Seis empregadores ligados ao Amazonas entram na “Lista Suja” do trabalho escravo

Ocorrências em Manaus, Maués e Presidente Figueiredo somam 61 trabalhadores

Tabela com nomes incluídos na Lista Suja do Amazonas, ano da ação fiscal e número de trabalhadores resgatados.
Foto: Reprodução

Fiscalizações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) identificaram 61 trabalhadores em condições análogas à escravidão em casos ligados ao Amazonas entre 2024 e 2026. Os responsáveis por essas ocorrências passaram a integrar a nova atualização do cadastro nacional de empregadores, divulgada nesta terça-feira (6). Confira os nomes:

  • Centro de Equoterapia Manaus — estabelecimento na Rua Terezina, Adrianópolis, Manaus/AM; 2 trabalhadores; incluído em 06/10/2026.
  • Francisco Roberto Alencar Bandeira — Granja Imperial, km 21 da BR-174, Ramal do Pau-Rosa, zona rural de Manaus/AM; 2 trabalhadores; incluído em 06/10/2026.
  • Gerson Vieira da Silva — Garimpo Filão dos Abacaxis, Floresta Nacional de Urupadi, Maués/AM; aparece em dois registros, com 50 trabalhadores em uma ação de 2024 e 4 em outra de 2025; ambos incluídos em 06/10/2026.
  • Ivan Belizario da Silva — BR-174, km 122, Presidente Figueiredo/AM; 2 trabalhadores; incluído em 06/10/2026.
  • Thiago Trindade de Assis — residência familiar em Manaus/AM; 1 trabalhador; incluído em 06/10/2026.
  • Marcio Fernandes Barbosa — Linha Monte Azul, zona rural de Tapauá/AM; 3 trabalhadores; já havia sido incluído em 06/04/2026, portanto não faz parte das novas inclusões desta terça-feira.

Com seis ocorrências, o Amazonas aparece entre os estados com maior número de novas inclusões nesta rodada. O mesmo número foi registrado no Maranhão. Minas Gerais lidera, com 19, seguida pela Bahia, com oito.

Também aparecem Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí, com quatro casos cada; Mato Grosso, Pernambuco e Roraima, com três ocorrências cada; Paraná, Goiás, Santa Catarina, Pará, Espírito Santo, Tocantins, Rondônia e Paraíba, com dois casos cada; e Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, com uma ocorrência cada.

Ao todo, o MTE acrescentou 82 empregadores ao cadastro, relacionados a 553 trabalhadores. A entrada na chamada “Lista Suja” só ocorre depois que o processo administrativo é concluído e não há mais possibilidade de recurso. Os nomes permanecem publicados por dois anos.

Nesta atualização, 151 empregadores deixaram o cadastro após o cumprimento desse prazo. Desde 1995, mais de 70 mil trabalhadores foram resgatados no país de situações classificadas como trabalho análogo à escravidão.

Resumo redes: Os seis novos registros somam 61 trabalhadores encontrados em condições análogas à escravidão, em fiscalizações realizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego entre 2024 e 2026. Os casos ocorreram em Manaus, Maués e Presidente Figueiredo. Outro caso, de Tapauá, já constava no cadastro desde abril.