O mapa das motos mudou: Nordeste se iguala ao Sudeste e lidera mercado brasileiro

Região emplacou 384,4 mil motocicletas no primeiro semestre; Sudeste emplacou 383,6 mil no período

Motocicletas novas estacionadas em fila em uma concessionária, prontas para venda
Foto: Reprodução/Internet

O Nordeste deixou de ser apenas um mercado em crescimento para se tornar protagonista nas vendas de motocicletas no Brasil. Depois de assumir a liderança nacional em 2025, a região manteve o ritmo no primeiro semestre deste ano e praticamente empatou com o Sudeste.

Entre janeiro e junho, foram 384,4 mil motocicletas emplacadas, contra 383,6 mil no Sudeste. As duas regiões responderam por 32,7% do mercado nacional, mas o Nordeste terminou o período à frente em volume absoluto.

Segundo a Abraciclo, o resultado mostra uma mudança no perfil do consumo no país. A motocicleta ganhou ainda mais espaço como alternativa de mobilidade no Nordeste, deixando de ser usada apenas para o trabalho e passando a fazer parte da rotina de deslocamento da população.

Para o diretor executivo da entidade, Sérgio Oliveira, esse avanço é resultado de uma combinação de fatores.  “Esse crescimento é explicado por conta da motocicleta como solução de mobilidade, pois é muito usada no Nordeste, não só para o uso profissional, por conta das entregas, como para deslocamentos. E a questão do clima favorece muito. Você tem calor o ano inteiro e isso contribui para o uso da motocicleta”, disse.

Em 2023, o Sudeste concentrava 37,3% dos emplacamentos nacionais, enquanto o Nordeste respondia por 31,1%. A diferença foi diminuindo até que, em 2025, os nordestinos assumiram pela primeira vez a liderança do mercado. Agora, os números do primeiro semestre de 2026 reforçam essa nova configuração.

Depois de Nordeste e Sudeste, o ranking é completado pela Região Sul, com 155 mil motocicletas emplacadas (13,2% do mercado), seguida pelo Norte, com 141,3 mil unidades (12%), e pelo Centro-Oeste, com 110 mil motocicletas (9,4%).