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# Reforma Tributária lidera preocupações de executivos brasileiros para os próximos três anos, mostra pesquisa
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- Published: 2026-09-22T19:12:55.000Z
- Updated: 2026-09-22T19:12:55.000Z
- Description: Em pesquisa da EY com 214 executivos no país, 38% apontaram o tema como um dos principais desafios externos para os próximos anos
- Author: Redação
- Tags: Ambiente de Negócios, #Instagram-ok, #Facebook-ok, #story-ok, #video-nao

A Reforma Tributária passou a ocupar um espaço central no planejamento das empresas brasileiras. Em pesquisa da EY com 214 executivos no país, 38% apontaram o tema como um dos principais desafios externos para os próximos três anos, acima de fatores como cenário econômico, mudanças no comportamento dos consumidores e riscos próprios de cada setor. A pesquisa foi apresentada pelo site da Revista Eletrolar.

O resultado indica que a transição tributária já deixou de ser tratada apenas como uma obrigação das áreas fiscais. Segundo a EY, as mudanças podem atingir preços, contratos, créditos tributários, capital de giro, sistemas de gestão e a própria organização interna das empresas.

> “A Reforma afeta todas as empresas, mas seus impactos não serão iguais. O risco está em tratá-la apenas como uma obrigação fiscal, sem avaliar as consequências sobre precificação, contratos, créditos tributários, capital de giro, dados e arquitetura de ERP”, diz Leonardo Donato, líder de Clientes e Indústrias da EY na América Latina.

A partir de 2026, a entrada da CBS e do IBS nas obrigações e documentos fiscais aumenta a necessidade de trabalho conjunto entre áreas como finanças, comercial, compras, jurídico, tecnologia e tributário. A transição, portanto, passa a envolver decisões operacionais e estratégicas, e não apenas adequação legal.

A pesquisa ouviu 1.988 líderes empresariais em 18 países. No Brasil, depois da Reforma Tributária, aparecem entre as maiores preocupações o cenário econômico global, as mudanças na demanda e no comportamento dos clientes e os riscos específicos de cada setor, todos com 27%.

O cenário econômico local foi citado por 26% dos participantes. A entrada de novos concorrentes e produtos substitutos aparece com 25%, enquanto a incerteza política local foi mencionada por 22%.

### Empresas também pressionam por eficiência

Dentro das próprias organizações, o foco está principalmente em produtividade, redução de custos e melhoria das operações. Esses temas foram citados por 35% dos executivos brasileiros.

O crescimento da participação de mercado aparece logo depois, com 31%. Tecnologia e transformação digital somam 29%, enquanto estratégia e transformação dos negócios chegam a 25%. Liquidez, gestão financeira e controles internos foram apontados por 19%.

Para Donato, o desafio está em evitar que a busca por adequação e redução de custos limite os investimentos necessários para crescer.

> “Eficiência e crescimento não podem ser tratados como agendas concorrentes. O foco deve migrar para a produtividade estrutural, com simplificação de processos, automação, integração de dados, gestão de fornecedores e realocação de recursos para ofertas e canais de maior retorno”, afirma.

### IA já entrou na agenda, mas adoção ainda é desigual

A tecnologia também ocupa espaço importante nas prioridades dos executivos. Inovação, produtividade impulsionada por tecnologia e transformação digital acelerada foram citadas por 86% dos entrevistados.

Quando a pesquisa olha especificamente para tecnologias consideradas mais disruptivas, inteligência artificial avançada e sistemas autônomos lideram, com 89% das menções.

Mesmo assim, o uso da IA ainda varia bastante entre as empresas. Cerca de 31% afirmam já ter implementado a tecnologia em partes específicas do negócio. Outros 28% estão em projetos-piloto ou testes iniciais, enquanto 21% ainda permanecem nas etapas de pesquisa e avaliação.

Análise de dados e Big Data, além de infraestrutura digital e edge computing, aparecem com 79%. Cibersegurança avançada e identidade digital foram mencionadas por 71%.

A preocupação com segurança também cresce junto com a digitalização. Cibersegurança e proteção de dados, assim como o uso de dados de forma integrada na empresa, foram citados por 79% dos executivos. A adaptação a novas regulamentações aparece com 75%.

Para a EY, a expansão tecnológica exige que as empresas também reforcem planos de continuidade, gestão de fornecedores críticos, proteção de dados e mecanismos de recuperação em caso de falhas.

> “Escalar IA exige muito mais do que tecnologia, depende de dados confiáveis, integração aos fluxos de trabalho, capacitação das equipes, definição clara de responsabilidades e governança adequada”, pontua Donato.

Resumo redes: Em pesquisa da EY com 214 executivos no país, 38% apontaram o tema como um dos principais desafios externos para os próximos anos, acima de fatores como cenário econômico, mudanças no comportamento dos consumidores e riscos próprios de cada setor.