Governo Federal retira aeroportos de Parintins, Barcelos e Itacoatiara (AM) de programa de investimentos privados

Municípios estavam entre os 19 terminais regionais incluídos no programa AmpliAR; Resolução publicada no Diário Oficial da União não informa motivo para a exclusão

Governo Federal retira aeroportos de Parintins, Barcelos e Itacoatiara (AM) de programa de investimentos privados
Aeroporto de Parintins | Foto: Divulgação/Prefeitura de Parintins

O Governo Federal retirou três aeroportos do Amazonas da lista de empreendimentos qualificados no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e incluídos no Programa Nacional de Desestatização (PND). A mudança atinge os aeroportos de Parintins, Barcelos e Itacoatiara, que estavam entre os terminais regionais selecionados para receber investimentos privados por meio do programa AmpliAR. A retirada foi publicada nesta terça-feira (8) no Diário Oficial da União (DOU).

Além dos três terminais amazonenses, também foram excluídos da relação o Aeródromo de Guanambi, na Bahia, o Aeroporto de Itaituba, no Pará, e o Aeroporto de Tarauacá, no Acre. Com as seis exclusões, a lista do governo passou de 19 para 13 aeroportos regionais que permanecem qualificados para receber investimentos privados.

A resolução publicada no DOU, porém, não informa os motivos que levaram à retirada dos três aeroportos do Amazonas. O documento apenas formaliza a exclusão dos seis empreendimentos da relação do PPI e do PND. A medida foi assinada pela presidente do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), Miriam Belchior, e pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Barros Monteiro da Franca.

Os aeroportos que permanecem no AmpliAR incluem Paulo Afonso e Lençóis, na Bahia; Jericoacoara e Canoa Quebrada, no Ceará; Vilhena e Cacoal, em Rondônia; Barreirinhas, no Maranhão; Araguaína, no Tocantins; São Raimundo Nonato, no Piauí; Serra Talhada e Garanhuns, em Pernambuco; Porto Alegre do Norte, em Mato Grosso; e Araripina, também em Pernambuco.

O programa prevê que os 13 aeroportos remanescentes recebam aproximadamente R$ 731 milhões em investimentos, por meio de contratos firmados com concessionárias que já atuam no setor aeroportuário. Os contratos de concessão desses terminais foram assinados em abril de 2026.

O AmpliAR foi criado pelo governo federal com o objetivo de ampliar a infraestrutura e a conectividade aérea regional, utilizando a participação de concessionárias privadas para viabilizar investimentos em aeroportos considerados estratégicos.

Resumo redes: Municípios estavam entre os 19 terminais regionais incluídos no programa AmpliAR. Resolução publicada no Diário Oficial da União não informa motivo para a exclusão.