Royal Enfield começa a operar fábrica em Manaus a partir de 2027 e espera elevar vendas para 50 mil motos
Foram 35 mil motocicletas da marca vendidas no Brasil em 2025
A Royal Enfield já produz motocicletas em Manaus, com operações junto à Dafra e ao Grupo Multi, mas agora quer uma fábrica para chamar de sua. A fabricante indiana confirmou que deve inaugurar unidade própria na capital amazonense a partir de 2027, mudando o formato adotado até aqui para produzir no Brasil.
O anúncio foi feito à Editora AutoData por Siddhartha Lal, presidente executivo do Grupo Eicher Motors, controlador da Royal Enfield, durante o Festival Interlagos Motos 2026, em São Paulo.
Lal, porém, deixou claro o tamanho da aposta no país: “Não mediremos esforços para fazer do Brasil a nossa segunda casa”.
Segundo informou o portal O POLO em junho, a fabricante está investindo, de início, um valor superior a R$ 95 milhões para implantação.
Brasil já é o maior mercado da Royal Enfield fora da Índia
A fábrica própria chega justamente quando o mercado brasileiro ganha cada vez mais peso dentro da operação global da companhia.
O Brasil já é o maior mercado da Royal Enfield fora da Índia. Foram 35 mil motocicletas vendidas em 2025 por aqui.
Com a nova estrutura industrial, a fabricante quer subir esse número para 50 mil unidades em 2027.
Se alcançar a meta, serão 15 mil motocicletas a mais em relação ao volume comercializado em 2025, crescimento de aproximadamente 43%.
A Índia ainda está em outra dimensão. Em seu mercado de origem, a Royal Enfield lidera o segmento de motocicletas médias, entre 250 e 750 cilindradas, e comercializou 1,1 milhão de unidades no último ano fiscal.
Manaus, portanto, entra em uma estratégia que vai além de simplesmente manter a produção brasileira. A fabricante quer crescer em um mercado que já se tornou seu principal endereço internacional fora de casa.
Ainda é cedo, entretanto, para saber exatamente como será a nova operação amazonense. A empresa não detalhou quais modelos serão produzidos na fábrica própria nem quanto da produção será nacionalizado.
Também não há confirmação, até o momento, de que a nova estrutura substituirá integralmente as operações realizadas com Dafra e Grupo Multi.