Em Iranduba, comitiva do Cieam conhece polo naval do Estaleiro Juruá, responsável por quase 4 mil postos de trabalho

Companhia é responsável pela fabricação de 50 terminais flutuantes sustentáveis com energia solar, destinados ao interior do Amazonas, por meio de um contrato de R$ 54,8 milhões com o Governo do Estado

Integrantes da comitiva do Cieam e diretores do Estaleiro Juruá posam para foto em sala de reuniões em Iranduba.
Foto: Divulgação/Cieam

Uma comitiva de dirigentes do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) realizou, na segunda-feira (26), uma visita institucional às instalações do Estaleiro Juruá, localizado às margens do Rio Negro, no município de Iranduba, Região Metropolitana de Manaus. A agenda teve como foco o intercâmbio de experiências e o mapeamento de boas práticas industriais em engenharia naval, gestão de pessoas e governança social, pilares determinantes para a competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM).

A delegação do Cieam foi integrada pelo presidente executivo da entidade, Lúcio Flávio Morais de Oliveira; pelo conselheiro emérito e coordenador suplente da Comissão Cieam de Relacionamento Internacional, Iuquio Ashibe; e pela gerente comercial e coordenadora de Relacionamento institucional, Samara Torres. No complexo, o grupo foi recepcionado pelos anfitriões do Estaleiro Juruá: a diretora de Operações (COO), Déborah de Queiroz Camely; o diretor executivo, Marmude Correia Camely; e o diretor comercial, Maurício Magalhães.

Com uma trajetória que remonta aos anos 1980 na navegação comercial e consolidada em 2005 como parque fabril moderno, a Juruá Estaleiros e Navegação opera em uma área industrial de 144 mil metros quadrados e possui capacidade produtiva para processar cerca de 30 mil toneladas de aço ao ano.

Especializada na construção, docagem, reparo e manutenção de embarcações fluviais, incluindo balsas mineraleiras, empurradores, estações de transbordo e Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4s), a empresa soma cerca de 3,1 mil empregos diretos, alcançando quase 4 mil postos no atual pico de operações, além de deter a certificação Great Place to Work (GPTW).

Durante o percurso, os dirigentes acompanharam o andamento de projetos estruturantes executados pelo estaleiro. Entre eles, destacam-se a construção do novo Porto da Manaus Moderna, iniciativa viabilizada pelo Consórcio ETAM + Juruá com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que mobiliza investimentos de quase R$ 1 bilhão e 16 mil toneladas de aço para estruturar 1.400 estacas, módulos de cais e pontes metálicas; e a fabricação de 50 terminais flutuantes sustentáveis com energia solar para o interior do Amazonas, projeto de R$ 54,8 milhões contratado pelo Governo do Estado.

Para Lúcio Flávio, a robustez operacional do estaleiro evidencia o papel estratégico da indústria instalada no Amazonas para a logística regional e o desenvolvimento econômico do país.

"O Estaleiro Juruá é um exemplo claro de como a indústria amazonense alia capacidade produtiva, geração intensiva de empregos e responsabilidade social. Estamos falando de um parque de 144 mil metros quadrados com alta precisão técnica, certificado como um excelente lugar para trabalhar e que, paralelamente, mantém um compromisso genuíno com a comunidade por meio do Instituto Ciquinho Camely, responsável por formar mais de uma centena de bombeiros mirins. É exatamente esse padrão de excelência e governança que o Cieam busca disseminar e fortalecer junto às indústrias associadas”, afirmou o presidente da entidade.

No campo da responsabilidade social corporativa, a visita também evidenciou a atuação do Instituto Ciquinho Camely, braço social do estaleiro. O projeto já formou 128 crianças e adolescentes de 8 a 14 anos por meio do Programa Educacional Bombeiro Mirim (PROEBOM), em cooperação com o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e o Governo do Estado, com capacitação em cidadania, primeiros socorros, educação ambiental e prevenção aquática.

Resumo redes: Companhia é responsável pela fabricação de 50 terminais flutuantes sustentáveis com energia solar, destinados ao interior do Amazonas, por meio de um contrato de R$ 54,8 milhões com o Governo do Estado. O estaleiro também participa da construção do novo Porto da Manaus Moderna, por meio do Consórcio ETAM + Juruá, em um projeto desenvolvido com o Dnit.