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# Quem era Victor Simões: empresário amazonense passou por multinacionais, participou da gestão de holdings e nutria paixão pela aviação
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- Published: 2026-10-17T14:42:19.000Z
- Updated: 2026-10-17T14:57:41.000Z
- Description: Conheça um pouco da trajetória do empresário falecido nesta sexta-feira (16)
- Author: Redação
- Tags: Trajetória, #Instagram-ok, #Facebook-ok, #story-ok, #video-contexto, #video-nota-7, #video-ok, #video-auto

O empresário amazonense Victor Simões da Silva, que morreu nesta sexta-feira (16) em um acidente aéreo no interior de São Paulo, construiu uma carreira ligada à administração de empresas, ao mercado financeiro e à gestão de investimentos. Integrante da terceira geração da família fundadora do Grupo Simões, um dos mais tradicionais conglomerados empresariais da Região Norte, ele tinha 51 anos e participava de negócios em diferentes segmentos da economia. Fora do ambiente corporativo, dedicava parte de seu tempo à aviação, uma paixão que cultivava havia anos.

Nascido em Manaus, em 18 de julho de 1975, Victor era filho de Antonio Carlos da Silva, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), e de Norma Simões da Silva. Pelo lado materno, era neto de Antônio de Andrade Simões, empresário que iniciou em 1943 a trajetória do grupo familiar, posteriormente transformado em uma organização com presença nos setores de bebidas, gases industriais, veículos e serviços.

A ligação com uma das famílias empresariais mais conhecidas do Amazonas acompanhou sua trajetória, mas sua formação profissional também passou pelo exterior. Victor cursou Administração de Empresas na Jones College, em Miami, nos Estados Unidos, e acumulou experiências internacionais que contribuíram para sua atuação na área de gestão.

### Dos estudos no exterior à administração de empresas

Um currículo apresentado à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em 2022, detalha parte da carreira de Victor. Na época, ele já declarava mais de 15 anos de experiência nas áreas administrativa, financeira e de auditoria, com passagens pelas empresas norte-americanas AVIS, multinacional especializada em locação de veículos, e DTAC, especializada no financiamento de veículos e na administração de contratos de crédito automotivo.

O documento também registra vivências em Boston, Miami, Espanha e Itália, além de fluência em inglês e espanhol. Sua experiência abrangia operações de aquisição e incorporação de empresas, análise de viabilidade econômica de investimentos e integração de negócios familiares.

Essas atividades se relacionavam à administração de holdings e estruturas de gestão patrimonial, responsáveis por organizar participações societárias e investimentos. Victor também possuía experiência em empresas de franquias internacionais, segmento presente na história dos negócios de sua família.

Durante a pandemia de Covid-19, participou de processos de adaptação empresarial à crise, incluindo medidas de controle de caixa, redução de custos, implantação do trabalho remoto e reorganização de estruturas tecnológicas para assegurar a continuidade das operações.

Sua atuação não se limitava a uma única empresa. Registros empresariais identificam vínculos com negócios de diferentes setores, entre eles a Silpar Participações, Detroit Locadora de Veículos, Sim Incorporadora e Lajes Logística. Também aparecem em sua trajetória empresas como a Carboman, ligada à produção de gases industriais, e a Shizen Veículos, concessionária Honda em Manaus.

### Participação na Solar Bebidas e na gestão do patrimônio familiar

Um dos registros mais recentes da participação de Victor nos negócios da família foi divulgado em abril de 2025 pela Solar Bebidas, companhia que incorporou operações de bebidas do Grupo Simões.

Um comunicado informou que, em março daquele ano, Victor e seus irmãos Diego Simões da Silva e Vanessa Simões Silva Cavalcanti receberam de seus pais, Norma Simões da Silva e Antonio Carlos da Silva, participações acionárias na Sipasa Holding e na Solar Bebidas.

A transferência fez parte de uma reorganização societária interna, sem alteração do controle ou da estrutura administrativa da companhia. O documento confirmou formalmente a condição de Victor como acionista de empresas ligadas ao patrimônio familiar.

A história desses negócios começou mais de oito décadas antes. Em 1943, Antônio de Andrade Simões inaugurou o Bar e Sorveteria Moderna, em Manaus. O empreendimento abriu caminho para a expansão comercial da família, que passou a atuar na indústria alimentícia com a criação de uma fábrica de massas e biscoitos em 1957, posteriormente conhecida como Papaguara.

A entrada no mercado de bebidas ocorreu nos anos de 1970, quando Antônio Simões e Petrônio Augusto Pinheiro adquiriram a franquia da Coca-Cola em Manaus. Quatro anos depois, o grupo iniciou a produção do Guaraná Tuchaua e inaugurou a Carboman, ampliando sua presença industrial.

A expansão continuou pela Região Norte e alcançou outros segmentos, incluindo o mercado automotivo, com a abertura da Murano Veículos, concessionária Fiat, em 1994\. Ao longo das décadas, a organização consolidou uma estrutura empresarial diversificada, da qual Victor passou a participar como integrante da terceira geração da família.

Além dos negócios privados, ele também teve seu nome associado à representação institucional da indústria. Em 2022, foi indicado para a suplência da Fieam no Conselho Estadual de Regulação e Controle dos Serviços Públicos (Cercon), tendo o economista Nelson Azevedo dos Santos como titular. A indicação para recondução dos representantes voltou a constar em documentação oficial de 2024.

- Leia também: [**A história do Grupo Simões começa com um menino de 12 anos e o sonho de ter sua própria sorveteria**](https://www.jornalopolo.com.br/a-historia-do-grupo-simoes-comeca-com-um-menino-de-12-anos-e-o-sonho-de-ter-sua-propria-sorveteria/)

### A aviação como paixão fora dos negócios

Embora sua carreira estivesse ligada principalmente ao setor empresarial, Victor também era conhecido pelo interesse em aeronaves e pela prática da pilotagem. Ele possuía aviões e helicóptero e costumava realizar voos nos fins de semana.

Em uma entrevista concedida ao canal Aviação Amazônia em julho de 2025, o empresário contou que sua aproximação com a aviação ganhou força após acompanhar um amigo que pilotava um Super Petrel. A experiência despertou o interesse em aprender a voar e conhecer diferentes modelos de aeronaves.

![](https://storage.ghost.io/c/ee/22/ee22109b-9ce5-4834-97e4-3d381d4390d0/content/images/2026/10/image-12.png)

Foto: Reprodução/Aviação Amazônia

Com o tempo, passou por aviões como Navion, King Air e RV-7, até desenvolver interesse pela aviação acrobática. Um dos modelos que mais lhe despertavam entusiasmo era o Pitts S-2B, biplano utilizado em manobras aéreas.

> “Isso aqui é o meu xodó, é o meu amor”, afirmou Victor durante entrevista, ao falar sobre o Pitts S-2B.

A gravação também mostra o empresário realizando manobras na Fazenda Santa Fé. Na ocasião, ele comentou sobre a expectativa de receber um Extra 300, outro modelo desenvolvido para voos acrobáticos.

O interesse pelo setor também apareceu em suas atividades empresariais, com registros de participação em negócios ligados à aviação, como a Detroit Aviação e a VL2S Aeronáuticos.

### Acidente em São Paulo deixou duas vítimas

Victor morreu após a queda de um avião monomotor Van's RV-7A, de prefixo PP-ZLC, no antigo Aeroporto Tangará, em Orlândia, no interior de São Paulo. A ocorrência foi registrada na tarde desta sexta-feira (16), por volta das 16h50, pouco depois da decolagem.

A aeronave, fabricada em 2011, tinha capacidade para duas pessoas. Além do empresário amazonense, estava a bordo o pai do namorado da filha de Victor, José Ricardo Santana, que também morreu. Os dois foram socorridos e encaminhados ao Hospital Beneficente Santo Antônio, mas não resistiram aos ferimentos.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, Victor estaria em Orlândia para acompanhar uma competição de hipismo da qual sua filha participaria. A informação sobre a finalidade da viagem foi apresentada inicialmente como preliminar.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a aeronave estava com a situação cadastral regular. As circunstâncias da queda ainda não foram esclarecidas.

Investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV), vinculado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), foram acionados para apurar a ocorrência. A Polícia Civil também investiga o caso.

### Morte provoca manifestações de pesar no Amazonas

Casado com Sihame Cruz Simões Silva e pai de dois filhos, Victor mantinha vínculos familiares e empresariais em Manaus, onde sua morte repercutiu entre representantes do setor produtivo, familiares e amigos.

Na noite desta sexta-feira, o Grupo Simões divulgou uma nota confirmando o falecimento do empresário, identificado pela companhia como acionista, e prestou solidariedade às pessoas próximas.

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A morte também motivou manifestações de pesar de autoridades, entre elas o prefeito de Manaus, Renato Junior, que declarou:

> “Victor dava continuidade ao legado de uma família que, há gerações, trabalha e investe no crescimento de Manaus. Uma partida assim, tão de repente, deixa um vazio difícil de explicar. E saber que ele deixa dois filhos, um deles com apenas um ano, torna essa perda ainda mais dura”.

Suframa e Fieam também publicaram notas de pesar direcionadas aos entes de Victor.

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O Grupo Simões informou que os detalhes sobre o velório e o sepultamento seriam divulgados posteriormente pelos canais oficiais de suas empresas.

Resumo redes: Natural de Manaus, Victor morreu aos 51 anos em um acidente aéreo em Orlândia (SP). Era filho do presidente da Fieam, Antonio Silva, e neto de Antônio de Andrade Simões, fundador do Grupo Simões. Formado em Administração nos Estados Unidos, tinha participação acionária na Solar Bebidas e na Sipasa Holding, além de vínculos com outras empresas do setor automotivo. Deixa esposa e dois filhos.