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# Vazante dos rios em Manaus e Itacoatiara supera ritmo de 2023, alerta Marinha. Dnit soma mais de R$ 500 milhões investidos em frentes de dragagem
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- Published: 2026-09-03T17:45:23.000Z
- Updated: 2026-09-03T17:45:23.000Z
- Description: Governo Federal aponta as concessões hidroviárias como uma alternativa de médio prazo para ampliar a manutenção e o monitoramento das rotas navegáveis
- Author: Redação
- Tags: Logística, Cieam, #video-ok, #story-ok, #Facebook-ok, #Instagram-ok

A aceleração da vazante dos rios no Amazonas voltou a acender o alerta sobre a logística regional e o abastecimento do Polo Industrial de Manaus (PIM). Durante o 12º Fórum de Logística do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), realizado nesta quinta-feira (3), representantes da Marinha, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e do Ministério de Portos e Aeroportos apresentaram as medidas em andamento para manter a navegação e discutiram soluções de longo prazo para as hidrovias.

Segundo o capitão de Mar e Guerra André Lysâneas Teixeira Carvalhaes, da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, o ritmo de descida dos rios observado em agosto nas réguas de Manaus e Itacoatiara ficou acima do registrado em 2023, ano que terminou com uma das secas mais severas já enfrentadas pela região. Diante do cenário, a Marinha passou a trabalhar preventivamente com projeções mais críticas para orientar empresas e operadores da navegação.

> “Ainda vivemos em um campo de incertezas em relação ao que vai acontecer na estiagem. Tivemos um ritmo de vazante no mês de agosto para as réguas de Manaus e Itacoatiara com intensidade acima da de 2023, o que nos obrigou a emitir comunicados balizados no pior cenário para que a indústria e os armadores pudessem se planejar. A chegada da draga hopper e a cooperação institucional nos dão esperança de mitigar as paralisações, mas a Amazônia precisa com urgência de investimento em pesquisa e dados de longo prazo para não vivermos apenas apagando incêndios a cada seca”, disse.

Enquanto o comportamento dos rios é monitorado, o Dnit mantém quatro contratos de dragagem no Amazonas e soma mais de R$ 500 milhões em investimentos em carteira nessas frentes. Uma das principais operações envolve a draga do tipo hopper já instalada em Itacoatiara, com previsão de retirada de 1,8 milhão de metros cúbicos de sedimentos.

> “Hoje nós temos quatro contratos de dragagem no estado do Amazonas e mais de meio bilhão de reais em investimentos em carteira somando essas frentes. A draga hopper já está instalada em Itacoatiara para operar no trecho com previsão de 1,8 milhão de metros cúbicos dragados, um aprendizado que nos permitiu adequar o equipamento à necessidade da navegação de longo curso. Cada centímetro que o rio desce afeta o frete, a geração de empregos e o desenvolvimento do país, por isso atuamos fortemente para manter os rios navegáveis”, afirmou o diretor de Infraestrutura Aquaviária do Dnit, Edme Tavares de Albuquerque Filho.

As intervenções buscam preservar a trafegabilidade em pontos considerados críticos dos rios Amazonas, Solimões e Madeira, reduzindo o risco de interrupções no transporte de insumos e produtos destinados ao Polo Industrial de Manaus e ao abastecimento do Estado durante o período de estiagem.

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Foto: Cieam/Divulgação

### Governo defende concessões hidroviárias

Além das ações emergenciais, o Governo Federal aponta as concessões hidroviárias como uma alternativa de médio prazo para ampliar a manutenção e o monitoramento das rotas navegáveis. Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier da Silveira Filho, a capacidade de investimento público é limitada diante de uma malha superior a 20 mil quilômetros navegáveis no país.

> “O setor hidroviário carrega uma dívida histórica perante o país, e só nesta gestão devemos alcançar quase R$ 2 bilhões em investimentos. Contudo, devido aos limites orçamentários do Estado brasileiro para atender a mais de 20 mil quilômetros navegáveis, defendemos no médio prazo o modelo de concessões hidroviárias. O objetivo é trazer operadores privados com contratos longos que assegurem manutenção e monitoramento 24 horas, o que reduz o custo do frete pela previsibilidade operacional. Queremos construir essa agenda ouvindo e convencendo a sociedade e o setor produtivo local”, ressaltou o secretário nacional.

O Fórum de Logística do Cieam foi mediado pelo coordenador da Comissão de Logística da entidade, Augusto César Barreto Rocha, e contou ainda com a participação do presidente executivo do Cieam, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, além de representantes do Dnit, da Marinha do Brasil e do Ministério de Portos e Aeroportos.

Resumo redes: Durante o 12º Fórum de Logística do Cieam, realizado nesta quinta-feira (3), representantes da Marinha, do Dnit e do Ministério de Portos e Aeroportos apresentaram as medidas em andamento para manter a navegação e discutiram soluções de longo prazo para as hidrovias. Governo Federal defende concessões hidroviárias.