Zona Franca 2050: Cieam discute em São Paulo caminhos para manter competitividade do modelo
Conferência reuniu empresários, especialistas e representantes da academia para debater os efeitos da Reforma Tributária, segurança jurídica e atração de novos investimentos para o Polo Industrial de Manaus
A Conferência ZFM 2050, realizada nesta terça-feira (6), em São Paulo, avançou na construção de uma agenda estratégica de longo prazo para a Zona Franca de Manaus (ZFM), colocando em debate temas como competitividade, segurança jurídica, Reforma Tributária e desenvolvimento sustentável. A iniciativa reuniu lideranças empresariais, especialistas e representantes da academia para discutir os caminhos do modelo diante das transformações que impactarão a indústria nas próximas décadas.
Realizada pelo Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), com apoio do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), a conferência ampliou o debate sobre a importância da ZFM para o desenvolvimento econômico da Amazônia e sua integração à agenda nacional.
Reforma Tributária e segurança jurídica
Um dos principais eixos da Conferência foi a Reforma Tributária e seus reflexos sobre o modelo da Zona Franca de Manaus. As discussões abordaram as garantias necessárias para preservar a competitividade do Polo Industrial de Manaus (PIM), além da importância de oferecer previsibilidade e segurança jurídica às empresas instaladas e aos novos investimentos.

O presidente do Conselho Superior do Cieam, Luiz Augusto Barreto Rocha, destacou a necessidade de ampliar, em âmbito nacional, a compreensão sobre o papel estratégico da ZFM e de construir uma agenda capaz de antecipar cenários.
“Precisamos trabalhar uma agenda de longo prazo que permita antecipar cenários, atrair investimentos de maior valor agregado e fortalecer o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, destacou Luiz Augusto.
Para o presidente-executivo do Cieam, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, a implementação da Reforma Tributária torna ainda mais relevante a preservação das condições de competitividade do Polo Industrial de Manaus.
“Preservar a competitividade e garantir segurança jurídica ao Polo Industrial de Manaus são condições fundamentais para dar estabilidade às empresas instaladas e criar um ambiente favorável a novos investimentos”, afirmou.

ZFM 2050: visão de longo prazo para a indústria
Além da Reforma Tributária, os debates aprofundaram questões relacionadas às garantias do modelo, à modernização da Zona Franca de Manaus e à capacidade da indústria amazonense de continuar gerando riqueza, inovação e oportunidades, associadas à conservação ambiental.
A perspectiva de longo prazo proposta pela agenda ZFM 2050 busca posicionar o modelo diante das transformações econômicas, tecnológicas e ambientais que devem marcar as próximas décadas, reforçando a necessidade de planejamento e articulação para garantir sua competitividade.
A conferência também evidenciou a importância de ampliar o diálogo entre diferentes setores e regiões do país sobre a ZFM, aproximando a realidade da indústria amazonense de centros de decisão econômica e acadêmica.
Participação do Cieam

O Cieam esteve representado por Luiz Augusto Barreto Rocha, presidente do Conselho Superior; Lúcio Flávio Morais de Oliveira, presidente-executivo; Victor Bastos da Costa, coordenador da Comissão Cieam de Assuntos Jurídicos; Régia Moreira Leite, conselheira e coordenadora da Comissão Cieam de ESG; e Jeanete Portela, conselheiro do Cieam e do CONTRIF-CNI.
A programação reuniu ainda Haroldo da Silva, presidente do Corecon-SP; Mary Elbe Queiroz, presidente do Instituto Pernambucano de Estudos Tributários (IPET) e membro da Academia Nacional de Economia; e José Maria Arruda de Andrade, professor da USP e da FGV-EESP.
Para o Cieam, a agenda ZFM 2050 contribui para a construção de uma visão estratégica de longo prazo para uma indústria mais competitiva, inovadora e sustentável, com segurança para investir e capacidade de continuar contribuindo para o desenvolvimento do Amazonas e do Brasil.
Resumo redes: Realizado no Corecon-SP, o encontro colocou em pauta os efeitos da Reforma Tributária, segurança jurídica, atração de investimentos de maior valor agregado, modernização da ZFM e desenvolvimento sustentável. O Cieam também defendeu ampliar o diálogo nacional sobre o modelo e antecipar mudanças econômicas, tecnológicas e ambientais.