PIB do Amazonas chega a R$ 50,15 bilhões no 2º trimestre e cresce 1,96% acima da inflação, aponta Sedecti
Serviços responderam por R$ 22,88 bilhões da economia amazonense, enquanto a Indústria somou R$ 18,18 bilhões e a Agropecuária, R$ 2,41 bilhões. Frente ao 1º trimestre, o PIB avançou 5,38% em termos nominais e 3,90% em termos reais
O Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas foi estimado em R$ 50,153 bilhões no segundo trimestre de 2026, resultado 6,69% maior, em termos nominais, que os R$ 47,008 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Descontada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o crescimento real foi de 1,96%.
Na comparação com os três primeiros meses deste ano, quando o PIB estadual havia alcançado R$ 47,595 bilhões, a economia do Amazonas cresceu 5,38% nominalmente e 3,90% em termos reais. Os dados fazem parte da estimativa trimestral elaborada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).
Todos os grandes setores considerados no cálculo apresentaram aumento nominal em relação ao segundo trimestre de 2025.
- A Agropecuária teve a maior variação percentual, de 9,93%, passando de R$ 2,196 bilhões para R$ 2,414 bilhões;
- A Indústria cresceu 8,64%, de R$ 16,738 bilhões para R$ 18,185 bilhões;
- Os Serviços avançaram 6,02%, de R$ 21,585 bilhões para R$ 22,884 bilhões.
Os impostos sobre produtos líquidos de subsídios chegaram a R$ 6,671 bilhões, alta de 2,81%.

Apesar de apresentar uma taxa de crescimento menor que Agropecuária e Indústria, o setor de Serviços continua concentrando a maior parcela da economia amazonense. No segundo trimestre, respondeu por 45,63% do PIB, seguido pela Indústria, com 36,26%. Os impostos representaram 13,30%, enquanto a Agropecuária ficou com 4,81%.
O detalhamento dos Serviços mostra crescimento em todas as atividades listadas no estudo:
- Transporte, armazenagem e correio: R$ 1,431 bilhão, alta de 7,40%;
- Administração, defesa, educação, saúde públicas e seguridade social: R$ 8,664 bilhões, avanço de 6,82%;
- Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados: R$ 1,008 bilhão, crescimento de 6,55%;
- Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas: R$ 4,361 bilhões, alta de 6,50%;
- Outros serviços: R$ 4,333 bilhões, avanço de 5,12%;
- Atividades imobiliárias: R$ 2,563 bilhões, crescimento de 3,62%;
- Informação e comunicação: R$ 524 milhões, alta de 3,60%.

Somados Agropecuária, Indústria e Serviços, o valor adicionado da economia amazonense chegou a R$ 43,483 bilhões, crescimento de 7,31% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Estimativa trimestral
Os números divulgados pela Sedecti são estimativas e não correspondem ainda ao resultado definitivo das Contas Regionais. O cálculo utiliza como referência o PIB oficial de 2023, publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em novembro de 2025, além dos dados mais recentes das Contas Regionais e de modelos de séries temporais Box-Jenkins para estimar os valores adicionados da Agropecuária, Indústria, Serviços e impostos.
Segundo a metodologia apresentada no relatório, os resultados preliminares são posteriormente ajustados à medida que os dados definitivos do PIB são publicados. O estudo é elaborado pelo Departamento de Estatística e Geoprocessamento (Degeo), ligado à Secretaria Executiva de Planejamento da Sedecti.
Leia também: Indústria do Amazonas movimenta R$ 18,18 bilhões no 2° trimestre e Transformação cresce 9,11%
Resumo redes: Serviços responderam por R$ 22,88 bilhões da economia amazonense, enquanto a Indústria somou R$ 18,18 bilhões e a Agropecuária, R$ 2,41 bilhões. Frente ao 1º trimestre, o PIB avançou 5,38% em termos nominais e 3,90% em termos reais.