Taxa da Pouca Água: Comércio do Amazonas reitera cobrança por transparência nos custos e defesa da BR-319
Presidente da ACA alerta para impactos sobre comércio, indústria e custo de vida diante do encargo e defende alternativas ao transporte fluvial
A Associação Comercial do Amazonas (ACA) voltou a cobrar transparência na eventual aplicação da Taxa da Pouca Água (Low Water Surcharge – LWS) sobre o transporte de cargas no Estado. O posicionamento foi apresentado pelo presidente da entidade, Bruno Loureiro Pinheiro, durante a 321ª Reunião Ordinária do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), realizada na quinta-feira (27), em Manaus.
Segundo Pinheiro, a entidade não se opõe à cobrança desde que as empresas responsáveis consigam demonstrar tecnicamente a necessidade do adicional e os custos que justificam sua aplicação. A ACA acompanha o tema desde 2025 e defende que qualquer taxa relacionada à redução do nível dos rios tenha critérios previamente conhecidos pelo mercado.
“O posicionamento da ACA é muito claro: não somos contra uma cobrança quando ela estiver tecnicamente justificada e devidamente comprovada. O que defendemos é transparência, previsibilidade, uma base de cálculo clara e a comprovação efetiva dos custos”, disse.
Para a associação, uma eventual sobretaxa não ficaria restrita às empresas de transporte ou às indústrias instaladas na Zona Franca de Manaus. O custo adicional poderia alcançar o comércio, o abastecimento de produtos e, em última instância, os preços pagos pelos consumidores amazonenses.
Bruno Pinheiro também voltou a relacionar o debate sobre os custos logísticos à BR-319. Na avaliação do dirigente, a rodovia representa uma alternativa para aumentar a segurança do abastecimento e reduzir a dependência do Amazonas de uma única estrutura de transporte de cargas.
“Essa discussão envolve o abastecimento, o comércio, a indústria, a competitividade da Zona Franca de Manaus e, no final, o próprio custo de vida da população do Amazonas. Esse cenário também reforça a importância estratégica da BR-319, porque precisamos de alternativas logísticas que proporcionem maior segurança ao abastecimento e competitividade às empresas”, ressaltou.
A reunião do Codam, no último dia 27, aprovou 45 projetos industriais, com previsão de aproximadamente R$ 1,02 bilhão em investimentos e geração de mais de 1,3 mil empregos. A pauta reuniu 22 projetos de implantação, 21 de ampliação e dois de diversificação.
Resumo redes: Segundo Bruno Pinheiro, presidente da ACA, o Comércio não se opõe à cobrança desde que as empresas responsáveis consigam demonstrar tecnicamente a necessidade do adicional e os custos que justificam sua aplicação. A Associação defende que qualquer taxa relacionada à redução do nível dos rios tenha critérios previamente conhecidos pelo mercado.