> ## Content Index
> Fetch the complete content index at: https://www.jornalopolo.com.br/llms.txt
> Use this file to discover other available public pages before exploring further.

# Omar Aziz chega ao segundo turno com um ativo para a economia amazonense: experiência e articulação em Brasília
- URL: https://www.jornalopolo.com.br/omar-aziz-chega-ao-segundo-turno-com-um-ativo-para-a-economia-amazonense-experiencia-e-articulacao-em-brasilia/
- Published: 2026-10-05T02:09:36.000Z
- Updated: 2026-10-05T02:09:36.000Z
- Description: Ex-governador e senador desde 2015, candidato reúne passagens pela Comissão de Assuntos Econômicos e participação em negociações que envolvem diretamente a relação do Amazonas com o governo federal
- Author: Redação
- Tags: eleições 2026, #Instagram-ok, #Facebook-ok, #story-ok, #video-contexto, #video-nota-7

Omar Aziz (PSD) terminou o primeiro turno na liderança da disputa pelo Governo do Amazonas, com 839.434 votos, o equivalente a 40,58% dos votos válidos (considerando 99,87% das urnas apuradas). No dia 25 de outubro, enfrentará Maria do Carmo, que recebeu 503.081 votos, ou 24,78%. Para além do resultado das urnas, a eleição coloca em discussão uma característica que acompanha a economia amazonense há décadas: parte importante das decisões capazes de afetar o Estado passa por Brasília.

A Zona Franca de Manaus depende de regras tributárias federais; grandes projetos de infraestrutura passam por órgãos como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e por processos de licenciamento da União; e recursos destinados a áreas como saúde, infraestrutura e municípios também estão ligados ao Orçamento federal. É nesse ambiente que a trajetória política de Omar se cruza com algumas das principais pautas econômicas do Amazonas.

### Do Governo do Amazonas ao Senado

Presente na política amazonense desde o fim da década de 1980, Omar foi vereador de Manaus, deputado estadual, vice-prefeito, secretário municipal de Obras e vice-governador antes de assumir o Governo do Amazonas, em março de 2010\. Naquele mesmo ano, foi eleito governador com 63,9% dos votos válidos e permaneceu no cargo até abril de 2014, quando deixou o Executivo para disputar uma vaga no Senado.

A eleição veio naquele ano, com mais de 930 mil votos e 58,51% dos válidos. Em 2022, conquistou novo mandato, para o período de 2023 a 2031\. A sequência colocou Omar dos dois lados de uma relação particularmente importante para o Amazonas: primeiro administrando o Estado e, depois, participando diretamente das decisões e negociações conduzidas no Congresso.

Essa experiência ganha peso quando se observa a dimensão atual da Zona Franca. Em 2025, o modelo registrou faturamento de aproximadamente R$ 227,7 bilhões. Já entre janeiro e julho de 2026, somente o Polo Industrial de Manaus movimentou R$ 142,98 bilhões, com média mensal próxima de 131 mil empregos diretos. São cerca de 600 indústrias ligadas ao modelo, distribuídas por segmentos como eletroeletrônico, informática, duas rodas, metalúrgico, termoplástico e mecânico.

### Zona Franca passou por negociações decisivas

Uma das discussões em que Omar teve participação direta ocorreu em 2023, quando o Senado aprovou o Projeto de Lei nº 2.673/2019\. Como relator da matéria na Casa, ele conduziu o texto que adequou a legislação ordinária ao prazo já previsto na Constituição para os incentivos da Zona Franca de Manaus.

A mudança passou a estabelecer também na legislação infraconstitucional a vigência dos benefícios até 2074, eliminando uma diferença entre as normas que poderia gerar insegurança jurídica para as empresas instaladas no modelo. Pouco depois, uma discussão de alcance ainda maior colocaria novamente a competitividade de Manaus no centro das negociações nacionais: a Reforma Tributária.

Com a substituição de tributos e a construção de um novo sistema de cobrança no país, o desafio da bancada amazonense era garantir mecanismos capazes de preservar o diferencial competitivo da Zona Franca. Em outubro de 2023, Omar participou, ao lado do senador Eduardo Braga, relator da reforma, de reuniões com o Ministério da Fazenda para tratar especificamente dessas garantias.

A discussão continuou em 2024, durante a regulamentação das novas regras. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado realizou audiências voltadas aos efeitos da reforma sobre a Zona Franca e, na votação do Projeto de Lei Complementar nº 68, Omar registrou em plenário a articulação entre a bancada do Amazonas, Congresso, Ministério da Fazenda e Governo Federal para manter os instrumentos de competitividade do modelo.

O tamanho da bancada ajuda a explicar por que esse tipo de articulação é necessário. O Amazonas conta com oito deputados federais e três senadores, número insuficiente para decidir sozinho mudanças nacionais na legislação tributária. Em pautas dessa dimensão, preservar interesses locais depende necessariamente da construção de apoio entre parlamentares de outros Estados e da negociação com o Executivo federal.

### BR-319 mantém logística no centro da relação com Brasília

A dependência de decisões federais também aparece na infraestrutura. Mesmo abrigando uma das maiores bases industriais do país, Manaus ainda não possui uma ligação rodoviária plenamente pavimentada com o restante do sistema nacional por causa das condições da BR-319, estrada que conecta a capital amazonense a Porto Velho.

Omar cobra uma solução para a rodovia pelo menos desde seu primeiro mandato no Senado. Em novembro de 2015, já defendia publicamente uma definição dos órgãos ambientais que permitisse o avanço da pavimentação. Mais de uma década depois, a BR-319 continuava entre as pautas levadas pelo senador ao governo federal.

Em março de 2026, foi anunciado um novo ciclo de intervenções na estrada, incluindo R$ 678 milhões para a pavimentação de 339 quilômetros do chamado trecho do meio e aproximadamente R$ 44 milhões para a construção de uma ponte de 320 metros sobre o rio Igapó-Açu. Ao tratar do anúncio no Senado, Omar atribuiu o avanço a uma articulação com o Ministério dos Transportes, o Dnit e o Governo Federal.

A execução das obras e os resultados desse processo ainda dependem de acompanhamento. O episódio, porém, reforça uma dinâmica recorrente para a economia amazonense: problemas estratégicos de logística e infraestrutura dificilmente são resolvidos apenas dentro dos limites administrativos do Estado.

### Passagem pela Comissão de Assuntos Econômicos

A experiência de Omar no Congresso também inclui uma passagem por um dos principais espaços de discussão econômica do Senado. Entre 2019 e 2020, ele presidiu a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), responsável por analisar temas ligados à política econômica, sistema financeiro, crédito público, dívida e tributos, além de indicações para instituições da área.

Foi durante sua presidência, por exemplo, que a comissão conduziu a sabatina de Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central. Omar também ocupou a condição de membro titular da CAE em diferentes períodos desde 2015 e integrou a Comissão Mista Temporária criada para discutir a reforma tributária.

Esse histórico acrescenta uma experiência diferente daquela acumulada exclusivamente na administração estadual: o contato direto com a formulação de regras nacionais que, no caso do Amazonas, podem produzir efeitos imediatos sobre investimentos, indústria e arrecadação.

O próximo governador assumirá o Amazonas em um momento de mudanças importantes para o principal modelo econômico do Estado. Além da adaptação da Zona Franca ao novo sistema tributário, a agenda envolve maior inserção internacional da indústria, modernização do comércio exterior, infraestrutura, energia, logística, formação de mão de obra, atração de investimentos e expansão das atividades econômicas para além da capital.

Resumo redes: Líder do primeiro turno para o Governo do Amazonas, com mais de 40% dos votos válidos, Omar Aziz chega à etapa decisiva com um histórico que já reúne passagem pelo executivo estadual, atuação no Senado desde 2015, presidência da Comissão de Assuntos Econômicos e participação em negociações sobre Zona Franca, Reforma Tributária e BR-319.