Interior, bioeconomia, emprego e logística entram no centro das propostas dos candidatos a vice no Amazonas
Dra. Shádia Fraxe (Avante), Alessandra Campêlo (PSD), Serafim Corrêa (PSB) e Léo Balbi (PSOL) participaram de sabatina na TV Norte Amazonas na noite desta sexta-feira (18)
A economia do interior, a dependência da Zona Franca de Manaus, a bioeconomia, a infraestrutura logística e a geração de emprego estiveram entre os principais assuntos levados aos candidatos a vice-governador do Amazonas durante sabatina promovida pela TV Norte Amazonas na noite desta sexta-feira (18). O encontro reuniu quatro das principais cinco chapas que disputam o Governo do Estado e colocou os candidatos diante de perguntas elaboradas por representantes de diferentes áreas da sociedade.
Participaram Dra. Shádia Fraxe (Avante), vice de David Almeida; Alessandra Campêlo (PSD), que compõe a chapa de Omar Aziz; Léo Balbi (PSOL), vice de Isael Munduruku; e o atual vice-governador Serafim Corrêa (PSB), candidato novamente ao lado de Roberto Cidade. O Coronel Aníbal (PL), candidato a vice de Maria do Carmo, foi o único convidado ausente. Segundo a coligação “Mudar é Urgente”, ele não compareceu por conflito de agenda e compromissos de campanha.
Conduzida pela jornalista Patrícia de Paula, a sabatina deu a cada participante até dois minutos para responder sete perguntas, além do mesmo tempo para as considerações finais. Entre os responsáveis pelos questionamentos estavam o pedreiro e estudante de direito Edilson Takahara; as jornalistas Paula Litaiff e Grace Soares; a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Marcela Amazonas; o comentarista político Davidson Cavalcante, representando o professor Cleomar Lima; Daniele Silva, secretária executiva da Cáritas Arquidiocesana de Manaus; e Márcio Paixão, presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas e Roraima (Corecon-AM/RR).
O espaço dedicado aos candidatos a vice buscou dar visibilidade a uma função que vai além da substituição do titular do Executivo. O ocupante do cargo também pode participar da articulação política e acompanhar políticas públicas e projetos da administração estadual, conforme destacou a organização da sabatina.
Dra. Shádia coloca BR-319 e setor primário entre as prioridades econômicas
Na chapa de David Almeida, Dra. Shádia Fraxe apresentou o setor primário e a infraestrutura logística entre os pontos que, segundo ela, precisam ganhar espaço na estratégia de desenvolvimento econômico do Amazonas. Durante a sabatina, defendeu investimentos na agropecuária e no extrativismo e chamou atenção para o impacto das estiagens sobre quem produz no interior.
A candidata afirmou que a descida dos rios afeta duas etapas decisivas para a economia dos municípios: a chegada de insumos e o escoamento da produção até Manaus. Entre as medidas defendidas está a ampliação do auxílio estadual destinado a produtores que sofram perdas durante períodos de seca. Shádia também relacionou a concentração da atividade econômica na capital à necessidade de criar condições para geração de renda em outras regiões do estado.
Na infraestrutura, a BR-319 apareceu como uma das principais bandeiras da chapa. A candidata defendeu uma articulação entre Governo do Estado, União, Prefeitura de Manaus e a bancada política do Amazonas para avançar na pavimentação da rodovia e reduzir a dependência logística do transporte aéreo e fluvial.
“Nós não podemos mais aceitar que essas rixas políticas façam com que fiquemos isolados. Com David Almeida isso não existirá. Ele, como governador, vai se unir à prefeitura, ao Governo Federal e aos demais políticos para que, de fato, essa BR seja asfaltada e nos ligue ao restante do Brasil”.
Shádia associou a defesa da ligação terrestre também à segurança do abastecimento do estado. Ao tratar do tema, citou a crise enfrentada pelo Amazonas durante a pandemia de Covid-19, quando a falta de oxigênio hospitalar expôs as dificuldades logísticas de Manaus e do interior.
“Um dos exemplos que quase matou toda nossa população foi na época da pandemia, quando não tínhamos esse caminho e nem oxigênio conseguíamos adquirir de outros lugares do país. Já passou da hora. David Almeida, juntamente com toda a nossa equipe, está determinado a fazer com que a BR-319 seja prioridade máxima em infraestrutura. Vai a Brasília, vai ao Governo Federal, e todas as esferas de poder estarão juntas nesse asfaltamento”.
A mobilidade urbana de Manaus também entrou na discussão. Shádia apontou o crescimento da frota como um dos desafios da capital e mencionou as intervenções viárias realizadas pela prefeitura, entre elas viadutos e novas alças de circulação. Segundo a candidata, a proposta da chapa é ampliar essa atuação em parceria com a administração municipal.
Ela citou ainda um projeto previsto no plano de governo para criar uma grande via de contorno, margeando Manaus e fazendo conexões entre pontos estratégicos da cidade. A intenção, de acordo com Shádia, é abrir novas alternativas para distribuir o fluxo de veículos e reduzir a pressão sobre os principais corredores viários.
“É um problema em que várias esferas precisam estar juntas, pensando na melhor forma. Os engenheiros de trânsito já trabalham nisso. E o grande projeto será essa avenida que vai margear toda a cidade de Manaus, ligando pontos principais para que a gente possa melhorar o escoamento do trânsito”.
Ao falar sobre gestão pública, Shádia adotou um discurso de revisão das contas e dos contratos estaduais. Ex-secretária municipal de Saúde, ela afirmou que uma eventual administração de David Almeida pretende realizar auditorias e avaliar despesas e serviços contratados pelo Governo do Amazonas.
A candidata disse que a primeira etapa seria levantar a situação financeira da administração, verificar contratos em execução, pagamentos já realizados e serviços efetivamente entregues. Segundo ela, contratos poderão ser revistos ou reduzidos caso a equipe técnica identifique necessidade.
“Nós assumiremos o Governo do Estado e abriremos a caixa-preta. Vamos enfrentar esse cenário com auditorias, analisando os contratos, fazendo todas as ponderações com técnicos e, se for necessário, reduzindo contratos e avaliando o que está sendo executado e o que não está. A primeira coisa é colocar transparência em tudo o que é feito no Estado: em que pé estão os contratos, o que tem sido pago e o que tem sido executado”.
Dentro dessa revisão das prioridades orçamentárias, a saúde seria colocada no centro da gestão. Shádia afirmou que a chapa pretende trabalhar para zerar a fila do Sisreg e disse que, se necessário, recursos de outras áreas seriam redirecionados para ampliar a realização de exames, cirurgias e outros procedimentos.
“Mesmo que não haja orçamento suficiente, nosso principal objetivo é zerar a fila do Sisreg. Se for necessário, vamos reduzir recursos de outras áreas, porque a fila do Sisreg não é formada por números. São pessoas, são vidas à espera de um exame, de uma cirurgia, de um procedimento. É necessário priorizar vidas”.
Emprego e formação profissional também foram ligados pela candidata à estratégia econômica da chapa. Ao citar a experiência da gestão municipal, Shádia afirmou que Manaus saiu de uma taxa de desemprego superior a 18% para cerca de 11% e relacionou esse movimento à abertura de oportunidades de trabalho na capital. Os números foram apresentados por ela durante a sabatina.
Na educação, a candidata destacou os programas de bolsas mantidos pela prefeitura e disse que a proposta é levar iniciativas semelhantes ao interior. Segundo Shádia, mais de 200 mil bolsas foram oferecidas, incluindo oportunidades para cursos de idiomas e pós-graduação. Ela também mencionou o passe livre estudantil e os resultados da rede municipal no Ideb.
Para Shádia, o desafio seguinte seria evitar uma ruptura entre os avanços que atribui ao ensino municipal e a etapa seguinte da formação dos estudantes, sob responsabilidade da rede estadual. A candidata usou o desempenho educacional como argumento para defender maior integração entre políticas de qualificação, ensino e geração de emprego.
“Nós não podemos deixar que a continuação desse estudo pare no ensino médio, que é a educação que o Governo do Estado hoje cuida. Precisamos fazer com que esse jovem continue estudando, se qualificando e tenha condições de entrar no mercado de trabalho”.
Alessandra abordou produção no interior, bioeconomia e qualificação ligada às vagas
Vice na chapa de Omar Aziz, Alessandra Campêlo apresentou uma estratégia baseada na exploração das diferentes vocações econômicas do Amazonas. Agricultura, mineração, pesca e aquicultura apareceram entre as atividades mencionadas para criar oportunidades fora de Manaus e reduzir a necessidade de migração de jovens do interior em busca de trabalho na capital.
“Não é correto um homem ou uma mulher, um jovem que termina seus estudos pensar em deixar a sua terra, a sua família, simplesmente para poder sonhar com um futuro melhor. A gente precisa garantir, criar condições para que quem está no interior, se for da sua vontade ali viver, poder ali se desenvolver e prosperar”.
Segundo Alessandra, a definição das atividades precisa considerar o potencial de cada região. A candidata também defendeu que o estado deixe de atuar apenas como fornecedor de matérias-primas e avance sobre etapas capazes de elevar o valor dos produtos amazônicos.
Nesse ponto, a bioeconomia e a biotecnologia ganharam espaço em suas respostas. Ela citou copaíba, andiroba e outros recursos tradicionalmente utilizados na Amazônia como matérias-primas com possibilidade de aproveitamento em cadeias industriais, além de mencionar biojoias, medicamentos, cosméticos e perfumaria.
“A gente pretende transformar o que o Amazonas tem agregando valor a esses produtos. A gente fala aí desde biojoias a medicamentos. A gente tem hoje, por exemplo, o óleo do pau-rosa que nós produzimos aqui e que é um dos maiores fixadores usados pela indústria internacional de cosméticos, de perfumes, por exemplo, e que a gente precisa ter valor agregado, a gente precisa fortalecer a produção.”
Rio Preto da Eva apareceu como exemplo desse movimento, com as produções de café e açaí. Para Alessandra, determinadas atividades precisam avançar do extrativismo para a agroindústria, permitindo que parte maior do valor gerado permaneça no próprio Amazonas.
“Quando você apenas colhe da natureza, aquilo tem um valor, mas quando você agrega valor àquilo transformando em produtos que possam ser vendidos no mercado nacional e internacional, você agrega valor e riqueza e, além disso, você gera emprego e renda”.
A estratégia passaria ainda por conectar produtores e comunidades à estrutura científica já instalada no estado.
“A gente precisa juntar isso com a vida das pessoas. A gente precisa aproximar a UEA, aproximar a Fapeam, aproximar a Universidade Federal, o Inpa, a Embrapa, toda essa rede de pesquisa e de produção científica da realidade dos nossos homens e mulheres que temos na Amazônia”.
Na área de emprego, a candidata propôs criar um programa de estágio remunerado voltado a estudantes que deixam a escola ou a universidade.
“O estágio remunerado vai fazer com que o estudante, ao sair da escola ou da universidade, ele fique durante seis meses num programa de trainee, pago com bolsa pelo governo do estado, para adquirir experiência dentro de empresas públicas e privadas. E ao sair daquele estágio, o aluno vai ter acesso a um certificado que vai demonstrar que ele tem experiência”.
Ela também defendeu redirecionar a oferta do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) para ocupações demandadas efetivamente pelas empresas.
“A gente também vai voltar o Cetam para a capacitação nas áreas que a indústria precisa, nas áreas que o mercado, o comércio precisam. Não adianta a gente ter cursos que não são voltados para as vagas que já existem no mercado de trabalho”.
Ao falar da Zona Franca de Manaus, Alessandra atribuiu à Reforma Tributária maior segurança ao modelo e afirmou que o cenário estaria atraindo “quase duzentas novas indústrias” para o Amazonas.
A gestão do dinheiro público também entrou na discussão econômica. Ao criticar contratações realizadas pelo Estado, Alessandra prometeu cumprimento das regras de licitação e da Lei de Responsabilidade Fiscal, disponibilização dos pagamentos no Portal da Transparência e abertura para fiscalização externa.
“O que nós pretendemos fazer é seguir a lei. Se o estado segue a lei das licitações, se o estado segue a lei de responsabilidade fiscal, se o estado age corretamente, não há como não haver transparência, não há como não fiscalizar, até porque é obrigação do estado colocar os dados em todo o sistema do Portal da Transparência”.
Serafim propõe zoneamento, bioeconomia e grandes projetos para o interior
Serafim Corrêa defendeu uma combinação de grandes investimentos, exploração de recursos naturais, bioeconomia, educação profissional e identificação das vocações econômicas de cada município. Para o candidato, as diferenças entre as regiões impedem a adoção de uma única fórmula de desenvolvimento para todo o Amazonas.
“Nós temos que olhar para a frente, olhar para o futuro. O Amazonas é um estado de dimensões continentais e precisamos ter soluções adequadas para cada município, porque cada um tem uma realidade diferente”.
Uma das ferramentas defendidas por Serafim foi a implantação do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) em todo o estado. O instrumento serviria para orientar decisões sobre as atividades mais adequadas a cada território e, na proposta apresentada pelo candidato, funcionaria em conjunto com novos investimentos, exploração de recursos naturais e cadeias ligadas à bioeconomia.
Serafim citou como exemplo os projetos de gás no interior, especialmente na região de Silves e Itapiranga. Segundo ele, a presença da Eneva representa um dos maiores investimentos privados já realizados fora de Manaus e mostra que empreendimentos de grande porte podem alterar a dinâmica econômica dos municípios quando acompanhados de infraestrutura e formação de mão de obra.
Ao mesmo tempo, o candidato defendeu que o desenvolvimento do interior não dependa apenas de grandes projetos. Nesse ponto, colocou a bioeconomia como uma alternativa capaz de aproveitar a biodiversidade e os conhecimentos das populações tradicionais em conjunto com novas tecnologias.
“Temos também o plano de bioeconomia. É utilizar os saberes das populações tradicionais em conjunto com novas tecnologias, trabalhando com a nossa biodiversidade. Juntando grandes projetos e bioeconomia, nós podemos gerar atividade econômica no interior e criar melhores condições de vida”.
A formação profissional seria outro componente dessa estratégia. Serafim citou o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e vinculou a capacidade de atrair investimentos para fora da capital à existência de trabalhadores qualificados nos próprios municípios.
“Não se leva investimento para o interior se não houver o mínimo de educação. E educação é a chave de tudo. Temos o Cetam para preparar as futuras gerações, oferecer qualificação para uma atividade econômica e permitir que essas pessoas tenham uma profissão, trabalhem e gerem renda para o Amazonas”.
No setor de energia, o candidato também destacou o uso do gás natural produzido no estado. Ele associou a abertura do mercado à exploração do Campo de Azulão e afirmou que a geração de energia a partir do gás permitiu ao Amazonas deixar de ser apenas importador e passar também a fornecer energia ao sistema elétrico.
Serafim citou a produção destinada ao Linhão de Tucuruí e afirmou que parte dessa energia é direcionada para atender Roraima. Para ele, o próximo passo deve ser ampliar a substituição do óleo diesel pelo gás natural nas unidades de geração do interior, embora reconheça que esse processo dependa também de decisões e investimentos do Governo Federal.
“O Amazonas, que era importador de energia, hoje também exporta energia, e uma energia mais limpa, produzida a partir do gás. Levar o gás para substituir o óleo diesel em todas as unidades é um desafio que está colocado. De nossa parte, tudo aquilo que pudermos fazer para avançar, faremos”.
No debate sobre recursos minerais, Serafim se declarou favorável ao Projeto Potássio Autazes. Ele apresentou o empreendimento como uma oportunidade de conciliar a demanda brasileira por fertilizantes com a geração de emprego e renda no interior do Amazonas e criticou a demora no processo de licenciamento.
“O Projeto de Potássio em Autazes reúne duas necessidades: a do Brasil, principalmente do agronegócio, que depende desse insumo, e a do interior do Amazonas, que precisa de geração de emprego e renda. O que considero um absurdo é que tenham sido necessários cerca de 15 anos para que a licença ambiental fosse autorizada, em meio a idas e vindas e decisões judiciais”.
O candidato também criticou a atuação do Ministério Público Federal no caso e afirmou discordar das contestações apresentadas contra o licenciamento. Na avaliação de Serafim, o projeto deve avançar com diálogo, observância das regras ambientais e participação das populações afetadas.
“De posse dessa licença, a empresa pode avançar. Mas, novamente, o Ministério Público Federal entrou e contestou essa decisão. Eu penso de forma diferente e entendo que é possível compatibilizar o projeto com a necessidade de geração de emprego e renda no interior”.
Léo Balbi defende transporte fluvial, turismo comunitário e fortalecimento da produção local
Léo Balbi levou a discussão econômica para a relação entre infraestrutura, comunidades e conservação da floresta. Questionado sobre como reduzir o custo da movimentação de pessoas e mercadorias entre Manaus e os demais municípios, destacou o peso do transporte fluvial no Amazonas e defendeu que as soluções logísticas considerem as características ambientais e sociais do território.
“O caminho para o interior, ele é de via fluvial, na maioria das vezes. E para a gente respeitar esses espaços a gente precisa viver naquele lugar, conviver com aquelas pessoas, entender como vivem cada uma delas e abrir as portas da sede do governo para ouvir a população é prioridade”.
Na avaliação apresentada pelo candidato, melhorar as ligações intermunicipais precisa servir tanto às atividades econômicas de maior porte quanto a quem produz nas comunidades. O planejamento, segundo ele, deveria levar em conta a durabilidade e a qualidade da infraestrutura sem afastar a conservação ambiental.
“A gente tem que entender que esse espaço é fundamental para que a gente consiga melhorar a economia do nosso estado, escoar nossas produções, mas também tem que lembrar do agricultor familiar que vive naquela comunidade, da família que vive lá em uma situação de precariedade e a gente precisa fazer essas ligações intermunicipais que durem muito tempo, com qualidade”.
Balbi também colocou o turismo de base comunitária entre as possibilidades de diversificação econômica. Ele citou comunidades indígenas que trabalham com turismo e bioeconomia e defendeu que essas atividades sejam utilizadas para abrir outras fontes de receita no estado. A defesa do turismo comunitário como alternativa de geração de renda foi registrada na cobertura do encontro.
A agricultura familiar apareceu associada a esse circuito. Balbi recorreu às festas tradicionais ligadas à produção regional — como o guaraná em Maués, o cupuaçu em Presidente Figueiredo e a laranja em Itacoatiara — para argumentar que o fortalecimento das cadeias produtivas também pode movimentar visitantes e comércio nos municípios.
“A gente precisa voltar a fortalecer o produtor rural, o agricultor familiar, para que a gente também consiga retornar a essa memória que a gente tem afetiva de estar no interior do estado e fortalecer essas pessoas”.
Segundo o candidato, uma política voltada ao interior deveria permitir que a renda gerada por essas atividades circulasse nos próprios municípios e criasse condições econômicas para a permanência da população.
“A ideia é que a gente consiga buscar políticas para afirmar que as pessoas fiquem nos seus municípios, nas suas cidades, buscando a melhoria daquele espaço, rodando o mercado financeiro naquele lugar e sendo priorizadas por quem está olhando e trabalhando o governo do estado nesse momento”.
Resumo redes: Dra. Shádia Fraxe (Avante), Alessandra Campêlo (PSD), Serafim Corrêa (PSB) e Léo Balbi (PSOL) participaram de sabatina na TV Norte Amazonas na noite desta sexta-feira (18). Coronel Aníbal (PL) foi o único convidado ausente. Acesse jornalopolo.com.br e confira o que foi proposto por cada candidato.