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# Produção física: indústria do Amazonas despenca 11,3% em junho e tem a maior queda do país
- URL: https://www.jornalopolo.com.br/producao-fisica-industria-do-amazonas-despenca-11-3-em-junho-e-tem-a-maior-queda-do-pais/
- Published: 2026-08-12T18:59:19.000Z
- Updated: 2026-08-12T18:59:19.000Z
- Description: Eletrônicos (-27,9%), químicos (-16,4%) e duas rodas (-14,5%) pressionaram o resultado; Produção de derivados do petróleo, na contramão, saltou 145,3%
- Author: Redação
- Tags: IBGE, Indústria, Zona Franca, PIM, #instagram-ok, #story-ok, #facebook-ok

A indústria do Amazonas registrou forte deterioração em junho de 2026 e fechou o primeiro semestre em queda, liderando o pior desempenho industrial do país no mês. 

Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE, a produção física (que leva em conta volume de produtos fabricados) no estado despencou 11,3% em relação a maio (com ajuste sazonal) e recuou 10,0% no comparativo com junho de 2025, acumulando retração de 2,1% nos últimos 12 meses — o nível mais baixo da série. 

O resultado do mês foi severamente impactado pela crise no polo eletrônico e óptico (-27,9%), além de quedas no setor químico (-16,4%) e de duas rodas/transportes (-14,5%), nem mesmo amortecidas pelo salto na produção de derivados do petróleo (+145,3%). 

### **Principais Indicadores**

Em junho, a produção física industrial no Amazonas apresentou uma forte deterioração, sinal de enfraquecimento da atividade no setor. O indicador de variação mês a mês, com ajuste sazonal, recuou 11,3% em relação a maio, enquanto a comparação com junho de 2025 mostrou queda de 10,0%. O cenário ficou ainda mais preocupante no acumulado em 12 meses, que caiu para -2,1%, marcando o pior nível da série analisada. Em termos de ritmo, o mês de junho interrompeu a recuperação observada até maio e reforça a visão de desaceleração para a indústria local. A leitura que vai de janeiro a junho de 2026 aponta para um mês de reversão e maior pressão sobre a atividade industrial do estado. 

![](https://imgur.com/7YmlcXu.jpg)

### **Indústria em queda: apenas três estados fecham junho no positivo e Amazonas lidera perdas**

O cenário para o setor industrial brasileiro em junho de 2026 foi marcado por forte desaceleração. Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgados pelo IBGE, o índice de produção física na variação mês a mês (com ajuste sazonal) apontou retração na maioria dos locais pesquisados, resultando em uma média de queda de 1,53% entre as Unidades da Federação com dados registrados. Dos 17 locais analisados, 11 registraram retração, três mantiveram estabilidade técnica e apenas três conseguiram avançar.

No topo do desempenho nacional, o Rio Grande do Sul liderou os ganhos com uma alta de 3,7% na comparação com o mês imediatamente anterior. A Bahia assumiu o segundo lugar com crescimento de 2,7%, seguida por Mato Grosso, que garantiu a terceira posição ao registrar expansão de 1,6%.

Em contrapartida, o resultado geral foi severamente impactado por recuos em importantes polos industriais do país. São Paulo, o maior parque industrial nacional, abriu a lista dos três piores desempenhos ao encolher 3,2% no mês. O Espírito Santo figurou na penúltima colocação, com retração de 3,4%.

A maior queda do período foi registrada pelo Amazonas, que teve um recuo expressivo de 11,3%, puxando o indicador regional para baixo e destacando-se como o resultado mais negativo do ranking.

Estados como Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Maranhão não apresentaram variação significativa no período. O quadro geral reflete os desafios enfrentados pela produção fabril do país, que segue em ritmo de desaceleração na passagem de mês.

![](https://imgur.com/1hSCba1.jpg)

O desempenho da indústria no Amazonas em junho de 2026 expôs um cenário de fortes contrastes. Embora o estado tenha sido alavancado pelo setor de combustíveis, os segmentos mais tradicionais e emblemáticos do Polo Industrial de Manaus (PIM) registraram duras retrações em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE.

Das dez atividades industriais acompanhadas no estado, seis fecharam o mês no campo negativo. O resultado mais crítico veio do pilar fabril da região: a fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, que despencou 27,9%.

Outros setores de grande peso para a economia local também enfrentaram fortes quedas. A indústria de produtos químicos recuou 16,4%, enquanto a cadeia de outros equipamentos de transporte — que engloba o polo de duas rodas — encolheu 14,5%. Já os segmentos de máquinas e materiais elétricos (-9,4%), produtos diversos (-8,3%) e bebidas (-3,9%) completaram a lista de retrações do período.

Por outro lado, o setor de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis atuou como o grande amortecedor da produção amazonense, disparando 145,3% no comparativo anual. O setor de produtos de borracha e material plástico também apresentou ritmo acelerado, com alta de 16,4%. Com avanços mais modesto e estabilidade, máquinas e equipamentos (+1,9%) e produtos de metal (+0,3%) completaram o grupo com sinal positivo.

O balanço de junho retrata uma indústria amazonense dividida: de um lado, o avanço expressivo do refino de petróleo e de embalagens/plásticos; do outro, o esfriamento expressivo de cadeias produtivas de alto valor agregado, que seguem pressionadas e em ritmo de desaceleração na passagem do ano.

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