Varejo farmacêutico do Brasil movimenta R$ 130 bilhões em seis meses; Norte cresce 7%
Região Norte teve o segundo maior crescimento do país, atrás apenas do Nordeste, que apresentou alta de 7,6%
O varejo farmacêutico brasileiro movimentou R$ 130,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 10,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são de levantamento da IQVIA divulgado pela Associação dos Distribuidores Farmacêuticos do Brasil (Abafarma).
Entre janeiro e junho, foram comercializadas 4,3 bilhões de unidades de produtos farmacêuticos no país, avanço de 3,2% sobre os seis primeiros meses de 2025. A diferença entre os dois indicadores mostra que o faturamento cresceu em ritmo bem superior ao volume de itens vendidos.
No acumulado de 12 meses encerrados em junho, o mercado alcançou R$ 258,3 bilhões em faturamento, alta de 10,7%. No mesmo intervalo, foram comercializadas 8,6 bilhões de unidades, crescimento de 3,7%.
O levantamento também mostra o peso das distribuidoras no abastecimento de farmácias e drogarias. Nos 12 meses até junho, cerca de 55% das unidades comercializadas nos pontos de venda passaram pela distribuição, enquanto as vendas feitas diretamente pelas indústrias responderam pelos outros 45%.
Somente no primeiro semestre, o mercado de distribuição faturou R$ 68,8 bilhões, aumento de 6,6% em relação ao mesmo período de 2025. As 14 empresas associadas à Abafarma responderam por R$ 42,7 bilhões desse total, com crescimento de 10%.
Em 12 meses, essas empresas movimentaram R$ 84,8 bilhões e alcançaram participação de 62,1% no mercado nacional de distribuição para o varejo farmacêutico, que somou R$ 136,4 bilhões.
Norte tem segunda maior alta entre as regiões
No recorte regional, o Norte registrou crescimento de 7% nas vendas dos distribuidores em valor nos 12 meses encerrados em junho. Foi o segundo maior avanço entre as regiões brasileiras, atrás apenas do Nordeste, que cresceu 7,6%.
Na sequência aparecem Sudeste, com alta de 6,8%, Sul, com 6,7%, e Centro-Oeste, com 4,4%. Apesar de crescer em ritmo menor que Norte e Nordeste, o Sudeste continuou concentrando a maior fatia das vendas da distribuição, com 44,6% do mercado.
O Nordeste respondeu por 22,1% das vendas, seguido pelo Sul, com 15,7%, Centro-Oeste, com 11%, e Norte, com participação de 6,6%.
Distribuidoras chegam a mais de 85 mil pontos
Os números da Abafarma também mostram diferenças na atuação das empresas associadas conforme o tipo de medicamento. No acumulado de 12 meses, elas responderam por 36,8% das vendas de genéricos MIP, os medicamentos isentos de prescrição, dentro do mercado de distribuição.
Entre os genéricos vendidos sob prescrição médica, a participação chegou a 45,3%. Já no segmento de medicamentos de marca, as associadas concentraram 77,8% das vendas da distribuição.
Atualmente, as empresas ligadas à Abafarma abastecem 85.352 pontos de dispensação, entre farmácias e drogarias espalhadas pelo país.
Resumo redes: Região Norte teve o segundo maior crescimento do país, atrás apenas do Nordeste, que apresentou alta de 7,6%. Na sequência aparecem Sudeste, com alta de 6,8%; Sul, com 6,7%; e Centro-Oeste, com 4,4%. Os números são de levantamento da IQVIA, divulgado pela Associação dos Distribuidores Farmacêuticos do Brasil.