OAB Amazonas homenageia Honda por 50 anos de contribuição à indústria de Manaus
Com 32 milhões de motos já fabricadas, unidade do PIM produz cerca de 7 mil veículos por dia e concentra toda a produção nacional da marca
A Moto Honda da Amazônia recebeu, nesta sexta-feira (21), uma homenagem pelos 50 anos de atuação no Polo Industrial de Manaus (PIM), durante a solenidade de encerramento do VIII Congresso de Direito Tributário do Amazonas, evento promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM).
O congresso reuniu, entre os dias 19 e 21 de agosto, especialistas, autoridades, representantes do setor produtivo e profissionais do Direito para discutir os impactos da Reforma Tributária e o futuro da Zona Franca de Manaus (ZFM). O evento contou com apoio e participação do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam).
"A homenagem à Moto Honda da Amazônia representa o reconhecimento à trajetória de uma empresa que ajudou a construir a história da Zona Franca de Manaus e do desenvolvimento econômico do nosso Estado", pontuou o presidente da OAB Amazonas, Jean Cleuter.
Representando a fabricante, o head de Produção da Moto Honda da Amazônia, Lourival Barros, relacionou a permanência e a expansão da companhia em Manaus à confiança no mercado brasileiro. Ele também chamou atenção para o papel dos incentivos na manutenção da competitividade das empresas instaladas no Amazonas.
“A Honda vem investindo há 50 anos em Manaus e ampliando sua capacidade produtiva porque acredita no Brasil e no mercado brasileiro. Precisamos dos incentivos, não só a Honda, mas muitas empresas que estão aqui há mais de 50 anos. É importante debater o assunto tributário e aprovar a Reforma Tributária dentro das condições que assegurem a continuidade da Zona Franca de Manaus”, frisou.

Estrutura
Precursora do segmento de motocicletas na região, a fabricante participou do desenvolvimento de uma cadeia que, ao longo das últimas cinco décadas, passou a reunir fornecedores, mão de obra especializada e conhecimento industrial. Hoje, segundo a Abraciclo, Manaus abriga o maior polo de Duas Rodas fora da Ásia, resultado de uma trajetória que também contribuiu para a qualificação de profissionais na capital amazonense.
A unidade amazonense teve sua inauguração oficial em 4 de novembro de 1976, data que marca a saída da primeira motocicleta de uma linha de montagem na região. A primeira foi a CG, modelo que, sozinho, já ultrapassou a marca de 15 milhões de unidades produzidas na capital.
Hoje, Manaus concentra toda a produção de motocicletas Honda no Brasil, emprega mais de 9 mil profissionais e fabrica atualmente cerca de 7 mil motos da marca por dia. São cerca de 20 modelos, com cilindradas que vão de 110 cc a 1.100 cc, destinados tanto ao mercado brasileiro quanto à exportação para mais de 15 países.
A planta amazonense é apontada pela fabricante como a unidade mais verticalizada do grupo no mundo, ou seja, concentra internamente uma ampla quantidade de etapas necessárias à fabricação das motocicletas. A operação mantém ainda uma cadeia com mais de 120 fornecedores diretos de peças e matérias-primas. No mercado brasileiro, a marca conta com mais de 1.100 pontos de venda.

Em fevereiro deste ano, outro número colocou em perspectiva o tamanho dessa trajetória: a Honda da Amazônia alcançou 32 milhões de motocicletas produzidas desde 1976.
Em 2025, a companhia fechou com mais de 1,5 milhão de motocicletas produzidas na fábrica amazonense, crescimento de 17% em relação a 2024 e o melhor resultado anual desde 2011, quando a produção havia chegado a 1,69 milhão de unidades.
E os números de 2026 mantêm essa trajetória: somente no primeiro semestre, saíram das linhas de Manaus 801 mil motocicletas, 4,7% a mais que no mesmo período de 2025. Nos emplacamentos, a fabricante contabilizou 772 mil unidades nos primeiros seis meses do ano, avanço de 11% na comparação anual.
A expectativa da Honda é fechar 2026 com 1,6 milhão de motocicletas produzidas. A expansão ocorre junto ao lançamento de novos modelos, entre eles CB1000 Hornet 2027, CB300F Twister 2027 e Biz 125 EX Kuromi.
O investimento previsto para sustentar esse movimento nos próximos anos foi anunciado em outubro de 2025: R$ 1,6 bilhão, destinado às operações até 2029. Os recursos estão ligados à atualização da estrutura produtiva, novos produtos e melhorias nos processos industriais.

Formação na indústria
A estratégia da Honda em Manaus também passa pela formação de profissionais. Em julho deste ano, a fabricante e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) lançaram uma pós-graduação in company em Ergonomia Aplicada à Indústria 4.0.
A especialização foi criada para preparar profissionais para um ambiente industrial com presença cada vez maior de automação, tecnologias digitais e processos produtivos avançados. O conteúdo também envolve segurança do trabalho, eficiência operacional e adaptação dos trabalhadores às transformações trazidas pela Indústria 4.0.
Ao todo, 33 especialistas serão formados entre 2026 e 2027. Para o diretor de Administração e Finanças da Moto Honda da Amazônia, João Mezari, o investimento em qualificação faz parte da estratégia da companhia.
“As pessoas estão no centro da nossa estratégia. Acreditamos que investir em conhecimento é fundamental para fortalecer competências, posicionar inovação e contribuir para o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, afirmou.