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# Manaus pode enfrentar risco crítico de abastecimento até 2040; Indústria é chamada a reduzir uso de poços
- URL: https://www.jornalopolo.com.br/manaus-pode-enfrentar-risco-critico-de-abastecimento-ate-2040-industria-e-chamada-a-reduzir-uso-de-pocos/
- Published: 2026-09-03T18:46:06.000Z
- Updated: 2026-09-03T18:46:06.000Z
- Description: Estudo do Instituto Trata Brasil e da GO Associados estima mais de 27 mil captações subterrâneas na capital, mas só 5 mil têm registro. Pesquisa recomenda diversificar a matriz hídrica e ampliar a adesão à rede pública para reduzir custos e preservar os mananciais
- Author: Redação
- Tags: Recursos hídricos, Zona Franca, #video-ok, #story-ok, #Facebook-ok, #Instagram-ok

Mesmo localizada na região amazônica, onde está a maior bacia hidrográfica do mundo, Manaus enfrenta riscos para a segurança hídrica nos próximos anos. Os impactos das mudanças climáticas e o uso indiscriminado de poços subterrâneos podem levar a capital do Amazonas a atingir níveis críticos de abastecimento até 2040.

É o que indica o estudo inédito “[O desafio da segurança hídrica na região de Manaus e políticas de sustentabilidade](https://www.aguasdemanaus.com.br/manaus-regiao-mais-rica-em-agua-do-planeta-enfrenta-risco-critico-de-escassez-ate-2040-aponta-estudo/?ref=jornalopolo.com.br)”, produzido pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados. A pesquisa foi apresentada na manhã desta quinta-feira (03), durante evento na Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo.

Entre os principais pontos destacados pelo estudo está a necessidade de diversificar a matriz hídrica para reduzir os impactos da estiagem e do alto consumo de águas subterrâneas no abastecimento da capital do Amazonas. A estimativa é de que haja mais de 27 mil poços em operação na cidade, enquanto apenas 5 mil estão registrados pelos órgãos de controle.

De acordo com o estudo, a adesão à rede pública de abastecimento é uma alternativa para reduzir a dependência dos poços. Nesse contexto, a indústria tem um papel fundamental, uma vez que parte do setor ainda utiliza água de captação subterrânea para operar.

A pesquisa aponta que a adesão das indústrias ao sistema público de abastecimento tende a reduzir os custos fixos do sistema, viabilizando o subsídio cruzado que garante tarifas mais baixas às categorias residencial, social e vulnerável, com benefícios para a população em geral.

Para Luana Pretto, presidente executiva do Instituto Trata Brasil, o desafio da água está diretamente ligado ao planejamento. 

> “Segurança hídrica se constrói com planejamento e mitigação de risco, e o caso de Manaus mostra isso com clareza. A cidade depende fortemente do Rio Negro, mas também recorre a poços que muitas vezes operam sem outorga e sem controle adequado. Investir hoje em reúso, uso racional e controlado dos poços, monitoramento e proteção de mananciais reduz riscos para a população e para as empresas. É assim que o país avança rumo à universalização do saneamento, com responsabilidade e visão integrada”, destaca.

O diretor-presidente da Águas de Manaus, concessionária que atua na capital, Pedro Freitas, entende que a região vive um momento decisivo para o evitar os riscos de desabastecimentos a médio prazo. Ele participou do debate sobre o estudo em São Paulo. 

> “Estamos empenhados em mobilizar os mais diversos setores nesse tema porque sabemos que o saneamento é um desafio coletivo. Isso passa por ampliar a conscientização sobre a diversificação da matriz hídrica de Manaus, avançar no combate às perdas e preservar as nossas fontes naturais de água”, afirma.

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Diretor-presidente da Águas de Manaus, Pedro Freitas | Foto: Águas de Manaus/Divulgação

Para ele, o papel da indústria é fundamental para ampliar a adesão ao serviço público de abastecimento e garantir a sustentabilidade do sistema. 

> “Os setores públicos e privados, assim como a população, podem contribuir para ampliar o acesso à água com qualidade e segurança ao aderirem ao sistema. Este estudo demonstra, em especial, como a adesão do setor industrial à rede de abastecimento pode gerar uma cadeia de benefícios, incentivando outros segmentos a também se conectarem à rede e promovendo um uso mais sustentável dos recursos hídricos”, defende.

Resumo redes: Estudo do Instituto Trata Brasil e da GO Associados estima mais de 27 mil captações subterrâneas na capital, mas só 5 mil têm registro. Pesquisa recomenda diversificar a matriz hídrica e ampliar a adesão à rede pública para reduzir custos e preservar os mananciais.