Construtora Meirelles Mascarenhas vence lote de R$ 182,4 milhões da BR-319; Três dos quatro trechos já têm empresas definidas

Falta agora apenas o desfecho do quarto lote, entre os km 469,6 e 590,1, em áreas de Manicoré e Humaitá; Concorrência segue em fase de julgamento

Vista aérea de máquinas e caminhões trabalhando em trecho de terra da rodovia BR-319 cercada por vegetação e água.
Foto: Reprodução

A Construtora Meirelles Mascarenhas Ltda., de Brasília, foi escolhida para executar mais uma etapa da recuperação do Trecho do Meio da BR-319. A empresa venceu a licitação referente a 36,5 quilômetros da rodovia, entre os km 433,1 e 469,6, em Manicoré, com uma proposta de R$ 182,4 milhões.

O resultado deixa praticamente fechado o quadro das empresas responsáveis pelo pacote lançado para recuperar cerca de 340 quilômetros da BR-319 entre Manaus e Porto Velho. Dos quatro lotes previstos, três já têm vencedoras. Somados, eles representam 218,9 quilômetros de obras e R$ 946,8 milhões em propostas.

O novo contrato terá prazo de dois anos. A escolha da Meirelles Mascarenhas foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na segunda-feira (14), em documento assinado pelo superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amazonas, Orlando Fanaia Machado. Ao longo da concorrência, 14 empresas foram desclassificadas.

Antes desse resultado, outros dois trechos já haviam sido definidos. A Construtora Etam ficou com o segmento entre os km 250,7 e 346,2, abrangendo Borba e Manicoré, por R$ 362 milhões. Já a LCM Construção e Comércio S.A., de Belo Horizonte, venceu o trecho seguinte, entre os km 346,2 e 433,1, em Manicoré, por R$ 402,4 milhões.

Falta agora apenas o desfecho do quarto lote, entre os km 469,6 e 590,1, em áreas de Manicoré e Humaitá. Essa concorrência segue em fase de julgamento.

As intervenções fazem parte da tentativa do Governo Federal de recuperar pontos considerados críticos do Trecho do Meio, onde as condições da pista comprometem a trafegabilidade da rodovia.

As licitações, no entanto, chegaram a ser interrompidas antes da escolha das empresas. Os quatro editais foram publicados em 13 de abril, mas, em 29 daquele mês, a Justiça Federal no Amazonas determinou a suspensão dos processos após ação do Observatório do Clima.

A discussão estava no tratamento dado pelo Dnit às obras. O órgão enquadrou os serviços como manutenção em uma rodovia anteriormente asfaltada, situação que, pelas regras do novo Marco do Licenciamento Ambiental, permite dispensa de licenciamento para determinadas intervenções. A legislação foi aprovada pelo Congresso em 2025 e entrou em vigor em fevereiro de 2026.

A paralisação durou pouco. No mesmo dia, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspendeu a decisão e liberou a continuidade das concorrências. Os editais foram republicados e os processos voltaram a avançar.

Resumo redes: A empresa, de Brasília, venceu a licitação para executar mais uma etapa da recuperação do Trecho do Meio, entre os km 433,1 e 469,6, em Manicoré. Falta agora apenas o desfecho do quarto lote, entre os km 469,6 e 590,1, em áreas de Manicoré e Humaitá. Essa concorrência segue em fase de julgamento.