhias de 30 setores da economia e considerou critérios de porte e desempenho, como receita líquida, ativo total, patrimônio líquido, lucro, rentabilidade e endividamento. No setor farmacêutico, a EMS alcançou 74,88 pontos e ficou na liderança pelo segundo ano consecutivo. Nos quatro anos analisados, a empresa registrou rentabilidade média de 28,5% ao ano. A Merck foi quem mais se aproximou, com média anual de 23,1%. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/EMS-leva-pr--mio-de-Empresa-do-Ano-e-lidera-entre-as-farmac--uticas-5.jpg) Foto: EMS/Divulgação Além disso, a EMS teve receita líquida média de R$ 8,6 bilhões no período, à frente da Eurofarma, que registrou média de R$ 8,3 bilhões, segundo os dados da Austin Rating. O reconhecimento chega em um momento de expansão da farmacêutica. A companhia entrou com força no mercado de canetas emagrecedoras à base de semaglutida, movimento favorecido pelo fim da patente do Ozempic, e já alcançou participação de 30% nesse segmento. ## Manaus tem fábrica da EMS Parte importante da estrutura que sustenta a operação da farmacêutica está no Polo Industrial de Manaus (PIM). A Novamed, que integra o Grupo EMS e opera na Zona Franca de Manaus, responde atualmente por cerca de 80% da produção de medicamentos sólidos da companhia. A planta foi projetada para fabricar medicamentos sólidos em grande escala, como comprimidos, cápsulas e drágeas, e é apontada como uma das cinco maiores e mais modernas fábricas desse tipo no mundo. Atualmente, sua capacidade chega a 1,5 bilhão de unidades por mês. Esse tipo de medicamento tem peso decisivo nos negócios da EMS: os comprimidos representam cerca de 70% da receita da farmacêutica. E a operação de Manaus deve ganhar ainda mais espaço nos próximos anos. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/EMS-leva-pr--mio-de-Empresa-do-Ano-e-lidera-entre-as-farmac--uticas.jpg) Novamed responde por cerca de 80% da produção de medicamentos sólidos do grupo EMS | Foto: Reprodução/Internet A companhia prepara um ciclo de investimentos de R$ 1 bilhão que inclui a construção de uma nova fábrica de comprimidos anexa à estrutura existente. O projeto está previsto para começar em 2027\. Com a expansão, a capacidade deve passar dos atuais 1,5 bilhão para 2 bilhões de comprimidos por mês, ou 24 bilhões por ano. A expansão não deve ficar restrita ao aumento de volume. Em junho, durante visita da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), a empresa informou que avalia entrar em novos segmentos de medicamentos sólidos, entre eles os orodispersíveis, comprimidos que se desintegram rapidamente na boca e podem ser ingeridos sem água, facilitando o uso por pessoas com dificuldade para engolir. O movimento industrial vem acompanhado de investimentos em pesquisa. Em maio, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 27,5 milhões para ampliar as atividades do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação ligadas à operação da farmacêutica em Manaus. ### Empregos da Zona Franca impulsionam Minha Casa, Minha Vida, que já responde por 80% dos lançamentos em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/empregos-da-zona-franca-impulsionam-minha-casa-minha-vida-que-ja-responde-por-80-dos-lancamentos-em-manaus/ Last updated: 2026-08-25T13:23:36.000Z A força do emprego formal gerado pela Zona Franca de Manaus (ZFM) está produzindo reflexos para além das linhas de produção. Um deles aparece no mercado imobiliário da capital, onde os empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) já concentram 80% dos lançamentos residenciais. É o que mostra matéria da sessão Metro Quadrado, do Brazil Journal. O percentual foi levantado pela Brain (empresa de inteligência de mercado e consultoria) para a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM). Há 12 anos, os imóveis enquadrados no programa habitacional representavam cerca de metade dos lançamentos em Manaus. Um dos fatores por trás desse movimento, segundo representantes do setor, é justamente a geração de empregos com carteira assinada proporcionada pela atividade econômica da Zona Franca. Além de atrair trabalhadores do interior para Manaus, aumentando a demanda por moradia, a formalização facilita o acesso ao financiamento habitacional. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Empregos-da-Zona-Franca-impulsionam-Minha-Casa--Minha-Vida--que-j---responde-por-80--dos-lan--amentos-em-Manaus.jpeg) Foto: Honda > “O trabalhador com carteira assinada tem uma análise de crédito melhor na Caixa do que quem tem renda informal. E Manaus é uma das cidades com o maior percentual de renda formal”, diz Adriano Nobre, diretor comercial e de incorporação da Direcional. A incorporadora atua há 20 anos em Manaus e acompanhou de perto a transformação do mercado local. Quando chegou à cidade, havia uma distribuição maior dos lançamentos entre imóveis econômicos, de médio e de alto padrão. Esse cenário começou a mudar após a recessão que atingiu o país durante o segundo governo Dilma Rousseff. A crise imobiliária levou grandes incorporadoras do Sudeste voltadas ao médio e alto padrão a deixarem diferentes cidades do Norte e Nordeste, entre elas Manaus. O espaço foi ocupado principalmente pelos empreendimentos econômicos. Nos últimos dez anos, essa categoria nunca respondeu por menos de 60% dos lançamentos residenciais da capital. Em 2016 e 2018, chegou a representar 100%. O médio padrão ainda ensaiou uma recuperação no início da pandemia, período marcado por juros historicamente baixos. A participação desse segmento passou de 14% dos lançamentos, em 2020, para 40% em 2021\. O movimento, porém, perdeu força e atualmente médio e alto padrão representam cerca de 20% do mercado. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Empregos-da-Zona-Franca-impulsionam-Minha-Casa--Minha-Vida--que-j---responde-por-80--dos-lan--amentos-em-Manaus-Direcional.webp) Foto: Direcional ## Perfil dos cargos mudou Para a Ademi-AM, não foi apenas o volume de empregos que interferiu nessa configuração. O perfil dos profissionais ligados à atividade industrial em Manaus também passou por mudanças nos últimos anos. > “A cidade ficou mais pobre? Não. Mas o comportamento do setor industrial mudou pós-Covid. Antes ficavam aqui os executivos, agora ficam os gerentes, supervisores e coordenadores, que não ganham como os executivos”, afirma Hélio Alexandre, vice-presidente da Ademi-AM. Segundo Alexandre, a renda de uma parcela significativa da população está ligada aos salários oferecidos pelo Distrito Industrial e pelo comércio. Esse perfil de renda contribui para concentrar a procura nas faixas mais acessíveis do Minha Casa, Minha Vida. As faixas 1 e 2 reúnem grande parte dos empreendimentos atualmente lançados na capital. A procura é suficiente para produzir uma diferença expressiva no estoque disponível. No segmento econômico, a quantidade de imóveis à venda corresponde a aproximadamente oito meses de comercialização. No médio e alto padrão, são cerca de 20 meses. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Empregos-da-Zona-Franca-impulsionam-Minha-Casa_-Minha-Vida_-que-j---responde-por-80_-dos-lan--amentos--1.png) Foto: Reprodução/Internet > “Se não lançarmos mais empreendimentos econômicos até o final do ano, no ano que vem teremos dificuldades de encontrar produto no mercado”, pontua o vice-presidente da Ademi-AM. A Direcional, historicamente uma das principais construtoras do Minha Casa, Minha Vida em Manaus, avalia de forma diferente o risco de falta de imóveis. > “Nos últimos três anos, entrou mais um player nacional e há algumas empresas locais. Então temos fluxo de produtos para atender a procura constante”, diz Adriano Nobre. A companhia já entregou mais de 30 mil unidades na região e coloca Manaus entre as seis maiores praças de sua operação. No primeiro semestre, a Direcional registrou R$ 3 bilhões em lançamentos e R$ 2,7 bilhões em vendas. ### DIÁRIO DO POLO - 25/08/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/zona-franca-petrobras-investimento-foz-amazonas-25-08-2026/ Last updated: 2026-08-25T10:32:39.000Z ## ZONA FRANCA E POLÍTICA O cenário ins­ti­tu­ci­o­nal da Zona Franca de Manaus (ZFM) entra em uma fase de de­fi­ni­ções crí­ti­cas com o avanço do cro­no­grama da Reforma Tri­bu­tá­ria. A si­na­li­za­ção do governo federal de que o Projeto de Or­ça­mento de 2027 já con­tem­plará as novas alí­quo­tas do sistema de Imposto sobre Valor Agre­gado (IVA) marca o ponto de não retorno para a tran­si­ção tri­bu­tá­ria bra­si­leira. Para o Polo In­dus­trial de Manaus (PIM), este mo­vi­mento exige uma an­te­ci­pa­ção es­tra­té­gica: a ma­nu­ten­ção da com­pe­ti­ti­vi­dade depende agora da pre­ci­são técnica na re­gu­la­men­ta­ção dos di­fe­ren­ci­ais ga­ran­ti­dos pela Cons­ti­tu­i­ção. En­quanto o debate ma­cro­e­co­nô­mico escala em Bra­sí­lia, a in­fra­es­tru­tura ope­ra­ci­o­nal do dis­trito recebe in­ves­ti­men­tos tan­gí­veis que re­for­çam a re­si­li­ên­cia do modelo in­dus­trial ama­zo­nense perante os de­sa­fios lo­gís­ti­cos in­ter­nos. - **Volare entrega 10 micro-ônibus à Tema Trans­por­tes para fre­ta­mento na Zona Franca de Manaus (AM)**, A re­no­va­ção da frota de trans­porte es­pe­cial garante maior efi­ci­ên­cia e se­gu­rança no des­lo­ca­mento dos tra­ba­lha­do­res do Dis­trito In­dus­trial. O in­ves­ti­mento reflete o di­na­mismo das pres­ta­do­ras de serviço que sus­ten­tam a ope­ra­ção lo­gís­tica das fá­bri­cas do PIM. [Fonte ↗](https://diariodotransporte.com.br/2026/08/24/volare-entrega-10-micro-onibus-a-tema-transportes-para-fretamento-na-zona-franca-de-manaus-am/?ref=jornalopolo.com.br) - **Projeto de Or­ça­mento de 2027 vai prever re­cei­tas com im­pos­tos da Reforma Tri­bu­tá­ria**, A in­clu­são das novas alí­quo­tas no or­ça­mento federal si­na­liza a tran­si­ção ir­re­ver­sí­vel do sistema tri­bu­tá­rio, exi­gindo que as em­pre­sas do PIM ace­le­rem o pla­ne­ja­mento fi­nan­ceiro. O acom­pa­nha­mento dessas re­cei­tas é vital para prever a ma­nu­ten­ção do di­fe­ren­cial com­pe­ti­tivo da ZFM. [Fonte ↗](https://valor.globo.com/brasil/noticia/2026/08/24/projeto-de-orcamento-de-2027-vai-prever-receitas-com-impostos-da-reforma-tributaria.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) --- ## LOGÍSTICA AMAZÔNICA A se­ve­ri­dade da es­ti­a­gem nos rios ama­zô­ni­cos volta a testar os limites do "Custo Ama­zo­nas", for­çando as in­dús­trias a bus­ca­rem al­ter­na­ti­vas de alto de­sem­pe­nho para evitar o de­sa­bas­te­ci­mento. A aviação car­gueira assume um papel central nesta con­tin­gên­cia, com ae­ro­na­ves de grande porte ope­rando como ver­da­dei­ras pontes aéreas para insumos ele­trô­ni­cos e com­po­nen­tes de alto valor agre­gado. Em pa­ra­lelo, a lo­gís­tica de longo prazo do estado ganha uma nova pers­pec­tiva com a con­fir­ma­ção de múl­ti­plos re­ser­va­tó­rios de hi­dro­car­bo­ne­tos na Margem Equa­to­rial. Caso os in­ves­ti­men­tos da Pe­tro­bras se con­so­li­dem, Manaus não será apenas um destino de pro­du­tos aca­ba­dos, mas o epi­cen­tro de uma com­plexa rede de suporte e ma­nu­ten­ção para a in­dús­tria de energia global, in­te­grando tec­no­lo­gia in­dus­trial e lo­gís­tica de águas pro­fun­das. - **20 to­ne­la­das por voo: como o A330 trans­for­mou a Gollog em po­tên­cia da lo­gís­tica aérea**, A ex­pan­são da ca­pa­ci­dade de carga aérea é a prin­ci­pal defesa do PIM contra os efeitos da seca his­tó­rica dos rios ama­zô­ni­cos. A dis­po­ni­bi­li­dade de voos car­guei­ros de grande porte as­se­gura que pro­du­tos de alto valor agre­gado cheguem ao mercado na­ci­o­nal sem atrasos. [Fonte ↗](https://www.infomoney.com.br/business/20-toneladas-por-voo-como-o-a330-transformou-a-gollog-em-potencia-da-logistica-aerea/?ref=jornalopolo.com.br) - **Foz do rio Ama­zo­nas: poço pode ter mais de um re­ser­va­tó­rio, apontam pes­qui­sas da Pe­tro­bras**, A con­fir­ma­ção técnica de múl­ti­plos re­ser­va­tó­rios aumenta a vi­a­bi­li­dade eco­nô­mica da Margem Equa­to­rial. Para o Ama­zo­nas, isso sig­ni­fica maior pro­ba­bi­li­dade de Manaus se tornar o centro lo­gís­tico e de ma­nu­ten­ção de longo prazo para a ex­plo­ra­ção de hi­dro­car­bo­ne­tos. [Fonte ↗](https://18horas.com.br/brasil/foz-do-rio-amazonas-poco-pode-ter-mais-de-um-reservatorio-apontam-pesquisas-da-petrobras/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## ENERGIA E MINERAÇÃO A tran­si­ção ener­gé­tica no Ama­zo­nas está dei­xando de ser uma pro­je­ção teórica para se tornar um vetor de in­ves­ti­men­tos bi­li­o­ná­rios. O aporte pla­ne­jado pela Pe­tro­bras na Foz do Ama­zo­nas é um ca­ta­li­sa­dor para a di­ver­si­fi­ca­ção do PIM, criando demanda por ser­vi­ços de en­ge­nha­ria que podem ser ab­sor­vi­dos pelas in­dús­trias locais. En­tre­tanto, este avanço con­trasta com o vácuo es­tra­té­gico na ex­plo­ra­ção de mi­ne­rais crí­ti­cos, onde o estado possui po­ten­cial latente para ser pro­ta­go­nista na fa­bri­ca­ção de ba­te­rias e tec­no­lo­gias limpas, mas esbarra na falta de marcos re­gu­la­tó­rios na­ci­o­nais. Si­mul­ta­ne­a­mente, a pauta de sus­ten­ta­bi­li­dade (ESG) ganha con­tor­nos de ur­gên­cia: o debate sobre a po­lu­i­ção plás­tica coloca o Polo Ter­mo­plás­tico de Manaus sob os ho­lo­fo­tes, exi­gindo uma guinada rápida rumo à eco­no­mia cir­cu­lar para manter as cer­ti­fi­ca­ções in­ter­na­ci­o­nais de ex­por­ta­ção. - **O in­ves­ti­mento bi­li­o­ná­rio que a Pe­tro­bras fará para ex­plo­rar pe­tró­leo na Foz do Ama­zo­nas**, O aporte de US$ 2,5 bilhões na região Norte deve criar uma demanda massiva por ser­vi­ços de en­ge­nha­ria e lo­gís­tica. Exe­cu­ti­vos do PIM devem ob­ser­var essa mo­vi­men­ta­ção como uma opor­tu­ni­dade de di­ver­si­fi­ca­ção para seus port­fó­lios de ser­vi­ços téc­ni­cos. [Fonte ↗](https://veja.abril.com.br/economia/o-investimento-bilionario-que-a-petrobras-fara-para-explorar-petroleo-na-foz-do-amazonas/?ref=jornalopolo.com.br) - **Mi­ne­rais crí­ti­cos e es­tra­té­gi­cos: o Brasil sem domínio nem es­tra­té­gia para ex­plo­ra­ção in­dus­trial no curto prazo**, O Ama­zo­nas possui jazidas de mi­ne­rais es­sen­ci­ais para a tran­si­ção ener­gé­tica, mas a falta de uma es­tra­té­gia na­ci­o­nal atrasa a ex­plo­ra­ção. A de­fi­ni­ção deste marco é vital para que o estado di­ver­si­fi­que sua matriz eco­nô­mica além da mon­ta­gem in­dus­trial tra­di­ci­o­nal. [Fonte ↗](https://portalamazonia.com.br/economia-na-amazonia/minerais-estrategicos-br/?ref=jornalopolo.com.br) - **Barco-escola leva cursos de energia solar e tec­no­lo­gia a mo­ra­do­res do in­te­rior do Ama­zo­nas**, A qua­li­fi­ca­ção em tec­no­lo­gias re­no­vá­veis no in­te­rior do estado prepara o terreno para a des­cen­tra­li­za­ção eco­nô­mica. Além disso, fomenta a criação de novos mer­ca­dos con­su­mi­do­res para com­po­nen­tes solares e tec­no­ló­gi­cos pro­du­zi­dos pelas in­dús­trias de Manaus. [Fonte ↗](https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/08/24/barco-escola-leva-cursos-de-energia-solar-e-tecnologia-a-moradores-do-interior-do-amazonas.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) - **Plás­tico que polui praias revela desafio da tran­si­ção ener­gé­tica a partir da Ama­zô­nia**, O debate sobre a po­lu­i­ção plás­tica atinge di­re­ta­mente o Polo Ter­mo­plás­tico de Manaus e as in­dús­trias de bens de consumo. A pressão por so­lu­ções de eco­no­mia cir­cu­lar e novos ma­te­ri­ais é um desafio de ESG que define o acesso das em­pre­sas locais a mer­ca­dos in­ter­na­ci­o­nais. [Fonte ↗](https://exame.com/esg/plastico-que-polui-praias-revela-desafio-da-transicao-energetica-a-partir-da-amazonia/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## TRABALHO E QUALIFICAÇÃO A so­fis­ti­ca­ção das linhas de pro­du­ção do PIM, que agora incluem tec­no­lo­gias de In­te­li­gên­cia Ar­ti­fi­cial e drones de alta pre­ci­são, demanda uma atu­a­li­za­ção cons­tante do capital humano. A aber­tura de mi­lha­res de vagas em cursos téc­ni­cos pelo Cetam e Senai ataca di­re­ta­mente o déficit de es­pe­ci­a­lis­tas em me­ca­trô­nica e au­to­ma­ção, pilares da In­dús­tria 4.0\. Para o setor fabril, essa oferta de qua­li­fi­ca­ção gra­tuita é um sub­sí­dio in­di­reto à pro­du­ti­vi­dade, ga­ran­tindo que a mão de obra local esteja apta a operar os novos Pro­ces­sos Pro­du­ti­vos Básicos (PPB) que estão sendo de­se­nha­dos para o próximo ciclo in­dus­trial. - **Cetam e Senai abrem mi­lha­res de vagas em cursos gra­tui­tos no AM**, O foco em cursos téc­ni­cos e pro­fis­si­o­na­li­zan­tes atende à demanda cons­tante por mão de obra qua­li­fi­cada nas linhas de mon­ta­gem do PIM. A oferta de vagas é fun­da­men­tal para reduzir o déficit de es­pe­ci­a­lis­tas em me­ca­trô­nica, elé­trica e au­to­ma­ção in­dus­trial. [Fonte ↗](https://www.acritica.com/geral/cetam-e-senai-abrem-milhares-de-vagas-em-cursos-gratuitos-no-am-1.413094?ref=jornalopolo.com.br) --- ## ECONOMIA DO AMAZONAS A eco­no­mia ama­zo­nense navega entre sinais de mo­der­ni­za­ção tec­no­ló­gica e apre­en­são tri­bu­tá­ria. O risco de uma alí­quota recorde de IVA, próxima a 28%, gera um clima de cautela para novos in­ves­ti­men­tos, en­quanto o chamado "imposto do pecado" acende o sinal de alerta para o Polo de Con­cen­tra­dos, um dos maiores ge­ra­do­res de fa­tu­ra­mento do estado. Por outro lado, o aden­sa­mento tec­no­ló­gico li­de­rado por em­pre­sas como a In­tel­bras, que integra IA em sua pro­du­ção local, de­mons­tra que o PIM mantém sua ca­pa­ci­dade de re­in­ven­ção. No campo po­lí­tico, a ar­ti­cu­la­ção pela bi­o­e­co­no­mia e o for­ta­le­ci­mento do polo de defesa si­na­li­zam a busca por uma "segunda perna" eco­nô­mica, ten­tando reduzir a de­pen­dên­cia ex­clu­siva da mon­ta­gem tra­di­ci­o­nal. - **Novo IVA pode ser o maior do mundo e deixa em­pre­sas sem saber quanto vão pagar**, A in­cer­teza sobre a alí­quota final do IVA, es­ti­mada em até 27,91%, gera in­se­gu­rança ju­rí­dica para novos in­ves­ti­men­tos no Ama­zo­nas. Para o polo, o risco de uma carga tri­bu­tá­ria recorde pres­si­ona a ne­ces­si­dade de ga­ran­tias extras para os in­cen­ti­vos da Zona Franca. [Fonte ↗](https://www.gazetadopovo.com.br/economia/reforma-tributaria-aliquota-iva-2791/?ref=jornalopolo.com.br) - **Imposto do pecado: bebidas al­co­ó­li­cas, re­fri­ge­ran­tes e ci­gar­ros; governo diz que tri­bu­ta­ção começa em 2027**, O PIM possui um dos prin­ci­pais polos de con­cen­tra­dos de bebidas do país; a nova tri­bu­ta­ção se­le­tiva impacta di­re­ta­mente os custos e a demanda das in­dús­trias do setor. A medida exige revisão es­tra­té­gica das fa­bri­can­tes ins­ta­la­das em Manaus para 2027\. [Fonte ↗](https://www.guiamuriae.com.br/noticias/brasil/imposto-do-pecado-bebidas-alcoolicas-refrigerantes-e-cigarros-governo-diz-que-tributacao-comeca-em-2027-para-reduzir-consumo/?ref=jornalopolo.com.br) - **Contra ameaça de vazante Justiça Elei­to­ral an­te­cipa envio de urnas ao in­te­rior do Ama­zo­nas para ga­ran­tir eleição**, A medida con­firma a gra­vi­dade da seca deste ano e serve de alerta para as em­pre­sas que operam no in­te­rior do estado. O mo­vi­mento lo­gís­tico an­te­ci­pado da Justiça Elei­to­ral cor­ro­bora a ne­ces­si­dade de planos de con­tin­gên­cia ur­gen­tes para o es­co­a­mento in­dus­trial. [Fonte ↗](https://18horas.com.br/amazonas/contra-ameaca-de-vazante-justica-eleitoral-antecipa-envio-de-urnas-ao-interior-do-amazonas-para-garantir-eleicao/?ref=jornalopolo.com.br) - **Com­bus­tí­veis ficam mais baratos no país, com queda mais forte no preço do etanol**, A redução nos preços dos com­bus­tí­veis alivia o custo do frete ro­do­vi­á­rio e fluvial, com­po­nente crítico do "Custo Ama­zo­nas". Para as in­dús­trias, a queda no etanol e de­ri­va­dos ajuda a mitigar a pressão in­fla­ci­o­ná­ria na cadeia de su­pri­men­tos re­gi­o­nal. [Fonte ↗](https://muitainformacao.com.br/cidades/combustiveis-ficam-mais-baratos-no-pais-com-queda-mais-forte-no-preco-do-etanol/?ref=jornalopolo.com.br) - **Do PABX aos drones com re­co­nhe­ci­mento facial: como a In­tel­bras (INTB3) se re­in­ven­tou e hoje usa a IA para ir além das câmeras de se­gu­rança**, Com planta em Manaus, a evo­lu­ção tec­no­ló­gica da In­tel­bras rumo à IA e drones de se­gu­rança reflete a trans­for­ma­ção das linhas de pro­du­ção do PIM. O mo­vi­mento si­na­liza o aden­sa­mento tec­no­ló­gico ne­ces­sá­rio para manter a com­pe­ti­ti­vi­dade da in­dús­tria ama­zo­nense. [Fonte ↗](https://www.seudinheiro.com.br/2026/empresas/do-pabx-aos-drones-com-reconhecimento-facial-como-a-intelbras-intb3-se-reinventou-e-hoje-usa-a-ia-para-ir-alem-das-cameras-de-seguranca/?ref=jornalopolo.com.br) - **Omar quer trans­for­mar pro­du­tos da flo­resta em nova riqueza do Ama­zo­nas**, A ar­ti­cu­la­ção po­lí­tica para for­ta­le­cer a bi­o­e­co­no­mia visa criar uma "segunda perna" para a eco­no­mia es­ta­dual. Para o setor in­dus­trial, isso abre opor­tu­ni­da­des de in­te­gra­ção entre a tec­no­lo­gia do PIM e insumos ama­zô­ni­cos de alto valor agre­gado. [Fonte ↗](https://www.parintinsamazonas.com.br/noticia/omar-quer-transformar-produtos-da-floresta-em-nova-riqueza-do-amazonas?ref=jornalopolo.com.br) - **In­dus­tri­a­li­za­ção, flo­resta e co­lo­ni­a­lismo: o dilema ama­zô­nico no século XXI**, O artigo discute a sus­ten­ta­bi­li­dade do modelo ZFM frente aos de­sa­fios am­bi­en­tais globais. Para os ges­to­res do polo, com­pre­en­der essa nar­ra­tiva po­lí­tica é es­sen­cial para de­fen­der a ma­nu­ten­ção dos in­cen­ti­vos fiscais como fer­ra­menta de pre­ser­va­ção flo­res­tal. [Fonte ↗](https://amazonasatual.com.br/industrializacao-floresta-e-colonialismo-o-dilema-amazonico-no-seculo-xxi/?ref=jornalopolo.com.br) - **Arthur Vir­gí­lio Neto in­ten­si­fica cam­pa­nha e leva pro­pos­tas a cinco mu­ni­cí­pios do in­te­rior do Ama­zo­nas**, O debate elei­to­ral no Ama­zo­nas pauta in­ves­ti­men­tos em in­fra­es­tru­tura que podem co­nec­tar melhor o in­te­rior à capital. Pro­pos­tas de lo­gís­tica e co­nec­ti­vi­dade são vitais para as in­dús­trias que buscam ex­pan­dir sua rede de dis­tri­bu­i­ção re­gi­o­nal. [Fonte ↗](https://www.portaldoholanda.com.br/eleicoes-2026/arthur-virgilio-neto-intensifica-campanha-e-leva-propostas-a-cinco-municipios-do-interior-do-amazonas?ref=jornalopolo.com.br) - **Ligação entre Lula e Erdogan re­a­firma defesa na­ci­o­nal como um dos eixos cen­trais**, O for­ta­le­ci­mento da agenda de defesa abre portas para o Polo de Defesa e Se­gu­rança de Manaus. Par­ce­rias in­ter­na­ci­o­nais em tec­no­lo­gia militar podem re­sul­tar em novos Pro­ces­sos Pro­du­ti­vos Básicos (PPB) para com­po­nen­tes de alta pre­ci­são fa­bri­ca­dos no Ama­zo­nas. [Fonte ↗](https://www.brasil247.com/poder/ligacao-entre-lula-e-erdogan-reafirma-defesa-nacional-como-um-dos-eixos-centrais-da-campanha-de-lula/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## COMÉRCIO E CÂMBIO | In­di­ca­dor | Valor | Va­ri­a­ção | | -------------------- | ------- | ----------- | | PTAX USD/BRL (venda) | R$ 5,15 | \-0,22% | | USD/BRL (spot) | R$ 5,15 | +0,33% | | EUR/BRL (spot) | R$ 6,01 | +0,26% | | SELIC | 14,00% | estável | O mercado de câmbio ontem apre­sen­tou uma leve pressão de alta no dólar spot, o que mantém o custo de im­por­ta­ção de com­po­nen­tes em pa­ta­ma­res ele­va­dos para os polos de duas rodas e ele­tro­e­le­trô­ni­cos. Com a Selic es­ta­ci­o­nada em 14%, o custo do capital de giro para fi­nan­ciar o trân­sito lo­gís­tico de longa dis­tân­cia, marca re­gis­trada de Manaus, exige uma gestão de es­to­ques mi­li­mé­trica para evitar a erosão das margens ope­ra­ci­o­nais das in­dús­trias. --- ## PRESSÃO NO CUSTO DE ENERGIA A queda ex­pres­siva de \-4,57% no pe­tró­leo Brent ontem oferece um alívio direto e muito bem-vindo na pla­ni­lha de frete in­ter­na­ci­o­nal e lo­gís­tica fluvial do Ama­zo­nas. O recuo do diesel (\-2,91%) mitiga par­ci­al­mente o impacto da vazante dos rios, re­du­zindo a pressão sobre o trans­porte ro­do­vi­á­rio e as ge­ra­do­ras tér­mi­cas. Em con­tra­par­tida, a leve alta do gás natural exige atenção, es­pe­ci­al­mente para as in­dús­trias ele­tro­in­ten­si­vas que de­pen­dem desta matriz para manter a es­ta­bi­li­dade da pro­du­ção durante picos de demanda. --- ## MOVIMENTAÇÕES DO SETOR - A In­tel­bras está di­ver­si­fi­cando sua pro­du­ção na planta de Manaus para incluir drones equi­pa­dos com in­te­li­gên­cia ar­ti­fi­cial e re­co­nhe­ci­mento facial, focando em novos nichos de se­gu­rança e au­to­ma­ção. - A Tema Trans­por­tes re­for­çou sua ope­ra­ção de fre­ta­mento no Dis­trito In­dus­trial com a aqui­si­ção de 10 novos micro-ônibus Volare, visando au­men­tar a efi­ci­ên­cia no trans­porte dos co­la­bo­ra­do­res do polo. --- ## O QUE MUDA PARA O AMAZONAS - **Custo de Frete:** A queda acen­tu­ada do pe­tró­leo Brent reduz o custo de frete de longo curso, fa­vo­re­cendo o re­ce­bi­mento de insumos im­por­ta­dos via ca­bo­ta­gem. - **Gestão Fiscal:** O pla­ne­ja­mento do Or­ça­mento de 2027 com dados da Reforma Tri­bu­tá­ria acelera a ne­ces­si­dade de as em­pre­sas do PIM adap­ta­rem seus sis­te­mas de com­pli­ance e gestão fiscal ime­di­a­ta­mente. - **Es­co­a­mento da Safra:** A ex­pan­são da ca­pa­ci­dade de carga aérea da Gollog com o A330 oferece uma rota al­ter­na­tiva segura para o es­co­a­mento de pro­du­tos aca­ba­dos durante o pico da vazante. - **Mão de Obra:** A oferta de vagas téc­ni­cas no Cetam e Senai foca em áreas de au­to­ma­ção, pre­pa­rando a mão de obra local para a pro­du­ção de tec­no­lo­gias de ponta, como os novos drones da In­tel­bras. - **Preços Re­gi­o­nais:** A redução no preço do diesel e etanol alivia a pressão in­fla­ci­o­ná­ria na cadeia lo­gís­tica re­gi­o­nal, im­pac­tando po­si­ti­va­mente o custo final dos pro­du­tos fa­bri­ca­dos em Manaus. --- ## FECHAMENTO A eco­no­mia do Ama­zo­nas navega por um período de tran­si­ção tec­no­ló­gica e tri­bu­tá­ria, onde a re­si­li­ên­cia do Polo In­dus­trial de Manaus é testada por gar­ga­los cli­má­ti­cos e mu­dan­ças pro­fun­das na le­gis­la­ção na­ci­o­nal. A queda nos preços in­ter­na­ci­o­nais do pe­tró­leo e a di­ver­si­fi­ca­ção das linhas de pro­du­ção locais para setores de alta tec­no­lo­gia trazem um fôlego im­por­tante para o en­cer­ra­mento do tri­mes­tre, en­quanto o debate sobre a Reforma Tri­bu­tá­ria exige vi­gi­lân­cia cons­tante das li­de­ran­ças do estado. Bom dia e bons ne­gó­cios. --- O Polo Acom­pa­nhe o Polo In­dus­trial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo In­dus­trial de Manaus, no­tí­cias e aná­li­ses sobre a in­dús­tria, a Zona Franca e a eco­no­mia do Ama­zo­nas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### Log-In moderniza navio que conecta Manaus a portos do Brasil e do Mercosul URL: https://www.jornalopolo.com.br/log-in-moderniza-navio-que-conecta-manaus-a-portos-do-brasil-e-do-mercosul/ Last updated: 2026-08-24T21:20:53.000Z Um dos navios que operam em rotas com passagem por Manaus passou por uma série de melhorias voltadas à eficiência energética. A Log-In Logística Integrada concluiu, no segundo trimestre de 2026, a docagem do porta-contêineres Log-In Endurance. A embarcação recebeu *retrofits (*que são modificações feitas em equipamentos já existentes), pintura de silicone no hélice, atualização dos sistemas de navegação e manutenção dos equipamentos de propulsão. O Endurance atua em serviços de cabotagem, que é o transporte de cargas entre portos do próprio país, e em operações com o Mercosul. As rotas atendidas conectam portos brasileiros, incluindo portos de Manaus (AM), a Buenos Aires, na Argentina. ## O que mudou no navio Entre as intervenções está a aplicação de pintura de silicone no hélice, solução que já vinha sendo utilizada em outras embarcações da Log-In. O revestimento busca melhorar a eficiência do hélice na água e reduzir a resistência durante a navegação. Também foram realizados tratamento e pintura do casco e das tampas de porão, além da manutenção de motores elétricos, bombas, válvulas e dos sistemas de propulsão e governo do navio. Os equipamentos de navegação instalados no passadiço, área de onde a embarcação é comandada, também foram modernizados como parte da atualização tecnológica da frota. A Log-In não informou quanto foi investido na docagem nem apresentou uma estimativa de redução no consumo de combustível ou nas emissões após as intervenções. > “A docagem representa um investimento contínuo na confiabilidade e na evolução da nossa frota. Além de assegurar a conformidade operacional da embarcação, incorporamos melhorias que contribuem para uma operação mais eficiente”, diz Mauricio Trompowsky, diretor de Operações da Log-In Logística Integrada. O Endurance também passou pela renovação quinquenal das certificações de classe e das certificações relacionadas à segurança dos equipamentos e acessórios utilizados na movimentação de cargas. ## Pressão por eficiência no transporte marítimo A modernização ocorre em um momento de crescimento da cabotagem e de aumento das exigências de eficiência energética no transporte marítimo. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a movimentação de cargas por cabotagem cresceu 3,3% em 2025 na comparação com o ano anterior. Desde 2023, a Organização Marítima Internacional (IMO) exige o Índice de Eficiência Energética para Navios Existentes (EEXI) para as embarcações abrangidas pelas regras. O indicador considera características técnicas relacionadas à eficiência energética dos navios em operação. Outra medida é o Indicador de Intensidade de Carbono (CII), aplicado a navios a partir de 5 mil toneladas de arqueação bruta. O sistema relaciona as emissões de CO₂ à capacidade da embarcação e à distância percorrida, classificando o desempenho dos navios de A a E. Embarcações classificadas na categoria E ou que permaneçam na categoria D por três anos consecutivos precisam apresentar um plano de ações corretivas para alcançar o desempenho exigido. As regras estão em processo de revisão. Em 2026, a IMO iniciou a segunda fase de avaliação das medidas de curto prazo para redução das emissões, incluindo EEXI, CII e o Plano de Gestão da Eficiência Energética do Navio (SEEMP). ## Mais navios passarão por modernização O Log-In Endurance foi o segundo navio da companhia a concluir uma docagem em 2026\. Outra embarcação está atualmente passando pelo processo e novos navios devem entrar em docagem ainda neste ano. O programa continuará em 2027. > “O Log-In Endurance foi o segundo navio da nossa frota a passar por docagem em 2026\. Atualmente, temos outra embarcação em docagem e a previsão de que outros navios passem pelo processo ainda este ano, dando continuidade ao nosso plano de modernização da frota”, afirma Felipe Gurgel, diretor executivo de Navegação da Log-In. Atualmente, a Log-In opera nove navios porta-contêineres, que somam capacidade para 24.366 TEUs. A frota é utilizada em serviços regulares de cabotagem e em rotas que conectam o Brasil à Argentina, Paraguai e Uruguai. Além da navegação, a companhia administra o Terminal de Vila Velha (TVV), no Espírito Santo, e atua no transporte rodoviário por meio da Tecmar e da Oliva Pinto. ### Professor Augusto Rocha defende industrialização como caminho para superar lógica colonial na Amazônia URL: https://www.jornalopolo.com.br/professor-augusto-rocha-defende-industrializacao-como-caminho-para-superar-logica-colonial-na-amazonia/ Last updated: 2026-08-24T20:30:43.000Z Augusto Cesar Barreto Rocha, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e uma das grandes referências da logística na Amazônia, defende a industrialização e o avanço tecnológico como caminhos para o desenvolvimento econômico da Amazônia e para a superação de uma lógica que associa à condição colonial. A discussão foi apresentada no artigo *“Industrialização, floresta e colonialismo: o dilema amazônico no século XXI”,* publicada no Jornal GGN. No texto, Rocha parte do modelo econômico do período colonial, marcado pela retirada de riquezas e por relações desiguais, para discutir as alternativas de desenvolvimento da Amazônia no cenário atual. O professor chama atenção para a necessidade de aumento da produtividade e destaca a transição de uma economia agrária para uma economia industrial e, posteriormente, para atividades de serviços como possibilidades de geração de riqueza. Ao trazer essa discussão para o Amazonas, Rocha destaca a participação da indústria de transformação na economia estadual. Segundo dados citados por ele e compilados pelo professor André Ricardo Reis Costa, da Ufam, a indústria de transformação corresponde a 33% do Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas. O percentual apresentado no artigo coloca o estado à frente de Santa Catarina, com 23%, e do Rio Grande do Sul, com 21%. > “Não olhamos normalmente para o Amazonas como uma possibilidade ou como uma potência industrial, mesmo que seja”, destaca Rocha. ## Floresta, indústria e tecnologia No artigo, o professor argumenta que a imagem do Amazonas costuma estar associada à floresta e ao potencial de sua biodiversidade, apesar da presença da indústria na economia estadual. A partir desse contraste, Rocha questiona qual modelo de desenvolvimento deve ser buscado para a região. Entre as possibilidades levantadas no texto estão o uso da natureza pela agricultura, a incorporação de tecnologia por meio de um modelo agroindustrial e o desenvolvimento de empresas de base tecnológica que utilizem ciência para agregar valor aos recursos naturais. Ao tratar da primeira possibilidade, o professor questiona se transformar a Amazônia em um “fazendão” significaria um retorno ao que chama de “ideal colonial”. Rocha também relaciona essa discussão diretamente ao modelo industrial de Manaus. Na avaliação do professor, ataques a essa estrutura representam um retrocesso no estágio de desenvolvimento econômico. > *“Toda vez que se ataca o modelo industrial de Manaus é um ataque para devolver a um estado mais primitivo de atividade econômica. É uma cabeça de colônia ou de império, querendo retroceder o estágio de desenvolvimento”, escreve.* ## Debate sobre os rios O professor estende o questionamento às discussões sobre concessões de rios à iniciativa privada. > Quando se fala em fazer concessão do rio para a iniciativa privada: é para ajudar a região ou é para encontrar um novo meio de explorar a região por meio da potência da natureza? São perguntas inconvenientes que precisamos começar a enfrentar, para que não percamos a grande oportunidade histórica que estamos construindo, na superação da condição de colônia, questiona. O docente defende que questões como essa sejam discutidas dentro de um debate mais amplo sobre o futuro econômico da Amazônia e sobre a superação de sua condição histórica de colônia. ### IA avança no comércio exterior e já pode reduzir até 60% das tarefas manuais URL: https://www.jornalopolo.com.br/ia-avanca-no-comercio-exterior-e-ja-pode-reduzir-ate-60-das-tarefas-manuais/ Last updated: 2026-09-03T04:18:52.000Z Nos últimos anos, a inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a executar diretamente processos empresariais. Pressionadas pela busca por produtividade, redução de custos e maior controle das operações, empresas de tecnologia, logística e comércio exterior começaram a incorporar agentes capazes de interpretar documentos, cruzar dados, acompanhar operações e executar tarefas integradas aos sistemas corporativos. Os números mostram que essa transformação ultrapassou a fase de experimentação isolada. Uma pesquisa internacional da McKinsey, publicada em novembro de 2025, apontou que 88% das organizações consultadas utilizavam inteligência artificial regularmente em pelo menos uma função de negócio, ante 78% no levantamento anterior. Além disso, 62% afirmaram que suas empresas testavam agentes de IA. Apesar do avanço, a adoção da tecnologia ainda ocorre de forma desigual. A pesquisa apontou que quase dois terços das empresas não haviam conseguido disseminar seu uso por toda a organização, e o nível de utilização também apresentou diferenças conforme o porte das empresas. Segundo a OCDE, 20,2% das companhias dos países analisados utilizavam IA em 2025\. Esse percentual chegava a 52% entre as grandes empresas, enquanto, entre as pequenas, ficava em 17,4%. Uma evidência de que a incorporação da tecnologia avança em ritmos distintos de acordo com a estrutura das organizações. ### Inteligência artificial no comércio exterior: da análise à execução No comércio exterior, a quantidade de documentos, dados e participantes envolvidos em uma única operação cria um ambiente favorável à automação. Faturas comerciais, conhecimentos de embarque, classificações fiscais, contratos, cotações, rastreamento de cargas e dados alfandegários ainda dependem, em muitos casos, de consultas manuais, transferência de informações entre sistemas e conferência humana. A Organização Mundial do Comércio estima que os efeitos da tecnologia podem alcançar as próprias trocas internacionais. No World Trade Report 2025, a entidade projetou que a adoção da IA poderia elevar o comércio mundial entre 34% e 37% até 2040\. Como consequência, o PIB mundial poderia crescer entre 12% e 13% nos cenários analisados. Esse movimento reforça uma mudança no papel dos softwares: além de apresentar informações, os sistemas começam a executar ações em fluxos previamente definidos. A questão agora é entender quando essa capacidade deixará de ser um diferencial e passará a representar uma exigência competitiva no setor. Para Jackson Campos, pesquisador sobre a adoção da inteligência artificial na gestão da cadeia de suprimentos pela Université de Bordeaux, essa mudança ocorreu. Na avaliação do especialista, a IA deixou de ser apenas um diferencial competitivo no comércio exterior e passou a ser uma exigência para as empresas do setor. O mercado brasileiro também entrou nesse processo. Para Campos, empresas que ainda não utilizam a tecnologia não estão apenas deixando de acompanhar uma tendência, mas se encontram em posição de atraso em relação àquelas que incorporaram essas ferramentas às operações. ### Agentes autônomos chegam às plataformas brasileiras No Brasil, essa transformação começa a aparecer em plataformas desenvolvidas especificamente para o comércio exterior. Em abril de 2026, a Logcomex apresentou uma solução baseada em agentes autônomos capazes, segundo a empresa, de cruzar invoice, packing list e bill of lading, identificar inconsistências, acompanhar embarques, antecipar riscos logísticos, apoiar a busca por fornecedores e organizar processos aduaneiros. A empresa estima que os agentes possam reduzir entre 50% e 60% das atividades manuais e diminuir em aproximadamente 15% os custos operacionais dos usuários. A capacidade de interpretar documentos, comparar dados e acompanhar eventos continuamente também levanta outra questão: quais atividades estão mais próximas de serem delegadas aos agentes? Segundo Campos, as atividades operacionais estão sendo automatizadas, enquanto as funções comerciais devem avançar nessa direção em breve. A tendência é que sistemas capazes de realizar cotações, solicitar embarques e executar processos de faturamento estejam entre os próximos a incorporar níveis maiores de automação. Com isso, a atuação dos agentes deve avançar gradualmente de tarefas repetitivas e operacionais para etapas que hoje exigem maior participação das áreas comerciais. ## Tecnologia avança, mas empresas precisam se adaptar A disseminação das ferramentas não significa que sua implantação seja simples. No comércio exterior, a adoção de agentes exige integração entre sistemas, qualidade dos dados, segurança da informação e definição clara sobre quais decisões podem ser executadas automaticamente e quais devem permanecer sob validação humana. Esse pode ser um dos principais pontos de diferença entre a velocidade de evolução da tecnologia e a capacidade das empresas de incorporá-la às operações. Na avaliação de Campos, uma das principais barreiras está na resistência dos próprios usuários, especialmente quando não há confiança nas informações fornecidas pelos sistemas. A dificuldade envolve tanto a falta de clareza sobre a origem dos dados quanto a incerteza sobre o destino das informações inseridas nas plataformas. Soma-se a isso a dificuldade de compreender como a máquina chegou a determinada resposta, fator que pode reduzir a confiança nas ferramentas e retardar sua adoção. O desafio tende a ganhar importância à medida que grandes fornecedores incorporam agentes diretamente a plataformas corporativas, sistemas de gestão e ferramentas utilizadas no cotidiano das empresas. A inteligência artificial pode, assim, seguir uma trajetória semelhante à de ERPs, computação em nuvem e plataformas de rastreamento, que passaram de diferenciais tecnológicos a componentes recorrentes das operações. Para importadores, exportadores, agentes de carga, despachantes e operadores logísticos, a discussão passa a envolver quais processos devem ser redesenhados, quais dados precisam estar preparados e quais atividades podem ser delegadas à tecnologia sem comprometer controle, segurança e responsabilidade. Nesse cenário, Jackson Campos considera que o primeiro passo para as empresas é compreender profundamente o próprio negócio e reconhecer que a inteligência artificial está sendo utilizada pelos concorrentes. Adiar o início desse processo por mais um ano pode representar um intervalo significativo diante da velocidade de evolução das ferramentas. Por isso, quanto antes a empresa conhecer as soluções disponíveis e identificar aquelas adequadas às suas necessidades, mais rapidamente poderá decidir como incorporar a tecnologia às operações. Se esse movimento continuar, a principal mudança provocada pela inteligência artificial no comércio exterior será a passagem de parte das operações para sistemas capazes de interpretar informações e agir de forma autônoma, antes mesmo que um profissional precise solicitar a execução de determinada tarefa. ## No Polo Industrial, o despacho já opera com IA Em Manaus, o movimento descrito acima já aparece na ponta que atende o Polo Industrial. A [Codexa](https://codexa.com.br/?ref=jornalopolo.com.br), operadora de comércio exterior com sede na capital, aplica inteligência artificial no despacho aduaneiro e reúne numa mesma contraparte serviços que o importador costuma contratar separadamente: despacho, câmbio e logística internacional. Segundo a empresa, é a troca de informação entre fornecedores diferentes que faz a conferência manual se acumular, e é nesse ponto que a automação tem efeito mais direto: classificação fiscal, conferência documental e o acompanhamento de cada etapa do processo. ### Sobre Jackson Campos Jackson Campos é especialista em comércio exterior e supply chain, com atuação no setor e em relações governamentais. É doutorando na Universidade de Bordeaux, na França, onde desenvolve pesquisa sobre a adoção da inteligência artificial generativa por empresas e profissionais da cadeia de suprimentos. Acompanha temas como comércio internacional, tarifas e barreiras comerciais, geopolítica, inteligência artificial aplicada à cadeia de suprimentos, importação, exportação e logística internacional, analisando dados, tendências e transformações do mercado e seus impactos sobre empresas e profissionais do setor. ### Tema recebe 10 novos micro-ônibus para transporte de trabalhadores do Polo Industrial de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/tema-recebe-10-novos-micro-onibus-para-transporte-de-trabalhadores-do-polo-industrial-de-manaus/ Last updated: 2026-08-24T19:28:09.000Z A Tema Transportes colocou 10 novos micro-ônibus em sua frota para atender às operações de fretamento empresarial ligadas à Zona Franca de Manaus (ZFM). A empresa incorporou unidades do Volare Attack 8, modelo voltado ao transporte de passageiros. Os veículos foram entregues pela concessionária Macro Bus, representante da Volare na região, e receberam uma configuração específica para a operação da transportadora. Cada micro-ônibus tem 9,15 metros de comprimento e capacidade para 32 passageiros sentados. As unidades contam com ar-condicionado, elevador para acessibilidade e itinerário eletrônico. As poltronas são reclináveis e possuem 875 milímetros, segundo informações da Volare. Com a aquisição, a Tema aumenta a presença de veículos da marca em sua frota destinada ao transporte corporativo. A empresa atua no fretamento empresarial na Zona Franca, mercado diretamente ligado ao deslocamento de trabalhadores das indústrias e de outras operações da região. Segundo a Volare, a escolha do Attack 8 também considera características exigidas nesse tipo de serviço, como disponibilidade dos veículos para a operação, conforto e custos de manutenção. A fabricante aponta a Tema como um de seus clientes estratégicos no transporte de passageiros da Região Norte. Para Den Vargas, gerente executivo da Volare, a nova entrega também mantém uma relação comercial já existente entre as duas empresas. > “A entrega dos 10 Volare Attack 8 reforça a nossa parceria histórica com a Tima Transportes, especializada no fretamento empresarial da Zona Franca de Manaus”, disse. Fundada em 1981, a Tema Transportes iniciou a sua atuação no Polo Industrial de Manaus e se consolidou como uma das maiores empresas de fretamento do Amazonas, com foco em inovação e sustentabilidade. Com frota diversificada e com mais de 400 veículos, atua na prestação de serviços de viagens desde curtas até de longas distâncias. ### Brizze: nova marca vai montar motos elétricas na Zona Franca de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/brizze-nova-marca-vai-montar-motos-eletricas-na-zona-franca-de-manaus/ Last updated: 2026-08-24T18:23:04.000Z A Zona Franca de Manaus (ZFM) vai receber a produção de uma nova marca de veículos elétricos de duas rodas. A brasileira Brizze Motos, pertencente ao Grupo Minas Brisa, anunciou a entrada no mercado brasileiro com cinco modelos que serão montados na capital amazonense. A estreia da marca ocorreu durante o Suhai Festival Interlagos, realizado entre os dias 13 e 16 de agosto, em São Paulo (SP). Além da produção na Zona Franca, a Brizze aposta em um sistema de troca rápida de baterias, conhecido como *battery swapping*. Na prática, em vez de parar o veículo e esperar a bateria recarregar, o usuário poderá ir até uma estação da marca, deixar a bateria descarregada e retirar outra já carregada para continuar o trajeto. O sistema será integrado a um aplicativo, que deverá permitir localizar os pontos de troca e auxiliar no gerenciamento do serviço. A recarga convencional não será abandonada: a proposta é que os proprietários também possam carregar as baterias em casa. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Brizze-nova-marca-vai-montar-motos-el--tricas-na-Zona-Franca-de-Manaus.jpg) Foto: Guilherme Augusto A implantação inicial das estações está prevista para São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Fortaleza, além de cidades de Santa Catarina e Paraná. A tecnologia é apresentada pela empresa principalmente como uma forma de reduzir o tempo de parada, algo que pode ser especialmente útil para quem utiliza o veículo durante muitas horas do dia, como profissionais de entrega. ### Zona Franca Segundo as informações divulgadas pela empresa, os veículos serão montados na ZFM com cerca de 40% dos componentes dentro de um planejamento de nacionalização. De acordo com o projeto industrial da empresa, disponível em [pauta](https://www.sedecti.am.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/PAUTA-DA-320a-REUNIAO-ORDINARIA-2.pdf?ref=jornalopolo.com.br) do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), lançada em junho, a Minas Brisa prevê investimentos de R$ 39,7 milhões para implantação e estima estar fabricando 10 mil motocicletas elétricas já no primeiro ano de operação; 15 mil unidades no segundo ano; e 20 mil no terceiro. ### Cinco modelos A Brizze chega ao país com quatro versões da linha Z1: Ventus, City, Fun e Street. Os preços começam em R$ 4.990. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Brizze--nova-marca-vai-montar-motos-el--tricas-na-Zona-Franca-de-Manaus-3.jpg) Foto: Divulgação Os modelos utilizam motor de 1.000 W, têm velocidade limitada a 32 km/h e autonomia declarada de até 55 quilômetros. Pelas características, são enquadrados como equipamentos autopropelidos pela Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), não exigindo CNH, emplacamento ou licenciamento. Uma quinta opção é a Brizze Z4, mais potente, que custa R$ 13.990\. O modelo traz motor de 4.000 W, alcança até 100 km/h e tem autonomia declarada de até 120 quilômetros. Diferentemente da linha Z1, a Z4 é classificada como motocicleta. Por isso, exige habilitação na categoria A. O modelo também é apresentado pela marca como uma opção para profissionais que trabalham com entregas e usuários que precisam percorrer trajetos com maior velocidade. A previsão é que as primeiras unidades cheguem aos consumidores entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027. ### Prefeitura de Manaus leva ação de segurança no trânsito a trabalhadores da Mondial no Distrito Industrial URL: https://www.jornalopolo.com.br/prefeitura-de-manaus-leva-acao-de-seguranca-no-transito-a-trabalhadores-da-mondial-no-distrito-industrial/ Last updated: 2026-08-24T16:49:06.000Z A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), realizou, nesta segunda-feira (24), mais uma ação educativa do projeto “Humaniza Trânsito”, desta vez voltada para cerca de 40 colaboradores da empresa Mondial, localizada no Distrito Industrial, zona Sul da capital. A atividade teve como objetivo reforçar a importância da responsabilidade, respeito e segurança no trânsito, levando informações que podem ser aplicadas diariamente por motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Durante a ação, os participantes receberam orientações sobre comportamento seguro, legislação e atitudes capazes de contribuir para a prevenção de sinistros. O agente e educador de trânsito do IMMU, Wenrison Freitas, destacou que o projeto busca provocar uma reflexão sobre o papel de cada pessoa na construção de um trânsito mais seguro. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Prefeitura-de-Manaus-leva-projeto----Humaniza-Tr--nsito----a-colaboradores-da-Mondial-no-Distrito-Industrial-2-1.jpeg) Foto: Divulgação/IMMU > “O ‘Humaniza Trânsito’ trabalha principalmente a mudança de comportamento. Procuramos mostrar que, no trânsito, cada decisão pode fazer a diferença. Respeitar a sinalização, reduzir comportamentos de risco e ter empatia com os demais usuários das vias são atitudes fundamentais. Quando levamos esse trabalho para dentro das empresas, conseguimos alcançar pessoas que todos os dias estão nas ruas como motoristas, motociclistas, ciclistas ou pedestres e que também podem multiplicar essa mensagem”, destacou Wenrison. O projeto “Humaniza Trânsito” integra as ações permanentes de educação desenvolvidas pelo IMMU e busca aproximar as políticas de segurança viária da população, promovendo atividades em empresas, instituições públicas e privadas e outros espaços da cidade. Por meio das ações educativas, a Prefeitura de Manaus reforça o trabalho preventivo como uma das ferramentas para reduzir comportamentos de risco, estimular a convivência respeitosa nas vias e contribuir para um trânsito mais seguro e humanizado na capital amazonense. ### Automação eleva segurança e produtividade na mineração URL: https://www.jornalopolo.com.br/automacao-eleva-seguranca-e-produtividade-na-mineracao/ Last updated: 2026-08-24T16:36:29.000Z Por natureza, a mineração é uma indústria de extremos, com poeira, vibração, calor, umidade, minas cada vez mais profundas e operações muitas vezes distantes de grandes centros. Nesse cenário, garantir produtividade sem abrir mão da segurança das equipes e da eficiência energética tornou-se um dos maiores desafios do setor. Para enfrentar esse cenário, a Mitsubishi Electric Brasil, uma das líderes globais em tecnologia, automação industrial e soluções inovadoras para diversos segmentos, tem investido em automação, robótica e conectividade capazes de operar de forma confiável mesmo nas condições mais adversas da extração mineral. Segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), o setor segue como um dos pilares da economia nacional. No terceiro trimestre de 2025, por exemplo, as exportações minerais somaram cerca de US$ 12,2 bilhões. Esse volume de produção, aliado à pressão por conformidade ambiental e maior transparência nas cadeias produtivas, reforça a urgência de operações mais inteligentes e conectadas, capazes de crescer em escala sem comprometer a segurança das pessoas e os compromissos de sustentabilidade. Da exploração à britagem, passando por perfuração, desmonte, carregamento e transporte, a companhia integra automação de processo e controle de motores para apoiar diferentes etapas da atividade mineral, tanto em minas a céu aberto quanto subterrâneas. O objetivo é reduzir riscos às pessoas, otimizar o uso de capital e manter o desempenho estável mesmo em ambientes remotos e de difícil acesso, onde falhas custam caro e o suporte técnico presencial nem sempre está a poucos passos de distância. > "A automação representa a base da mineração do futuro. As soluções que a Mitsubishi Electric Brasil possui ajudam as empresas a alcançar novos patamares de produtividade, segurança e sustentabilidade, transformando desafios em oportunidades de crescimento responsável", destaca Alexandre Serain, Gerente de Marketing de Produto da Mitsubishi Electric Brasil. Um dos pilares dessa estratégia está no controle preciso de motores elétricos de grande porte, essenciais para transporte e processamento de minério. A linha de inversores de frequência de alta potência da empresa foi desenvolvida para aplicações críticas, oferecendo recursos avançados de controle, monitoramento e proteção que assegurem estabilidade operacional, economia de energia e maior durabilidade dos equipamentos. Esses fatores ganham ainda mais relevância em um setor no qual uma parada não programada pode representar milhares de reais em prejuízo por hora. A inteligência embarcada nesses drives também abre espaço para ganhos que vão além do consumo de energia. Ao combinar variadores de velocidade com dispositivos de monitoramento de condição, é possível acompanhar em tempo real o desempenho dos motores e antecipar falhas antes que se tornem paradas não planejadas. Além do controle de motores, o portfólio voltado ao setor inclui sistemas supervisórios, sensores digitais, interfaces homem-máquina (HMIs) e conversores regenerativos, que possibilitam recuperar e reaproveitar energia elétrica em aplicações comuns nas mineradoras. Integrados em rede e conectados a camadas de gestão como SCADA, MES ou ERP, esses dispositivos transformam dados de campo em indicadores de desempenho (KPIs), permitindo decisões mais rápidas, redução de desperdícios e adoção de estratégias de manutenção preditiva,em vez de corretiva. > "A resposta para os desafios da mineração não é operar sob mais pressão, mas sim operar com mais inteligência, usando os dados que a própria planta já gera para antecipar falhas e tomar decisões preventivas", detalha Serain. Ao unir controle de motores, automação de processo, robótica e monitoramento inteligente em um único ecossistema, a Mitsubishi Electric Brasil amplia as possibilidades de atuação em ambientes extremos e oferece às mineradoras ferramentas para elevar a produtividade sem comprometer a segurança. Em operações pressionadas por custos de energia, metas de descarbonização e ambientes cada vez mais hostis, essa integração se torna um diferencial competitivo real, com potencial para reduzir paradas não programadas, ampliar o ciclo de vida dos ativos e liberar as equipes técnicas para iniciativas de melhoria contínua e inovação. ### Conselho estadual deve aprovar, nesta quinta (27), 45 projetos industriais com R$ 1,02 bilhão em investimentos para a ZFM URL: https://www.jornalopolo.com.br/conselho-estadual-deve-aprovar-nesta-quinta-27-45-projetos-industriais-com-r-1-02-bilhao-em-investimentos-para-a-zfm/ Last updated: 2026-08-24T15:40:31.000Z Uma [pauta bilionária](https://www.sedecti.am.gov.br/wp-content/uploads/2026/08/PAUTA-DA-321a-REUNIAO-ORDINARIA.pdf?ref=jornalopolo.com.br) de novos investimentos industriais deverá ser aprovada nesta quinta-feira (27) em Manaus. A 321ª reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), que concede incentivos fiscais estaduais a empresas interessadas em se instalar na Zona Franca, reúne 45 projetos que, juntos, somam R$ 1,02 bilhão em investimentos projetados e preveem a criação de 1.355 empregos. O encontro, que terá início às 10h, será realizado no auditório Silveira Fontes, no Senai, localizado no Distrito Industrial, Zona Sul da capital amazonense. Dos projetos que chegam ao conselho, 22 são de implantação de novas atividades, 21 de diversificação da produção e dois de atualização. Entre os destaques está a TCL Semp. A fabricante tem dois projetos que, somados, representam R$ 651,1 milhões, quase dois terços de todo o investimento previsto na pauta, e podem acrescentar celulares e tablets à operação da companhia no Polo Industrial de Manaus (PIM). O maior deles, antecipado por [O POLO](https://www.jornalopolo.com.br/), é voltado à produção de smartphones. São R$ 581,8 milhões em investimentos, 184 empregos e previsão de até 2 milhões de aparelhos fabricados em três anos de operações. O segundo projeto da TCL Semp mira os tablets. Neste caso, são R$ 69,3 milhões em investimentos e 72 empregos previstos. A produção apresentada no projeto parte de 100 mil unidades no primeiro ano para 300 mil no terceiro. Atualmente, a operação industrial própria da TCL Semp na capital amazonense está concentrada principalmente em televisores, soundbars e condicionadores de ar. ## Ambev apresenta projeto de implantação A Ambev também aparece entre os destaques da pauta com um projeto de implantação de R$ 52,4 milhões. O projeto contempla a produção de refrigerantes tanto à base de guaraná quanto de outros sabores, ainda não especificados. No terceiro ano, o programa apresentado pela Ambev prevê a produção de 44,2 milhões de litros de refrigerante, considerando as duas linhas. ## Multi, GBR e Visteon também têm projetos A pauta do Codam traz ainda projetos de diversificação de outras três empresas instaladas no PIM. O Grupo Multi aparece com duas propostas. Uma delas prevê investimento de R$ 11,89 milhões para produzir o conjunto de peças que forma a parte traseira de televisores LCD. Outro projeto envolve R$ 38,24 milhões para a produção de dispositivos de cristal líquido destinados a televisores e monitores de vídeo A GBR Componentes, por sua vez, pretende investir R$ 30,9 milhões na produção de roteadores digitais. Já a Visteon Amazonas apresenta um projeto de R$ 26,2 milhões para produzir em Manaus o chamado “subconjunto chassi montado para aparelho de áudio ou vídeo”, uma estrutura interna que reúne e sustenta componentes utilizados nesses equipamentos. ### Amazonas Shopping é avaliado em mais de R$ 1 bilhão após venda de participação URL: https://www.jornalopolo.com.br/amazonas-shopping-e-avaliado-em-mais-de-r-1-bilhao-apos-venda-de-participacao/ Last updated: 2026-08-24T13:55:09.000Z Uma negociação envolvendo 5% do Amazonas Shopping colocou o valor proporcional de um dos principais centros comerciais de Manaus na casa do bilhão. O fundo imobiliário CPSH11 desembolsou R$ 51,8 milhões pela participação no empreendimento, em operação concluída na sexta-feira (21). Considerando o preço pago pela fatia como referência para 100% do ativo, o negócio indica um valor de aproximadamente R$ 1,04 bilhão para o Amazonas Shopping. A conta é proporcional: os R$ 51,8 milhões correspondentes aos 5% são multiplicados por 20 para chegar ao valor equivalente à totalidade. Isso não significa, porém, que o shopping tenha sido formalmente colocado à venda ou avaliado integralmente nesse preço. O montante de R$ 1,04 bilhão é um valor implícito na transação, calculado a partir da participação negociada. O pagamento dos R$ 51,8 milhões foi feito à vista, com recursos do próprio CPSH11\. Com a aquisição, o fundo, que já investe em outros shopping centers brasileiros, passa a ter presença também na Região Norte. ### O que entrou no negócio A compra dos 5% não representa a aquisição individual de 5% de cada uma das lojas do Amazonas Shopping. A operação reúne participações imobiliárias distribuídas pelas duas fases do empreendimento. Dos R$ 51,8 milhões desembolsados, R$ 31,43 milhões correspondem à participação em frações de 148 unidades autônomas da primeira fase. São uma loja âncora e 147 lojas satélites. Os outros R$ 20,39 milhões estão relacionados à segunda fase do shopping e incluem direitos ligados ao estacionamento. Inaugurado em 1991, o Amazonas Shopping reúne atualmente 215 lojas e possui 37,5 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL), indicador que representa a área disponível para locação dentro do empreendimento. A participação comprada pelo CPSH11 corresponde a aproximadamente 1.875 metros quadrados de ABL própria. Os dados apresentados pelo fundo apontam ainda uma taxa de ocupação de 96,4%. Já o resultado operacional líquido, conhecido no mercado imobiliário como NOI, alcançava R$ 2.538 por metro quadrado nos 12 meses considerados para a operação. A transação indica que o Amazonas Shopping gera um NOI da ordem de R$ 95,2 milhões por ano, o que dá aproximadamente R$ 7,93 milhões por mês. A aquisição foi fechada com cap rate de 9,19% ao ano. O indicador relaciona o resultado operacional produzido pelo imóvel ao preço pago pelo investidor e funciona como uma medida do retorno operacional do ativo em relação ao valor da aquisição. Com a conclusão da compra, o CPSH11 passa a receber a parcela dos resultados correspondente às participações adquiridas. Na mesma proporção, o fundo também assume despesas, custos, encargos e investimentos relacionados a esses ativos. ### Amazonas Shopping entra na carteira A chegada do Amazonas Shopping também altera a distribuição dos ativos dentro do portfólio do CPSH11\. A projeção é que o empreendimento de Manaus passe a responder por 5,7% do NOI próprio da carteira. O Midway Mall deve permanecer com a maior participação nesse resultado, com 23,7%, seguido pelo Shopping Parque Dom Pedro, com 18%, e pelo Iguatemi Alphaville, com 15,3%. A operação em Manaus ocorre poucos meses depois de outra aquisição do fundo. Em junho, o CPSH11 pagou R$ 45,2 milhões por 10,682% do Shopping Curitiba, no Paraná. Assim como no negócio envolvendo o Amazonas Shopping, o pagamento foi realizado à vista. Ainda não há, porém, uma estimativa de quanto a nova participação poderá acrescentar aos dividendos distribuídos aos investidores do CPSH11. Segundo a administradora e a gestora, o resultado dependerá do desempenho do Amazonas Shopping, incluindo fatores como vendas das lojas, nível de ocupação dos espaços e renegociação de contratos. Por esse motivo, não foi apresentada projeção de aumento dos rendimentos. Em junho, o CPSH11 informava patrimônio líquido de R$ 1,426 bilhão, com 123,16 milhões de cotas e 38.251 cotistas. O fundo vinha distribuindo R$ 0,11 por cota mensalmente, valor que voltou a ser pago em agosto. ### Grupo Chibatão prepara píer em Itacoatiara para enfrentar seca e estima custo extra de R$ 80 milhões URL: https://www.jornalopolo.com.br/grupo-chibatao-prepara-pier-em-itacoatiara-para-enfrentar-seca-e-estima-custo-extra-de-r-80-milhoes/ Last updated: 2026-08-24T12:49:50.000Z O Grupo Chibatão prepara uma operação logística especial para manter o transporte de cargas no Amazonas diante da previsão de uma estiagem mais severa na região. À Folha de São Paulo, a companhia estimou um custo adicional de R$ 80 milhões para voltar a utilizar um píer temporário em Itacoatiara, a cerca de 270 quilômetros de Manaus. A estrutura está atualmente na capital amazonense e deve ser deslocada para Itacoatiara entre setembro e outubro. A previsão é que entre em operação em novembro, período em que a redução do nível dos rios pode impor maiores restrições à navegação de grandes embarcações. O píer tem 277,5 metros de comprimento por 24 metros de largura e capacidade para realizar sete movimentos de guindaste por hora. Na prática, funcionará como um ponto de transferência das cargas transportadas pelos navios. Quando a profundidade do rio dificultar a continuidade da viagem, os contêineres poderão ser retirados das embarcações e colocados em balsas. Menores e mais leves, elas conseguem navegar com menos profundidade e seguir com a carga pela hidrovia. Segundo o diretor-executivo do Grupo Chibatão, Johny Fidelis Ramos, os R$ 80 milhões estimados para a operação incluem despesas com pessoal, alimentação, hospedagem, combustível e transporte. A estratégia não é inédita. O mesmo píer foi utilizado em 2024, quando o Amazonas enfrentou outro período de estiagem severa e a redução do nível dos rios afetou a logística de cargas. > "Se não tem navio para descarregar, o impacto financeiro é gigantesco, porque toda a estrutura fica parada. Com o advento de movimentar parte dessa estrutura para Itacoatiara, não para o porto Chibatão. O impacto é mínimo possível", afirmou Ramos. Segundo ele, levar parte da operação para Itacoatiara permite reduzir os efeitos da limitação de navegação sobre o terminal do Chibatão, em Manaus. ## Seca já pressiona transporte de cargas A preparação ocorre em um momento de preocupação crescente com as condições de navegação na Amazônia. A previsão de redução dos níveis dos rios já levou armadores a anunciar novas cobranças para cargas com origem ou destino em Manaus. A MSC Brasil informou que aplicará, a partir de 5 de setembro, a chamada *Low Water Surcharge,* sobretaxa por baixo nível da água, aos embarques destinados à capital amazonense. O valor será de US$ 1.400 por contêiner seco e US$ 1.900 por contêiner refrigerado. A Ocean Network Express (ONE) também anunciou uma taxa de US$ 1.458 por contêiner. A cobrança valerá a partir de setembro para importações de todas as origens destinadas a Manaus e, em outubro, para exportações da capital amazonense a todos os destinos. As empresas atribuem as medidas à perspectiva de condições mais restritivas de navegação nos próximos meses. Augusto César Rocha, coordenador da Comissão de Logística do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), avalia que a cabotagem, transporte de cargas entre portos brasileiros, também poderá ser atingida por cobranças adicionais caso a situação dos rios se agrave. > "A cabotagem muito provavelmente vai cobrar também essa sobretaxa, só que, como as viagens dentro do Brasil são muito próximas, eles conseguem fazer isso muito mais perto do evento", pontuou. Além da estiagem amazônica, outro ponto de atenção está fora do país. O Canal do Panamá reduzirá, a partir de 3 de setembro, o calado máximo permitido para navios nas eclusas Neopanamax, de 50 pés (15,24 metros) para 47,5 pés (14,48 metros). A restrição pode atingir rotas utilizadas no abastecimento da Zona Franca de Manaus. Segundo Leandro Carelli, sócio da consultoria Solve Shipping, boa parte das cargas provenientes da Ásia com destino a Manaus e ao Nordeste passa pelo canal. > "Hoje a Zona Franca de Manaus e o Nordeste são atendidos majoritariamente por navios que saem da Ásia e cruzam o canal do Panamá. Essas limitações de calado significam menor capacidade nesses navios. Num primeiro momento, o impacto é sobre essas cargas", ressaltou. ### DIÁRIO DO POLO - 24/08/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/diario-do-polo-24-08-2026/ Last updated: 2026-08-24T10:32:44.000Z ## A SEMANA NO POLO A última semana de agosto inicia-se com uma agenda de alta com­ple­xi­dade para os ges­to­res do Polo In­dus­trial de Manaus (PIM). O mo­ni­to­ra­mento deve se con­cen­trar em três pilares: a tran­si­ção tri­bu­tá­ria para for­ne­ce­do­res, o pla­ne­ja­mento lo­gís­tico sazonal e o po­si­ci­o­na­mento re­gi­o­nal frente às novas fron­tei­ras ener­gé­ti­cas. A in­dús­tria ama­zo­nense entra em uma fase de­ci­siva de pre­pa­ra­ção para o fe­cha­mento do ter­ceiro tri­mes­tre, equi­li­brando a gestão de custos ope­ra­ci­o­nais com a ne­ces­si­dade de in­ves­ti­men­tos em ino­va­ção para manter a com­pe­ti­ti­vi­dade na­ci­o­nal. - **Prazo Tri­bu­tá­rio:** Em­pre­sas do ecos­sis­tema da Zona Franca que operam no Simples Na­ci­o­nal entram no mês crítico para decidir o modelo de re­co­lhi­mento para 2027, im­pac­tando di­re­ta­mente o fluxo de caixa da cadeia de su­pri­men­tos local. - **Lo­gís­tica e Clima:** O agra­va­mento do El Niño exige que os polos de re­fri­ge­ra­ção e ele­tro­e­le­trô­ni­cos fi­na­li­zem o pla­ne­ja­mento de es­co­a­mento aéreo e ca­bo­ta­gem para ga­ran­tir o abas­te­ci­mento do varejo diante da pre­vi­são de seca severa. - **Agenda Ins­ti­tu­ci­o­nal:** Acom­pa­nha­mento dos des­do­bra­men­tos ju­rí­di­cos da mi­ne­ra­ção em Autazes e das ar­ti­cu­la­ções po­lí­ti­cas em Bra­sí­lia sobre a Margem Equa­to­rial, temas que pau­ta­rão a di­ver­si­fi­ca­ção eco­nô­mica do Ama­zo­nas. --- ## ZONA FRANCA E POLÍTICA A Reforma Tri­bu­tá­ria deixa de ser uma dis­cus­são teórica para se tornar um desafio de exe­cu­ção ime­di­ata para mi­lha­res de em­pre­sas que orbitam as grandes fá­bri­cas de Manaus. A escolha do regime de re­co­lhi­mento para 2027 é o divisor de águas que de­fi­nirá quem manterá a saúde fi­nan­ceira no novo am­bi­ente de im­pos­tos sobre o consumo. Para a Zona Franca, a solidez dessa base de for­ne­ce­do­res é o que sus­tenta o Pro­cesso Pro­du­tivo Básico (PPB) e a van­ta­gem com­pe­ti­tiva do modelo frente a outras regiões do país. - **O que muda na reforma tri­bu­tá­ria e quais são as pen­dên­cias**, O prazo até se­tem­bro é crítico para que em­pre­sas do Simples Na­ci­o­nal decidam sobre o novo modelo de re­co­lhi­mento para 2027, im­pac­tando a com­pe­ti­ti­vi­dade e o fluxo de caixa de for­ne­ce­do­res no Ama­zo­nas. [**Leia no O Polo ↗**](https://www.jornalopolo.com.br/simples-nacional-muda-com-a-reforma-tributaria-empresas-tem-ate-setembro-para-decidir-como-pagar-novos-impostos-em-2027/) --- ## ENERGIA E MINERAÇÃO A mo­vi­men­ta­ção bi­li­o­ná­ria na Margem Equa­to­rial coloca o Norte no centro da es­tra­té­gia ener­gé­tica na­ci­o­nal, mas também expõe a com­pe­ti­ção acir­rada entre Ama­zo­nas e Pará pela li­de­rança nos ser­vi­ços de suporte. En­quanto a Pe­tro­bras projeta in­ves­ti­men­tos mas­si­vos, o Ama­zo­nas en­frenta obs­tá­cu­los do­més­ti­cos para di­ver­si­fi­car sua matriz eco­nô­mica, es­pe­ci­al­mente no setor mineral. O impasse ju­rí­dico em Autazes re­a­firma a com­ple­xi­dade de con­ci­liar ex­plo­ra­ção de po­tás­sio com ter­ri­tó­rios in­dí­ge­nas, um nó que Bra­sí­lia tenta desatar através de ar­ti­cu­la­ções po­lí­ti­cas e novas re­gu­la­men­ta­ções. - **Pe­tro­bras prevê in­ves­tir US$ 2,5 bilhões em 15 poços na Margem Equa­to­rial até 2030**, O cro­no­grama bi­li­o­ná­rio acelera a ne­ces­si­dade de o Ama­zo­nas se po­si­ci­o­nar como hub de ser­vi­ços e lo­gís­tica para as ope­ra­ções na foz do Rio Ama­zo­nas. [Fonte ↗](https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2026/08/24/petrobras-preve-investir-us-25-bilhoes-em-15-pocos-na-margem-equatorial-ate-2030.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) - **Pará corre contra o tempo para pre­pa­rar em­pre­sas para nova cadeia do pe­tró­leo**, A mo­vi­men­ta­ção do estado vizinho serve de alerta para que o PIM e pres­ta­do­ras de ser­vi­ços de Manaus não percam o pro­ta­go­nismo na nova fron­teira ener­gé­tica. [Fonte ↗](https://www.oliberal.com/economia/para-corre-contra-o-tempo-para-preparar-empresas-para-nova-cadeia-do-petroleo-1.1159587?ref=jornalopolo.com.br) - **Me­ga­pro­jeto de mi­ne­ra­ção de po­tás­sio so­bre­põe ter­ri­tó­rio Mura, re­a­firma Funai**, O impasse ju­rí­dico impõe novos de­sa­fios ao projeto em Autazes, peça-chave para a redução da de­pen­dên­cia externa de fer­ti­li­zan­tes e di­ver­si­fi­ca­ção eco­nô­mica do estado. [Fonte ↗](https://portalamazonia.com/amazonas/potassio-povo-mura-funai/?ref=jornalopolo.com.br) - **Ni­co­letti defende mi­ne­ra­ção re­gu­la­men­tada, PEC 47 e obras de in­fra­es­tru­tura em es­tra­das**, A ar­ti­cu­la­ção por obras na BR-174 e re­gu­la­men­ta­ção mineral reforça a pauta de co­nec­ti­vi­dade ter­res­tre, vital para reduzir o iso­la­mento lo­gís­tico de Manaus. [Fonte ↗](https://www.folhabv.com.br/politica/nicoletti-defende-mineracao-regulamentada-pec-47-e-obras-de-infraestrutura-em-estradas/?ref=jornalopolo.com.br) - **Após des­co­berta de pe­tró­leo, Al­co­lum­bre é tratado como sheik**, O peso po­lí­tico de li­de­ran­ças do Norte em Bra­sí­lia evi­den­cia a re­le­vân­cia da Margem Equa­to­rial para ne­go­ciar in­ves­ti­men­tos es­tru­tu­ran­tes e a ma­nu­ten­ção dos in­cen­ti­vos da ZFM. [Fonte ↗](https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/apos-descoberta-de-petroleo-alcolumbre-e-tratado-como-sheik?ref=jornalopolo.com.br) --- ## INOVAÇÃO E BIOECONOMIA A jornada do PIM em direção à In­dús­tria 4.0 esbarra em gar­ga­los de in­fra­es­tru­tura digital que podem com­pro­me­ter a com­pe­ti­ti­vi­dade de longo prazo. A in­te­gra­ção de In­te­li­gên­cia Ar­ti­fi­cial nas linhas de mon­ta­gem e o de­sen­vol­vi­mento de bi­o­pro­du­tos exigem mais do que in­cen­ti­vos fiscais; de­man­dam poder de pro­ces­sa­mento e co­nec­ti­vi­dade de alta per­for­mance, re­cur­sos ainda es­cas­sos que limitam o cres­ci­mento do ecos­sis­tema local de P&D frente aos centros globais de tec­no­lo­gia. - **Falta de in­fra­es­tru­tura de IA limita cres­ci­mento de star­tups bra­si­lei­ras**, O gargalo tec­no­ló­gico afeta a ino­va­ção no PIM, onde a falta de co­nec­ti­vi­dade e pro­ces­sa­mento pode pre­ju­di­car a in­te­gra­ção de so­lu­ções de IA nas fá­bri­cas. [Fonte ↗](https://amazonasatual.com.br/falta-de-infraestrutura-de-ia-limita-crescimento-de-startups-brasileiras/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## TRABALHO E QUALIFICAÇÃO A mo­der­ni­za­ção da gestão pública em Manaus reflete di­re­ta­mente na se­gu­rança ju­rí­dica e na agi­li­dade das ope­ra­ções in­dus­tri­ais. O for­ta­le­ci­mento do quadro de au­di­to­res fiscais mu­ni­ci­pais si­na­liza um am­bi­ente de con­for­mi­dade tri­bu­tá­ria mais robusto, es­sen­cial para em­pre­sas que operam com grandes volumes e de­pen­dem de aná­li­ses céleres para manter a fluidez de seus pro­ces­sos ad­mi­nis­tra­ti­vos e fiscais no Dis­trito In­dus­trial. - **Con­curso da Pre­fei­tura de Manaus abre 20 vagas com salário de R$ 27,2 mil**, O reforço no quadro de Au­di­to­res Fiscais é es­sen­cial para dar agi­li­dade e se­gu­rança ju­rí­dica às ope­ra­ções fa­zen­dá­rias na capital, re­du­zindo gar­ga­los bu­ro­crá­ti­cos para a in­dús­tria. [Fonte ↗](https://tribunadejundiai.com.br/economia/concursos/concurso-prefeitura-manaus-auditor-fiscal/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## ECONOMIA DO AMAZONAS A eco­no­mia ama­zo­nense se mo­vi­menta para mitigar as vul­ne­ra­bi­li­da­des sa­zo­nais en­quanto ca­pi­ta­liza novas opor­tu­ni­da­des de mercado. A con­ver­gên­cia entre o aumento da demanda por bens de consumo (im­pul­si­o­nada pelo calor extremo) e a evo­lu­ção da in­fra­es­tru­tura ae­ro­por­tu­á­ria e tec­no­ló­gica cria um cenário de re­si­li­ên­cia. A aposta em frotas car­guei­ras de­di­ca­das e o mo­ni­to­ra­mento de novas tec­no­lo­gias de entrega, como drones, tornam-se es­tra­té­gias vitais para ga­ran­tir que a pro­du­ção do PIM man­te­nha sua fluidez mesmo sob os rigores cli­má­ti­cos da região. - **Efeito El Niño: calor deve aquecer vendas de ar-con­di­ci­o­nado**, A pre­vi­são de tem­pe­ra­tu­ras ex­tre­mas im­pul­si­ona o polo de re­fri­ge­ra­ção do PIM, levando fa­bri­can­tes a ajus­ta­rem cro­no­gra­mas para atender ao pico de demanda sazonal. [Fonte ↗](https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2026/08/23/efeito-el-nino-calor-deve-aquecer-vendas-de-ar-condicionado-a-picole-veja-como-empresas-se-preparam.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) - **Norte tem o maior ritmo de ex­pan­são do mercado de tra­ba­lho formal em TIC**, O cres­ci­mento em Tec­no­lo­gia da In­for­ma­ção é fun­da­men­tal para a tran­si­ção das fá­bri­cas de Manaus para o modelo de In­dús­tria 4.0\. [Fonte ↗](https://www.acritica.com/economia/norte-tem-o-maior-ritmo-de-expans-o-do-mercado-de-trabalho-formal-em-tic-1.413069?ref=jornalopolo.com.br) - **IA e Ener­gias Re­no­vá­veis na Ama­zô­nia**, A con­ver­gên­cia entre IA e novas ma­tri­zes ener­gé­ti­cas é es­tra­té­gica para o selo verde da ZFM, agre­gando valor sus­ten­tá­vel aos pro­du­tos do polo. [Fonte ↗](https://www.rondoniaovivo.com/noticia/geral/2026/08/23/a-matriz-do-futuro-como-a-ia-e-as-energias-renovaveis-estao-transformando-o-coracao-da-amazonia.html?ref=jornalopolo.com.br) - **Aviões de carga ajudam a con­quis­tar con­su­mi­do­res, diz líder da Gollog**, A ex­pan­são de frotas car­guei­ras de­di­ca­das é uma al­ter­na­tiva crítica para o PIM ga­ran­tir pre­vi­si­bi­li­dade na entrega de ele­trô­ni­cos durante a seca. [Fonte ↗](https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2026/08/24/avioes-de-carga-ajudam-a-conquistar-consumidores-diz-lider-da-gollog-que-tem-frota-so-para-o-mercado-livre.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) - **Con­ces­sões ae­ro­por­tu­á­rias com­ple­tam 15 anos e entram em nova fase**, O ama­du­re­ci­mento das con­ces­sões reflete na efi­ci­ên­cia dos ter­mi­nais de carga de Manaus, oti­mi­zando o re­ce­bi­mento de insumos e a ex­por­ta­ção de com­po­nen­tes. [Fonte ↗](https://aeroin.net/concessoes-aeroportuarias-completam-15-anos-e-entram-em-nova-fase-no-brasil/?ref=jornalopolo.com.br) - **Amazon, Walmart e Uber querem en­tre­gas por drones**, O in­ves­ti­mento em drones pode re­vo­lu­ci­o­nar a lo­gís­tica na Ama­zô­nia, su­pe­rando obs­tá­cu­los ge­o­grá­fi­cos sa­zo­nais para o trans­porte de itens leves e peças de re­po­si­ção. [Fonte ↗](https://exame.com/negocios/amazon-walmart-e-uber-querem-que-seu-proximo-pacote-chegue-voando/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## COMÉRCIO E CÂMBIO | In­di­ca­dor | Valor | Va­ri­a­ção | | ---------------- | ------- | ----------- | | USD/BRL (spot) | R$ 5,14 | \-1,09% | | EUR/BRL (spot) | R$ 5,99 | \-1,18% | | PTAX USD (venda) | R$ 5,16 | \-0,46% | | SELIC | 14,00% | 0,00 | A queda de 1,09% no dólar spot trouxe um alívio ime­di­ato para as te­sou­ra­rias das in­dús­trias de Manaus, re­du­zindo o custo de re­po­si­ção de com­po­nen­tes im­por­ta­dos e ali­vi­ando a pressão sobre as margens nos polos de ele­tro­e­le­trô­ni­cos e duas rodas. Com o euro re­cu­ando para abaixo da marca de R$ 6,00, abre-se uma janela para oti­mi­za­ção de con­tra­tos de câmbio de curto prazo. Contudo, a taxa Selic mantida em 14% ao ano con­ti­nua exer­cendo pressão sobre o custo fi­nan­ceiro de car­re­ga­mento de es­to­ques, exi­gindo gestão ri­go­rosa do capital de giro em um cenário de lo­gís­tica alon­gada. --- ## PRESSÃO NO CUSTO DE ENERGIA O cenário ener­gé­tico apre­sen­tou uma re­tra­ção im­por­tante no pe­tró­leo Brent (-1,74% para 92,75 US$/barril) e uma queda ex­pres­siva no diesel (-5,01% para 4,27 US$/galão), o que si­na­liza uma pos­sí­vel redução nos custos de frete in­ter­na­ci­o­nal e lo­gís­tica pesada no Ama­zo­nas. No entanto, a alta de 2,06% no gás natural mantém o alerta ligado para o custo de geração térmica, es­sen­cial para com­ple­men­tar a matriz ener­gé­tica do PIM e ga­ran­tir a con­ti­nu­i­dade da pro­du­ção in­dus­trial diante das flu­tu­a­ções da matriz hi­dráu­lica re­gi­o­nal. --- ## O QUE MUDA PARA O AMAZONAS - **Alívio nos Insumos:** A queda do dólar spot para R$ 5,14 reduz o custo ime­di­ato de com­po­nen­tes para os polos de ele­tro­e­le­trô­ni­cos e duas rodas. - **Es­tra­té­gia Tri­bu­tá­ria:** O prazo de se­tem­bro para o Simples Na­ci­o­nal exige que for­ne­ce­do­res locais revisem regimes para ga­ran­tir com­pe­ti­ti­vi­dade em 2027. - **Aposta Cli­má­tica:** O calor extremo do El Niño si­na­liza um fe­cha­mento de tri­mes­tre com fa­tu­ra­mento aque­cido para o polo de re­fri­ge­ra­ção. - **Ga­ran­tia de Fluxo:** A ex­pan­são de frotas aéreas de­di­ca­das mitiga riscos de de­sa­bas­te­ci­mento durante a vazante severa dos rios. --- ## FECHAMENTO A eco­no­mia do Ama­zo­nas inicia este ciclo com sinais de alívio nos custos de im­por­ta­ção e com­bus­tí­veis, mas sob a vi­gi­lân­cia cons­tante de gar­ga­los lo­gís­ti­cos e prazos tri­bu­tá­rios de­ci­si­vos. A ca­pa­ci­dade das in­dús­trias de Manaus de apro­vei­tar o aumento sazonal de demanda e se po­si­ci­o­nar nas novas cadeias ener­gé­ti­cas e tec­no­ló­gi­cas será de­ter­mi­nante para o de­sem­pe­nho eco­nô­mico do segundo se­mes­tre. A re­si­li­ên­cia do polo agora depende da exe­cu­ção precisa das es­tra­té­gias de tran­si­ção e da su­pe­ra­ção dos limites de in­fra­es­tru­tura. Bom dia e bons ne­gó­cios. --- O Polo Acom­pa­nhe o Polo In­dus­trial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo In­dus­trial de Manaus, no­tí­cias e aná­li­ses sobre a in­dús­tria, a Zona Franca e a eco­no­mia do Ama­zo­nas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### OAB Amazonas homenageia Honda por 50 anos de contribuição à indústria de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/oab-amazonas-homenageia-honda-por-50-anos-de-contribuicao-a-industria-de-manaus/ Last updated: 2026-08-22T19:16:04.000Z A Moto Honda da Amazônia recebeu, nesta sexta-feira (21), uma homenagem pelos 50 anos de atuação no Polo Industrial de Manaus (PIM), durante a solenidade de encerramento do VIII Congresso de Direito Tributário do Amazonas, evento promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM). O congresso reuniu, entre os dias 19 e 21 de agosto, especialistas, autoridades, representantes do setor produtivo e profissionais do Direito para discutir os impactos da Reforma Tributária e o futuro da Zona Franca de Manaus (ZFM). O evento contou com apoio e participação do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). > "A homenagem à Moto Honda da Amazônia representa o reconhecimento à trajetória de uma empresa que ajudou a construir a história da Zona Franca de Manaus e do desenvolvimento econômico do nosso Estado", pontuou o presidente da OAB Amazonas, Jean Cleuter. Representando a fabricante, o head de Produção da Moto Honda da Amazônia, Lourival Barros, relacionou a permanência e a expansão da companhia em Manaus à confiança no mercado brasileiro. Ele também chamou atenção para o papel dos incentivos na manutenção da competitividade das empresas instaladas no Amazonas. > “A Honda vem investindo há 50 anos em Manaus e ampliando sua capacidade produtiva porque acredita no Brasil e no mercado brasileiro. Precisamos dos incentivos, não só a Honda, mas muitas empresas que estão aqui há mais de 50 anos. É importante debater o assunto tributário e aprovar a Reforma Tributária dentro das condições que assegurem a continuidade da Zona Franca de Manaus”, frisou. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/LOURIVAL-BARROS-HONDA.jpeg) Lourival Barros, head de Produção da Moto Honda da Amazônia | Foto: Secom/AM ### Estrutura Precursora do segmento de motocicletas na região, a fabricante participou do desenvolvimento de uma cadeia que, ao longo das últimas cinco décadas, passou a reunir fornecedores, mão de obra especializada e conhecimento industrial. Hoje, segundo a Abraciclo, Manaus abriga o maior polo de Duas Rodas fora da Ásia, resultado de uma trajetória que também contribuiu para a qualificação de profissionais na capital amazonense. A unidade amazonense teve sua inauguração oficial em 4 de novembro de 1976, data que marca a saída da primeira motocicleta de uma linha de montagem na região. A primeira foi a CG, modelo que, sozinho, já ultrapassou a marca de 15 milhões de unidades produzidas na capital. Hoje, Manaus concentra toda a produção de motocicletas Honda no Brasil, emprega mais de 9 mil profissionais e fabrica atualmente cerca de 7 mil motos da marca por dia. São cerca de 20 modelos, com cilindradas que vão de 110 cc a 1.100 cc, destinados tanto ao mercado brasileiro quanto à exportação para mais de 15 países. A planta amazonense é apontada pela fabricante como a unidade mais verticalizada do grupo no mundo, ou seja, concentra internamente uma ampla quantidade de etapas necessárias à fabricação das motocicletas. A operação mantém ainda uma cadeia com mais de 120 fornecedores diretos de peças e matérias-primas. No mercado brasileiro, a marca conta com mais de 1.100 pontos de venda. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/HONDA-PIM.png) Moto Honda da Amazônia, no Distrito Industrial de Manaus | Foto: Pulsar Imagens Em fevereiro deste ano, outro número colocou em perspectiva o tamanho dessa trajetória: a Honda da Amazônia alcançou 32 milhões de motocicletas produzidas desde 1976. Em 2025, a companhia fechou com mais de 1,5 milhão de motocicletas produzidas na fábrica amazonense, crescimento de 17% em relação a 2024 e o melhor resultado anual desde 2011, quando a produção havia chegado a 1,69 milhão de unidades. E os números de 2026 mantêm essa trajetória: somente no primeiro semestre, saíram das linhas de Manaus 801 mil motocicletas, 4,7% a mais que no mesmo período de 2025\. Nos emplacamentos, a fabricante contabilizou 772 mil unidades nos primeiros seis meses do ano, avanço de 11% na comparação anual. A expectativa da Honda é fechar 2026 com 1,6 milhão de motocicletas produzidas. A expansão ocorre junto ao lançamento de novos modelos, entre eles CB1000 Hornet 2027, CB300F Twister 2027 e Biz 125 EX Kuromi. O investimento previsto para sustentar esse movimento nos próximos anos foi anunciado em outubro de 2025: R$ 1,6 bilhão, destinado às operações até 2029\. Os recursos estão ligados à atualização da estrutura produtiva, novos produtos e melhorias nos processos industriais. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Honda----homenageada-pela-OAB-Amazonas-por-50-anos-de-contribui----o----ind--stria-de-Manaus-1.jpg) Foto: Reprodução/Internet ### Formação na indústria A estratégia da Honda em Manaus também passa pela formação de profissionais. Em julho deste ano, a fabricante e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) lançaram uma pós-graduação in company em Ergonomia Aplicada à Indústria 4.0. A especialização foi criada para preparar profissionais para um ambiente industrial com presença cada vez maior de automação, tecnologias digitais e processos produtivos avançados. O conteúdo também envolve segurança do trabalho, eficiência operacional e adaptação dos trabalhadores às transformações trazidas pela Indústria 4.0. Ao todo, 33 especialistas serão formados entre 2026 e 2027\. Para o diretor de Administração e Finanças da Moto Honda da Amazônia, João Mezari, o investimento em qualificação faz parte da estratégia da companhia. > “As pessoas estão no centro da nossa estratégia. Acreditamos que investir em conhecimento é fundamental para fortalecer competências, posicionar inovação e contribuir para o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, afirmou. ### Decisão judicial eleva fatia de Coari no ICMS e reduz repasses aos demais municípios do Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/decisao-judicial-eleva-fatia-de-coari-no-icms-e-reduz-repasses-aos-demais-municipios-do-amazonas/ Last updated: 2026-08-22T14:59:03.000Z Uma decisão judicial que elevou a participação de Coari na divisão do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) está reduzindo os valores destinados aos outros 61 municípios do Amazonas. Nas últimas quatro semanas, as perdas somadas chegaram a R$ 7,5 milhões, segundo dados apresentados pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM). Manaus concentra a maior redução. No período, a capital deixou de receber R$ 4,8 milhões em comparação com os valores calculados pelo índice anterior. A mudança ocorre após decisão do juiz Marco Antônio Pinto da Costa, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que determinou o restabelecimento do índice de participação de Coari em 5,81%. Antes, o município recebia os repasses considerando percentual de 2,55%. Como a cota-parte do ICMS é distribuída entre os municípios, o aumento da fatia destinada a Coari reduz a participação das demais prefeituras. O efeito já aparece nos repasses mais recentes. Na arrecadação referente ao período de 10 a 14 de agosto, com transferência prevista para o dia 18, Coari passou de R$ 1,61 milhão, pelo índice anterior, para R$ 3,67 milhões. No mesmo período, o repasse de Manaus passou de R$ 39,31 milhões para R$ 37,9 milhões. Também foram registradas reduções para Presidente Figueiredo, de R$ 90 mil; Itacoatiara, de R$ 40,8 mil; Parintins e Manacapuru, de R$ 28,4 mil cada; Maués, de R$ 23,4 mil; e Tefé, de R$ 20,9 mil. ## Decisão também prevê recomposição de R$ 91,6 milhões Além de determinar a aplicação do índice de 5,81%, a decisão judicial estabelece a recomposição de valores que Coari teria deixado de receber durante o período em que a medida esteve suspensa. Entre 5 de maio e 14 de julho de 2026, a diferença calculada chegou a R$ 26,99 milhões. Em relação a 2025, havia sido apurada inicialmente uma diferença de R$ 137,47 milhões. Após dois pagamentos extraordinários de R$ 36,42 milhões, restou saldo de R$ 64,62 milhões. Com a soma dos valores, o montante indicado para recomposição chega a R$ 91.617.896,71\. A própria decisão ressalva que a quantia ainda poderá ser ajustada durante a fase de liquidação e após o contraditório. O Estado recebeu prazo de 72 horas para aplicar o índice e cumprir a determinação, sob pena de multa diária de R$ 200 mil. ## Vice-governador alerta prefeituras O vice-governador do Amazonas e candidato à reeleição, Serafim Corrêa, chamou a atenção dos gestores municipais para os efeitos da mudança e afirmou que o governo estadual está cumprindo a ordem judicial. “Só Coari ganha, os outros 61 municípios perdem”, declarou. Serafim defendeu que as prefeituras avaliem a participação na disputa judicial. A decisão de julho também determinou a verificação da citação de todos os municípios envolvidos no processo, com a identificação de eventuais pendências. A discussão sobre a participação de Coari no ICMS não é recente. Serafim citou uma disputa ocorrida em 2005 e 2006, quando era prefeito de Manaus, e mencionou decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de 2008, relacionada à necessidade de participação dos municípios em processos com impacto sobre a divisão desses recursos. Por enquanto, o índice de 5,81% permanece aplicado. Com isso, Coari recebe uma parcela maior da receita distribuída, enquanto os demais municípios ficam com percentuais proporcionalmente menores. ### Além de celulares, TCL Semp mira produção de tablets em Manaus, prevendo investir R$ 69,3 milhões URL: https://www.jornalopolo.com.br/alem-de-celulares-tcl-semp-mira-producao-de-tablets-em-manaus-prevendo-investir-r-69-3-milhoes/ Last updated: 2026-08-22T09:48:50.000Z A TCL Semp prepara mais um movimento para diversificar a produção no Polo Industrial de Manaus (PIM). Além do [projeto para fabricar celulares](https://www.jornalopolo.com.br/tcl-semp-deve-investir-r-581-8-milhoes-para-produzir-celulares-em-manaus/) na capital amazonense, a companhia também quer incluir um novo produto em suas linhas locais: tablets. Este segundo projeto prevê investimento de R$ 69,3 milhões e, assim como o anterior, está na [pauta](https://www.sedecti.am.gov.br/wp-content/uploads/2026/08/PAUTA-DA-321a-REUNIAO-ORDINARIA.pdf?ref=jornalopolo.com.br) da 321ª reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), marcada para ocorrer na próxima quinta-feira (27), no auditório do Senai, localizado no Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus. Em seu programa de produção, a fabricante prevê 100 mil tablets no primeiro ano, 200 mil no segundo e 300 mil no terceiro ano. O primeiro projeto, antecipado por [O POLO](https://www.jornalopolo.com.br/), mira a fabricação de smartphones e envolve um investimento bem maior, de R$ 581,8 milhões, e produção que poderá chegar a 2 milhões de aparelhos. Os dois projetos sinalizam uma mudança importante na operação da companhia em Manaus. Hoje, a presença industrial da TCL Semp na cidade está concentrada principalmente em televisores, soundbars e condicionadores de ar. Celulares e tablets acrescentariam duas novas frentes a essa operação. No caso dos tablets, não seria a primeira experiência da Semp com esse mercado. A própria companhia registra em sua história a fabricação de tablets no Brasil em 2011\. O projeto que chega agora ao Codam, porém, refere-se à diversificação na joint venture TCL Semp. O movimento também acontece poucos anos depois de a empresa reforçar sua estrutura fabril na capital amazonense. Em 2022, foi inaugurada a segunda fábrica local, construída especificamente para a produção de condicionadores de ar. ### De Semp Toshiba a TCL Semp A relação da Semp com a indústria brasileira é bem anterior à chegada da TCL. Fundada em 1942, a companhia esteve entre as pioneiras da Zona Franca de Manaus e, em 1977, formou uma parceria com a japonesa Toshiba, dando origem à Semp Toshiba. A história tomou outro rumo em 2016, quando a brasileira se uniu à chinesa TCL em uma nova joint venture. Sete anos depois, em 2023, as duas empresas renovaram a parceria e a companhia, até então chamada Semp TCL, passou a adotar o nome TCL Semp. É dentro dessa estrutura que a fabricante agora prepara a entrada dos eletrônicos. Os projetos aguardam aprovação do Codam e, posteriormente, devem passar por análise do Conselho de Administração da Suframa (CAS). Caso recebam o aval necessário, terão prazo de três anos para implementação. ### TCL Semp deve investir R$ 581,8 milhões para produzir celulares em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/tcl-semp-deve-investir-r-581-8-milhoes-para-produzir-celulares-em-manaus/ Last updated: 2026-08-22T09:24:21.000Z A TCL Semp prepara um novo passo dentro do Polo Industrial de Manaus (PIM). Já conhecida pela produção de televisores e aparelhos de ar-condicionado na capital amazonense, a fabricante quer incluir celulares em sua operação local. Em consulta à [pauta](https://www.sedecti.am.gov.br/wp-content/uploads/2026/08/PAUTA-DA-321a-REUNIAO-ORDINARIA.pdf?ref=jornalopolo.com.br) da 321ª reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), marcada para a próxima quinta-feira (27), o portal [O POLO](https://www.jornalopolo.com.br/) identificou um projeto de diversificação da companhia voltado à produção de smartphones, com previsão de investimento de R$ 581,8 milhões. A previsão apresentada pela empresa é começar com 1 milhão de celulares fabricados no primeiro ano. O volume sobe para 1,5 milhão no segundo ano e chega a 2 milhões de aparelhos no terceiro ano. O projeto também prevê a criação de 184 empregos ao longo dos três anos. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/TCL-Semp-deve-investir-R--581-8-milh--es-para-produzir-celulares-em-Manaus.jpeg) Celulares TCL | Foto: Reprodução/Internet A entrada dos celulares acrescentaria uma nova frente à estrutura industrial mantida pela TCL Semp em Manaus. Atualmente, a companhia possui duas unidades produtivas na cidade: uma voltada a televisores e soundbars e outra dedicada a condicionadores de ar. A fábrica de ar-condicionado foi inaugurada em 2022\. Já a presença da Semp no Amazonas ultrapassa cinco décadas. A atual operação nasceu da joint venture firmada entre a brasileira Semp e a chinesa TCL em 2016, parceria renovada em 2023, quando a companhia passou a adotar o nome TCL Semp. Agora, a companhia aguarda aprovação no Codam, e deve submeter, em breve, o projeto à análise do Conselho de Administração da Suframa (CAS). O portal O POLO seguirá acompanhando o projeto. 🖋️ [Francisco Gomes](https://www.linkedin.com/in/francisco-gomes-747512226/?ref=jornalopolo.com.br) \- Jornalista (MTB 2238/AM) ### Ufam vai elaborar proposta de capacitação profissional voltada às necessidades do Polo Industrial de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/ufam-vai-elaborar-proposta-de-capacitacao-profissional-voltada-as-necessidades-do-polo-industrial-de-manaus/ Last updated: 2026-08-21T20:33:13.000Z A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) vai elaborar uma proposta de capacitação profissional voltada às necessidades do Polo Industrial de Manaus (PIM). O projeto será apresentado à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) para análise técnica e avaliação de enquadramento nos incentivos da Lei de Informática da Amazônia, com o objetivo de viabilizar a captação de recursos. A iniciativa foi discutida nesta sexta-feira (21), durante reunião entre a reitora da Ufam, Tanara Lauschner, e o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro. A qualificação de profissionais, principalmente nas diferentes áreas da engenharia, foi o principal assunto do encontro. Segundo a reitora, a proposta é aproximar a formação oferecida pela universidade das necessidades do setor produtivo. > “Reconhecemos que o Polo Industrial de Manaus apresenta uma demanda significativa por mão de obra qualificada. Portanto, discutimos formas de estruturar projetos colaborativos que alinhem a formação acadêmica às necessidades do Distrito Industrial”, pontuou Tanara. O superintendente da Suframa também apontou a capacitação profissional como uma prioridade diante do cenário apresentado pela autarquia. > “A capacitação profissional é uma prioridade central, especialmente com a chegada de novas fábricas e o aumento expressivo na demanda por trabalhadores qualificados”, afirmou Montenegro, que classificou a Ufam como uma parceira histórica da Suframa. A proposta ainda será elaborada e submetida à autarquia. Portanto, o formato da capacitação e outros detalhes do projeto não foram apresentados no encontro. ## Outras propostas A reunião também tratou da continuidade e da ampliação de projetos vinculados à Lei de Informática da Amazônia e da proposta de criação de um curso de doutorado destinado a servidores da Suframa. Projetos específicos de pesquisa não foram detalhados. Segundo a reitora, as ações de inovação e investigação científica deverão caminhar de forma integrada às iniciativas de ensino discutidas pelas instituições. A Ufam deverá agora formalizar a proposta de capacitação e encaminhá-la à Suframa para análise. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Ufam-vai-elaborar-proposta-para-capacitar-profissionais-para-o-Polo-Industrial-de-Manaus-2.jpeg) Foto: colaboração de Isabela Prado/Suframa ### Aeroporto de Coari chega a 78% das obras. Nova estrutura amplia capacidade aérea em polo de petróleo e gás do Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/aeroporto-de-coari-chega-a-78-das-obras-nova-estrutura-amplia-capacidade-aerea-em-polo-de-petroleo-e-gas-do-amazonas/ Last updated: 2026-08-21T20:04:46.000Z As obras do aeroporto do município de Coari, no Amazonas, chegaram a 78% de execução, segundo atualização divulgada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) nesta quinta-feira (20). São R$ 77,5 milhões investidos em uma transformação que passa pela pista, pelo terminal de passageiros e pela infraestrutura necessária às operações aéreas. Às margens do rio Solimões, Coari abriga em seu território a região de Urucu, uma das principais áreas de exploração de petróleo e gás natural do Amazonas. Nesse cenário, a infraestrutura aérea também integra a estrutura logística disponível em um município marcado pela atividade energética. Na última sexta-feira (14), a Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (Comara), em parceria com o Comando da Aeronáutica, concluiu a concretagem da última placa da nova pista de pousos e decolagens. A estrutura terá 1.600 metros de comprimento e 30 metros de largura, além de acostamentos de 7,5 metros de cada lado. Diferentemente de uma pista convencional de asfalto, o pavimento será de concreto. O projeto acrescenta ainda uma pista de táxi, também chamada de taxiway, com 156 metros de comprimento por 15 metros de largura, além de um novo pátio para aeronaves de 115 por 77 metros. Parte dessa nova estrutura já recebeu uma aeronave. Em março, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou o primeiro pouso técnico no trecho já homologado da pista. ## Estrutura para receber jatos O aeroporto ganhará um novo terminal de passageiros com aproximadamente 870 metros quadrados, praticamente o dobro do espaço anterior. A compra do mobiliário ficará sob responsabilidade da Prefeitura de Coari. Também estão previstas áreas de segurança nas duas cabeceiras da pista, as chamadas Resa (Runway End Safety Area), além da regularização das faixas de pista e de melhorias no sistema de drenagem do aeroporto. Na parte operacional, serão instalados novos recursos de auxílio à navegação. Um deles é o Papi, sistema de luzes localizado ao lado da pista que auxilia os pilotos durante a aproximação para o pouso. O aeroporto também receberá balizamento em LED. Com a nova infraestrutura, o Ministério de Portos e Aeroportos afirma que o aeroporto terá condições de operar aeronaves a jato, entre elas o Embraer E195. ### El Niño pode ser um dos mais fortes desde 1950, alerta agência dos EUA URL: https://www.jornalopolo.com.br/el-nino-pode-ser-um-dos-mais-fortes-desde-1950-alerta-agencia-dos-eua/ Last updated: 2026-08-21T18:18:36.000Z A possibilidade de o atual El Niño alcançar intensidade muito forte aumentou nos últimos meses. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), agência federal dos Estados Unidos, agora estima em 93% a chance de o fenômeno atingir essa categoria entre setembro e novembro. A projeção vem sendo elevada desde a confirmação do El Niño. Em junho, a probabilidade era de 63% para o período entre novembro e janeiro. No mês seguinte, subiu para 81%, considerando outubro a dezembro. Na atualização mais recente, além dos 93% entre setembro e novembro, a NOAA aponta 90% de possibilidade de a condição extrema continuar até janeiro. O El Niño ocorre a partir do aquecimento da superfície do Oceano Pacífico equatorial. Para ser classificado como muito forte, a temperatura precisa ficar mais de 2°C acima da média histórica. Atualmente, o aquecimento está em 1,4°C. Apesar de ainda estar abaixo desse patamar, outro dado chama atenção: abaixo da superfície do oceano existem áreas com temperaturas até 10°C superiores ao normal. A diferença é maior do que a observada em episódios anteriores. No El Niño de 2015-2016, por exemplo, essa região abaixo da superfície chegou a ficar 6°C acima da média. Os registros históricos também mostram que eventos dessa intensidade são pouco frequentes. Desde o início da série, em 1950, o patamar de 2°C foi superado cinco vezes. O episódio mais recente ocorreu em 2023-2024\. Já o mais intenso foi registrado em 2015-2016, quando a anomalia de temperatura chegou a 2,6°C. Diante do cenário atual, a NOAA projeta que o El Niño de 2026 pode ficar entre os mais fortes registrados desde 1950. ## Efeitos já aparecem em diferentes regiões Chris Funk, diretor do Centro de Riscos Climáticos da Universidade da Califórnia, classifica o cenário como um “El Niño de início precoce”, cujos efeitos já aparecem em diferentes partes do mundo. No Panamá, algumas regiões não registram chuvas intensas desde o começo de maio, apesar dos elevados volumes de precipitação normalmente observados no país. Na Etiópia, o atual verão está entre os mais secos das últimas quatro décadas. Partes do Sudeste Asiático também enfrentam seca. A falta de chuva tem atrasado a semeadura de arroz e de outras culturas agrícolas. No Brasil, o fenômeno traz risco para as safras, com possibilidade de reflexos sobre a inflação. Entre os efeitos associados ao El Niño estão estiagens nas regiões Norte e Nordeste e chuvas fortes no Sul. No Sudeste, podem ocorrer as duas situações. ## Governo discute resposta ao fenômeno Diante das projeções, o Ministério do Meio Ambiente se reuniu na quarta-feira (19) com secretários estaduais da área para discutir uma atuação coordenada. As preocupações envolvem medidas de combate a incêndios, reforço de infraestrutura e preparação do sistema de saúde para possíveis consequências das condições climáticas. Em julho, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta regional apontando risco elevado de estresse térmico e desidratação, além do agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias e de arboviroses, como a dengue. O último El Niño ocorreu em 2023-2024\. Em 2024, o Brasil registrou 5.873 mortes por dengue. O número superou a soma das mortes registradas nos oito anos anteriores, que chegou a 4.992\. Naquele período, alertas semelhantes haviam sido emitidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). *Com informações da Folha de São Paulo* ### Importadores terão novas regras na DUIMP a partir de 27 de setembro; Veja o que muda URL: https://www.jornalopolo.com.br/importadores-terao-novas-regras-na-duimp-a-partir-de-27-de-setembro-veja-o-que-muda/ Last updated: 2026-08-21T16:29:06.000Z As empresas brasileiras que realizam importações terão novas regras para preencher a Declaração Única de Importação (DUIMP) a partir de 27 de setembro. As alterações fazem parte da adaptação do Portal Único Siscomex ao IBS e à CBS, os novos tributos criados pela Reforma Tributária do Consumo. Uma das principais mudanças será a identificação do local onde ocorre o consumo. Para cada item incluído na DUIMP, o importador terá que informar a Unidade da Federação (UF) e o município correspondentes. Com isso, empresas que movimentam grandes volumes de mercadorias precisarão garantir que essas informações estejam disponíveis em seus cadastros e sistemas. Também será obrigatório informar, item por item, outros tributos e direitos devidos até a liberação da mercadoria. O preenchimento será exigido mesmo quando o valor for R$ 0\. Quando houver cobrança, a memória de cálculo deverá ser anexada ao dossiê relacionado à declaração. ### Sistema fará classificação tributária Outra mudança envolve os códigos CST e cClassTrib, usados na classificação tributária das operações. A partir de 27 de setembro, o importador não terá mais que preencher o cClassTrib de cada item. A classificação passará a ser feita automaticamente pelo sistema, de acordo com os fundamentos legais informados na operação. Quando o IBS e a CBS não estiverem sujeitos ao recolhimento integral, caberá ao importador indicar o fundamento legal correspondente para que o sistema determine os códigos. Na primeira versão, CST e cClassTrib estarão disponíveis pela API de consulta, utilizada na comunicação entre sistemas. A visualização direta dessas informações na tela do Portal Único está prevista para uma atualização posterior. ### Empresas precisam adaptar sistemas As mudanças também atingem empresas que utilizam ERPs, softwares de comércio exterior ou sistemas próprios integrados ao Siscomex. Será necessário verificar se essas ferramentas estão preparadas para enviar as novas informações exigidas e receber as classificações determinadas automaticamente pelo portal. Embora as regras entrem no ambiente de produção em 27 de setembro, a nova versão já está disponível para testes no ambiente de Treinamento e Validação do Portal Único Siscomex. Até lá, importadores poderão revisar cadastros e integrações e testar os processos antes que as mudanças passem a valer efetivamente. ### Reforma Tributária já começou, mas 1 em cada 4 empresas ainda desconhece os impactos das novas regras URL: https://www.jornalopolo.com.br/reforma-tributaria-ja-comecou-mas-1-em-cada-4-empresas-ainda-desconhece-os-impactos-das-novas-regras/ Last updated: 2026-08-21T16:12:24.000Z A Reforma Tributária já saiu do papel, mas uma parcela das empresas brasileiras ainda tenta entender o que vai mudar na própria operação. Cerca de 24% desconhecem os impactos das novas regras, enquanto somente 28,1% tinham um plano estruturado para se adaptar ao novo sistema. Os dados fazem parte de um levantamento da empresa de tecnologia V360, divulgado pela Agência Brasil. A pesquisa foi realizada em novembro de 2025 com 355 companhias de médio e grande porte dos setores de indústria, varejo, construção civil, agronegócio e tecnologia. Do total, 68,2% estavam localizadas no Sudeste. ### Diferentes níveis de preparação Enquanto 33,2% das empresas ainda não haviam discutido internamente os efeitos da reforma, 38,6% tinham começado apenas um levantamento preliminar. Na prática, portanto, mais de sete em cada dez ainda não possuíam um plano estruturado naquele momento. A dificuldade começou a aparecer também nas notas fiscais. Em maio de 2026, 45% dos documentos emitidos no país ainda estavam fora das novas exigências. Os outros 55%, correspondentes a aproximadamente 12,5 milhões de empresas, já traziam corretamente as informações sobre os novos tributos. ### Serviços concentram maior atraso Em maio, apenas 3,78% das notas fiscais desse segmento estavam adequadas ao novo padrão. Parte do problema está na adaptação dos sistemas municipais. Como o Imposto Sobre Serviços (ISS) é administrado pelas prefeituras, diferentes municípios ainda enfrentavam dificuldades para adequar a emissão das notas fiscais eletrônicas às mudanças trazidas pela reforma. Nas operações envolvendo produtos, cuja tributação passa pelos estados, a adesão estava mais adiantada. Para as próprias empresas, a mudança também vai muito além de trocar a identificação de um imposto por outro. As notas passam a incorporar cerca de 200 novos campos, exigindo alterações nos sistemas usados para emitir, receber e conferir documentos fiscais. E existe uma etapa que pode acabar ficando para trás. Muitas companhias concentraram a preparação na emissão das próprias notas, mas não no chamado ingresso fiscal, processo de receber e conferir os documentos enviados pelos fornecedores antes de realizar os pagamentos. Isso exige ajustes internos que envolvem áreas fiscais, financeiras e sistemas de gestão. ### O que muda com a reforma? A reforma aprovada em 2023 e regulamentada em 2025 substitui gradualmente PIS, Cofins, ICMS e ISS por dois novos tributos sobre o consumo. A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) fica na esfera federal, enquanto o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) será administrado por estados e municípios. A transição começou em janeiro de 2026, inicialmente com alíquotas de teste de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, e seguirá em etapas até 2033\. O próximo ano será particularmente importante para as empresas, com novas mudanças no sistema e o início das penalidades para quem não cumprir as exigências. Até lá, o governo adotou um período de adaptação sem multas. Isso não significa, porém, que todas as empresas estejam sujeitas às mesmas obrigações: micro e pequenas empresas enquadradas no Simples Nacional e microempreendedores individuais (MEIs) estavam dispensados das exigências naquele momento. Para as demais companhias, a preparação envolve mudanças que podem levar meses, desde a atualização de sistemas fiscais até treinamento de funcionários e revisão de processos e contratos. Com boa parte das empresas ainda nos estágios iniciais de adaptação, 2026 se torna o principal período para colocar essas mudanças em prática antes que as penalidades comecem a ser aplicadas. ### Seca coloca geração de energia em alerta no Amazonas; Empresas querem estocar combustível antes da vazante URL: https://www.jornalopolo.com.br/seca-coloca-geracao-de-energia-em-alerta-no-amazonas-empresas-querem-estocar-combustivel-antes-da-vazante/ Last updated: 2026-08-21T15:43:11.000Z O combustível usado para manter termelétricas funcionando no interior do Amazonas pode começar a ser estocado antes de a vazante dos rios entrar em seu período mais crítico. Powertech Engenharia, Aggreko Energia e Oliveira Energia recorreram à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para antecipar recursos destinados à compra e ao armazenamento desses insumos diante do risco de uma seca extrema em 2026\. As informações são do Valor Econômico. As três empresas atendem áreas que permanecem fora do Sistema Interligado Nacional (SIN) e, por isso, dependem de sistemas locais para produzir eletricidade. Nesses locais, boa parte da geração é feita por termelétricas abastecidas com combustíveis que precisam chegar pelo sistema de transporte regional. É justamente esse caminho que preocupa com a possibilidade de um super El Niño. Quanto mais os rios baixam, maiores podem ser as dificuldades para transportar diesel e outros insumos até municípios e comunidades mais distantes. A estratégia das empresas é comprar e levar o combustível antecipadamente para essas localidades, formando estoques antes que as condições de navegação piorem. Os recursos deverão sair da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), fundo que subsidia a geração de eletricidade nos sistemas isolados da Amazônia e é bancado por encargos cobrados dos consumidores de energia de todo o país. ### Aneel analisa antecipação Os pedidos chegaram à Aneel e foram reunidos em um processo distribuído na quarta-feira (19) ao diretor Willamy Moreira Frota. A tramitação ocorre sob sigilo. O diretor-geral da agência, Sandoval Feitosa, confirmou que a possibilidade de antecipar os recursos está em análise. A intenção é permitir que os produtores independentes reforcem os estoques e estejam preparados caso a estiagem limite o transporte de combustível na Região Norte. A medida funciona, portanto, como uma prevenção: em vez de esperar os rios atingirem níveis que dificultem a navegação para então reagir, a proposta é garantir antecipadamente parte do combustível necessário para manter as usinas operando durante a vazante. O planejamento também considera um período específico do calendário de 2026\. A Aneel avalia os riscos que uma estiagem mais severa pode representar para o fornecimento de energia nas localidades isoladas durante as eleições. Segundo Feitosa, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já recebeu informações sobre o plano de contingência preparado para essas áreas. ### Amazonas reduz dívida líquida em R$ 2 bilhões no 1º semestre; Entenda cenário fiscal do estado URL: https://www.jornalopolo.com.br/amazonas-reduz-divida-liquida-em-r-2-bilhoes-no-1o-semestre-entenda-cenario-fiscal-do-estado/ Last updated: 2026-08-21T15:08:47.000Z Enquanto o Tesouro Nacional enfrenta um cenário de juros elevados e maior dificuldade para atrair investidores para títulos públicos de longo prazo, os números fiscais mais recentes mostram uma situação diferente no Amazonas. A dívida consolidada líquida do Estado caiu de R$ 7,53 bilhões no fim de 2025 para R$ 5,49 bilhões em junho de 2026, uma redução de aproximadamente R$ 2,04 bilhões, ou 27%, segundo dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM). No mesmo período, o Amazonas acumulou resultado primário positivo de R$ 2,28 bilhões, considerando as contas sem o Regime Próprio de Previdência Social. A meta fiscal estabelecida para todo o ano admite resultado negativo de R$ 1,59 bilhão. Os números aparecem em meio ao debate nacional sobre a sustentabilidade das contas públicas. Em entrevista publicada pelo Brazil Journal, o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou que não vê risco de calote da dívida pública brasileira e que o Tesouro não enfrenta problemas para refinanciar seus vencimentos, embora a composição e o prazo das emissões possam mudar conforme as condições do mercado. ## Dívida líquida cai com aumento do caixa A dívida consolidada total do Amazonas também recuou no primeiro semestre, mas em ritmo menor. O saldo passou de R$ 10,84 bilhões em dezembro de 2025 para R$ 10,26 bilhões em junho, queda de aproximadamente 5,4%. A redução mais expressiva da dívida líquida ocorreu porque, ao mesmo tempo, aumentaram os recursos financeiros disponíveis para abatimento do endividamento. A disponibilidade de caixa considerada no cálculo passou de aproximadamente R$ 3,28 bilhões no fim de 2025 para R$ 4,77 bilhões em junho. A disponibilidade bruta chegou a R$ 5,28 bilhões. Na prática, a dívida líquida considera não apenas quanto o Estado deve, mas também parte dos recursos financeiros disponíveis para fazer frente a essas obrigações. ## Dívida equivale a cerca de 19% da receita corrente Outro indicador ajuda a dimensionar o tamanho do endividamento. A Receita Corrente Líquida do Amazonas acumulada em 12 meses alcançou R$ 29,12 bilhões em junho. Para fins do limite de endividamento, a receita ajustada ficou em aproximadamente R$ 29,03 bilhões. Considerando a dívida líquida de R$ 5,49 bilhões, o endividamento líquido correspondia a cerca de 18,9% da Receita Corrente Líquida ajustada ao final do primeiro semestre. No primeiro quadrimestre, quando o indicador foi publicado oficialmente no Relatório de Gestão Fiscal, a relação estava em 20,65%. O limite estabelecido pelo Senado para os estados é de 200% da Receita Corrente Líquida ajustada. Isso coloca o Amazonas, atualmente, distante do teto legal de endividamento. ## Situação é diferente da dívida federal A comparação com o Governo Federal exige uma diferença importante. A União financia uma parcela relevante de suas necessidades por meio da emissão contínua de títulos públicos. Com isso, vencimentos são refinanciados com novas emissões e o Tesouro depende da demanda de investidores por papéis com diferentes prazos e indexadores. É justamente esse mercado que está no centro da discussão nacional. Com juros de curto prazo elevados, investidores passaram a demonstrar menor interesse em comprometer recursos em títulos de 10, 20 ou 30 anos. Segundo o secretário Daniel Leal, ouvido pelo Brazil Journal, a combinação de juros elevados e menor demanda por papéis longos altera a composição da dívida e aumenta o custo fiscal. No Amazonas, a estrutura é diferente. No primeiro quadrimestre de 2026, o Estado registrava R$ 10,44 bilhões de dívida consolidada, integralmente classificada como dívida contratual. A dívida mobiliária era zero. Do total, aproximadamente R$ 10,21 bilhões estavam classificados como financiamentos, sendo R$ 5,70 bilhões internos e R$ 4,52 bilhões externos. Ou seja, o Amazonas não depende de um mercado permanente de emissão e rolagem de títulos estaduais semelhante ao utilizado pela União. ## Juros e amortizações passam de R$ 1,1 bilhão Isso não significa que o custo da dívida seja irrelevante para as contas estaduais. Somente entre janeiro e junho, o Amazonas registrou R$ 537,2 milhões em juros e encargos da dívida e outros R$ 615 milhões em amortizações. Somados, juros e pagamento de principal atingiram aproximadamente R$ 1,15 bilhão no primeiro semestre. O impacto dos juros é particularmente importante porque parte da dívida estadual está atrelada a condições financeiras que também são afetadas pelo cenário de juros elevados no Brasil e no exterior. É nesse ponto que o cenário nacional volta a atingir diretamente as contas estaduais: mesmo sem enfrentar o mesmo problema de rolagem da União, um ambiente prolongado de juros altos aumenta o custo financeiro das dívidas existentes e das novas operações de crédito. ## Estado teve superávit primário de R$ 2,28 bilhões Por enquanto, a execução fiscal de 2026 mostra geração de resultado suficiente para absorver esse custo. Até junho, as receitas primárias sem o RPPS somaram aproximadamente R$ 17,09 bilhões. O resultado primário, depois de consideradas despesas pagas e restos a pagar previstos na metodologia fiscal, ficou positivo em R$ 2,28 bilhões. O dado significa que, antes das despesas financeiras com juros, as receitas do Estado superaram as despesas consideradas no cálculo fiscal durante o primeiro semestre. O desempenho, porém, não pode ser automaticamente projetado para dezembro. Receitas e despesas públicas apresentam sazonalidade ao longo do ano, e parte relevante dos investimentos e pagamentos pode se concentrar no segundo semestre. ## Gastos com pessoal seguem abaixo do limite Outro indicador acompanhado pela Lei de Responsabilidade Fiscal também permanece abaixo dos limites legais. No período de 12 meses encerrado em abril, a despesa total com pessoal do Poder Executivo chegou a R$ 11,19 bilhões, equivalente a 38,71% da Receita Corrente Líquida ajustada. O limite máximo para o Executivo estadual é de 49%, enquanto o limite de alerta começa em 44,1%. O indicador mostra que o Estado ainda possui margem em relação às restrições da Lei de Responsabilidade Fiscal. ## Amazonas terminou 2025 com superávit orçamentário As contas de 2025 já haviam mostrado resultado positivo. O Balanço Geral do Estado registrou R$ 36,95 bilhões em receitas e R$ 36,57 bilhões em despesas, resultando em superávit orçamentário de aproximadamente R$ 383 milhões. O orçamento corrente, que compara receitas e despesas recorrentes, apresentou superávit de aproximadamente R$ 2 bilhões. Ao final daquele ano, a Receita Corrente Líquida havia alcançado R$ 28,57 bilhões, ante R$ 26,59 bilhões em 2024, crescimento nominal de aproximadamente 7,4%. ## Cenário nacional ainda é ponto de atenção A situação fiscal do Amazonas, portanto, é hoje menos pressionada pelo endividamento do que o debate nacional poderia sugerir. A dívida líquida caiu, o caixa aumentou e o Estado iniciou 2026 com resultado primário positivo e indicadores abaixo dos limites previstos pela legislação. Mas o ambiente macroeconômico continua relevante. O próprio Tesouro Nacional reconhece que a permanência dos juros em níveis mais altos aumentou a conta financeira do setor público e deve fazer com que a dívida federal se estabilize em patamar superior ao anteriormente esperado. No cenário apresentado pelo Tesouro, a dívida pública federal deve se estabilizar apenas em 2029, em torno de 87% do PIB. Para o Amazonas, os próximos meses deverão mostrar se a melhora observada no primeiro semestre continuará mesmo com a execução de investimentos, despesas de fim de ano e novos pagamentos do serviço da dívida. Até junho, porém, os números mostram um Estado com dívida líquida em queda e margem fiscal relevante em relação aos limites legais, uma fotografia diferente da pressão observada hoje sobre as contas do Governo Federal. ### STF mantém licenças do Projeto Potássio Autazes e rejeita pedido para interromper atividades URL: https://www.jornalopolo.com.br/stf-mantem-licencas-do-projeto-potassio-autazes-e-rejeita-pedido-para-interromper-atividades/ Last updated: 2026-08-21T14:37:07.000Z A Brazil Potash Corp., empresa de produção e desenvolvimento mineral que está implantando o Projeto Potássio Autazes, no Amazonas, anunciou nesta sexta-feira (21), que, em continuidade ao [último comunicado à imprensa](https://www.jornalopolo.com.br/trf-1-barra-recursos-contra-projeto-potassio-autazes-e-mantem-decisoes-favoraveis-ao-empreendimento/), o Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte do país, rejeitou um pedido que buscava, entre outras medidas, interromper as licenças de instalação e outras atividades de desenvolvimento do Projeto Autazes, de propriedade da Brazil Potash. O pedido, apresentado pela Defensoria Pública da União ( DPU ), buscava suspender os efeitos de decisões favoráveis anteriormente proferidas pelo Tribunal Regional Federal. Em 18 de agosto de 2026, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, rejeitou integralmente o pedido. Em sua decisão, o ministro Fachin concluiu que os requisitos para esse tipo excepcional de procedimento não haviam sido atendidos, inclusive porque não foi demonstrado grave dano à ordem pública ou à economia. A decisão também observou que tais procedimentos não podem ser utilizados como substitutos do processo recursal adequado. Com essa decisão, permanecem vigentes as decisões favoráveis do Tribunal Regional Federal, e o pedido não afeta a situação atual do licenciamento do Projeto Autazes nem as atividades de desenvolvimento em andamento. A companhia diz que "mantém seu compromisso com o desenvolvimento responsável e transparente do Projeto Autazes, em conformidade com os requisitos ambientais, sociais e legais aplicáveis, e considera a decisão de hoje um passo positivo para a continuidade deste importante projeto de potássio, mineral considerado crítico". ### Bemol fecha acordo para distribuir motores de popa elétricos que serão fabricados pela Livoltek em 2027 URL: https://www.jornalopolo.com.br/bemol-fecha-acordo-com-grupo-hexing-para-distribuir-motores-de-popa-eletricos/ Last updated: 2026-08-21T13:43:33.000Z A Bemol vai reforçar sua oferta de produtos para o mercado náutico com uma nova tecnologia voltada à realidade dos rios amazônicos. A varejista fechou um acordo comercial com o grupo Hexing para distribuir motores elétricos para embarcações, equipamentos que já estão sendo testados no Rio Solimões e têm produção prevista em Manaus a partir de 2027. As informações constam em reportagem publicada pelo portal Diário do Transporte. A parceria é uma das frentes do grupo chinês para tentar ganhar escala na eletrificação do transporte fluvial na Amazônia. Além das vendas pela Bemol, o plano inclui assistência técnica e manutenção, inicialmente no Amazonas, Pará e Amapá, e a fabricação regional dos motores pela Livoltek, empresa pertencente à Hexing e instalada em Manaus. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/BEMOL-4.webp) Foto: Reprodução/Internet A aposta nos motores elétricos mira principalmente um custo que pesa no dia a dia de quem depende de barcos para trabalhar e se deslocar. Em comunidades mais distantes, o combustível percorre grandes distâncias até chegar ao consumidor e pode exigir estruturas de transporte e armazenamento que, quando inadequadas, aumentam os riscos de acidentes e perdas por evaporação. ### Teste no Solimões aponta economia A Hexing já colocou a tecnologia para funcionar em condições reais na região. A empresa forneceu motores elétricos ao projeto Pixundé, iniciativa de pesquisa e desenvolvimento realizada no Rio Solimões, onde os equipamentos estão sendo avaliados de acordo com as condições de navegação da Amazônia. O projeto é coordenado pelo Instituto Somar Amazônia, acompanhado pelo Sindipesca e conta com a participação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) na elaboração de estudos e relatórios a partir dos testes, realizados com 60 pescadores de Careiro da Várzea, a cerca de 25 quilômetros de Manaus. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Bemol-vai-vender-motores-de-popa-el--tricos-que-ser--o-fabricados-pela-Livoltek-em-2027-2.jpg) Foto: Reprodução/Internet Os testes identificaram potencial de redução superior a R$ 1 mil por mês nos custos de operação de uma embarcação. A diferença vem principalmente da menor dependência do combustível, uma despesa recorrente para famílias que utilizam o barco não apenas como meio de transporte, mas também para trabalhar e gerar renda. > “Quando falamos em eletrificação na Amazônia, não estamos falando apenas de substituir uma fonte de energia por outra. Estamos falando de uma tecnologia com potencial para transformar a economia cotidiana das comunidades, reduzir a dependência do combustível e melhorar a experiência de quem utiliza os rios todos os dias. É a eletrificação aplicada a uma necessidade real da região”, afirma Flávio Pimenta, diretor de negócios para a América Latina do grupo Hexing. Além do custo, os motores elétricos reduzem o ruído durante a navegação e eliminam vazamentos de óleo e combustível relacionados ao funcionamento dos motores convencionais. A tecnologia também diminui emissões locais e a exposição de operadores e passageiros ao barulho constante dos motores. A renovação das embarcações também coloca a segurança em discussão. Um dos problemas históricos da navegação regional é o escalpelamento, acidente provocado principalmente quando cabelos entram em contato com eixos ou componentes móveis desprotegidos e que atinge sobretudo mulheres e meninas. Para o grupo, a modernização da frota precisa ser acompanhada por padrões de proteção aos usuários. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Bemol-vai-vender-motores-de-popa-el--tricos-que-ser--o-fabricados-pela-Livoltek-em-2027.jpg) Foto: Reprodução/Internet ### Produção prevista para Manaus O próximo passo será levar parte dessa cadeia para dentro do Polo Industrial de Manaus. A previsão da Hexing é começar a produzir os motores elétricos em 2027, na fábrica da Livoltek, empresa do próprio grupo. No início deste ano, R$ 35 milhões foram anunciados pela empresa para implementação do projeto. Com a produção local, a estratégia passa a reunir diferentes etapas na Amazônia: testes nos rios, distribuição pela Bemol, assistência técnica regional e fabricação em Manaus. A parceria comercial poderá ser ampliada conforme a procura pelos equipamentos e o mercado de propulsão elétrica para embarcações cresçam. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Bemol-vai-vender-motores-de-popa-el--tricos-que-ser--o-fabricados-pela-Livoltek-em-2027.webp) Livoltek, subsidiária do grupo chinês Hexing no Polo Industrial de Manaus | Foto: Reprodução/Internet > “Queremos construir um ecossistema de eletrificação pensado para essa realidade. O acordo com a Bemol é um passo comercial importante e a produção desses motores em Manaus prevista para 2027 reforça o compromisso de desenvolver essa transformação a partir da própria região”, diz Pimenta. Os motores fazem parte de uma estratégia que a Hexing chama de “eletrificação das coisas”. O conceito consiste em substituir aplicações tradicionalmente dependentes de combustíveis fósseis por soluções elétricas, reunindo geração de energia, armazenamento, carregamento e mobilidade. ### DIÁRIO DO POLO - 21/08/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/diario-do-polo-21-08-2026/ Last updated: 2026-08-21T10:32:51.000Z ## LOGÍSTICA AMAZÔNICA A in­te­gra­ção lo­gís­tica da Região Norte entra em uma fase de ali­nha­mento es­tra­té­gico com a apre­sen­ta­ção do Plano de Ação Es­tra­té­gica para o De­sen­vol­vi­mento Sus­ten­tá­vel (PAEDS). O projeto, dis­cu­tido em fórum em Porto Velho, busca con­so­li­dar cor­re­do­res de de­sen­vol­vi­mento que trans­cen­dem as fron­tei­ras es­ta­du­ais, unindo os in­te­res­ses do Ama­zo­nas, Ron­dô­nia e Acre. Para o Polo In­dus­trial de Manaus (PIM), esta ar­ti­cu­la­ção é vital para reduzir o his­tó­rico iso­la­mento ge­o­grá­fico e criar al­ter­na­ti­vas mul­ti­mo­dais que ga­ran­tam o fluxo de insumos e a saída da pro­du­ção acabada, mi­ti­gando os riscos im­pos­tos pelas secas severas que afetam a na­ve­ga­bi­li­dade dos rios. - **PAEDS será apre­sen­tado em fórum de de­sen­vol­vi­mento em Porto Velho**, O plano busca alinhar as po­lí­ti­cas re­gi­o­nais do Norte para criar cor­re­do­res de de­sen­vol­vi­mento in­te­gra­dos entre Ama­zo­nas, Ron­dô­nia e Acre. Esta si­ner­gia é chave para des­tra­var in­ves­ti­men­tos es­tru­tu­ran­tes e fa­ci­li­tar o es­co­a­mento da pro­du­ção do PIM por rotas com­ple­men­ta­res à fluvial. [Fonte ↗](https://newsrondonia.com.br/noticias/2026/08/20/paeds-sera-apresentado-em-forum-de-desenvolvimento-em-porto-velho/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## INDÚSTRIA E EMPRESAS DO PIM O setor de duas rodas con­so­lida-se como o prin­ci­pal motor de cres­ci­mento do Polo In­dus­trial de Manaus neste se­mes­tre, im­pul­si­o­nado por uma demanda na­ci­o­nal aque­cida e pela ma­tu­ri­dade tec­no­ló­gica das plantas locais. O recorde de pro­du­ção re­gis­trado pelas fa­bri­can­tes não apenas valida a com­pe­ti­ti­vi­dade do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), mas também atrai novos in­ves­ti­men­tos vol­ta­dos para nichos de mercado em ex­pan­são, como o de ve­í­cu­los off-road e a in­dús­tria cri­a­tiva digital. - **Pro­du­ção recorde leva fa­bri­can­tes de motos a in­ves­tir em Manaus**, O ciclo de ex­pan­são nas plantas locais é sus­ten­tado pela alta demanda na­ci­o­nal, va­li­dando a efi­cá­cia dos in­cen­ti­vos da ZFM para atração de novas tec­no­lo­gias. [Fonte ↗](https://www.msn.com/pt-br/carros/motocicletas/produ%C3%A7%C3%A3o-recorde-leva-fabricantes-de-motos-a-investir-em-manaus/ar-AA2azctl?ref=jornalopolo.com.br) - **MXF terá fábrica em Manaus com ca­pa­ci­dade para 30 mil uni­da­des**, A nova planta focará no nicho de qua­dri­ci­clos e off-road, am­pli­ando a ver­ti­ca­li­za­ção do polo e o po­ten­cial ex­por­ta­dor a partir do Ama­zo­nas. [Fonte ↗](https://www.msn.com/pt-br/carros/motocicletas/mxf-ter%C3%A1-f%C3%A1brica-em-manaus-com-capacidade-para-30-mil-unidades/ar-AA2aB0VC?ref=jornalopolo.com.br) - **Governo au­to­riza cap­ta­ção para au­di­o­vi­sual e jogos ele­trô­ni­cos**, A medida fomenta a di­ver­si­fi­ca­ção da matriz eco­nô­mica através da in­dús­tria cri­a­tiva, podendo in­te­grar-se ao polo de tec­no­lo­gia já es­ta­be­le­cido no PIM. [Fonte ↗](https://www.otempo.com.br/politica/2026/8/20/governo-autoriza-captacao-de-recursos-para-projetos-de-audiovisual-e-jogos-eletronicos?ref=jornalopolo.com.br) --- ## ZONA FRANCA E POLÍTICA A ma­nu­ten­ção da pro­du­ti­vi­dade do PIM en­frenta um gargalo ope­ra­ci­o­nal crítico com a ins­ta­bi­li­dade no trans­porte es­pe­cial de pas­sa­gei­ros. O alerta da Suframa res­salta que a efi­ci­ên­cia das linhas de mon­ta­gem depende di­re­ta­mente da re­gu­la­ri­dade das rotas de tra­ba­lha­do­res, es­pe­ci­al­mente em um período de ace­le­ra­ção para atender as en­co­men­das de fim de ano. - **Pa­ra­li­sa­ção das rotas pode afetar pro­du­ção do PIM, diz Suframa**, A in­ter­rup­ção no trans­porte de co­la­bo­ra­do­res com­pro­mete turnos e a pro­du­ti­vi­dade diária em um momento sen­sí­vel de abas­te­ci­mento do varejo na­ci­o­nal. [Fonte ↗](https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/08/20/paralisacao-das-rotas-pode-afetar-producao-do-polo-industrial-de-manaus-diz-suframa.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) --- ## ENERGIA E MINERAÇÃO A Margem Equa­to­rial bra­si­leira con­so­lida-se como a nova fron­teira de in­te­resse ener­gé­tico global, atra­indo gi­gan­tes in­ter­na­ci­o­nais como a chinesa CNOOC. Para o Ama­zo­nas, o avanço das pes­qui­sas e re­cor­des de pro­du­ção da União sob regime de par­ti­lha re­pre­sen­tam uma opor­tu­ni­dade de ouro para o for­ta­le­ci­mento do suporte lo­gís­tico e a cap­ta­ção de re­cur­sos para in­fra­es­tru­tura re­gi­o­nal. Contudo, a vi­a­bi­li­dade co­mer­cial plena ainda depende de aná­li­ses téc­ni­cas ri­go­ro­sas sobre a qua­li­dade dos hi­dro­car­bo­ne­tos des­co­ber­tos. - **Chinesa busca acesso à Foz do Ama­zo­nas após des­co­berta da Pe­tro­bras**, O in­te­resse da CNOOC con­firma o po­ten­cial global da região, pres­si­o­nando por me­lho­rias na in­fra­es­tru­tura e ser­vi­ços in­dus­tri­ais locais. [Fonte ↗](https://www.cnnbrasil.com.br/infra/chinesa-busca-acesso-a-foz-do-amazonas-apos-descoberta-da-petrobras/?ref=jornalopolo.com.br) - **Qua­li­dade do pe­tró­leo de­fi­nirá ex­plo­ra­ção na costa do Amapá**, Aná­li­ses téc­ni­cas da Pe­tro­bras sobre den­si­dade e óleo são de­ter­mi­nan­tes para o ritmo de in­ves­ti­men­tos que trans­bor­da­rão para o hub lo­gís­tico ama­zo­nense. [Fonte ↗](https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2026/08/21/qualidade-e-densidade-do-petroleo-vao-definir-proximos-passos-de-exploracao-na-costa-do-amapa-segundo-petrobras.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) - **Debate ener­gé­tico na­ci­o­nal impacta pla­ne­ja­mento do PIM**, Pro­pos­tas pre­si­den­ci­ais sobre a gestão da Pe­tro­bras e preços de com­bus­tí­veis alteram dras­ti­ca­mente as pro­je­ções de frete e custos ope­ra­ci­o­nais no Norte. [Fonte ↗](https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/08/21/petrobras-gasolina-mais-barata-transicao-e-ate-fusao-nuclear-o-que-os-presidenciaveis-propoem-para-o-setor-energetico.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) - **Pro­du­ção de pe­tró­leo da União sob regime de par­ti­lha bate recorde**, O aumento da ar­re­ca­da­ção federal pode ampliar o fôlego or­ça­men­tá­rio para obras de in­fra­es­tru­tura lo­gís­tica fun­da­men­tais na Ama­zô­nia. [Fonte ↗](https://megawhat.uol.com.br/oleo-e-gas/producao-de-petroleo-da-uniao-bate-recorde-em-junho/?ref=jornalopolo.com.br) - **Margem Equa­to­rial: de­sa­fios em so­be­ra­nia e de­sen­vol­vi­mento**, A de­fi­ni­ção de marcos re­gu­la­tó­rios claros é es­sen­cial para ga­ran­tir que a riqueza ener­gé­tica gere de­sen­vol­vi­mento real e royal­ties para os estados do Norte. [Fonte ↗](https://www.cartacapital.com.br/opiniao/margem-equatorial-brasileira-desafios-e-potencial-em-soberania-desenvolvimento-e-transicao-justa/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## INOVAÇÃO E BIOECONOMIA O avanço da bi­o­e­co­no­mia no Ama­zo­nas depende da su­pe­ra­ção de bar­rei­ras lo­gís­ti­cas e de escala, con­forme aponta ma­pe­a­mento inédito. A in­te­gra­ção de insumos flo­res­tais nas cadeias in­dus­tri­ais do PIM é vista como um caminho es­tra­té­gico para agregar valor am­bi­en­tal e com­pe­ti­tivo aos pro­du­tos fa­bri­ca­dos em Manaus. - **Ma­pe­a­mento inédito destaca avanço e de­sa­fios da bi­o­e­co­no­mia na Ama­zô­nia**, O estudo iden­ti­fica opor­tu­ni­da­des para o PIM in­te­grar insumos sus­ten­tá­veis, res­sal­tando que lo­gís­tica e escala são os prin­ci­pais en­tra­ves. [Fonte ↗](https://www.acritica.com/amazonia/mapeamento-inedito-aponta-avanco-da-bioeconomia-na-amazonia-e-destaca-desafios-para-ampliar-impacto-1.412819?ref=jornalopolo.com.br) --- ## ECONOMIA DO AMAZONAS A com­pe­ti­ti­vi­dade in­dus­trial no Ama­zo­nas está sendo testada tanto por novas es­tra­té­gias de mercado, como a agres­si­vi­dade de preços da Bajaj, quanto por mo­vi­men­tos ins­ti­tu­ci­o­nais que buscam des­bu­ro­cra­ti­zar a ins­ta­la­ção de novas fá­bri­cas. En­quanto os portos do Arco Norte re­gis­tram volumes re­cor­des, gar­ga­los de in­fra­es­tru­tura per­sis­tem como o prin­ci­pal desafio para a redução do custo ope­ra­ci­o­nal na região. - **DIÁRIO DO POLO | 21 de agosto de 2026**, Edição diária com o balanço dos prin­ci­pais fatos que im­pac­tam a eco­no­mia ama­zo­nense. - **Es­tra­té­gia da Bajaj impacta com­pe­ti­ti­vi­dade de modelos do PIM**, O preço agres­sivo da Dominar 250 em relação à CB300F Twister força fa­bri­can­tes em Manaus a re­vi­sa­rem custos e efi­ci­ên­cia pro­du­tiva. [Fonte ↗](https://garagem360.com.br/nova-dominar-250-custa-r-23800-r-3080-menos-que-a-cb300f-twister-abs/?ref=jornalopolo.com.br) - **Nova se­cre­ta­ria pode ace­le­rar ins­ta­la­ção de in­dús­trias em Manaus**, A pro­posta de des­bu­ro­cra­ti­za­ção mu­ni­ci­pal visa reduzir o time-to-market de pro­je­tos apro­va­dos pela Suframa, fa­ci­li­tando novos in­ves­ti­men­tos. [Fonte ↗](https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/08/20/uma-nova-secretaria-pode-facilitar-a-instalacao-de-industrias-em-manaus.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) - **Arco Norte mo­vi­menta 58,6 milhões de to­ne­la­das em meio a gar­ga­los**, O volume recorde nos portos re­gi­o­nais res­salta a im­por­tân­cia do cor­re­dor norte, embora de­fi­ci­ên­cias es­tru­tu­rais ainda elevem o custo lo­gís­tico. [Fonte ↗](https://www.oliberal.com/economia/arco-norte-movimenta-58-6-milhoes-de-toneladas-e-enfrenta-gargalos-de-infraestrutura-na-amazonia-1.1159458?ref=jornalopolo.com.br) - **Obras do ae­ro­porto de Coari atingem 78% de exe­cu­ção**, A mo­der­ni­za­ção do ter­mi­nal é vital para o suporte lo­gís­tico às ati­vi­da­des de óleo e gás, for­ta­le­cendo Manaus como hub de ser­vi­ços téc­ni­cos. [Fonte ↗](https://bncamazonas.com.br/municipios/coari-35/?ref=jornalopolo.com.br) - **China mo­ni­tora terras raras no Ama­zo­nas para tran­si­ção ener­gé­tica**, A va­lo­ri­za­ção de mi­ne­rais crí­ti­cos no subsolo ama­zo­nense insere o estado na disputa ge­o­po­lí­tica global por com­po­nen­tes de alta tec­no­lo­gia. [Fonte ↗](https://bncamazonas.com.br/municipios/china-poe-terras-raras-do-amazonas-no-mapa-da-disputa-mundial/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## COMÉRCIO E CÂMBIO | In­di­ca­dor | Valor | Va­ri­a­ção | | --------------------------- | ----------- | ----------- | | PTAX USD/BRL (Compra/Venda) | R$ 5,19 | +0,29% | | USD/BRL (Spot) | R$ 5,19 | +0,32% | | EUR/BRL (Spot) | R$ 6,08 | +0,68% | | SELIC | 14,00% a.a. | estável | | Brent (Barril) | US$ 94,00 | +0,23% | | Diesel (Galão) | US$ 4,38 | \-2,26% | O fe­cha­mento de ontem re­gis­trou um avanço ge­ne­ra­li­zado nas moedas es­tran­gei­ras, com o dólar e o euro exer­cendo pressão adi­ci­o­nal sobre os custos de im­por­ta­ção de com­po­nen­tes crí­ti­cos para os setores de duas rodas e ele­tro­e­le­trô­ni­cos. Com a taxa Selic mantida em 14%, o custo fi­nan­ceiro para o car­re­ga­mento de es­to­ques, fator agra­vado pelos longos tempos de trân­sito lo­gís­tico no Ama­zo­nas, exige que as in­dús­trias operem com máxima efi­ci­ên­cia ope­ra­ci­o­nal para pre­ser­var margens já aper­ta­das pela vo­la­ti­li­dade das com­mo­di­ties ener­gé­ti­cas. --- ## MOVIMENTAÇÕES DO SETOR - O Grupo Hexing e a Bemol es­ta­be­le­ce­ram uma par­ce­ria para ele­tri­fi­ca­ção fluvial, visando in­fra­es­tru­tura de energia limpa para reduzir custos de frete nos rios. - As re­ser­vas de terras raras do Ama­zo­nas foram ofi­ci­a­li­za­das como ponto es­tra­té­gico na disputa ge­o­po­lí­tica mundial, atra­indo olhares de China e Oci­dente. - A MXF con­fir­mou a ca­pa­ci­dade de sua nova planta em Manaus para 30 mil uni­da­des anuais, con­so­li­dando sua ex­pan­são no seg­mento off-road. --- ## O QUE MUDA PARA O AMAZONAS - **Risco de pro­du­ti­vi­dade:** A pa­ra­li­sa­ção de rotas de trans­porte es­pe­cial pode gerar atrasos ime­di­a­tos na pro­du­ção diária e elevar custos com lo­gís­tica al­ter­na­tiva. - **Ver­ti­ca­li­za­ção do Polo:** A meta de 30 mil uni­da­des da MXF amplia a demanda por ser­vi­ços téc­ni­cos es­pe­ci­a­li­za­dos e adensa a cadeia de su­pri­men­tos local. - **Co­nec­ti­vi­dade com In­te­rior:** O avanço das obras em Coari fa­ci­lita a lo­gís­tica de suporte ao setor de pe­tró­leo, con­so­li­dando Manaus como centro de ser­vi­ços. - **Pressão Com­pe­ti­tiva:** A es­tra­té­gia de preços agres­siva da Bajaj no varejo na­ci­o­nal exige que fa­bri­can­tes do PIM ace­le­rem ganhos de efi­ci­ên­cia para manter market share. - **Custo de Im­por­ta­ção:** A va­lo­ri­za­ção do euro para R$ 6,08 en­ca­rece má­qui­nas e insumos de pre­ci­são eu­ro­peus, im­pac­tando o capex de mo­der­ni­za­ção in­dus­trial. --- ## BALANÇO DA SEMANA - O Polo de Duas Rodas encerra a semana for­ta­le­cido com re­cor­des de pro­du­ção e anún­cios de ex­pan­são, con­fir­mando sua re­si­li­ên­cia como prin­ci­pal motor do PIM. - A lo­gís­tica re­gi­o­nal e o trans­porte de tra­ba­lha­do­res en­fren­ta­ram ins­ta­bi­li­da­des sig­ni­fi­ca­ti­vas, acen­dendo alertas sobre a pro­du­ti­vi­dade in­dus­trial no curto prazo. - O setor de energia ganhou novo fôlego com o in­te­resse in­ter­na­ci­o­nal na Margem Equa­to­rial e a con­fir­ma­ção técnica de po­ten­cial nas bacias do Norte. --- ## FECHAMENTO A eco­no­mia do Ama­zo­nas encerra este ciclo apre­sen­tando uma di­nâ­mica de ex­pan­são in­dus­trial li­de­rada pelo vigor do setor de mo­to­ci­clos, embora con­tras­tada por de­sa­fios lo­gís­ti­cos re­cor­ren­tes e pela pressão cambial. O po­si­ci­o­na­mento es­tra­té­gico do estado em mi­ne­rais crí­ti­cos e na nova fron­teira ener­gé­tica oferece pers­pec­ti­vas ro­bus­tas de longo prazo para a di­ver­si­fi­ca­ção eco­nô­mica, mas a gestão ime­di­ata de custos e a efi­ci­ên­cia ope­ra­ci­o­nal con­ti­nuam sendo as pri­o­ri­da­des para as in­dús­trias do Polo In­dus­trial de Manaus diante de juros e fretes ele­va­dos. Bom dia e bons ne­gó­cios. --- O Polo Acom­pa­nhe o Polo In­dus­trial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo In­dus­trial de Manaus, no­tí­cias e aná­li­ses sobre a in­dús­tria, a Zona Franca e a eco­no­mia do Ama­zo­nas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### Com risco de rios baixos, Aneel antecipa recursos para estoque de combustível no Norte URL: https://www.jornalopolo.com.br/com-risco-de-rios-baixos-aneel-antecipa-recursos-para-estoque-de-combustivel-no-norte/ Last updated: 2026-08-20T20:41:43.000Z Se os rios baixarem e os barcos tiverem dificuldade para navegar, o combustível usado para gerar energia em áreas mais distantes do Norte também pode ter problemas para chegar. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu se antecipar a esse risco. A agência pretende liberar antes do previsto recursos que os geradores dos chamados sistemas isolados receberiam ao longo de 2026\. A ideia é permitir a compra antecipada e a formação de estoques de combustível na região. Esses sistemas atendem locais que não estão conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN), a grande rede que leva energia por boa parte do país. Nessas áreas mais afastadas, o combustível é necessário para manter a geração local. A preocupação da Aneel está na possibilidade de dificuldades de navegação diante da previsão de um super El Niño e de pouca chuva. > “É basicamente o recurso que as empresas receberiam ordinariamente e nós vamos apenas antecipar”, destacou o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa. O dinheiro virá da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). Esse fundo é bancado pelos consumidores de energia e ajuda a pagar os custos da geração elétrica em regiões remotas. Segundo Feitosa, um processo extraordinário já foi sorteado para tratar da antecipação. ## Combustível antes que os rios baixem A estratégia é simples: comprar antes e deixar o combustível armazenado. Assim, se a navegação ficar mais difícil, as comunidades terão uma reserva para manter o fornecimento de energia. > “A área de fiscalização \[está\] se antecipando, porque pode haver problemas de tráfego nos rios em função da baixa pluviosidade, e nós vamos antecipar recursos para que essas empresas comprem o combustível, deixem estocado, para que, eventualmente, havendo algum problema no trânsito, no tráfego, nos rios, haja combustível suficiente para atender às comunidades e, principalmente, durante as eleições”, ressaltou Feitosa. A preocupação com outubro também levou a Aneel a comunicar a medida ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). > “Estamos fazendo o que é possível sob o ponto de vista de prevenção, preparação e comunicação a todas as instituições possíveis”, disse o diretor-geral. Mesmo com a preocupação com os rios, Feitosa afirmou que não vê risco, do ponto de vista energético, para a realização das eleições. ## Operação especial O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável pela coordenação da geração e transmissão de energia no sistema nacional, também prepara uma operação especial para o período eleitoral. > “A gente tem todo um trabalho feito pelo ONS para garantir o suprimento de energia nos lugares mais longes, mais complicados”, afirmou o diretor-geral do órgão, Marcio Rea. Rea também chamou atenção para outro ponto do sistema elétrico. Segundo ele, a possibilidade de ser necessário acionar um plano emergencial para cortar excedentes de geração na rede de distribuição pode ficar “um pouquinho maior” no segundo semestre. Ainda não há, porém, uma definição de que isso será necessário. A avaliação dependerá das condições climáticas dos próximos meses. > “Vai depender da temperatura, vai depender do tipo de evento que a gente vai ter. Sempre que a gente tem, assim, 50%, 60% de chance de ter \[o acionamento\], a gente já põe de prontidão os agentes”, explicou. ### Braga e Calheiros querem juntar projetos sobre minerais críticos no Senado URL: https://www.jornalopolo.com.br/braga-e-calheiros-querem-juntar-projetos-sobre-minerais-criticos-no-senado/ Last updated: 2026-08-20T20:24:29.000Z Dois projetos, um mesmo assunto e uma tentativa de encurtar o caminho no Senado. Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL) defendem que as propostas que tratam dos minerais críticos passem a ser analisadas em conjunto. A ideia é evitar que dois textos sobre o mesmo tema continuem seguindo separadamente e, com isso, acelerar a discussão de um marco legal para o setor. Hoje, uma das propostas é de autoria do próprio Renan Calheiros. O Projeto de Lei (PL) 4.443/2025 trata da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e está na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado. O outro texto é o PL 2.780/2024\. Ele já passou pela Câmara dos Deputados e chegou ao Senado. Braga e Calheiros querem que os dois sejam apensados. Em termos simples, significa juntar os projetos para que eles tramitem e sejam analisados em conjunto. A decisão, porém, não cabe aos dois senadores. Braga reconheceu que definir o caminho dos projetos é uma atribuição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). ## Tema vira prioridade A movimentação ocorre depois de o MDB colocar o marco dos minerais críticos entre três pautas que o partido quer ver aprovadas até o fim do segundo semestre. A definição, segundo Braga, foi acertada entre integrantes das bancadas do partido na Câmara e no Senado. Além dos minerais críticos, entraram na lista a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que trata do fim da escala de trabalho 6x1, e a PEC 18/2025, voltada à segurança pública. ### STJ adia decisão sobre PIS e Cofins em importações da Zona Franca de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/stj-adia-decisao-sobre-pis-e-cofins-em-importacoes-da-zona-franca-de-manaus/ Last updated: 2026-08-20T19:52:23.000Z O Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiou nesta quinta-feira (20) o julgamento de uma discussão tributária que envolve diretamente empresas que importam mercadorias para a Zona Franca de Manaus (ZFM). O Tema 1.244 estava previsto para ser analisado pela 1ª Seção do tribunal, em Brasília, mas foi retirado da pauta por iniciativa do relator, ministro Marco Aurélio Bellizze. No centro da discussão estão duas contribuições cobradas nas importações: o PIS-Importação e a Cofins-Importação. O STJ analisa a possibilidade de esses tributos não incidirem sobre mercadorias que vêm de países signatários do GATT (sigla em inglês para Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio) e têm como destino a Zona Franca de Manaus. Brasil, Estados Unidos, China e México estão entre os países que fazem parte do acordo, posteriormente incorporado ao sistema da Organização Mundial do Comércio. ## O que defendem as empresas As empresas comerciais instaladas na Zona Franca defendem que essas importações não devem pagar PIS e Cofins. O argumento está em uma cláusula do GATT que prevê tratamento igual entre mercadorias estrangeiras e nacionais. As mercadorias nacionais enviadas para a Zona Franca de Manaus recebem um benefício tributário por serem equiparadas a exportações. Para as empresas, o tratamento também deve alcançar os produtos estrangeiros nas operações discutidas no processo. A União tem entendimento diferente. Defende que o benefício concedido às mercadorias nacionais destinadas à ZFM não seja estendido às importações. ## ACA acompanha discussão no STJ A Associação Comercial do Amazonas (ACA) acompanhou a sessão desta quinta-feira em Brasília. A entidade participa do processo como *amicus curiae* e atua em defesa dos interesses do setor produtivo amazonense. O diretor Jurídico da ACA, Pedro Câmara Júnior, representou a associação. Ao longo da semana, ele manteve contato com ministros da 1ª Seção e apresentou memoriais com os argumentos da entidade. Para a ACA, o ponto principal da discussão é o ingresso das mercadorias na Zona Franca para consumo interno, industrialização ou comercialização. A associação sustenta que, nessas situações, os produtos estrangeiros devem receber tratamento igual ao dos nacionais e, com isso, ficar livres das duas contribuições. A entidade também chama atenção para empresas importadoras da região que já possuem decisões do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) autorizando, há anos, o não recolhimento do PIS-Importação e da Cofins-Importação. Na avaliação da ACA, a decisão envolve questões como segurança jurídica, competitividade e as próprias condições de operação das empresas instaladas na Zona Franca. Com o julgamento adiado, ainda será definida uma nova data. A Diretoria Jurídica da associação informou que continuará acompanhando a tramitação do processo. ### Após operação, Fruts diz que benefícios fiscais são regulares e se manifesta sobre investigação URL: https://www.jornalopolo.com.br/apos-operacao-fruts-diz-que-beneficios-fiscais-sao-regulares-e-se-manifesta-sobre-investigacao/ Last updated: 2026-08-20T20:28:53.000Z Depois de ser alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a Fruts Indústria de Concentrados da Amazônia se manifestou sobre o caso. A empresa, com sede em Manaus, afirma que foi surpreendida pela ação desta quinta-feira (20) e diz estar tranquila quanto à regularidade de suas operações. Um dos pontos levantados pela Fruts está nos benefícios fiscais utilizados pela companhia. Em nota, a empresa sustenta que os incentivos têm previsão legal e foram concedidos formalmente pelos órgãos responsáveis. > “Os benefícios fiscais utilizados pela Fruts são regularmente previstos na legislação e foram formalmente reconhecidos e concedidos pelos órgãos competentes, incluindo a Receita Federal e a Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia)”, disse. A empresa também declarou que segue a legislação tributária brasileira e que mantém transparência em seus processos. ## Relação com empresa de Santa Catarina A Fruts mantém relações comerciais com a Baly Brasil, fabricante de bebidas de Tubarão, em Santa Catarina. A empresa de Manaus fornece insumos à companhia catarinense em operações que permitem a geração de créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Há também uma ligação familiar entre empresários das duas companhias. Dayane Titon Cardoso e Mario Junior Cardoso, que administram a Fruts, são filhos de Mario Cardoso, sócio da Baly Brasil. O advogado tributarista da Baly Brasil, Jailson Pereira, afirmou que esse vínculo familiar não significa que as duas empresas pertençam ao mesmo grupo empresarial. Segundo ele, as companhias não possuem sócios em comum. O advogado também afirmou que a operação busca informações sobre as relações comerciais para verificar se a apuração do ICMS ocorreu corretamente em cada uma delas. > “Não há nenhuma contestação se a tomada de crédito, de ICMS, seja legal”, disse. A Fruts informou ainda que permanece à disposição das autoridades responsáveis pela investigação e que pretende fornecer os esclarecimentos solicitados. ### Termina greve das rotas em Manaus. Categoria fecha acordo por reajuste de 5,5% URL: https://www.jornalopolo.com.br/termina-greve-das-rotas-em-manaus-categoria-fecha-acordo-por-reajuste-de-5-5/ Last updated: 2026-08-20T19:06:14.000Z A greve dos trabalhadores do transporte especial chegou ao fim nesta quinta-feira (20), em Manaus. Categoria e empresários fecharam um acordo que prevê reajuste salarial de 5,5% e novos valores para benefícios pagos aos motoristas. Com o acerto, a paralisação iniciada nas primeiras horas do dia foi encerrada. O movimento atingiu principalmente o transporte de funcionários que trabalham no Distrito Industrial. O acordo saiu durante uma assembleia-geral extraordinária realizada na sede do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento, Turismo, Rodoviários Intermunicipal, Interestadual e Internacional do Estado do Amazonas (Sifretam). O aumento de 5,5% passa a valer sobre os salários a partir de 1º de setembro. ## Benefícios também aumentam Além do salário, a negociação mexeu no auxílio-refeição, que passará para R$ 500\. O benefício será pago aos motoristas independentemente do horário de trabalho, seguindo as condições previstas na convenção coletiva. A cesta básica também ganhou novo valor e ficará em R$ 520. Outro ponto acertado envolve os trabalhadores que participaram da paralisação. Quem comprovar participação terá garantia provisória de emprego até 4 de outubro de 2026, desde que não cometa falta grave prevista na legislação. Com esses termos, trabalhadores e empresários consideraram encerradas as negociações das reivindicações que levaram à greve e assumiram o compromisso de não promover novas paralisações pelos mesmos motivos. Uma nova mobilização, no entanto, ainda poderá ocorrer caso os termos acertados nesta quinta-feira não sejam cumpridos. ### Eneva inicia operação comercial da termelétrica Azulão I URL: https://www.jornalopolo.com.br/eneva-inicia-operacao-comercial-da-termeletrica-azulao-i/ Last updated: 2026-08-20T21:25:13.000Z A primeira parte do Complexo Azulão já está funcionando no interior do Amazonas. Eneva e GE Vernova iniciaram a operação comercial da termelétrica Azulão I, instalada em Silves, a cerca de 330 quilômetros de Manaus. A usina entra no sistema com compromisso de fornecer até 295 MW de capacidade. A energia produzida será destinada ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Azulão I é a primeira de duas termelétricas previstas para o complexo. A segunda, Azulão II, tem início da operação comercial previsto para julho de 2027. Juntas, as duas unidades recebem um investimento de R$ 5,8 bilhões e poderão chegar a 950 MW. Pelas contas das empresas, essa quantidade de energia seria suficiente para atender cerca de 4 milhões de residências. ## **Do gás à energia** O projeto aproveita o gás natural da própria região para gerar eletricidade. É o modelo que a Eneva chama de Reservoir-to-Wire (R2W): o combustível é usado para produzir energia perto de onde é extraído. Na Azulão I, a geração é feita com uma turbina a gás 7HA.02, da GE Vernova, ligada a um gerador H65. A turbina consegue aumentar ou diminuir a geração de acordo com a necessidade do sistema elétrico. Essa flexibilidade ganha importância principalmente quando há maior participação de fontes como solar e eólica, cuja geração varia conforme as condições naturais. ## **Energia entra no sistema nacional** Outro desafio do projeto foi conectar a nova usina à rede que transporta energia para outras partes do país. Azulão I está ligada ao corredor Tucuruí–Macapá–Manaus, uma estrutura de transmissão com aproximadamente 1.850 quilômetros. Para fazer essa conexão, foram instalados equipamentos de proteção contra oscilações que poderiam afetar a turbina e a transmissão da energia. A GE Vernova também ficará ligada ao projeto depois da entrega da usina. O contrato prevê serviços de manutenção pelos próximos 15 anos. ### Produção de bikes elétricas dispara em Manaus e Oggi coloca nas ruas novo modelo com tecnologia internacional URL: https://www.jornalopolo.com.br/producao-de-bikes-eletricas-dispara-em-manaus-e-oggi-coloca-nas-ruas-novo-modelo-com-tecnologia-internacional/ Last updated: 2026-08-20T18:36:04.000Z As bicicletas elétricas estão ocupando cada vez mais espaço nas fábricas de Manaus. Em sete meses, 43.107 bicicletas elétricas saíram das linhas do Polo Industrial, alta de 77,3% na comparação com o mesmo período de 2025. É nesse mercado que a Oggi coloca agora sua nova aposta: a Potenza PRO 2027. Produzida na Zona Franca de Manaus, a bicicleta foi criada para quem usa a bike em trilhas, enfrenta muitas subidas ou passa bastante tempo pedalando. Para ajudar nesse tipo de percurso, ela traz um motor elétrico que pode chegar a 1.500 W e entregar 150 Nm de torque. A bateria tem 800 Wh. O quadro é feito de carbono e a suspensão atua na dianteira e na traseira. Por trás do conjunto elétrico está uma empresa que ficou famosa em outro mercado. Motor, bateria e sistema eletrônico fazem parte da tecnologia Avinox, criada pela chinesa DJI, conhecida principalmente pela fabricação de drones. A Oggi afirma ser a primeira marca brasileira a usar essa tecnologia em uma bicicleta de sua linha. ## Primeiro lá fora Antes de aparecer para o consumidor brasileiro, a Potenza PRO passou pela Alemanha. A Oggi escolheu a Eurobike para mostrar o modelo pela primeira vez. Agora, a bicicleta volta aos holofotes, desta vez em casa. Ela é uma das novidades levadas pela empresa ao Shimano Fest, que começou nesta quinta-feira (20), em São Paulo. > “A Oggi vem do Brasil para o mundo e leva novidades do mundo para o Brasil. Apresentar a Potenza PRO na Eurobike foi um passo importante para mostrar a evolução tecnológica que alcançamos e, agora, poder trazer esse lançamento para perto do público brasileiro no Shimano Fest fecha esse ciclo de uma maneira muito especial”, afirma David Peterle, CEO da Oggi Bikes. A ideia da fabricante é fazer com que o sistema elétrico funcione como um conjunto. Em vez de motor, bateria e programa eletrônico trabalharem separadamente, os três são integrados para definir como a ajuda do motor chega ao ciclista durante o pedal. > “A evolução das e-MTBs não está apenas na potência. Estamos falando de bicicletas cada vez mais inteligentes, em que motor, bateria, software e componentes trabalham de manera integrada. A Potenza PRO representa justamente esse novo momento e mostra o nível tecnológico que a Oggi quer entregar ao mercado”, destaca Peterle. ## Agora é a vez do público brasileiro Quem quiser ver o novo modelo de perto terá a primeira oportunidade neste fim de semana. O Shimano Fest acontece no Memorial da América Latina até domingo (23). Quinta e sexta são reservadas a profissionais do mercado e imprensa. No sábado (22) e domingo, o evento recebe o público. > “O Shimano Fest é um dos momentos mais importantes do calendário da bicicleta no Brasil porque reúne indústria, mercado e consumidor no mesmo ambiente. Depois de levar a Oggi para uma vitrine mundial, queremos mostrar ao público brasileiro que a inovação desenvolvida e produzida aqui está preparada para competir em nível global”, conclui Peterle. ### Aurora EADI lança sistema para reduzir custos e tempo no desembaraço de cargas em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/aurora-eadi-lanca-sistema-para-reduzir-custos-e-tempo-no-desembaraco-de-cargas-em-manaus/ Last updated: 2026-08-20T17:23:45.000Z A Aurora EADI apresentou, nesta quarta-feira (19), durante café corporativo, um novo sistema voltado às operações de comércio exterior realizadas em Manaus. Batizada de EIZOF, a ferramenta foi desenvolvida para otimizar o controle, o desembaraço aduaneiro e o monitoramento de cargas no entreposto. A proposta é atacar pontos que pesam diretamente na rotina logística das empresas. Segundo a Aurora EADI, o sistema busca reduzir custos operacionais, diminuir o tempo necessário para a liberação das cargas e dar mais previsibilidade às operações. A tecnologia também foi desenvolvida considerando características próprias da logística na Amazônia, como as dificuldades geográficas e os efeitos da sazonalidade sobre o transporte na região. Além de acompanhar as cargas, o EIZOF pretende reunir ferramentas de controle das operações e auxiliar no cumprimento das exigências fiscais envolvidas no processo aduaneiro. > "O EIZOF reflete exatamente essa visão: entregamos uma solução robusta, desenhada para a nossa realidade regional, que confere previsibilidade e velocidade às operações. Manaus tem um papel central no comércio exterior brasileiro, e a nossa missão é oferecer a infraestrutura e as ferramentas necessárias para que as empresas instaladas no PIM ampliem sua competitividade e continuem gerando desenvolvimento para o Amazonas", destacou a diretora Paola Di Gregório. ## Nova gestão O café também marcou a apresentação da nova diretoria e das metas da empresa para os próximos anos. A nova gestão é liderada por Paola Di Gregório. Também integram a equipe Laudinei Russo, como gerente-geral; Wilma Sousa, gerente comercial; Francisco Antônio Gomes, gerente de operações; e Levi Viégas, supervisor de documentação. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Aurora-EADI-lan--a-sistema-para-reduzir-custos-e-tempo-no-desembara--o-de-cargas-em-Manaus-2.jpeg) Foto: Divulgação Entre as metas da nova administração estão melhorar o fluxo de cargas, estreitar a relação com as indústrias instaladas em Manaus e modernizar os processos aduaneiros ligados às operações do Polo Industrial de Manaus (PIM). > "A nova liderança da Aurora EADI assume o compromisso de alinhar inovação tecnológica e inteligência logística às demandas reais da indústria amazonense", diz Paola Di Gregório. A Aurora EADI também projeta investimentos em tecnologia, infraestrutura física e qualificação operacional a médio e longo prazos. Mais informações em breve aqui no portal O POLO. ### Greve pode paralisar linhas de produção do Distrito, alerta Suframa URL: https://www.jornalopolo.com.br/greve-pode-paralisar-linhas-de-producao-do-distrito-alerta-suframa/ Last updated: 2026-08-20T16:54:48.000Z A paralisação do transporte especial em Manaus pode começar a atingir diretamente a produção das fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM). O alerta foi feito pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) nesta quinta-feira (20), após a mobilização comprometer o acesso de trabalhadores ao Distrito Industrial. Diante da situação, a autarquia informou que acionou formalmente a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e a Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região (PRT-11/MPT). A preocupação está principalmente na continuidade da mobilização. > "A continuidade desse cenário poderá ocasionar a paralisação ou redução de linhas de produção, além de repercutir nas cadeias de suprimento, no cumprimento de prazos contratuais e, de forma mais ampla, na atividade econômica e na política de desenvolvimento regional da Zona Franca de Manaus", diz trecho de nota enviada à imprensa. ## Acessos ao Distrito Industrial A mobilização atingiu diferentes pontos de Manaus e chegou a importantes acessos ao Distrito Industrial. A Suframa cita bloqueios em trechos da Avenida Grande Circular, na Bola da Suframa e na Bola da Samsung, além de outras vias utilizadas no deslocamento de trabalhadores e de veículos destinados ao PIM. Segundo a autarquia, a situação já compromete o deslocamento de um “expressivo contingente” de trabalhadores até o Distrito Industrial, com reflexos no funcionamento das empresas. Por isso, a Suframa pediu aos órgãos acionados providências para organizar o trânsito e, caso seja necessário, desobstruir as vias públicas afetadas. A solicitação, segundo a autarquia, busca garantir a circulação e o acesso ao Distrito Industrial sem impedir o direito de manifestação dos trabalhadores. ## Suframa acompanha impactos A paralisação é atribuída pela Suframa ao Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial), em meio a um impasse nas negociações com as empresas do setor. Entre as reivindicações mencionadas pela autarquia estão reajuste salarial em +7%, redução da jornada, auxílio-alimentação e melhorias nas condições de trabalho. A Suframa informou ainda que permanece acompanhando a situação e mantendo contato com representantes do setor produtivo para levantar os impactos da mobilização sobre as atividades do Polo Industrial de Manaus. ### Indústria chega a agosto menos disposta a investir e contratar URL: https://www.jornalopolo.com.br/industria-chega-a-agosto-menos-disposta-a-investir-e-contratar/ Last updated: 2026-08-20T16:37:35.000Z O índice que mede a intenção de investimento da indústria caiu 0,6 ponto em agosto, passando de 53,2 para 52,6 pontos. Trata-se do terceiro recuo consecutivo do indicador, que atingiu seu patamar mais baixo em 2026\. Os dados são da [***Sondagem Industrial***](https://www.portaldaindustria.com.br/estatisticas/sondagem-industrial/?utm%5Fsource=jor&utm%5Fmedium=comunique&utm%5Fcampaign=release), divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (20). Para esta edição da pesquisa, a CNI consultou 1.407 empresas, sendo 578 pequenas, 489 médias e 340 grandes, entre 3 e 12 agosto de 2026. > “A queda da intenção de investimento da indústria resulta da continuidade do ambiente macroeconômico desfavorável para o setor. Isso se deve, principalmente, a três motivos: o patamar elevado dos juros; o aumento dos custos de produção e a forte entrada de produtos importados”, explica Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI. A menor propensão para investir dos empresários industriais foi acompanhada pela queda das perspectivas. Em agosto, os índices de expectativa de quantidade exportada e de número de empregados caíram 1,5 e 0,7 ponto, para 49,5 e 49,4 pontos, respectivamente. Com isso, ambos ficaram abaixo da linha de 50 pontos e passaram a indicar projeção de queda das exportações e dos postos de trabalho da indústria nos próximos seis meses. Agosto também apresentou uma diminuição do otimismo dos empresários quanto à compra de insumos e matérias-primas e à demanda dos consumidores nos próximos meses. O primeiro índice caiu 1,2 ponto, para 51,2 pontos; o segundo recuou 0,7 ponto, para 52,6 pontos. Os dois indicadores seguem acima dos 50 pontos, apontando expectativas positivas, ainda que em menor grau do que em julho. **Produção industrial cresce em julho** Em julho, o índice de evolução da produção industrial subiu 2,6 pontos e chegou aos 51 pontos. Ao cruzar a linha de 50 pontos, o indicador aponta crescimento da produção industrial em relação a junho. Foi apenas o segundo mês do ano em que isso ocorreu. A única vez havia sido em março. O índice de evolução do número de empregados também cresceu. O indicador registrou 48,6 pontos, após alta de 0,4 ponto. No entanto, continuou abaixo dos 50 pontos, o que significa retração dos postos de trabalho frente ao mês de junho. Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) permaneceu em 70%. A UCI está um ponto percentual abaixo do observado em julho de 2024 e de 2025. **Estoques voltam a crescer, mas continuam em linha com o planejado** O índice de evolução do nível de estoques aumentou 1,7 ponto na passagem de junho para julho, chegando aos 51 pontos. O indicador superou a linha de 50 pontos pela primeira vez no ano, sinalizando alta dos estoques de produtos finais da indústria após oito meses de queda. Ao mesmo tempo, o índice que compara o estoque efetivo com o planejado pelos industriais avançou 0,2 ponto, de 50 para 50,2 pontos. O resultado mostra que o nível de estoques continua em linha com o projetado pelas empresas. ### Operação mira indústria de Manaus em investigação sobre rombo de R$ 500 milhões URL: https://www.jornalopolo.com.br/operacao-mira-industria-de-manaus-em-investigacao-sobre-rombo-de-r-500-milhoes/ Last updated: 2026-08-20T16:01:20.000Z A Fruts Indústria de Concentrados da Amazônia Ltda., conhecida como Fruts Concentrados da Amazônia, foi alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (20), durante a Operação Labirinto Fiscal. A ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Em Manaus, agentes estiveram na sede da companhia, localizada na Avenida do Futuro, no Tarumã, Zona Oeste. Ao todo, 13 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Manaus e em Tubarão, Santa Catarina. As ordens foram autorizadas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. ## O que está sendo investigado? É aqui que Manaus ganha peso na investigação, pois, segundo o MPSC, uma das suspeitas envolve a compra de insumos por uma fabricante junto a outra empresa ligada ao mesmo núcleo empresarial e sediada na capital amazonense. Os investigadores apuram se esses insumos eram vendidos por valores acima dos reais, o chamado superfaturamento. Na prática, a suspeita é de que os preços maiores teriam sido usados para aumentar artificialmente os créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) gerados nas operações e, com isso, obter vantagens tributárias indevidas. Informações da Secretaria de Estado da Fazenda citadas pelo Ministério Público catarinense apontam que as irregularidades investigadas podem ter causado um prejuízo superior a R$ 500 milhões. A operação tenta agora reconstruir o caminho das transações entre as empresas, entender como os créditos tributários teriam sido gerados e identificar o destino dos recursos. ## Quem é a empresa alvo em Manaus? A diligência na capital amazonense ocorreu na Fruts Indústria de Concentrados da Amazônia Ltda., registrada sob o CNPJ nº 18.256.038/0001-95. A companhia atua na fabricação de produtos como sucos, refrescos, xaropes, pós para refrescos e outras bebidas não alcoólicas. Dayane Titon Cardoso e Mario Junior Cardoso aparecem nos registros públicos citados como sócios-administradores. Documentos e outros materiais recolhidos durante as buscas serão analisados e incorporados à investigação. O cumprimento do mandado de busca e apreensão não significa, por si só, que a empresa ou seus administradores tenham cometido os crimes investigados. A operação ainda está na fase de apuração das suspeitas. ## Relação Segundo apuração da Exame, a investigação envolve a Baly Brasil, fabricante catarinense de bebidas energéticas que faturou R$ 1,8 bilhão em 2025 e terminou o ano passado na liderança do mercado brasileiro em volume vendido. O que ocorre é que Dayane Titon Cardoso e Mario Junior Cardoso, citados anteriormente, fazem parte da gestão da Baly. ## Por que “Labirinto Fiscal”? O nome da operação faz referência justamente ao caminho que os investigadores tentam desvendar. Segundo o MPSC, as transações investigadas envolveriam empresas ligadas ao mesmo grupo econômico, mas localizadas em diferentes estados, formando uma sequência de operações comerciais e financeiras. É esse “labirinto” que a investigação tenta desmontar para descobrir como os créditos tributários teriam sido gerados e como o dinheiro circulou entre as companhias. A operação apoia investigação conduzida pela 6ª Promotoria de Justiça de Criciúma e reúne integrantes do Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. Até o momento, a Fruts não divulgou manifestação sobre a operação. O espaço permanece aberto para posicionamento da companhia e dos citados. ### BMW completa 10 anos em Manaus com 150 mil motos produzidas e apresenta edição limitada URL: https://www.jornalopolo.com.br/bmw-completa-10-anos-em-manaus-com-150-mil-motos-produzidas-e-apresenta-edicao-limitada/ Last updated: 2026-08-20T14:40:37.000Z 10 anos depois de inaugurar sua fábrica própria em Manaus, a BMW Motorrad alcançou a marca de 150 mil motocicletas produzidas no Brasil. O número foi destacado pela fabricante durante o Festival Interlagos Motos, onde a companhia também apresentou uma edição especial criada para comemorar a primeira década da unidade amazonense. A fábrica de Manaus ocupa uma posição particular dentro da estrutura global da BMW: é a única unidade da marca fora da Alemanha dedicada exclusivamente à produção de motocicletas. A operação começou em 2016 e, desde então, recebeu investimentos e incorporou novos processos de montagem. Hoje, o Brasil ocupa a quinta posição entre os maiores mercados da BMW Motorrad no mundo, ficando atrás apenas de Alemanha, França, Itália e Estados Unidos. ### **BMW R 1300 GS Adventure ganha edição especial de 10 anos** Limitada a apenas 10 unidades, a BMW R 1300 GS Adventure Edição Limitada 10 Anos recebe uma identidade visual exclusiva, com pintura, acabamentos e elementos gráficos específicos aplicados ao tanque, painéis laterais, protetor de cárter, protetores das tampas de válvulas e top case. Cada unidade contará ainda com placa comemorativa numerada, reforçando o caráter de exclusividade e coleção da série. A edição especial mantém os principais atributos da BMW R 1300 GS Adventure, incluindo o motor boxer de 1.300 cm³, com 145 cv, além do sistema ASA, Automated Shift Assistant, e um amplo pacote de tecnologias voltadas à pilotagem, segurança e conforto. A data de início das vendas e o preço público sugerido da edição especial serão divulgados posteriormente pela BMW Motorrad. ### **BMW F 450 GS antecipa possibilidades para o futuro da família GS no Brasil** Além de celebrar sua história no país, a BMW Motorrad aproveitou o Festival Interlagos Motos 2026 para olhar para o futuro. A marca apresentou ao público brasileiro a BMW F 450 GS, modelo que está sendo exibido no evento como parte de um processo de pesquisa de mercado e avaliação da receptividade dos consumidores locais. Com novo motor bicilíndrico de 48 cv, peso de apenas 178 kg e suspensões com 180 mm de curso, a BMW F 450 GS combina agilidade para o uso urbano com características voltadas à condução em diferentes tipos de terreno. A presença do modelo no Festival Interlagos faz parte de uma avaliação da BMW Motorrad sobre seu potencial no mercado brasileiro. Dependendo da receptividade do público, a motocicleta poderá integrar o portfólio nacional futuramente. ### **BMW Motorrad reforça presença no Motorsport brasileiro** Realizado no Autódromo de Interlagos, um dos principais palcos do esporte a motor brasileiro, o Festival também permite à BMW Motorrad destacar sua atuação nas competições nacionais, tanto no asfalto quanto no off-road. No estande da marca, o público conferiu de perto a BMW S 1000 RR utilizada no Moto1000GP e pilotada por Theo Manna. O modelo representa a BMW Motorrad em competições realizadas em diferentes autódromos brasileiros, incluindo Goiânia, Cascavel, Curvelo e o próprio circuito de Interlagos. A BMW Motorrad também exibiu a BMW F 900 GS Pro utilizada no Rally dos Sertões por Tiago Fantozzi. Com configuração próxima à motocicleta de produção, o modelo evidencia a capacidade da linha GS para enfrentar algumas das condições mais exigentes do off-road brasileiro. A atuação da marca nas competições conta ainda com pilotos como Aloísio Frazão, Tomaz Santos, Duda Mikulski e Durval Careca, formando o time BMW Motorrad Motorsport no Brasil. ### Rotas do Distrito Industrial são afetadas por paralisação nesta quinta (20). Motoristas cobram reajuste salarial de 7% URL: https://www.jornalopolo.com.br/rotas-do-distrito-industrial-sao-afetadas-por-paralisacao-nesta-quinta-20-motoristas-cobram-reajuste-salarial-de-7/ Last updated: 2026-08-20T12:10:30.000Z A quinta-feira (20) começou fora da rotina para trabalhadores que dependem dos ônibus fretados para chegar às fábricas do Distrito Industrial de Manaus. Parte das rotas do transporte especial deixou de operar após os motoristas iniciarem uma paralisação pela manhã. O reflexo apareceu antes mesmo da entrada nas empresas. Funcionários que aguardavam o transporte nos pontos de embarque tiveram de procurar alternativas e recorrer, em alguns casos, aos ônibus do sistema convencional para conseguir chegar ao trabalho. Ônibus do serviço especial também ficaram concentrados em diferentes trechos da cidade. Houve veículos parados nas proximidades da Bola da Samsung e da Rotatória do Coroado, na zona leste, e da Bola da Suframa, na zona sul. ## De 3% para 7% Por trás da interrupção das rotas está uma negociação salarial que ainda não chegou a um acordo. A proposta apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento (Sifetran) prevê reajuste de 3%. Os trabalhadores recusaram o percentual e reivindicam aumento de 7%. A discussão envolve ainda outros pontos da rotina dos condutores. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial) cobra redução da jornada, melhores condições de trabalho e mudanças relacionadas à alimentação. Também estão entre as reivindicações o fim do terceiro turno, pagamento de vale-refeição e de horas extras. Até o momento, os trabalhadores sustentam que os veículos não voltarão às rotas enquanto as reivindicações não forem atendidas. O impasse coloca no centro da mobilização um serviço diretamente ligado à rotina do Polo Industrial, responsável por levar funcionários até as fábricas espalhadas pelo Distrito Industrial. ### DIÁRIO DO POLO - 20/08/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/zona-franca-pim-sine-vagas-bmw-motorrad-20-08-2026/ Last updated: 2026-08-20T12:02:15.000Z ## ENERGIA E MINERAÇÃO O cenário para a ex­plo­ra­ção de hi­dro­car­bo­ne­tos na Margem Equa­to­rial bra­si­leira ganha novos con­tor­nos de com­ple­xi­dade ju­rí­dica e es­tra­té­gica. O Mi­nis­té­rio Público Federal (MPF) apre­sen­tou re­cen­te­mente ques­ti­o­na­men­tos formais ao Ibama sobre a au­to­ri­za­ção para a aber­tura de novos poços pela Pe­tro­bras na bacia da Foz do Ama­zo­nas, mesmo diante dos in­dí­cios po­si­ti­vos de des­co­ber­tas na região. Para o setor pro­du­tivo ins­ta­lado no Ama­zo­nas, essa mo­vi­men­ta­ção ju­di­cial é vista com cautela extrema, pois adi­ci­ona uma nova camada de in­cer­teza ao cro­no­grama de in­ves­ti­men­tos. A demora na de­fi­ni­ção re­gu­la­tó­ria e am­bi­en­tal impacta di­re­ta­mente as pro­je­ções de cons­tru­ção de in­fra­es­tru­tura por­tu­á­ria e de centros de ser­vi­ços em Manaus, que se prepara para ser um dos prin­ci­pais hubs de suporte lo­gís­tico para esta nova fron­teira ener­gé­tica. En­quanto o debate ju­rí­dico trava o avanço no nível federal, o estado vizinho do Amapá in­ten­si­fica seus pre­pa­ra­ti­vos ins­ti­tu­ci­o­nais para atrair a cadeia de su­pri­men­tos do pe­tró­leo. Essa mo­vi­men­ta­ção obriga o Ama­zo­nas a ace­le­rar sua própria agenda de com­pe­ti­ti­vi­dade em ser­vi­ços e qua­li­fi­ca­ção de mão de obra técnica. A li­de­rança do Ama­zo­nas como polo in­dus­trial e lo­gís­tico da Ama­zô­nia Oci­den­tal está em jogo; sem uma res­posta ágil na pre­pa­ra­ção de seu ecos­sis­tema in­dus­trial, o estado corre o risco de perder o pro­ta­go­nismo na pres­ta­ção de ser­vi­ços es­pe­ci­a­li­za­dos para as ope­ra­do­ras globais que atuarão na Margem Equa­to­rial nos pró­xi­mos anos. - **MPF ques­ti­ona Ibama sobre novos poços da Pe­tro­bras após des­co­berta na Foz do Ama­zo­nas**, O ques­ti­o­na­mento ju­di­cial adi­ci­ona uma nova camada de in­cer­teza ao cro­no­grama de ex­plo­ra­ção da Margem Equa­to­rial, im­pac­tando as ex­pec­ta­ti­vas de in­ves­ti­men­tos em in­fra­es­tru­tura de suporte no Ama­zo­nas. [Fonte ↗](https://veja.abril.com.br/agenda-verde/mpf-questiona-ibama-sobre-novos-pocos-da-petrobras-apos-descoberta-de-petroleo-na-foz-do-amazonas/?ref=jornalopolo.com.br) - **Amapá se prepara para avanço do pe­tró­leo na Margem Equa­to­rial**, A mo­vi­men­ta­ção no estado vizinho obriga o Ama­zo­nas a ace­le­rar sua própria pre­pa­ra­ção em ser­vi­ços e lo­gís­tica para não perder o pro­ta­go­nismo como hub de suporte para a nova fron­teira ener­gé­tica. [Fonte ↗](https://www.portalaz.com.br/noticia/economia/97424/amapa-se-prepara-para-avanco-do-petroleo-na-margem-equatorial/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## INDÚSTRIA E EMPRESAS DO PIM A BMW Mo­tor­rad celebra um marco sig­ni­fi­ca­tivo para sua tra­je­tó­ria no Brasil ao com­ple­tar 10 anos de ope­ra­ção de sua planta em Manaus. Para co­me­mo­rar a década de pro­du­ção local, a marca alemã anun­ciou o lan­ça­mento de uma série es­pe­cial da mo­to­ci­cleta R 1300 GS, modelo que é o carro-chefe tec­no­ló­gico da unidade. A con­ti­nu­i­dade e a ma­tu­ri­dade da ope­ra­ção da BMW no Polo In­dus­trial de Manaus (PIM) re­for­çam a con­fi­ança de grandes con­glo­me­ra­dos globais na in­fra­es­tru­tura pro­du­tiva do Ama­zo­nas. Este in­ves­ti­mento de longo prazo si­na­liza que, apesar dos de­sa­fios lo­gís­ti­cos re­gi­o­nais, o polo mantém sua vi­a­bi­li­dade para a mon­ta­gem de pro­du­tos de alto valor agre­gado, ga­ran­tindo a ma­nu­ten­ção de em­pre­gos téc­ni­cos qua­li­fi­ca­dos e o for­ta­le­ci­mento do cluster de duas rodas. - **BMW Mo­tor­rad celebra 10 anos da planta bra­si­leira com série es­pe­cial da R 1300 GS**, A co­me­mo­ra­ção da década de ope­ra­ção da fábrica em Manaus reforça a ma­tu­ri­dade tec­no­ló­gica do polo de duas rodas e a con­fi­ança de grandes marcas globais na ma­nu­ten­ção da in­fra­es­tru­tura pro­du­tiva do Ama­zo­nas. [Fonte ↗](https://diariodopoder.com.br/diario-motor/bmw-motorrad-celebra-10-anos-da-planta-brasileira-com-serie-especial-da-r-1300-gs?ref=jornalopolo.com.br) --- ## LOGÍSTICA AMAZÔNICA O alerta crítico sobre o risco de pa­ra­li­sa­ção total das hi­dro­vias na Ama­zô­nia, mo­ti­vado pela in­ten­si­fi­ca­ção do fe­nô­meno El Niño e pela mo­ro­si­dade nos pro­ces­sos de dra­ga­gem de rios fun­da­men­tais como o Madeira e o Ama­zo­nas, domina as pre­o­cu­pa­ções dos ges­to­res de su­pri­men­tos do PIM. Con­forme re­por­tado pela Forbes, a na­ve­ga­bi­li­dade com­pro­me­tida ameaça travar o fluxo de insumos es­sen­ci­ais e o es­co­a­mento da pro­du­ção para o varejo na­ci­o­nal no qua­dri­mes­tre final do ano. Para as in­dús­trias, a in­ter­rup­ção fluvial não é apenas um atraso, mas um choque de custos; a mi­gra­ção forçada para o frete aéreo emer­gen­cial pode corroer as margens de lucro em um momento de demanda aque­cida para as vendas de fim de ano. Bus­cando so­lu­ções es­tru­tu­ran­tes para este cenário re­cor­rente, a edição 2027 da Trans­po­A­ma­zô­nia deverá pri­o­ri­zar debates sobre o for­ta­le­ci­mento da in­dús­tria naval e da ca­bo­ta­gem. A in­te­gra­ção via ca­bo­ta­gem é apon­tada por en­ti­da­des como o CIEAM como a via mais eficaz para reduzir o "Custo Ama­zo­nas", ofe­re­cendo uma al­ter­na­tiva menos vul­ne­rá­vel às va­ri­a­ções cli­má­ti­cas para co­nec­tar o porto de Manaus aos grandes centros con­su­mi­do­res do Sul e Sudeste. No âmbito ope­ra­ci­o­nal ime­di­ato, as trans­por­ta­do­ras locais en­fren­tam novos de­sa­fios re­gu­la­tó­rios com a in­ten­si­fi­ca­ção da Ope­ra­ção Lei Seca, que agora inclui a fis­ca­li­za­ção ri­go­rosa do uso de drogas por mo­to­ris­tas, exi­gindo que as ge­rên­cias de lo­gís­tica do Dis­trito In­dus­trial revisem seus pro­to­co­los de saúde e se­gu­rança ocu­pa­ci­o­nal. - **Com El Niño e sem Dra­ga­gem, Hi­dro­vias da Ama­zô­nia En­fren­tam Risco de Pa­ra­li­sa­ção Total**, O alerta da Forbes é crítico para o PIM; a in­ter­rup­ção da na­ve­ga­ção pode travar o re­ce­bi­mento de insumos e o es­co­a­mento da pro­du­ção de fim de ano, ele­vando custos com frete aéreo emer­gen­cial. [Fonte ↗](https://forbes.com.br/forbes-agro/2026/08/com-el-nino-e-sem-dragagem-hidrovias-da-amazonia-enfrentam-risco-de-paralisacao-total/?ref=jornalopolo.com.br) - **In­dús­tria naval e ca­bo­ta­gem são as prin­ci­pais no­vi­da­des da Trans­po­A­ma­zô­nia para 2027**, O for­ta­le­ci­mento da ca­bo­ta­gem é a prin­ci­pal via para reduzir o "Custo Ama­zo­nas", per­mi­tindo uma in­te­gra­ção lo­gís­tica mais efi­ci­ente entre o porto de Manaus e os grandes centros con­su­mi­do­res do Sul e Sudeste. [Fonte ↗](https://portalamazonia.com.br/amazonia/industria-naval-transpoamazonia/?ref=jornalopolo.com.br) - **Ope­ra­ção Lei Seca vai fis­ca­li­zar uso de drogas em mo­to­ris­tas**, A nova fase de fis­ca­li­za­ção do Contran exige que trans­por­ta­do­ras e fro­tis­tas das rotas do Dis­trito In­dus­trial revisem ri­go­ro­sa­mente seus pro­to­co­los de se­gu­rança e saúde ocu­pa­ci­o­nal. [Fonte ↗](https://g1.globo.com/jornal-hoje/video/operacao-lei-seca-vai-fiscalizar-uso-de-drogas-14882806.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) --- ## INOVAÇÃO E BIOECONOMIA O de­sen­vol­vi­mento de um "barco voador" por uma startup bra­si­leira promete re­vo­lu­ci­o­nar a lo­gís­tica de alta ve­lo­ci­dade na região ama­zô­nica. Ao atingir até 150 km/h uti­li­zando prin­cí­pios de ae­ro­di­nâ­mica para flutuar sobre a água, essa ino­va­ção, ape­li­dada de "Embraer da flo­resta", surge como uma solução dis­rup­tiva para o trans­porte técnico e de pe­que­nas cargas de alto valor. Para o PIM, a tec­no­lo­gia re­pre­senta uma al­ter­na­tiva viável para o envio emer­gen­cial de com­po­nen­tes e peças de re­po­si­ção, co­nec­tando Manaus ao in­te­rior e a estados vi­zi­nhos em tempo recorde, mi­ni­mi­zando paradas de linha cau­sa­das por falhas lo­gís­ti­cas tra­di­ci­o­nais. - **‘Embraer da flo­resta’ no Brasil: startup cria ‘barco voador’ para a Ama­zô­nia que atinge 150 km/h**, A ino­va­ção em trans­porte de alta ve­lo­ci­dade para pas­sa­gei­ros e cargas leves pode re­vo­lu­ci­o­nar a lo­gís­tica de emer­gên­cia para as in­dús­trias do Polo, co­nec­tando Manaus ao in­te­rior e estados vi­zi­nhos em tempo recorde. [Fonte ↗](https://clickpetroleoegas.com.br/embraer-da-floresta-esta-no-brasil-startup-brasileira-tem-ideia-genial-e-cria-barco-voador-para-a-amazonia-um-voadeiro-que-pode-atingir-150-km-h-levar-10-passage-afch/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## TRABALHO E QUALIFICAÇÃO As ope­ra­ções fabris no Dis­trito In­dus­trial de Manaus en­fren­tam obs­tá­cu­los nesta quinta-feira devido à pa­ra­li­sa­ção dos tra­ba­lha­do­res do trans­porte es­pe­cial. A ca­te­go­ria re­jei­tou a pro­posta pa­tro­nal de re­a­juste sa­la­rial de 3%, in­ter­rom­pendo as rotas que trans­por­tam mi­lha­res de co­la­bo­ra­do­res. A greve impacta di­re­ta­mente a troca de turnos e a pon­tu­a­li­dade das linhas de mon­ta­gem, exi­gindo que os de­par­ta­men­tos de RH e Ope­ra­ções das in­dús­trias ativem planos de con­tin­gên­cia para evitar quedas acen­tu­a­das na pro­du­ti­vi­dade diária. Apesar do con­flito no trans­porte, o mercado de tra­ba­lho local de­mons­tra vigor. O Sine Manaus dis­po­ni­bi­li­zou 721 vagas de emprego para hoje, re­fle­tindo uma demanda aque­cida por mão de obra em setores de suporte e pro­du­ção técnica. Esse volume de opor­tu­ni­da­des si­na­liza que as em­pre­sas mantêm seus planos de con­tra­ta­ção para atender à demanda sazonal de fim de ano, ser­vindo como um ter­mô­me­tro po­si­tivo para a eco­no­mia do Ama­zo­nas neste ter­ceiro tri­mes­tre. - **Tra­ba­lha­do­res re­jei­tam re­a­juste de 3% e fazem pa­ra­li­sa­ção nas rotas do Dis­trito em Manaus**, A greve do trans­porte es­pe­cial impacta di­re­ta­mente o turno das fá­bri­cas, podendo causar atrasos nas linhas de mon­ta­gem e exi­gindo planos de con­tin­gên­cia das ge­rên­cias de RH e Ope­ra­ções. [Fonte ↗](https://g1.globo.com.br/am/amazonas/noticia/2026/08/20/trabalhadores-rejeitam-reajuste-de-3percent-e-fazem-paralisacao-nas-rotas-do-distrito-em-manaus.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) - **EMPREGO: Sine Manaus oferta 721 vagas nesta quinta-feira**, O alto volume de vagas dis­po­ní­veis si­na­liza uma re­to­mada na con­tra­ta­ção in­dus­trial e de ser­vi­ços de suporte, ser­vindo como ter­mô­me­tro do aque­ci­mento eco­nô­mico local neste tri­mes­tre. [Fonte ↗](https://d24am.com/economia/emprego-sine-manaus-oferta-721-vagas-nesta-quinta-feira/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## ECONOMIA DO AMAZONAS O anúncio feito pelo vice-pre­si­dente Geraldo Alckmin sobre a meta do governo federal de que o Brasil produza 70% dos me­di­ca­men­tos uti­li­za­dos pelo SUS abre uma janela de opor­tu­ni­dade es­tra­té­gica para o Polo In­dus­trial de Manaus. Esta di­re­triz na­ci­o­nal im­pul­si­ona o aden­sa­mento do cluster químico-far­ma­cêu­tico local, in­cen­ti­vando a criação de novos Pro­ces­sos Pro­du­ti­vos Básicos (PPBs) e a atração de in­ves­ti­men­tos para fár­ma­cos de alta demanda. No campo tri­bu­tá­rio, a atenção das en­ti­da­des FIEAM e CIEAM está voltada para o Con­gresso, onde a ne­go­ci­a­ção sobre a "taxa das blu­si­nhas" per­ma­nece in­de­fi­nida. O fim da isenção para im­por­ta­ções in­ter­na­ci­o­nais de até US$ 50 é con­si­de­rado vital para re­e­qui­li­brar a com­pe­ti­ti­vi­dade dos setores de ele­tro­e­le­trô­ni­cos e ves­tu­á­rio pro­du­zi­dos em Manaus frente ao avanço dos mar­ket­pla­ces globais. A posse de Luis Felipe Salomão na pre­si­dên­cia do STJ, tendo o ama­zo­nense Mauro Camp­bell Marques como vice-pre­si­dente, for­ta­lece a re­pre­sen­ta­ti­vi­dade ju­rí­dica da região em Bra­sí­lia. A pre­sença de Camp­bell no comando da corte é vista como um trunfo para ga­ran­tir que as es­pe­ci­fi­ci­da­des tri­bu­tá­rias e cons­ti­tu­ci­o­nais da Zona Franca de Manaus sejam ana­li­sa­das com pro­fun­di­dade técnica. Pa­ra­le­la­mente, o debate pro­mo­vido pelo mo­vi­mento Brasil Adiante des­ta­cou que o po­ten­cial eco­nô­mico da Ama­zô­nia depende fun­da­men­tal­mente da re­gu­la­ri­za­ção fun­di­á­ria e de uma go­ver­nança robusta, ele­men­tos es­sen­ci­ais para atrair novos ca­pi­tais para plantas fabris e para o de­sen­vol­vi­mento da bi­o­e­co­no­mia in­dus­trial em larga escala no estado. - **Governo quer que Brasil produza 70% dos me­di­ca­men­tos usados pelo SUS, diz Alckmin**, A meta na­ci­o­nal im­pul­si­ona o aden­sa­mento do polo químico-far­ma­cêu­tico de Manaus, abrindo espaço para novos Pro­ces­sos Pro­du­ti­vos Básicos (PPBs) e atração de linhas de pro­du­ção de insumos de alta demanda estatal. [Fonte ↗](https://www.infomoney.com.br/brasil/governo-quer-que-brasil-produza-70-dos-medicamentos-usados-pelo-sus-diz-alckmin/?ref=jornalopolo.com.br) - **Governo e Con­gresso não chegam a acordo, e taxa das blu­si­nhas pode voltar às vés­pe­ras da eleição**, O fim da isenção para im­por­ta­ções in­ter­na­ci­o­nais de até US$ 50 é vital para equi­li­brar a com­pe­ti­ti­vi­dade dos setores de ele­tro­e­le­trô­ni­cos e ves­tu­á­rio pro­du­zi­dos no PIM frente aos mar­ket­pla­ces es­tran­gei­ros. [Fonte ↗](https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/governo-e-congresso-nao-chegam-a-acordo-e-taxa-das-blusinhas-pode-voltar-as-vesperas-da-eleicao/?ref=jornalopolo.com.br) - **Luis Felipe Salomão assume comando do STJ com Camp­bell vice**, A pre­sença do ama­zo­nense Mauro Camp­bell Marques na vice-pre­si­dên­cia do STJ for­ta­lece a re­pre­sen­ta­ti­vi­dade da região em cortes su­pe­ri­o­res, ga­ran­tindo um olhar atento às es­pe­ci­fi­ci­da­des ju­rí­di­cas e tri­bu­tá­rias da Zona Franca. [Fonte ↗](https://diariodopoder.com.br/justica/csa-justica/luis-felipe-salomao-assume-comando-do-stj-com-campbell-vice?ref=jornalopolo.com.br) - **Brasil adiante: Po­ten­cial eco­nô­mico da Ama­zô­nia passa por questão fun­di­á­ria e go­ver­nança**, O debate destaca que a se­gu­rança ju­rí­dica para in­ves­ti­men­tos além do PIM depende da re­gu­la­ri­za­ção de terras, es­sen­cial para a ex­pan­são da bi­o­e­co­no­mia in­dus­trial e novas plantas fabris no estado. [Fonte ↗](https://www.msn.com/pt-br/dinheiro/economia/brasil-adiante-atingir-potencial-econ%C3%B4mico-da-amaz%C3%B4nia-passa-por-quest%C3%A3o-fundi%C3%A1ria-e-governan%C3%A7a/ar-AA2auJWL?ref=jornalopolo.com.br) - **Prazo final de ins­cri­ção para con­curso da Semef é o dia 27 de agosto**, O for­ta­le­ci­mento do quadro técnico da Se­cre­ta­ria de Fi­nan­ças de Manaus é fun­da­men­tal para a efi­ci­ên­cia da ar­re­ca­da­ção e para o diálogo técnico-tri­bu­tá­rio com as em­pre­sas ins­ta­la­das na capital. [Fonte ↗](https://amazonasatual.com.br/prazo-final-de-inscricao-para-concurso-da-semef-e-o-dia-27-de-agosto/?ref=jornalopolo.com.br) - **Atem Dis­tri­bu­i­dora com­pleta 26 anos com pre­sença em 13 estados**, O sucesso da dis­tri­bu­i­dora ama­zo­nense exem­pli­fica a força do capital re­gi­o­nal no setor de energia, es­sen­cial para o abas­te­ci­mento de com­bus­tí­veis que ali­men­tam a matriz térmica e o frete do PIM. [Fonte ↗](https://g1.globo.com.br/am/amazonas/especial-publicitario/especial-distribuidora-atem/noticia/2026/08/19/atem-distribuidora-completa-26-anos-com-presenca-em-13-estados.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) - **Co­mu­ni­da­des exigem adap­ta­ção cli­má­tica no Ama­zo­nas**, A pressão social por medidas contra eventos cli­má­ti­cos ex­tre­mos impacta o li­cen­ci­a­mento de in­fra­es­tru­tu­ras lo­gís­ti­cas e reforça a ne­ces­si­dade de as in­dús­trias do PIM ace­le­ra­rem suas agendas de ESG. [Fonte ↗](https://amazoniareal.com.br/comunidades-exigem-adaptacao-climatica-no-amazonas/?ref=jornalopolo.com.br) - **Ron­dô­nia se prepara para sediar o Inova Ama­zô­nia Summit em 2027**, O evento con­so­lida o ecos­sis­tema de ino­va­ção do Norte e abre janelas de opor­tu­ni­dade para que as in­dús­trias de Manaus en­con­trem so­lu­ções tec­no­ló­gi­cas re­gi­o­nais para de­sa­fios de sus­ten­ta­bi­li­dade. [Fonte ↗](https://www.rondoniadinamica.com/noticias/2026/08/rondonia-se-prepara-para-sediar-o-inova-amazonia-summit-em-2027,252073.shtml?ref=jornalopolo.com.br) --- ## COMÉRCIO E CÂMBIO | In­di­ca­dor | Valor | Va­ri­a­ção | | ------------------------- | ----------- | ----------- | | USD/BRL (spot) | R$ 5,18 | \-0,66% | | EUR/BRL (spot) | R$ 6,05 | +0,33% | | Pe­tró­leo Brent (barril) | US$ 94,31 | +2,94% | | Selic | 14,00% a.a. | 0,00% | O recuo de 0,66% no dólar spot ontem traz um alívio pontual no custo de aqui­si­ção de com­po­nen­tes ele­trô­ni­cos e insumos im­por­ta­dos para o polo. En­tre­tanto, a forte alta de 2,94% no pe­tró­leo Brent, que en­cer­rou a US$ 94,31, acende um alerta sobre o custo do frete in­ter­na­ci­o­nal e da lo­gís­tica fluvial no Ama­zo­nas. A ma­nu­ten­ção da Selic em 14% ao ano con­ti­nua a exercer pressão sobre o fi­nan­ci­a­mento do capital de giro e o custo de car­re­ga­mento de es­to­ques das in­dús­trias, exi­gindo uma gestão fi­nan­ceira ri­go­rosa para evitar a erosão das margens de lucro diante da vo­la­ti­li­dade ener­gé­tica. --- ## MOVIMENTAÇÕES DO SETOR - A Trans­pe­tro ofi­ci­a­li­zou a oferta do serviço "ship to ship" em na­ve­ga­ção para janeiro de 2027, visando au­men­tar a agi­li­dade e reduzir os custos lo­gís­ti­cos no trans­porte de com­bus­tí­veis e insumos para o Ama­zo­nas. - Uma startup bra­si­leira de­sen­vol­veu um "barco voador" de alta ve­lo­ci­dade (150 km/h) para a região ama­zô­nica, in­te­grando tec­no­lo­gias de aviação e náutica para ace­le­rar a lo­gís­tica de pe­que­nas cargas no in­te­rior do estado. - Mo­to­ris­tas de trans­porte co­le­tivo que operam nas rotas do Dis­trito In­dus­trial de Manaus ini­ci­a­ram uma pa­ra­li­sa­ção, gerando im­pac­tos ope­ra­ci­o­nais diretos nas fá­bri­cas do PIM devido ao atraso no des­lo­ca­mento de co­la­bo­ra­do­res. --- ## O QUE MUDA PARA O AMAZONAS - **Risco de de­sa­bas­te­ci­mento:** A ameaça de pa­ra­li­sa­ção total das hi­dro­vias eleva a pro­ba­bi­li­dade de es­cas­sez de insumos e en­ca­re­ci­mento dos pro­du­tos finais devido ao uso forçado de frete aéreo. - **Ope­ra­ção fabril sob pressão:** A pa­ra­li­sa­ção dos mo­to­ris­tas das rotas do Dis­trito exige que as in­dús­trias adotem turnos fle­xí­veis para mitigar a queda na pro­du­ti­vi­dade durante o dia de hoje. - **Novo polo far­ma­cêu­tico:** A meta federal para pro­du­ção de me­di­ca­men­tos abre caminho para a ins­ta­la­ção de novas plantas far­mo­quí­mi­cas em Manaus, am­pli­ando a base de ar­re­ca­da­ção e tec­no­lo­gia do estado. - **Custos lo­gís­ti­cos ele­va­dos:** A va­lo­ri­za­ção do Brent para US$ 94,31 pres­si­ona as margens de lucro das em­pre­sas que de­pen­dem de geração térmica e trans­porte pesado no PIM. - **Alívio nas im­por­ta­ções:** O recuo do dólar spot para R$ 5,18 permite uma janela fa­vo­rá­vel para o fe­cha­mento de con­tra­tos de im­por­ta­ção de curto prazo para o setor de ele­tro­e­le­trô­ni­cos. --- ## FECHAMENTO A eco­no­mia do Ama­zo­nas inicia este ciclo equi­li­brando sinais de vigor in­dus­trial, como os marcos tec­no­ló­gi­cos da BMW e a farta oferta de vagas no Sine, com de­sa­fios lo­gís­ti­cos severos que testam a re­si­li­ên­cia do modelo Zona Franca. A ins­ta­bi­li­dade das hi­dro­vias e os con­fli­tos sin­di­cais no trans­porte es­pe­cial exigem dos ges­to­res uma visão de curto prazo voltada para a con­tin­gên­cia. No entanto, o for­ta­le­ci­mento da re­pre­sen­ta­ti­vi­dade ju­rí­dica em Bra­sí­lia e a aber­tura de novas fron­tei­ras na saúde e energia apontam para um ho­ri­zonte de di­ver­si­fi­ca­ção e se­gu­rança ins­ti­tu­ci­o­nal ne­ces­sá­rio para a sus­ten­ta­bi­li­dade do PIM nos pró­xi­mos anos. Bom dia e bons ne­gó­cios. --- O Polo Acom­pa­nhe o Polo In­dus­trial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo In­dus­trial de Manaus, no­tí­cias e aná­li­ses sobre a in­dús­tria, a Zona Franca e a eco­no­mia do Ama­zo­nas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### Triumph investe R$ 10 milhões na fábrica de Manaus para produzir o dobro URL: https://www.jornalopolo.com.br/triumph-investe-r-10-milhoes-na-fabrica-de-manaus-para-produzir-o-dobro/ Last updated: 2026-08-20T00:33:23.000Z A Triumph está preparando sua fábrica de Manaus para produzir em outra escala. Com um investimento de 1,5 milhão de libras, cerca de R$ 10,6 milhões, a fabricante britânica vai dobrar a capacidade da unidade, das atuais 15 mil para 30 mil motocicletas por ano. O salto chama atenção principalmente quando se olha alguns anos para trás. Em 2020, a fábrica tinha capacidade para produzir 8 mil motocicletas anualmente. Quando a nova estrutura estiver pronta, esse número será quase quatro vezes maior. A fábrica vai receber uma nova linha de montagem para chassis e motores, com sistema de movimentação automática, além de mais 1 mil metros quadrados destinados à armazenagem. A fábrica também passará a trabalhar com duas linhas separadas conforme o perfil das motocicletas. Uma ficará dedicada aos modelos de menor cilindrada. A outra vai concentrar as motos maiores, que levam mais tempo e exigem uma montagem mais complexa. Segundo Renato Fabrini, gerente-geral da Triumph Brasil, a mudança acompanha o aumento do volume e a chegada de motocicletas de 400 e 500 cilindradas ao portfólio da fabricante. E a família de 400 cilindradas ganhou peso na estratégia da companhia. A Triumph afirma que esse segmento terá papel cada vez mais importante na operação brasileira, em um mercado de média cilindrada que, segundo a própria empresa, cresceu 25,9% no último ano. ### Mais motos, sem terceiro turno Dobrar a capacidade, neste caso, não significa colocar mais um turno para funcionar. A fábrica de Manaus já trabalha em dois turnos, e a estratégia é tirar mais produção da estrutura com mudanças na linha, automação e ganho de eficiência. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Triumph-investe-R_-10-milh--es-na-f--brica-de-Manaus-para-produzir-o-dobro.png) Foto: Divulgação/Triumph Parte dos equipamentos usados nessa modernização veio de uma fábrica da própria Triumph na Tailândia, que passou por uma reformulação. O reaproveitamento ajudou a reduzir o investimento necessário para levar a unidade brasileira aos 30 mil veículos por ano. A modernização inclui ainda a implantação do ERP Protheus, sistema que reúne informações de diferentes áreas e ajuda no gerenciamento da operação industrial. ### De 8 mil para 30 mil A trajetória da fábrica ajuda a colocar a expansão em perspectiva. A Triumph está no Brasil desde 2012, com sua operação industrial concentrada em Manaus, e afirmou ter alcançado, em janeiro, a marca de 80 mil motocicletas produzidas no país. Em 2020, a capacidade da unidade era de cerca de 8 mil motos por ano. Hoje, são 15 mil, ou seja, houve um crescimento de 87,5% na capacidade em apenas 5 anos. Com o novo investimento, serão 30 mil, uma capacidade 275% maior ao que foi registrado no início da década. A fábrica opera no sistema CKD (Completely Knocked Down). Na prática, as motocicletas chegam da Tailândia desmontadas e são montadas em Manaus, onde também recebem componentes nacionais. > “Não temos nenhuma moto importada. Agregamos itens nacionais e montamos 100% delas na fábrica de Manaus”, afirma Fabrini. ### Fábrica acompanha novo ciclo O investimento industrial ocorre depois de um ano movimentado para a Triumph no Brasil. Entre julho de 2025 e junho de 2026, período correspondente ao ano fiscal da companhia, foram 14 motocicletas lançadas. A rede também chegou a 48 pontos de venda após a abertura de nove novas operações. ### Amazônia precisa de “choque de infraestrutura”, diz conselheiro da MBRF ao citar déficit em transporte, energia, internet e saneamento URL: https://www.jornalopolo.com.br/amazonia-precisa-de-choque-de-infraestrutura-diz-conselheiro-da-mbrf-ao-citar-deficit-em-transporte-energia-internet-e-saneamento/ Last updated: 2026-08-19T20:35:49.000Z A discussão sobre o futuro da Amazônia precisa olhar mais para o que ainda falta no básico. Para Roberto Waack, conselheiro da MBRF e presidente do conselho do Instituto Arapyaú, a região precisa de um “choque de infraestrutura” que alcance áreas como transporte, energia, acesso à internet e saneamento. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (19), durante o quarto encontro do Brasil Adiante, promovido pelo *Estadão*. Waack defendeu que a infraestrutura ocupe uma posição central nas discussões sobre desenvolvimento da Amazônia. > “Quando a gente discute Amazônia, o ponto central deveria ser infraestrutura. Precisamos despolarizar essa discussão”, afirmou. Waack é biólogo e tem uma trajetória ligada às áreas de sustentabilidade e florestas. Além de integrar o conselho da MBRF (gigante brasileira do setor de alimentos formada pela união entre Marfrig e BRF e dona das marcas Sadia, Perdigão e Qualy), ele preside o conselho do Instituto Arapyaú, organização que atua em iniciativas relacionadas ao desenvolvimento sustentável. ### Infraestrutura não é o único problema Na avaliação de Waack, melhorar a estrutura disponível na Amazônia precisa caminhar junto com uma organização maior do território. Ele também chamou atenção para a questão fundiária e para a presença do crime organizado na região. > “São 17 facções operando na Amazônia. A criminalidade assumiu o papel do Estado em várias frentes”, disse. A fala coloca a presença do poder público como parte do mesmo desafio. Além de investimentos em serviços e infraestrutura, Waack defende a necessidade de organizar os territórios para evitar que atividades criminosas ocupem espaços onde o Estado tem pouca presença. ### Amazônia presta serviços ao restante do país Outro ponto levantado foi o valor dos chamados serviços ecossistêmicos. Em termos simples, são benefícios que a natureza oferece e que têm impacto direto na economia e na vida das pessoas, como a regulação das chuvas e do clima. Waack defendeu que esses serviços não sejam apenas reconhecidos, mas também remunerados. A Amazônia, por exemplo, influencia o regime de chuvas em outras partes do Brasil por meio dos chamados “rios voadores”, correntes de umidade que transportam grandes volumes de água da floresta para outras regiões. Esse fenômeno tem impacto especialmente sobre áreas agrícolas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Pedro de Camargo Neto, que também participou da discussão, concordou com a necessidade de remuneração desses serviços e afirmou que o produtor rural está entre os maiores interessados em sua preservação. ### Vammo já tem mais demanda do que motos disponíveis e acelera montagem de novas unidades no PIM URL: https://www.jornalopolo.com.br/vammo-ja-tem-mais-clientes-do-que-motos-disponiveis-e-acelera-montagem-de-novas-unidades-no-pim/ Last updated: 2026-08-19T19:46:07.000Z A Vammo chegou a um problema que muitas empresas gostariam de ter: há mais gente querendo suas motos do que veículos disponíveis. Com cerca de 9 mil unidades em circulação e taxa de ocupação de 97%, a startup quer colocar mais 6 mil motos nas ruas até dezembro, e Manaus está diretamente ligada a essa corrida. A título de explicação, a Vammo é uma startup de mobilidade elétrica que trabalha principalmente com motos elétricas por assinatura. Na prática, o cliente paga uma mensalidade para usar a moto, em vez de precisar comprá-la. As motocicletas elétricas da empresa são montadas no Polo Industrial de Manaus (PIM) em parceria com a DBS, no sistema CKD (Completely Knocked Down), com componentes que chegam em kits para montagem local. Para 2026, a operação amazonense trabalha com a previsão de produzir 15 mil unidades, acompanhando o crescimento da frota da Vammo e a procura pelo serviço. > “A gente está encontrando muito mais demanda do que temos motos. Estamos contraídos pela oferta”, disse Jack Sarvary, CEO e cofundador da companhia. Hoje, a Vammo concentra sua operação comercial em 26 municípios da Grande São Paulo, onde há cerca de 500 mil motoboys. Como dito, as motos são oferecidas por assinatura, e a empresa calcula uma economia de aproximadamente 30% em relação a alternativas tradicionais. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Vammo-Nova-Fabrica.jpg-1.jpeg) Foto: Divulgação ### Manaus ganha peso na expansão A produção no Amazonas ocorre em um momento de crescimento acelerado. A Vammo já captou mais de US$ 80 milhões em três rodadas de investimento e, em 2026, conseguiu outros R$ 75 milhões em dívida com a EXT Capital. A estratégia é usar recursos obtidos por meio de dívida principalmente para comprar mais motos. Já o dinheiro recebido de investidores é direcionado a áreas como pesquisa, desenvolvimento, tecnologia e expansão da estrutura. Nesse cenário, a parceria industrial com a DBS também ganhou mais espaço em Manaus. A montadora estruturou uma segunda planta de aproximadamente 4 mil metros quadrados, enquanto a unidade anterior, de 1,5 mil metros quadrados, permanece voltada à produção de bicicletas e ciclomotores elétricos. Há ainda um plano de investimentos de R$ 300 milhões entre 2026 e 2027 associado à expansão da operação. ### Receita passa de R$ 150 milhões O crescimento da frota acontece depois de a Vammo alcançar o equilíbrio operacional, quando as receitas da operação passam a cobrir seus custos. A companhia também superou R$ 150 milhões em receita recorrente anualizada (ARR), indicador que dobrou em apenas quatro meses. Com as contas operacionais equilibradas, praticamente todo o caixa gerado passou a ser reinvestido na expansão da frota e em pesquisa e desenvolvimento. A Vammo também prepara uma nova rodada de investimentos, que poderá ocorrer até o final de 2026\. O movimento vem pouco mais de um ano depois de uma Série B de US$ 45 milhões. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Vammo-j---tem-mais-demanda-do-que-motos-dispon--veis-e-acelera-montagem-de-novas-unidades-no-PIM.png) Foto: Divulgação ### Próximo passo pode ser fora do Brasil Por enquanto, o desafio imediato é colocar mais motos nas ruas brasileiras. A meta é passar das atuais 9 mil para 15 mil unidades até dezembro, crescimento de aproximadamente 67%. Depois disso, a empresa começa a olhar para outros mercados. Colômbia e México estão entre os países avaliados para uma futura expansão internacional, ainda sem data definida. ### Com 300 estaleiros, 5 mil embarcações e 15 mil empregos, indústria naval do Amazonas será destaque na TranspoAmazônia 2027 URL: https://www.jornalopolo.com.br/com-300-estaleiros-5-mil-embarcacoes-e-15-mil-empregos-industria-naval-do-amazonas-sera-destaque-na-transpoamazonia-2027/ Last updated: 2026-08-19T17:33:59.000Z A quarta edição da TranspoAmazônia, marcada para os dias 19 a 21 de maio de 2027, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, muda de tamanho e de rosto. Depois de consolidar-se como a maior feira de transporte e logística do Norte do País, o evento passa a se chamar oficialmente Feira e Congresso Internacional de Transporte, Logística e Construção Naval. É justamente a indústria naval, um dos pilares históricos da economia amazonense, que assume o papel de grande destaque da programação de 2027\. A novidade foi divulgada no lançamento oficial da nova edição, reunindo empresários, autoridades e imprensa. A decisão, segundo a organização, responde a uma demanda direta do setor produtivo. A construção naval junto à cabotagem sustentam a navegação fluvial que abastece o País até o interior do Amazonas e, de acordo com levantamentos do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), do Governo do Amazonas e de outras instituições públicas e privadas, a região abriga a maior indústria naval autônoma do planeta. Somente no Estado, são mais de 300 estaleiros de diferentes portes e uma frota de cinco mil embarcações responsáveis por 95% do abastecimento de produtos essenciais aos municípios amazonenses, além do transporte de passageiros. Em Manaus, os estaleiros ocupam 20% da orla da cidade, um retrato de peso de um dos maiores polos navais do país. ### Setor em expansão, com investimento federal de volta à mesa O momento é favorável. Com a retomada dos financiamentos do BNDES e do Fundo da Marinha Mercante, a Região Norte recebeu R$ 406,7 milhões em investimentos nos últimos três anos, volume que resultou na entrega de 70 embarcações. Entre elas, unidades produzidas no estaleiro Juruá, em Iranduba, que teve a presença do presidente Lula em maio deste ano. Dados do Sinaval de 2023 estimam o faturamento anual do polo naval do Amazonas em cerca de R$ 2,5 bilhões, com 233 obras contratadas, número que coloca o estado entre as lideranças do segmento no Brasil e na América Latina. O setor já emprega mais de 15 mil pessoas diretamente apenas no Amazonas, com potencial de crescimento em toda a região. Para o presidente da Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz) e idealizador da TranspoAmazônia, Irani Bertolini, incluir a construção naval na programação de 2027 é também uma forma de transformar em política pública algo que já é vocação histórica da região. > “O Amazonas tem, historicamente, a vocação natural e todas as condições de liderar esses setores no continente. Com a inclusão da construção naval na TranspoAmazônia 2027, queremos colaborar com o setor público, a sociedade e tirar do papel projetos para desenvolver o estado, gerar emprego e renda de modo sustentável, sem derrubar nenhuma árvore”, afirma Bertolini, lembrando que embarcações fabricadas no Amazonas já operam em todo o Brasil, do setor petroleiro ao transporte de grãos e minérios. 0:00 /1:03 1× ### Cabotagem entra no radar da nova edição Ao lado da construção naval, outro tema ganha força na pauta de 2027: a cabotagem. O transporte marítimo e fluvial de cargas entre portos brasileiros é apontado por especialistas do setor logístico como uma alternativa estratégica para reduzir custos e desafogar o transporte rodoviário de longa distância, um debate que dialoga diretamente com a vocação naval e fluvial da Amazônia. Ao ampliar seus eixos temáticos para tecnologia, inovação, segurança e sustentabilidade, a organização da TranspoAmazônia sinaliza que a cabotagem deve entrar como parte do diálogo sobre integração logística nacional, conectando a produção naval amazonense às rotas de cargas que ligam o Norte ao restante do País. ### Feira maior, com espaço para inovação e grandes estandes O crescimento não é só temático. Faltando dez meses para a edição de 2027, 60% dos estandes e espaços já estão comercializados. Eis um indicativo de que a feira deve superar em porte todas as edições anteriores. A meta é ambiciosa por superar a marca de R$ 1 bilhão em negócios gerados na edição de 2026\. > “O mercado amazônico tem um potencial gigantesco e ainda pouco explorado. A TranspoAmazônia nasceu para conectar quem produz com quem entrega. Em 2027 queremos ampliar esse diálogo, trazer mais investidores e mostrar que podemos crescer de forma competitiva e sustentável na região”, resume o presidente da Fetramaz. ### Braga diz que Polo Industrial 4 pode viabilizar cerca de R$ 12 bilhões em investimentos para Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/braga-diz-que-polo-industrial-4-pode-viabilizar-cerca-de-r-12-bilhoes-em-investimentos-para-manaus/ Last updated: 2026-08-19T16:55:36.000Z O Polo Industrial de Manaus pode ganhar uma nova área para receber fábricas. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) propôs a criação do chamado Polo 4, com aproveitamento de terras da União ligadas à estrutura aeroportuária da capital. A discussão envolve cerca de 8 milhões de metros quadrados e foi apresentada durante a 324ª Reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), na última sexta-feira (14). A proposta faz parte de um plano mais amplo de expansão do PIM, que também poderia alcançar terrenos no entorno do aeroporto e ao longo das rodovias federais. Segundo Braga, a disponibilidade de novas áreas ajudaria a receber empreendimentos já aprovados pela Suframa e abriria caminho para outros projetos. A estimativa apresentada pelo senador é de que esse movimento possa viabilizar cerca de R$ 12 bilhões em investimentos, com geração de empregos na indústria, nos serviços e na construção civil. A criação do Polo 4 recebeu uma sinalização positiva do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, que presidiu a reunião. > “Vou tomar parte dessa discussão e acompanhar a questão da criação do Polo 4 para ampliação do Polo Industrial de Manaus. Assumo esse compromisso”, declarou. A manifestação, no entanto, ainda não representa uma aprovação do projeto. ### Proposta de novo sistema viário Braga também colocou na discussão uma área das Forças Armadas atrás do aeroporto de Ponta Pelada, mas com outro objetivo. A proposta é conversar com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) para avaliar o uso do espaço na implantação de um novo sistema viário para carretas e contêineres que atendem o Distrito Industrial. Segundo o senador, a concentração dos portos privados em uma mesma região da cidade cria gargalos no transporte. Uma carreta pode gastar entre 12 e 16 horas no processo de entrada e saída dos terminais. A nova ligação seria uma alternativa para reduzir esse tempo e facilitar o escoamento das cargas do PIM. Na avaliação apresentada por Braga, uma circulação mais rápida poderia melhorar entre 15% e 20% o desempenho do sistema *just in time* das fábricas. Na prática, esse modelo depende da chegada de peças e componentes dentro dos prazos necessários para manter as linhas de produção abastecidas, o que torna atrasos logísticos especialmente caros para a indústria. ### Projetos também esbarram nos PPBs Durante o encontro, Braga pediu ao Governo Federal mais rapidez na análise dos Processos Produtivos Básicos (PPBs), que estabelecem as etapas mínimas de fabricação exigidas para que determinados produtos tenham acesso aos incentivos da Zona Franca de Manaus. > “Existem alguns Processos Produtivos Básicos já devidamente analisados, já devidamente documentados do ponto de vista técnico e que estão aguardando uma deliberação por parte do Governo Federal”, afirmou. Segundo o senador, a demora nessas decisões interfere no início de novas operações e também em projetos de expansão e modernização de fábricas. ### Aima começa a montar elétricas no PIM em setembro em parceria com a DBS. Fábrica própria confirmada para 2027 URL: https://www.jornalopolo.com.br/aima-comeca-a-montar-eletricas-no-pim-em-setembro-em-parceria-com-a-dbs-fabrica-propria-confirmada-para-2027/ Last updated: 2026-08-19T18:43:44.000Z Líder chinesa em veículos elétricos de duas rodas, a Aima está a poucas semanas de colocar sua produção brasileira de pé. A fabricante de motos e bicicletas (em sua maioria, elétricas) começa em setembro um projeto-piloto de montagem de veículos em Manaus, por meio de parceria com a DBS, e prevê entregar as primeiras unidades já em novembro. Será a primeira operação de montagem da empresa no Brasil. A produção utilizará o sistema CKD (Completely Knock Down), no qual conjuntos de componentes chegam para serem montados localmente. > “Um dos motivos foi também você ter uma indústria já preparada para duas rodas, e boa parte das indústrias de duas rodas está consolidada lá em Manaus”, disse Marisol Yao, diretora comercial da Aima no Brasil, destacando o potencial do PIM. Fora da China, já mantém fábricas na Índia e na Indonésia. Com o início da montagem em Manaus, o Brasil se tornará o terceiro país estrangeiro com uma operação industrial da Aima. Em 2025, a Aima vendeu cerca de 11,64 milhões de veículos, sendo 8,33 milhões de bicicletas elétricas, 2,62 milhões de motos/ciclomotores elétricos de duas rodas e 607 mil triciclos elétricos. ### Produzir aqui para vender aqui A nacionalização também faz parte da tentativa de fortalecer a presença da marca depois de oito anos atuando no mercado brasileiro. Para a Aima, montar os veículos no país pode facilitar tanto a disponibilidade dos produtos quanto a oferta de peças para manutenção. > “Isso consolida muito você fazer com que o consumidor tenha produtos e peças aqui no mercado”, ressaltou Yao. A produção brasileira também chega acompanhada de mudanças nos próprios veículos. A empresa diz que vem adaptando os modelos originalmente desenvolvidos para outros mercados às condições encontradas no Brasil. Entre os pontos identificados estão a necessidade de mais autonomia, potência e resistência, além de alterações em pneus e amortecedores. > “Requer autonomia, requer potência, porque, querendo ou não, o nosso biotipo é diferente do asiático. Então, a gente precisa agregar isso para poder consolidar um produto que seja mais resistente para a gente aqui”, explicou. As condições das vias brasileiras também entraram nessa conta. Segundo a executiva, as diferenças em relação ao pavimento encontrado na Ásia levaram a empresa a buscar uma estrutura mais robusta para os modelos vendidos por aqui. ### Delivery no radar É principalmente no delivery e nos deslocamentos curtos que a Aima enxerga espaço para as motos elétricas competirem com as opções a combustão. A avaliação considera especialmente os modelos de menor potência. “Se forem produtos de baixa potência, sim, para uso de curta distância. Por exemplo, o entregador de delivery”. Para esse uso crescer, a infraestrutura precisa acompanhar. Yao cita como alternativa as estações onde o motociclista pode trocar uma bateria descarregada por outra carregada, em vez de esperar pelo carregamento. > “Hoje grandes parceiros estão colocando estações de recarga para troca de bateria”, disse. A aposta nas elétricas também passa por uma característica perceptível nas ruas: o menor ruído. Para Yao, isso pode fazer diferença principalmente nas entregas realizadas à noite, algo que, segundo ela, já é observado no mercado asiático. > “Hoje a gente na Ásia já vê muito isso. A poluição sonora, com certeza, afeta um pouco também nosso dia a dia. Os motoqueiros que fazem entrega noturna, acho que isso vai aliviar um pouco o pessoal que quer descansar no dia a dia”, afirmou. ### Aima quer chegar a 100 lojas A fábrica não é a única frente de crescimento da chinesa no Brasil. A Aima possui atualmente 50 lojas próprias da bandeira no país e pretende dobrar esse número, chegando a 100. A expansão ocorre enquanto a fabricante aposta no crescimento da mobilidade elétrica, principalmente para deslocamentos curtos e atividades como entregas. Para a companhia, a redução dos gastos com manutenção e o crescimento da infraestrutura de recarga e troca de baterias podem ajudar a colocar mais veículos elétricos nas ruas. ### Fábrica própria A fabricante chinesa confirmou que já trabalha para ter uma fábrica própria no país a partir de 2027, dentro de um plano de expansão de longo prazo. Os primeiros movimentos para tirar o projeto do papel já começaram. A ideia é que a própria companhia fique à frente da produção, enquanto fornecedores e empresas brasileiras entrem como parceiros da operação. O endereço, porém, continua em aberto. Manaus e São Paulo aparecem entre as possibilidades avaliadas, segundo fontes ligadas ao projeto, mas a definição ainda depende do avanço das discussões, que estão em fase inicial. A fábrica também pode nascer olhando além do Brasil. Nos bastidores, existe a expectativa de que a unidade seja utilizada futuramente para abastecer outros mercados da América do Sul. ### DIÁRIO DO POLO - 19/08/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/zona-franca-petroleo-amazonas-pim-19-08-2026/ Last updated: 2026-08-19T15:27:21.000Z ## ENERGIA E MINERAÇÃO O debate sobre a soberania energética e a exploração de hidrocarbonetos na região Norte atingiu um patamar crítico de maturação política. O que antes era restrito a fóruns técnicos de licenciamento ambiental e discussões geológicas agora se consolida como um dos pilares centrais da agenda sucessória nacional. Para os gestores do Polo Industrial de Manaus (PIM), essa transição é fundamental: a possibilidade de o Amazonas se tornar uma fronteira ativa de produção de petróleo e gás não altera apenas a arrecadação estadual, mas redefine o custo da matriz energética que alimenta as linhas de montagem. A integração entre a indústria de bens de consumo e a produção primária de energia pode ser a chave para reduzir o chamado "Custo-Amazonas", permitindo que o estado negocie investimentos em infraestrutura logística sob uma nova ótica de prioridade estratégica federal. - **Petróleo no Amazonas é desafio e trunfo para próximo presidente** — O tema deixa de ser apenas técnico/ambiental para se tornar pilar central da estratégia política nacional, sinalizando pressão por infraestrutura e novos royalties para o estado. [Fonte ↗](https://noticias.r7.com/prisma/christina-lemos/petroleo-no-amazonas-e-desafio-e-trunfo-para-proximo-presidente-19082026/?ref=jornalopolo.com.br) - **Pesquisas na Margem Equatorial inserem Brasil em disputa estratégica na América do Sul** — A disputa geopolítica na região Norte eleva a importância do Amazonas como hub de serviços, o que pode acelerar a redução de gargalos logísticos históricos do PIM. [Fonte ↗](https://www.diariodoamapa.com.br/cadernos/cidades/pesquisas-na-margem-equatorial-inserem-brasil-em-disputa-estrategica-na-america-do-sul-diz-batista/?ref=jornalopolo.com.br) A análise de especialistas indica que o avanço sobre a Margem Equatorial não é apenas uma questão de extração de recursos, mas um movimento de posicionamento geopolítico. Com a confirmação de indícios de hidrocarbonetos na bacia da Foz do Amazonas, o estado se posiciona para atrair investimentos massivos em serviços especializados. Instituições como a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) e o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) monitoram como esse fluxo de capital poderá ser revertido em conectividade avançada e segurança jurídica, elementos essenciais para que as fabricantes de eletroeletrônicos e duas rodas mantenham sua competitividade global a partir de Manaus. --- ## ECONOMIA DO AMAZONAS A estabilidade das políticas de incentivos da Zona Franca de Manaus (ZFM) permanece como o norteador principal para a tomada de decisão das multinacionais instaladas no polo. No atual cenário, o monitoramento das agendas nacionais para o setor produtivo é rigoroso, especialmente no que tange à integração entre a indústria de transformação e as novas fronteiras energéticas que se abrem no estado. A expectativa entre os gestores é de que a consolidação de um ecossistema mais resiliente possa blindar o PIM contra oscilações bruscas no cenário macroeconômico nacional, que ainda apresenta desafios severos, como o patamar proibitivo das taxas de juros. Para a comunidade de negócios amazonense, a manutenção da segurança jurídica é o ativo mais valioso. Investimentos em expansão de plantas produtivas e novos projetos de Processos Produtivos Básicos (PPB) junto à SUFRAMA dependem diretamente da clareza sobre o futuro dos diferenciais competitivos da região. O diálogo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) tem sido focado em garantir que a modernização tributária não corroa a viabilidade operacional das fábricas que hoje sustentam a economia do Amazonas, garantindo emprego e renda para milhares de famílias. - **DIÁRIO DO POLO** — Acompanhamento diário dos principais indicadores e movimentações que afetam o ambiente de negócios no estado do Amazonas. --- ## COMÉRCIO E CÂMBIO | Indicador | Valor | Variação | | --------------------------- | ----------------- | -------- | | PTAX USD/BRL (Compra/Venda) | R$ 5,20 / R$ 5,20 | +0,06% | | USD/BRL (Spot) | R$ 5,17 | \-0,55% | | EUR/BRL (Spot) | R$ 6,03 | +0,15% | | Petróleo Brent (barril) | US$ 92,11 | +1,20% | | Gás Natural (MMBtu) | US$ 2,84 | +2,23% | | SELIC | 14,00% a.a. | 0,00% | O fechamento do mercado ontem trouxe um alívio técnico para as operações de importação do PIM, com o dólar spot recuando 0,55% para a marca de R$ 5,17\. Para uma indústria que importa bilhões em componentes anualmente, cada centavo de desvalorização da moeda norte-americana reduz a pressão sobre as margens operacionais de curto prazo. Contudo, esse benefício cambial é parcialmente neutralizado pela alta nas commodities energéticas: o Brent subiu 1,20% e o gás natural saltou 2,23%, o que encarece o frete internacional e o custo da geração térmica local. O maior desafio financeiro estrutural, entretanto, reside na Selic em 14% ao ano. Esse patamar de juros é particularmente punitivo para o polo de Manaus devido ao longo ciclo logístico; o capital de giro fica imobilizado por mais tempo em estoques em trânsito fluvial e marítimo, elevando o custo final dos produtos e restringindo o consumo de bens duráveis no mercado brasileiro. --- ## O QUE MUDA PARA O AMAZONAS - **Aceleração de infraestrutura:** A transformação do petróleo em trunfo político nacional deve acelerar projetos de logística e energia no estado, visando dar suporte à exploração na Margem Equatorial. - **Hub estratégico:** A posição do Amazonas na disputa geopolítica sul-americana favorece a captação de recursos federais para segurança e conectividade avançada no interior do estado. - **Pressão nos custos:** A alta nos preços internacionais do petróleo Brent (+1,20%) e do gás natural (+2,23%) eleva o custo da geração termelétrica e do frete fluvial, pressionando as margens das indústrias sem contratos de longo prazo. - **Janela cambial:** O recuo do dólar spot para R$ 5,17 permite uma janela favorável para o fechamento de câmbio de curto prazo na aquisição de insumos importados, mitigando parte da pressão inflacionária. - **Gestão de caixa:** A manutenção da Selic em 14% exige que as empresas do PIM adotem uma gestão extremamente rigorosa, priorizando a eficiência de estoque para evitar o alto custo do capital de giro. --- ## FECHAMENTO A economia do Amazonas encerra este ciclo com um cenário de contrastes acentuados. Enquanto os custos globais de energia e o patamar elevado das taxas de juros domésticas impõem uma cautela operacional severa às indústrias, o reposicionamento do estado como peça-chave na estratégia energética nacional abre horizontes de investimento estruturante sem precedentes. A resiliência do Polo Industrial de Manaus dependerá, nos próximos meses, da habilidade das lideranças regionais e entidades de classe em converter essa relevância geopolítica em melhorias concretas na competitividade logística e na redução dos custos de produção. Bom dia e bons negócios. --- O Polo Acompanhe o Polo Industrial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo Industrial de Manaus — notícias e análises sobre a indústria, a Zona Franca e a economia do Amazonas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### DIÁRIO DO POLO - 19/08/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/zona-franca-mxf-investimento-kawasaki-pim-19-08-2026/ Last updated: 2026-08-19T15:09:05.000Z ## Zona Franca e Política A manutenção da segurança jurídica no Polo Industrial de Manaus (PIM) atravessa um momento de intensa articulação política, onde a coesão das lideranças regionais se torna o principal ativo contra as incertezas da reforma tributária nacional. A estabilidade do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) não depende apenas da letra fria da lei, mas da demonstração constante de força política junto ao governo federal e ao Congresso Nacional, garantindo que os diferenciais competitivos da região não sejam erodidos por mudanças sistêmicas na tributação sobre o consumo e a produção. - **Mobilização política em Parintins reforça defesa institucional da Zona Franca de Manaus** — Atos políticos que reúnem lideranças do estado sinalizam a força da coalizão em defesa dos incentivos fiscais do modelo ZFM. A estabilidade política é fundamental para garantir a segurança jurídica necessária aos investimentos industriais de longo prazo no Amazonas. [Leia no O Polo ↗](https://opolo.com.br/?ref=jornalopolo.com.br) - **Série de entrevistas com candidatos foca em infraestrutura e políticas estaduais para a Zona Franca** — O posicionamento de futuros gestores sobre licenciamento ambiental e infraestrutura logística é crucial para o planejamento de longo prazo das empresas. A clareza nas políticas estaduais define a atratividade do Amazonas para novos projetos junto à Suframa. [Leia no O Polo ↗](https://opolo.com.br/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Indústria e Empresas do PIM O adensamento das cadeias produtivas no Amazonas ganha fôlego com a diversificação do setor de duas rodas, que agora avança sobre nichos de lazer e veículos especializados. Ao mesmo tempo, o Polo de Manaus permanece em alerta máximo com as movimentações geopolíticas e tecnológicas globais. A instabilidade no fornecimento de semicondutores e o debate sobre o recuo no desenvolvimento de Inteligência Artificial nos Estados Unidos impõem desafios adicionais ao planejamento de estoques das montadoras locais, que operam sob a lógica do *just-in-time* em um cenário de logística complexa. - **Aqui estão as notícias selecionadas para a edição de 20 de agosto de 2026 do Diário do Polo, filtradas por relevância para o Polo Industrial de Manaus e a economia do Amazonas:** - **MXF anuncia instalação de nova fábrica no PIM com foco em veículos off-road** — O investimento de R$ 10 milhões diversifica o cluster de duas rodas, ampliando a produção local para quadriciclos e modelos fora de estrada. A iniciativa da MXF fortalece a cadeia de suprimentos regional e gera novos postos de trabalho especializados. [Leia no O Polo ↗](https://opolo.com.br/?ref=jornalopolo.com.br) - **Nova Scorpio Lifestyler da Mahindra eleva concorrência para fabricantes automotivos nacionais** — A expansão da Mahindra na América Latina pressiona a competitividade das indústrias instaladas no Brasil. O movimento exige que as plantas locais revisem suas estratégias de mercado e tecnologia para manter o *market share* diante de novos players globais. [Fonte ↗](https://opolo.com.br/?ref=jornalopolo.com.br) - **IA: Debate sobre recuo tecnológico nos EUA impacta planejamento da indústria de componentes** — A instabilidade na vanguarda da inteligência artificial afeta a cadeia global de suprimentos de semicondutores. Como hub de fabricação de eletroeletrônicos, o PIM monitora essas tendências para prever custos e disponibilidade de insumos críticos. [Fonte ↗](https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/ia-por-que-os-eua-ensaiam-um-recuo/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Logística Amazônica A logística na região amazônica enfrenta o desafio histórico de reduzir o chamado "Custo-Amazonas", que penaliza a produção local em relação aos competidores do Sul e Sudeste. A transição para combustíveis menos poluentes e mais econômicos, como o biometano, surge como uma alternativa viável para reduzir o peso do frete na composição do preço final dos produtos. Além disso, a conformidade rigorosa com normas de trânsito e segurança operacional em frotas corporativas é vital para evitar gargalos jurídicos e garantir a fluidez do escoamento fabril. - **Ultragaz inaugura estação de biometano voltada para a descarbonização da logística pesada** — Iniciativas de combustíveis renováveis são estratégicas para reduzir o custo do frete no Amazonas. A substituição do diesel por fontes mais limpas pode aliviar as margens das empresas que dependem de transporte intensivo para escoamento da produção industrial. [Leia no O Polo ↗](https://opolo.com.br/?ref=jornalopolo.com.br) - **Contran aprova novas regras para fiscalização da Lei Seca com impacto em frotas corporativas** — Mudanças nas normas do Contran exigem adequação dos protocolos de segurança de transporte e logística das fábricas do PIM. O cumprimento rigoroso é essencial para evitar passivos e garantir a fluidez operacional no transporte de insumos. [Fonte ↗](https://correiodoestado.com.br/brasil/contran-aprova-novas-regras-para-fiscalizacao-da-lei-seca/471367/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Energia e Mineração A Margem Equatorial consolida-se como a nova fronteira de prosperidade para o Norte, trazendo consigo o potencial de transformar Manaus em um centro nevrálgico de serviços para o setor de óleo e gás. Contudo, o sucesso dessa empreitada depende de um marco regulatório que assegure que a riqueza extraída se traduza em investimentos estruturantes em infraestrutura regional. Simultaneamente, a estabilidade no abastecimento de combustíveis e gás permanece no radar, visto que interrupções na cadeia de suprimentos dos estados vizinhos repercutem diretamente no custo de operação das usinas térmicas e do transporte fluvial no Amazonas. - **Debate sobre modelo regulatório da Margem Equatorial ganha força para garantir royalties ao Norte** — Especialistas defendem que a exploração de petróleo só transformará a economia regional se houver foco em royalties para infraestrutura logística. Para o PIM, isso é vital para o financiamento de obras que reduzam o custo-Amazonas. [Leia no O Polo ↗](https://opolo.com.br/?ref=jornalopolo.com.br) - **Petrobras confirma descoberta de petróleo no Amapá e valida potencial da Margem Equatorial** — A descoberta valida a nova fronteira energética, posicionando Manaus como hub estratégico de serviços e logística para o setor de óleo e gás. O movimento atrai investimentos massivos em infraestrutura portuária na região. [Leia no O Polo ↗](https://opolo.com.br/?ref=jornalopolo.com.br) - **Ação da ANP interdita postos e revenda de gás no Pará e alerta para estabilidade regional** — A fiscalização rigorosa da ANP no estado vizinho impacta a cadeia de distribuição de combustíveis na Região Norte. Eventuais interrupções no Pará tendem a elevar o custo do frete e afetar o abastecimento industrial no Amazonas. [Fonte ↗](https://www.oliberal.com/economia/acao-da-anp-interdita-7-postos-de-combustiveis-e-revenda-de-gas-de-cozinha-no-para-1.1158780?ref=jornalopolo.com.br) - **Acordo entre Venezuela e Estados Unidos para exploração de petróleo altera geopolítica energética** — A movimentação na fronteira norte influencia os preços e o fluxo de combustíveis na região. Para gestores do PIM, monitorar a geopolítica das bacias vizinhas é vital para prever a evolução do custo da matriz energética industrial. [Leia no O Polo ↗](https://opolo.com.br/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Inovação e Bioeconomia A descarbonização da indústria deixou de ser uma agenda de marketing para se tornar um requisito de acesso a mercados globais e financiamentos preferenciais. O Polo Industrial de Manaus, ao integrar matérias-primas de baixo carbono em suas linhas de montagem, reforça sua viabilidade em um cenário onde o ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa) dita as regras de competitividade. A adoção de insumos "verdes" é o passo necessário para que os produtos fabricados na floresta mantenham sua relevância nas prateleiras internacionais. - **Gerdau inicia operações com aço de baixo carbono voltado para descarbonização industrial** — O acesso a insumos sustentáveis é um requisito crescente para as indústrias de bens de capital e eletroeletrônicos em Manaus. A adoção dessas matérias-primas ajuda as empresas do PIM a cumprirem metas globais de sustentabilidade. [Leia no O Polo ↗](https://opolo.com.br/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Economia do Amazonas A saúde financeira das indústrias de Manaus é um reflexo direto do dinamismo do varejo nacional, que atua como o principal escoadouro dos bens duráveis aqui produzidos. Enquanto as fábricas demonstram maturidade técnica com lançamentos de alta complexidade tecnológica, o cenário macroeconômico de juros elevados impõe cautela na gestão de estoques e na expectativa de pedidos para os próximos meses. O equilíbrio entre a capacidade produtiva instalada e a demanda efetiva do consumidor final é o ponto de atenção para os gestores industriais neste semestre. - **Kawasaki lança Ninja ZX-10R 2027 produzida em sua planta de Manaus** — A renovação tecnológica em modelos de alta cilindrada confirma a capacidade técnica das linhas de montagem do Amazonas. O lançamento serve como termômetro para a demanda de bens de alto valor agregado produzidos no Polo. [Leia no O Polo ↗](https://opolo.com.br/?ref=jornalopolo.com.br) - **Análise de Marcos Lisboa aponta dificuldades no varejo como alerta para indústrias de bens de consumo** — A retração no varejo nacional é o principal termômetro de demanda para as fábricas de eletroeletrônicos de Manaus. O cenário complexo dita o ritmo das linhas de produção e a gestão de estoques no PIM. [Leia no O Polo ↗](https://opolo.com.br/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Comércio e Câmbio | Indicador | Valor | Variação | | ---------------- | ------- | -------- | | USD/BRL (Spot) | R$ 5,17 | \-0,62% | | EUR/BRL (Spot) | R$ 6,03 | +0,17% | | PTAX USD (Venda) | R$ 5,20 | +0,06% | | SELIC | 14,00% | 0,00% | A retração de 0,62% no dólar spot ontem oferece um alívio pontual nos custos de importação de componentes para os setores de duas rodas e eletroeletrônicos. Contudo, o cenário financeiro permanece desafiador: a manutenção da Selic em 14% ao ano continua sendo o principal entrave para a indústria, elevando os custos de capital de giro e inibindo o consumo de bens duráveis produzidos em Manaus devido ao crédito encarecido. No mercado de energia, a alta do petróleo Brent (+0,97% a US$ 91,90) e do gás natural (+2,09% a US$ 2,83) exerce pressão imediata sobre os custos de frete e geração térmica, compensando negativamente o recuo de 2,09% no diesel internacional. --- ## O Que Muda Para o Amazonas - **Diversificação do Polo:** A nova fábrica da MXF amplia o cluster de duas rodas para veículos off-road, gerando empregos diretos e aumentando a demanda por serviços técnicos locais no PIM. - **Hub Energético:** A confirmação de petróleo no Amapá acelera a pressão por investimentos em infraestrutura portuária e logística na região Norte, beneficiando o Amazonas como centro de suporte para a Margem Equatorial. - **Custo Operacional:** A volatilidade no preço do gás natural e a alta do Brent elevam os custos de produção e transporte fluvial, exigindo maior eficiência energética das plantas industriais instaladas no estado. - **Crédito e Estoque:** A manutenção da Selic em 14% mantém elevado o custo financeiro de estoque para as indústrias, postergando planos de expansão que dependem de crédito bancário. - **Selo Verde:** A disponibilidade de aço de baixo carbono no mercado nacional permite que as fábricas do Amazonas iniciem a transição para produtos com selo de sustentabilidade, exigido em contratos globais de fornecimento. --- A economia do Amazonas atravessa um período de transição em que a confirmação de novas fronteiras energéticas e a chegada de investimentos fabris específicos contrastam com o cenário de juros elevados e retração no consumo nacional. A estabilidade política e a defesa técnica dos incentivos da Zona Franca continuam sendo os pilares fundamentais para garantir a previsibilidade necessária ao ambiente de negócios regional diante das incertezas macroeconômicas. Bom dia e bons negócios. --- O Polo Acompanhe o Polo Industrial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo Industrial de Manaus — notícias e análises sobre a indústria, a Zona Franca e a economia do Amazonas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### Simples Nacional muda com a Reforma Tributária. Empresas têm até setembro para decidir como pagar novos impostos em 2027 URL: https://www.jornalopolo.com.br/simples-nacional-muda-com-a-reforma-tributaria-empresas-tem-ate-setembro-para-decidir-como-pagar-novos-impostos-em-2027/ Last updated: 2026-08-19T13:57:12.000Z As novas regras do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) para adequar o regime à Reforma Tributária do Consumo já exigem atenção dos empresários. Entre as principais mudanças estão a inclusão do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) no Simples Nacional e a criação de novos prazos para empresas que desejarem recolher esses tributos pelo regime regular em 2027. As alterações, previstas nas Resoluções CGSN nº 190 e nº 191, passam a produzir efeitos, em regra, a partir de 1º de janeiro de 2027. De acordo com o Dr. João Lucas Vieira, especialista em Direito Tributário e CEO da JL Vieira Advogados, o principal desafio para as empresas será entender qual modelo de tributação será mais vantajoso antes de realizar qualquer opção. > “O empresário não deve tomar essa decisão olhando apenas para a alíquota. É necessário analisar faturamento, margem de lucro, perfil dos clientes, fornecedores, possibilidade de geração de créditos e principalmente o impacto no fluxo de caixa. Uma escolha equivocada pode aumentar o custo tributário da empresa”, explica. ### Setembro será decisivo Empresas que não são optantes pelo Simples Nacional e desejam ingressar no regime em janeiro do ano que vem deverão fazer a opção entre 1º e 30 de setembro de 2026\. O prazo também será importante para quem já está no Simples, mas pretende recolher IBS e CBS pelo regime regular, fora do DAS, durante o primeiro semestre de 2027\. Quem é do Simples e pretende continuar recolhendo IBS e CBS dentro do próprio regime não precisa realizar uma nova opção. > “A primeira orientação é verificar a situação fiscal da empresa, conversar com o contador e buscar uma análise tributária individualizada. É preciso comparar quanto a empresa recolheria mantendo IBS e CBS dentro do Simples e quanto pagaria no regime regular, considerando também os créditos tributários que poderão ser aproveitados”, orienta João Lucas. ### E quem não optar em setembro? A regulamentação prevê uma nova possibilidade para o segundo semestre de 2027\. Quem não fizer a opção pelo regime regular do IBS e da CBS para o primeiro semestre poderá realizar a escolha entre 1º e 31 de março de 2027, com efeitos de julho a dezembro. A opção pelo regime regular também merece atenção porque, uma vez realizada, a empresa permanecerá nesse modelo nos períodos seguintes, salvo renúncia dentro dos prazos previstos. > “É importante entender que essa escolha não deve ser feita de forma automática. O empresário precisa avaliar se o modelo continuará adequado nos períodos seguintes. Por isso, planejamento tributário deixa de ser uma atividade pontual e passa a fazer parte da gestão estratégica da empresa”, afirma o especialista. ### O que o empresário deve fazer agora? João Lucas recomenda que as empresas adotem pelo menos cinco medidas: 1. Verificar a situação fiscal: empresas fora do Simples, inclusive aquelas que foram excluídas, devem consultar sua situação e avaliar a possibilidade de nova opção. 2. Fazer simulações: comparar o impacto financeiro do IBS e da CBS dentro e fora do Simples. 3. Avaliar os créditos tributários: entender como a opção pelo regime regular poderá afetar a empresa e sua relação comercial com fornecedores e clientes. 4. Revisar preços e contratos: a mudança na tributação pode interferir na formação de preços, margens e negociações comerciais. 5. Não deixar a decisão para a última hora: setembro de 2026 será determinante para empresas que desejam ingressar no Simples ou optar pelo recolhimento regular de IBS e CBS no primeiro semestre de 2027. > “A Reforma Tributária exige que o empresário deixe de olhar apenas para o imposto que paga e passe a analisar toda a cadeia da operação. Preço, margem, crédito, fornecedor, cliente e fluxo de caixa estarão conectados. Quem se antecipar terá mais condições de tomar uma decisão segura e evitar surpresas em 2027”, conclui João Lucas Vieira. ### Resumo dos principais prazos: • 1º a 30 de setembro de 2026: opção pelo Simples Nacional para 2027; • 1º a 30 de setembro de 2026: opção pelo IBS e CBS no regime regular para o primeiro semestre de 2027; • Até 30 de novembro de 2026: cancelamento das opções realizadas em setembro, conforme as regras aplicáveis; • 1º a 31 de março de 2027: opção pelo regime regular para o segundo semestre de 2027; • Até 31 de maio de 2027: cancelamento da opção referente ao segundo semestre. ### DIÁRIO DO POLO - 19/08/2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/zona-franca-lg-parana-petrobras-foz-amazonas-19-08-2026/ Last updated: 2026-08-19T13:44:06.000Z ## Indústria e Empresas do PIM A dinâmica competitiva da Zona Franca de Manaus (ZFM) enfrenta um novo capítulo de pressão externa com a movimentação estratégica de um dos seus pilares globais. A inauguração da fábrica de geladeiras da LG no Paraná, focada na linha branca, é um sinalizador crítico para as entidades do Polo Industrial de Manaus (PIM), como a Suframa e o Cieam. Embora a unidade paranaense atenda a uma lógica de proximidade com o mercado consumidor do Sul-Sudeste, a descentralização de investimentos de gigantes do setor eletroeletrônico exige uma resposta rápida em termos de redução do "Custo-Amazonas". Para os gestores do polo, o monitoramento destes investimentos fora da região é vital para recalibrar as políticas de incentivos e a agilidade na aprovação de novos Projetos de Processo Produtivo Básico (PPB). No campo da infraestrutura nacional, o movimento Brasil Adiante coloca o foco na necessidade urgente de destravar concessões e investimentos em logística. Para a indústria instalada no Amazonas, o impacto é direto: qualquer avanço na modernização de portos e aeroportos nacionais reflete na previsibilidade e no custo das mercadorias que saem de Manaus. A eficiência logística é, hoje, a variável que mais consome as margens de lucro das empresas do PIM, superando muitas vezes a economia gerada pelos incentivos fiscais. - **LG inaugura fábrica de geladeiras no Paraná** — A gigante sul-coreana expande sua linha branca fora de Manaus, desafiando a competitividade regional e forçando o PIM a reavaliar suas estratégias de retenção de investimentos industriais de alto valor agregado. [Fonte ↗](https://amanha.com.br/categoria/empresa/lg-inaugura-fabrica-de-geladeiras-no-parana?ref=jornalopolo.com.br) - **Brasil Adiante debate infraestrutura** — Iniciativas para destravar concessões portuárias e aeroportuárias são vistas como fundamentais para reduzir os gargalos que encarecem o escoamento da produção amazonense. [Fonte ↗](https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/brasil-adiante-como-destravar-os-investimentos-em-infraestrutura-e-acelerar-o-crescimento/ar-AA2aoCQL?ref=jornalopolo.com.br) - **Verticalização na bioeconomia** — O avanço na produção de mudas no Pará sinaliza um modelo de escala para insumos naturais que pode ser replicado no Amazonas para suprir as indústrias do Polo. [Fonte ↗](https://portalamazonia.com/para/producao-mudas-renda-para/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Comércio Exterior e Tarifas A estratégia brasileira de diversificar mercados, voltando-se com mais vigor para a Ásia, Europa e África, oferece um caminho de resiliência para as indústrias de Manaus. Historicamente dependente do humor econômico dos Estados Unidos, o Polo Industrial pode encontrar nesses novos parceiros uma demanda estável para motocicletas e componentes eletrônicos. A redução da dependência de um único grande mercado externo é uma medida de mitigação de risco crucial para manter as linhas de produção ativas mesmo em cenários de instabilidade nas Américas. - **Diversificação de mercados globais** — Brasil busca novos parceiros na Ásia e África para escoar produção industrial, reduzindo a volatilidade causada pela dependência dos EUA. [Fonte ↗](https://noticias.r7.com/economia/brasil-aposta-em-asia-europa-e-africa-for-reduzir-dependencia-das-exportacoes-aos-eua-19082026/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Logística Amazônica O isolamento terrestre de Manaus voltou à pauta com a vistoria técnica da CNA e Federações na BR-319\. A avaliação dos desafios logísticos in loco reforça a pressão política sobre o Ministério dos Transportes pela pavimentação do Trecho Meio. Para o PIM, a rodovia não é apenas uma estrada, mas uma alternativa de segurança contra a sazonalidade dos rios. Em períodos de seca severa, como os registrados recentemente, a ausência de uma via terrestre viável eleva o frete a níveis proibitivos e coloca em risco o abastecimento de componentes básicos para as fábricas. - **CNA avalia a BR-319** — Comitivas percorrem a rodovia para documentar entraves logísticos, intensificando a defesa pela pavimentação como saída para a dependência fluvial de Manaus. [Fonte ↗](https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/logistica/426646-cna-e-federacoes-percorrem-br-319-e-avaliiam-desafios-logisticos-da-regiao-norte.html?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Energia e Mineração A confirmação pela Petrobras de indícios de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas marca um ponto de inflexão para a economia do Norte. A exploração da Margem Equatorial tem o potencial de transformar a região em um hub de serviços de alta complexidade. Para o Amazonas, isso significa o desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores de óleo e gás que pode coexistir e fortalecer a base industrial já existente no PIM. Paralelamente, o movimento para atrair a Petrobras para o setor de minerais críticos, defendido por Aloizio Mercadante, sinaliza que o subsolo amazônico será o centro de uma nova corrida por recursos voltados à transição energética global. - **Petrobras encontra petróleo na Foz do Amazonas** — Descoberta em águas ultraprofundas valida o potencial da Margem Equatorial e abre caminho para novos ciclos de investimento em infraestrutura no Norte. [**Leia no O Polo ↗**](https://www.jornalopolo.com.br/petrobras-encontra-petroleo-na-bacia-da-foz-do-amazonas-ap/) - **Foco em minerais críticos** — O governo defende a atuação da Petrobras na extração de minérios estratégicos, colocando as reservas da Amazônia na rota da transição energética. [Fonte ↗](https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2026/08/7482355-esta-na-hora-de-trazer-a-petrobras-diz-mercadante-sobre-minerais-criticos.html?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Inovação e Bioeconomia A estruturação do mercado de crédito de carbono, defendida por Tereza Campello, é uma das pautas mais estratégicas para a sobrevivência de longo prazo da indústria no Amazonas. Ao transformar a preservação da floresta em um ativo financeiro regulado, as empresas do PIM ganham uma nova ferramenta de competitividade e financiamento. Além disso, a ênfase presidencial na "soberania tecnológica" coloca Manaus em uma posição privilegiada para atrair projetos de defesa e semicondutores, áreas onde o domínio da tecnologia nacional é tratado como prioridade de Estado. - **Revolução no crédito de carbono** — A criação de um mercado robusto abre oportunidades para que indústrias da ZFM monetizem projetos de sustentabilidade e preservação. [Fonte ↗](https://www.cartacapital.com.br/economia/tereza-campello-vamos-revolucionar-o-mercado-de-credito-de-carbono/?ref=jornalopolo.com.br) - **Soberania tecnológica** — A defesa governamental de autonomia em tecnologia favorece o PIM como polo de fabricação de componentes críticos para defesa e segurança. [Fonte ↗](https://www.brasil247.com/brasil-soberano/lula-cita-mundo-conflagrado-e-defende-soberania-em-defesa-e-tecnologia?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Trabalho e Qualificação A modernização da gestão tributária passa obrigatoriamente pelo reforço do quadro técnico. O novo concurso para Auditores Fiscais é um movimento importante para as empresas do PIM que buscam celeridade na análise de créditos e segurança jurídica em suas operações. Uma máquina fiscal eficiente e bem aparelhada reduz o tempo de resposta institucional, o que é fundamental em um ambiente de incentivos fiscais complexos como o da Zona Franca. - **Reforço na fiscalização tributária** — Abertura de vagas para auditores com alta remuneração visa dar maior agilidade e rigor técnico aos processos fiscais que envolvem a indústria. [Fonte ↗](https://www.fatimanews.com.br/politica/concurso-oferece-20-vagas-para-auditor-fiscal-de-tributos-com/237078/?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Economia do Amazonas O cenário macroeconômico permanece desafiador para os fabricantes de bens de consumo duráveis. As críticas do Ministério da Indústria ao nível atual da Selic ecoam as dificuldades sentidas no chão de fábrica em Manaus: com juros em 14%, o crédito para o consumidor final encarece as parcelas de motos e eletrônicos, travando a demanda. Além disso, a comparação com as "megafábricas" altamente automatizadas do Sul serve como um lembrete de que o PIM precisa acelerar sua transição para a Indústria 4.0 para não perder relevância produtiva. No interior, a aposta na exploração de potássio segue como a principal esperança de diversificação da matriz econômica estadual, reduzindo a dependência externa de insumos agrícolas e criando um novo eixo de riqueza. - **Alerta sobre taxas de juros** — MDIC classifica o patamar da Selic como insuportável para a indústria de bens duráveis, afetando diretamente as vendas do PIM. [Fonte ↗](https://noticias.r7.com/economia/ministro-da-industria-diz-que-taxa-de-juros-esta-em-patamar-insuportavel-18082026/?ref=jornalopolo.com.br) - **Benchmark de automação no Sul** — Fábricas com inteligência artificial produzem unidades em segundos, impondo ao Amazonas a necessidade de modernização tecnológica imediata. [Fonte ↗](https://www.nsctotal.com.br/economia/megafabrica-de-geladeiras-de-70-mil-m%c2%b2-usa-ia-e-robos-para-criar-uma-unidade-a-cada-14-segundos-no-sul-do-brasil?ref=jornalopolo.com.br) - **Fertilizantes como eixo estratégico** — Projetos nacionais favorecem o licenciamento de potássio no Amazonas, visando reduzir a vulnerabilidade do agro brasileiro à importação. [Fonte ↗](https://valor.globo.com/publicacoes/especiais/mineracao/noticia/2026/08/19/projetos-de-fertilizantes-vao-ajudar-a-limitar-a-dependencia-externa-reduzindo-as-vulnerabilidades.ghtml?ref=jornalopolo.com.br) - **Bioeconomia em Milão** — O sucesso do artesanato amazônico em feiras internacionais de moda ajuda a consolidar a marca da região no mercado de luxo global. [Fonte ↗](https://redepara.com.br/Noticia/248022/amazonia-paraisopolis-e-milao-colaboracao-leva-artesanato-marajoara-a-semana-de-moda-de-milao?ref=jornalopolo.com.br) - **Produtividade via saúde ocupacional** — Programas do Sesi para gestão do capital humano focam na redução do absenteísmo nas grandes plantas fabris de Manaus. [Fonte ↗](https://tribunaonline.com.br/especialsaude-ii-2026/sesi-saude-e-seguranca-cuida-do-capital-humano-da-industria-328708?ref=jornalopolo.com.br) --- ## Comércio e Câmbio | Indicador | Valor | Variação | | ---------------- | ----------- | -------- | | USD/BRL (spot) | R$ 5.1618 | \-0.78% | | PTAX USD (Venda) | R$ 5.2043 | +0.06% | | EUR/BRL (spot) | R$ 6.0149 | \-0.09% | | SELIC | 14.00% a.a. | 0.00% | O fechamento de ontem trouxe um alívio pontual com a queda de 0,78% no dólar spot, o que favorece o planejamento de compras de componentes para o próximo ciclo produtivo. No entanto, a manutenção da taxa Selic em 14% continua sendo o principal entrave financeiro para as empresas do PIM. O custo elevado para financiar capital de giro e o carregamento de estoques de peças importadas neutralizam parte dos ganhos cambiais, mantendo a pressão sobre o fluxo de caixa das indústrias. --- ## Pressão no Custo de Energia A volatilidade energética ontem foi marcada pela alta de 3,10% no gás natural e de 0,51% no petróleo Brent, elevando os custos de geração térmica na região. Embora o diesel tenha recuado 3,08% no mercado internacional, a pressão sobre as commodities de base energética tende a se refletir no frete fluvial, vital para o Amazonas. Para a indústria, esse movimento reforça a necessidade de eficiência no uso de insumos energéticos para proteger a competitividade dos produtos acabados frente às unidades fabris de outras regiões do país. --- ## O Que Muda Para o Amazonas - **Competitividade em xeque:** O avanço de plantas industriais automatizadas no Sul exige que o Amazonas apresente respostas rápidas em infraestrutura e desburocratização. - **Nova fronteira energética:** A confirmação de petróleo na Foz do Amazonas coloca o estado na rota de um novo ciclo multibilionário de serviços e logística. - **Pressão pela BR-319:** A mobilização de entidades nacionais aumenta a viabilidade política para a pavimentação, essencial para reduzir o risco logístico sazonal do PIM. - **Custo financeiro:** O debate sobre a Selic sinaliza uma tentativa de alívio nos juros, o que é vital para recuperar as vendas de motos e eletrônicos em 2026\. - **Potássio em foco:** O avanço da agenda nacional de fertilizantes acelera o potencial de licenciamento em Autazes, pilar da futura diversificação econômica do estado. --- O cenário atual para a economia do Amazonas exige um equilíbrio entre a defesa do modelo Zona Franca e a busca agressiva por modernização tecnológica. A descoberta de hidrocarbonetos na Margem Equatorial e a estruturação de mercados de carbono oferecem novos horizontes de crescimento, mas o sucesso imediato do Polo Industrial de Manaus ainda depende da redução dos juros e da superação histórica dos gargalos logísticos. A indústria local precisa, agora mais do que nunca, integrar inovação e sustentabilidade para manter sua competitividade perante o avanço produtivo de outros estados brasileiros. Bom dia e bons negócios. --- O Polo Acompanhe o Polo Industrial de Manaus todos os dias O Polo é o jornal do Polo Industrial de Manaus — notícias e análises sobre a indústria, a Zona Franca e a economia do Amazonas. [Leia o O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/?utm%5Fsource=newsletter&utm%5Fmedium=email&utm%5Fcampaign=diario-do-polo) ### Rio Negro ainda não baixou o suficiente: Antaq contesta taxa da seca anunciada pela Maersk URL: https://www.jornalopolo.com.br/rio-negro-ainda-nao-baixou-o-suficiente-antaq-contesta-taxa-da-seca-anunciada-pela-maersk/ Last updated: 2026-08-19T13:27:45.000Z A tentativa de antecipar a cobrança da chamada “taxa da seca” em Manaus encontrou resistência dentro da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A área técnica do órgão apontou falhas no anúncio feito pela Maersk para cobrar US$ 1.228 por contêiner durante a estiagem de 2026. A análise está na Nota Técnica nº 132/2026/GRN/SRG, elaborada após uma contestação apresentada pela Associação Comercial do Amazonas (ACA). O ponto central é simples: para a Antaq, uma previsão de que o Rio Negro possa baixar não é suficiente para começar a cobrar a sobretaxa. Pelas regras estabelecidas pela agência para 2025 e 2026, a Low Water Surcharge (LWS) está condicionada ao Rio Negro atingir 17,7 metros ou menos. A medição deve considerar os registros oficiais da Agência Nacional de Águas (ANA) e, de forma complementar, os dados do Porto de Manaus. ### Maersk se antecipou à seca A Maersk havia comunicado aos clientes a intenção de aplicar a taxa ao longo da temporada de estiagem. As datas variavam de acordo com a origem das cargas e chegavam a 10 de outubro para exportações saindo de Manaus. A companhia justificou o movimento citando fortes indicações de possíveis restrições à navegação a partir de outubro, com maior risco de impactos operacionais entre as semanas 43 e 47 do ano. Foi justamente essa antecipação que entrou na mira da análise. Segundo a área técnica da Antaq, a Maersk não apresentou a comunicação exigida para uma eventual cobrança. O documento também aponta que projeções futuras sobre dificuldades de navegação não substituem as condições estabelecidas pela agência. A análise técnica afirma ainda que os modelos estatísticos utilizados pela Antaq não identificaram impacto significativo do nível do Rio Negro sobre o transporte de contêineres enquanto a cota permanece acima de 17,7 metros. ### Anunciar a taxa já mexe com as empresas A Antaq também chamou atenção para um efeito que acontece antes mesmo de qualquer cobrança. Só a possibilidade de uma sobretaxa pode fazer empresas anteciparem decisões logísticas, reservarem dinheiro para custos adicionais, contratarem armazenagem ou alterarem seus cronogramas de transporte. Por isso, a área técnica entende que a intenção de aplicar a LWS enquanto o Rio Negro estiver acima dos 17,7 metros deve ser afastada por contrariar decisões já estabelecidas pela agência. ### Ainda não é decisão final Apesar do posicionamento, a Nota Técnica nº 132/2026 não representa uma nova decisão final do colegiado da Antaq. O documento é uma manifestação da área técnica da agência sobre o questionamento apresentado pela ACA. A associação havia pedido que as armadoras fossem impedidas de aplicar a taxa enquanto permanecesse em vigor a medida cautelar que suspendeu a cobrança e enquanto a condição hidrológica estabelecida pela Antaq não fosse atingida. Também solicitou que a agência apurasse possíveis descumprimentos das regras por parte da Maersk e de outras companhias. ### Samsung, LG, Whirlpool, Electrolux e Motorola estão entre as maiores credoras da Casas Bahia; Dívida com 5 fabricantes chega a R$ 3,5 bilhões URL: https://www.jornalopolo.com.br/samsung-lg-whirlpool-electrolux-e-motorola-estao-entre-as-maiores-credoras-da-casas-bahia-divida-com-5-fabricantes-chega-a-r-3-5-bilhoes/ Last updated: 2026-08-18T21:35:19.000Z A crise da Casas Bahia chegou diretamente a algumas das maiores fabricantes de eletrônicos e eletrodomésticos do país. Samsung, Electrolux, Whirlpool, LG Electronics e Motorola Mobility têm, juntas, R$ 3,52 bilhões a receber da varejista. As cinco aparecem entre os principais credores da companhia, que entrou em recuperação judicial com uma dívida total de R$ 17,3 bilhões. Só a Samsung tem R$ 937,6 milhões a receber, o maior valor entre as cinco fabricantes. Depois aparecem Electrolux, com R$ 700,1 milhões; Whirlpool, dona da Brastemp, com R$ 635,9 milhões; LG, com R$ 623,7 milhões; e Motorola, com R$ 619 milhões. Somadas, elas representam aproximadamente 25% dos R$ 14,8 bilhões concentrados nos 50 maiores credores da Casas Bahia. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/credores-casas-bahia.jpeg) Credores da Casas Bahia | Foto: Folha de São Paulo ### Indústria aparece em peso na lista E não são apenas essas cinco. A relação de empresas que forneceram produtos para a Casas Bahia e agora têm dinheiro a receber é extensa. A MK BR, dona das marcas Mondial e Aiwa, aparece com R$ 494,5 milhões em créditos. Outra empresa do mesmo grupo, a MK NE, tem R$ 204,4 milhões. Juntas, chegam a R$ 698,9 milhões. A TCL Semp aparece por meio de três CNPJs que, somados, têm R$ 633,5 milhões a receber. Já os créditos da Britânia chegam a R$ 354,8 milhões. Multilaser, Midea, Philco, Apple, Lenovo, Hisense e Panasonic também aparecem entre os 50 maiores credores. Considerando os fornecedores presentes nesse grupo, os créditos chegam a aproximadamente R$ 7,6 bilhões, mais da metade dos R$ 14,8 bilhões devidos aos 50 maiores credores. ### O que acontece com esse dinheiro? Os créditos de Samsung, Electrolux, Whirlpool, LG e Motorola são classificados como quirografários. Em termos simples, são dívidas que não possuem uma garantia específica vinculada ao pagamento. Com a recuperação judicial, os valores ficam sujeitos às condições que serão estabelecidas durante a reestruturação da Casas Bahia. A situação dos fornecedores também ajuda a explicar como a crise começou a atingir as prateleiras da varejista. Antes de recorrer à Justiça, a Casas Bahia passou a pagar seus fornecedores em prazos maiores. Ao mesmo tempo, empresas e seguradoras responsáveis por dar cobertura às vendas da indústria começaram a reduzir o crédito disponível para a companhia. Com menos espaço para comprar mercadorias a prazo, a reposição dos produtos ficou mais difícil. ### Estoque encolheu R$ 1,2 bilhão Entre março e junho, o estoque da Casas Bahia caiu de R$ 5,4 bilhões para R$ 4,2 bilhões, uma redução de R$ 1,2 bilhão em três meses. A quantidade disponível, medida em dias de estoque, passou de 95 para 75 dias. A própria varejista reconheceu que começou a enfrentar falta de produtos em determinadas categorias, lojas e canais. No segundo trimestre, as vendas das lojas físicas sentiram o efeito: a receita recuou 3,2%. O problema apareceu justamente depois de a Casas Bahia conseguir reduzir boa parte de sua dívida financeira por meio de uma reestruturação anterior, que incluiu a conversão de dívidas com Bradesco e Banco do Brasil em ações. A pressão, então, passou para outra parte da operação: o dinheiro necessário para continuar comprando produtos e abastecendo as lojas. A empresa chegou a buscar novos recursos com investidores no Brasil, Estados Unidos e Europa, mas uma captação internacional planejada não avançou depois da desistência do investidor que lideraria a operação. Outras tentativas de obter liquidez também não saíram nas condições esperadas. Agora, além de renegociar uma dívida bilionária, a Casas Bahia terá de encontrar uma maneira de recuperar o crédito necessário para manter mercadorias entrando nas lojas. ### AOC estreia no Brasil com monitor portátil que cabe na mochila URL: https://www.jornalopolo.com.br/aoc-estreia-no-brasil-com-monitor-portatil-que-cabe-na-mochila/ Last updated: 2026-08-18T20:44:04.000Z Precisando de uma segunda tela, mas longe da mesa de trabalho? A AOC está trazendo ao Brasil seu primeiro monitor portátil, um modelo de 15,6 polegadas feito justamente para ser carregado na mochila e usado em diferentes lugares. O AOC 16T20E2 chega ao mercado brasileiro com preço sugerido de R$ 699\. Ele tem tela Full HD e pode ser conectado a notebooks, smartphones, consoles portáteis e outros aparelhos compatíveis. A ideia é simples: em vez de depender de um segundo monitor instalado na mesa, o usuário pode levar uma tela extra junto com seus outros equipamentos. Ela pode servir para trabalhar com duas telas durante uma viagem, assistir a vídeos ou até jogar em uma tela maior. ### Uma tela para levar por aí O monitor tem painel IPS de 15,6 polegadas e resolução Full HD de 1.920 x 1.080 pixels. A tecnologia IPS ajuda a manter a qualidade da imagem mesmo quando a tela é vista de outros ângulos. Para facilitar o transporte, o produto acompanha uma capa magnética. Além de proteger a tela, ela vira um suporte e permite deixar o monitor em diferentes inclinações. A AOC também aposta em uma configuração simples, do tipo *plug and play*: conectar e usar, sem uma instalação complicada. ### Um cabo pode resolver tudo Um dos principais recursos está na entrada USB-C. Em aparelhos compatíveis, um único cabo pode levar energia, imagem e som para o monitor. Isso reduz a quantidade de fios necessários para usar a segunda tela. Para equipamentos sem uma conexão USB-C compatível, o monitor também possui entrada Mini-HDMI. Com essas conexões, o modelo pode trabalhar com diferentes aparelhos, desde notebooks até celulares e consoles portáteis, desde que sejam compatíveis. ### Primeira aposta da AOC no segmento O 16T20E2 marca a entrada da AOC no mercado brasileiro de monitores portáteis. Até então, a empresa concentrava sua oferta no país em monitores convencionais, incluindo modelos destinados ao público gamer. > “Estamos entrando em um segmento que cresce rapidamente impulsionado pela mobilidade e pelas novas formas de consumo de tecnologia. O monitor portátil chega para complementar o ecossistema da AOC e oferecer praticidade, qualidade de imagem e versatilidade para um público ávido por uma opção que alie qualidade à mobilidade”, afirma Bruno Morari, diretor de Marketing e Produtos da AOC. O novo monitor terá distribuição nacional e será vendido em lojas físicas e pela internet. ### Amazonas já importou quase US$ 11 bilhões em 2026 e pode superar recorde histórico URL: https://www.jornalopolo.com.br/amazonas-ja-importou-quase-us-11-bilhoes-em-2026-e-pode-superar-recorde-historico/ Last updated: 2026-08-18T19:41:56.000Z O Amazonas já comprou US$ 10,8 bilhões em produtos do exterior nos primeiros sete meses de 2026\. O volume coloca o Estado no caminho para superar a marca de 2024, quando as importações chegaram a US$ 16,13 bilhões, o maior resultado anual da série apresentada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). Só em julho, foram cerca de US$ 1,83 bilhão em importações. No mesmo mês, as exportações amazonenses ficaram em US$ 120,85 milhões, levando a corrente de comércio a US$ 1,95 bilhão. Os números fazem parte da balança comercial do Amazonas acompanhada mensalmente pela Sedecti, divulgados nesta terça-feira (18). ### Recorde está no radar Agora, com US$ 10,8 bilhões acumulados até julho, faltam cerca de US$ 5,32 bilhões para que 2026 ultrapasse o recorde de 2024. O secretário da Sedecti, Gustavo Igrejas, considera que o resultado pode ser alcançado até o fim do ano. > “O acumulado (atual) já passa de US$ 10 bi. Então temos tudo para bater o recorde histórico de 2024 quando, de janeiro a dezembro, foram importados US$ 16,13 bilhões”. Evolução do acumulado anual de importações: ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Amazonas-j---importou-quase-US--11-bilh--es-em-2026-e-pode-superar-recorde-hist--rico-1.png) Créditos: Sedecti Desempenho mensal detalhado de importações em 2026: ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Amazonas-j---importou-quase-US--11-bilh--es-em-2026-e-pode-superar-recorde-hist--rico-1-1.png) Créditos: Sedecti ### PIM pesa nas importações A maior fatia do que entra no Amazonas é formada por bens intermediários, produtos utilizados como insumos na atividade produtiva. De janeiro a julho, essa categoria movimentou US$ 9,21 bilhões, aproximadamente 85% de todas as importações do período. Para Gustavo Igrejas, essa composição ajuda a mostrar o ritmo da economia amazonense, principalmente da indústria instalada em Manaus. > “Sabendo que 85% do que importamos são bens intermediários, esses números apontam crescimento da atividade econômica local, especialmente do Polo Industrial de Manaus”, frisa. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/gustavo-igrejas-sedecti.jpeg) Gustavo Igrejas, titular da Sedecti | Foto: Secom/AM Depois dos bens intermediários, aparecem: - Combustíveis e lubrificantes, com US$ 895,95 milhões; - Bens de capital (BK), com US$ 537,76 milhões; e - Bens de consumo (BC), com US$ 158,51 milhões. ### Saiba mais ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Inforgr--fico-Balan--a-Comercial-Julho-2026-SEDECTI.png) Créditos: Sedecti ### Não basta tirar do solo. Brasil precisa ir além: presidente do BNDES defende 'mais indústria' na cadeia dos minerais URL: https://www.jornalopolo.com.br/nao-basta-tirar-do-solo-brasil-precisa-ir-alem-presidente-do-bndes-defende-mais-industria-na-cadeia-dos-minerais/ Last updated: 2026-08-18T18:47:46.000Z O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, participou nesta terça-feira, 18, em Brasília (DF), do fórum “Destravando o Potencial da Mineração no Brasil”, promovido pela Editora Globo. Durante sua apresentação, Mercadante abordou o papel dos minerais críticos, estratégicos e das terras raras no contexto das transformações tecnológicas, energéticas e industriais em curso no cenário internacional. Segundo Mercadante, o Brasil possui condições favoráveis para ampliar sua participação nas cadeias globais ligadas à produção e ao processamento de minerais estratégicos. Para ele, o avanço da atividade mineral pode estar associado ao desenvolvimento de etapas de maior agregação de valor e ao fortalecimento de setores industriais relacionados. > “O desafio é ampliar a integração entre a produção mineral e as atividades industriais associadas, especialmente em segmentos vinculados aos minerais estratégicos e críticos”, afirmou. Durante a palestra, o presidente do BNDES observou que o aumento da demanda global por minerais utilizados em tecnologias de transição energética, eletrificação e manufatura avançada tem ampliado a relevância econômica desses insumos. Nesse contexto, destacou a importância de iniciativas voltadas ao fortalecimento de cadeias produtivas nacionais relacionadas ao processamento mineral e à produção de bens industriais de maior valor agregado. Ainda segundo Mercadante, o BNDES atua no apoio a projetos voltados à mineração e aos segmentos econômicos associados à cadeia de valor dos minerais estratégicos. > “A estratégia está voltada para o adensamento das cadeias produtivas e para o desenvolvimento de capacidades industriais associadas a esses recursos minerais”, disse. Entre os minerais mencionados durante o evento estão cobre, lítio e terras raras, considerados relevantes para setores ligados à mobilidade, ao armazenamento de energia, à digitalização e à produção de tecnologias de baixa emissão de carbono. Mercadante destacou que o tema tem adquirido crescente importância na agenda econômica internacional devido ao papel desses minerais em diversos segmentos industriais. Ao abordar o potencial brasileiro, o presidente do BNDES observou que o país dispõe de reservas relevantes de minerais estratégicos e ressaltou a importância do desenvolvimento de atividades de beneficiamento, processamento e transformação industrial. > “Há oportunidades para ampliar a participação nacional em diferentes etapas da cadeia produtiva, agregando valor aos recursos minerais disponíveis no país”, ressaltou. ### **Financiamento** Durante o fórum, Mercadante também apresentou iniciativas voltadas ao financiamento de empreendimentos no setor mineral. Entre elas, citou o fundo de investimento em participações (FIP) estruturado pelo BNDES em parceria com a Vale, com R$ 2 bilhões destinados ao apoio de projetos de mineração e ao desenvolvimento de novos empreendimentos no setor. Segundo dados apresentados no evento, a chamada pública realizada pelo fundo recebeu 56 propostas de projetos, que representam uma demanda potencial de aproximadamente R$ 57 bilhões em investimentos e crédito. De acordo com Mercadante, 12 projetos encontram-se em estágio avançado de negociação, somando cerca de R$ 9 bilhões e a iniciativa busca ampliar o acesso de empresas de mineração a instrumentos de financiamento e contribuir para o desenvolvimento de projetos relacionados a minerais estratégicos e às cadeias produtivas associadas. Mercadante destacou ainda a longa trajetória do Banco de apoio ao setor. > “O BNDES está na mineração desde os anos 1970”. ### **Menor emissão** Mercadante destacou ainda o potencial do minério de ferro de alto teor produzido no Brasil para aplicações em processos siderúrgicos que buscam reduzir a intensidade de emissões de carbono. Segundo ele, as características desse insumo podem contribuir para a adoção de tecnologias mais eficientes do ponto de vista energético e ambiental. Na avaliação apresentada durante o evento, a competitividade futura da siderurgia tende a considerar não apenas os volumes produzidos, mas também a capacidade de atender a requisitos associados à eficiência produtiva e à transição para modelos de menor emissão. Ao tratar do papel da mineração no desenvolvimento econômico, Mercadante ressaltou a importância da articulação entre expansão produtiva, inovação tecnológica, transparência e responsabilidade ambiental. Segundo ele, o aproveitamento do potencial mineral brasileiro deve considerar aspectos relacionados à sustentabilidade e à geração de valor ao longo das cadeias produtivas. ### Elgin promete 25% de economia e reúne Alexa, Wi-Fi e controle inteligente de temperatura em novo ar-condicionado URL: https://www.jornalopolo.com.br/elgin-promete-25-de-economia-e-reune-alexa-wi-fi-e-controle-inteligente-de-temperatura-em-novo-ar-condicionado/ Last updated: 2026-08-18T17:15:10.000Z A Elgin colocou a economia de energia no centro de seu novo lançamento para climatização. A empresa apresenta um ar-condicionado Inverter que, segundo a fabricante, pode consumir 25% menos que seus modelos anteriores enquadrados na Classe A com IDRS 5.5. O novo Split High Wall tem capacidade de 36 mil BTU/h e alcançou IDRS 7.0, índice que mede a eficiência energética dos aparelhos. Com o resultado, recebeu a classificação A do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A proposta é atender principalmente ambientes maiores, tanto residenciais quanto comerciais. O equipamento também aparece como alternativa para espaços que precisam de maior capacidade de refrigeração, mas não têm estrutura adequada para instalação de aparelhos do tipo Cassete ou Piso-Teto. O modelo será vendido em 220V, nas opções Frio e Quente/Frio. ### Dá para controlar pelo celular Além do consumo de energia, a Elgin colocou conectividade no pacote. O Wi-Fi já vem integrado e permite controlar o ar-condicionado pelo aplicativo Elgin Smart. Também é possível usar comandos de voz por meio da Alexa e do Google Assistant. Temperatura e outras configurações podem ser alteradas sem o controle remoto. O gerenciamento à distância ganha outra utilidade em empresas que utilizam vários aparelhos: diferentes unidades podem ser administradas remotamente e ao mesmo tempo. ### Temperatura medida onde você está Outro recurso muda o ponto usado como referência para controlar a temperatura do ambiente. Na chamada Função Conforto, um sensor instalado no próprio controle remoto mede a temperatura do local onde ele está. Na prática, ao deixar o controle sobre uma mesa e apontado para a unidade interna, essa medição é enviada ao aparelho para orientar o ajuste da climatização. O equipamento também traz filtro de nylon e o sistema de ionização IonAir, desenvolvido para reduzir bactérias suspensas no ar. Nas versões Quente/Frio, há ainda uma função automática para limpeza do evaporador e redução de odores. ### Instalação também entrou no projeto A Elgin mexeu ainda em uma parte que normalmente fica longe dos olhos do consumidor: a instalação. O suporte da unidade interna ganhou uma bolha de nível integrada para ajudar no alinhamento do aparelho na parede. Há também uma haste que permite inclinar e afastar a evaporadora, abrindo espaço para acessar tubulações e conexões sem retirá-la do suporte. Segundo a fabricante, a estrutura permite que a instalação ou a manutenção seja feita por um único profissional, sem a necessidade de um segundo técnico para dar apoio. O aparelho utiliza gás refrigerante R32\. De acordo com as informações do lançamento, o fluido tem potencial de aquecimento global equivalente a um terço do R410A, utilizado anteriormente, e não agride a camada de ozônio. A garantia é de três anos para o produto e dez anos para o compressor Inverter, desde que a instalação siga as condições estabelecidas pela Elgin e seja realizada por uma empresa da rede credenciada da marca. ### TikTok cria transportadora de R$ 111 milhões para entregar compras no Brasil URL: https://www.jornalopolo.com.br/tiktok-cria-transportadora-de-r-111-milhoes-para-entregar-compras-no-brasil/ Last updated: 2026-08-18T16:45:44.000Z O TikTok já não quer cuidar apenas da vitrine onde o produto aparece e a venda acontece. No Brasil, a empresa agora também colocou um pé no caminho percorrido pelas encomendas até chegarem ao consumidor. A plataforma criou a TikTok Logistics Brazil, transportadora própria com capital social de R$ 111 milhões e sede em São Paulo. A empresa está ativa na Receita Federal e tem entre suas atividades o transporte rodoviário de cargas em trajetos municipais, interestaduais e internacionais. A nova estrutura dá ao TikTok mais espaço para controlar uma etapa que se tornou estratégica desde a estreia do TikTok Shop no país: a entrega das compras feitas dentro do aplicativo. Isso não significa, porém, que os atuais parceiros sairão de cena. O marketplace trabalha hoje com cinco transportadoras homologadas e pretende aumentar esse número gradualmente para atender diferentes regiões do Brasil. ### De rede social a operação de entrega O movimento acontece pouco mais de um ano depois de o TikTok Shop desembarcar oficialmente no mercado brasileiro, em maio de 2025. Desde então, a plataforma tenta transformar parte de sua enorme audiência em consumidores sem que eles precisem deixar o aplicativo para comprar. Segundo números divulgados pelo próprio TikTok, são 134 milhões de usuários no Brasil. Os indicadores apresentados pela empresa mostram o tamanho do salto do comércio eletrônico dentro da plataforma. Em 12 meses, a receita média diária mensal, medida pelo GMV, valor movimentado pelas vendas, ficou 102 vezes maior. O número de criadores afiliados que conseguem pelo menos uma venda por dia cresceu 46 vezes. Já a quantidade de transmissões ao vivo realizadas diariamente ficou 20 vezes maior. É justamente nas lives que aparece um dos resultados mais expressivos: o faturamento médio diário gerado por essas transmissões cresceu 161 vezes no período. ### Transportadora própria, mas sem centros de distribuição Apesar da criação da TikTok Logistics Brazil, a estratégia não prevê, por enquanto, a abertura de centros de distribuição próprios no país. A empresa está concentrando seus esforços no transporte das mercadorias, enquanto o armazenamento continua fora dessa estrutura. Na prática, o TikTok passa a ter uma operação própria em uma parte da logística sem abandonar as transportadoras que já atendem o marketplace. A mudança ocorre enquanto a plataforma tenta ganhar espaço em um mercado brasileiro de comércio eletrônico já ocupado por grandes concorrentes. ### Grandes marcas já vendem dentro do aplicativo O crescimento do TikTok Shop também tem atraído empresas conhecidas do consumidor brasileiro. Natura, Riachuelo, Reckitt, L'Oréal, Renner e O Boticário estão entre as marcas que já utilizam a plataforma para vender produtos. Mais recentemente, a Shiseido entrou no canal como a primeira marca de luxo a integrar oficialmente o TikTok Shop no Brasil. A força das vendas por transmissão ao vivo apareceu na primeira Black Friday da plataforma no país. A Natura realizou uma live com mais de 12 horas de duração que respondeu por 25% do faturamento da marca no TikTok Shop naquela data. ### Honda leva Kuromi para as ruas em Biz produzida em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/honda-leva-kuromi-para-as-ruas-em-biz-produzida-em-manaus/ Last updated: 2026-08-18T15:22:05.000Z Uma das personagens mais conhecidas da cultura pop japonesa acaba de ganhar uma versão sobre duas rodas. A Honda lançou no Brasil a Biz 125 EX Kuromi, edição especial que mistura a identidade visual da personagem da Sanrio (empresa que cria e licencia personagens) com uma das motos mais tradicionais produzidas pela fabricante no Polo Industrial de Manaus. A novidade chega às concessionárias em agosto por R$ 17.990\. O roxo, cor característica de Kuromi, domina a motocicleta e aparece acompanhado de grafismos inspirados na personagem e no universo *kawaii*. A ideia não surgiu por acaso. No fim de 2025, a Honda levou duas motos conceito para a CCXP, em São Paulo, para testar justamente essa aproximação com o público ligado à cultura geek. A resposta recebida no evento fez a empresa tirar o projeto do campo conceitual e transformá-lo em uma série especial. Desenvolvida pela equipe de designers da Honda Brasil, a Biz Kuromi parte da recém-lançada Biz 125 EX 2027\. Por baixo da nova aparência, portanto, a receita mecânica continua a mesma. ### Kuromi e Biz têm algo em comum: 2005 Há ainda uma coincidência na história das duas. A primeira Honda Biz, ainda na versão 100, chegou ao mercado brasileiro em 1998\. A Biz 125 apareceu sete anos depois, em 2005, justamente o ano em que Kuromi fez sua estreia. Mais de duas décadas depois, as duas agora aparecem juntas em uma motocicleta de produção. Em votação anual de popularidade entre os personagens da Sanrio, Kuromi ficou em 4º lugar no ranking mundial em 2026, com cerca de 3,79 milhões de votos, inclusive à frente da Hello Kitty, que ficou em 5º. Ela também havia sido 4ª em 2025. A edição especial mantém o motor monocilíndrico FlexOne, com comando OHC, e transmissão semiautomática rotativa de quatro marchas. Na dianteira, a roda tem 17 polegadas; atrás, são 14 polegadas. Ambas usam pneus sem câmara. A frenagem é CBS (Combined Brake System), sistema de frenagem combinada, com disco na dianteira e tambor na traseira. O chassi é de aço do tipo monobloco, com garfo telescópico na suspensão dianteira e braço oscilante na traseira. ### Roxa por fora, Biz por dentro Apesar de o visual ser o principal diferencial da Kuromi, a edição mantém os recursos de uso cotidiano da Biz 125 EX. Entre eles estão as luzes de posição dianteiras em LED, painel de instrumentos do tipo blackout e compartimento sob o banco. Há também entrada USB-C para carregar dispositivos e um sistema que permite abrir o banco pela chave de ignição posicionada na parte posterior do escudo frontal. A Honda oferece três anos de garantia sem limite de quilometragem. O pacote inclui ainda óleo Pro Honda gratuito em sete revisões, benefício que começa a valer a partir da terceira. Depois da primeira revisão, prevista para 1.000 quilômetros ou seis meses, as manutenções devem ser realizadas a cada 6.000 quilômetros ou seis meses. Com a Kuromi, a Honda leva para as lojas uma aposta diferente para a família Biz: em vez de mexer na mecânica, usa uma personagem da cultura pop para dar outra cara a um modelo que já faz parte das ruas brasileiras há décadas. ### Eneva encontra indícios de gás natural no Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/eneva-encontra-indicios-de-gas-natural-no-amazonas/ Last updated: 2026-08-18T17:49:00.000Z A Eneva comunicou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a identificação de possíveis indícios de hidrocarbonetos durante trabalhos no bloco AM-T-85, em Silves, interior do Amazonas. A informação foi publicada pelo Valor Econômico. Os sinais foram registrados no poço 1-ENV-60D-AM, que começou a ser perfurado em julho. Em 2026, este foi o único poço da companhia a chegar à etapa de perfuração. A notificação à ANP ocorreu na semana passada. A identificação de indícios, por enquanto, não significa que uma nova reserva comercial de petróleo ou gás tenha sido confirmada. O bloco faz parte da operação da Eneva na região, onde o gás natural produzido é utilizado na geração de energia elétrica. ### Área passou para a Eneva em 2020 O AM-T-85 está na região de desenvolvimento de Azulão Oeste e chegou às mãos da Eneva após um leilão realizado em 2020\. Na área, descobertas anteriores já tiveram a viabilidade econômica reconhecida para produção de petróleo ou gás. A companhia apresentou à ANP a declaração de comercialidade dessas descobertas, etapa em que a concessionária reconhece que o ativo possui condições econômicas para seguir em direção à produção. A presença da Eneva nessa região combina duas pontas da operação: a produção de gás em campos terrestres e o uso desse combustível para geração termelétrica no Amazonas. ### Azulão ganha novas estruturas A expansão desse modelo teve um novo passo em julho, quando a termelétrica Azulão I entrou em operação comercial. A próxima unidade prevista é Azulão II, que, de acordo com o planejamento da empresa, deve começar a funcionar até meados de 2027. A Eneva foi procurada para comentar os indícios comunicados à ANP, mas não havia se manifestado até o fechamento da reportagem que revelou a informação. ### Bloco já esteve com a Petrobras A história do AM-T-85 também passa pela Petrobras, que adquiriu a concessão da área em 2008 em parceria com a Petrogal. Na época, a Petrobras possuía 60% de participação no consórcio e a Petrogal, os outros 40%. O grupo permaneceu com a área até 2015, quando o bloco foi devolvido à ANP. O AM-T-85 retornou ao mercado cinco anos depois, no segundo ciclo da oferta permanente de concessão. A Eneva adquiriu o bloco nesse processo, em 2020. ### Outro registro de hidrocarbonetos na Região Norte A movimentação no Amazonas acontece poucos dias depois de outro episódio envolvendo exploração de hidrocarbonetos no Norte do país. No Amapá, a Petrobras havia comunicado indícios no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. Nesta segunda-feira (17), a presidente da estatal, Magda Chambriard, confirmou que petróleo foi encontrado no poço Morpho, cuja perfuração começou em 2025. Apesar da proximidade dos anúncios, são projetos distintos. A Eneva trabalha em um bloco terrestre no Amazonas. Já o poço da Petrobras está localizado na Bacia da Foz do Amazonas, no Amapá. ### Luzia Raquel Said retorna à Ciência e Tecnologia e assume cargo executivo na Sedecti URL: https://www.jornalopolo.com.br/luzia-raquel-said-retorna-a-ciencia-e-tecnologia-e-assume-cargo-executivo-na-sedecti/ Last updated: 2026-08-18T13:20:33.000Z A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) tem um novo nome à frente da Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação. Luzia Raquel Queiroz Rodrigues Said assumiu a função nesta segunda-feira (17), após ter a nomeação oficializada na edição de 13 de agosto do Diário Oficial do Estado (DOE). A administradora retorna a uma área que já fez parte de sua trajetória dentro do Governo do Amazonas. Servidora estadual desde 2009, ela acumulou passagens por órgãos ligados à ciência, tecnologia e planejamento antes de seguir para a área ambiental. Nos últimos quase sete anos, Luzia Raquel esteve na Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), onde ocupava a Secretaria Executiva de Gestão. Agora, passa a integrar a estrutura da Sedecti responsável pelas políticas estaduais de ciência, tecnologia e inovação. Formada em Administração pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), ela trabalhou, de 2015 a 2018, na antiga Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti). Foi nesse período que participou da construção do Guia de Incentivos Fiscais da Zona Franca de Manaus, lançado em 2018. A experiência no setor público começou, porém, na antiga Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Entre 2009 e 2015, passou por diferentes postos na pasta, incluindo os de secretária executiva adjunta, chefe do Departamento de Apoio à Pesquisa e assessora técnica. Também esteve à frente do Projeto Rede Estadual de Comunicações. A iniciativa levou infraestrutura de telecomunicações, com uso de rádio e fibra óptica, a seis municípios do interior amazonense. Com a nomeação, Luzia Raquel volta a atuar diretamente na agenda de ciência, tecnologia e inovação do Amazonas, desta vez dentro da Sedecti, pasta que reúne ainda atribuições relacionadas ao desenvolvimento econômico e a programas de estímulo à inovação no Estado. ### Moto Morini tem R$ 250 milhões para expansão no Brasil e trabalha em fábrica própria em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/moto-morini-tem-r-250-milhoes-para-expansao-no-brasil-e-trabalha-em-fabrica-propria-em-manaus/ Last updated: 2026-08-18T12:46:06.000Z Imagine o nascimento de uma motocicleta, passando por três lugares totalmente diferentes. O desenho fica na Itália. As peças saem da China. E é em Manaus que tudo se encontra para virar um veículo pronto para o mercado brasileiro. Essa é a engrenagem da Moto Morini, que funciona há pouco mais de um ano no país e, agora, quer saltar para outra escala. Há R$ 250 milhões no radar da companhia para os próximos três anos, novos modelos chegando, a possibilidade de mais lojas e um projeto de fábrica própria já sendo trabalhado pela companhia. O Polo Industrial de Manaus já está confirmado para receber a unidade. Desde que desembarcou por aqui a empresa afirma ter vendido quase 2 mil unidades. Para 2026, a previsão é fechar as contas com R$ 85 milhões de faturamento. Para 2027? R$ 300 milhões. É justamente para tentar acompanhar esse salto que a estrutura brasileira começa a mudar. Hoje, a Moto Morini tem sua produção realizada dentro da DBS, sua parceira industrial no PIM, que mantém uma linha dedicada exclusivamente às motocicletas da marca. Manaus possui atualmente o maior polo produtor de motocicletas fora da Ásia, com mão de obra altamente qualificada ao longo das últimas décadas. Além disso, no último ano, a cidade tem despertado o interesse de centenas de companhias, nacionais e multinacionais, devido às incentivos garantidos pela Reforma Tributária até 2073 ao modelo Zona Franca. O projeto da Moto Morini ainda tem etapas burocráticas pela frente e detalhes que não foram fechados. > “A ideia é lançar esse ano, mas eu ainda não tenho todos os detalhes confirmados”, diz Fabricio Morini, presidente da operação brasileira da Moto Morini, em entrevista à Forbes Brasil. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Moto-Morini-na-estrada.jpg.webp) Foto: Divulgação ### Os R$ 250 milhões vão além da fábrica O montante de R$ 250 milhões, que foi anunciado, corresponde ao plano mais amplo da Moto Morini para ganhar musculatura no Brasil durante três anos. Isso envolve estrutura comercial, expansão da rede, novos produtos e desenvolvimento da operação, além do projeto industrial. Uma das frentes já pode ser vista: a empresa chegou a oito lojas, instaladas em Santo André, Florianópolis, Curitiba, Vitória, Salvador, Goiânia, Brasília e Belo Horizonte. A próxima rodada prevê mais 12 pontos. Mesmo com o plano de expansão, Fabrício diz que não quer transformar a abertura de concessionárias em uma corrida. > “Há quem diga que a gente já tinha que ter mais lojas. Eu não acho”, afirma. “A Moto Morini precisa colocar o pé no Brasil e entender o consumidor brasileiro. E a verdade seja dita, 12 meses e oito lojas é muita coisa”. ## Uma italiana que encontrou sua escala na China Para entender a atual Moto Morini, é preciso voltar quase 90 anos, e depois atravessar continentes. A empresa nasceu em 1937, em Bolonha, fundada por Alfonso Morini. A primeira motocicleta da marca apareceu em 1946, após a fábrica original ter sido destruída durante a Segunda Guerra Mundial. O controle mudou de mãos várias décadas depois. Desde 2018, a Moto Morini pertence ao grupo chinês Zhongneng. Isso criou uma configuração pouco convencional: a empresa continua se apresentando como italiana, mantém desenvolvimento e engenharia na Itália, mas utiliza a capacidade industrial chinesa para fabricar seus produtos. > “Continuamos até hoje com escritório central na Itália, com desenvolvimento e engenharia feitos em Trivolzio, na Lombardia, e o parque fabril na China”, explica Fabrício. O próprio executivo admite que, de início, não estava convencido dessa mistura. > “No começo, fiquei um pouco reticente com essa nova receita, mas a verdade é que ela deu certo. Eu estava errado”. Hoje, ele vê justamente na China uma das peças que permitem à marca competir em preço. > “A China é muito importante, é o berço da produção mundial. A Moto Morini optou pela China pela qualidade, e eu acho que é uma receita de sucesso. Mas nós nos definimos como italianos”. E não, apesar da coincidência, Fabrício Morini não é descendente de Alfonso Morini, fundador da companhia. O sobrenome acabou encontrando a marca quando ele recebeu, em 2024, a missão de tocar a chegada da fabricante ao Brasil. ### Com nova política de fertilizantes, projeto de potássio em Autazes pode ter isenção de até US$ 190 milhões em impostos federais URL: https://www.jornalopolo.com.br/com-nova-politica-de-fertilizantes-projeto-de-potassio-em-autazes-pode-ter-isencao-de-ate-us-190-milhoes-em-impostos-federais/ Last updated: 2026-08-17T19:34:56.000Z O Projeto Potássio Autazes, no Amazonas, pode ter uma redução de até US$ 190 milhões em impostos federais sobre o investimento necessário para sua implantação. A estimativa é da Brazil Potash e considera a combinação dos possíveis benefícios do Profert, nova política voltada à produção nacional de fertilizantes, com os incentivos administrados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Na prática, a companhia calcula que o benefício poderia reduzir em aproximadamente 7% o montante de capital que precisa captar antes do início da construção. O Projeto Potássio Autazes tem investimento inicial estimado em US$ 2,5 bilhões. O impacto foi destacado pela Brazil Potash nesta segunda-feira (17), após a aprovação do Profert (PL 699/2023) pelo Congresso Nacional. A proposta busca estimular a produção brasileira de fertilizantes e diminuir a dependência do país de fornecedores internacionais. O possível benefício para Autazes, no entanto, não está garantido. A elegibilidade da Brazil Potash às isenções fiscais sobre equipamentos e materiais de construção dependerá de um processo de seleção competitivo e de regulamentação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que ainda não foi publicada. A companhia também afirma que precisará de assessoria jurídica e tributária especializada para avaliar a combinação dos potenciais benefícios do Profert com o regime da Suframa. ## O que muda com o Profert O Profert combina três instrumentos para estimular a produção nacional de fertilizantes. Um deles é um crédito fiscal de até 20% do investimento na produção nacional, limitado a R$ 2 bilhões por ano entre 2027 e 2031. A política também prevê uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar infraestrutura do setor e estabelece um piso de conteúdo nacional para fertilizantes comercializados no Brasil. Esse percentual começa em 2% em 2027 e sobe gradualmente até alcançar 10% em 2037, podendo chegar a 30%, dependendo da disponibilidade de oferta nacional. Para a Brazil Potash, essa exigência pode abrir espaço para projetos de produção de potássio no país. Atualmente, segundo a companhia, o Brasil conta com apenas uma mina convencional do mineral em operação, cujas reservas estão em esgotamento gradual e atendem a cerca de 3% do consumo doméstico. > “O Profert sozinho não resolve a dependência do Brasil em relação ao potássio; nenhuma lei isolada resolveria. Mas, pela primeira vez, ele cria um mandato de mercado para que essa produção aconteça aqui no Brasil, e reduz o capital que um projeto como o nosso precisa captar para viabilizar essa produção. O projeto de lei muda a conversa com quem financia empresas no Brasil”, disse Sérgio Leite, presidente da Potássio do Brasil, subsidiária brasileira da Brazil Potash. ## Autazes mira 2,4 milhões de toneladas por ano O Projeto Potássio Autazes é apontado pela companhia como o maior projeto de potássio atualmente em desenvolvimento no Brasil. A capacidade projetada é de 2,4 milhões de toneladas por ano, volume equivalente a aproximadamente seis vezes a atual produção brasileira do mineral. Desse total, cerca de 91% da capacidade projetada já está comprometida em contratos de venda de longo prazo do tipo *take-or-pay* com Amaggi, Keytrade e Kimia. Outro possível caminho aberto pelo Profert está no financiamento. A política autoriza o BNDES a investir na construção de nova capacidade nacional de produção de fertilizantes, mecanismo que também poderá beneficiar o empreendimento no Amazonas. ## Brasil ainda depende do fertilizante de fora A discussão ganha peso diante da dependência brasileira das importações. Em 2025, o país gastou aproximadamente US$ 15 bilhões na compra de fertilizantes do exterior, responsáveis por cerca de 85% do fertilizante consumido no mercado brasileiro, segundo dados citados pela Brazil Potash com base no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No caso do potássio, a dependência é ainda maior: aproximadamente 96% do mineral utilizado no país é importado de um pequeno número de fornecedores internacionais. O insumo é um dos principais macronutrientes utilizados pela agricultura comercial e tem papel importante especialmente em culturas como soja e milho. ### MXF prepara fábrica própria em Manaus para produzir até 30 mil veículos por ano; Investimento será de R$ 10 milhões URL: https://www.jornalopolo.com.br/mxf-prepara-fabrica-propria-em-manaus-para-produzir-ate-30-mil-veiculos-por-ano-investimento-sera-de-r-10-milhoes/ Last updated: 2026-08-17T19:54:04.000Z A MXF Motors está preparando um novo (e importante) passo dentro do mercado brasileiro de duas rodas. Conhecida principalmente pelas motos voltadas para trilhas, motocross e enduro, a fabricante vai instalar sua primeira planta industrial própria no Polo Industrial de Manaus (PIM). O projeto, aprovado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), prevê investimento de aproximadamente R$ 10 milhões ao longo dos próximos três anos e uma fábrica projetada para alcançar capacidade de até 30 mil veículos por ano. As informações foram divulgadas pelo Portal A Crítica durante o Suhai Festival Interlagos 2026. A estreia da nova operação está prevista para fevereiro de 2027\. No primeiro ano, a expectativa da MXF é produzir cerca de 10 mil unidades, distribuídas em até 18 modelos. A fábrica terá 4,5 mil metros quadrados e ficará instalada em um condomínio logístico na área portuária de Manaus. A estrutura contará com espaços destinados à montagem de motocicletas e quadriciclos, além de já considerar futuros utilitários. > “A nossa sede é em Curitiba, fazemos o desenvolvimento dos veículos lá. Mas hoje a montagem acontece na China, utilizando alguns parceiros nossos. Desenvolvemos os produtos junto com eles, mas definidos e testados aqui no Brasil, como suspensões, componentes, carburação, que são feitos aqui. Entretanto, estamos preparando tudo para iniciar a montagem no sistema CKD no Polo Industrial de Manaus. A sustentabilidade do nosso negócio a longo prazo passa por montar os produtos em solo brasileiro. Estamos preparados para iniciar essa nova fase em 2027”, informou Renato Prudente, CEO da MX Motors, em maio deste ano, ao Motociclismo Online. E há espaço para crescer: o projeto foi dimensionado para chegar às 30 mil unidades anuais operando em apenas um turno. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/MXF-prepara-f--brica-pr--pria-em-Manaus-para-produzir-at---30-mil-ve--culos-por-ano--Investimento-ser---de-R--10-milh--es-1.jpg) Foto: Divulgação ## De 40 a até 80 empregos diretos A chegada da MXF também abre uma nova frente de empregos no segmento de duas rodas de Manaus. A previsão é começar a operação com 40 trabalhadores e chegar a algo entre 70 e 80 empregos diretos até o terceiro ano, com prioridade para a contratação de mão de obra técnica local. Ao mesmo tempo em que prepara a fábrica amazonense, a empresa planeja montar um centro de distribuição no Espírito Santo, que ficará responsável por ajudar no escoamento da produção pelo mercado nacional. Para a MXF, entrar no principal polo brasileiro de fabricação de motocicletas faz parte de uma estratégia maior de crescimento. > “A nossa ida para Manaus já é um passo para a nossa expansão. A gente vai para o Polo, que hoje é o principal local de montagem de motocicleta”, afirmou Thiago Pereira, diretor de novos negócios e estratégia da MXF. ## Por que Manaus? A escolha pela capital amazonense passa por três pontos destacados pela própria fabricante: os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, a disponibilidade de profissionais especializados no setor de duas rodas e a presença de uma cadeia de fornecedores já consolidada. Com a nova estrutura, a MXF pretende reforçar o atendimento ao mercado brasileiro e, ao mesmo tempo, criar uma base para futuras operações de exportação. A mudança também representa uma nova fase para a fabricante: em vez de apenas expandir sua presença comercial, a empresa passa a apostar em uma estrutura industrial própria em Manaus, com capacidade para multiplicar a produção conforme a demanda. ### Justiça impõe limite a sindicato e proíbe bloqueio de acessos à fábrica da Honda em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/justica-impoe-limite-a-sindicato-e-proibe-bloqueio-de-acessos-a-fabrica-da-honda-em-manaus/ Last updated: 2026-08-17T20:59:47.000Z A mobilização envolvendo motoristas do transporte de funcionários do Polo Industrial de Manaus (PIM) ganhou um novo capítulo na Justiça. Uma decisão liminar proibiu o Sindespecial-AM (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Especial, Turismo, Fretamento Escolar e Locadoras de Veículos do Estado do Amazonas) de entrar nas áreas privadas da fábrica da Moto Honda da Amazônia e de bloquear ou dificultar a circulação de trabalhadores e veículos nos acessos ao complexo industrial. A ordem foi assinada na sexta-feira (14) pela juíza substituta Caroline Pitt, da 7ª Vara do Trabalho de Manaus, após uma ação de interdito proibitório apresentada pela própria Honda. O caso chegou à Justiça depois de episódios registrados dentro e nos arredores da fábrica, no Distrito Industrial, zona sul de Manaus. A unidade emprega aproximadamente 9 mil trabalhadores da categoria metalúrgica. Segundo a Honda, dirigentes e integrantes do sindicato entraram sem autorização no parque fabril em 10 de agosto. O Sindespecial-AM representa motoristas de empresas terceirizadas responsáveis pelo transporte dos funcionários da montadora. A empresa afirmou no processo que os sindicalistas realizaram reuniões com esses motoristas em áreas internas e que havia uma mobilização para paralisar as rotas de transporte. Para sustentar o pedido, a Honda também apresentou publicações em redes sociais, notícias e registros audiovisuais de manifestações realizadas nas proximidades da unidade. Os documentos citados na decisão apontam uma interrupção temporária do trânsito na Rua Javari, além de uma convocação para paralisação do transporte especial das indústrias a partir de 14 de agosto. ## O que fica proibido Ao analisar o material, Caroline Pitt considerou haver, nesta etapa inicial do processo, elementos suficientes para indicar risco de novas interferências na posse do complexo industrial. Com a liminar, dirigentes, representantes ou pessoas que atuem em nome do Sindespecial-AM não podem entrar ou permanecer nas edificações, pátios, estacionamentos, vias internas e demais espaços privados da Honda. O sindicato também não pode promover a entrada de terceiros nessas áreas. A ordem alcança ainda os portões da fábrica. Ficam proibidos bloqueios, interdições ou outras ações que impeçam ou dificultem a entrada e a saída de pessoas e veículos, assim como atos físicos ou intimidatórios que interfiram no trânsito dos trabalhadores. O descumprimento poderá resultar em multa diária de R$ 10 mil. Se houver resistência à ordem ou necessidade de liberar os acessos, o oficial de Justiça está autorizado a requisitar força policial. ## Manifestação pode, bloqueio não A decisão não impede, porém, que o sindicato continue realizando manifestações nas proximidades da Honda. A montadora havia solicitado à Justiça que sindicalistas e representados fossem obrigados a manter distância entre 1 e 3 quilômetros de suas dependências. Esse trecho do pedido não foi acolhido. Para a magistrada, estabelecer esse afastamento seria uma medida desproporcional. A proteção das áreas da empresa, segundo a decisão, precisa conviver com os direitos constitucionais de greve e de liberdade sindical. ### Brasil terá fábrica de R$ 52 milhões capaz de processar 12 mil peles de tilápia por dia e transformá-las em curativos URL: https://www.jornalopolo.com.br/brasil-tera-fabrica-de-r-52-milhoes-capaz-de-processar-12-mil-peles-de-tilapia-por-dia-e-transforma-las-em-curativos/ Last updated: 2026-08-17T20:44:03.000Z O que hoje costuma virar descarte na indústria do pescado pode ganhar outro destino, e um bem distante do prato. O Brasil se prepara para receber a primeira fábrica do mundo dedicada ao processamento, em larga escala, de pele de tilápia para uso médico. A unidade será instalada em Jaguaribara, no interior do Ceará, com investimento inicial previsto de R$ 52 milhões. A ideia é transformar a pele do peixe em curativo biológico para o tratamento de queimaduras e feridas de difícil cicatrização. A tecnologia nasceu de pesquisas da Universidade Federal do Ceará (UFC) e já é processada em pequena escala. O salto que a fábrica pretende dar, porém, muda completamente o tamanho da operação. Hoje, o laboratório da UFC consegue preparar, em média, até 600 peles por mês. Na nova unidade, a previsão é começar a operação comercial com capacidade para 4,3 mil peles por dia. Em uma segunda etapa, esse número poderá chegar a 12 mil diariamente. O projeto industrial será conduzido pelo Consórcio Biotec, por meio da Inova Medical. As obras estão previstas para começar em outubro deste ano e devem levar entre 15 e 18 meses, considerando construção, instalação dos equipamentos e validação dos lotes piloto. Se o cronograma for cumprido, a fábrica poderá entrar em operação em janeiro de 2028. A chegada do produto ao mercado, no entanto, ainda terá de passar pelas exigências regulatórias e sanitárias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Brasil-ter---f--brica-de-R--52-milh--es-capaz-de-processar-12-mil-peles-de-til--pia-por-dia-e-transform---las-em-curativos.jpg) Foto: Divulgação ## Mas como uma pele de peixe vira curativo? Antes de chegar ao paciente, a pele da tilápia passa por etapas de preparação e esterilização. Depois de processado, o material pode ser colocado sobre a região lesionada, aderindo à superfície da ferida e funcionando como um curativo biológico. A tecnologia pode ser utilizada em casos de queimaduras de segundo e terceiro graus e tem entre seus diferenciais a possibilidade de reduzir a quantidade de trocas de curativo durante o tratamento. Esse é um ponto importante principalmente para pacientes queimados. Nos métodos convencionais, a retirada e a substituição dos curativos podem provocar dor e, dependendo do quadro, exigir uso de analgésicos e novos procedimentos. Segundo dados apresentados pela empresa responsável pelo projeto, a tecnologia com pele de tilápia pode reduzir em 52% o custo total do tratamento de queimaduras em comparação aos métodos convencionais. A expectativa também é diminuir o uso de analgésicos opioides e a necessidade de levar o paciente repetidamente ao centro cirúrgico para trocar os curativos. Com a produção em escala industrial, uma das metas é fazer com que a tecnologia possa atender parte da demanda do Sistema Único de Saúde (SUS). ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Unidade-ser---instalada-no-Cear---e-quer-levar----escala-industrial-tecnologia-criada-pela-UFC-para-tratar-queimaduras-e-feridas--opera----o----prevista-para-2028-2.webp) Foto: Reprodução/Internet ## Três anos na prateleira, sem geladeira Outro passo previsto para a fábrica está na conservação do produto. As peles processadas deverão passar por liofilização, técnica que retira a água do material e permite seu armazenamento sem refrigeração. Com isso, a expectativa é alcançar uma validade de até três anos em temperatura ambiente. Na hora de utilizar o curativo, o profissional de saúde precisará reidratar o material com solução fisiológica. Na prática, isso pode resolver um dos desafios para levar a tecnologia a regiões mais distantes: a logística. Sem depender de uma cadeia permanente de refrigeração, o produto tende a ficar mais simples de armazenar e transportar, inclusive para fora do Brasil. Segundo os responsáveis pelo projeto, México, Turquia e Portugal já demonstraram interesse na tecnologia para pesquisas e futuras aplicações. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Unidade-ser---instalada-no-Cear---e-quer-levar----escala-industrial-tecnologia-criada-pela-UFC-para-tratar-queimaduras-e-feridas--opera----o----prevista-para-2028-4.webp) Foto: Divulgação ## Do Açude Castanhão para a indústria médica Jaguaribara não entrou no mapa da fábrica por acaso. O município fica próximo ao Açude Castanhão, uma das principais áreas produtoras de tilápia do Ceará. É justamente dessa cadeia produtiva que deverá sair a matéria-prima da nova indústria. Uma parte do peixe que normalmente teria baixo valor ou seria descartada passa, depois do processamento, a integrar uma tecnologia médica. A estimativa é de que a fábrica abra inicialmente 200 empregos diretos. Parte dos profissionais deverá receber capacitação técnica com participação da UFC e de instituições parceiras. ### Operação da Motorola em Manaus está no nível das mais modernas do mundo, diz CEO da marca no Brasil URL: https://www.jornalopolo.com.br/operacao-da-motorola-em-manaus-esta-no-nivel-das-mais-modernas-do-mundo-diz-ceo-da-marca-no-brasil/ Last updated: 2026-08-16T20:19:59.000Z A Motorola, empresa estadunidense controlada pela chinesa Lenovo, coloca sua operação no Polo Industrial de Manaus (PIM) no mesmo patamar de produtividade das demais unidades da companhia espalhadas pelo mundo. A avaliação é do presidente da Motorola Brasil, Rodrigo Vidigal, que classificou a estrutura instalada na capital amazonense, gerida pela Flextronics, como “moderníssima” e de “primeiro mundo”. Em entrevista ao programa *É Negócio*, da CNN Brasil em parceria com o NeoFeed, o executivo destacou as duas operações da empresa no Brasil, em Manaus e Jaguariúna (SP), ao falar sobre a capacidade da indústria nacional de smartphones. > “Nós temos duas fábricas espetaculares: uma em Jaguariúna e outra em Manaus. Moderníssimas, de primeiro mundo. São fábricas impressionantes do ponto de vista de produtividade e de qualidade. O nosso nível de produtividade é tão alto quanto o de qualquer outra fábrica da Motorola no mundo”, afirmou. E os números apresentados por Vidigal ajudam a dimensionar o tamanho dessa operação: atualmente, a produção nacional gira em torno de 11 milhões a 12 milhões de smartphones por ano. O problema, segundo ele, aparece quando os aparelhos deixam a linha de produção e precisam disputar outros mercados. Vidigal afirma que a indústria brasileira reúne estrutura, tecnologia e capacidade para atender outros países, mas perde competitividade por causa da carga tributária. De acordo com o executivo, os impostos representam aproximadamente 40% do preço dos smartphones no Brasil, dificultando a exportação dos aparelhos produzidos no país. > “Hoje, eu consigo atender o Brasil, mas não consigo exportar, porque o produto brasileiro é muito pouco competitivo para exportação pela carga tributária. A carga tributária inviabiliza a exportação”. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Rodrigo-Vidigal-Motorola-Opera----o-da-Motorola-em-Manaus-est---no-n--vel-das-mais-modernas-do-mundo--diz-CEO-da-marca-no-Brasil.jpg) Rodrigo Vidigal, CEO da Motorola no Brasil | Foto: Reprodução/Internet Para mostrar o tamanho dessa diferença, Vidigal comparou a produção brasileira com os aparelhos enviados da Ásia para outros mercados latino-americanos. > “É mais barato para o consumidor do Chile receber um produto da Motorola que vem da China do que o meu, que estou aqui do lado”, disse. Na avaliação do presidente da Motorola Brasil, retirar essas barreiras abriria espaço para praticamente dobrar a produção nacional da companhia. > “Se a gente produz hoje mais ou menos 11, 12 milhões, a gente poderia ir para 20 milhões \[de unidades\]”, projetou. O salto representaria um crescimento de aproximadamente 67% sobre o teto atual. Esse crescimento permitiria utilizar a capacidade brasileira para abastecer também outros países da América Latina, transformando as operações nacionais em uma plataforma de produção para além do mercado interno. Enquanto isso, o mercado nacional movimenta, em média, cerca de 35 milhões de smartphones por ano. A Motorola responde por aproximadamente um terço desse volume, segundo Vidigal. Com essa participação, a companhia ocupa, de acordo com o executivo, a segunda colocação isolada no mercado brasileiro, atrás apenas da Samsung. ## Contrabando já representa quase 20% do mercado A carga tributária não é o único problema apontado pelo presidente da Motorola Brasil. Outro gargalo está no mercado informal de smartphones, que, segundo ele, já representa quase 20% das vendas realizadas no país. E a forma de comercialização desses aparelhos mudou. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Opera----o-da-Motorola-em-Manaus-est---no-n--vel-das-mais-modernas-do-mundo--diz-CEO-da-marca-no-Brasil--.jpeg) Forma de comercialização de celulares contrabandeados mudou, diz CEO da Motorola no Brasil | Foto: Reprodução/Internet Se antes os produtos contrabandeados estavam associados principalmente ao comércio informal físico, Vidigal afirma que parte desse mercado migrou para grandes plataformas digitais. > “Com os marketplaces, esse camelódromo subiu para a internet, para o e-commerce. Você pode comprar um produto na sua casa, muitas vezes sem saber que é um produto oriundo de contrabando, porque está comprando em uma plataforma que você confia”, explicou. O executivo defende maior responsabilização das plataformas pela origem dos aparelhos comercializados. Para a Motorola, reduzir o espaço ocupado pelo mercado irregular também teria impacto direto sobre sua produção e suas vendas no Brasil. > “A gente venderia mais uns 10%, 15% a mais”, estimou Vidigal. Isso, segundo ele, significaria “mais emprego, mais geração de impostos, mais P&D (Pesquisa, Desenvolvimento) para o país”. ### R$ 3 bilhões em Pesquisa e Desenvolvimento A Motorola afirma ter investido R$ 3 bilhões em P&D no país ao longo da última década e mantém cerca de 1.200 engenheiros trabalhando na área. O Brasil abriga ainda um dos quatro centros de inovação da Motorola no mundo, instalado em Jaguariúna (SP). Os outros ficam nos Estados Unidos, Índia e China. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/unidade-de-Jaguari--na-da-Motorola-Motorola-Divulga----o.webp) Unidade da Motorola em Jaguariúna | Foto: Divulgação/Motorola A estrutura ajuda a mostrar que a operação brasileira vai além da montagem de smartphones. O país participa também do desenvolvimento tecnológico da companhia, enquanto as fábricas de Manaus e Jaguariúna concentram a produção nacional. Esse ecossistema atende a um mercado que está entre os mais importantes da Motorola globalmente. O Brasil é atualmente o terceiro maior mercado da companhia no mundo, atrás apenas de Índia e Estados Unidos. Em Manaus, a companhia mantém uma rede de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e formação de profissionais na Amazônia Ocidental, principalmente por meio dos recursos de P&D vinculados à Lei de Informática da Zona Franca de Manaus. Em balanço divulgado pela própria Motorola, no fim de 2023, a empresa informou ter destinado mais de R$ 500 milhões, em cinco anos, a parcerias com universidades e Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) da Amazônia Ocidental. Os projetos começaram em 2018 e já resultaram na implantação de laboratórios, desenvolvimento de pesquisas e capacitação de estudantes. ### Parceria com a Ufam Uma das principais parcerias da Motorola ocorre com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), para a qual já destinou R$ 25 milhões ao Instituto de Computação (IComp), investimento destinado à expansão da estrutura de ensino e pesquisa, incluindo oito novas salas de aula e quatro laboratórios de P&D. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/UFAM-ICOMP-Opera----o-da-Motorola-em-Manaus-est---no-n--vel-das-mais-modernas-do-mundo--diz-CEO-da-marca-no-Brasil.jpg) Inauguração de laboratórios no Icomp/Ufam (2023) | Foto: Divulgação/Ufam As pesquisas desenvolvidas nesse ecossistema alcançam áreas diretamente relacionadas à tecnologia utilizada em dispositivos móveis, como inteligência artificial, testes e desempenho de software, fotografia computacional e detecção de malware em aparelhos Android. Em abril deste ano, foi iniciada a sétima turma do Web Academy, programa de formação em desenvolvimento Web Full Stack, desenvolvido em parceria com a Flextronics. Em três anos, o projeto já formou mais de 100 profissionais. O programa trabalha com o desenvolvimento de projetos voltados a problemas reais. Um exemplo que já saiu do Web Academy é o RU Digital, aplicativo utilizado pela comunidade acadêmica da Ufam para acesso ao restaurante universitário. Em 2025, o Web Academy abriu sua primeira turma a distância para estudantes do interior, alcançando municípios como Benjamin Constant, Tabatinga e Itacoatiara. A primeira turma EaD concluiu a formação em fevereiro deste ano. E a expansão continua: a oitava turma, anunciada em junho de 2026, abriu 56 vagas, divididas entre formação presencial para moradores de Manaus e EaD síncrono para participantes do interior. O projeto também prevê auxílio financeiro para parte dos selecionados; na turma atual, são 21 bolsas de R$ 1 mil mensais. ### Outra frente está na UEA Em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a multinacional desenvolve o Projeto Demerzel, voltado à aplicação de inteligência artificial em cibersegurança para dispositivos móveis. Iniciadas em julho do ano passado e com término previsto para março de 2027, as atividades são realizadas na Escola Superior de Tecnologia (EST), em Manaus, com financiamento por recursos da Lei de Informática. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/UEA-EST.jpg) Escola Superior de Tecnologia da UEA | Foto: Divulgação/UEA Os pesquisadores trabalham com Android Security Hacking, estudando Linux, redes e segurança Android, além de pesquisar e explorar vulnerabilidades do sistema em baixo nível. A ideia é utilizar inteligência artificial para desenvolver softwares capazes de identificar e categorizar falhas e ajudar na criação de novas estratégias para mitigar vulnerabilidades em dispositivos móveis. Participam 10 estudantes pesquisadores de graduação e quatro pesquisadores de pós-graduação, além da equipe técnica e de professores pesquisadores. As linhas de pesquisa incluem cibersegurança, arquitetura de software, banco de dados, coleta e análise de dados e payloads. Os participantes passaram ainda por treinamentos em Python e IA, fundamentos de Linux e redes e metodologia Scrum. Em junho deste ano, Manaus também recebeu uma nova edição do Moto Academy, executado pelo Instituto de Pesquisas Eldorado em parceria com a Motorola. A iniciativa passou a atender estudantes do Ensino Médio, aproximando os participantes das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Esse ambiente tecnológico está diretamente ligado à importância industrial que Manaus assumiu para a fabricante. A Motorola começou a produzir celulares na capital amazonense em 2017 e, segundo informação divulgada pela própria companhia em 2025, mais da metade dos celulares da marca fabricados no Brasil sai da unidade de Manaus. ### De US$ 753 a US$ 1,9 mil: quatro armadoras põem cobranças no caminho de Manaus antes da seca. Comércio e Indústria do AM reagem URL: https://www.jornalopolo.com.br/de-us-753-a-us-1-9-mil-quatro-armadoras-poem-cobrancas-no-caminho-de-manaus-antes-da-seca-comercio-e-industria-do-am-reagem/ Last updated: 2026-08-15T19:11:05.000Z Quem depende de contêiner para trazer insumos a Manaus ou mandar produtos daqui para outros mercados ganhou um custo a mais para acompanhar de perto na estiagem de 2026\. Maersk, MSC, CMA CGM e Hapag-Lloyd já anunciaram cobranças adicionais relacionadas à redução do nível dos rios na rota da capital amazonense, com valores que chegam a US$ 1,9 mil por contêiner refrigerado. Mas, desta vez, a reação no Amazonas também ganhou peso. De um lado está o comércio, representado pela Associação Comercial do Amazonas (ACA), que já levou o assunto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Do outro está a indústria, por meio da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), que decidiu apoiar a iniciativa e admite recorrer à Justiça caso as regras estabelecidas para a cobrança não sejam cumpridas. No centro da discussão está a chamada *Low Water Surcharge* (LWS), sobretaxa aplicada pelas companhias de navegação para compensar custos adicionais provocados pela redução do nível dos rios. Ninguém no setor produtivo amazonense está dizendo que um custo extraordinário comprovadamente provocado pela estiagem não possa existir. O questionamento é outro: por que anunciar a cobrança antes de as restrições de navegação efetivamente aparecerem e como as empresas chegaram aos valores apresentados? ## Quatro gigantes A lista chegou a quatro companhias na última quinta-feira (13), depois que a Hapag-Lloyd anunciou uma LWS de US$ 1.350 por contêiner, para cargas com origem ou destino em Manaus. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/De-US--753-a-US--1-9-mil-Maersk--MSC--CMA-CGM-e-Hapag-Lloyd-p--em-novas-cobran--as-no-caminho-de-Manaus.-Com--rcio-e-Ind--stria-do-AM-reagem-2-2.jpg) Foto: Reprodução/Global Maritime Hub A cobrança está prevista para começar em 12 de setembro e alcança todos os tipos de contêineres, tanto nas importações quanto nas exportações. A companhia justificou a medida pelos custos adicionais e desafios operacionais esperados durante a redução do nível dos rios. Antes dela, Maersk, MSC e CMA CGM já haviam anunciado suas próprias sobretaxas para a rota de Manaus. A MSC comunicou cobrança de US$ 1,4 mil para contêineres de carga seca e US$ 1,9 mil para refrigerados, com aplicação prevista a partir de setembro. A CMA CGM anunciou US$ 753 por TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) para cargas de longa distância. A vigência começa em 6 de setembro para embarques destinados a Manaus e em 5 de outubro para cargas com origem na capital amazonense. Já a Maersk comunicou cobrança de US$ 1.228 por contêiner de 20 ou 40 pés relacionada à estiagem deste ano. Ou seja: embora todas estejam olhando para o mesmo problema — as limitações logísticas que podem surgir com a vazante —, não existe um valor único para a chamada taxa da seca. Cada companhia apresentou sua própria cobrança. E é justamente aí que comércio e indústria querem explicações. ## Comércio do Amazonas foi à Antaq A Associação Comercial do Amazonas foi uma das primeiras entidades a reagir aos anúncios. A ACA protocolou uma petição na Antaq em 4 de agosto, após o comunicado da Maersk. Depois dos anúncios da MSC e da CMA CGM, voltou à agência com uma nova manifestação, apresentada em 10 de agosto. A discussão chegou também à direção da Antaq. Em reunião com o diretor-geral da agência, Frederico Dias, a associação e seu corpo jurídico apresentaram a preocupação do comércio amazonense com os impactos econômicos das sobretaxas. O argumento da ACA passa principalmente pelo momento escolhido para anunciar as cobranças. Em decisão adotada no ano passado, a Antaq estabeleceu parâmetros para a aplicação da LWS, entre eles a referência de 17,7 metros ou menos para o nível do Rio Negro, além da necessidade de fundamentação dos custos extraordinários relacionados às dificuldades de navegação. Quando a discussão ganhou força nesta semana, porém, o Rio Negro ainda estava vários metros acima dessa referência. Nesta sexta-feira (14), o Rio fechou em 26,6 metros. A ACA não contesta a possibilidade de existir um custo adicional caso a vazante realmente provoque despesas extraordinárias. O que a entidade exige é que a conta seja demonstrada. > *“Não discutimos a possibilidade de uma cobrança quando ela estiver devidamente fundamentada. O que defendemos é transparência”,* disse o presidente da ACA, Bruno Pinheiro. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/De-US--753-a-US--1-9-mil-Maersk--MSC--CMA-CGM-e-Hapag-Lloyd-p--em-novas-cobran--as-no-caminho-de-Manaus.-Com--rcio-e-Ind--stria-do-AM-reagem.jpg) Bruno Pinheiro, presidente da ACA | Foto: Reprodução/Internet ## Indústria entra na briga e fala em ir à Justiça Agora, a ACA ganhou o apoio da indústria amazonense. O presidente da Fieam, Antonio Silva, confirmou, nesta sexta-feira (14), que a federação está alinhada à associação e afirmou que o setor industrial está preparado para buscar medidas judiciais caso seja necessário. A manifestação ocorreu antes da abertura da 324ª reunião ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS), em Manaus. > *“Antes de acontecer o evento (seca), já estão ensaiando cobrar. Mas isso a ACA já está acompanhando, está tendo apoio da Fieam e, se necessário buscarmos o efeito jurídico, nós faremos também. Ou seja, estamos preparados para o que der e vier, seja no entendimento, o melhor caminho, seja na forma de recorrer à Justiça”,* declarou Antonio Silva. A preocupação da indústria é especialmente sensível porque a logística aquaviária está diretamente ligada ao funcionamento do Polo Industrial de Manaus (PIM). As fábricas precisam trazer componentes, matérias-primas e outros insumos para suas linhas de produção e, depois, enviar boa parte do que produzem em Manaus para os grandes mercados consumidores do país. Qualquer custo adicional no transporte, portanto, pode aparecer tanto na entrada quanto na saída das mercadorias. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/De-US--753-a-US--1-9-mil-Maersk--MSC--CMA-CGM-e-Hapag-Lloyd-p--em-novas-cobran--as-no-caminho-de-Manaus.-Com--rcio-e-Ind--stria-do-AM-reagem-4.jpeg) Antonio Silva, presidente da Fieam | Foto: Fieam ## Fieam quer ver a conta Mais do que discutir se a cobrança pode ou não existir, a Fieam quer saber como cada empresa chegou ao valor que pretende cobrar. Para Antonio Silva, os custos extraordinários precisam ser apresentados de forma transparente para que possam ser analisados pelo setor produtivo. > *“Já montamos as tratativas para como a gente vai agir se efetivamente acontecer. Eles têm que montar uma planilha de custos para que a gente possa estudar. Não podemos absorver nenhum custo a mais”,* afirmou. A diferença entre os próprios valores anunciados pelas companhias torna essa discussão ainda mais importante. Há cobranças divulgadas em dólares por contêiner, outras calculadas por TEU e diferenças conforme o tipo de carga. No caso da MSC, por exemplo, o adicional anunciado para um contêiner refrigerado chega a US$ 1,9 mil. Para o setor produtivo, portanto, não basta dizer que haverá custos adicionais durante a vazante: é necessário demonstrar quais despesas justificam cada valor. Por se tratar da agência responsável pela regulação do transporte aquaviário, o órgão está no centro da discussão entre as companhias de navegação e as entidades empresariais do Amazonas. Após ser procurada pela ACA, a agência indicou que acompanhará a aplicação das sobretaxas e que as companhias precisam fundamentar a necessidade da cobrança. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/ANTAQ-.jpg) Foto: Reprodução/Internet Segundo a ACA, as regras vigentes estabelecem procedimentos que devem ser cumpridos pelas empresas, incluindo comunicação prévia, apresentação dos critérios operacionais e documentação capaz de demonstrar os custos adicionais. E é o eventual descumprimento dessas exigências que pode levar a discussão para outro endereço: o Judiciário. Levar a discussão à Justiça é uma possibilidade condicionada ao cumprimento das regras em vigor. As entidades pretendem recorrer ao Judiciário apenas se identificarem que as armadoras deixaram de seguir as exigências estabelecidas pela Antaq para a cobrança. ## A discussão não é simplesmente “pagar ou não pagar” Apesar do tom de reação, ACA e Fieam não defendem que as companhias arquem sozinhas com qualquer custo extraordinário que efetivamente apareça durante a estiagem. O próprio presidente da Fieam reconheceu que despesas adicionais comprovadamente necessárias para manter a navegação podem precisar ser absorvidas pela cadeia logística. *“Não somos incoerentes de não atender (a cobrança) para não causar prejuízo na navegabilidade”,* ponderou Antonio Silva. A linha estabelecida pelas entidades é outra: se existe um custo extraordinário, ele precisa ser comprovado. Essa diferença é importante porque a estiagem de 2026 ainda está em andamento. As companhias estão se preparando para um cenário de redução mais acentuada dos rios nas próximas semanas, enquanto o setor produtivo questiona a antecipação das sobretaxas antes de as restrições mais severas à navegação se materializarem. ## No fim, quem pode sentir é toda a cadeia A discussão pode parecer restrita a armadores, indústrias, importadores e grandes operadores logísticos, mas o impacto potencial vai além. Quando uma empresa precisa pagar mais para trazer matéria-prima, componentes ou produtos para Manaus, esse custo entra na operação. O mesmo ocorre quando uma indústria precisa gastar mais para escoar sua produção. Dependendo dos contratos e das negociações entre as empresas, parte desse valor pode ser absorvida internamente ou distribuída ao longo da cadeia. Foi justamente esse risco que levou o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Adjuto Afonso, a entrar na discussão e apoiar a movimentação da ACA. *“Quem vai pagar essa taxa? Os consumidores, os valores serão colocados nas mercadorias”,* declarou o parlamentar. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/adjuto-afonso.jpeg) Adjuto Afonso, presidente da Aleam | Foto: Aleam Para quem produz, vende, importa ou exporta a partir de Manaus, a pergunta deixa de ser apenas quanto cada armadora pretende cobrar. A questão que comércio e indústria colocam sobre a mesa é mais simples: se a conta vai chegar ao Amazonas, quem está cobrando terá de mostrar de onde ela veio. ### BR-319: licenciamento está ‘equacionado’ e estudos estão na reta final para chegar ao Ibama, diz ministro URL: https://www.jornalopolo.com.br/br-319-licenciamento-esta-equacionado-e-estudos-estao-na-reta-final-para-chegar-ao-ibama-diz-ministro/ Last updated: 2026-08-15T16:48:16.000Z A BR-319 voltou ao centro das discussões em Manaus nesta sexta-feira (14), mas com uma sinalização diferente sobre os trechos que ainda dependem de autorização ambiental. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que o processo de licenciamento está “equacionado” e que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) está finalizando os estudos que serão encaminhados ao Ibama. A declaração foi feita durante a 324ª Reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), em Manaus, e veio acompanhada de um dado que o ministro usou para defender que infraestrutura e preservação não precisam seguir caminhos opostos: o desmatamento no entorno da BR-319 caiu 42,83% nos últimos 12 meses. Isso não significa que todas as autorizações ambientais para as intervenções na rodovia já tenham sido concedidas. Parte da BR-319 já recebe obras, enquanto outros pontos continuam sujeitos às etapas do licenciamento. É justamente para esses trechos que os estudos mencionados pelo ministro serão encaminhados ao órgão ambiental. ## Desmatamento cai no entorno da rodovia Capobianco levou à reunião outro número para sustentar a posição do governo sobre a BR-319\. Além da redução de 42,83% nos últimos 12 meses, o ministro informou que o desmatamento no entorno da rodovia recuou 73,3% entre 2022 e 2025. Para ele, os resultados mostram que é possível avançar na infraestrutura sem abandonar o controle ambiental da área. > “É a prova de que é possível gerenciar de forma responsável, que é possível promover o desenvolvimento, que é possível implementar infraestrutura com responsabilidade”. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/BR-319--licenciamento-est------equacionado----e-estudos-est--o-na-reta-final-para-chegar-ao-Ibama--diz-ministro.jpeg) Ministro João Paulo Capobianco e Senador Eduardo Braga | Foto: Divulgação O Governo Federal trabalha, em parceria com o Governo do Amazonas, em um programa de governança socioambiental para o entorno da BR-319\. A proposta é associar as intervenções na estrada a mecanismos de proteção e acompanhamento do território. Capobianco foi direto ao tratar da relação entre rodovias e preservação. > “Não há nenhum problema em se fazer uma rodovia. Ao contrário. As rodovias são importantes para os cidadãos que necessitam delas para circular, assim como para integrar comércio e produção”. E resumiu a estratégia defendida pelo governo: “Vamos garantir o asfaltamento com governança socioambiental”. ## Enquanto o licenciamento segue, há obras em andamento Segundo o senador Eduardo Braga (MDB-AM), existem atualmente diferentes frentes de trabalho na estrada. Ele relacionou a recuperação da ligação rodoviária diretamente à economia amazonense e ao Polo Industrial de Manaus (PIM). > “Neste momento, nós estamos praticamente em todas as frentes de trabalho em obras da BR-319, o que significa para o Polo Industrial de Manaus e para a macro e microeconomia do nosso estado uma notícia extremamente importante”. Entre as intervenções já concluídas estão as novas pontes sobre os rios Curuçá e Autaz Mirim, reconstruídas após os problemas nas antigas estruturas. ## Governo usa números do Amazonas para defender a estratégia Segundo Capobianco, o desmatamento no Estado caiu 46,7% nos últimos 12 meses, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) amazonense chegou a R$ 187,1 bilhões, com crescimento de 4,4%. Na Amazônia, a redução do desmatamento no mesmo período foi de 36,87%, chegando, segundo os dados apresentados pelo ministro, ao menor índice da década. > “É a prova de que o Brasil e o estado do Amazonas, a Amazônia, podem se desenvolver de forma sustentável”. ### Com centenas de empresas chegando, Manaus terá secretaria de desburocratização industrial URL: https://www.jornalopolo.com.br/com-centenas-de-empresas-chegando-manaus-tera-secretaria-de-desburocratizacao-industrial/ Last updated: 2026-08-15T15:32:26.000Z O prefeito de Manaus, Renato Junior, assumiu o papel de protagonista na reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), realizada nesta sexta-feira, 14/8, ao anunciar que encaminhará à Câmara Municipal de Manaus (CMM), no próximo mês, a criação da primeira Secretaria Municipal de Desburocratização Industrial. > “Quero dizer que vou estar mandando para a Câmara Municipal de Manaus a criação de uma secretaria, a primeira secretaria da história da Prefeitura de Manaus, a Secretaria de Desburocratização Industrial, para que as indústrias que querem se instalar em Manaus possam encontrar na prefeitura um canal de desburocratização e condução para que as informações precisas cheguem até as indústrias que têm interesse em Manaus”, afirmou o prefeito Renato. O prefeito também defendeu uma mudança na relação institucional entre os diferentes níveis de governo responsáveis pela infraestrutura e pelo desenvolvimento do Polo Industrial de Manaus. > “Chegou a hora da Prefeitura de Manaus dar as mãos com a Suframa, a Suframa dar as mãos com o Governo do Estado, o Governo do Estado dar as mãos com o Governo Federal”, declarou. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/image-7.png) Foto: Carlos Oliveira / Semcom O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, reforçou a importância do diálogo entre os diferentes atores para ampliar a capacidade produtiva e exportadora da região. > “Investimento em infraestrutura tem que ser sempre política de Estado, tem que ser sempre por longo prazo. Se em algum período ela falta, a reversão, a recuperação, ela consome o dobro”, afirmou Márcio. “Nós juntos somos capazes de fazer. Sozinhos não faremos, não conseguiremos”, declarou o ministro Rosa. ### Infraestrutura no Distrito O prefeito Renato Junior destacou que a infraestrutura do Distrito Industrial impacta diretamente trabalhadores e empresas e lembrou que a responsabilidade pela área ultrapassa os limites da administração municipal. > “O que não dá é para centenas e milhares de trabalhadores todos os dias acordarem de madrugada para pegar uma rota e ter problemas em infraestrutura. Essa responsabilidade não é só da Prefeitura de Manaus, ela é de todos nós e chegou a hora de encarar isso com muita seriedade e respeito”, disse Renato Junior. No encerramento de sua fala, o prefeito Renato reforçou que pretende atuar diretamente na articulação com as demais autoridades para buscar soluções para os gargalos do Polo Industrial. > “Não faltará em mim disposição, força de vontade para que todos os egos, vaidades, barreiras possam ficar para o lado de fora”, afirmou. “Eu sou funcionário de quem pega ônibus, eu sou funcionário do picolezeiro, eu sou funcionário do povo” complementou Renato Junior. O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que a preocupação ambiental não impede a realização de obras de infraestrutura, mas exige planejamento para evitar impactos sobre a floresta e as comunidades. > “As rodovias são importantes para os cidadãos que necessitam de rodovias para circular, assim como para integrar comércio e produção. O problema é quando essa rodovia fica sem planejamento”, ressaltou. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/image-8.png) Foto: Carlos Oliveira / Semcom O senador Eduardo Braga destacou a regularidade das reuniões do CAS para a aprovação de novos projetos e geração de empregos na Zona Franca. > “Meu reconhecimento e meu agradecimento ao governo do presidente Lula e ao ministro Márcio Elias Rosa. Isso significa dizer que nós estamos podendo aprovar novos projetos para a Zona Franca de Manaus e para a geração de emprego e renda”, afirmou o senador Eduardo Braga. Durante a reunião, o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, apresentou os projetos industriais e de serviços que entraram na pauta do CAS. Foram 25 projetos para deliberação, sendo oito de implantação e 17 de diversificação e atualização. Leopoldo destacou que os oito projetos de implantação representam investimentos estimados em cerca de R$ 202 milhões, com faturamento projetado de R$ 1,2 bilhão e potencial de geração de 560 novos postos de trabalho. Os 17 projetos de diversificação, ampliação da produção e atualização preveem investimentos de aproximadamente R$ 133 milhões, faturamento estimado em R$ 1,2 bilhão e potencial de geração de 299 postos de trabalho. Ao tratar da expansão física do Distrito Industrial, o superintendente reforçou que há áreas disponíveis para novos empreendimentos, ponto que dialoga diretamente com a proposta apresentada pelo prefeito Renato de criar uma estrutura municipal específica para facilitar a instalação de empresas. > “Com relação à expansão, ela é possível, não falta área. É capaz de abrigar novos projetos industriais. Nós precisamos ter bons projetos industriais e isso a gente vem conquistando”, afirmou Leopoldo. ### Novo Polo Industrial, PPBs destravados, IA e BR-319: o que foi discutido durante a reunião do CAS desta sexta URL: https://www.jornalopolo.com.br/novo-polo-industrial-ppbs-destravados-ia-e-br-319-o-que-foi-discutido-durante-a-reuniao-do-cas-desta-sexta/ Last updated: 2026-08-14T23:35:47.000Z A 324ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS) não ficou restrita à aprovação de novos projetos para a Zona Franca de Manaus. Entre investimentos, promessas para destravar processos e novos planos para o PIM, a reunião desta sexta-feira (14) deixou uma lista de anúncios para acompanhar nos próximos meses. O encontro foi realizado na sede da Suframa, em Manaus, e presidido pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa. Para não deixar as principais informações perdidas no meio dos discursos, o portal [O POLO](https://www.jornalopolo.com.br/) separou o que realmente saiu da reunião. ## Um novo Polo Industrial entrou no radar da Zona Leste de Manaus Talvez o anúncio mais chamativo do encontro tenha sido sobre o espaço físico para o crescimento da indústria de Manaus. Márcio Elias Rosa confirmou que existem articulações avançadas para a implantação do chamado Polo Industrial nº 4, na Zona Leste da capital. A proposta é criar espaço para a expansão do PIM de maneira integrada ao sistema viário da região. O anúncio, porém, ainda não significa que o novo polo esteja pronto para sair do papel. No material divulgado após a reunião, não foram apresentados cronograma de implantação, localização exata, dimensão da área ou estimativa de investimentos necessários. O que há, por enquanto, é a confirmação do MDIC de que as articulações estão em estágio avançado. ## PPBs pendentes terão força-tarefa nas próximas semanas Outra promessa mexe diretamente com processos industriais. Diante das demandas envolvendo Processos Produtivos Básicos (PPBs) que ainda aguardam análise, o ministro anunciou uma força-tarefa para as próximas semanas. > “Contem conosco para tentar resolver os problemas e não alimentá-los. Temos hoje pedidos de PPBs aguardando análise e assumo o compromisso de que teremos uma resolução, uma força-tarefa nas próximas semanas”, declarou. O PPB estabelece as etapas mínimas de industrialização que uma empresa precisa cumprir para determinado produto e está diretamente ligado ao acesso aos incentivos da Zona Franca de Manaus. Por isso, processos que ficam aguardando definição podem interferir nos planos de fabricantes para lançar produtos, diversificar linhas ou realizar novos investimentos. A promessa agora é acelerar essa fila. ## CAS aprovou R$ 335,3 milhões em novos projetos Enquanto alguns anúncios olham para os próximos meses e anos, uma decisão já saiu da reunião: 25 projetos industriais e de serviços foram aprovados pelo CAS. Juntos, eles projetam R$ 335,30 milhões em investimentos e a criação de 859 postos de trabalho em até três anos. Os setores Eletroeletrônico e Mecânico aparecem entre os que concentraram maior número de propostas. Do total, oito projetos são de implantação e 17 de diversificação. Ou seja, o pacote reúne tanto novos empreendimentos quanto empresas que pretendem acrescentar produtos ou operações às estruturas que já possuem. Os projetos somam faturamento estimado de R$ 2,39 bilhões. ## Suframa colocou no ar novo sistema de indicadores do PIM Também teve novidade na forma como os números das fábricas serão processados. A Suframa lançou oficialmente seu novo Sistema de Indicadores Industriais, desenvolvido em parceria com o Instituto Federal do Ceará (IFCE). A plataforma incorpora ferramentas de inteligência artificial para auxiliar no processamento dos dados declaratórios enviados por centenas de empresas. É desse universo de informações que saem indicadores importantes para acompanhar o Polo Industrial de Manaus, como faturamento, empregos e produtividade. Segundo o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, a proposta é modernizar a infraestrutura digital da autarquia e aumentar a transparência das informações. > “O nosso objetivo é dar mais transparência e publicidade aos impactos positivos do PIM para o desenvolvimento da região e do País como um todo”. ## Zona Franca terá indicadores ambientais próprios A Suframa também está trabalhando em uma ferramenta para tentar colocar números em outro aspecto do modelo: seus efeitos ambientais. Montenegro anunciou que a autarquia está finalizando um estudo estratégico para criação de indicadores ambientais da Zona Franca de Manaus. A intenção é mensurar formalmente as chamadas externalidades positivas associadas ao modelo. A Suframa relaciona essa discussão à preservação de mais de 97% da cobertura vegetal no entorno da ZFM. Ainda não foram detalhados quais indicadores serão utilizados, quando o estudo ficará pronto ou de que maneira os resultados serão disponibilizados. ## BR-319 voltou à mesa A BR-319 esteve, mais uma vez, entre os assuntos discutidos no CAS. Presente, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que houve avanços na construção da governança socioambiental relacionada ao asfaltamento da rodovia. Segundo ele, Governo Federal e Governo do Amazonas desenvolveram um programa voltado à governança do entorno da estrada. Capobianco também relacionou desenvolvimento econômico e conservação ao citar crescimento de 4,4% do PIB do Amazonas e queda de quase 47% no desmatamento no Estado no último ano. > “É a prova de que o Brasil e o estado do Amazonas podem se desenvolver de forma sustentável”, afirmou. A declaração sobre a BR-319, porém, não equivale à concessão de uma nova licença ambiental nem significa, por si só, que todas as etapas necessárias para as obras estejam concluídas. ### Petrobras encontra petróleo na Bacia da Foz do Amazonas (AP) URL: https://www.jornalopolo.com.br/petrobras-encontra-petroleo-na-bacia-da-foz-do-amazonas-ap/ Last updated: 2026-08-14T23:20:13.000Z A Petrobras atingiu, nesta sexta-feira (14), o reservatório do poço de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, e identificou a presença de óleo. A descoberta coloca um novo holofote sobre uma das áreas que integram a Margem Equatorial brasileira e que é apontada como uma nova fronteira para a exploração de petróleo no País. O resultado veio dentro do prazo antecipado pela diretora de Exploração & Produção da Petrobras, Sylvia Anjos. Na terça-feira (11), durante evento, a executiva afirmou que a descoberta no poço pioneiro deveria ocorrer em dois ou três dias. ### **A 175 quilômetros do Amapá** O Morpho está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em águas ultraprofundas. No ponto onde ocorre a exploração, a lâmina d'água chega a 2.886 metros. A Petrobras é a operadora e possui 100% de participação no bloco FZA-M-59, onde está localizado o poço. A área foi adquirida durante a 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em 2013, sob o regime de concessão. A Bacia da Foz do Amazonas é uma das cinco que formam a Margem Equatorial brasileira. A região se estende por seis Estados: Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. ### **Potencial estimado em 30 bilhões de barris** É justamente o tamanho do potencial da Foz do Amazonas que torna a descoberta especialmente relevante. Segundo estimativas da ANP, a bacia pode abrigar 30 bilhões de barris de petróleo. A confirmação da existência de óleo nessa nova fronteira surge em um momento no qual a Petrobras busca recompor suas reservas e abre a perspectiva de novos investimentos na região. As reservas provadas disponíveis antes da descoberta na Bacia da Foz do Amazonas, mantido o atual ritmo de produção, tendem a se esgotar em pouco mais de uma década. Nesse cenário, encontrar novas fontes é considerado necessário para evitar que o Brasil se torne importador de petróleo no longo prazo. A conclusão da campanha exploratória no Morpho já era esperada para este mês. No fim de julho, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, havia afirmado ao que a expectativa era concluir a exploração em agosto, embora os trabalhos pudessem se estender até a primeira semana de setembro. ### Suzuki anuncia investimento de R$ 20 milhões para fábrica em Manaus e quadro pode saltar para 1.000 funcionários URL: https://www.jornalopolo.com.br/suzuki-anuncia-investimento-de-r-20-milhoes-para-fabrica-em-manaus-e-quadro-pode-saltar-para-1-000-funcionarios/ Last updated: 2026-08-14T21:10:51.000Z A Suzuki está preparando uma operação maior em Manaus, e os números dão uma dimensão do que a fabricante pretende fazer. Depois de investir aproximadamente R$ 35 milhões na fábrica amazonense nos últimos três anos, a empresa prevê mais R$ 20 milhões para ampliar a estrutura e quer levar o quadro atual de cerca de 400 para 1.000 funcionários. As informações foram apresentadas pela fabricante durante o Festival Interlagos 2026, em São Paulo, onde a Suzuki detalhou seus próximos movimentos no mercado brasileiro. O investimento já realizado em Manaus foi direcionado às linhas de produção. Agora, a próxima etapa muda o foco para a estrutura física da operação: os R$ 20 milhões previstos serão destinados à construção de novos galpões. A ampliação deve preparar a unidade para uma nova fase de crescimento no país. Somados o valor aplicado nos últimos três anos e o investimento projetado, são R$ 55 milhões entre recursos já investidos e previstos para a fábrica de Manaus. É importante fazer essa separação: R$ 35 milhões já foram aplicados, enquanto os outros R$ 20 milhões correspondem aos próximos investimentos anunciados pela empresa. ## De 400 para 1.000 funcionários É no quadro de trabalhadores que o tamanho pretendido para essa expansão aparece com mais força. A Suzuki informou que pretende passar dos atuais aproximadamente 400 funcionários para 1.000 colaboradores. Se o plano for concretizado, serão cerca de 600 trabalhadores a mais, o equivalente a um crescimento de 150% sobre o quadro atual. Em outras palavras, a operação passaria a ter duas vezes e meia o número de funcionários que possui hoje. A fabricante, porém, não detalhou no anúncio em quanto tempo pretende chegar aos mil trabalhadores, nem apresentou um cronograma para as contratações. Também não foi informado quando começarão as obras dos novos galpões ou quando os R$ 20 milhões previstos serão integralmente aplicados. Ainda assim, os números colocam Manaus no centro da estratégia de crescimento industrial apresentada pela Suzuki para o Brasil. ## Expansão também chega às lojas, inclusive em Manaus Enquanto prepara uma fábrica maior, a Suzuki também quer aumentar os pontos de contato com quem compra suas motos. A companhia anunciou a abertura de 10 novas concessionárias em diferentes regiões brasileiras. E Manaus também aparece nessa lista. As novas unidades estão previstas para Manaus (AM), Boa Vista (RR), Teresina (PI), Palmas (TO), Salvador (BA), Anápolis (GO), Araraquara (SP), Santo André (SP), Morumbi (SP) e Ponta Grossa (PR). ### Conselho da Suframa libera R$ 335 milhões para o PIM. São 25 novos projetos com previsão de 859 empregos URL: https://www.jornalopolo.com.br/conselho-da-suframa-libera-r-335-milhoes-para-o-pim-sao-25-novos-projetos-com-previsao-de-859-empregos/ Last updated: 2026-08-14T20:50:51.000Z O Polo Industrial de Manaus (PIM) ganhou nesta sexta-feira (14) um novo pacote de projetos que prevê R$ 335,3 milhões em investimentos. O Conselho de Administração da Suframa (CAS) aprovou, em encontro, 25 projetos industriais e de serviços, com previsão de gerar 859 novos postos de trabalho. O pacote foi aprovado durante a 324ª Reunião Ordinária do CAS, realizada no auditório da Suframa, em Manaus. Além dos investimentos, os projetos apresentam faturamento estimado de R$ 2,39 bilhões. Mas as 25 propostas não são todas do mesmo tipo. Parte delas representa a chegada de novos empreendimentos, enquanto a maioria corresponde à diversificação de operações já existentes. ## Oito novas implantações concentram 560 empregos Dos projetos aprovados, oito são de implantação. Sozinhos, eles reúnem R$ 202,22 milhões em investimentos, faturamento estimado de aproximadamente R$ 1,23 bilhão e previsão de 560 novos empregos. Os outros 17 projetos são de diversificação, ou seja, envolvem empresas que pretendem incorporar novos produtos ou operações às atividades industriais. Nesse grupo estão previstos aproximadamente R$ 133 milhões em investimentos, faturamento estimado de R$ 1,16 bilhão e outros 299 postos de trabalho. Somando as duas frentes, o resultado chega aos 25 projetos, R$ 335,3 milhões e 859 empregos previstos. Vale a ressalva: esses números representam projeções apresentadas nos projetos aprovados, e não significam que todos os investimentos e empregos serão realizados imediatamente após a reunião. ## Ministro destaca ritmo de novos projetos A reunião foi presidida pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Fernando Elias Rosa. Durante o encontro, ele destacou a aprovação de novos projetos e a manutenção dos empregos no Polo Industrial de Manaus, além de defender a capacidade do modelo de enfrentar períodos adversos. > “Se há alguma adversidade ou crise, ela é menor do que a nossa capacidade de produzir, de empreender. O exemplo que a Suframa dá para o Brasil é muito grande”. A reunião também contou com a participação do superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, além de representantes dos governos estadual e municipal, setor industrial, empresários e outras instituições. Com a aprovação do CAS, as empresas passam a ter seus projetos autorizados dentro do modelo da Zona Franca de Manaus, seguindo as condições e etapas necessárias para colocar os investimentos previstos em prática. O prazo é de três anos para implementação. ### Manaus está mais preparada para evitar desabastecimento em nova seca, diz vice-governador URL: https://www.jornalopolo.com.br/manaus-esta-mais-preparada-para-evitar-desabastecimento-em-nova-seca-diz-vice-governador/ Last updated: 2026-08-14T20:35:50.000Z Uma nova seca severa ainda é uma possibilidade, não uma certeza. Mas, se ela vier, Manaus não deve ser pega nas mesmas condições de 2023\. É o que afirma o vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa, ao avaliar a estrutura logística montada nos últimos anos para enfrentar a redução do nível dos rios. A declaração foi feita nesta sexta-feira (14), durante a 324ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS), em Manaus. Serafim afirmou que acompanha diariamente o comportamento dos rios e citou que o Rio Negro chegou à cota de 26,36 metros, após subir oito centímetros de um dia para o outro. Até agora, segundo ele, as projeções científicas não apontam para uma estiagem tão severa quanto as enfrentadas recentemente pela Amazônia. > “A expectativa que se tem dos cientistas é de que nós não teremos uma seca tão severa. Agora, se ela acontecer, as empresas estão preparadas, com adaptação logística”. ## 2023 deixou a lição; 2024 colocou a estrutura à prova Na seca de 2023, a queda histórica dos rios pegou a logística amazonense em uma situação bem mais vulnerável. A redução da profundidade dificultou a navegação, pressionou o transporte de cargas e trouxe preocupação com o abastecimento de Manaus. > Serafim reconheceu que o Estado foi surpreendido naquele momento: “Em 2023, nós fomos pegos de surpresa, sofremos com desabastecimento”. No ano seguinte, porém, a situação mudou. O vice-governador destacou os investimentos feitos pelos portos Super Terminais e Chibatão e lembrou a utilização de estruturas em Itacoatiara como alternativa para manter o fluxo de mercadorias quando as condições de navegação ficaram mais difíceis em Manaus. > “Em 2024, não. Em decorrência da ação dos portos, Super Terminais e Chibatão, que fizeram investimentos muito grandes e deslocaram essas estruturas de Manaus para Itacoatiara, não permitiram que Manaus parasse”. Na prática, a experiência das duas estiagens criou uma espécie de plano já testado para situações em que os navios enfrentam limitações para chegar diretamente à capital. Isso não elimina os impactos de uma eventual seca severa. A redução do nível dos rios continua podendo limitar calado, capacidade de carga e operações logísticas. A avaliação apresentada por Serafim é de que hoje existem mais alternativas para reagir ao problema. ## “Estaremos preparados” A preocupação com a próxima vazante ocorre enquanto órgãos públicos e empresas de navegação já acompanham o comportamento dos rios e as projeções para os próximos meses. Para Serafim, o aprendizado acumulado desde 2023 mudou a capacidade de resposta do Amazonas. > “Quero tranquilizar a todos: se acontecer uma seca severa, estaremos preparados”. ### Royal Enfield começa a operar fábrica em Manaus a partir de 2027 e espera elevar vendas para 50 mil motos URL: https://www.jornalopolo.com.br/royal-enfield-comeca-a-operar-fabrica-em-manaus-a-partir-de-2027-e-espera-elevar-vendas-para-50-mil-motos/ Last updated: 2026-08-14T18:12:19.000Z A Royal Enfield já produz motocicletas em Manaus, com operações junto à Dafra e ao Grupo Multi, mas agora quer uma fábrica para chamar de sua. A fabricante indiana confirmou que deve inaugurar unidade própria na capital amazonense a partir de 2027, mudando o formato adotado até aqui para produzir no Brasil. O anúncio foi feito à Editora AutoData por Siddhartha Lal, presidente executivo do Grupo Eicher Motors, controlador da Royal Enfield, durante o Festival Interlagos Motos 2026, em São Paulo. > Lal, porém, deixou claro o tamanho da aposta no país: “Não mediremos esforços para fazer do Brasil a nossa segunda casa”. Segundo informou o portal O POLO em junho, a fabricante está investindo, de início, um valor superior a R$ 95 milhões para implantação. ## Brasil já é o maior mercado da Royal Enfield fora da Índia A fábrica própria chega justamente quando o mercado brasileiro ganha cada vez mais peso dentro da operação global da companhia. O Brasil já é o maior mercado da Royal Enfield fora da Índia. Foram 35 mil motocicletas vendidas em 2025 por aqui. Com a nova estrutura industrial, a fabricante quer subir esse número para 50 mil unidades em 2027. Se alcançar a meta, serão 15 mil motocicletas a mais em relação ao volume comercializado em 2025, crescimento de aproximadamente 43%. A Índia ainda está em outra dimensão. Em seu mercado de origem, a Royal Enfield lidera o segmento de motocicletas médias, entre 250 e 750 cilindradas, e comercializou 1,1 milhão de unidades no último ano fiscal. Manaus, portanto, entra em uma estratégia que vai além de simplesmente manter a produção brasileira. A fabricante quer crescer em um mercado que já se tornou seu principal endereço internacional fora de casa. Ainda é cedo, entretanto, para saber exatamente como será a nova operação amazonense. A empresa não detalhou quais modelos serão produzidos na fábrica própria nem quanto da produção será nacionalizado. Também não há confirmação, até o momento, de que a nova estrutura substituirá integralmente as operações realizadas com Dafra e Grupo Multi. ### Varejo do Amazonas cresce 3% em junho, maior alta do país URL: https://www.jornalopolo.com.br/varejo-do-amazonas-cresce-3-em-junho-maior-alta-do-pais/ Last updated: 2026-08-14T17:33:57.000Z O comércio varejista do Amazonas liderou o crescimento das vendas no país em junho de 2026, registrando a 1ª posição nacional com uma alta de +3,0% em relação ao mês anterior (na série com ajuste sazonal). Apesar da forte reação pontual no encerramento de junho, o varejo restrito amazonense fechou o primeiro semestre de 2026 com retração de -0,7% na comparação com o mesmo período de 2025 (ficando em 6º lugar na Região Norte), mantendo a taxa acumulada em 12 meses no patamar de -0,7%. Por outro lado, o Comércio Varejista Ampliado — que inclui setores como veículos, peças e materiais de construção — reagiu +1,5% em junho (após dois meses de quedas) e garantiu o fechamento da primeira metade do ano no campo positivo, acumulando alta de +1,8% no 1º semestre e +0,7% em 12 meses. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE. **Principais variáveis** O volume de vendas apresentou uma reação expressiva em junho com relação a maio de 2026 na série livre de efeitos sazonais. O avanço de 3,0% indica um aquecimento do consumo pontual no último mês do semestre. Apesar da aceleração mensal, as vendas do mês de junho ficaram ligeiramente abaixo do patamar observado no mesmo mês do ano anterior (-0,6%). No fechamento do primeiro semestre (-0,7%). No acumulado de janeiro a junho de 2026, o varejo amazonense fechou a primeira metade do ano com retração de 0,7% em relação ao primeiro semestre de 2025\. Esse resultado consolida um período de relativa estabilidade, porém com ligeiro viés negativo no consumo das famílias no estado. A taxa acumulada em 12 meses mantém o patamar de -0,7%, demonstrando alinhamento entre a tendência semestral recente e o comportamento de médio prazo do comércio varejista local. ![](https://imgur.com/sdjIP2W.jpg) **Ranking mês/mês anterior** **O Amazonas alcançou a 1ª posição nacional** no ritmo de crescimento das vendas em junho de 2026, liderando o *ranking* de todas as 27 Unidades da Federação com um avanço de **+3,0%** em relação ao mês de maio (série com ajuste sazonal). Esse resultado representa uma **forte reação de curto prazo** do comércio varejista amazonense no fechamento do primeiro semestre, superando todos os demais estados da Região Norte e do Brasil. ![](https://imgur.com/zzsRgvO.jpg) **Primeiro semestre de 2026** No primeiro semestre de 2026, Tocantins (+7,2%) e Acre (+6,3%) destacaram-se com as maiores altas acumuladas do semestre na região, impulsionados pela dinâmica das economias locais e efeitos de base favoráveis. Rondônia (+2,4%), Amapá (+1,9%) e Roraima (+1,8%) sustentaram desempenho positivo no período. O Amazonas encerrou a primeira metade de 2026 na 6ª colocação regional, com uma queda acumulada de -0,7% no volume de vendas em relação ao mesmo período do ano anterior. Embora o estado tenha registrado uma forte recuperação pontual na margem no mês de junho (com alta de +3,0% com ajuste sazonal), esse avanço no último mês do semestre não foi suficiente para reverter a tendência negativa acumulada ao longo dos primeiros meses do ano. Juntos, Amazonas (-0,7%) e Pará (-1,6%) representaram o lado negativo da tabela da Região Norte no semestre. Por possuírem os maiores pesos na estrutura demográfica e econômica regional, a retração observada nesses dois estados exerceu pressão contrária sobre o indicador global do comércio nortista no período. ![](https://imgur.com/gJX2Qzp.jpg) **Comércio ampliado** Comércio Varejista Ampliado engloba todas as atividades do comércio varejista restrito (como supermercados, farmácias, vestuário, móveis, eletrodomésticos), acrescidas de dois setores de grande relevância econômica e alto valor unitário: Veículos, motocicletas, partes e peças; Material de construção e o segmento de atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo. Após registrar quedas expressivas nos meses de abril (-5,2%) e maio (-1,9%), o volume de vendas do varejo ampliado no Amazonas voltou a crescer em junho de 2026, com uma alta de +1,5% livre de efeitos sazonais. Essa reação ao final do trimestre contribuiu decisivamente para estabilizar o desempenho do setor no encerramento da primeira metade do ano. Na comparação com junho de 2025, o volume de vendas cresceu +3,4%, superando significativamente o desempenho do varejo restrito no mesmo período (-0,6%). Isso evidencia o forte papel impulsionador exercido pelas vendas de veículos/peças e materiais de construção no mês. Fechamento do 1º Semestre no Campo Positivo (+1,8%): Enquanto o varejo restrito encerrou o primeiro semestre com leve queda (-0,7%), o comércio ampliado fechou os seis primeiros meses de 2026 com crescimento acumulado de +1,8%. O indicador acumulado em 12 meses avançou de +0,4% em maio para +0,7% em junho, sinalizando uma ligeira aceleração na trajetória de médio prazo do comércio ampliado amazonense. ![](https://imgur.com/7GbMqL6.jpg) **Média móvel trimestral** No trimestre móvel terminado em junho de 2026, a média móvel trimestral apresentou recuo de -0,3% no Brasil e de -1,2% no Amazonas em relação ao trimestre móvel encerrado em maio de 2026. O cenário para os próximos meses é de recuperação gradual sob vigilância. O resultado de junho trouxe o primeiro impulso, mas a confirmação de uma trajetória de crescimento consistente dependerá da média móvel trimestral voltar ao terreno positivo a partir dos dados do início do segundo semestre. ### Manaus poderá fabricar baterias Blade para caminhões elétricos da BYD. Chinesa vai lançar cavalo mecânico de 60 toneladas no Brasil URL: https://www.jornalopolo.com.br/manaus-podera-fabricar-baterias-blade-para-caminhoes-eletricos-da-byd-chinesa-vai-lancar-cavalo-mecanico-de-60-toneladas-no-brasil/ Last updated: 2026-08-14T15:58:05.000Z A BYD está prestes a entrar em uma categoria bem maior no mercado brasileiro: a de caminhões elétricos pesados. A montadora prepara para o país um cavalo mecânico elétrico de 60 toneladas de Peso Bruto Total (PBT) e, mesmo com o veículo chegando inicialmente importado, Manaus já aparece na estratégia para os próximos passos do projeto. A ligação está justamente em um dos componentes mais importantes (e caros) em um caminhão elétrico: a bateria. A fábrica de baterias da BYD em Manaus passa por uma transformação para acompanhar a adoção da tecnologia Blade, que já equipa os novos ônibus elétricos da fabricante, produzidos em Campinas (SP). A intenção da companhia é que essa estrutura possa, no futuro, produzir também baterias destinadas aos caminhões. Importante lembrar que a fábrica da BYD no Polo Industrial amazonense é a favorita para receber um investimento por parte da multinacional no valor de R$ 500 milhões, focando em ampliar a produção de baterias no país. > “O coração vai ser brasileiro”, afirmou Bruno Paiva, diretor de vendas de caminhões e chassis de ônibus da BYD, ao falar sobre a possibilidade de nacionalização”. Antes disso, porém, o novo pesado precisa chegar ao mercado. As informações contam em reportagem da Agência Transporte Moderno. ## São 60 toneladas e uma estreia prevista para 2026 O primeiro passo da BYD entre os caminhões elétricos pesados no Brasil será um cavalo mecânico com PBT de 60 toneladas. A empresa trabalha para apresentar o veículo na Fenatran 2026, que acontece em novembro, em São Paulo. A presença na feira ainda não está confirmada, mas a intenção é fazer o lançamento ainda neste ano, mesmo que o cronograma não permita levá-lo ao evento. A novidade coloca a estratégia da BYD em uma nova etapa. Em abril, a fabricante ainda realizava testes com cerca de dez cavalos mecânicos elétricos 6x2 em sua operação na Bahia. Naquele momento, os veículos estavam em processo de validação. Agora, o movimento é preparar um produto para disputar efetivamente o mercado brasileiro. > “Quase metade do mercado é veículo pesado. Se você quiser estar no mercado de caminhão, precisa estar no mercado de veículo pesado”, disse Paiva. Até aqui, a BYD vinha atuando no país principalmente com caminhões leves e médios, entre eles T35, T75, T18 e T23\. Na China, a fabricante já possui uma gama bem maior, inclusive com veículos destinados a diferentes aplicações. No Brasil, a expansão será feita aos poucos. “Estou focado no cavalo mecânico”, resumiu o executivo. ## O primeiro destino não será qualquer estrada Um caminhão elétrico de 60 toneladas traz uma questão inevitável: onde carregar tudo isso? Por esse motivo, a BYD não pretende começar colocando o modelo em operações de longa distância espalhadas pelo país. Portos e trajetos curtos e previsíveis serão o primeiro alvo. A estratégia é trabalhar com rotas em que seja possível saber previamente quantos quilômetros serão percorridos, onde o caminhão vai parar e, principalmente, onde os carregadores poderão ser instalados. Paiva cita como exemplo operações entre a região de São Paulo e áreas portuárias, com o veículo retornando posteriormente à sua origem. Em vez de depender imediatamente de uma ampla rede pública de carregamento, a BYD poderá montar a infraestrutura em pontos determinados e desenvolver cada operação junto ao cliente. É uma forma de driblar, pelo menos inicialmente, uma das maiores barreiras à eletrificação dos caminhões pesados no Brasil. Mineração e agronegócio, portanto, não são a prioridade nesse primeiro momento. ## E onde Manaus entra? Na bateria Embora o caminhão completo seja importado inicialmente, a BYD já olha para componentes que poderão ser nacionalizados. É aí que a fábrica de Manaus ganha espaço. A unidade manauara está sendo preparada para uma nova geração de baterias. A mudança inclui nova linha de montagem e novos equipamentos, já que a estrutura existente havia sido projetada para conjuntos anteriores aos da tecnologia Blade. A Blade utiliza células de fosfato de ferro-lítio (LFP) em formato alongado e permite aproveitar melhor o espaço dentro do conjunto de baterias. Nos ônibus elétricos, essa transição já aconteceu. Segundo Paiva, todo o portfólio de ônibus da BYD foi atualizado no ano passado para utilizar a tecnologia. Agora, a possibilidade é levar essa mesma capacidade industrial aos caminhões. Isso não significa, neste momento, que o cavalo mecânico de 60 toneladas que chegará ao Brasil terá necessariamente uma bateria fabricada em Manaus. O que a BYD sinaliza é que a fábrica poderá atender os caminhões no futuro, conforme a operação brasileira se desenvolva. ### Motivo é estratégico A BYD ainda não definiu uma fábrica brasileira para produzir caminhões completos. A estratégia inicial será importar o veículo, testar sua aceitação e observar a escala que o mercado consegue atingir. A partir daí, a empresa poderá aumentar gradualmente o conteúdo produzido no país. Ter a bateria feita em Manaus pode ser um dos primeiros passos. A nacionalização é especialmente importante quando entra outro ponto decisivo para o setor de transportes: financiamento. Paiva citou o Finame, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e linhas como o Fundo Clima entre as possibilidades consideradas pela companhia. Determinadas modalidades exigem níveis mínimos de conteúdo nacional, e o executivo mencionou 60% de nacionalização como uma referência. A empresa já discute alternativas com instituições financeiras e, segundo Paiva, tinha uma reunião prevista com a Caixa Econômica Federal para tratar das possibilidades de financiamento. A cadeia nacional também pode crescer por meio de fornecedores que já trabalham com a BYD. O executivo citou Bosch e ZF, empresas que possuem produção no Brasil e fornecem componentes para os ônibus da fabricante. Uma fábrica brasileira de caminhões não está descartada. Só não há decisão tomada. Primeiro, a BYD quer descobrir o tamanho que esse mercado pode alcançar. ## Mais energia sem carregar bateria demais A tecnologia da bateria ganha ainda mais peso, literalmente, quando se fala de um caminhão desse porte. Quanto maior o conjunto necessário para garantir autonomia, maior também a massa adicionada ao veículo. E peso gasto com bateria pode interferir na eficiência da operação e na capacidade destinada à carga. É justamente nesse ponto que a BYD aposta na Blade. > “Com menos bateria a gente tem mais capacidade energética”, comentou Paiva. Segundo o executivo, os antigos conjuntos utilizados nos ônibus eram maiores e mais pesados. A mudança de arquitetura permitiu reduzir peso e melhorar o aproveitamento energético. A recarga também entra nessa conta. Paiva usa os ônibus da empresa como referência e cita capacidade de carregamento de até 360 kW, enquanto aponta 180 kW em algumas soluções concorrentes. Para um caminhão, reduzir o tempo conectado ao carregador significa também colocá-lo mais rapidamente de volta à operação. ## Mas não adianta ter bateria se faltar assistência A BYD ainda terá outro obstáculo para convencer empresas acostumadas há décadas com fabricantes tradicionais. > “Pós-venda é que vende caminhão”. A companhia já anunciou uma primeira estrutura para atendimento de caminhões e ônibus pesados em São Paulo, mas reconhece que precisará ampliar essa rede se quiser ganhar escala. A necessidade é ainda maior no transporte rodoviário. Diferentemente de um ônibus urbano, que normalmente circula dentro de uma área definida, um caminhão pode atravessar Estados e estar a milhares de quilômetros de sua base quando precisar de assistência. > “Se você quiser trabalhar com caminhão no Brasil em grande volume, tem que atender o território nacional”. A estratégia da BYD será começar em operações mais controladas, colocar os caminhões para trabalhar e usar os resultados obtidos pelos próprios clientes para construir confiança na tecnologia. O cavalo mecânico de 60 toneladas será o primeiro grande teste dessa nova fase. ### Antaq se antecipa ao risco nos rios e prepara planos para manter navegação no Norte URL: https://www.jornalopolo.com.br/antaq-se-antecipa-ao-risco-nos-rios-e-prepara-planos-para-manter-navegacao-no-norte/ Last updated: 2026-08-14T14:57:25.000Z A seca extrema ainda não está desenhada para 2026, mas esperar o nível dos rios cair para começar a agir não será a estratégia desta vez. Diante da possibilidade de um El Niño extremo e do risco de redução dos níveis dos rios da Região Norte, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) vai elaborar e atualizar planos de contingência para manter a navegação caso surjam restrições nos próximos meses. O planejamento envolve tanto o transporte de cargas quanto o de passageiros e as operações portuárias. Dependendo de como os rios se comportarem, as respostas poderão incluir mudanças de rotas e horários, uso de embarcações menores e até instalação ou adaptação de estruturas provisórias. Por enquanto, a própria Antaq ressalta que não há um cenário de seca extrema configurado, como ocorreu em 2023 e 2024, quando rios da Bacia Amazônica atingiram níveis historicamente baixos e colocaram a logística regional sob pressão. A diferença é que a experiência daqueles dois anos deixou um recado: se os rios voltarem a cair de forma acentuada, as alternativas precisam estar prontas antes. ## Madeira, Amazonas e Tapajós já estão no acompanhamento Segundo o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, a agência acompanha desde maio, em conjunto com outros órgãos, as condições de dragagem de três rios estratégicos para a navegação amazônica: Madeira, Amazonas e Tapajós. A dragagem ganha importância justamente quando a profundidade disponível para as embarcações diminui. Dependendo das condições de determinados trechos, a redução do calado pode limitar a quantidade de carga transportada e dificultar ou restringir operações. Os planos de contingência não deverão ser iguais para toda a Região Norte. A proposta é considerar as características de cada operação e definir o que poderá ser feito para preservar os serviços diante de uma eventual redução da profundidade dos rios ou de dificuldades nas estruturas portuárias. Entre as alternativas que entrarão nessa avaliação estão rotas alternativas, alteração nos horários dos serviços de passageiros, adequação ou instalação de estruturas provisórias e utilização de embarcações menores. A agência também pretende intensificar a fiscalização e o acompanhamento das travessias que possam ser atingidas. Paralelamente, continuará monitorando os dados hidrológicos produzidos pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A estratégia, segundo Dias, é antecipar as respostas para evitar que uma eventual restrição de navegabilidade se transforme em um problema maior para a logística amazônica. ## Manaus–Careiro da Várzea entra no radar No Amazonas, um dos pontos de atenção é a travessia entre Manaus e Careiro da Várzea, considerada um importante gargalo para a mobilidade e a logística da Região Norte. A ligação é especialmente sensível às condições dos rios e tem papel relevante no deslocamento de passageiros, veículos e cargas entre Manaus e municípios conectados à malha rodoviária a partir do outro lado do rio. Por isso, travessias como essa deverão receber fiscalização e acompanhamento reforçados caso as condições hidrológicas comecem a comprometer a operação. A preocupação vai além do transporte de passageiros. Uma redução mais acentuada dos rios pode atingir toda a cadeia logística regional, desde pequenas embarcações até navios de carga, terminais portuários e operações de abastecimento. Para Manaus, onde a navegação é peça central tanto para a chegada de mercadorias quanto para a movimentação de insumos e produtos industriais, qualquer restrição mais severa pode repercutir diretamente nos custos e na capacidade logística. ## E a Taxa de Seca também entrou na discussão O planejamento da Antaq chega justamente quando as cobranças relacionadas à estiagem voltaram ao centro das atenções no transporte de contêineres. A agência determinou que empresas que operam cargas com origem ou destino na Amazônia comuniquem previamente eventuais cobranças associadas à redução dos níveis dos rios, como a chamada Taxa de Seca. A cobrança costuma ser adotada para compensar custos adicionais enfrentados pelas empresas quando a navegação passa a sofrer limitações provocadas pela baixa dos rios. A exigência de comunicação prévia aumenta a previsibilidade para usuários dos serviços em um momento no qual o setor já começa a se preparar para possíveis dificuldades durante a vazante. ### Caldeirada no copo? Startup de Manaus transforma tambaqui em refeição instantânea URL: https://www.jornalopolo.com.br/caldeirada-no-copo-startup-de-manaus-transforma-tambaqui-em-refeicao-instantanea/ Last updated: 2026-08-14T13:38:58.000Z O mingau amazônico foi só o começo. Depois de transformar a receita encontrada nas ruas de Manaus em um produto instantâneo, a Amazon Porridge resolveu partir para um desafio bem diferente, e salgado. A startup manauara prepara uma caldeirada de tambaqui pronta para consumo, com previsão de chegar ao mercado em meados de dezembro deste ano. A ideia é aplicar ao tambaqui a mesma lógica que colocou o mingau da empresa nas prateleiras: pegar um alimento fortemente associado à cultura e à mesa amazônica e encontrar uma maneira de fazê-lo durar mais e ficar pronto em pouco tempo. Dessa vez, porém, a empresa sai dos sabores doces e entra de vez no universo das refeições salgadas. A caldeirada está sendo desenvolvida em versão de copo e faz parte de uma nova linha que a Amazon Porridge pretende colocar no mercado. E ela não vem sozinha. Enquanto trabalha no novo produto à base de tambaqui, a startup também finaliza duas novas versões do mingau instantâneo: arroz com coco e uma opção caramelizada. Segundo Costa, os produtos estão na etapa final de testes de validade antes da comercialização. As novidades foram reveladas pelo fundador e CEO da empresa, Vanilson Costa, em entrevista ao jornalista Márcio Azevedo, no programa Primeira Onda, da Rede Onda Digital, nesta quinta-feira (13). As informações foram compiladas pelo portal Tech Amazônia. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/vanilson-costa-mingau-instantaneo-em-copo.jpg) Vanilson Costa | Foto: Divulgação ## E tem comida amazônica até para ração militar Outra frente pode levar a Amazon Porridge para um mercado completamente diferente daquele das prateleiras de supermercados. A empresa trabalha no desenvolvimento de uma ração militar feita com produtos amazônicos, aproveitando ingredientes da região para formular alimentos voltados ao consumo em operações. O projeto também conversa com a própria trajetória de Costa. Antes de entrar no setor de alimentos, o empresário, que é ex-militar das Forças Especiais do Exército, tentou empreender justamente no segmento militar, com a fabricação de itens como coletes e fardamentos. O negócio não prosperou naquele momento por uma dificuldade que ele encontrou em Manaus: mão de obra especializada para esse tipo de produção. Foi preciso mudar completamente de setor até chegar ao produto que daria origem à Amazon Porridge. ## Tudo começou com um copo de mingau numa padaria Natural de Goiás, Costa chegou ao Amazonas em 2004 durante uma operação militar e passou a morar definitivamente em Manaus no fim de 2009. Anos mais tarde, já incubado na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), trabalhava em um projeto de fintech verde para comercialização de créditos de carbono. A mudança de rumo veio quando apareceu um edital direcionado a produtos da bioeconomia. Ele precisava encontrar um produto físico. A resposta apareceu onde talvez menos esperasse: no balcão de uma padaria próxima à incubadora. Ao olhar para um copo de mingau, Costa associou aquele alimento aos tradicionais vendedores que circulavam pelo Centro de Manaus durante a tarde. A percepção foi simples: havia ali um produto conhecido pelo amazonense, mas ainda preso ao consumo imediato e à produção artesanal. > “Naquele momento, chegou na minha percepção que o mingau era um produto tradicional. Era três horas da tarde, e eu lembrei que era o horário que os mingauzeiros andavam lá no centro com um carrinho vendendo mingau”, recordou. A pergunta passou a ser como colocar aquela tradição dentro de uma embalagem, aumentar sua validade e manter um preparo simples. Para chegar à fórmula, o empreendedor buscou primeiro a ajuda da filha, que estudava engenharia de alimentos, depois de uma nutricionista e, posteriormente, do laboratório de alimentos funcionais do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Da sequência de testes saiu a combinação que hoje reúne ingredientes como castanha, leite, farinha de tapioca e banana frita. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/mingau-instantaneo-em-copo.jpeg) Foto: Divulgação ## De uma ideia na padaria para 10 mil copos por dia A operação ganhou escala. Hoje, a Amazon Porridge funciona em um galpão de 1,2 mil metros quadrados no bairro Alvorada, em Manaus, e tem capacidade instalada para fabricar até 10 mil copos de mingau instantâneo por dia. A estrutura também consegue produzir diariamente 10 mil sachês de um quilo destinados à alimentação escolar. São 14 empregos diretos dentro da fábrica, além da cadeia de produtores familiares e extrativistas envolvida no fornecimento das matérias-primas utilizadas pela empresa. No varejo, o mingau já pode ser encontrado em supermercados, frutarias e outras redes de Manaus. O preço sugerido fica na faixa de R$ 10,90 a R$ 11, embora possa chegar a cerca de R$ 14, dependendo do estabelecimento. No atacado, a comercialização ocorre em caixas com 28 copos. Segundo Costa, a startup já chegou ao breakeven (o ponto em que as receitas cobrem os custos da operação) e agora trabalha para crescer. Uma das próximas fronteiras é justamente fora do Brasil: a empresa já possui embalagem preparada em inglês de olho no mercado internacional. Cada copo do mingau instantâneo tem aproximadamente 13 gramas de proteína, segundo as informações apresentadas durante a entrevista. Costa também aponta o perfil funcional do alimento como uma das características que vêm atraindo consumidores. > “Tem pessoas que precisam de um tipo de alimento como o nosso, porque têm comorbidades, têm pessoas celíacas. O mingau tem uma função, ele é um alimento funcional”, afirmou. ### Com produção em Manaus, Honda apresenta três novas motos para o Brasil URL: https://www.jornalopolo.com.br/com-producao-em-manaus-honda-apresenta-tres-novas-motos-para-o-brasil/ Last updated: 2026-08-13T21:51:17.000Z A Honda aproveitou o Festival Interlagos para colocar três novidades na pista, e todas passam pelo Polo Industrial de Manaus (PIM). A fabricante apresentou nesta quinta-feira (13) a CB1000 Hornet 2027, a CB300F Twister 2027 e a Biz 125 EX Kuromi, três lançamentos destinados ao mercado brasileiro e que terão produção na fábrica da companhia em Manaus. Os modelos foram revelados durante coletiva de imprensa no evento, que ocorre entre os dias 13 e 16 de agosto. E são três propostas bem diferentes. De um lado, está a CB1000 Hornet 2027, uma moto de alta cilindrada que chega em duas versões e entrega 147,4 cv. No meio, está a renovada CB300F Twister 2027, que ganhou novas tecnologias de segurança e mudanças no conjunto ciclístico. Fechando o trio, a Honda aposta em algo bem diferente: uma Biz 125 inspirada na Kuromi, personagem da Sanrio, em uma edição especial e limitada. ## CB1000 Hornet 2027: 147,4 cv e duas versões Entre os lançamentos, a CB1000 Hornet 2027 é a que chega com a proposta mais voltada ao alto desempenho. A motocicleta será oferecida nas versões ABS e SP e utiliza um motor de quatro cilindros em linha derivado da CBR1000RR Fireblade. O conjunto entrega 147,4 cv de potência e 10,3 kgf.m de torque. As duas configurações contam ainda com acelerador eletrônico, conhecido como *Throttle By Wire*, modos de pilotagem configuráveis, controle de tração HSTC, painel TFT de cinco polegadas com conectividade para smartphone e suspensão dianteira invertida Showa. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/image-2.png) Foto: Honda Na configuração mais equipada, a CB1000 Hornet SP recebe amortecedor traseiro Öhlins TTX36, pinças de freio Brembo Stylema e *quickshifter* de série, sistema que permite realizar trocas de marcha sem o acionamento convencional da embreagem. Já a versão ABS utiliza componentes Showa na suspensão traseira e freios Nissin. ## Twister 2027 ganha controle de tração Outra novidade que chegará às linhas de produção do PIM é a CB300F Twister 2027\. A motocicleta será comercializada em duas configurações: CB300F Twister ABS e CB300F Twister S. Uma das principais mudanças está na adoção do HSTC (Honda Selectable Torque Control), sistema que auxilia no controle de tração da roda traseira. A Twister também ganhou suspensão dianteira invertida Showa SFF-BP, acompanhada de mesas de alumínio forjado mais leves, além do sistema ESS (Emergency Stop Signal). Em uma frenagem brusca, o recurso aciona automaticamente os piscas para alertar quem vem atrás. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/image-1.png) Foto: Honda A iluminação é totalmente em LED e ganhou luzes de posição integradas aos indicadores dianteiros. O painel digital LCD blackout, por sua vez, passa a utilizar a tecnologia Optical Bonding, desenvolvida para reduzir reflexos e aumentar a resistência do conjunto. A Honda também mexeu no visual. A linha 2027 traz novas carenagens laterais e para-lama dianteiro redesenhado. A versão S terá elementos próprios, incluindo rabeta esportiva, rodas com friso vermelho e mola traseira na mesma cor. ## Uma Biz roxa e inspirada na Kuromi O terceiro lançamento produzido em Manaus vai para um caminho completamente diferente. A Biz 125 EX Kuromi é uma edição especial e limitada inspirada na personagem Kuromi, da Sanrio. O modelo utiliza como base a Honda Biz 125 EX 2027, apresentada recentemente pela fabricante. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/image-3.png) Foto: Honda A cor predominante é o roxo característico da personagem, acompanhado de grafismos inspirados no universo da Kuromi e na cultura japonesa *kawaii*, associada à fofura, ao charme e à simplicidade. Com isso, a Honda leva para um de seus modelos mais conhecidos no Brasil uma estratégia de personalização que busca aproximar a motocicleta de um público interessado também em elementos de moda e cultura pop. ## Honda também celebra 50 anos de sua fábrica O Festival Interlagos ocorre justamente em um ano simbólico para a operação brasileira da Honda. A companhia também levou ao evento uma homenagem aos 50 anos de sua fábrica de motocicletas no Brasil, além de reservar uma área específica para celebrar as cinco décadas da Honda CG. No espaço dedicado à CG, os visitantes podem acompanhar a evolução do modelo ao longo desse período. A Honda também montou no evento a Honda Village, que reúne diferentes áreas da companhia, exposição de produtos, motocicletas customizadas e um espaço dedicado ao universo das competições. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/image-5.png) Foto: Honda A programação inclui ainda simuladores de corrida em um ambiente inspirado em Diogo Moreira, demonstrações de tecnologias da Honda em dinamômetro e uma experiência de realidade virtual a bordo da CRF1100L Africa Twin. Também estão disponíveis *test rides* com motocicletas e até com um kart equipado com motor Honda. No espaço RedRider, a programação é direcionada a modelos de alta cilindrada, troca de experiências e orientações sobre técnicas de pilotagem. ## De produtos para a moto a sorteio de Hornet A fabricante aproveitou o festival para apresentar ainda quatro novidades da linha Pro Honda, voltada à manutenção e aos cuidados com as motocicletas. Entram no portfólio o Cristalizador de Viseiras Pro Honda, que cria uma película hidro-repelente para melhorar a visibilidade na chuva; o Engine Cleaner Pro Honda, destinado à limpeza de componentes internos do motor e do sistema de alimentação de combustível; o Reparador de Pneus Instantâneo Pro Honda, para vedação temporária e enchimento de pneus sem câmara em pequenos furos; e o Desengraxante Spray Pro Honda. O reparador de pneus e o desengraxante começam a chegar às concessionárias ainda em agosto. Já o Engine Cleaner e o cristalizador de viseiras têm comercialização prevista para outubro. Quem já é proprietário de uma Honda também terá acesso, durante o evento, a serviços gratuitos na área Pro Honda, instalada no estacionamento, incluindo troca de óleo, checklist da motocicleta e demonstrações técnicas. E tem mais uma Hornet envolvida na programação. Em parceria com o Festival Interlagos, a Honda vai sortear uma CB750 Hornet entre visitantes da Edição Moto que compraram ingressos para o evento. O vencedor será anunciado durante o festival e receberá a motocicleta das mãos do piloto brasileiro de MotoGP Diogo Moreira. O evento segue até domingo (16), reunindo lançamentos, experiências de pilotagem e ações das principais marcas do mercado de motocicletas. ### Hapag-Lloyd anuncia taxa de US$ 1.350 por contêiner em Manaus por risco de seca severa URL: https://www.jornalopolo.com.br/hapag-lloyd-anuncia-taxa-de-us-1-350-por-conteiner-em-manaus-por-risco-de-seca-severa/ Last updated: 2026-08-13T21:43:38.000Z Quem depende de contêiner para mandar ou receber cargas por Manaus já tem mais um custo para colocar na conta durante a estiagem. A Hapag-Lloyd anunciou uma sobretaxa de US$ 1.350 por contêiner para operações com origem ou destino na capital amazonense. A chamada Low Water Surcharge (LWS), ou sobretaxa de baixo nível de água, começa a valer em 12 de setembro de 2026 e será aplicada a todos os tipos de contêineres com data de tarifação a partir desse dia. A medida atinge tanto importações quanto exportações pela rota amazônica. A cobrança foi divulgada pelo Container News nesta quinta-feira (13) e ocorre diante da expectativa de uma estação seca severa na Amazônia Ocidental. A justificativa está no que acontece todos os anos quando os rios começam a baixar. Com menos água, os navios passam a enfrentar restrições de calado, a profundidade necessária para navegar com segurança, e podem precisar reduzir a quantidade de carga transportada. Segundo a Hapag-Lloyd, a sobretaxa busca justamente cobrir os custos adicionais e os desafios operacionais provocados por essas condições durante a estiagem. ## US$ 350 a mais que em 2025 O valor deste ano chama atenção também quando colocado lado a lado com a última estiagem. Em julho de 2025, conforme registro do Portal Portuario, a própria Hapag-Lloyd havia estabelecido uma LWS de US$ 1.000 por TEU para Manaus. Agora, a cobrança anunciada chega a US$ 1.350 por contêiner, uma diferença nominal de US$ 350 em relação ao valor aplicado no ciclo anterior. A armadora informou que continuará acompanhando os níveis do Rio Amazonas durante o avanço da estação seca. Caso as condições hidrológicas mudem e o período crítico seja adiado, a empresa poderá alterar a data de início da cobrança, com um novo comunicado previsto com 30 dias de antecedência. ## E a Hapag-Lloyd não está sozinha O anúncio coloca a Hapag-Lloyd ao lado de outra gigante do transporte marítimo que já decidiu cobrar adicional para movimentar cargas por Manaus durante a seca. A CMA CGM anunciou em 10 de agosto uma sobretaxa de US$ 753 por TEU, com vigência a partir de 6 de setembro de 2026. Embora as duas cobranças estejam relacionadas ao mesmo problema — a redução do nível dos rios e seus efeitos sobre a capacidade operacional das embarcações —, cada companhia estabelece sua própria estrutura e seus próprios valores. No caso da Hapag-Lloyd, a cobrança começa seis dias depois e chega a US$ 1.350 por contêiner. A MSC, por sua vez, comunicou sobretaxa de US$ 1,4 mil para contêineres de carga seca e US$ 1,9 mil para refrigerados, com aplicação prevista também a partir de setembro. Já a Maersk havia comunicado cobrança de US$ 1.228 por contêiner de 20 ou 40 pés relacionada à estiagem deste ano. ## Por que cobrar antes de o rio chegar ao período mais crítico? A decisão ocorre em meio aos alertas para a próxima estiagem. Em 14 de julho, a Autoridade Fluvial da Amazônia Ocidental apontou probabilidade elevada de condições severas de seca na segunda metade de setembro. É justamente nesse período que as limitações à navegação podem começar a pesar mais sobre a logística. Para o Polo Industrial de Manaus (PIM), a situação merece atenção dos dois lados da cadeia. As fábricas dependem da chegada de componentes, matérias-primas e outros insumos e, ao mesmo tempo, precisam escoar os produtos fabricados em Manaus para outros mercados. Quando o nível da água cai e os navios não conseguem operar com a mesma capacidade, transportar cada contêiner pode ficar mais caro. ## E quem paga essa conta? Na prática, a sobretaxa adiciona um novo custo às operações de empresas que utilizam a Hapag-Lloyd para transportar cargas com origem ou destino em Manaus. A forma como esse valor será absorvido dependerá dos contratos e das negociações entre embarcadores, importadores, exportadores e demais empresas envolvidas na operação logística. Em alguns casos, o custo pode ficar com a própria empresa; em outros, pode acabar distribuído ao longo da cadeia. Por isso, 12 de setembro passa a ser uma data importante no calendário de quem movimenta cargas por Manaus. A própria Hapag-Lloyd, porém, deixou uma porta aberta: a data ainda poderá mudar dependendo do comportamento dos rios. Até lá, a armadora continuará monitorando o nível das águas para definir se mantém o início da cobrança conforme anunciado. ### ZFM vai até 2073. O desafio agora é depender menos dos incentivos, diz secretário URL: https://www.jornalopolo.com.br/zfm-vai-ate-2073-o-desafio-agora-e-depender-menos-dos-incentivos-diz-secretario/ Last updated: 2026-08-13T21:25:36.000Z A Zona Franca de Manaus (ZFM) tem seus incentivos garantidos constitucionalmente até 2073\. São mais 47 anos pela frente, mas, para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Gustavo Igrejas, o Amazonas precisa aproveitar esse tempo para preparar uma economia que dependa cada vez menos desses benefícios. A avaliação foi feita nesta quinta-feira (13), durante encontro promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) com empresários, investidores e representantes do setor produtivo que estão em Manaus para conhecer o modelo Zona Franca. > “A Zona Franca está garantida até 2073 e eu gostaria muito que até lá a gente tivesse cada vez menos dependência dos incentivos fiscais. E o nosso diferencial é a utilização da biodiversidade mais rica do planeta”, afirmou Igrejas. A ideia defendida pelo secretário não é abandonar os incentivos que sustentam a competitividade do Polo Industrial de Manaus (PIM), mas aproveitar as próximas décadas para desenvolver outras vantagens capazes de fortalecer a economia amazonense. Entre os caminhos apresentados estão a biodiversidade, pesquisa e desenvolvimento, agroindústria, logística, desenvolvimento de novos produtos e maior integração entre conhecimento científico e a indústria já instalada no Estado. ## Da biodiversidade para a indústria É justamente na biodiversidade amazônica que Igrejas enxerga uma das principais oportunidades para esse próximo passo. A proposta apresentada durante o encontro passa por transformar recursos e conhecimento da região em produtos e insumos com maior valor agregado, aproximando pesquisa, tecnologia e indústria. Nesse cenário, o PIM continuaria sendo uma importante base industrial, mas poderia incorporar cada vez mais produtos desenvolvidos localmente e tecnologias relacionadas às características da Amazônia. > “O ideal seria que um dia, ainda que distante, conseguíssemos que o PIM fosse uma forte base industrial mundial, com desenvolvimento de produtos locais e com uma infraestrutura que permitisse que o mesmo se tornasse um centro exportador de produtos e tecnologias”, ressaltou o secretário. Igrejas também fez um panorama das transformações da Zona Franca desde sua criação e defendeu que a discussão sobre o modelo deixe de lado antigos estigmas. Entre as características atuais do modelo destacadas pelo secretário estão a produção verticalizada, a formação de mão de obra especializada, o surgimento de *clusters* industriais e a contribuição da atividade econômica para o desenvolvimento urbano e a preservação da floresta. Ao mesmo tempo, a dependência tecnológica e a forte concentração das vendas no mercado interno ainda aparecem entre os desafios que precisam ser enfrentados. ## PIM continua no centro da estratégia A discussão sobre diversificação acontece sem tirar o atual parque industrial do centro da estratégia econômica do Amazonas. Durante o encontro, a Fieam apresentou a Zona Franca como uma plataforma para atração de novos investimentos. O presidente da entidade, Antonio Silva, destacou que os incentivos continuam sendo um dos principais instrumentos para trazer empresas ao PIM, especialmente os benefícios estaduais relacionados ao ICMS e os incentivos federais administrados no âmbito da Suframa. > “O grande atrativo mesmo é o imposto ICMS, é o do governo do Estado do Amazonas”, disse. Silva também disse que o setor industrial pretende disputar novos investimentos interessados em instalar operações no Estado. > “Nós não vamos perder nenhuma implantação de nenhuma fábrica que queira se instalar aqui no nosso Polo Industrial de Manaus”, declarou. Os números apresentados no encontro ajudam a dimensionar o tamanho dessa estrutura. Segundo os dados utilizados por Igrejas, o PIM registrou faturamento de US$ 19,3 bilhões entre janeiro e maio de 2026\. A média anual de mão de obra chegou a 132.075 trabalhadores em 2025. Para o secretário, o volume de empregos chama atenção principalmente diante do nível crescente de automação dentro das fábricas. > “Esse número que nós temos hoje, 132 mil pessoas, é extremamente relevante, dado ao grau de automação que existe nas empresas”, avaliou. Assim, o caminho apresentado para as próximas décadas combina duas frentes: preservar a força industrial construída a partir da Zona Franca e, paralelamente, desenvolver novas atividades capazes de dar ao Amazonas outras vantagens competitivas. ### LG inaugura fábrica de R$ 1,5 bilhão no Brasil com capacidade para produzir uma geladeira a cada 14 segundos URL: https://www.jornalopolo.com.br/lg-inaugura-fabrica-de-r-1-5-bilhao-no-brasil-com-capacidade-para-produzir-uma-geladeira-a-cada-14-segundos/ Last updated: 2026-08-13T22:39:43.000Z Com o objetivo de impulsionar a capacidade produtiva e a agilidade no mercado brasileiro, a LG inaugurou, nesta quinta-feira (13), uma das mais modernas fábricas de refrigeradores do país. Resultado de um investimento de R$ 1,5 bilhão, a unidade reforça o compromisso da companhia com o fortalecimento e a modernização do parque industrial nacional. Instalada em uma área de aproximadamente 770 mil metros quadrados, em Fazenda Rio Grande, no Paraná, a nova planta marca o início de um novo ciclo estratégico da empresa. Ao gerar mais de 500 empregos diretos e indiretos, a expectativa é que a operação reforce a vocação da região como um dos principais polos industriais da América Latina. Inicialmente focada na fabricação de refrigeradores, a linha de produção deverá expandir suas atividades para os segmentos de lavadoras e secadoras de roupas. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/LG-inaugura-f--brica-de-R_-1_5-bilh--o-no-Brasil-com-capacidade-para-produzir-uma-geladeira-a-cada-14-_1.jpg) Foto: LG/Divulgação No plano geral, a iniciativa está diretamente ligada a um posicionamento orientado pelo conceito “Brasileira do jeito que deve ser”, mote institucional que conecta pilares de investimentos, produção local e inovação tecnológica para fortalecer a relação da marca com o público local, integrando um plano de atuação baseado na oferta de soluções para diversos contextos e rotinas dos consumidores. A partir do fortalecimento em categorias como televisores, monitores, áudio, ar-condicionado residencial, climatização e eletrodomésticos, a estratégia tem como base a consolidação da marca no país por meio da conexão entre produção local, inovação e um portfólio diversificado de tecnologias entre diversas camadas da população. Segundo Daniel Song, presidente da LG Electronics no Brasil, o mercado nacional é estratégico para a LG tanto por sua dimensão quanto pela diversidade e pelo nível de exigência dos consumidores. > “É um país que demanda soluções globais, mas, ao mesmo tempo, exige um entendimento profundo dos hábitos, das condições climáticas e das características das residências locais”, afirma. Alinhado à estratégia global de Home Appliance Solutions da LG, o projeto foi desenvolvido a partir de uma abordagem digital first, priorizando a escalabilidade, a eficiência e a conectividade. Tendo como base uma estrutura que combina altos níveis de automação, processos na nuvem, mecanismos avançados de rastreabilidade e rigorosos controles de qualidade, a linha pode produzir até 230 refrigeradores por hora, o equivalente a aproximadamente uma unidade a cada 14 segundos. > “Um dos diferenciais é a flexibilidade produtiva, que nos permite trabalhar com diferentes soluções de refrigeradores e incorporar gradualmente novos modelos e tecnologias globais da LG. Estamos fazendo para o mercado nacional uma operação alinhada aos padrões internacionais da companhia e preparada para crescer à medida que o setor e as soluções avançam”, diz Rodrigo Fiani, vice-presidente de vendas. Além da ampliação da capacidade produtiva e da agilidade logística, a fabricação local pode reduzir em até 80% o prazo de disponibilização dos itens em determinadas regiões do país. Além disso, os objetivos também contemplam a consolidação de um roadmap que prevê o desenvolvimento econômico e social da região, com uma estrutura preparada para acompanhar o crescimento da categoria e evoluir de acordo com as necessidades dos brasileiros. De acordo com Song, ao longo de 30 anos, a LG construiu uma relação sólida com o Brasil, em uma trajetória marcada pela combinação entre tecnologia global e conhecimento local. > “Não estamos apenas falando de um mercado onde comercializamos produtos, mas de um país no qual investimos, fabricamos, geramos empregos, desenvolvemos parceiros e aprendemos continuamente com os consumidores”, conclui. ### De açaí a pescado: compradores de 11 países chegam a Manaus em busca de produtos da Amazônia URL: https://www.jornalopolo.com.br/de-acai-a-pescado-compradores-de-11-paises-chegam-a-manaus-em-busca-de-produtos-da-amazonia/ Last updated: 2026-08-13T15:54:10.000Z Mais de 50 empresas brasileiras participam, até esta quinta-feira (13), da edição Amazônia do Exporta Mais Brasil, que acontece no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), em Manaus. Promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a iniciativa reúne 13 compradores internacionais de 11 países interessados em ampliar seus fornecedores de produtos da biodiversidade amazônica. Participam compradores da Argentina, China, Colômbia, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Israel, Itália, Líbano, Países Baixos, República Tcheca e Rússia, em busca de produtos como açaí, café, castanha-do-brasil, frutas processadas, pescado amazônico e outras proteínas animais. Além das rodadas de negócios, a programação inclui visitas técnicas a empresas da região, aproximando compradores internacionais das cadeias produtivas amazônicas e permitindo que conheçam de perto processos de produção, padrões de qualidade e iniciativas de bioeconomia. Para Vincent Furlan, especialista do escritório da ApexBrasil em Bruxelas, essa aproximação é resultado do trabalho de inteligência comercial desenvolvido pela Agência no Brasil e no exterior. > "Primeiro, precisamos identificar fornecedores amazônicos capazes de atender às exigências dos compradores europeus. A ApexBrasil conhece as empresas brasileiras e, ao mesmo tempo, nossa equipe em Bruxelas conhece as demandas do mercado europeu e mantém relacionamento com esses compradores. Foi esse trabalho que permitiu trazer empresas da República Tcheca, dos Países Baixos e da Itália interessadas em superfoods amazônicos, produtos cada vez mais valorizados na Europa pelos seus atributos nutricionais e de saúde". Segundo Furlan, além da qualidade dos produtos, fatores como rastreabilidade, certificações e sustentabilidade são decisivos para conquistar espaço no mercado europeu. > "O comprador europeu quer conhecer a história do produto, saber como ele foi produzido e quais benefícios oferece. Certificações e sustentabilidade são aspectos fundamentais para quem deseja acessar esse mercado". ### **Aproximação entre compradores e empresas** Para as empresas brasileiras, um dos principais diferenciais do Exporta Mais Brasil é reunir, em um único ambiente, compradores efetivamente interessados em determinados produtos e mercados, reduzindo custos de prospecção e acelerando a abertura de novos negócios. A Polpa Norte, empresa especializada na produção de açaí, sorvetes e polpas de frutas amazônicas, exporta atualmente para cerca de 20 países e participa das ações da ApexBrasil há mais de duas décadas. Segundo o diretor de exportação da empresa, Renato Geller, a rodada facilita o contato direto com compradores qualificados. > "A grande dificuldade é identificar o comprador que realmente tem interesse no seu produto. A vinda desses compradores para a região é muito interessante porque concentra empresas que já atuam no segmento e permite realizar reuniões com representantes de diversos mercados em um único lugar". A startup paraense Aruanas Alimentos, criada a partir de um projeto de extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA), também encontrou no programa uma oportunidade para apresentar seus produtos ao mercado internacional e ampliar sua estratégia de exportação. > "A gente começou como um projeto de extensão, desenvolvendo alimentos que unissem nutrição, sustentabilidade e ingredientes amazônicos. Foi por meio de um programa da ApexBrasil que conhecemos essa oportunidade e conseguimos participar do Exporta Mais". ### **Conhecer a origem faz diferença** Para quem compra, visitar as empresas e acompanhar de perto os processos produtivos representa um diferencial importante na construção de novos negócios. A diretora da empresa holandesa NH Superfoods, Lourdes Vignolo, destacou que as visitas permitem verificar aspectos fundamentais para atender às exigências do mercado europeu. > "É muito importante que a ApexBrasil organize esses encontros porque essa é a melhor maneira de conhecer os produtores e as instalações. Assim conseguimos entender como os alimentos são produzidos, verificar os processos, o controle de qualidade e os padrões de segurança alimentar que buscamos na Europa". Segundo Lourdes, o contato direto com as empresas brasileiras também fortalece a construção de relações comerciais de longo prazo e amplia a confiança entre compradores e fornecedores, especialmente em um mercado que valoriza cada vez mais a origem, a rastreabilidade e a sustentabilidade dos produtos. ### **Diversificação de mercados** A edição Amazônia do Exporta Mais Brasil acontece um dia após o lançamento do [Plano de Diversificação de Exportações](https://apexbrasil.com.br/plano-de-diversificacao-de-exportacoes?ref=jornalopolo.com.br), apresentado pela ApexBrasil em São Paulo. A iniciativa prevê R$ 210 milhões em investimentos para apoiar até 5.300 empresas brasileiras impactadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, por meio de ações voltadas à abertura de novos mercados. A estratégia contempla 36 mercados prioritários e combina rodadas de negócios, participação em feiras internacionais, consultorias especializadas, bolsas de exportação e atendimento individualizado para ampliar a presença das empresas brasileiras no comércio internacional. A trajetória da Castanhas Ouro Verde, participante desta edição do Exporta Mais Brasil, ilustra como a diversificação de mercados pode fortalecer a competitividade das empresas brasileiras diante das mudanças no comércio internacional. Segundo Lucas Santana, os Estados Unidos chegaram a ser o principal destino das exportações da empresa, mas as tarifas impostas pelo governo norte-americano aceleraram a busca por novos mercados. > "Os Estados Unidos já foram nosso maior mercado e as tarifas tiveram um impacto muito grande para a empresa. Ficamos quatro meses sem vendas, mas isso também nos levou a buscar novos clientes. Hoje crescemos muito na União Europeia, no Oriente Médio e em outros mercados. A ApexBrasil sempre foi nosso braço direito na área comercial. Um dos eventos que mais impulsionou nossa expansão foi justamente uma edição do Exporta Mais Brasil promovida pela Apex". Para o empresário, o apoio da ApexBrasil foi decisivo para aproximar a empresa de compradores internacionais e abrir portas em novos mercados. "Quando fomos procurar esses compradores, eles já conheciam a empresa por indicação da ApexBrasil. Isso facilitou muito a construção dessas relações comerciais." ### **Na sexta-feira, Manaus recebe o Conexões Produtivas** A programação da ApexBrasil em Manaus continua na sexta-feira (14) com o Conexões Produtivas – Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia - Edição Manaus. Promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pela ApexBrasil e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o encontro reunirá representantes do governo, do setor produtivo e especialistas para discutir as oportunidades abertas pelo acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. A programação contará com a participação do presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller; do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; além de lideranças empresariais e especialistas nacionais e internacionais. Entre os destaques da programação estão painéis sobre inteligência de mercado, demandas do mercado europeu, oportunidades para empresas da Amazônia e estratégias para ampliar a inserção de produtos brasileiros no comércio internacional. ### Câmara aprova prorrogação de benefício para portos do Norte e Nordeste URL: https://www.jornalopolo.com.br/camara-aprova-prorrogacao-de-beneficio-para-portos-do-norte-e-nordeste/ Last updated: 2026-08-13T14:48:10.000Z O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12), por 327 votos contra 26, a prorrogação de não incidência do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) para mercadorias com origem ou destino a portos do Norte e Nordeste. O benefício, que terminaria em janeiro de 2027, é prorrogado até 8 de janeiro de 2032\. A não incidência da cobrança vale para navegações de cabotagem, interior fluvial e lacustre. O texto aprovado é a versão (substitutivo) da Comissão de Finanças ao Projeto de Lei Complementar 80/26, do deputado Benes Leocádio (União-RN). A proposta ainda precisa ser analisda pelo Senado. > "A economia potiguar sofreria muito se perdêssemos a continuidade desta isenção que vem sendo feita há décadas", comemorou Benes Leocádio. "É um alívio para indústria salineira do Rio Grande do Norte, o que deve garantir os preços do sal", completou. O deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ) lamentou que o benefício não oferece contrapartidas ou modulação entre as empresas beneficiadas. O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) também criticou a limitação do benefício apenas a estados do Norte e Nordeste. > "Temos muita desigualdade na região Sudeste. Teria de ser um projeto para o Brasil inteiro. Por que só o Norte e Nordeste?", questionou. *Agência Câmara de Notícias* ### KTM prepara fábrica própria em Manaus, separada da Bajaj, para produzir até 20 mil motos por ano; Dois modelos já confirmados URL: https://www.jornalopolo.com.br/ktm-prepara-fabrica-propria-em-manaus-separada-da-bajaj-para-produzir-ate-20-mil-motos-por-ano-dois-modelos-ja-confirmados/ Last updated: 2026-08-13T14:27:47.000Z A nova fase da KTM no Brasil vai passar por Manaus. Agora sob a gestão da Bajaj do Brasil, a fabricante austríaca inicia um novo ciclo no país com duas motocicletas que serão montadas na capital amazonense: as KTM 390 Adventure X e KTM 390 Adventure R. Os modelos foram apresentados ao mercado brasileiro durante o Festival Interlagos – edição Motos e serão as primeiras protagonistas de uma sequência de lançamentos planejada para reposicionar a KTM no segmento de trails de média cilindrada, apontado pela marca como o que mais cresce no mercado nacional. ### Manaus terá papel direto nessa estratégia As duas motocicletas serão montadas localmente com componentes vindos da Índia, país onde os modelos da família 390 já são produzidos dentro da parceria global entre KTM e Bajaj. Segundo a empresa, a fabricação em Manaus fortalece o compromisso de longo prazo da KTM com o mercado brasileiro. A operação industrial da marca austríaca, porém, será independente da linha de montagem que a própria Bajaj já mantém no PIM. A fábrica da KTM ainda está em fase de estabelecimento e terá capacidade para produzir até 20 mil motocicletas por ano. ### KTM agora está sob o comando da Bajaj no Brasil A mudança começou oficialmente em junho de 2026, quando a Bajaj do Brasil assumiu o controle das operações da KTM no mercado brasileiro. Desde então, a companhia passou a responder pelas áreas de vendas, marketing, desenvolvimento da rede de concessionárias, serviços e peças da fabricante austríaca no país. A retomada também vem acompanhada de uma nova estrutura comercial. Atualmente, a KTM conta com 12 endereços de concessionárias espalhados pelo Brasil. É nesse cenário que chegam as 390 Adventure X e 390 Adventure R. Apesar das propostas diferentes, as duas compartilham a mesma base mecânica. O motor é o monocilíndrico LC4c de 399 cm³, com arrefecimento líquido, capaz de entregar 45 cv de potência e 3,97 kgf.m de torque. O conjunto trabalha com câmbio de seis marchas, embreagem assistida e deslizante e quickshifter bidirecional de série. As duas também trazem Cornering ABS, Cornering Traction Control e acelerador eletrônico Ride by Wire. O tanque tem capacidade para 14 litros e desenho pensado para favorecer a pilotagem em pé. Já o sistema de escape é construído em aço inoxidável, inspirado no utilizado pela 390 Enduro R, e dispensa o silenciador traseiro convencional. ### X para o dia a dia, R para quem quer ir além do asfalto A KTM 390 Adventure X funciona como porta de entrada da família e tem uma proposta mais voltada ao uso urbano e às viagens no asfalto, sem abandonar a possibilidade de encarar trechos fora de estrada. Ela utiliza rodas de liga leve de 19 polegadas na dianteira e 17 na traseira, pneus de uso misto e suspensões WP Apex de curso mais contido. O assento fica a 825 mm do solo, enquanto o pacote eletrônico oferece os modos de pilotagem Street e Offroad, painel LCD de cinco polegadas e ABS com modo específico para uso fora do asfalto. O preço anunciado é de R$ 33.990. Já a KTM 390 Adventure R sobe o nível da proposta aventureira. O modelo recebe rodas raiadas de 21 polegadas na dianteira e 18 na traseira, além de suspensão WP Apex dianteira com ajustes de compressão e retorno. Na traseira, há regulagens de retorno e pré-carga. A distância livre do solo chega a 272 mm, reforçando a preparação para terrenos mais exigentes. A versão R também conta com painel TFT colorido de cinco polegadas, ABS com calibração específica para fora de estrada e três modos de pilotagem: Street, Offroad e Rain. O conjunto é direcionado especialmente para trilhas e viagens de maior distância. O preço é de R$ 37.990. ### 'Taxa da seca' antes da seca? Associação Comercial e Assembleia do AM pressionam contra cobrança antecipada URL: https://www.jornalopolo.com.br/taxa-da-seca-antes-da-seca-associacao-comercial-e-assembleia-do-am-pressionam-contra-cobranca-antecipada/ Last updated: 2026-08-13T12:08:09.000Z A cobrança da chamada “taxa da seca” no transporte de contêineres para Manaus ganhou uma nova frente de pressão no Amazonas. De um lado, a Associação Comercial do Amazonas (ACA) voltou à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para contestar os anúncios feitos por grandes companhias de navegação. Do outro, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) passou a cobrar explicações sobre uma tarifa anunciada quando o Rio Negro ainda está bem acima do nível estabelecido pela agência para sua aplicação. A movimentação ocorre depois de Maersk, MSC e CMA CGM comunicarem sobretaxas relacionadas à estiagem de 2026\. As três companhias, juntas, concentram quase metade do transporte mundial de contêineres. O principal questionamento está no momento da cobrança. Em 2025, a Antaq estabeleceu como referência para a aplicação da Low Water Surcharge (LWS), sobretaxa de pouca água, popularmente chamada de “taxa da seca”, a cota de 17,7 metros ou menos do rio Negro, além da necessidade de comprovação técnica dos custos extraordinários provocados pelas dificuldades de navegação. Nesta quarta-feira (12), porém, a régua do Porto de Manaus marcava 26,49 metros. É justamente essa diferença que levou a ACA novamente à Antaq. A associação protocolou uma nova petição no dia 10 de agosto, desta vez relacionada aos comunicados da MSC e da CMA CGM. O movimento dá sequência ao primeiro pedido apresentado em 4 de agosto, depois do anúncio feito pela Maersk. Na avaliação da entidade, as companhias estão antecipando uma cobrança baseada em possíveis dificuldades futuras de navegação, sem que o parâmetro hidrológico definido pela agência tenha sido alcançado. > “Não discutimos a possibilidade de uma cobrança quando ela estiver devidamente fundamentada. O que defendemos é transparência”, diz Bruno Pinheiro, presidente da ACA. ## Aleam entra na discussão O assunto também chegou à tribuna da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira. O presidente da Aleam, deputado Adjuto Afonso, manifestou apoio à iniciativa da ACA e questionou a antecipação de um custo que, na avaliação dele, pode terminar sendo repassado ao consumidor amazonense. > “Ninguém nem sabe se a seca que vai vir aí, ainda estamos em agosto, se vai dificultar a navegação. Antes que a seca chegue, os transportadores já ameaçam cobrar uma taxa. Quem vai pagar essa taxa? Os consumidores, os valores serão colocados nas mercadorias”. A preocupação envolve uma característica da logística amazonense: custos adicionais no transporte de cargas podem percorrer toda a cadeia, chegando ao comércio e, posteriormente, ao preço final das mercadorias. A Aleam informou que pretende acompanhar o caso ao lado da associação, enquanto a discussão segue na esfera regulatória da Antaq. > “Quero dizer ao Bruno Pinheiro, da ACA, e a toda a diretoria, que a gente também está junto com eles. Nós vamos, na tribuna, sempre defender o comércio, que gera emprego, e para que não tenhamos valores elevados nas mercadorias que chegam até a população. Vamos ficar vigilantes, junto à associação, para que não seja cometido esse abuso. Eu vejo como abuso”, declarou Adjuto Afonso. ## Quanto as empresas anunciaram Os valores e as datas variam entre as transportadoras. A MSC comunicou sobretaxa de US$ 1,4 mil para contêineres de carga seca e US$ 1,9 mil para refrigerados, com aplicação prevista a partir de setembro. A CMA CGM, por sua vez, anunciou US$ 753 por TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) para cargas de longa distância. A vigência anunciada começa em 6 de setembro para embarques destinados a Manaus e em 5 de outubro para cargas com origem na capital amazonense. Já a Maersk havia comunicado cobrança de US$ 1.228 por contêiner de 20 ou 40 pés relacionada à estiagem deste ano. ### Rotas do Distrito Industrial podem parar nesta sexta-feira (14) URL: https://www.jornalopolo.com.br/rotas-do-distrito-industrial-podem-parar-nesta-sexta-feira-14/ Last updated: 2026-08-13T11:35:16.000Z A sexta-feira (14) pode começar com um problema a mais para as fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM). Os trabalhadores responsáveis pelo transporte fretado que atende o Distrito Industrial avaliam entrar em greve após as negociações salariais com as empresas do setor terminarem, até agora, sem acordo. A paralisação ainda não está confirmada, mas passou a ser uma possibilidade depois que a categoria rejeitou a proposta apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento de Manaus (Sifetran). O alerta partiu do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Especial, Turismo e Fretamento de Manaus (Sindespecial). Segundo o presidente da entidade, Josildo Oliveira, os valores colocados na mesa pelas empresas foram considerados insuficientes pelos trabalhadores. Com isso, o impasse deixa de ser apenas uma discussão salarial e acende um alerta dentro do próprio PIM: é justamente esse serviço de fretamento que coloca diariamente trabalhadores dentro dos ônibus para chegar às fábricas e voltar para casa. Confira explicação de Josildo Oliveira em vídeo publicado nas redes sociais: > [ Ver essa foto no Instagram ](https://www.instagram.com/reel/Db9VQ3Uh3wN/?utm%5Fsource=ig%5Fembed&utm%5Fcampaign=loading) > > [Um post compartilhado por Josildo Oliveira (@josildooliveira.am)](https://www.instagram.com/reel/Db9VQ3Uh3wN/?utm%5Fsource=ig%5Fembed&utm%5Fcampaign=loading) ## O que acontece se houver greve? O impacto pode aparecer principalmente nas trocas de turno. Milhares de trabalhadores utilizam o transporte fretado para se deslocar entre diferentes regiões de Manaus e os Distritos Industriais. Sem os ônibus, funcionários podem enfrentar dificuldades para chegar às empresas, com possíveis reflexos na rotina das linhas de produção. A dimensão de uma eventual paralisação, porém, dependerá da adesão dos trabalhadores e de quanto tempo o movimento durar. Por enquanto, portanto, os ônibus continuam circulando e não há greve decretada. A sexta-feira aparece como a data a partir da qual a categoria pode cruzar os braços caso o impasse permaneça. Até lá, ainda há espaço para novas negociações entre representantes dos trabalhadores e das empresas e, consequentemente, para um acordo que evite a paralisação. ### Haier quer dar salto em Manaus com fábrica própria até 2028; Tecnologias da China entram nos planos URL: https://www.jornalopolo.com.br/haier-quer-dar-salto-em-manaus-com-fabrica-propria-ate-2028-tecnologias-da-china-entram-nos-planos/ Last updated: 2026-08-12T22:28:17.000Z A Haier chegou a Manaus produzindo por meio de outras empresas, mas não pretende ficar apenas nesse modelo. A gigante chinesa de eletrodomésticos colocou 2027 e 2028 no horizonte de sua expansão no Brasil e afirmou que a intenção é construir uma fábrica própria no Polo Industrial de Manaus (PIM). O plano foi apresentado por representantes do grupo durante reunião com a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), nesta quarta-feira (12). Participaram do encontro o CEO da Haier no Brasil, He Haifeng, o diretor de Operações, Guan Cheng, e a head de Relações Governamentais, Sarah Caixeta. Trata-se, na verdade, de uma reafirmação, pois, em maio deste ano, o desejo de uma estrutura fabril própria já havia sido sinalizada. À época, foi informado que entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões estavam previstos para investimentos. Já o potencial de geração de empregos era de 400 postos diretos. Hoje, a operação da marca em Manaus ainda funciona por meio de parceiros. Televisores e condicionadores de ar são produzidos localmente em parceria com Jabil e TPV. Essa etapa, porém, faz parte de uma estratégia maior. A ideia é usar os primeiros anos para consolidar a Haier no mercado brasileiro, entender o comportamento do consumidor e preparar a expansão da produção local. É nesse planejamento que aparecem 2027 e 2028\. A empresa cita os dois anos como referência para seus próximos movimentos de expansão, incluindo o aumento da fabricação em Manaus e a possibilidade de incorporar novas linhas ao parque industrial. O material apresentado durante a reunião, no entanto, não estabelece qual etapa será realizada em 2027 e qual ficará para 2028, nem fixa uma data para o início da fábrica própria. ### Da terceirização para uma fábrica Haier A intenção da companhia é que a futura unidade própria comece com os dois segmentos que já fazem parte da operação local: televisores e condicionadores de ar. Durante a reunião, a companhia sinalizou que outras linhas poderão futuramente ser incorporadas à fabricação no Amazonas. Os primeiros resultados dessa estratégia já devem aparecer nas lojas. Segundo os representantes da empresa, produtos fabricados em Manaus devem chegar às unidades da Bemol, um dos principais parceiros comerciais da companhia no Amazonas, ainda no fim de agosto. A Haier oficializou sua entrada no mercado brasileiro em maio de 2026, inicialmente com foco em produtos premium e tecnologias para casas conectadas. A companhia também estabeleceu parceria com a Fast Shop para distribuição no país e afirma que vinha estudando o mercado brasileiro havia cerca de dois anos. ### Não é só uma nova fábrica: Haier olha para tecnologias que já usa na China A discussão sobre uma operação própria em Manaus também abriu outra frente: o que a Haier poderia trazer de suas fábricas chinesas para dentro do PIM. Durante a reunião, Sarah Caixeta chamou atenção para a possibilidade de a expansão deixar de representar apenas mais produtos fabricados localmente e incluir também transferência de tecnologia. Um dos exemplos é uma tecnologia de reciclagem utilizada pela companhia em uma de suas fábricas na China, que poderia entrar nas discussões sobre a futura operação amazonense. > “Eu tenho falado muito a eles de a gente trazer as tecnologias para cá, da China, trazer de fato, não só fazer a terceirização, mas trazer, por exemplo, a tecnologia de reciclagem”, disse Sarah. A possibilidade ainda não aparece como um investimento confirmado. O ponto levantado pela executiva é que a expansão em Manaus pode ser usada para internalizar conhecimentos e processos que a companhia já utiliza fora do Brasil. ### IA também está nos produtos E tecnologia, para a Haier, não fica apenas dentro da fábrica. Segundo o CEO da companhia no Brasil, He Haifeng, o grupo trabalha com inteligência artificial, conectividade e eficiência energética aplicadas aos eletrodomésticos. Entre os exemplos apresentados estão condicionadores de ar capazes de ajustar o próprio funcionamento de acordo com a temperatura do ambiente. A companhia também possui tecnologias aplicadas a refrigeradores voltadas a aumentar o tempo de conservação dos alimentos. Esse tipo de produto faz parte da estratégia da Haier para construir sua marca no Brasil, principalmente no segmento de eletrodomésticos conectados. Com mais de 40 anos de atuação global, o grupo reúne marcas como GE Appliances, Candy, Hoover, AQUA e Casarte. ### Fieam pressiona por operação própria Durante o encontro, o presidente da Fieam, Antonio Silva, defendeu diretamente aos executivos que essa nova etapa seja concretizada em Manaus e colocou a estrutura da federação à disposição da companhia. > “Aqui é a casa da indústria. E o que for necessário e preciso para advogar a implantação da fábrica, eu advogo que a fábrica seja implantada em Manaus”, afirmou. Silva também argumentou que a posição geográfica da Amazônia pode ser utilizada pela Haier em uma estratégia de expansão para outros mercados, incluindo países vizinhos e a Europa. > “Por que em Manaus? Porque o desenvolvimento deste país passa pela Amazônia”, declarou. Também participaram da reunião o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Estado do Amazonas (Sinaees-AM), Rildo Oliveira, e a chefe de Gabinete Corporativo do Sistema Fieam, Renée Veiga. ### Blustar: nova empresa da Yamaha desafia Mottu no aluguel de motocicletas URL: https://www.jornalopolo.com.br/blustar-nova-empresa-da-yamaha-desafia-mottu-no-aluguel-de-motocicletas/ Last updated: 2026-08-12T20:19:36.000Z A Yamaha decidiu entrar em um mercado que ganhou força no Brasil nos últimos anos: o aluguel de motocicletas. E não fez isso apenas colocando um novo serviço na rua. O grupo criou uma nova empresa para disputar esse espaço, segundo reportagem do Estadão A Blustar começou a operar oficialmente no país com foco na locação e assinatura de motocicletas. A estreia acontece com um modelo bastante conhecido nas ruas brasileiras: a Yamaha Factor 150 ED, que, neste primeiro momento, é a única motocicleta disponível no catálogo. O movimento coloca a Yamaha em um segmento no qual a Mottu ganhou espaço principalmente entre entregadores e trabalhadores de aplicativos. A diferença é que, agora, uma fabricante tradicional de motocicletas entra diretamente nessa disputa. A Blustar é uma empresa do Grupo Yamaha e opera em parceria com concessionárias autorizadas da marca. A contratação pode ser feita digitalmente, enquanto a retirada da motocicleta acontece presencialmente. ### Quanto custa? No plano mensal, a Factor 150 ED custa R$ 52 por dia, o equivalente a R$ 364 por semana. Considerando 30 dias, o desembolso fica em torno de R$ 1.560. Também é exigido um caução de R$ 850 para a liberação da motocicleta. Segundo as condições divulgadas pelo serviço, esse valor pode ser dividido em duas parcelas: uma entrada de R$ 399,50 e outra de R$ 450,50. A proposta é justamente tirar da conta do motociclista alguns dos gastos normalmente associados à compra e à manutenção de uma moto. O pacote inclui IPVA e licenciamento, seguro contra roubo, furto, colisão e danos a terceiros, manutenção preventiva, revisões periódicas e assistência 24 horas. Na prática, a Yamaha mira especialmente quem precisa de uma motocicleta para gerar renda, mas não quer (ou não pode) assumir a entrada e as parcelas de um financiamento, além dos demais custos de propriedade do veículo. ### Factor 150 abre o catálogo A escolhida para abrir a operação foi a Factor 150 ED. A moto tem motor monocilíndrico de 149 cm³, flex e refrigerado a ar, com potência de até 11,1 cv e torque de 1,3 kgfm quando abastecida com etanol. O câmbio tem cinco marchas. A versão também conta com freio a disco dianteiro, painel totalmente digital com indicador de marchas e função Eco, além de tanque com capacidade para 15,4 litros. Por enquanto, não há outros modelos no catálogo da Blustar. A entrada da Yamaha nesse mercado, porém, cria uma nova frente de atuação para o grupo no Brasil: além de fabricar e vender motocicletas, passa também a disputar diretamente o cliente que prefere alugar a moto em vez de comprá-la. ### De Manaus a Parintins em 3 horas. Barco voador criado no AM será testado até dezembro e já conta com 61 interessados URL: https://www.jornalopolo.com.br/de-manaus-a-parintins-em-3-horas-barco-voador-criado-no-amazonas-sera-testado-ate-dezembro/ Last updated: 2026-08-13T13:04:17.000Z Imagine sair de Manaus, seguir pelo rio, ganhar velocidade e, de repente, deixar de navegar para “voar” a poucos metros da água. Sem aeroporto. Sem pista. E, depois de pousar, voltar a navegar como uma embarcação. Parece uma mistura improvável de barco e avião, mas é justamente nisso que uma startup amazonense trabalha há pouco mais de cinco anos. A AeroRiver está na reta final da construção do Voadeiro, seu primeiro veículo tripulado de "efeito solo". É com ele que a empresa faz uma das comparações que mais ajudam a entender o tamanho da proposta: Manaus–Parintins. Um deslocamento que pode levar aproximadamente dez horas de embarcação poderá ser feito em cerca de três horas. A autonomia informada para o veículo é de 500 quilômetros. O protótipo, com capacidade para quatro pessoas ou 250 kg de carga, está sendo finalizado em São José dos Campos (SP), deve ficar pronto até setembro e, depois disso, seguirá para Manaus. É aqui que começa uma das etapas mais importantes, e delicadas, do projeto: colocar o veículo na água, fazê-lo navegar, decolar, pousar e, finalmente, percorrer trajetos maiores. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/voadeiro.png) Arte: AeroRiver A intenção é realizar os ensaios no Amazonas, com direcionamento para o Rio Negro até dezembro. O local exato não foi revelado por questões de segurança e porque ainda depende de autorizações, mas a empresa já trabalha com possíveis áreas para os testes. > “Os testes são incrementais. A gente vai ter uma primeira fase, que vai ser o teste de flutuabilidade, depois navegação. Aí, depois, começando a fazer decolagem e pouso e, por fim, os trajetos”, explica Tulio Duarte, engenheiro eletricista e cofundador da AeroRiver. A preferência pelo Rio Negro também tem uma explicação prática: segundo Tulio, há trechos com condições favoráveis para a realização dos ensaios e menor trânsito de embarcações. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/tulio-conde.png) Tulio Duarte | Foto: Reprodução/Internet ## Primeiro vem o Voadeiro. Depois, o Volitan Aqui é importante separar os projetos. O veículo que está sendo construído agora é o Voadeiro, modelo menor, com capacidade para quatro pessoas. É ele que deverá ser levado a Manaus para os primeiros testes tripulados. A estimativa da AeroRiver é que essa versão custe cerca de R$ 1,5 milhão. O segundo veículo tripulado é o Volitan, maior e projetado para transportar até dez passageiros ou uma tonelada de carga. Ele deverá atingir 150 km/h, operando a até 5 metros da superfície da água. O preço estimado é de aproximadamente R$ 3 milhões. A construção do Volitan, que também sofreu alterações no cronograma ao longo do desenvolvimento, está prevista para começar em 2027. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Volitan.png) Arte: AeroRiver ## Não basta voar. Tem piloto de ensaio, engenheiro e empresa especializada Para colocar o primeiro veículo tripulado no ar, a AeroRiver contratou a Sirius Flight Test-BR (SFT-BR), empresa brasileira especializada em ensaios em voo, treinamento e consultoria, sediada em São José dos Campos. Os primeiros testes terão a participação de piloto de ensaio e engenheiro de ensaios em voo. Pode parecer estranho falar em profissionais de aviação para testar algo classificado como embarcação. Mas é justamente aí que está uma das particularidades do projeto: o Voadeiro e o Volitan reúnem características dos dois mundos. > “Apesar de ele ser uma embarcação, como tem características também aeronáuticas, os testes serão com pilotos experimentais. A gente está trazendo competências tanto aeronáuticas quanto navais para garantir a segurança”, afirma Tulio. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/sirius.jpeg) Foto: Sirius/Instagram A startup diz já ter feito uma consulta à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e recebido a informação de que esse tipo de veículo fica fora do processo de certificação aeronáutica. O caminho regulatório, portanto, é naval. A empresa trabalha com a Capitania dos Portos no processo que deverá levar à certificação antes da produção em escala. Há ainda regulamentação internacional da Organização Marítima Internacional (IMO) para veículos de efeito solo. Segundo Tulio, os modelos que permanecem dentro dos limites previstos para esse tipo de operação são tratados pela regulamentação naval. ## Mas, afinal, como ele consegue voar? O princípio é chamado de "efeito solo" e ocorre quando uma asa se desloca muito perto de uma superfície — no caso da AeroRiver, principalmente a água — ocorre uma mudança no comportamento aerodinâmico. De maneira simplificada, forma-se uma espécie de “colchão” de ar que aumenta a sustentação e reduz o arrasto. É justamente nessa faixa que o veículo trabalha. O Voadeiro, de quatro lugares, foi projetado para operar aproximadamente entre 2 e 2,5 metros da superfície, alcançando entre 120 e 150 km/h. O objetivo não é subir a milhares de metros como um avião. É permanecer rente ao rio. > “De forma mais fácil de entender, é como se fosse um colchão de ar que aumenta a sustentação e diminui o arrasto. Só que isso é uma tecnologia que pouquíssimos países detêm”, comenta Tulio. Esse tipo de veículo também é conhecido como ecranoplano e tem uma história que passa por experiências desenvolvidas em diferentes países. Atualmente, segundo a AeroRiver, há projetos de efeito solo em locais como Rússia, China, Coreia do Sul, Singapura, Estados Unidos e países europeus. A empresa amazonense aparece como única representante latino-americana em um mapeamento internacional da consultoria Novatrends Market Intelligence sobre empresas envolvidas no mercado de veículos WIG, sigla em inglês para *Wing-in-Ground Effect*, ou veículo de efeito solo. Para a AeroRiver, isso reforça uma ambição que vai muito além de colocar um veículo diferente para circular pelos rios amazonenses. ## Gasolina comum, motores elétricos e até 150 km/h A primeira configuração do sistema de propulsão será híbrida, mas não exatamente como acontece em um automóvel híbrido. O motor principal ainda é a combustão e abastecido com gasolina comum. Motores elétricos auxiliares entram principalmente no momento em que o veículo precisa de mais potência: a decolagem. A razão está na própria água. Enquanto está navegando e acelerando para decolar, o veículo enfrenta uma resistência muito maior. Depois que deixa de ter contato com a superfície e entra no efeito solo, a potência necessária diminui. 0:00 /0:26 1× Voadeiro | Vídeo: AeroRiver A AeroRiver também mantém pesquisas em sistemas de propulsão híbrida para futuras configurações. No Voadeiro, a estimativa apresentada é de um consumo entre 7 e 8 quilômetros por litro de gasolina comum, apesar da velocidade que pode chegar a 150 km/h. A empresa também trabalha com a proposta de reduzir emissões em comparação a aeronaves convencionais e embarcações tradicionais. E há um motivo para a gasolina comum estar no projeto. Ela pode ser encontrada ao longo das calhas dos rios, permitindo reabastecimento sem a necessidade de criar uma infraestrutura completamente nova para a operação. ## E quando o rio seca? Projetar um veículo para a Amazônia significa lidar com uma realidade inevitável: o mesmo rio que enche também seca. A AeroRiver afirma ter considerado isso desde o desenvolvimento. O Voadeiro precisa de água para decolar e pousar, mas, uma vez no efeito solo, consegue passar sobre áreas de banco de areia. A estimativa atual é de que sejam necessários aproximadamente 1 quilômetro de extensão com pelo menos 50 centímetros de água para as operações de pouso e decolagem. Esses limites ainda não são definitivos. Serão refinados justamente durante os ensaios. > “Ele pode ter o impacto contra um tronco. Isso acontece porque é uma característica da Amazônia. Então ele foi projetado já considerando isso”, pontua o entrevistado. Em condições meteorológicas que impeçam o deslocamento pelo efeito solo, a proposta é que o veículo possa pousar e continuar navegando. ## 61 cartas de intenção Se os testes ainda nem começaram, existe mercado interessado? A AeroRiver diz que sim. A startup reúne atualmente 61 cartas de intenção de compra, assinadas por empresas, prefeituras e pelo Exército Brasileiro, segundo o Reset/UOL. Isso não significa que 61 veículos já foram vendidos. A empresa ainda não fechou contrato comercial para os veículos tripulados. As cartas demonstram interesse e ajudam a medir a demanda potencial, mas a comercialização depende da conclusão dos testes, da certificação e da preparação da produção. > “A partir do momento em que os testes forem validados e a gente tiver toda a regulamentação, o próximo passo é a certificação. Com a certificação, a gente já pode iniciar as operações. A introdução comercial vai ocorrer de forma gradual”, diz Tulio. 0:00 /0:07 1× Volitan | Vídeo: AeroRiver A ideia é chegar ao mercado com um preço mais próximo ao de embarcações de alto desempenho do que ao de aeronaves. > “A gente está buscando um preço muito próximo de lanchas, muito mais barato do que um avião, principalmente para possibilitar que ele seja acessível à população amazônica”. ## A fábrica que a AeroRiver quer colocar em Manaus São José dos Campos tem papel importante na história do projeto, mas a AeroRiver faz questão de apontar Manaus como destino industrial da tecnologia. Hoje, os componentes de fibra e materiais compósitos do protótipo são produzidos em São José dos Campos, onde existe uma cadeia aeronáutica consolidada. Manaus concentra atividades de eletrônica, desenvolvimento de software, aviônica e engenharia embarcada. A montagem final e a integração do veículo serão feitas na capital amazonense. Há ainda funcionários da unidade de Manaus acompanhando a manufatura em São José dos Campos justamente para transferir conhecimento. “Hoje a nossa unidade de São José está fazendo uma transferência de conhecimento muito grande para Manaus. A intenção da fabricação é em Manaus”. A empresa trabalha com o Senai Cimatec na estruturação do processo fabril. A proposta é desenvolver uma fábrica modular, que possa começar com capacidade menor e ganhar novos módulos conforme a demanda pelos veículos aumentar. Uma nova rodada de captação é prevista até o fim de 2027 para ajudar a viabilizar uma fábrica própria. ## E a Zona Franca entra onde? A AeroRiver ainda não possui o projeto industrial do veículo aprovado para receber os incentivos da Zona Franca de Manaus. Mas isso está no radar. A empresa trabalha na avaliação dos Processos Produtivos Básicos (PPBs) — o conjunto mínimo de etapas industriais exigidas para determinados produtos fabricados com incentivos — para descobrir se seus projetos podem ser enquadrados em regras já existentes ou se será necessário um novo processo. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/zona-franca-de-manaus.jpg) Plano da AeroRiver é ter fábrica própria no PIM| Foto: Divulgação O primeiro da fila deverá ser o drone de efeito solo, que será detalhado mais abaixo. Depois, a intenção é avançar com os veículos tripulados. Ao mesmo tempo, a AeroRiver já participa de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação financiados com recursos ligados ao modelo Zona Franca, inclusive por meio dos programas prioritários de Indústria 4.0 e Bioeconomia. A empresa cita, entre os parceiros e apoiadores, instituições como Suframa, CITS, Idesam, Finep, CNPq e Fundação CERTI, além de institutos de tecnologia e empresas da região. ## Mais de R$ 20 milhões já passaram pelo projeto Segundo a AeroRiver, mais de R$ 20 milhões em investimentos e recursos para projetos já foram captados ao longo da trajetória da empresa. A maior parte, aproximadamente R$ 17 milhões, veio de subvenção pública. Um projeto aprovado em 2022 pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) ajudou no desenvolvimento do drone. Em 2024, outros dois financiamentos maiores — um da Finep e outro relacionado à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) — ajudaram a bancar o início da construção do Voadeiro. A empresa também captou R$ 1,2 milhão de investidores-anjo por meio de mútuo conversível, modalidade em que o recurso emprestado pode posteriormente ser transformado em participação na empresa. Entre os primeiros investidores estão nomes ligados à Bemol, que aportou recursos em 2021, além de um grupo de práticos, profissionais responsáveis por conduzir grandes navios durante operações e manobras em áreas de navegação da região amazônica. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/8.jpg) Foto: AeroRiver Em 2023, aproximadamente R$ 60 mil do Programa Centelha, coordenado pela Fundação CERTI, foram usados para custear um ensaio em tanque de provas navais. A necessidade desse tipo de teste está ligada à própria natureza da tecnologia: um veículo que opera permanentemente no efeito solo exige análises diferentes daquelas feitas em um túnel de vento convencional. Mais recentemente, a AeroRiver recebeu R$ 300 mil da Sinergia Investimentos, fundo da Jornada Amazônia, iniciativa de desenvolvimento de negócios de impacto financiada pelo BID Lab, braço de inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento. O aporte, feito por meio de mútuo conversível, ajuda justamente a acelerar a finalização do Voadeiro. A empresa também está concluindo, no momento, uma rodada de investimento de R$ 3 milhões, segundo Tulio. ## Tem drone nessa história também Voadeiro e Volitan são os projetos que mais chamam atenção pelo transporte de pessoas, mas a AeroRiver trabalha com uma terceira frente. É um drone de efeito solo radiocontrolado, chamado Stingray, com alcance de aproximadamente 50 quilômetros, pensado, entre outras aplicações, para transportar medicamentos e alimentos até comunidades isoladas em situações emergenciais. Dos produtos da empresa, é o que já chegou à fase de protótipo em voo para testes e coleta de dados. Além disso, já começou a captar demandas comerciais. Como já dito, a intenção é que ele também seja o primeiro produto apresentado no processo de enquadramento industrial relacionado à Zona Franca de Manaus. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/2.jpg) Stingray | Foto: AeroRiver ## De Manaus para São José A AeroRiver nasceu em Manaus em 2021 a partir da união de três engenheiros com vínculos com a Amazônia. Lucas Guimarães, natural de Manaus, e Felipe Bortolete, de Porto Velho, conheceram-se durante a graduação na Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Os dois fizeram mestrado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e atualmente desenvolvem doutorado em Engenharia Aeronáutica na instituição, em São José dos Campos. Tulio Duarte, entrevistado por O POLO, engenheiro eletricista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), completa o grupo de fundadores e traz uma trajetória ligada a projetos de tecnologia e inovação na Amazônia. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/premio-editada.jpg) Felipe Bortolete, Tulio Duarte e Lucas Guimarães | Foto: AeroRiver A empresa reúne mais de 30 colaboradores. Quando entram na conta bolsistas, terceirizados e profissionais de empresas parceiras envolvidos diretamente nos projetos, são mais de 50 pessoas trabalhando no desenvolvimento. Há doutores e doutorandos e profissionais com experiência em diferentes áreas de engenharia, aeronáutica, sistemas, software e desenvolvimento tecnológico. A presença em São José dos Campos, portanto, não representa uma mudança do centro do projeto para São Paulo. A estratégia descrita pela empresa é justamente aproveitar um dos maiores polos aeronáuticos brasileiros e transferir parte desse conhecimento para Manaus. Com isso, há a possibilidade criar em Manaus uma indústria de maior valor tecnológico e empregos mais qualificados. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Time-Manaus.jpg) Tulio e demais profissionais da AeroRiver | Foto: AeroRiver ## Turismo é só uma das possibilidades É fácil imaginar o Voadeiro levando turistas para hotéis de selva ou o Volitan encurtando uma viagem até Parintins. Mas a AeroRiver quer vender algo maior que isso: uma plataforma de transporte. Entre as aplicações estudadas estão transporte regular de passageiros, turismo, pequenas cargas de alto valor agregado, peças e componentes para embarcações, apoio logístico, saúde, segurança pública e atendimento rápido a comunidades indígenas e ribeirinhas. Um profissional de saúde, por exemplo, poderia chegar a uma comunidade distante em uma fração do tempo atualmente necessário. Uma peça poderia ser levada rapidamente até uma embarcação parada no interior. Órgãos públicos poderiam usar a tecnologia para alcançar pontos remotos. > “Nós estamos construindo um veículo para múltiplos usos. O grande diferencial é uma plataforma de transporte que pode ser utilizada para diferentes demandas ou aplicações”, resume Tulio. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/12.jpg) Foto: AeroRiver Essa lógica também inclui o Polo Industrial de Manaus. A empresa enxerga possibilidade de transportar cargas leves e produtos de maior valor agregado com velocidade muito superior à das embarcações convencionais. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em 2024 foram realizadas na Amazônia Legal: mais de 12 milhões de viagens de passageiros e transporte de 43 milhões de toneladas de cargas. ## Primeiro, Rio Negro. Depois, outras calhas e outros países A Amazônia é o primeiro mercado. A tendência, ainda não confirmada definitivamente, é que a primeira operação comercial seja estruturada no Rio Negro. Depois aparecem Solimões e Amazonas, com a possibilidade de alcançar as principais calhas da região e atender também Pará e Amapá. Mas o mapa desenhado pela AeroRiver já ultrapassa o Norte. Há conversas e estudos para aplicações em Morro de São Paulo–Salvador, na Bahia; na região de Ilhabela e São Sebastião, em São Paulo; em deslocamentos costeiros que poderiam chegar a Florianópolis; e também para Fernando de Noronha. Fora do Brasil, a empresa possui termos de parceria envolvendo Bahamas, Colômbia e Dominica, dentro da estratégia de explorar mercados do Caribe e outras regiões com características favoráveis à tecnologia. A empresa não detalhou as contrapartes nem a natureza desses termos. A lógica é simples: onde existem arquipélagos, grandes redes hidrográficas, transporte costeiro ou regiões remotas, existe um mercado potencial. > “A nossa visão é global. Essas tecnologias têm possibilidade para o mundo todo. São projetos da Amazônia, validados na Amazônia, mas desenvolvidos para o mundo”. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/3559ecf1864826a44a1e6bd9f2fba811-scaled.jpeg) Barco Voador também deve operar nos estados do Pará e Amapá. Além disso, já possui termos de parceria fora do Brasil | Foto: Reprodução/Internet ## Uma tecnologia que a AeroRiver diz ter desenvolvido aqui Há outro ponto que Tulio faz questão de destacar. Segundo ele, a equipe desenvolveu conhecimento próprio para modelar matematicamente a operação contínua dentro do efeito solo — justamente a faixa aerodinâmica em que os veículos da AeroRiver deverão permanecer durante o deslocamento. A empresa trata esse conhecimento como parte de sua propriedade intelectual e como tecnologia de engenharia nacional. > “A gente está falando de uma tecnologia desenvolvida no Brasil, engenharia nacional, propriedade intelectual nacional e uma solução criada para um desafio muito estratégico para o Brasil”. É também por esse potencial que a AeroRiver vê espaço futuro na Base Industrial de Defesa (BID). A empresa ainda não é credenciada na BID, mas mantém aproximação com o setor de defesa e considera que a tecnologia pode encontrar aplicações nessa área. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/11.jpg) Foto: AeroRiver ## Sem estrada nova. Sem aeroporto novo. O rio já está lá Talvez seja justamente aí que esteja a aposta mais ambiciosa da AeroRiver. O projeto não tenta substituir os rios amazônicos por outra infraestrutura. Faz o contrário: transforma os próprios rios em parte da solução. Não é preciso abrir centenas de quilômetros de estrada para cada rota. Nem construir um aeroporto em cada município que se queira atender. A água já está ali. > “A inovação tem que ser utilizada para melhorar a vida das pessoas. A AeroRiver nasce de um problema real, e quem é da Amazônia sabe o desafio da mobilidade na região”. Agora, porém, vem a etapa em que cálculos, simulações, protótipos e anos de engenharia precisam enfrentar o mundo real. O Voadeiro precisa chegar a Manaus. Precisa entrar no Rio Negro. Precisa navegar. Precisa decolar. Precisa pousar. Precisa repetir tudo isso com segurança. Depois vêm certificação, fábrica, produção e operação comercial. É uma lista grande. Mas, depois de anos em que a ideia de um “barco voador” poderia facilmente ser recebida como algo distante demais da realidade, a AeroRiver está perto de chegar ao teste que pode definir o próximo capítulo. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/1.jpg) Foto: AeroRiver > “No início, quando a gente falava, muitas pessoas achavam que era algo inviável, irreal. Hoje elas já percebem e enxergam como uma realidade”, diz Tulio. E, para ele, a razão de insistir no projeto continua onde tudo começou: nos rios. > “O desenvolvimento econômico está diretamente relacionado com uma logística eficiente. A gente está buscando resolver um desafio histórico na Amazônia: conectar pessoas e cargas com mais eficiência em uma região marcada por grandes distâncias e dependência dos rios”, finaliza. 🖋️ [Francisco Gomes](https://www.linkedin.com/in/francisco-gomes-747512226/?ref=jornalopolo.com.br) \- Jornalista (MTB 2238/AM) ### Produção física: indústria do Amazonas despenca 11,3% em junho e tem a maior queda do país URL: https://www.jornalopolo.com.br/producao-fisica-industria-do-amazonas-despenca-11-3-em-junho-e-tem-a-maior-queda-do-pais/ Last updated: 2026-08-12T18:59:19.000Z A indústria do Amazonas registrou forte deterioração em junho de 2026 e fechou o primeiro semestre em queda, liderando o pior desempenho industrial do país no mês. Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE, a produção física (que leva em conta volume de produtos fabricados) no estado despencou 11,3% em relação a maio (com ajuste sazonal) e recuou 10,0% no comparativo com junho de 2025, acumulando retração de 2,1% nos últimos 12 meses — o nível mais baixo da série. O resultado do mês foi severamente impactado pela crise no polo eletrônico e óptico (-27,9%), além de quedas no setor químico (-16,4%) e de duas rodas/transportes (-14,5%), nem mesmo amortecidas pelo salto na produção de derivados do petróleo (+145,3%). ### **Principais Indicadores** Em junho, a produção física industrial no Amazonas apresentou uma forte deterioração, sinal de enfraquecimento da atividade no setor. O indicador de variação mês a mês, com ajuste sazonal, recuou 11,3% em relação a maio, enquanto a comparação com junho de 2025 mostrou queda de 10,0%. O cenário ficou ainda mais preocupante no acumulado em 12 meses, que caiu para -2,1%, marcando o pior nível da série analisada. Em termos de ritmo, o mês de junho interrompeu a recuperação observada até maio e reforça a visão de desaceleração para a indústria local. A leitura que vai de janeiro a junho de 2026 aponta para um mês de reversão e maior pressão sobre a atividade industrial do estado. ![](https://imgur.com/7YmlcXu.jpg) ### **Indústria em queda: apenas três estados fecham junho no positivo e Amazonas lidera perdas** O cenário para o setor industrial brasileiro em junho de 2026 foi marcado por forte desaceleração. Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgados pelo IBGE, o índice de produção física na variação mês a mês (com ajuste sazonal) apontou retração na maioria dos locais pesquisados, resultando em uma média de queda de 1,53% entre as Unidades da Federação com dados registrados. Dos 17 locais analisados, 11 registraram retração, três mantiveram estabilidade técnica e apenas três conseguiram avançar. No topo do desempenho nacional, o Rio Grande do Sul liderou os ganhos com uma alta de 3,7% na comparação com o mês imediatamente anterior. A Bahia assumiu o segundo lugar com crescimento de 2,7%, seguida por Mato Grosso, que garantiu a terceira posição ao registrar expansão de 1,6%. Em contrapartida, o resultado geral foi severamente impactado por recuos em importantes polos industriais do país. São Paulo, o maior parque industrial nacional, abriu a lista dos três piores desempenhos ao encolher 3,2% no mês. O Espírito Santo figurou na penúltima colocação, com retração de 3,4%. A maior queda do período foi registrada pelo Amazonas, que teve um recuo expressivo de 11,3%, puxando o indicador regional para baixo e destacando-se como o resultado mais negativo do ranking. Estados como Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Maranhão não apresentaram variação significativa no período. O quadro geral reflete os desafios enfrentados pela produção fabril do país, que segue em ritmo de desaceleração na passagem de mês. ![](https://imgur.com/1hSCba1.jpg) O desempenho da indústria no Amazonas em junho de 2026 expôs um cenário de fortes contrastes. Embora o estado tenha sido alavancado pelo setor de combustíveis, os segmentos mais tradicionais e emblemáticos do Polo Industrial de Manaus (PIM) registraram duras retrações em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE. Das dez atividades industriais acompanhadas no estado, seis fecharam o mês no campo negativo. O resultado mais crítico veio do pilar fabril da região: a fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, que despencou 27,9%. Outros setores de grande peso para a economia local também enfrentaram fortes quedas. A indústria de produtos químicos recuou 16,4%, enquanto a cadeia de outros equipamentos de transporte — que engloba o polo de duas rodas — encolheu 14,5%. Já os segmentos de máquinas e materiais elétricos (-9,4%), produtos diversos (-8,3%) e bebidas (-3,9%) completaram a lista de retrações do período. Por outro lado, o setor de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis atuou como o grande amortecedor da produção amazonense, disparando 145,3% no comparativo anual. O setor de produtos de borracha e material plástico também apresentou ritmo acelerado, com alta de 16,4%. Com avanços mais modesto e estabilidade, máquinas e equipamentos (+1,9%) e produtos de metal (+0,3%) completaram o grupo com sinal positivo. O balanço de junho retrata uma indústria amazonense dividida: de um lado, o avanço expressivo do refino de petróleo e de embalagens/plásticos; do outro, o esfriamento expressivo de cadeias produtivas de alto valor agregado, que seguem pressionadas e em ritmo de desaceleração na passagem do ano. ![](https://imgur.com/W7PMC9v.jpg) ### IA nas vistorias: Suframa moderniza fiscalização das indústrias do PIM URL: https://www.jornalopolo.com.br/ia-nas-vistorias-suframa-moderniza-fiscalizacao-das-industrias-do-pim/ Last updated: 2026-08-12T16:44:16.000Z A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) vem executando um conjunto de medidas voltadas à transformação digital, segurança jurídica e atualização de processos internos da Autarquia. As ações buscam adequar o acompanhamento do Polo Industrial de Manaus (PIM) ao contexto de transição da reforma tributária e às novas exigências tecnológicas do setor produtivo nacional, com foco em eficiência administrativa, sustentabilidade e fortalecimento das cadeias econômicas regionais. > “A administração pública precisa acompanhar a velocidade da transformação tecnológica observada na indústria. O avanço na digitalização de rotinas e na aplicação de inteligência artificial busca assegurar celeridade, segurança aos processos e respostas orientadas por dados para todo o ecossistema produtivo”, destaca o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro. No campo da modernização institucional, a Autarquia trabalha na implantação do novo Sistema de Indicadores Industriais e na integração de ferramentas de inteligência artificial voltadas à otimização das vistorias técnicas. O objetivo é reduzir o tempo de tramitação processual, qualificar a análise de dados operacionais e aprimorar a capacidade de monitoramento das atividades industriais, gerando subsídios técnicos contínuos sobre o desempenho econômico, a geração de empregos e o faturamento do modelo. Diante da nova legislação tributária, os trabalhos técnicos estão direcionados à produção de diagnósticos e estudos de impacto que demonstrem a integração do Polo Industrial de Manaus com o restante do País. O PIM concentra atualmente mais de 550 indústrias e gera cerca de 130 mil empregos diretos, demandando insumos, peças e serviços de fornecedores de diferentes unidades da federação, além de abranger projetos de desenvolvimento nos estados da Amazônia Ocidental e no Amapá. > “A Zona Franca de Manaus desempenha um papel de integração nacional, movimentando fornecedores, empregos e arrecadação em diversos estados brasileiros. A atuação técnica da instituição é fundamental para apresentar dados consolidados que demonstrem a solidez e a importância socioeconômica do modelo para o País durante o processo de regulamentação tributária”, ressalta Montenegro. ### DAS O planejamento institucional inclui ainda a estruturação de diretrizes para o fomento de setores de bioeconomia, tecnologia da informação, sustentabilidade e agregação de valor às matérias-primas regionais, articulados a investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) junto a universidades e centros científicos. De forma complementar, a Autarquia conduz o levantamento e a organização das informações territoriais no Distrito Agropecuário da Suframa (DAS), buscando conferir maior segurança jurídica às áreas destinadas a empreendimentos produtivos e à regularização fundiária na região. ### Terremoto paralisa porto estratégico na Colômbia e Maersk altera rota de navios URL: https://www.jornalopolo.com.br/terremoto-paralisa-porto-estrategico-na-colombia-e-maersk-altera-rota-de-navios/ Last updated: 2026-08-12T14:10:22.000Z O terremoto que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10) já começa a mexer também com a logística e o comércio exterior do país. A Maersk reportou perturbações em suas operações oceânicas e terrestres, com suspensão temporária das atividades no terminal de Buenaventura, mudanças na programação de navios e risco de atrasos no transporte de cargas pelas estradas. Segundo o Container News, as operações em Buenaventura foram interrompidas enquanto equipes avaliam as instalações e a infraestrutura local. A suspensão atinge a operação de navios, a movimentação de cargas e os cronogramas dos serviços no porto. A companhia informou que trabalha junto a equipes locais, operadores de terminais, autoridades e parceiros logísticos para avaliar a situação. Neste momento, a prioridade, segundo a Maersk, é a segurança de funcionários, de suas famílias e das comunidades afetadas. O terremoto levou a Colômbia a declarar emergência nacional. O número de mortos já supera 100 pessoas, conforme informou a Agência Brasil. O Governo Federal brasileiro manifestou solidariedade e afirmou que o Brasil permanecia à disposição para auxiliar. ## Navio não conseguiu terminar operação O impacto sobre a programação marítima já é concreto. O Luna Maersk, viagem 628W, estava operando em Buenaventura no momento do terremoto e não conseguiu concluir suas operações de carga. A Maersk informou que as unidades que ficaram sem ser carregadas ou descarregadas serão remarcadas para o próximo navio disponível. Outro navio também teve a programação alterada. O Gudrun Maersk, nas viagens 628E e 633W, vai deixar de fazer escala em Buenaventura. Nesse caso, as cargas afetadas também serão transferidas para o próximo navio disponível. ## E o problema não está apenas no porto Mesmo quando a movimentação marítima começar a ser retomada, há outro ponto de atenção: as estradas. Fechamentos de vias e restrições de tráfego podem atrasar cargas de importação e exportação transportadas entre Buenaventura e o interior da Colômbia. As perturbações atingem ainda as operações de depósito e o balcão de atendimento aos clientes da Maersk em Buenaventura e Cali. Em outras regiões do país, porém, a situação é diferente: a Maersk não reportou impactos operacionais em seus armazéns de Cartagena e Bogotá, no Tocancipá Logistics Center ou no depósito de Cartagena. As estruturas permanecem disponíveis. O Tocancipá Logistics Center tem 44 mil metros quadrados de área total e foi inaugurado em junho de 2024, como parte da expansão da presença logística da Maersk na Colômbia. ## Maersk prepara alternativas Com parte da operação afetada, a empresa já avalia medidas de contingência. A Maersk informou ao Container News que estuda formas de limitar as perturbações e manter a continuidade dos negócios, inclusive com soluções alternativas para apoiar os fluxos de cargas dentro de sua rede. Para os clientes, a recomendação é acompanhar os cronogramas e as notificações das remessas pelos canais oficiais de comunicação da companhia. ## Por que Buenaventura é um ponto tão sensível? O impacto ganha outra dimensão quando se olha para o papel de Buenaventura na logística colombiana. O porto é o principal ponto de saída das exportações e de entrada das importações da Colômbia pelo Pacífico. Por isso, a suspensão temporária das operações, somada aos fechamentos de estradas entre o litoral e o interior, cria um gargalo em duas pontas: o transporte marítimo e o terrestre enfrentam problemas ao mesmo tempo. Para quem já tem carga em trânsito com escala em Buenaventura, o efeito mais imediato é o risco de atraso e a necessidade de acompanhar de perto as atualizações da armadora. A remarcação das unidades para o próximo navio disponível e a retirada das escalas do Gudrun Maersk são respostas operacionais para contornar o problema. Mas há duas variáveis importantes: quanto tempo Buenaventura levará para retomar suas atividades e quanto espaço os próximos navios terão para receber a carga que ficou represada. ## Quando tudo volta ao normal? Essa ainda é a parte mais difícil de prever. Avaliações de infraestrutura portuária depois de um evento sísmico costumam levar dias, enquanto a liberação das estradas depende de inspeções de engenharia que seguem um cronograma próprio. Nesse intervalo, parte do fluxo pode acabar se concentrando em Cartagena, onde a Maersk não registrou impacto operacional. Esse movimento, por outro lado, pode aumentar a pressão sobre o terminal nos próximos dias. Por enquanto, o cenário depende da evolução das avaliações em Buenaventura, da situação das estradas e da capacidade da rede logística de absorver as cargas que tiveram seus trajetos e embarques afetados. ### Bicicletas elétricas crescem 77,3% e já são a 2ª categoria mais produzida no Polo Industrial de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/bicicletas-eletricas-crescem-77-3-e-ja-sao-a-2a-categoria-mais-produzida-no-polo-industrial-de-manaus/ Last updated: 2026-08-12T13:39:53.000Z As bicicletas elétricas estão ganhando cada vez mais espaço nas linhas de produção do Polo Industrial de Manaus (PIM). E os números de 2026 da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) mostram que esse movimento deixou de ser pequeno. Entre janeiro e julho, as fabricantes instaladas em Manaus produziram 43.107 bicicletas elétricas, alta de 77,3% na comparação com o mesmo período de 2025, quando haviam fabricado 24,3 mil unidades. Com esse crescimento, as elétricas passaram a responder por 21,5% de todas as bicicletas produzidas no PIM e já ocupam a segunda posição entre as categorias mais fabricadas em Manaus. Na frente delas aparecem apenas as bicicletas MTB, sigla para *Mountain Bike*, que concentram 38,4% da produção acumulada no ano. Logo depois das elétricas aparecem os modelos de uso urbano e lazer, com participação de 20,5%. ## Julho reforçou a arrancada das elétricas Em julho, as bicicletas elétricas registraram crescimento de 47,4% em relação a julho de 2025, o maior avanço percentual entre todas as categorias fabricadas no Polo. As fábricas do PIM produziram 37.413 bicicletas em julho, o maior volume mensal registrado em 2026 até agora. O número representa crescimento de 16,6% sobre julho do ano passado e de 22,8% em relação a junho deste ano. Em quantidade, as bicicletas MTB ainda lideraram com folga no mês: foram 15.221 unidades, equivalentes a 40,7% de tudo o que saiu das fábricas. Mas é justamente o ritmo de crescimento das elétricas que chama atenção. A categoria vem aumentando sua participação dentro da indústria local em um momento de maior procura por alternativas de mobilidade para os deslocamentos urbanos. ## Produção total ainda está abaixo de 2025 Apesar do bom desempenho de julho e da disparada das elétricas, a produção total de bicicletas do PIM ainda não recuperou o volume registrado no ano passado. De janeiro a julho, foram fabricadas 200.571 unidades, resultado 5,7% menor que o observado no mesmo período de 2025, que registrou a produção de 212,6 mil unidades. Segundo a Abraciclo, porém, o volume está dentro do planejamento da indústria para atender à demanda do mercado. ## Para onde vão as bicicletas feitas em Manaus? Embora sejam fabricadas no Amazonas, a maior parte das bicicletas produzidas no PIM segue para consumidores de outras regiões do país. Somente em julho, o Sudeste recebeu 20.170 unidades, 53,9% de toda a produção do mês. O Sul ficou com 15,7%, seguido pelo Nordeste, com 14,8%, Centro-Oeste, com 11,1%, e Norte, com 4,5%. No acumulado de janeiro a julho, o desenho praticamente não muda. O Sudeste concentra 56,1% dos envios, seguido por Sul (15%), Nordeste (11,8%), Centro-Oeste (10,3%) e Norte (6,8%). Os números de 2026 colocam, portanto, uma mudança importante no radar da indústria de bicicletas de Manaus: a elétrica ainda não tomou a liderança, mas já deixou para trás categorias tradicionais, como a Urbana/Lazer, que, no acumulado do primeiro semestre deste ano, aparecia na segunda posição e agora caiu para terceira. ### OX Bike inaugura nova linha em Manaus e prevê chegar a 450 funcionários até 2028 URL: https://www.jornalopolo.com.br/ox-bike-inaugura-nova-linha-em-manaus-e-preve-chegar-a-450-funcionarios-ate-2028/ Last updated: 2026-08-11T21:17:47.000Z A OX Bike, fabricante brasileira de bicicletas, colocou uma nova linha de montagem para funcionar em Manaus nesta terça-feira (11). E a expansão vem acompanhada de uma projeção importante para quem acompanha a indústria local: a companhia pretende aumentar o número de funcionários dos atuais 240 para cerca de 450 até 2028. Na prática, se a projeção se confirmar, serão aproximadamente 210 trabalhadores a mais na fábrica nos próximos dois anos, um crescimento de 87,5% sobre o quadro atual. A unidade da OX Bike fica no bairro Santa Etelvina, na Zona Norte de Manaus, e produz bicicletas convencionais e elétricas. A empresa já acumula 15 anos de atuação na Zona Franca de Manaus (ZFM), com produtos destinados aos mercados nacional e internacional. A nova linha faz parte justamente do plano de aumentar a capacidade da operação. Segundo o CEO da OX Bike, David Peterle, esse movimento já começou a aparecer no número de trabalhadores da fábrica. > “Com a nova linha, já crescemos cerca de 100 funcionários este ano, nos últimos meses. A ideia é aumentar a capacidade de todos os setores para entregar ao mercado um volume cada vez maior, mantendo o compromisso de produzir com alta qualidade”, afirmou Peterle. A meta da OX Bike indica que a expansão não termina com a inauguração desta terça-feira. A empresa pretende continuar reforçando tanto a capacidade produtiva quanto a força de trabalho até 2028. A aposta ocorre em um momento em que a mobilidade elétrica ganha espaço na indústria. Além das bicicletas convencionais, a OX Bike atua no desenvolvimento de modelos elétricos, segmento citado pela própria Suframa entre as novas tendências observadas no Polo Industrial de Manaus. > “A Zona Franca de Manaus vive um momento promissor. Com a Reforma Tributária e as novas tendências do mercado de mobilidade urbana, estamos presenciando um aumento nos investimentos e na produção, especialmente de produtos elétricos. A OX Bike está firme no polo e demonstrando que acredita bastante no potencial da indústria regional”, declarou o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro. ### Fetramaz lança TranspoAmazônia 2027 no próximo dia 19, em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/fetramaz-lanca-transpoamazonia-2027-no-proximo-dia-19-em-manaus/ Last updated: 2026-08-11T20:38:52.000Z Faltando 10 meses para a edição de 2027 e com 60% dos stands e espaços já comercializados, a Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), realiza no próximo dia 19, o lançamento oficial da 4ª edição da Transpoamazônia - Feira e Congresso Internacional de Transporte, Logística e Construção Naval. O evento, o maior do setor na Região Norte do país, acontecerá em Manaus, nos dias 19 a 21 de maio de 2027, no Centro de Convenções Vasco Vasques com foco em gerar oportunidades de negócios na Região Norte e superar a marca de R$ 1 bilhão alcançada na edição deste ano. Durante o lançamento, que contará com a presença de empresários, autoridades e da imprensa, o idealizador da feira e presidente da Fetramaz, Irani Bertolini, apresentará as primeiras novidades para o próximo ano, como a ampliação e participação de novos setores produtivos ligados à cadeia logística e a ampliação dos eixos temáticos voltados para a tecnologia, inovação, segurança e sustentabilidade. > "O mercado amazônico tem um potencial gigantesco e ainda pouco explorado. A TranspoAmazônia nasceu para conectar quem produz com quem entrega. Em 2027 queremos ampliar esse diálogo, trazer mais investidores e mostrar que podemos crescer de forma competitiva e sustentável na região", diz o presidente da Fetramaz. ### Seca e desafios logísticos O lançamento acontecerá na sede da Fetramaz, no bairro da Ponta Negra e na ocasião também serão abordados temas atuais que impactam diretamente o setor, como os efeitos da seca nos rios da região, os investimentos em infraestrutura logística, a interiorização do transporte e os desafios para escoamento da produção amazônica. > "O Amazonas tem, historicamente, a vocação natural e todas as condições de liderar esse setor no continente. Queremos sensibilizar o setor público, a sociedade e tirar do papel projetos para desenvolver o estado, gerar emprego e renda sem derrubar nenhuma árvore", acrescenta Bertolini. Segundo a organização, a expectativa é reunir 200 expositores e receber um público de profissionais, empresários e gestores públicos de todo o Brasil e de países vizinhos. ### Estiagem pode encarecer transporte e pressionar preços no Amazonas, alerta Corecon URL: https://www.jornalopolo.com.br/estiagem-pode-encarecer-transporte-e-pressionar-precos-no-amazonas-alerta-corecon/ Last updated: 2026-08-11T20:03:35.000Z O Conselho Regional de Economia do Amazonas e Roraima (Corecon-AM/RR) avalia como a estiagem pode gerar impactos na logística, nos custos de transporte e nos preços de produtos no Amazonas. Embora a redução do nível dos rios seja um fenômeno recorrente no estado, a possibilidade de uma estiagem mais intensa neste ano reforça a importância de analisar seus reflexos sobre a atividade econômica. A experiência acumulada ao longo dos últimos anos, no entanto, permite que diferentes setores se preparem para enfrentar esse período. O cenário deste ano exige atenção devido à possibilidade de uma estiagem mais severa, influenciada pelos efeitos do fenômeno El Niño, que pode contribuir para uma redução ainda maior do nível dos rios. Cerca de 90% do transporte no Amazonas ocorre pelos rios, de forma direta ou indireta. Durante a estiagem, a redução da capacidade de carga das embarcações, a necessidade de alterações nas rotas e o aumento do tempo de deslocamento podem elevar os custos logísticos e pressionar diferentes etapas da cadeia de abastecimento. > “A redução do nível dos rios dificulta a navegação. Com isso, o transporte fica mais lento e mais caro. Esses custos acabam sendo parcialmente incorporados aos preços finais dos produtos. Por isso, planejamento logístico e ações preventivas são fundamentais”, afirma o presidente do Corecon-AM/RR, Márcio Paixão. Além dos efeitos sobre a navegação, a formação de estoques para garantir a regularidade da oferta também representa custos para as empresas. O aumento dos estoques exige maior capital de giro e pode gerar um descompasso entre os ciclos operacional e financeiro. Como consequência, parte desses custos pode ser refletida no preço final dos produtos. > “A estiagem não é apenas um fenômeno ambiental; ela também representa um choque econômico que eleva custos logísticos, pressiona preços, reduz a eficiência da cadeia de abastecimento e exige planejamento antecipado do poder público e do setor privado para minimizar seus impactos sobre a população”, destaca Paixão. Essa preparação, segundo a análise do Conselho, também evidencia a importância de investimentos em infraestrutura capazes de ampliar as alternativas logísticas do estado. Entre os pontos destacados está a BR-319, que pode contribuir para reduzir a dependência do transporte hidroviário. > “O Amazonas possui uma característica singular: sua economia depende fortemente da logística hidroviária. Quando enfrentamos uma estiagem severa, não estamos diante apenas de um problema ambiental, mas também de um desafio econômico. A redução da navegabilidade dos rios aumenta os custos do transporte, compromete o abastecimento de diversas localidades e gera reflexos sobre preços, produção e atividade econômica”, diz o presidente. O Corecon-AM/RR orienta que não há necessidade de compras antecipadas ou da formação de estoques domésticos em razão da estiagem. Uma corrida por produtos pode elevar a demanda e gerar pressão sobre os preços, sem que haja, neste momento, indicativos de desabastecimento. O Conselho seguirá acompanhando os impactos do período de vazante sobre a economia amazonense e contribuindo com análises técnicas sobre o tema. ### TRF-1 barra recursos contra Projeto Potássio Autazes e mantém decisões favoráveis ao empreendimento URL: https://www.jornalopolo.com.br/trf-1-barra-recursos-contra-projeto-potassio-autazes-e-mantem-decisoes-favoraveis-ao-empreendimento/ Last updated: 2026-08-11T19:42:34.000Z A Brazil Potash Corp. (NYSE-American: GRO), empresa de produção e desenvolvimento mineral que está implantando o Projeto Potássio Autazes, no Amazonas, anunciou nesta terça-feira (11) uma série de decisões da Vice-Presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que representam mais um avanço na consolidação da segurança jurídica do Projeto Potássio Autazes. > "Essas decisões reforçam a sólida base jurídica sobre a qual estamos avançando com o Projeto Potássio Autazes", disse Sergio Leite, Presidente da Potássio do Brasil. "Continuamos plenamente comprometidos com o desenvolvimento responsável do Projeto e em continuar trabalhando de forma colaborativa com todas as partes interessadas à medida que avançamos em direção à construção", acrescentou. Ao realizar o exame de admissibilidade dos recursos especial e extraordinário interpostos pelo Ministério Público Federal (MPF), pela Organização das Lideranças Indígenas Mura do Careiro da Várzea (OLIMCV) e pela Comunidade Indígena Lago do Soares, a Vice-Presidência concluiu que os recursos não atendiam aos requisitos legais para processamento perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF) e decidiu pela sua inadmissibilidade. Como resultado, permanecem em vigor as decisões proferidas pela 6ª Turma do TRF-1\. Essas decisões reconhecem, entre outros pontos, a regularidade do processo de consulta realizado com o povo Mura, a competência do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para conduzir o licenciamento ambiental do Projeto e a validade das licenças ambientais emitidas para o Projeto. As novas decisões não reexaminaram o mérito das decisões da 6ª Turma. Em vez disso, impediram o encaminhamento dos recursos ao STJ e ao STF por ausência dos requisitos processuais de admissibilidade, preservando a eficácia das decisões já proferidas pelo Tribunal Regional. As decisões somam-se a uma série de decisões favoráveis que o Projeto obteve no âmbito do TRF-1, refletindo que as principais controvérsias jurídicas relacionadas ao licenciamento ambiental e ao processo de consulta indígena foram reiteradamente examinadas e decididas pelo Tribunal Regional. Medidas processuais previstas na legislação brasileira, como agravos contra as decisões de inadmissibilidade, ainda podem estar disponíveis às partes. A Companhia não pode prever se novas medidas processuais serão adotadas, nem o seu resultado. Ainda assim, a Companhia considera o cenário atual mais um passo importante para a consolidação da segurança jurídica do Projeto Potássio Autazes e para a continuidade de seu desenvolvimento. ### Entenda A Brazil Potash (NYSE-American: GRO) está desenvolvendo o Projeto Potássio Autazes, por meio de sua subsidiária Potássio do Brasil, para fornecer fertilizantes ao Brasil, um dos maiores exportadores agrícolas do mundo. O Brasil é crucial para a segurança alimentar global, pois possui uma das maiores reservas de água doce, terras aráveis e um clima ideal para o cultivo durante todo o ano. No entanto, o país é vulnerável, visto que importou aproximadamente 97% de seu fertilizante potássico em 2025, apesar de possuir o que se prevê ser uma das maiores bacias de potássio inexploradas do mundo em seu próprio território. O potássio produzido será transportado principalmente por meio de barcaças fluviais de baixo custo em um sistema fluvial interior, em parceria com a Amaggi, uma das maiores produtoras agrícolas e operadoras logísticas de produtos agrícolas do Brasil. Com uma produção anual inicial planejada de até 2,2 milhões de toneladas de potássio, a administração da Brazil Potash acredita que poderá suprir aproximadamente 20% da demanda atual de potássio no Brasil. A administração prevê que 100% da produção da Brazil Potash será vendida no mercado interno para reduzir a dependência do Brasil em relação às importações de potássio e, simultaneamente, mitigar aproximadamente 1,4 milhão de toneladas por ano de emissões de gases de efeito estufa. ### Corecon homenageia nomes da economia do Amazonas em solenidade nesta quarta-feira (12) URL: https://www.jornalopolo.com.br/corecon-homenageia-nomes-da-economia-do-amazonas-em-solenidade-nesta-quarta-feira-12/ Last updated: 2026-08-11T19:22:06.000Z O Conselho Regional de Economia (Corecon) da 13ª Região (Amazonas e Roraima) realiza, nesta quarta-feira (12), em Manaus, a Solenidade Comemorativa do Dia do Economista, com a entrega das principais honrarias da categoria. O evento também marca os 75 anos da regulamentação da profissão no Brasil. O evento acontece das 19h às 22h, no ICM (Instituto de Conhecimento META), localizado na Rua Visconde de Porto Seguro, 16, bairro Flores, Zona Centro-Sul da capital. Durante a cerimônia, serão anunciados os homenageados no Amazonas: - Economista do Ano 2026 - Marcelo Souza Pereira; - Destaque Econômico do Ano 2026 - Karine Atala Frota; - Personalidade Econômica do Ano 2026 - Dra. Yara Amazônia Lins Rodrigues. A solenidade também contará com a entrega do XIX Prêmio de Economia AM/RR, que valoriza trabalhos e pesquisas voltados à análise e ao desenvolvimento econômico da região. A premiação reúne produções que contribuem para o debate sobre os desafios e oportunidades da economia amazônica. > “O Economista do Ano, assim como as demais honrarias e o Prêmio de Economia AM/RR, são formas de reconhecer as contribuições dos economistas que geram impacto para a nossa sociedade. Mais do que uma homenagem, esse momento reforça a importância da atuação desses profissionais no desenvolvimento econômico da nossa região”, afirmou o presidente do Corecon-AM/RR, Marcio Paixão. O encontro celebra a trajetória de uma profissão que ampliou seu campo de atuação ao longo das décadas e hoje está presente em diferentes setores, contribuindo para a análise da economia, o planejamento e a tomada de decisões, que se refletem nas dinâmicas que movem o Polo Industrial e a Zona Franca de Manaus. ### Com montagem em Manaus, Vammo anuncia Carlos Zarlenga para o conselho de administração URL: https://www.jornalopolo.com.br/com-montagem-em-manaus-vammo-anuncia-carlos-zarlenga-para-o-conselho-de-administracao/ Last updated: 2026-08-11T18:24:42.000Z A Vammo anunciou a chegada de Carlos Zarlenga para integrar seu conselho de administração. Nascido na Argentina ele foi presidente da General Motors do Brasil e depois da América do Sul, de 2016 a 2021\. Depois teve passagem pela Stellantis, onde liderou a operação da América do Norte. Segundo a Vammo Zarlenga terá três frentes prioritárias para uma próxima etapa da empresa, que ampliou sua base de clientes ativos em 188%, para 8 mil usuários: estruturação financeira e preparação para captação, fortalecimento da cadeia de suprimentos e aproximação com governos e indústria automotiva. A Vammo mantém montagem de veículos em Manaus (AM) e importa componentes da China. A experiência de Zarlenga como executivo de indústria automotiva na região foi um dos fatores para a sua contratação, segundo Jack Sarvary, CEO e cofundador da empresa. > “Tínhamos ótimos investidores mas o que precisávamos agora era de um operador. Carlos Zarlenga conhece a fundo como estruturar cadeias de suprimento globais, como financiar uma empresa em fase de crescimento acelerado e como construir relacionamento com governos, três desafios que estão na nossa frente agora. E o mais importante: ele já viveu os problemas que ainda enfrentaremos”. Como conselheiro Zarlenga trabalhará como apoio à liderança da empresa na construção dos processos necessários para sustentar seu crescimento. ### Nova fábrica de ar-condicionado, medidores de energia e logística: Conselho da Suframa analisa R$ 335 milhões em projetos para a ZFM URL: https://www.jornalopolo.com.br/nova-fabrica-de-ar-condicionado-medidores-de-energia-e-logistica-conselho-da-suframa-analisa-r-335-milhoes-em-projetos-para-a-zfm/ Last updated: 2026-08-11T16:33:54.000Z Uma nova produção de ar-condicionado, uma fábrica de medidores de energia elétrica e investimentos em logística, eletrônicos, reciclagem e até quadriciclos. A próxima reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS) chega com uma pauta diversificada e R$ 335,30 milhões em investimentos previstos para a Zona Franca de Manaus. Ao todo, 25 projetos industriais e de serviços estarão na mesa dos conselheiros nesta sexta-feira (14), às 11h, no auditório da Suframa, em Manaus. Se os planos saírem do papel conforme previsto pelas empresas, poderão movimentar R$ 2,39 bilhões em faturamento e abrir 859 novos postos de trabalho. A 324ª Reunião Ordinária do CAS será presidida pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Fernando Elias Rosa. Também participam o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, além de conselheiros, autoridades políticas e representantes de entidades de classe. ## Ar-condicionado, sensores e logística Entre os projetos que serão submetidos à decisão dos conselheiros está o da Sensus X Tecnologia S.A., que pretende produzir condicionadores de ar de janela ou de parede com mais de um corpo. A empresa prevê investir R$ 25,98 milhões e gerar 113 empregos com a implantação da produção. Outro investimento de peso vem da Sunhope da Amazônia Indústria de Sistemas Inteligentes Ltda.. A companhia apresentou projeto para fabricar registradores e medidores de energia elétrica, com aporte previsto de R$ 107,56 milhões e 224 novos postos de trabalho. Também aparece nessa etapa a HAT Logística Ltda., com um projeto simplificado que envolve transporte rodoviário de cargas, armazenagem de contêineres, *handling* (movimentação e manuseio de cargas) e locação de equipamentos. O investimento previsto pela empresa é de R$ 34,17 milhões, com expectativa de criação de 47 empregos. No total, seis projetos de implantação dos setores industrial e de serviços serão colocados para deliberação. Somados, eles representam R$ 184,97 milhões em investimentos e 431 novos empregos. ## Jabil, quadriciclos e processamento de resíduos A reunião também servirá para comunicar ao CAS outros 19 projetos industriais que já foram aprovados pela Suframa por delegação de competência, mecanismo previsto na Resolução CAS nº 205/2021\. Esse grupo reúne mais R$ 150,32 milhões em investimentos e potencial para criar 428 postos de trabalho. Um dos maiores aportes é da Jabil Industrial do Brasil Ltda.. A empresa pretende diversificar sua operação com a produção de terminais de captura de dados, em um projeto de R$ 59,40 milhões e previsão de 50 empregos. A AJ Indústria e Comércio de Metais Ltda. aparece com uma proposta voltada ao processamento de resíduos de diferentes materiais. São R$ 14,28 milhões em investimentos, com potencial de abertura de 92 vagas. Já a For Ride Industrial do Brasil Ltda. pretende fabricar quadriciclos acima de 100 cilindradas. O projeto prevê investimento de R$ 6,50 milhões e geração de 29 empregos. ## Maior fatia dos investimentos está nos setores eletrônico e mecânico Dos 25 projetos que compõem a pauta, oito envolvem a implantação de novos empreendimentos industriais e de serviços. Juntos, eles projetam R$ 202,22 milhões em investimentos, faturamento de R$ 1,23 bilhão e criação de 560 empregos. Os outros 17 projetos são de diversificação da produção. Nesse grupo, estão previstos R$ 133 milhões em aportes, faturamento estimado em R$ 1,16 bilhão e mais 299 postos de trabalho. Os subsetores eletrônico e mecânico concentram boa parte da movimentação. Somados, os projetos dessas duas áreas representam R$ 220,73 milhões em investimentos e potencial para 458 novos empregos. Para o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, a nova rodada de projetos mostra que a Zona Franca de Manaus continua atraindo investimentos e ampliando sua base produtiva. > “Cada reunião do CAS representa mais do que a aprovação de projetos. É a materialização de investimentos que chegam à Amazônia, ampliam a capacidade produtiva, incorporam novas tecnologias e geram emprego e renda. Os números desta 324ª reunião mostram a confiança dos investidores na Zona Franca de Manaus e reforçam o papel estratégico do modelo para o desenvolvimento econômico da região e para o fortalecimento da indústria brasileira. São R$ 335,3 milhões em novos investimentos e um potencial de 859 empregos, que se somam a uma cadeia produtiva cada vez mais diversificada, tecnológica e integrada à economia nacional”. ### Manaus teve vazamento de estireno. São Paulo, incêndio químico. O que esses casos colocam em discussão? URL: https://www.jornalopolo.com.br/agencia-mobiliza-distribuidoras-e-fornecedores-de-combustiveis-diante-do-risco-de-queda-dos-rios-no-segundo-semestre-sistemas-isolados-da-amazonia-ainda-dependem-fortemente-de-usinas-te/ Last updated: 2026-08-11T14:51:19.000Z O vazamento de estireno registrado em uma fábrica no Distrito Industrial de Manaus (AM) e o incêndio em uma indústria química em Itaquaquecetuba (SP), em meados de julho, reforçam a importância dos protocolos de segurança e da atuação dos profissionais da Química na prevenção e no gerenciamento de acidentes envolvendo substâncias químicas. Amplamente utilizado pela indústria, o estireno é matéria-prima para produtos como copos descartáveis, bandejas, embalagens, componentes plásticos e poliestireno expandido (EPS), popularmente conhecido como isopor. Segundo o conselheiro do Conselho Federal de Química (CFQ), Ubiracir Fernandes Lima, o estireno é um monômero que dá origem a diferentes polímeros. Apesar de seu uso consolidado, a manipulação exige controles rigorosos. > “A toxicidade dele depende da quantidade da substância à qual o cidadão está exposto. Os efeitos mais comuns são irritações nos olhos, no nariz e na garganta. Quanto maior o período de exposição, mais intensas podem ser as dores de cabeça e as tonturas”, explica. Em casos de maior exposição, a intoxicação pode provocar complicações e exigir atendimento médico. Após vazamentos, a orientação é seguir as determinações das autoridades e não retornar às áreas atingidas antes da liberação técnica. Alimentos que tenham ficado expostos também devem ser cuidadosamente higienizados antes do consumo. ### Segurança começa antes do acidente A prevenção de acidentes começa antes das emergências. Os profissionais da Química são responsáveis por estabelecer condições seguras de armazenamento e manipulação, considerando as características físico-químicas das substâncias. O conselheiro federal do CFQ e superintendente do Conselho Regional de Química da 4ª Região (SP), Wagner Contrera, explica que cabe ao profissional definir critérios relacionados à compatibilidade entre substâncias, temperatura, ventilação, sistemas de contenção e procedimentos operacionais. A indústria também deve adotar análise de riscos, manutenção preventiva e preditiva de equipamentos, sistemas de detecção e combate a incêndios, equipamentos de proteção individual e coletiva, planos de emergência, treinamentos e inspeções periódicas. O cumprimento das Normas Regulamentadoras, das normas técnicas da ABNT e das exigências ambientais e de segurança é igualmente fundamental. ### Cada substância exige uma resposta específica Incêndios envolvendo produtos químicos não podem ser combatidos como ocorrências convencionais. Algumas substâncias podem liberar gases tóxicos, inflamáveis ou corrosivos, enquanto outras apresentam risco de explosões ou reações violentas. Por isso, conhecer as propriedades dos produtos envolvidos é essencial para definir o agente extintor adequado, estabelecer áreas de isolamento, proteger as equipes e reduzir impactos ambientais. O incêndio em Itaquaquecetuba demonstra essa complexidade. Segundo Contrera, uma fonte de ignição pode ter provocado uma reação em cadeia entre tanques de armazenamento próximos. > “Uma faísca, um ponto de ignição qualquer, pode provocar um incêndio e, consequentemente, uma reação em cadeia. Os tanques são próximos e, por isso, essas explosões acabaram ocorrendo”. O conselheiro informou que o CRQ da 4ª Região havia fiscalizado a empresa no mês anterior ao acidente e constatado a presença de profissionais da Química legalmente habilitados. A fiscalização do Sistema CFQ/CRQs verifica o exercício profissional e não substitui as inspeções de segurança operacional dos órgãos competentes. ### Atuação durante e após a emergência Para o 2º vice-presidente do CFQ, Wilson Botter, profissionais habilitados têm papel fundamental desde os primeiros momentos de um acidente químico. Os protocolos incluem isolamento da área, acionamento do Corpo de Bombeiros e dos órgãos competentes, além de orientação técnica para recolhimento, tratamento e contenção das substâncias. Após a emergência, os profissionais monitoram possíveis impactos ambientais por meio da coleta e análise de amostras de ar, água, solo e vegetação. > “Após um acidente envolvendo substâncias químicas, o monitoramento da qualidade do ar e a avaliação do impacto ambiental são fundamentais. O profissional da Química é responsável por realizar análises que identificam a presença do contaminante e orientam as medidas necessárias para minimizar ou neutralizar esse risco”, destaca Botter. Quando identificada contaminação, podem ser necessárias ações de contenção, monitoramento periódico e técnicas de remediação ambiental. No caso do estireno, Botter ressalta que os vapores tendem a permanecer próximos ao solo por serem mais densos que o ar, reforçando a importância do isolamento das áreas atingidas. ### Aprendizado para evitar novos acidentes Acidentes químicos também são investigados para identificar causas e aperfeiçoar os mecanismos de prevenção. Segundo Contrera, são avaliados fatores humanos, operacionais e estruturais. Os resultados podem levar à revisão de procedimentos, melhorias nos sistemas de segurança e novas capacitações. > “Mais do que responder a emergências, a atuação dos profissionais da Química é decisiva para prevenir acidentes, garantir o uso seguro de substâncias químicas e assegurar que processos industriais sejam conduzidos de acordo com critérios técnicos, ambientais e de segurança, protegendo trabalhadores, a população e o meio ambiente”, finaliza. ### Suframa nega mudança no comando e diz que Leopoldo Montenegro segue como superintendente URL: https://www.jornalopolo.com.br/suframa-nega-mudanca-no-comando-e-diz-que-leopoldo-montenegro-segue-como-superintendente/ Last updated: 2026-08-11T14:24:08.000Z A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) negou, nesta terça-feira (11), que tenha recebido qualquer comunicação oficial sobre uma eventual mudança no comando da autarquia. A manifestação ocorre após informações sobre uma suposta substituição do atual superintendente, Leopoldo Montenegro, começarem a circular nas redes sociais e em plataformas digitais. Segundo a Suframa, Montenegro permanece normalmente no cargo e, até o momento, não há ato formal que determine sua substituição. > “Informações sobre uma suposta substituição do superintendente, atribuídas a ‘bastidores’, circulam nas redes sociais e em plataformas digitais, mas não correspondem, até o presente momento, a qualquer decisão oficial comunicada à Suframa”, diz trecho de nota enviada à imprensa. Montenegro assumiu o comando da Suframa em março deste ano. A autarquia afirma que o nome do superintendente continua constando normalmente em seu cadastro institucional oficial. Na nota, a Suframa também destacou que mantém em andamento uma agenda voltada à modernização institucional, transformação digital, segurança jurídica e melhoria do ambiente de negócios da Zona Franca de Manaus. Entre as ações citadas estão a modernização dos sistemas da autarquia, o acompanhamento de indicadores industriais e da Reforma Tributária, o uso de inteligência artificial em processos de vistoria e iniciativas relacionadas às questões fundiárias e à atração de novos investimentos. A Suframa reforçou ainda que qualquer eventual mudança em sua direção deverá ser comunicada pelos canais oficiais do Governo Federal e afirmou que decisões não devem ser antecipadas com base em rumores ou informações ainda não confirmadas. ### IVA, IBS e CBS: afinal, o que significa cada sigla da Reforma Tributária? URL: https://www.jornalopolo.com.br/iva-ibs-e-cbs-afinal-o-que-significa-cada-sigla-da-reforma-tributaria/ Last updated: 2026-08-11T13:45:17.000Z IVA, IBS, CBS. Se você começou a encontrar essas três siglas com mais frequência em 2026, há uma explicação: elas fazem parte da Reforma Tributária sobre o consumo, que entrou em seu primeiro ano de testes. Mas não são três novos impostos. A maneira mais simples de entender é esta: IVA é o modelo. CBS e IBS são os tributos que, juntos, formam esse modelo no Brasil. O IVA significa Imposto sobre Valor Agregado e é uma forma de tributação do consumo. No sistema brasileiro, ele será “dual”, ou seja, dividido em duas partes: uma administrada pela União e outra ligada a estados e municípios. ### É aí que entram CBS e IBS A CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) será o tributo federal e substituirá PIS e Cofins, que serão extintos em 2027. Já o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) substituirá dois impostos bastante conhecidos: o ICMS, cobrado pelos estados, e o ISS, de competência dos municípios. Essa troca será feita aos poucos, entre 2029 e 2032, até a implantação integral do novo sistema em 2033. **Resumindo: CBS + IBS = IVA Dual brasileiro.** ## E o 1% de 2026? Esse é outro ponto que pode causar confusão. Como 2026 funciona como um ano de teste, foram previstas alíquotas de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS. Somadas, chegam a 1%. Isso, porém, não significa simplesmente que o consumidor passou a pagar um novo imposto adicional de 1%. Durante o período de testes, os contribuintes que cumprirem as obrigações acessórias previstas na legislação ficam dispensados do recolhimento desses tributos. A fase serve justamente para que empresas, sistemas de emissão de documentos fiscais e administrações tributárias comecem a se adaptar à mudança antes que o novo modelo avance efetivamente. ## IBS e CBS já chegaram às notas fiscais Na prática, uma das mudanças já pode ser percebida nos documentos fiscais. Desde 1º de janeiro de 2026, a legislação prevê que os documentos fiscais eletrônicos tragam informações individualizadas sobre CBS e IBS. Nos primeiros meses do ano, porém, houve flexibilização nas regras de validação. A partir de 3 de agosto, para as empresas enquadradas no regime regular, o preenchimento desses campos passou a ser exigido operacionalmente pelos sistemas. Com isso, documentos fiscais podem ser rejeitados quando as informações obrigatórias sobre os novos tributos não forem preenchidas corretamente. ## E os impostos atuais, quando desaparecem? A mudança não acontecerá de uma vez. O Brasil terá alguns anos de convivência entre partes do sistema atual e do novo modelo. O primeiro grande passo ocorre em 2027, quando PIS e Cofins serão extintos e a CBS assumirá o lugar dos dois tributos. No mesmo ano, entra em cena o Imposto Seletivo (IS), criado para atingir determinados bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Também a partir de 2027, as alíquotas do IPI serão reduzidas a zero, com exceções relacionadas aos produtos também industrializados na Zona Franca de Manaus (ZFM). Depois, entre 2029 e 2032, começa a transição de ICMS e ISS para o IBS. Os dois impostos atuais serão reduzidos progressivamente enquanto o novo tributo ganha espaço. A virada completa está prevista para 2033\. A partir daí, o novo sistema de tributação do consumo estará integralmente implantado. ### Motocicletas vivem ano de alta no PIM: produção cresce, varejo bate recorde e exportações sobem 28,6% URL: https://www.jornalopolo.com.br/motocicletas-vivem-ano-de-alta-no-pim-producao-cresce-varejo-bate-recorde-e-exportacoes-sobem-28-6/ Last updated: 2026-08-11T13:35:45.000Z A indústria de motocicletas registrou, em julho, o maior volume de produção já alcançado para o mês em sua história. Levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares - Abraciclo aponta que 190.794 unidades foram produzidas pelas fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). O resultado representa crescimento de 36% em relação a julho de 2025 e avanço de 45,8% na comparação com junho deste ano. Com esse desempenho, o setor também alcançou o melhor resultado para os sete primeiros meses do ano desde 2008\. Entre janeiro e julho, foram produzidas 1.254.191 motocicletas, volume 9,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025. > “O desempenho registrado em julho reforça a trajetória positiva do nosso setor ao longo de 2026 e confirma a força da indústria de motocicletas e a capacidade das fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus de responder à demanda do mercado”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Bento. Bento destaca que, apesar do bom momento vivido pela indústria, o setor acompanha de perto os desafios impostos pelos fenômenos climáticos. > “As fabricantes estão monitorando, em conjunto com as autoridades, o nível dos rios e as condições de navegação. Esse acompanhamento contínuo é fundamental para mitigar eventuais impactos na logística de transporte e abastecimento dos centros de produção”, explica. ### Produção por categoria e cilindrada A categoria Street manteve a liderança da produção em julho, com 98.571 motocicletas fabricadas, o que corresponde a 51,7% do volume total produzido no mês. A tabela a seguir apresenta o desempenho de cada categoria, com os respectivos volumes de produção e as variações em relação a julho de 2025 e a junho deste ano. No acumulado do ano, as três primeiras posições foram mantidas no ranking: Street (642.209 motocicletas e 51,2% do total fabricado), Trail (248.628 unidades e 19,8%) e Motoneta (162.100 motocicletas e 12,9%). Em números absolutos, os modelos de baixa cilindrada mantiveram a liderança, com 985.788 unidades produzidas e participação de 78,6% no total. As motocicletas de média cilindrada ficaram em segundo lugar, com 231.432 unidades (18,5%). O principal destaque foi o crescimento porcentual das motocicletas de alta cilindrada. Na comparação com o mesmo período de 2025, a produção avançou 30,7%, totalizando 36.971 unidades, o equivalente a 2,9% do volume fabricado. Na análise mensal, os modelos de baixa cilindrada lideraram a produção no sétimo mês do ano, com 154.575 unidades, o equivalente a 81% do total fabricado. Em seguida, vieram as motocicletas de média cilindrada, com 31.533 unidades (16,5%), e as de alta cilindrada, com 4.686 unidades (2,5%). ### Varejo No varejo, o mercado de motocicletas também registrou o melhor desempenho da história para um mês de julho e para o acumulado dos sete primeiros meses do ano. Em julho, foram licenciadas 199.236 motocicletas, volume 3,1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025 e 2,6% maior que o de junho. Considerando os 23 dias úteis do mês, a média diária de emplacamentos foi de 8.662 unidades. No acumulado de janeiro a julho, os licenciamentos somaram 1.373.580 motocicletas, alta de 12,3% em relação ao mesmo período de 2025. ### Exportações Em julho, as fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) embarcaram 3.289 unidades, crescimento de 22,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, foram exportadas 27.373 motocicletas, volume 28,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025. ### Bemol, Whirlpool, Cielo e BTG Pactual patrocinam formação de 800 meninas para criação de games no Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/bemol-whirlpool-cielo-e-btg-pactual-patrocinam-formacao-de-800-meninas-para-criacao-de-games-no-amazonas/ Last updated: 2026-08-11T12:57:27.000Z Bemol, Whirlpool, Cielo e BTG Pactual entraram como patrocinadores de um projeto que quer colocar mais meninas amazonenses no universo da tecnologia. A segunda edição do Manaós Tech Girls vai oferecer 800 vagas gratuitas para estudantes de 7 a 17 anos da rede pública de ensino de todo o Amazonas. Durante seis meses, as participantes vão aprender a criar seus próprios jogos digitais, passando por programação, desenvolvimento de personagens, construção de cenários, mecânica e jogabilidade, criação de histórias e narrativas, além de arte e produção audiovisual. E tem mais novidade nesta edição. Os 20 melhores jogos produzidos pelas alunas vão dividir R$ 10 mil em premiações. Cada projeto selecionado receberá R$ 500. As primeiras 200 inscritas também ganharão bolsas integrais para estudar inglês durante 12 meses. Tanto a formação em tecnologia quanto o curso de inglês serão gratuitos. ### **Quem pode participar?** O Manaós Tech Girls é voltado exclusivamente para meninas de 7 a 17 anos matriculadas na rede pública de ensino do Amazonas. Para alcançar estudantes de diferentes partes do estado, as aulas serão divididas em dois formatos. As participantes de 7 a 11 anos terão atividades presenciais, enquanto as adolescentes de 12 a 17 anos participarão da formação de forma on-line. As inscrições já começaram e seguem abertas até 15 de setembro de 2026, pelo site oficial do [Manaós Tech Girls](https://girls.manaostech.com/?ref=jornalopolo.com.br). Informações também podem ser obtidas pelas redes sociais do projeto, no perfil @manaostechgirls, ou pelo WhatsApp (92) 99102-0189. A iniciativa é realizada pela escola Manaós Tech for Kids por meio do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), mecanismo da Lei Rouanet, e apresentada pelo Ministério da Cultura. Segundo Ana Beatriz Figueiredo, coordenadora de Comunicação do projeto, a chegada de novos patrocinadores amplia o alcance da iniciativa nesta segunda edição. > “Queremos que mais meninas da rede pública de ensino do Amazonas tenham acesso gratuito à formação em tecnologia e desenvolvam novas habilidades por meio da criação de jogos digitais. Nessa edição, esse propósito ganha ainda mais força com a chegada de marcas parceiras que acreditam no potencial das meninas da Amazônia”, ressalta. ### **Games com a Amazônia no centro** O projeto não ensina apenas programação. A proposta é fazer com que as próprias estudantes transformem elementos da Amazônia em histórias, personagens e desafios dentro dos games. Foi o que aconteceu na primeira edição. Maria Luiza Gomes Freitas conquistou o primeiro lugar com “[A Cura para a Amazônia](https://maria-luiza-gomes-freitas.itch.io/a-cura-para-a-amaznia?ref=jornalopolo.com.br)”, jogo que coloca o Curupira como personagem central. No game, o personagem precisa recolher resíduos deixados por humanos na floresta enquanto enfrenta desafios pelo caminho. Em outra fase, a missão chega ao ambiente urbano. Para Maria Luiza, participar do projeto abriu portas que antes pareciam distantes. > “O jogo que eu criei conseguiu mudar a minha vida e abriu portas para áreas que eu provavelmente nunca conseguiria abrir sem a ajuda do Manaós Tech Girls. Eu fico feliz por essa oportunidade que o curso me ajudou a ter e porque esse é um conhecimento que vai agregar para a vida toda”, conta. Outra participante da primeira edição começou o projeto praticamente do zero. Izabelle Souza de Menezes Martins tinha 9 anos quando venceu a categoria “Jogo Mais Criativo” com “O Saci e o Guaraná”. Antes das aulas, ela conta que sequer tinha contato com computadores. > “Antes do projeto eu não tinha qualquer contato com o computador e nem imaginava o que existia por trás dos jogos. Então, eu aprendi que criar um jogo exige muita criatividade, muita lógica e trabalho em equipe”. No game desenvolvido por Izabelle, o Saci precisa coletar guaranás enquanto pula entre plataformas ao longo de três fases. O jogador também precisa evitar obstáculos e concluir a missão antes que o tempo acabe. Agora, uma nova turma terá a oportunidade de desenvolver suas próprias ideias. Ao final dos seis meses de formação, os 20 melhores jogos ou projetos serão reconhecidos em um evento de premiação. Cada trabalho poderá conquistar apenas um prêmio e precisará seguir os critérios técnicos, culturais e criativos definidos pelo Manaós Tech Girls e relacionados aos eixos estabelecidos pelo projeto e seus patrocinadores. ### Seca ainda nem apertou, mas frete para Manaus já fica mais caro: CMA CGM anuncia sobretaxa de US$ 753 URL: https://www.jornalopolo.com.br/seca-ainda-nem-apertou-mas-frete-para-manaus-ja-fica-mais-caro-cma-cgm-anuncia-sobretaxa-de-us-753/ Last updated: 2026-08-10T22:08:26.000Z A fase mais crítica da seca amazônica ainda está por vir, mas o transporte de cargas para Manaus já começou a sentir os efeitos. A CMA CGM, empresa francesa de transporte marítimo e conteinerização, anunciou uma sobretaxa de US$ 753 por TEU para cargas que chegam ou saem da capital amazonense. A cobrança começa em 6 de setembro e vale tanto para importações quanto para exportações. TEU é a sigla para *Twenty-foot Equivalent Unit* e representa a unidade usada no transporte marítimo para medir contêineres. Um TEU equivale a um contêiner padrão de 20 pés, com cerca de 6 metros de comprimento. Ou seja, a nova cobrança será calculada de acordo com a quantidade de contêineres transportados. A taxa é chamada de Low Water Surcharge (LWS), ou sobretaxa de baixa água, e aparece quando a redução do nível dos rios começa a dificultar a navegação. Na Amazônia, o problema é relativamente simples de entender: quanto mais o rio baixa, menor fica a profundidade disponível para os grandes navios. Para navegar com segurança, eles podem precisar carregar menos peso e, consequentemente, menos contêineres. É aí que o custo sobe. ### E os US$ 753 ainda podem aumentar A própria CMA CGM deixou essa possibilidade aberta. Caso a situação dos rios exija o uso de um píer flutuante, estrutura que permite realizar operações de atracação e movimentação de cargas mesmo com as mudanças no nível da água, a empresa poderá rever o valor da sobretaxa. Nesse cenário, despesas extras com a operação e serviços de outras empresas poderão entrar na conta. As dificuldades para a navegação são esperadas a partir da semana 40 do ano e podem continuar pelo menos até a semana 52, já no fim de 2026. Com menos profundidade nos rios, os navios podem ter que operar abaixo de sua capacidade normal. Além de levar menos carga, as empresas podem enfrentar gastos extras com movimentação de contêineres, mudanças nas rotas, deslocamento de embarcações e serviços necessários para conduzir os grandes navios com segurança pelos rios. ### Projeção acende alerta para 2026 E existe um motivo para as empresas já estarem se preparando. Dados divulgados pelo Guia Marítimo apontam que a Capitania dos Portos consultou o Serviço Geológico Brasileiro (SGB) e o Laboratório de Modelagem de Sistema Climático Terrestre da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) sobre o comportamento esperado dos rios. As projeções indicam que os níveis mínimos podem ficar entre 1,8 e 3 metros abaixo dos registrados em 2025, dependendo do trecho analisado. Entre Itacoatiara e Manaus, a estimativa preliminar aponta que navios de carga poderão enfrentar uma limitação de aproximadamente 8 metros de calado. Na prática, o calado indica quanto da embarcação fica abaixo da superfície da água. Se a profundidade disponível diminui, o navio precisa reduzir o peso transportado para não ficar tão “afundado” e conseguir navegar com segurança. ### CMA CGM não está sozinha A Maersk também anunciou uma sobretaxa por causa do baixo nível das águas para cargas com origem ou destino em Manaus. A cobrança começa em datas diferentes conforme a região de origem ou destino da carga: 1º de setembro para Ásia-Pacífico, Índia, Oriente Médio, África e Europa; 10 de setembro para operações dentro das Américas; e 15 de setembro para a América do Norte. Para Manaus, o cronograma informado prevê 10 de outubro. A empresa estima que as maiores dificuldades para navegar na região devem aparecer entre as semanas 43 e 47, com uma nova rodada entre as semanas 48 e 52. E essa história não começou agora: em 2025, a Hapag-Lloyd também adotou uma sobretaxa para Manaus, naquele momento de US$ 1 mil por TEU. Nas secas de 2023 e 2024, outras restrições levaram empresas de navegação a redirecionar cargas e buscar alternativas para manter o transporte na região. ### Quando o rio baixa, a logística do Polo sente Para Manaus, não é apenas uma questão de navios navegando com mais dificuldade. Boa parte da logística que abastece a cidade e atende a indústria depende dos rios. É por essa rota que chegam cargas e insumos e também por onde parte da produção deixa a região. Quando os navios precisam carregar menos por causa da seca, transportar cada contêiner fica mais caro. É justamente esse custo adicional que as empresas de navegação tentam compensar com as sobretaxas. E 2026 ainda guarda uma incerteza importante: até onde os rios vão baixar? A CMA CGM informou que continuará acompanhando os níveis das águas e poderá comunicar mudanças nas condições da operação. A Maersk também afirmou que suas avaliações serão atualizadas durante a temporada de seca. ### Corecon e Tribunal de Justiça fecham acordo de cinco anos para estudos e capacitações no Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/corecon-e-tribunal-de-justica-fecham-acordo-de-cinco-anos-para-estudos-e-capacitacoes-no-amazonas/ Last updated: 2026-08-10T21:37:16.000Z O Conselho Regional de Economia da 13ª Região – Amazonas e Roraima (Corecon/AM-RR) e o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) firmaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para ampliar a integração entre Economia, Justiça e conhecimento técnico, com foco em capacitação, produção de estudos e desenvolvimento de projetos de interesse público. O documento foi assinado pelo presidente do Corecon/AM-RR, economista Márcio Paixão, e pelo presidente do TJAM, desembargador Jomar Fernandes. Também participaram do ato a vice-presidente do Corecon/AM-RR, economista Socorro Corrêa, e o conselheiro economista Maurício Seffair. Entre as ações previstas no acordo estão a realização de cursos, treinamentos, pesquisas, estudos, publicações, seminários e outros eventos de desenvolvimento profissional. O ACT também prevê o intercâmbio de conhecimentos, informações e recursos para iniciativas de pesquisa, inovação e produção de conhecimento. Para o presidente do Corecon/AM-RR, a parceria amplia a participação dos economistas em agendas estratégicas do Estado: > “Este Acordo representa muito mais do que uma parceria institucional. Estamos aproximando a ciência econômica e o Sistema de Justiça para transformar conhecimento técnico em ações capazes de gerar valor público. Queremos criar oportunidades de capacitação, estudos, pesquisas e projetos que contribuam para instituições mais eficientes e para o desenvolvimento sustentável do Amazonas”, destacou Márcio Paixão. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Corecon-e-Tribunal-de-Justi--a-fecham-acordo-para-aproximar-economistas-de-projetos-estrat--gicos-no-Amazonas-1.jpeg) Foto: Chico Batata - TJAM Para o presidente do TJAM, desembargador Jomar Fernandes, a cooperação permite ao Judiciário aproveitar a experiência técnica do Corecon/AM-RR para contribuir com o desenvolvimento do Estado. > “O Poder Judiciário do Amazonas tem muita satisfação em assinar esse termo de compromisso e cooperação técnica, em razão da importância que o Conselho de Economia tem para o estado do Amazonas. O Conselho Regional de Economia faz história há muito tempo, quando assessora e promove o desenvolvimento através de suas ações, e nós do Poder Judiciário queremos aproveitar essa expertise do Conselho para que através dessa parceria, nós possamos avançar no desenvolvimento do Amazonas”, afirmou. A vice-presidente do Corecon/AM-RR, economista Socorro Corrêa, também destacou a importância da aproximação entre as instituições. > “A parceria com o Tribunal de Justiça do Amazonas fortalece o relacionamento institucional do CORECON AM/RR e sobretudo coloca a Ciência Econômica à disposição do Poder Judiciário naquilo que couber para o desenvolvimento do Amazonas”, disse ela. A cooperação contempla áreas como desenvolvimento econômico e social, sustentabilidade, biodiversidade, bioeconomia, desenvolvimento regional, regulação e conservação do meio ambiente amazônico. A iniciativa também poderá ampliar oportunidades de qualificação e intercâmbio institucional para os profissionais registrados no Corecon/AM-RR. O ACT tem vigência prevista de 60 meses, podendo ser prorrogado mediante interesse das instituições, e não envolve transferência de recursos financeiros entre os partícipes. Para o Corecon/AM-RR, a aproximação com o TJAM fortalece a articulação institucional e amplia os espaços para que o conhecimento econômico contribua para a compreensão de desafios regionais e para o desenvolvimento de iniciativas de interesse da sociedade. ### Família volta ao comando da JBS, com Wesley Batista Filho como CEO global a partir de janeiro URL: https://www.jornalopolo.com.br/familia-volta-ao-comando-da-jbs-com-wesley-batista-filho-como-ceo-global-a-partir-de-janeiro/ Last updated: 2026-08-10T20:22:25.000Z A JBS anunciou nesta segunda-feira (10) que Wesley Batista Filho, atual CEO da JBS USA, será o novo CEO global da companhia a partir de janeiro de 2027\. Ele é filho de Wesley e sobrinho de Joesley Batista, empresários controladores, que comandaram a expansão global da companhia, dona de um faturamento de US$ 86 bilhões (cerca de R$ 450 bilhões) no ano passado. A mudança faz parte de um processo de sucessão planejado e terá como principal característica a continuidade da estratégia da empresa, segundo o atual CEO global, Gilberto Tomazoni. Ele deixará o cargo após oito anos à frente da companhia e assumirá as posições de vice-chairman do conselho de administração e senior advisor. > “Estamos iniciando o processo de sucessão. O Wesley Filho vai assumir como CEO global da companhia em janeiro do próximo ano”, afirmou Tomazoni ao Estadão/Broadcast Agro. Segundo ele, a sucessão foi planejada há alguns anos e ocorre em um momento em que a JBS está “forte” e com “várias novas frentes” de crescimento. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Fam--lia-volta-ao-comando-da-JBS--com-Wesley-Batista-Filho-como-CEO-global-a-partir-de-janeiro.webp) Planta da JBS em Campo Grande (MS) | Foto: Ricardo Stuckert Tomazoni destacou a experiência e a capacidade de execução de Wesley, com quem trabalha diretamente há cerca de dez anos. “Conheço a capacidade de execução dele, a determinação de fazer as coisas acontecerem”, disse. “O maior legado de um CEO é fazer seu sucessor”, afirmou. Wesley, por sua vez, classificou a transição como “muito natural” e disse que a prioridade será dar continuidade ao caminho de crescimento da JBS. “Temos um alinhamento muito grande, uma proximidade muito grande em tudo que tem sido feito na JBS”, afirmou. Segundo ele, a companhia seguirá avançando nas frentes já abertas. “Continuidade é o foco dessa transição.” Wesley construiu sua carreira dentro da JBS desde 2011, quando ingressou como trainee na operação de carne bovina da companhia em Greeley, no Colorado. Ao longo da trajetória, liderou operações no Uruguai, Paraguai, Canadá e Estados Unidos e comandou a JBS Brasil e a Seara antes de assumir, em 2023, o cargo de CEO da JBS USA, maior plataforma da companhia em receita. A trajetória em diferentes mercados e proteínas foi apontado como motivo para a escolha de Wesley para o comando global. Ele liderou a JBS Brasil a partir de 2018 e, dois anos depois, passou a acumular a liderança da Seara. Entre 2018 e 2021, a receita líquida anual da JBS Brasil praticamente dobrou, de cerca de R$ 27,6 bilhões para R$ 53,8 bilhões, enquanto a margem Ebitda (geração de caixa operacional) avançou de 4,5% para 7,4%. Na Seara, Wesley esteve à frente da transformação com maior foco em alimentos preparados e produtos de maior valor agregado. Entre 2021 e 2025, foram investidos R$ 10,2 bilhões no negócio para ampliar capacidade, modernizar operações e acelerar o crescimento em produtos de maior valor agregado. Entre 2024 e 2025, as iniciativas geraram R$ 3 bilhões em ganhos de eficiência operacional. ### Wesley Jr assumiu operação nos EUA sob pressão Nos Estados Unidos, Wesley assumiu a JBS USA em 2023, justamente em um período de forte restrição na oferta de gado e pressão sobre as margens da indústria de carne bovina. Sob sua gestão, a JBS Beef North America melhorou o desempenho operacional, com crescimento da receita e retorno a Ebitda (lucro operacional) ajustado positivo. A companhia também iniciou um programa para reduzir a diferença de margem em relação aos concorrentes e anunciou mais de US$ 400 milhões em investimentos em capacidade, eficiência e produtos de maior valor agregado. A experiência internacional de Wesley também foi destacada por Tomazoni como diferencial para comandar uma companhia cuja operação norte-americana responde por mais da metade da receita. “Ele entende nosso negócio, nossa cultura e nossas pessoas”, afirmou o atual CEO global. ### Quem é o CEO que deixa o posto Tomazoni, que está na JBS desde 2013 e ocupa a posição de CEO global desde dezembro de 2018, deixará o cargo após 14 anos de atuação na companhia. Durante sua gestão, a receita da JBS cresceu 73%, de US$ 49,7 bilhões para US$ 86,2 bilhões, enquanto a empresa ampliou a diversificação de proteínas, fortaleceu marcas e produtos de maior valor agregado, avançou em biotecnologia, alcançou grau de investimento e concluiu a listagem de suas ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). > “Foi uma honra liderar esta grande companhia nos últimos oito anos. A JBS está mais forte, mais diversificada e mais preparada para o futuro do que em qualquer outro momento de sua história”, afirmou Tomazoni. Após a transição, Tomazoni continuará como chairman do conselho de administração da Pilgrim’s Pride Corporation, além de assumir a presidência do Conselho do Instituto J&F. Na JBS, será vice-chairman do conselho de administração e sênior advisor. A mudança na liderança global, portanto, preservará Tomazoni próximo à companhia, ao mesmo tempo em que colocará Wesley à frente da próxima etapa de expansão da JBS. *\*Fonte: Estadão* ### Wasion está autorizada a produzir dois novos equipamentos de redes inteligentes em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/wasion-esta-autorizada-a-produzir-dois-novos-equipamentos-de-redes-inteligentes-em-manaus/ Last updated: 2026-08-10T19:46:06.000Z O projeto de expansão da Wasion no Polo Industrial de Manaus (PIM) ganha uma nova notícia. Por meio da [Portaria Suframa nº 2.674](https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-suframa-n-2.674-de-5-de-agosto-de-2026-724191831?ref=jornalopolo.com.br), publicada nesta segunda-feira (10) no Diário Oficial da União, a empresa recebeu aval para diversificar a produção e fabricar dois novos equipamentos ligados ao monitoramento e à medição remota de energia elétrica. Especificando, o documento aprova a produção de concentradores primários e repetidores de sinal. Os nomes são técnicos, mas a função é mais simples: os equipamentos fazem parte da infraestrutura utilizada para coletar, concentrar e ampliar a comunicação de dados dos sistemas de medição de energia. Na prática, entram no universo das chamadas redes elétricas inteligentes, ou smart grids. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Wasion-est---autorizada-a-produzir-dois-novos-equipamentos-de-redes-inteligentes-em-Manaus--2-.png) Imagem ilustrativa/Criação O POLO A novidade conversa diretamente com os planos que a Wasion já havia colocado na mesa meses atrás. Em maio, a companhia revelou à equipe da Suframa que pretendia ampliar sua atuação em Manaus com a Wasion Energy, uma nova fábrica voltada à produção de religadores e soluções para smart grids. Na ocasião, o diretor-geral da empresa, Ravi Wang, afirmou que o projeto fazia parte de uma estratégia de crescimento da operação amazonense. > “O foco em tecnologia contra fraudes e perdas de energia tem impulsionado a marca no mercado nacional. Estamos com uma projeção de aumentar o faturamento na ordem de 41% de 2025 para 2026\. Além disso, já estudamos a implantação de uma nova fábrica em Manaus, a Wasion Energy, que atuará focada na produção de religadores e sistemas de smart grid, as chamadas redes elétricas inteligentes”, disse. ### Wasion já produz 235 mil medidores por mês no PIM A diversificação acontece em uma operação que já trabalha em escala no Polo Industrial de Manaus. Instalada na capital amazonense desde 2020, a Wasion produz cerca de 235 mil medidores inteligentes por mês. Esse volume representa aproximadamente 74% da capacidade instalada. A estrutura permite chegar a 320 mil unidades mensais com a ativação de um terceiro turno, possibilidade que já vinha sendo considerada pela companhia diante do crescimento da demanda. A fábrica ocupa aproximadamente 7 mil metros quadrados e reúne mais de 460 trabalhadores, considerando empregos diretos e indiretos. Outro diferencial da operação está na verticalização: a Wasion produz internamente placas eletrônicas e peças plásticas injetadas e mantém setores de injeção plástica, montagem eletrônica (SMT/PTH), montagem final e laboratório de ensaios e metrologia certificado por normas internacionais. ### De medidores a soluções para redes inteligentes A empresa também mantém em Manaus uma estrutura própria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), dedicada ao desenvolvimento, aos testes e à adaptação de tecnologias às características do mercado brasileiro. Agora, com o projeto de diversificação aprovado, a atuação industrial avança para novos equipamentos relacionados à comunicação e ao gerenciamento dos sistemas de medição de energia. Formalmente, a portaria autoriza os produtos: Concentrador Primário para S.M.C.M.R.E.E. e o Repetidor de Sinal para S.M.C.M.R.E.E. ### Yamaha leva seis modelos ao Move Brasil e oferece entrega imediata após aprovação do crédito URL: https://www.jornalopolo.com.br/yamaha-leva-seis-modelos-ao-move-brasil-e-oferece-entrega-imediata-apos-aprovacao-do-credito/ Last updated: 2026-08-10T18:02:44.000Z A Yamaha anunciou que possui modelos com entrega imediata para participantes do programa Move Brasil Entregadores e Motoapp, linha de crédito do Governo Federal destinada a entregadores e mototaxistas. A operação está disponível nos mais de 600 pontos de venda autorizados da marca no país. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Yamaha-tem-disponibilidade-de-entrega-imediata-para-o-Move-Brasil.webp) O programa permite financiar motos, ciclomotores e bicicletas elétricas com juros reduzidos e prazo de pagamento de até 48 meses. Entre os modelos Yamaha elegíveis estão Factor, Factor DX, Crosser S ABS, Crosser Z ABS, Fazer FZ15 ABS Connected e a elétrica NEO’S Connected. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Yamaha-tem-disponibilidade-de-entrega-imediata-para-o-Move-Brasil-1.webp) Para participar, o interessado deve acessar o portal do Move Brasil, entrar com a conta Gov.br e autorizar a análise do perfil. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Yamaha-tem-disponibilidade-de-entrega-imediata-para-o-Move-Brasil-2.webp) Segundo as regras divulgadas, a plataforma informa em até cinco dias úteis se o candidato atende aos requisitos. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Yamaha-tem-disponibilidade-de-entrega-imediata-para-o-Move-Brasil-3.webp) Após a aprovação da adesão, o consumidor pode escolher o modelo e procurar uma concessionária Yamaha. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Yamaha-tem-disponibilidade-de-entrega-imediata-para-o-Move-Brasil-4.webp) A contratação ainda depende da análise de crédito feita pela instituição financeira responsável pelo financiamento. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/image1786273195.webp) A Yamaha informa que a entrega imediata está condicionada à aprovação do crédito e à disponibilidade de estoque na concessionária escolhida. ### Davi Alcolumbre propõe destinar 15% dos recursos de PD&I da Zona Franca ao interior da Amazônia URL: https://www.jornalopolo.com.br/davi-alcolumbre-propoe-destinar-15-dos-recursos-de-pd-i-da-zona-franca-ao-interior-da-amazonia/ Last updated: 2026-08-10T16:49:35.000Z Parte do dinheiro que empresas incentivadas pela Zona Franca de Manaus (ZFM) já destinam obrigatoriamente à pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) poderá ter endereço certo: o interior da Amazônia. É o que propõe o [PL 4.874/2026](https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/175341?ref=jornalopolo.com.br), apresentado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Pelo texto, pelo menos 15% desses recursos deverão chegar a instituições públicas instaladas fora da Região Metropolitana de Manaus. A regra alcançaria instituições científicas, tecnológicas e de inovação, universidades e centros públicos de ensino e pesquisa localizados no Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e Amapá. Na prática, a proposta não coloca uma nova conta nas mãos das empresas e também não cria outro incentivo fiscal. O que muda é o caminho de uma parcela dos recursos de PD&I que já precisam ser aplicados como contrapartida aos benefícios concedidos pela legislação da Zona Franca. ### Investimento para além de Manaus Ao apresentar o projeto, Alcolumbre defende uma distribuição territorial maior desses investimentos. Segundo a justificativa, boa parte da estrutura científica e tecnológica beneficiada pelos recursos está concentrada em Manaus, enquanto municípios do interior enfrentam uma realidade diferente. A reserva mínima de 15% funcionaria, portanto, como uma forma de levar parte desse dinheiro para universidades, centros de pesquisa e outras instituições públicas instaladas em diferentes pontos da Amazônia. Há ainda outro componente por trás da proposta. Alcolumbre afirma que o projeto busca dar segurança jurídica a uma política de interiorização dos investimentos em PD&I que chegou a ser estabelecida por decreto em 2020, mas acabou revogada posteriormente. ### Vídeo com críticas à Zona Franca passa de 370 mil visualizações e provoca reação de Marcelo Ramos URL: https://www.jornalopolo.com.br/video-com-criticas-a-zona-franca-passa-de-370-mil-visualizacoes-e-provoca-reacao-de-marcelo-ramos/ Last updated: 2026-08-10T16:33:53.000Z Um vídeo de quase 40 minutos sobre a Zona Franca de Manaus (ZFM), publicado pelo canal Spotniks, com mais de 2 milhões de inscritos no YouTube, entrou no radar do ex-deputado federal e ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados Marcelo Ramos (PT). A publicação apresenta uma visão crítica sobre o modelo econômico e levou o político amazonense a gravar uma resposta de 21 minutos. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/V--deo-com-cr--ticas----Zona-Franca-passa-de-370-mil-visualiza----es-e-provoca-rea----o-de-Marcelo-Ramos-1.png) Foto: Reprodução/YouTube Publicado em 30 de julho, o conteúdo acumulava 370 mil visualizações até a manhã desta segunda-feira (10). Ao longo do vídeo, a Zona Franca é apresentada como um modelo de alto custo para o restante do país, sustentado por incentivos fiscais e proteção política, sem contrapartidas consideradas claras pelo canal. Marcelo Ramos contesta essa leitura. Para ele, a abordagem deixa de lado os efeitos da ZFM sobre a economia do Amazonas e sua relação com a economia brasileira. > “Acabei de assistir um vídeo que trata o Amazonas, no início, com muita preocupação, tratando da seca e do sobrecusto que isso gera à nossa atividade produtiva. Mas, no decorrer desse vídeo, você vai perceber que é um ataque de desinformação, ignorância e preconceito contra a Zona Franca de Manaus”, afirma. A resposta foi publicada por Marcelo em sua página no Instagram. Durante 21 minutos, o ex-deputado rebate os argumentos apresentados pelo Spotniks e apresenta sua defesa do modelo econômico instalado em Manaus. O vídeo do canal tem criação e roteiro assinados pelo jornalista Rodrigo Silva, que também atua como colunista do jornal Estadão. Na avaliação de Ramos, a discussão sobre os incentivos da Zona Franca também precisa considerar as desigualdades regionais brasileiras e o papel do modelo na manutenção da atividade industrial, dos empregos e da renda no Amazonas. > “Sabe o que fica claro toda vez que aparece essa conversinha contra a Zona Franca? É que muita gente contamina esse debate por seus preconceitos, a sua arrogância, a sua ignorância e muita desinformação”. Marcelo também argumenta que políticas de desenvolvimento regional são necessárias diante das diferenças econômicas existentes entre as regiões brasileiras. > “O Brasil é um país de dimensões continentais e precisa, até por comando constitucional, combater as desigualdades regionais”. Ao final da resposta, ele ainda questiona os interesses por trás das críticas aos incentivos fiscais concedidos em Manaus. Segundo Marcelo, o debate não estaria necessariamente relacionado à transferência das fábricas instaladas no Amazonas para outras regiões, mas ao acesso aos benefícios concedidos à produção local. > “O que eles querem não são as indústrias daqui, o que eles querem são os incentivos daqui, ou fechar as indústrias daqui para virarem importadores sem produzir emprego e sem distribuir renda no nosso país”, conclui. Confira o vídeo de Marcelo Ramos na íntegra: > [ Ver essa foto no Instagram ](https://www.instagram.com/reel/DbzINOCN9LG/?utm%5Fsource=ig%5Fembed&utm%5Fcampaign=loading) > > [Um post compartilhado por Marcelo Ramos (@marceloramos.am)](https://www.instagram.com/reel/DbzINOCN9LG/?utm%5Fsource=ig%5Fembed&utm%5Fcampaign=loading) ### Procedimento simples ajuda a evitar acidentes com gases na indústria URL: https://www.jornalopolo.com.br/procedimento-simples-ajuda-a-evitar-acidentes-com-gases-na-industria/ Last updated: 2026-08-10T15:51:35.000Z Em operações industriais como manutenção em tanques e galerias subterrâneas, a segurança depende de detalhes que muitas vezes são invisíveis. Nesses cenários, a falha de um detector de gases pode significar exposição imediata a atmosferas perigosas. Para reduzir esse risco, equipes de campo adotam o bump test, uma verificação funcional rápida realizada antes de cada jornada para garantir que os dispositivos de segurança estão operacionais. Essa prática atende diretamente às Normas Regulamentadoras NR-33 (Espaços Confinados) e NR-20 (Inflamáveis), além de cumprir requisitos de gestão das normas ISO 9001 e ISO 45001 no controle de equipamentos críticos. Na prática, a ausência dessa inspeção caracteriza não conformidade e pode resultar em autuações e penalidades em fiscalizações conduzidas pela Auditoria Fiscal do Trabalho. Para garantir a precisão desse procedimento**,** Murilo Dallaqua, supervisor de gases especiais da Air Products, destaca como a tecnologia dos gases e a portabilidade dos cilindros são fundamentais para proteger os profissionais: > “O teste só é confiável se a mistura for quimicamente estável e certificada. Na Air Products, entregamos precisão gravimétrica para garantir que o detector não falhe por alta incerteza de mistura. Além da segurança, há um ganho de eficiência: nossos cilindros, como o de 110 litros de gás, oferecem quase o dobro de autonomia no mesmo tamanho físico de modelos menores. Isso traduz-se em um excelente custo-benefício, reduzindo a frequência de reposição e facilitando a logística para as equipes de segurança”, explica Dallaqua. A urgência dessa prevenção é exemplificada por um estudo da Fiocruz, que revela que vazamentos de amônia em frigoríficos ocorrem com uma frequência alarmante, atingindo a média de um incidente a cada 17 dias. Embora esse cenário seja um alerta crítico para o setor de refrigeração, o monitoramento rigoroso é igualmente vital em diversos processos industriais para evitar fatalidades e incidentes graves. Além disso, como esses agentes podem danificar os sensores, o uso de cilindros leves com conexão padrão permite que o teste funcional seja feito de forma simples e segura em qualquer ponto da operação. Essa facilidade de uso, aliada ao modelo de cilindros descartáveis, remove as barreiras logísticas que muitas vezes impedem a realização da checagem no campo. Ao eliminar a necessidade de retorno para recarga, a solução reduz a pegada de carbono da operação e otimiza a gestão de resíduos através do uso de materiais recicláveis, provando que a máxima eficiência em segurança pode caminhar junto com práticas industriais sustentáveis. Manter práticas técnicas rigorosas, como o fornecimento seguro de misturas certificadas, assegura o funcionamento contínuo dos equipamentos e contribui para resultados mais confiáveis, garantindo que cada colaborador retorne para casa em segurança. ### Azul abre rota cargueira entre Manaus e Lima com voos semanais e capacidade para até 23 toneladas URL: https://www.jornalopolo.com.br/azul-abre-rota-cargueira-entre-manaus-e-lima-com-voos-semanais-e-capacidade-para-ate-23-toneladas/ Last updated: 2026-08-10T15:49:31.000Z Manaus acaba de ganhar uma nova ponte aérea para o mercado internacional e, desta vez, o espaço é todo das cargas. A Azul Logística inicia nesta segunda-feira (10) uma operação semanal entre a capital amazonense e Lima, no Peru, colocando o Amazonas em uma rota direta com a costa do Pacífico. Os voos serão realizados sempre às segundas-feiras. A programação começa cedo: a aeronave ficará posicionada durante a madrugada em Manaus e tem decolagem prevista para 7h10\. A chegada à capital peruana está programada para 9h30. A passagem por Lima será rápida. Depois de aproximadamente uma hora em solo, o cargueiro deve decolar novamente às 10h30, com retorno ao Amazonas previsto para 14h50. ### Até 23 toneladas por viagem E não é um avião de passageiros levando algumas encomendas no porão. A Azul vai colocar na rota um Airbus A321P2F, versão convertida exclusivamente para o transporte de cargas. A aeronave tem capacidade para levar até 23 toneladas por voo, distribuídas em até 14 posições de pallet, segundo informações divulgadas pela Azul Logística. Na prática, a nova ligação coloca Manaus diretamente em uma rota cargueira internacional e cria mais uma alternativa para o escoamento e a movimentação de produtos das empresas instaladas na Zona Franca de Manaus. A conexão com Lima também pode facilitar o acesso ao mercado peruano e servir como uma nova porta para outros destinos da região, aproveitando a posição da capital do Peru na costa do Pacífico. ### Manaus já tem estrutura para receber os cargueiros A operação também encontra uma estrutura preparada no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. O terminal conta com 12 posições destinadas a aeronaves de carga e capacidade para processar simultaneamente grandes volumes. Com uma frequência por semana, a nova Manaus–Lima começa de maneira pontual, mas acrescenta uma conexão internacional importante ao mapa logístico do Amazonas, especialmente para uma economia que depende diariamente da entrada de insumos e da saída de produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus. ### Nova fábrica de ar-condicionado: dona da Tronos escolhe Manaus para investir R$ 24,7 milhões URL: https://www.jornalopolo.com.br/nova-fabrica-de-ar-condicionado-dona-da-tronos-escolhe-manaus-para-investir-r-24-7-milhoes/ Last updated: 2026-08-10T15:55:07.000Z Uma nova empresa está a caminho da indústria de ar-condicionado do Polo Industrial de Manaus (PIM), a segunda maior do mundo. Desta vez, a Sensus X Tecnologia, empresa brasileira detentora da marca Tronos, apresentou projeto para implantação de unidade industrial na capital amazonense. Inicialmente, a companhia deve investir R$ 24,7 milhões para fabricar condicionadores residenciais. A expectativa inicial é produzir 25 mil aparelhos já no primeiro ano de operação. Dois anos depois, a companhia quer chegar a 35 mil aparelhos por ano, 40% a mais que o volume projetado para a estreia. Do total de 92 postos de trabalho previstos no novo projeto, 61 são de mão de obra direta e outros 31 indiretos. O projeto já tem aprovado incentivos fiscais estaduais (ICMS) e, agora, segue para análise no Conselho de Administração da Suframa (CAS), que tem sua próxima reunião agendada para sexta-feira, dia 14. ### Marca Tronos O portal [O POLO](https://www.jornalopolo.com.br/) apurou, juntamente ao setor comercial da empresa, que a Sensus X, sediada em Belo Horizonte (MG), está por trás da Tronos, marca que já vende no mercado brasileiro TVs, monitores, componentes de informática, eletrodomésticos e outros produtos. A produção em Manaus também marca uma mudança na origem dos aparelhos da Tronos vendidos no Brasil. Atualmente, condicionadores de ar da marca possuem registros no Inmetro que apontam como fabricante a chinesa AUX Air Conditioner, com modelos de 9 mil, 12 mil, 18 mil, 24 mil e 30 mil BTU/h registrados no país. Com o projeto da Sensus X no Polo Industrial de Manaus, essa produção será nacionalizada. ### Mercado enorme O Brasil aparece atualmente como o segundo maior polo produtor de aparelhos de ar-condicionado do mundo, atrás apenas da China, com a produção concentrada no Polo de Manaus. Em cinco anos, o faturamento das fabricantes instaladas no PIM cresceu 96%, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). A entidade também afirma que, hoje, são 19 fabricantes e cerca de 100 fornecedores de componentes ligados ao segmento. A indústria de climatização já é a terceira maior em geração de receitas no Amazonas. Só em 2025, cerca de 6,3 milhões de aparelhos saíram das fábricas do PIM. Para 2026, a expectativa da Eletros é ultrapassar a marca de 7 milhões de unidades. Parece muito? Eis um ponto: o mercado brasileiro indica que ainda há bastante espaço. Isso porque entre 70% e 80% dos lares do país ainda não possuem ar-condicionado. Ou seja: Manaus já produz ar-condicionado em escala mundial, mas o principal mercado dessas fábricas ainda tem milhões de consumidores pela frente. É nesse cenário que a Sensus X prepara a entrada da Tronos nas linhas de produção do PIM. ### Grupo Bastazini fecha acordo para representar a MG Motor em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/grupo-bastazini-fecha-acordo-para-representar-a-mg-motor-em-manaus/ Last updated: 2026-08-10T01:40:51.000Z A MG Motor está ampliando sua presença no Brasil e Manaus é o próximo mercado na rota da montadora. O Grupo Bastazini, responsável por concessionárias de diferentes montadoras na Região Norte, fechou parceria com a marca para representá-la na capital amazonense. O anúncio foi feito por Nuno Silva, sócio do Grupo Bastazini, em publicação nas redes sociais neste sábado (8). A parceria já aparece na [rede oficial da MG Motor no Brasil](https://www.mgmotoroficial.com.br/mg-care/concessionarias?ref=jornalopolo.com.br). Em Manaus, a fabricante lista dois pontos ligados ao Grupo Bastazini: um no Manauara Shopping e uma futura concessionária na Avenida Constantino Nery, no bairro São Geraldo, identificada pela marca como “em breve”. O endereço da futura unidade já integra a estrutura do Grupo Bastazini na capital amazonense. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Grupo-Bastazini-traz-a-MG-Motor-para-Manaus--1.jpeg) Foto: Reprodução/LinkedIn A marca, de origem britânica e com mais de 100 anos de história, pertence atualmente à chinesa SAIC Motor (Shanghai Automotive Industry Corporation), um dos grandes grupos automotivos da China, com mais de 70 anos e presente em mais de 100 países. ### Expansão no Brasil A abertura da operação em Manaus acontece em um momento de avanço da MG no país. Depois de iniciar uma nova fase no mercado brasileiro em 2025, a empresa vem ampliando sua rede de atendimento e preparando também a produção nacional de veículos elétricos. A própria rede oficial da MG já reúne dezenas de unidades entre concessionárias em funcionamento e pontos anunciados como “em breve”. A estratégia é ampliar essa presença nos próximos anos, acompanhando o crescimento das vendas da marca no Brasil. E há uma mudança importante a caminho: parte dos carros da MG deixará de depender exclusivamente da importação. A montadora anunciou, em junho deste ano, R$ 400 milhões em investimentos para produzir veículos no Ceará, em parceria com a Comexport, maior empresa de comércio exterior do Brasil. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/POLO-AUTOMOTIVO-DO-CEAR--.jpeg) Planta Automotivo do Ceará | Foto: Thiago Gadelha A montagem será realizada na Planta Automotiva do Ceará (PACE), em Horizonte, instalada na estrutura da antiga fábrica da Troller. O empreendimento funciona em um modelo industrial multimarcas e já recebe outros projetos automotivos. Os primeiros modelos confirmados são dois elétricos: o hatch MG4 Urban e o SUV MGS5\. A previsão divulgada é que a produção comece ainda em 2026, com expectativa de 50 mil veículos em quatro anos. O projeto prevê aproximadamente 600 empregos diretos e indiretos. Dos R$ 400 milhões previstos, mais de R$ 60 milhões serão destinados à preparação da estrutura industrial, enquanto cerca de R$ 340 milhões envolvem inovação, desenvolvimento tecnológico e capacitação. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/MG4-Urban-e-MG-S5-SUV--carros-el--tricos-da-marca-brit--nica-MG-Motor--ser--o-montados-no-polo-automotivo-de-Horizonte.jpeg) MG4 Urban e MG S5 SUV, carros elétricos da marca britânica MG Motor | Foto: Paloma Vargas Um dos modelos que será produzido no Ceará já está nas lojas brasileiras. O MG4 Urban, hatch 100% elétrico, chegou ao mercado em julho com preço inicial anunciado de R$ 129.990. Agora, com o Grupo Bastazini entrando na rede da montadora, Manaus passa a fazer parte dessa expansão comercial da MG pelo país. A publicação de Nuno Silva, porém, ainda não informa a data prevista para a inauguração da nova concessionária na Avenida Constantino Nery. ### El Niño coloca indústria de climatização em alerta e PIM se prepara para o verão URL: https://www.jornalopolo.com.br/el-nino-coloca-industria-de-climatizacao-em-alerta-e-pim-se-prepara-para-o-verao/ Last updated: 2026-08-08T21:33:14.000Z O mercado de ar-condicionado pode estar diante de uma virada no segundo semestre. Enquanto a produção do Polo Industrial de Manaus (PIM) acumula queda neste ano, a possibilidade de um El Niño muito forte no fim de 2026 começa a mudar os planos de fabricantes e varejistas para os próximos meses. É o que informa reportagem da Folha de São Paulo. Dados da Suframa mostram que a produção acumulada de aparelhos até maio ficou 42% abaixo do registrado no mesmo período de 2025\. O cenário para o verão, no entanto, pode ser bem diferente. A perspectiva de um El Niño entre os mais fortes registrados desde 1950 colocou o setor em movimento: estoques foram reforçados, encomendas começaram a ser antecipadas e empresas passaram a preparar suas operações para uma eventual alta da procura. Além de concentrar a fabricação de aparelhos de ar-condicionado de diferentes marcas, Manaus precisa colocar essa produção no restante do país, justamente em um período em que o nível dos rios amazônicos também pode se transformar em problema logístico. ### Elgin reforça operação A Elgin é uma das fabricantes que já se prepara. A empresa manteve seu planejamento para o segundo semestre, mas reforçou produção, abastecimento e logística para evitar problemas semelhantes aos registrados durante as ondas de calor dos últimos anos. > "As ondas de calor aumentaram significativamente a procura por equipamentos de climatização, especialmente pelos modelos inverter. Caso as previsões climáticas se confirmem, esperamos um mercado aquecido", diz Anderson Bruno, vice-presidente comercial da companhia. A empresa não prevê aumentar preços simplesmente porque mais consumidores podem procurar aparelhos. Segundo o executivo, eventuais reajustes estarão ligados à evolução dos custos de matérias-primas, como cobre e alumínio, e às condições logísticas. Uma eventual seca dos rios amazônicos entra nessa conta porque pode dificultar o escoamento dos produtos fabricados em Manaus. ### Mercado praticamente dobrou produção de splits O tamanho da oportunidade fica mais claro quando se olha para os últimos anos. A produção brasileira de aparelhos do tipo split saltou de 3,816 milhões de unidades em 2023 para 6,385 milhões em 2025. O setor de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração faturou R$ 50,15 bilhões no ano passado. Para 2026, a Abrava, associação que representa o setor, projeta R$ 55,62 bilhões, avanço de 10%. Só que calor não significa automaticamente venda. > "A elevação das temperaturas trará, de fato, um impacto positivo para o setor, estimulando a procura por equipamentos de climatização e refrigeração. No entanto, outros fatores pesam negativamente, como o maior endividamento das famílias, já refletido na desaceleração do comércio, o que prejudica a demanda por bens duráveis, principalmente aparelhos de ar-condicionado", afirma Toríbio Rolon, diretor de economia da Abrava. Essa é a principal trava para uma reação mais forte. Mesmo com melhora das expectativas empresariais no segundo trimestre e aumento dos novos pedidos, o faturamento do setor recuou 0,5% na comparação anual, enquanto os custos dos insumos cresceram quase 20%. A Selic em 14% ao ano também pesa. Crédito mais caro afeta tanto o consumidor que pretende comprar um aparelho quanto as próprias empresas, pressionando investimentos e aumentando os riscos de inadimplência de clientes e fornecedores. ### Tem gente comprando antes do calor chegar Enquanto a indústria calcula quanto produzir, parte do varejo e dos consumidores decidiu não esperar pelo termômetro. A experiência recente de prateleiras vazias e prazos maiores durante ondas de calor fez alguns compradores anteciparem a aquisição do ar-condicionado, segundo Felipe Colombo, gerente-executivo de compras e importação da Webcontinental. > "Muitos consumidores continuam aproveitando as promoções da baixa temporada para garantir seus equipamentos pelos melhores preços, evitando os reajustes típicos da alta demanda do verão. Ainda existe, porém, uma parcela significativa que prefere esperar a chegada das temperaturas mais elevadas para realizar a compra", informa Colombo. O movimento não se limita aos aparelhos de ar-condicionado. Os ventiladores, opção mais barata para enfrentar temperaturas elevadas, também começaram a aparecer antecipadamente nas encomendas das grandes redes. A Mallory projeta crescimento superior a 30% nas vendas em 2026 e já iniciou entregas para grandes varejistas. Uma projeção da Mordor Intelligence aponta ainda crescimento do mercado global de ventiladores e sopradores entre 2026 e 2031. > "Os varejistas já estão antecipando as encomendas de ventiladores. A companhia projeta crescimento superior a 30% nas vendas em 2026 e já iniciou entregas para grandes redes. Em períodos de calor intenso, como os provocados pelo El Niño, deixar a compra para a última hora pode significar rupturas e perdas de vendas, como já aconteceu em 2024 e no início de 2025", ressalta Marcelo Perin, diretor comercial da Mallory. ### “Estamos perdendo”: presidente da Fieam alerta que falta de infraestrutura dificulta chegada de novos investimentos ao PIM URL: https://www.jornalopolo.com.br/estamos-perdendo-presidente-da-fieam-alerta-que-falta-de-infraestrutura-dificulta-chegada-de-novos-investimentos-ao-pim/ Last updated: 2026-08-08T18:50:35.000Z O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, participou, nesta sexta-feira (7), de encontro promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), que reuniu lideranças empresariais, representantes de entidades de classe e o prefeito de Manaus, Renato Junior. Antonio Silva aproveitou o diálogo com o prefeito para chamar atenção para o impacto da infraestrutura sobre a capacidade de atração de novos empreendimentos. Ao tratar das áreas destinadas à expansão industrial, defendeu que o planejamento seja acompanhado de investimentos capazes de viabilizar a instalação de empresas. > “Nós estamos com impossibilidade de atração de mais investimentos para o nosso Polo Industrial, por conta de questões de infraestrutura. Nós temos que nos sentar à mesa e definir uma ação que possa efetivamente trazer solução para a realidade de hoje. Estamos perdendo e eu quero resolver o nosso problema regional”, afirmou. A discussão ganhou ainda uma dimensão de planejamento territorial. Antonio Silva argumentou que a expansão industrial precisa ser acompanhada de infraestrutura e de uma estratégia urbana que evite concentrar novos empreendimentos em áreas sem estrutura adequada. Na mesma linha, o presidente da Fieam defendeu que Manaus amplie sua capacidade de receber empresas sem comprometer a mobilidade urbana. A proposta passa pela ocupação planejada de áreas já urbanizadas e pela criação de estruturas que aproximem moradia, emprego e serviços. > “Fazer áreas de comércio, de habitação, parques, fábricas, escolas, cria comunidades que geram um trânsito muito menor para a rua de Manaus”, avaliou Antonio Silva. O prefeito Renato Junior respondeu às demandas apresentadas pelos empresários destacando que o planejamento da cidade precisa considerar, simultaneamente, a atividade econômica e os impactos sobre a população. Ao falar sobre a autorização de empreendimentos, afirmou que a administração municipal precisa evitar que novos projetos sejam aprovados sem a infraestrutura necessária para absorver o aumento do fluxo de pessoas e veículos. > “Existe a cidade e existe o cidadão. Eu tenho cuidado da cidade, mas eu também tenho cuidado do cidadão. E quando eu permito que obras deixem o cidadão uma hora no trânsito parado, 45 minutos no trânsito parado, uma hora e 15 minutos no trânsito parado, eu estou evitando que esse cara chegue cedo no trabalho dele e estou evitando que ele chegue cedo nos braços da família dele”, afirmou Renato Junior. O prefeito também defendeu que a expansão econômica ocorra de maneira planejada, com os empreendimentos instalados em locais adequados e acompanhados da infraestrutura necessária. Segundo ele, o objetivo é conciliar a geração de empregos com a capacidade de mobilidade da cidade. > “Por que não gerar emprego do jeito certo? Colocando os prédios no lugar certo, sem ter problemas no trânsito, para que, quando a capital cresça, nós tenhamos mais para largar as ruas”, disse. Em outro momento do encontro, Renato Junior reconheceu que decisões tomadas no planejamento urbano têm efeitos de longo prazo e defendeu que Manaus seja pensada para as próximas gerações. Ao comentar problemas provocados por empreendimentos e pela falta de infraestrutura viária, o prefeito afirmou: “A gente precisa cuidar de Manaus pensando nos nossos filhos e netos”. O debate também abordou o licenciamento de empreendimentos. Representantes do setor produtivo defenderam maior agilidade nos processos e destacaram a redução no número de lançamentos imobiliários no primeiro semestre. Segundo os dados apresentados no encontro, foram cerca de 6 mil unidades lançadas no primeiro semestre do ano anterior, contra 2,6 mil no mesmo período deste ano. A avaliação apresentada foi de que a redução estaria relacionada à menor quantidade de empreendimentos licenciados. Silva defendeu que a discussão sobre licenciamento seja tratada de forma conjunta pelas entidades empresariais e pelo poder público. Para ele, é possível acelerar processos sem renunciar ao planejamento e da segurança necessários para o crescimento da cidade. > “Eu acho que a gente precisa trazer essa pauta. A ideia é discutir como licenciar de uma forma mais rápida”, afirmou, ao defender a união das entidades empresariais em torno de uma agenda comum com a Prefeitura. O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Lúcio Flávio Oliveira apresentou proposta de intervenção viária, já protocolada na Prefeitura. O projeto vem a ser um estudo elaborado por dois terminais portuários, em conjunto com o setor aeronáutico, com participação do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU). Segundo o presidente, a proposta está estruturada em três etapas e prevê intervenções na região da Yamaha. Para Oliveira, a solução exige articulação entre as diferentes esferas de governo e o setor privado, principalmente porque a infraestrutura logística atende não apenas à capital, mas à economia de todo o estado. > “Essa é uma pauta para nós, juntos. Eu me coloco à disposição para a gente bater nessa porta junto. Vamos a Brasília ou fazemos uma reunião aqui. A carga e descarga dos portos é de interesse não apenas de Manaus. É do Amazonas”, afirmou. Ao longo do encontro, a Prefeitura também apresentou iniciativas voltadas à transformação urbana de Manaus, incluindo ações de revitalização do Centro, melhorias de mobilidade, modernização da iluminação pública, cabeamento subterrâneo e criação de novos espaços de convivência. As medidas foram apresentadas como parte de uma estratégia para tornar a capital mais organizada e atrativa para moradores, turistas e investidores. ### Seca acende alerta no Norte, e ANP mobiliza setor para antecipar estoques e evitar desabastecimento URL: https://www.jornalopolo.com.br/seca-acende-alerta-no-norte-e-anp-mobiliza-setor-para-antecipar-estoques-e-evitar-desabastecimento/ Last updated: 2026-08-08T18:33:23.000Z A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou uma mobilização para antecipar a formação de estoques de combustíveis na Região Norte e reduzir os riscos de problemas no abastecimento das usinas termelétricas dos sistemas isolados durante o período de seca. A movimentação começou em julho e envolve agentes do mercado de combustíveis da região. A estratégia ganhou espaço também na reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), realizada na quarta-feira (5), diante das perspectivas de intensificação do El Niño no segundo semestre. Segundo fontes do governo ouvidas pela Agência Eixos, a ANP chamou atenção para gargalos logísticos que podem afetar o transporte de combustíveis no Norte durante a estiagem. Entre eles estão a redução da navegabilidade dos rios e até episódios de pirataria nas rotas fluviais. Como medida preventiva, a agência solicitou aos agentes de refino e distribuição de derivados da região a apresentação de planos de contingência. Paralelamente, o órgão regulador coordena a formação antecipada de estoques de combustíveis, entre outras ações voltadas à segurança do abastecimento. ### **Rios são peça-chave da operação** A preocupação está diretamente ligada às características logísticas da Região Norte. Com grande parte do transporte realizada pelos rios, períodos de seca mais intensa podem dificultar a circulação das embarcações responsáveis pelo deslocamento de combustíveis. O abastecimento das termelétricas merece atenção especial porque essas unidades atendem sistemas isolados, localidades que não estão conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e dependem de geração local de energia. O acompanhamento não começou agora. Desde 2023, a ANP monitora e coordena esforços para enfrentar os riscos provocados por secas severas na região. Para 2026, porém, o cenário hidrológico é menos crítico do que o registrado há dois anos. A vazão do rio Madeira permanece acima das mínimas históricas e a expectativa é de que a seca deste ano não alcance a severidade observada em 2024, período em que, apesar das dificuldades, não houve desabastecimento. ### **El Niño entra no radar** Durante a reunião do CMSE, foi destacada uma probabilidade de 70% de ocorrência do fenômeno El Niño com intensidade ainda maior no segundo semestre, cenário que reforça a necessidade de adoção antecipada de medidas de segurança. Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que uma das principais providências adotadas é a redução das defluências, com o objetivo de preservar as cabeceiras dos reservatórios. Com estoques sendo preparados antes do período mais crítico e planos de contingência cobrados das empresas, a estratégia busca evitar que as dificuldades de navegação nos rios se transformem em problemas no fornecimento de combustível e, consequentemente, na geração de energia nos sistemas isolados da Região Norte. ### ANP mira preço do gás; Disputa pode mexer no custo de 79 fábricas do Polo Industrial de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/anp-mira-preco-do-gas-disputa-pode-mexer-no-custo-de-79-fabricas-do-polo-industrial-de-manaus/ Last updated: 2026-08-08T17:26:31.000Z Uma disputa nacional sobre o preço do gás natural pode ter reflexos importantes para a competitividade do Polo Industrial de Manaus (PIM). A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) colocou em consulta pública nesta sexta-feira (7) uma proposta para criar um programa de gás release, obrigando a Petrobras a disponibilizar ao mercado parte dos volumes de gás que atualmente comercializa. A intenção da agência é reduzir a concentração do setor e aumentar a concorrência entre fornecedores. A proposta prevê leilões anuais entre 2027 e 2030, começando com aproximadamente 8 milhões de metros cúbicos de gás por dia e chegando a 9,2 milhões de m³/d no último certame. Segundo dados apresentados pela ANP, a Petrobras ainda possui cerca de 59% do mercado brasileiro de gás natural. Para o Polo Industrial de Manaus, a discussão interessa diretamente: atualmente, 79 empresas do PIM são atendidas com gás natural, em setores como eletroeletrônico, duas rodas, químico e papel e papelão. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Polo-Industrial-de-Manaus.jpg) Foto: Divulgação Em 2025, essas indústrias consumiram uma média de 190,5 mil metros cúbicos de gás natural por dia, segundo dados divulgados pela Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) em fevereiro de 2026. ## ANP questiona margem da Petrobras O debate ganhou força após o diretor da ANP, Pietro Mendes, afirmar que a Petrobras compra gás de terceiros por cerca de US$ 3,80 por milhão de BTU e vende o produto para distribuidoras e consumidores livres por aproximadamente US$ 12,40. No mercado termelétrico, segundo os números apresentados pelo diretor, o preço seria de aproximadamente US$ 9,20. Para Pietro, a concentração na comercialização ajuda a explicar por que o gás natural brasileiro continua caro. A Petrobras contesta essa avaliação e argumenta que simplesmente redistribuir os volumes já disponíveis entre diferentes empresas não resolve o problema estrutural de oferta do gás no País. ## Amazonas tem gás — e muito No caso amazonense, a discussão ganha um componente adicional. O Amazonas possui a maior reserva terrestre de gás natural do Brasil e atualmente é apontado como o terceiro maior produtor nacional. A produção estadual gira em torno de 14 milhões de metros cúbicos por dia, equivalente a aproximadamente 10% da produção brasileira, segundo informações atualizadas do Invest Amazonas com base em dados da ANP. Boa parte desse gás está associada à Bacia do Solimões e ao complexo de Urucu, ligado a Manaus pelo gasoduto Coari-Manaus. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Urucu-Coari.jpeg) Complexo de Urucu | Foto: Agência Petrobras Apesar dessa abundância, o consumo industrial representa apenas uma das utilizações do gás no Estado. Em 2025, o mercado amazonense demandou cerca de 5,7 milhões de m³/dia de gás natural. Desse total, aproximadamente 4,8 milhões de m³/dia foram destinados à geração termelétrica. A indústria do PIM ficou com os já mencionados 190,5 mil m³/dia. ## Mercado livre já começou no Amazonas Outro ponto importante é que o Amazonas já começou a dar os primeiros passos na abertura do mercado. Em abril de 2025, a Cigás e a Companhia Energética Amazonense (CEA) assinaram o primeiro contrato do mercado livre de gás natural do Estado. No modelo, a CEA compra o gás e utiliza a infraestrutura de distribuição da Cigás por meio do Serviço de Movimentação de Gás. O gás será destinado à Usina Termelétrica Manaus I, instalada no Distrito Industrial. Os testes de comissionamento do empreendimento estavam programados para ocorrer entre abril e junho de 2026. A Petrobras já possui autorização como comercializadora no Amazonas e, em 2025, a Eneva também recebeu autorização da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas (Arsepam) para atuar nessa atividade. Na prática, portanto, o arcabouço para um mercado com diferentes fornecedores começa a existir. Para as fábricas do PIM, entretanto, a questão central será saber se essa abertura conseguirá gerar competição real pela molécula de gás e preços menores para o consumidor industrial. ## PIM fatura R$ 121,7 bilhões no 1° semestre O peso dessa discussão aumenta quando se observa o tamanho atual da indústria de Manaus. Entre janeiro e junho de 2026, o Polo Industrial de Manaus faturou R$ 121,76 bilhões, segundo os dados disponibilizados nesta sexta-feira (7) pela Suframa. Na comparação anual, houve crescimento de aproximadamente 10%. Os segmento de Bens de Informática, Duas Rodas e Eletroeletrônico mantiveram a liderança no período. Juntos, os três segmentos concentraram 57,68% de tudo o que foi faturado pelas indústrias no período. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/POSITIVO.png) Foto: Positivo Reduções estruturais no custo de energia, portanto, podem ter impacto relevante sobre um parque industrial que deve novamente superar a marca de R$ 240 bilhões em faturamento anual caso mantenha o atual ritmo. ## Cigás prevê R$ 286 milhões em investimentos A Cigás aprovou um plano de negócios para 2026 a 2030 que prevê R$ 286 milhões em investimentos e a construção de aproximadamente 126 quilômetros adicionais de gasodutos. A meta é ultrapassar 50 mil unidades consumidoras no Amazonas até o fim da década. No início de 2026, a rede de distribuição possuía aproximadamente 367 quilômetros de extensão, e a Cigás figurava como a terceira maior distribuidora brasileira em volume comercializado entre as empresas acompanhadas pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). ## O que muda para a Zona Franca? O programa proposto pela ANP não significa que as indústrias de Manaus passarão automaticamente a pagar menos pelo gás. A formação do preço para uma fábrica depende da molécula, da disponibilidade de fornecedores, dos contratos de transporte e da utilização da infraestrutura de distribuição até o consumidor. Mas a discussão nacional coloca uma questão importante para a Zona Franca de Manaus. Se a abertura do mercado reduzir o custo energético de fábricas instaladas no Sudeste e no Nordeste, mas essa competição não chegar ao Amazonas, empresas concorrentes do PIM podem ganhar uma vantagem adicional. Por outro lado, se novos fornecedores conseguirem disputar também o consumidor amazonense, o Estado reúne uma combinação pouco comum: grandes reservas de gás, produção local relevante, infraestrutura já conectada ao Distrito Industrial e um parque fabril que movimentou R$ 121,76 bilhões apenas nos seis primeiros meses do ano. Para o PIM, portanto, o debate iniciado pela ANP não é apenas sobre Petrobras ou regulação. É sobre quanto custará produzir em Manaus nos próximos anos. ### Gemini, Inteligência Artificial do Google, chega às TVs da TCL produzidas em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/gemini-inteligencia-artificial-do-google-chega-as-tvs-da-tcl-produzidas-em-manaus/ Last updated: 2026-08-08T15:54:07.000Z A inteligência artificial do Google está chegando a TVs fabricadas pela TCL Semp no Brasil. A fabricante começou a liberar o Gemini para modelos selecionados de Smart TVs vendidos no Brasil e confirmou ao portal [O POLO](https://www.jornalopolo.com.br/) que cinco dos seis aparelhos contemplados têm fabricação nacional, realizada no Polo Industrial de Manaus (PIM). Atualmente, o Gemini está sendo liberado para os modelos C7K, C7L, Q7D-PRO, C6K, A400M e X11L. Desse grupo, somente a linha X11L não é fabricada no Brasil, segundo resposta enviada pela TCL ao portal. Em vez de funcionar apenas com comandos de voz mais objetivos, como pedir o nome de um filme ou abrir determinado aplicativo, essas TVs passam a permitir uma conversa mais natural com o usuário. ## Dá para “conversar” com a TV É justamente essa uma das principais mudanças trazidas pelo Gemini para o Google TV. Até então, os comandos de voz nas Smart TVs eram utilizados principalmente para localizar filmes, séries e aplicativos por meio de solicitações diretas. Com a nova tecnologia, o usuário pode explicar de maneira mais livre o que está procurando e continuar a conversa para refinar os resultados. Em vez de necessariamente saber o nome de um filme, por exemplo, é possível descrever o tipo de conteúdo desejado e avançar na busca a partir das respostas apresentadas pela inteligência artificial. O Gemini também pode responder perguntas sobre diferentes assuntos, auxiliar em pesquisas de caráter educativo e apresentar recomendações personalizadas de conteúdos disponíveis nas plataformas de streaming. As respostas foram pensadas para aproveitar justamente o tamanho da tela da televisão, combinando textos, imagens e vídeos em vez de reproduzir apenas a experiência de um assistente de voz tradicional. > “A chegada do Gemini marca uma nova etapa na evolução das Smart TVs. A TCL é pioneira na adoção global e temos satisfação em trazer a novidade ao Brasil. Esse lançamento reforça a relevância da TCL no cenário global de televisores e nossa parceria de longa data com o Google TV para entregar experiências cada vez mais avançadas aos consumidores”, afirma Eason Cai, CEO da TCL Semp. ## Atualização chega aos poucos Quem possui um dos modelos compatíveis pode não encontrar a ferramenta imediatamente. Segundo a TCL, o Google está fazendo a liberação do Gemini de forma gradual, o que significa que alguns aparelhos ainda podem não ter recebido a novidade. A atualização ocorre automaticamente, em segundo plano, e o recurso fica disponível para o usuário assim que o processo é concluído. A liberação no Brasil começou em julho para os modelos selecionados equipados com Google TV. Além das buscas e recomendações de conteúdo, a integração também alcança a casa conectada. A plataforma pode trabalhar com dispositivos compatíveis com o Google Home e outros equipamentos de automação residencial. Com isso, a televisão pode ser utilizada para acessar rotinas já configuradas e controlar equipamentos inteligentes pela própria interface do Google TV. A proposta é concentrar entretenimento, informação e parte do gerenciamento da casa em uma mesma tela. Segundo a TCL, o uso de linguagem natural também busca diminuir a necessidade de navegar por diferentes menus para executar essas tarefas. > “A TV continua sendo a principal tela da casa, mas a forma de utilizá-la está mudando. Os consumidores esperam experiências mais simples, rápidas e personalizadas, e o Gemini contribui justamente para tornar essa interação mais natural e acessível”, ressalta Nikolas Corbacho, gerente sênior de Produto da Área de TVs na TCL Semp. ### IA ajuda Vibra a reduzir R$ 900 milhões em estoques e 67% dos acidentes URL: https://www.jornalopolo.com.br/ia-ajuda-vibra-a-reduzir-r-900-milhoes-em-estoques-e-67-dos-acidentes/ Last updated: 2026-08-07T21:42:55.000Z A Inteligência Artificial já está interferindo diretamente em quanto combustível a Vibra mantém armazenado, quantos caminhões precisa colocar nas ruas e até nas rotas utilizadas para abastecer clientes pelo país. Com a ampliação do uso da tecnologia na logística, a companhia afirma ter reduzido em R$ 900 milhões o capital empregado em estoques, diminuído em 11% o número de veículos necessários à operação e derrubado em 67% o índice de acidentes da frota. A Vibra atende mais de 10,4 mil clientes corporativos e cerca de 7,5 mil postos distribuídos por mais de 2,3 mil municípios. Em média, uma entrega de combustíveis é realizada a cada 20 segundos. São aproximadamente 55 mil embarques mensais, envolvendo cerca de 10 mil caminhões. Para planejar toda essa movimentação, a empresa passou a recorrer a modelos capazes de antecipar a demanda e simular diferentes cenários antes da tomada de decisões. Atualmente, são mais de 135 modelos de gêmeos digitais e outros 96 modelos preditivos de demanda. Eles projetam o consumo esperado de acordo com região, produto e período e levam em consideração informações que vão de safras agrícolas a indicadores macroeconômicos. As previsões chegam a orientar decisões tomadas semanas antes de o combustível chegar ao destino. Segundo a Vibra, os dados ajudam, por exemplo, no planejamento do suprimento e na contratação de navios com até 45 dias de antecedência. ## R$ 900 milhões a menos parados em estoque É justamente na armazenagem que aparece um dos maiores impactos financeiros apresentados pela companhia. Os modelos preditivos utilizados pela Vibra trabalham com margem de erro inferior a 2% e, de acordo com a empresa, alcançam desempenho 20% superior ao sistema empregado anteriormente. Com uma previsão mais precisa sobre quanto combustível será necessário em cada local, a companhia recalibrou os volumes mantidos em suas bases de acordo com produto e demanda. O resultado foi uma redução de R$ 900 milhões no capital empregado em estoques. A tecnologia também acompanha o caminho do combustível depois disso. Entre as 90 bases de distribuição e os destinos finais, sistemas de IA analisam mais de 10 mil variáveis em tempo real para otimizar a movimentação e identificar, inclusive, novas possibilidades de rotas de retorno capazes de melhorar a eficiência dos fretes. ## Menos caminhões e menos acidentes Outra frente está no tamanho da frota: modelos matemáticos passaram a ajudar a calcular quantos veículos são efetivamente necessários para atender à operação. Com esse dimensionamento, a Vibra afirma ter conseguido reduzir em 11% a quantidade de veículos necessária. A IA também embarcou nos próprios caminhões. Toda a frota de entrega conta com sistemas de inteligência artificial e câmeras para monitoramento de fadiga. Segundo a empresa, a utilização dessas tecnologias contribuiu para uma redução de 67% no índice de acidentes. Agentes de IA são empregados no suporte à equipe de vendas, identificação de desvios operacionais, previsão da chegada de cargas e acompanhamento da saúde de ativos industriais, além de atividades comerciais. ## Próximo passo: uma torre de controle com agentes de IA A Vibra agora prepara uma nova etapa dessa estratégia: a implantação de uma Torre de Controle Agêntica Autônoma. A plataforma deverá funcionar como uma espécie de centro de coordenação dos diferentes agentes de inteligência artificial empregados na logística, monitorando e gerenciando a atuação desses sistemas dentro da operação. Para o vice-presidente de Operações da Vibra, Daniel Drumond, o avanço da tecnologia também muda o tipo de atividade desempenhada pelas pessoas envolvidas nos processos. > “Com a evolução para a Torre de Controle Agêntica, estamos expandindo o uso de agentes de IA altamente estratégicos e migrando o trabalho de execução manual para um modelo focado em supervisão, decisão crítica e melhoria contínua. A Vibra move o Brasil diariamente. Ao investirmos em capacitação e tecnologia proprietária de ponta, aceleramos a produtividade e a competitividade de toda a cadeia de energia do país”, destacou. ### Hypera Pharma lucra R$ 490 milhões no 2º trimestre, enquanto prepara fábrica da Brainfarma em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/hypera-pharma-lucra-r-490-milhoes-no-2o-trimestre-enquanto-prepara-fabrica-da-brainfarma-em-manaus-2/ Last updated: 2026-08-07T20:23:49.000Z A Hypera Pharma, um dos maiores grupos farmacêuticos do Brasil, fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 490,2 milhões, o que representa um crescimento de 15,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Enquanto colhe os resultados financeiros positivos, a companhia avança nos preparativos para implantar uma fábrica da Brainfarma, seu principal braço industrial, no Polo Industrial de Manaus (PIM). No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido da companhia atingiu R$ 837,1 milhões, uma alta expressiva de 194,5% na comparação com os primeiros seis meses de 2025. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) das operações continuadas somou R$ 754,9 milhões entre abril e junho, alta de 4,1%. No acumulado do semestre, o indicador chegou a R$ 1,341 bilhão, registrando crescimento de 132,5% sobre o mesmo período do ano anterior. Segundo o balanço divulgado pela empresa, o resultado positivo foi impulsionado pelo crescimento do sell-out (as vendas diretas ao consumidor final nas farmácias) e pela boa aceitação de lançamentos recentes. Com isso, a receita líquida subiu 8,5% no trimestre, para R$ 2,336 bilhões, e acumulou R$ 4,354 bilhões no semestre, alta de 34,6% ante 2025\. A empresa também reduziu sua dívida líquida pós-hedge para R$ 5,903 bilhões no fim de junho, R$ 397,6 milhões a menos que no encerramento do primeiro trimestre. **Zona Franca** A consolidação financeira dá suporte ao novo passo do grupo no Amazonas. A Brainfarma prepara a instalação de uma unidade na rodovia AM-010, em Manaus, voltada à produção de medicamentos de uso humano. O projeto industrial já foi aprovado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e prevê um investimento de R$ 81,8 milhões. A chegada da fabricante fortalece o polo farmacêutico local, que ganha mais relevância na matriz industrial da região. No entanto, detalhes específicos sobre o cronograma de obras, a capacidade produtiva da nova planta e quais medicamentos serão fabricados em Manaus ainda não foram divulgados. **Brainfarma** A Brainfarma é o principal braço industrial da Hypera Pharma, líder nacional nos segmentos de medicamentos isentos de prescrição (MIPs), vitaminas e suplementos, com cerca de 20% de participação nesses mercados, segundo dados da IQVIA. De acordo com o Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico 2024, da Anvisa, a Hypera ocupa a 4ª posição no ranking de faturamento entre os grupos econômicos do setor. Sua receita líquida em 2025 se aproximou de R$ 7,7 bilhões. **Portfólio** A principal unidade industrial da Brainfarma está localizada em Anápolis (GO), onde são produzidos grande parte de alguns dos medicamentos e produtos de saúde mais conhecidos do país, como Benegrip, Neosaldina, Engov, Epocler, Doril, Coristina D, Apracur, Tamarine, Biotônico Fontoura, Buscopan (sob licença), além de adoçantes como o Zero-Cal. A empresa também atua no segmento de medicamentos de prescrição, por meio da Mantecorp Farmasa; em dermocosméticos, com as marcas Mantecorp Skincare, Simple Organic e Bioage; e em medicamentos similares e genéricos, por meio da Neo Química. **Produção** A unidade de Anápolis da Brainfarma tem capacidade para produzir mais de 830 itens, entre medicamentos, suplementos, produtos nutricionais e dermocosméticos. O complexo emprega mais de 4.600 colaboradores, possui cerca de 120 mil metros quadrados de área construída e é considerado um dos maiores parques farmacêuticos da América Latina. Segundo a empresa, reúne dezenas de linhas de produção capazes de fabricar comprimidos, cápsulas, xaropes, pomadas, injetáveis, aerossóis, efervescentes e outras apresentações farmacêuticas. **Além da fabricação** Um dos maiores centros privados de pesquisa e desenvolvimento farmacêutico do Brasil, o Hynova, localizado em Barueri (SP), possui 5,6 mil m² de área construída e reúne cerca de 450 pesquisadores dedicados ao desenvolvimento de medicamentos e produtos de saúde. O centro tem capacidade para conduzir simultaneamente até 150 projetos e conta com mais de 150 equipamentos de alta tecnologia. ### Roubos caem 34% em rios do Norte no primeiro semestre, mas ataques ainda ameaçam cargas de combustível URL: https://www.jornalopolo.com.br/roubos-caem-34-em-rios-do-norte-no-primeiro-semestre-mas-ataques-ainda-ameacam-cargas-de-combustivel/ Last updated: 2026-08-07T20:02:01.000Z Os roubos a embarcações de combustível nas hidrovias da Região Norte recuaram 34% no primeiro semestre de 2026\. O volume de combustível subtraído caiu de 500 mil para 330 mil litros no período, em comparação com o mesmo intervalo de anos anteriores. Os dados foram divulgados pelo Instituto Combustível Legal (ICL), que mapeia a segurança nas rotas de abastecimento fluvial. Apesar da redução recente, o cenário de segurança nas hidrovias do Norte ainda exige atenção constante das transportadoras. A região depende diretamente do transporte fluvial para a distribuição de diesel e outros derivados de petróleo, e a volatilidade dos roubos gera impactos diretos no custo do frete e no preço final cobrado do consumidor nas cidades mais isoladas. ## Histórico de violência e táticas O recuo registrado no primeiro semestre deste ano representa uma melhora em relação ao histórico recente do setor. Segundo dados publicados pelo veículo Eixos em fevereiro de 2026, entre os anos de 2022 e 2024, foram registradas 25 tentativas de roubo nas hidrovias da região, com 17 casos bem-sucedidos. Naquele período, a perda total chegou a 8,4 milhões de litros de combustível, predominantemente óleo diesel. Em 2024, as oito tentativas de roubo registradas foram todas frustradas. Esse resultado foi atribuído ao reforço de segurança privada implementado pelas próprias transportadoras, que passaram a incluir equipes de escolta armada embarcada nas operações. No entanto, o cenário voltou a piorar em 2025, quando cinco ataques foram bem-sucedidos e resultaram no desvio de aproximadamente 1,2 milhão de litros de combustível. O confronto mais recente com desfecho violento ocorreu em 17 de janeiro de 2026\. Na ocasião, um suspeito de pirataria morreu após uma troca de tiros com seguranças particulares durante uma abordagem frustrada a um comboio. De acordo com os registros do setor, os grupos criminosos operam de duas formas principais. Na primeira tática, criminosos fortemente armados rendem a tripulação e realizam o bombeamento do combustível para outra embarcação. Há relatos de tripulantes que foram espancados e jogados na água durante as ações. Na segunda modalidade, os assaltantes simulam ser autoridades policiais ou da Marinha, utilizando sirenes e giroflex para forçar a parada dos comboios antes de anunciar o assalto. ## Rotas críticas e o fator da seca Os trechos considerados mais perigosos para a navegação estão concentrados no Rio Madeira e no Rio Amazonas, especialmente no trecho entre o município de Itacoatiara, no Amazonas, e a divisa com o estado do Pará. Outro ponto de alta vulnerabilidade é o Rio Solimões, onde há forte atuação de traficantes de drogas. A avaliação é de Galdino Alencar, presidente do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma). Segundo Alencar, a presença de facções de tráfico de drogas nas mesmas rotas de transporte de carga eleva o nível de perigo para os trabalhadores fluviais, que continuam sendo o elo mais frágil de toda a cadeia logística. O custo para manter a segurança das cargas varia conforme a época do ano. Durante o período de seca na Amazônia, o percurso dos rios se torna mais longo e as embarcações precisam reduzir a velocidade, ficando ainda mais expostas a ataques. Essa vulnerabilidade sazonal eleva a necessidade de proteção e encarece as despesas com escolta armada. ## Padronização e custos ao consumidor Para tentar padronizar as respostas das empresas de navegação contra os ataques, o Instituto Combustível Legal desenvolveu um manual de boas práticas voltado especificamente para a proteção de comboios em operações aquáticas na Região Norte. A iniciativa busca unificar procedimentos de defesa e comunicação durante as viagens. Por outro lado, o custo financeiro para manter equipes armadas a bordo recai diretamente sobre as transportadoras de carga. Como a Região Norte necessita dos rios para abastecer suas usinas térmicas e postos de combustíveis, o aumento nos custos logísticos de segurança acaba sendo repassado ao consumidor final, pesando no bolso de quem vive em municípios distantes dos grandes centros de distribuição. *\*Com informações da FUP News* ### Polo Industrial de Manaus fatura R$ 121,7 bilhões no 1° semestre, cresce 10% e vê exportações dispararem 35% URL: https://www.jornalopolo.com.br/polo-industrial-de-manaus-fatura-r-121-7-bilhoes-no-1deg-semestre-cresce-10-e-ve-exportacoes-dispararem-35/ Last updated: 2026-08-09T18:15:43.000Z O Polo Industrial de Manaus (PIM) fechou o primeiro semestre de 2026 com R$ 121,76 bilhões em faturamento e média mensal de 130.903 empregos. Os números correspondem ao desempenho das fábricas entre janeiro e junho deste ano. Em comparação com o primeiro semestre de 2025, que registrou faturamento de R$ 110,8 bilhões, houve crescimento de aproximadamente 10%. Em dólar, o faturamento acumulado no período alcançou US$ 23,53 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 391,04 milhões. O crescimento foi de 35,3% em relação ao mesmo período do ano passado, que registrou US$ 289,06 milhões. Só em junho, as vendas externas foram de US$ 51,56 milhões. ### Informática sai na frente O segmento de Bens de Informática passou a liderar entre os setores e respondeu por 22,01% de todo o faturamento do PIM no primeiro semestre. Na sequência aparecem Duas Rodas, com 19,77%, e Eletroeletrônico, com 15,90%. Juntos, os três maiores segmentos concentraram 57,68% de tudo o que foi faturado pelas indústrias de Manaus no período. O setor Químico respondeu por outros 10,87%, seguido pelo Termoplástico (10,49%), Metalúrgico (8,78%) e Mecânico (6,33%). Apesar de não estar entre os maiores em participação, o segmento de Bebidas foi o que mais cresceu em faturamento: 48,05% no primeiro semestre. ### Mais de 1,1 milhão de motos Nas linhas de produção, o setor de Duas Rodas continuou entre os destaques. As fábricas instaladas em Manaus produziram 1.152.715 motocicletas, motonetas e ciclomotos entre janeiro e junho. Outro produto de grande escala foram os celulares. O PIM fabricou 6.226.893 telefones celulares no mesmo intervalo. Algumas linhas menores também apresentaram crescimento expressivo. A produção de home theaters chegou a 24.465 unidades, alta de 30,70%. Já lâminas e cartuchos somaram 46,12 milhões de unidades, crescimento de 28%. A fabricação de microcomputadores desktop alcançou 5.813 unidades e avançou 19,73% na comparação utilizada pela Suframa. ### Minerais críticos podem adicionar R$ 192 bilhões à economia brasileira; Amazonas tem reservas estratégicas URL: https://www.jornalopolo.com.br/minerais-criticos-podem-adicionar-r-192-bilhoes-a-economia-brasileira-amazonas-tem-reservas-estrategicas/ Last updated: 2026-08-07T18:03:28.000Z A expansão da cadeia de minerais críticos pode adicionar R$ 192,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e criar cerca de 750 mil postos de trabalho até 2050\. A projeção faz parte de um estudo da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) sobre o potencial econômico desses recursos diante da transição energética e tecnológica mundial. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Minerais-cr--ticos-podem-adicionar-R--192-bilh--es----economia-brasileira--Amazonas-tem-reservas-de-peso-mundial.png) A discussão também passa pelo Amazonas. O estado possui depósitos de minerais considerados estratégicos para diferentes segmentos industriais, incluindo tecnologias utilizadas em eletrônicos, baterias, motores elétricos e equipamentos de alta tecnologia. “Quanto maior a capacidade de atrair investimentos, maior será a transformação dessa riqueza mineral em valor, tecnologia, empregos e desenvolvimento industrial”, afirma o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto. O estudo aponta que estados com atividade mineral mais consolidada podem sentir impactos econômicos ainda maiores. No Pará, por exemplo, a expansão da cadeia poderia representar impacto equivalente a 16% do PIB estadual. ### **Amazonas guarda reservas estratégicas** Um dos principais pontos do mapa mineral amazonense está em Presidente Figueiredo, onde está localizada a Mina de Pitinga. A região possui reservas de estanho, tântalo e nióbio, além de ocorrências de elementos de terras raras. Esses materiais são utilizados em diferentes cadeias tecnológicas e ganharam importância à medida que países buscam ampliar a produção de equipamentos eletrônicos, tecnologias de energia limpa e sistemas de armazenamento e reduzir a dependência de poucos fornecedores internacionais. Outro depósito de grande dimensão está em Seis Lagos, em São Gabriel da Cachoeira, associado principalmente a ocorrências de nióbio e elementos de terras raras. O potencial mineral, entretanto, não significa disponibilidade imediata para exploração. A região envolve restrições e elevada sensibilidade socioambiental, o que torna qualquer possibilidade de aproveitamento mineral dependente das condições legais, ambientais e territoriais aplicáveis. ### **E onde entra o Polo Industrial de Manaus?** Para o Amazonas, uma das discussões vai além da simples extração dos minerais: está na possibilidade de agregar valor dentro do próprio estado. O Polo Industrial de Manaus reúne grandes cadeias consumidoras de componentes e materiais tecnológicos, principalmente nos segmentos eletroeletrônico e de Duas Rodas. Minerais críticos e terras raras são utilizados, direta ou indiretamente, na fabricação de componentes presentes em motores, equipamentos eletrônicos, ímãs permanentes, sistemas de energia e diferentes dispositivos tecnológicos. Isso abre espaço para uma discussão sobre o desenvolvimento de etapas de beneficiamento, processamento e transformação desses minerais no país, aproximando a matéria-prima das cadeias industriais. Por enquanto, porém, trata-se de potencial, e não de uma cadeia produtiva já integrada ao PIM. O estudo não anuncia investimentos específicos em Manaus nem indica que os minerais extraídos no Amazonas passarão a abastecer as fábricas do Polo. ### **Disputa mundial por minerais críticos** O interesse econômico ocorre em meio a uma corrida internacional por minerais como lítio, níquel, cobre, grafita, cobalto e elementos de terras raras, essenciais para setores que vão da indústria eletrônica às energias renováveis. Um dos principais desafios está na concentração das etapas de processamento e refino. A China ocupa posição dominante principalmente na cadeia de terras raras, aumentando o interesse de Estados Unidos, União Europeia e outras economias em diversificar seus fornecedores. Nesse cenário, ampliar a capacidade brasileira de extrair, processar e transformar minerais críticos internamente pode permitir que o país capture uma parcela maior do valor econômico da cadeia, em vez de atuar apenas como fornecedor de matéria-prima. ### Senadora cobra explicações sobre recursos ligados à Zona Franca após operação da PF URL: https://www.jornalopolo.com.br/senadora-cobra-explicacoes-sobre-recursos-ligados-a-zona-franca-apos-operacao-da-pf/ Last updated: 2026-08-07T16:56:22.000Z Os recursos destinados a investimentos ligados à Zona Franca de Manaus (ZFM) passaram a ser alvo de uma cobrança no Senado após investigações apontarem suspeitas de irregularidades na aplicação de dinheiro que deveria fomentar inovação, pesquisa, geração de empregos e desenvolvimento na Região Norte. Nesta sexta-feira (7), a senadora Damares Alves apresentou um requerimento cobrando explicações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) sobre a fiscalização desses recursos. Entre as informações solicitadas está o montante transferido, nos últimos cinco anos, para Fundos de Investimento em Participações (FIPs) ligados à Zona Franca de Manaus. O requerimento também pede a relação de auditorias e inspeções realizadas nesses repasses durante o mesmo período. A cobrança ocorre na esteira da Operação Cruciatus, deflagrada conjuntamente pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A investigação apura irregularidades e desvios de finalidade na aplicação de recursos públicos depositados em FIPs. Esses fundos são abastecidos com isenções vinculadas à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), autarquia federal ligada ao MDIC, e foram criados para fomentar inovação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico na região amazônica. As investigações indicam que recursos destinados à inovação foram direcionados a empresas com capacidade operacional incompatível com os valores recebidos. Segundo o texto, o dinheiro que deveria impulsionar startups e gerar empregos no Norte estaria beneficiando outras localidades do país. Além dos valores transferidos e das fiscalizações realizadas, o MDIC deverá explicar quais medidas administrativas foram adotadas para aprimorar seus mecanismos de controle após a deflagração da operação. O requerimento também cobra explicações do ministro Márcio Fernando Elias Rosa sobre os mecanismos de governança do ministério. A pasta era comandada anteriormente pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Para Damares, as suspeitas levantadas pela investigação evidenciam fragilidades nos controles internos do MDIC e da Suframa. > “Recursos públicos criados para financiar inovação, pesquisa, geração de empregos e desenvolvimento regional precisam chegar ao seu destino. Quando há suspeitas de desvios ou falhas de controle, perde o Brasil, perde a Amazônia e perde a população que deveria ser beneficiada por esses investimentos”, afirmou a senadora na justificativa do requerimento. ### Entenda a investigação A Operação Cruciatus foi deflagrada em 10 de junho de 2026 pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União. A ação investiga suspeitas de fraude e má aplicação de recursos provenientes de isenções atreladas à Zona Franca de Manaus. O foco da investigação é o suposto desvio de finalidade na aplicação de recursos em Fundos de Investimento em Participações. De acordo com as informações apresentadas, auditorias identificaram empresas beneficiadas pelos aportes cuja capacidade operacional seria incompatível com os investimentos recebidos. A suspeita é de que recursos destinados a fomentar inovação e desenvolvimento na Amazônia tenham sido desviados de sua finalidade. ### Novo leilão de gás pode abrir oportunidade para indústrias de Manaus, mas acesso esbarra em infraestrutura URL: https://www.jornalopolo.com.br/novo-leilao-de-gas-pode-abrir-oportunidade-para-industrias-de-manaus-mas-acesso-esbarra-em-infraestrutura/ Last updated: 2026-08-07T14:27:08.000Z A decisão do Ministério de Minas e Energia (MME) de direcionar os novos leilões de gás natural da União para consumidores industriais pode abrir uma nova frente de discussão para o Polo Industrial de Manaus (PIM). O Ministério esclareceu, no último dia 31, que usinas termelétricas que geram energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN) não poderão participar dos certames. Nos leilões de curto prazo, previstos para o período entre 2026 e 2030, a participação deverá ser aberta aos consumidores industriais livres. A partir de 2030, os contratos de longo prazo deverão priorizar segmentos da indústria de base, entre eles os setores químico, siderúrgico e petroquímico. Para Manaus, o tamanho do parque industrial coloca o tema no radar. Entre janeiro e maio de 2026, as empresas do PIM faturaram R$ 99,64 bilhões, equivalente a US$ 19,26 bilhões, e mantiveram uma média mensal de 130.605 empregos, segundo a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Novo-leil--o-de-g--s-pode-abrir-oportunidade-para-ind--strias-de-Manaus-mas-acesso-esbarra-em-infraestrutura.png) Distrito Industrial de Manaus | Foto: Fecomércio Amazonas O setor de duas rodas liderou a participação no faturamento, com 20,73% do total, seguido por bens de informática, com 20,58%, e eletroeletrônico, com 16,20%. Segmentos com potencial relevante para utilização de gás em processos industriais também têm peso importante no Polo. O setor químico respondeu por 11,05% do faturamento, o termoplástico por 10,38% e o metalúrgico por 8,67%. Somados, representam 30,1% de todo o faturamento do PIM no acumulado até maio. ### Indústria de Manaus já consome gás O gás natural já ocupa espaço relevante na matriz energética do Amazonas e nos processos produtivos das fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus. Os dados mais recentes consolidados da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) mostram que o Estado consumiu, em média, 5,7 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia em 2025, crescimento de 5,7% em relação ao ano anterior. Na indústria, o consumo médio ficou em 190,5 mil m³ por dia. Atualmente, a Cigás atende 79 empresas do Polo Industrial de Manaus, abrangendo segmentos como eletroeletrônico, duas rodas, papel e papelão e químico. O gás pode ser utilizado pelas indústrias em diferentes etapas da produção, incluindo geração de vapor e eletricidade, aquecimento de fornos e secadores, climatização e outros processos que demandam energia térmica. Apesar da presença na indústria, a maior parte do gás distribuído no Amazonas ainda é direcionada à geração elétrica. As termelétricas consumiram, em média, 4,8 milhões de m³ por dia em 2025, contra 4,5 milhões de m³/dia no ano anterior, uma expansão de 6,7%. Na prática, as termelétricas responderam por aproximadamente 84% de todo o volume de gás distribuído pela Cigás no Estado. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Novo-leil--o-de-g--s-pode-abrir-oportunidade-para-ind--strias-de-Manaus--mas-acesso-esbarra-em-infraestrutura-3.jpg) Consumo de gás natural na indústria do AM em 2025 ficou em 190,5 mil m³/dia | Foto: Ghis/Vecteezy A dependência também aparece na matriz elétrica amazonense. Em novembro de 2025, o gás natural representava 81,8% das fontes de geração de energia elétrica ligadas ao SIN no Amazonas, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgados pela Cigás. ### Amazonas tem uma diferença em relação ao restante do país Apesar do tamanho do mercado industrial e da produção local de gás natural, o Amazonas possui uma particularidade importante em relação aos grandes centros consumidores do país. O sistema que abastece Manaus a partir de Urucu (Coari), funciona separado da malha integrada de transporte de gás que conecta principalmente as regiões Nordeste, Sudeste e Sul. Na prática, isso significa que uma indústria de Manaus participar juridicamente de um leilão de gás da União não necessariamente permite que a molécula adquirida em outra região do país seja transportada fisicamente até o Distrito Industrial. Mas o isolamento físico não significa necessariamente que as empresas amazonenses estejam fora desse mercado. Uma possibilidade a ser discutida é a utilização de estruturas de swap, ou troca de gás, nas quais o fluxo físico pode ser diferente do fluxo contratual. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) define a troca operacional, conhecida como swap, como um serviço no qual os fluxos físico e contratual do gás diferem total ou parcialmente. Em uma estrutura comercial, por exemplo, uma indústria de Manaus poderia adquirir economicamente determinado volume de gás da União em outra região e negociar com um agente que disponha de gás no Amazonas a entrega de um volume equivalente localmente. Isso evitaria a necessidade de transportar fisicamente a mesma molécula entre o Sudeste e Manaus. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Novo-leil--o-de-g--s-pode-abrir-oportunidade-para-ind--strias-de-Manaus--mas-acesso-esbarra-em-infraestrutura-Base-de-Urucu.jpeg) Base de Urucu | Foto: Agência Petrobras A possibilidade, entretanto, não está garantida. O swap operacional previsto pela regulamentação da ANP é realizado dentro das instalações de transporte e depende das condições técnicas, contratuais e da oferta do serviço pelo transportador. Como a infraestrutura de Manaus não está conectada à malha integrada nacional, uma operação envolvendo o gás da União e uma entrega equivalente no Amazonas exigiria uma estrutura comercial própria e compatível com as regras dos novos leilões. A regulamentação e os editais dos certames serão, portanto, determinantes para saber se as indústrias do Polo poderão capturar economicamente os benefícios do gás da União. ### Rede de gás também avança em Manaus A infraestrutura local de distribuição continua em expansão. Em fevereiro de 2026, a Cigás possuía 367 quilômetros de rede de distribuição, presente em mais de 30 bairros de Manaus, e atendia mais de 28,7 mil unidades consumidoras. Em março, a companhia informou já ter ultrapassado a marca de 29 mil unidades consumidoras. Para os próximos anos, o plano de negócios da concessionária prevê R$ 286 milhões em investimentos entre 2026 e 2030, com a expansão da rede para 482 quilômetros e a expectativa de superar 52 mil unidades consumidoras. ### Urucu ganha importância na discussão Além dos novos leilões nacionais, a expansão da produção de gás dentro do próprio Amazonas pode ter impacto direto sobre a competitividade energética do Polo Industrial. Em maio deste ano, a Petrobras anunciou planos de investir cerca de R$ 2,5 bilhões no Polo de Urucu e aumentar em aproximadamente 20% a produção de óleo e gás da região nos próximos cinco anos. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Novo-leil--o-de-g--s-pode-abrir-oportunidade-para-ind--strias-de-Manaus--mas-acesso-esbarra-em-infraestrutura-4.jpg) Petrobras deve investir R$ 2,5 bilhões no Polo de Urucu | Foto: Divulgação/Petrobras O planejamento prevê a perfuração de 22 novos poços, sendo 17 convencionais e cinco remotos, além da implantação de aproximadamente 40 quilômetros de linhas para conectar as novas operações. O movimento ocorre ao mesmo tempo em que o governo federal busca ampliar a oferta de gás natural e aumentar a concorrência no mercado brasileiro. Para Manaus, a discussão passa, portanto, por duas frentes: aumentar a disponibilidade do gás produzido no próprio Amazonas e avaliar de que maneira as indústrias do PIM poderão acessar economicamente os novos volumes colocados à venda pela União. A pergunta que fica para o Polo Industrial é direta: As indústrias de Manaus poderão comprar o gás mais competitivo da União e receber, por meio de swap ou uma estrutura comercial equivalente, gás produzido no próprio Amazonas? Com quase R$ 100 bilhões em faturamento apenas nos cinco primeiros meses de 2026 e mais de 130 mil trabalhadores, qualquer redução relevante no custo de energia pode se transformar em ganho de competitividade para a Zona Franca de Manaus. ### Pai e filho criam o jogo 'Dominó Futebol Clube' e buscam parceiros para produção no PIM URL: https://www.jornalopolo.com.br/pai-e-filho-criam-o-jogo-domino-futebol-clube-e-buscam-parceiros-para-producao-no-pim/ Last updated: 2026-08-07T12:44:09.000Z Um jogo criado no Amazonas quer dar o próximo passo também dentro do estado: sair do projeto e entrar na linha de produção do Polo Industrial de Manaus (PIM). Os amazonenses Heimar Pinheiro de Oliveira e Heriam Brito de Oliveira, pai e filho, criadores do [Dominó Futebol Clube](https://dominofutebolclube.com/?ref=jornalopolo.com.br) (DFC), começam nesta sexta-feira (7) uma campanha de financiamento coletivo para viabilizar a primeira produção do jogo. Paralelamente, a dupla procura empresas do PIM interessadas em participar da fabricação. A ideia é encontrar em Manaus gráficas, fabricantes de peças plásticas por injeção e empresas de montagem e embalagem capazes de produzir o tabuleiro e seus componentes com qualidade e preço competitivo. O desafio não é pequeno. Segundo os criadores, fabricar na China ainda é o caminho mais barato, e boa parte dos jogos de tabuleiro comercializados no Brasil segue justamente essa rota. Antes de recorrer ao mercado asiático, porém, pai e filho querem tentar manter a produção em casa, aproveitando a estrutura industrial de Manaus e as vantagens oferecidas pelo modelo Zona Franca. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Pai-e-filho-criam-o-jogo--Domin---Futebol-Clube--e-buscam-parceiros-para-produ----o-no-PIM-2.jpeg) Foto: Divulgação > “Nossa intenção sempre foi desenvolver um produto com DNA amazonense e encontrar parceiros para fabricá-lo no Brasil. Queremos mostrar que também é possível criar tecnologia, propriedade intelectual e entretenimento a partir da Amazônia”, diz Heimar. ### Futebol encontra o dominó O projeto levou cerca de um ano para chegar ao formato atual e nasceu da mistura de duas paixões bastante conhecidas por aqui: futebol e dominó de cinco pontas, modalidade tradicional na Região Norte. No DFC, porém, as pedras ganham outra função. Cada jogada interfere diretamente no que acontece dentro de campo: pode movimentar um jogador, abrir espaço para um passe ou iniciar um contra-ataque. A proposta passou por diferentes versões, da cortiça até chegar a um tabuleiro magnético em 3D. Desde o início, segundo os criadores, a intenção era encontrar um equilíbrio: ser simples o suficiente para alguém aprender já na primeira partida, mas estratégico para continuar interessante entre amigos, famílias e jogadores mais experientes. O projeto também junta experiências diferentes dentro da mesma família. Heimar traz conhecimentos em gerenciamento de projetos, publicação de livros e design 3D. Heriam, por sua vez, atua com games e já liderou equipes em diferentes maratonas de desenvolvimento de jogos. Da parceria nasceu a QiPrest, empresa registrada no Amazonas e responsável pelo projeto. > “Não queremos competir com o celular por atenção. Queremos oferecer o oposto dele: um jogo que funcione unindo pessoas, rindo, se divertindo no mundo real”. ### Um mês para tirar o DFC do papel Entre 7 de agosto e 7 de setembro, a QiPrest manterá no Catarse, plataforma de financiamento coletivo, uma [campanha](https://www.catarse.com.br/dominofc?ref=jornalopolo.com.br) para levantar os recursos necessários à primeira produção do Dominó Futebol Clube ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Pai-e-filho-criam-o-jogo--Domin---Futebol-Clube--e-buscam-parceiros-para-produ----o-no-PIM-1.jpeg) Foto: Divulgação Na prática, o sistema funciona como uma pré-venda. Quem participa reserva uma unidade do jogo com condições e vantagens exclusivas da campanha e, ao mesmo tempo, ajuda a financiar a fabricação. Caso a meta estabelecida seja alcançada, os recursos são destinados à produção e os apoiadores recebem posteriormente seus jogos. Se o valor necessário não for atingido, a plataforma devolve integralmente o dinheiro aos participantes. Para Heimar, explicar esse funcionamento a quem nunca participou de um financiamento coletivo é um dos desafios para fazer a campanha avançar. > “Muitas pessoas ainda não entendem como funciona. Elas precisam saber que o risco é zero. Se a campanha não atingir a meta, o dinheiro é devolvido automaticamente e ninguém tem prejuízo”. ### Suframa quer transformar startups amazônicas em indústrias URL: https://www.jornalopolo.com.br/suframa-quer-transformar-startups-amazonicas-em-industrias/ Last updated: 2026-08-06T21:47:01.000Z A próxima indústria do Polo Industrial de Manaus (PIM) pode surgir de uma startup nascida na própria floresta. Para aproximar empreendedores da bioeconomia dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM), a Suframa reuniu, nesta quinta-feira (6), representantes de 17 startups da Amazônia Ocidental e do Amapá. O objetivo do encontro é orientar essas empresas sobre como estruturar projetos industriais e produzir em larga escala utilizando matérias-primas regionais. A iniciativa foi promovida em parceria com o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), que coordena o Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio). O foco do trabalho está em negócios que já desenvolveram produtos com potencial de mercado, mas que agora buscam dar o próximo passo para alcançar a produção industrial. ## Crescimento local De acordo com o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, a intenção é fazer com que os negócios inovadores baseados na biodiversidade cresçam e se consolidem dentro da própria Amazônia. A autarquia apresentou o passo a passo para o cadastramento, a elaboração de projetos e os requisitos necessários para a aprovação de empreendimentos que utilizam insumos da região. > "Se o próximo passo natural é industrializar, por que não fazê-lo onde há incentivos fiscais, que é a Zona Franca de Manaus? Aqui mostramos as vantagens de se cadastrar na Suframa, como apresentar projetos industriais com utilização de matérias-primas regionais e os requisitos para aprovação. Vivemos um momento favorável, com indústrias multinacionais chegando à região, e queremos que os empreendedores amazônicos também estejam preparados para produzir em escala e tornar seus negócios mais competitivos", disse Montenegro. ## Inovação na prateleira Entre as 17 startups participantes do encontro, destacam-se negócios que criaram produtos de alto valor agregado a partir da biodiversidade local. A lista de inovações inclui suplementos alimentares na forma de gomas vitamínicas com insumos amazônicos; a linha Energy shot, sendo um deles o shot de guaraná; superalimentos à base de castanha-da-amazônia e açaí; e alimentos amazônicos liofilizados. Ao se inserirem no ambiente industrial do PIM, essas empresas podem aproveitar a infraestrutura logística consolidada e os incentivos tributários administrados pela Suframa para ganhar competitividade frente a concorrentes nacionais e globais. ## Investimento obrigatório A articulação com as startups ocorre por meio do PPBio, programa que utiliza recursos obrigatórios de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) das empresas que já operam no Polo Industrial de Manaus. Pela legislação da ZFM, as indústrias instaladas em Manaus devem destinar uma parcela de seu faturamento para investimentos em inovação tecnológica e sustentabilidade na região, tornando o PPBio um elo entre o capital das multinacionais e a pesquisa aplicada na floresta. Para a líder do PPBio no Idesam, Karol de Souza Barbosa, a aproximação direta com a autarquia abre portas decisivas para o amadurecimento dos bionegócios locais, que já possuem produtos prontos para o mercado consumidor. > "O acesso às informações sobre os incentivos da Zona Franca cria novas oportunidades para que esses empreendimentos se desenvolvam, ganhem escala e se consolidem no mercado", destacou. Com a aproximação realizada nesta quinta-feira, a expectativa da Suframa e do Idesam é que parte dessas iniciativas avance na elaboração de projetos técnicos nos próximos meses. A transição dessas startups para a categoria de indústrias incentivadas pode criar um novo vetor econômico para o Amazonas, fortalecendo a cadeia de fornecedores locais e agregando valor aos recursos naturais da floresta. ### PIM se prepara para novas regras de Indústria 4.0; Veja o que está em discussão URL: https://www.jornalopolo.com.br/pim-se-prepara-para-novas-regras-de-industria-4-0-veja-o-que-esta-em-discussao/ Last updated: 2026-08-06T20:13:00.000Z As regras para enquadrar investimentos em Indústria 4.0 no Polo Industrial de Manaus (PIM) avançaram para uma nova etapa nesta quinta-feira (6). O Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (Capda) discutiu a aplicação prática da Portaria Conjunta MDIC/Suframa nº 4/2026, que atualiza os requisitos e procedimentos para esse tipo de projeto. Na prática, o regulamento define como investimentos realizados pelas empresas poderão ser reconhecidos como ações destinadas a elevar o nível de maturidade tecnológica das fábricas instaladas na área de atuação da Suframa. O debate interessa diretamente às indústrias que investem em automação, digitalização de processos, integração de máquinas, análise de dados, controle inteligente da produção e outras tecnologias associadas à chamada Indústria 4.0. A portaria não foi criada durante a reunião desta quinta-feira. O texto já havia sido editado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pela Suframa. A novidade foi a discussão técnica sobre como as regras deverão funcionar na prática e quais critérios serão considerados na avaliação dos investimentos. ## **Inmetro entra no processo** Um dos pontos centrais do novo modelo é a participação estratégica do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que deverá contribuir com a avaliação do nível de maturidade tecnológica das empresas e com a construção de parâmetros técnicos para o enquadramento dos projetos. A maturidade tecnológica indica até que ponto uma fábrica utiliza recursos como máquinas conectadas, coleta automática de informações, sistemas integrados, monitoramento em tempo real e decisões apoiadas por dados. Quanto mais avançada estiver essa estrutura, maior será o nível de digitalização e integração do processo produtivo. A definição de critérios objetivos é importante porque os investimentos das empresas de informática instaladas na Zona Franca de Manaus estão ligados às obrigações de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) previstas na Lei nº 8.387/1991 e regulamentadas pelo Decreto nº 10.521/2020. A legislação permite diferentes formas de aplicação dos recursos de PD&I, mas exige comprovação, acompanhamento e fiscalização dos projetos. As normas gerais para apresentação, avaliação e controle dessas iniciativas estão reunidas na Portaria ME/Suframa nº 9.835/2022 e em suas alterações posteriores. ## **Indústria participa da discussão** Além dos integrantes formais do Capda, o debate contou com representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), Associação do Polo Digital de Manaus (APDM) e federações das indústrias dos estados atendidos pela Suframa. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/PIM-se-prepara-para-novas-regras-de-Ind--stria-4.0--Veja-o-que-est---em-discuss--o-1-1.jpeg) Foto: Divulgação/Suframa A presença dessas entidades indica que ainda existem pontos técnicos a serem ajustados ou esclarecidos na aplicação do regulamento, especialmente em relação à comprovação dos investimentos, às auditorias e à classificação do nível tecnológico de cada fábrica. O material divulgado após a reunião, porém, não informa se houve alterações na portaria, aprovação de novos critérios ou definição de prazos para que as empresas se adaptem. Também não detalha quais gastos poderão ser aceitos nem como será conduzida a avaliação pelo Inmetro. Por esse motivo, o encontro representa um avanço na regulamentação, mas não uma mudança imediata e plenamente detalhada para as empresas. ## **Credenciamento de instituições** O Capda também recebeu informes sobre prestações de contas e processos de credenciamento de instituições aptas a atuar no ecossistema regional de inovação. Durante a reunião, foi apresentada a minuta final de uma nova resolução destinada ao credenciamento de Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), incubadoras e aceleradoras. Essas organizações podem participar da execução de projetos financiados com recursos de PD&I obrigatórios das empresas do setor de informática da Zona Franca de Manaus. A minuta, no entanto, ainda não deve ser tratada como uma regra em vigor. O material divulgado não informa que a resolução tenha sido aprovada nem apresenta a versão final do texto. O Capda realizou oficialmente sua 83ª reunião ordinária nesta quinta-feira, 6 de agosto. A próxima reunião ordinária está prevista para 12 de novembro, conforme o calendário disponibilizado pela Suframa. ## **O que pode mudar para as fábricas** Quando os procedimentos forem completamente definidos, as empresas poderão ter uma referência mais clara para estruturar projetos de modernização e demonstrar que os investimentos elevaram, de fato, a maturidade tecnológica das operações. Isso pode alcançar iniciativas como automação de linhas, integração de equipamentos, rastreamento da produção, uso de sensores, inteligência artificial aplicada à fábrica e sistemas capazes de identificar falhas ou ajustar processos em tempo real. Ainda assim, o enquadramento de cada despesa dependerá do texto integral da portaria e das orientações complementares do MDIC, da Suframa e do Inmetro. O simples uso de equipamentos digitais não significa, automaticamente, que um projeto será reconhecido como investimento em Indústria 4.0. ### Polo Industrial de Manaus deve fechar o ano com faturamento superior a R$ 240 bilhões, reafirma Suframa URL: https://www.jornalopolo.com.br/polo-industrial-de-manaus-deve-fechar-o-ano-com-faturamento-superior-a-r-240-bilhoes-reafirma-suframa/ Last updated: 2026-08-06T19:28:44.000Z O Polo Industrial de Manaus (PIM) deve encerrar 2026 com faturamento superior a R$ 240 bilhões. A projeção foi apresentada nesta quinta-feira (6) pelo superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Leopoldo Montenegro, durante a 83ª Reunião Ordinária do Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (Capda). Caso se confirme, o resultado colocará o PIM novamente acima da marca dos R$ 200 bilhões, mantendo o ritmo alcançado em 2024 (R$ 205,07 bilhões) e 2025 (R$ 227,67 bilhões) e ampliará o desempenho registrado nos primeiros meses do ano. Entre janeiro e maio de 2026, as fábricas de Manaus faturaram R$ 99,64 bilhões, segundo o levantamento mais recente divulgado pela Suframa. O número apresentado por Montenegro equivale a uma média mensal superior a R$ 20 bilhões ao longo do ano. Para alcançar a projeção, o Polo precisará movimentar mais de R$ 140 bilhões entre junho e dezembro. Além do faturamento, o superintendente afirmou que o parque industrial mantém média superior a 131 mil postos de trabalho. O dado representa uma pequena alta em relação à média de 130.605 trabalhadores registrada pela Suframa entre janeiro e maio. ## **Polo começou o ano em alta** O avanço projetado para 2026 ocorre depois de um início de ano positivo para a indústria de Manaus. Nos cinco primeiros meses, além dos R$ 99,64 bilhões faturados, as exportações do PIM alcançaram US$ 339,41 milhões. Somente em maio, as vendas ao exterior somaram US$ 62,21 milhões. Os dados consolidados dos meses seguintes ainda serão divulgados pela Suframa. A expectativa é que os indicadores industriais de junho sejam publicados neste mês de agosto. Por isso, os R$ 240 bilhões informados por Montenegro devem ser tratados como uma projeção, e não como resultado já alcançado. ### Ministro Márcio Elias Rosa é esperado na próxima reunião do CAS, em 14 de agosto; Suframa aguarda confirmação URL: https://www.jornalopolo.com.br/ministro-marcio-elias-rosa-e-esperado-na-proxima-reuniao-do-cas-em-14-de-agosto-suframa-aguarda-confirmacao/ Last updated: 2026-08-06T19:12:39.000Z O superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Leopoldo Montenegro, antecipou, nesta quinta-feira (6), que a próxima reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS) está prevista para 14 de agosto, com expectativa de participação do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa. A presença ainda foi apresentada como uma previsão. O ministro assumiu o comando do MDIC em abril deste ano e já representou o Brasil em agendas internacionais da pasta, incluindo a reunião de ministros da Indústria do Brics realizada nesta quinta-feira (6). O CAS é responsável pela análise de projetos industriais, de serviços e agropecuários que buscam incentivos administrados pela Suframa. As reuniões costumam concentrar anúncios de novos investimentos, ampliações de fábricas, diversificação de linhas de produção e geração de empregos na área de abrangência da autarquia. Na reunião anterior realizada em Manaus, em junho, foram aprovados 40 projetos, com investimentos estimados em aproximadamente R$ 3,18 bilhões, faturamento previsto de R$ 26,9 bilhões e expectativa de criação de 1.126 empregos. A nova pauta e os valores dos projetos que serão analisados em agosto ainda não foram divulgados. ### Tera Indústria, sediada em Manaus, fecha parceria global para ampliar produção de semicondutores URL: https://www.jornalopolo.com.br/tera-industria-sediada-em-manaus-fecha-parceria-global-para-ampliar-producao-de-semicondutores/ Last updated: 2026-08-06T16:13:33.000Z O setor brasileiro de semicondutores dá mais um passo em direção ao fortalecimento da produção nacional. A fabricante global de soluções de memória e armazenamento Biwin e a brasileira Tera Indústria de Semicondutores, sediada em Manaus, anunciaram uma parceria estratégica para ampliar a fabricação de memórias no país, iniciativa que pode beneficiar diretamente polos industriais como o PIM, responsável por concentrar boa parte da produção nacional de eletrônicos. O acordo foi oficializado por meio da assinatura de um *Strategic Partnership Framework*, documento que estabelece as diretrizes da cooperação entre as duas empresas. A proposta vai além da fabricação local de componentes: inclui transferência de tecnologia, desenvolvimento conjunto de novos produtos e colaboração em áreas de engenharia e planejamento tecnológico. Na prática, a parceria busca atender fabricantes de smartphones, computadores e outros equipamentos eletrônicos instalados no Brasil, ampliando a oferta de soluções de memória produzidas nacionalmente e reduzindo a dependência de componentes importados. Para o Polo Industrial de Manaus (PIM), onde estão instaladas fabricantes de celulares, notebooks, tablets, televisores e diversos equipamentos eletroeletrônicos, iniciativas desse tipo reforçam o avanço da cadeia nacional de componentes, considerada estratégica para aumentar a competitividade da indústria brasileira. Segundo as empresas, a combinação da tecnologia desenvolvida pela Biwin com a estrutura industrial da Tera deve fortalecer o ecossistema brasileiro de semicondutores e estimular a criação de novas soluções voltadas ao mercado nacional. O CEO da Tera, Sung Un Song, destacou que a parceria une conhecimento internacional à capacidade produtiva instalada no Brasil. > "Estamos muito felizes em iniciar esta parceria estratégica com a Biwin. Juntos, vamos combinar tecnologia global com capacidade industrial brasileira para oferecer mais valor aos nossos clientes e contribuir para o desenvolvimento da indústria nacional de semicondutores". Já o diretor-geral da Biwin, Will Lin, afirmou que o mercado brasileiro ocupa posição estratégica para a companhia e que a expectativa é construir uma relação de longo prazo. > "O Brasil é um mercado estratégico para a Biwin. Estamos muito satisfeitos em estabelecer esta parceria com a Tera e confiantes de que construiremos uma relação de longo prazo que beneficiará nossos clientes e contribuirá para o crescimento da manufatura local de semicondutores". ### Elsys troca comando e anuncia Cláudio Blatt como novo CEO URL: https://www.jornalopolo.com.br/elsys-troca-comando-e-anuncia-claudio-blatt-como-novo-ceo/ Last updated: 2026-08-06T15:39:09.000Z A Elsys, fabricante de equipamentos de conectividade, segurança eletrônica e TV, com sede em Valinhos (SP) e unidade no Polo Industrial de Manaus, iniciou um novo capítulo em sua trajetória: desde o dia 1º de agosto, Cláudio Blatt assumiu oficialmente o cargo de CEO da companhia, acumulando também a função de Presidente do Conselho, posição que ocupa desde 2021\. A mudança faz parte da estratégia da empresa para acelerar o crescimento dos negócios e ampliar sua atuação no mercado global de tecnologia. As informações foram divulgadas na terça-feira (4), por meio das redes sociais da companhia. Com mais de 25 anos de carreira na Elsys, Blatt participou diretamente da transformação da empresa ao longo das últimas décadas. Nesse período, liderou projetos voltados à expansão dos negócios, inovação e fortalecimento do relacionamento com clientes e parceiros, além de contribuir para a definição da estratégia de longo prazo da companhia à frente do conselho. > "Recebo essa missão com muita responsabilidade, entusiasmo e a convicção de que estamos iniciando um novo ciclo de crescimento, inovação e expansão internacional. Nenhuma transformação acontece sozinha. Ela é construída diariamente por pessoas talentosas, comprometidas e apaixonadas pelo que fazem. Tenho muito orgulho de fazer parte desse time e de seguir escrevendo essa história ao lado de cada um deles", disse Blatt. A nomeação marca uma nova fase para a empresa: além de exportar soluções para diversos países, a Elsys também oferece serviços de *field service* e manufatura para empresas de diferentes setores, ampliando sua participação em toda a cadeia de valor da tecnologia. À frente da operação, Cláudio Blatt terá como principais desafios ampliar a presença internacional, fortalecer parcerias estratégicas e impulsionar o desenvolvimento de novas soluções voltadas ao mercado. A mudança também redefine o papel de Michel Marcelino, que esteve à frente da Elsys como CEO nos últimos anos. A partir de agora, ele passa a integrar o conselho da companhia, onde continuará contribuindo com sua experiência na definição dos próximos passos estratégicos da empresa. ### BYD é 1º lugar em emplacamentos de ônibus elétricos no Brasil. Manaus fornece componentes estratégicos URL: https://www.jornalopolo.com.br/byd-e-1o-lugar-em-emplacamentos-de-onibus-eletricos-no-brasil-manaus-fornece-componentes-estrategicos/ Last updated: 2026-08-06T13:00:27.000Z A liderança da BYD no mercado brasileiro de ônibus elétricos passa por um endereço que muitos ainda nem imaginam: Manaus. Enquanto a fabricante chinesa respondeu por 74,16% dos ônibus elétricos emplacados no Brasil em julho, com 66 dos 89 veículos licenciados no mês, é no Polo Industrial de Manaus (PIM) que são produzidos os módulos de baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) que equipam esses veículos antes da montagem final em Campinas (SP). Na prática, cada novo ônibus elétrico da BYD que entra em circulação pelo país carrega um componente estratégico fabricado na Zona Franca de Manaus. Os dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que o mercado continua em expansão. Entre janeiro e julho deste ano, foram licenciados 678 ônibus elétricos, alta de aproximadamente 44% em relação às 471 unidades registradas no mesmo período de 2025. Apesar disso, julho apresentou uma desaceleração natural, com 89 emplacamentos, contra 278 em junho e 160 em julho do ano passado. A queda, segundo o próprio comportamento do mercado, está ligada ao calendário de entrega de grandes contratos, comum no segmento de transporte coletivo elétrico. Mesmo com o recuo mensal, a BYD terminou julho muito à frente das concorrentes. A Induscar (Caio + Eletra) ficou com 20 unidades (22,47%), enquanto a Mercedes-Benz registrou apenas três veículos. ## Manaus ganha protagonismo na estratégia da BYD Se Campinas monta os chassis, Manaus ajuda a fornecer um dos componentes mais valiosos do veículo: a bateria. Para acompanhar o crescimento da demanda, a BYD está investindo até R$ 60 milhões para expandir a produção dos módulos de fosfato de ferro-lítio destinados aos ônibus elétricos fabricados na unidade paulista. O investimento se soma a outro projeto ainda maior em estudo pela companhia. Recentemente, a BYD anunciou que avalia aplicar até R$ 500 milhões na produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) no Brasil, e Manaus aparece entre as principais candidatas para receber o empreendimento. A expectativa é que a decisão seja tomada até setembro, após análises de viabilidade e da regulamentação do setor. A possível expansão ganhou força após o governo federal definir as regras do primeiro leilão brasileiro voltado a sistemas de armazenamento de energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN). O novo mercado deve movimentar bilhões de reais nos próximos anos, ampliando a demanda por tecnologias de armazenamento e fortalecendo ainda mais a posição estratégica de Manaus. O investimento faz parte da estratégia de nacionalização da companhia, que pretende elevar para 50% o conteúdo nacional de seus veículos até 2027\. A ideia é ampliar a fabricação de componentes considerados estratégicos dentro do Brasil, reduzindo a dependência de importações. Inaugurada em 2020, a planta de Manaus foi concebida já com espaços para futuras expansões. ## Crescimento continua, mas em ritmo irregular No acumulado de janeiro a julho, a liderança do mercado ainda pertence à Induscar (Caio + Eletra), com 244 ônibus emplacados e participação de cerca de 36%. A BYD aparece em segundo lugar, com 175 unidades (25,81%), seguida pela Mercedes-Benz, com 116 veículos. O desempenho mensal, porém, mostra que a fabricante chinesa vem ganhando espaço rapidamente, impulsionada principalmente pela entrega de grandes lotes. Um dos marcos deste ano foi o fornecimento de 265 ônibus elétricos para a cidade de São Paulo, a maior entrega da história da empresa no Brasil. Boa parte dessa frota utiliza módulos de baterias produzidos na fábrica da BYD em Manaus. A aposta na operação amazonense não é recente: entre 2024 e 2025, a empresa anunciou expansões na unidade do Polo Industrial de Manaus, incluindo novos projetos, como a produção de módulos Blade Battery, nova linha de barramentos (busbars) e fornecimento de componentes para as operações em Camaçari (BA). A própria Fenabrave destaca que o mercado de ônibus elétricos ainda depende da execução de grandes contratos públicos e privados. Por isso, oscilações entre um mês e outro são consideradas naturais. O que chama atenção é outra tendência: o crescimento de quase 44% no acumulado do ano confirma que a eletrificação do transporte coletivo segue avançando e que Manaus ocupa um papel cada vez mais estratégico nessa transformação. ### Klabin amplia investimentos mesmo com queda no lucro no segundo trimestre URL: https://www.jornalopolo.com.br/klabin-amplia-investimentos-mesmo-com-queda-no-lucro-no-segundo-trimestre/ Last updated: 2026-08-05T22:22:48.000Z A Klabin aumentou os investimentos no segundo trimestre de 2026, mesmo em um período marcado pela queda do lucro e da receita. A fabricante de celulose, papéis, embalagens e madeira destinou R$ 657 milhões em investimentos entre abril e junho, alta de 1,23% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, o volume investido chegou a R$ 1,5 bilhão, crescimento de 19,3%. Desse total, R$ 553 milhões foram aplicados em silvicultura, R$ 487 milhões na continuidade operacional e R$ 408 milhões na modernização da cadeia de recuperação da unidade Monte Alegre. Enquanto reforçou os investimentos, a companhia registrou lucro líquido de R$ 386,6 milhões no segundo trimestre, uma queda de 33,9% na comparação com igual período de 2025\. Segundo a Klabin, o resultado foi impactado pela redução do Ebitda ajustado, pela reavaliação contábil de ativos biológicos e pelo resultado financeiro. A receita líquida somou R$ 5,15 bilhões, recuo de 1,34% em um ano. A empresa atribuiu o desempenho principalmente à valorização do real frente ao dólar, que compensou parcialmente os aumentos dos preços da celulose em moeda americana, das embalagens e o crescimento dos volumes vendidos de papéis e embalagens. O Ebitda ajustado alcançou R$ 1,96 bilhão, queda de 3,87%, enquanto a margem Ebitda ajustada ficou em 38,09%, redução de 0,81 ponto percentual. De acordo com a companhia, a apreciação do real e os impactos sobre o custo dos produtos vendidos pressionaram o indicador, embora parte dos efeitos tenha sido compensada pelos maiores preços da celulose, pelo avanço das vendas de embalagens e pela monetização de ativos florestais. A dívida líquida encerrou junho em R$ 24,03 bilhões, praticamente estável em relação aos R$ 24,04 bilhões registrados no fim de março. Já a alavancagem em dólar caiu de 3,3 vezes para 3,2 vezes. Em mensagem aos investidores, a administração destacou a estabilidade operacional, o avanço do ramp-up da MP28 e a estratégia de direcionar volumes para mercados considerados mais rentáveis. Em julho, a companhia também aprovou um programa para recomprar 31.250.000 de Units ao longo de 18 meses, como parte da gestão de sua estrutura de capital. ### Operação abastece a Zona Franca de Manaus Presente em Manaus desde 2016, após adquirir os ativos da Hevi Embalagens, a Klabin ampliou sua atuação no Polo Industrial em 2020, com a compra da antiga International Paper, hoje denominada Unidade 2. Atualmente, a empresa opera duas fábricas na capital amazonense, emprega cerca de 430 trabalhadores diretos e produz embalagens de papelão ondulado voltadas principalmente aos setores de eletroeletrônicos e linha branca. Segundo o gerente industrial Ricardo Carvalho, cerca de 95% da produção abastece empresas instaladas na Zona Franca de Manaus. A companhia também afirma deter mais da metade do mercado local de embalagens para produtos como televisores e aparelhos de ar-condicionado, além de manter capacidade instalada para acompanhar a expansão prevista de seus clientes na região. ### Fieam articula implantação de selo fiscal para indústrias de água mineral no Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/fieam-articula-implantacao-de-selo-fiscal-para-industrias-de-agua-mineral-no-amazonas/ Last updated: 2026-08-05T21:55:00.000Z A implantação de um sistema de rastreabilidade para a indústria de águas minerais voltou ao centro do debate industrial no Amazonas. Em reunião realizada nesta quarta-feira (5), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), o presidente da entidade, Antonio Silva, reuniu representantes do legislativo, do governo estadual e do setor de águas para discutir a adoção do Selo Fiscal de Controle e Procedência no estado. O modelo, que já funciona em estados como São Paulo, Ceará, Goiás, Pernambuco e Alagoas, consiste em um identificador eletrônico (DataMatrix) impresso diretamente nas garrafas e galões. Esse código permite rastrear o fabricante, o lote, a data de envase e a linha de produção, com integração direta com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM). ## Combate à informalidade Para o presidente da Fieam, Antonio Silva, a medida é crucial para garantir a igualdade de competição no mercado local. O pleito é defendido pela federação há cinco anos. > "Há cinco anos trabalhamos nesse pleito. Os argumentos são sólidos e estão baseados em experiências concretas de outros estados. Precisamos dar uma resposta definitiva, porque a concorrência precisa acontecer em igualdade de condições", disse Silva. O advogado Rafael Oliveira reforçou que a medida protege as indústrias regularizadas. > "A Federação das Indústrias é a casa das boas causas. Não defendemos interesses isolados, mas um ambiente de negócios mais saudável. Há empresas que assumem todos os custos da regularidade e outras que não cumprem as mesmas obrigações. O selo contribui para reduzir essa assimetria competitiva", explicou Oliveira. ## Baixo custo Um dos pontos centrais da apresentação técnica foi o custo de implementação. Segundo os dados apresentados, as máquinas necessárias para imprimir o código DataMatrix são fornecidas pela empresa credenciada, sem custos de aquisição para o Estado ou para as fábricas. O custo estimado do selo é de R$ 0,03 por unidade produzida. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais Naturais (Abinam) e do Sindicato Nacional da Indústria de Águas Minerais Naturais (Sindinam), Carlos Lancia, destacou que o foco vai além da arrecadação de impostos. > "Esse não é um selo arrecadatório. Ele é, primeiro, sanitário; depois ambiental; e, por último, fiscal. Ele protege o consumidor, fortalece o controle ambiental e promove uma competição mais justa entre as empresas", ressaltou Lancia. ## Viabilidade jurídica O debate agora avança para a formatação legal do projeto. O secretário executivo da Receita da Sefaz-AM, Luiz Aurélio Leite, afirmou que o órgão vê a proposta de forma positiva, mas alertou para a necessidade de cumprir os ritos legais, especialmente se houver vinculação a incentivos fiscais, o que exige aprovação no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). > "Entendemos a proposta com bons olhos. Ela é importante para o controle e para a saúde pública. O que precisamos é avaliar os impactos e cumprir todos os procedimentos legais para que sua implementação ocorra com segurança jurídica", ponderou Leite. O deputado estadual Sinésio Campos, presidente da Comissão de Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), e o secretário de Estado de Energia, Mineração e Gás, Ronney Peixoto, também manifestaram apoio à proposta, sinalizando que há maturidade política e institucional para que o projeto de lei avance no estado nos próximos meses. ### Fábrica da Bajaj em Manaus acompanha melhor mês de vendas da marca no Brasil URL: https://www.jornalopolo.com.br/fabrica-da-bajaj-em-manaus-acompanha-melhor-mes-de-vendas-da-marca-no-brasil/ Last updated: 2026-08-05T18:37:29.000Z A fábrica da Bajaj instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM) acompanha o melhor momento da história da montadora no mercado brasileiro. Em julho, a fabricante indiana registrou o maior volume mensal de emplacamentos desde que iniciou as operações no país. Foram 3.371 motocicletas emplacadas, resultado 40% superior ao registrado em julho do ano passado, quando a marca licenciou 2.406 unidades. O desempenho também supera o recorde anterior, de 3.350 motocicletas, alcançado em março deste ano. Com o resultado, a Bajaj passou a ocupar a quinta colocação entre as fabricantes de motocicletas no mercado brasileiro. No acumulado de janeiro a julho, a empresa soma 21.366 motocicletas emplacadas, crescimento de 52% sobre as 14.035 unidades registradas no mesmo período de 2025\. A marca também manteve um ritmo superior a 3 mil emplacamentos mensais durante boa parte de 2026. Desde que iniciou as vendas no Brasil, em dezembro de 2022, a Bajaj já acumula 65.301 motocicletas emplacadas, ultrapassando em julho a marca de 65 mil unidades comercializadas no país. Segundo a empresa, o desempenho é resultado da ampliação do portfólio, da expansão da rede de concessionárias e do aumento gradual da capacidade de produção da operação brasileira. > "Ultrapassar a marca de 65 mil motocicletas emplacadas desde o início da operação, aliado ao crescimento de 52% no acumulado do ano, demonstra a consistência da nossa estratégia. Seguiremos investindo na expansão da rede de concessionárias e no aumento da capacidade produtiva para sustentar esse ritmo de crescimento ao longo de 2026", afirma o Managing Director da Bajaj do Brasil, Waldyr Ferreira. ### Pulsar lidera as vendas A Pulsar N150 foi o modelo mais vendido da marca em julho, com 985 unidades emplacadas. Lançada em 2025, a motocicleta também passou a liderar o portfólio da fabricante no acumulado do ano, com 5.233 unidades licenciadas entre janeiro e julho. A família Dominar 400, formada pelos modelos Dominar 400 e Dominar NS400Z, continua sendo a principal linha da Bajaj no Brasil. Foram 1.345 motocicletas emplacadas em julho e 8.475 unidades no acumulado de 2026, avanço de 34% em relação ao mesmo período do ano passado. A Dominar NS160 registrou 439 emplacamentos em julho e soma 3.103 unidades no ano, crescimento de 19%. Já a Dominar NS200 alcançou 369 unidades em julho e 2.554 motocicletas emplacadas entre janeiro e julho, alta de 4% na comparação anual. Fechando a lista, a Dominar 250 contabilizou 233 emplacamentos em julho e acumula 2.001 unidades licenciadas em 2026. ### Indústria brasileira usa 54 mil toneladas de plástico reciclado; Electrolux acompanha avanço URL: https://www.jornalopolo.com.br/industria-brasileira-usa-54-mil-toneladas-de-plastico-reciclado-electrolux-acompanha-avanco/ Last updated: 2026-08-05T18:07:24.000Z Cada vez mais presentes nas casas dos brasileiros, eletrodomésticos e eletroeletrônicos também estão incorporando mais materiais reciclados na fabricação. Somente em 2024, a indústria utilizou 54 mil toneladas de plástico reciclado pós-consumo (PCR) na produção desses equipamentos, um volume que reflete o avanço da economia circular dentro de um dos principais segmentos da indústria nacional. Os dados fazem parte do estudo "Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica de Plásticos Pós-consumo no Brasil", elaborado pela MaxiQuim a pedido do Movimento Plástico Transforma. O crescimento acompanha a expansão da própria indústria eletroeletrônica brasileira e sinaliza uma mudança na escolha das matérias-primas utilizadas na fabricação de bens duráveis. Em vez de depender exclusivamente de resinas virgens, fabricantes têm ampliado o uso de plástico reciclado, reduzindo a demanda por matérias-primas de origem fóssil e dando uma nova destinação a resíduos que antes poderiam acabar descartados. A tendência também aparece nos números do setor. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a indústria encerrou 2025 com faturamento de R$ 270,8 bilhões, resultado 4% superior, em termos reais, ao registrado em 2024. Entre os materiais reciclados mais utilizados, o destaque ficou para o polipropileno (PP), que respondeu por mais de 27 mil toneladas consumidas, principalmente na fabricação de carcaças e componentes eletrônicos de reposição. Na sequência aparece o poliestireno (PS) reciclado. Foram mais de 13 mil toneladas destinadas à produção de peças internas e externas de reposição para eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos. De acordo com o levantamento, esse volume representa mais da metade de toda a utilização dessa resina reciclada pelo segmento. O estudo mostra ainda que o plástico reciclado vem conquistando espaço em aplicações que exigem alto desempenho técnico e durabilidade, características fundamentais para produtos eletroeletrônicos. Para Simone Carvalho, integrante do grupo técnico do Movimento Plástico Transforma, o avanço demonstra que sustentabilidade e competitividade passaram a caminhar lado a lado dentro da indústria. > "Os dados mostram que o plástico reciclado pós-consumo vem ganhando espaço em setores estratégicos da economia, como o de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Além de contribuir para a redução do impacto ambiental, o uso de PCR fortalece a economia circular, estimula a inovação na indústria e demonstra que sustentabilidade e desempenho podem caminhar juntos na produção de bens duráveis", diz. Além dos benefícios ambientais, o aumento do uso de plástico reciclado amplia o reaproveitamento de materiais descartados e reduz a necessidade de produzir novas resinas a partir de matérias-primas fósseis. Essa mudança também faz parte das estratégias de sustentabilidade adotadas pelos fabricantes. Na Electrolux, por exemplo, a utilização de resinas recicladas pós-consumo acompanha metas voltadas à economia circular e ao fortalecimento das práticas ambientais da companhia. > "O avanço no uso de resinas recicladas pós-consumo reforça como a indústria de eletrodomésticos vem evoluindo em direção à economia circular. Além de reduzir o impacto ambiental, amplia as possibilidades de aplicação do plástico reciclado em produtos duráveis, como já temos feito em diferentes linhas da Electrolux. Ao incorporar esses materiais e antecipar exigências regulatórias, fortalecemos nosso compromisso com a conformidade e com nossas metas ESG", afirma João Zeni, diretor de Sustentabilidade da Electrolux. Na avaliação do Movimento Plástico Transforma, a expansão do consumo de resinas recicladas acompanha o crescimento da indústria eletroeletrônica e reforça uma tendência que deve ganhar força nos próximos anos: unir inovação, desempenho e sustentabilidade na fabricação de bens duráveis. ### Marcelo Pereira é o Economista do Ano no Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/marcelo-pereira-e-o-economista-do-ano-no-amazonas/ Last updated: 2026-08-05T16:21:42.000Z A defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM) durante a Reforma Tributária colocou o economista Marcelo Souza Pereira entre os principais nomes da economia amazonense nos últimos anos. Agora, esse trabalho acaba de render um dos maiores reconhecimentos da categoria: o título de Economista do Ano de 2026, concedido pelo Conselho Regional de Economia do Amazonas e Roraima (Corecon-AM/RR). A homenagem acontece no dia 13 de agosto, durante solenidade do Dia do Economista, em local a ser divulgado. A escolha leva em conta uma trajetória construída em diferentes frentes: além da atuação na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Pereira participou de grupos técnicos responsáveis por discutir políticas industriais, modernizar a Lei de Informática da ZFM e assessorar o Congresso Nacional durante a elaboração da Reforma Tributária. Foi justamente nesse último capítulo que seu nome ganhou ainda mais projeção. Ao lado do ex-superintendente Thomaz Nogueira e dos economistas Afonso Lobo e Farid Mendonça Júnior, integrou a equipe técnica que trabalhou para garantir a preservação das vantagens constitucionais da Zona Franca até 2073, consideradas essenciais para a competitividade do Polo Industrial de Manaus. Para Marcelo Pereira, foi esse trabalho que marcou definitivamente sua trajetória profissional e mostrou que a atuação técnica poderia produzir efeitos concretos para o desenvolvimento do Estado. > "Sem dúvida, o trabalho na Reforma Tributária foi o momento decisivo da minha trajetória. Ali, tive a responsabilidade — e a oportunidade — de defender a Zona Franca de Manaus em um dos debates mais importantes das últimas décadas. O risco que corríamos era muito grande. Dependendo de como o texto fosse aprovado, perderíamos toda a dinâmica social e econômica do Amazonas. Não apenas os empreendimentos estariam em risco, mas também o nosso povo e as nossas famílias. Trabalhar diretamente com o Congresso, ao lado de especialistas que respeito profundamente, e contribuir para assegurar a continuidade das vantagens da ZFM foi quando percebi que meu esforço técnico poderia gerar um impacto real para o Amazonas", disse Pereira ao portal [O POLO](https://www.jornalopolo.com.br/). ### Atuação na Suframa Embora hoje atue como secretário parlamentar da Bancada Federal do Amazonas na Câmara dos Deputados, Marcelo conhece a Zona Franca por dentro. Ingressou na Suframa em 2008 como economista e, ao longo dos anos, passou por áreas responsáveis pelo planejamento e desenvolvimento regional, análise de projetos industriais, estudos econômicos e assuntos estratégicos. Também comandou a autarquia em diferentes períodos, na condição de superintendente. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Marcelo-Pereira-Economista-do-Ano-Amazonas-2026.jpeg) Marcelo Pereira ajudou a garantir as vantagens constitucionais da Zona Franca até 2073 | Foto: Acervo pessoal Essa experiência fez com que participasse de algumas das principais discussões econômicas envolvendo o modelo Zona Franca na última década, incluindo a Política da Indústria 4.0, o Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (CAPDA), a atualização da Lei de Informática e a reformulação dos principais regulamentos internos da instituição (Resolução de Projetos e de Concessão de Áreas, Resolução de Análise de PD&I e Resoluções das Áreas de Operação). Foi durante a gestão de Marcelo Pereira, em 2016, que se iniciou o enfrentamento do passivo analítico de PD&I, que resultou em sua quase conclusão em 2022. Segundo o economista, toda essa vivência acabou sendo fundamental para a contribuição que deu nas discussões da Reforma Tributária. "Toda a experiência acumulada na Suframa, nos estudos econômicos, na iniciativa privada e na gestão pública convergia para algo maior", ressaltou. ### Reconhecimentos Em 2009, Marcelo recebeu o Prêmio Amazonas de Economia pela dissertação de mestrado e, oito anos depois, foi eleito Economista Destaque pelo Corecon-AM/RR. Também integrou o conselho da entidade antes de conquistar, neste ano, o principal reconhecimento concedido aos profissionais da categoria. Formado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), possui especialização em Gerência Financeira Empresarial, mestrado em Desenvolvimento Regional e doutorado em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia. Além da atuação em Brasília, Marcelo também integra a equipe técnica responsável pela elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Amazonas, coordenado pelo economista Farid Mendonça Júnior. O documento reúne propostas voltadas ao fortalecimento da indústria, inovação, desenvolvimento sustentável e crescimento econômico do Estado. ### Próximos desafios Ao olhar para o futuro, Marcelo Pereira avalia que preservar a competitividade da Zona Franca continuará sendo uma prioridade, mas afirma que o desenvolvimento do Amazonas passa também pelo fortalecimento do interior do Estado. > "A Zona Franca continua sendo o coração econômico do Estado, proporcionando ocupação econômica, integração nacional, geração de empregos e atração de investimentos. Posso afirmar que esses mecanismos estão garantidos com o texto da Reforma Tributária. E entendo que o maior desafio econômico do Amazonas hoje é conseguir avançar em duas frentes ao mesmo tempo: preservar a competitividade da Zona Franca de Manaus, atraindo novos empreendimentos, e, paralelamente, transformar o interior em um novo vetor de desenvolvimento". Marcelo acredita que o reconhecimento recebido também reforça o compromisso de seguir contribuindo para a construção de políticas públicas voltadas ao crescimento sustentável do Estado. > "É evidente que o futuro do Amazonas não pode depender exclusivamente da área incentivada. O interior ainda enfrenta gargalos profundos, como logística insuficiente, energia instável, falta de conectividade, regularização fundiária e baixa capacidade de transformar potencial em atividade econômica. O desafio é construir um modelo capaz de proteger a Zona Franca e, ao mesmo tempo, desenvolver novas vocações produtivas no interior, com ciência, tecnologia, bioeconomia, infraestrutura e qualificação profissional. Só assim o Amazonas continuará atraindo investimentos e gerando empregos de forma sustentável pelos próximos anos", concluiu. 🖋️ *Francisco Gomes - Jornalista (MTB 2238/AM)* ### Novo estudo coloca em dúvida o discurso de que a IA elimina empregos URL: https://www.jornalopolo.com.br/novo-estudo-coloca-em-duvida-o-discurso-de-que-a-ia-elimina-empregos/ Last updated: 2026-08-08T16:01:34.000Z Existe uma curiosidade na história da Fórmula 1 que ajuda a explicar um dos maiores equívocos sobre inteligência artificial, em que nos anos 70, uma equipe independente disputava uma temporada inteira com pouco mais de uma dúzia de pessoas. Com a evolução da tecnologia, como telemetria, sensores, simulações e sistemas cada vez mais sofisticados, esse cenário mudou completamente. Hoje, uma escuderia de ponta reúne mais de 800 profissionais para colocar apenas dois carros no grid. Isso mostra que a tecnologia não reduziu equipes, mas aumentou a especialização e é exatamente essa conversa que deveríamos ter sobre inteligência artificial. Grande parte do debate ainda gira em torno da substituição de pessoas, com manchetes destacando quantos empregos desaparecerão, enquanto a discussão mais relevante deveria ser sobre como o trabalho está sendo transformado. Toda grande revolução tecnológica alterou a composição da força de trabalho, por exemplo, a mecanização reduziu atividades manuais, mas expandiu a indústria, a informática eliminou tarefas burocráticas, mas criou profissões inteiras, e a internet substituiu modelos de negócio e abriu mercados completamente novos. Com a IA, os sinais apontam para uma dinâmica semelhante. ### **Os dados mostram uma transformação, não uma substituição** Um [estudo](https://ramp.com/data/ai-jobs-impact?ref=jornalopolo.com.br) recente da fintech Ramp em parceria com a Revelio Labs, empresa especializada em inteligência de mercado de trabalho, cruzou dados reais de investimento em IA, obtidos por meio de pagamentos corporativos, com o histórico de contratação de mais de 21 mil empresas americanas. O resultado mostrou que as organizações que mais investiram em IA ampliaram seu quadro de funcionários em cerca de 10% nos dois anos seguintes, enquanto as vagas de entrada cresceram 12%. Já as empresas com baixo investimento praticamente não alteraram seu ritmo de contratação. O mesmo estudo ainda ressalta que isso não significa que a IA, sozinha, cria empregos. Muitas dessas empresas já eram maiores e cresciam antes da adoção da tecnologia. O ponto é que as organizações que conseguem transformar a IA em estratégia de negócio, o investimento em inteligência artificial tem caminhado junto com expansão das equipes. Mas essas vagas são diferentes das que existiam antes, já que perdem espaço as funções baseadas apenas na execução de tarefas repetitivas e ganham importância profissionais capazes de validar respostas produzidas por agentes inteligentes, auditar decisões de modelos, desenhar processos híbridos entre automação e IA, interpretar erros e estabelecer governança. Quanto mais inteligente a tecnologia se torna, mais importante passa a ser o julgamento humano. ### **O desafio agora é formar os profissionais da nova era** Outro efeito pouco discutido é que a IA não acelera apenas tarefas, mas também decisões. Projetos são concluídos mais rápido, análises ficam prontas em minutos e o ciclo entre ideia e execução diminui drasticamente. Isso aumenta a necessidade de pessoas capazes de definir prioridades, avaliar riscos e transformar velocidade em resultado. Foi exatamente isso que aconteceu na Fórmula 1, os carros ficaram mais rápidos e por isso, as equipes precisaram de mais engenheiros, estrategistas, analistas de dados e especialistas. Com a inteligência artificial, o movimento tende a ser semelhante. A pergunta mais importante não é quantos empregos desaparecerão, mas se teremos profissionais qualificados para acompanhar a velocidade que a IA está impondo aos negócios. Porque, historicamente, quando uma tecnologia muda o nível do jogo, as empresas não deixam de contratar, elas passam a contratar pessoas diferentes. *Fernando Baldin é Country Manager LATAM na AutomationEdge, com mais de 25 anos de experiência nas áreas de Gerência Comercial, Recursos Humanos, Inovação e Operações. Ao longo de sua trajetória, liderou iniciativas estratégicas de transformação organizacional em empresas de grande porte. Conta com diversas certificações de alto nível, como ITIL V3 Expert, ITIL Manager e HDI KCS, além de atuar como membro do conselho consultivo estratégico do Help Desk Institute.* ### STJ julga em 20 de agosto PIS/Cofins de importação na Zona Franca URL: https://www.jornalopolo.com.br/stj-julga-em-20-de-agosto-pis-cofins-de-importacao-na-zona-franca/ Last updated: 2026-08-05T14:42:47.000Z As indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM) têm um encontro marcado com o Judiciário no dia 20 de agosto. É nesta data que a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai julgar uma das disputas tributárias mais importantes para o comércio exterior da região: a incidência de PIS-Importação e Cofins-Importação sobre mercadorias vindas de países que fazem parte do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT). O julgamento, cadastrado como Tema 1244, vai definir se insumos e produtos importados de países signatários do GATT para consumo interno ou industrialização na Zona Franca de Manaus (ZFM) devem ou não pagar esses impostos federais. A decisão terá impacto direto no custo de produção das fábricas locais que dependem de componentes estrangeiros para abastecer suas linhas de montagem. ## O que está em jogo A disputa começou quando o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu equiparar as importações de países do GATT aos produtos nacionais. Na prática, o tribunal estendeu aos produtos importados a mesma isenção de impostos que a Zona Franca já concede para mercadorias produzidas no Brasil e enviadas a Manaus. O GATT é um tratado internacional que reúne os 166 membros da Organização Mundial do Comércio (OMC). Isso inclui os principais parceiros comerciais do polo de Manaus, como China, Estados Unidos, Japão e países membros da União Europeia, além do próprio Brasil. A Fazenda Nacional, no entanto, recorreu ao STJ para derrubar essa equiparação. O órgão do governo federal defende que a desoneração criada para incentivar o comércio interno brasileiro não pode ser aplicada para perdoar impostos de produtos importados de fora. ## Impacto em centenas de processos Por causa da quantidade de empresas que entraram na Justiça para garantir o benefício, o STJ escolheu o caso para ser julgado sob o rito dos recursos repetitivos. Isso significa que a tese definida pelos ministros no dia 20 de agosto servirá de regra obrigatória para todas as outras instâncias da Justiça no país. O tamanho do impacto é medido em números. Quando o caso foi selecionado para julgamento, ainda em 2024, a Fazenda Nacional identificou mais de 770 processos sobre o mesmo assunto tramitando nos Tribunais Regionais Federais, além de dezenas de recursos travados no próprio STJ aguardando uma definição. A relatoria do processo, que começou com o ministro Mauro Campbell Marques em 2024, agora está com o ministro Marco Aurélio Bellizze, após Campbell deixar a Primeira Seção do tribunal. Caberá a Bellizze conduzir o voto que trará segurança jurídica para o planejamento financeiro das empresas que importam insumos para o PIM. Para as empresas que realizam operações de importação no PIM, a consolidação desse entendimento pelo STJ é vista como um divisor de águas. A definição vai encerrar anos de disputa judicial e determinar se as empresas precisarão recalcular seus custos de importação ou se poderão manter o planejamento tributário baseado na isenção estendida pelo TRF1. ### Robô humanoide e cão robótico da Chery chegam ao Brasil ainda este ano, diz EXAME URL: https://www.jornalopolo.com.br/robo-humanoide-e-cao-robotico-da-chery-chegam-ao-brasil-ainda-este-ano-diz-exame/ Last updated: 2026-08-05T13:41:36.000Z O Brasil será um dos próximos mercados a receber a aposta da Chery em robótica. A fabricante chinesa confirmou que desembarca no país, no último trimestre deste ano, com dois produtos movidos por inteligência artificial: a robô humanoide Mornine, desenvolvida para atuar nas concessionárias da marca, e o cão robótico Argos, voltado ao público em geral. Os dois equipamentos serão comercializados nas lojas da Omoda & Jaecoo e passaram pelo processo de homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), tornando-se os primeiros robôs da categoria aprovados para operar oficialmente no mercado brasileiro. A informação foi divulgada com exclusividade pela *EXAME*. Segundo a companhia, a chegada da divisão AiMOGA Robotics ao Brasil representa mais um passo da estratégia global da fabricante de ampliar sua atuação para além do setor automotivo. > "A entrada no mercado de robôs no Brasil é mais um passo importante na estratégia da Chery International de expandir seu ecossistema de tecnologias inteligentes para além da indústria automotiva. A inteligência artificial e a robótica são pilares fundamentais do ecossistema de mobilidade que estamos construindo globalmente. A chegada da AiMOGA ao Brasil reforça nosso compromisso em oferecer tecnologias de ponta que gerem valor real para os consumidores e demonstrem como a robótica baseada em inteligência artificial pode transformar a experiência das pessoas no dia a dia", informa Mr. Hu Peng, CEO do Chery International Group Brasil. ### **Atendimento, interação e até dança** Criada para atuar dentro das concessionárias, a Mornine mede 1,68 metro de altura, pesa cerca de 70 quilos e foi projetada para recepcionar clientes durante o atendimento. O robô conversa por voz, apresenta os veículos disponíveis para venda, responde dúvidas sobre os modelos e, quando necessário, direciona o consumidor a um consultor da loja. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/mornine-chery.webp) Mornine, robô humanoide, deve chegar ao Brasil no último trimestre de 2026 | Foto: AiMOGA/Divulgação Além das funções de atendimento, a humanoide caminha pelo ambiente, cumprimenta visitantes, dança e até serve um copo de suco de laranja. De acordo com a empresa, a Mornine é o primeiro robô humanoide do mundo a conquistar dupla certificação da União Europeia para hardware e software, atendendo requisitos de segurança, cibersegurança e proteção de dados. Já o Argos foi desenvolvido para entretenimento e interação. O cão robótico é capaz de correr, sentar, deitar, dar a pata e executar outros comandos de forma autônoma, sem depender de conexão com a internet. Os dois robôs contam com autonomia de aproximadamente duas horas de funcionamento e possuem estações próprias para recarga. A plataforma tecnológica utilizada pela AiMOGA reúne modelos de linguagem de grande escala (LLMs), interação multilíngue, visão computacional, percepção espacial e semântica, além de sistemas de controle de movimento de alta precisão. Segundo a fabricante, mais de 2 mil robôs e cães robóticos já foram entregues para clientes em mais de 60 países apenas três anos após a tecnologia deixar a fase de pesquisa. ### **Brasil segue caminho oposto aos Estados Unidos** A chegada dos robôs chineses ao Brasil acontece justamente quando os Estados Unidos adotam uma postura mais restritiva para esse tipo de tecnologia. No fim de julho, a Comissão Federal de Comunicações (FCC), órgão responsável por regular as telecomunicações no país, incluiu robôs humanoides e quadrúpedes fabricados no exterior na lista de equipamentos considerados uma ameaça à segurança nacional. A decisão impede que novos modelos obtenham autorização para importação e comercialização no mercado americano. A medida alcança robôs terrestres com peso superior a dois quilos que utilizam sensores, conectividade e softwares de controle, exatamente a categoria em que se enquadram a Mornine e o Argos. Embora o documento não mencione fabricantes específicas, um grupo interagências da Casa Branca apontou preocupações relacionadas ao monitoramento de cidadãos e ao possível controle remoto dos equipamentos por terceiros. A resposta chinesa veio rapidamente. O Ministério do Comércio da China pediu a revogação da medida e afirmou que poderá adotar contramedidas. A disputa também tem forte peso econômico. Atualmente, a China responde por cerca de 85% do mercado mundial de robôs humanoides. Em 2025, aproximadamente 15 mil unidades foram embarcadas globalmente e, segundo a consultoria Omdia, duas fabricantes chinesas responderam por mais de 5 mil robôs cada. Empresas norte-americanas, por outro lado, entregaram apenas algumas centenas de unidades. No Brasil, o cenário regulatório é diferente. A homologação realizada pela Anatel verifica aspectos como compatibilidade eletromagnética e uso do espectro de radiofrequência, sem adotar critérios equivalentes aos utilizados pelos Estados Unidos em relação à segurança nacional. ### **A aposta da Chery vai além dos automóveis** Maior exportadora de veículos da China, a Chery atua há mais de duas décadas fora do país e tem sede em Wuhu, na província de Anhui. Ao investir em robótica, a fabricante amplia seu portfólio de negócios em duas frentes. Nas concessionárias, a Mornine busca suprir a demanda por atendimento multilíngue e reduzir a dependência de profissionais em determinadas funções. Já o Argos abre uma nova linha de receitas para a empresa, desvinculada diretamente da venda de automóveis. ### Prazo para empresas apresentarem projetos ao Codam termina nesta sexta-feira (7) URL: https://www.jornalopolo.com.br/prazo-para-empresas-apresentarem-projetos-ao-codam-termina-nesta-sexta-feira-7/ Last updated: 2026-08-04T21:33:05.000Z Empresas que pretendem instalar, ampliar ou modernizar operações no Amazonas e buscam incentivos fiscais estaduais têm até esta sexta-feira, 7 de agosto, para apresentar projetos que serão analisados na 321ª Reunião Ordinária do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas, o Codam. O prazo foi divulgado nesta terça-feira (4) pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). A reunião do conselho está prevista para ocorrer ainda neste mês de agosto, mas a data oficial ainda será anunciada pelo Governo do Estado. Na prática, o encerramento do prazo marca a reta final para empresas e investidores concluírem toda a documentação necessária para que seus projetos sejam incluídos na pauta da próxima reunião. É durante o encontro que o Estado decide quais empreendimentos terão acesso aos incentivos fiscais previstos para novos investimentos no Amazonas. ### O que é o Codam? O Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) é um órgão ligado à Sedecti que reúne representantes do governo, Suframa e do setor produtivo para avaliar projetos de investimento no estado. Entre suas atribuições está a análise de propostas de instalação de novas fábricas, expansão de unidades industriais, modernização de linhas de produção e diversificação das atividades econômicas. Quando aprovados, os projetos podem receber incentivos fiscais estaduais, considerados estratégicos para atrair investimentos, fortalecer o Polo Industrial de Manaus (PIM) e estimular a geração de empregos. ### R$ 2,68 bilhões aprovados na última reunião A reunião mais recente do Codam, realizada em 18 de junho, aprovou 80 projetos industriais, que somam R$ 2,68 bilhões em investimentos. A expectativa é de que os empreendimentos criem mais de 4,8 mil postos de trabalho no Amazonas. Entre as empresas que tiveram projetos aprovados, estão nomes de peso da indústria. Alguns exemplos são Innova, Jovi, Dux Company e Mystic, todas com investimentos milionários. ### Amazonas fica em penúltimo lugar em ranking de mercado livre de gás e acende alerta para o Polo Industrial de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/amazonas-fica-em-penultimo-lugar-em-ranking-de-mercado-livre-de-gas-e-acende-alerta-para-o-polo-industrial-de-manaus/ Last updated: 2026-08-04T20:53:22.000Z O Amazonas aparece entre os estados com pior ambiente regulatório para o mercado livre de gás natural no Brasil, segundo a nova edição do Ranking do Mercado Livre de Gás (Relivre). Com 30,95 pontos e rating D, o estado ocupa a 19ª posição entre os 20 estados monitorados, ficando à frente apenas do Pará, único classificado com rating E. O Relivre é elaborado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), pela Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip) e pela Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). A nova metodologia acompanha 40 itens regulatórios divididos em quatro pilares. Para o Amazonas, o resultado ganha peso por causa do Polo Industrial de Manaus (PIM), onde o gás natural é utilizado por grandes fábricas em processos como geração de energia e vapor, aquecimento de fornos e secadores e outras aplicações industriais. ### Amazonas está na parte de baixo do ranking Nenhum dos 20 estados avaliados recebeu rating A em 2026\. A distribuição ficou assim: - 3 estados com rating B: *Alagoas, Sergipe e Minas Gerais*; - 4 com rating C: *Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Paraná*; - 12 com rating D, incluindo *Amazonas, São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul*; - 1 com rating E: *Pará*. Isso significa que 65% dos estados avaliados ainda estão nas faixas D ou E, abaixo de 50% de atendimento aos critérios considerados pelo Relivre. Mas o Amazonas está na ponta inferior desse grupo. A plataforma não apresenta, na tabela principal, a média aritmética das notas dos 20 estados. Ainda assim, é possível afirmar que os 30,95 pontos do Amazonas estão abaixo da média nacional. Um cálculo conservador, atribuindo a cada estado apenas a pontuação mínima de sua respectiva faixa de rating, já produziria uma média de 35,5 pontos. A média efetiva, portanto, é superior a esse valor. ### Onde o Amazonas perde pontos Dos quatro pilares analisados pelo Relivre, a maior pontuação do Amazonas veio da isonomia entre consumidores cativos e livres. O desempenho ficou assim: - Isonomia entre consumidores cativos e livres: 16,07 pontos; - Facilidade de migração: 7,14 pontos; - Comercialização: 6,55 pontos; - Desverticalização: 1,19 ponto. *Total: 30,95 pontos* Um dos pontos que chama atenção está justamente na facilidade de migração. No item “consumidor parcialmente livre”, o Amazonas recebeu zero ponto. Esse mecanismo permite, em ambientes regulatórios que o adotam, que um grande consumidor mantenha parte do seu fornecimento no mercado regulado enquanto negocia outra parcela no mercado livre. Para uma indústria, essa flexibilidade pode facilitar a entrada gradual no mercado livre e reduzir o risco de uma mudança integral de fornecedor. O menor desempenho do Amazonas, porém, aparece na desverticalização, com apenas 1,19 ponto. Esse critério busca avaliar a separação entre diferentes atividades da cadeia, reduzindo potenciais conflitos entre distribuição e comercialização e criando condições para a entrada de novos agentes. ### Por que isso importa para o Polo Industrial de Manaus A discussão está longe de ser apenas regulatória. O próprio Governo do Amazonas reconhece o gás natural como um insumo relevante para o parque industrial local. No relatório de atividades referente a 2025, o governo aponta o segmento industrial como o segundo maior mercado consumidor de gás em volume no estado e destaca seu uso por empresas de grande porte do PIM. Dados da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) referentes aos nove primeiros meses de 2024 mostram que o setor industrial consumiu, em média, 191 mil metros cúbicos de gás natural por dia, alta de 9,21% sobre o mesmo período do ano anterior. Naquele momento, a companhia contabilizava 77 unidades consumidoras industriais, incluindo empresas como Moto Honda, Yamaha, PCE, Caloi, Coca-Cola, Metalfino e Ambev. É nesse ponto que a abertura do mercado pode afetar a competitividade do Distrito Industrial. Um mercado com mais fornecedores e menos barreiras regulatórias pode ampliar a capacidade das indústrias de negociar contratos, comparar fornecedores e estruturar diferentes formas de suprimento. Por outro lado, regras que dificultem a entrada de comercializadores ou a migração dos consumidores tendem a reduzir essas alternativas. A nota do Relivre, porém, não mede diretamente o preço do gás. Também não considera isoladamente fatores como infraestrutura, disponibilidade física do produto ou custo de transporte. Portanto, um rating baixo não significa automaticamente que o gás no Amazonas seja mais caro. O ranking mede o quanto a regulação estadual facilita ou dificulta o desenvolvimento da concorrência. ### Amazonas já havia perdido posições em 2025 O desempenho de 2026 ocorre depois de o Amazonas já ter perdido posições no Relivre no ano passado. Em fevereiro de 2025, ainda sob a metodologia anterior, o estado caiu da 7ª para a 13ª posição, com a nota passando de 48,1% para 43,4%. Na ocasião, o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip) e a Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) apontaram como problemas a criação de uma taxa de fiscalização e a exigência de comprovação de volumes de gás pelos comercializadores, previstas em regulamentação da Arsepam. Segundo as entidades, essas exigências reduziam a atratividade do mercado amazonense. As pontuações de 2025 e 2026 não devem ser comparadas diretamente porque o Relivre alterou sua metodologia neste ano. Mas os resultados mostram que o ambiente regulatório do Amazonas continua distante dos estados mais bem posicionados. ### Energia pode ganhar ainda mais peso na disputa por novas indústrias A questão pode se tornar mais relevante nos próximos anos. Com a implementação da Reforma Tributária e a tendência de redução das diferenças tributárias entre os estados, fatores ligados ao custo de produção, infraestrutura e energia podem ganhar peso na escolha de onde uma empresa instalará uma nova fábrica. Durante o lançamento do novo Relivre, o presidente da Abpip, Márcio Félix, afirmou que gás natural, preço, disponibilidade e ambiente regulatório tendem a assumir papel maior na atração de investimentos industriais. Para o Polo Industrial de Manaus, que compete por novos projetos com outros centros industriais do país, o ranking aponta uma agenda clara: não basta ter gás disponível. É necessário criar regras que permitam maior competição pelo fornecimento desse gás. Hoje, com 30,95 pontos e a penúltima colocação nacional, esse é justamente um dos pontos em que o Amazonas ainda tem espaço para avançar. ### Renan Santos usa a Zona Franca de Manaus como exemplo ao defender corte de incentivos fiscais URL: https://www.jornalopolo.com.br/renan-santos-usa-a-zona-franca-de-manaus-como-exemplo-ao-defender-corte-de-incentivos-fiscais/ Last updated: 2026-08-04T20:28:13.000Z A Zona Franca de Manaus (ZFM) entrou no centro do debate político nesta terça-feira (4). Durante uma sabatina promovida pelo grupo G4 e pelo site *O Antagonista*, o influenciador e pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, afirmou que o Brasil precisa revisar parte dos incentivos fiscais concedidos a diferentes setores da economia e incluiu o modelo amazonense entre os exemplos. Segundo Renan, embora alguns benefícios tenham resultados positivos (como os destinados ao agronegócio, que, na avaliação dele, tornam o setor brasileiro mais competitivo internacionalmente) há incentivos que deveriam passar por uma reavaliação. Ao citar a Zona Franca de Manaus, o pré-candidato criticou o volume de renúncia fiscal associado ao modelo e afirmou: > “Só a Honda tem R$ 16 bilhões em renúncia fiscal por ano". A declaração foi feita enquanto Renan apresentava propostas para reorganizar as contas públicas e reduzir benefícios tributários considerados excessivos. Questionado sobre como conseguiria aprovar mudanças dessa magnitude no Congresso, Renan disse que não pretende adotar uma postura de confronto em Brasília. Segundo ele, a estratégia seria construir uma ampla coalizão envolvendo parlamentares, empresários, representantes do agronegócio, veículos de comunicação e formadores de opinião. Na avaliação do pré-candidato, um governo só conseguiria implementar reformas estruturais com apoio político e consenso entre diferentes setores da sociedade. ### O que pensa a indústria do Amazonas sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos URL: https://www.jornalopolo.com.br/o-que-pensa-a-industria-do-amazonas-sobre-as-tarifas-impostas-pelos-estados-unidos/ Last updated: 2026-08-08T16:01:49.000Z Os Estados Unidos (EUA) aplicaram uma sobretaxa de 12,5% a produtos brasileiros. A medida parece menos uma defesa comercial legítima e mais uma forma de pressão econômica e política amparada em justificativa social. Ao criticar o controle brasileiro sobre a entrada de bens produzidos com trabalho forçado, os EUA ignora avanços institucionais do país e transforma o tema em disputa comercial. Em vigor 24 de julho, a tarifa substitui a taxa global de 10% e, somada à sobretaxa de 25%, eleva parte das exportações brasileiras a 37,5%. Na prática, cria uma barreira relevante, com risco às cadeias produtivas e aos empregos, sob alegação de fiscalização insuficiente. A medida adotada após investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, dos EUA, inclui o Brasil entre 54 países com controle considerado inadequado, ao lado de economias como China, Argentina, Austrália, Japão, Índia, Reino Unido e África do Sul. Enquadramento amplo, pouco atento às realidades nacionais e preocupante pelo precedente que estabelece. O relatório se contradiz ao reconhecer acordos brasileiros contra o trabalho escravo e a Lista Suja, afirmando que o país carece de mecanismos para barrar esses bens. Para a Zona Franca de Manaus (ZFM) e o Polo Industrial de Manaus (PIM), o fato preocupa. Mesmo que o impacto direto seja limitado, qualquer retração do mercado brasileiro tende a repercutir no Amazonas, pois a força da ZFM depende do consumo interno e da estabilidade das cadeias produtivas. Por isso, o desempenho do PIM deve ser visto como questão estratégica nacional, e não apenas regional. De janeiro a maio de 2026, o polo faturou R$ 99,64 bilhões, demonstrando resiliência, capacidade de adaptação e relevância em meio à instabilidade externa. No acumulado do ano, Duas Rodas liderou o faturamento, com 20,7%. Bens de Informática respondeu por 20,6%. Também se destacaram Eletroeletrônicos (16,2%), Químicos (11%), Termoplásticos (10,4%), Metalúrgicos (8,7%) e Mecânicos (6,4%). Esses dados reforçam que o PIM apresenta diversidade produtiva e ampliada, revelando um modelo industrial robusto e integrado. As importações de componentes também indicam confiança empresarial. Em maio, os insumos destinados ao PIM somaram US$ 1,4 bilhão, alta de 9,2% ante abril. Ao ampliar compras externas e estoques, a indústria sinaliza expectativa de continuidade da produção — movimento que sustenta mais de 130 mil empregos diretos no PIM. Os resultados operacionais reforçam essa leitura, pois outros indicadores confirmam a força da indústria amazonense. Em abril, o IBCR-AM, do Banco Central, cresceu 1% ante o mesmo período do ano anterior. A confiança industrial foi otimista, com 58 pontos no ICEI-AM, acima do indicador nacional. O modelo sustenta produção, empregos, arrecadação e desenvolvimento regional. No cenário de pressão externa e disputas comerciais crescentes, o Brasil precisa defender com firmeza sua indústria, seus mecanismos de controle e a importância nacional da Amazônia produtiva. ### Novo celular da Jovi chega após marca histórica de produção no PIM URL: https://www.jornalopolo.com.br/novo-celular-da-jovi-chega-apos-marca-historica-de-producao-no-pim/ Last updated: 2026-08-04T16:56:41.000Z Quem vive procurando uma tomada para carregar o celular pode encontrar no novo lançamento da Jovi uma alternativa interessante. A fabricante chinesa anunciou a chegada do Jovi Y21e ao mercado brasileiro, um smartphone que aposta justamente em um dos itens mais valorizados pelos usuários: a autonomia da bateria. O lançamento acontece em um momento importante para a operação da empresa na Zona Franca de Manaus. Um ano após iniciar a produção local, a Jovi ampliou em cinco vezes sua capacidade fabril, passando de 100 mil para 500 mil aparelhos por ano. O novo Y21e começa a ser vendido nas cores azul e dourado com preço sugerido de R$ 1.199 em varejistas e plataformas de comércio eletrônico parceiras da marca. ### Menos tempo no carregador O principal atrativo do aparelho é a bateria de 6.500 mAh, desenvolvida, segundo a fabricante, para atender quem passa boa parte do dia usando redes sociais, aplicativos de mensagens, vídeos, chamadas e navegação, reduzindo a necessidade de recargas frequentes. A Jovi ressalta, porém, que a autonomia pode variar conforme o perfil de uso, os aplicativos utilizados e as condições da rede. > "O Jovi Y21e chega para atender quem precisa de um smartphone completo para a rotina, com bateria de longa duração, tela fluida, câmera de 50 MP e resistência para o uso diário. É uma combinação que traduz o compromisso da Jovi em tornar tecnologia inteligente e de qualidade cada vez mais acessível ao consumidor brasileiro", comenta André Varga, diretor de produto da Jovi no Brasil. ### Tela rápida e câmera de 50 MP Além da bateria, o smartphone reúne um conjunto de recursos voltado ao uso cotidiano. A tela tem 6,74 polegadas, resolução de 1600 x 720 pixels, reprodução de 16,7 milhões de cores e taxa de atualização de 120 Hz, proporcionando maior fluidez durante a navegação, redes sociais, vídeos e jogos. Na parte traseira, o aparelho traz uma câmera principal de 50 MP, com abertura f/1.8, foco automático e zoom digital de até 10 vezes, além de gravação de vídeos em Full HD a 30 quadros por segundo. Já a câmera frontal é de 5 MP e conta com flash inteligente na tela para selfies e chamadas de vídeo em ambientes com pouca iluminação. ### Desempenho e resistência O Jovi Y21e utiliza o processador Unisoc T612 octa-core, com velocidade de até 1,8 GHz, acompanhado de 4 GB de memória RAM. O aparelho também permite expandir virtualmente a RAM em até 4 GB, utilizando parte do armazenamento interno durante a execução de múltiplos aplicativos. O espaço interno é de 128 GB, com possibilidade de expansão por cartão microSD de até 2 TB. A fabricante também promete dois anos de atualizações do Android. Com 8,39 milímetros de espessura, o smartphone possui vidro reforçado, certificação IP65, que garante proteção contra poeira e jatos d'água em condições controladas, além de certificação de resistência a quedas de padrão militar. Entre os recursos embarcados estão NFC para pagamentos por aproximação, leitor de impressão digital, reconhecimento facial, suporte para dois chips Nano-SIM e emissor infravermelho, que permite utilizar o aparelho como controle remoto para televisores e outros equipamentos compatíveis. ### Fábrica própria O portal [O Polo](https://www.jornalopolo.com.br/) apurou que o próximo passo da fabricante, em suas operações no Brasil, é abrir sua fábrica própria na ZFM. Atualmente, ela opera por meio de uma parceria com a GBR Componentes, responsável pelas linhas de montagem dos aparelhos. Segundo o projeto, o investimento previsto deve ser de R$ 126,8 milhões e a produção está estimada em 672 mil smartphones no primeiro ano. Outra informação relevante diz respeito à necessidade de mão de obra: a multinacional pretende contratar mais de 300 profissionais, que deverão se somar aos mais de mil colaboradores já empregados. O projeto deve prosseguir, agora, em busca de aprovação no Conselho de Administração da Suframa. ### Importação de bicicletas elétricas da China dispara 178% e Brasil já é o 3º maior comprador URL: https://www.jornalopolo.com.br/importacao-de-bicicletas-eletricas-da-china-dispara-178-e-brasil-ja-e-o-3o-maior-comprador/ Last updated: 2026-08-04T15:05:33.000Z As importações brasileiras de bicicletas elétricas, autopropulsados e ciclomotores vindos da China entraram em uma nova marcha em 2026\. No primeiro semestre, o Brasil desembolsou US$ 258,9 milhões na compra desses veículos, um salto de 178% em relação aos US$ 93 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Os números da alfândega chinesa colocaram o país na terceira posição entre os maiores importadores mundiais dessa categoria, atrás apenas dos Estados Unidos (US$ 1,02 bilhão) e da Holanda (US$ 381,2 milhões). Em apenas um ano, o Brasil saltou da nona para a terceira colocação no ranking. Os dados constam em reportagem do Valor Econômico. O avanço acompanha a rápida expansão da mobilidade elétrica nas cidades brasileiras. Bicicletas elétricas ganharam espaço entre entregadores por aplicativo, trabalhadores que realizam deslocamentos diários e consumidores que buscam alternativas mais econômicas às motocicletas e aos automóveis. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que 93% das bicicletas elétricas importadas pelo Brasil no primeiro semestre tiveram origem no país asiático, consolidando a liderança chinesa no fornecimento desses veículos. Segundo Tulio Cariello, diretor de Conteúdo e Pesquisa do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), a liderança chinesa não é novidade. > "A eletrificação dos veículos começou justamente pelas bicicletas elétricas. Hoje, a China avança na eletrificação de praticamente tudo o que anda sobre rodas, de bicicletas a caminhões". ## **Manaus também acelera** O crescimento das importações ocorre paralelamente à expansão da produção nacional. No Polo Industrial de Manaus (PIM), as fabricantes produziram 34.122 bicicletas elétricas no primeiro semestre de 2026, alta de 87,2% sobre igual período do ano anterior, segundo a Abraciclo. O desempenho chama atenção porque ocorreu justamente em um momento de retração do mercado de bicicletas como um todo. Entre janeiro e junho, a produção total caiu 9,6%, para 163.158 unidades. Com isso, as bicicletas elétricas ampliaram sua participação na indústria instalada em Manaus. A categoria passou de 13% para 20,9% da produção total em apenas um ano, praticamente empatando com as bicicletas urbanas e de lazer. Apenas as mountain bikes continuam liderando o ranking. ## **Delivery impulsiona mercado** Especialistas apontam que o principal motor dessa expansão é o crescimento das entregas por aplicativo. Além do menor custo de aquisição em relação às motocicletas, as bicicletas elétricas exigem gastos reduzidos com manutenção, energia e documentação, tornando-se uma alternativa financeiramente mais atrativa para milhares de entregadores. Aplicativos como iFood e 99 já oferecem programas de aluguel subsidiado para esses veículos. O governo federal também passou a incluir as bicicletas elétricas na linha de crédito Move Brasil, enquanto o BNDES aprovou recentemente R$ 340 milhões para financiar a compra de 85 mil unidades destinadas a entregadores. Para o economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence, o crescimento tende a continuar. > "É um mercado que cresce de forma explosiva. Além da preocupação ambiental, existe uma questão econômica: são veículos muito mais baratos que carros ou motos e com custo baixíssimo de operação". ## **Fabricantes chineses ampliam presença** O avanço das importações também abriu espaço para a chegada de fabricantes chineses ao mercado brasileiro. Empresas como Yadea e Aima ampliaram operações no país. A Yadea, inclusive, já produz bicicletas elétricas em Manaus e iniciou a abertura de lojas próprias no Brasil, reforçando a estratégia de combinar importação e fabricação local. Mesmo com a entrada crescente de produtos chineses, a Abraciclo afirma que bicicletas elétricas e motocicletas ocupam espaços diferentes no mercado. A entidade, porém, defende que importadores e fabricantes nacionais concorram sob as mesmas regras tributárias e regulatórias. ### Empresas ganham prazo extra para adaptar notas fiscais à Reforma Tributária URL: https://www.jornalopolo.com.br/empresas-ganham-prazo-extra-para-adaptar-notas-fiscais-a-reforma-tributaria/ Last updated: 2026-08-04T16:54:04.000Z A Receita Federal informou que as notas fiscais emitidas a partir desta segunda-feira (3) não serão rejeitadas caso ainda não contenham os valores da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A decisão reduz a pressão sobre empresas que ainda estão adaptando seus sistemas às novas exigências da Reforma Tributária. A inclusão das informações referentes aos novos tributos faz parte da fase de testes da reforma. O setor privado vinha manifestando preocupação com a possibilidade de rejeição automática das notas fiscais, o que poderia interromper operações comerciais e provocar impactos em cadeia na economia. Na sexta-feira (31), a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS divulgaram o cronograma de implementação das novas regras para documentos fiscais eletrônicos. Na ocasião, também anunciaram que 2026 contará com um programa de conformidade, sem aplicação de multas aos contribuintes que estiverem avançando na adaptação aos novos sistemas. Pouco depois, os dois órgãos esclareceram que será publicado um Ato Técnico Conjunto suspendendo, temporariamente, a obrigatoriedade do preenchimento das informações de CBS e IBS nas notas fiscais eletrônicas. A flexibilização alcança diversos documentos fiscais, entre eles a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), o CT-e OS, a Guia de Transporte de Valores Eletrônica (GTV-e), o Bilhete de Passagem Eletrônico (BP-e), a NF3e e a NFCom. As regras de validação desses documentos também serão ajustadas em função das mudanças previstas na Reforma Tributária do Consumo. Na prática, durante esse período de transição, a ausência dos campos destinados à CBS e ao IBS não impedirá a autorização das notas fiscais. Embora a medida ofereça mais tempo para que empresas promovam as adequações necessárias, a recomendação é que a adaptação continue sendo tratada como prioridade, já que o cronograma de implantação da Reforma Tributária segue em andamento. O setor produtivo vinha alertando que os prazos para atualização dos sistemas eram considerados apertados. O governo acompanha a discussão, mas parte do calendário da reforma está prevista na Constituição, o que limita mudanças. Pelas regras atuais, os primeiros dispositivos da Reforma Tributária entram em vigor em 1º de janeiro de 2027, incluindo o início da cobrança da CBS. Qualquer alteração nessa data dependeria de uma mudança na Constituição. *\*Com informações do Valor Econômico* ### Cabotagem evita emissão de 15 mil toneladas de CO₂ na logística da Honda em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/cabotagem-evita-emissao-de-15-mil-toneladas-de-co2-na-logistica-da-honda-em-manaus/ Last updated: 2026-08-04T15:58:57.000Z A cabotagem evitou a emissão de mais de 15 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na operação logística da Moto Honda da Amazônia em 2025\. O resultado foi obtido com o transporte de 3.649 contêineres utilizados no abastecimento da fábrica instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM), incluindo peças, insumos e racks retornáveis. Os números aparecem no [Relatório de Sustentabilidade 2025 da Honda](https://www.honda.com.br/sites/cbw/files/2026-07/2026%5F07%5F27%5FHonda%5FRAS2025.pdf?%5Fgl=1%2A1lfxqdp%2A%5Fga%2AMjA2Mzc0NjIzOS4xNzc1NTMxMTA4%2A%5Fga%5FJWXEK0XZPH%2AczE3ODU3OTA4MDAkbzQwJGcxJHQxNzg1NzkwODA2JGo1NCRsMCRoMA..&ref=jornalopolo.com.br), publicado no último dia 30\. Segundo a fabricante, a redução foi calculada em comparação com a movimentação da mesma carga pelo modal rodoviário, considerando a metodologia do GHG Protocol, referência utilizada para contabilizar emissões de gases de efeito estufa. O dado apresentado representa aumento: para fins de comparação, o Relatório de 2024 mostrava que mais de 11 mil toneladas de CO2 haviam sido evitadas na atmosfera. Assim, o resultado de 2025 traz um crescimento de aproximadamente 36,4%. ### Principal meio de abastecimento Mais do que uma alternativa logística, a cabotagem é apontada pela Honda como o principal meio de abastecimento da fábrica de Manaus. Na prática, parte dos materiais usados na produção chega à capital amazonense em navios que navegam entre portos ou pontos do território brasileiro. Pela definição da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a cabotagem é a navegação realizada entre portos ou pontos do país, utilizando a via marítima ou uma combinação entre o mar e as vias navegáveis interiores. No caso de Manaus, o acesso à região também envolve a navegação pelos rios da Amazônia. A movimentação informada pela Honda inclui ainda os chamados racks retornáveis, estruturas usadas para acomodar e proteger peças durante o transporte e que podem retornar à cadeia logística para novas utilizações. O relatório, entretanto, não apresenta quantos dos 3.649 contêineres levavam essas estruturas. O uso do modal começa antes de a motocicleta entrar na linha de produção. A própria companhia descreve sua estratégia logística como um processo que vai do transporte dos insumos até Manaus ao posterior escoamento dos produtos para a rede de concessionárias. No dado ambiental divulgado, porém, a Honda menciona especificamente os contêineres utilizados no abastecimento da unidade. ### Número equivale à retirada anual de milhares de carros, mas comparação exige cautela As mais de 15 mil toneladas representam uma estimativa de emissões que teriam ocorrido caso a carga fosse movimentada por rodovia, e não uma medição direta de gases retirados da atmosfera. Por essa razão, o resultado deve ser apresentado como emissões evitadas segundo o cálculo da Honda, e não como carbono capturado ou neutralizado. O relatório também não informa a distância rodoviária considerada, os fatores de emissão empregados em cada trecho ou a margem de precisão da estimativa. Mesmo com essas limitações, o indicador ajuda a dimensionar o peso da logística aquaviária no funcionamento da unidade de Manaus. Em uma operação industrial distante dos maiores fornecedores e centros consumidores do país, a escolha do modal interfere no abastecimento da planta, no tempo de transporte e na pegada de carbono associada à movimentação de materiais. ### Fábrica produziu mais de 1,5 milhão de motos em 2025 O fluxo logístico acompanha uma operação que fechou 2025 com mais de 1,5 milhão de motocicletas produzidas em Manaus, alta de 17% sobre o ano anterior e melhor resultado da fabricante desde 2011. A companhia anunciou ainda um investimento de R$ 1,6 bilhão até 2029, que inclui a ampliação da capacidade produtiva da fábrica para 1,6 milhão de motocicletas por ano, além de novos produtos e melhorias nos processos industriais. Resumo rede: A redução de CO2 foi calculada em comparação com o transporte rodoviário, usando a metodologia GHG Protocol. O Resultado consta no Relatório de Sustentabilidade 2025 da Honda, divulgado em 30 de julho de 2026\. A cabotagem é o principal meio de abastecimento da fábrica da Honda em Manaus ### Casa inteligente deve movimentar US$ 6,68 bilhões no Brasil até 2033 URL: https://www.jornalopolo.com.br/casa-inteligente-deve-movimentar-us-6-68-bilhoes-no-brasil-ate-2033/ Last updated: 2026-08-03T20:53:58.000Z A automação residencial deixou de ser associada apenas a cenários futuristas e passou a ocupar um espaço definitivo no mercado imobiliário brasileiro. Impulsionado pelo avanço da Internet das Coisas (IoT), da inteligência artificial e da conectividade 5G, o setor de casas inteligentes (smart homes) ganha força entre consumidores e incorporadoras. De acordo com projeções do IMARC Group e da Statista, esse mercado deve movimentar cerca de US$ 6,68 bilhões no Brasil até o ano de 2033. A estimativa para este ano de 2026 é que aproximadamente 21,5% dos lares no país já contem com algum nível de automação integrada. O dado sinaliza uma mudança profunda na percepção de valor por parte dos consumidores, que deixaram de avaliar apenas a localização e a estrutura física do imóvel, passando a exigir também conectividade, segurança, conforto e eficiência energética no dia a dia. ## Tecnologia acessível De acordo com Letícia Castro, arquiteta da Construtora Sudoeste e Incorporadora ZIP, a trajetória da automação residencial assemelha-se à popularização histórica da internet banda larga e dos smartphones. Soluções que no passado eram restritas a projetos de alto padrão começam, gradualmente, a fazer parte do cotidiano e das expectativas de consumo de uma parcela maior da população. Esse crescimento é viabilizado por fatores práticos, como a redução progressiva nos preços dos dispositivos, a maior oferta de equipamentos conectados no varejo e o avanço da infraestrutura digital em território nacional. > "Mais do que acionar luzes por comando de voz ou controlar aparelhos pelo celular, o conceito de casa inteligente reúne um conjunto de tecnologias capazes de tornar a rotina mais eficiente. Fechaduras eletrônicas, câmeras conectadas, sensores de presença, climatização automatizada, iluminação inteligente, persianas motorizadas e assistentes virtuais já fazem parte da lista de recursos mais almejados por compradores de imóveis", afirma a arquiteta. ## Segurança e consumo A busca por proteção patrimonial figura entre os principais fatores que estimulam a adoção imediata dessas tecnologias. Os sistemas conectados permitem que o morador acompanhe a residência em tempo real, controle acessos de forma remota e receba notificações imediatas no celular caso os sensores identifiquem qualquer movimentação suspeita. Além da segurança, as soluções voltadas para iluminação, climatização e gerenciamento de energia ganham relevância no orçamento familiar. Esses recursos auxiliam no monitoramento do consumo elétrico e na redução de desperdícios, otimizando as despesas mensais. A integração entre os diferentes aparelhos permite que tarefas antes manuais sejam programadas ou controladas de maneira centralizada. ## Valorização de imóveis A preparação tecnológica passou a ser vista como um diferencial de mercado para as construtoras. Segundo Letícia Castro, os imóveis planejados para receber sistemas inteligentes atraem maior interesse de compradores e de investidores, com destaque para os segmentos de médio e alto padrão. > "A tendência acompanha uma transformação mais ampla do mercado imobiliário, que passa a incorporar inovação, conectividade e experiência do usuário como atributos cada vez mais relevantes na decisão de compra", reforça Letícia Castro. Com uma taxa de crescimento médio anual estimada em 10,7%, o mercado brasileiro de casas inteligentes consolida-se como uma das principais frentes da transformação digital aplicada à habitação, unindo inteligência artificial e redes de alta velocidade para personalizar ambientes. ### Economista Karine Atala Frota recebe o Prêmio Destaque Econômico 2026 por trajetória dedicada ao desenvolvimento do Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/economista-karine-atala-frota-recebe-o-premio-destaque-economico-2026-por-trajetoria-dedicada-ao-desenvolvimento-do-amazonas/ Last updated: 2026-08-03T17:55:34.000Z A economista Karine Atala Frota será homenageada com o Prêmio Destaque Econômico 2026, concedido pelo Conselho Regional de Economia do Amazonas e Roraima (Corecon-AM/RR). A homenagem acontece no dia 13 de agosto, durante a solenidade do Dia do Economista, e reconhece a contribuição da profissional para o fortalecimento da Zona Franca de Manaus (ZFM) e o desenvolvimento do Amazonas ao longo de mais de 22 anos de carreira. Com atuação voltada à atração de investimentos e à gestão de incentivos fiscais, Karine iniciou sua trajetória no serviço público, na antiga Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan), atual Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). Na pasta, ela ocupou a Diretoria de Políticas Industriais, onde coordenou a análise de projetos e o monitoramento das contrapartidas das empresas beneficiadas pela política estadual de incentivos. Há 16 anos, a economista migrou para a iniciativa privada. Atualmente, ela é sócia da Atala & Denys Consultoria e Projetos, empresa que assessora companhias nacionais e multinacionais interessadas em se instalar ou expandir operações no Polo Industrial de Manaus (PIM). ### Reconhecimento Segundo Karine, a atuação do economista vai muito além da elaboração de projetos para aprovação nos órgãos competentes. Grande parte do trabalho de atração de novos empreendimentos ocorre antes de a fábrica acender as luzes: são meses ou anos de estudos técnicos, definição de estratégias e negociações para demonstrar aos investidores a segurança técnica e jurídica do modelo ZFM. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/Economista-Karine-Atala-Frota-recebe-o-Pr--mio-Destaque-Econ--mico-2026-por-trajet--ria-dedicada-ao-desenvolvimento-do-Amazonas.jpeg) Karine Atala Frota possui mais de 22 anos de carreira dedicados ao fortalecimento da Zona Franca de Manaus | Foto: Acervo pessoal > "Ao transformar normas complexas em decisões seguras para o investidor, a consultoria econômica contribui para a atração de novos investimentos, a expansão e manutenção das operações industriais, além da geração e manutenção de empregos", avalia. Além do trabalho com o setor produtivo, a economista destaca a importância de formar novos profissionais na área e espalhar conhecimento. Ao longo de sua carreira, ela acompanhou estagiários que hoje ocupam cargos de liderança no mercado local. > "Esse reconhecimento amplia a responsabilidade de compartilhar conhecimento e formar novos profissionais. Também vejo como parte dessa missão contribuir para a defesa e o fortalecimento da Zona Franca de Manaus, levando informação técnica, embasada e qualificada para que empresas, instituições e a sociedade compreendam a relevância desse modelo para o desenvolvimento econômico, social e ambiental da Amazônia", pontua. Karine comenta ainda que a homenagem representa, ao mesmo tempo, uma valorização do trabalho desenvolvido ao longo da carreira e uma responsabilidade ainda maior. > "Receber um reconhecimento concedido pelo Conselho Regional de Economia aumenta ainda mais o senso de responsabilidade. É uma homenagem que reforça a credibilidade do trabalho desenvolvido ao longo da carreira e, ao mesmo tempo, renova o compromisso de continuar atuando com ética, responsabilidade técnica e dedicação", afirma. Para a economista, o papel da profissão vai além da análise de indicadores. "Acredito que o verdadeiro papel do economista é conectar estratégia, investimento e desenvolvimento, contribuindo para um futuro mais próspero para toda a sociedade", declara. ### Solenidade A cerimônia de entrega das honrarias, agendada para o dia 13 de agosto, também vai homenagear outros nomes de destaque no cenário local. O economista Marcelo Pereira foi escolhido como Economista do Ano 2026\. Já a presidente do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), Yara Amazônia Lins Rodrigues dos Santos, vai receber o título de Personalidade Econômica 2026. O evento vai reunir economistas, autoridades e representantes do setor produtivo para celebrar o papel da categoria no desenvolvimento econômico e social do Amazonas. O local da cerimônia deve ser divulgado nos próximos dias. ### BMW alcança 150 mil motos produzidas no Polo Industrial de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/bmw-alcanca-150-mil-motos-produzidas-no-polo-industrial-de-manaus/ Last updated: 2026-08-03T15:30:18.000Z A fábrica da BMW Motorrad no Polo Industrial de Manaus, a única fora da Alemanha, alcançou o marco histórico de 150 mil motocicletas produzidas. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (3) pelo diretor da unidade, Alex Luís Donatti. A motocicleta que simboliza a marca de número 150 mil é uma BMW R 1300 GS Adventure Triple Black. O modelo de alta cilindrada saiu da linha de montagem justamente no ano em que a planta amazonense celebra dez anos de atividades na Zona Franca, iniciadas em 2016. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/08/BMW-alcan--a-150-mil-motos-produzidas-no-Polo-Industrial-de-Manaus-1.png) Foto: Alex Luís Donatti/LinkedIn ## Operação exclusiva A fábrica de Manaus possui uma característica estratégica global para o grupo alemão. A unidade permanece como a única fábrica da BMW no mundo, fora da Alemanha, dedicada exclusivamente à produção de motocicletas. Os veículos fabricados na capital amazonense são voltados ao mercado brasileiro, posicionando a planta como uma das principais operações da marca fora da Europa e peça-chave na estratégia para a América Latina. ## Investimentos e impacto De acordo com Donatti, o volume histórico de produção é resultado de aportes constantes na planta e do trabalho das equipes ao longo da última década. O executivo destacou que o desenvolvimento da cadeia de fornecedores locais foi fundamental para o avanço da fábrica. > "O que celebramos hoje não aconteceu por acaso: é fruto de anos de investimentos contínuos em modernização, sustentabilidade e no fortalecimento dos nossos parceiros locais, gerando empregos e impacto positivo na região amazônica". Hoje, a capacidade produtiva da fabricante em Manaus é de 18 mil motos por ano, número que só foi possível após investimentos que ultrapassaram os R$ 180 milhões entre 2016 e 2026\. A BMW também conta com mais de 240 colaboradores em suas operações na capital amazonense. Donatti também ressaltou o sentimento da equipe com a conquista histórica. "Alcançamos o marco de 150 mil motocicletas produzidas no Brasil. Ver saindo da linha uma fantástica BMW R 1300 GS Adventure Triple Black, justamente no ano em que nossa fábrica completa 10 anos, é motivo de um orgulho gigante", afirmou. Na planta, são produzidos atualmente os modelos BMW C 400 X, R 1250 GS Adventure, R 1300 GS, S 1000 RR, G 310 GS, G 310 R, F 800 GS, F 900 GS, F 900 GS Adventure, F 900 R e R 12. Segundo a Fenabrave, no primeiro semestre de 2026, a BMW esteve entre as 10 marcas com os maiores emplacamentos de motos do país. Foram 6.907 unidades vendidas no período. ### Créditos presumidos da Reforma Tributária são tema de debate no Cieam URL: https://www.jornalopolo.com.br/reforma-tributaria-cie-debate-regras-para-manter-incentivos-do-pim/ Last updated: 2026-08-03T14:18:23.000Z A regulamentação da Reforma Tributária voltou ao centro das discussões da indústria do Amazonas. Na última sexta-feira (31), o Conselho Superior do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) realizou sua 149ª Reunião Ordinária para avaliar os impactos da Lei Complementar nº 214/2025\. O foco principal do encontro foi discutir os chamados créditos presumidos, uma espécie de incentivo fiscal que funciona como desconto de impostos e é considerado vital para manter as empresas competitivas na Zona Franca de Manaus (ZFM). O debate reuniu lideranças da indústria, representantes do Governo do Amazonas, técnicos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e especialistas em direito tributário. A avaliação geral é de que as novas regras que ainda serão definidas pelo governo federal vão ditar o futuro dos negócios na região, garantindo ou não a segurança jurídica que as empresas precisam para continuar investindo e gerando empregos no Polo Industrial de Manaus (PIM). ## O que está em jogo para as fábricas Para a indústria local, a grande preocupação é garantir que as vantagens da Zona Franca, que estão previstas na Constituição, sejam respeitadas pelas novas leis tributárias. O presidente do Conselho Superior do Cieam, Luiz Augusto Barreto Rocha, explicou que a entidade acompanha de perto cada detalhe da regulamentação para que as regras fiquem claras e não prejudiquem o desenvolvimento regional. > "A previsibilidade e a manutenção dos diferenciais competitivos da Zona Franca de Manaus são inegociáveis para o desenvolvimento sustentável da nossa região. O Cieam segue atuando com rigor técnico e articulação institucional para garantir que as especificidades constitucionais do nosso modelo sejam integralmente respeitadas na regulamentação da Reforma Tributária. Momentos como esta 148ª reunião reafirmam o compromisso da nossa indústria com a defesa do emprego, da renda e da preservação ambiental na Amazônia", disse Rocha. ## Por que os créditos são importantes A análise técnica da nova lei foi apresentada pela jurista e tributarista Mary Elbe Queiroz. Ela reforçou que a forma como o governo vai regulamentar os créditos presumidos (os descontos nos impostos) será o fator decisivo para que as indústrias de Manaus não percam espaço para concorrentes e consigam manter suas atividades econômicas funcionando normalmente. > "A correta aplicação e regulamentação dos créditos presumidos previstos na legislação são a garantia de que o modelo ZFM continuará atrativo para novos investimentos e preservará a sua função socioeconômica. É fundamental que as indústrias acompanhem de perto o detalhamento normativo para neutralizar eventuais perdas e assegurar a plena fruição dos direitos garantidos pela Constituição", explicou a especialista. ## Novas obrigações e outras cobranças Além da Reforma Tributária, os conselheiros do Cieam discutiram outras burocracias que mexem com o dia a dia das fábricas. Uma delas é a DIRB (Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária), uma nova declaração obrigatória sobre incentivos fiscais que tem gerado muitas dúvidas no setor corporativo. O grupo também debateu a manutenção de incentivos para derivados de petróleo que são destinados ao consumo local, o andamento de ações na Justiça que interessam ao setor industrial e as estratégias políticas e institucionais que a entidade conduz em Brasília para defender a competitividade do modelo de desenvolvimento do Amazonas. ### Copa Airlines pode ampliar voos em Manaus e expandir conexões com mais de 80 destinos nas Américas URL: https://www.jornalopolo.com.br/copa-airlines-pode-ampliar-voos-em-manaus-e-expandir-conexoes-com-mais-de-80-destinos-nas-americas/ Last updated: 2026-08-01T15:53:33.000Z A Copa Airlines, companhia aérea panamenha e uma das principais empresas de aviação da América Latina, pode ampliar sua operação em Manaus justamente no ano em que completa duas décadas de atuação na capital amazonense. Um pedido de slots para a temporada de inverno 2026/2027 (W26), divulgado pela Vinci Airports, indica que a empresa pretende adicionar um segundo voo diário entre Manaus e a Cidade do Panamá. As informações são da página Aviação Amazônia. A Copa consolidou Manaus como uma das principais portas de entrada da Região Norte para conexões internacionais por meio do Hub das Américas, instalado no Aeroporto Internacional de Tocumen, na Cidade do Panamá. Atualmente, a companhia conecta passageiros da capital amazonense a mais de 80 destinos distribuídos em mais de 30 países das Américas. Ao longo desses 20 anos, a operação acompanhou a evolução da frota da empresa. A rota já foi atendida pelos jatos Embraer 190 e pelo Boeing 737-700/800, chegando atualmente ao Boeing 737 MAX, modelo de nova geração utilizado pela companhia nas ligações entre Manaus e o Panamá. Segundo a consulta pública de slots, a Copa solicitou horários para operar uma nova frequência diária. A programação prevê saída da Cidade do Panamá às 14h35 e chegada a Manaus às 16h07, complementando o voo atualmente realizado no período noturno. O pedido, entretanto, não representa a confirmação da nova operação. A solicitação de slots faz parte do processo de reserva de horários para pousos e decolagens nos aeroportos e costuma anteceder anúncios oficiais das companhias aéreas, mas depende da conclusão das etapas regulatórias e da decisão comercial da empresa antes de entrar em operação. Caso a nova frequência seja confirmada, Manaus passará a contar com duas opções diárias de ligação direta ao principal centro de conexões da Copa Airlines nas Américas, facilitando o acesso a destinos nos Estados Unidos, Canadá, México, Caribe, América Central e América do Sul, além de ampliar a oferta de horários para passageiros da Região Norte. ### Reforma Tributária começa em janeiro e ESATA lança curso para ajudar indústrias da Zona Franca a operacionalizar a transição URL: https://www.jornalopolo.com.br/reforma-tributaria-comeca-em-janeiro-e-esata-lanca-curso-para-ajudar-industrias-da-zona-franca-a-operacionalizar-a-transicao/ Last updated: 2026-07-31T21:33:57.000Z A Reforma Tributária começa a mudar a rotina das empresas a partir de janeiro de 2027, e a adaptação precisa começar agora. Pensando nesse desafio, a Escola de Administração Tributária (ESATA) realiza, nos dias 4, 5 e 6 de agosto, o curso presencial “Reforma Tributária: Aspectos Operacionais para a Indústria Incentivada da Zona Franca de Manaus”. A capacitação foi desenvolvida para ajudar as empresas a operacionalizar a transição para o novo modelo tributário, preparando equipes, ajustando processos e reduzindo riscos durante a implementação das novas regras. Embora muita gente associe a Reforma Tributária apenas à criação dos novos impostos IBS e CBS, o maior desafio para as indústrias da Zona Franca de Manaus estará na forma como essas mudanças serão aplicadas dentro das empresas. Mais do que conhecer a nova legislação, será preciso adaptar a operação para atender às novas exigências sem comprometer os incentivos fiscais garantidos à Zona Franca. Na prática, as empresas precisarão revisar cadastros de produtos, fornecedores e clientes, adequar sistemas, fortalecer o controle das operações e integrar áreas como fiscal, compras, produção, estoque, logística e tecnologia da informação. Também será necessário capacitar as equipes para que os novos procedimentos sejam executados corretamente e com segurança. Outro grande desafio será o período de transição. Até 2032, as empresas terão que administrar, ao mesmo tempo, o sistema tributário atual e o novo modelo criado pela Reforma Tributária. Na prática, isso significa trabalhar simultaneamente com duas estruturas tributárias, exigindo ainda mais organização e preparo das equipes. Para apoiar esse processo, a ESATA reuniu especialistas que participaram da elaboração da legislação e continuam atuando em sua regulamentação. O curso será ministrado pelo auditor fiscal da Sefaz Amazonas Nivaldo das Chagas Mendonça, coordenador da Comissão Estadual Extraordinária da Reforma Tributária, com participação dos auditores fiscais Daniela Ramos Torres e Rodrigo de Almeida Castro, integrantes dos grupos técnicos responsáveis pela regulamentação do IBS aplicável à Zona Franca de Manaus. Durante os três dias de capacitação, os participantes terão uma abordagem prática sobre os principais desafios da Reforma Tributária para as indústrias da ZFM. O curso abordará temas como o controle de entradas na ZFM, os projetos econômico-fiscais de incentivos na ZFM, os documentos fiscais, a apuração do IBS na ZFM e as próximas etapas da Reforma Tributária, preparando os profissionais para aplicar as novas exigências no dia a dia das empresas. Para o diretor da ESATA, Romildo de Oliveira, este é o momento de transformar conhecimento em ação. > “A Reforma Tributária deixa de ser um assunto para o futuro e passa a fazer parte da rotina das empresas. Quem começar a se preparar agora terá mais segurança para adaptar seus processos, reduzir riscos e preservar os benefícios fiscais da Zona Franca. A ESATA estruturou este curso para oferecer uma capacitação prática, conduzida por especialistas que participaram da construção da nova legislação e continuam atuando em sua regulamentação, permitindo que as empresas façam essa transição com mais segurança e confiança”. O curso será realizado das 17h30 às 20h30, na sede da Associação dos Funcionários Fiscais do Estado do Amazonas (AFFEAM), localizada na Rua Franco de Sá, nº 430, bairro São Francisco, em Manaus. As vagas são limitadas a 50 participantes. As inscrições podem ser feitas pelo telefone (92) 98842-2286. ### Centro de Bionegócios da Amazônia lança edital para atrair startups ao Hub de Inovação URL: https://www.jornalopolo.com.br/centro-de-bionegocios-da-amazonia-lanca-edital-para-atrair-startups-ao-hub-de-inovacao/ Last updated: 2026-07-31T20:04:01.000Z O Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) lançou nesta quinta-feira (30), o edital CBA Open nº 01/2026\. A iniciativa de fluxo contínuo abre vagas para que startups e empresas de base tecnológica se instalem como residentes no Hub de Bionegócios e Inovação do CBA, em Manaus. O objetivo é acelerar projetos voltados ao desenvolvimento de soluções a partir da biodiversidade da região. Podem se candidatar empresas que tenham até 10 anos de inscrição ativa no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Como o edital funciona em regime de fluxo contínuo, não há um prazo limite final para o envio de propostas. Os novos empreendimentos podem solicitar o ingresso no programa a qualquer momento ao longo do ano. ## Infraestrutura e benefícios As empresas selecionadas vão ocupar o Espaço CBA de Inovação (ECBAI). Mediante contratação, os residentes terão acesso direto à infraestrutura laboratorial e tecnológica do CBA. O pacote de benefícios oferecido pelo centro inclui créditos para o uso de serviços tecnológicos, salas de reunião, auditório, endereço fiscal e mentorias personalizadas. Os empreendimentos também contarão com apoio para a revisão de projetos, suporte no processo de internacionalização, divulgação institucional e prioridade em editais futuros promovidos em parceria com o CBA. ## Seleção e critérios A avaliação das propostas será feita por uma comissão técnica do CBA. Os avaliadores vão analisar critérios específicos, como o alinhamento com a bioeconomia, o grau de inovação da proposta, o potencial de mercado, o perfil dos empreendedores e a sustentabilidade financeira do negócio. Também serão considerados o relacionamento da empresa com comunidades tradicionais e povos originários, além da real necessidade do espaço físico solicitado na sede do centro. O resultado de cada análise será divulgado em até 30 dias após o envio da inscrição correspondente. De acordo com o diretor-geral do CBA, Márcio Miranda, o foco do programa vai além do compartilhamento físico de salas: > "Mais do que oferecer um espaço físico, o nosso objetivo é fazer do CBA o principal ambiente de conexão entre ciência, inovação e mercado na bioeconomia amazônica. O CBA Open foi estruturado para acelerar negócios de base tecnológica, aproximando startups, pesquisadores, investidores e instituições em um mesmo ecossistema. Queremos que empresas inovadoras encontrem aqui as condições necessárias para desenvolver tecnologias, validar soluções e crescer a partir do potencial único da biodiversidade amazônica". Desde a sua criação, o programa CBA Open busca consolidar o Centro de Bionegócios da Amazônia como um ambiente de inovação aberta. A proposta central é conectar a produção científica, o empreendedorismo e as demandas de mercado para transformar recursos naturais em produtos, tecnologias e negócios sustentáveis capazes de gerar emprego e renda na região. ## Como participar Para participar, os representantes das empresas devem preencher o formulário eletrônico disponível no site oficial do CBA e encaminhar a documentação exigida para o e-mail [cbaopen@cbamazonia.org](mailto:cbaopen@cbamazonia.org). O edital completo e as instruções detalhadas estão publicados na página eletrônica do centro, no endereço [cbamazonia.org/editais/edital-cba-open-2026](https://cbamazonia.org/editais/edital-cba-open-2026/?ref=jornalopolo.com.br). Antes de fechar a proposta de ocupação, os candidatos também podem realizar visitas técnicas agendadas para conhecer de perto as instalações e laboratórios disponíveis no local. ### iFood e 99 colocam Manaus no radar para desenvolver indústria de motos elétricas URL: https://www.jornalopolo.com.br/ifood-e-99-colocam-manaus-no-radar-para-desenvolver-industria-de-motos-eletricas/ Last updated: 2026-07-31T15:56:19.000Z A Zona Franca de Manaus está no radar de um dos projetos mais ambiciosos para a eletrificação da mobilidade urbana no Brasil. As gigantes de tecnologia iFood e 99 anunciaram uma estratégia conjunta para desenvolver uma cadeia produtiva de motocicletas elétricas no país. A iniciativa tem o objetivo de ampliar gradualmente a fabricação nacional de componentes e reduzir a dependência de itens importados. Para viabilizar o plano, cada uma das empresas já destinou mais de R$ 45 milhões para a iniciativa. Juntos, os aportes somam mais de R$ 90 milhões. No entanto, as companhias esclarecem que, neste momento, o objetivo não é construir uma fábrica própria das marcas. A prioridade é criar condições de mercado para que novos investidores e fornecedores de autopeças ingressem no segmento, formando um ecossistema capaz de sustentar a produção dessas motocicletas em larga escala. As informações são do Estadão. ## Gargalos industriais De acordo com os responsáveis pelo projeto, o principal obstáculo para a expansão das motocicletas elétricas no Brasil não é a falta de demanda por parte dos usuários, mas sim a ausência de uma cadeia industrial consolidada. Enquanto o setor de automóveis elétricos já conta com a atuação de grandes fabricantes globais estabelecidas, o mercado de duas rodas eletrificado ainda carece de fornecedores locais, tecnologia nacional e produção em escala. Para solucionar esse gargalo, o plano das empresas prevê a expansão da participação da indústria brasileira ao longo dos próximos anos. Nesse cenário, a Zona Franca de Manaus surge como uma das regiões consideradas altamente estratégicas para receber os futuros fabricantes e fornecedores de autopeças, ao lado de polos industriais localizados em São Paulo e em Santa Catarina. ## Adaptação nacional Antes de definir a estratégia, a 99 realizou testes práticos com diferentes modelos de motocicletas elétricas em condições reais de uso pelas ruas brasileiras. Os testes incluíram percursos com ladeiras íngremes e longas jornadas de trabalho diárias. Os resultados apontaram que muitos modelos importados, especialmente os fabricados na China, precisam de adaptações profundas para suportar as condições severas das vias e do relevo das cidades do Brasil. A solução desenhada pelas empresas foi estabelecer uma parceria com a fabricante chinesa Yadea. O projeto utiliza modelos já existentes da marca asiática como base para o desenvolvimento de versões adaptadas ao mercado nacional. As modificações em andamento envolvem a melhoria da autonomia das baterias, o reforço da resistência estrutural do chassi e o ajuste de desempenho para suportar o uso intensivo dos entregadores e motoristas parceiros. ## Impacto no bolso Além de viabilizar a fabricação das motocicletas, o projeto prevê a estruturação de um ecossistema completo. Essa rede deve envolver locadoras de veículos, empresas de tecnologia e operadoras de estações de troca rápida de baterias. O objetivo é acelerar a adoção dos veículos elétricos entre os profissionais de aplicativo. Atualmente, o Brasil conta com cerca de 30 milhões de motocicletas em circulação. Desse total, aproximadamente 10% são utilizadas diretamente como ferramenta para geração de renda, como nos serviços de entrega e transporte de passageiros. Segundo a avaliação da 99 e do iFood, a migração para os modelos elétricos tem potencial para reduzir entre 30% e 60% os gastos diários com combustível e manutenção, o que deve elevar diretamente a rentabilidade final dos trabalhadores que dependem do veículo de duas rodas para trabalhar. ### Costa Brasil, operadora logística com atuação no PIM, anuncia novos diretores URL: https://www.jornalopolo.com.br/costa-brasil-operadora-logistica-com-atuacao-no-pim-anuncia-novos-diretores/ Last updated: 2026-07-31T15:05:58.000Z A operadora de transporte multimodal Costa Brasil anunciou a contratação de dois novos executivos para compor o seu corpo diretivo. Gabriel Guioto assume a Diretoria Financeira, conhecido no mercado pela sigla em inglês CFO (Chief Financial Officer), enquanto Jaime Batista passa a liderar a Diretoria Comercial e Estratégia. De acordo com a empresa, as nomeações integram a estratégia de fortalecimento da governança corporativa e buscam ampliar a eficiência operacional e a geração de valor no setor de transporte de cargas. A chegada dos profissionais ocorre em um momento em que a eficiência logística se mostra ainda mais decisiva para a integração de rotas comerciais no país, ligando grandes centros de consumo a polos produtores, como o Polo Industrial de Manaus (PIM), que depende fortemente da cabotagem (a navegação entre portos de um mesmo país) e de soluções integradas de transporte para o escoamento de suas mercadorias. ## Gestão financeira e governança Gabriel Guioto assume o comando das finanças da Costa Brasil trazendo uma bagagem de mais de 25 anos de experiência em finanças corporativas, governança e gestão empresarial. O executivo possui uma trajetória consolidada em companhias investidas por fundos de private equity (fundos que compram participação em empresas). Graduado em Economia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Guioto possui pós-graduação em Finanças Corporativas e especializações pelo Insper e pela New York University (NYU), nos Estados Unidos. Antes de ingressar na Costa Brasil, ele atuou como CFO da Domino's Pizza Brasil e exerceu cargos de liderança na Uniasselvi, no banco BTG Pactual e em suas investidas, além de ter trabalhado na Arthur Andersen-Deloitte. Ao longo de sua carreira, o executivo acumulou experiência em processos de transformações organizacionais, reestruturações financeiras, fusões e aquisições (M&A), carve-outs (separação de operações de uma empresa), projetos de reestruturação de negócios (turnaround) e aberturas de capital (IPO). ## Experiência em shipping e cabotagem Para liderar a Diretoria Comercial e Estratégia, a Costa Brasil contratou Jaime Batista, profissional que soma 40 anos de atuação nos setores de shipping (transporte marítimo), logística e transporte multimodal. Graduado em Administração e Comércio Exterior pela Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Batista possui MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e formação em Liderança pela Fundação Dom Cabral. O novo diretor comercial construiu sua carreira em grandes marcas do setor logístico, como a Aliança Navegação e Logística e a Hamburg Süd, empresas com forte presença na rota de cabotagem que atende o porto de Manaus. Ele também liderou operações internacionais como CEO da Transinsular, em Portugal. Batista defende que a integração entre estratégia, pessoas, tecnologia e eficiência operacional é o motor para garantir o crescimento sustentável das operações. ## Expansão de mercado Em nota, o Conselho de Administração da Costa Brasil destacou que as contratações marcam uma nova fase para a operadora de transporte multimodal no mercado nacional: > "A chegada de Gabriel e Jaime representa um passo consistente na consolidação de uma estrutura executiva robusta, preparada para acelerar nossos planos de expansão no mercado multimodal. São lideranças complementares que combinam rigor financeiro, visão estratégica e profunda capacidade de gestão de pessoas". ### Fieam propõe 2,5% do PIB do Norte para zerar isolamento logístico URL: https://www.jornalopolo.com.br/fieam-propoe-2-5-do-pib-do-norte-para-zerar-isolamento-logistico/ Last updated: 2026-07-31T14:49:15.000Z O isolamento geográfico do Polo Industrial de Manaus (PIM) cobra um preço alto das empresas locais, especialmente nos períodos de seca severa. Para tentar solucionar esse problema histórico, a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) defende a criação de um plano permanente de investimentos em infraestrutura. A proposta central da entidade é destinar, de forma obrigatória, 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da Região Norte para obras estruturantes que possam reduzir o chamado custo Amazônia. A discussão ganha urgência diante dos gargalos logísticos que encarecem a produção e dificultam o escoamento de mercadorias da Zona Franca de Manaus (ZFM). Segundo dados divulgados pelo jornal Valor Econômico, o governo federal destinou cerca de R$ 1,2 trilhão para a infraestrutura do país desde 2021\. No entanto, a Fieam avalia que esses recursos não foram suficientes para eliminar as deficiências que isolam o estado. ## O peso da dependência dos rios Atualmente, o transporte de insumos e produtos no Amazonas ocorre de forma quase exclusiva pelas hidrovias. Sem uma ligação terrestre eficiente com o restante do Brasil, as fábricas ficam expostas às variações do clima. Nos últimos anos, as fortes estiagens na bacia amazônica secaram os rios e impediram a passagem de navios de grande porte. Essa paralisia parcial gera prejuízos em série. De acordo com estimativas da Fieam, nos momentos mais críticos da vazante, as indústrias da Zona Franca enfrentaram custos adicionais de aproximadamente R$ 1,4 milhão por dia. O prejuízo decorre de atrasos nas entregas e da necessidade de adotar medidas de emergência para manter as linhas de montagem abastecidas. Para desviar dos rios secos, as empresas precisaram enviar cargas para os portos de Vila do Conde, no Pará, e Pecém, no Ceará. De lá, as mercadorias seguiram para Manaus em barcos menores, o que elevou o tempo de viagem e encareceu os fretes. Outro impacto financeiro foi a taxa da pouca água, uma sobretaxa cobrada pelas transportadoras marítimas que variou de US$ 1.500 a US$ 2.300 por contêiner, já que as embarcações precisavam navegar com menos peso para evitar encalhes. Em casos extremos, foi preciso gastar milhões de reais na instalação de portos flutuantes temporários. ## Estradas ruins e integração de modais O problema não se limita à água. O transporte terrestre também enfrenta barreiras severas que encarecem a produção. Um levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que mais de 60% das rodovias federais estão em condições ruins ou péssimas, o que desgasta a frota e atrasa as viagens. Diante desse cenário, a Fieam aponta que a saída é um planejamento integrado que conecte rodovias, hidrovias, ferrovias, portos e aeroportos, reduzindo a dependência dos rios. A proposta de integração de modais é defendida também pelo Ministério de Portos e Aeroportos como forma de dar previsibilidade ao transporte de cargas. ## Competitividade além dos incentivos A cobrança por infraestrutura ocorre em um momento decisivo para o Polo Industrial de Manaus, com o avanço da regulamentação da Reforma Tributária. O presidente da Fieam, Antônio Silva, alerta que proteger as vantagens fiscais da região não basta para garantir o futuro das indústrias locais. De acordo com Silva, manter os incentivos da Zona Franca de Manaus será inútil se o custo de transporte continuar inviabilizando os negócios. O diretor da federação, Augusto César Rocha, reforça a necessidade de uma ação firme do poder público para modernizar a região: > "Precisamos trazer o Estado brasileiro para o século 21 na Amazônia". ### Indústria leva ao STF disputa sobre imposto em cascata que afeta o PIM URL: https://www.jornalopolo.com.br/industria-leva-ao-stf-disputa-sobre-imposto-em-cascata-que-afeta-o-pim/ Last updated: 2026-07-31T14:51:34.000Z A briga para evitar que as indústrias da Zona Franca de Manaus paguem imposto sobre imposto chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). A Confederação Nacional da Indústria (CNI), atendendo a um pedido da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), entrou com uma ação na Justiça para derrubar uma regra que está pesando no bolso das fábricas e de seus fornecedores. Trata-se da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8002\. O alvo é um trecho da Lei Complementar número 224, aprovada em 2025\. Segundo as entidades do setor, essa lei impede que as empresas aproveitem os créditos de PIS e Cofins, criando uma cobrança em cascata ao longo de toda a linha de produção. ## Imposto sobre imposto Para entender o problema de forma simples: no Brasil, a regra geral é que um imposto pago em uma etapa da produção vira crédito para descontar o imposto da etapa seguinte. Isso é o que a lei chama de princípio da não cumulatividade, que serve exatamente para evitar o efeito cascata. Mas, de acordo com a CNI, o parágrafo sétimo do artigo quarto da nova lei quebrou essa lógica. O dispositivo fez com que as empresas voltassem a pagar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o PIS e a Cofins após a redução de incentivos fiscais, mas as proibiu de usar esses valores como crédito para abater nos pagamentos futuros. A decisão de ir ao STF contra essa cobrança foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Nacional da Indústria na última terça-feira (28). A Fieam levou o caso à confederação nacional após constatar que a medida prejudica diretamente a competitividade do Polo Industrial de Manaus (PIM). ## Prejuízo para Manaus Embora o problema do não creditamento de PIS e Cofins afete indústrias de todo o país, a Zona Franca de Manaus é uma das mais castigadas. O modelo econômico do Amazonas depende de regras claras e incentivos fiscais para compensar os custos de logística e manter as fábricas locais competitivas frente aos produtos importados. Sem poder usar os créditos tributários, as indústrias de Manaus e os fornecedores de fora que vendem insumos para o polo acabam acumulando custos extras. No fim das contas, essa conta mais alta é repassada para toda a cadeia, encarecendo o produto final que sai das fábricas. Na ação enviada ao Supremo, a CNI pede uma decisão urgente (medida liminar) para suspender a regra imediatamente. A entidade quer que o tribunal declare o trecho da lei inconstitucional, garantindo o direito de compensação dos impostos. ## Outra vitória recente Esta disputa é mais um lance na queda de braço entre o setor produtivo e as novas regras tributárias de 2025\. Mas a indústria já conseguiu respirar aliviada em outra frente recentemente. No último dia 28 a Receita Federal mudou de ideia sobre outro ponto da mesma lei. O órgão manteve o tratamento tributário especial da Zona Franca para operações com alíquota zero de PIS e Cofins, poupando as empresas de um custo ainda maior. Agora, a expectativa do setor está voltada para Brasília, aguardando o posicionamento dos ministros do STF sobre a nova ação. ### Intelbras anuncia lucro de R$ 158,3 milhões e dá início a investimento de R$ 200 milhões em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/intelbras-anuncia-lucro-de-r-158-3-milhoes-e-da-inicio-a-investimento-de-r-200-milhoes-em-manaus/ Last updated: 2026-07-31T14:51:16.000Z A Intelbras anunciou, no último dia 29, um lucro líquido de R$ 158,3 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 16,1% em relação ao mesmo período do ano passado e 3,4% em relação ao trimestre anterior. Junto com a divulgação do balanço financeiro, a fabricante também anunciou o início oficial das obras para ampliação da planta no Polo Industrial de Manaus, dentro de um investimento de aproximadamente R$ 200 milhões. > “O segundo trimestre de 2026 transcorreu conforme planejado e reflete as estratégias em execução desde o ano anterior. Nossos negócios evoluíram em rentabilidade e, em conjunto com uma alocação disciplinada de capital, seguimos nos aproximando dos níveis de retorno sobre o capital investido desejados”, pontuou Henrique Fernandez, CEO da Intelbras. Apesar do avanço expressivo no lucro líquido, a receita operacional líquida da Intelbras registrou uma queda de 7,8% no trimestre, fechando em R$ 1,15 bilhão. A diretoria da empresa atribuiu o recuo à base de comparação elevada do segundo trimestre de 2025, quando houve a normalização de sistemas internos e o atendimento de uma demanda que estava reprimida no mercado. Por outro lado, o Ebitda (indicador que mede a geração de caixa operacional) cresceu 9,4% e chegou a R$ 168,9 milhões no trimestre. A margem Ebitda avançou para 14,7%, enquanto o caixa líquido da companhia encerrou o mês de junho em R$ 585,1 milhões, o que representa um salto de 70,5% em relação ao fechamento do primeiro trimestre de 2026. Os investimentos totais da companhia no período também registraram crescimento. O capex (investimento em bens de capital) somou R$ 49 milhões no trimestre, apresentando uma alta de 53,1% na comparação anual. Esse movimento foi influenciado diretamente pelo desembolso para a compra do terreno em Manaus. O desempenho operacional da Intelbras refletiu o crescimento sequencial em todos os seus segmentos de atuação. Em Segurança, que representa 60% da receita consolidada, a companhia manteve estabilidade frente ao trimestre anterior, alinhada com as atividades comerciais do mercado. O segmento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) ampliou sua representatividade para 25% da receita, impulsionado por uma alta de 7% na comparação anual, enquanto Energia registrou 15% de participação, com foco na rentabilidade. ## Expansão no PIM O projeto de expansão na capital amazonense faz parte de um plano anunciado em abril deste ano e deve seguir em execução ao longo de 2026 e 2027\. O cronograma de obras prevê a preparação do terreno, a construção de novas instalações físicas e a implantação de toda a infraestrutura industrial e administrativa necessária para a operação. A ampliação da fábrica ganhou força após a aquisição de um terreno de aproximadamente 670 mil metros quadrados, comprado pelo valor de R$ 19,4 milhões. Ao todo, a Intelbras estima investir cerca de R$ 200 milhões em todo o processo de expansão, utilizando uma composição de recursos próprios e financiamentos. De acordo com a companhia, o novo espaço físico permitirá reorganizar as operações existentes na região, ampliar a capacidade produtiva atual e preparar a unidade para futuras expansões. O objetivo é acompanhar o crescimento da demanda de mercado, com destaque para o segmento de soluções de segurança. Presente na capital amazonense desde 2009, a Intelbras consolidou sua marca no Polo Industrial de Manaus ao longo dos anos. Atualmente, a fabricante emprega cerca de 1.200 colaboradores diretos na região. A unidade fabril de Manaus mantém operações voltadas à produção de equipamentos de alta tecnologia. O portfólio fabricado localmente atende aos mercados de segurança eletrônica, tecnologia da informação, comunicação e soluções de energia. Constam na lista: câmeras de segurança, gravadores digitais de vídeos, centrais de alarme, sirenes, fechaduras eletrônicas, entre outros itens. ### Em 1998, parceria entre Gradiente e Nokia na Zona Franca deu origem ao primeiro celular digital produzido no Brasil URL: https://www.jornalopolo.com.br/em-1998-parceria-entre-gradiente-e-nokia-na-zona-franca-deu-origem-ao-primeiro-celular-digital-do-brasil/ Last updated: 2026-07-30T23:53:29.000Z Você consegue imaginar a sua rotina hoje sem um celular por perto? O aparelho que agora cabe na palma da mão e resolve quase toda a nossa vida (do trabalho ao pagamento do almoço, passando pelas fotos e redes sociais) nem sempre foi esse 'computador de bolso'. No final dos anos 1990, ter um telefone móvel era um luxo para poucos e uma novidade que assustava pelo tamanho. E você sabia que o Polo Industrial de Manaus (PIM) foi o berço do primeiro celular digital totalmente fabricado no Brasil? Para o nosso TBT de hoje, vamos voltar para 1998\. Foi nesse ano que a Zona Franca de Manaus colocou no mercado o SkyWay, o pioneiro da tecnologia digital no padrão TDMA (Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo) feito em solo nacional. O modelo saía das linhas de montagem da Nokia Gradiente Industrial (NGI), uma joint venture que unia a força de duas gigantes da época. ## União De um lado da mesa estava a brasileira Gradiente, que já era de casa: operava em Manaus desde 1972 e conhecia o chão de fábrica do Amazonas como poucas, sendo responsável pela produção de uma diversidade de equipamentos eletroeletrônicos, como televisores, videocassetes, toca-fitas e videogames. Do outro lado estava a finlandesa Nokia, que despontava no planeta como a grande potência da telefonia móvel, e que se encontrava em uma disputa com a Motorola pela liderança do setor. > Para fazer o SkyWay acontecer, o investimento foi pesado. O projeto do aparelho consumiu cerca de US$ 6 milhões, inserido no plano maior da nova fábrica da NGI em Manaus. No total, as duas empresas investiram aproximadamente US$ 20 milhões para erguer uma planta de 10 mil metros quadrados. A estrutura tinha capacidade inicial para produzir 6 mil aparelhos por mês e gerou cerca de 600 empregos diretos no PIM. ## Tecnologia de ponta (para a época) Mas o que o SkyWay tinha de tão especial? Naquela época, a grande novidade era a transição do sistema analógico para o digital. O padrão TDMA prometia ligações mais limpas, com menos quedas e um consumo de bateria muito menor. De acordo com registros da revista TeleBrasil, em sua edição de janeiro/fevereiro de 1998, o aparelho vinha com um codificador de voz chamado EFRC, integrado ao padrão digital IS-136 Revisão A, que garantia uma qualidade de áudio surpreendente para os padrões de 28 anos atrás. Além de fazer chamadas, o SkyWay ostentava recursos que faziam inveja. Ele tinha função de pager, identificador de chamadas (o famoso Bina), menu totalmente em português, nove teclas de discagem rápida e um botão exclusivo para emergências. E a bateria? Em um tempo em que ninguém andava com carregador portátil na mochila, o celular da NGI aguentava até 83 horas em modo de espera ou cerca de 210 minutos de conversa sem parar. Tudo isso pesando "apenas" 226 gramas com a bateria fina (um verdadeiro peso-pena para a época, acredite). O kit ainda oferecia opcionais como bateria que vibrava e carregador rápido bivolt. ## Conectados ao futuro Olhando para trás, o SkyWay pode parecer um tijolo pré-histórico perto dos modelos ultrafinos que usamos hoje. Mas foi exatamente essa tecnologia que abriu as portas para a revolução dos smartphones. Em 2000, a Nokia adquiriu a parte da Gradiente por US$ 415 milhões, entrando em carreira solo. Daí em diante, vivenciou um dos maiores auges de sua história, liderando o mercado de celulares em diversas ocasiões. Segundo a consultoria Gartner, em 2007, a Nokia chegou a cerca de 40% de participação no mercado global de celulares, vendendo aproximadamente 435 milhões de unidades. E no Brasil não foi diferente: uma reportagem de 2008 do Jornal do Brasil mostrou que a companhia ultrapassou 50 milhões de unidades comercializadas no país, com cerca de 30% de participação naquele ano. Nos anos 2000, os aparelhos Nokia passaram a dominar as lojas e as mãos dos consumidores. Modelos como o Nokia 3310 e outros da linha 1100, 2100 e 6100 ficaram populares pela resistência, bateria duradoura e facilidade de uso. A marca chegou a ser associada ao próprio conceito de telefone celular: para muita gente, “Nokia” era praticamente sinônimo de aparelho móvel. O TBT chega ao fim lembrando que, muito antes das telas de toque, dos aplicativos de mensagens e da internet móvel de alta velocidade, o Polo Industrial de Manaus e seus trabalhadores já ajudavam a moldar o futuro da comunicação no Brasil. Uma história que começou com circuitos integrados e soldas manuais e que, hoje, nos permite carregar o mundo inteiro no bolso. ### Denis Minev avalia cenário da ZFM, revela avanços tecnológicos da Bemol e fala sobre expansão da empresa no interior URL: https://www.jornalopolo.com.br/denis-minev-avalia-cenario-da-zfm-revela-avancos-tecnologicos-da-bemol-e-fala-sobre-expansao-da-empresa-no-interior/ Last updated: 2026-07-31T00:17:03.000Z A Associação Comercial do Amazonas (ACA) recebeu, na última quarta-feira (29), o empresário e diretor-presidente da Bemol, Denis Benchimol Minev, para o Café Institucional com o tema "Cenários, Amazonas e Mundo". O encontro reuniu empresários, associados e dirigentes de classe para debater as transformações que impactam o setor produtivo regional. Na abertura, o presidente da ACA, Bruno Loureiro Pinheiro, destacou a histórica relação da família Benchimol com a associação, iniciada em outubro de 1944\. Minev representa a terceira geração de sua família ligada à entidade. ## Tecnologia e produtividade Durante sua apresentação, Denis Minev detalhou como a Bemol aplica inteligência artificial na operação. A varejista utiliza sensores e gêmeos digitais para controlar a temperatura de suas lojas. Segundo o empresário, os testes apontaram redução de 20% a 30% no consumo de energia dos sistemas de climatização, além de estabelecer uma meta de crescimento anual de 5% na produtividade. A tecnologia exigirá profissionais mais qualificados e pode reduzir equipes. Para preparar seu quadro, a Bemol investiu mais de R$ 1 milhão para enviar 56 colaboradores a um evento da Nvidia, na Califórnia. A varejista também anunciou 80 vagas para a próxima edição do evento internacional. ## Logística e concorrência chinesa Com o risco de estiagem, a Bemol ampliou os estoques para Manaus e o interior. Minev alertou para dificuldades de navegação, falta de embarcações e alta de custos em Coari. Como alternativa, a empresa mantém dez caminhões trafegando pela BR-319 entre Manaus e Porto Velho. A ACA, segundo o presidente Bruno Loureiro Pinheiro, continuará acompanhando as taxas cobradas na seca junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), ao Judiciário e ao Ministério Público Federal. Em relação ao mercado internacional, Minev apontou a China como concorrente, fornecedora e parceira. Estruturas cotadas a R$ 2 milhões no Brasil são encontradas por cerca de R$ 800 mil no mercado chinês. A Bemol mantém equipe no país asiático, investe no ensino de mandarim e planeja enviar gestores para conhecer as operações locais. O executivo defendeu que a Zona Franca de Manaus (ZFM) deve focar na atração de indústrias chinesas de baterias, energia solar e veículos elétricos. Ele também cobrou equilíbrio tributário entre produtos importados diretamente e os vendidos por empresas instaladas no Brasil. ## Desafios do varejo e expansão Ao analisar o mercado de consumo, Minev revelou que a inadimplência supera os níveis da crise de 2015 e 2016\. O cenário é pressionado pela ampliação do crédito, pelo comprometimento da renda e pela entrada de Mercado Livre e Shopee no financiamento ao consumidor. O empresário também citou o desvio de renda para apostas eletrônicas, defendendo maior regulamentação e tributação das bets. Para competir com gigantes como Amazon, Mercado Livre e Shopee, a Bemol integra lojas físicas, vendas digitais, crediário, serviços financeiros e um marketplace de empresas locais. A presença física no interior continua estratégica pelas particularidades logísticas. Em Tefé, onde a empresa já registra cerca de R$ 2 milhões mensais em vendas on-line, a varejista prepara a abertura de uma nova loja física. ### Indústria articula projetos com UEA e Ufam para proteger o PIM de eventos climáticos extremos URL: https://www.jornalopolo.com.br/industria-articula-projetos-com-uea-e-ufam-para-proteger-o-pim-de-eventos-climaticos-extremos/ Last updated: 2026-07-30T20:25:46.000Z A ameaça de novas secas extremas no Amazonas acendeu o alerta no Polo Industrial de Manaus (PIM). Para tentar blindar as fábricas contra os gargalos logísticos provocados pela estiagem, o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) realizou, nesta quarta-feira (29), sua 366ª Reunião Ordinária de Diretoria. O encontro marcou a aproximação estratégica entre o setor produtivo e cientistas das universidades públicas do estado para monitorar o nível dos rios e prever crises climáticas. A reunião, conduzida pelo presidente executivo do Cieam, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, debateu como a ciência pode ajudar a mitigar os impactos das variações do Rio Amazonas sobre o transporte de insumos e o escoamento de produtos acabados. Segundo a entidade, a cooperação busca dar previsibilidade à rotina do PIM, que depende diretamente das hidrovias regionais. ## Previsão e navegabilidade Durante o evento, os pesquisadores da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Dr. Francis Wagner Silva Correia e Dra. Fabiana Lucena Oliveira, apresentaram o projeto *PIM CLIMATE*. Desenvolvido pelo Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre (Labclim), o sistema é voltado especificamente para prever e monitorar secas e enchentes, servindo de suporte operacional para as indústrias locais. Pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o Dr. Naziano Pantoja Filizola Junior detalhou o Projeto *I.RIVERS*. A iniciativa foca no monitoramento hidrológico para avaliar as condições de navegabilidade dos rios amazônicos. O acompanhamento é considerado vital para evitar que as balsas com insumos fiquem encalhadas durante a descida das águas. ## Água e logística de suprimentos Além dos projetos acadêmicos, a reunião discutiu medidas práticas imediatas para enfrentar o período de estiagem. O diretor-presidente da concessionária Águas de Manaus, Pedro Freitas, apresentou o Plano de Estiagem elaborado para garantir o abastecimento de água na capital amazonense durante a seca. O debate logístico também contou com a participação da ZF Log Operações e Logística Ltda, nova associada do Cieam. Os sócios-diretores Franco Fernando Dauer e José Antônio Valduga apresentaram soluções para os desafios da cadeia de suprimentos no Amazonas, que costuma sofrer com o encarecimento do frete e atrasos nas entregas quando os rios baixam. ## Prioridade estrutural Para Lúcio Flávio Morais, integrar a ciência ao dia a dia das fábricas é um passo decisivo para proteger a economia do estado. O presidente destacou que o planejamento é a única saída para manter o polo competitivo diante do clima extremo: > "A indústria do Amazonas vive um momento em que a previsibilidade e o planejamento estratégico são vitais para a sustentabilidade e a competitividade do nosso Polo. Diante das severas oscilações climáticas que afetam diretamente o ecossistema e a logística do Rio Amazonas, integrar a expertise científica das nossas universidades públicas com a rotina operacional do PIM não é apenas uma necessidade pontual, mas uma prioridade estrutural para garantirmos o abastecimento, a navegação e a preservação do emprego no nosso Estado", disse. ### Sany, gigante chinesa, mira Amazonas para estrear rede de caminhões no Brasil em 2027 URL: https://www.jornalopolo.com.br/sany-gigante-chinesa-mira-amazonas-para-estrear-rede-de-caminhoes-no-brasil-em-2027/ Last updated: 2026-07-30T19:32:09.000Z O Amazonas entrou no radar da chinesa Sany, uma das maiores fabricantes de máquinas pesadas do mundo. A empresa se prepara para estrear no mercado brasileiro de caminhões e informou que está prospectando concessionários no estado. A movimentação ocorre em paralelo à finalização da fábrica em Campinas (SP), que começará a montar os veículos comerciais a partir de janeiro de 2027. As informações foram divulgadas pela Folha de São Paulo em matéria publicada no último dia 27. Segundo o diretor de vendas e marketing da Sany, Dieter Lommer, a empresa conversa com grupos interessados em representar a marca no Brasil. "Estamos prospectando mais locais como Bahia e Amazonas", disse. ## Montagem em Campinas A produção dos caminhões será realizada em uma antiga unidade da Mercedes-Benz no município paulista. A companhia vai adotar o sistema CKD (Completely Knock Down), no qual os veículos chegam desmontados e são montados localmente. A linha de montagem vai produzir tanto caminhões elétricos quanto modelos movidos a diesel. Na primeira fase da operação, a fabricante chinesa pretende produzir pelo menos quatro modelos. O portfólio inicial vai incluir um caminhão pesado elétrico voltado para mineração, dois cavalos mecânicos e um caminhão leve movido a bateria para operações urbanas. De acordo com a empresa, os primeiros veículos já passam por testes na unidade paulista. Para viabilizar a nova fábrica, a Sany planeja contratar cerca de 200 funcionários até o fim deste ano. Com as novas contratações, a multinacional passará a ter aproximadamente 600 empregados no Brasil, somando as operações de Campinas, São José dos Campos e Jacareí. ## Aposta nos eletrificados A chegada da Sany amplia a presença de montadoras chinesas no segmento de veículos comerciais no Brasil. Marcas como Foton, Farizon, JAC e XCMG também avançam no mercado nacional, apostando principalmente no crescimento da demanda por caminhões eletrificados. Embora os caminhões elétricos ainda representem menos de 1% das vendas totais no país, o segmento ganha espaço impulsionado pela busca corporativa por soluções de menor emissão de carbono. O avanço das fabricantes chinesas tem sido um motor importante para essa transição. De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as importações de veículos eletrificados cresceram 70,6% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2025. ## Histórico no país Presente no Brasil desde 2007, a multinacional iniciou suas operações por meio da importação de equipamentos voltados para o setor de construção civil. Em 2011, após realizar um investimento de cerca de US$ 200 milhões, a companhia passou a fabricar escavadeiras, guindastes e rolos compactadores em território nacional. Agora, com a rede de concessionárias em estruturação e a nova fábrica paulista, a fabricante se prepara para disputar o mercado de transporte de cargas. ### Falta de conhecimento sobre leis de incentivo é o que falta para impulsionar inovação industrial URL: https://www.jornalopolo.com.br/falta-de-conhecimento-sobre-leis-de-incentivo-e-o-que-falta-para-impulsionar-inovacao-industrial/ Last updated: 2026-08-08T16:01:15.000Z A transformação digital, a automação avançada e a Inteligência Artificial evidenciaram ainda mais a discussão sobre a dificuldade de inovação da indústria brasileira. Há inúmeros estudos e argumentos que mostram o Brasil em baixa no quesito, mas pouco se debate o porquê. A realidade é que existe um abismo entre o discurso sedutor da tecnologia e a realidade do chão de fábrica. A parede que separa os dois cenários é o risco implícito. O tema deve ter maior relevância e frequência de discussões entre empresas e os institutos que possuem o conhecimento sobre as Leis de Incentivo e possuem conhecimento avançado sobre tecnologias que podem mudar as operações das fábricas. Assim, é possível identificar possibilidades e aplicar projetos de P&D que trazem diferencial tecnológico para competitividade. Uma fábrica que possuí uma linha de produção, que frequentemente opera 24 horas por dia, 7 dias por semana, não tem margem para falhas. Para o gestor dessa fábrica, que precisa atingir metas de peças produzidas por minuto, a inovação pode parecer uma variável de risco, já que, por natureza, envolve incertezas. A prioridade sempre será a certeza de resultados imediatos. Por isso, a indústria anseia por soluções de prateleira mesmo com as limitações conhecidas, enquanto a inovação verdadeira, que exige tempo, testes e validação, não tem aceitação imediata por ser condicionada com aos possíveis riscos de não atendimento de imediato dos resultados esperados. Porém com a maturidade do projeto de P&D, os resultados podem ter um nível muito mais alto em relação às soluções de prateleira. Historicamente, há uma distância entre a universidade, que estuda e propõe as tecnologias que serão aplicadas no futuro, para a indústria. Para estreitar esse caminho, os institutos de desenvolvimento surgiram como uma alternativa e conexão entre a pesquisa acadêmica e a aplicação da tecnologia nas operações industriais. Com menor custo de operação e alta expertise, ao reunir especialistas de tecnologia, eles desenvolvem e testam soluções inovadoras e as levam maduras para o mercado. O problema é que esse caminho ainda não acontece no tempo ideal. É exatamente essa lacuna que precisa de atenção. Compreender a dor real da indústria e o seu contexto é o primeiro passo para mitigar riscos. Pensar na cultura do projeto-piloto também é necessário e com ganhos imediatos e a um custo inferior em comparação ao valor para um projeto complexo. Em vez de tentarmos transformar 15 linhas de produção de uma só vez, o caminho mais estratégico é escolher apenas uma, criar um ambiente controlado e isolado para aplicação da inovação. Se o projeto não entregar o resultado esperado, o impacto na operação é mínimo. Mas, se der certo, a solução pode ser expandida rapidamente para o restante da fábrica, com resultados já implementados e comprovados. Os incentivos estão disponíveis, mas falta conhecimento de como aplicá-los. A indústria quer garantia, já a inovação exige tolerância ao erro. Para fechar essa conta, o Brasil possui mecanismos excelentes, como a Lei do Bem, a Lei de Informática e linhas de fomento da Finep. Essas leis de incentivo funcionam como um amortecedor de riscos. O Governo entende que a pesquisa pode não dar o resultado esperado e, por isso, faz a concessão de incentivos fiscais a fim de promover a modernização da indústria. Esta não precisa desembolsar o montante total, o que destrava a decisão de investir. Contudo, para que essa engrenagem rode na velocidade que o mercado global exige, precisamos de desburocratização. No Brasil, o tempo de análise de propostas ainda pode levar meses, período em que a dinâmica da própria indústria, o nível de maturidade de uma tecnologia ou mesmo a equipe de pesquisa, já pode ter mudado. Para auxiliar, o Governo poderia ampliar a divulgação das informações das leis de incentivo e promover eventos de comunicação direta com a indústria, com apoio de universidades e institutos de pesquisas. Quando o Estado reduz o tempo de resposta e se alinha ao ritmo urgente do mercado, ele valida o risco junto com a indústria no momento exato em que a dor aparece. Isso impede que os projetos percam o timing e, mais importante, evita a dispersão de talentos científicos e pesquisadores ao longo do caminho. Trata-se de transformar a política pública em uma ferramenta de competitividade em tempo real, garantindo que o dinheiro do incentivo chegue à fábrica enquanto a janela de oportunidade ainda está aberta. Inovar não precisa ser um salto no escuro que ameace a saúde financeira de uma operação industrial. O uso tático de projetos-piloto e o apoio das leis de incentivo formam o caminho para que institutos levem a tecnologia da prancheta direto para a realidade das fábricas, transformando o medo do risco na certeza da competitividade. Quando esse for o foco, deixaremos de ocupar a 64ª posição no ranking de inovação, segundo estudo da Organização Mundial de Propriedade Intelectual e nos tornaremos um país com indústrias com alto nível de maturidade tecnológica produtiva e totalmente competitiva as atuais potências de produção mundial. No fim das contas, elevar o tom de críticas para a suposta inércia da indústria ou para a academia por criar soluções desconexas da realidade é o caminho mais fácil, mas também o menos produtivo e menos eficiente. O verdadeiro desafio da nossa economia não está em diagnosticar culpados, mas em lubrificar as engrenagens do processo tecnológico e fazer de fato com que a tecnologia possa ser utilizada nas operações como ferramentas de competitividade. Precisamos, urgentemente, avançar o debate para os meios práticos e estruturais que farão a corrente universidade, institutos de pesquisa e indústria fluir com a naturalidade e a velocidade que o mercado global exige. Só quando essa conexão deixar de ser um gargalo burocrático e passar a ser uma esteira contínua é que transformaremos o risco da inovação na nossa maior certeza de competitividade. ### Yamaha recebe R$ 15 milhões para modernizar fábrica em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/yamaha-recebe-r-15-milhoes-para-modernizar-fabrica-em-manaus/ Last updated: 2026-07-30T16:59:10.000Z O Grupo Yamaha Motor do Brasil captou R$ 15 milhões junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), para modernizar suas operações no Polo Industrial de Manaus (PIM). O financiamento, obtido por meio do programa Finep Inovacred (Difusão Tecnológica para Inovação), é a primeira parceria de longo prazo da fabricante de motocicletas com uma instituição pública de fomento à inovação no país. O contrato tem vigência de sete anos. Os projetos de modernização começaram em 2025 e a previsão é que sejam concluídos ainda em 2026\. Até o momento, a Yamaha já recebeu R$ 12 milhões do total. O restante, correspondente a R$ 3 milhões, está programado para ser liberado neste segundo semestre de 2026\. Os recursos foram estruturados pelas subsidiárias Yamaha Motor da Amazônia Ltda. e Yamaha Motor Componentes da Amazônia Ltda., que fabricam as motocicletas e componentes em Manaus para o mercado interno e para exportação. ## Tecnologia no chão de fábrica Os investimentos são voltados para a digitalização, automação e modernização das linhas de produção de Manaus. Entre as principais melhorias está a adoção de ferramentas eletrônicas com rastreabilidade e controle digital, além da modernização dos centros compactos de usinagem. Segundo a empresa, essas mudanças aceleram a transformação digital da unidade industrial e promovem maior integração entre máquinas e linhas de produção, o que gera processos mais precisos e com menos variações. Outra inovação é a implantação de uma célula robotizada para a soldagem de costura dos tanques de combustível das motocicletas. A tecnologia aumenta a eficiência da linha de montagem, melhora a padronização e reduz riscos ergonômicos para os operadores. Além disso, a fabricante projeta uma redução de até 50% no consumo de energia elétrica nessa etapa em comparação aos processos tradicionais. A Yamaha também adota a automação na montagem de pneus, uma iniciativa pioneira no segmento de duas rodas no Brasil. O novo sistema tem potencial para reduzir em até 30% o tempo desse processo produtivo. Em paralelo, a empresa desenvolve um projeto de padronização dos ciclos das linhas de produção, com a expectativa de reduzir em média 10% o tempo operacional, o que amplia a flexibilidade para atender às oscilações de demanda do mercado. ## Capacitação e sustentabilidade Para acompanhar a chegada das novas tecnologias, a Yamaha prevê programas de treinamento para qualificar os colaboradores que vão operar os novos sistemas automatizados e digitais na fábrica de Manaus. > "Os projetos, que seguem critérios de governança, acompanhamento técnico e prestação de contas estabelecidos no convênio firmado com a Finep, fortalecem a capacidade tecnológica da Yamaha no Brasil e contribuem para o desenvolvimento industrial da região", afirmou Rafael Lourenço, gerente de Relações Institucionais da Yamaha. A Yamaha iniciou suas operações no Brasil na década de 1970 e hoje emprega mais de 4.500 colaboradores diretos no país, com uma rede de 615 concessionárias autorizadas. Em 2024, a marca alcançou o marco de 5 milhões de motocicletas produzidas no Brasil. A empresa, que integra a Rede Brasil do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), estabeleceu metas de alcançar a neutralidade de carbono até 2050 e tratar 100% dos resíduos gerados até 2035. ### China abre caminho para importar polpas e frutas congeladas do Brasil URL: https://www.jornalopolo.com.br/china-abre-caminho-para-importar-polpas-e-frutas-congeladas-do-brasil/ Last updated: 2026-07-30T14:57:29.000Z A China deu mais um passo para ampliar a entrada de produtos brasileiros em seu mercado de consumo ao disponibilizar os procedimentos operacionais necessários para a exportação de polpas e frutas congeladas produzidas no país. A medida abre uma nova oportunidade de negócios e permite que as empresas brasileiras interessadas iniciem o processo de habilitação para vender esses itens ao país asiático. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, a Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) incluiu oficialmente em seu sistema o modelo de certificado sanitário que será exigido nas futuras exportações brasileiras de polpas e frutas congeladas. > “Com isso, os estabelecimentos interessados já podem dar entrada no registro junto ao sistema China Import Food Enterprise Registration (Cifer), etapa obrigatória para acessar o mercado chinês”. A informação foi divulgada pelo próprio ministério brasileiro, que acompanha a abertura do mercado. ## Frutas autorizadas A autorização emitida pelo governo chinês vale especificamente para produtos obtidos de espécies de frutas que já são reconhecidas como alimentos pelas autoridades do país asiático. Entre as frutas que se enquadram nessa categoria estão o açaí, a manga, a goiaba, o abacaxi e o maracujá, além de outras variedades que já possuem permissão para consumo humano na China. De acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades chinesas, as frutas que ainda não tenham sido formalmente reconhecidas como alimento no país permanecem sujeitas a procedimentos regulatórios específicos. Nesses casos, os produtos devem seguir as regras previstas na legislação local chinesa para novos alimentos, o que demanda etapas adicionais de aprovação. ## Processo de registro O registro no sistema Cifer deve ser realizado diretamente pelo próprio estabelecimento exportador brasileiro. A empresa interessada é a única responsável por providenciar e apresentar toda a documentação exigida pelas autoridades da China durante o processo de habilitação. Após a conclusão da análise e a devida aprovação por parte da autoridade aduaneira chinesa, a empresa brasileira recebe um número de registro oficial. Esse código de identificação é um requisito indispensável e obrigatório para que a empresa possa realizar qualquer embarque de mercadorias rumo ao país asiático. Além do registro no sistema Cifer, todas as exportações de polpas e frutas congeladas deverão ser obrigatoriamente acompanhadas pelo certificado sanitário oficial, documento que foi previamente acordado e chancelado entre os governos do Brasil e da China. Antes de dar início ao processo de habilitação, o Ministério da Agricultura orienta os exportadores a realizarem uma consulta detalhada sobre os requisitos e procedimentos específicos estabelecidos pelas autoridades chinesas. A pasta reforça que as vendas só poderão ser efetivamente realizadas após a aprovação do registro pela GACC e a emissão do certificado sanitário pela autoridade brasileira competente, sempre em total conformidade com as exigências sanitárias e aduaneiras que estiverem em vigor. ### Positivo, Diebold, Unisys e Procomp: as empresas por trás dos 30 anos da urna eletrônica brasileira URL: https://www.jornalopolo.com.br/positivo-diebold-unisys-e-procomp-as-empresas-por-tras-dos-30-anos-da-urna-eletronica-brasileira/ Last updated: 2026-07-30T14:14:38.000Z Quando você digita o seu voto e ouve o clássico sinal sonoro da urna eletrônica, talvez não imagine o tamanho da engrenagem industrial por trás daquele aparelho. Em 2026, o Brasil completa três décadas de eleições informatizadas, com exatamente 1.487.115 urnas eletrônicas produzidas, divididas em 14 modelos diferentes. Mas, ao contrário do que muitos pensam, esses equipamentos não são comprados prontos em uma prateleira de loja de tecnologia. A urna eletrônica é um projeto de arquitetura de segurança 100% nacional e de propriedade exclusiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Quem explica essa dinâmica é o coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE, Rafael Azevedo. > "O Brasil não compra um modelo específico de urna de fabricantes. O processo de produção é do TSE. A urna também é um projeto do Tribunal Superior Eleitoral. E isso é muito diferente de outro país em que é um produto de prateleira", detalha Azevedo. Para se ter uma ideia do nível de exigência, o edital de licitação para a fabricação das urnas conta com mais de 500 páginas de requisitos técnicos e de segurança. Nada passa sem o crivo dos técnicos da Justiça Eleitoral, que supervisionam e auditam desde o protótipo até a montagem final nas fábricas. ## Quem faz a urna? Nessa história de 30 anos, iniciada em 1996, apenas quatro empresas venceram as disputadas licitações do TSE para fabricar e montar as urnas. Cada uma delas deixou sua marca em diferentes gerações do aparelho. A *Positivo Tecnologia* é a fabricante responsável pelos modelos mais atuais que estão em uso, as urnas UE2020 e UE2022. Antes dela, a *Diebold* (também identificada como Diebold Procomp) teve uma longa jornada na linha de produção, fabricando oito modelos seguidos: as urnas de 2004, 2006, 2008, 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015. A *Unisys Brasil* foi a pioneira do sistema. A empresa fabricou a histórica UE1996, a primeiríssima urna usada no país, e também o modelo de 2002. Já a *Procomp Indústria Eletrônica* foi a responsável por desenvolver os modelos de transição de milênio, em 1998 e 2000. É interessante frisar que, em 2000, a Procomp foi adquirida pela Diebold, passando a operar como Diebold Procomp. Anos depois, a marca foi simplificada para Diebold Brasil, embora o nome Diebold Procomp continuasse amplamente utilizado pelo mercado. Já em 2016, a Diebold incorporou a Wincor Nixdorf, dando origem à atual Diebold Nixdorf. ## Rigor na fábrica O caminho de uma urna, desde o papel até a seção eleitoral, exige um controle de qualidade severo. Assim que o edital é vencido por uma das empresas, começa o desenvolvimento do protótipo físico. Esse modelo inicial passa por uma bateria de testes exaustivos de resistência física e segurança digital antes de a produção em massa começar. Durante a fabricação, servidores do TSE acompanham o dia a dia do chão de fábrica para garantir que cada circuito e componente siga exatamente o que foi projetado. É uma operação industrial gigantesca que garante que, no dia da eleição, o voto do cidadão seja registrado de forma inviolável. ### Suframa cria comissão que vai decidir quem fica com terrenos no Distrito Industrial de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/suframa-cria-comissao-que-vai-decidir-quem-fica-com-terrenos-no-distrito-industrial-de-manaus/ Last updated: 2026-07-30T12:48:01.000Z A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) instituiu a Comissão Especial de Análise de Concessão dos Lotes (CEACL). O grupo ficará responsável por analisar e julgar as propostas de empresas interessadas em ocupar áreas no Distrito Industrial de Manaus. A medida foi oficializada por meio da [Portaria nº 2.642](https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-suframa-n-2.642-de-27-de-julho-de-2026-722055908?ref=jornalopolo.com.br), publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (29). A comissão passa a atuar tanto nos editais de chamamento público, pelos quais a autarquia disponibiliza terrenos para empresas interessadas, quanto na análise dos chamados projetos singulares. Esses empreendimentos são considerados estratégicos para o desenvolvimento da Zona Franca de Manaus e podem ser enquadrados em situações de inviabilidade de competição. Segundo a portaria, a criação da CEACL atende às regras estabelecidas pela [Resolução CAS-Suframa nº 500](https://www.sei.suframa.gov.br/sei/publicacoes/controlador%5Fpublicacoes.php?acao=publicacao%5Fvisualizar&id%5Fdocumento=2769428&id%5Forgao%5Fpublicacao=0&ref=jornalopolo.com.br), de 30 de junho de 2026, que determinou que a mesma comissão seja responsável pela análise dos editais públicos e dos projetos singulares. O objetivo também é integrar as avaliações técnica, industrial, de engenharia, incentivos fiscais e gestão tecnológica na destinação dos lotes. ## Composição e funcionamento A nova comissão será presidida pelo coordenador-geral de Análise de Projetos Industriais e contará com representantes das áreas de projetos industriais e de engenharia da Suframa. Quando houver análise de projetos singulares, o grupo será ampliado com a participação de integrantes da Coordenação-Geral de Gestão Tecnológica (CGTEC). Os representantes da CGTEC terão direito a voto apenas nos critérios relacionados à inovação, tecnologia e investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). As decisões da CEACL serão tomadas por maioria dos votos de seus integrantes e, antes de produzirem efeitos, precisarão ser homologadas pelo superintendente da Suframa. A comissão poderá ainda convocar servidores de outras áreas da autarquia para prestar apoio técnico nas reuniões, sem direito a voto. ## Critérios de avaliação Nos editais de chamamento público, a CEACL deverá selecionar a proposta técnica mais vantajosa com base em um sistema de pontuação previsto na Resolução nº 500\. Entre os critérios estabelecidos estão a geração de empregos na região, a oferta de benefícios sociais aos trabalhadores, a incorporação de tecnologias e processos produtivos compatíveis com o Processo Produtivo Básico (PPB), além dos níveis de produtividade e competitividade. O sistema de pontuação também vai considerar o reinvestimento de lucros na Amazônia e os investimentos na formação de profissionais para as áreas de ciência, tecnologia e inovação. Todos os membros da comissão deverão observar os princípios da objetividade, da isonomia e da transparência durante as análises, incluindo a avaliação da capacidade econômico-financeira das empresas participantes. Já na avaliação dos projetos singulares, a comissão verificará se o empreendimento atende aos requisitos previstos na norma. Entre as exigências estão possuir ato aprobatório válido da Suframa, a inexistência de outro fabricante do mesmo produto no Polo Industrial de Manaus, a utilização predominante de matéria-prima regional e o grau de inovação do produto, além dos investimentos previstos em PD&I. ### Governo prevê R$ 500 milhões para blindar hidrovias amazônicas contra nova crise logística URL: https://www.jornalopolo.com.br/governo-preve-r-500-milhoes-para-blindar-hidrovias-amazonicas-contra-nova-crise-logistica/ Last updated: 2026-07-30T00:01:30.000Z A Amazônia deve receber mais uma rodada de investimentos federais para tentar reduzir os impactos da estiagem sobre o transporte pelos rios. O governo federal anunciou a previsão de aplicar mais de R$ 500 milhões até o fim deste ano em obras voltadas à manutenção da navegabilidade das hidrovias da região, especialmente em pontos considerados críticos para a logística do Amazonas. Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, os recursos serão aplicados principalmente em dragagens, sinalização e manutenção de pontos considerados críticos, como a Enseada do Madeira, rota entre Manaus e Itacoatiara. Nos últimos três anos e meio, a União destinou cerca de R$ 1,7 bilhão para infraestrutura hidroviária na Região Norte. Agora, além dos investimentos públicos, o Ministério dos Portos e Aeroportos trabalha com a possibilidade de conceder hidrovias à iniciativa privada, incluindo o rio Madeira. A proposta é transferir para empresas serviços como dragagem, monitoramento da navegação e manutenção dos trechos. O governo estima que a concessão do Madeira possa reduzir em até 25% o custo do frete regional, ao garantir maior previsibilidade para o transporte durante todo o ano. O avanço dos projetos, porém, enfrenta questionamentos de povos indígenas, que pedem consultas prévias sobre os impactos socioambientais das concessões. ## Clima aumenta preocupação com os rios A pressão sobre a infraestrutura hidroviária cresce diante dos eventos climáticos extremos registrados na Amazônia nos últimos anos. Segundo o LabClim, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), as maiores cheias e secas da região ocorreram nas últimas duas décadas. Após a estiagem severa de 2023 e 2024, os modelos climáticos apontam possibilidade de chuvas acima da média nas bacias dos rios Solimões, Madeira e Amazonas entre julho e agosto. Já a bacia do rio Negro deve registrar volumes menores de precipitação. Em Manaus, o rio Negro marcou 27,62 metros na terça-feira (28), com pequena redução em relação ao dia anterior. O rio Amazonas segue em processo de vazante dentro do comportamento esperado para o período. ### IBGE: Comércio do Amazonas fatura R$ 84,4 bilhões e emprega 114,7 mil pessoas URL: https://www.jornalopolo.com.br/ibge-comercio-do-amazonas-fatura-r-84-4-bilhoes-e-emprega-114-7-mil-pessoas/ Last updated: 2026-07-29T20:31:14.000Z O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (29) os resultados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) 2024, que inaugura uma nova série histórica da pesquisa. A mudança metodológica, motivada pela substituição da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) pelo eSocial e pela adoção de um novo critério para identificação de empresas ativas, também ampliou significativamente a cobertura estatística no Amazonas, que passou a ter todos os seus municípios investigados pela pesquisa. Com a nova metodologia, o comércio amazonense registrou receita bruta de revenda de mercadorias de R$ 84,4 bilhões em 2024. ![](https://imgur.com/YWOI5Fw.jpeg) A pesquisa abrangeu apenas empresas em situação ativa no Cadastro Central de Empresas (Cempre), com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e atividade principal comercial. Foram excluídas da amostra as empresas de reparação de veículos automotores e motocicletas, o comércio ambulante e outros tipos de comércio varejista. Também não participaram da pesquisa os microempreendedores individuais (MEIs), a administração pública e as entidades sem fins lucrativos. A ampliação da cobertura permitiu um retrato mais abrangente da atividade comercial no estado. O Amazonas contabilizou 14.355 empresas comerciais e 16.732 unidades locais com receita de revenda. A margem de comercialização alcançou R$ 19,6 bilhões, indicador que representa a diferença entre a receita obtida com as vendas e o custo das mercadorias revendidas. O setor empregava 114.723 pessoas ao final de 2024 e desembolsou R$ 3,33 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. O pessoal ocupado no PAC refere-se ao número de pessoas que trabalhavam nas empresas em 31 de dezembro e recebiam remuneração direta da organização, independentemente de terem ou não vínculo empregatício. ![](https://imgur.com/l5xd4e0.jpeg) No cenário regional, o Amazonas respondeu por 18,8% da receita bruta de revenda da Região Norte e por cerca de 1% do faturamento do comércio brasileiro. O estado concentrou 21% das pessoas ocupadas no comércio da região, ocupando a segunda posição em número de trabalhadores do setor. Entre os estados nortistas, o Amazonas apresentou a segunda maior receita bruta de revenda, com R$ 84,4 bilhões, atrás apenas do Pará (R$ 194,7 bilhões) e à frente de Rondônia (R$ 83,3 bilhões). O comércio varejista foi o principal segmento da economia comercial amazonense, com receita de R$ 42,8 bilhões, seguido pelo comércio atacadista, que movimentou R$ 31,1 bilhões, enquanto o comércio de veículos automotores e motocicletas respondeu por R$ 10,6 bilhões. ![](https://imgur.com/ash1iDX.jpeg) Em todo o país, a Pesquisa Anual do Comércio identificou 1,6 milhão de empresas comerciais, responsáveis por uma receita operacional líquida de R$ 7,7 trilhões e pela ocupação de 10,6 milhões de pessoas. Na Região Norte, a receita bruta de revenda alcançou R$ 449,9 bilhões. O IBGE ressalta que os resultados de 2024 inauguram uma nova série estatística e, por isso, não devem ser comparados diretamente com os anos anteriores, uma vez que refletem tanto as mudanças metodológicas quanto a ampliação da cobertura da pesquisa, especialmente nos estados da Amazônia. ### Instituto do Tribunal de Contas do Amazonas busca acesso a recursos da Lei de Informática para ampliar projetos de IA URL: https://www.jornalopolo.com.br/instituto-do-tribunal-de-contas-do-amazonas-busca-acesso-a-recursos-da-lei-de-informatica-para-ampliar-projetos-de-ia/ Last updated: 2026-07-29T19:08:19.000Z O Instituto de Controle Externo Ambiental e de Sustentabilidade (ICEAS), órgão ligado ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), deu o primeiro passo nesta quarta-feira (29) para acessar recursos da Lei de Informática. O plano de credenciamento do instituto foi o tema central de uma visita da comitiva da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) à sede do tribunal, localizada no bairro Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus. Com o credenciamento junto ao Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (Capda), o ICEAS poderá captar verbas destinadas a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Esses recursos, vindos de contrapartidas de empresas que produzem bens de informática no Polo Industrial de Manaus (PIM), abrem caminho para parcerias com universidades, fundações de apoio e empresas de tecnologia. ## Caminho para o credenciamento A reunião de hoje contou com a presença do superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, e do superintendente-adjunto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica, Waldenir Vieira. Eles foram recebidos pela presidente do TCE-AM, conselheira Yara Lins, e pelo chefe do departamento do ICEAS, Aristóteles Gustavo de Almeida Neto. Para que o instituto do TCE-AM passe a receber as verbas, o processo terá de passar por uma análise técnica e por uma visita institucional para avaliar a estrutura física e a equipe de pesquisadores. Só depois dessas etapas o pedido de credenciamento será submetido à deliberação do comitê. A expectativa do ICEAS é usar os recursos para criar soluções mais robustas, incluindo produtos, plataformas digitais, novos processos e laboratórios de inovação voltados ao controle ambiental e à gestão pública. ## Inteligência artificial em campo Durante o encontro, a equipe do TCE-AM apresentou ferramentas tecnológicas que já estão em operação e que servem de base para a modernização do órgão de controle. Entre os destaques estão os projetos AMAZON.IA e EmCampo, que usam inteligência artificial para monitorar gastos públicos e agilizar o trabalho das equipes de fiscalização externa. Segundo o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, a cooperação fortalece o ecossistema local de tecnologia. "O TCE é uma instituição de referência e já demonstra resultados importantes com a utilização da inovação e da inteligência artificial em suas atividades", afirmou. ## Ecossistema em expansão A busca do ICEAS pelo credenciamento acompanha um movimento de expansão do ecossistema de pesquisa na região. De acordo com dados apresentados pela Suframa, o número de entidades credenciadas pelo Capda cresceu de forma acelerada nos últimos anos. Desde 2023, o total de instituições públicas e privadas habilitadas a captar recursos da Lei de Informática na Amazônia Ocidental saltou de 63 para 102\. A Suframa atribui esse crescimento ao esforço de ampliação das atividades do comitê nos estados de sua área de atuação. Com o credenciamento do ICEAS, o comitê espera atrair ainda mais soluções voltadas à sustentabilidade e ao controle público na região amazônica. ### Programa de crédito para entregadores aquece demanda por motos feitas no Polo Industrial de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/programa-de-credito-para-entregadores-aquece-demanda-por-motos-feitas-no-polo-industrial-de-manaus/ Last updated: 2026-07-29T17:58:42.000Z O governo federal lançou um novo programa de crédito voltado para trabalhadores que utilizam veículos de duas rodas como ferramenta de trabalho. Batizado de Move Brasil Entregadores e Motoapp, o programa tem como meta viabilizar o financiamento de 100 mil motocicletas, motonetas e ciclomotores novos. A iniciativa representa um impulso importante para o setor de duas rodas, já que as regras exigem que os veículos financiados sejam fabricados no Brasil ou possuam projeto de produção nacional, englobando modelos populares produzidos no Polo Industrial de Manaus (PIM). ### Modelos elegíveis A linha de crédito estabelece critérios técnicos específicos para os veículos participantes. Podem ser financiadas motocicletas flex de até 160 cilindradas ou modelos elétricos com potência de até 7.500 watts, além de bicicletas elétricas de até 1.000 watts. Todos os veículos devem ser zero-quilômetro. Entre as opções flex incluídas no programa estão alguns dos modelos mais vendidos do país, muitos deles fabricados pelas montadoras instaladas em Manaus. A lista de modelos elegíveis com motor flex e seus respectivos preços sugeridos inclui: - Honda Biz 125 EX (R$ 16.840); - Honda CG 160 Cargo (R$ 18.390); - Yamaha Factor (R$ 18.490); - Honda CG 160 Fan (R$ 20.590); e - Yamaha Crosser 150 Z ABS (R$ 22.990). No segmento elétrico, o programa contempla opções como a Shineray SE1 e a Shineray SE2, ambas por R$ 12.490, além da Watts W125, Shineray SHE-S e Yamaha Neo’s. ### Juros e prazos Operado pela Caixa Econômica Federal, o programa conta com recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO). Um dos principais atrativos é a possibilidade de financiar até 100% do valor do veículo, sem a necessidade de pagamento de entrada. As taxas de juros são diferenciadas por gênero: 11,5% ao ano para mulheres e 12,5% ao ano para homens. De acordo com dados da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF), esses patamares ficam significativamente abaixo da média de mercado, que em abril de 2026 atingiu 26,6% ao ano para esse tipo de financiamento. O prazo para pagamento das parcelas pode chegar a até 48 meses para pessoas físicas, com uma carência de dois meses para o início dos pagamentos. Além do financiamento de veículos, empresas podem acessar recursos para instalar pontos de recarga ou estações de troca de baterias para elétricos. Esse crédito pode incluir capital de giro associado ao investimento, limitado a 30% do valor financiado. ### Regras para cadastro O benefício é voltado tanto para profissionais autônomos de aplicativos quanto para trabalhadores contratados sob o regime da CLT. Para entregadores e motoristas de aplicativo, o programa exige a comprovação de pelo menos seis meses de cadastro ativo em alguma plataforma e a realização de no mínimo 100 corridas ou entregas. Já para motofretistas, mototaxistas e ciclistas com carteira assinada, é necessário comprovar vínculo empregatício mínimo de seis meses na mesma empresa. O cadastro é realizado pelo portal gov.br. De acordo com as regras do governo federal, o trabalhador não precisa anexar documentos na inscrição, pois o sistema consulta dados como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) diretamente na plataforma. A análise inicial leva até cinco dias úteis. Após essa aprovação, o interessado deve procurar um banco ou concessionária parceira. Embora o programa não exija que o beneficiário esteja sem restrições cadastrais, as instituições financeiras ainda realizam a própria análise de crédito antes de liberar o recurso. ### Zona Franca de Manaus mantém plano de ultrapassar 2 milhões de motos produzidas este ano URL: https://www.jornalopolo.com.br/zona-franca-de-manaus-mantem-plano-de-ultrapassar-2-milhoes-de-motos-produzidas-este-ano/ Last updated: 2026-07-29T17:06:09.000Z A Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) confirmou, nesta terça-feira (28), que mantém a projeção de superar a marca de 2 milhões de motocicletas produzidas no Polo Industrial de Manaus (PIM) em 2026\. A informação foi compartilhada pelo presidente da entidade, Marcos Bento, durante o Congresso AutoData Revisão das Perspectivas 2026. De acordo com a associação, o plano é encerrar o ano com 2.070.000 unidades fabricadas, o que representará uma alta de 4,5% em relação ao ano passado. O otimismo é sustentado pelo desempenho do primeiro semestre, período em que saíram das linhas de montagem de Manaus 1.063.000 motocicletas, um crescimento de 6,3% frente aos primeiros seis meses de 2025\. As informações foram divulgadas pela AutoData Editora. ## Produção e mercado interno O ritmo forte da indústria local também reflete um marco histórico alcançado na primeira metade deste ano. O Polo de Manaus atingiu a marca acumulada de 40 milhões de motos produzidas desde a sua criação. > "No primeiro semestre atingimos a marca de 40 milhões de motos produzidas em Manaus, o que nos classifica como o maior polo de duas rodas do mundo fora do eixo asiático. Lá empregamos diretamente 22 mil pessoas, sendo 150 mil em todo o país", destacou Marcos Bento. No mercado interno, os emplacamentos também bateram recorde no primeiro semestre, com 1.174.000 motos vendidas, um avanço de 14,1% na comparação anual. Segundo a Abraciclo, esse aquecimento é impulsionado pelo setor de entregas (delivery) e pelo aumento do público feminino. O consórcio continua sendo uma ferramenta essencial de compra, respondendo por um terço dos pagamentos. A entidade também espera impactos positivos com a entrada em vigor dos programas Move Brasil Entregadores e Motoapp. ## Logística e o fantasma da estiagem Apesar dos bons números, o segundo semestre exige cautela. O setor monitora de perto as chances de ocorrência do fenômeno El Niño e a possibilidade de uma nova seca histórica na Amazônia, semelhante à que paralisou linhas de produção no PIM em 2024. Marcos Bento explicou que a indústria local acumulou aprendizados com a crise de dois anos atrás e está mais prevenida para enfrentar gargalos logísticos. > "Precisamos do rio tanto para a entrada de mercadorias quanto para a saída de produtos acabados em Manaus. A seca de dois anos atrás trouxe uma curva de aprendizagem. Desta vez a indústria está mais preparada, inclusive com a formação de estoques e o estabelecimento de novos portos logísticos. Foi com sofrimento mas foi positivo. Seguimos caminhando firmes", afirmou o dirigente. ## Exportações e barreiras técnicas No mercado externo, as exportações do polo de duas rodas registraram alta de 30% no primeiro semestre, somando 5,4 mil embarques para destinos como Argentina, Colômbia, Guatemala e Estados Unidos. Embora o volume seja considerado recorde para o período, Bento classificou as vendas externas como "ainda tímidas", apontando barreiras como políticas protecionistas e diferenças na legislação ambiental. Atualmente, o Brasil é o único país da América Latina que adota a norma Promot M5, que impõe limites rígidos de emissão de poluentes. Vizinhos como Argentina, Colômbia, Chile, Peru, Equador e Bolívia ainda utilizam a fase Promot M3, menos restritiva, o que encarece e reduz a competitividade do produto brasileiro na região. > "Uma regulamentação no setor é algo de extremo interesse do setor, a fim de alavancar nossas exportações", concluiu Bento. ### Novo porto seco em Roraima quer virar rota para a carga da Zona Franca URL: https://www.jornalopolo.com.br/novo-porto-seco-em-roraima-quer-virar-rota-para-a-carga-da-zona-franca/ Last updated: 2026-07-29T16:03:36.000Z As indústrias da Zona Franca de Manaus (ZFM) podem ganhar uma nova alternativa para escoar mercadorias e receber insumos. O Grupo BAMS apresentou à Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) o projeto do Porto Seco de Boa Vista (RR), que será implantado após a empresa conquistar a concessão da Receita Federal para administrar o terminal pelos próximos 25 anos. Um porto seco é um terminal alfandegado localizado no interior de um país, longe da costa ou de um porto marítimo, onde são realizados praticamente os mesmos procedimentos aduaneiros de um porto ou aeroporto internacional. Na prática, ele funciona como uma extensão da Receita Federal para o comércio exterior. A proposta é transformar o empreendimento em um novo corredor logístico para atender empresas da Região Norte, oferecendo uma rota complementar às já utilizadas pelas indústrias do Amazonas. Segundo o Grupo BAMS, o objetivo é reduzir custos, dar mais agilidade às operações de importação e exportação e ampliar a conexão da região com o mercado internacional. "Viemos criar uma conexão entre o Porto Seco de Boa Vista e as indústrias e o comércio de Manaus, visando uma sinergia capaz de gerar grandes oportunidades de negócios. Nossa proposta é oferecer uma alternativa logística viável, segura e eficiente para toda a Região Norte", disse o head de Operações do Grupo BAMS, Alexandre Brito. O porto seco será instalado em uma área já pronta, com cerca de 6 mil metros quadrados de infraestrutura construída, o que deve acelerar o início das operações. O terminal ficará em um ponto estratégico para atender as ligações entre Boa Vista, Manaus, Guiana e Venezuela, facilitando o transporte de cargas para diferentes mercados. A Fieam sinalizou apoio ao projeto e informou que pretende aproximar o Grupo BAMS das empresas do Polo Industrial de Manaus para discutir soluções capazes de fortalecer a infraestrutura logística e ampliar a inserção dos produtos fabricados na Amazônia nos mercados nacional e internacional. ### A nova aposta da Lenovo não é um notebook: energia limpa, reciclagem de eletrônicos e IA aplicada à saúde ganham espaço URL: https://www.jornalopolo.com.br/a-nova-aposta-da-lenovo-nao-e-um-notebook-energia-limpa-reciclagem-de-eletronicos-e-ia-aplicada-a-saude-ganham-espaco/ Last updated: 2026-07-29T15:27:45.000Z A Lenovo divulgou o seu Relatório ESG referente ao ano fiscal 2025-26, apresentando os resultados alcançados em sua estratégia de sustentabilidade e anunciando uma nova etapa de metas ambientais, sociais e de governança (ESG). O documento reúne indicadores de ação climática, economia circular, impacto social e governança, além de destacar iniciativas de inteligência artificial. Segundo a companhia, mais de 90% da eletricidade consumida em suas operações globais já tem origem em fontes renováveis. O índice considera a geração própria, contratos de compra de energia e a aquisição de certificados de energia renovável. O avanço faz parte da estratégia para reduzir emissões e manter o compromisso de alcançar a neutralidade de carbono até 2050, com metas validadas pela iniciativa Science Based Targets (SBTi). De acordo com Dave Carroll, diretor jurídico e de Responsabilidade Corporativa da Lenovo, o encerramento do primeiro ciclo de metas de longo prazo marca uma nova etapa para a companhia. > “Este ano fiscal representa um momento importante para a Lenovo. À medida que nos aproximamos do final da nossa primeira geração de metas de ESG, orgulhamo-nos do progresso alcançado, mas estamos ainda mais focados em aplicar o que aprendemos para acelerar o impacto futuro. Nosso trabalho está estreitamente alinhado às necessidades de nossos clientes e parceiros enquanto enfrentamos desafios ambientais, complexidades geopolíticas e a rápida evolução da IA”. ## Economia circular Outro destaque do relatório está relacionado ao modelo de economia circular adotado pela Lenovo. A companhia informou que continua ampliando a aplicação de sua estrutura R.E.A.L., voltada à reparabilidade, reutilização e reciclagem de produtos. Entre os indicadores apresentados, a empresa afirma que 100% dos computadores da marca incorporam materiais reciclados pós-consumo, com exceção de tablets e acessórios. Desde 2005, a fabricante também viabilizou a recuperação de mais de 363 milhões de quilos de produtos em fim de vida útil e reutilizou 300 milhões de libras de plásticos reciclados pós-consumo. Na divisão de smartphones, o relatório aponta avanços nas embalagens da Motorola, incluindo os modelos Razr a partir do exercício de 2023/24\. As embalagens passaram a utilizar 60% de materiais reciclados, registrando uma redução de 50% no uso de plásticos de uso único em comparação ao ano fiscal de 2020/21. ## Impacto social e tecnologia Na frente social, a Lenovo informou que registrou crescimento na participação de mulheres e de grupos sub-representados em sua força de trabalho global. Entre 2021 e 2026, os programas de filantropia da companhia impactaram mais de 25 milhões de pessoas por meio de ações voltadas ao acesso à tecnologia e à educação. A inteligência artificial também passou a ocupar um papel relevante na estratégia da empresa, sendo utilizada para apoiar a coleta e a análise de indicadores de sustentabilidade. Entre as iniciativas mencionadas está a solução TRAdA, desenvolvida para auxiliar na previsão de arritmia cardíaca em atletas, além de ferramentas de acessibilidade com avatares de comunicação e tradução em linguagem de sinais. O desempenho da Lenovo em sustentabilidade foi reconhecido por diferentes organizações ao longo do último ano fiscal. A empresa recebeu a Medalha de Platina da EcoVadis, a classificação “A List” do CDP para clima e água, e alcançou a quinta posição no ranking global de cadeias de suprimentos da Gartner para 2026. ### Com IA, marketing e gestão, Philco capacita mães empreendedoras em cinco estados URL: https://www.jornalopolo.com.br/com-ia-marketing-e-gestao-philco-capacita-maes-empreendedoras-em-cinco-estados/ Last updated: 2026-07-29T14:36:57.000Z A Philco concluiu a 4ª edição do Negócio de Mãe, iniciativa de empreendedorismo feminino que integra sua estratégia de ESG e promove a autonomia financeira de mães empreendedoras por meio de capacitação, mentoria e desenvolvimento de negócios. Em 2026, a iniciativa alcançou 961 mulheres em diferentes regiões do país por meio de três aulas síncronas, recebeu 777 inscrições e formou 260 empreendedoras. Desenvolvido em parceria com o Instituto Phomenta e cinco organizações sociais, o programa foi realizado em Manaus (AM), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Joinville (SC) e Linhares (ES). Ao longo de quatro semanas, as participantes tiveram acesso a 18 horas de formação em vendas, marketing, gestão financeira e inteligência artificial, reforçando o compromisso da Philco em prepará-las para os desafios e as oportunidades de um mercado cada vez mais digital. Além do conteúdo on-line e do acompanhamento via WhatsApp, o programa contou com três *masterclasses* sobre aplicações práticas de IA conduzidas por especialistas da Philco e pela influenciadora Bru Paraizzo. Na etapa de Manaus, que teve o apoio da ONG Instituto Restaurar, a cerimônia ocorreu na última sexta-feira (24) e contou com a participação das mães que participaram do projeto. Os indicadores de impacto demonstram ainda o potencial transformador da iniciativa. Entre as participantes que concluíram o programa, 77% possuem renda de até dois salários-mínimos, 72% são as principais provedoras de suas famílias e 100% afirmam já aplicar ou pretender aplicar os conhecimentos adquiridos em seus negócios. Na avaliação da iniciativa, os principais destaques apontados pelas empreendedoras foram a objetividade do conteúdo e a didática, descritas como claras, práticas e de fácil compreensão. Além dos resultados de formação, a iniciativa também ampliou seu desempenho nos canais digitais. Em relação à edição anterior, as visualizações de vídeos cresceram 342,9% e as interações nas redes sociais aumentaram 41,8%. Ao todo, a edição de 2026 registrou 47 milhões de impactos na internet. Para Emanuelle Henche, gerente de Marketing e Comunicação da Philco, o Negócio de Mãe representa uma evolução da atuação da companhia em responsabilidade social, conectando propósito, desenvolvimento econômico e geração de oportunidades. > *"Também acreditamos que empresas têm um papel importante na mobilização de conhecimento e pessoas para impulsionar o desenvolvimento sustentável. Quando colocamos nossa estrutura e nossos colaboradores a serviço de causas relevantes, ampliamos o alcance dessas transformações".* ### **Quarta edição amplia legado do programa** Em quatro edições, o Negócio de Mãe já recebeu mais de 1.800 inscrições, formou e mentorou mais de 500 mães empreendedoras e acumulou 1.323 horas de conteúdos entre mentorias, cursos e aulas ao vivo. Ao longo desse período, também desenvolveu uma jornada de aprendizagem composta por módulos digitais e ações presenciais, fortalecendo organizações sociais parceiras nas cidades onde a Philco mantém operações. Integrado à estratégia de ESG da Philco, o Negócio de Mãe reforça o compromisso da companhia com a educação empreendedora, a inclusão produtiva e o fortalecimento das economias locais. Com os resultados da edição de 2026, a iniciativa consolida-se como um dos principais programas proprietários de impacto social da empresa. ### Visteon 'prepara terreno' para crescer em Manaus com novas frentes de produção URL: https://www.jornalopolo.com.br/visteon-prepara-terreno-para-crescer-em-manaus-com-novas-frentes-de-producao/ Last updated: 2026-07-28T21:53:01.000Z A fábrica da Visteon em Manaus pode estar prestes a dar um passo além da produção de painéis automotivos. A multinacional estadunidense, instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM) desde 1998, trabalha para trazer à capital amazonense novas divisões de negócios e ampliar seu portfólio de produtos, aproveitando o avanço das montadoras chinesas no mercado brasileiro. A movimentação ganhou força nesta terça-feira (28), durante o encontro "Ampliação do Relacionamento Indústria Chinesa e Zona Franca de Manaus", promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), em parceria com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e o Sindicato Nacional das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares (Sinaees). Quem costurou essa aproximação foi um velho conhecido da indústria amazonense. Depois de comandar a unidade da Visteon em Manaus por mais de 6 anos e passar pelas operações da companhia em Portugal, Sérgio Capela foi promovido, no início deste ano, para Diretor Sênior de Operações na China, onde está baseado em Xangai. De lá, articulou a vinda de representantes das montadoras BYD, Geely, GWM e Chery para conhecer de perto o potencial da Zona Franca. Segundo a Fieam, executivos da Europa e dos Estados Unidos também participaram da reunião. A estratégia é simples: mostrar que Manaus reúne competências muito maiores do que apenas fabricar componentes. A operação chinesa da Visteon reúne outras unidades de negócio e uma gama muito maior de produtos, e parte dessa estrutura pode, futuramente, desembarcar no polo industrial amazonense. Hoje, a planta de Manaus ocupa cerca de 14 mil metros quadrados, funciona em três turnos e emprega algo em torno de 450 trabalhadores. No local são produzidos painéis de instrumentos, telas digitais, centrais multimídia e outros componentes eletrônicos destinados a diferentes montadoras. > "A expansão das montadoras chinesas no Brasil abre espaço para que fabricantes de componentes também escolham Manaus para produzir. É uma oportunidade de fortalecer nossa cadeia industrial, gerar empregos e ampliar a competitividade do Polo Industrial”, pontuou o presidente da Fieam, Antonio Silva. Durante o encontro, a Zona Franca foi apresentada como uma plataforma para o fornecimento de baterias, displays, painéis eletrônicos, sistemas embarcados e outros sistemas automotivos. O foco foi tratar da capacidade de produção de componentes de maior valor agregado. > “As montadoras chinesas estão iniciando um processo de nacionalização da produção e precisarão desenvolver fornecedores locais. Nosso papel é mostrar que Manaus oferece não apenas incentivos competitivos. Manaus reúne tecnologia, capacidade industrial e segurança jurídica para atender essa demanda. Precisamos aproveitar esse momento para inserir cada vez mais empresas do Polo Industrial nessa nova cadeia de suprimentos", disse Sérgio Capela, que também coordena a Comissão Cieam de Relacionamento Internacional. ### Tecnologia inédita A Visteon Amazonas, inclusive, já vinha dando sinais de que buscava ampliar sua relevância dentro da estrutura global da companhia. Em fevereiro deste ano, a companhia colocou em operação uma nova linha dedicada à fabricação de displays automotivos com as tecnologias Optical Bonding e Liquid Optical Clear Adhesive (LOCA), utilizadas na montagem de telas para painéis digitais e sistemas de infoentretenimento veicular. Na ocasião, a empresa classificou a iniciativa como pioneira na Zona Franca de Manaus e, possivelmente, inédita no Brasil. Segundo o diretor de Operações da Visteon Amazonas, Marcelo Batista, o nível tecnológico da nova linha coloca a fábrica de Manaus em um patamar diferenciado. > "Não há ninguém no Brasil e possivelmente na América do Sul com essa tecnologia aplicada à montagem de displays automotivos", afirmou à época. ### Agenda é ampla Nesta segunda-feira (27), a comitiva chinesa esteve na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), onde obtiveram mais informações sobre incentivos fiscais, infraestrutura e capacidade produtiva do modelo ZFM. Até o fim da semana, o grupo seguirá visitando fábricas instaladas no PIM para acompanhar os processos produtivos, os níveis de automação e a logística da região. O momento também é considerado favorável pelo Governo do Amazonas. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Gustavo Igrejas, o Polo Industrial de Manaus, que mantém atualmente mais de 130 mil empregos diretos, deve fechar 2026 com faturamento próximo de US$ 45 bilhões. Ele também destacou que a regulamentação da Reforma Tributária tende a tornar a Zona Franca ainda mais competitiva para a atração de investimentos a partir de 2032. ### Receita Federal mantém alíquota zero de PIS/Cofins para a Zona Franca de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/receita-federal-mantem-aliquota-zero-de-pis-cofins-para-a-zona-franca-de-manaus/ Last updated: 2026-07-28T19:26:27.000Z A Receita Federal confirmou que permanece válida a alíquota zero de PIS/Cofins nas vendas de mercadorias destinadas ao consumo e à industrialização na Zona Franca de Manaus. A mudança foi oficializada por meio da Nota Cosit/Sutri/RFB nº 207, publicada após a Justiça Federal suspender os efeitos da orientação anterior. A revisão ocorreu depois que a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) ingressou com uma ação judicial contra a Nota Cosit nº 141, que havia alterado a interpretação da Receita sobre a aplicação do benefício fiscal. Em decisão liminar, a 3ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Amazonas determinou a suspensão da medida, levando o órgão a rever seu posicionamento. Com a nova manifestação, a Receita Federal reconhece que a alíquota zero de PIS/Cofins nas operações destinadas à Zona Franca de Manaus continua assegurada pela Constituição Federal e não pode ser afastada pela regra geral prevista na Lei Complementar nº 224/2025. Na prática, a decisão mantém a desoneração tributária nas vendas realizadas por empresas de outras regiões do país para a Zona Franca, preservando uma das principais vantagens competitivas do modelo e reduzindo a insegurança jurídica que havia sido criada pela interpretação anterior da Receita. A decisão judicial que suspendeu a Nota Cosit nº 141 também destacou que, durante a regulamentação da reforma tributária, o Congresso Nacional reconheceu a necessidade de preservar os incentivos da Zona Franca para garantir a competitividade do modelo econômico. ### Caso Innova acelera acordo entre Suframa e Prefeitura de Manaus para integrar fiscalização no Polo Industrial URL: https://www.jornalopolo.com.br/caso-innova-acelera-acordo-entre-suframa-e-prefeitura-de-manaus-para-integrar-fiscalizacao-no-polo-industrial/ Last updated: 2026-07-28T18:07:07.000Z Em reunião realizada nesta terça-feira (28), na sede da Prefeitura de Manaus, a Suframa intensificou a cooperação institucional com a gestão municipal para fortalecer a governança e a segurança jurídica e desburocratizar processos relacionados ao Polo Industrial de Manaus (PIM). A ação ocorreu como desdobramento das ações integradas entre a Autarquia, a Prefeitura de Manaus e outras instituições, adotadas após a ocorrência recente na empresa Innova, no Distrito Industrial, zona Sul da capital amazonense. Durante o encontro, foram estabelecidos pilares fundamentais para o alinhamento institucional e a garantia de segurança jurídica, além do suporte contínuo às empresas instaladas no PIM. Nesse sentido, um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) foi discutido e deverá ser firmado entre Suframa e Prefeitura. > "De acordo com o que aconteceu nas últimas duas semanas, nós estamos aqui promovendo um alinhamento para que possamos coibir qualquer outro tipo de acidente dessa magnitude ou de qualquer magnitude que possa trazer transtornos para a população", afirmou o prefeito Renato Junior, em referência ao vazamento registrado no último dia 15, na Unidade 4 da Innova, após o monômero de estireno armazenado no reservatório apresentar elevação anormal de temperatura. O objetivo central é manter um diálogo direto e constante com um canal focado na desburocratização de processos e operações. O fator segurança foi um dos assuntos ressaltados no encontro pelo superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro. > "A prioridade aqui é a segurança dos trabalhadores, a segurança daquele pai de família que vai todo dia trabalhar, que pega a rota e que tem que voltar depois para casa. Então, essa é a nossa prioridade. Por isso que a Suframa está aqui, com a Prefeitura Municipal de Manaus, para estabelecer esse acordo de cooperação técnica, trabalhar essas diretrizes em prol do fortalecimento da Zona Franca de Manaus", frisou Montenegro. Ele esteve acompanhado dos superintendentes-adjuntos Wagner Santana (SAE), Waldenir Vieira (SDI) e Wagner Cavalcanti (SPR), além do gerente de Projetos, Ozenas Maciel, e do coordenador de Comunicação e Assuntos Institucionais, Isaac Júnior. ### Marco Regulatório A pauta da reunião incluiu, ainda, discussões sobre a construção de um Novo Marco Regulatório com um sistema integrado de fiscalização e monitoramento para dar total visibilidade e transparência às operações do PIM, em articulação conjunta envolvendo a Autarquia, a Prefeitura e a sociedade civil. ### Transire compra empresa do grupo Santander e projeta crescer 30% com foco em serviços URL: https://www.jornalopolo.com.br/transire-compra-empresa-do-grupo-santander-e-projeta-crescer-30-com-foco-em-servicos/ Last updated: 2026-07-28T16:45:33.000Z O Grupo Transire, fabricante de maquininhas de pagamento com forte atuação no Polo Industrial de Manaus (PIM), deu mais um passo em sua estratégia de expansão. A companhia oficializou nesta terça-feira (28) a aquisição de 100% da Mobyan, empresa da Getnet (Grupo Santander) especializada em logística, serviços de campo e gestão de ativos. O valor do negócio não foi divulgado, e a conclusão da operação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A aquisição faz parte de um plano robusto para preparar o grupo para uma futura abertura de capital (IPO), prevista para 2030\. Com o movimento, a Transire deixa de ser apenas uma montadora de hardware na Zona Franca de Manaus e consolida sua atuação como uma provedora de serviços integrados. ## Integração e logística A Mobyan será incorporada à Alya, braço de logística criado pela Transire em 2025\. Juntas, as duas empresas passarão a operar uma estrutura nacional robusta, composta por mais de 40 filiais próprias, cerca de 300 parceiros de serviços de campo e oito hubs regionais voltados para a triagem e o reparo de equipamentos. Essa união cria uma das maiores redes de logística especializada para meios de pagamento do país. Segundo o CEO do Grupo Transire, Fernando Otani, a logística passa a ser um motor de crescimento. > "O movimento acelera uma estratégia que já havíamos apresentado ao mercado. A logística passa a ser uma das principais avenidas de crescimento da companhia e nos permite oferecer um ecossistema completo aos nossos clientes", ressalta o executivo. Com a integração das operações, a divisão formada por Alya e Mobyan deve superar mil funcionários até o fim deste ano. No total, considerando todas as empresas do grupo, a expectativa é que o quadro de colaboradores se aproxime de 4 mil pessoas. ## Tecnologia e inteligência artificial A Transire, que detém cerca de 75% de participação no mercado de fabricação de terminais de pagamento no Brasil e já produziu mais de 50 milhões de equipamentos, aposta na tecnologia para diferenciar seus serviços. O grupo planeja usar inteligência artificial (IA) para otimizar a gestão das maquininhas. Os terminais geram dados de telemetria em tempo real. Com a nova estrutura logística, essas informações serão usadas para prever falhas, organizar a logística reversa e diminuir o tempo em que as máquinas ficam fora de operação. > "A IA nos permite antecipar necessidades, direcionar atendimentos e otimizar deslocamentos. O cliente reduz custos e ganha eficiência operacional", destaca Otani. Para o CEO da Alya, Marcio Silva, a descentralização do atendimento é o grande diferencial do novo modelo. > "A descentralização da operação reduz distâncias e acelera toda a cadeia logística. Com a experiência da Mobyan e nossa estrutura regional, conseguimos oferecer um nível de serviço muito superior", diz. ## Crescimento e internacionalização Em 2025, o Grupo Transire registrou um faturamento de R$ 2 bilhões. Para 2026, a projeção do CEO é alcançar um crescimento de 30% na receita, impulsionado principalmente pela nova divisão de serviços e pela incorporação da Mobyan. > "A principal alavanca de crescimento passa pela operação de serviços. Essa aquisição acelera nossa capacidade de crescer dentro da base de clientes que já atendemos", pontua Otani. Mesmo com a popularização do Pix, o executivo reforça que as maquininhas continuam essenciais para o varejo, funcionando como centralizadores da jornada de compra. "O Pix não eliminou as maquininhas. Pelo contrário. Hoje, muitos pagamentos via Pix são feitos justamente nesses dispositivos, que passaram a concentrar toda a jornada do cliente", explica. Além do mercado interno, a Transire inicia no segundo semestre deste ano sua expansão internacional, com a abertura de escritórios e centros de serviços no México, Portugal, Hungria e Chile. > "Já estamos celebrando os primeiros contratos internacionais. Ainda não é uma parte relevante da receita deste ano, mas será uma construção importante de 2027 em diante até o nosso sonho do IPO em 2030", projeta o CEO. ### Buscas por carros elétricos novos crescem 48% no primeiro trimestre URL: https://www.jornalopolo.com.br/buscas-por-carros-eletricos-novos-crescem-48-no-primeiro-trimestre/ Last updated: 2026-07-28T15:38:00.000Z O interesse dos brasileiros por carros 100% elétricos ganhou força no início de 2026\. Um levantamento realizado pela plataforma Webmotors Autoinsights revelou que as buscas por modelos zero-quilômetro movidos exclusivamente a bateria cresceram 48,1% no primeiro trimestre deste ano. O desempenho superou o registrado pelos veículos híbridos novos, que apresentaram um avanço de 16,7% no mesmo período. Esse movimento acompanha o crescimento geral do mercado de eletrificados no país. De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), os emplacamentos de veículos eletrificados praticamente dobraram no primeiro trimestre, alcançando a marca de quase 100 mil unidades licenciadas. O avanço demonstra o maior interesse dos consumidores, impulsionado principalmente pela ampliação da oferta nas concessionárias brasileiras. ## Expansão da oferta A aceleração das buscas está diretamente relacionada à estratégia das montadoras e importadoras de ampliar o leque de veículos eletrificados disponíveis no mercado nacional. Nos últimos meses, o segmento passou a oferecer uma variedade maior de opções, abrangendo desde modelos compactos destinados ao uso urbano até utilitários esportivos (SUVs) de maior porte. A chegada de novas fabricantes e a ampliação das linhas de marcas já estabelecidas também contribuíram para tornar o mercado mais competitivo. Esse cenário ampliou as possibilidades de escolha para o consumidor, que hoje encontra uma oferta mais diversificada de veículos elétricos do que em anos anteriores. O aumento da concorrência entre as fabricantes favoreceu a expansão desses modelos nas concessionárias de diferentes regiões do país. ## Híbridos na liderança Apesar do crescimento mais acelerado dos veículos totalmente elétricos na busca por novos, os híbridos continuam ocupando a maior parte do interesse dos consumidores brasileiros quando consideradas todas as buscas na plataforma, o que inclui veículos novos e usados. Nesse universo total, os modelos híbridos concentram 75% das pesquisas, enquanto os automóveis 100% elétricos representam os 25% restantes. Os dados indicam que, embora os elétricos estejam ganhando espaço entre os consumidores interessados em modelos zero-quilômetro, a tecnologia híbrida mantém uma posição consolidada no mercado nacional. A diferença se torna ainda mais evidente quando a análise considera apenas os veículos seminovos e usados. As buscas por eletrificados no segmento de usados cresceram 22,9% no primeiro trimestre de 2026, mas a preferência seguiu concentrada nos híbridos. Eles responderam por 76% das pesquisas, contra 24% dos elétricos. ## Desafios de infraestrutura Segundo a análise da Webmotors Autoinsights, a preferência pelos híbridos no mercado de usados está relacionada ao perfil do consumidor desse segmento, que tende a priorizar soluções consideradas mais seguras e versáteis. A presença do motor a combustão nos híbridos reduz as preocupações com a infraestrutura de recarga, especialmente fora dos grandes centros urbanos, fator que ainda influencia a decisão de compra. Os dados do primeiro trimestre mostram que o mercado brasileiro segue um caminho de coexistência entre diferentes tecnologias de eletrificação. Enquanto os carros totalmente elétricos registram o maior ritmo de crescimento nas buscas por novos, os híbridos sustentam a maior parte da demanda geral graças à maturidade comercial e às características de uso já conhecidas. Fatores como preço de compra, autonomia das baterias e a expansão da infraestrutura pública de recarga continuam desempenhando papel importante na evolução do segmento. À medida que esses elementos avançarem, a tendência é que o comportamento do consumidor acompanhe a transformação do mercado de veículos eletrificados. ### Primeira caixa de som 100% nacional da Philco é fabricada no Polo Industrial de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/primeira-caixa-de-som-100-nacional-da-philco-e-fabricada-no-polo-industrial-de-manaus/ Last updated: 2026-07-29T14:13:41.000Z A primeira caixa de som 100% nacional da Philco já chegou ao mercado, mas tem um detalhe que passa despercebido: ela foi produzida no Polo Industrial de Manaus (PIM), que agora está no centro da estratégia da marca para crescer no segmento de áudio. Batizada de Philco Extreme PCX7300, a caixa reúne 1.700 W de potência, Bluetooth 5.3, bateria com autonomia de até 15 horas e um woofer de 12 polegadas, responsável por reproduzir frequências graves com mais intensidade. O modelo também traz alça retrátil e rodinhas, facilitando o transporte. Entre os diferenciais está o sistema Flash Light, que usa inteligência artificial para sincronizar os efeitos de iluminação com o ritmo da música em tempo real. Outro recurso é o Philco Connection (TWS, True Wireless Stereo), tecnologia que permite conectar duas caixas compatíveis sem o uso de cabos para ampliar a experiência sonora. > "A PCX7600 nasce como parte de uma estratégia mais ampla da Philco de fortalecer sua atuação em áudio, acompanhando a evolução do consumo e a demanda por soluções mais completas. Mais do que potência, buscamos entregar uma experiência integrada ao estilo de vida do consumidor", diz Amanda Urzum, diretora comercial de Áudio e Vídeo da Philco. O investimento da Philco em música e entretenimento vai além dos produtos, já que a marca é apoiadora oficial do Rock in Rio Brasil 2026, aproximando-se do público por meio de experiências ao vivo e reforçando sua presença no mercado de áudio. Segundo a companhia, a produção na unidade do PIM é um dos pilares desse avanço e reforça a estratégia da companhia de investir em industrialização para ganhar competitividade, escala e agilidade no abastecimento do varejo. A proximidade com o mercado consumidor também permite maior alinhamento no desenvolvimento de produtos, considerando preferências e hábitos do público brasileiro. Além de otimizar custos logísticos e reduzir prazos de distribuição, a operação em Manaus contribui para sustentar o plano de expansão da categoria dentro da marca. A expectativa é que a nova linha de caixas amplificadas ganhe novos modelos nos próximos meses, ampliando o portfólio e fortalecendo a presença da Philco em áudio. Hoje, a empresa reúne mais de 600 produtos em seu portfólio, distribuídos entre categorias como áudio, vídeo, climatização, eletroportáteis, linha branca e cuidados pessoais. ### Teatro Amazonas se torna patrimônio mundial da Unesco. Monumento nasceu com a borracha, mas foi a Zona Franca de Manaus que ajudou a mantê-lo vivo URL: https://www.jornalopolo.com.br/teatro-amazonas-se-torna-patrimonio-mundial-da-unesco-monumento-nasceu-com-a-borracha-mas-foi-a-zona-franca-de-manaus-que-ajudou-a-mante-lo-vivo/ Last updated: 2026-07-28T16:48:15.000Z Quem passa pelo Largo de São Sebastião, no centro histórico de Manaus, e vê o Teatro Amazonas de pé, imponente e cheio de vida, dificilmente imagina que ele já esteve muito perto de perder o brilho. Hoje, a casa de ópera é um dos maiores cartões-postais do Brasil e acaba de ganhar um reconhecimento histórico: na madrugada desta segunda-feira (27), a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) declarou o Teatro Amazonas (juntamente ao Largo de São Sebastião) e o Theatro da Paz, de Belém, como Patrimônio Mundial da Humanidade, reunidos sob o título de "Teatros da Amazônia". ### História Inaugurado em 1896, durante o auge do Ciclo da Borracha, o Teatro Amazonas nasceu para simbolizar a riqueza de uma Manaus que queria se equiparar às grandes capitais europeias. Paris era a principal inspiração (por isso, passou a ser conhecida como a "Paris dos Trópicos"), mas também havia forte influência de cidades como Lisboa, Milão e Londres, especialmente na arquitetura, no urbanismo e na vida cultural. Tudo começou porque a borracha amazônica virou um produto valiosíssimo para o mundo após a invenção da vulcanização, em 1839\. A demanda explodiu com o crescimento da indústria, principalmente a de pneus, e Manaus se tornou um dos principais centros econômicos da América Latina. O dinheiro da borracha fez a cidade crescer rapidamente e atraiu comerciantes, empresários, artistas e profissionais de várias partes do Brasil e da Europa. Foi nesse cenário que nasceu o projeto do Teatro Amazonas. Em 1881, o deputado provincial Antônio José Fernandes Júnior apresentou a proposta de construir uma casa de ópera que demonstrasse ao mundo a riqueza e o refinamento de Manaus. A pedra fundamental foi lançada em 1884, mas a obra enfrentou interrupções por problemas financeiros e administrativos. Ela só ganhou novo ritmo durante o governo de Eduardo Ribeiro e foi inaugurada em 31 de dezembro de 1896. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/Teatro-Amazonas---1896.jpg) Teatro Amazonas durante sua construção (1896) | Foto: Geoge Huebner O teatro praticamente "veio da Europa". Mármore de Carrara, na Itália; lustres de vidro de Murano; ferro trabalhado da Inglaterra; telhas francesas e diversos outros materiais foram importados. Arquitetos, escultores, pintores e engenheiros europeus participaram da construção, enquanto artistas como Crispim do Amaral e Domenico de Angelis ficaram responsáveis por boa parte da decoração interna. Durante o período, que ficou conhecido como Belle Époque amazônica, Manaus recebeu energia elétrica, bondes elétricos, telefone, água encanada, rede de esgoto, ruas largas e arborizadas, praças planejadas e um dos portos flutuantes mais modernos do mundo. Para a época, era uma infraestrutura comparável à de grandes cidades internacionais e colocava Manaus entre as cidades mais avançadas do Brasil. Além da infraestrutura, a vida cultural também floresceu. Companhias de ópera e teatro vindas da Europa se apresentavam em Manaus, músicos estrangeiros desembarcavam na cidade e a elite acompanhava a moda, os costumes e até a gastronomia francesa. Frequentar o Teatro Amazonas era um símbolo de status social e fazia parte do estilo de vida daquela sociedade enriquecida pela borracha. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/Hoje--patrim--nio-mundial-da-Unesco--Teatro-Amazonas-nasceu-com-a-borracha.-Mas-foi-a-Zona-Franca-que-ajudou-a-mant---lo-vivo--3-.jpg) Huebner & Amaral; Photographia Allemã (Firma). Manáos: Theatro Amazonas, 1909 | Foto: Acervo FBN ### Crise Segundo o artigo de referência *Teatro Amazonas,* da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), assinado por Virginia Barbosa, bibliotecária e especialista em História, o colapso da economia da borracha, provocado principalmente pela concorrência dos seringais implantados pelos ingleses no Sudeste Asiático, a partir de 1912, reduziu drasticamente a participação brasileira na produção mundial de látex e mergulhou Manaus em uma profunda crise econômica e urbana. > "A estagnação da economia da região amazônica foi quase imediata e deixou marcas profundas: queda na receita dos Estados, desemprego, êxodo rural e urbano, sobrados e mansões completamente abandonados e, principalmente, completa falta de expectativas em relação ao futuro para os que insistiram em permanecer na região". E o Teatro Amazonas não escapou desse processo. Sem dinheiro, o espaço perdeu público, viu sua programação encolher e atravessou décadas de abandono. Em vários momentos do século XX, funcionou apenas de forma esporádica, enquanto sua estrutura se deteriorava. > "Em 1924, fechou. A partir de então, abriu raras vezes ora para pequenos espetáculos ora para eventos cívicos. A falta de dinheiro atingia diversos setores públicos, inclusive a cultura", diz trecho do artigo. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/Hoje--patrim--nio-mundial-da-Unesco--Teatro-Amazonas-nasceu-com-a-borracha.-Mas-foi-a-Zona-Franca-que-ajudou-a-mant---lo-vivo--1--1.jpg) Teatro Amazonas em 1957 | Foto: Manaus na História ### Efeito "Zona Franca" A virada começou com a consolidação da Zona Franca, instituída pelo Decreto-Lei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967\. O modelo transformou Manaus em um polo industrial com incentivos fiscais para atrair empresas de todo o mundo. Nas décadas seguintes, começaram a chegar fabricantes nacionais e multinacionais de diversos setores. Empresas como Honda, Yamaha, Philips, Sharp, Semp Toshiba, Gradiente, BIC, CCE, entre muitas outras, instalaram fábricas na capital amazonense. Muitas delas impulsionam até hoje a economia do estado, com a geração de empregos e renda, arrecadação de impostos e crescimento urbano. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/zfm-anos-70.jpg) Desde 1967, a Zona Franca de Manaus é a base da economia do Amazonas | Foto: Arquivo/Agência O Globo Essa pujança, segundo a economista e professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Michely Aracaty, teve reflexos na recuperação do setor cultural do Estado. Para ela, trata-se de um efeito dominó: > "A Zona Franca de Manaus e o crescimento financeiro resultado do Polo Industrial de Manaus contribuíram de forma indireta para a revitalização do Teatro Amazonas, pois impulsionaram a economia regional e elevaram a arrecadação, que são a base do investimento público, com foco no financiamento de projetos culturais e urbanos", disse. Sem a recuperação econômica proporcionada pela Zona Franca, é difícil imaginar que o Amazonas teria condições financeiras de bancar uma restauração tão complexa e cara, além de manter uma programação artística contínua. Armando Clóvis Souza, economista e especialista em História Regional do Brasil, concorda: > "O Amazonas passou por um esvaziamento econômico entre as décadas de 1920 e 1950\. Se essa crise se prolongasse, não saberíamos o que seria hoje do Teatro Amazonas e de outros monumentos públicos. A riqueza da borracha construiu o Teatro. Isso é fato. Mas foi a riqueza gerada pela indústria que ajudou a garantir que ele continuasse existindo". ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/armando-clovis-souza.jpg) Armando Clóvis Souza | Foto: Ricardo Oliveira > "Nos anos de 1970, houve uma política do governo de restauro com grandes investimentos. Nos anos de 1990, próximo ao centenário do Teatro, nós tivemos uma revitalização completa com acústica, adornos, pinturas, dentro e também no entorno do monumento. Tudo isso por conta dos investimentos que atraíram um dos maiores fluxos migratórios da história de Manaus, juntamente a uma elite local trazida pela instalação de centenas de fábricas", completa o especialista. O resultado dessa retomada é visível até hoje, com festivais internacionais, temporadas de ópera, concertos, espetáculos de dança e milhares de turistas todos os anos. Alguns eventos notáveis são: - Festival Amazonas de Ópera (FAO) – O carro-chefe do teatro e um dos maiores festivais de ópera da América Latina. Reúne montagens completas de óperas, concertos e artistas do Brasil e do exterior. - Série Encontro das Águas – Talvez seja a programação mais conhecida atualmente. Criada em 2014, mistura música erudita com cultura pop, rock, MPB, trilhas sonoras de filmes, dança e balé. - Festival Amazonas de Dança (FAD) – Reúne companhias de dança clássica, contemporânea, jazz e dança urbana, tendo o Teatro Amazonas como principal palco. - Temporada dos Corpos Artísticos do Amazonas – Ao longo do ano, o teatro recebe apresentações permanentes da Amazonas Filarmônica, Orquestra de Câmara do Amazonas, Coral do Amazonas, Corpo de Dança do Amazonas e do Coral Infantil do Amazonas, que executam repertórios de compositores como Beethoven, Mozart, Tchaikovsky e Villa-Lobos, além de produções inéditas. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/teatro-amazonas-foto-marcio-james-sec.jpg) Apresentação no Teatro Amazonas | Foto: Marcio James/SEC Além disso, o teatro frequentemente recebe grandes produções de balé, como O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes e Giselle, além de concertos especiais dedicados a artistas como Michael Jackson, Madonna, ao rock sinfônico, à MPB e às trilhas de filmes e séries, sempre interpretados pela Amazonas Filarmônica. Segundo Michele Aracaty, o novo título internacional deve fortalecer a economia criativa, atrair mais visitantes estrangeiros e estimular investimentos privados em atividades ligadas à cultura, ao turismo e aos serviços. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/michele-aracaty.jpg) Michele Aracaty | Foto: Divulgação > "O impacto na economia criativa será significativo para a geração de emprego, renda e reconhecimento cultural. Além disso, facilitará parcerias e o acesso a fundos nacionais e internacionais para preservação e projetos artísticos. No setor de turismo, haverá uma visibilidade destacada em toda a cadeia, fortalecendo Manaus como um destino global de turismo cultural". Ela acrescenta: > "Isso aumentará o fluxo de turistas estrangeiros e nacionais, a ocupação em hotéis, restaurantes, o trabalho de guias, além das atividades comerciais e de serviços, beneficiando a economia regional. Por fim, além de ser um destino de turismo ecológico, agora, com este reconhecimento, também nos tornaremos uma rota internacional do turismo cultural". ### BYD, Chery, GWM e Geely miram oportunidades na Zona Franca URL: https://www.jornalopolo.com.br/byd-chery-gwm-e-geely-miram-oportunidades-na-zona-franca/ Last updated: 2026-07-27T19:25:44.000Z A Zona Franca de Manaus entrou no radar de algumas das maiores fabricantes de veículos do mundo. Na manhã desta segunda-feira (27), a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) recebeu, em sua sede, uma comitiva formada por representantes de quatro grandes montadoras chinesas: Geely (incluindo a joint venture Geely e Renault), GWM (Great Wall Motor), Chery e BYD. O encontro, realizado em parceria com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), teve como objetivo apresentar as vantagens comparativas do modelo de desenvolvimento regional e ampliar as oportunidades de investimentos e parcerias industriais no Polo Industrial de Manaus (PIM). O grupo de visitantes foi composto por vice-presidentes, diretores e gerentes das áreas de compras e de operações industriais dessas companhias, que buscam estreitar relações comerciais e avaliar o cenário para futuras instalações na região. ## Incentivos fiscais e atração de investimentos Durante a programação na sede da autarquia, a equipe técnica da Suframa realizou apresentações detalhadas sobre o funcionamento do modelo Zona Franca de Manaus. Foram destacados os incentivos fiscais oferecidos às indústrias que se instalam na região, o ambiente de negócios local e o papel central da Suframa no fomento ao desenvolvimento econômico regional. Na abertura do encontro, o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, ressaltou a relevância da cooperação entre a autarquia e o Cieam para promover as potencialidades do polo de Manaus. Montenegro reforçou que a instituição mantém suas portas abertas para novos investidores e garantiu que a autarquia dará total apoio institucional para viabilizar novos projetos na região. ## Foco em suprimentos e compras locais Além de conhecer a estrutura tributária diferenciada, os executivos chineses participaram de um diálogo técnico focado na cooperação empresarial entre Brasil e China. A pauta de debates incluiu temas estratégicos para a operação de grandes indústrias, como a estruturação de cadeias de suprimentos, a viabilidade de compras locais no comércio amazonense e as possibilidades reais para a implantação de linhas de produção industrial no PIM. De acordo com Arthur Lisboa, analista da Coordenação-Geral de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais da Suframa, o encontro faz parte de um plano estruturado de aproximação com o mercado chinês. Segundo o analista, a visita integra uma estratégia de aproximação com empresas chinesas que vêm ampliando seus investimentos no Brasil, especialmente no setor de mobilidade. ## Articulação e próximos passos A agenda institucional abriu espaço para rodadas de perguntas técnicas, networking e discussões sobre como a indústria chinesa pode cooperar com as empresas já instaladas no Polo Industrial de Manaus. A expectativa é que as conversas gerem futuras agendas de relacionamento institucional e facilitem novos investimentos produtivos. ### Zona Franca impulsiona plano para criar cidade aeroportuária em Manaus que poderá chegar a R$ 1 bilhão em investimentos URL: https://www.jornalopolo.com.br/zona-franca-impulsiona-plano-para-criar-cidade-aeroportuaria-em-manaus-que-podera-chegar-a-r-1-bilhao-em-investimentos/ Last updated: 2026-07-27T18:38:59.000Z O embrião de uma "cidade aeroportuária" começa a ganhar forma na capital do Amazonas. A concessionária francesa Vinci Airports, que opera o Aeroporto Internacional de Manaus desde 2022, lançou um programa para desenvolver uma série de empreendimentos imobiliários na área que circunda o terminal. O projeto prevê a construção de galpões logísticos, hotéis, supermercados, centro de convenções e até um shopping center. O investimento total estimado pode chegar a R$ 1 bilhão. A empresa francesa já conversa com investidores interessados em aportar capital e participar dos projetos. O principal motor para atrair esses recursos é o próprio regime fiscal da região. De acordo com Thierry Ligonnière, CEO da Vinci para os aeroportos de Portugal, Brasil e Cabo Verde, em entrevista ao site Metro Quadrado, a capital amazonense reúne condições únicas para esse desenvolvimento. > "Há disponibilidade de espaço, alinhamento de interesse por parte de vários atores e uma conjuntura fiscal favorável que torna Manaus um centro com muita atratividade", afirmou Ligonnière. Com a reforma tributária, a Zona Franca de Manaus (ZFM) desponta como uma das poucas regiões do país que manterá incentivos fiscais diferenciados no longo prazo. Na visão da concessionária, essa estabilidade tributária cria um ambiente de negócios altamente favorável para novos investimentos industriais e comerciais nos próximos anos. ## Demanda por galpões logísticos O plano de expansão foi desenhado a partir de um estudo de viabilidade encomendado pela Vinci à consultoria Colliers. O levantamento avaliou o sítio aeroportuário de Manaus, que conta com quase 14 milhões de metros quadrados de área total, e apontou que cerca de 235 mil metros quadrados podem ser aproveitados de imediato para novos negócios. A maior fatia dessa área será destinada à construção de galpões logísticos para atender o Polo Industrial de Manaus (PIM). A consultoria identificou uma demanda reprimida por galpões de alto padrão que varia de 100 mil a 150 mil metros quadrados, com uma projeção de ocupação de 90%. No futuro, a área destinada à logística pode alcançar 250 mil metros quadrados, o que equivale a quase todo o estoque atual de condomínios logísticos de alto padrão de Manaus, estimado em pouco mais de 300 mil metros quadrados. Atualmente, a taxa de ocupação dos galpões em Manaus está em 98,3%, operando praticamente no limite da capacidade. Segundo dados da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), os novos contratos de locação na região já estão sendo fechados no patamar de R$ 50 por metro quadrado, mesmo nível de preços registrado em contratos recentes no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. ## Hotelaria e turismo de negócios Além da logística, o setor de serviços e hotelaria também deve ganhar um forte impulso com a cidade aeroportuária. O estudo da Colliers indica a viabilidade para a construção de um hotel com até 300 quartos, com entregas planejadas de forma faseada ao longo de cinco anos. A taxa de ocupação média projetada para o novo empreendimento é de 80%. Nos últimos três anos, as tarifas médias da rede hoteleira em Manaus registraram um crescimento de 25%, subindo para R$ 520\. O mercado local se beneficia diretamente do fluxo de profissionais ligados às indústrias da Zona Franca. Roberto Castro, gerente comercial de desenvolvimento imobiliário da Vinci, destaca que o perfil do visitante na capital é muito focado na economia local. > "A ocupação média de Manaus é de três a sete dias. Ou seja, não vem só o turista de selva para cá, mas também o turista de negócios da Zona Franca, que é muito importante para nós", explicou Castro. ## Varejo para o entorno O projeto da Vinci também mira o mercado de varejo para atender a população do entorno do aeroporto, estimada em cerca de 160 mil pessoas. O estudo aponta que a região comporta pelo menos uma operação de atacarejo, com potencial para uma segunda em dez anos, além de um shopping center com 10 mil metros quadrados de ABL (área bruta locável) na fase inicial, podendo expandir para 15 mil metros quadrados em uma segunda etapa. De acordo com a concessionária, embora Manaus conte com 11 shopping centers, os principais centros de compras estão localizados a mais de 12 quilômetros de distância do terminal de passageiros. A construção de novas opções de comércio e serviços visa suprir essa demanda reprimida de moradores e trabalhadores que circulam diariamente pela região aeroportuária. ### Reforma Tributária: nova etapa na emissão de notas fiscais começa em agosto URL: https://www.jornalopolo.com.br/reforma-tributaria-nova-etapa-na-emissao-de-notas-fiscais-comeca-em-agosto/ Last updated: 2026-07-27T16:52:00.000Z A Reforma Tributária sobre o consumo deixou de ser um projeto para se tornar uma realidade operacional nas empresas brasileiras. O ano de 2026 foi concebido como um período de transição para que empresas, profissionais das áreas contábil, financeira, tributária e de tecnologia e desenvolvedores de software adaptassem seus sistemas às novas exigências relacionadas ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Essa fase, no entanto, possui um marco importante. O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1, de 2025, estabeleceu que a ausência do preenchimento dos novos campos relativos ao IBS e à CBS não acarretaria penalidades até o primeiro dia do quarto mês subsequente à publicação dos regulamentos desses tributos. Como a regulamentação foi publicada em 30 de abril de 2026, por meio do Decreto nº 12.955, para a CBS, e da Resolução CGIBS nº 6, para o IBS, o marco legal passou a ser 1º de agosto de 2026\. Como essa data caiu em um sábado, o Comitê Gestor do IBS orientou que a aplicação operacional das novas validações pelos sistemas autorizadores teria início em 3 de agosto de 2026, primeiro dia útil subsequente. Na prática, esse foi o momento em que se encerrou o período de adaptação para os emissores de documentos fiscais eletrônicos. A partir daí, a correta parametrização dos sistemas passou a ser decisiva. O preenchimento dos novos campos, a utilização das classificações tributárias previstas na regulamentação e o destaque das alíquotas de teste tornaram-se parte da rotina operacional. O descumprimento dessas exigências poderá levar à rejeição do documento fiscal pelos sistemas autorizadores, conforme as regras técnicas aplicáveis, além de provocar atrasos no faturamento, na expedição de mercadorias e na regularização das operações. Os impactos não se limitam ao aspecto operacional. A Lei Complementar nº 227, de 2026, prevê penalidades para infrações relacionadas às novas obrigações acessórias. A aplicação dessas sanções dependerá das hipóteses previstas em lei e da observância do devido processo administrativo, mas evidencia que a qualidade das informações fiscais passou a ter papel ainda mais relevante na gestão das empresas. Da mesma forma, a dispensa do recolhimento financeiro da alíquota de teste durante 2026 está condicionada ao atendimento dos requisitos legais estabelecidos para esse período de transição. Imagine uma distribuidora que realize uma venda de R$ 100 mil utilizando um sistema ainda não totalmente adaptado, por exemplo. Caso sejam identificadas inconsistências, a nota poderá ser rejeitada, exigindo sua correção antes da conclusão da operação. Se a fiscalização, posteriormente, constatar irregularidades, poderão ser aplicadas as medidas administrativas e as penalidades previstas na legislação, sempre observadas as circunstâncias de cada caso. Ao mesmo tempo, a legislação procurou privilegiar a conformidade espontânea. Em determinadas situações, o contribuinte notificado poderá promover a autorregularização dentro do prazo legal, corrigindo as inconsistências e reduzindo os impactos decorrentes da infração. A lógica da transição não é apenas sancionar, mas incentivar a adaptação ao novo modelo tributário. Por isso, o restante do período de transição deve ser encarado como uma oportunidade para fortalecer a governança tributária. A atualização das tabelas fiscais é apenas uma etapa. Também são indispensáveis a revisão dos cadastros, a parametrização dos ERPs, a integração entre sistemas, a realização de testes e a capacitação das equipes responsáveis pelo faturamento. Essa preparação será determinante para os próximos anos. Com a evolução da Reforma Tributária, a integração entre documentos fiscais, sistemas de apuração, administração tributária e instituições financeiras será cada vez maior, aumentando a importância da qualidade das informações transmitidas pelas empresas. Mais do que atender a uma obrigação legal, adequar processos e sistemas significa reduzir riscos, preservar a continuidade das operações e preparar a empresa para um ambiente tributário mais digital, automatizado e integrado. Em um cenário em que a informação fiscal passa a influenciar diretamente a operação dos negócios, antecipar a conformidade deixa de ser apenas uma medida preventiva para se tornar uma decisão estratégica. *Taís Baruchi é CEO na PKF BSP, fundadora e diretora do Instituto de Direito Tributário Contemporâneo (IDTC).* ### Navio com capacidade para 3.500 contêineres inaugura nova rota entre Manaus e Rio de Janeiro URL: https://www.jornalopolo.com.br/nova-rota-liga-manaus-ao-rio-de-janeiro-com-navio-de-3-500-conteineres/ Last updated: 2026-07-27T15:16:52.000Z A logística da Zona Franca de Manaus ganhou um novo caminho para o escoamento e recebimento de mercadorias. No dia 21 de julho de 2026, o navio porta-contêineres NC Breda realizou sua primeira operação no Rio Brasil Terminal, localizado no Porto do Rio de Janeiro. A escala marcou a abertura de uma ligação marítima direta com Manaus, incorporando o terminal carioca à rota regular de cabotagem da empresa Norcoast. A operação inaugural envolveu tanto cargas domésticas de cabotagem quanto volumes classificados como feeder (cargas transportadas por serviços costeiros até pontos onde são transferidas para outras rotas marítimas). Com isso, as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) passam a contar com mais um ponto estratégico de entrada e saída de insumos e produtos acabados na Região Sudeste. ## Integração entre oito portos brasileiros A inclusão do Rio de Janeiro amplia a conexão logística entre a capital amazonense e o mercado fluminense, integrando oito portos nacionais em uma programação regular de transporte por cabotagem. A rota agora atende os portos de Manaus, Pecém, Suape, Salvador, Santos, Paranaguá, Itajaí e Rio de Janeiro, cobrindo as regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul. Na prática, as mercadorias produzidas no PIM podem seguir por via marítima diretamente até o Rio de Janeiro. No sentido inverso, o serviço permite enviar para a Região Norte produtos fabricados no Rio de Janeiro e em áreas conectadas ao terminal, como o Espírito Santo, Minas Gerais, Grande São Paulo e municípios do interior paulista. O fluxo atende a diversos setores industriais, incluindo bens de consumo, siderurgia e bebidas, movimentando desde matérias-primas e embalagens até produtos acabados destinados a grandes centros de distribuição. ## Multimodalidade com ferrovias Um dos diferenciais dessa operação no Rio Brasil Terminal é a integração com a malha ferroviária. Essa estrutura permite combinar o transporte marítimo com o terrestre, ampliando o alcance das cargas para além da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A conexão utiliza as chamadas rampas ferroviárias de Floriano, no estado do Rio de Janeiro, e de Suzano, em São Paulo, além de uma estrutura ampliada na região do Alto Tietê. Por meio desse sistema multimodal, os contêineres que chegam de Manaus por navio podem seguir viagem por trem para o interior paulista ou fluminense. Da mesma forma, produtos do interior chegam por trilhos até o porto para embarque rumo à Amazônia, mantendo a carga na mesma unidade de transporte durante todo o trajeto. ## Capacidade da frota O navio NC Breda, construído em 2014, tem capacidade para 3.500 TEUs (sigla em inglês para Twenty-foot Equivalent Unit, ou Unidade Equivalente a 20 Pés), que é a medida padrão do setor marítimo para contêineres de 20 pés. A embarcação faz parte de uma frota de quatro navios idênticos operados pela Norcoast em serviços semanais na costa brasileira e na Bacia Amazônica. A Norcoast, que atua como uma joint venture entre a empresa brasileira Norsul e a alemã Hapag-Lloyd, foca suas atividades no transporte costeiro de contêineres. Embora a capacidade máxima do NC Breda seja de 3.500 contêineres, a empresa não divulgou o volume exato movimentado nesta primeira escala no Rio de Janeiro, uma vez que a quantidade de carga varia a cada porto conforme a demanda e o espaço disponível ao longo das oito paradas da rota. ### Nova fábrica de R$ 1,5 bilhão da LG será inaugurada em 13 de agosto URL: https://www.jornalopolo.com.br/nova-fabrica-de-r-1-5-bilhao-da-lg-sera-inaugurada-em-13-de-agosto/ Last updated: 2026-07-27T23:55:57.000Z A multinacional sul-coreana LG definiu o próximo dia 13 de agosto para a inauguração oficial de sua nova fábrica em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba (PR). A informação foi confirmada pela empresa ao portal [O POLO](https://jornalopolo.com.br/?ref=jornalopolo.com.br). O empreendimento recebeu um investimento de R$ 1,5 bilhão e marca a entrada definitiva da empresa na produção nacional de refrigeradores, focando inicialmente em geladeiras. A primeira unidade produzida saiu oficialmente da linha de montagem em 3 de julho, após testes e celebração interna realizada pela fabricante. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/LG-primeira-geladeira-produzida-no-Brasil.png) Primeira geladeira da LG produzida no Brasil saiu da linha de produção em 3 de julho | Foto: LG/LinkedIn ## Sinergia Com a nova unidade em operação, a LG estima alcançar uma capacidade produtiva anual de aproximadamente 7,2 milhões de unidades de eletrodomésticos e componentes premium no Brasil. Esse volume soma as atividades da nova planta no Paraná com a gigante estrutura mantida na Zona Franca de Manaus, que em 2025 também recebeu investimento de R$ 1,3 bilhão. Desde 1996, LG mantém em Manaus uma de suas bases produtivas mais importantes fora da Coreia do Sul. Na capital, a empresa concentra a fabricação de televisores, monitores, condicionadores de ar e equipamentos de áudio e vídeo. Agora, a produção paranaense de geladeiras complementa o portfólio nacional da marca. ## Disputa no mercado de geladeiras A fábrica de Fazenda Rio Grande está instalada em uma área de 770 mil metros quadrados e deve gerar quase mil empregos diretos. A unidade terá capacidade para produzir 350 mil geladeiras por ano. Segundo a multinacional, o plano é que praticamente toda a linha de refrigeradores comercializada no Brasil passe a ser fabricada no país, mantendo a importação apenas para alguns modelos de altíssimo padrão. A nacionalização visa aumentar a agilidade logística, dar mais velocidade de resposta ao varejo e melhor adequação às novas regras brasileiras de eficiência energética. Hoje, o mercado nacional de geladeiras movimenta cerca de R$ 16,4 bilhões por ano, com a venda de mais de 5 milhões de unidades, segundo dados da consultoria GfK. Atualmente, a LG detém 4,3% de participação nesse mercado, com a pretensão de chegar a 5% até o fim do ano. A entrada no segmento deve acirrar a disputa com marcas tradicionais, como Electrolux, Brastemp e Midea. Para conquistar o consumidor, a LG realizou pesquisas de hábitos de uso no Brasil. O estudo resultou em adaptações específicas nos produtos, como freezers maiores, gavetas de ovos e divisórias internas personalizadas. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/Nova-f--brica-de-R--1-5-bilh--o-da-LG-ser---inaugurada-em-13-de-agosto--1-.webp) Foto: Pedro Castro/TecMundo A fabricação nacional também permitirá que tecnologias antes restritas aos modelos premium da LG cheguem a produtos de categorias mais acessíveis. Entre os recursos, estão a conectividade LG ThinQ™ Wi-Fi, que possibilita o controle remoto dos equipamentos pelo smartphone, e o sistema Door Cooling+™, desenvolvido para proporcionar resfriamento mais rápido e uniforme no interior da geladeira. A estratégia também passa pelo design, com aposta em linhas minimalistas e acabamentos como o Essence Matte Black, buscando combinar sofisticação, funcionalidade e as tendências mais recentes do mercado de eletrodomésticos. Entre os primeiros modelos para fabricação no país, estão o Top Freezer WT6 (418 litros), o French Door GM49MPY (495 litros) e o Side by Side GS44MPY (442 litros). A LG seguirá trazendo da Coreia do Sul modelos premium, como as linhas Bottom Freezer F-UB2 e F-UB7, que incorporam tecnologias de inteligência artificial, entre elas AI Fresh e AI Saving, voltadas à eficiência energética e à conservação dos alimentos. ## Planos de expansão global A LG projeta futuras expansões para fabricar no país outros eletrodomésticos de linha branca, como máquinas de lavar e secadoras de roupas. De acordo com Rodrigo Fiani, vice-presidente de vendas da LG Electronics no Brasil, novos investimentos devem ocorrer conforme a operação de refrigeradores se consolide no mercado nacional. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/rodrigo-fiani-lg.jpg) Rodrigo Fiani, vice-presidente de vendas da LG no Brasil | Foto: LinkedIn > “Nossa nova fábrica no Paraná é um divisor de águas estratégico para democratizar a alta tecnologia no Brasil. Este investimento de R$ 1,5 bilhão reforça nosso compromisso de 30 anos com o país e nos permite trazer nossas inovações mais avançadas, antes encontradas apenas em segmentos premium, para uma gama muito maior de consumidores. Estamos entrando no espaço mais competitivo do mercado com um objetivo claro: alcançar 5% de participação de mercado este ano e construir um plano estruturado para a liderança nos próximos anos”, disse. A LG aponta o Brasil, Arábia Saudita e Índia como os três principais focos de expansão de médio e longo prazo. Juntos, esses três países alcançaram uma receita de R$ 23 bilhões em 2025, registrando um crescimento de 20% em comparação com 2023\. A meta global da multinacional é dobrar o faturamento em cada um desses mercados até o ano de 2030. ### Jabil quer produzir terminais de pagamento na Zona Franca de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/jabil-quer-produzir-terminais-de-pagamento-na-zona-franca-de-manaus/ Last updated: 2026-07-23T22:14:06.000Z A lista de itens fabricados pela Jabil no Polo Industrial de Manaus deve aumentar ainda mais. Depois de ter projeto aprovado para produção de bicicletas elétricas, em junho, a multinacional estadunidense quer ingressar, na capital amazonense, em outro mercado que faz parte da rotina de grande parte dos brasileiros: o dos terminais usados para processar pagamentos no comércio. Nesse projeto, a Jabil informa, em pauta encaminhada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, que deve investir inicialmente um valor acima de R$ 34 milhões e gerar aproximadamente 100 postos de trabalho. A ideia é que, três anos após as linhas entrarem em operação, a empresa ultrapasse a marca de 300 mil unidades produzidas. O portal O POLO entrou em contato com a companhia para esclarecer quais itens serão produzidos na planta de Manaus (já que os terminais englobam itens diversos), mas não recebeu retorno até o fechamento desta matéria. Fato é que a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) de número 8470.50.10 (informada pela empresa à Secretaria), abrange, entre outros itens, maquininhas de pagamento (POS), terminais inteligentes de ponto de venda (Smart POS) e, em determinadas configurações, equipamentos de autoatendimento (self-checkout). O projeto deverá passar por análise no Conselho de Administração da Suframa (CAS). ### Referência global Com a devida aprovação, a expectativa, em um futuro próximo, é que as operações na Zona Franca de Manaus tornem-se tão consolidadas quanto a divisão global *Payments e Fintech* da companhia, que, há mais de 20 anos, se dedica à fabricação de hardware para bancos, adquirentes, fintechs e grandes varejistas. Clientes e parceiros notáveis incluem Ingenico, NCR, SumUp e, mais recentemente, a fintech Revolut, para a qual desenvolveu o leitor de cartões Revolut Reader. Segundo a própria Jabil, a operação produz cerca de 800 mil maquininhas por mês para clientes ao redor do mundo. Entre as plantas de grande renome, estão as de Chihuahua, no México; St. Petersburg, nos Estados Unidos; e Wuxi, na China. ### Atuação na ZFM Primeira indústria 4.0 da América Latina certificada pela Academia de Ciência e Engenharia da Alemanha (Acatech), a planta da Jabil em Manaus tem mais de 25 anos, oferecendo serviços de manufatura contratada para grandes marcas globais. A empresa mantém duas unidades industriais na capital amazonense, onde produz televisores, conversores e receptores para TVs, câmeras digitais e quiosques eletrônicos, além de oferecer soluções em automação e manufatura avançada. Atualmente, as duas fábricas empregam mais de mil trabalhadores em dois turnos de produção. O movimento discutido até aqui não chega exatamente como novidade, já que a diversificação virou uma das marcas da Jabil no Polo Industrial de Manaus. Na mais recente reunião do CAS, realizada em junho, a empresa já havia conseguido aprovar o projeto para fabricar bicicletas elétricas, com previsão de investimento inicial de R$ 27,5 milhões. Manaus já se consolida como a casa de grandes fabricantes de equipamentos voltados para meios de pagamento, automação comercial e captura de dados, abastecendo bancos, varejistas e empresas de serviços. Exemplos são Transire e Gertec, que produzem, inclusive, com marca própria. A chegada de mais um projeto fortalece um segmento que cresce junto com a digitalização do comércio. Segundo a consultoria norte-americana Grand View Research, o mercado global de pagamentos digitais foi avaliado em US$ 137 bilhões em 2025 e a projeção é alcançar US$ 682,8 bilhões até 2033, com um crescimento médio anual de 22,5%. ### “A Zona Franca de Manaus não compete com São Paulo. Pelo contrário: ela movimenta a economia paulista” URL: https://www.jornalopolo.com.br/a-zona-franca-de-manaus-nao-compete-com-sao-paulo-pelo-contrario-ela-movimenta-a-economia-paulista/ Last updated: 2026-08-08T15:59:39.000Z Quando a indústria de Manaus cresce, empresas de diversos estados brasileiros também crescem junto. Esse é um fato que reforça, com dados reais, a importância da Zona Franca de Manaus (ZFM) como instrumento de desenvolvimento nacional. Responsável pela fabricação de eletroeletrônicos, bens de informática, motocicletas, bicicletas, produtos químicos e termoplásticos, entre outros itens, o Polo Industrial de Manaus (PIM) depende de uma extensa rede de fornecedores espalhados pelo país. São Paulo ocupa posição de destaque nesse processo, fornecendo componentes, máquinas, embalagens, tecnologia, serviços especializados e soluções logísticas para as indústrias instaladas na capital amazonense. > “O PIM é o maior cliente da indústria paulista fora de São Paulo. Desde a implantação da ZFM, jamais operamos como uma ilha produtiva”, pontua Lúcio Flávio Morais, presidente executivo do Centro da Indústria do Estado de Amazonas (Cieam). Ao longo dos anos, Manaus consolidou-se como um elo de uma extensa cadeia nacional de fornecedores. máquinas, equipamentos, componentes eletrônicos, embalagens, softwares industriais, sistemas logísticos, serviços especializados e insumos diversos que chegam diariamente ao Amazonas vindos do Sudeste. De acordo com dados oficiais da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), São Paulo fornece mais de R$ 35 bilhões por ano em insumos ao Polo Industrial de Manaus. Essa cifra supera o total que a região importa de muitos países. Cada nova fábrica instalada em Manaus representa novas encomendas para fornecedores paulistas. Para o Cieam, portanto, a relação entre Manaus e São Paulo demonstra que a ZFM não é um modelo isolado, mas um importante instrumento de integração econômica nacional. Segundo a entidade, a competitividade da indústria instalada na Amazônia estimula a circulação de riquezas entre diferentes regiões, fortalecendo fornecedores, transportadoras, centros de pesquisa, empresas de tecnologia e prestadores de serviços. ### **Novas oportunidades** No caso de São Paulo, essa integração é ainda mais evidente. Componentes eletrônicos, máquinas industriais, embalagens, softwares, equipamentos e serviços especializados produzidos em polos como Campinas, Jundiaí, Sorocaba, São José dos Campos, Ribeirão Preto e Região Metropolitana de São Paulo abastecem as linhas de produção instaladas em Manaus. A ampliação de uma fábrica e os lançamentos de novos produtos no PIM representam novas oportunidades de negócios para empresas paulistas e de outras regiões do país. > "A ZFM não compete com São Paulo. Pelo contrário: ela movimenta a economia paulista. O crescimento da produção em Manaus gera demanda por insumos, tecnologia, equipamentos e serviços produzidos em diversos centros industriais brasileiros. É uma relação de complementaridade que fortalece a indústria nacional como um todo", afirma Morais. Os impactos, no entanto, não se limitam à economia. O modelo também desempenha papel estratégico para a preservação ambiental. Ao gerar emprego formal, renda e arrecadação na Amazônia, a Zona Franca contribui para manter 97% da floresta em pé e promover desenvolvimento sustentável na região. A importância dessa preservação ultrapassa as fronteiras amazônicas. A floresta influencia diretamente os regimes de chuva que abastecem áreas agrícolas, reservatórios e centros urbanos do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país. Esse cenário gera os chamados “rios voadores”, que são correntes atmosféricas que transportam umidade para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Essas chuvas abastecem reservatórios, alimentam hidrelétricas e sustentam boa parte da produtividade agrícola nacional. Portanto, com a floresta preservada, os benefícios chegam às lavouras do Centro-Oeste, aos sistemas de abastecimento urbano do Sudeste e à matriz energética brasileira. > "Quando falamos da Zona Franca de Manaus, estamos falando de um modelo que combina produção industrial, desenvolvimento regional e conservação ambiental. É uma iniciativa que gera empregos, movimenta a economia nacional e contribui para a preservação de um ativo natural estratégico para todo o Brasil", diz o presidente executivo do Cieam. Para Lúcio Flávio, compreender essa interdependência é fundamental para qualificar o debate sobre a política industrial brasileira. "Não estamos falando apenas de um modelo regional. Estamos falando de uma política de desenvolvimento nacional, que conecta fornecedores, gera empregos, impulsiona inovação e distribui oportunidades econômicas por todo o país. A Zona Franca de Manaus é um ativo estratégico do Brasil", ressalta. Os números mais recentes comprovam o sucesso da ZFM: dados do Painel da Economia Amazonense (PEA) mostram que o PIM faturou R$ 78,56 bilhões entre janeiro e abril de 2026, resultado 4,4% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. A região deve alcançar faturamento total de R$ 247 bilhões em 2026\. > "Os números falam por si. Crescimento do faturamento, avanço das exportações e manutenção de mais de 130 mil empregos demonstram que o PIM continua sendo um dos motores da indústria brasileira. Defender esse modelo é defender a geração de riqueza, inovação e oportunidades para o país", completa Morais. Apesar desses bons números, vale lembrar que São Paulo possui cerca de 171 mil indústrias, contra pouco mais de 4 mil do Amazonas. O PIM, por sua vez, reúne, aproximadamente, 600 fábricas de grande porte. Além disso, segundo os dados mais recentes, de 2023, divulgados no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a participação de cada estado na economia brasileira aponta que São Paulo lidera disparado o ranking nacional, com 31,1%, enquanto o Amazonas representa apenas 1,4%. Ou seja: São Paulo ainda produz cerca de 22 vezes mais riqueza do que o Amazonas. ### Amazonas segue como o estado mais atingido pela seca no Brasil e ameaça volta a preocupar logística e economia URL: https://www.jornalopolo.com.br/amazonas-segue-como-o-estado-mais-atingido-pela-seca-no-brasil-e-ameaca-volta-a-preocupar-logistica-e-economia/ Last updated: 2026-07-23T14:21:34.000Z Na Amazônia, a estiagem não é percebida primeiro no céu. Ela aparece quando os rios começam a desaparecer. E é justamente esse cenário que continua colocando o Amazonas na liderança de um ranking nada positivo. O estado segue com a maior extensão territorial afetada pela seca no Brasil, de acordo com o [Monitor de Secas](https://monitordesecas.ana.gov.br/?ref=jornalopolo.com.br) (junho de 2026), coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/monitor-de-secas-junho-2026-ana.png) Área com seca por UF em junho de 2026 por km² | Créditos: ANA O levantamento traz uma notícia que parece boa à primeira vista: a área atingida diminuiu em comparação com os momentos mais críticos dos últimos anos. Segundo o Monitor, entre maio e junho, a área com seca no Amazonas diminuiu significativamente de 60% para 30% do estado com maior território do Brasil. Mas basta olhar para os rios para perceber que ainda não há muito o que comemorar. A recuperação é parcial e os efeitos da estiagem continuam sendo sentidos em praticamente todos os cantos do estado. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/monitor-secas-maio-junho-2026-ana.jpeg) Comparação do Monitor de Secas entre maio e junho de 2026 | Créditos: ANA Na Amazônia, quando a água baixa, não é apenas a paisagem que muda. Comunidades inteiras ficam mais distantes porque as estradas daqui são os rios. O barco que leva alimentos demora mais. O combustível custa mais caro para chegar. O atendimento de saúde vira um desafio. Em alguns casos, o isolamento passa a fazer parte da rotina. ### **Zona Franca** A cada grande vazante, navios precisam reduzir a carga para conseguir navegar sem encalhar. O espaço perdido dentro das embarcações acaba virando um custo extra no frete: a chamada "taxa de pouca água". O resultado aparece no Polo Industrial de Manaus (PIM): matérias-primas chegam mais caras, produtos demoram mais para sair das fábricas e a competitividade da Zona Franca volta a ser colocada à prova. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/honda-manaus.webp) Fábrica da Moto Honda, em Manaus | Créditos: Giuliana Saringer O histórico recente mostra que a preocupação está longe de ser exagero: em 2023, o Amazonas enfrentou a pior seca desde o início dos registros. Um ano depois, outra estiagem severa voltou a atingir praticamente toda a bacia amazônica. O intervalo entre eventos extremos ficou menor, e essa talvez seja a parte mais preocupante da história. No ano de 2023, os custos de transporte de insumos e do escoamento da produção chegaram a subir entre 40% e 50% durante a seca histórica, segundo avaliações do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). À época, mais de 35 empresas do PIM anteciparam férias coletivas. Entre 15 mil e 17 mil trabalhadores foram afetados pela paralisação temporária. Segundo o setor, a indústria amazonense acumulou mais de R$ 1,4 bilhão em custos adicionais provocados pelas dificuldades logísticas, enquanto a importação pelo modal aquaviário caiu 83% durante o período mais crítico da estiagem. Agora, os olhos também estão voltados para o Pacífico, com a possibilidade de um novo El Niño, o que reacende o temor de mais uma temporada de rios em níveis críticos, queimadas e dificuldades para quem depende da navegação, seja para trabalhar, produzir ou simplesmente chegar em casa. ### Nova fase do Plano Brasil Soberano terá R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento URL: https://www.jornalopolo.com.br/nova-fase-do-plano-brasil-soberano-tera-r-18-5-bilhoes-em-linhas-de-financiamento/ Last updated: 2026-07-23T12:27:18.000Z O governo federal anunciou nesta quarta-feira (22) uma nova etapa do Plano Brasil Soberano, com R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento destinadas a apoiar empresas brasileiras que atuam em setores estratégicos para a balança comercial, afetadas por tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, por conflitos internacionais e pelo avanço de medidas protecionistas no comércio mundial. Do total previsto para o Plano Brasil Soberano III, serão R$ 13,5 bilhões de recursos do Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos poderão ser utilizados para capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos e prospecção e abertura de novos mercados. A ampliação será viabilizada por uma nova Medida Provisória, assinada pelo presidente da República e encaminhada ao Congresso Nacional nesta quarta-feira. A MP autoriza o aproveitamento de recursos do Tesouro Nacional e permite que esses valores sejam combinados com recursos próprios do banco. ### **Sanção amplia público atendido** Também nesta quarta-feira, o presidente sancionou o Projeto de Lei de Conversão nº 7, originado da Medida Provisória nº 1.345, que criou as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano. O texto inicialmente encaminhado pelo governo contemplava exportadores de bens industriais, seus fornecedores e empresas de setores industriais relevantes para o comércio exterior. Durante a tramitação no Congresso, o alcance do programa foi ampliado. Passam a poder acessar os financiamentos exportadores da agricultura, da pecuária, das florestas plantadas, da pesca, da aquicultura e da mineração, além de cooperativas e associações vinculadas a essas atividades. A lei também permite que os recursos destinados à inovação tecnológica financiem adaptações necessárias ao cumprimento de exigências sanitárias, fitossanitárias, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade exigidas no comércio internacional. ### **Empresas afetadas por tarifas e conflitos** Entre os principais beneficiários da nova etapa estão exportadores atingidos pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos com base nas seções 232 e 301 da legislação comercial norte-americana. A Seção 232 afeta setores como aço, alumínio, automóveis e móveis. Já as medidas da Seção 301 alcançam produtos como madeira, carvão, máquinas e equipamentos elétricos, cerâmicas, plásticos, calçados, papel e açúcar. O programa também atenderá empresas prejudicadas por conflitos internacionais, especialmente aquelas que exportam para países do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Irã, Kuwait e Omã. Também serão contemplados setores considerados estratégicos para a balança comercial e para a segurança produtiva do país, entre eles fertilizantes, minerais críticos e estratégicos, produtos químicos, farmacêuticos, têxteis, automotivos, equipamentos eletrônicos, máquinas e materiais elétricos. ### **Histórico do programa** O Plano Brasil Soberano foi criado para preservar empresas, empregos, investimentos e a capacidade exportadora brasileira diante das mudanças no comércio internacional. A primeira etapa, lançada em 2025, disponibilizou R$ 16 bilhões. A segunda, anunciada em 2026, tem orçamento de R$ 21 bilhões e já contabiliza R$ 19,5 bilhões em pedidos protocolados. Do total, R$ 10,6 bilhões já foram aprovados pelo Banco. Do total de pedidos protocolados, R$ 7,5 bilhões são destinados a investimentos (ampliação e adaptação da capacidade produtiva, além de inovação tecnológica em processos e serviços), R$ 6,1 bilhões a capital de giro, R$ 4,7 bilhões a capital de giro destinado à produção para a exportação e R$ 1,2 bilhão à aquisição de bens de capital. Dos 677 projetos protocolados, 313 beneficiam micro, pequenas e médias empresas. ### Ministério Público do Amazonas quer esclarecer impactos do vazamento de estireno em Manaus e abre investigação URL: https://www.jornalopolo.com.br/ministerio-publico-do-amazonas-quer-esclarecer-impactos-do-vazamento-de-estireno-em-manaus-e-abre-investigacao/ Last updated: 2026-07-22T22:25:16.000Z O vazamento de estireno registrado na unidade IV da Videolar-Innova, no Distrito Industrial de Manaus, ganhou mais um desdobramento. O Ministério Público do Amazonas (MPAM) abriu um inquérito civil para investigar se o episódio causou danos ao meio ambiente e colocou a saúde da população em risco. A investigação é conduzida pela 49ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Prodemaph). A portaria foi assinada pela promotora de Justiça Ana Cláudia Daou e transforma em inquérito uma Notícia de Fato aberta logo após o incidente ocorrido em 15 de julho. O objetivo agora é reunir informações técnicas que permitam dimensionar os impactos do vazamento. Para isso, o MPAM deu prazo de dez dias para que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) envie toda a documentação relacionada ao licenciamento ambiental da empresa, além do processo administrativo aberto após o acidente e dos relatórios de fiscalização e monitoramento produzidos desde então. A Promotoria também requisitou informações à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). O órgão deverá informar quais medidas adotou para apurar o caso e encaminhar relatórios, documentos e avaliações técnicas que indiquem se houve dano ambiental ou risco concreto à saúde pública. O inquérito tem origem nos relatos do forte odor de estireno sentido em diferentes regiões de Manaus após o vazamento na fábrica. A substância é utilizada pela indústria petroquímica e, quando inalada, pode provocar irritação nos olhos e no nariz, além de sintomas como dor de cabeça, tontura e fadiga. Com a abertura da investigação, o Ministério Público pretende reunir elementos para avaliar a extensão dos impactos do incidente e verificar se novas medidas deverão ser adotadas pelos órgãos responsáveis e pela empresa. ### Instituto Sidia explica como relógios inteligentes ajudam corredores a evitar a desidratação URL: https://www.jornalopolo.com.br/instituto-sidia-explica-como-relogios-inteligentes-ajudam-corredores-a-evitar-a-desidratacao/ Last updated: 2026-07-22T18:43:48.000Z Os relógios inteligentes deixaram de ser apenas dispositivos para contar passos ou medir batimentos cardíacos. Hoje, muitos modelos já conseguem estimar a quantidade de suor perdida durante uma atividade física e indicar ao usuário quanto de água deve ser ingerido para repor os líquidos eliminados pelo organismo. Embora a tecnologia já esteja disponível nos principais smartwatches do mercado, ela também é alvo de estudos realizados em Manaus pelo Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia, um dos centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) que integram o ecossistema da Zona Franca. As pesquisas são conduzidas pelo Health Data Lab (HDL), laboratório do instituto que acompanha a evolução dessas ferramentas e contribui para o aprimoramento de soluções capazes de integrar dados fisiológicos à rotina de atletas e praticantes de atividades físicas. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/Instituto-Sidia-explica-como-rel--gios-inteligentes-ajudam-corredores-a-evitar-a-desidrata----o--1-.jpeg) Foto: Divulgação/Sidia Durante uma corrida, por exemplo, os relógios inteligentes monitoram simultaneamente dezenas de informações, como intensidade do esforço, frequência cardíaca e outras variáveis. Com esses dados, algoritmos estimam a perda de suor e, ao final do exercício, calculam a quantidade aproximada de líquidos que o usuário deve ingerir. A proposta é oferecer uma recomendação personalizada, reduzindo os riscos da desidratação e favorecendo a recuperação física. > "A tecnologia de sensores e algoritmos que estima a perda de suor já está incorporada nos principais smartwatches disponíveis no mercado. Quando integrada a aplicativos de treinamento, ela entrega ao atleta um lembrete de hidratação concreto, com boa precisão e totalmente personalizado", pontua o gerente técnico do HDL do Sidia, Marcelo Santos. O tema ganha relevância em um momento de expansão das corridas de rua no Brasil. Dados da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (Abraceo) mostram que o número de provas oficiais passou de 2.827 em 2024 para 5.241 em 2025, um crescimento de 85% em apenas um ano. Para os pesquisadores, a tecnologia também contribui para aumentar a consciência corporal dos atletas. Isso porque a perda de líquidos varia de pessoa para pessoa e depende de fatores como temperatura, umidade do ar, intensidade do exercício e características fisiológicas de cada organismo. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/Instituto-Sidia-explica-como-rel--gios-inteligentes-ajudam-corredores-a-evitar-a-desidrata----o--2-.jpeg) Foto: Divulgação/Sidia Marcelo Santos alerta que desconsiderar essas variações pode comprometer o desempenho e trazer riscos à saúde. > "A tecnologia de estimativa de suor, aliada ao acompanhamento em tempo real de temperatura e umidade, permite que cada atleta ajuste sua ingestão de líquidos de forma precisa, mesmo nas condições mais desafiadoras. Ignorar esses parâmetros pode transformar um treino saudável em um risco sério à saúde". ### Notas fiscais sem IBS e CBS poderão ser rejeitadas a partir de 3 de agosto URL: https://www.jornalopolo.com.br/notas-fiscais-sem-ibs-e-cbs-poderao-ser-rejeitadas-a-partir-de-3-de-agosto/ Last updated: 2026-07-22T15:18:17.000Z A obrigatoriedade de informar IBS e CBS na NF-e entra em uma nova fase a partir de 3 de agosto de 2026\. A partir dessa data, notas fiscais emitidas sem o preenchimento correto dos novos campos poderão ser rejeitadas automaticamente pelos sistemas autorizadores. Embora os novos tributos ainda estejam em período de transição e não gerem recolhimento efetivo, a mudança exige atenção das empresas. A rejeição da nota fiscal pode interromper faturamentos, atrasar entregas e aumentar riscos de descumprimento das obrigações acessórias previstas na Reforma Tributária. É o que explica o escritório GRM Advogados. Confira: ### O que muda com a obrigatoriedade de IBS e CBS na NF-e? A nova exigência faz parte da implementação operacional da Reforma Tributária sobre o consumo, instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025. A partir de 3 de agosto, os sistemas autorizadores da Nota Fiscal Eletrônica passarão a validar automaticamente o preenchimento dos campos destinados ao: - Imposto sobre Bens e Serviços (IBS); - Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Caso essas informações estejam ausentes ou inconsistentes, a NF-e será rejeitada antes mesmo da autorização, impedindo sua emissão. Na prática, isso significa que a empresa não conseguirá concluir operações comerciais que dependam da emissão da nota fiscal. ### Quem será afetado pela nova exigência? Neste primeiro momento, a obrigatoriedade alcança principalmente empresas enquadradas nos regimes de: - Lucro Real; - Lucro Presumido. As empresas optantes pelo Simples Nacional ainda não estão obrigadas ao preenchimento, embora parte delas já esteja adaptando seus sistemas de forma antecipada. Segundo dados divulgados pela Receita Federal, aproximadamente 75% das notas fiscais emitidas pelas empresas dos regimes de Lucro Real e Presumido já incluem os novos campos, demonstrando avanço na preparação para a transição. ### Quais os impactos para as empresas? Embora o preenchimento dos campos tenha caráter informativo nesta etapa, seus efeitos operacionais são imediatos. ### Impacto no faturamento Sem autorização da NF-e: - vendas podem ser interrompidas; - mercadorias deixam de ser expedidas; - contratos podem sofrer atrasos; - o fluxo de caixa pode ser comprometido. Empresas com grande volume de emissão diária tendem a sofrer impactos ainda mais relevantes caso seus sistemas não estejam preparados. ### Impacto nas obrigações acessórias A nova validação aumenta o nível de conformidade exigido dos documentos fiscais. Isso significa que as empresas precisarão revisar: - parametrizações fiscais; - regras tributárias; - cadastros de produtos; - integrações entre ERP e sistemas emissores; - processos internos de conferência. A qualidade das informações fiscais passa a ser ainda mais relevante durante a transição da Reforma Tributária. ### Quais são os riscos do não cumprimento? O principal risco imediato é a rejeição automática da Nota Fiscal Eletrônica. Sem a autorização do documento fiscal, a operação comercial simplesmente não pode ser concluída. Além disso, a legislação prevê mecanismos de fiscalização durante o período de transição. Caso inconsistências permaneçam após eventual notificação da administração tributária, poderão ocorrer: - aplicação de multas; - exigência de regularização; - revisões fiscais futuras; - cobranças retroativas dentro do prazo legal. Embora 2026 seja considerado um ano de adaptação ao novo modelo, isso não elimina a necessidade de manter os documentos fiscais corretos desde o início. ### O que as empresas devem fazer agora? A nova etapa da Reforma Tributária exige uma atuação preventiva. Entre as principais medidas recomendadas estão: - revisar o ERP e os sistemas emissores de NF-e; - validar o correto preenchimento dos campos de IBS e CBS; - atualizar regras tributárias utilizadas pelo sistema; - realizar testes antes da obrigatoriedade; - capacitar equipes fiscais e de faturamento; - acompanhar atualizações técnicas da Receita Federal e dos fornecedores de software. A preparação antecipada reduz significativamente o risco de paralisação das operações. ### Como essa mudança interfere no planejamento tributário? Apesar de os novos tributos ainda não gerarem recolhimento efetivo, o correto preenchimento das informações fiscais possui papel estratégico. As informações transmitidas agora servirão de base para: - parametrização dos sistemas; - validação das futuras operações; - adaptação dos controles internos; - preparação para o início da cobrança da CBS e do IBS. Empresas que utilizarem esse período para revisar processos tendem a enfrentar uma transição mais segura e com menor risco operacional. Mais do que uma obrigação acessória, a adaptação representa uma oportunidade para fortalecer a governança tributária e reduzir passivos futuros. ### Cronograma da Reforma Tributária ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/cronograma-reforma-tribut--ria-1.png) A obrigatoriedade de informar IBS e CBS na NF-e representa mais um passo importante na implementação da Reforma Tributária. Embora o momento ainda seja de transição, a rejeição automática de notas fiscais demonstra que as mudanças já produzem efeitos concretos sobre a rotina operacional das empresas. Nesse cenário, revisar sistemas, validar cadastros e fortalecer os processos de compliance fiscal torna-se essencial para evitar interrupções no faturamento, reduzir riscos fiscais e garantir uma adaptação segura às novas exigências. Empresas que se anteciparem às mudanças estarão mais preparadas para enfrentar as próximas etapas da transição do novo sistema tributário. ### Certificação de saúde mental entra no radar das empresas mesmo antes da regulamentação URL: https://www.jornalopolo.com.br/certificacao-de-saude-mental-entra-no-radar-das-empresas-mesmo-antes-da-regulamentacao/ Last updated: 2026-07-22T14:12:48.000Z A certificação de saúde mental já começou a influenciar as decisões de empresas brasileiras, mesmo antes da regulamentação definitiva. A Lei nº 14.831/2024, que instituiu o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental para reconhecer organizações que adotam políticas permanentes de promoção da saúde emocional, prevenção de riscos psicossociais e apoio aos trabalhadores, ainda aguarda a definição das regras para a concessão do selo. Ainda assim, empresas já iniciaram processos de adequação para antecipar as futuras exigências e fortalecer sua reputação institucional. Para Jéssica Palin Martins, psicóloga, advogada, mestre em Direito e fundadora da IntegraMente, plataforma especializada em gestão da saúde mental corporativa, o movimento demonstra que o tema deixou de ser tratado apenas como uma iniciativa de recursos humanos e passou a integrar a estratégia das organizações. > "A certificação de saúde mental tende a se tornar um selo de reputação. Quem se antecipa sai na frente, porque estará mais preparado para atender à regulamentação e demonstrar compromisso com a saúde mental no trabalho", afirma. ### **Empresas antecipam mudanças para conquistar a certificação de saúde mental** A Lei nº 14.831 estabelece que poderão obter o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental as organizações que implementarem ações estruturadas voltadas ao bem-estar psicológico, como programas permanentes de promoção da saúde mental, prevenção de riscos psicossociais, capacitação de lideranças, combate ao assédio e acompanhamento contínuo dos resultados. O reconhecimento terá validade de dois anos e dependerá da avaliação de uma comissão certificadora, cuja regulamentação ainda está em elaboração. Segundo a advogada, muitas empresas ainda acreditam que campanhas pontuais serão suficientes para atender aos critérios previstos na legislação. A especialista explica que a certificação exige um modelo permanente de gestão, baseado em evidências e indicadores. > "A certificação de saúde mental não será conquistada com ações isoladas. Ela exige diagnóstico, planejamento, indicadores, acompanhamento contínuo e participação efetiva das lideranças. O cuidado precisa fazer parte da gestão da empresa", explica. O interesse pela certificação também acompanha outra mudança regulatória que já está em vigor. As alterações promovidas pela Portaria nº 1.419/2024 na Norma Regulamentadora nº 1 (NR 1) passaram a exigir que as empresas incluam os fatores de risco psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais, ao lado dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Na prática, as organizações precisam identificar, avaliar e adotar medidas preventivas para reduzir impactos relacionados à saúde mental dos trabalhadores. Na avaliação da mestre em Direito, as duas normas se complementam. Enquanto a NR 1 estabelece obrigações relacionadas ao gerenciamento dos riscos psicossociais, a Lei nº 14.831 cria um mecanismo de reconhecimento para empresas que estruturam políticas permanentes de promoção da saúde mental. Para a especialista, esse conjunto de mudanças sinaliza que o tema passa a integrar as decisões estratégicas das organizações, e não apenas as políticas de recursos humanos. > "A legislação mostra que a saúde mental no trabalho passou a fazer parte da governança corporativa. As empresas que estruturarem processos desde agora terão mais facilidade para atender às exigências futuras e construir ambientes mais saudáveis e produtivos", pontua. Além do cumprimento das novas exigências legais, a especialista acredita que a certificação poderá influenciar a forma como as empresas são percebidas por profissionais, investidores e parceiros comerciais. Na avaliação da fundadora da IntegraMente, organizações que conseguem comprovar práticas consistentes de promoção da saúde mental tendem a fortalecer sua marca empregadora e ampliar sua vantagem competitiva. > "A certificação de saúde mental poderá funcionar como um diferencial competitivo. Assim como certificações ligadas à qualidade, sustentabilidade e governança ganharam importância ao longo dos últimos anos, esse reconhecimento tem potencial para se tornar um indicador da maturidade das empresas na gestão de pessoas", conclui. ### Nova tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros começa a valer nesta quarta-feira URL: https://www.jornalopolo.com.br/nova-tarifa-dos-eua-sobre-produtos-brasileiros-comeca-a-valer-nesta-quarta-feira/ Last updated: 2026-07-22T13:59:19.000Z Conforme anunciado pelos Estados Unidos há uma semana, uma nova tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros começa a ser aplicada a partir da 1h01 (horário de Brasília) desta quarta-feira (22). A decisão do governo de Donald Trump afeta cerca de 3 mil produtos e foi tomada a partir de uma investigação da Seção 301, feita pelo USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA), que examina práticas comerciais consideradas injustas. A investigação concluiu que práticas brasileiras restringem os negócios de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos, entre elas estão: comércio digital, serviços de pagamento, tarifas desleais, corrupção, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal. Além do etanol, o novo tarifaço deve afetar exportações de máquinas agrícolas, papel e vestuário. Com a nova leva de tarifas, o Brasil se tornará um dos países mais taxados pelos Estados Unidos, ocupando a segunda posição no ranking, somente atrás da China. Antes da nova tarifa, o Brasil estava na 13ª posição. O governo Lula (PT) estima que o tarifaço atinja 18% das exportações aos EUA. Ainda assim, mais de 2.100 produtos estarão isentos, isso inclui carne, café, petróleo, laranja, suco de laranja e partes para fabricar aviões, produtos de maior peso na pauta exportadora nacional. Entre as justificativas apresentadas pelos norte-americanos, está a criação do sistema de pagamento Pix, que, segundo a Casa Branca, prejudicou as empresas de cartões de crédito nos Estados Unidos. Outro ponto mencionado é o desmatamento no Brasil, que, segundo os EUA, permite que os agricultores brasileiros operem com custos menores. Isso fez com que o USTR retirasse da lista de produtos isentos a celulose de alta pureza. O governo brasileiro contesta as alegações, com dados que apontam redução do desmatamento e crescimento das bandeiras americanas de cartões no mercado brasileiro, mesmo durante a implementação do Pix. Além disso, o Brasil possui superávit na balança comercial com os EUA. O anúncio de um novo tarifaço preocupa o setor produtivo brasileiro, que viu uma queda em 20 dos 27 estados brasileiros mais o Distrito Federal nas exportações para os Estados Unidos no primeiro trimestre do ano. A Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil) calcula que mais de US$ 11 bilhões (R$ 55,9 bilhões) em exportações poderão ser afetados agora, em linha com o estimado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). A estimativa do governo é de US$ 5,8 bilhões (R$ 30 bilhões). “Embora não tenha sido possível alcançar um acordo, as negociações se intensificaram nos últimos meses e seguem sendo o caminho mais eficaz para a retirada das sobretaxas e a construção de uma agenda bilateral mais ampla”, disse em nota Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil. Os exportadores temem que o aumento das tarifas aprofunde a retração do comércio bilateral, que já registra queda de 12,8% no primeiro semestre, segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), fechando em US$ 36,4 bilhões (R$ 184,8 bilhões), com saldo favorável aos Estados Unidos em US$ 1,5 bilhão (R$ 7,6 bilhões). As tarifas preocupam a indústria, que aponta para o agravamento dos impactos negativos das sobretaxas em vigor desde o ano passado, como a perda de competitividade em relação a fornecedores de outros países. A CNI destaca que, desde 2025, houve redução de 8,7% nas vendas de bens industriais, com destaque para produtos semimanufaturados de ferro e aço, ferro, pasta de madeira e óleos de petróleo. A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que culpa o governo Lula pelas tarifas, afirmou que vê a aplicação de novas sobretaxas com “profunda preocupação”. Representante de um setor que direciona 20% das suas exportações para os EUA, a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) destacou que as vendas ao país alcançaram US$ 3,2 bilhões (R$ 16,3 bilhões), enquanto as importações totalizaram US$ 4,8 bilhões (R$ 24,4 bilhões). Para a Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), também um dos setores mais afetados, a decisão representa um retrocesso na relação comercial. A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) criticou a tarifa adicional sobre o etanol brasileiro e afirmou que a política adotada pelo Brasil está conforme as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio). Para a entidade, não há acordo bilateral que obrigue o país a conceder tratamento tarifário diferenciado ao etanol americano. A Unica atribui a queda das exportações dos EUA ao mercado brasileiro principalmente ao aumento da produção nacional, sobretudo de etanol de milho. *Fonte: Folha* ### Portal Único Siscomex ficará fora do ar por dois dias URL: https://www.jornalopolo.com.br/portal-unico-siscomex-ficara-fora-do-ar-por-dois-dias/ Last updated: 2026-07-21T23:23:00.000Z O Portal Único Siscomex, sistema do governo federal usado para controlar o comércio exterior do Brasil, ficará indisponível das 7h de sábado (25 de julho) até às 7h de segunda-feira (27 de julho), no horário de Brasília. O motivo é a implantação do CNPJ alfanumérico, mudança da Receita Federal para ampliar a quantidade de combinações disponíveis para novos registros de empresas. Com a inclusão de letras, o governo evita o esgotamento dos números de CNPJ, sem alterar os cadastros já existentes. Segundo o cronograma de atualização, no dia 25, a base do CNPJ ficará totalmente indisponível para que a equipe técnica execute os procedimentos finais de transferência de dados. No dia 26, os trabalhos estarão focados na atualização dos sistemas do comércio exterior e demais plataformas integradas, existindo a possibilidade de que alguns serviços comecem a ser restabelecidos gradualmente ao longo do próprio dia. ### **Procedimentos de contingência** Durante o período de indisponibilidade técnica dos sistemas, poderão ser adotados os procedimentos de contingência regularmente previstos na legislação: - **Importação:** utilização da DSI Formulário, nos termos do inciso IX do art. 4º da [IN SRF nº 611/2006](https://normasinternet2.receita.fazenda.gov.br/?ref=jornalopolo.com.br#/consulta/externa/15544/visao/vigente#122612); - **Exportação:** adoção dos procedimentos previstos na [Portaria Coana nº 102, de 28 de dezembro de 2018](https://normasinternet2.receita.fazenda.gov.br/?ref=jornalopolo.com.br#/consulta/externa/97758) bem como DSE formulário, nos termos do inciso VII do art. 31º da [IN SRF nº 611/2006](https://normasinternet2.receita.fazenda.gov.br/?ref=jornalopolo.com.br#/consulta/externa/15544/visao/vigente#122639); - **Trânsito**: procedimentos previstos na [IN SRF n° 263, de 20 de dezembro de 2002](https://normasinternet2.receita.fazenda.gov.br/?ref=jornalopolo.com.br#/consulta/externa/15144); - **Remessas Internacionais:** O Siscomex Remessa ficará fora do ar durante a parada. Na eventual necessidade de urgência na liberação, devidamente justificada, poderá ser utilizado os procedimentos de contingência do art. 64 da [IN RFB nº 1.737/2017](https://normasinternet2.receita.fazenda.gov.br/?ref=jornalopolo.com.br#/consulta/externa/86226/visao/vigente#1762434), sem prejuízo das anuências necessárias. ### Foton ultrapassa 1,7 mil veículos emplacados e cresce 138% no primeiro semestre URL: https://www.jornalopolo.com.br/foton-ultrapassa-1-7-mil-veiculos-emplacados-e-cresce-138-no-primeiro-semestre/ Last updated: 2026-07-21T21:52:02.000Z Ritmo mais que acelerado! Essa expressão resume bem o primeiro semestre da Foton. De janeiro a junho deste ano, a montadora registrou 1.745 emplacamentos de veículos comerciais, um salto de 138% na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado reforça a estratégia da fabricante de ampliar sua participação no mercado brasileiro com novos modelos, expansão da rede de concessionárias e investimentos na estrutura de atendimento aos clientes. O principal destaque foi o Aumark S 315, caminhão semileve que se tornou o modelo mais vendido da marca no período citado. O veículo registrou crescimento de 144% em relação ao primeiro semestre de 2025 e alcançou cerca de 500 unidades comercializadas. Boa parte desse desempenho passa por um detalhe que faz diferença para muitas empresas: o Aumark S 315 pode ser conduzido por motoristas com CNH categoria B, a mesma exigida para automóveis. Na prática, isso amplia o número de profissionais aptos a dirigir o caminhão e torna o modelo uma alternativa para operações de entregas urbanas e distribuição de mercadorias. Outro modelo que ganhou força foi o Aumark S 1217, caminhão médio, que registrou alta de 77% nos emplacamentos e ultrapassou 300 unidades vendidas no semestre. Para a fabricante, o avanço nas vendas é consequência da combinação entre um portfólio mais amplo e o fortalecimento da rede de atendimento. > "Temos um portfólio completo, formado por veículos reconhecidos pela qualidade, versatilidade e excelente relação custo-benefício, atributos que vêm conquistando cada vez mais clientes. Paralelamente, investimos fortemente na expansão da nossa rede de concessionárias, que encerrou o primeiro semestre com mais de 70 casas em todo o Brasil. Essa combinação entre produtos competitivos e uma estrutura sólida de vendas e pós-vendas tem sido determinante para sustentar o crescimento da marca e ampliar nossa presença no mercado brasileiro", explica Mauricio Santana, diretor nacional de Vendas e Pós-Vendas da Foton. ### Portfólio Hoje, a Foton comercializa no Brasil uma linha que inclui os caminhões Aumark S 315, Aumark S 715, Aumark S 916, Aumark S 1217, além dos semipesados Auman D 1722, Auman D 1830 e Auman D 2632\. A fabricante também atua no segmento de picapes com a linha Tunland. Nos veículos eletrificados, a empresa afirma possuir o maior portfólio de comerciais disponível no mercado brasileiro. A oferta reúne o mini truck eWonder, as vans eView Connect, eView Grand e eToano Pro, além dos caminhões elétricos eAumark, comercializados nas versões de 6, 9 e 12 toneladas. Com essa variedade de produtos, a montadora busca atender desde pequenas operações urbanas até o transporte de cargas de maior capacidade, mirando empresas que procuram reduzir custos operacionais e avançar na descarbonização das frotas. A Foton também diz ter reforçado a estrutura de pós-venda para acompanhar esse crescimento. O suporte é feito por equipes treinadas nas concessionárias e pelo Centro de Distribuição da empresa, em Itajaí (SC), responsável pelo abastecimento de peças para toda a rede autorizada. Segundo a fabricante, o centro mantém mais de 165 mil itens disponíveis para reposição, garantindo atendimento mais ágil às concessionárias e suporte às operações dos clientes em todo o Brasil. ### Zona Franca de Manaus ganha nova ligação marítima direta com o Rio de Janeiro URL: https://www.jornalopolo.com.br/zona-franca-de-manaus-ganha-nova-ligacao-maritima-direta-com-o-rio-de-janeiro/ Last updated: 2026-07-21T18:58:09.000Z A Zona Franca de Manaus passou a contar com uma nova ligação direta de cabotagem com o Rio de Janeiro, segundo maior mercado em potencial de consumo do Brasil, segundo o IPC Maps. A conexão começou a operar nesta segunda-feira (20), após a empresa Norcoast incluir o Porto do Rio de Janeiro em sua rota regular de navegação costeira. Segundo a companhia, a inclusão do porto faz parte da estratégia de ampliar a presença da empresa na região Sudeste e expandir a oferta de transporte de cargas pela costa brasileira. Além do transporte doméstico, a operação também permitirá a movimentação de cargas por meio de serviços *feeder*, que conectam portos nacionais às rotas internacionais. A expectativa é que a operação também facilite o transporte de cargas originadas no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e interior de São Paulo, aproveitando a integração com a malha ferroviária. De acordo com a Norcoast, a ampliação da rota oferecerá maior previsibilidade nas operações, mais flexibilidade para os embarcadores e integração entre os modais marítimo, ferroviário e rodoviário. A empresa avalia que a nova conexão deve beneficiar principalmente os setores de bens de consumo, siderurgia e bebidas, além de mercadorias de maior valor agregado, que exigem transporte com mais segurança e regularidade. > "Queremos ampliar a capilaridade da cabotagem, expandindo o portfólio de serviços e a rede de atendimento de forma consistente e sustentável. Estamos acompanhando a demanda desses setores e apostamos na geração de valor por meio do aumento da oferta, do estímulo à cabotagem e do desenvolvimento regional", diz o diretor comercial da Norcoast, Marcio Salmi. Com a inclusão do Rio de Janeiro, a rota regular da empresa passa a conectar os portos de Manaus (AM), Pecém (CE), Suape (PE), Salvador (BA), Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí (SC) e Rio de Janeiro (RJ). A Norcoast opera atualmente com quatro navios, cada um com capacidade para transportar cerca de 3,5 mil TEUs (Unidade Equivalente de Vinte Pés), medida padrão usada mundialmente para indicar a capacidade de carga de navios e terminais de contêineres. ### O que o vazamento de estireno em Manaus ensina sobre a prevenção de explosões na indústria URL: https://www.jornalopolo.com.br/o-que-o-vazamento-de-estireno-em-manaus-ensina-sobre-a-prevencao-de-explosoes-na-industria/ Last updated: 2026-07-21T18:00:20.000Z O vazamento de vapores de estireno registrado na última quarta-feira (15), na petroquímica Innova, unidade localizada no Distrito Industrial de Manaus, apresentou verdadeiros desafios de segurança em instalações que armazenam substâncias inflamáveis. O incidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, provocou a evacuação de empresas vizinhas, suspendeu as atividades em escolas e levou 648 pessoas a procurarem atendimento médico após apresentarem sintomas como irritação nos olhos, dores de cabeça e dificuldades respiratórias. Apesar de a situação ter sido controlada sem registro de explosão, especialistas avaliam que episódios como esse mostram o potencial de impacto de um vazamento quando gases ou vapores inflamáveis escapam, ainda mais em áreas com movimentação frequente humana. Dependendo das condições do ambiente, esses vapores podem encontrar uma fonte de ignição e provocar incêndios ou explosões, além de representar riscos à saúde, como ocorre com o estireno. Casos semelhantes continuam sendo registrados em diferentes segmentos da indústria brasileira. Em 2025, um vazamento de gás na plataforma P-52, na Bacia de Campos, levou à interrupção preventiva da produção. No mesmo ano, outra ocorrência na plataforma P-40 resultou na liberação de aproximadamente 104 mil metros cúbicos de gás durante a despressurização do sistema. Embora não tenham causado vítimas, ambos os episódios mostram que a prevenção depende de um conjunto de medidas que começa ainda na fase de projeto das instalações. Segundo Leandro Ducioni, Coordenador de Serviços de Engenharia da Schmersal, empresa referência em sistemas de segurança para máquinas, automação industrial e áreas classificadas, um dos principais desafios está no armazenamento seguro de líquidos inflamáveis. > "Em tanques de armazenamento, um dos maiores riscos é o vazamento de vapores inflamáveis para a atmosfera. Quando esse vapor se mistura ao ar e encontra uma fonte de ignição, pode ocorrer um incêndio ou uma explosão. No caso do estireno, existe um agravante: além de inflamável, ele também é um produto tóxico". Para reduzir esse risco, o especialista explica que é fundamental acompanhar continuamente as condições de operação dos tanques, monitorando fatores como temperatura e pressão interna. Equipamentos como válvulas de alívio, sensores e instrumentos instalados nesses ambientes também precisam ser certificados para operar em áreas com risco de explosão. > "A tecnologia ajuda a identificar alterações antes que elas se transformem em um acidente, mas ela precisa fazer parte de um projeto adequado. Os equipamentos utilizados nessas áreas devem ser certificados e todo o sistema precisa seguir os requisitos previstos nas normas para atmosferas explosivas, desde a especificação até a instalação, inspeção e manutenção", afirma Ducioni. De acordo com o especialista, quando essas medidas são adotadas de forma integrada, o nível de risco é reduzido significativamente, protegendo não apenas os trabalhadores, mas também as instalações industriais e a população localizada no entorno. Além das consequências para a saúde e para o meio ambiente, ocorrências envolvendo gases e vapores inflamáveis podem provocar paralisações da produção, prejuízos financeiros e impactos sobre toda a cadeia produtiva. Por isso, especialistas defendem que as empresas revisem periodicamente seus planos de prevenção, mantenham programas de inspeção e manutenção e invistam na capacitação das equipes responsáveis pela operação. O ideal é que a segurança em áreas classificadas não seja encarada apenas como uma exigência regulatória, mas como parte da estratégia operacional das indústrias que trabalham com substâncias inflamáveis. O objetivo é reduzir a probabilidade de acidentes e garantir maior confiabilidade às operações, protegendo pessoas, patrimônio e o meio ambiente. ### Condições financeiras da indústria melhoram no segundo trimestre, aponta CNI URL: https://www.jornalopolo.com.br/condicoes-financeiras-da-industria-melhoram-no-segundo-trimestre-aponta-cni/ Last updated: 2026-07-21T16:38:33.000Z As empresas industriais tornaram-se menos insatisfeitas com as próprias condições financeiras no segundo trimestre de 2026, aponta a [***Sondagem Industrial***](https://www.portaldaindustria.com.br/estatisticas/sondagem-industrial/?ref=jornalopolo.com.br), divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta terça-feira (21). No entanto, o peso dos impostos, os juros elevados e o alto custo de insumos e matérias-primas impediram um desempenho melhor do setor. Para esta edição da Sondagem Industrial, a CNI consultou 1.351 empresas (548 pequenas, 478 médias e 325 grandes) entre 1º e 10 de julho de 2026. De acordo com o levantamento, o índice que mede a satisfação dos empresários subiu 0,7 ponto, chegando aos 47,9 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100\. Apesar da alta, o indicador segue abaixo da linha divisória de 50 pontos, revelando insatisfação dos industriais, ainda que em menor intensidade do que no primeiro trimestre. Outros indicadores tiveram movimento semelhante. Os índices de satisfação com o lucro operacional e de facilidade de acesso ao crédito aumentaram 1 ponto e 0,9 ponto, para 42,9 pontos e 39,9 pontos, respectivamente. Contudo, ambos continuam abaixo da linha de 50 pontos, sinalizando que os empresários da indústria seguem insatisfeitos com o lucro dos negócios e com as barreiras para o acesso a empréstimos e financiamentos. Outra notícia positiva para o setor foi a queda do índice de evolução do preço médio das matérias-primas, que recuou 2 pontos, para 64,1 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100\. O resultado mostra que, para os empresários, o preço dos insumos caiu em relação ao primeiro trimestre, mas seguem elevados. “Os cortes na taxa de juros foram modestos e tiveram pouco impacto sobre a melhora das condições financeiras. O quadro geral mostra que os empresários continuam bastante insatisfeitos com a lucratividade e o acesso ao crédito”, afirma Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI. ## Impostos, matéria-prima e juros travam o setor A *Sondagem Industrial* mostra que o peso dos impostos continua travando a atividade industrial. Um em cada três empresários (33,3%) apontou a elevada carga tributária como o principal problema enfrentado pelo setor no segundo trimestre. Em meio à guerra no Oriente Médio e ao cenário externo incerto, a falta ou o alto custo da matéria-prima permaneceu na segunda posição do ranking dos principais problemas. O entrave foi mencionado por 31,2% dos industriais. Mesmo com o início do ciclo de cortes dos juros pelo Banco Central, 27,9% dos empresários apontaram as taxas de juros elevadas como o terceiro maior obstáculo ao desempenho das empresas no período. ## Indústria dá sinais mistos em junho Em junho, o índice que mede a evolução da produção caiu para 48,4 pontos, refletindo uma queda de 0,5 ponto. O resultado aponta retração da atividade industrial em relação a maio deste ano e é o pior para o mês de junho desde 2022\. Já o índice de evolução do número de empregados permaneceu estável após variação negativa de 0,2 ponto, para 48,2 pontos, o que indica uma redução dos postos de trabalho na comparação com maio. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI), por outro lado, avançou um ponto percentual, passando de 69% em maio para 70% em junho. Com a alta, o uso do parque fabril cresceu quatro pontos percentuais no primeiro semestre do ano. De acordo com o levantamento, o índice de evolução do nível de estoques caiu 0,2 ponto, para 49,3 pontos. O índice permanece abaixo da linha divisória de 50 pontos, sinalizando redução dos estoques de produtos da indústria. Ao mesmo tempo, o índice que compara o estoque efetivo com o planejado pelas empresas subiu 0,6 ponto e chegou a 50 pontos, exatamente sobre a marca divisória. Isso significa que o nível de estoques do setor industrial voltou ao patamar idealizado pelos empresários pela primeira vez em 2026. ## Expectativas estão positivas, mas empresários continuam cautelosos Após queda em junho, o índice de expectativa de quantidade exportada registrou a maior alta em junho, avançando 1,3 ponto, de 49,7 pontos para 51 pontos. Com isso, os empresários industriais voltaram a projetar crescimento das exportações nos próximos seis meses. Confira o comportamento dos demais índices de expectativa no mês de julho: - Compra de insumos e matérias-primas: +0,7 ponto, para 52,4 pontos; - Demanda por produtos: +0,6 ponto, para 53,3 pontos; - Número de empregados: -0,4 ponto, para 50,1 pontos. Os resultados mostram que os empresários devem comprar mais insumos e matérias-primas e o crescimento da procura por bens industriais nos próximos seis meses. Por outro lado, projetam manutenção dos postos de trabalho no período. Já o índice que mede a intenção de investimento dos empresários caiu 0,3 ponto, para 53,2 pontos. Foi a segunda queda consecutiva do indicador, que permanece acima da média histórica, de 52,6 pontos. ### Avelloz escolhe a Zona Franca de Manaus para nova fábrica de motocicletas URL: https://www.jornalopolo.com.br/avelloz-escolhe-a-zona-franca-de-manaus-para-nova-fabrica-de-motocicletas/ Last updated: 2026-07-21T15:31:26.000Z A fabricante de motocicletas Avelloz confirmou, por meio de publicação em sua sala de imprensa, que vai instalar uma fábrica na Zona Franca de Manaus (ZFM). A confirmação ocorre após a companhia ter projeto industrial aprovado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), por meio da Resolução nº 490, publicada no Diário Oficial da União em 6 de julho de 2026. A unidade, a ser instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM), produzirá motocicletas com motores entre 100 e 450 cilindradas, marcando a migração da operação de montagem da empresa, até então concentrada em Pernambuco, para o principal polo de fabricação de motocicletas do país. Segundo a empresa, os pareceres técnicos das áreas de Engenharia e Economia da Suframa embasaram a autorização para implantação da fábrica. De acordo com a publicação, a escolha por Manaus foi estratégica devido à concentração da cadeia produtiva do setor, que reúne fornecedores, mão de obra especializada e infraestrutura industrial. A empresa avalia que a mudança permitirá ampliar a capacidade de produção, reduzir prazos logísticos, fortalecer investimentos em inovação por meio dos incentivos da Zona Franca e dar suporte ao plano de crescimento da marca. A nova unidade faz parte de uma estratégia de expansão que, segundo a fabricante, já vinha sendo construída nos últimos anos. A Avelloz informa possuir atualmente mais de 450 lojas distribuídas pelas cinco regiões do país e afirma ter investido mais de R$ 8 milhões em pós-venda apenas em 2026\. A empresa também destaca que ocupa a quinta posição entre as marcas de motocicletas mais vendidas do Brasil, com base em dados da Fenabrave. Para o CEO da Avelloz, Jayme Siqueira, a chegada ao PIM acompanha a proposta institucional da companhia de ampliar sua presença no mercado brasileiro. > "Acreditamos que uma motocicleta pode ser muito mais do que um meio de transporte. Ela representa oportunidade, independência e transformação. Nosso propósito é desenvolver soluções que acompanhem essa jornada e ajudem as pessoas a acelerarem suas vidas". Com a fábrica em Manaus, a empresa pretende ampliar o portfólio de motocicletas, fortalecer a cadeia de fornecedores e sustentar o avanço das vendas, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. A Avelloz também anunciou que planeja lançar pelo menos cinco novos modelos de motocicletas ao longo de 2027. A Avelloz ocupa, atualmente, a quinta posição entre as marcas que mais emplacam motocicletas no Brasil. No primeiro semestre deste ano, foram 18.853 veículos emplacados, segundo a Fenabrave. ### Perícia, investigação e 648 atendimentos: as atualizações do caso Innova em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/pericia-investigacao-e-648-atendimentos-as-atualizacoes-do-caso-innova-em-manaus/ Last updated: 2026-07-21T14:35:06.000Z A investigação sobre o vazamento de vapores de monômero de estireno na fábrica da Innova, no Distrito Industrial de Manaus, entrou em uma nova fase nesta segunda-feira (20), com o início dos trabalhos periciais do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). Paralelamente, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) atualizou o balanço da ocorrência, que já contabiliza 648 pessoas atendidas após exposição ao produto químico, um paciente hospitalizado e dois óbitos ainda sob investigação para verificar eventual relação com a intoxicação. Os peritos do DPTC realizaram uma avaliação preliminar nas instalações da empresa para reunir informações sobre o acidente ocorrido no último dia 15 de julho. Entre os recursos utilizados está um drone, empregado no levantamento e registro da área. As análises terão continuidade nos próximos dias e, segundo a SSP-AM, o laudo pericial não tem prazo para conclusão devido ao volume de informações que ainda serão coletadas e confrontadas com os vestígios encontrados no local. Todas as hipóteses sobre as causas do acidente serão analisadas tecnicamente. Além da perícia, a Polícia Civil do Amazonas instaurou um inquérito policial, conduzido pelo 2º Distrito Integrado de Polícia (DIP), para apurar todas as circunstâncias do vazamento. A corporação informou que, neste momento, não divulgará detalhes da investigação para não comprometer os trabalhos. Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) continuam acompanhando diariamente as medidas adotadas pela empresa. Os bombeiros seguem mantendo o resfriamento do tanque até sua completa desativação, apesar de o vazamento ter sido contido no último domingo (19), após dias de trabalho ininterrupto. De acordo com o Estado, análises realizadas após a contenção não identificaram resíduos de estireno no entorno nem dentro da área que permaneceu isolada. Ainda na noite de domingo, bombeiros, Defesa Civil e técnicos da empresa realizaram uma nova avaliação da qualidade do ar em escolas e empresas próximas à fábrica, sem detectar a presença do gás. Mesmo com o resultado, o monitoramento continuará de forma preventiva. Com a emissão do produto reduzida a zero na atmosfera e sem risco à saúde pública, as empresas, escolas públicas e serviços públicos localizados nas proximidades da unidade industrial retomaram as atividades normalmente nesta segunda-feira. O Ipaam também realizou, de forma independente, um levantamento térmico do tanque com apoio de uma empresa especializada em sensoriamento remoto, utilizando drone equipado com câmera termográfica. Segundo o órgão ambiental, a temperatura da parte central do reservatório apresentou redução após as ações de controle. As equipes de químicos e técnicos do instituto permanecem acompanhando a contenção, o direcionamento dos efluentes gerados durante o resfriamento do tanque e as medidas adotadas para minimizar possíveis impactos ambientais. Encerrada a fase emergencial e a reação química no reservatório, o Ipaam passará a fiscalizar a retirada do tanque, a destinação ambientalmente adequada do material remanescente, dos resíduos gerados e do polímero formado durante a reação química, além do tratamento dos efluentes e das ações para evitar novos impactos ambientais. O instituto também fará uma avaliação preliminar dos possíveis danos ambientais provocados pelo incidente. Caso sejam identificadas irregularidades ou necessidade de recuperação da área, poderão ser exigidas medidas de controle e reparação previstas na legislação. No sábado (18), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM) avaliou as condições estruturais do reservatório e informou não ter encontrado evidências aparentes de fissuras, trincas ou rachaduras que indicassem risco de rompimento do tanque. Na esfera administrativa, o Ipaam já havia autuado a Innova em R$ 12,5 milhões por infração à legislação ambiental em razão do vazamento de vapores de monômero de estireno. A empresa tem prazo de 20 dias, contados da autuação, para apresentar defesa. ### Saúde O novo informe epidemiológico divulgado pela Semsa aponta que, até as 15h desta segunda-feira (20), 648 pessoas haviam sido atendidas em unidades públicas e privadas de saúde após contato com o estireno. Apenas um paciente permanece internado. O Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde (Cievs) investiga dois óbitos para confirmar ou descartar relação com a intoxicação. O primeiro é de um homem de 60 anos, que estava no Centro de Manaus e morreu no dia 16 de julho. O segundo é de um trabalhador de 66 anos do Distrito Industrial, cuja morte foi notificada na madrugada de domingo (19). Os atendimentos se concentraram nos primeiros dias após o incidente. No dia do vazamento foram registrados 91 pacientes com sintomas de intoxicação; na quinta-feira (16), houve 364 atendimentos; e na sexta-feira (17), outros 163\. Nos três dias seguintes, a procura pelos serviços de saúde caiu para 30 pessoas. Segundo o levantamento da Semsa, o tempo médio de exposição ao estireno foi de três horas. A maioria dos pacientes tem entre 20 e 59 anos, embora também tenham sido registrados atendimentos de crianças, adolescentes e até menores de um ano. Os dados mostram ainda que 67% das pessoas atendidas estavam no local de trabalho quando tiveram contato com o gás. Outros 19% relataram estar em casa, 10% estavam em ambientes externos e menos de 1% em outros locais. Entre os sintomas registrados, 78% apresentaram problemas respiratórios e 20% tiveram alterações cutâneas. Desde o início da ocorrência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) realizou 13 remoções de pacientes do local da exposição para unidades de saúde. A Semsa informou que continuará monitorando o cenário epidemiológico, mesmo após a contenção do vazamento. Conforme os protocolos de vigilância, as pessoas expostas devem ser acompanhadas por um período de 48 a 72 horas, com prioridade para pacientes sintomáticos, trabalhadores diretamente envolvidos, gestantes, crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares preexistentes. A secretaria também informou que mantém a divulgação diária dos boletins sobre o caso e destacou que, logo após o início da ocorrência, elaborou uma nota técnica para orientar os serviços de saúde e emitiu um [alerta](https://www.manaus.am.gov.br/semsa/wp-content/uploads/sites/8/2026/07/ALERTA-DE-RISCO%5FINTOXICACAO-EXOGENA-GECIEVS.pdf?ref=jornalopolo.com.br) de risco de intoxicação por exposição ao estireno. ### Robôs chegaram, mas ninguém foi embora: TCL aposta em automação e mantém empregos em fábrica de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/robos-chegaram-mas-ninguem-foi-embora-tcl-aposta-em-automacao-e-mantem-empregos-em-fabrica-de-manaus/ Last updated: 2026-07-21T11:52:55.000Z Automação costuma levantar uma pergunta quase automática: "E os empregos?". Na fábrica de ar-condicionado da TCL em Manaus, a resposta da empresa é direta: os robôs chegaram, mas os trabalhadores ficaram. Depois de investir mais de R$ 3,5 milhões na modernização da linha de produção dos aparelhos, a fabricante chinesa afirma que conseguiu aumentar a eficiência da fábrica sem reduzir o quadro de funcionários. É o que informa a China Global Television Network (CGTN), rede internacional de comunicação do governo da China. A fabricação de um ar-condicionado envolve uma diversidade de etapas, desde a montagem da estrutura metálica e dos componentes eletrônicos até a instalação do sistema de refrigeração. É nesse processo que entram peças como as válvulas, fundamentais para controlar a circulação do fluido refrigerante dentro do equipamento. Antes executada manualmente na fábrica, essa etapa agora conta com o apoio da automação. Ao todo, sete novos equipamentos foram incorporados ao processo produtivo, segundo a multinacional. Entre eles está um robô totalmente autônomo, remotamente configurado para retirar as válvulas utilizadas na fabricação dos aparelhos. As máquinas começaram a operar em janeiro deste ano, após um projeto de implantação que ocupou boa parte de 2025. Na prática, o robô reduz o tempo de produção, diminui a possibilidade de erros e torna o processo mais padronizado, sem dispensar a presença dos trabalhadores que acompanham o funcionamento dos equipamentos ao longo da fabricação. ### Extensão Quem visitou de perto essa transformação foram alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Amazonas (Senai-AM), que, no início deste mês, conheceram como funciona uma linha de produção cada vez mais automatizada. A visita permitiu que futuros engenheiros e profissionais da indústria acompanhassem, na prática, o funcionamento dos novos equipamentos e o impacto da tecnologia no chão de fábrica. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/Rob--s-chegaram--mas-ningu--m-foi-embora-TCL-aposta-em-automa----o-e-mant--m-empregos-em-f--brica-de-Manaus-1.png) Robô 100% autônomo configurado para retirar as válvulas utilizadas na produção dos aparelhos de ar-condicionado. Fábrica da TCL em Manaus | Foto: CGTN Português De acordo com o supervisor de engenharia da TCL, Fernando Takahara, o parque fabril de Manaus já trabalha com um nível tecnológico semelhante ao da matriz da empresa na China. "Se compararmos com o restante do Brasil, acredito que estamos entre os líderes em tecnologia instalada. Hoje temos tecnologias que se assemelham às da nossa fábrica-mãe na China", disse. Para os estudantes, a experiência foi além da sala de aula. Ismael Feitosa, um dos participantes da visita, destacou que conhecer de perto o processo ajuda a compreender melhor o funcionamento dos equipamentos que depois serão instalados no mercado. "É muito importante entender como tudo acontece dentro da fábrica. Isso ajuda até na hora de orientar o cliente sobre o produto", comentou. ### Mas nem tudo envolve máquinas A filial amazonense recebeu técnicos chineses responsáveis por montar os equipamentos e treinar a equipe brasileira no que se refere aos processos de automação. Atualmente, sete profissionais da China trabalham na unidade. A maior dificuldade, segundo a empresa, tem sido a comunicação, já que poucos profissionais em Manaus dominam o mandarim, idioma fundamental para facilitar o treinamento. O problema se torna ainda maior pelo fato de os técnicos chineses também não dominarem o inglês. "Muitos dos técnicos chineses não falam inglês. São excelentes profissionais, mas enfrentam essa barreira linguística. Então, contar com um professor ou intérprete que domine o mandarim se torna fundamental para facilitar a comunicação e a transferência de conhecimento", contou Monique Santos, assistente executiva da companhia. Para Monique, quem se aperfeiçoar no mandarim, hoje em dia, sobretudo no Polo Industrial de Manaus, estará saindo na frente no quesito qualificação profissional. ### Realocação Apesar da chegada dos robôs, a coordenadoria de Recursos Humanos da TCL afirma que a empresa preservou os postos de trabalho. Segundo o setor, os funcionários que antes atuavam nas operações automatizadas passaram por capacitação e foram direcionados para outras funções dentro da fábrica. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/Rob--s-chegaram--mas-ningu--m-foi-embora-TCL-aposta-em-automa----o-e-mant--m-empregos-em-f--brica-de-Manaus--1--1.png) Realocação de funções e setores é estratégia da TCL para retenção de empregos. Fábrica da TCL em Manaus | Foto: CGTN Português Esse tipo de transição costuma direcionar os trabalhadores para áreas que ainda dependem da atuação humana. Entre elas, estão inspeção e controle de qualidade, abastecimento de linhas, logística interna, manutenção, almoxarifado e atividades de apoio à produção. Além disso, os funcionários passam por programas de requalificação para operar ou monitorar os próprios equipamentos automatizados. A mudança acompanha uma tendência observada no Polo Industrial de Manaus, em que a automação tem reduzido tarefas repetitivas, desgastantes e de maior esforço físico, enquanto aumenta a demanda por profissionais com conhecimentos em manutenção industrial, planejamento e controle da produção (PCP), eletrônica, automação e controle de qualidade. A própria TCL mantém processos seletivos para funções como inspetor de qualidade, técnico de conserto, eletricista e analista de PCP, cargos que refletem esse novo perfil da indústria. ### Lei cria política para fortalecer indústria da saúde URL: https://www.jornalopolo.com.br/lei-cria-politica-para-fortalecer-industria-da-saude/ Last updated: 2026-07-20T20:23:30.000Z Sancionado nesta segunda-feira (20), o Projeto de Lei n° 2583/20 pretende garantir a autonomia do Brasil na produção de medicamentos, vacinas, equipamentos e insumos médicos, fortalecendo a soberania nacional, inclusive para lidar com eventuais emergências em saúde pública. O PL institui a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O projeto foi aprovado recentemente pelo Congresso Nacional. Entre as justificativas apresentadas durante a tramitação da matéria no Legislativo está a de ajudar o país a ter condições de executar “ações e serviços de saúde, incentivando a geração de empregos qualificados e a inovação, e reduzir a dependência tecnológica e produtiva do exterior”. Além de criar instrumentos de estímulo à produção nacional em saúde, a nova lei estabelece regras para compras públicas, financiamento e regulação de produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). Por meio das compras públicas, pretende estimular a fabricação local de produtos considerados estratégicos para o SUS. Para isso, cria a figura das empresas Estratégicas de Saúde (EES), que poderão receber prioridade em processos regulatórios, acesso facilitado a linhas de crédito do BNDES e outros incentivos. Para se enquadrarem nessa classificação, as empresas precisarão cumprir requisitos relacionados à produção, pesquisa e inovação no país. Presidente da Farmabrasil, associação que reúne as principais empresas da indústria farmacêutica brasileira, Reginaldo Arcuri disse que a nova legislação será essencial para o país e que seu setor estará engajado no compromisso de desenvolver medicamentos cada vez mais inovadores. ## Diretrizes Na avaliação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as novas regras vão favorecer a soberania brasileira. Segundo ele, durante os debates no Legislativo o projeto se mostrou “inspirado em outros projetos que visavam a proteção de setores estratégicos, como foi o caso da Defesa”. A estratégia nacional terá como diretrizes: - Fortalecimento do SUS; - garantia de acesso a tecnologias de saúde; - capacitação de recursos humanos; - prevenção e combate a epidemias; - incentivo à produção nacional de medicamentos e dispositivos médicos; - inserção internacional de empresas estratégicas brasileiras; - uso do poder de compra do Estado para estimular a produção local. Os objetivos incluem: - reduzir as dependências produtiva e tecnológica do SUS; - ampliar o acesso universal à saúde; - impulsionar a pesquisa e a inovação; - modernizar o parque industrial da saúde; - alcançar autossuficiência na cadeia produtiva; - estimular investimentos; e - preparar o sistema para emergências de saúde pública. Empresas que desejarem se qualificar como Empresa Estratégica de Saúde (EES) deverão atender a condições mínimas, como: - terem como finalidade social atividades produtivas, de pesquisa, desenvolvimento científico e tecnológico, além do desenvolvimento de parque industrial voltado ao planejamento estratégico em saúde; - disporem, no país, de instalação industrial para fabricação de “produto estratégico de saúde” (PES); - apresentarem histórico de atividade produtiva e de inovação; e - terem capacidade de assegurar continuidade e expansão produtiva no Brasil. ## Vetos Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, apenas três vetos foram feitos ao projeto. Nenhum de grande relevância. Um deles, tem o propósito de adequar o texto final às regras de taxação que já existem no âmbito do Mercosul. Outro veto, que Padilha disse “lamentar ter de fazer”, prevê algumas contrapartidas tecnológicas que ficariam a cargo das empresas para a importação de produtos. "Isso poderia atrapalhar investimentos", argumentou o ministro. O terceiro veto está relacionado a critérios previstos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para autorizar a comercialização de alguns medicamentos. ### CNI propõe ao governo ampliação da Nova Indústria Brasil para reduzir danos do tarifaço URL: https://www.jornalopolo.com.br/cni-propoe-ao-governo-ampliacao-da-nova-industria-brasil-para-reduzir-danos-do-tarifaco/ Last updated: 2026-07-20T19:40:44.000Z O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, conversou com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Márcio Rosa na última sexta-feira (17) para que, em conjunto, formem um grupo para a criação de uma sétima missão para a política industrial Nova Indústria Brasil (NIB). O intuito é apresentar uma alternativa para o novo tarifaço norte-americano que vai atingir 26,2% das exportações brasileiras para os Estados Unidos com tarifa adicional de 25%. A tarifa anunciada afeta US$ 11 bilhões em exportações brasileiras. > "A NIB, assim como toda política industrial, precisa ser dinâmica, atualizada e trazer respostas para situações específicas e complexas que o Brasil enfrenta. Nossa ideia é construir um plano de ação, em parceria com as 27 federações estaduais de indústria, associações setoriais, sindicatos e governo para juntos desenvolvermos uma proposta que dê suporte à indústria brasileira neste momento tão delicado", afirma Alban. A iniciativa da CNI propõe um convênio com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para formular a sétima missão. > "Precisamos dar uma resposta construtiva aos setores industriais prejudicados e aproveitar que o governo está empenhado em construir soluções para as empresas impactadas. Neste momento, o mais importante é que nem o ano eleitoral, nem questões políticas interfiram em um debate que exige responsabilidade, equilíbrio e visão de longo prazo", diz o presidente da CNI. Segundo Ricardo Alban, a iniciativa não substitui as negociações. "É fundamental intensificar o diálogo entre Brasil e Estados Unidos para buscar uma solução que preserve a relação econômica construída ao longo de décadas e marcada pela complementaridade", reforça Alban. Após quase uma década sem uma política industrial consolidada no Brasil, o país retomou a trajetória de desenvolvimento com o lançamento da Nova Indústria Brasil (NIB), que em janeiro de 2026 celebrou dois anos de existência. Organizada em seis missões, a política busca articular a inclusão social com os imperativos da digitalização e transição ecológica. A NIB já reúne cerca de R$ 750 bilhões em linhas de crédito para a modernização da indústria. A atual política de desenvolvimento industrial tem vigência até 2033, com foco na neoindustrialização. ### O que a seca dos rios tem a ver com a Zona Franca? FGV promove debate sobre os impactos URL: https://www.jornalopolo.com.br/o-que-a-seca-dos-rios-tem-a-ver-com-a-zona-franca-fgv-promove-debate-sobre-os-impactos/ Last updated: 2026-07-20T19:23:14.000Z A Fundação Getúlio Vargas (FGV), por meio da Escola de Economia de São Paulo (FGV-EESP) da Fundação Getúlio Vargas, com apoio do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), promove no dia 27 de julho, às 19h (horário de Brasília), mais um episódio da série Diálogos Amazônicos, com o tema “Seca nos Rios Amazônicos: Clima e Economia”. O evento será transmitido ao vivo pelo canal da FGV EESP. A estiagem dos rios amazônicos produz efeitos que ultrapassam as fronteiras da Região Norte. A redução da navegabilidade impacta diretamente o escoamento da produção do Polo Industrial de Manaus (PIM) aumenta custos logísticos, afeta fornecedores de diversas regiões do país e influencia setores como comércio exterior, energia, mineração, agronegócio e abastecimento de insumos. O encontro abordará os impactos das secas extremas registradas nos últimos anos sobre a navegabilidade dos rios, o abastecimento das populações, o transporte de cargas e a competitividade de setores econômicos da região. O debate também discutirá como ciência, gestão pública e iniciativa privada podem atuar de forma integrada para compreender, antecipar e responder aos efeitos das estiagens severas na infraestrutura hidroviária e na logística amazônica, fortalecendo a resiliência regional diante da crescente frequência de eventos climáticos extremos. Debatedores: **Otto Luiz Burlier da Silveira Filho** – Secretário nacional de Hidrovias e Navegação do Ministério de Portos e Aeroportos; **Marcello di Gregório –** Diretor-presidente do Super Terminais; **Francis Wagner Silva Correa –** Professor de Meteorologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Moderador: **Márcio Holland** – Professor de Políticas Públicas na FGV EESP e Colunista Broadcast/Agência Estado. Foi Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. **Diálogos Amazônicos: “Seca nos Rios Amazônicos: Clima e Economia”** Segunda-feira, 27 de junho, das 19h00 às 20h00 (horário de Brasília) Transmissão: Canal no YouTube da [FGV EESP](https://www.youtube.com/playlist?list=PLspVbtJ%5F9%5FHotEHX3wsjYRADjfNuukJR8&ref=jornalopolo.com.br) Inscrições e informações em: [evento.fgv.br/dialogosamazonicos.27.07](https://evento.fgv.br/dialogosamazonicos2707/?ref=jornalopolo.com.br) ### Tarifa dos EUA deve atingir menos de 0,11% da receita da Zona Franca, aponta Sedecti URL: https://www.jornalopolo.com.br/tarifa-dos-eua-deve-atingir-menos-de-0-11-da-receita-da-zona-franca-aponta-sedecti/ Last updated: 2026-07-20T18:16:50.000Z As novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos devem ter impacto limitado sobre a Zona Franca de Manaus (ZFM). A avaliação é da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), que estima que menos de 0,11% do faturamento total do modelo econômico esteja potencialmente exposto às medidas. O cálculo parte de dois fatores. Primeiro, porque as exportações representam apenas 1,7% do faturamento da Zona Franca. Depois, porque os Estados Unidos respondem por 6,5% dessas vendas externas. Na prática, isso significa que apenas uma pequena parcela da produção do Polo Industrial de Manaus (PIM) depende do mercado norte-americano. Outro ponto destacado pela secretaria é que quase metade do que o Amazonas exporta para os Estados Unidos é formada por motocicletas de competição produzidas sob encomenda, segmento que, em princípio, não seria alcançado pelas novas tarifas. Além disso, a maior parte da produção das indústrias instaladas em Manaus continua voltada ao mercado brasileiro. Até junho deste ano, o Amazonas exportou US$ 35,8 milhões para os Estados Unidos, que aparecem apenas como o quinto principal destino das vendas externas do estado. À frente estão Alemanha (US$ 130,4 milhões), China (US$ 69,6 milhões), Colômbia (US$ 58,8 milhões) e Argentina (US$ 52,8 milhões). Entre os principais produtos enviados ao mercado norte-americano estão motocicletas, peças e acessórios para veículos, fibras ópticas, óleos de petróleo e minerais betuminosos, além de produtos da biodiversidade amazônica, como coco, castanha-do-brasil e castanha de caju. Os dados da Sedecti mostram ainda que a relação comercial é muito mais vantajosa para os próprios Estados Unidos. Enquanto o Amazonas exportou US$ 35,8 milhões para o país no primeiro semestre, as empresas do Polo Industrial de Manaus importaram cerca de US$ 625 milhões em produtos norte-americanos no mesmo período, um volume aproximadamente 17 vezes maior. Para a secretaria, esse cenário indica que os Estados Unidos mantêm um expressivo superávit comercial na relação com a Zona Franca de Manaus. Assim, mesmo com o aumento das tarifas, a tendência é que os efeitos sobre a economia amazonense permaneçam limitados. ### Grupo KTZ, do setor de construção civil e engenharia, quer produzir na Zona Franca e planeja investir R$ 21,8 milhões URL: https://www.jornalopolo.com.br/grupo-ktz-do-setor-de-construcao-civil-e-engenharia-quer-produzir-na-zona-franca-e-planeja-investir-r-21-8-milhoes/ Last updated: 2026-07-20T17:06:40.000Z O Polo Industrial de Manaus (PIM) deve ganhar o reforço de um novo grupo empresarial nos próximos meses. O grupo KTZ, do setor de construção civil e engenharia, mantém em análise três projetos de implantação na Zona Franca de Manaus que, juntos, ultrapassam R$ 21,8 milhões em investimentos e podem gerar 265 empregos, entre diretos e indiretos. O grupo faz parte da Betzalel Participações, holding criada a partir do reposicionamento da incorporadora brasileira Katz Construções, que adotou o nome KTZ como parte de uma estratégia para modernizar a marca e ampliar sua atuação para diferentes regiões do país. Dois dos projetos previstos para a ZFM pertencem à KTZ Construções e Estruturas. O maior deles prevê investimento de aproximadamente R$ 10,8 milhões para produção de estruturas de ferro e aço usadas na construção civil, como escadas metálicas, mezaninos, treliças, vigas, pilares, cantoneiras e armaduras. A expectativa é criar 95 empregos e produzir mais de 17,6 milhões de peças. A mesma empresa também pretende instalar linhas para produzir artefatos de cimento e concreto, com investimento superior a R$ 3,5 milhões. O projeto prevê 83 postos de trabalho e capacidade para produzir 4,65 mil toneladas de artefatos de cimento e concreto no primeiro ano, volume que poderá chegar a 7,27 mil toneladas no terceiro ano de operação. Já o terceiro projeto aparece com o nome de KTZ Modular, que pretende investir R$ 7,5 milhões na fabricação de contêineres e módulos habitacionais. A unidade deverá ter capacidade para produzir 1,3 mil módulos por ano, chegando também a 87 empregos. Os três projetos já passaram pela aprovação do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) em junho, para concessão de incentivos fiscais estaduais (ICMS), e agora devem prosseguir para análise no Conselho de Administração da Suframa (CAS). ### Fortalecimento Os projetos chegam em um momento de aquecimento da construção civil em Manaus. Dados da Prefeitura de Manaus, com base na Pesquisa Anual da Indústria da Construção, de 2024, a mais recente do IBGE, mostram que o Amazonas movimentou R$ 6,1 bilhões em incorporações, obras e serviços de construção. Na capital, a área licenciada para novas edificações cresceu 23% em 2024, refletindo o aumento da atividade e dos investimentos no setor. ### Honda investe na formação de especialistas e lança pós-graduação inédita em parceria com a UEA URL: https://www.jornalopolo.com.br/honda-investe-na-formacao-de-especialistas-e-lanca-pos-graduacao-inedita-em-parceria-com-a-uea/ Last updated: 2026-07-20T12:21:54.000Z A Moto Honda da Amazônia e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) deram mais um passo para aproximar a indústria da academia. As duas instituições lançaram, na sexta-feira (17), a primeira pós-graduação in company em Ergonomia aplicada à Indústria 4.0 na Amazônia, voltada à formação de profissionais para um ambiente industrial cada vez mais tecnológico. O início das atividades se deu por meio de uma aula magna, realizada no mesmo dia, na Escola de Direito (ED/UEA), que contou com a participação de estudantes, docentes, representantes da universidade e da indústria, além de convidados. O curso terá duração de 18 meses, carga horária de 440 horas e aulas presenciais, com encontros mensais na Escola Superior de Artes e Turismo (Esat/UEA). A primeira turma ofereceu 33 vagas: 28 destinadas a colaboradores da Moto Honda e cinco abertas a egressos da UEA. A especialização foi criada para atender às novas demandas da indústria, preparando profissionais para atuar com ergonomia em fábricas que utilizam automação, tecnologias digitais e processos produtivos cada vez mais avançados. A proposta também reforça temas como segurança no trabalho, eficiência operacional e adaptação dos trabalhadores às transformações da Indústria 4.0. O formato das aulas foi pensado para permitir que os estudantes conciliem a formação acadêmica com suas atividades profissionais. A matriz curricular contempla disciplinas sobre análise ergonômica do trabalho, saúde ocupacional, fatores humanos, transformação digital nos processos produtivos, além de atividades práticas e trabalhos de campo em ambientes industriais. O conteúdo segue as diretrizes da Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17). Presente na Zona Franca há 50 anos e com mais de 9 mil colaboradores, a Moto Honda afirma que a iniciativa faz parte da estratégia de investir no desenvolvimento de talentos locais e na melhoria contínua dos processos. > "As pessoas estão no centro da nossa estratégia. Acreditamos que investir em conhecimento é fundamental para fortalecer competências, posicionar a inovação e contribuir para o desenvolvimento sustentável da Amazônia", disse o diretor de Administração e Finanças da Moto Honda da Amazônia, João Mezari. Para o coordenador da especialização, o Prof. Dr. Jansen Estrázulas, o investimento na qualificação dos profissionais gera benefícios tanto para a empresa quanto para os trabalhadores, com reflexos diretos na qualidade de vida, na produtividade e no desenvolvimento regional. > “Acredito que a gente abrindo as portas para a empresa investir na qualificação dos seus profissionais aqui, na UEA, outras empresas vão procurar a gente, porque sabem que hoje é um tema muito importante. Quanto mais funcionários saudáveis trabalhando e gente qualificada para cuidar dessa saúde, melhor é para a empresa, melhor para a produção e melhor também para a rentabilidade aqui, da nossa região”, ressaltou o coordenador. ### Caso Innova: atividades no Distrito Industrial de Manaus são liberadas após contenção de vazamento de estireno URL: https://www.jornalopolo.com.br/caso-innova-atividades-no-distrito-industrial-de-manaus-sao-liberadas-apos-contencao-de-vazamento-de-estireno/ Last updated: 2026-07-19T22:55:12.000Z O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) conseguiu conter o vazamento de gás estireno em uma fábrica do Distrito Industrial, que teve início na quarta-feira (16/07). Com isso, em reunião neste domingo (19/07), o Comitê composto por órgãos estaduais da Segurança Pública, Defesa Civil, Saúde, Meio Ambiente e Educação, além da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM), decidiu pela liberação, a partir desta segunda-feira (20), das atividades das empresas do Polo Industrial, unidades de ensino da rede estadual e serviços públicos, que haviam sido suspensas desde o dia do acidente. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel Orleilso Muniz, reforçou que o vazamento do gás foi contido e detalhou como se dará a continuidade dos trabalhos a partir de agora. “Nesse momento não encontramos qualquer resíduo do gás estireno tanto no entorno, como dentro da área que foi isolada. Estamos com emissão zero a partir do tanque que foi sinistrado. O Corpo de Bombeiros continuará dentro da empresa mantendo o resfriamento (do tanque afetado). Esse é um trabalho que poderá durar meses para desinstalação, retirada de todo material com segurança e, a partir daí, ser dada a destinação adequada para o produto daquele tanque”, explicou. Desde o dia do acidente, o Corpo de Bombeiros atuou, de forma ininterrupta, no resfriamento e sucção do produto, para a contenção e extinção do gás. Com apoio da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), um perímetro de 300 metros foi isolado, ainda na quarta-feira, como determina o protocolo de segurança para esses casos. O diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Gustavo Picanço, falou sobre o acompanhamento dos trabalhos junto ao Corpo de Bombeiros, com o apoio do Crea-AM, ao longo dos dias, para avaliar a temperatura e estrutura do tanque, que fundamentou a decisão pela liberação das atividades. “O Ipaam, em conjunto com os Bombeiros, acompanhou desde o início a situação e, no sábado (18/07), através de um drone termal, levantamos várias medições, de quatro em quatro horas, analisando a questão da temperatura do tanque. Também acionamos o Crea-AM, que veio com uma equipe técnica de engenheiros mecânicos para, junto com essa análise do drone de temperatura, fazer a análise de possíveis fissuras e rachadura, o que não foi constatado”, disse o diretor-presidente do Ipaam. O Ipaam seguirá monitorando os trabalhos realizados na fábrica onde ocorreu o acidente. Entre as ações previstas estão o acompanhamento da qualidade do ar, em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio do Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM); a análise dos efluentes gerados; a fiscalização da destinação ambientalmente adequada dos resíduos remanescentes do tanque; e a verificação do cumprimento das condicionantes da Licença de Operação (LO) da empresa, vigente até outubro de 2026. Conforme o avanço das vistorias e das análises técnicas, o Instituto poderá adotar novas medidas administrativas previstas na legislação ambiental, caso sejam constatadas outras irregularidades. Na sexta-feira (17), o Ipaam autuou a empresa em R$ 12,5 milhões por infração à legislação ambiental. A penalidade foi aplicada com fundamento na Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), que estabelece sanções penais e administrativas para condutas e atividades lesivas ao meio ambiente; no Decreto Federal nº 6.514/2008, que regulamenta as infrações e sanções administrativas ambientais; e no Decreto Estadual nº 51.355/2025, que disciplina os procedimentos de fiscalização e a aplicação de penalidades ambientais no Estado do Amazonas. O gerente adjunto de fiscalização do Crea-AM, Afonso Bernardes Jr., também falou sobre a análise que foi realizada na estrutura, apontando que não existe fissuras, tendo como foco a continuidade da fiscalizações. “Fizemos, junto à equipe técnica da Câmara Especializada de Mecânica e Metalurgia, um compilado com quatro engenheiros, onde pudemos evidenciar realmente o que vem sendo tratado pelos órgãos especializados. Teve realmente uma deformação da estrutura, mas que não compromete, não havendo fissuras. E o monitoramento com as atividades que vêm sendo feitas foram bem eficazes. Então, não tem risco”, avaliou o gerente. O secretário de Estado de Saúde, Luís Alberto Saraiva, ressaltou que as medidas de segurança e monitoramento demonstraram ser eficientes em eliminar o risco para a saúde pública. Ele reforçou, porém, que o monitoramento permanecerá sendo realizado. “Vamos continuar checando o gabinete de atendimento dentro das unidades de saúde através de reuniões diárias com todos os diretores de SPA e de prontos-socorros. A intoxicação pelo gás estireno depende de dois fatores, tempo de exposição e a concentração desse gás no ar. No momento, através de medições do Corpo de Bombeiros, desde o dia de ontem, foi atestado que não existe mais nenhum tipo de vazamento de gás. Então, através de uma decisão do colegiado, entendemos que a população não corre risco”, pontuou o secretário. Desde a quarta-feira até este domingo, a rede estadual de Saúde registrou 552 atendimentos relacionados a sintomas causados por possível exposição ao estireno. Desses, apenas um paciente segue internado em unidade da rede estadual. Ainda assim, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) mantém a orientação de procurar uma unidade de Saúde ou acionar o Samu pelo 192, caso haja possíveis sintomas causados pelo contato com o gás. No sábado (18), um homem, de 60 anos, deu entrada em uma unidade da rede privada de saúde relatando problemas respiratórios, supostamente causados após exposição ao gás, o paciente teve um agravamento do quadro e evoluiu para óbito na madrugada de domingo. O homem já havia sido atendido na unidade privada na sexta-feira (17), com sintomas leves, sendo liberado posteriormente. A morte será investigada pela comissão de verificação de óbito da unidade privada e acompanhada pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). Na quarta-feira, um homem de 67 anos, morador do Centro da Cidade, foi a óbito após dar entrada em uma unidade de Saúde da rede estadual relatando mal-estar após o vazamento. Não foi constatada, porém, relação direta da morte com o gás estireno. O paciente já possuía histórico de doença respiratória crônica, tendo sido atendido na mesma unidade, em dias anteriores, com queixa de dificuldades respiratória. ### Serviços públicos liberados Com base na decisão, a Secretaria do Estado de Educação e Desporto Escolar vai retomar, a partir desta segunda-feira (20) as atividades das Escolas Estaduais (EE): Nathalia Uchôa, Antônio Lucena Bittencourt; Antóvila Mourão Vieira; Bom Pastor, Madre Tereza Almirante Ernesto; Olavo Bilac, São Luiz de Gonzaga, Marquês de Santa Cruz, Pedro Silvestre, Nossa Senhora da Glória, Antônio Bettencourt, Joana Rodrigues, Liberalina Weill, Gov. Melo e Póvoas e Benedito Almeida. O Serviço de Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) Studio 5 também retoma o atendimento normal à população. ### Innova recebe nova multa de R$ 12,5 milhões e penalidades pelo vazamento de estireno em Manaus já passam de R$ 22 milhões URL: https://www.jornalopolo.com.br/innova-recebe-nova-multa-de-r-12-5-milhoes-e-penalidades-pelo-vazamento-de-estireno-ja-passam-de-r-22-milhoes/ Last updated: 2026-07-18T15:10:13.000Z O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) anunciou, nesta sexta-feira (17), uma nova autuação de R$ 12,5 milhões contra a petroquímica Innova por poluição atmosférica causada pelo vazamento de estireno no Distrito Industrial de Manaus, registrado na última quarta-feira (15). Com isso, o valor das penalidades chega a R$ 22,4 milhões. Segundo o Ipaam, a multa foi aplicada em razão da poluição do ar provocada pelo vazamento, que causou forte odor e desconforto respiratório à população. A autuação tem como base a Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998), o Decreto Federal nº 6.514/2008 e o Decreto Estadual nº 51.355/2025, que regulamentam infrações e sanções ambientais. O órgão informou que acompanha, desde o início da ocorrência, a execução do Plano de Ação de Emergência (PAE) da empresa e fiscaliza as medidas adotadas para conter o vazamento. A Innova possui Licença de Operação (LO) válida até outubro de 2026. De acordo com o instituto, equipes técnicas continuam realizando avaliações para verificar possíveis impactos ambientais e o cumprimento das condicionantes da licença ambiental. Caso novas irregularidades sejam constatadas durante as análises, outras medidas administrativas poderão ser adotadas. ### Outras penalidades **Além** da penalidade estadual, a Prefeitura de Manaus já multou a empresa em duas ocasiões. A primeira autuação, de R$ 4.554.300, foi aplicada por poluição atmosférica. A segunda, de R$ 5.347.300, ocorreu após fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) identificarem, com auxílio de drones equipados com câmeras térmicas, fissuras em parte do tanque e a continuidade do vazamento, além de poluição do solo e de corpo hídrico. Juntas, as multas municipais somam R$ 9.901.600. Enquanto as investigações prosseguem, equipes do Ipaam e da Prefeitura seguem monitorando a área e acompanhando as ações de contenção adotadas pela empresa. As autoridades também mantêm recomendações para que a população evite a região próxima ao local do incidente e procure atendimento médico caso apresente sintomas relacionados à exposição ao estireno. ### Empresa responsável por vazamento de estireno no Distrito Industrial é multada novamente URL: https://www.jornalopolo.com.br/empresa-responsavel-por-vazamento-de-estireno-no-distrito-industrial-e-multada-novamente/ Last updated: 2026-07-17T23:30:55.000Z A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), autuou a empresa Innova em mais de R$ 5 milhões após detectar, com ajuda de drones equipados com câmeras térmicas, fissuras em parte do tanque e a continuidade de vazamento de gás estireno na indústria localizada no Polo Industrial de Manaus (PIM). Na quinta-feira, a empresa foi autuada em 30 mil Unidades Fiscais do Município (UFMs), o equivalente a R$ 4.554.300,00, pela poluição de ar com emissão de gases. Desta vez, a multa é de R$ 5.347.300,00, referente a 35 mil UFMs, referente à poluição de corpo hídrico e solo. Ao todo, as duas multas totalizam quase R$ 10 milhões. Os recursos das multas são destinadas ao Fundo Municipal para o Desenvolvimento e Meio Ambiente (FMDMA/FMDMA) para serem utilizados na execução da política ambiental municipal. De acordo com Cezar Lopes, diretor de Fiscalização da Semmas, a equipe segue no monitoramento da ocorrência. A primeira autuação estabelece o prazo regulamentar para a apresentação de defesa e dos relatórios técnicos necessários. “Estamos realizando o monitoramento pela equipe de Fiscalização da Semmas, com uso de dois drones de alta precisão, além de corpo técnico composto por químicos e demais profissionais necessários nesta ocorrência”, destacou o diretor de Fiscalização da Semmas, Cezar Lopes. ### **Atuação** A Prefeitura de Manaus, por meio de 12 secretarias integradas no gabinete de crise, segue monitorando, nesta sexta-feira, 17/7, o vazamento de gás estireno. As equipes da Semmas, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e Defesa Civil permanecem no local realizando o monitoramento ambiental, das condições de segurança e da saúde da população. Além disso, foram disponibilizados dois caminhões-pipa para o auxílio no trabalho de resfriamento do tanque de gás. Como medida preventiva, 10 escolas da rede municipal seguem sem aulas nesta sexta-feira devido ao forte odor do gás. A situação está sob controle, mas como o estireno exige controle térmico rigoroso, entre 25°C e 27°C, o tanque continua sendo resfriado para evitar novas reações. A recomendação é de que a população evite a área próxima à rua Javari e das industriais atingidas e, caso perceba forte odor, permaneça em locais protegidos, mantenha portas e janelas fechadas e procure uma unidade de saúde se apresentar sintomas. Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo 199. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/Empresa-respons--vel-por-vazamento-de-estireno-no-Distrito-Industrial----multada-novamente.jpeg) Foto: Divulgação/Semmas ### Corpo de Bombeiros segue atuando para estancar vazamento de estireno no Distrito Industrial URL: https://www.jornalopolo.com.br/corpo-de-bombeiros-segue-atuando-para-estancar-vazamento-de-estireno-no-distrito-industrial/ Last updated: 2026-07-18T15:00:09.000Z O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) informou que segue atuando nesta sexta-feira (17) para resfriar o tanque e estancar o vazamento de estireno, ocorrido na petroquímica Innova, no Distrito Industrial de Manaus, Zona Sul, na última quinta-feira (16). O Corpo de Bombeiros utiliza na operação sete canhões de água, para estancar em 100% a emissão do componente. Após o prazo de 24h dado na última quinta-feira, o CBMAM fará uma nova avaliação para verificar se já é possível a liberação do retorno do funcionamento da fábrica onde o fato ocorreu e das indústrias próximas. Ainda no dia do acidente, o Corpo de Bombeiros controlou o vazamento do produto e, com apoio da Polícia Militar, isolou o local em um perímetro de 300 metros. Por se tratar de um gás com uma densidade maior que a do ar, a dissipação do composto possui um tempo diferente da de outras fumaças. Ainda assim, o CBMAM, Defesa Civil e órgãos estaduais de Saúde reforçam que o risco para a saúde da população é baixo, mas que apenas após nova análise dos órgãos competentes será possível definir sobre a liberação de circulação de pessoas no entorno. Após a finalização da fase de resfriamento do tanque, os órgãos estaduais vão realizar as análises periciais para, então, estabelecer eventuais responsabilidades. Durante reunião do Comitê, composto por órgãos estaduais e montado para acompanhar a situação, representantes da empresa apresentaram as medidas e protocolos de segurança e resolução da questão que têm sido implementados e acompanhados pelo CBMAM e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). A Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), após o início da ocorrência, acionou o Centro de Integrado de Comando e Controle (CICC), coordenando e monitorando os chamados realizados via 190 e 193, além de mobilizar os órgãos do Sistema de Segurança e acompanhar os atendimentos realizados pela rede estadual de saúde. No dia do sinistro, foram empregados no atendimento da ocorrência cerca de dez viaturas, quatro canhões de água e 35 homens. Brigadistas da empresa afetada também atuaram. Como medida preventiva, a Defesa Civil também orienta que a população permaneça em local aberto e bem ventilado, mantenha portas e janelas abertas para favorecer a circulação do ar e desligue aparelhos que captem ar do ambiente externo, como ar-condicionado e sistemas de ventilação. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) realizou, nesta sexta feira, até às 12h, 23 atendimentos em unidades da rede estadual de saúde, com sintomas ocasionados possivelmente pelo contato com o gás. Desde o dia da ocorrência, a SES-AM realizou 211 atendimentos na rede estadual relacionados a exposição ao composto químico. Desses, apenas um paciente ainda está internado, na UTI, mas em recuperação e com risco baixo de morte. A SES-AM recomenda que pessoas expostas ao produto, caso apresentem sintomas como irritação nos olhos ou na pele, tontura, dor de cabeça, náusea, sonolência, confusão, dificuldade para respirar ou perda de consciência, procurem imediatamente a unidade de saúde mais próxima ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192). ### Elgin comunica paralisação de atividades após vazamento de gás estireno no Distrito Industrial URL: https://www.jornalopolo.com.br/elgin-comunica-paralisacao-de-atividades-apos-vazamento-de-gas-estireno-no-distrito-industrial/ Last updated: 2026-07-17T17:14:22.000Z A Elgin lançou um comunicado à imprensa nesta sexta-feira (17) a respeito de recentes vídeos publicados nas redes sociais, em que colaboradores da empresa aparecem passando mal e, em alguns casos, desmaiados, após um contínuo vazamento de gás estireno ocorrido na petroquímica Innova, no Distrito Industrial I. Segundo colaboradores, alguns inclusive membros do Sindicado dos Metalúrgicos do Amazonas, ouvidos pela imprensa local, a empresa não parou as atividades nesta quinta, mesmo sabendo que o vazamento não estava contido. A fabricante esclareceu que não paralisou as atividades por conta de a unidade da Elgin estar localizada a cerca de um quilômetro do local do incidente, portanto, fora do perímetro de segurança de 300 metros estabelecido pelo Corpo de Bombeiros. Mas que, assim que alguns colaboradores relataram desconforto, tomou medidas cabíveis. Disse a Elgin, por meio de nota: "Diante da situação, a empresa suspendeu as atividades e liberou seus cerca de 1.300 colaboradores. Aproximadamente 20 pessoas apresentaram sintomas como náusea e dor de cabeça e receberam atendimento. Todos os funcionários passam bem e já foram liberados e um está sendo observado por precaução". Ainda segundo o comunicado, como medida adicional de segurança, os colaboradores foram dispensados até segunda-feira, 20 de julho, enquanto uma equipe técnica especializada monitora a qualidade do ar no local. "As atividades serão retomadas somente após a confirmação de condições seguras. A Elgin segue acompanhando a situação e reforça que a saúde e a segurança de seus colaboradores são sua prioridade", comunicou. ### Prefeitura de Manaus aplica multa de R$ 4,5 milhões à Innova URL: https://www.jornalopolo.com.br/prefeitura-de-manaus-aplica-multa-de-r-4-5-milhoes-a-innova/ Last updated: 2026-07-17T00:23:03.000Z A Prefeitura de Manaus multou a petroquímica Innova em R$ 4,5 milhões pela emissão de gases provocada pelo vazamento de monômero de estireno registrado na unidade da empresa, localizada no Distrito Industrial, na zona Sul da capital. Além da penalidade, equipes municipais investigam se o incidente causou impactos ambientais na área ao redor da fábrica. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pelo secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), François Matos, durante entrevista ao programa *17 Horas*, da TV A Crítica. Segundo ele, a ocorrência já levou centenas de pessoas a buscar atendimento médico e, apenas nesta quinta-feira, quatro casos considerados graves foram registrados. > "Já foram centenas de pessoas hospitalizadas. Ainda hoje foram registrados quatro casos graves. É uma situação que precisa ser tratada com todo o cuidado na área ambiental. Já estão sendo realizadas análises técnicas. Inclusive, minha equipe, juntamente com o Implurb e a Visa Manaus, esteve no local nesta manhã para realizar toda a avaliação técnica", ressaltou. Durante as vistorias realizadas na unidade industrial, técnicos identificaram fissuras na estrutura da empresa e um vazamento na bacia de contenção. De acordo com o secretário, ainda é cedo para confirmar se houve contaminação do solo ou de um igarapé localizado nas proximidades, mas amostras estão sendo coletadas para avaliar a extensão dos possíveis danos. > "É prematuro afirmar que houve contaminação do solo. Existe um igarapé próximo, e a drenagem pode ter levado agentes contaminantes, mas ainda não é possível fazer essa afirmação. Estamos realizando análises, coletando amostras e documentando toda a ocorrência. A fissura é real, existe um vazamento na bacia de contenção. A multa referente à emissão de gases já foi aplicada e, agora, estamos avaliando toda a área do entorno para medir a extensão do impacto ambiental", explicou. As investigações seguem sob responsabilidade de um comitê de crise criado pela Prefeitura de Manaus. O grupo reúne equipes da Semmas, do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), da Vigilância Sanitária (Visa Manaus) e de outros órgãos municipais, que permanecem monitorando a área e adotando medidas para reduzir os impactos ambientais e os riscos à saúde da população. ### Caso Innova: Sindicato cobra manifestação da Defesa Civil URL: https://www.jornalopolo.com.br/caso-innova-sindicato-cobra-manifestacao-da-defesa-civil/ Last updated: 2026-07-16T19:27:30.000Z > "É inaceitável que, passadas mais de 15 horas da ocorrência envolvendo o vazamento de monômero de estireno no Distrito Industrial de Manaus, ainda não tenha sido divulgado um parecer técnico oficial pelos órgãos competentes". A declaração é do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM), que divulgou uma manifestação pública nesta quinta-feira (16), cobrando um posicionamento da Defesa Civil Estadual e da Defesa Civil Municipal sobre o incidente registrado na quarta-feira (15) na petroquímica Innova. Na nota, a entidade afirma que a ausência do documento técnico dificulta a atuação do sindicato na defesa dos trabalhadores e compromete a cobrança de medidas preventivas junto às empresas, especialmente em um contexto que envolve riscos à saúde, à segurança e à integridade física da categoria. O Sindmetal-AM também solicita a divulgação imediata de um parecer técnico oficial que oriente trabalhadores, empresas e entidades representativas sobre as medidas cabíveis após o vazamento. ### Vazamento de estireno leva 107 pessoas a unidades de saúde em Manaus; Secretaria de Saúde monitora casos URL: https://www.jornalopolo.com.br/vazamento-de-estireno-leva-107-pessoas-a-unidades-de-saude-em-manaus-secretaria-de-saude-monitora-casos/ Last updated: 2026-07-16T18:53:56.000Z O vazamento de estireno ocorrido na fábrica Innova, no Distrito Industrial de Manaus, levou 107 pessoas a buscar atendimento em 12 unidades da rede estadual de saúde, informou a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) nesta quinta-feira (16). O episódio aconteceu na tarde de quarta-feira (15) e mobilizou equipes de atendimento e vigilância em saúde. Conforme a SES-AM, os pacientes chegaram às unidades apresentando principalmente sintomas como dificuldade para respirar, náuseas, dor de cabeça, tontura e episódios de desmaio. Após passarem por avaliação médica e exames, a maior parte dos atendidos foi liberada: 104 pessoas receberam alta com orientações das equipes responsáveis. Dois pacientes continuam sendo acompanhados por profissionais da saúde, com estado clínico considerado estável. Outro permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave. Entre os casos atendidos está o de um homem de 67 anos que morreu durante a madrugada. Segundo a secretaria, o paciente possuía histórico de doença pulmonar crônica avançada e cardiopatia. Apesar de ter informado contato com o odor do estireno, a SES-AM afirmou que ainda não existem elementos que confirmem que a exposição ao produto tenha causado a morte. A Polícia Civil deve apurar o caso. A secretaria informou ainda que mantém as equipes e serviços da rede estadual em alerta, com ações de vigilância, segurança e assistência ativadas para acompanhar a situação e possíveis novos atendimentos relacionados ao vazamento. ### 6 milhões de TVs, 5 milhões de celulares e 2,2 milhões de micro-ondas: os cinco primeiros meses do setor eletroeletrônico do PIM URL: https://www.jornalopolo.com.br/6-milhoes-de-tvs-5-milhoes-de-celulares-e-2-2-milhoes-de-micro-ondas-os-cinco-primeiros-meses-do-setor-eletroeletronico-do-pim/ Last updated: 2026-07-16T20:12:17.000Z A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) divulgou, nesta quarta-feira (15), os indicadores industriais do Polo Industrial de Manaus (PIM) referentes ao mês de maio. No período, o setor de Eletroeletrônicos, juntamente com Bens de Informática, mantiveram-se em destaque. O segmento de Bens de informática, com faturamento de R$ 20,5 bilhões, embora apareça separado nos indicadores, na prática, faz parte do setor de Eletroeletrônicos, que faturou R$ 16,2 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, ambos com crescimento em relação ao mesmo período de 2025. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/PIM-FATURAMENTO---JAN-MAI-2026.png) Arte: Jornal O POLO Os dois setores representaram 36,7% de participação no faturamento total do período. O Jornal O POLO consultou os indicadores e separou alguns destaques no que se refere ao número de itens produzidos. "Telefones celulares" e "fornos micro-ondas" tiveram crescimento na produção, enquanto outros seis itens apresentaram queda. Confira: ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/PIM.png) Arte: Jornal O POLO ### LG, Yamaha, Honda, P&G e mais 13 empresas liberam funcionários após vazamento de estireno em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/yamaha-honda-lg-p-g-e-mais-13-empresas-liberam-funcionarios-apos-vazamento-de-estireno-em-manaus/ Last updated: 2026-07-16T18:38:06.000Z 17 empresas instaladas no Distrito Industrial, além da Prefeitura de Manaus, adotaram medidas preventivas em decorrência do vazamento de estireno registrado na Innova nesta quarta-feira (15). Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), as companhias liberaram os funcionários para retornar às residências nesta quinta-feira (16), enquanto o Corpo de Bombeiros segue atuando no controle da ocorrência. Entre as empresas que dispensaram os colaboradores estão Positivo, Boardtec, Orient, Compal, PST, Costa Brasil, RLX Fluidos Refrigerantes, LG, Boreo, Yamaha, Honda, Venttos, Engie, Electrolux, PCE, Digboard e P&G. De acordo com o presidente da Fieam, Antônio Silva, as equipes do Corpo de Bombeiros continuam realizando o resfriamento dos tanques da Innova para controlar a temperatura do material e interromper completamente a liberação de vapores. > "A expectativa é que a situação esteja normalizada dentro das próximas 24 horas", disse. O vazamento ocorreu em um dos tanques de armazenamento de monômero de estireno da empresa Innova, no Distrito Industrial de Manaus. Nesta quinta-feira, bombeiros permaneciam no local realizando o resfriamento da estrutura. Segundo a corporação, ainda havia liberação de vapores, porém em intensidade reduzida, durante o processo de controle da temperatura. Ao JORNAL O POLO, a LG enviou o seguinte posicionamento: > > "A LG Electronics informa que, devido a um vazamento de estireno registrado em uma fábrica vizinha no Distrito Industrial de Manaus, evacuou integralmente sua planta. A decisão foi tomada como medida preventiva, priorizando a segurança e o bem-estar de seus colaboradores. A evacuação ocorreu após a equipe seguir os protocolos de segurança e constatar que o forte odor na região inviabilizava a realização das atividades. A empresa esclarece que todos os procedimentos internos de emergência foram rigorosamente cumpridos e reitera que os colaboradores que apresentaram mal-estar receberam pronto atendimento médico. A equipe responsável segue monitorando a situação, e a previsão é que as operações sejam retomadas amanhã, desde que as condições na região estejam totalmente normalizadas". ### Vazamento de estireno na Innova: Superintendente da Suframa fala sobre impactos e acompanhamento do caso URL: https://www.jornalopolo.com.br/vazamento-de-estireno-na-innova-superintendente-da-suframa-fala-sobre-impactos-e-acompanhamento-do-caso/ Last updated: 2026-07-16T14:15:38.000Z O superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, comentou o vazamento de estireno registrado na Unidade 5 da Innova, no Distrito Industrial de Manaus. O incidente, provocado pelo superaquecimento de um tanque de armazenamento, mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, provocou evacuações, espalhou um forte odor por diversos bairros da capital e levou dezenas de pessoas a relatarem mal-estar. No vídeo, Montenegro fala sobre o acompanhamento da Suframa ao caso e as medidas adotadas após a ocorrência. Assista: 0:00 /0:46 1× ### Super Terminais suspende operação de depot após vazamento de estireno no Distrito Industrial URL: https://www.jornalopolo.com.br/super-terminais-suspende-operacao-de-depot-apos-vazamento-de-estireno-no-distrito-industrial-2/ Last updated: 2026-07-16T13:51:17.000Z O Super Terminais informou nesta quinta-feira (16) que suspendeu temporariamente o recebimento de contêineres vazios em seu depot devido às consequências do vazamento de estireno registrado na quarta-feira (15) no Distrito Industrial I, Zona Sul de Manaus. Segundo a empresa, a medida foi adotada porque os órgãos competentes continuam atuando na área afetada pelo incidente industrial. O terminal fica ao lado da Innova, onde ocorreu o incidente. Depot trata-se do local onde os contêineres ficam guardados antes de serem enviados para o porto, devolvidos pelos clientes ou encaminhados para manutenção, limpeza e inspeção. Em comunicado encaminhado a clientes e parceiros, a empresa informou que, em caráter excepcional, o recebimento de contêineres vazios será realizado no Pátio 9, localizado na Avenida Rodrigo Otávio, nº 672, bairro Crespo, das 13h às 22h. Durante esse período, haverá apenas a entrega de contêineres vazios, sem a operação de retirada. Apesar da mudança na operação do depot, o Super Terminais destacou que as atividades do porto seguem funcionando normalmente. O incidente na Innova mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil do Amazonas, provocou a evacuação de empresas e espalhou uma densa nuvem de vapores com forte odor por diversos bairros de Manaus. O caso também moradores de áreas próximas e trabalhadores de empresas vizinhas a relatarem sintomas como irritação nas vias respiratórias, tontura e mal-estar. O Super Terminais afirmou que manterá clientes e parceiros informados sobre novas atualizações relacionadas à normalização das operações do depot. ### Suframa cobra informações da Innova após vazamento de estireno URL: https://www.jornalopolo.com.br/suframa-cobra-informacoes-da-innova-apos-vazamento-de-estireno-e-diz-acompanhar-apuracao/ Last updated: 2026-07-16T12:44:00.000Z A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou que acompanha o desdobramento do vazamento de estireno registrado na tarde de quarta-feira (15), nas instalações da empresa Innova, no Distrito Industrial de Manaus. Em nota, a autarquia manifestou solidariedade aos trabalhadores, familiares e demais pessoas afetadas pelo incidente, além de desejar "plena recuperação aos envolvidos". Segundo a Suframa, o órgão está adotando as medidas cabíveis dentro de suas atribuições institucionais e solicitou, pelas vias competentes, informações detalhadas sobre as ações de contenção adotadas pela empresa, bem como sobre os possíveis impactos do episódio na regularidade do projeto industrial aprovado e nas condições de uso do lote. > "A Suframa exige nas vias adequadas as informações circunstanciadas sobre as medidas de contenção adotadas e sobre os efeitos da ocorrência na regularidade do projeto aprovado e nas condições de uso do lote", informou a autarquia. A superintendência ressaltou que a gestão do Distrito Industrial envolve competências compartilhadas entre os governos federal, estadual e municipal e que a resposta ao incidente depende da atuação coordenada dos órgãos responsáveis. A nota também esclarece que cabe à Suframa administrar os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, analisar projetos industriais e gerir os lotes de sua propriedade. Ao mesmo tempo, o órgão destacou que "a operação segura das instalações é obrigação da empresa, nos termos das licenças que detém", acrescentando que a investigação sobre as causas do vazamento e seus impactos sanitários, ambientais e à saúde dos trabalhadores deve ser conduzida pelos órgãos competentes. Por fim, a Suframa afirmou que acompanhará integralmente os resultados das apurações e reiterou o compromisso com a segurança das atividades industriais, a proteção da população, dos trabalhadores e do meio ambiente. ### Vazamento de estireno em petroquímica coloca Manaus em alerta; Entenda o caso URL: https://www.jornalopolo.com.br/vazamento-de-estireno-em-petroquimica-coloca-manaus-em-alerta-entenda-o-caso/ Last updated: 2026-07-16T11:25:53.000Z Um vazamento de gás estireno na Unidade 5 da Innova, localizada na Avenida Abiurana, no Distrito Industrial I, Zona Sul de Manaus, mobilizou o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil do Amazonas e a brigada de emergência da empresa no fim da tarde desta quinta-feira (15). O incidente provocou a evacuação na fábrica, em indústrias vizinhas e até mesmo em estabelecimentos próximos, como o Studio 5 Shopping, localizado no bairro Japiim, também na Zona Sul. 0:00 /0:24 1× O vazamento espalhou um forte odor semelhante ao de tinta, verniz e solvente por diversos bairros da capital e fez com que várias pessoas, entre elas funcionários da própria fábrica e de fábricas vizinhas, passassem mal, com sintomas como tontura, dificuldade para respirar e desmaios. O cheiro se espalhou rapidamente para bairros próximos ao Distrito Industrial, como Betânia, Morro da Liberdade e Japiim, mas também foi percebido em regiões mais distantes, como Praça 14, Cachoeirinha, Compensa e até em áreas próximas à Ponte Rio Negro. Nas redes sociais, moradores relataram o forte odor e demonstraram preocupação com a situação, especialmente famílias com crianças pequenas. Equipes de emergência, em hospitais como o Rio Negro, também receberam diversas ocorrências envolvendo pessoas com irritação nas vias respiratórias, tontura e mal-estar. 0:00 /1:11 1× De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e nota divulgada pela Innova em suas redes sociais, o incidente foi provocado pelo superaquecimento de um tanque que armazenava monômero de estireno. Com o aumento da temperatura, a válvula de segurança do reservatório passou a liberar o gás para evitar uma ocorrência mais grave. Segundo a corporação, não houve explosão, rompimento do tanque ou incêndio. > “É uma reação química interna espontânea, isso pode acontecer. Então, vai ser feito uma perícia ainda mais refinada, mas tudo indica que começou através de uma reação espontânea interna ao tanque. De imediato, os sistemas de segurança eles foram acionados”, disse o coronel Orleilso Ximenes, comandante do CBMAM, em entrevista à imprensa. 0:00 /0:34 1× Com o apoio da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM), que realizou o isolamento da área, os Bombeiros empregaram no atendimento da ocorrência cerca de dez viaturas, quatro canhões de água e 35 homens. As equipes iniciaram imediatamente o resfriamento da estrutura utilizando o sistema de combate a incêndio da própria empresa e água da reserva técnica. A expectativa era reduzir a temperatura do produto armazenado até interromper completamente a liberação do gás. Conforme os bombeiros, o vazamento permaneceu controlado durante toda a operação. A Secretaria de Segurança Publica (SSP-AM), após o início da ocorrência, acionou o Centro de Integrado de Comando e Controle (CICC), coordenando e monitorando os chamados realizados via 190 e 193, além de mobilizar os órgãos do Sistema de Segurança e acompanhar os atendimentos realizados pela rede estadual de saúde. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informa que, 16 pessoas deram entrada em unidades da rede estadual de saúde, com quadro clínico estável e passam por avaliação médica. A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), responsável pela gestão do Polo Industrial de Manaus, não se pronunciou até o fechamento da matéria. ### Manaus em alerta O prefeito de Manaus, Renato Junior, informou, ainda na noite desta quarta-feira, que determinou a instalação imediata de um Gabinete de Crise para coordenar as ações de resposta ao vazamento de estireno registrado na área industrial de Manaus. Equipes de diferentes secretarias municipais foram mobilizadas para monitorar a situação e adotar medidas de proteção à população. A Prefeitura de Manaus orienta que moradores evitem circular nas proximidades do Distrito Industrial, já que o estireno é um produto químico tóxico e inflamável. Em pronunciamento nas redes sociais, Renato Junior classificou a ocorrência como grave e reforçou o pedido para que a população siga as recomendações das autoridades. > "Então, peço nesse momento, encarecidamente... é uma tragédia o que está acontecendo, é algo muito sério, é tóxico. Estamos, nesse momento, em estado de alerta em Manaus", afirmou. De acordo com o prefeito, a recomendação é que a população evite circular em um raio de até 30 quilômetros da área afetada, utilize máscara de proteção e siga rigorosamente as orientações das equipes de emergência que atuam no local. Confira pronunciamento: 0:00 /1:30 1× ### Recomendações A SES-AM recomenda que pessoas expostas ao produto, caso apresentem sintomas como irritação nos olhos ou na pele, tontura, dor de cabeça, náusea, sonolência, confusão, dificuldade para respirar ou perda de consciência, procurem imediatamente a unidade de saúde mais próxima ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192). A Defesa Civil do Amazonas orientou que moradores das áreas atingidas mantivessem portas e janelas abertas para facilitar a circulação do ar e evitassem permanecer em locais onde a concentração do odor fosse intensa. O órgão também recomendou que pessoas com sintomas procurassem atendimento médico. Segundo o Corpo de Bombeiros, o cheiro característico de solvente é próprio do estireno. A corporação informou que, embora o odor possa causar desconforto e sintomas como dor de cabeça, enjoo e tontura, o trabalho das equipes visava impedir que a situação evoluísse para um cenário de maior risco. O estireno é uma substância utilizada na fabricação de plásticos, resinas sintéticas e borrachas. ### Quem é a Innova A Innova é uma petroquímica brasileira originada da antiga Videolar e atua na produção de insumos para a indústria de plásticos. A companhia fabrica etilbenzeno, monômero de estireno (SM) e resinas de poliestireno (GPPS, HIPS e EPS), além de filmes de polipropileno biorientado (BOPP) e outros transformados plásticos utilizados em setores como embalagens, eletroeletrônicos, eletrodomésticos, construção civil e indústria alimentícia. A empresa mantém unidades industriais em Manaus (AM), Triunfo (RS) e Montenegro (RS), além de escritório administrativo em Barueri (SP). Em Manaus, a Innova é uma das principais empresas do Polo Industrial e produz, entre outros itens, resinas de poliestireno, filmes BOPP e laminados plásticos. Nos últimos anos, a companhia investiu na ampliação de suas operações e em produtos voltados à economia circular, como o ECO-PS, primeiro poliestireno brasileiro com até 30% de material reciclado pós-consumo. Em 2025, a empresa também concluiu a aquisição da Polo Films, reforçando sua presença no mercado de filmes plásticos e ampliando sua capacidade produtiva no Brasil. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/innova-videolar.png) Em junho deste ano, a companhia apresentou à Suframa um projeto de expansão de até R$ 423 milhões para Manaus. O plano previa a construção de um novo complexo industrial de cerca de 35 mil metros quadrados, com possibilidade de instalação de até três novas linhas de produção de filmes BOPP. Apenas nas duas unidades de Manaus voltadas a esses produtos, a empresa emprega atualmente 676 trabalhadores, 526 na Unidade 1, no Tarumã, e 150 na Unidade 4, no Distrito Industrial, e informou que a expansão ampliaria significativamente o quadro de funcionários. Vídeos: Reprodução ### Polo Industrial de Manaus fatura quase R$ 100 bilhões em cinco meses URL: https://www.jornalopolo.com.br/polo-industrial-de-manaus-fatura-quase-r-100-bilhoes-em-cinco-meses/ Last updated: 2026-07-15T20:52:17.000Z Entre janeiro e maio de 2026, o Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou R$ 99,64 bilhões em faturamento. Convertendo para moeda americana, esse montante fica em US$ 19,26 bilhões. Quando o assunto é exportação, o PIM somou, no período, US$ 339,41 milhões. Só em maio, as vendas externas totalizaram US$ 62,21 milhões. Outro destaque foi a média mensal de 130.605 empregos mantidos entre os cinco primeiros meses do ano. ### Segmentos O setor de Duas Rodas liderou a participação no faturamento do PIM com uma fatia de 20,73% do total, seguido por Bens de Informática (20,58%), Eletroeletrônico (16,20%) e Químico (11,05%). Outros setores com participação relevante foram Termoplástico (10,38%), Metalúrgico (8,67%) e Mecânico (6,42%). Em termos de crescimento percentual de faturamento no período, o setor de Bebidas registrou a maior variação entre os segmentos do PIM. ### Produtos Entre os produtos fabricados no acumulado até maio, por volume, encontram-se: - Motocicletas, motonetas e ciclomotos, com 1.004.301 unidades produzidas; - telefones celulares, totalizando 5.086.141 unidades. Em crescimento percentual de produção no período, destacaram-se: - Home theaters, com 20.349 unidades produzidas; - Lâminas e cartuchos, com 41.578.760 unidades produzidas - Aparelhos telefônicos (inclusive porteiros eletrônicos), com 126.150 unidades. ### TBT: durante quase 4 décadas, Sony fez de Manaus a sua casa. Fábrica produziu de Walkman a TVs Trinitron URL: https://www.jornalopolo.com.br/sony-a-gigante-japonesa-que-fez-de-manaus-a-casa-de-alguns-dos-eletronicos-mais-desejados-do-brasil/ Last updated: 2026-09-03T20:38:58.000Z Quem viveu as décadas de 1980, 1990 e 2000 provavelmente se lembra do peso que o nome Sony carregava nas lojas brasileiras. Televisores Trinitron, aparelhos de som, filmadoras, câmeras Cyber-shot e, mais tarde, as TVs Bravia estavam entre os produtos mais conhecidos da fabricante japonesa. O que muita gente fora do Amazonas talvez não soubesse é que uma parte importante dessa história saía todos os dias de linhas de produção instaladas em Manaus. A Sony já estava no Brasil desde 1972, inicialmente voltada à importação e distribuição de equipamentos. A virada industrial ocorreu em 1984, quando a companhia instalou sua fábrica na Zona Franca de Manaus. Televisão foi uma das linhas que ajudaram a construir a imagem da Sony no país. Em 1994, a empresa produziu cerca de 200 mil televisores no Brasil e, no ano seguinte, colocou em andamento um investimento de US$ 10 milhões para aumentar em aproximadamente 40% a capacidade da fábrica de Manaus para TVs, videocassetes e sistemas de áudio. Naquele período, a indústria brasileira de televisores crescia rapidamente com o Plano Real, o avanço do consumo e a disputa entre algumas das maiores fabricantes do mundo instaladas no PIM. Foi ali que ganharam escala nacional diferentes gerações da Trinitron e, posteriormente, da Wega. Documentos do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) mostram contratos envolvendo a fabricação em Manaus de televisores de tela plana de 21, 25, 29, 34 e 38 polegadas utilizando a tecnologia Wega FD Trinitron. Ou seja: aqueles aparelhos pesados, de tubo, que ocuparam as salas de milhares de famílias brasileiras não eram apenas produtos comercializados pela Sony no país, havia produção efetiva no Polo Industrial de Manaus. E a fábrica não ficou presa à televisão. No começo dos anos 2000, o portfólio já incluía aparelhos de som, DVDs, som automotivo, filmadoras e câmeras digitais. Em 2001, por exemplo, a Sony iniciou em Manaus a fabricação da Cyber-shot DSC-P20, de 1,3 megapixel, num momento em que fotografar sem filme ainda era novidade para boa parte dos consumidores. Poucos anos depois, novas gerações de câmeras digitais também passaram pelas linhas locais. A linha Walkman também teve produção nacional em sua fase digital. Em 2005, anúncios brasileiros do HD Walkman, capaz de armazenar milhares de músicas, identificavam o aparelho como produzido no Polo Industrial de Manaus. ### Uma fábrica que movimentava mais de R$ 1 bilhão Os números ajudam a dimensionar o tamanho que a operação alcançou. Dados oficiais da Suframa mostram que a unidade da Sony em Manaus faturou R$ 1,02 bilhão em 2004, R$ 1,01 bilhão em 2005 e R$ 980,2 milhões em 2006\. Somente nesses três anos, foram cerca de R$ 3 bilhões em faturamento. No mesmo período, a empresa registrou investimentos anuais de R$ 8,2 milhões, R$ 9,1 milhões e R$ 7,8 milhões, respectivamente, aproximadamente R$ 25 milhões somados entre 2004 e 2006\. A média de mão de obra da fábrica também superava mil trabalhadores: eram 1.001 em 2004 e aproximadamente 1.130 tanto em 2005 quanto em 2006. Mas a operação ainda cresceria bastante: em 2008, no embalo da expansão das TVs LCD, a Sony anunciou que pretendia dobrar a produção desse tipo de aparelho no país. O quadro da fábrica de Manaus chegou naquele ano a aproximadamente 2,2 mil funcionários, cerca do dobro do registrado no início daquele ciclo de expansão. Ao fim de 2007, a empresa dizia deter 15% do mercado brasileiro de televisores LCD. A crise financeira internacional de 2008 interrompeu temporariamente aquele ritmo. A Sony reduziu produção e realizou demissões em Manaus enquanto promovia cortes em sua divisão de eletrônicos ao redor do mundo. Era uma amostra de uma característica que acompanharia a unidade até os últimos anos: a fábrica amazonense precisava se adaptar não apenas às mudanças tecnológicas, mas também aos movimentos globais de uma das maiores empresas de eletrônicos do planeta. ### Do tubo à alta definição Se as Trinitron ajudaram a marcar uma época, a própria Sony tratou de substituí-las. A produção de televisores de tubo foi encerrada no fim de 2007, enquanto as telas LCD ganhavam espaço. Em 2009, Manaus já fabricava televisores Full HD da linha Bravia, incluindo o modelo XBR9, além da quarta geração de players Blu-ray da companhia. Em 2011, por sua vez, a Sony anunciou a produção local das câmeras NEX, modelos mais sofisticados, com recursos próximos aos de equipamentos profissionais e gravação de vídeo em alta definição. A nacionalização permitiria, segundo a empresa na época, reduzir em até 30% o preço da linha, com expectativa de comercializar 20 mil unidades naquele ano. O Brasil vivia então um dos melhores momentos da Sony. Entre os anos fiscais de 2010 e 2011, a companhia praticamente dobrou de tamanho no país e chegou a figurar como sua quarta principal subsidiária no mundo, atrás de Estados Unidos, China e Japão. Para aproveitar o crescimento do consumo e a aproximação da Copa do Mundo de 2014, anunciou um plano superior a R$ 500 milhões em investimentos no Brasil até 2014, envolvendo expansão produtiva, novos produtos, lojas e marketing. Parte dos recursos seria destinada à fábrica amazonense. A ambição era tanta que, em 2012, a companhia falava em quadruplicar a capacidade produtiva da unidade no Amazonas. Naquele momento, segundo o então presidente da Sony Brasil, Osamu Miura, 67 produtos diferentes já eram fabricados em Manaus. A unidade também foi ampliada naquele período e, às vésperas da Copa, empregava cerca de 1,9 mil trabalhadores. O Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas chegou a afirmar que a unidade chegou perto de 3 mil trabalhadores por volta de 2010, mas depois iniciou uma trajetória de redução. Em 2020, a própria Sony informava que restavam 220 funcionários na planta. ### E até o PlayStation saiu de Manaus Talvez uma das partes mais curiosas dessa história tenha começado em 2013\. Depois de anos vendendo seus consoles importados, a Sony passou a fabricar o PlayStation 3 em Manaus. O videogame de 250 GB chegou ao varejo brasileiro por R$ 1.099, cerca de 30% abaixo do preço da versão importada, que custava R$ 1.399. A operação tinha uma particularidade: segundo reportagem do UOL publicada à época, a unidade de Manaus tornou-se a primeira fábrica fora da China a produzir o PS3\. As dez primeiras unidades nacionais chegaram inclusive a ser usadas em uma campanha promocional da própria PlayStation. A fabricação direta pela Sony durou até 2015, quando o console passou a ser produzido em Manaus por uma operação terceirizada. A essa altura, a velha fábrica que começara produzindo eletrônicos numa época dominada por televisores de tubo já havia atravessado o videocassete, o DVD, a câmera digital, a alta definição, o Blu-ray, o 3D, o 4K e os videogames. Em 2013, a Suframa ainda aprovou um projeto de diversificação para que a Sony produzisse projetores de vídeo em Manaus. No ano seguinte, outro projeto autorizou a fabricação de componentes de cristal líquido para TVs e monitores, além de fones de ouvido. A queda acompanhou transformações profundas no mercado. As fabricantes sul-coreanas Samsung e LG ganharam escala no segmento de televisores; câmeras compactas perderam espaço para os smartphones; DVDs e Blu-rays passaram a enfrentar o streaming; e o negócio global de eletrônicos de consumo da própria Sony entrou em sucessivos processos de reorganização. Quando comunicou a decisão de fechar Manaus, porém, a empresa não apontou um único produto ou concorrente como responsável. Disse que considerava o ambiente recente de mercado e as tendências esperadas para seus negócios. ### Sony encerrou produção em Manaus, mas fábrica continuou produzindo Em setembro de 2020, veio o anúncio: a Sony encerraria a produção em Manaus até o fim de março de 2021 e interromperia a comercialização direta de TVs, câmeras e equipamentos de áudio pela Sony Brasil. A decisão colocava fim a 36 anos de produção da companhia no Amazonas. Mas as máquinas não ficaram paradas. Em dezembro daquele mesmo ano, a Mondial comprou os ativos industriais da Sony. O negócio envolveu a fábrica, equipamentos, laboratórios, salas de testes, estruturas de fabricação de moldes e linhas de montagem. A área total do complexo era de aproximadamente 55 mil metros quadrados, dos quais 27 mil m² construídos. O valor da transação não foi divulgado. A Mondial assumiu a estrutura a partir de 1º de fevereiro de 2021, inicialmente para transferir sua produção de áudio e vídeo e, depois, abrir novas linhas. Naquele momento, a companhia brasileira já dizia que a aquisição permitiria antecipar em poucos meses projetos que levariam anos para serem implantados do zero. A antiga fábrica japonesa acabaria se tornando também a base da retomada da marca Aiwa no Brasil. Anos depois, um dado divulgado sobre a nova operação ajudou a dimensionar o que havia passado por aquelas linhas: a antiga fábrica da Sony teria produzido 9,8 milhões de televisores durante sua trajetória. ### Indústria do Amazonas se mobiliza para implementação prática da nova NR-1 em fórum promovido pelo Cieam URL: https://www.jornalopolo.com.br/industria-do-amazonas-se-mobiliza-para-implementacao-pratica-da-nova-nr-1-em-forum-promovido-pelo-cieam/ Last updated: 2026-07-15T19:11:19.000Z O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) realizou, nesta segunda-feira (13), o I Fórum NR-1 na Prática: Impactos e Benefícios da Implantação. O encontro, que reuniu gestores de Recursos Humanos, líderes industriais e especialistas em saúde e segurança do trabalho no auditório do Senai, no Distrito Industrial, colocou em debate as recentes atualizações da Norma Regulamentadora Nº 1 (NR-1), especialmente a nova obrigatoriedade de inclusão dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A abertura do fórum foi conduzida pelo presidente executivo do Cieam, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, que destacou o papel de vanguarda da indústria amazonense na adaptação às exigências socioambientais e trabalhistas. > "A segurança jurídica, o bem-estar dos nossos colaboradores e a eficiência produtiva andam de mãos dadas. Esse fórum demonstra o compromisso do CIEAM em fornecer às empresas do Polo Industrial de Manaus as ferramentas e o conhecimento necessários para liderarem essa transição com responsabilidade e excelência," afirmou Lúcio Flávio. ### **Integração e Cultura Organizacional** O coordenador da Comissão de Recursos Humanos do Cieam e responsável pela organização do fórum, José Wilson Falcão, ressaltou que a atualização da norma exige uma mudança profunda na cultura corporativa, indo muito além do preenchimento de relatórios técnicos. "A nova NR-1 traz a saúde mental e os riscos psicossociais de forma definitiva para o centro da estratégia das empresas. O nosso papel, enquanto Comissão de RH do CIEAM, é apoiar as organizações para que essa transição ocorra de forma integrada, unindo o SESMT, o RH e o jurídico. Tratar do bem-estar das pessoas hoje é um pilar de sustentabilidade e produtividade para a nossa indústria," pontuou Falcão. ### **Palestra Magna e Cenário Regulatório** O ponto alto da programação foi a palestra magna ministrada pelo especialista Mauro Muller, que detalhou os aspectos técnicos, os desafios operacionais e as melhores práticas para a aplicação das diretrizes atualizadas. Muller contextualizou como as empresas devem mapear fatores como estresse, assédio e sobrecarga, traduzindo as exigências legais em ações preventivas concretas no chão de fábrica e nos escritórios. ### Governança e ESG no Encerramento O encerramento do encontro foi realizado pelo presidente do Conselho Superior do Cieam, Luiz Augusto Barreto Rocha, que conectou o debate sobre a NR-1 diretamente à agenda ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa) global, que hoje rege as grandes corporações. "A implementação rigorosa e humanizada da NR-1 não é apenas uma obrigação legal, mas um reflexo direto do 'S' de Social e do 'G' de Governança na prática. O Polo Industrial de Manaus se fortalece quando demonstra ao mercado e à sociedade que suas marcas operam sob os mais elevados padrões de respeito à vida e à integridade dos trabalhadores. Esse fórum consolida o nosso compromisso com uma indústria moderna, competitiva e essencialmente sustentável," concluiu Luiz Augusto. Com o auditório com lotação superada, o fórum consolidou-se como um marco para o alinhamento das indústrias locais às novas demandas regulatórias de 2026, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento de parcerias estratégicas na região. ### Maersk implementa conectividade IoT em contêineres refrigerados URL: https://www.jornalopolo.com.br/maersk-implementa-conectividade-iot-em-conteineres-refrigerados/ Last updated: 2026-07-15T18:44:40.000Z A Maersk iniciou a substituição dos dispositivos de conectividade IoT utilizados na frota de contêineres refrigerados (reefers). A atualização será realizada de forma gradual nos próximos anos e incluirá os equipamentos em operação no Brasil. A iniciativa faz parte da estratégia da companhia para ampliar a disponibilidade de dados em tempo real durante o transporte de cargas refrigeradas. Os novos dispositivos serão integrados à plataforma digital que a empresa está implementando em cerca de 450 embarcações da frota. > *“A nova plataforma digital da nossa frota criou uma base sólida para o futuro. O próximo passo é substituir todos os dispositivos IoT existentes em nossa frota de reefers pela tecnologia mais recente — e esse trabalho já começou. Após anos operando com diferentes gerações de dispositivos, essa atualização padronizará os equipamentos e proporcionará uma experiência mais consistente para os clientes”*, disse o Head of Reefer Cargo na Maersk, Bruce Marshall. Desde 2019, a Maersk oferece aos clientes da cadeia do frio a solução Captain Peter, que permite acompanhar a carga desde a lacração do contêiner até a entrega no destino final. Com a nova geração de dispositivos, a Maersk pretende evoluir a plataforma de um produto de visibilidade para uma ferramenta capaz de interpretar dados e oferecer recomendações de ação aos clientes. Até o momento, a Maersk já instalou os novos dispositivos em cerca de 30% da frota total de contêineres refrigerados. Os novos equipamentos contam com maior capacidade de processamento, suportam conectividade 4G e 5G, mantendo compatibilidade com redes 2G e 3G, atendem aos requisitos de segurança da Organização Marítima Internacional (IMO) e utilizam energia gerada por painéis solares para garantir o funcionamento contínuo. ### Samsung, MK, Ambev e mais empresas do Polo recebem novos incentivos fiscais do Governo do Amazonas URL: https://www.jornalopolo.com.br/samsung-mk-ambev-e-mais-empresas-do-polo-recebem-novos-incentivos-fiscais-do-governo-do-amazonas/ Last updated: 2026-07-15T17:26:25.000Z O Governo do Amazonas liberou uma nova rodada de incentivos fiscais para empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). As medidas, publicadas na última sexta-feira (10) no Diário Oficial do Estado (DOE), beneficiam fabricantes de diferentes segmentos, como bebidas, eletroeletrônicos, climatização, construção civil, embalagens, iluminação e transformação de plásticos. Os incentivos estão ligados ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e preveem créditos que variam de 55% a 100%, além de outros benefícios tributários. Os decretos têm validade até 31 de dezembro de 2032. Para ter acesso aos benefícios, as empresas precisarão cumprir os projetos técnicos aprovados pelo Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) e obter um laudo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). Confira a relação: ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/Samsung--MK--Ambev-e-mais-empresas-do-Polo-recebem-novos-incentivos-fiscais-do-Governo-do-Amazonas.jpeg) ### Ao todo, os decretos também enquadram outros produtos de empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus, com percentuais de crédito-estímulo que variam conforme o tipo de fabricação e as regras da legislação estadual. Entre as empresas contempladas está a Ambev, que recebeu crédito-estímulo de 55% para a fabricação de refrigerantes à base de guaraná e de outros sabores. A Mystic da Amazônia foi beneficiada com incentivo para produzir fogões por indução, em modalidade que pode chegar a 100% de crédito-estímulo. A lista também inclui a IE Legacy Partners Brasil, que recebeu crédito de 55% para fabricar luminárias com fonte de luz em estado sólido, além da KTZ Modular, contemplada com o mesmo percentual para a produção de contêineres e módulos habitacionais. Já a KTZ Construções e Estruturas obteve crédito-estímulo de 55% para fabricar estruturas metálicas e artefatos de cimento destinados à construção civil. Em alguns casos, o benefício pode chegar a 75% quando os produtos forem vendidos diretamente para empresas do setor. Outro destaque é a Amazon Green Indústria Comércio e Embalagens de Madeira, que recebeu crédito-estímulo de 90,25% para a fabricação de pallets de madeira. A empresa também foi contemplada com o diferimento do ICMS, mecanismo que adia o pagamento do imposto em determinadas operações. O ICMS é o imposto estadual cobrado sobre a circulação de mercadorias e sobre serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. Ele incide sobre a maior parte dos produtos vendidos no país e representa uma das principais fontes de arrecadação dos estados. ### TV 3.0 começa a ganhar forma no Brasil, e primeiro receptor nacional sai de fábrica em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/tv-3-0-comeca-a-ganhar-forma-no-brasil-e-primeiro-receptor-nacional-sai-de-fabrica-em-manaus/ Last updated: 2026-07-15T12:06:37.000Z A TV aberta brasileira está prestes a passar pela maior transformação desde o desligamento do sinal analógico. E um dos primeiros equipamentos dessa nova fase já começou a ser produzido no Polo Industrial de Manaus. Segundo publicação de Convergência Digital, a Vivensis se tornou a primeira fabricante nacional a produzir localmente um receptor para a TV 3.0, tecnologia que promete mudar a forma como os brasileiros assistem televisão. A empresa também foi a primeira a entregar equipamentos destinados à EAD (Entidade Administradora da Digitalização), em uma iniciativa coordenada com o Fórum Brasileiro do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (Fórum SBTVD) e o GIRED, responsáveis pela implementação da nova tecnologia no país. Os valores investidos no projeto não foram divulgados. Na prática, a TV 3.0 combina a programação aberta e gratuita com recursos típicos das plataformas digitais. A proposta é oferecer uma experiência mais personalizada, com acesso a conteúdos sob demanda, aplicações interativas e serviços conectados à internet, tudo diretamente pela televisão. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/TV-3.0-come--a-a-ganhar-forma-no-Brasil--e-primeiro-receptor-nacional-sai-de-f--brica-em-Manaus---Foto---Vivensis.webp) Foto: Vivensis Entre as novidades previstas estão a transmissão de imagens em ultra alta definição (4K), melhorias na qualidade do áudio, recursos ampliados de acessibilidade e integração entre a programação ao vivo e conteúdos digitais. Yvan Cabral Freire Filho, sócio-administrador da Vivensis, pontua uma mudança estrutural na televisão brasileira: "A TV 3.0 amplia as possibilidades de comunicação, entretenimento e prestação de serviços, ao mesmo tempo em que preserva a característica mais importante da TV aberta: seu alcance democrático. Participar desse processo desde as primeiras etapas reforça o compromisso da Vivensis com a inovação e com o desenvolvimento tecnológico nacional". A implantação da TV 3.0 reúne emissoras, fabricantes de semicondutores, empresas de software, desenvolvedores de hardware e instituições ligadas ao setor de radiodifusão. A expectativa é que a nova tecnologia estimule investimentos, gere empregos qualificados e fortaleça a indústria instalada no Polo Industrial de Manaus, onde serão produzidos equipamentos para atender à expansão do sistema. ### Bicicletas elétricas disparam 87% e já são a 3ª categoria mais produzida no Polo de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/bicicletas-eletricas-disparam-87-no-primeiro-semestre-2026/ Last updated: 2026-07-14T19:56:03.000Z As bicicletas elétricas continuam ganhando cada vez mais espaço na indústria do Polo Industrial de Manaus (PIM). No primeiro semestre de 2026, a produção da categoria saltou 87,2% em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando 34.122 unidades. Com o avanço, as elétricas passaram a ocupar a terceira posição entre os modelos mais fabricados no polo e já representam 20,9% de todas as bicicletas produzidas, segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Em junho, o ritmo continuou acelerado: foram produzidas 7.628 bicicletas elétricas, volume 24,9% superior ao de maio e 93,7% maior que o registrado no mesmo mês de 2025, praticamente o dobro. ### Indústria de bicicletas Apesar do desempenho das elétricas, a produção total de bicicletas ainda não recuperou o nível do ano passado. Entre janeiro e junho, saíram das linhas de montagem 163.158 unidades, queda de 9,6% na comparação com o primeiro semestre de 2025\. Já em junho, o setor voltou a crescer, com 30.475 bicicletas produzidas, alta de 2,3% sobre maio e de 0,6% em relação a junho do ano passado. Em junho, as mountain bikes (MTB) seguiram na liderança da produção nacional, com 12.228 unidades, o equivalente a 40,1% do total fabricado. As bicicletas Urbana/Lazer ficaram na segunda posição, com 7.699 unidades (25,3%), praticamente empatadas com as elétricas, que responderam por 25% da produção do mês. As categorias Estrada/Gravel e Infantojuvenil registraram 333 e 2.587 unidades, respectivamente. No acumulado do semestre, a liderança também permanece com as MTB, que somam 61.736 unidades (37,8%). Na sequência aparecem as bicicletas Urbana/Lazer, com 34.378 unidades (21,1%), e as elétricas, com 34.122 unidades (20,9%). ### Destinos O levantamento da Abraciclo também mostra que o Sudeste continua sendo o principal destino das bicicletas produzidas no Polo Industrial de Manaus. Em junho, a região recebeu 18.412 unidades, o equivalente a 60,4% da produção mensal. Depois aparecem Sul (10,6%), Nordeste (10,4%), Centro-Oeste (9,4%) e Norte (9,2%). No acumulado do primeiro semestre, a distribuição manteve praticamente o mesmo cenário: o Sudeste concentrou 56,5% das entregas, seguido por Sul (15%), Nordeste (11,1%), Centro-Oeste (10,1%) e Norte (7,3%). ### Automação, análise de dados, inglês, mandarim e Lean Six Sigma: veja o perfil que as novas fábricas da Zona Franca devem buscar, segundo Paula Pedrosa URL: https://www.jornalopolo.com.br/habilidades-futuras-empresas-zona-franca/ Last updated: 2026-07-14T19:28:58.000Z A expectativa de instalação de pelo menos 200 novas fábricas na Zona Franca de Manaus (ZFM) nos próximos três anos já começa a movimentar o mercado de trabalho no Amazonas. Com a manutenção das garantias de competitividade do modelo após a reforma tributária, a previsão é de que o Polo Industrial de Manaus continue atraindo empresas nacionais e estrangeiras, principalmente dos setores eletroeletrônico, informática, duas rodas e químico. Se os investimentos se confirmarem, a tendência é de aumento na oferta de empregos. Mas isso não significa que as empresas terão dificuldade para contratar ou que qualquer candidato estará preparado para ocupar essas vagas. "Existe uma tendência muito positiva de expansão, mas ela não significa que as vagas serão preenchidas automaticamente. As empresas estão buscando profissionais cada vez mais preparados, com domínio tecnológico, visão estratégica e capacidade de adaptação. > Quem começar a se qualificar agora estará em vantagem quando essas oportunidades chegarem", afirma a headhunter e especialista em empregabilidade Paula Pedrosa. Segundo ela, a indústria vive uma transformação puxada pela digitalização dos processos produtivos, pela automação e pelo avanço de práticas ligadas à sustentabilidade e à agenda ESG. "Não basta mais ter apenas experiência operacional. As empresas querem profissionais que compreendam tecnologia, processos, indicadores e que consigam atuar em ambientes cada vez mais integrados. Mas existe um outro fator que ganhou muito peso: o perfil do trabalhador industrial mudou. Hoje, além da competência técnica, as empresas valorizam habilidades comportamentais como adaptabilidade, boa comunicação, inteligência emocional, capacidade de trabalhar em equipe e disposição para aprender continuamente. Esse conjunto de competências será cada vez mais decisivo nos próximos anos", observa. ### Áreas Entre as áreas que devem ganhar espaço com a chegada de novos empreendimentos estão automação industrial, análise de dados, logística, engenharia de processos, gestão da qualidade, manutenção especializada e atividades ligadas à bioeconomia e à sustentabilidade. O domínio de idiomas também pode fazer diferença. Segundo Paula, muitas das empresas interessadas em investir no Polo Industrial fazem parte de grupos multinacionais. > "Muitas das empresas que chegam ao Polo Industrial possuem matriz no exterior ou fazem parte de grupos multinacionais. Inglês continua sendo um diferencial relevante e, em alguns segmentos, o mandarim também começa a ganhar espaço. Quem investe nessa formação amplia significativamente suas possibilidades de crescimento", explica. Ela também recomenda que os profissionais invistam em certificações reconhecidas pelo mercado, como Lean Six Sigma, gestão da qualidade, logística reversa e Indústria 4.0. ### Preparação Outro ponto levantado pela especialista é que muitas das vagas de maior nível nem sempre chegam aos sites de emprego. "À medida que novas empresas iniciam suas operações, cresce a demanda por lideranças, especialistas e profissionais estratégicos. Muitas dessas posições são preenchidas por meio de processos conduzidos por consultorias especializadas e headhunters. Por isso, manter o currículo atualizado, fortalecer o networking e construir uma presença profissional consistente no LinkedIn faz toda a diferença", pontua. Para Paula Pedrosa, o momento é favorável para quem pretende construir carreira na indústria, mas a preparação precisa começar antes que as fábricas iniciem as contratações. "Estamos diante de um cenário extremamente promissor. Mas a melhor estratégia para aproveitar esse movimento continua sendo a preparação. O profissional que entende as tendências do mercado e se antecipa às demandas das empresas terá mais chances de conquistar as melhores oportunidades", conclui. ### Governo prepara concessão de seis hidrovias e reacende debate sobre logística no Brasil URL: https://www.jornalopolo.com.br/governo-prepara-concessao-de-seis-hidrovias-e-reacende-debate-sobre-logistica-no-brasil/ Last updated: 2026-07-14T17:51:05.000Z O governo federal pretende conceder à iniciativa privada seis hidrovias no primeiro semestre de 2027\. O pacote reúne projetos nos rios Madeira, Tapajós, Tocantins e Paraguai, além da Hidrovia Verde e da Hidrovia da Lagoa Mirim, com a expectativa de ampliar a capacidade de transporte, reduzir custos logísticos e fortalecer corredores de escoamento pelo país. A medida volta a colocar as hidrovias no centro das discussões sobre infraestrutura. Apesar de ter uma das maiores redes hidrográficas do mundo, o Brasil ainda utiliza apenas parte desse potencial. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o país possui cerca de 42 mil quilômetros de vias navegáveis, mas menos de 20 mil quilômetros são explorados para transporte. Ainda assim, a movimentação por hidrovias interiores chegou a 145 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 12,4% em relação ao ano anterior. Para a Fundação Memória do Transporte (FuMTran), o debate vai além da logística. O presidente da entidade, Antonio Luiz Leite, lembra que os rios tiveram papel decisivo na ocupação e no desenvolvimento do Brasil, mas perderam espaço na estratégia nacional de transporte ao longo do século passado. > "Desde o período colonial, os rios serviram como principais vias de acesso ao interior do território, permitindo a expansão das frentes de povoamento, a exploração de recursos naturais e a consolidação da presença portuguesa em regiões afastadas do litoral. Entretanto, o Brasil demorou a recolocar as hidrovias no centro de sua estratégia logística, resultado de uma falta de visão integrada e de planejamento de longo prazo", ressalta. Segundo a fundação, esse atraso fez o país deixar de aproveitar um modal mais econômico para o transporte de cargas em longas distâncias. Para a entidade, o avanço das hidrovias representa não apenas uma alternativa logística, mas também o resgate da função histórica dos rios na integração entre regiões e mercados. A FuMTran defende que os novos projetos sejam planejados como parte de corredores logísticos integrados, conectando hidrovias a rodovias, ferrovias, portos e terminais de transbordo. "A história mostra que grandes projetos de transporte só produzem resultados duradouros quando são planejados de forma integrada e contínua. Assim, os novos projetos hidroviários precisam fazer parte de corredores logísticos integrados, garantindo que as cargas possam circular de forma eficiente entre diferentes modais". A entidade também chama atenção para outro ponto: os rios não devem ser vistos apenas como corredores de cargas. Em regiões como a Amazônia, eles continuam sendo a principal via de acesso de milhares de pessoas a serviços públicos, comércio, educação e saúde. "Em áreas como a Amazônia, por exemplo, eles continuam sendo verdadeiras 'estradas naturais', fundamentais para o acesso a serviços públicos, comércio, educação e saúde. Muitas comunidades dependem diretamente dos rios para sua sobrevivência e para a manutenção de seus modos de vida". Para Antonio Luiz Leite, o desafio é conciliar o avanço da infraestrutura com o desenvolvimento sustentável das regiões atendidas. > "O desafio é justamente conciliar eficiência logística com desenvolvimento territorial sustentável. Assim, o debate sobre as novas hidrovias será mais completo se enxergar os rios não apenas como ativos econômicos, mas como elementos centrais da vida social, cultural e territorial brasileira". ### Faculdade de Tecnologia da Ufam apresenta balanço das ações desenvolvidas no primeiro semestre de 2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/faculdade-de-tecnologia-da-ufam-apresenta-balanco-das-acoes-desenvolvidas-no-primeiro-semestre-de-2026/ Last updated: 2026-07-14T17:30:15.000Z A Faculdade de Tecnologia da Universidade Federal do Amazonas (FT/Ufam) divulgou o balanço das principais ações realizadas durante o primeiro semestre letivo de 2026\. O relatório reúne atividades voltadas à melhoria da infraestrutura, manutenção predial, investimentos em laboratórios, ensino, pesquisa, extensão, internacionalização e gestão administrativa. Entre as ações destacam-se serviços de manutenção em prédios e equipamentos, aquisição de novos equipamentos para laboratórios, participação da comunidade acadêmica em eventos técnico-científicos, desenvolvimento de pesquisas com impacto tecnológico, ações de extensão, planejamento da criação do curso de Engenharia de Energia e acompanhamento das metas previstas no Plano de Desenvolvimento da Unidade (PDU), que atingiu cerca de 80% de execução ao final do semestre. O material registra ainda iniciativas de cooperação internacional, planejamento institucional e investimentos destinados ao fortalecimento das atividades acadêmicas e administrativas da Faculdade de Tecnologia. [Clique aqui](https://edoc.ufam.edu.br/bitstream/123456789/12004/1/Registro%20fotogr%c3%a1fico%20Semestre%20Letivo%20FT%202026%201s%20-%20Google%20Docs.pdf?ref=jornalopolo.com.br) para acessar o Relatório completo com registro fotográfico das ações realizadas na FT. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/image.png) ### Prêmio Qualidade Amazonas bate recorde e reúne 121 organizações na edição de 2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/premio-qualidade-amazonas-bate-recorde-e-reune-121-organizacoes-na-edicao-de-2026/ Last updated: 2026-07-14T16:22:49.000Z O Prêmio Qualidade Amazonas (PQA) alcançou um recorde de participação em 2026\. Ao todo, 121 organizações se inscreveram para a nova edição da premiação, um crescimento de 30% em relação ao ciclo de 2025. Organizado pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), com apoio de parceiros institucionais, o prêmio reconhece organizações que adotam boas práticas de gestão e buscam elevar seus padrões de qualidade, inovação e desempenho. Segundo a coordenadora do PQA, Erlen Montefusco, o resultado reflete o fortalecimento da cultura da excelência no estado e amplia o alcance da iniciativa. > "É com muito orgulho que celebramos o recorde de inscrições no Prêmio Qualidade Amazonas deste ano! Registramos um impressionante crescimento de 30% na participação das organizações, consolidando o prêmio como o maior reconhecimento à excelência de gestão na região. > Esse avanço foi impulsionado pela participação significativa da Indústria do PIM, das Organizações Públicas, do Setor de Serviço e Comércio, Institutos de Pesquisas, e a chegada de novos setores estratégicos, com destaque especial para os segmentos de Transporte, Construção Civil e Gráfico. A adesão dessas novas organizações demonstra que a busca por inovação, desenvolvimento sustentável e qualidade máxima é prática recorrente em nosso estado. Parabéns a todos os novos participantes que aceitaram o desafio de elevar o nível do mercado amazonense". ### Abraciclo denuncia Shineray por suposto descumprimento de normas de emissão de poluentes URL: https://www.jornalopolo.com.br/abraciclo-denuncia-shineray-por-suposto-descumprimento-de-normas-de-emissao-de-poluentes/ Last updated: 2026-07-14T16:08:09.000Z A disputa entre montadoras tradicionais e fabricantes chinesas também chegou ao mercado de motocicletas. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), entidade que reúne as empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus e responde por 97% da produção nacional de motos, denunciou a Shineray por suposto descumprimento das normas brasileiras de emissão de poluentes. Segundo a entidade, pelo menos três modelos comercializados pela fabricante chinesa apresentariam emissões que podem superar em até 30 vezes os limites estabelecidos pela legislação brasileira. A denúncia foi apresentada em novembro do ano passado e deu origem a uma investigação conduzida pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça. De acordo com documentos do processo, há suspeitas de inconsistências em componentes do sistema de controle de emissões, como catalisador, cânister e sistema de ventilação do cárter. A Abraciclo sustenta que essas irregularidades podem aumentar a emissão de compostos nocivos, com impactos ao meio ambiente, à saúde pública e aos consumidores. Para embasar a denúncia, a associação apresentou laudos do laboratório de emissões Marelli. Os documentos foram anexados ao processo no mês passado. "O que esperamos é que haja celeridade das autoridades na decisão deste processo", afirmou o presidente da Abraciclo, Marcos Bento, durante a apresentação dos resultados do setor no primeiro semestre, realizada nesta segunda-feira. Procurada pela Agência O Globo, a Shineray informou que cumpre rigorosamente todos os requisitos regulatórios e a legislação brasileira, mas disse que não comentaria o caso porque o processo tramita sob segredo de Justiça. Em manifestação anexada aos autos quando o processo ainda era público, a empresa afirmou que a Abraciclo tenta "blindar um faturamento anual de R$ 36,5 bilhões e uma reserva de mercado de quase 95%" e classificou a iniciativa como uma tentativa de eliminar uma concorrente que passou a representar uma ameaça comercial. A fabricante também informou que já apresentou sua defesa e que continuará respeitando os trâmites institucionais. Instalada no Complexo Industrial de Suape, em Pernambuco, a Shineray afirma ter vendido 180 mil motocicletas no Brasil em 2025\. Além das motos, a empresa também produz carrinhos de golfe e veículos utilitários para transporte de cargas de até 1,5 tonelada. ### A Desoneração de PIS/COFINS nas Vendas à Zona Franca de Manaus e a Redução Linear de Benefícios Tributários. Por que a Nota Cosit nº 141/2026 está errada? URL: https://www.jornalopolo.com.br/a-desoneracao-de-pis-cofins-nas-vendas-a-zona-franca-de-manaus-e-a-reducao-linear-de-beneficios-tributarios-por-que-a-nota-cosit-no-141-2026-esta-errada/ Last updated: 2026-07-16T16:22:10.000Z O regime jurídico-tributário da Zona Franca de Manaus (ZFM) está, constitucionalmente, protegido (art. 40, art. 92-A e art. 92-B, todos do ADCT), inclusive no âmbito da Reforma Tributária Brasileira (EC nº 132/2023). Não se trata, portanto, de um favor fiscal concedido pelo legislador ordinário e sujeito à livre revisão conforme o humor das finanças públicas. Em realidade, é um modelo econômico regional cuja manutenção foi elevada ao mais alto nível normativo do ordenamento jurídico brasileiro (a Constituição Federal) e cuja essência não pode ser esvaziada por atos infraconstitucionais de qualquer natureza, ainda que revestidos da forma de lei complementar ou de orientação administrativa da Receita Federal. É nesse contexto que precisa ser lida e compreendida a Nota Cosit/Sutri/RFB nº 141, de 22 de maio de 2026, expedida pela Coordenação-Geral de Tributação da Receita Federal em resposta à consulta formulada pela Confederação Nacional da Indústria. A Nota concluiu que a alíquota zero de PIS/COFINS aplicável às vendas de mercadorias nacionais destinadas ao consumo ou à industrialização na Zona Franca de Manaus, prevista no art. 2º da Lei nº 10.996/2004, estaria sujeita à redução linear de benefícios tributários instituída pela Lei Complementar nº 224, de 26 de dezembro de 2025\. Na prática, isso significaria que as remessas à ZFM, hoje completamente desoneradas de PIS/COFINS, passariam a suportar uma alíquota equivalente a 10% da alíquota padrão dessas contribuições. Para o empresário que abastece a ZFM, a conta chegaria na forma de 0,065% de PIS e 0,30% de COFINS sobre a receita no regime cumulativo, ou 0,165% e 0,76% no regime não cumulativo, sobre um volume de operações que, agregado, representa bilhões de reais por ano. A conclusão da Receita Federal, porém, não se sustenta. Neste sentido, o primeiro e mais grave equívoco da Nota Cosit nº 141/2026 é tratar a alíquota zero do art. 2º da Lei nº 10.996/2004 como se fosse um simples favor fiscal criado pelo legislador ordinário, e que, como tal, poderia ser reduzido ou suprimido por lei posterior. Não é isso que essa norma representa. A desoneração das remessas à ZFM de PIS/COFINS não nasce da Lei nº 10.996/2004\. Ela nasce do art. 4º do Decreto-Lei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967, que estabelece, sem exceções, que a remessa de mercadorias nacionais à Zona Franca de Manaus, para todos os efeitos fiscais, será equivalente a uma exportação para o estrangeiro. Esse tratamento conferido pelo DL nº 288/67 é o pilar normativo sobre o qual repousa todo o diferencial competitivo da região. E as consequências fiscais dessa equiparação são determinadas não pela Lei nº 10.996/2004, mas pela Constituição Federal. O art. 149, § 2º, inciso I, da CF/88 é claro no sentido de que as contribuições sociais, categoria que inclui o PIS e a COFINS, não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação, configurando uma derradeira imunidade tributária, ou seja, uma regra que limita o poder de tributar. Se as remessas à ZFM equivalem, para todos os efeitos fiscais, a exportações não há como fazer incidir PIS/COFINS sobre essas operações, independentemente do que diga qualquer lei ordinária ou complementar. Essa leitura não é nova nem controversa. O Supremo Tribunal Federal a consolidou em sucessivos precedentes, a exemplo da ADI nº 310/AM, julgada em 2014, na qual o STF decidiu, por unanimidade, que "o quadro normativo pré-constitucional de incentivo fiscal à Zona Franca de Manaus foi alçado à estatura constitucional pelo art. 40 do ADCT, adquirindo, por força dessa regra transitória, natureza de imunidade tributária". Na ADI nº 4.254, julgada em 2020, a Corte foi além e fixou que "a eficácia do art. 40 do ADCT depende da manutenção dos favores fiscais previstos no Decreto-Lei nº 288/1967, sob pena de descaracterizar-se a Zona Franca de Manaus". Mais recentemente, na ADI nº 7.239, julgada em 2024, o STF reafirmou que o regime da ZFM "ganhou status constitucional com o ADCT de 1988". O recado do Supremo é claro no sentido de que as tentativas de reduzir o núcleo do regime da ZFM por legislação infraconstitucional superveniente, ainda que sob o rótulo de ajuste fiscal geral, submetem-se a controle de constitucionalidade e devem ser interpretadas restritivamente. No plano infraconstitucional, a questão foi definitivamente pacificada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no julgamento do Tema Repetitivo nº 1.239, em 11 de junho de 2025\. Por unanimidade, a Primeira Seção do STJ fixou como tese: "Não incide a contribuição ao PIS e a COFINS sobre as receitas advindas da prestação de serviço e da venda de mercadorias nacionais e nacionalizadas, a pessoas físicas e jurídicas, no âmbito da Zona Franca de Manaus." O relator, Ministro Gurgel de Faria, foi expresso em afastar a distinção que a Fazenda Nacional pretendia impor, dispondo expressamente que é irrelevante, para a fruição da não incidência, o fato de o vendedor estar situado dentro ou fora dos limites da ZFM. O critério relevante é a vinculação da operação ao âmbito jurídico-fiscal da região, e não a localização geográfica do contribuinte de direito. Mais do que isso, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, no Parecer SEI nº 3387/2025/MF, aprovado em 26 de janeiro de 2026 (portanto, após a edição da própria LC nº 224/2025), reconheceu o caráter vinculante do Tema 1.239 e formalizou a vinculação da Receita Federal ao entendimento do STJ, sem fazer qualquer ressalva quanto à aplicação da redução linear da LC nº 224/2025 às operações destinadas à ZFM. Nos termos do art. 19-A da Lei nº 10.522/2002, os Auditores-Fiscais da Receita Federal não podem constituir créditos tributários sobre matéria pacificada em sentido desfavorável à Fazenda pelo STJ. A Nota Cosit nº 141/2026, ao concluir em sentido oposto, contraria não apenas o STJ, mas a orientação da própria PGFN. A LC nº 224/2025 não supera o Tema nº 1.239 do STJ, considerando, ademais, que ela própria faz um adendo em proteção aos incentivos da ZFM. A Lei Complementar nº 224/2025, que instituiu a redução linear de benefícios tributários federais, não revogou o art. 4º do Decreto-Lei nº 288/1967\. Não alterou o art. 40 do ADCT. Não retirou das operações destinadas à ZFM a equiparação fiscal à exportação. Uma lei que não modifica o fundamento normativo de um precedente vinculante não tem o condão de superar esse precedente. Além disso, a própria LC nº 224/2025, em seu art. 4º, § 8º, estabeleceu exceções expressas à redução linear, excluindo de seu alcance, entre outras hipóteses, as imunidades constitucionais (inciso I) e os benefícios concedidos para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, relativos ao regime especial do art. 40 do ADCT (inciso II). A Receita Federal interpretou essa segunda exceção de forma excessivamente restritiva, limitando-a ao contribuinte formalmente estabelecido na ZFM e excluindo as empresas de fora da região que vendem mercadorias à ZFM. Essa leitura inverte a lógica do benefício, uma vez que a desoneração das remessas à ZFM existe precisamente para preservar a competitividade das empresas instaladas na região, garantindo que os produtos nacionais cheguem à ZFM sem a carga tributária que os tornaria menos competitivos que os importados do exterior. Ignorar esse propósito é esvaziar, por via interpretativa, o que a Constituição quis proteger. Concluindo, a Nota Cosit/Sutri/RFB nº 141/2026 representa um equívoco jurídico, ao desconsiderar a natureza imunizante da desoneração das remessas à ZFM, ignorar a jurisprudência consolidada do STF e do STJ e contrariar a orientação da própria PGFN, a Receita Federal criou um risco tributário concreto e imediato para toda a cadeia produtiva nacional que abastece a Zona Franca de Manaus. ### Shizen completa 27 anos em Manaus e prepara programação especial para marcar a data URL: https://www.jornalopolo.com.br/shizen-completa-27-anos-em-manaus/ Last updated: 2026-07-14T15:33:25.000Z A Shizen Veículos, concessionária da Honda em Manaus e integrante do Grupo Simões, completa 27 anos de atuação neste mês de julho. Para marcar a data, a empresa preparou uma programação que reúne ações voltadas aos clientes nas unidades do Parque Dez e do Shopping Ponta Negra. Ao longo do mês, a concessionária realiza uma campanha que envolve diferentes áreas da operação, como venda de veículos novos, Venda Direta, Consórcio Honda, Shizen Seminovos e pós-venda. A programação também inclui atendimento consultivo e condições comerciais durante o período comemorativo. Para o diretor-geral do Grupo Simões, Marcus Vinícius, o aniversário representa a trajetória construída pela empresa em Manaus e o compromisso com os clientes. "Celebrar os 27 anos da Shizen é celebrar a nossa conexão e o nosso compromisso com o público de Manaus. Nestas quase três décadas, a marca tornou-se referência na Rede Honda de todo o Brasil. Continuamos investindo na região para entregar inovação e a melhor experiência de mobilidade aos nossos clientes", frisa. A gerente-geral da Shizen Veículos, Luana Potira, ressalta que a data também é um momento para reconhecer a relação construída com os consumidores ao longo dos anos. "Chegar aos 27 anos é reconhecer todas as pessoas que fizeram e continuam fazendo parte da nossa história. Queremos celebrar essa trajetória reforçando o padrão de qualidade Honda e gerando novas oportunidades de negócios e serviços", diz. O principal momento da comemoração será o Honda Day Shizen, marcado para os dias 25 e 26 de julho. No dia 25, a programação acontece na unidade Matriz, no Parque Dez, das 8h às 17h. Já no dia 26, as atividades seguem para a unidade do Shopping Ponta Negra, das 14h às 21h, no piso L1. A Shizen faz parte do Grupo Simões, empresa com atuação no Norte do país nos segmentos automotivo e de gases industriais. Ao longo de sua trajetória, o grupo ampliou sua presença na região com investimentos em diferentes áreas de negócios e geração de empregos. ### Prazo de crédito antecipado para exportadores é ampliado URL: https://www.jornalopolo.com.br/prazo-de-credito-antecipado-para-exportadores-e-ampliado/ Last updated: 2026-07-14T15:08:55.000Z Os exportadores poderão ter acesso a crédito antecipado até pouco mais de dois anos antes do embarque da mercadoria. Em reunião extraordinária nesta sexta-feira (10), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma mudança nas regras do Programa de Financiamento às Exportações (Proex) que amplia o prazo para liberação de recursos aos exportadores antes do embarque de produtos ou da prestação de serviços ao exterior. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida busca facilitar o acesso ao crédito, especialmente para micro, pequenas e médias empresas, e adequar o programa às novas regras do Seguro de Crédito à Exportação. A resolução entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União e, segundo o governo, não gera aumento de despesas para o Tesouro Nacional. ### O que mudou Antes da alteração, o Proex permitia que o exportador recebesse os recursos do financiamento com antecedência de até 180 dias em relação à exportação. Com a nova regra, esse prazo passa a ser de: - Até 360 dias antes da exportação; - Prorrogável até 750 dias, mediante pedido do exportador. Na prática, empresas que precisam de mais tempo para produzir bens ou preparar serviços destinados ao mercado internacional poderão acessar o crédito com maior antecedência. ### O que é o Proex Criado pela Lei 10.184, de 2001, o Programa de Financiamento às Exportações (Proex) é um instrumento do governo federal para incentivar as exportações brasileiras. O programa oferece financiamento em condições semelhantes às praticadas no mercado internacional, permitindo que empresas brasileiras tenham acesso a crédito mais competitivo para vender produtos e serviços ao exterior. Desde 2024, o Proex também passou a oferecer financiamento na chamada fase pré-embarque. ### Pré-embarque O financiamento pré-embarque funciona como um crédito concedido antes da exportação ocorrer. Esse recurso pode ser utilizado para cobrir despesas como: - Compra de matéria-prima - Produção dos bens - Pagamento de fornecedores - Custos operacionais - Preparação da mercadoria para exportação. Depois que a exportação é concluída, o financiamento segue as regras previstas no contrato firmado com a instituição financeira. ### Por que o prazo aumentou? Segundo o Ministério da Fazenda, a mudança foi necessária para adequar o Proex às novas regras do Seguro de Crédito à Exportação (SCE), garantido pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE). Uma lei aprovada em 2026 ampliou a cobertura desse seguro para operações de pré-embarque. Antes, o seguro cobria financiamentos de até 180 dias. Agora, a cobertura pode alcançar até 750 dias. Como grande parte das operações do Proex usa essa garantia, o governo decidiu harmonizar os dois programas. ### Beneficiados A mudança beneficia empresas exportadoras de diferentes portes, mas deve ter maior impacto para micro, pequenas e médias empresas. Essas companhias costumam precisar de mais tempo para fabricar produtos, organizar a produção e cumprir contratos internacionais antes do embarque das mercadorias. ### Mudança documental A resolução também traz um ajuste operacional relacionado aos documentos exigidos nas exportações. A Declaração Única de Exportação (DU-E), documento eletrônico que reúne informações aduaneiras, comerciais e financeiras da operação, deverá estar vinculada ao módulo de Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCO). Segundo o governo, a medida padroniza os procedimentos e dá mais segurança às operações. ### Impacto fiscal O Ministério da Fazenda informou que a alteração não aumenta os gastos públicos. Isso porque o volume de financiamentos continuará limitado aos recursos já previstos no Orçamento da União para 2026 e dependerá das dotações aprovadas para os exercícios seguintes. ### O que é o CMN? Responsável por definir as diretrizes da política monetária, cambial e de crédito do país, o Conselho Monetário Nacional é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Completam o órgão o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. ### Entenda a disputa pelos incentivos da Zona Franca e por que a Fiesp voltou à Justiça URL: https://www.jornalopolo.com.br/entenda-a-disputa-pelos-incentivos-da-zona-franca-e-por-que-a-fiesp-voltou-a-justica/ Last updated: 2026-07-16T16:21:38.000Z A Reforma Tributária preservou os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, mas abriu uma nova disputa entre Amazonas e São Paulo. De um lado, representantes do estado defendem que os benefícios são fundamentais para manter a competitividade do Polo Industrial de Manaus (PIM). Do outro, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirma que as regras criam uma vantagem que pode estimular a migração de empresas para a região. A discussão gira em torno da Lei Complementar 214/2025, que regulamentou a Reforma Tributária. Com a substituição de tributos como IPI, ICMS, PIS, Cofins e ISS pelos novos CBS e IBS, surgiu o desafio de preservar os incentivos garantidos constitucionalmente à Zona Franca. Para evitar que o modelo perdesse competitividade, a bancada do Amazonas conseguiu incluir na lei os chamados créditos presumidos de CBS e IBS. Na prática, eles funcionam como uma compensação tributária para manter as vantagens das indústrias instaladas no PIM mesmo com a mudança no sistema de impostos. A Fiesp, no entanto, discorda desse mecanismo: para a entidade, os créditos presumidos criam uma vantagem artificial para as empresas da Zona Franca, comprometem a livre concorrência e podem incentivar a transferência de fábricas do Sudeste para o Amazonas. Foi com esse argumento que a federação ingressou, em maio, com uma ação na Justiça Federal pedindo a suspensão dos dispositivos da lei. O processo, porém, foi extinto em junho sem que o mérito fosse analisado. Na decisão, o juiz federal Náiber Pontes de Almeida entendeu que uma ação civil pública não é o instrumento adequado para questionar a constitucionalidade de uma lei, atribuição que cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF). ### Agora, a disputa ganha um novo capítulo A Fiesp apresentou um recurso de apelação ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília, para tentar reverter essa decisão e fazer com que a ação volte a tramitar. No recurso, a entidade afirma que não pretende discutir a constitucionalidade da Lei Complementar 214/2025, mas impedir a aplicação prática dos dispositivos que concedem os créditos presumidos às empresas da Zona Franca. Segundo a federação, a medida busca evitar que companhias decidam transferir operações para o Amazonas antes da definição judicial. A Fiesp também sustenta que a ação protege interesses coletivos, como a ordem econômica, o pacto federativo e a neutralidade tributária. Além disso, pediu que seja retirada do processo uma manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU), que acusou a entidade de buscar o resultado por "vias transversas". A federação classificou a declaração como "infundada, leviana e ofensiva". O recurso agora será analisado pelo TRF1\. Até uma nova decisão, permanecem em vigor os dispositivos da Reforma Tributária que mantêm os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus. ### O mapa das motos mudou: Nordeste se iguala ao Sudeste e lidera mercado brasileiro URL: https://www.jornalopolo.com.br/nordeste-se-iguala-ao-sudeste-e-lidera-mercado-brasileiro/ Last updated: 2026-07-14T12:43:49.000Z O Nordeste deixou de ser apenas um mercado em crescimento para se tornar protagonista nas vendas de motocicletas no Brasil. Depois de assumir a liderança nacional em 2025, a região manteve o ritmo no primeiro semestre deste ano e praticamente empatou com o Sudeste. Entre janeiro e junho, foram 384,4 mil motocicletas emplacadas, contra 383,6 mil no Sudeste. As duas regiões responderam por 32,7% do mercado nacional, mas o Nordeste terminou o período à frente em volume absoluto. Segundo a Abraciclo, o resultado mostra uma mudança no perfil do consumo no país. A motocicleta ganhou ainda mais espaço como alternativa de mobilidade no Nordeste, deixando de ser usada apenas para o trabalho e passando a fazer parte da rotina de deslocamento da população. Para o diretor executivo da entidade, Sérgio Oliveira, esse avanço é resultado de uma combinação de fatores. “Esse crescimento é explicado por conta da motocicleta como solução de mobilidade, pois é muito usada no Nordeste, não só para o uso profissional, por conta das entregas, como para deslocamentos. E a questão do clima favorece muito. Você tem calor o ano inteiro e isso contribui para o uso da motocicleta”, disse. Em 2023, o Sudeste concentrava 37,3% dos emplacamentos nacionais, enquanto o Nordeste respondia por 31,1%. A diferença foi diminuindo até que, em 2025, os nordestinos assumiram pela primeira vez a liderança do mercado. Agora, os números do primeiro semestre de 2026 reforçam essa nova configuração. Depois de Nordeste e Sudeste, o ranking é completado pela Região Sul, com 155 mil motocicletas emplacadas (13,2% do mercado), seguida pelo Norte, com 141,3 mil unidades (12%), e pelo Centro-Oeste, com 110 mil motocicletas (9,4%). ### Honda será homenageada pela OAB Amazonas pelos 50 anos na Zona Franca URL: https://www.jornalopolo.com.br/honda-sera-homenageada-pela-oab-amazonas/ Last updated: 2026-07-16T16:23:26.000Z A Moto Honda da Amazônia vai receber mais uma homenagem no ano em que completa 50 anos de atuação na Zona Franca de Manaus (ZFM). A fabricante será uma das empresas reconhecidas na abertura do VIII Congresso de Direito Tributário da OAB Amazonas, no dia 19 de agosto, em um evento que reunirá representantes da advocacia, autoridades, especialistas e lideranças do setor produtivo. Com fábrica no Polo Industrial de Manaus desde 1976, a Honda se tornou uma das principais indústrias do Amazonas. Ao longo dessas cinco décadas, ajudou a consolidar o setor de duas rodas na região, ampliou a geração de empregos: hoje são mais de 9 mil profissionais atuando na planta, e passou a responder por toda a produção nacional de motocicletas da marca. O reconhecimento chega poucos meses depois de outro marco histórico da empresa: a fábrica de Manaus atingiu a marca de 32 milhões de motocicletas produzidas. Atualmente, a unidade fabrica, em média, 7 mil motos por dia, distribuídas em 20 modelos, além de exportar para mais de 15 países. "A homenagem à Moto Honda da Amazônia representa o reconhecimento à trajetória de uma empresa que ajudou a construir a história da Zona Franca de Manaus e do desenvolvimento econômico do nosso Estado", pontua o presidente da OAB Amazonas, Jean Cleuter Além da solenidade, o VIII Congresso de Direito Tributário terá uma programação voltada aos desafios e às perspectivas da ZFM, com debates que abordarão os polos Industrial, Comercial e Agropecuário. O encontro deve reunir representantes do setor produtivo, membros do Judiciário, advogados, pesquisadores e especialistas para discutir os impactos do sistema tributário na competitividade e no desenvolvimento do Amazonas. O congresso será realizado entre os dias 19 e 21 de agosto e também vai discutir temas ligados ao sistema tributário brasileiro e ao fortalecimento do Estado Democrático de Direito. ### Executivos brasileiros podem vivenciar a indústria do futuro na China URL: https://www.jornalopolo.com.br/executivos-brasileiros-podem-vivenciar-a-industria-do-futuro-na-china/ Last updated: 2026-07-14T07:46:19.000Z A inteligência artificial já mudou a forma como a indústria produz em várias partes do mundo. E poucos lugares representam essa transformação tão bem quanto a China. Pensando nisso, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) abriu as inscrições para mais uma edição do Programa IEL de Educação Executiva Global, que neste ano terá como destino Xangai, um dos maiores polos industriais, financeiros e tecnológicos do planeta. A imersão será realizada entre os dias 16 e 20 de novembro e é voltada a executivos da indústria, comércio, serviços e tecnologia que querem entender, na prática, como a inovação está redesenhando o setor produtivo. As inscrições ficam abertas até 30 de julho por meio do [link](https://app.pipefy.com/public/form/xbt9CRV4?ref=jornalopolo.com.br). Coordenado pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), por meio do IEL-ES, o programa combina aulas, visitas técnicas, benchmarking e networking internacional. A agenda inclui encontros com especialistas de universidades e centros de pesquisa chineses, além de debates sobre inteligência artificial aplicada à indústria, automação, sustentabilidade, transformação digital e cadeias globais de valor. Xangai concentra parte dos principais investimentos chineses em tecnologia, reúne empresas ligadas às chamadas indústrias do futuro e está no centro de áreas como robótica, manufatura inteligente, computação avançada, biomedicina e energia limpa. Além de Xangai, a programação prevê visitas estratégicas às cidades de Suzhou e Hangzhou, ampliando o contato dos participantes com diferentes ecossistemas de inovação da China. Ao fim da experiência, os participantes recebem certificação internacional emitida pela Shanghai University of Engineering Science, pelo Global Innovation Management Institute (GIMI) e pelo IEL, além de passarem a integrar a Rede Alumni IEL. ### 'Taxa da pouca água' volta ao debate e comércio cobra previsibilidade para evitar novos custos URL: https://www.jornalopolo.com.br/taxa-da-pouca-agua-volta-ao-debate-2026/ Last updated: 2026-07-14T07:24:08.000Z A possibilidade de uma nova estiagem na Amazônia já colocou um tema de volta à mesa: a chamada "taxa da pouca água". Em reunião, na última sexta-feira (10), com representantes da Aliança Navegação e Logística, a Associação Comercial do Amazonas (ACA) voltou a defender mais previsibilidade para o setor e cobrou transparência sobre eventuais cobranças extras durante o período de seca. O presidente da entidade, Bruno Loureiro, relembrou a cobrança extraordinária de US$ 2 mil por contêiner aplicada em 2025\. Na época, a ACA acionou a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e conseguiu uma decisão favorável ao questionamento apresentado. Segundo Loureiro, o setor produtivo não é contrário a cobranças que tenham justificativa técnica, mas defende que os critérios para definição dos valores sejam claros e apresentados com antecedência. O assunto foi discutido durante encontro entre a associação comercial e a presidente da Aliança Navegação e Logística, Luiza Bublitz, que apresentou os principais desafios da navegação e da cabotagem na Amazônia, além das perspectivas para uma eventual estiagem em 2026. Durante a reunião, a advogada Victória Cardoso informou que os procedimentos e as regulamentações relacionados ao tema seguem os mesmos adotados desde 2025\. Loureiro também destacou a atuação jurídica da ACA no Tribunal Regional Federal da 3ª Região e o parecer emitido pelo Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas sobre o assunto. Segundo, o MPF, a sobretaxa de seca só deverá ser cobrada quando houver efetiva estiagem, seguindo critérios técnicos definidos pela Antaq. Para o ciclo hidrológico 2025/2026, a cobrança só seria legítima quando o Rio Negro atingisse nível igual ou inferior a 17,7 metros. A recomendação do órgão, publicada em abril, também dizia que as empresas deveriam informar previamente qualquer intenção de cobrança, com pelo menos 30 dias de antecedência, detalhando o fato gerador e a metodologia de cálculo. Outro ponto defendido é que os valores cobrados fossem proporcionais aos custos efetivamente gerados pela estiagem, com bases transparentes e passíveis de fiscalização. ### Destaque O encontro na última sexta-feira também relembrou a operação "Chibatão em Movimento", realizada durante a seca de 2024\. Com um píer flutuante em Itacoatiara, a iniciativa movimentou mais de 14 mil contêineres, e ajudou a evitar o desabastecimento de Manaus, reduzir impactos no frete e impedir prejuízos estimados em R$ 1,4 bilhão. Para a ACA, manter o diálogo entre o setor produtivo e as empresas de navegação será fundamental para garantir abastecimento, regularidade das operações e maior previsibilidade caso o Amazonas enfrente um novo período de estiagem. ### Indústria de motos registra melhor primeiro semestre em 15 anos e ultrapassa 1 milhão de unidades produzidas URL: https://www.jornalopolo.com.br/industria-de-motos-registra-melhor-primeiro-semestre-2026/ Last updated: 2026-07-16T16:22:34.000Z As fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) produziram 1.063.397 unidades no primeiro semestre de 2026, superando em 6,3% o volume registrado no mesmo período do ano passado. O resultado colocou os seis primeiros meses deste ano no topo do ranking histórico: foi o melhor desempenho para um primeiro semestre desde 2011. Os dados são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) e levam em conta as 11 fabricantes associadas à entidade: Bajaj, BMW, Dafra, Ducati, Harley-Davidson, Honda, JTZ, Kawasaki, Suzuki, Triumph e Yamaha. Segundo a entidade, o avanço acompanha o aumento da demanda no mercado brasileiro e mostra o ritmo das linhas de produção instaladas em Manaus. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/Ind--stria-de-motos-registra-melhor-primeiro-semestre-em-15-anos-e-ultrapassa-1-milh--o-de-unidades-produzidas---Foto---Yamaha.png) 1.063.397 motocicletas saíram das linhas do PIM entre janeiro e junho | Foto: Yamaha “O desempenho do primeiro semestre confirma o momento positivo da indústria de motocicletas. O aumento da produção acompanha a expansão da demanda no mercado interno e evidencia a eficiência das fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus em responder ao crescimento do setor”, comenta Marcos Bento, presidente da Abraciclo. Mas nem todos os meses seguiram no mesmo ritmo: em junho, as fábricas produziram 130.875 motocicletas, uma queda de 15,1% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 29,9% na comparação com maio. A redução, porém, já era esperada pelo setor. “O resultado de junho já era esperado, devido às férias coletivas programadas pelas fabricantes no período. A pausa temporária na produção também é utilizada para manutenção das linhas e aperfeiçoamento dos processos industriais”, diz Bento. **Street domina produção** Quando o assunto é categoria, quem liderou a produção no primeiro semestre foram as motocicletas do segmento Street, com 543.638 unidades fabricadas, o equivalente a 51,1% de tudo que saiu das linhas do PIM. Na sequência aparecem as Trail, com 20% da produção, e as Motonetas, responsáveis por 12,9% do volume total. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/produ--ao-de-motos-por-categoria---primeiro-semestre-de-2026---Foto---Abraciclo.png) Foto: Associadas Abraciclo Já olhando para a cilindrada, as motos de baixa cilindrada continuam dominando o mercado. Entre janeiro e junho, foram produzidas 831.213 unidades, representando 78,2% de toda a fabricação. As motocicletas de média cilindrada ficaram em segundo lugar, com 199.899 unidades (18,8%), enquanto as de alta cilindrada somaram 32.285 unidades. Apesar do volume menor, esse último grupo teve o maior crescimento percentual do semestre: alta de 37,2% em relação ao mesmo período de 2025. As posições foram mantidas no ranking de junho: baixa cilindrada com 77,1% da produção, média cilindrada com 19,3% e alta cilindrada com 3,6%. **Mercado interno também acelera** O primeiro semestre registrou o maior número de emplacamentos da história para o período: 1.174.344 motocicletas licenciadas entre janeiro e junho, crescimento de 14,1% em comparação com o primeiro semestre do ano passado. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/Emplacamentos-de-motos-crescem-no-primeiro-semestre-de-2026---Foto---Reprodu----o-Internet.jpg) Emplacamentos de motos crescerem acima de 14% no primeiro semestre de 2026 | Foto: Divulgação Somente em junho, o mercado absorveu 194.249 unidades, alta de 8,3% frente ao mesmo mês de 2025\. Na média diária, considerando os 21 dias úteis do mês, foram 9.250 motocicletas emplacadas por dia. **Exportações crescem quase 30%** Além do mercado brasileiro, as fabricantes do PIM também aumentaram as vendas para outros países. De janeiro a junho, foram exportadas 24.084 motocicletas produzidas em Manaus, crescimento de 29,4% na comparação com o mesmo período de 2025. Em junho, os embarques chegaram a 4.990 unidades, alta de 62,8% em relação ao mesmo mês do ano passado e avanço de 19,7% na comparação com maio. ### Confiança da indústria cai ao menor nível desde a pandemia e acende alerta para investimentos URL: https://www.jornalopolo.com.br/confianca-da-industria-cai-ao-menor-nivel-desde-a-pandemia/ Last updated: 2026-07-14T05:48:41.000Z A confiança dos empresários da indústria brasileira voltou a cair em julho e atingiu o menor nível desde o período mais crítico da pandemia de Covid-19\. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), passou de 46,7 pontos em junho para 44,4 pontos neste mês, permanecendo abaixo da linha dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo. Com o novo resultado, o indicador soma 19 meses consecutivos em terreno negativo, a segunda maior sequência de falta de confiança da série histórica, atrás apenas da registrada durante a recessão econômica de 2015 e 2016. Para o gerente de Análise Econômica da entidade, Marcelo Azevedo, a falta de confiança por um longo período acaba afetando o planejamento das indústrias e o ritmo da atividade econômica. “Na medida em que se tem um período tão longo de pessimismo, isso se traduz em redução do número de empregados, da produção ou até cancelamento de investimentos produtivos”, afirma. O Índice de Condições Atuais caiu para 41,6 pontos, mostrando que os empresários avaliam o ambiente de negócios e a economia como piores do que há seis meses. Já o Índice de Expectativas recuou para 45,8 pontos, no maior tombo desde novembro de 2022, o que reflete a perda de confiança em relação aos próximos meses. De acordo com a CNI, a piora das expectativas está ligada ao aumento das incertezas no cenário internacional, como o agravamento dos conflitos no Oriente Médio e a possibilidade de retomada de tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, fatores que ampliam a percepção de risco para a indústria. O Icei varia de 0 a 100 pontos. Resultados abaixo de 50 indicam falta de confiança dos empresários, enquanto índices acima desse patamar apontam otimismo em relação ao ambiente de negócios. Para a edição de julho, a CNI entrevistou 1.118 empresas entre os dias 1º e 7, incluindo indústrias de pequeno, médio e grande porte em todo o país. ### Uma das maiores e mais modernas fábricas de medicamentos sólidos do mundo está em Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/novamed-referencia-inovacao/ Last updated: 2026-07-16T16:22:58.000Z Em 2025, a EMS foi reconhecida por sua estratégia de inovação, ao conquistar o 1º lugar entre as farmacêuticas no Prêmio Valor Inovação Brasil e a 14ª posição entre as 150 empresas mais inovadoras do país. No mesmo ano, também foi incluída pela Forbes Brasil entre as 10 Empresas Mais Inovadoras e liderou o segmento farmacêutico na primeira edição do ranking Top 30 – As Melhores Empresas do Brasil, da Veja Negócios, elaborado com metodologia da Austin Rating. Uma das unidades da EMS que representa bem essa estratégia é a Novamed, localizada na Zona Franca de Manaus e descrita pela própria empresa e por instituições como o BNDES como uma das 5 maiores e mais modernas fábricas de medicamentos sólidos do mundo. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/Pr--mio-Valor-Inova----o---Foto---EMS.jpg) EMS foi destaque na categoria Farmacêuticas no Prêmio Valor Inovação em 2025 | Foto: Divulgação/EMS A unidade, que hoje responde por aproximadamente 80% da produção de medicamentos sólidos da companhia, deve receber investimento de R$ 1 bilhão para expandir as operações. O valor será destinado à construção de uma nova fábrica em 2027, anexa à unidade já existente. ### Produção No dia a dia de produção na Novamed, antes mesmo de um comprimido ganhar forma, um sistema exclusivo de pesagem robotizada dosa as matérias-primas com alto nível de precisão. A partir daí, as linhas operam de forma automatizada, com máquinas integradas por softwares que monitoram cada etapa da fabricação em tempo real. Toda a documentação do processo é eletrônica, um modelo conhecido como paperless, que elimina o uso de papel, amplia a rastreabilidade dos lotes e fortalece o controle de qualidade. Para colocar esse projeto de pé, a fábrica foi equipada com máquinas de última geração, importadas de países como Estados Unidos, Alemanha e Itália. ### Sólidos A fábrica da Zona Franca foi projetada exclusivamente para a fabricação em larga escala de medicamentos sólidos (comprimidos, cápsulas e drágeas), responsáveis por cerca de 70% da receita do grupo EMS. A unidade tem capacidade para produzir 1,5 bilhão de unidades por mês, com meta de ampliar esse volume para 2 bilhões mensais. ![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/07/Novamed---EMS---Manaus---F--brica-de-medicamentos-s--lidos---Foto---Reprodu----o-Internet.jpeg) Novamed possui capacidade para produzir até 1,5 bilhão de unidades de medicamentos sólidos por mês | Foto: Reprodução Internet Em junho, a empresa informou à Suframa que avalia ampliar sua atuação em novos segmentos de medicamentos sólidos, incluindo os orodispersíveis, comprimidos que se desintegram rapidamente na boca, sem a necessidade de água, facilitando o uso por pacientes com dificuldade de deglutição. Antes disso, em maio, o BNDES aprovou R$ 27,5 milhões para ampliar o centro de pesquisas da farmacêutica. ### Outras plantas Em Hortolândia (SP), fica o maior complexo industrial da EMS, responsável pela produção de medicamentos sólidos, líquidos, semissólidos, injetáveis, colírios e oncológicos sólidos, além do principal centro de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), da fábrica de peptídeos e de uma moderna unidade de embalagem. Já a unidade de Jaguariúna (SP) é especializada na fabricação de antibióticos, sobretudo penicilânicos em comprimidos e cápsulas. Em Brasília (DF), a produção é voltada para hormônios e antibióticos cefalosporínicos. ### DBS inaugura segunda fábrica no Polo Industrial de Manaus, com meta de produzir 15 mil motos elétricas este ano URL: https://www.jornalopolo.com.br/dbs-inaugura-segunda-fabrica-no-polo-industrial-de-manaus/ Last updated: 2026-07-14T14:10:01.000Z A DBS inaugurou sua segunda fábrica no Polo Industrial de Manaus, uma unidade de 4 mil metros quadrados dedicada exclusivamente à produção de motocicletas. Com a expansão, a montadora pretende alcançar a marca de 15 mil motos elétricas produzidas até o fim de 2026, um volume recorde para esse segmento no Brasil. A nova estrutura foi viabilizada após uma parceria com a startup de mobilidade elétrica Vammo, que anunciou um investimento de R$ 300 milhões na DBS ao longo de dois anos para acelerar a produção de motocicletas elétricas no país. "Mais do que uma expansão da nossa capacidade industrial, este investimento simboliza o início de uma nova era, com processos mais modernos, maior produtividade, qualidade e eficiência, preparados para atender ao crescimento da demanda por motocicletas no Brasil", celebrou, em suas redes sociais, Ricardo Ducco, CCO e cofundador do grupo. O novo espaço se soma à primeira fábrica da empresa, de 1,5 mil metros quadrados. Enquanto a unidade original continuará dedicada à fabricação de bicicletas e ciclomotores elétricos, a nova planta passa a concentrar toda a produção de motos, incluindo também os modelos a combustão. A DBS atua como uma montadora compartilhada. Na prática, ela fabrica veículos para outras marcas por meio do modelo OEM (Original Equipment Manufacturer) e da montagem em kits CKD, permitindo que empresas produzam no Polo Industrial de Manaus sem precisar construir uma fábrica própria. Além da montagem, a companhia também oferece serviços que vão da importação dos componentes até a entrega do produto acabado. ### Estratégia A expansão também é parte de uma estratégia da startup Vammo: a venda direta de motocicletas elétricas ao consumidor final. Com larga atuação no aluguel de motocicletas elétricas por assinatura, especialmente para entregadores e empresas de logística, a Vammo passa agora a comercializar seus veículos por meio de concessionárias parceiras. Nesta primeira fase, estão disponíveis os modelos CPX e CPX Comfort, com preços a partir de R$ 25.990\. Os veículos serão vendidos enquanto houver disponibilidade de estoque. Atualmente, a Vammo mantém 5.000 motocicletas em operação para entregadores autônomos e conta com centenas de estações de troca de baterias em funcionamento. O novo acordo permitirá ampliar significativamente essa frota nos próximos meses. “Estamos não apenas ampliando nossa capacidade produtiva, mas também contribuindo para tornar a mobilidade elétrica mais acessível aos brasileiros. A expansão em Manaus e a nova estratégia comercial da Vammo representam um passo importante para acelerar a adoção de veículos elétricos no país, tanto para uso profissional quanto para consumidores que buscam uma alternativa eficiente e sustentável para a mobilidade urbana”, diz Ricardo Ducco. ### Operações A primeira linha de produção de motos elétricas já teve início, seguida pela implantação da linha de motocicletas a combustão. Já a linha de montagem de bicicletas elétricas deve começar em breve. A cerimônia oficial de inauguração da nova fábrica está prevista para o início do segundo semestre. A ampliação da estrutura industrial será acompanhada pela expansão do quadro de colaboradores. A expectativa é de que a operação chegue a cerca de 200 funcionários até o fim de 2026. ### IA: Gree quer que ar-condicionado ‘pense’ antes de gastar energia URL: https://www.jornalopolo.com.br/ia-gree-quer-que-ar-condicionado-pense-antes-de-gastar-energia/ Last updated: 2026-07-10T18:50:27.000Z O ar-condicionado deixou de apenas resfriar o ambiente. Agora, também começa a "entender" como o consumidor utiliza o equipamento para reduzir o consumo de energia. Essa é a estratégia da Gree, que está ampliando sua linha de aparelhos produzidos na Zona Franca de Manaus com recursos de inteligência artificial (IA), conectividade e automação. Segundo a empresa, os sistemas utilizam IA para analisar informações como temperatura do ambiente, frequência de uso e preferências do usuário. Com isso, o próprio equipamento ajusta automaticamente seu funcionamento para reduzir o consumo de energia sem comprometer a refrigeração. "No segmento de climatização, a tecnologia deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser parte central da decisão de compra", pontua Carlos Murano, head de vendas da Gree. Além disso, os novos modelos contam com controle por aplicativo e integração com assistentes de voz, recursos que acompanham a expansão das chamadas casas inteligentes. A empresa destaca que a fabricação na Zona Franca de Manaus permite adaptar os produtos com maior rapidez às necessidades do mercado brasileiro, além de facilitar o controle dos processos produtivos. "A produção nacional nos dá flexibilidade para responder mais rapidamente às necessidades do consumidor local, além de garantir maior controle sobre qualidade e processos", diz Murano. Dentro dessa estratégia, a Gree também ampliou seu portfólio. Um dos lançamentos é o G-Side, apresentado na Febrava 2025 e comercializado no Brasil desde junho, reunindo inteligência embarcada, baixo nível de ruído e maior eficiência energética. "Existe um movimento claro de ampliação do acesso à tecnologia dentro da climatização. O desafio das fabricantes é equilibrar inovação, desempenho e proposta de valor", avalia o executivo. ### LG investe alto na Zona Franca de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/lg-investe-alto-na-zona-franca-de-manaus/ Last updated: 2026-07-10T18:50:28.000Z Os investimentos fazem parte de um novo ciclo estratégico da empresa, que passa a concentrar seus esforços em inteligência artificial, Indústria 4.0, análise de dados e ampliação da atuação em mercados corporativos, conhecido como B2B. As informações foram apresentadas nesta quinta-feira (2) pelo gerente-geral DX da LG Electronics da Amazônia, Nelson Gouvêa, durante o evento Raízes do Investimento, promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico do Amazonas. O Jornal O Polo esteve presente e traz os principais destaques. Segundo Gouvêa, a empresa inicia uma nova década de investimentos voltada à transformação digital da indústria. A expectativa é que, fábricas inteligentes, IA e sistemas baseados em dados aumentem a competitividade da operação e abram espaço para empregos mais qualificados. "Precisamos tornar as empresas mais inteligentes e mais competitivas globalmente. Certamente os investimentos passarão da ordem de bilhões na próxima década", disse. Atualmente, a fábrica, que emprega cerca de 2,2 mil trabalhadores, reúne a maior diversidade de produtos fabricados em uma única planta da LG em todo o mundo. Da unidade saem televisores LCD e OLED, monitores, aparelhos de ar-condicionado, fornos de micro-ondas, dispositivos LCD, caixas acústicas Bluetooth, boomboxes, soundbars, projetores e módulos de cockpit automotivo. A multinacional mantém, desde 2022, Academias de Transformação Digital em parceria com instituições locais para capacitar profissionais em tecnologias ligadas à Indústria 4.0, desenvolvimento de plataformas digitais e fábricas inteligentes. Atualmente, o programa conta com três unidades no Amazonas: duas em Manaus e uma em Humaitá, e poderá ser expandido para outros estados da Amazônia Ocidental e até para outros países, também da Amazônia. Ainda durante sua apresentação, Gouvêa destacou que a presença da LG também ajudou a ampliar a cadeia de fornecedores da Zona Franca. Segundo ele, a demanda da empresa contribuiu para atrair fabricantes para Manaus, entre elas a TSE e a Tae Yang, que passaram a integrar o ecossistema industrial da companhia. Somando os empregos diretos da LG e os gerados por empresas que atendem sua operação, a cadeia produtiva ligada à fabricante movimenta cerca de 10 mil postos de trabalho, segundo estimativa apresentada pelo executivo. Além dos produtos tradicionais de eletrônicos e linha branca, a empresa prepara a expansão para novos segmentos de maior valor agregado, pensando no fortalecimento de operações B2B. Estão entre os planos soluções de climatização para data centers e hospitais, e o avanço de projetos voltados ao setor automotivo, incluindo parcerias com montadoras como Toyota e Volkswagen. ### Honda ultrapassa 10 milhões de motos flex produzidas na fábrica de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/honda-ultrapassa-10-milhoes-de-motos-flex-produzidas-na-fabrica-de-manaus/ Last updated: 2026-07-10T18:50:29.000Z A Honda da Amazônia ultrapassou a produção de 10 milhões de motos equipadas com tecnologia Flex, sistema que permite rodar com gasolina ou etanol (e até mesmo com a mistura dos dois) e que foi desenvolvida especialmente para o mercado brasileiro. A história começou em 2009, quando a fabricante lançou a CG 150 Titan Mix, a primeira motocicleta produzida em larga escala no mundo com esse tipo de tecnologia. De lá para cá, o sistema ganhou espaço na linha da empresa e hoje está presente em cerca de 65% das motos fabricadas pela Honda no Brasil. Na prática, a tecnologia Flex dá ao motociclista a liberdade de escolher o combustível mais vantajoso em cada abastecimento, sem precisar fazer qualquer adaptação na moto. Além da economia, o uso do etanol também ajuda a reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO₂). Atualmente, nove modelos produzidos em Manaus saem de fábrica com a tecnologia: Biz 125, CB 300F Twister, CG 160 Titan, CG 160 Fan, CG 160 Cargo, NXR 160 Bros, XRE 190, XRE 300 Sahara e XR 300L Tornado. "Esse resultado reflete a capacidade da indústria brasileira de inovar com foco no cliente, oferecendo soluções alinhadas à realidade brasileira e contribuindo de forma concreta para o avanço em direção à neutralidade de carbono”, diz Marcos Bento, Head Comercial da Honda Motos. ### Conselho da Suframa aprova 40 novos projetos para a Zona Franca URL: https://www.jornalopolo.com.br/conselho-da-suframa-aprova-40-novos-projetos-para-a-zona-franca/ Last updated: 2026-07-10T18:50:29.000Z Em reunião realizada nesta terça-feira (30), o Conselho de Administração da Suframa (CAS) aprovou 40 projetos industriais que, juntos, somam cerca de R$ 3,18 bilhões em investimentos. A expectativa é que os empreendimentos movimentem R$ 26,9 bilhões em faturamento e criem 1.126 empregos nos próximos três anos. Entre os destaques da reunião estão a atualização do projeto da Yamaha, que prevê investimentos de R$ 343,9 milhões e a entrada da Jabil na fabricação de bicicletas elétricas. Outras aprovações incluem o projeto da Tesa Brasil, para produção de película autoadesiva de plástico; e o da SICPA América do Sul, que vai produzir tintas e vernizes para impressão digital. Os conselheiros também chamaram atenção para dois projetos considerados estratégicos para o Polo Industrial de Manaus. Um deles é a instalação da Tecumseh do Brasil, que vai fabricar motocompressores para aparelhos de ar-condicionado, fortalecendo a cadeia de refrigeração instalada no Amazonas. O outro é o projeto da Refinaria de Manaus, voltado à produção de cimento asfáltico de petróleo (CAP), material usado na pavimentação de rodovias e vias urbanas. Durante a reunião, o vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa, afirmou que a produção local de derivados de petróleo poderá trazer reflexos positivos para a economia do Estado e, futuramente, contribuir para reduzir o preço final dos combustíveis. ### Ipeam é inaugurado em Manaus, com foco na indústria de defesa da Zona Franca URL: https://www.jornalopolo.com.br/ipeam-e-inaugurado-em-manaus-com-foco-na-industria-de-defesa-da-zona-franca/ Last updated: 2026-07-10T18:50:29.000Z Manaus agora abriga oficialmente o Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia (Ipeam), inaugurado nesta segunda-feira (29) pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro. Mais do que um novo centro de pesquisa, a unidade chega para fortalecer uma área que começa a ganhar espaço no Polo Industrial de Manaus: a indústria de defesa. Nos últimos anos, empresas instaladas no PIM passaram a integrar a Base Industrial de Defesa (BID), grupo formado por companhias que desenvolvem tecnologias consideradas estratégicas para o país. Entre os exemplos estão UCB, Fama Tech e BDS, credenciadas pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa (EED). O instituto vai desenvolver pesquisas em inteligência artificial, cibernética, biotecnologia, tecnologias quânticas e transição energética, entre outras áreas que interessam às indústrias do Polo Industrial, especialmente as dos setores de eletrônicos, informática, comunicações, sensores e energia. O centro oferecerá programas de mestrado, doutorado e pós-doutorado em parceria com o Instituto Militar de Engenharia (IME). A expectativa é formar mão de obra altamente qualificada na própria Amazônia, aproximando universidades, centros de pesquisa e empresas instaladas na Zona Franca, além de reduzir a dependência de soluções importadas. Inicialmente, o Ipeam vai funcionar nas dependências do Censipam, no bairro Tarumã, zona Oeste da capital. Em uma segunda fase, será construída uma sede definitiva, com estrutura mais ampla. O Ipeam já realizou seu primeiro processo seletivo em maio. Mas um novo edital será lançado ainda este ano para ampliar o número de pesquisadores. ### Luxpay poderá fabricar tablets no Polo Industrial de Manaus URL: https://www.jornalopolo.com.br/luxpay-podera-fabricar-tablets-no-polo-industrial-de-manaus/ Last updated: 2026-07-10T18:50:30.000Z A fabricante de equipamentos eletrônicos Luxpay avança em seu projeto de diversificação no Polo Industrial de Manaus. A proposta esteve em destaque durante a 323ª reunião do CAS (Conselho de Administração da Suframa), realizada nesta terça-feira (30). Aprovado, o projeto trata da fabricação de Tablets PC, com previsão de mais de R$ 35,5 milhões em investimentos e expectativa de gerar 66 novos empregos. A Luxpay integra o grupo brasileiro Tellescom e atua no desenvolvimento e na fabricação de soluções para meios de pagamento, como maquininhas de cartão (POS), terminais eletrônicos e outros dispositivos voltados ao setor financeiro e ao comércio. Além dos tablets, o projeto também contempla a produção de novos tipos de terminais de captura de dados para transações comerciais, equipamentos utilizados em operações de pagamento e automação do varejo. Presente na Zona Franca desde 2019, a companhia também atua no desenvolvimento de softwares e soluções tecnológicas para transformação digital. ### Grupo MK projeta faturamento de até R$ 9 bilhões em 2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/grupo-mk-projeta-faturamento-de-ate-r-9-bilhoes-em-2026/ Last updated: 2026-07-10T18:50:30.000Z O Grupo MK, condutor das marcas Mondial e Aiwa, projeta faturamento entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões em 2026\. A projeção vem após a companhia ampliar a produção nacional de eletrodomésticos, além da entrada definitiva no mercado de climatização. Um dos principais investimentos da companhia é a nova fábrica de ar-condicionado, com 24 mil metros quadrados, instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM), considerada a mais moderna do Brasil e responsável pela fabricação da linha da marca Aiwa no país. A unidade já produz aparelhos com capacidades entre 9 mil e 30 mil BTUs, todos equipados com tecnologia inverter. A nacionalização da produção também contempla fornos elétricos e micro-ondas. Segundo a empresa, isso aumenta a flexibilidade da manufatura, reduz riscos de desabastecimento e fortalece o serviço de pós-venda. A estratégia faz parte de uma reorganização do Grupo MK, que passará a atuar em sete segmentos de negócios, cada um com equipes e metas próprias. A expectativa é elevar o faturamento registrado em 2025, que fechou em R$ 7 bilhões. A companhia também aposta na renovação constante do portfólio, com cerca de 100 lançamentos anuais e a retirada de aproximadamente 40 produtos do mercado. No segundo semestre, a linha Aiwa de áudio e ar-condicionado será uma das principais apostas para impulsionar o crescimento. Os novos equipamentos produzidos em Manaus utilizam compressor e ventilador BLDC inverter, serpentina com proteção Blue Fin, fluido refrigerante R-32 e recursos como a função I Feel, que ajusta automaticamente a temperatura de acordo com o ambiente, além de conectividade por meio do aplicativo Aiwa Home para controle remoto das funções. As novidades foram apresentadas durante a Arena Aircon Experience, realizada na Eletrolar Show, onde a empresa detalhou a tecnologia dos equipamentos e exibiu a estrutura da fábrica no PIM, destacando os investimentos em produção nacional e qualidade. No evento, o grupo também lançou a Aiwa Academy, programa de capacitação e credenciamento de instaladores, dividido em quatro módulos de treinamento sobre instalação, operação e manutenção dos aparelhos. ### Manaus fabrica o ‘coração’ dos notebooks da Acer no Brasil URL: https://www.jornalopolo.com.br/manaus-fabrica-o-coracao-dos-notebooks-da-acer-no-brasil/ Last updated: 2026-07-10T18:50:30.000Z Quando você compra um notebook da Acer no Brasil, há uma boa chance de que a história dele tenha começado em Manaus. É na capital amazonense, dentro do Polo Industrial, que são produzidas as placas-mãe e outros componentes eletrônicos considerados o "coração" do equipamento. Essa é a primeira etapa da fabricação, no modelo chamado CKD (Completely Knock Down), em que as principais peças são produzidas antes de seguirem para Jundiaí (SP), onde acontece a montagem final do notebook. Só depois de passar por uma série de testes e inspeções é que o produto fica pronto para chegar ao consumidor. Segundo a fabricante, esse processo coloca o Brasil em uma posição diferenciada. Isso porque a etapa de produção das placas-mãe realizada em Manaus não acontece nem mesmo nos Estados Unidos, onde os notebooks chegam prontos do exterior. Depois de deixar o Amazonas, os componentes seguem para São Paulo, onde recebem itens como memória, SSD, teclado e tela. Antes de sair da fábrica, cada notebook passa por verificações automatizadas para garantir que tudo esteja funcionando corretamente. Outro diferencial é a rastreabilidade. Cada componente pode ser identificado por lote, permitindo que a empresa descubra rapidamente a origem de um eventual problema e notifique a unidade de Manaus, caso seja necessário. Hoje, a Acer produz no Brasil notebooks das linhas Aspire, Nitro, Predator e TravelMate, além de mini desktops voltados ao setor público. Do lançamento internacional até o início da produção nacional, o processo costuma levar entre seis e oito meses, passando por etapas como transporte, testes e validação das linhas de fabricação. ### Honda CG, primeiro modelo de moto fabricado na Zona Franca de Manaus, completa 50 anos URL: https://www.jornalopolo.com.br/honda-cg-primeiro-modelo-de-moto-fabricado-na-zona-franca-de-manaus-completa-50/ Last updated: 2026-07-10T18:50:31.000Z A história da Honda CG no Brasil começou em Manaus e segue acelerando 50 anos depois. O modelo que inaugurou a produção de motocicletas da marca no país já soma mais de 15 milhões de unidades fabricadas. De 1976 para cá, a Honda já ultrapassou a marca de 32 milhões de motos produzidas no país, e quase metade desse total saiu justamente da família CG. Além disso, o modelo continua firme na liderança do mercado: dados da Fenabrave mostram que a Honda CG 160 encerrou 2025 com quase 479 mil unidades emplacadas. Em 2026, o ritmo segue acelerado: até maio, já eram mais de 214 mil motos licenciadas. Hoje, a CG responde por cerca de 30% das vendas da própria Honda no Brasil e representa aproximadamente 22% de todo o mercado nacional de motocicletas, segundo a Editora AutoData. Ao longo desses 50 anos, a motocicleta evoluiu bastante. A antiga CG 125, conhecida como "Bolinha", deu lugar à atual linha CG 160, formada pelas versões Start, Cargo, Fan e Titan. Apesar das mudanças em tecnologia, potência e design, o nome permaneceu o mesmo. Para o diretor comercial da Moto Honda do Brasil, Marcos Bento, não há outro modelo da marca, em qualquer país, que tenha uma trajetória semelhante à da motocicleta produzida em Manaus, que manteve o mesmo nome ao longo de meio século enquanto incorporava novas tecnologias e evoluções. Em comemoração, a Honda lança uma websérie especial com 16 episódios, publicados semanalmente, às segundas-feiras, até outubro, reunindo histórias que mostram como a CG fez parte da realização de sonhos e transformou a vida de pessoas em diferentes regiões do país. ### Diretora da Impram assume cargo na diretoria da Abigraf Nacional URL: https://www.jornalopolo.com.br/diretora-da-impram-assume-cargo-na-diretoria-da-abigraf-nacional/ Last updated: 2026-07-10T18:50:31.000Z A diretora da Impressora Amazonense (Impram), Régia Moreira Leite, tomou posse, nesta quinta-feira (25), como integrante da diretoria da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Nacional), entidade que representa o setor gráfico do país. A nomeação amplia a representatividade da Região Norte nas discussões nacionais da indústria, simbolizando o reconhecimento da trajetória da executiva e a força do segmento gráfico amazonense. A Abigraf atua na defesa dos interesses da indústria gráfica em todo o país, promovendo ações voltadas ao fortalecimento do setor, à valorização da comunicação impressa, à inovação e ao desenvolvimento sustentável. A presença de uma representante da Zona Franca na diretoria contribui para aproximar as demandas e os desafios da região das decisões estratégicas da entidade. "Recebo essa missão com gratidão, humildade e o compromisso de trabalhar por uma indústria gráfica cada vez mais forte, inovadora, sustentável e integrada. Acredito que o desenvolvimento do nosso setor acontece quando unimos experiências, fortalecemos parcerias e damos voz às diferentes realidades do Brasil", disse Régia por meio de suas redes sociais. "Levarei comigo a força da indústria amazonense, o espírito colaborativo que aprendi no Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e o orgulho de representar empresários e profissionais que acreditam no potencial da nossa região", completou. Régia é economista, conselheira efetiva e coordenadora da Comissão de ESG (sigla para práticas ambientais, sociais e de governança) do Cieam. Desde 2003, dirige a Impressora Amazonense, considerada o maior parque gráfico da Região Norte, sobretudo por fornecer embalagens e materiais gráficos para grandes indústrias do Polo Industrial de Manaus. Atualmente, a companhia produz mais de 100 milhões de embalagens por ano e mantém um quadro superior a 200 colaboradores. ### Yamaha, Procomp e Valgroup apresentam projetos milionários para a Zona Franca URL: https://www.jornalopolo.com.br/yamaha-procomp-e-valgroup-apresentam-projetos-milionarios-para-a-zona-franca/ Last updated: 2026-07-10T18:50:31.000Z Nesta sexta-feira (26), a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) divulgou que três grandes empresas estão com investimentos milionários em destaque na próxima reunião ordinária do Conselho de Administração (CAS). O encontro ocorre na terça-feira (30), às 10h (horário de Manaus), por videoconferência, com transmissão ao vivo pelo canal da autarquia no YouTube. Entre os destaques da reunião está o projeto de atualização da Yamaha, com investimento de R$ 343,91 milhões, para produção de motocicleta dos modelos “acima de 100 cm³ até 450 cm³”. Também serão analisados o projeto da Procomp Amazônia, que prevê investimento de R$ 135 milhões para a produção de urnas eletrônicas, e o da Valgroup, com aporte de R$ 105,79 milhões para fabricar artigos de matéria plástica. A pauta reúne, ao todo, 40 projetos industriais. Desse total, 24 já foram aprovados pela Suframa por delegação de competência, enquanto outros 16 serão submetidos à deliberação do Conselho. Juntos, os projetos somam R$ 3,18 bilhões em investimentos, faturamento estimado em aproximadamente R$ 27 bilhões e potencial para gerar 1.126 novos postos de trabalho no prazo de três anos. ### Jabil deve começar a produzir bicicletas elétricas no PIM URL: https://www.jornalopolo.com.br/jabil-deve-comecar-a-produzir-bicicletas-eletricas-no-pim/ Last updated: 2026-07-10T18:50:32.000Z A fabricante estadunidense Jabil pretende ampliar sua atuação no Polo Industrial de Manaus com a produção de bicicletas elétricas. O projeto, destacado pela Suframa nesta sexta-feira (26), consta na atual pauta do Conselho de Administração (CAS), que tem reunião confirmada para a próxima terça-feira (30). Em fevereiro, o projeto já constava na pauta da 318ª reunião ordinária do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas, com previsão de investimento de R$ 27,5 milhões e capacidade de produção de 79 mil bicicletas elétricas nos três primeiros anos de operação. Primeira indústria 4.0 da América Latina certificada pela Academia de Ciência e Engenharia da Alemanha (Acatech), a planta da Jabil em Manaus tem mais de 25 anos, oferecendo serviços de manufatura contratada para grandes marcas globais. A empresa mantém duas unidades industriais na capital amazonense, onde produz televisores, conversores e receptores para TVs, câmeras digitais e quiosques eletrônicos, além de oferecer soluções em automação e manufatura avançada. Atualmente, as duas plantas empregam mais de mil trabalhadores em dois turnos de produção. O investimento da Jabil se soma a um grande avanço do segmento de bicicletas elétricas no PIM, tendo em vista que, nos últimos meses, empresas como a Specialized Brasil, Sousa Motos e DBS também anunciaram projetos voltados à expansão desse tipo de veículo. ### Suframa amplia diálogo com novas empresas na Eletrolar Show 2026 URL: https://www.jornalopolo.com.br/suframa-amplia-dialogo-com-novas-empresas-na-eletrolar-show-2026/ Last updated: 2026-07-10T18:50:32.000Z A passagem da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) pela Eletrolar Show 2026, em São Paulo, terminou com um número que resume bem o ritmo da participação: cerca de 120 conversas e atendimentos com empresas interessadas no modelo da Zona Franca. A feira é uma das principais do país no setor de eletroeletrônicos e reúne fabricantes, varejistas e investidores de vários países. É nesse ambiente que a Suframa entra em modo prospecção, explicando o modelo, tirando dúvidas e tentando abrir portas para novos negócios na Amazônia. Nesta edição, a autarquia conversou com empresas de diferentes segmentos, como mobilidade elétrica (motos, bicicletas e patinetes), com destaque para a Joog Brasil. Outro setor é o das fabricantes de periféricos de informática, destacando-se o grupo Masterdrive. A participação também teve agenda cheia ao longo dos quatro dias de evento, com visitas a estandes, reuniões e encontros com representantes do setor produtivo. A Eletrolar Show reúne mais de 5 mil marcas e cerca de 40 mil visitantes de aproximadamente 30 países, além de uma programação intensa de palestras voltadas a varejo, tecnologia e consumo. Os organizadores projetam que os negócios gerados nesta edição superem R$ 2 bilhões. ### Bajaj chega a 60 mil motos montadas no PIM URL: https://www.jornalopolo.com.br/bajaj-chega-a-60-mil-motos-montadas-no-pim/ Last updated: 2026-07-10T18:50:32.000Z Dois anos passam rápido e, no caso da Bajaj no Brasil, passam acelerando. A fábrica da marca no Polo Industrial de Manaus, inaugurada em 25 de junho de 2024, acaba de bater um marco importante: 60.357 motocicletas produzidas desde o início da operação. Quando começou, a planta já nasceu com capacidade para 20 mil motos por ano. Hoje, o ritmo é outro e a operação também cresceu por dentro: mais de 250 profissionais, entre colaboradores diretos e indiretos, fazem a engrenagem funcionar todos os dias. Tem gente na preparação de kits, na montagem de motores, na montagem final das motos, no controle de qualidade, na embalagem e até na expedição. A fábrica funciona no sistema CKD (Completely Knock Down), aquele modelo em que as motos chegam completamente desmontadas e são montadas aqui mesmo, etapa por etapa. E o impacto não fica só dentro da fábrica. No mercado brasileiro, a Bajaj já ultrapassou 61.447 motocicletas emplacadas em pouco mais de três anos de operação no país. Esse avanço vem na esteira de uma combinação de fatores: expansão da rede de concessionárias, fortalecimento do pós-venda, ampliação do portfólio e aumento gradual da produção nacional. A Bajaj conta, hoje, com mais de 70 pontos distribuídos por todas as regiões do Brasil e trabalha com um portfólio formado pelos modelos Dominar 400, Dominar NS400Z, Dominar 250, Dominar NS200, Dominar NS160 e Pulsar N150. ### Novo notebook da Positivo, fabricado no PIM, já nasce preparado para a era da IA URL: https://www.jornalopolo.com.br/novo-notebook-da-positivo-fabricado-no-pim-ja-nasce-preparado-para-a-era-da-ia/ Last updated: 2026-07-10T18:50:33.000Z A inteligência artificial já deixou de ser uma ferramenta restrita a grandes empresas e serviços on-line. Agora, ela começa a chegar diretamente aos computadores usados no dia a dia e, em muitos casos, sem precisar da internet para funcionar. É nessa aposta que a Positivo Tecnologia e a Intel estão entrando com o lançamento do novo Positivo Master Copilot+ PC, notebook produzido em Manaus e que inaugura uma nova geração de computadores com IA embarcada no Brasil. Na prática, isso significa que o equipamento consegue executar tarefas de inteligência artificial dentro do próprio notebook, sem depender de servidores distantes ou da chamada computação em nuvem. O resultado é uma resposta mais rápida e maior privacidade para o usuário, já que muitas informações não precisam sair do dispositivo para serem processadas. Mas o que isso muda na vida real? Bastante coisa. O computador pode ajudar a organizar compromissos, sugerir respostas para e-mails, melhorar a qualidade de videochamadas, traduzir conversas em tempo real, criar apresentações e até analisar planilhas de forma mais rápida. São tarefas que normalmente exigiriam aplicativos externos ou uma conexão constante com a internet. Segundo a Positivo Tecnologia, a produção do notebook começou em maio na fábrica da empresa em Manaus. A iniciativa coloca o Brasil entre os primeiros mercados a receber a nova geração de processadores Intel Core Ultra Série 3, apresentada globalmente durante a CES 2026, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo. Além da inteligência artificial, a nova máquina aposta em desempenho e durabilidade. O equipamento traz memória de alta velocidade, conexão Wi-Fi 7, portas de última geração e uma estrutura reforçada para suportar a rotina intensa de empresas e profissionais que dependem do computador durante todo o dia. O notebook conta com leitor de impressão digital, reconhecimento facial e recursos voltados à proteção de dados corporativos, um tema que vem ganhando cada vez mais importância diante do aumento das ameaças digitais. Outro ponto que chama atenção é a eficiência energética. Como parte do trabalho da inteligência artificial é feita por um componente dedicado exclusivamente a essa função, o consumo de energia tende a ser menor do que em computadores tradicionais. Em outras palavras, o notebook consegue executar tarefas avançadas sem exigir tanto da bateria. ### Aiwa apresenta novidades no portfólio URL: https://www.jornalopolo.com.br/aiwa-apresenta-novidades-no-portfolio/ Last updated: 2026-07-10T18:50:33.000Z A Aiwa acelera sua aposta no mercado brasileiro e apresenta uma série de novidades que vão muito além dos seus equipamentos tradicionais. Tem ar-condicionado inteligente, caixa de som com recursos de inteligência artificial e até TV que funciona longe da tomada. A estreia mais importante é no setor de climatização. A marca japonesa passou a fabricar em Manaus sua nova linha de ar-condicionados e chega mirando um público que quer conforto sem sustos na conta de energia. Os aparelhos trazem tecnologia Inverter, que ajusta automaticamente o funcionamento do compressor para evitar desperdícios, além do modo Eco, criado para reduzir ainda mais o consumo durante a noite ou em períodos de menor uso. A proposta é simples: gastar menos energia e entregar mais praticidade. Os modelos já saem de fábrica com Wi-Fi integrado e podem ser controlados pelo celular ou por comandos de voz via Alexa e Google Assistente. Segundo a empresa, outro diferencial está na velocidade. O ar frio começa a circular pelo ambiente em até 30 segundos após o aparelho ser ligado. Mas a Aiwa também está de olho em outro hábito bem brasileiro: ouvir música em qualquer lugar. A empresa afirma que suas novas caixas de som estão incorporando inteligência artificial para ajustar automaticamente a qualidade do áudio conforme o ambiente e até o tipo de música reproduzida. Na prática, a tecnologia busca reforçar graves, equilibrar frequências e melhorar a experiência sem que o usuário precise ficar mexendo em configurações. As novas gerações de caixas de som chegam com baterias mais duradouras, sistemas de carregamento rápido e até a possibilidade de funcionar como power bank para recarregar celulares. Tudo isso pensado para um público que leva música para festas, viagens e encontros ao ar livre. Outra novidade curiosa apresentada recentemente pela marca foi uma Smart TV portátil de 24 polegadas. Sim, uma televisão que pode ser carregada de um cômodo para outro, ou até para fora de casa. O aparelho possui bateria integrada com autonomia média de três horas, pesa cerca de 4 quilos e traz uma alça para transporte. A ideia é que a TV acompanhe o usuário onde ele estiver. Vale para assistir a uma partida no quintal, levar para uma área de lazer ou até utilizar como monitor em ambientes de trabalho. A tela Full HD conta com acabamento antirreflexo, sistema Google TV, acesso aos principais serviços de streaming e conexão sem fio via Bluetooth e Wi-Fi. ### Indústria de eletroeletrônicos comercializa 53,6 milhões de unidades entre janeiro e maio URL: https://www.jornalopolo.com.br/industria-de-eletroeletronicos-comercializa-53-6-milhoes-de-unidades-entre-janei/ Last updated: 2026-07-10T18:50:33.000Z O mercado brasileiro de eletroeletrônicos segue acelerando em 2026\. Entre janeiro e maio, foram comercializadas 53,6 milhões de unidades no país, volume 11% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pela Eletros durante a abertura da Eletrolar Show All Connected 2026, nesta terça-feira (23), em São Paulo. O principal motor desse crescimento foi a linha branca, que avançou 16% no acumulado do ano. Os produtos portáteis também tiveram desempenho expressivo, com alta de 15%, reforçando a busca dos consumidores por mais praticidade, eficiência e tecnologia dentro de casa. O bom momento da indústria também apareceu no varejo. Levantamento da NielsenIQ aponta que o mercado brasileiro de tecnologia e bens duráveis movimentou R$ 51 bilhões no primeiro trimestre de 2026, com crescimento de 7,4% no faturamento e de 6,4% no volume de vendas em comparação com o mesmo período de 2025. As compras pela internet ganharam ainda mais espaço. Pela primeira vez, os canais on-line responderam pela maior parte da receita do setor, concentrando 53,1% do faturamento total. Os marketplaces também ampliaram participação e já representam 21,4% das vendas. Porém, nem todos os segmentos acompanharam o ritmo de expansão. O mercado de ar-condicionado, um dos destaques da indústria nos últimos anos, registrou queda de 17% no período. Segundo o setor, a retração foi influenciada pelas temperaturas mais amenas registradas nas regiões Sul e Sudeste, principais mercados consumidores desses equipamentos. Outro segmento em baixa foi o de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), que recuou 13% na comparação anual, somando 792 mil unidades comercializadas e retornando aos níveis observados em 2024. Os televisores, por outro lado, ganharam impulso com a proximidade da Copa do Mundo. Nas semanas que antecederam o torneio, as vendas cresceram 7,5% em volume e 11,7% em faturamento, puxadas principalmente pela procura por telas maiores e modelos mais sofisticados. ### Produzido em Manaus, ar-condicionado da LG rende novo prêmio à empresa URL: https://www.jornalopolo.com.br/produzido-em-manaus-ar-condicionado-da-lg-rende-novo-premio-a-empresa/ Last updated: 2026-07-10T18:50:34.000Z A LG Electronics foi reconhecida pelo segundo ano consecutivo com o Troféu Oswaldo Moreira na categoria “Destaque da Indústria de Ar-Condicionado”, uma das principais premiações do setor de climatização no país. O reconhecimento chega em um momento de fortalecimento da marca no mercado brasileiro e também indica relevância da operação da multinacional no Polo Industrial de Manaus, onde são produzidos os condicionadores de ar comercializados pela companhia no Brasil. A empresa informou que possui capacidade para produzir ate´2 milhões de unidades de condicionadores por ano. Promovido pela Revista do Frio/Clube do Frio, o prêmio homenageia empresas e profissionais que se destacam nos segmentos de climatização, refrigeração, aquecimento e ventilação. Segundo a LG, a conquista reflete os investimentos realizados nos últimos anos em tecnologias voltadas à inteligência artificial, conectividade, eficiência energética e personalização da experiência do usuário. A empresa também vem ampliando a oferta de soluções inteligentes integradas ao aplicativo LG ThinQ. “Receber esse reconhecimento pelo segundo ano consecutivo é motivo de grande orgulho para toda a LG. Essa conquista reflete o trabalho de nossos colaboradores, parceiros e clientes, que fazem parte da construção de uma marca comprometida com inovação, qualidade e eficiência”, diz Lucas Nogueira, gerente de Produto de Ar-Condicionado Residencial da LG Electronics do Brasil. A companhia informa ainda que lidera o mercado latino-americano de ar-condicionado há 11 anos consecutivos, segundo levantamento da Euromonitor International. Além do reconhecimento na área de climatização, a LG também participa da Infocomm 2026, considerada a maior feira de tecnologia audiovisual do hemisfério ocidental, onde apresenta soluções voltadas ao segmento corporativo e de displays digitais. ### De Manaus ao Paraná: LG poderá chegar a 7,2 milhões de itens produzidos por ano URL: https://www.jornalopolo.com.br/de-manaus-ao-parana-lg-podera-chegar-a-7-2-milhoes-de-itens-produzidos-por-ano/ Last updated: 2026-07-10T18:50:34.000Z A LG estima alcançar uma capacidade produtiva anual de aproximadamente 7,2 milhões de unidades de eletrodomésticos e componentes premium no Brasil somando as operações na Zona Franca de Manaus e em Fazenda Rio Grande, no Paraná, que deve ter fábrica inaugurada no próximo dia 22 de julho. A fábrica paranaense recebeu investimentos de R$ 1,5 bilhão e está instalada em uma área de cerca de 770 mil metros quadrados. A unidade deverá gerar quase mil empregos e terá produção voltada a uma nova linha de refrigeradores desenvolvida especialmente para o mercado brasileiro. Segundo a empresa, os novos modelos terão recursos como conectividade via Wi-Fi, controle remoto por celular e sistemas de refrigeração mais rápidos e eficientes. A estratégia é ampliar o acesso a tecnologias avançadas em faixas de preço mais competitivas. Por ano, o mercado nacional de geladeiras movimenta R$ 16,4 bilhões e registra vendas próximas de 4,8 milhões de unidades, de acordo com dados da consultoria GfK. A companhia já projeta futuras expansões da fábrica para a produção de outros eletrodomésticos, incluindo máquinas de lavar e secadoras. De acordo com Rodrigo Fiani, vice-presidente de vendas da LG Electronics no Brasil, novos investimentos deverão ocorrer à medida que a operação de refrigeração se consolide no país. A nova unidade também integra uma estratégia mais ampla de crescimento da multinacional, já que o Brasil figura ao lado da Arábia Saudita e da Índia entre os principais mercados de expansão da LG no médio e longo prazo. Em 2025, os três países atingiram receita de R$ 23 bilhões, alta de 20% em comparação com 2023\. A meta da empresa é dobrar sua receita nesses países até 2030. Enquanto isso, a LG mantém em Manaus uma de suas mais importantes bases produtivas fora da Coreia do Sul. Presente desde 1996 na Zona Franca, a empresa concentra na capital amazonense a fabricação de televisores, monitores, aparelhos ar-condicionado, notebooks e equipamentos de áudio e vídeo. Ao longo de sua trajetória no Amazonas, a companhia também produziu DVD players, televisores de plasma, projetores e outros equipamentos eletrônicos de entretenimento. ### Como a Yamaha vem redesenhando sua operação por meio da agenda ESG URL: https://www.jornalopolo.com.br/como-a-yamaha-vem-redesenhando-sua-operacao-por-meio-da-agenda-esg/ Last updated: 2026-07-14T13:23:54.000Z A busca por práticas mais sustentáveis deixou de ser diferencial e passou a ser um fator estratégico no setor automotivo. No Brasil, a Yamaha Motor tem reforçado esse movimento com metas ambientais ambiciosas e iniciativas que vão da produção industrial à logística e à capacitação de motociclistas. Signatária da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, a companhia estabeleceu como objetivos alcançar a neutralidade de carbono até 2050 e garantir o tratamento ambientalmente adequado de 100% dos resíduos sólidos industriais até 2035\. “A adesão ao Pacto Global reforça nosso compromisso com metas de longo prazo, que envolvem não apenas o meio ambiente, mas também impacto social e governança”, afirma Rafael Lourenço, gerente de Relações Institucionais da Yamaha. Na prática, parte relevante dessas ações já está em curso. Na fábrica de motocicletas e motores de popa em Manaus (AM), a empresa já consolidou iniciativasde economia circular. Desde 2018, não envia resíduos ao aterro municipal. Atualmente, 92% dos resíduos industriais são tratadosinternamente ou com parceiros externos. Outro exemplo é a adoção de racks retornáveis no transporte de motocicletas, que já evitou a geração de mais de 46 mil toneladas de resíduos desde sua adoção em 2014. No pilar social, a empresa mantém programas voltados à segurança viária e à capacitação de jovens. A Yamaha Riding Academy, presente no Brasil desde 1994, intensificou suas atividades nos últimos anos. “Levamos muito a sério a questão da segurança viária. A Yamaha tem uma escola de condução, a Yamaha Riding Academy, e todos os anos realizamos treinamentos práticos e teóricos, além de palestras que contribuem para o aperfeiçoamento e a capacitação de motociclistas. São atividades que impactam mais de 20 mil motociclistas por ano”, destaca Lourenço. Ainda no campo social, outro bom exemplo é a Oficina Escola Mecânica de Motocicletas, em Manaus, que capacitou cerca de 700 jovens, muitos deles hoje empregados na própria empresa. ### Náutica investe em motores elétricos e eficiência energética A estratégia de sustentabilidade também passa pela diversificação de produtos. No segmento náutico, a empresa lançou no Brasil, em 2025, motores elétricos de popa da marca Torqeedo, com foco em redução de emissões durante o uso e conectividade. “A eletrificação é um processo natural que acontece em todos os veículos que usam motorização. Mas, assim como nos automóveis, por exemplo, existe a barreira inicial relacionada ao alto custo de aquisição. Ao longo do tempo, pode-se neutralizar esse custo, pois se trata de um motor com baixas emissões e menor necessidade de manutenção periódica, além do prazer de uma navegação silenciosa”, afirma Luciano Guidugli, gerente executivo da divisão de Náutica da Yamaha. O executivo também destaca a busca da empresa por novas matrizes energéticas. “Um bom exemplo é o protótipo Yamaha H2, um motor de popa movido a hidrogênio”, completa Guidugli. Ao mesmo tempo, os tradicionais WaveRunners passaram por atualizações para redução de peso e maior eficiência energética. “Com o uso de materiais mais leves e tecnológicos, como o NanoXcel® e o NanoXcel®2, que permitem reduzir peso sem comprometer resistência, conseguimos melhorar a eficiência energética, diminuir o consumo e contribuir para uma menor pegada ambiental ao longo do ciclo de uso dos WaveRunners”, finaliza o gerente executivo da divisão de Náutica da Yamaha. ### Logística humanizada valoriza motoristas A logística também é um dos pilares estratégicos da operação. A Yamalog, braço logístico do grupo, ampliou sua atuação com uma nova unidade em São Luís (MA), reforçando a presença no Nordeste. Mais do que expansão, a empresa destaca iniciativas voltadas ao bem-estar dos motoristas. Hoje, mais de 300 profissionais parceiros têm acesso a locais que a empresa chama de Espaços de Bem-Estar, distribuídos em 14 filiais da Yamalog. A estrutura inclui áreas para alimentação e descanso, com o objetivo de reduzir riscos nas estradas. “Atuamos com motoristas agregados e parceiros, profissionais que nem sempre recebem no mercado o reconhecimento que merecem. Por isso, criamos os Espaços de Bem-Estar em todas as unidades. Trata-se de uma ação concreta, que reforça nosso compromisso com o pilar social do ESG”, analisa Carlos Lomonaco, diretor adjunto da Yamalog. Com operações que vão da Amazônia ao restante do País, o Grupo Yamaha acredita em um modelo de negócio que combina expansão, eficiência e sustentabilidade — fatores que ganham peso crescente na competitividade da indústria.