Log-In moderniza navio que conecta Manaus a portos do Brasil e do Mercosul
Log-In Endurance recebeu melhorias no hélice, sistemas de navegação e equipamentos de propulsão
Um dos navios que operam em rotas com passagem por Manaus passou por uma série de melhorias voltadas à eficiência energética. A Log-In Logística Integrada concluiu, no segundo trimestre de 2026, a docagem do porta-contêineres Log-In Endurance.
A embarcação recebeu retrofits (que são modificações feitas em equipamentos já existentes), pintura de silicone no hélice, atualização dos sistemas de navegação e manutenção dos equipamentos de propulsão.
O Endurance atua em serviços de cabotagem, que é o transporte de cargas entre portos do próprio país, e em operações com o Mercosul. As rotas atendidas conectam portos brasileiros, incluindo portos de Manaus (AM), a Buenos Aires, na Argentina.
O que mudou no navio
Entre as intervenções está a aplicação de pintura de silicone no hélice, solução que já vinha sendo utilizada em outras embarcações da Log-In. O revestimento busca melhorar a eficiência do hélice na água e reduzir a resistência durante a navegação.
Também foram realizados tratamento e pintura do casco e das tampas de porão, além da manutenção de motores elétricos, bombas, válvulas e dos sistemas de propulsão e governo do navio.
Os equipamentos de navegação instalados no passadiço, área de onde a embarcação é comandada, também foram modernizados como parte da atualização tecnológica da frota.
A Log-In não informou quanto foi investido na docagem nem apresentou uma estimativa de redução no consumo de combustível ou nas emissões após as intervenções.
“A docagem representa um investimento contínuo na confiabilidade e na evolução da nossa frota. Além de assegurar a conformidade operacional da embarcação, incorporamos melhorias que contribuem para uma operação mais eficiente”, diz Mauricio Trompowsky, diretor de Operações da Log-In Logística Integrada.
O Endurance também passou pela renovação quinquenal das certificações de classe e das certificações relacionadas à segurança dos equipamentos e acessórios utilizados na movimentação de cargas.
Pressão por eficiência no transporte marítimo
A modernização ocorre em um momento de crescimento da cabotagem e de aumento das exigências de eficiência energética no transporte marítimo.
Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a movimentação de cargas por cabotagem cresceu 3,3% em 2025 na comparação com o ano anterior.
Desde 2023, a Organização Marítima Internacional (IMO) exige o Índice de Eficiência Energética para Navios Existentes (EEXI) para as embarcações abrangidas pelas regras. O indicador considera características técnicas relacionadas à eficiência energética dos navios em operação.
Outra medida é o Indicador de Intensidade de Carbono (CII), aplicado a navios a partir de 5 mil toneladas de arqueação bruta. O sistema relaciona as emissões de CO₂ à capacidade da embarcação e à distância percorrida, classificando o desempenho dos navios de A a E.
Embarcações classificadas na categoria E ou que permaneçam na categoria D por três anos consecutivos precisam apresentar um plano de ações corretivas para alcançar o desempenho exigido.
As regras estão em processo de revisão. Em 2026, a IMO iniciou a segunda fase de avaliação das medidas de curto prazo para redução das emissões, incluindo EEXI, CII e o Plano de Gestão da Eficiência Energética do Navio (SEEMP).
Mais navios passarão por modernização
O Log-In Endurance foi o segundo navio da companhia a concluir uma docagem em 2026. Outra embarcação está atualmente passando pelo processo e novos navios devem entrar em docagem ainda neste ano. O programa continuará em 2027.
“O Log-In Endurance foi o segundo navio da nossa frota a passar por docagem em 2026. Atualmente, temos outra embarcação em docagem e a previsão de que outros navios passem pelo processo ainda este ano, dando continuidade ao nosso plano de modernização da frota”, afirma Felipe Gurgel, diretor executivo de Navegação da Log-In.
Atualmente, a Log-In opera nove navios porta-contêineres, que somam capacidade para 24.366 TEUs. A frota é utilizada em serviços regulares de cabotagem e em rotas que conectam o Brasil à Argentina, Paraguai e Uruguai.
Além da navegação, a companhia administra o Terminal de Vila Velha (TVV), no Espírito Santo, e atua no transporte rodoviário por meio da Tecmar e da Oliva Pinto.