Suframa monitora possíveis impactos de incêndio sobre empresas e operação do Distrito Industrial; Ocorrência já dura quase 23h
Representantes da autarquia estiveram no local nesta quarta-feira (7) e acompanham possíveis impactos sobre empresas instaladas na região, trabalhadores e moradores do entorno; Origem do fogo segue sob investigação
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou que mantém acompanhamento permanente do incêndio que atinge uma área no Distrito Industrial II, na zona leste de Manaus. O fogo começou por volta das 15h de terça-feira (6), em um lixão privado na Avenida dos Oitis, e chegou a se aproximar da Carboquímica da Amazônia.
Brigadistas da empresa auxiliaram o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) para impedir que as chamas alcançassem as instalações. Até o momento, não há registro de que a fábrica tenha sido atingida.
Representantes da autarquia estiveram no local nesta quarta-feira (7) e acompanham possíveis impactos sobre empresas instaladas na região, trabalhadores, moradores do entorno e o funcionamento do Distrito Industrial.
Segundo a Suframa, a prioridade é a preservação da vida e a segurança das pessoas. A autarquia ressaltou que o combate ao incêndio, a segurança da área e a investigação das causas são atribuições dos órgãos competentes, mas afirmou que seguirá em articulação com as autoridades e poderá colaborar, dentro de suas competências, com as medidas necessárias.
Mais de 150 mil litros de água
Mais de 150 mil litros de água já foram utilizados no combate. A área atingida ultrapassa 100 metros de extensão e possui acúmulo de resíduos com cerca de dois a três metros de altura, condição que mantém focos de fogo abaixo da superfície.
Para alcançar esses pontos, os bombeiros utilizam retroescavadeiras e pás mecânicas para revolver o lixo. A movimentação pode fazer labaredas reaparecerem momentaneamente, mas de maneira controlada durante o trabalho de extinção.
Também foi aberto um aceiro, faixa destinada a impedir o avanço do fogo para a vegetação ao redor. A operação recebe apoio de empresas do Polo Industrial de Manaus, incluindo um caminhão da Atem com capacidade para 50 mil litros de água.
Causa ainda é investigada
A origem do incêndio ainda está sob investigação. Segundo informações do CBMAM, são consideradas hipóteses como fagulha ou negligência durante atividades de limpeza de terrenos. Até o momento, a possibilidade de incêndio criminoso foi descartada.
A ocorrência acontece em um período de forte demanda para a corporação. Somente na terça-feira, Manaus registrou mais de dez queimadas em vegetação, enquanto equipes também estavam mobilizadas em Itacoatiara, Caapiranga, Careiro da Várzea, Careiro e Presidente Figueiredo.
Fumaça agrava cenário já crítico
O incêndio ocorre enquanto Manaus já vinha enfrentando concentração elevada de fumaça provocada por queimadas na região. Por isso, a névoa observada sobre a cidade não pode ser atribuída exclusivamente ao fogo no Distrito Industrial II.
Às 8h desta quarta-feira, o IQAir colocava Manaus na primeira posição entre as cidades brasileiras monitoradas com pior qualidade do ar, em faixa considerada não saudável para grupos sensíveis devido às partículas finas PM2.5. Durante a madrugada, o US AQI chegou a 169 pontos, com concentração de 81,1 microgramas por metro cúbico.
O sistema Selva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também indicava condições ruins às 6h20 em pontos da Compensa, Morro da Liberdade e Nossa Senhora das Graças, com registro de 74,3 microgramas por metro cúbico de PM2.5.
Resumo redes: O incêndio atinge um lixão privado na Avenida Puraquequara. Representantes da autarquia estiveram no local nesta quarta-feira (7) e acompanham possíveis impactos sobre empresas, trabalhadores, moradores do entorno e o funcionamento da área industrial. A origem do fogo segue sob investigação; o CBMAM considera hipóteses como fagulha ou negligência durante a limpeza de terrenos.