País precisa de ‘duas Eletrobras’ para atender demanda até 2050, diz Magda Chambriard

Segundo a CEO da Petrobras, a estatal responde hoje por cerca de um terço da energia consumida no Brasil e pretende manter essa participação até 2050. Para isso, porém, será necessário ir além da simples reposição das reservas atuais da companhia

Magda Chambriard, presidente da Petrobras, fala ao microfone durante abertura da ROG.e 2026 no Rio de Janeiro.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Brasil vai precisar de “duas Eletrobras [atual Axia Energia]” em renováveis para dar conta de sua demanda energética até 2050, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, nesta segunda-feira (21). Ela falou durante a abertura da ROG.e 2026, antiga Rio Oil & Gas, realizada no Riocentro, no Rio de Janeiro (RJ).

Segundo Magda, a Petrobras é responsável atualmente por um terço da energia consumida no Brasil, e a participação deve ser mantida até 2050. Contudo, continua, alcançar esse objetivo diante dos desafios futuros exigirá mais do que apenas a recomposição de reservas atuais da companhia.

“O Brasil de 2050 será 80% maior do que temos hoje, com consumo de energia 50% maior em relação ao atual. Além da exploração e produção em horizontes já descobertos, tanto no Brasil quanto no exterior, precisaremos agregar fontes de energias renováveis equivalentes, no mínimo, a duas vezes a capacidade atual da Eletrobras nas próximas duas décadas e meia”, disse a CEO da Petrobras.

De acordo com ela, a Petrobras continuará garantindo esse terço da demanda projetada. “No entanto, os dois terços restantes dependerão dos senhores, dos investimentos, dos financiamentos e de uma coordenação setorial robusta”, finalizou a executiva.

Resumo redes: A CEO da Petrobras afirmou: “O Brasil de 2050 será 80% maior do que temos hoje, com consumo de energia 50% maior em relação ao atual. Além da exploração e produção em horizontes já descobertos, tanto no Brasil quanto no exterior, precisaremos agregar fontes de energias renováveis equivalentes, no mínimo, a duas vezes a capacidade atual da Eletrobras [hoje, Axia Energia] nas próximas duas décadas e meia”.