Indústria de eletroeletrônicos comercializa 53,6 milhões de unidades entre janeiro e maio

Crescimento foi e 11%, com destaque para linha branca

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Indústria de eletroeletrônicos comercializa 53,6 milhões de unidades entre janeiro e maio
Foto: Sedecti/Divulgação

O mercado brasileiro de eletroeletrônicos segue acelerando em 2026. Entre janeiro e maio, foram comercializadas 53,6 milhões de unidades no país, volume 11% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pela Eletros durante a abertura da Eletrolar Show All Connected 2026, nesta terça-feira (23), em São Paulo.

O principal motor desse crescimento foi a linha branca, que avançou 16% no acumulado do ano. Os produtos portáteis também tiveram desempenho expressivo, com alta de 15%, reforçando a busca dos consumidores por mais praticidade, eficiência e tecnologia dentro de casa.

O bom momento da indústria também apareceu no varejo. Levantamento da NielsenIQ aponta que o mercado brasileiro de tecnologia e bens duráveis movimentou R$ 51 bilhões no primeiro trimestre de 2026, com crescimento de 7,4% no faturamento e de 6,4% no volume de vendas em comparação com o mesmo período de 2025.

As compras pela internet ganharam ainda mais espaço. Pela primeira vez, os canais on-line responderam pela maior parte da receita do setor, concentrando 53,1% do faturamento total. Os marketplaces também ampliaram participação e já representam 21,4% das vendas.

Porém, nem todos os segmentos acompanharam o ritmo de expansão. O mercado de ar-condicionado, um dos destaques da indústria nos últimos anos, registrou queda de 17% no período. Segundo o setor, a retração foi influenciada pelas temperaturas mais amenas registradas nas regiões Sul e Sudeste, principais mercados consumidores desses equipamentos.

Outro segmento em baixa foi o de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), que recuou 13% na comparação anual, somando 792 mil unidades comercializadas e retornando aos níveis observados em 2024.

Os televisores, por outro lado, ganharam impulso com a proximidade da Copa do Mundo. Nas semanas que antecederam o torneio, as vendas cresceram 7,5% em volume e 11,7% em faturamento, puxadas principalmente pela procura por telas maiores e modelos mais sofisticados.