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# Positivo, Diebold, Unisys e Procomp: as empresas por trás dos 30 anos da urna eletrônica brasileira
- URL: https://www.jornalopolo.com.br/positivo-diebold-unisys-e-procomp-as-empresas-por-tras-dos-30-anos-da-urna-eletronica-brasileira/
- Published: 2026-07-30T14:14:38.000Z
- Updated: 2026-07-30T14:14:38.000Z
- Description: Desde 1996, mais de 1,48 milhão de urnas foram fabricadas, segundo o TSE
- Author: Redação
- Tags: Eleições, Tecnologia, TSE, Positivo Tecnologia, Diebold, Unisys Brasil, Urna Eletrônica, #instagram-ok, #facebook-ok, #story-ok, #Linkedin-ok

Quando você digita o seu voto e ouve o clássico sinal sonoro da urna eletrônica, talvez não imagine o tamanho da engrenagem industrial por trás daquele aparelho. Em 2026, o Brasil completa três décadas de eleições informatizadas, com exatamente 1.487.115 urnas eletrônicas produzidas, divididas em 14 modelos diferentes. Mas, ao contrário do que muitos pensam, esses equipamentos não são comprados prontos em uma prateleira de loja de tecnologia.

A urna eletrônica é um projeto de arquitetura de segurança 100% nacional e de propriedade exclusiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Quem explica essa dinâmica é o coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE, Rafael Azevedo.

> "O Brasil não compra um modelo específico de urna de fabricantes. O processo de produção é do TSE. A urna também é um projeto do Tribunal Superior Eleitoral. E isso é muito diferente de outro país em que é um produto de prateleira", detalha Azevedo.

Para se ter uma ideia do nível de exigência, o edital de licitação para a fabricação das urnas conta com mais de 500 páginas de requisitos técnicos e de segurança. Nada passa sem o crivo dos técnicos da Justiça Eleitoral, que supervisionam e auditam desde o protótipo até a montagem final nas fábricas.

## Quem faz a urna?

Nessa história de 30 anos, iniciada em 1996, apenas quatro empresas venceram as disputadas licitações do TSE para fabricar e montar as urnas. Cada uma delas deixou sua marca em diferentes gerações do aparelho.

A *Positivo Tecnologia* é a fabricante responsável pelos modelos mais atuais que estão em uso, as urnas UE2020 e UE2022.

Antes dela, a *Diebold* (também identificada como Diebold Procomp) teve uma longa jornada na linha de produção, fabricando oito modelos seguidos: as urnas de 2004, 2006, 2008, 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015.

A *Unisys Brasil* foi a pioneira do sistema. A empresa fabricou a histórica UE1996, a primeiríssima urna usada no país, e também o modelo de 2002.

Já a *Procomp Indústria Eletrônica* foi a responsável por desenvolver os modelos de transição de milênio, em 1998 e 2000.

É interessante frisar que, em 2000, a Procomp foi adquirida pela Diebold, passando a operar como Diebold Procomp. Anos depois, a marca foi simplificada para Diebold Brasil, embora o nome Diebold Procomp continuasse amplamente utilizado pelo mercado. Já em 2016, a Diebold incorporou a Wincor Nixdorf, dando origem à atual Diebold Nixdorf.

## Rigor na fábrica

O caminho de uma urna, desde o papel até a seção eleitoral, exige um controle de qualidade severo. Assim que o edital é vencido por uma das empresas, começa o desenvolvimento do protótipo físico. Esse modelo inicial passa por uma bateria de testes exaustivos de resistência física e segurança digital antes de a produção em massa começar.

Durante a fabricação, servidores do TSE acompanham o dia a dia do chão de fábrica para garantir que cada circuito e componente siga exatamente o que foi projetado. É uma operação industrial gigantesca que garante que, no dia da eleição, o voto do cidadão seja registrado de forma inviolável.